RESPONSABILIDADE SOCIAL E DIFUSÃO CULTURAL: a aplicabilidade legal de bibliotecas em presídios 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RESPONSABILIDADE SOCIAL E DIFUSÃO CULTURAL: a aplicabilidade legal de bibliotecas em presídios 1"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE BIBLIOTECONOMIA DIRETÓRIO ACADÊMICO DE BIBLIOTECONOMIA XIV Encontro Regional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação e Gestão da informação Os novos campos da profissão da informação na contemporaneidade 16 a 22 de janeiro de 2011 RESPONSABILIDADE SOCIAL E DIFUSÃO CULTURAL: a aplicabilidade legal de bibliotecas em presídios 1 Ângela Silva Lopes Maria Jose dos Santo Silva RESUMO A ação social da biblioteca em presídio. Objetiva investigar á aplicabilidade e funcionalidade da exigência de bibliotecas em estabelecimento prisionais como um meio de educação e políticas de incentivo do uso do livro como objeto no processo de reinserção social do preso.. Relata as experiências de pouca leitura dos presidiários do Maranhão e a ausência de políticas que propiciam a melhoria dos presídios e mostra que a sociedade ainda mantém um comportamento inaceitável de omissão, pois ainda estão presas aos preconceitos. Para tanto, foi utilizado a pesquisa documental e bibliográfica para formação do referencial teórico. Resultados conforme dados estatístico é totalmente desproporcional a quantidade de biblioteca para à quantidade de presídios e população carcerária maranhense, necessitando de criação de Bibliotecas Prisionais e formação de acervo para disponibilizar aos internos em todos os estabelecimento penais do Maranhão,pois o acesso à informação através da leitura evitam os efeitos corruptores do ócio e incorpora o preso à sociedade sendo o seu retorno ao meio social com novas perspectivas de vida e com o mínimo de índices de reincidência. Palavra-chave: Biblioteca prisional. Acessibilidade de leitura. Ressocialização. 1 Trabalho cientifico de comunicação oral apresentado ao GT 5 - Cultura e direito a Informação. *Universidade Federal do Maranhão. Graduanda do 5 período do curso de Biblioteconomia.

2 1 INTRODUÇÃO Faz-se necessário mostrar o panorama do sistema penitenciário do Estado do Maranhão e como a Ressocialização não estar sendo atingida, com elevados índices de reincidência criminal onde perde o detento, o Estado e a sociedade refletindo na economia, na segurança e na impotência do cidadão comum, Identificando o uso da leitura, como recurso que contribui para o papel social das bibliotecas em meio prisional, na Ressocialização de indivíduos presos expondo o profissional da Biblioteconomia como mediador. Apesar de já estarem previstas em lei, as bibliotecas em estabelecimentos prisionais é uma realidade distante, assim a proposta deste estudo é investigar á aplicabilidade e funcionalidade da mesma, a exigência da biblioteca, que é o meio de educação, também pode auxiliar na disciplina do estabelecimento e também requerendo maiores números de as bibliotecas em estabelecimentos prisionais e políticas de incentivo do uso do livro como objeto ressocializador. Tem por objetivo resgatar a cultura da leitura que poderá contribuir na diminuição dos índices da criminalidade no Maranhão. A pesquisa foi realizada através de leitura de livros, artigos, relatório do Plano Diretor do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão 2008, Relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do sistema penitenciário do maranhão 2008, leis e está baseada em Mirabete (2007); Kirst (2009), Mendes (2001), Freire (1998) entre outros que serviram para a construção teórica desta pesquisa. Assim, a finalidade deste estudo objetiva investigar á aplicabilidade e funcionalidade da exigência de bibliotecas em estabelecimento prisionais para que o preso tenha acesso a cultura através da leitura, evitando os efeitos corruptores do ócio e incorporar o preso à sociedade e seu retorno ao meio social com novas perspectivas de vida e com o mínimo índice de reincidência. 2 A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA E SUA OBRIGATORIEDADE NO SISTEMA PRISIONAL O art. 21 que estabelece essa obrigatoriedade foi inserido no projeto que deu origem à lei de Execução Penal pela comissão de justiça da câmara dos deputados, que se inspirou no primeiro congresso das nações unidas sobre prevenções do delito e tratamento do delinquênte. Conforme afirma Mirabete (2007), a exigência da biblioteca, que é o meio de educação, também pode auxiliar na disciplina do estabelecimento, alem de utilização para o

3 acompanhamento dos estudos e aprimoramento intelectual permite-se a saudável recreação para os que têm o gosto e o interesse pela leitura. Pode ainda ser estabelecido o sistema de biblioteca circulante, viabilizando assim a leitura e estabelecer o sistema, por exemplo, adotado na lei geral penitenciária da Espanha (art.75) e no sistema de execução penal português. As pessoas podem se transformar através da leitura de livros. A constatação é do pós-doutor Ezequiel Teodoro da Silva, professor da Unicamp (SP), que dedicou seus anos de estudo à temática da leitura. Ele diz que uma biblioteca amplia a visão do mundo e as fronteiras de participação dentro da própria comunidade. Acho que um acervo leva com ele a esperança de fazer as pessoas se movimentarem para outros lugares, afirma. O livro é o mestre dos mestres. Ele contém possibilidades. Mas sozinho é morto. Quem dá vida para ele é o leitor. 2.1 Biblioteca Prisional Ao contrario do que se possam pensar as semelhanças entre as bibliotecas de estabelecimentos prisionais e as bibliotecas públicas são maiores do que as diferenças Pela sua condição de reprodução da sociedade os Estabelecimentos Prisionais recriam no seu interior uma micro sociedade com as mesmas características da existente extramuros. Os bibliotecários são mediadores de informação e conhecimento e se não possuem uma vontade inata de auxílio e ajuda, então podem não estar na profissão certa. Quanto às necessidades e limitações do acervo da biblioteca prisional Costa (2009, p.53) afirma: A biblioteca prisional é uma biblioteca com objetivos e serviços semelhantes a qualquer outra, apenas difere no tipo de usuário, no caso, delinquêntes condenados pelos mais diversos crimes, e também na seleção do acervo, que deve ser criteriosa, sob o perigo de colaborar para algum plano indevido [...] quanto á seleção do acervo um dos critérios fortes é a censura, onde geralmente livros com depoimentos sobre fugas, crimes, aventuras ou espionagem são proibidos de compor o acervo. Assim tendo este cuidado as bibliotecas das unidades prisionais têm o objetivo de estimular a leitura e democratizar o acesso aos livros, além de servirem de apoio aos internos que estudam nas unidades prisionais.

