EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL

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1 1 Organização Sete de Setembro de Cultura e Ensino - LTDA. Faculdade Sete de Setembro FASETE Bacharelado em Direito MARCELO BARBOSA DE MACEDO EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL PAULO AFONSO 2014

2 2 MARCELO BARBOSA DE MACEDO EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL Trabalho de Graduação II apresentado ao corpo docente do Curso de Bacharelado em Direito da Faculdade Sete de Setembro FASETE, como requisito para conclusão de curso. Orientador: Prof. Msc. Pedro Camilo de Figueirêdo Neto. PAULO AFONSO/BA 2014

3 3 FOLHA DE APROVAÇÃO EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL Monografia apresentada ao corpo docente do curso de Bacharelado em Direito da Faculdade Sete de Setembro FASETE, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Direito. BANCA EXAMINADORA Profº Msc. Pedro Camilo de Figueirêdo Neto Orientador Prof ª (FASETE) Examinador 1 Prof. (FASETE) Examinador 2 PAULO AFONSO 2014

4 4 Dedico este trabalho à minha família, principalmente minha esposa e meu filho, que no decorrer da produção monográfica tiveram paciência e compreensão comigo, aceitando minha oscilação de humor e desabafos, tornando possível e menos dificultoso a conclusão deste trabalho, divido então o alcance dessa etapa e de todas as outras nesse curso que ora finda, a eles.

5 5 AGRADECIMENTOS Deus em primeiro plano sempre, a quem devo tudo que tenho, e tudo que sou, e tão somente pela fé é que cheguei até aqui. À minha família e aos meus pais, que sempre torceram por mim, e nos momentos de tristeza e dificuldade souberam me confortar e me mostrar o caminho a seguir, de forma honrosa e respeitosa. Aos meus irmãos, que sempre acreditaram em mim e nos meus projetos de vida, torcendo e se orgulhando das coisas mais simples que eu alcançava, e dividindo comigo a alegria de cada vitória. Ao meu Orientador professor Pedro Camilo, pela sua dedicação ao Ofício e a paciência que teve comigo, dividindo a construção da ideia sem mudar a intenção do trabalho, direcionando de forma sábia o foco deste trabalho desenvolvido. A todos aqueles que dividiram comigo o dia-dia em sala de aula, e nas viagens diárias de Delmiro a Paulo Afonso. Mesmo com todas as discordâncias e embates de ideias, pois foi pela força do grupo que chegamos quase todos juntos, e sei que em tempo diferente os outros também chegarão. Pois, não adianta se apressar, tudo acontece no tempo de Deus. Sábio é aquele que compreende isso e espera os desígnios do Senhor.

6 6 Tudo Vale a Pena, quando a Alma não é Pequena. Fernando Pessoa

7 7 MACEDO, Marcelo Barbosa de. Efetividade da Ressocialização dos detentos do Presídio do Agreste Craíbas/AL. 59 fls. Monografia (Bacharelado em Direito) Faculdade Sete de Setembro: Paulo Afonso, RESUMO A presente monografia aborda questões relacionadas à ressocialização dos detentos, procurando mostrar a importância da reintegração social dos presos no que diz respeito à devolução cidadão infrator à sociedade em condições plenas de exercer a sua cidadania. Este trabalho teve como objetivos investigar se o Presídio do Agreste Craíbas/AL cumpre a sua função ressocializadora que resulta em reintegração social do detento, bem como, averiguar como se dá esse processo. Como objetivos específicos; conhecer acerca do histórico da pena; abordar sobre as teorias da pena; investigar sobre a situação do presídio do Agreste no tocante a ressocialização dos apenados. A metodologia utilizada foi de pesquisa bibliográfica e de campo com aplicação de questionário de natureza qualitativa e quantitativa ao gestor do presídio e a 30 detentos. Concluiu-se que o sistema penitenciário atual se encontra falido e que é urgente à necessidade de efetivação da ressocialização dos presos através de assistência social, educação contínua, qualificação profissional, entre outros. A forma como os presos vêm sendo tratado nas prisões resulta em uma população carcerária marginalizada, propensos ao sair em liberdade a reincidir no crime promovendo o caos na sociedade. Palavras-chave: Penas. Ressocialização. Detentos.

8 8 ABSTRACT This monograph discusses issues related to the rehabilitation of prisoners, trying to show the importance of the social reintegration of prisoners with regard to citizen returning offenders to society fully able to exercise their citizenship. This study aimed to investigate whether the Presídio do Ageste - Craíbas/ AL resocialization fulfills its function resulting in social reintegration of the prisoner, as well as explore how this process takes place. Specific objectives; learn about the history of the pen; address on the theories of punishment; investigate the situation of the prison Wasteland regarding the rehabilitation of inmates. The methodology used was the literature research and field application of qualitative and quantitative nature of the prison manager questionnaire and 30 inmates. It was concluded that the current prison system is broke and it is urgently necessary to effect the rehabilitation of prisoners through social assistance, continuing education, professional training, among others. The way the prisoners are being treated in prisons results in a marginalized, prone inmates to go free to relapse into crime by promoting chaos in society. Keywords: Feathers. Resocialization. Inmates.

9 9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ORIGEM E EVOLUÇÃO DA PENA CONSOLIDAÇÃO DA LEGALIDADE DO DIREITO PENAL TEORIA DA PENA PREVENÇÃO ESPECIAL POSITIVA REINSERÇÃO SOCIAL O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO AS ASSISTÊNCIAS DO PRESO CONFORME A LEI DE EXECUÇÕES PENAIS A EDUCAÇÃO E O TRABALHO NA REINSERÇÃO SOCIAL A FALÊNCIA DO MODELO ATUAL DO SISTEMA PRISIONAL METODOLOGIA TIPO DE PESQUISA CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA AMOSTRAGEM E COLETA DE DADOS ANÁLISE DOS DADOS EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... APÊNDICE 1... APÊNDICE

10 10 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1: Opinião do preso sobre sua pena...44 Gráfico 2: Oferta de qualidade profissional...45 Gráfico 3: Colaboração da população para recuperação e reinserção do preso na sociedade...46 Gráfico 4: Cumprimento das garantias constitucionais e que a LEP lhes asseguram são respeitadas...47 Gráfico 5: Condições Financeiras dos presos para custear a defesa durante o processo...48 Gráfico 6: Opinião do preso sobre ser uma pessoa melhor após seu tempo de encarceramento...49

11 11 1 INTRODUÇÃO O sistema prisional brasileiro é considerado falido, pois o que se tem são milhares de indivíduos, autores de delitos de gravidades bem diversas, amontoados em cadeias superlotadas, com infraestrutura básica e inadequada, afastados temporariamente, e sem preparo para regressar ao convívio social. A prisão vem sendo tão massacrante para o detento que o fato de ser submetido a um processo penal e acusado formalmente da prática de um crime acarreta marca profunda produzida pelo simples contato com o sistema carcerário, sendo a sua defesa necessária e abrangente, podendo ser alcançada, inclusive na realização de projetos ressocializadores. A Constituição Federal prevê que a população prisional também possui a garantia dos direitos e deveres fundamentais. De acordo com o art. 5º deste ordenamento, em seu inciso XLIX reza que é assegurado aos presos a integridade física e moral, no entanto, o delinquente é, por vezes, levado a condições subumanas, no qual tem violado a sua integridade física e moral, logo no ingresso à prisão, passando por privações e grave violência física, psíquica e moral, como forma de retaliação pelo crime cometido. Assim, esse indivíduo vai aos poucos se sentindo ferido, como também a sua autoestima, pela perda de sua privacidade, do seu espaço e submissões a revistas, muitas vezes em formas ultrajantes. Dentro desse quadro, a tendência é reafirmar a ineficácia da ressocialização dos presídios, tornando-se impossível a reconstrução moral dos seus encarcerados, visto que essa situação provoca um processo irreversível de degradação, com o oferecimento de um tratamento que, sem estimulação social e efetiva, impede ao recluso recuperar seus reais comportamentos. Como agravante, a falta de privacidade, que está ligada à atitude controladora e repressiva da prisão, se apresenta de modo geral, como uma agressão corporal e psicológica.

