A RESSOCIALIZAÇÃO DE PRESOS E A TERCEIRIZAÇÃO DE PRESÍDIOS:IMPRESSÕES COLHIDAS POR UM PSICÓLOGO EM VISITA A DOIS PRESÍDIOS TERCEIRIZADOS

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1 A RESSOCIALIZAÇÃO DE PRESOS E A TERCEIRIZAÇÃO DE PRESÍDIOS:IMPRESSÕES COLHIDAS POR UM PSICÓLOGO EM VISITA A DOIS PRESÍDIOS TERCEIRIZADOS Alvino Augusto de Sá Psicólogo, Prof. de Criminologia da Fac. de Direito da USP e Diretor da Clínica Psicológica da Univ. Guarulhos SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Considerações teóricas. 3. Impressões colhidas em visita a presídios terceirizados e a questão da reintegração social dos presos: 3.1. A arquitetura carcerária e o intercâmbio do cárcere com o meio ambiente; 3.2. A abertura funcional do cárcere; 3.3. Conscientização dos agentes penitenciários quanto ao seu papel no trabalho de ressocialização dos internos. 4. Conclusão - Referências bibliográficas. Resumo: o trabalho relata impressões que o autor teve em visita que fez a dois presídios terceirizados e traz reflexões, a partir dessas impressões, sobre a questão da ressocialização dos presos. Aborda inicialmente aspectos teóricos em torno do conceito ressocialização, propondo em seu lugar o termo reintegração social. Discorre a seguir, a partir sempre das impressões colhidas nas visitas feitas pelo autor aos presídio terceirizados, sobre os seguintes pontos: o espaço arquitetônico, abordando a influência que seus aspectos positivos e saudáveis têm sobre a mente do preso; as condições dos presídios terceirizados que favorecem uma atitude favorável à abertura do cárcere à sociedade; a conscientização dos agentes de disciplina quanto ao seu papel ressocializador e ao tratamento humanitário dos internos. Na conclusão, o autor frisa que está analisando condições de trabalho e que, em absoluto, não está fazendo comparações de qualidade entre profissionais de empresa privada e profissionais do Estado, reconhecendo as inegáveis qualidades, méritos e experiência destes últimos. Fala da necessidade da administração pública e da administração privada de presídios se cooperarem mutuamente, na troca de informações e experiências. Palavras chave: terceirização de presídio, reintegração social, agentes penitenciários. 1. Introdução Trabalho como psicólogo no sistema penitenciário do E. de S. Paulo há questão de 30 anos, sou professor de Criminologia e minha linha de estudo e pesquisa tem sido a da Criminologia Clínica, aplicada à execução penal, sobretudo no que diz respeito à questão da chamada ressocialização do preso. A partir dessa minha área de estudo e pesquisa, relatarei algumas impressões que colhi em dois presídios terceirizados que visitei, a Penitenciária Industrial de Guarapuava, E. do Paraná, e a Penitenciária Industrial do Cariri, Juazeiro do Norte, E. do Ceará, e farei algumas reflexões, tendo como principal ponto de referência a ressocialização do preso. São feitas de início rápidas considerações teóricas sobre o conceito de ressocialização e seus pressupostos, passando-se a seguir a relatar e refletir sobre os seguintes pontos: a arquitetura carcerária e o intercâmbio do cárcere com o meio ambiente, a abertura funcional do cárcere, a conscientização dos agentes penitenciários quanto ao seu papel no trabalho de ressocialização dos internos. 2. Considerações teóricas Como já tive oportunidade de dizer em trabalho publicado na Revista da ESMAPE - Escola Superior de Magistratura do Estado de Pernambuco, Os termos tratamento, ressocialização, reabilitação (e outros similares), pela forma como vêm sendo usados tradicionalmente, mormente na Criminologia Clínica tradicional, supõem uma relação de poder entre as instâncias de controle formal, entre os técnicos e os presos. Nesta relação, os presos são