4 2.2 Competências do Bibliotecário Prisional As competências destes bibliotecários são semelhantes às do bibliotecário da Biblioteca Pública presentes no Manifesto da UNESCO (1994), relacionadas com a informação, a literatura, a educação e a cultura, enumeradas como: Equilíbrio emocional; Postura dinâmica; Boa cultura geral; Capacidade de adaptação (ambiente prisional); Boa comunicação oral; Conhecimentos de línguas (depende do país e do contexto); Capacidade de liderança e de supervisão (trabalho com reclusos); Interesse em trabalhar com a diversidade cultural, étnica e linguística; Gosto em trabalhar na educação de adultos; Criatividade; Sensibilidade e atenção; Capacidade inventiva e de abstração; Conhecimentos de Direito e de legislação penal. Segundo Eiras (2007, p.4): tem que ser um bibliotecário que tem pela frente todos os desafios e oportunidades de quem trabalha num ambiente com forte intervenção social do bibliotecário, enquanto elementos mediadores e orientadores no acesso à informação e ao conhecimento. O bibliotecário enquanto profissional de informação deverá integrar o ambiente profissional como um campo de atuação profissional e como afirma Costa (2009) muito mais do que informações correntes ou ter a curiosidade para descobrir e recuperar novas informações, o bibliotecário deve por em pratica suas competências ou habilidades ora gerente, psicólogo, pedagogo ou educador, pois esse profissional é o elo entre a informação e o usuário, independente de quem ele seja. Da mesma forma que o bibliotecário vestiu nova roupagens e assumiu novas competências. Também a biblioteca desenvolveu-se e assumiu papeis relevantes para o desenvolvimento da sociedade, promovedora da disseminação do conhecimento, do lazer e do desenvolvimento pessoal da comunidade usuária. 3 REALIDADES DOS PRESÍDIOS MARANHENSES Segundo dados estatísticos a população carcerária brasileira, o Maranhão tem uma população carcerária de 5.222

5 População carcerária dos Estados Fonte: Ministério da Justiça-Dez Segundo o Plano Diretor do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão o Estado possui 11 estabelecimentos, divididos da seguinte maneira: ESTABELECIMENTOS PENAIS MASC. FEM. TOTAL Penitenciaria Colônia agrícola, Industrial Centro de Observação Criminologia e Triagem Hospital de Custodia e Tratamento Psiquiátrico Cadeia Pública No Plano Diretor do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão Na Meta 16 que fala das Bibliotecas e da criação de espaços literários e formação de acervo para disponibilizar aos internos em todos os estabelecimentos penais, falam que foi atingida, porém insuficiente. Situação em 12/03/2008: Apenas a Penitenciária de Pedrinhas dispõe de uma Biblioteca denominada Farol da Educação, cujo acervo é formado por livros jurídicos e literatura geral. Estes livros foram adquiridos pela Secretaria Estadual de Educação. Nesta biblioteca trabalham pedagogos e bibliotecários, os quais são remunerados pela Secretaria Estadual de Educação. Não são realizadas campanhas regulares de doação de livros. Em 2007 foi encaminhado projeto ao Banco do Brasil visando à obtenção de recurso para a instalação de bibliotecas em todas as unidades penais.

6 Segundo o deputado Rubens Pereira Júnior em debate na assembléia legislativa, o sistema penitenciário do maranhão e extremamente caro, um preso custa R$ 1.600,00 em media para os cofres do Estado enquanto isso um aluno no FUNDEB custa um pouco mais de R$ 2.000,00 por ano, e um sistema falido, pois 70% dos presos se tornam reincidentes quando volta à sociedade o que torna oportuna a palavra do presidente da associação brasileira dos advogados criminalista, Emanoel Messias Oliveira Cacho: O investimento na reintegração do preso na sociedade sempre custara mais caro que o valor de um estudante na sala de aula, e mais ou menos como deixar de tratar uma espinha no rosto e depois ter que tratar um câncer comparou.. Geralmente quando um indivíduo é preso e excluído da sociedade, pensamos que o propósito disso é sua reinserção social, porém, a realidade é outra: A nossa sociedade se depara com o aumento da criminalidade, a violência cresce a cada dia enquanto isso os presídios propagam o crime, o sistema carcerário tem se mostrado completamente ineficaz: superlotação tortura, abusos sexuais, burocracia, corrupção, humilhação, maldade, ambientes insalubres e precários, absurda ociosidade, trafico interno de drogas, alimentação deficiente, analfabetismo, medo de muitos, poder de poucos são rotulada de sucursais do inferno, universidades do crime entre outros, o que faz ser incompatível com a Ressocialização pregada. Diante disso, pode-se afirmar que este conjunto não pune e nem recupera, pelo contrario, aumenta a conduta criminosa, pois não há separação de criminosos de baixa, media e alta periculosidade troca informações e experiências, gerando mais criminalidade. Sobre isso fala o editorial da folha de São Paulo, lei contra lei: a sociedade em nada se beneficia ao ver detento amontoado em covis, cuja administração na prática esta frequêntemente a cargo de facções do crime organizado,onde se trafica,mata, tortura estupra impunemente [...] A lei que se quer cumprir contra com a lei que não se cumpre, sem que nenhuma das duas se modifique. Na lei de execução penal (art.45 2º) é vedado o emprego de cela escura, mas mesmo assim são conhecidos abusos cometidos a pretexto de manter-se a disciplina sobre isso fala ALVES (2008) em entrevista com um ex-detento que explica que um dos piores castigos no sistema penitenciário maranhense e um local conhecido como noventa graus, onde as celas são todas de concreto nu e os presos ficam apenas de calção tendo que dormir sem qualquer cobertor no chão molhado, por vários dias, o que não descarta uma seção de espancamento e torturas psicológicas. Quando os detentos adoecem é preciso à família saber e ligar para direção para ser levado ao medico. É nesse momento que a sociedade tem que perceber o monstro que criou. Oportunas são as palavras de René Ariel Dotti (2007): [...] O

7 presidiário é na maioria das vezes um ser errante oriundo dos descaminhos da vida pregressa e um usuário da massa falida do sistema. O complexo de Pedrinhas, onde aproximadamente metade da população carcerária do estado está alojada, tem quatro unidades - Penitenciária de Pedrinhas, Presídio São Luís, Centro de Detenção Provisória (CDP) e Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) -, com capacidade para dois mil detentos. Atualmente, abriga quatro mil. O presídio São Luís nos dias oito e nove de novembro de 2010 deu se inicio a maior e mais violenta rebelião já ocorrida no estado com o triste saldo de 18 mortos sendo três desses decapitados. O deputado Domingos Dutra considera o episódio de Pedrinhas a segunda maior chacina de presos ocorrida na história do Brasil. Em nota a Ordem de Advogados do Brasil (OAB) comenta: que é notório e inegável fato, que salta aos olhos de qualquer pessoa de senso médio, que o Sistema Carcerário e, muito especialmente o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, enfrenta gravíssimos problemas de superlotação, carência de pessoal e condições subumanas de vida no interior das celas A OAB ressaltou ainda que desde 2007, dados da Comissão de Direitos Humanos da entidade, apontavam o aumento do índice de mortalidade de presos e alertou para a possibilidade de solicitar a transferência do caso para a competência da Justiça Federal com o argumento de que se trata de um crime de violação aos direitos humanos. Segundo Viviani (2010) Superlotação - O Maranhão é o 6º estado com maior superlotação nos presídios: Quanto às rebeliões, não é necessário refletir muito para saber os motivos pelos quais elas acontecem que é o impacto que permite a sociedade perceber mesmo que por pouco tempo as condições desumanas em que é a vida carcerária no cotidiano. Não se trata de