12 12 Observa-se nesse quadro, uma total discrepância com o que roga a Lei de Execução Penal (LEP) acerca da pena e da ressocialização, que dispõe em seus capítulos II e III, do Título II, sobre as formas de assistência ao preso e ao internado, oferecendo os meios e modos de formar uma sociedade justa, humana e capaz de proporcionar ao infortunado delinquente a oportunidade de rever seus atos antissociais e voltar ao convívio em comunidade. Assim, o direito à ressocialização, vinculado ao estado social de direito, decorre de princípio fundamental da política criminal, que tem como base do ordenamento jurídico brasileiro, os direitos fundamentais do homem, que derivam da exigência moral de respeitar a dignidade da pessoa humana. Deste modo, este trabalho se justifica pela necessidade de revelar uma realidade existente em vários presídios brasileiros. Pretende-se com este estudo não apenas revelar uma realidade, mas trazer também uma reflexão sobre a discrepância do que traz a Legislação e Normas pertinentes com uma situação real, a dos detentos do Presídio do Agreste, abordando os aspectos mais relevantes, com referência a conceitos jurídicos básicos, observando-se sempre as novas tendências sobre a ressocialização. Diante disto, surgiu o seguinte questionamento: qual a realidade da efetividade do processo de ressocialização dos detentos nos presídios brasileiros, e em especial, no Presídio do Agreste - Craíbas no estado de Alagoas, e se esse processo cumpre a sua função ressocializadora? Este trabalho de conclusão de curso teve como objetivos investigar se o Presídio do Agreste Craíbas/AL cumpre a sua função ressocializadora que resulta em reintegração social do detento, bem como, averiguar como se dá esse processo. Como objetivos específicos; conhecer acerca do histórico da pena; abordar sobre as teorias da pena; investigar sobre a situação do presídio do Agreste no tocante a ressocialização dos apenados. Para a construção deste trabalho é necessário realizar além de pesquisa bibliográfica, uma pesquisa de campo direcionada por um questionário

13 13 semiestruturado de abordagem qualitativa e quantitativa aplicado a 30 detentos do presídio acima mencionado. A construção deste trabalho monográfico foi estruturado da seguinte maneira: a segunda parte versa sobre a origem e evolução da pena e assuntos relacionados à mesma, a terceira parte discorre acerca do sistema prisional brasileiro, como também aborda aspectos relevantes sobre a LEP e como se encontra atualmente a situação dos presídios brasileiros; a quarta parte trata da metodologia da pesquisa; a quinta e última parte aborda sobre a efetividade da ressocialização dos detentos do Presídio do Agreste Craíbas/AL. E em seguida são mostradas as considerações finais.

14 14 2 ORIGEM E EVOLUÇÃO DA PENA A liberdade é um atributo essencial do ser humano. O processo histórico do ser humano desde a criação, com o afastamento do homem de Deus iniciava a história das penas. A partir daí, o mesmo não parou de praticar atos graves ou ter comportamentos nocivos para com o seu semelhante. Desde o início das civilizações, os grupos sociais em seus níveis de organização estabeleciam regras que resultavam de alguma forma na punição daquele que praticava atos que eram contrários a seus interesses. De acordo com Greco (2011) fazer algum tipo de punição era uma questão de sobrevivência do próprio grupo com o intuito de impedir comportamentos que colocassem em risco a sua vivência. Destarte, desde o princípio a pena aparece em sua função que vai muito além da individualidade. É uma reação social contra os elementos inacessíveis às condições de vida coletiva; é a pena no interior do grupo, a pena interna, que passou a ser uma defesa contra os inimigos do exterior, a pena externa. Assim, onde quer que exista um grupo constituído (família, clã ou tribo), serão encontradas duas maneiras de penas: a pena proteção, sob o aspecto exterior, e a pena expiação, sob o aspecto interior (CALDEIRA, 2009). De acordo com os ensinamentos de Maggiore (1972, p. 243): A pena como um impulso que rege com um mal ante o delito é contemporânea do homem; por este aspecto de incoercível exigência ética, não tem nem princípio nem fim na história. O homem como ser dotado de consciência moral, teve e terá sempre, as noções de delito e pena. Pena é uma palavra originária do latim poena e do grego poiné e significa inflição de dor física ou moral que se aplica ao infrator de uma lei. Os ensinamentos de Enrique Pessina (1914 apud Greco 2011, p. 126) mostram que a pena expressa é um sofrimento que recai, por obra da sociedade humana, sobre aquele que foi declarado autor de delito.

15 15 A aplicabilidade da pena pode ser observada desde os tempos mais remotos como já citado anteriormente. Nas sociedades primitivas, as penas eram impostas com o intuito de acalmar a divindade, punia-se o transgressor. Assim, a pena tinha o sentido de vingança. Essa modalidade de pena ficou conhecida como vingança privada, pois, percebia-se que o objetivo desse tipo de pena era a pura e simples retribuição de algum mal praticado por alguém. Nesta época, ocorrendo um crime havia a reação da vítima e de seus familiares ou grupo social no qual estavam inseridos, seja clã, família ou tribo, que atuavam de maneira desmesurada, sem haver preocupação com a magnitude da ofensa, agindo de forma que atingia não somente o autor do delito, mas todo o grupo a que ele pertencia. No livro sagrado dos Cristãos, a Bíblia, menciona que havia alguns locais denominados de cidades refúgio, que tinham por objetivo refugiar indivíduos acusados de praticar homicídio involuntário, isto é, homicídio culposo para evitar que o mesmo fosse morto pelo vingador de sangue (familiares). 1 Diante da desproporcionalidade constatada entre a ofensa e a resposta, foi originada a Lei de Talião, constituindo parâmetros para a determinação das penas, estabelecendo uma reação proporcional ao mal praticado. Surgindo o ditado olho por olho, dente por dente. Este brocardo traduzia uma definição de justiça mesmo que ainda associada à vingança privada. Mais tarde, essa lei foi abraçada em vários ordenamentos, tais como, o Código de Hamurabi, criado na Babilônia (séc. XVIII a.c), os Pentateucos (Livros da Bíblia) e a Lei das XII Tábuas, de Roma (séc. V a. C.) (IRIBURE JR, 2009). Outra fase ficou conhecida como da Vingança Divina, cuja imposição de penas estava associada à influência religiosa na vida dos povos mais remotos. Nessa fase, o castigo era voltado à satisfação dos deuses insultados pelo crime, incumbindo ao 1 BÍBLIA, Livro de Números, cap. 35, versículo 27.

16 16 clérigo à determinação de severo castigo, aplicado com evidente crueldade, destacando que o castigo imposto tinha relação direta com a nobreza do deus afrontado. As penas eram rigorosas e desumanas, com o único objetivo de intimidar os autores de delitos. Na antiguidade, a principal característica do sistema penal se deu pelo fato de que as penas eram quase que excepcionalmente corporais e a pena de prisão não era usada como medida repressiva, mas sim visando garantir o cumprimento das penas corporais, sobretudo a pena de morte. Ou seja, a prisão dos indivíduos não era utilizada como pena, mas sim como configuração de custódia, de maneira a evitar a fuga do criminoso e assegurar que as penas corporais, especialmente a morte, fossem aplicadas ao mesmo. Conforme os ensinamentos de Greco (2011), tempos mais tarde, aparecem à figura dos árbitros, ou seja, indivíduos que tinham a função de mediar os conflitos e apontar aquele que estava com a razão. Geralmente, essa atribuição era conferida aos sacerdotes, em virtude de seu elo com Deus, ou aos anciãos, isto é, aquelas pessoas que, devido à sua experiência de vida, conheciam os costumes do grupo social em que estavam inseridos. Na Idade Média, a aplicação das penas foi influenciada fortemente pelo direito germânico, que ainda predominava a pena corporal, com a crueldade e a vingança sendo considerada a base para as sanções. O papel da igreja foi condição essencial para a experimentação de penas mais humanizadas, haja vista que a igreja era contrária as penas desumanas, o que resultou na diminuição da aplicabilidade de penas corporais e penas de morte. Para Souza (2004, p. 11): Em razão da forte influência da Igreja, o cárcere passa a ser visto como um instrumento espiritual de castigo, que foi introduzido pelo direito canônico, uma vez que o crime se confundia com o pecado, e a prisão passou a ser uma forma de o criminoso redimir o seu pecado.

