Política Penitenciária Federal: entre o medieval e o moderno

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Política Penitenciária Federal: entre o medieval e o moderno"

Transcrição

1 Política Penitenciária Federal: entre o medieval e o moderno Autoria: Marcus Vinicius Gonçalves da Cruz, Eduardo Cerqueira Batitucci, Letícia Godinho de Souza Resumo O artigo analisa a política nacional penitenciária, tomando os parâmetros estabelecidos pela Lei de Execução Penal, as diretrizes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária que preconiza a adoção de novos parâmetros de gestão, bem como as ações do Departamento Penitenciário Nacional, em um cenário de unidades prisionais com superlotação, elevados custos sociais e econômicos, situações de violência, indícios de corrupção no sistema, e mobilização da sociedade dos cativos. Concluiu-se que a União necessita adotar estratégias que possam ser institucionalizadas pelos estados da federação para modernizar o aparato prisional, valendo-se do monitoramento e avaliação dessa política. Introdução O presente artigo analisa a política nacional penitenciária, tomando como marco inicial os parâmetros estabelecidos pela Lei de Execução Penal (BRASIL, 1984), as diretrizes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) que preconiza ações equilibradas entre custódia e recuperação dos apenados, além da adoção de novos parâmetros de gestão, bem como a percepção coletiva dos dirigentes do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), unidade administrativa do Ministério da Justiça responsável por planejar e coordenar a política penitenciária nacional quanto à sua aplicação em termos de diretrizes, estratégias e práticas organizacionais. O argumento teórico que sustenta a análise baseia-se no movimento para superação de um modelo burocrático e patrimonialista de gestão característico do Estado brasileiro por meio da incorporação de técnicas que permitam a administração pública em geral, e do sistema de justiça criminal em particular, de parâmetros de qualidade, produtividade, gestão calcada em resultados, accountability, dentre outros preconizados pelo movimento de Reforma do Estado que vem sendo implantado no país a partir dos anos 1990 (BRESSER-PEREIRA, 1998). Se o esgotamento do modelo burocrático pressionava por transformações para alcance de um novo patamar de governança, com utilização de uma gestão estratégica voltada para a efetividade, por meio de uma gestão por resultados com metas e indicadores além da introdução de mecanismos de monitoramento e avaliação das políticas públicas, voltadas para a satisfação do cidadão (ABRÚCIO, 2007), ao pesquisar a política prisional no país verifica-se que a cooperação federativa é frágil e há poucos incentivos a melhoria de gestão na área. Isto porque o cenário do sistema penitenciário brasileiro indica que o modelo de gestão prisional ainda não alcançou nem mesmo os pressupostos do modelo racional da burocracia weberiana, uma vez que as unidades prisionais estão com superlotação, são elevados os custos sociais e econômicos de manutenção das políticas de encarceramento, as situações de violência no interior das instituições com fugas, motins e rebeliões são recorrentes, além de haver indícios de corrupção no sistema, permanência de encarcerados que já cumpriram pena, mobilização da sociedade dos cativos, e necessidade de um efetivo cumprimento da Lei de Execuções Penais (ADORNO; SALA, 2007; CÂMARA, 2007; CRUZ, 2010). É nessa perspectiva que se procura avançar em termos da discussão das políticas públicas na área penitenciária, apresentando-se os resultados preliminares de investigação das propostas vigentes de custódia e recuperação dos detentos emanadas do Governo Federal, e qual o grau 1