2 objetos, os quais se pretende modificar e ajustar às normas e valores sociais... Os programas de reeducação são centrados tecnicamente e, por que não dizer, ideologicamente na pessoa do reeducando, desconsiderando suas interações com seu meio. É como se na pessoa do apenado estivesse a raiz de todo o mal.. Ocorre que o crime, na maioria das vezes, é a expressão de uma relação de antagonismo entre o criminoso e a sociedade... Por conseguinte, os programas de ressocialização não devem centrar-se na pessoa do apenado, mas na relação entre ele e o meio, entre ele a sociedade, pois é nesta relação que podemos compreender a conduta desviada... Em substituição a esses termos tradicionais relativos ao tratamento penitenciário, Baratta (1990) propõe o termo reintegração social, para designar o objetivo a ser perseguido no trabalho de assistência aos presos e de facilitar-lhes o reingresso na sociedade. Entende ele por reintegração social todo um processo de abertura do cárcere para a sociedade e de abertura da sociedade para o cárcere e de tornar o cárcere cada vez menos cárcere, no qual a sociedade tem um compromisso, um papel ativo e fundamental. A reintegração social supõe ter havido no passado uma marginalização primária, pela qual o indivíduo segregado passou a desenvolver com a sociedade uma relação de antagonismo e de exclusão crescente. Com a sentença condenatória e a prisão, o Estado veio consagrar e oficializar esta relação de antagonismo e exclusão. Ocorre então a marginalização secundária. Cabe pois à sociedade preocupar-se diretamente para minorar os efeitos da marginalização secundária e para evitar o retorno do ex-presidiário à marginalizção primária, pois, caso contrário, a marginalização secundária facilitará o retorno à primária, daí, à prática de novos crimes e, por fim, o retorno ao cárcere. (Sá, 2000: 59-63). A prática criminosa, via de regra, é expressão de uma história de conflitos. O crime, em si, não consideradas as exceções, é uma ação anti social levada a termo contra determinada pessoa (ou grupo, ou instituição), a vítima, na qual o conflito histórico é atualizado e concretizado. Ocorre que o Direito Penal e o Processo Penal praticamente alijaram a vítima do cenário do crime, tratando-o quase que exclusivamente como uma infração à norma penal e uma dívida perante o Estado. Cumprida a pena, estará paga a dívida. Só que o Estado e todo o sistema de justiça se esquecem de uma coisa: ainda que a dívida esteja paga, o conflito continua em aberto, não resolvido, pelo que, consequentemente, o cerne do problema crime não foi atacado. Se quisermos de fato enfrentar seriamente a questão da reintegração social dos encarcerados, temos que recolocar em cena o conflito e promover sobre o mesmo discussões e reflexões pertinentes. E os atores desse intercâmbio, dessa retomada do diálogo e do reencontro deverão ser os internos, os profissionais penitenciários e a comunidade. Nesse processo, a sociedade não poderá abrir mão de sua responsabilidade, mesmo porque ela é uma das partes envolvidas no conflito. Para Schneider (1993), a Criminologia Moderna situa as motivações da criminalidade nos conflitos interpessoais, nos processos sociais, dos quais participam o autor, a vítima e a sociedade. Portanto, seu controle se fará por processos de aprendizagem de interações, que implicam a participação do autor, família, escola, grupos sociais e sistema de justiça. A ressocialização do preso não será uma simples recuperação do mesmo; deverá antes supor a participação ativa dos mais diversos segmentos sociais, visando reintegrar o sentenciado no seio da sociedade. Portanto, a assim chamada recuperação do preso não se dá através da pena privativa de liberdade, mas apesar da pena privativa de liberdade. O que os profissionais penitenciários devem ter como objetivo não é tratar os presos ou impingir-lhes um ajuste ético, mas sim planejar-lhes, com sua participação, experiências crescentes e significativas de liberdade, de encontro significativo, refletido e consciente com o mundo livre. 3. Impressões colhidas em visita a presídios terceirizados e a questão da reintegração social dos presos Na visita aos presídios terceirizados acima referidos, alguns aspectos em especial chamaram minha atenção no que diz respeito à chamada ressocialização dos presos, sobre os quais passo a relatar e fazer rápidas considerações A arquitetura carcerária e o intercâmbio do cárcere com o meio ambiente