8 defender tais rebeliões e sim garantir os direitos fundamentais dos condenados. 4 A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA REINTEGRAÇÃO DO CONDENADO À SOCIEDADE A participação da sociedade é fundamental para a Ressocialização do preso, pois a mesma é a maior vitima da criminalidade é preciso criar a consciência social para prepara o retorno do preso a sociedade. Quando esta mesma sociedade o joga no presídio e o abandona, está trabalhando contra si mesma, pois este ser aprisionado vai ser liberto um dia e voltará à sociedade com maior poder ofensivo, embrutecido pelo ambiente ao qual estava. Segundo Kirst (2008 p.1): [...] Porque tamanha indiferença da sociedade e do estado para com aqueles que foram privados de sua liberdade? Erraram, portanto precisa ser penalizado, porem o modo como são abandonados dentro de locais cujas condições são extremamente degradantes, subumanas, porque desistiram desse seres humanos?[...] o que vemos, e isso nos assusta é que os condenados são jogados para que fique longe dos lhos da sociedade "correta e civilizada e poucos se preocupam com a vida que eles passarão a levar lá dentro. A sociedade agredida tem uma postura vingativa, quando alguém comete um crime, queremos logo que vá para cadeia e passe o resto da vida lá, como se lá fosse um deposito dos indesejáveis, como se fosse à solução definitiva para a violência, será se não a sociedade que precisa de Ressocialização? Tem que haver uma mudança na maneira como a sociedade encara o individuo que esta, e do que já foi presa (marginalizado no meio social, contribui para sua volta á criminalidade), A situação merece séria análise e muita dedicação daqueles que são responsáveis: a comunidade (pessoas alheias ao sistema) pode colaborar agindo como fiscal. No Brasil, 10 estados, cerca de 100 instituições da APAC (associação de proteção e assistência aos condenados) têm desempenhado tal papel com bons resultados. Em são Paulo é muito conhecida a obra realizada pela APAC de São José dosa Campos, que desenvolve um trabalho de assistência aos presidiários eficientes segundo estatísticas divulgadas os índices de reincidência em relação aos assistidos, não chegavam a 6%. Não se trata de defender ou dar regalia ao preso e sim defender e proteger a própria sociedade valorizando o preso como pessoa humana, dignificando dentro da prisão, apenas dessa forma a sociedade poderá ver seus presos recuperados e a reincidência reduzida. A prisão não é um instrumento de vingança, mas sim, um meio de reinserção mais humanitária do individuo na sociedade. O que torna oportunas as palavras do Deputado

9 Marcelo Tavares em debate na assembléia legislativa: [...] vejo com muita preocupação que a questão carcerária nunca foi priorizada, a ela nunca foi dada à devida atenção como deveria ser. [...] Eu não, não compreendo, não concordo com o fato de a capacidade do sistema repressor ter responsabilidade de recuperar, não concordo. Acho que isso e fadado ao fracasso, tem um compromisso com a falta de resultados, e acho que o estado que adota unicamente a política de repressão só conseguira atingir um objetivo, que e o aumento da criminalidade. [...] Eu não estou defendendo os presos. Eu estou defendendo a sociedade. Recuperar um individuo que comete um pequeno delito e vai fazer com que ele não cometa outros maiores eu não estou protegendo esse individuo, eu estou protegendo a mim mesmo e aos meus e a todos os membros do ambiente social. Essa e minha visão. Para que essa situação mude é antes de tudo necessário que a sociedade perca a forma com que rejeita e estigmatiza o homem ao libertar-se. É justificável que exista o medo e a precaução, mas temos que pensar um passo à frente. Pensar na situação que vive tantas pessoas nos presídios. Desta forma, o trabalho prisional, é de caráter interdisciplinar e através do intercâmbio sociedade cárcere, considerando imprescindível além da presença dos profissionais da biblioteconomia como agentes mediadores e promovedores de intervenções junto aos encarcerados, também o corpo funcional e a sociedade. 4.1 A informação como direito do preso São reconhecidos e assegurados (embora não compridos) entre outros os seguintes direitos de índole constitucional: O direito à integridade física e moral (art.5º), o direito à instrução (art.208 da C.F. e 17 e 20 Da LEP) e o acesso à cultura (art.215 da C.F.) direito a atividades relativas as ciências, as letras,as artes e a tecnologia ( art. 5º da C.F.).Alem dos direitos mencionados, são assegurados aos presos os direitos a contato com o mundo exterior ao presídio, para onde voltara quando for posto em liberdade.o preso tem direito a informação para que não se sinta excluído da sociedade por isso preconizam as regras mínimas da ONU a informação dos acontecimentos mais importantes por meio de leitura de jornais, revistas, livros e de outros meios de informações que não comprometam a moral e os bons costumes (art.41,xv ).O inc. IX, do art. 5º, da Constituição estabelece que é livre a expressão da atividade intelectual, artística, cientifica e de comunicação, independente de censura ou licença, o art. 220, que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição e dentre os instrumentos internacionais de que o Brasil é signatário, estabelece a declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu art. XIX que Todo o homem tem direito à liberdade de