2 de convivência entre estas propostas, antagônicas e complementares, no escopo da gestão prisional no país. Optou-se por essa perspectiva de análise, uma vez que trabalhos versando sobre a perspectiva histórica (SALLA, 1999); o trabalho encarcerado (ALVIN, 1991; BRANT, 1994; COSTA, 1999); a configuração institucional (LEMGRUBER, 2000); as condições estruturais do sistema prisional brasileiro (AZEVEDO, 2010); o perfil do encarcerado (PAIXÃO, SOUZA; 1984; ADORNO, BORDINI; 1989; NERI, 2006; BRASIL, 2009); a aplicação da pena (SÁ, 1996; BITTENCOURT, 2001;WACQUANT, 2007); a inserção das empresas privadas no sistema penitenciário (CULP, 2005; CABRAL, 2007; PIRES, PALASSI, 2007; MORAES, 2010); enquanto as políticas públicas na área (RIBEIRO et al., 2004; TEIXEIRA, 2009; SALLA, 2007) também vêm sendo desenvolvidos. A partir desse pressuposto, as inquietações que geraram este artigo baseiam-se no seguinte questionamento: sob a perspectiva do colegiado do CNCPC e dirigentes do DEPEN, em que grau acontece (ou não) a implantação em termos de práticas, políticas e estratégias organizacionais no âmbito da política pública penitenciária nacional? Realizou-se pesquisa de cunho qualitativo, e de caráter descritivo, por meio de estudo do caso da política pública federal penitenciária. A abordagem qualitativa favorece a descrição das informações obtidas; a ênfase e o cuidado com o processo maior que os resultados; o cuidado com o significado dado ao contexto e aos aspectos a este relacionados; e a análise indutiva dos dados (LÜDKE; ANDRÉ, 1986). Assim sendo, privilegiou-se a descrição sobre o fenômeno observado, possibilitando maior flexibilidade no que diz respeito a revisões e avanços na estrutura teórica inicialmente concebida (VIEIRA; ZOUAIN, 2005). A estratégia do estudo de caso permitiu delimitar o fenômeno estudado, preservando suas características significativas (YIN, 2010). O levantamento de dados envolveu as técnicas de pesquisa bibliográfica, análise documental, observação e entrevistas semi-estruturadas. A legislação nacional e principais autores da temática foram pesquisados, enquanto a análise documental permitiu melhor entendimento da problemática envolvida (CRESWELL, 2010). Privilegiouse a análise de 63 atas do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), entre os anos de 2003 e 2011, concentrando-se na análise de conteúdo das dez últimas atas referentes às deliberações do ano de 2011, uma vez que os documentos permitem inferir como os eventos são construídos e as justificativas registradas (MAY, 2004). A partir de roteiro previamente elaborado, foram realizadas entrevistas com seis dirigentes do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), registradas e categorizadas nos termos sugeridos por Bardin (2011), pois permite a busca de sentido ou sentidos de um texto. Manteve-se o ético sigilo da identidade dos entrevistados. Deste modo, o conteúdo das atas e entrevistas foi organizado por meio de um conjunto de temas sistematizados a partir das metas definidas no Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária (PNPCP, 2011), da descrição das atividades do DEPEN, respectivas auditorias e referências consultadas. O Sistema Penitenciário Nacional: contexto No Brasil, Adorno e Sala (2007, p.10) ao delinear o cenário da crise da segurança pública nos últimos trinta anos, constatam de um lado o aumento da quantidade de crimes cometidos e o crescimento de sua violência, e por outro a falta de efetividade das políticas públicas na área, que permaneceram sendo formuladas e implantadas segundo modelos convencionais, envelhecidos, incapazes de acompanhar a qualidade das mudanças sociais e institucionais operadas no interior da sociedade. Reforçam seu argumento ao tratar da disseminação da 2

3 criminalidade organizada em amplo espectro das atividades econômicas, o que se reflete no aumento das taxas de homicídios, sobretudo entre adolescentes e jovens adultos, e desorganizando modos de vida social e padrões de sociabilidade inter e entre classes sociais. Para os autores, apesar de a criminalidade vir se modernizando, as forças policiais apóiam-se em um modelo ultrapassado de correr atrás de bandidos conhecidos ou apoiar-se em redes de informantes. Não obstante, no mesmo período se verifica investimentos vultosos em segurança pública, em todas as esferas de governo, geralmente voltados para qualificação para o