17 17 Entre os séculos XV ao XVIII, período chamado de Idade Moderna foi marcado por importantes transformações estruturais no tocante a sociedade e a economia. É nesse momento histórico que se passa a explorar o trabalho braçal dos criminosos e carcerários, com o intuito de conseguir mão-de-obra barata, frente ao desenvolvimento econômico. Neste pressuposto, a determinação do trabalho aos condenados passou a ser uma das modalidades de prisão, salientando que os presidiários eram coagidos a trabalhar mediante ameaças. No fim do século XVI em implicação da doutrina da Igreja, sucedeu uma ampla revisão no objetivo da pena, que passou a ter caráter de penitência, como maneira do indivíduo saldar a sua dívida perante a sociedade pelo crime cometido. Havendo uma maior organização social, o Estado chamou pra si a responsabilidade de não apenas resolver conflitos, mas também aplicar pena de acordo com o mal praticado. A partir desse momento, o Estado tinha em suas mãos o poder de definir os delitos e quais condutas incorriam em crime e quais as penas que seriam aplicadas, instituindo assim o caráter retributivo, preventivo e ressocializador do Direito Penal. Esse período ficou conhecido como a fase da vingança pública. Destacando que nesta fase, as penas impostas continuavam rigorosas e com requintes de crueldade. A esse respeito Greco (2011) afirma que nesse estágio, o Estado dizia o direito que seria aplicável em caso concreto, como também cabia a ele a execução de suas decisões, era, portanto, o exercício da chamada jurisdição. No período iluminista, o homem pagava pelo mal que ele havia cometido. Nesta fase, as penas eram consideradas de caráter aflitivo. Na maioria das vezes as sanções estavam relacionadas ao sofrimento físico e mental do autor do delito. Mas, a partir do final do século XVIII as penas aflitivas foram sendo substituídas, gradativamente pela pena de privação de liberdade que era uma medida cautelar, cuja finalidade principal era manter o condenado preso para posteriormente haver a aplicação da pena corporal. Cabe aqui destacar que neste século, as penas que

18 18 mais se aplicavam eram as corporais e a pena de morte, as penas infamantes, e as penas de natureza pecuniária (em casos menos graves). Beccaria em seu livro se manifesta contrário a pena de morte e a tortura e insiste na necessidade de afastamento entre a justiça divina e a justiça humana, sustendo o princípio da legalidade e da presunção de inocência, defendendo como finalidade da pena, a intimidação do cidadão e a recuperação do criminoso. O período iluminista foi fundamental para o Direito Penal, haja vista que a partir desse momento o pensamento punitivo está embasado na razão, e para que houvesse a punição era condição sine qua non o uso de provas. Isso contribuiu para a modificação do processo penal, não somente pela utilização de provas para que houvesse a condenação, mas, sobretudo, por haver o conhecimento das penas que seriam aplicadas de acordo com a ação criminosa. O homem não é mais percebido como um objeto. E passa a ser reconhecido os direitos inatos ao ser humano. Direitos estes que não podiam ser desconsiderados, tais como, a sua dignidade e a sua igualdade perante a lei. Um fato de grande importância para o progresso da aplicação de penas e do sistema carcerário foi que o direito penal passou a ser alicerçado na valorização do indivíduo, o crime passou a ser entendido como um fenômeno jurídico. A sanção passou a ser estabelecida como forma de combate ao crime. Segundo Souza (2004), nesse cenário a pena perde seu caráter religioso, o que resultou na suspensão da pena de morte, dos trabalhos forçados e das penas cruéis. O autor salienta ainda, que tempos após, o crime deixou de ser compreendido como um fenômeno jurídico, passando a ser avaliado como um fenômeno natural; de modo que, o sentenciado necessitaria passar por um tratamento, nascendo daí o fim ressocializador das prisões. Atualmente, o entendimento do que é a pena parte do princípio de que a mesma é um instrumento repressivo com tripla intenção: retributiva, repressiva e ressocializadora. Para a aplicação das sanções alguns limites são pré-estabelecidos e alguns princípios devem ser observados obrigatoriamente, entre estes, o princípio

19 19 da dignidade da pessoa humana, da retroatividade benéfica da lei penal, da personalidade, da individualização, da proporcionalidade, dentre outros. Ressaltando que o ordenamento jurídico brasileiro como já citado anteriormente, proíbe a pena de morte, de banimento, degradantes, de trabalho forçado, de caráter perpétuo e penas cruéis (NOGUEIRA, 2008). No entanto, apesar de haver uma evolução no que diz respeito às penas e as prisões, no Brasil e em algumas partes do mundo, a aplicação das penas não condiz com muitas estruturas carcerárias existentes, ou ainda, mesmo havendo uma boa estrutura ainda não há de fato uma preocupação com a recuperação e reinserção social do preso, focando apenas no caráter retributivo e punitivo que faz com que o egresso volte a reincidir no crime, já que não terá sido preparado para seu retorno a sociedade e na maioria das vezes não tendo oportunidades fora do cárcere. 2.1 CONSOLIDAÇÃO DA LEGALIDADE DO DIREITO PENAL Com a consolidação do Direito Penal a compreensão do que é a pena é modificada, ela deixa de ser vista como mero castigo e passa a ser algo bem mais relevante sendo discutida seja na área filosófica, seja na área jurídica. Brandão (2008, p. 35 apud SILVA, 2012, p. 20) afirma que: a lei exerce o papel central do Direito Penal, pois possibilita a concreção dos seus fins. A partir dessa visão, fundamentada pelo preconizador do Princípio da Legalidade no atual ordenamento jurídico penal brasileiro, Feurbach, o Direito Penal adota a dignidade da pessoa humana como direito fundamental presente na Carta Magna. Neste diapasão, a pena como castigo com o intuito de devolver ao criminoso o mal que causou a alguém, não faz mais sentido, sendo adotado a partir daí o caráter humanitário onde não é mais permitido que a ação do Estado seja arbitrária, cujas penas aplicadas eram feitas de forma inadequada sem qualquer fundamento não considerando a dignidade da pessoa humana.

20 TEORIAS DA PENA Após discorrer brevemente sobre a origem e evolução da pena, é fundamental conhecer as teorias na qual esta se fundamenta. As teorias são de grande relevância no tocante à problemática da pena, haja vista que a mesma possui papel de destaque no que concerne a sua eficácia no momento de sua aplicação. Deste modo, a compreensão dessas teorias é fundamental para que haja um maior entendimento sobre o sistema penal do Brasil, o seu funcionamento e, consequentemente, sobre a aplicação de penas eficazes que resultem na ressocialização. De acordo com Grokskreutz (2010), a doutrina utiliza três grandes grupos de teorias que são: teoria absoluta, teoria relativa e a teoria mista, destacando que cada uma delas possui seu grau de punição. A pena é procedente da prática de uma conduta ilícita, antijurídica e culpável, designada a todo indivíduo que desobedeceu a legislação penal, sendo assim, uma maneira do Estado efetivamente aplicar a norma ao caso concreto (GROKSKREUTZ, 2010). A teoria retributiva da pena também chamada de teoria absoluta encontra respaldo na ideia de que um ato ilícito deve ser retribuído com outro mal que se aplica ao infrator, ou seja, uma pura e simples retribuição de natureza punitiva. Nessa teoria não são considerados os efeitos que porventura possam surgir a partir da aplicação desta pena. A pena é compreendida como a consequência, prevista em lei, de um ato delituoso, por esta razão, já se justifica (SILVA, 2012). Segundo os ensinamentos de NERY (2005), existe uma variante da teoria absoluta que pondera que a pena deve ser para o autor do delito uma maneira de "expiación", isto é, uma forma de punição que o condenado deve cumprir para pagar seu ato ilícito e sua culpabilidade pela ação cometida.