10 opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras Segundo Mirabete o interesse atual pelos direitos do preso é de certa forma um reflexo do movimento geral de defesa dos direitos humanos, ninguém ignora que os presos, em todos os tempo e lugares sempre foram vitimas de exceções e discriminações. Num ambiente com forte intervenção social. As bibliotecas de estabelecimentos prisionais são então um terreno propício ao reforço e definição do papel social 5 EXPERIÊNCIA POSITIVA DA CULTURA DA LEITURA COMO GARANTIA DE CIDADANIA Incansável propagador da tese de que só a boa oferta de cultura pode desconstruir a cultura do crime, Luiz Mendes é exemplo vivo de quem procurou uma saída possível em meio à descida ao inferno, re-significou a sua vida por meio da literatura: O que acontecia comigo era simples. Possuía um conhecimento do mundo, ao aprender a ler e assim entender melhor esse mundo, tal conhecimento não se sustentava. Só me restava fazer uma releitura e reinterpretarão desse mundo. Simples. (MENDES, 2001 p. 461). O livro não solucionara todos os problemas, mas é capaz de fazer mudanças e ate mesmo transformações significativas ao meio social, se tratando da reabilitação de presidiários, a biblioteca vem mostrando que proporcionará uma volta sadia dos mesmos a sociedade, diminuindo-lhes a ociosidade, Luiz Alberto Mendes, cuja redenção foi possível pelos livros, autor de Memórias de um sobrevivente prova viva de que esse trabalho dá bons resultados: Preso aos 19 anos por latrocínio (roubo seguido de morte), ainda na cadeia matou a facada dois presos em momentos distintos, semianalfabeto na solitária conheceram Henrique que da década de 60 foi um dos maiores assaltante de banco, conversavam através do cano da privada, ali Henrique lê e conta a historia escrita por Victor Hugo em os Miseráveis. Nasce à paixão pela literatura assim passou a ler e matava o tempo (tempo não usado pela sociedade e governantes). Depois de 31 anos e 10 meses excluído do convivo da sociedade em 2004 Mendes é solto com dois livros na praça, hoje lança o 4ª livro e ganha a vida com literatura e palestra, falando da delicia de ler livros e procura com a ONG Novo Olhar, leva a esperança aos amigos que estão anda atrás da grade e aos que estão fora também.

11 Alem desta experiência temos outros exemplos que deu certo: A biblioteca do presídio Francisco D Oliveira Conde (premiada pelo Ministério da Cultura) com o projeto Bibliotecas sobre Roda: leitura para a liberdade futura. Temos também o Projeto Mandela - Biblioteca em Presídio com parceria com Eco futuro e FUNAP (Fundação de amparo ao preso) e outras mais. Outro exemplo que se pode resgatar o preso é o do presídio em Caruaru, nos sete anos que a Diretora Cirlene Rocha (mulher que mudou o conceito de mandar nos homens por mais perigosos que sejam), esteve à frente do presídio, não houve assassinatos, rebeliões ou incidentes graves. Os mesmos resolvem suas divergências em competições educativas e salas de aulas, os presos são alfabetizados e apreende o básico em educação, pois alguns nunca tinham frequêntado uma escola. Diante do exposto torna oportunas as palavras de Costa (2009, P. 67): Que a leitura é um instrumento de captação de experiências, cultura, conhecimentos, informações e orientações. Através dela o homem tem acesso a informação necessitaria para garantir sua cidadania. É ela quem auxilia o posicionamento do homem no mundo em relação a tudo. 6 CONCLUSÃO Partindo de considerações radicais e condicionantes é possível constatar que há uma grande falta de vontade do estado, omissão de direito básicos, uma sociedade que exclui a falta de liberdade somente não favorece a Ressocialização, desta forma é preciso que seja feito algo nesse sentido, existem caminhos: sensibilizar-se com os erros dos outros, influencia o estado a oferecer a cultura leitura nos presídios, visando o crescimento intelectual e desenvolvimento pessoal e social dos envolvidos para saber pensar com ciência, arte, filosofia, moral e a política e ter uma ampliação de horizontes intelectuais sociais e profissionais. Devemos priorizar a capacidade de reflexão dos detentos, fazendo-os compreender a realidade que os cerca, iniciando seu processo de transformação, trabalhando a capacidade crítica e criadora do indivíduo a fim de que ele faça as escolhas certas em sua vida. A Biblioteca Prisional, assim como a leitura pode colaborar no processo de Ressocialização, levando-os a refletir sobre suas escolhas. A leitura, além de potencializar as capacidades intelectuais do indivíduo, proporciona o exercício da cidadania, disponibilizando democraticamente o conhecimento para aqueles que já foram excluídos do convívio social estimulando a autonomia, possibilita a sensibilização e é um fator decisivo na Ressocialização do preso. Zelar pelos direitos dos presos, independentemente de sua situação, é dever de todo

12 cidadão brasileiro. Em especial de profissionais, entre eles o bibliotecário, que adquirem, durante a sua formação, conhecimentos capazes de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, que permita que indivíduos em condição peculiar o desenvolvimento, entendendo e exercendo a verdadeira cidadania. SOCIAL RESPONSIBILITY AND CULTURAL DIFFUSION: the legal applicability of libraries in prisons ABSTRACT Social action in the prison library. Aims to investigate the applicability and functionality of the requirement of establishing libraries in prisons as a means of education and policies to encentive the use of the book as object in the process of social rehabilitation of prisoner. It recounts the experiences of reading the little inmates of Maranhão and the absence of policies that lead to improvement of prison and shows that society still has a behavior unacceptable default, because they are still prey to prejudices. For this, it used archival research and literature on the theoretical framework for training. Results as statistical numbers is totally disproportionate to the amount of library for the amount of prison and jail population Maranhão, requiring creation of Prison Libraries and collections for training available to inmates in all criminal establishment of Maranhão, since access to information through the Reading avoiding the corrupting effects of idleness and incorporates the, prisioner the society being your return in half sociel with new perspectives on life and with the minimum rates of recidivism. Keywords: Library prison. Accessibility reading. Resocialization REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Justiça e Governo do Estado do Maranhão. Plano Diretor do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, São Luís, MA, COSTA, Dayane de Fátima Maravalho. Biblioterapia: Um caminho para incentivar a leitura junto detentos da CCPJ do anil e bibliotecário como articulador desse processo, São Luís, 2009, 101 p. DOTTI, René Ariel; a crise do sistema penitenciário Disponível em: <http://www.mj.gov.br/depen/publicações/rene_dotti.pdf>. Acesso em: 20 set.09. DUTRA, Domingos. Relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito do sistema penitenciário do maranhão, EIRAS, Bruno Duarte. Uma janela para o mundo: bibliotecas e bibliotecários em prisional. Biblioteca Municipal de Oeiras. Disponível em: <www.apbad.pt/ Downloads/congresso9/com59.pdf>. Acesso em: 29 mar.2009 meio FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: Nascimento da Prisão. Trad. De Lígia M. Ponde Vassalo. 10ª ed. Petrópolis: Vozes, 1993