corpo policial e seu aparelhamento das polícias. Assim, neste descompasso entre a política e sua execução, o sistema penitenciário nacional revela uma estrutura complexa e, até certo ponto, contraditória e conflitante. A legislação que define crimes, bem como a execução de penas, é de competência da União Federal, nos termos da Constituição Federal. Já a gestão do sistema penal é majoritariamente dos estados e do Distrito Federal. Por sua vez, a segurança pública é de responsabilidade da União e dos estados federados, tendo a União Federal papel ativo cada vez mais amplo na formulação de políticas de segurança pública, diante do avanço da criminalidade (LEMGRUBER, 2002); no entanto, esta função tem sido negligenciada, ou realizada de modo pouco efetivo (MIZNE, 2010), sendo sustentados por frágeis mecanismos intergovernamentais (ABRÚCIO, 2007). A Lei de Execução Penal (BRASIL, 1984) descreve os tipos de pena no país como as privativas de liberdade, restritivas de direitos, e multa. As penas privativas de liberdade podem ser de reclusão cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto ou de detenção cumprida em regime semi-aberto ou aberto. Os regimes para cumprimento das penas privativas de liberdade são, portanto: i) Fechado, que por lei deveria ser cumprido em cela individual, de no mínimo seis metros quadrados, com trabalho durante o dia e isolamento à noite; ii) Semi-aberto, cumprido em colônia agrícola, industrial ou similar, em alojamento coletivo, com possibilidade de atividades externas sem vigilância, caso permitidas pelo juiz da execução; e iii) Aberto, no qual o preso trabalha sem vigilância e se recolhe à casa de albergado para dormir e passar os dias de folga. A lei brasileira ainda impõe que se a pena definida é superior a oito anos, inicia-se seu cumprimento em regime fechado; para penas maiores de quatro anos e inferiores a oito, em regime semiaberto; e para as penas menores de quatro anos, no caso de réus primários, iniciase em regime aberto. Por regra, o cumprimento da pena deve ser progressivo. O juiz da execução define o regime inicial e sua progressão ocorre com o tempo e de acordo com o comportamento do preso. Para passar de um regime para outro mais brando, o condenado deve cumprir pelo menos um sexto da pena no regime anterior, sendo que a progressão depende de pareceres internos que avaliam o comportamento e a recuperação do preso. Além disso, para passar para o regime aberto, é preciso comprovar trabalho ou promessa de emprego. No caso de o condenado sofrer nova condenação ou desobedecer às exigências da execução, o regime penitenciário pode regredir (BRASIL, 1984). A legislação penal descreve ainda os estabelecimentos penais: 1) Penitenciárias estaduais, destinadas à pena de reclusão em regime fechado; 2) Colônias agrícolas, industriais ou similares, destinadas ao cumprimento da pena em regime semi-aberto; 3) Casas do albergado, para os condenados em regime aberto e com pena de limitação de fim de semana; 4) Centros de observação, onde são realizados exames gerais; 3

4 5) Cadeias públicas, para o recolhimento de presos provisórios a LEP determina que cada comarca tenha pelo menos uma; e 6) Hospitais de custódia, destinados aos sentenciados para cumprir medida de segurança. De modo geral, a administração da justiça deve se encarregar de atenuar os problemas da aplicação da pena privativa de liberdade e preparar o detento para o retorno à vida pregressa, de tal maneira que seja possível a convivência pacífica na sociedade. A necessidade de maior efetividade e as mudanças ambientais levaram as instituições do Estado responsáveis pelas unidades prisionais a experimentar novas escolhas em seus processos estratégicos. No caso brasileiro, a aplicação de novas estratégias verificou-se em um ambiente de forte pressão da comunidade sobre o Estado a partir de episódios de rebeliões e atentados nas ruas das grandes cidades através de ordens de suas lideranças encarceradas, que por sua vez reagem a regimes disciplinares mais rígidos (ADORNO; SALA; 2007; DIAS, 2009; TEIXEIRA, 2009). Assim, a