3 Conforme tive oportunidade de expor no I ENARP Encontro Nacional de Arquitetura Penal, realizado em Brasília em 1988, matéria publicada na Revista dos Tribunais (Sá, 1990), o indivíduo desenvolve com o ambiente à sua volta e com espaço arquitetônico uma relação simbiótica, que consiste num intercâmbio emocional, pelo qual certos traços mais emergentes e impactantes desse ambiente ou espaço vêm aguçar nele determinadas vivências e emoções. Assim, desde que continuada essa relação simbiótica, as emoções e vivências por ela aguçadas tendem a imprimir marcas mais estáveis no modo de ser quotidiano do indivíduo. Ora, o que se observa nos cárceres em geral é um espaço arquitetônico caracterizado pela rigidez, austeridade, primitivismo, seja por conta das linhas predominantes, dos tipos de solução de espaço adotadas, das cores escolhidas (ou não escolhidas ), do acabamento feito (ou não feito ), seja por conta do total descaso para com esse espaço, já que o que se tem a preservar é simplesmente um cárcere, destinado à prisão e segregação dos odiados bandidos... Melhor coisa eles não merecem, diria a opinião pública, da qual muitos de nossos políticos e governantes são servos fiéis. Aliás, diga-se de passagem, do servilismo à opinião pública nossos políticos e governantes extraem seus grandes lucros. Esse total descaso, desumanamente sádico, acarreta obviamente uma crescente e grave deterioração do espaço arquitetônico, com agregados de primitivismo e austeridade totalmente desnecessários, pelo que se desvanece rapidamente o que nele possa inspirar paz, tranqüilidade, bem estar. Em contrapartida, incrementam-se e se acumulam características associadas e um visual rude, austero, primitivo. Um visual como esse, seja ele próprio do espaço arquitetônico inicialmente planejado, seja ele decorrente da deterioração do espaço, dificilmente suscitará emoções e experiências positivas, construtivas. Pelo contrário, realçará a depressão, a agressividade, os sentimentos hostis, o constrangimento (em relação à sociedade), realçará a segregação, a prisionização, e identificação com o mundo do crime e, consequentemente, um afastamento cada vez maior entre o encarcerado e a sociedade. O espaço arquitetônico hostil e/ou deteriorado constitui-se portanto num sério obstáculo ao processo de reintegração social, já que ele promove a ruptura crescente com o meio social, o meio ambiente e com a própria natureza, ao mesmo tempo que a integração e identificação crescentes com o mundo do crime. Na visita aos presídios terceirizados, constatei um espaço arquitetônico bastante humanizado. Nota-se que, ali, aquilo que eu chamaria de constrangimento arquitetônico é o estritamente necessário para garantir a segurança. Os espaços são, na medida do possível, amplos e arejados; as paredes, pintadas e bem cuidadas; as cores, adequadas. A área destinada exclusivamente às visitas íntimas é ampla, agradável, muito bem cuidada, dispõe dos recursos necessários à higiene, à discrição, ao respeito. Vale lembrar ainda uma observação particularmente importante: a área construída para visitas íntimas continua sendo utilizada unicamente para essa finalidade. O respeito à finalidade original de determinado espaço é coisa que nem sempre acontece na administração pública, dado que os diretores não raras vezes são obrigados a adaptar e a improvisar espaços para atender a necessidades que eles entendem mais urgentes. Acrescente-se que o patrimônio, ao menos pelo que pude observar quando lá estive, é muito bem conservado. Não se observa nenhum agregado de austeridade e primitivismo, produtos do descaso e da deterioração. A Penitenciária Industrial do