13 FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 31ª ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987 (O mundo, hoje, v. 21). KIRST, Carolina pereira. O precipício da dignidade Humana frente ao sistema prisional Disponível em: acessado em: 29 out.09 MARCIAL, Fernanda Magalhães. Os direitos humanos e a ética aplicada ao sistema penitenciário, rio de janeiro MENDES, Luiz Alberto. Memórias de um sobrevivente. São Paulo: Companhia das Letras, MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal: comentário à lei 7210 de ª edição. Revista e atualizada - 7 reimpr. São Paulo: Atlas, OLIVEIRA, Edmundo. A luta contra o arbítrio numa visão global. Consulex, Brasília, DF, ano 5, n. 100.p.18-27, mar ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Oficina de las Naciones Unidas em Viena/Instituto de Educación de la UNESCO. La Educación Básica en los Establecimientos Penitenciarios.. DIREITOS HUMANOS NAS PRISÕES: um Manual de Treinamento para Pessoal Penitenciário. Londres: The International Centre for Prison Studies/King s College/Universidade de Londres e Penal Reform International.. Declaração Universal dos Direitos do Homem adotada e proclamada pela Resolução 217 A (III), da Assembléia Geral, de 10 de dezembro de Regras Mínimas para Tratamento dos Presos adotadas pelo Primeiro Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção do Delito e Tratamento dos Presos realizado, Genebra, 1955, e aprovadas pelo Conselho Econômico e Social por suas Resoluções 663 (XXIV), de 31 de julho de 1957, e 2076 (LXII), de 13 de maio de Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos adotada pela Resolução 2200 A (XXI), da Assembléia Geral, de 16 de dezembro de OTTOBONI, Mário. Vamos matar o criminoso? método APAC. São Paulo: Paulinas, 2001, 3 edição PEREIRA JUNIOR, Rubens. Tempos dos blocos. Disponível em: <http://www.al.ma.gov.br/discursos.php? codigo1=4405&codigo2=132>. Acesso em: 13 dez WALTER, Bruna Maestri. Um jeito de ampliar a visão do mundo. Gazeta do povo Curitiba, PR, Vida e cidadania, p.2, 03 nov VIVIANI, Oswaldo. Maranhão perde verba federal para construção de presídio em pinheiro. Jornal pequeno,são Luís,11,nov.,2010. Caderno Nacional, p.2

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA TÍTULO: "DIÁRIO" DE UM EX - DETENTO : AS DIFICULDADES E PRECONCEITOS ENCONTRADOS, NO DIA A DIA,PARA RESSOCIALIZAÇÃO DO EX - PRESIDIÁRIO NEGRO NO BRASIL. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E

Leia mais

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO EDUCAÇÃO EM PRISÕES Refere-se à oferta de educação como direito de jovens e adultos em privação de liberdade, no marco dos direitos humanos, em modalidade de atendimento que considera necessidades específicas

Leia mais

O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO COMO MEDIADOR DO ACESSO À INFORMAÇÃO E CIDADANIA EM BIBLIOTECAS PRISIONAIS

O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO COMO MEDIADOR DO ACESSO À INFORMAÇÃO E CIDADANIA EM BIBLIOTECAS PRISIONAIS O PROFISSIONAL BIBLIOTECÁRIO COMO MEDIADOR DO ACESSO À INFORMAÇÃO E CIDADANIA EM BIBLIOTECAS PRISIONAIS Autor: Epitácio Gomes da Silva Neto Graduando em Biblioteconomia Co-autora : Francisca das Chagas

Leia mais

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO Ana Sachs* 20/09/2009-07h00 Do UOL Notícias Em São Paulo Ainda que seja uma exigência da lei de Execuções Penais, o trabalho

Leia mais

Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI

Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI Iara Mesquita da Silva Braga Prof. Msc. Do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo - UFPI ATIVIDADES DA CADEIA

Leia mais

A EDUCAÇÃO EM UM PRESÍDIO DE CURITIBA SEGUNDO OS PROFESSORES

A EDUCAÇÃO EM UM PRESÍDIO DE CURITIBA SEGUNDO OS PROFESSORES A EDUCAÇÃO EM UM PRESÍDIO DE CURITIBA SEGUNDO OS PROFESSORES Fernanda Bonatto * - PUCPR fernandabonatto@hotmail.com Romilda Teodora Ens ** - PUCPR romilda.ens@pucpr.br Resumo A presente investigação descreve

Leia mais

O desafio da educação nas prisões

O desafio da educação nas prisões Fotos: Christian Montagna O desafio da educação nas prisões A educação prisional, mais do que um instrumento de reintegração social, é um direito conferido aos presos pela igualdade sacramentada na Declaração

Leia mais

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO IBAITI 2013 3 AUÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO

Leia mais

Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional

Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional São Paulo, 19 de junho de 2006 Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional O Estado de São Paulo vive hoje o clima do pós-rebeliões, do pós-confronto do crime organizado

Leia mais

Mostra de Projetos 2011. "Educação prisional na Penitenciária Industrial de Guarapuava - PIG: Da prisão que pune à privação que educa.

Mostra de Projetos 2011. Educação prisional na Penitenciária Industrial de Guarapuava - PIG: Da prisão que pune à privação que educa. Mostra de Projetos 2011 "Educação prisional na Penitenciária Industrial de Guarapuava - PIG: Da prisão que pune à privação que educa." Mostra Local de: Guarapuava Categoria do projeto: Projetos finalizados.

Leia mais

A redução da maioridade penal não é a solução

A redução da maioridade penal não é a solução A redução da maioridade penal não é a solução Mandato do Deputado Estadual Marcelo Freixo 2 Redação: Ana Marcela Terra Bruno Villa Sidney Teles Tomás Ramos Edição: Renata Souza Revisão: Bruno Villa Fotos:

Leia mais

Políticas Publicas de Ressocialização

Políticas Publicas de Ressocialização Primeiro Encontro Mato Grossense de Conselhos da Comunidade Políticas Publicas de Ressocialização ão Rosangela Peixoto Santa Rita 26 de junho de 2008. O Brasil já tem mais de 423 mil presos em seus cárceres;

Leia mais

Será que era isso que eles pretendiam com a revolta. Não estavam satisfeitos com aquela situação ou são masoquistas e gostam de sofrer?

Será que era isso que eles pretendiam com a revolta. Não estavam satisfeitos com aquela situação ou são masoquistas e gostam de sofrer? SISTEMA CARCERÁRIO E DIREITOS HUMANOS DALIO ZIPPIN FILHO ADVOGADO CRIMINALISTA Recentemente eclodiu na Penitenciária Central do Estado uma rebelião envolvendo os mil e quinhentos presos que ali estão recolhidos,

Leia mais

A EJA EM PRESÍDIOS: A PERSPECTIVA DE RESSOCIALIZAÇÃO

A EJA EM PRESÍDIOS: A PERSPECTIVA DE RESSOCIALIZAÇÃO A EJA EM PRESÍDIOS: A PERSPECTIVA DE RESSOCIALIZAÇÃO Sandra da Penha Fagundes 1 Rosineide Ferreira Fernandes de Souza 2 Deusilha Araújo da Conceição 3 RESUMO O ensino em presídios nasceu da necessidade

Leia mais

Princípios norteadores

Princípios norteadores Princípios norteadores A Associação pela Reforma Prisional, Conectas Direitos Humanos, Instituto dos Defensores de Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Instituto

Leia mais

Rogério Sanches Cunha

Rogério Sanches Cunha Art. 24 SEÇÃO VII Da Assistência Religiosa Art. 24 A assistência religiosa, com liberdade de culto, será prestada aos presos e aos internados, permitindo-se-lhes a participação nos serviços organizados

Leia mais

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG).