21 21 Para Zaffaroni (2011, p. 112 apud SILVA, 2012, p.21) a pena encontra em si mesma a sua justificação, sem que possa ser considerada um meio para fins ulteriores. Assim, a pena é absoluta em seu próprio fim não carecendo de justificação para sua aplicação. Outros autores, a exemplo de Bacigalupo (1996, p. 12) sugerem que o fundamento da pena está exclusivamente na justiça e na necessidade moral. Para ele, a pena deve ser útil, porém não seja justa e necessita de legitimidade. Para essa teoria, como expõe o autor, a pena necessária é aquela que determine ao agente um castigo (uma redução dos seus direitos) que compense o mal que ele havia causado livremente (SILVA, 2012). No tocante a esta teoria, dois grandes filósofos tiveram grande importância ao discorrerem sobre ela, Kant e Hegel. Sendo que o primeiro considerou a fundamentação de ordem ética, enquanto que o segundo, uma fundamentação de ordem jurídica. De acordo com a visão de Kant, aquele que não age de acordo com o que a lei determina, não é digno de cidadania. Assim, para aqueles que infringem o que impõe a lei, se torna de responsabilidade de o Soberano estabelecer uma pena a este indivíduo. Ressaltando que este filósofo percebe a lei como sendo um imperativo categórico, ou seja, determinado mandamento não segue outro fim senão a sua própria representação (MORAIS, 2012). Segundo o mesmo autor, os ensinamentos de Kant mostram que a aplicação da pena se dá porque o ordenamento legal foi violado, não levando em conta se a sanção trará benfeitoria para o autor do delito ou para a sociedade, apenas importando a pena que lhe é imposta. Apesar disso, o filósofo não deixou de considerar a espécie e a medida da pena, preferindo defender o ius taliones, porém seguindo a pretensão do Estado e não do particular, no qual, afirma, o mal não merecido que fazes a teu semelhante, o fazes a ti mesmo, se o desonras, desonras a ti mesmo, se o maltratas ou o matas, maltrataste e matas a ti mesmo. (KANT apud MORAIS, 2012, p. 1).

22 22 Hegel, por sua vez, direciona seu pensamento ao fato de que a sanção deve ser imposta para restaurar o status anterior ao crime, ou seja, resgatar a ordem que foi prejudicada pelo sujeito que transgrediu a lei. Hegel, resumidamente falou que: a pena é a negação da negação do direito. Ou seja, para Hegel a negação da negação está relacionada à pena como punição do delito (SILVA, 2012). Conforme Queiroz (2008, p. 282), Hegel entendia que: O direito é a realização da liberdade do espírito. A negação do direito pelo delito não representa a destruição do direito, por que o direito é vulnerável, o que há é apenas uma aparência de destruição, o direito reage com a pena. A pena nega a realidade que aparentemente anulava o direito, a pena mostra que o delito é impotente para destruir o direito, ele é, portanto, a lesão da lesão do direito. Queiroz (2008, p. 282 apud SILVA, 2012) ressalta também que se o crime é a negação do direito e a pena é a negação do crime, pode-se afirmar que a pena é a negação da negação do direito, prontamente, a negação de uma negação é uma afirmação, a pena reafirma o ordenamento infringido pelo crime. Ainda para Silva (2012) as teorias absolutas não estão em concordância com a Teologia do Princípio da Legalidade. Consideradas teoria de fato, estão corretos quando asseguram que a pena é um mal, haja vista que a sanção implica perda de bens jurídicos. Contudo, o Direito Penal baseado no Princípio da Legalidade coloca como componente principal do seu sistema, a pessoa humana, resguardada pelo princípio da Legalidade. Destacando que o mal da pena deve ultrapassar a ela visando a valorização do ser humano, que é dito como destinatário do Direito Penal e valorizado na sua dignidade humana. Na teoria relativa ou prevencionista passa haver uma preocupação com as consequências que são produzidas pelas penas quando da aplicação da mesma. De acordo com o entendimento de Zaffaroni (2011 apud SILVA, 2012), essas teorias no tocante ao alcance de objetivos posteriores utilizam a sanção como uma maneira de chegar a um fim. Isso mostra onde reside a diferença entre a teoria absoluta e a relativa. Na teoria relativa à pena busca um modo de se chegar a um resultado.

23 23 A teoria relativa pode ser de dois tipos: prevenção geral e prevenção especial do crime (punitur ne peccetur) 2. Na primeira, a sanção gera efeito sobre os membros da comunidade jurídica que não delinquiram; a segunda, a pena surte efeito sobre o apenado (SILVA, 2012). Na prevenção especial a pena tem o objetivo de readaptação e segregação social do individuo que delinque, como forma de evitar que o mesmo volte a praticar atos criminosos. Já a prevenção geral é representada pela intimidação dirigida ao ambiente social (as pessoas não delinquem porque têm medo de receber a punição) (CAPEZ, 2010, p. 385). A teoria preventiva geral da pena encontra-se embasada em dois conceitos básicos: intimidação e ponderação da racionalidade do indivíduo. De acordo com Bitencourt (2010), a prevenção geral da pena é defendida por: Bentham, Beccaria, Filangieri, Schopenhauer e Feuerbach. Para a teoria geral da pena, o indivíduo quando ameaçado torna-se motivado a não cometer atos delitivos. Não levando em consideração uma possível não descoberta do crime praticado pelo delinquente. Assim, o receio pretendido em face da ameaça de aplicação da pena não é empecilho para que o criminoso realize outros atos delitivos. Bitencourt (2010) salienta que a teoria da prevenção especial, igualmente busca impedir a prática do delito, entretanto dirige-se excepcionalmente ao criminoso em particular, visando a não repetição do ato delitivo. Em outras palavras, a diferença entre ambas reside no fato de que a prevenção geral é direcionada à coletividade, enquanto que a especial tem como alvo o indivíduo criminoso. 2 Pune-se para que não se peque. Dicionário de Brocardos Jurídicos Latinos. Disponível em: Acesso em: 18 mai

24 24 Conforme afirma Bianchi (2012 apud SILVA, 2012, p. 26): A prevenção especial pode ser considerada positiva, ela representa o intento ressocializador, a reeducação e a correção do delinquente, isso se dá através do trabalho de profissionais da área de psicologia, sociologia, serviço social, entre outros, visando com a aplicação da pena, a readaptação do sujeito à vida em sociedade. A prevenção especial desempenha uma função essencial na medição da pena, sobretudo, no momento de se analisar as agravantes e as atenuantes que convergem em um fato determinado, porquanto, ao concentrar seus efeitos na concreta personalidade do criminoso, permite conhecer as circunstâncias particulares que levaram o sujeito a praticar o ato delitivo, promovendo assim, um maior entendimento sobre as possibilidades de lhe aplicar uma pena impedindo-se, na medida do possível, o encarceramento. Mas, cabe aqui destacar que ela é incapaz de evidenciar, uma delimitação do poder punitivo do Estado quanto ao seu teor, não permitindo, além disso, que se analise a delimitação temporal de uma pena fixa, na medida em que para obter resultados deveria prosseguir até a correção do apenado (SILVA, 2012). Devido o fato de haver controvérsias no que diz respeito às teorias absolutas e relativas, surgiram novas teorias buscando resolver questões relacionadas à criminalidade. Estas foram denominadas de Teorias Mistas ou Unificadoras que têm como objetivo punir o criminoso evitando que o mesmo não volte a delinquir. Conforme o dispositivo legal do caput do art. 59 do Código Penal Brasileiro, existe a adoção da teoria mista da pena. Isso pode ser percebido por meio da conjugação que a parte final do caput do art. 59 do Código Penal faz entre a necessidade de reprovação com a prevenção do crime, fazendo com que assim se unifiquem as teorias absoluta e relativa, que se pautam, respectivamente, pelos critérios da retribuição e da prevenção (CLIVATTI, 2008). Ainda segundo o autor supracitado, as teorias mistas, nos dias atuais, arriscam incorporar em um conceito único à ideia de retribuição jurídica da sanção com o intuito de prevenção geral e de prevenção especial. Essa teoria tenta recolher os

25 25 aspectos mais relevantes das teorias absolutas e relativas e ultrapassar as falhas individuais de cada teoria. Clivatti (2008, p. 1) complementa que: As teorias mistas ou unificadoras pregam que para se conseguir alcançar uma pena justa e proporcional, não se deve fundamentar a racionalidade da pena em nenhuma teoria individualizada. No primeiro momento, a pena deve ter a função de proteger os bens jurídicos, sendo um instrumento dirigido a coibir delitos, no segundo momento, a determinação judicial, em que o juiz deverá individualizar a pena conforme as características do delito e do autor e, por fim, pretendem-se as finalidades sociais preventivas. Levando este pressuposto em consideração, percebe-se o fato de que as teorias mistas são as mais utilizadas dentre as teorias aqui mencionadas, haja vista que estas mesclam as anteriormente citadas e torna-se, sem sombra de dúvidas a mais completa. Nas teorias mistas, a pena representa uma retribuição do injusto realizado, por meio de compensação da culpabilidade, prevenção especial positiva através da recuperação do indivíduo, bem como, prevenção especial negativa como segurança social pela anulação do criminoso, e a prevenção geral negativa mediante a intimidação de criminosos em potencial e, por fim, a prevenção geral positiva como reforço da confiança na ordem jurídica (CLIVATTI, 2008). 2.3 PREVENÇÃO ESPECIAL POSITIVA Para Baldissarella (2011), a Teoria da Prevenção Especial visa somente o criminoso, com o intuito que este não reincida na prática de novos crimes. Essa teoria não busca saldar o acontecimento passado e também não se dirige a coletividade. Isto é, o fato é direcionado a um determinado indivíduo que é o sujeito delinquente. Neste pressuposto, a aspiração dessa teoria é impedir a reincidência, utilizando para isso a pena de prisão. Contudo, os seus adeptos pensam em medidas e não em pena, uma vez que, de acordo com seus entendimentos, a pena envolve a liberdade ou a capacidade racional do sujeito, partindo de um conceito