Cariri, principalmente, caracteriza-se por espaços amplos, ambientes internos abertos, que procuram preservar e valorizar o contato com o meio ambiente, com a natureza. E mais, o ambiente é decorado com amplas pinturas e obras de escultura, que retratam paisagens próprias da região, bem como personagens de sua história, trazendo assim para dentro do presídio a natureza, o meio ambiente externo, a história do povo. É como se tal espaço arquitetônico estivesse continuamente a dizer, ou melhor, a lembrar a cada interno: Você é gente como qualquer outra pessoa livre, conserve em sua memória a história de seu povo que também é sua, as paisagens da terra que também é sua, preserve e alimente a sua identidade mais profunda, a identidade com o mundo livre." Na arquitetura carcerária, um visual alegre, inspirador de paz e tranqüilidade, minimamente constrangedor, é saudável para a mente do interno e favorece sua reintegração social sobre isto penso que poucos têm dúvida. Uma objeção no entanto é compreensível que

4 surja: quem construiu esses presídios terceirizados com todo esse espaço arquitetônico favorável à mente e à reintegração social de seus internos é o próprio Estado, não cabendo portanto à empresa privada os méritos citados. Continuando na mesma objeção, o Estado poderia ter construído tais presídios e ele mesmo ter assumido sua administração. A objeção procede. No entanto, conforme acima exposto, a qualidade do espaço arquitetônico não depende só de seu planejamento inicial, mas de todo o zelo que se tem por conservá-lo. Os aspectos deletérios da arquitetura carcerária, pelo que claramente se pode observar nos cárceres, em grande parte são devidos ao total descaso pela conservação do ambiente, o qual, na medida em que não se compromete a sagrada segurança, vai se deteriorando a passos largos. Ora, o que pude observar nos presídios terceirizados que visitei, ao menos na época em que os visitei, foi a conservação e o zelo pela qualidade ambiental. Não estou fazendo a apologia da empresa privada, mas simplesmente relatando o que tive oportunidade de constatar. Aliás, não é novidade alguma para ninguém o descaso deteriorante com que o Estado administra determinados segmentos de seu patrimônio, não só os cárceres, distritos policiais (onde a situação é realmente caótica), mas as escolas e ambulatórios de periferias A abertura funcional do cárcere As características arquitetônicas dos presídios terceirizados que facilitam sua abertura e seu intercâmbio com o ambiente externo certamente acabam inspirando nos profissionais uma atitude favorável ao intercâmbio cárcere sociedade, nas práticas penitenciárias. Seria aliás um aspecto interessante para se pesquisar. Em minhas visitas, meus contatos e conversas, o que pude observar entre os profissionais foi uma predisposição favorável à participação de segmentos da sociedade. Tal participação não tinha sido implementada, certamente por falta de um aprimoramento técnico nesse sentido, já que experiências dessa ordem praticamente inexistem. Nas penitenciárias administradas pelo Estado, elas estão sujeitas a medidas burocráticas de trâmite não raramente moroso. Ainda que tais medidas se justifiquem, tudo seria facilitado caso houvesse, da parte dos administradores, uma real abertura para o intercâmbio com a sociedade. Nos presídios terceirizados, tal abertura pareceu-me existir. Uma hipótese que coloco (e que eu teria muito interesse de verificar mediante pesquisa de campo) é a seguinte: os profissionais penitenciários do Estado, sobretudo os da segurança, talvez entendam o ambiente carcerário e todos os seus problemas como sendo de sua posse exclusiva e exclusiva responsabilidade, sentindo-se eles no dever e direito de exercer sobre o cárcere e o presos total poder e controle, na medida em que têm sobre essa realidade um saber exclusivo. Hipoteticamente, repito, hipoteticamente, poderíamos estabelecer os seguintes nexos: a aprovação num concurso público dá ao