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG). PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL - CNBB Praça Clovis Bevilácqua, 351, conj.501 Centro - 01018-001 - São Paulo - SP Tel/fax (11) 3313-5735, 3227-8683, 3101-9419 - gzgubic@uol.com.br - www.carceraria.org.br

Leia mais

A RESSOCIALIZAÇÃO PELOS ORGANISMOS INTERNACIONAIS

A RESSOCIALIZAÇÃO PELOS ORGANISMOS INTERNACIONAIS A RESSOCIALIZAÇÃO PELOS ORGANISMOS INTERNACIONAIS Selson Garutti 1 ; Rita de Cássia da Silva Oliveira 2. RESUMO: Ao ensejo de analisar os trabalhos da área da educação prisional, produzidos entre os anos

Leia mais

A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO JUNTO À SOCIEDADE. CAMPOS, Ana Caroline Anunciato de 1. SANTOS, Eric Leandro dos 2 RESUMO

A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO JUNTO À SOCIEDADE. CAMPOS, Ana Caroline Anunciato de 1. SANTOS, Eric Leandro dos 2 RESUMO A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO JUNTO À SOCIEDADE CAMPOS, Ana Caroline Anunciato de 1 SANTOS, Eric Leandro dos 2 RESUMO O trabalho trata-se de uma análise social sobre a ressocialização do preso. A importância

Leia mais

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Boa tarde! Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Chediek, e a toda sua equipe, pela oportunidade em participar desse importante

Leia mais

Considerando a inspeção empreendida no dia 19.09.2012 no Centro de Recuperação Feminina;

Considerando a inspeção empreendida no dia 19.09.2012 no Centro de Recuperação Feminina; Considerando que ao Conselho Penitenciário do Estado do Pará compete, de acordo com o Decreto 418/79, inspecionar os estabelecimentos prisionais sediados no Estado do Pará, com objetivo de assegurar condições

Leia mais

Cinco mitos que precisam ser quebrados

Cinco mitos que precisam ser quebrados Cinco mitos que precisam ser quebrados Há muitos avanços na luta contra a violência no Brasil. Contudo, ainda vivemos um triste círculo vicioso. Com base em alguns mitos sobre como vencer a violência,

Leia mais

coleção Conversas #26 Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #26 Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. Saí da prisão volto coleção Conversas #26 - setembro 2015 - e estou ou não desempregado, para o crime? Respostas para algumas perguntas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS, da

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

Egressos e mercado de trabalho. Sonora Édio Araújo : 00:26/00:45

Egressos e mercado de trabalho. Sonora Édio Araújo : 00:26/00:45 Egressos e mercado de trabalho Imagens externas de presídios no Rio de Janeiro. Imagem Édio Araújo Cooperativa eu quero Liberdade. Gráfico e imagens de apoio. Imagem Maíra Fernandes Presidente do conselho

Leia mais

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO PROJETO DE LEI Nº 7.311, DE 2002 (Apenso o Projeto de Lei nº 788, de 2003) Dispõe sobre a obrigatoriedade de presença

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA. SUGESTÃO N o 24, DE 2007

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA. SUGESTÃO N o 24, DE 2007 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA SUGESTÃO N o 24, DE 2007 Propõe Projeto de Lei que estabelece a existência de um posto de saúde para cada complexo prisional com mais de 1200 detentos e unidades prisionais

Leia mais

EDUCAÇÃO NA PRISÃO: O CASO DA PENITENCIÁRIA CEL. ODENIR GUIMARÃES

EDUCAÇÃO NA PRISÃO: O CASO DA PENITENCIÁRIA CEL. ODENIR GUIMARÃES EDUCAÇÃO NA PRISÃO: O CASO DA PENITENCIÁRIA CEL. ODENIR GUIMARÃES Janisley Gomes de Abreu* Cecilia Seabra da Silva** André Luiz Ribeiro Justino *** Faculdade Alfredo Nasser UNIFAN.E-mail: unifan@unifan.edu.br

Leia mais

ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO 1 ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO Hilderline Câmara de Oliveira Christianne Medeiros Cavalcante Eduardo Franco Correia Cruz Joseneide Sousa Pessoa dos Santos Universidade Federal

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça

Conselho Nacional de Justiça Memorando nº 001/DMF Brasília, 02 de janeiro de 2014 A Sua Excelência o Senhor Ministro Joaquim Barbosa Presidente do Conselho Nacional de Justiça ASSUNTO: RELATÓRIO DE INSPEÇÃO NOS ESTABELECIMENTOS PRISIONAIS

Leia mais

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou

Leia mais

Indicadores de Violência e Segurança Pública

Indicadores de Violência e Segurança Pública Indicadores de Violência e Segurança Pública 1 2 3 Indicadores de Violência e Segurança Pública Proposta: criação e implementação do Sistema Estadual de Informações de Violência e Segurança Pública Parcerias

Leia mais

BRASIL. (tradução não oficial para o português)

BRASIL. (tradução não oficial para o português) Distr. GERAL CCPR/C/BRA/CO/2 2 de Novembro 2005 Original: Inglês Comitê de Direitos Humanos 85ª Sessão CONSIDERAÇÃO DE RELATÓRIOS ENVIADOS POR ESTADOS PARTES SOB O ARTIGO 40 DO PACTO Observações finais

Leia mais

Convenção Sobre os D ireitos. da Criança

Convenção Sobre os D ireitos. da Criança Convenção Sobre os D ireitos da Criança Convenção Sobre os Direitos Resumo não oficial da Criança Junho de 2000 Prefácio A presente publicação é um resumo não oficial da Convenção das Nações Unidas Sobre

Leia mais

SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS

SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS SEGURANÇA PÚBLICA ASSUNTO DE TODOS Minhas áreas de atuação são, pela ordem de número de eventos: Gestão de Projetos; Gestão de Ativos; Gestão de Segurança Industrial e Gestão Estratégica de empresas. Considero-me,

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL

INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL Resumo 1 Discente do Curso de Serviço Social da Faculdade Novos Horizontes MG 2 Discente do Curso de Serviço

Leia mais

Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista

Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista Autor: Marcos Espínola Advogado Criminalista 1 SUMÁRIO DEDICATÓRIAS E AGRADECIMENTOS 02 CARTA DE APRESENTAÇÃO 03 O QUE SERIA O SOFRIMENTO FÍSICO? 04 E O SOFRIMENTO MENTAL? 04 TORTURA-PROVA 05 TORTURA

Leia mais

PENAS ALTERNATIVAS E O DIREITO PENAL MILITAR

PENAS ALTERNATIVAS E O DIREITO PENAL MILITAR PENAS ALTERNATIVAS E O DIREITO PENAL MILITAR MARIA FERNANDA DE LIMA ESTEVES [1] Desde o início da história, a humanidade depara-se com o cometimento das mais diversas infrações, e, ao lado delas, surge

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM com a Independência dos E.U.A. e a Revolução Francesa, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento extraordinário que precisa ser mais conhecido

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Declaração Universal dos. Direitos Humanos

Declaração Universal dos. Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Ilustrações gentilmente cedidas pelo Fórum Nacional de Educação em Direitos Humanos Apresentação Esta é mais uma publicação da Declaração Universal dos Direitos

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Execução Penal, ressocialização, trabalho, preso, PEPI.