26 26 geral de igualdade e a medida prevê que o criminoso é um sujeito perigoso e, por isso, deve ser tratado de acordo com a gravidade do crime praticado. Assim, a prevenção positiva visa a ressocialização do delinquente através da sua correção. Ela intercede por uma pena conduzida ao tratamento do próprio infrator, com a finalidade de incidir em sua personalidade para que o mesmo não volte a praticar delitos. Ou seja, essa aba da teoria diz que a finalidade última das sanções penais, bem em sua forma de penas propriamente ditas, bem nas medidas de segurança e reabilitação, deve ser a reinserção social ou a ressocialização do delinqüente, evitando desta forma que, uma vez cumprida sua pena, volte a delinqüir. (CONDE, 2008 apud BALDISSARELLA, 2011, p.1). Nesta premissa, a teoria especial positiva encontra respaldo no sistema de ideias Re: ressocialização, reeducação, reinserção, repersonalização, reindividualização e reincorporação (BALDISSARELLA, 2011). A Lei de Execução Penal do Ordenamento Jurídico Brasileiro em seus artigos 1º e 10º estabelecem que: Art. 1º A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. Art. 10. A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade (BRASIL, 1984, p. 1). Essa lei garante ao apenado o direito a ressocialização, levando em consideração os direitos fundamentais do ser humano, que procedem da exigência moral de respeitar a dignidade da pessoa humana. Deste modo, a prevenção especial positiva torna-se de grande relevância para a sociedade, visto que pode promover a redução do índice de reincidências e, por conseguinte, minimizar a criminalidade, como também, implicará o retorno do detento ao convívio social, visando que a reinserção deste indivíduo seja feita em condições igualitárias com todos os outros cidadãos.

27 27 Os altos índices de reincidência desautorizam o que prega esta teoria, já que o sistema prisional brasileiro não consegue alcançar a ressocialização dos delinquentes devido à má administração das prisões (CONDE, 2008; BALDISSARELLA, 2011). 2.4 REINSERÇÃO SOCIAL No decorrer do processo histórico no que se refere ao sistema prisional brasileiro existem registros que mostram que o mesmo, nas diversas reformas que foram feitas, tinham por objetivo reabilitar o detento prisional. Essas reformas que aconteceram originaram os sistemas penitenciários atuais. Nas prisões antigas, como forma de punição eram realizados castigos corporais, pena de morte e os detentos poderiam ficar isolados. Após as reformas, os castigos passaram a não ser mais aplicados, a pena de morte passou a ser utilizada em casos raros e o isolamento completo foi extinguido, já que essas medidas não resultavam em readaptação social do preso, em face de seu alijamento. De acordo com Amaral (2012), a disponibilização do ensino de um ofício e o trabalho foi visto como agente de transformação, de reforma, além de seu papel terapêutico. O estabelecimento da liberdade condicional passou a permitir ao detento uma relação com o mundo externo e promover a sua reincorporação decisiva. Ainda para Amaral (2012), todas essas medidas demonstravam a intenção ressocializadora das prisões. Contudo, o aumento da população prisional, por causas sociais e econômicas mostrou-se como um empecilho, entre outros fatores, na execução desse propósito. Isto se deu em nível mundial, mas, sobretudo, no Brasil, esse fator tornou-se um limitante do processo de reabilitação do detento. A reinserção social visa à humanização da estadia do preso na penitenciaria, procura dar um direcionamento humanista colocando o delinquente como cerne da reflexão científica. Segundo o entendimento de Nery e Júnior (2006), o Estado é responsável, quando possível, tomar medidas que objetivem preparar o regresso do

28 28 preso ao convívio em sociedade. Os direitos humanos repudiam os enfoques segregacionistas. A legislação em vigor dá ao preso o direito de ser transferido para local em que tenha raízes, para que o mesmo seja assistido pelos familiares. Para Figueiredo Neto (2009, p. 1), as penas de prisão devem determinar nova finalidade, não adianta somente castigar o individuo, mas sim dar aos encarcerados, condições para que eles possam ser reintegrados à sociedade de maneira efetiva. Ele complementa ainda que as ações que visam à ideia de ressocialização de presos buscam minimizar as taxas de reincidência auxiliando na consequente recuperação do apenado por meio de medidas que favoreçam a sua educação, sua capacitação profissional e conscientização psicológica e social. Molina e Gomes (1997), dizem que o objetivo ressocializador prima pela neutralização de implicações trágicas adquiridas especialmente na execução da pena de prisão, de maneira a não estigmatizar o apenado. Sugere, portanto, uma interferência positiva neste com a finalidade de capacitá-lo para se agregar e interagir, de forma digna e ativa, na sociedade, sem traumatismos e limitações. Assim, a reinserção social para a reintrodução do condenado na sociedade tem o intuito de criar um modus vivendi 3 entre ele e a sociedade externa, necessitando somente que os dois aceitem limitações mínimas. Deste modo, os resultados que se esperam é a redução da reincidência (ex-condenado) e do preconceito (sociedade) (MACHADO, 2009). 3 Modo de viver. Idicionário Aulete Uol. Disponível em: Acesso em: 15 mai

29 29 3 O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO O sistema prisional brasileiro, como já citado anteriormente, passou por várias transformações até os dias de hoje, dependendo do preceito conjuntivo da política principal, o qual estabelece normas, direitos e obrigações, princípios basilares do ordenamento, entre outros, onde se trata da vida de um indivíduo que cometeu uma falha, um descumprimento a regra da época e tempo determinado (DULLIUS; HARTMANN, 2011). Todavia, é indispensável, que seja considerada a ocasião em que o individuo perde a liberdade pelo cometimento de um delito. Mesmo havendo erro de sua parte, o mesmo continua a ter direitos constituídos mundialmente, inerentes do ser humano, assim como da dignidade da pessoa humana, conservação dos laços afetivos para com os seus familiares e amigos, o que é de grande relevância para a ressocialização e reconstrução da vida do detento (DULLIUS; HARTMANN, 2011). Mas, para isso, o sistema prisional necessita estar preparado para receber os apenados e tratá-los de maneira que resulte em um cumprimento da pena que traga como consequência a sua reintegração no contexto social. Contudo, no Brasil há uma grande desestruturação do sistema prisional que reflete no descrédito tanto da prevenção quanto da reabilitação do preso. Segundo Arruda (2013), a sociedade brasileira encontra-se em momento de extraordinária perplexidade no tocante ao atual sistema carcerário do país, visto que de um lado há o proeminente progresso da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, por outro lado, a superpopulação carcerária e as calamitosas mazelas que são observadas nas prisões. Este capítulo abordará sobre assuntos pertinentes ao sistema prisional brasileiro.