candidato o direito a ser nomeado para o cargo, desde que existente a vaga. Nomeado, a vaga é sua, e ninguém tem o poder de tirá-la dele. Nomeado e tendo assumido sua vaga no cargo, o funcionário ou profissional automaticamente se investe do poder que lhe é conferido por força do exercício do cargo. Investido no cargo (poder), ele (tanto na sua subjetividade, como na de outros) passa a ser alguém diferente dos demais, ou seja, ele pode e deve, a partir desse momento, tomar medidas e decisões que, se tomadas por outras pessoas (da sociedade), não teriam valor legal, não seriam legitimadas pelo poder público. Consequentemente, os funcionários do Estado, por uma espécie de consenso, seriam os verdadeiros titulares no exercício profissional penitenciário, pelo que a participação de outras pessoas não pertencentes ao meio carcerário seria por eles tida como não legítima e, quem sabe, até mesmo como ameaça à exclusividade de seu saber e à titularidade de seu poder. Por outro lado, os profissionais dos presídios terceirizados, contratados pela empresa que os administra, talvez se sintam contratados para e não concursados, não se vejam como titulares de um saber e poder exclusivos e nem pessoas especialmente destacadas e diferenciadas da sociedade para exercer essa função. Seu poder está legitimado unicamente no âmbito restrito da empresa, não lhes é imanente e lhes pode ser retirado a qualquer instante, a critério da empresa. Quanto ao poder da empresa, poderíamos dizer que ele é legitimado pelo Diretor do presídio, nomeado pelo Estado, cujo poder, portanto, tem legitimação pública. Os direitos que profissionais da empresa têm são de natureza unicamente trabalhista. Assim, é provável que, para

5 eles, seja mais fácil aceitar a presença e participação de segmentos da comunidade, já que as únicas diferenças é que as pessoas desses segmentos não teriam um treinamento especializado e não estariam ligadas à empresa. Resumindo e concluindo esta questão, nos presídios terceirizados o clima pareceu-me mais favorável à abertura do cárcere para a sociedade, e é possível que essa vantagem se deva ao fato de que seus profissionais se sintam antes uma extensão da sociedade dentro do cárcere, e não titulares de um saber e poder exclusivos Conscientização dos agentes penitenciários quanto ao seu papel no trabalho de ressocialização dos internos No relacionamento entre agentes penitenciários, ou, como são denominados, agentes de disciplina, e os internos, o que pude observar, nos presídios terceirizados, foi sem dúvida alguma um clima geral de muita disciplina e ordem. No entanto, pelas palestras que dei aos agentes, debates e conversas que tive com eles, ficou clara para mim a consciência que eles têm de sua responsabilidade pelo bem estar e pela boa convivência dos internos, bem como por sua recuperação. Por tudo o que foi dito acima, penso que, sempre a título de hipótese, para eles talvez seja mais cabível e aceitável estabelecer com os internos relações de proximidade (Sobre relações de proximidade, ver Beristain 1989 e 1994). O processo de reintegração social, nos termos inicialmente propostos, pressupõe que as relações entre todos os atores (internos, profissionais, membros voluntários da sociedade) sejam predominantemente simétricas, ou seja, relações entre iguais, restringindo-se o poder ao minimamente necessário. 4. Conclusão Propositalmente, deixei para a conclusão um esclarecimento que se faz urgente, tanto do ponto vista técnico como ético. Em tempo, quero frisar que seria um absurdo de minha parte querer afirmar ou sequer dar a entender que profissionais do Estado são menos aptos a desenvolver condutas humanas no trato com os presos e de se envolver com o processo de ressocialização social. Pelo contrário, venho constatando da parte de muitos funcionários capacidade e uma consciência crescente nesse sentido. Aliás, a própria Escola de Administração Penitenciária do E. de São Paulo vem orientando todos