responsabilidade da esfera federal na definição das diretrizes gerais que formatam a política penitenciária nacional necessita de escrutínio para que sua evolução seja monitorada e as práticas de gestão por ela engendradas possam servir de parâmetro para soluções dos problemas nesta seara. Uma vez que esta política é efetivada pelos estados federados, torna-se imprescindível que a União exerça um papel de liderança, coordenação e indução, para que se obtenham avanços efetivos na área. No entanto, o salto quantitativo no número de presos no Brasil em tempos recentes vem chamando a atenção para tal fenômeno, uma vez que o mesmo não vem acompanhado de ações efetivas que possam minorar tal problema (Gráfico 1). GRÁFICO 1 Evolução do Número de Presos no Brasil ( ) Número de presos sob custódia Ano Fonte: Departamento Penitenciário Nacional, Ministério da Justiça, Ao contexto recente descrito por Wacquant (2007) de mudança no sistema punitivo por meio do aumento do encarceramento, soma-se a análise de Adorno (2009) da vocação do brasileiro em entender as formas punitivas por meio da prisão, o que dificulta a aceitação de formas de 4

5 controle social baseadas em outras modalidades de transações penais, e o aparato jurídico voltado para o endurecimento das penas. O aumento da massa carcerária no sistema prisional brasileiro escancarou suas principais mazelas do mesmo, uma vez que o ritmo de construção de novas unidades para propiciar uma ampliação de vagas aos presos não segue o mesmo compasso da ação policial e da justiça em prender e condenar o indivíduo em conflito com a lei. Esta circunstância vem se agravando nos últimos tempos. Diagnóstico apresentado pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário (BRASIL, 2009), fruto das diligências de parlamentares nos estados da federação verificando as práticas advindas da política pública prisional, relatam, de modo geral, diversos problemas. Em seu relatório final, a CPI descreve a situação carcerária brasileira em contornos dramáticos. Um dos mais graves referia-se ao alto número de presos em delegacias e cadeias públicas em alguns estados. Além disso, a estrutura física e as instalações elétricas e hidráulicas destes estabelecimentos penais, em especial das cadeias e delegacias, eram precárias. Outro problema relacionava-se com a assistência jurídica, devido à carência de Defensores Públicos. Curiosamente em alguns poucos estados, havia vagas em determinadas alas de unidade penitenciária mas estas encontravam-se vazias pela falta de agentes penitenciários, enquanto outras na mesma unidade encontravam-se com superlotação. A baixa proporção entre o número de agentes penitenciários e a quantidade de presos era preocupante. Em alguns estados os salários dos agentes também incluíam uma gratificação que variava de acordo com a quantidade de presos sob os cuidados dele na prisão, independente da periculosidade. Por exemplo, se a unidade possuísse poucos presos por ser uma unidade voltada para este tipo de tratamento de preso, curiosamente os agentes recebiam menos que em um presídio superlotado. De modo geral os presos reclamavam da falta de uniformes, má qualidade da água e da comida, ausência de assistência social ou programas de ressocialização. Não existiam visitas regulares do juiz e promotor, e em algumas ocasiões os internos reclamaram de penas vencidas, de excessos de prazo e demora na concessão de benefícios. Em termos de saúde, muitos detentos estavam doentes, havia dificuldade no acesso a tratamento e medicamentos. Além disso, foram elencadas inúmeras denúncias de maus tratos e torturas. De modo geral, os presos e seus familiares reclamavam de irregularidades praticadas pela administração do presídio, pelos agentes e guardas. Por sua vez, a CPI registrava a prática disseminada nas unidades prisionais brasileiras em que presos perigosos se misturavam com presos que cometeram delitos de menor gravidade. O tratamento quando de rebeliões e motins também seguia um padrão de repressão, como o relato da situação do Centro Masculino de Detenção Provisória