30 AS ASSISTÊNCIAS DO PRESO CONFORME A LEI DE EXECUÇÕES PENAIS (LEP) O art. 1º da Lei de Execução Penal estabelece que a execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado (BRASIL, 1984). Sendo assim, a aplicação da pena deve ocorrer de modo que coopere para que haja um convívio harmonioso entre os detentos, como também, os seus direitos sejam assegurados. Diante deste pressuposto, Zaffaroni (2011 apud SILVA, 2012, p. 41) salienta que: A execução da pena, devido à sua intenção punitiva, apresenta uma enorme complexidade, particularmente quando se trata de penas privativas de liberdade, o que tem motivado um grande desenvolvimento de seu regramento legal. (ZAFFARONI, 2011, p. 131). Ainda segundo Zaffaroni (2011, p. 131 apud SILVA, 2012, p. 41), o Direito de Execução Penal é: Um conjunto de normas positivas que se referem aos diferentes sistemas de penas; aos procedimentos de aplicação, execução ou cumprimento das mesmas; à custódia e tratamento; à organização e direção das instituições e estabelecimentos que cumprem com os fins da prevenção, repressão e habilitação do delinquente, inclusive aqueles organismos de ajuda social para os internados e liberados. O autor supracitado mostra o conceito do Direito de Execução Penal e qual a sua finalidade no que concerne a reabilitação dos apenados e a garantia dos seus direitos. A lei nº de 11 de julho de 1984, objetiva efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado ou internado. O capítulo II versa sobre assistências a que o preso tem direito (material, saúde, jurídica, educacional, social e religiosa), e institui que o Estado é o responsável por concedê-las, deste modo, determina todas as condições

31 31 para que o apenado possa ser reintegrado ao convívio social. Logo, não cabe no momento atual, falar simplesmente em castigar o sujeito, fazendo-o sofrer ao máximo, entendendo que ações como estas podem inibi-lo por receio da condenação. Isto pode até ocorrer, no entanto, na atual conjuntura social e com a primazia que é dada pela Constituição Federal aos Direitos Humanos, pensamentos como o acima mencionado são inconcebíveis (CÂMARA; COSTA, 2013). De acordo com Cesare Beccaria (2000), o condenado não deve temer a sanção, e sim, compreender que seu erro originará uma punição, isto o impedirá com maior eficácia de penetrar num universo de criminalidade. Destarte, conduzido pelo entendimento de Beccaria, não importa quão dolorosa e sofrida seja a pena, pois o que realmente dificulta a ação delituosa é a certeza que o cidadão tem consigo acerca da eficácia da Justiça. De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), os apenados podem trabalhar com o intuito de profissionalização e produção, em que sua renda não deve exceder três quartos do salário mínimo em vigência, designados para pequenos gastos pessoais, indenização das vítimas ou do Estado (quando determinados por ordem judicial competente), para a assistência da família e para um fundo que é disponibilizado para o mesmo, quando da sua saída do internamento. O Estado possui ainda o dever de fornecer condições para o apenado estudar, sendo esta atividade utilizada para relevar a pena do preso, incitando o mesmo a não se acomodar (CÂMARA; COSTA, 2013). A LEP segue uma vertente que considera relevante à profissionalização e educação dos condenados, por conseguinte, com a sua existência, faz-se necessário o seu cumprimento, para isso é fundamental que haja gestores competentes nos presídios e que comunguem com tal pensamento, pois a relevância da educação e do trabalho como veículos para o progresso do homem é averiguada desde a antiguidade. Ressaltando que o crime é inerente à vida em sociedade e que independente dos níveis de organização, cultura e educação alcançados, ele sempre existirá. O que se deve buscar é uma diminuição constante e progressiva (CÂMARA; COSTA, 2013).

32 32 Ou seja, minimizar os níveis de criminalidade, de maneira a alcançar números aceitáveis. O crime deve ser compreendido como um componente social com ramificações e causas variadas, e que em efeito disto, para o seu combate é necessário atuar também de maneiras diversas, incluindo, além de polícia e judiciário, ações em educação, emprego, qualidade de vida. Ações que resultem em desenvolvimento humano pleno, no sentido de envolver a coletividade com valores morais e idoneidade. Além de todos os investimentos supracitados, a melhoria cultural-familiar, também deve ser valorizada, já que por meio desta são preservados os pilares fundamentais da sociedade: a formação moral e pensamento reto, haja vista que, no Brasil muitas pessoas com bom poder aquisitivo e que têm acesso às necessidades básicas, entre outras, cometem, não raras vezes crimes. Esta é uma tendência que em conformidade com os Direitos Humanos parece ser a mais coesa. 3.2 A EDUCAÇÃO E O TRABALHO NA REINSERÇÃO SOCIAL A situação atual das políticas de execução penal da maioria dos países ocidentais se ampara sob a Égide dos Direitos Humanos. O Poder Legislativo deixa isto bem claro quando determina as assistências do preso em lei, contudo, os responsáveis pela sua execução, servidores do poder executivo, não possuem recursos humanos e materiais para realizar um trabalho eficiente no que diz respeito a reinserção do detento ( CÂMARA; COSTA, 2012). Ainda para os autores supramencionados, existe uma maior preocupação em isolar o preso da sociedade do que mesmo em disponibilizar meios que incentivem a educação dos apenados, disponibilizando salas de aula para ministração de cursos de níveis de ensino ou profissionalização, campo para trabalho e assistência social. Nesta premissa, observa-se que é prioridade a defesa aparente da sociedade em prejuízo da ressocialização de seus criminosos. Aparente pelo fato de que mesmo preso e teoricamente separado sem oferecer risco à sociedade, o preso não é

33 33 trabalhado para não cometer mais delitos, e continua praticando crimes, seja dentro do presídio ou fora dele no convívio em sociedade (CÂMARA; COSTA, 2012). A Carta Maior Brasileira prevê expressamente a responsabilidade do Estado ante todos os indivíduos, assegurando-lhes direitos e deveres fundamentais, compreendendo também os detentos que ingressam no sistema prisional. A estes indivíduos, devem ser propiciadas condições para a sua integração social dentro dos complexos penitenciários, cujo intuito deve ser a não violação de seus direitos que não foram atingidos pela sentença. Sendo assim, a educação é o melhor e mais confiável caminho para a reinserção social e profissional dos detentos, haja vista, que a grande maioria dos presos não teve a oportunidade de acesso à educação antes de adentrar para o mundo do crime (LIMA, 2010). A educação torna-se um instrumento relevante não apenas pela elevação do grau de escolaridade ou transmissão de conteúdo, mas também por que através dela, é possível sensibilizar o apenado para que haja a sua compreensão sobre a importância de ser um sujeito que coopera para melhoraria da sociedade na qual pertence. Destacando também que por meio do processo educativo o reeducando passa a ter esperança de transformar sua realidade, pois enxerga um leque de possibilidades que uma profissão especializada pode trazer. Vale salientar que, a formação profissional dos detentos traz para o seu dia-a-dia valores sociais e morais que pode promover o seu crescimento não apenas profissional, mas também como pessoas melhores. Neste sentido, o intento maior da educação na execução penal, é transformar a consciência do preso para que se torne um instrumento de promoção da paz ao oposto de criminoso reincidente. No que concerne o trabalho, o mesmo faz parte de toda a história da humanidade, e foi através dele que o homem passou a tornar materialmente concretas as ideias que possuía (CÂMARA; COSTA, 2012). Sendo assim condição sine qua non para a convivência digna em sociedade.

34 34 Apesar disso, no sistema prisional brasileiro, as atividades desempenhadas pelos apenados não representam uma atividade capaz de formar sujeitos preparados para retornar ao convívio social, visto que os mesmos não são educados para adquirir conhecimento técnico indispensável à reinserção social. Por isso, é necessário reorganizar a maneira como é feita a aplicação do trabalho, devendo, além de preencher o tempo ocioso, preparar e oportunizar esses indivíduos para escolhas mais cônscias e transformadoras. O estudo e o trabalho devem ser estimulados por meio de parcerias ou convênios com organizações públicas ou privadas que visem à formação profissional dos detentos, conforme o que reza o Art. 34 da LEP (LIMA, 2010). Cabe aqui destacar que o trabalho é um direito garantido a pessoa humana e, a realização deste no sistema prisional pelos detentos permite que os mesmos preencham seu tempo ocioso com a produção de um bem ou fornecimento de um serviço, além de funcionar como terapia para quem está encarcerado, como também objetiva profissionalizar aqueles que não possuíam nenhum ofício ou formação, dando-lhes a probabilidade de uma nova vida quando regressar ao contexto social. Assim, é importante que o trabalho não adquira um caráter estritamente capitalista, que resulte em extrair do detento o máximo de produção possível, mas, especialmente, que o mesmo saia com uma tendência a transformar a sua consciência que refletirá em suas ações fora do cárcere. 3.3 A FALÊNCIA DO MODELO ATUAL DO SISTEMA PRISIONAL Muitos são os problemas relacionados aos sistemas prisionais brasileiros. Dados estatísticos mostram que a superlotação dos presídios encontra-se no cerne desta problemática. A situação em que se encontram os estabelecimentos presidiários é alarmante e precário, em função da superlotação. Onde é justificada pela escassez de recursos, já que muito dinheiro é investido em construção de novas prisões, como também para reaparelhar os presídios existentes (AMARAL, 2012). A superlotação ocasiona distintos e graves problemas, entre estes estão às situações de tensão que aumentam a violência entre os detentos, produzindo rebeliões, motins e greves de fome, os quais mostram à sociedade o estado