PALAVRAS-CHAVE: Execução Penal, ressocialização, trabalho, preso, PEPI. LEI DE EXECUÇÃO PENAL E O SISTEMA CARCERÁRIO GOIANO Nayara Rodrigues de Amorim 1 Profª Drª Ana Celuta Fulgêncio Taveira 2 RESUMO: A evolução da pena de prisão, é importante para entendermos a natureza

Leia mais

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL

CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL CLT.2002/WS/9 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL 2002 DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL A Conferência Geral, Reafirmando seu compromisso com a plena realização dos direitos

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420)

As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria (092-236-5568 e 092-985-5420) Fica autorizada a reprodução do texto e ilustrações, no todo ou em parte, desde que se não altere o sentido, bem como seja citada a fonte. As ilustrações desta cartilha foram efetuadas por Carlos Myrria

Leia mais

Patronato Penitenciário de Ponta Grossa: uma proposta de cidadania e de resgate do direito à educação

Patronato Penitenciário de Ponta Grossa: uma proposta de cidadania e de resgate do direito à educação 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Brasil. Segurança Pública e Conduta Policial JANEIRO DE 2015

Brasil. Segurança Pública e Conduta Policial JANEIRO DE 2015 JANEIRO DE 2015 RESUMO DO PAÍS Brasil O Brasil está entre as democracias mais influentes em assuntos regionais e globais. Nos últimos anos, tornou-se uma voz cada vez mais importante nos debates sobre

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS DECLARAÇÃO UNIVERSAL SOBRE O GENOMA HUMANO E OS DIREITOS HUMANOS A Conferência Geral, Lembrando que o Preâmbulo da Carta da Unesco refere-se a os princípios democráticos de dignidade, igualdade e respeito

Leia mais

A importância da correta execução penal para a segurança pública. Cristiano Lajóia

A importância da correta execução penal para a segurança pública. Cristiano Lajóia A importância da correta execução penal para a segurança pública Cristiano Lajóia Uma das primeiras coisas em que pensamos quando o assunto é Ministério Público (MP), é que o órgão tem duas funções no

Leia mais

A educação nas prisões

A educação nas prisões A educação nas prisões Jayme B. S. Santiago Tatiana Feitosa de Britto Sumário 1. A população carcerária. 2. Legislação. 3. Programas, projetos e diretrizes. 4. Projetos de lei. 5. Indicações bibliográficas

Leia mais

ASPECTOS HISTÓRICOS RESGATE DA HISTÓRIA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Maria Izabel Rocha Simão e Silva Capacitação de Candidatos ao Conselho Tutelar Barbacena, julho/2010 Objetivos: 1- Entendimento

Leia mais

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto 1. Introdução O projeto do Mutirão Carcerário, iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça em agosto de 2008 a partir da vigência da Resolução Conjunta nº 01/2009 do CNJ/CNMP e Resolução nº 89/2009 do CNJ,

Leia mais

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012

Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 Expert Consultation on Prevention of and Responses to Violence against Young Children Lima, 27 28 August 2012 JANDIRA FEGHALI (Deputada Federal/Brasil) Temas: Trabalhando com autoridades e parlamentares

Leia mais

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ OFÍCIO /CRESS/SEC/Nº 0535/2013 Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2013 De: Conselho Regional de Serviço Social 7ª Região À Comissão de Juristas com a finalidade de realizar estudos e propor atualização

Leia mais

Entrevista com Pedro (nome fictício), egresso do sistema prisional.

Entrevista com Pedro (nome fictício), egresso do sistema prisional. Entrevista com Pedro (nome fictício), egresso do sistema prisional. 1) (Cristiano) Pedro, é o seguinte, estamos construindo aqui um livro falado, e é um livro sobre o exame criminológico. E nós estivemos

Leia mais

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO FACULDADE DE DIREITO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA DENTRO DO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM 2010 NOME DO ALUNO A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

Leia mais

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL

CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL Boaventura de Sousa Santos Coimbra, 20 de Julho de 12015 CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF E ÀS AUTORIDADES POLÍTICAS E JUDICIÁRIAS BRASILEIRAS SOBRE A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL DAS VIOLÊNCIAS

Leia mais

ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito

ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito CRIMINALIDADE causas e soluções Juruá Editora Curitiba, 2006 CATALOGAÇÃO NA FONTE S237 Santos, Alberto Marques dos. Criminalidade: causas e soluções./ Alberto

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO ESCOLAR NO SISTEMA PRISIONAL Fábio Mansano de Mello 1 Leonardo Moraes dos Santos 2

REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO ESCOLAR NO SISTEMA PRISIONAL Fábio Mansano de Mello 1 Leonardo Moraes dos Santos 2 REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO ESCOLAR NO SISTEMA PRISIONAL Fábio Mansano de Mello 1 Leonardo Moraes dos Santos 2 Resumo: O presente trabalho tem por escopo tratar das contribuições e dificuldades do processo

Leia mais

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA

cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 1 CAPA cartilha direitos humanos layout:layout 1 2008-09-05 13:42 Página 2 TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI* *Artigo 5º da Constituição Brasileira

Leia mais

A RELAÇÃO ENTRE O USO DO CRACK E A VIOLÊNCIA URBANA EM SANTA MARIA

A RELAÇÃO ENTRE O USO DO CRACK E A VIOLÊNCIA URBANA EM SANTA MARIA A RELAÇÃO ENTRE O USO DO CRACK E A VIOLÊNCIA URBANA RESUMO EM SANTA MARIA Raisa Crestani Calegaro 1 Carolina Elisa Suptitz 2 O uso do crack tem aumentado cada vez mais no Brasil, principalmente em grandes

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL 1 Pesquisas e Práticas Educativas ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPERIÊNCIA DESENVOLVIDA PELA FACED/UFBA NA FORMAÇÃO DOS ALFABETIZADOES NA ALFASOL DANIELA DE JESUS LIMA FACED/UFBA INTRODUÇÃO - O presente

Leia mais

Associação de Proteção e Assistência aos condenados. Criação e Implantação nos Municípios

Associação de Proteção e Assistência aos condenados. Criação e Implantação nos Municípios Associação de Proteção e Assistência aos condenados Criação e Implantação nos Municípios O Método APAC O que é? A APAC é uma entidade civil de Direito Privado, com personalidade jurídica própria, destinada

Leia mais

A SITUAÇÃO DOS PRESOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E O PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO. 1

A SITUAÇÃO DOS PRESOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E O PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO. 1 A SITUAÇÃO DOS PRESOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E O PROCESSO DE RESSOCIALIZAÇÃO. 1 RESUMO Um dos temas de maior polêmica no Direito Penal no que tange a punibilidade dos crimes é o que se fazer

Leia mais

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Brasil Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)

Leia mais

EDUCAR OU REMEDIAR, QUEM GASTA MAIS, UM ALUNO OU UM PRESIDIÁRIO?