os seus cursos no sentido de um tratamento humanitário dos presos, voltado para sua ressocialização. E se a Escola de Administração Penitenciária tem essa linha de ação, é porque encontra apoio na Secretaria de Administração Penitenciária, que igualmente se encontra seriamente empenhada na humanização das prisões. O grande problema não está nas condições pessoais, e nem mesmo nas grandes metas da Secretaria, mas em toda uma cultura prisional arraigada, que integra tanto aspectos objetivos (relações funcionais no âmbito do Estado) como subjetivos (legitimação do poder e exclusividade do saber). Esta cultura prisional alimenta e sustenta a mentalidade dos assim chamados cadeeiros, bem como é por ela alimentada e sustentada. Pela visão dos cadeeiros, a prioridade total é da segurança; quanto mais fechado o cárcere, melhor. Esses tais cadeeiros não são a maioria nos presídios do Estado, mas eles encontram respaldo e força na tradição e cultura prisionais, na própria arquitetura (deteriorada) das prisões, e encontram sobretudo muita força e respaldo para sua escola de pensamento nos confrontos desgastantes, inclusive polilticamente, que o Estado tem com as respostas organizadas e violentas dos presos. Ora, esta cultura prisional, esta mentalidade de cadeeiro eu não tenho constatado nos presídio terceirizados que visitei. Pelo menos por enquanto. E penso que, por tudo o que acima expus, é fácil de se compreender esse fenômeno. Enfim, quero e devo deixar bastante claro que não vejo os profissionais dos presídios terceirizados como mais capazes, mais humanos ou mais interessados na ressocialização dos presos, comparativamente com os profissionais do Estado. A diferença está em todo o contexto de trabalho, no ambiente, nas relações funcionais e trabalhistas. Aliás, não interessa a ninguém, nem à administração pública e nem à privada, fazer comparações e alimentar competições e rivalidades. A administração privada dos presídios tem muito a aprender com a pública, por toda a

6 experiência e, por que não dizer, sabedoria que esta vem desenvolvendo, às custas de muitas tentativas, acertos e progressos, bem como de revezes, retrocessos e fracassos. A administração pública dos presídios, por sua vez, também tem a aprender com a privada, na medida em que esta se incrementa e marca sua história. A administração privada de presídios, desde que seja realmente séria e não sacrifique a qualidade em função de um lucro espúrio, poderá servir como referencial e como prova de que é possível optimizar o ambiente carcerário e a política criminal, não sentido de legitimar o cárcere, mas, pelo contrário, de torná-lo menos cárcere... objetivos aliás que já vêm sendo perseguidos, ainda que com frustrações e retrocessos, por muitos administradores e profissionais em sede de administração pública de presídios. Referências Bibliográficas BARATTA, A. (1990). Por un Concepto Critico de Reintegración Social del Condenado, in Oliveira, E. (Coord.). Criminologia Critica (Forum Internacional de Criminolgia Crítica): Belém: CEJUP. BERISTAIN, A. (1989). Aproximacion Juridica, Criminologia, Victimilogica Y Teologica a los Jovenes Infractores. Derecho Penal Y Criminologia. Bogotá. 11 (37 ene./abr.1989: BERISTAIN, A. (1994). Nueva Criminología desde el Derecho Penal y la Victimologia. Valencia:Tirant Blanch. SÁ, Alvino A. de (1990). Arquitetura Carcerária e Tratamento Penal, Revista dos Tribunais, ano 79, volume nº 651, janeiro de 1990: (2000). Algumas Ponderações Acerca da Reintegração Social dos Condenados à Pena Privativa de Liberdade, Revista da ESMAPE (Escola Superior da Magistratura do Estado de Permanbuco) (ISSN X), 5 (11), jan-junho de 2000: SCHNEIDER, H.J. (1993). Recompensación en Lugar de Sanción. Restablecilmento de la Paz entre el Autor, la Victima e la Sociedade, in KOSOVSKI, E. (Org. e Ed.) (1993). Vitimologia: enfoque interdisciplinar: Rio de Janeiro: Reproarte.

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