35 35 desordenado do sistema prisional. Salientando que esses eventos trazem grande impacto à sociedade referente às condições cruéis do cárcere; todavia, a realidade dentro dos presídios sofre de uma enorme quantidade de falhas, que cooperam no sentido de impossibilitar o alcance dos objetivos que visam à reeducação e reinserção do ex-detento na sociedade (AMARAL, 2012). No Brasil as prisões podem ser avaliadas como um dos piores ambientes em que o ser humano pode viver. Elas estão cheias, sem condições dignas de sobrevivência, e menos ainda de aprendizado para o detento. Os mesmos por viverem nessa situação são desmotivados a se reabilitarem e sem estima para viver novamente em sociedade, desse modo quando a ela regressam continuam a praticar os mais diferentes tipos de crimes (FIGUEIREDO NETO et al. 2009). Conforme a compreensão de Thompson (1980), educar homens para a vida livre, impondo-os a condições de cativeiro, configura-se tão contraditório quanto como alguém se preparar para uma corrida, ficando na cama por semanas; considerando este contexto, haverá fortes indicativos de que a adaptação à prisão sugere desadaptação à vida livre. A literatura traz que as condições materiais e humanas existentes nos sistemas carcerários, tornam inalcançável o objetivo de reintegração do indivíduo a sociedade. Ressalte-se que tais carências não se limitam a alguns países apenas, ocorrem tanto em países subdesenvolvidos, como também em países ricos, percebe-se que esses ambientes são cruéis e desumanos. As particularidades comuns em todos os sistemas prisionais, segundo Bitencourt (2004, p. 169) são: maus tratos verbais, físicos (castigos, crueldades), superpopulação carcerária (que leva à falta de privacidade, a abusos sexuais), falta de higiene, exploração do trabalho do preso ou completo ócio, deficiência nos serviços médicos e no atendimento psiquiátrico, alimentação deficiente, consumo elevado de drogas, muitas vezes incentivado por agentes penitenciários corruptos, homossexualismo, ambiente propício à violência, onde prevalece a lei do mais forte.

36 36 Essa afirmação deixa clara a ineficiência do sistema prisional, não apenas no Brasil, mas em diversos países espalhados pelo mundo. Essas deficiências resultam em uma pena que distancia o detento de uma possível reintegração fazendo com que o mesmo regresse para a sociedade e volte a praticar crimes. Por esse motivo, ações conjuntas devem ser tomadas para que as penas aplicadas aos detentos das penitenciárias brasileiras resultem em reeducação e reintegração do apenado, mas para isso, a Segurança Pública não pode depender de atuações isoladas de um determinado órgão, mas sim, da ação integrada e enérgica de todos os serviços proporcionados pelo Estado, tais como: Educação, Emprego, Saúde, Habitação, Justiça, Polícia; finalmente, os meios garantidores do estabelecimento da paz que pode ser vivenciada em sociedade. Então, para que o sistema prisional funcione corretamente, o Estado deve se fazer presente e assumir o controle nas prisões, com o intuito de colocar em prática o que é estabelecido pelo ordenamento jurídico brasileiro, tendo em vista que algumas situações como: ociosidade, superlotação, higiene precária, corrupção e presos comandando crimes de dentro do presídio, são um desafio para a efetivação de medidas de reintegração social (CÂMARA;COSTA, 2012). Em suma, o apenado, mesmo que tenha praticado delito de caráter gravíssimo, deve ser estimulado, por todos os meios e condições favoráveis, a ter outra chance de conviver harmonicamente com seus semelhantes em sociedade.

37 37 4 METODOLOGIA DA PESQUISA 4.1 TIPO DE PESQUISA Este estudo está sendo construído por meio de uma revisão bibliográfica e pesquisa de campo direcionada por um questionário semiestruturado de natureza qualitativa e quantitativa. De acordo com Prodanov (2013) a revisão bibliográfica é o alicerce que apoia toda pesquisa científica, exigindo leitura ampla para a definição de quais bibliografias serão utilizadas no estudo. Segundo Gil (2007), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de materiais já existentes, tais como: livros, revistas, publicações e impressão escrita. Tem como objetivo mostrar ao pesquisador tudo aquilo que já foi escrito sobre um determinado assunto, permitindo o aperfeiçoamento e a elaboração de novas ideias alusivas ao tema escolhido. Foram realizadas pesquisas bibliográficas por meio de livros, artigos científicos, legislações, entre outros. A pesquisa de campo, por sua vez, é aquela que procede à observação de fatos e fenômenos precisamente como acontecem no seu estado real, à coleta de dados indicativa aos mesmos e, por fim, à análise e interpretação dessas informações, com base numa fundamentação teórica sólida, visando compreender e esclarecer o problema investigado (FUZZI, 2010). Ainda para a mesma autora, a pesquisa de campo demanda a utilização de técnicas de coleta de dados adequadas à natureza da temática, e, ainda, a definição das técnicas que serão usadas para o registro e análise. Dependendo das técnicas de

38 38 coleta, análise e interpretação dos dados, a referida pesquisa poderá ser classificada como de abordagem quantitativa ou qualitativa. (FUZZI, 2010). 4.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA A pesquisa foi realizada no Presídio do Agreste situado na zona rural do município de Craíbas/AL. A unidade tem capacidade para 789 vagas para detentos do sexo masculino, seis alas com 98 celas coletivas para abrigar até oito reeducandos cada, 19 celas individuais e duas para portadores de necessidades especiais obedecendo à Lei de Execução Penal nº 7.210, de 11 de julho de O gerenciamento é realizado através de cogestão. 4.3 AMOSTRAGEM E COLETA DE DADOS A amostragem utilizada foi de 30 detentos e para o gestor do presídio; e para a coleta dos dados foi aplicado um questionário. Segundo Parasuraman (1991), um questionário é um conjunto de questões, feito para originar os dados imprescindíveis para se atingir os objetivos de uma determinada pesquisa. O questionário é um instrumento muito relevante para a pesquisa científica, sobretudo, nas ciências sociais. 4.4 ANÁLISES DOS DADOS A análise de dados é uma técnica de pesquisa empregada para descrever e interpretar os resultados. Essa análise é direcionada a descrições sistemáticas, qualitativas ou quantitativas, e ajuda na interpretação dos dados. As informações obtidas serão apresentadas neste trabalho por meio de gráficos elaborados no excel, para uma melhor reprodução quantitativa e qualitativa dos elementos obtidos, para assim, mostrar os resultados e discussões.

39 39 5 EFETIVIDADE DA RESSOCIALIZAÇÃO DOS DETENTOS DO PRESÍDIO DO AGRESTE CRAÍBAS/AL Abordaremos aqui os resultados e discussões acerca da pesquisa de campo realizada no Presídio do Agreste Craíbas/AL. O estudo foi destinado ao diretor do presídio com aplicação de questionário subjetivo de natureza qualitativa; como também aos detentos sendo para estes o questionário de natureza qualitativa e quantitativa. No questionário aplicado ao diretor foi perguntado sobre a capacidade do presídio, se ela está em condições normais. O entrevistado respondeu que sim, ou melhor, que está abaixo de sua capacidade. Essa resposta vai contra pesquisas recentes realizadas por Coissi e Maia (2014) que confirmam que 17 estados brasileiros mais o Distrito Federal estão com superlotação dos presídios. Entre eles, está o Estado de Alagoas, apontado como o estado de pior situação, pois, há no país uma média de 1,69 de detentos por vaga e em Alagoas esse número ultrapassa 2,9. Dados confirmam também que a criação de 462 vagas não foi satisfatória para amenizar a situação. Sobre a unidade oferecer cursos na área educacional, o diretor respondeu que sim; modalidade de Educação de Jovens e Adultos EJA. A educação no âmbito prisional é de grande relevância, haja vista que 70% dos detentos não têm o ensino fundamental completo e só 18% dos presos exercem alguma atividade educacional. No Estado de São Paulo 78% dos presos não têm ensino fundamental e 8,2% deles são analfabetos. Além da baixa escolaridade eles são, em sua maioria, homens (98%) e 54% são jovens entre 20 e 29 anos (SILVA, 2008). No que concerne o oferecimento de cursos profissionalizantes, o entrevistado respondeu que sim, periodicamente mediante convênio.