EDUCAR OU REMEDIAR, QUEM GASTA MAIS, UM ALUNO OU UM PRESIDIÁRIO? ISSN 2316-7785 EDUCAR OU REMEDIAR, QUEM GASTA MAIS, UM ALUNO OU UM PRESIDIÁRIO? Resumo Alexandre da Silva Faculdades Integradas de Taquara (FACCAT) alexandre.pratessilva@gmail.com Atualmente no Brasil,

Leia mais

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual

Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Palestra Depois do Abuso Sexual Como encaminhar e lidar com criança vítima de abuso sexual Guilherme Schelb, Promotor de Justiça da Infância em Brasília (1992-1995), especialista em temas da infância e

Leia mais

ACCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou

ACCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou Redução da Maioridade Penal: será esta a tão esperada solução? 79 C LARISSA H UGUET ACCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou no dia 26 de abril, por 12 votos a 10, a Proposta

Leia mais

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

De batedor de carteira a assaltante de bancos

De batedor de carteira a assaltante de bancos De batedor de carteira a assaltante de bancos MARCO ANTÔNIO COELHO Foto Jorge Santos/Associated Press - 8.6.2006 O detento Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, é conduzido para a sala onde foi ouvido

Leia mais

Educação no Sistema Prisional: Desafios e Compromissos

Educação no Sistema Prisional: Desafios e Compromissos Educação no Sistema Prisional: Desafios e Compromissos ASSIS, Luana Rambo; NASCIMENTO, Lizandra Andrade URI São Luiz Gonzaga e-mail: luanarambo@yahoo.com.br RESUMO: O presente artigo tem a pretensão de

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA:

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( x ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

10 de Setembro de 2013

10 de Setembro de 2013 10 de Setembro de 2013 TJDFT na mídia http://tjdft2013.myclipp.inf.br Segunda-feira, 09 de Setembro de 2013 Revista Veja/SP Brasil Seg, 09 de Setembro de 2013. 07:48:00. REVISTA VEJA BRASIL TJDFT TRIBUNAL

Leia mais

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro

A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro A atuação da Anistia Internacional durante o regime militar brasileiro Durante o regime militar brasileiro, a organização Anistia Internacional (AI), trabalhou na defesa de presos políticos e na divulgação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Segurança pública e a minha bicicleta Gildo Dalto Junior* Já dizia Hans Kelsen, sobre esta inversão de valores, que é certo que a vida humana é mais importante do que um relógio,

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL Sistema Integrado de Informações Penitenciárias InfoPen

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL Sistema Integrado de Informações Penitenciárias InfoPen Habitantes Habitantes no estado 2585000 2482500 506750 na Polícia Polícia 3444 132 3576 1 100% 0 0% 1 100% Presos Provisórios 1900 90 199 População (1) Sistema Penitenciário Presos Condenados Regime Fechado

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas.

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas LEVANTAMENTO DOS MARCOS TEÓRICOS E LEGAIS DO CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1. Marco Teórico NORMATIVAS

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA

Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA Ofício IHRC 08.07.11 2 Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Cambridge, 8 de julho de 2011 Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA 1889 F Street

Leia mais

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador

Workshop da FAEL. aborda direitos humanos. e papel do educador Workshop da FAEL aborda direitos humanos e papel do educador No 15 workshop da Faculdade Educacional da Lapa - FAEL, os acadêmicos do curso de pedagogia tiveram a oportunidade de aprender e praticar os

Leia mais

SISTEMA PRISIONAL E PSICOLOGIA: INÚMEROS DESAFIOS

SISTEMA PRISIONAL E PSICOLOGIA: INÚMEROS DESAFIOS SISTEMA PRISIONAL E PSICOLOGIA: INÚMEROS DESAFIOS (2006) Cleuza Pio Psicóloga pela Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep (Brasil) Contactos: cleuzapio@yahoo.com.br RESUMO O presente texto propõe

Leia mais

OS DIREITOS HUMANOS APLICADOS AO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO

OS DIREITOS HUMANOS APLICADOS AO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO 79 OS DIREITOS HUMANOS APLICADOS AO SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO Bruna Caroline Cardoso Machado - Acadêmica do curso de Direito da Estácio Uniseb Guilherme Guerrera de Almeida - Acadêmico do curso de

Leia mais

A PRÁTICA PSICOLÓGICA EM UMA U IDADE PRISIO AL DE REGIME SEMIABERTO

A PRÁTICA PSICOLÓGICA EM UMA U IDADE PRISIO AL DE REGIME SEMIABERTO A PRÁTICA PSICOLÓGICA EM UMA U IDADE PRISIO AL DE REGIME SEMIABERTO 2013 Psicóloga do Sistema Prisional Paulista. Especialista em Psicologia Jurídica (Brasil) Email: borgeskb@gmail.com RESUMO Este texto

Leia mais

Teatro na Prisão: trajetórias individuais e perspectivas coletivas

Teatro na Prisão: trajetórias individuais e perspectivas coletivas Teatro na Prisão: trajetórias individuais e perspectivas coletivas Natália Ribeiro Fiche Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Professora Assistente do Departamento de Interpretação - UNIRIO

Leia mais

Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid

Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid INTRODUÇÃO A Convenção Apartheid foi aprovado pela Assembléia Geral da ONU em 1973, mas com um grande número de abstenções por

Leia mais

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres

Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Multiculturalismo em Face dos Direitos Humanos das Mulheres Vanessa Carla Bezerra de Farias Discente do curso de Direito UFRN Prof. Orientador Thiago Oliveira Moreira Docente do curso de Direito UFRN Introdução:

Leia mais

Nota Técnica. Contra a Redução da Maioridade Penal

Nota Técnica. Contra a Redução da Maioridade Penal Nota Técnica Contra a Redução da Maioridade Penal A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio do Núcleo Especializado de Infância e Juventude, diante da missão de exercer a defesa dos interesses

Leia mais