40 40 De acordo com a Agência Alagoas (2014), a realização de cursos profissionalizantes é uma ação que integra o processo de ressocialização executado pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social, que objetiva assegurar oportunidade de desenvolvimento social e profissional dos presos, além de promover uma educação de qualidade por meio de parcerias com instituições que são referências no campo educacional, como Senai, Senac e Ifal, entre outras instituições. Sobre a unidade oferecer bibliotecas aos detentos ou outro tipo de ocupação, o entrevistado disse que sim; a biblioteca possui 781 livros e todos tem acesso a ela. Este fator é positivo, pois o art. 21 estabelece que seja obrigatório haver bibliotecas nos presídios; pois foi inserido no projeto que originou a lei de Execução Penal pela Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, que se guiou no I Congresso das Nações Unidas sobre Prevenções do Delito e Tratamento do Delinquente. Mirabete (2007), afirma que a obrigatoriedade das bibliotecas, é que as mesmas servem como via de educação, também pode colaborar na disciplina do estabelecimento prisional, além do seu uso para os estudos e aperfeiçoamento intelectual permitindo recreação sadia para os indivíduos que possuem gosto e interesse pela leitura. Referente à unidade oferecer assistências necessárias e garantidas por Lei, tais como: saúde, psicossocial e jurídica, o diretor disse que sim, nas diversas áreas. As assistências citadas acima são fundamentais para a ressocialização do apenado. Conforme Freitas (2013, p. 4): Considera-se ressocialização o bom aproveitamento dos programas aplicados ao preso por meio da custódia, da prestação de assistência jurídica, psicossocial, à saúde, educacional, trabalhista, religiosa, bem como a garantia da visitação e do lazer. Concernente ao gestor cumprir os preceitos constitucionais e da Lei de Execuções Penais em sua plenitude, o entrevistado afirmou que sim. Sobre ter um Plano ou Projeto para sanar as falhas ou omissões no cumprimento da Lei que porventura possam ocorrer devido à omissão do Estado como garantidor, o

41 41 diretor afirmou que sim, contudo, não deu detalhes sobre quais são as medidas contidas nesse projeto ou plano. Acerca da estrutura e funcionamento da unidade, o reeducando sai pronto para ser reintegrado ao convívio social, o gestor respondeu que sim, no entanto, está condicionado ao individualismo de detento (querer). O querer do preso é bastante válido, no entanto, o Estado deve dar condições para que o mesmo seja reintegrado a sociedade através da pena reeducativa. A esse respeito Alessandro Baratta (2002) sugere que a pena reeducativa desempenha o papel de desviar o apenado do processo que ele sempre termina sendo vítima. Ao ser questionado sobre se ele sente limitações, e até mesmo sem forças, no sentido de mudar para melhor a realidade do sistema prisional atual, o gestor afirmou que sim. Respondeu que por vezes o trabalho fica tolhido devido à limitação dos recursos do Estado. Nos questionários aplicados aos detentos foram observados os seguintes aspectos: a pena sentenciada, a escolaridade, ano do ingresso no sistema e a profissão dos mesmos. O quadro 1 apresenta os resultados. Quadro 1: Referente a pena, ano de ingresso, escolaridade e profissão Ano de Pena % ingresso % Escolaridade % Profissão % Sentenciada no sistema 12 anos e 6 meses 13,33 n= n= 3 Analfabeto 13,33 n= 4 Motorista 3,33 n= 1 13 anos e Alfabetizado 13,33 Técnico de 3,33 meses n= 3 n= 3 n= 4 Urnas n= 1 14 anos 10 n= n= 6 Ensino Fundamental 13,33 n= 4 Vendedor 10 n= 3 Completo 15 anos 3, Ensino 26,66 Marceneiro 6,66

42 42 n= 1 n= 3 Fundamental n= 2 Incompleto n= 8 16 anos 6,66 n= ,33 n= 4 Ensino Médio Incompleto 16,66 n=5 Pintor 6,66 n= 2 17 anos 20 n= n= 3 Ensino Médio Completo 16,66 n=5 Ajudante de Pedreiro 3,33 n= 1 18 anos 6,66 n= n= 3 Superior Completo - Montador de Móveis 3,33 n= 1 26 anos 6,66 n= ,66 n=5 Superior Incompleto - Agricultor 3,33 n= anos 13,33 n= Serralheiro 3,33 n= anos 10 n= Marchante 3,33 n= Outros 53,33 n=18 Fonte: Pesquisa de Campo, set./2014. Concernente a pena a maioria dos detentos 20% recebeu sentença de 17 anos de prisão; seguido de 13,33% de 12 anos e seis meses e mais de 90 anos; 10% recebeu pena de 13 anos e 4 meses, 14 anos e mais de 100 anos; 6,6% pegaram de 16, 18 e 26 anos de prisão; e por fim, 3,3% recebeu pena 15 anos. Referente ao ano de ingresso do preso no sistema se destacou o ano de 2007 com o índice de 20%; o ano de 2012 com 16,66%, e os anos de 2003, 2006, 2008, 2010 e 2011 com 10%. No tocante a escolaridade, a maioria dos apenados não possui alto grau de instrução, 26,66% fizeram somente o ensino fundamental incompleto (até 4ª série); 13,33% são alfabetizados e analfabetos; 16, 66% possuem o ensino médio completo e incompleto; 13,33% concluíram o fundamental (8ª série ou 9º ano). Em pesquisa realizada no ano de 2012 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) corrobora a realidade apresentada no presente estudo. Os dados sugerem que 66% da população carcerária não concluíram o ensino fundamental e o baixo nível de

43 43 escolaridade afeta principalmente os homens em idade produtiva (três quartos têm de 18 a 34 anos). Os dados compilados pelo CNE confirma também que esta população é a mais carente e com mais baixa escolaridade. Referente às profissões, foram citadas as mais diversas desde motorista a marchante, entre outras. Percebe-se através da pesquisa que as profissões dos presos estão relacionadas ao seu grau de instrução. Sobre o que levou o indivíduo a cometer o crime e a ser condenado, diversas foram as respostas que serão mostradas a seguir (tabela 1). RANKING VARIÁVEIS % 1º BEBIDA 40% 2º AMIZADE RUIM 30% 3º RIXA 20% PROVOCAÇÃO 4º MÁ INFLUÊNCIA 10% DESENTENDIMENTO DROGAS DÍVIDAS DESEMPREGO A tabela acima apresenta dados dos motivos pelos quais os indivíduos foram presos, a maior parte respondeu que foi devido ao uso de bebidas perfazendo um total de 40%; o segundo maior índice foi por amizades ruins no total de 30%; este resultado sugere que atualmente a quase totalidade de presos se envolveu direta ou indiretamente com uso de álcool.

44 44 Acerca da opinião dos presos sobre a pena imposta ser justa, o gráfico 1 demonstra: Gráfico 1: Opinião do preso sobre sua pena OPINIÃO DO PRESO SOBRE SUA PENA 3,33% 43,33% 53,33% Sim Não Talvez Fonte: Pesquisa de Campo, set./2014 Neste questionamento 53,33% disseram que não, a pena foi injusta; 43,33% que sim; e 3,33% que talvez. No tocante ao estabelecimento prisional oferecer condições necessárias para o retorno ao convívio social, 100% disseram que não. Essa realidade mostra que a estrutura oferecida ao detento não lhe dá oportunidade de recuperação, apesar de ser dirigido por cogestão e apresentar estrutura muito boa, possui as exigências que a lei determina pra o funcionamento padrão, no entanto, não há uma maior preocupação com o lado humano. De prima facie se constata que a preocupação da maioria das unidades e a exemplo da que usamos como referência, é basicamente enclausurar e fazer com que o detento cumpra o tempo sentenciado, e o princípio ressocializador, o maior objetivo que se busca que é ressocializar, recuperar o indivíduo para o convívio social fica para terceiro plano, e até mesmo pela própria sorte do detento.

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