de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo. A visita da CPI em 6 de maio de 2008 aconteceu por causa das inúmeras denúncias de familiares de presos e advogados sobre maus tratos, falta de comida, proibição de visitas dentre outras reivindicações contra a direção da unidade prisional. Cinco dias após a visita, em 11 de Abril de 2008, os presidiários fizeram uma rebelião no local, colocando fogo em várias dependências da unidade e arrancando as grades de várias celas. A Polícia Militar de São Paulo invadiu o presídio acabando com o protesto: o saldo final foi de 2 presos mortos e 25 feridos. Terminado o motim os 1050 presos foram confinados em um espaço destinado a 250 pessoas. Quando a CPI retornou ao local um mês depois da rebelião, constatou que os presos continuavam amontoados num único pátio, sem colchões, dormindo no chão e ao relento. Ainda estavam proibidos de receber visitas, inclusive de seus advogados. Os presos alegaram à CPI que o motivo da rebelião foi a superlotação e os maus tratos por parte dos 5

6 funcionários dos presídios. O diretor do centro de detenção prometeu remover os amotinados em três semanas para outra unidade, enquanto aquela estivesse sendo reformada. Revelou ainda que a rebelião aconteceu após a chegada de presos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, transferidos de uma cadeia de Franca, também interior de São Paulo, que passaram a exercer domínio no presídio. Além do diretor, outros funcionários revelaram seu temor diante da facção. Com o PCC todos correm risco de vida, disseram. No Presídio Central Masculino de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, tanto o diretor do presídio como também o chefe de segurança confirmaram a existência de facções naquela unidade: Os Manos, Abertos, Unidos pela Paz e Os Sem Facção eram as organizações criminosas existentes, além do Primeiro Comando da Capital. Semanalmente o coronel da Brigada Militar, dirigente da unidade, juntamente com o chefe de segurança e os líderes e representantes das facções se reuniam. Segundo os policiais essas reuniões com as lideranças das organizações eram uma forma de manter a paz no presídio. Havia concessões em troca de suspensão de rebeliões. O mesmo relato pode ser verificado nos trabalhos de Dias (2009) e Biondi (2010). Transparece o fato de que quanto mais perigoso o preso, melhor ele é tratado dentro das unidades prisionais em certos estados federados, uma vez que os membros da sociedade dos cativos possuíam maior capacidade de negociação junto à administração prisional. Relatos escabrosos das condições de habitabilidade e cuidado com os presos no sistema prisional brasileiro são uma constante no relatório da CPI (BRASIL, 2009), como a falta de oportunidade para estudo ou trabalho, violação dos direitos humanos, corrupção dos gestores das unidades, além de situações inusitadas como aquela dos presos alocados em contêineres no Espírito Santo; mulheres ficarem presas em celas com homens no Estado do Pará; presos acampados na Colônia Penal Agrícola no Mato Grosso do Sul; ou a dos chaveiros em Pernambuco: chaveiros eram presos que exerciam funções do Estado no presídio Aníbal Bruno, função delegada pela direção do estabelecimento. Os chaveiros substituíam os agentes penitenciários e controlavam o espaço prisional. Em cada pavilhão havia um chaveiro que ficava com as chaves do pavilhão, trancando e destrancando as celas. Segundo alguns detentos, os chaveiros cobravam taxas para liberar a entrada de alimentos, roupas e colchões. Donos da cadeia, os chaveiros tinham um pequeno comércio em seu pavilhão, onde vendiam para outros detentos e familiares produtos alimentícios e de higiene por preços bem maiores do que os praticados no mercado. A CPI encontrou uma bodega que havia sido alugada pelo chaveiro a outro detento mediante o pagamento de R$ 200,00 reais por mês. O preso locatário, por sua vez, contratou como empregados da vendinha outros três detentos, que recebiam salário mensal de R$ 650 cada um, demonstrando que ter comércio dentro da cadeia dava lucro. A Lei de Execuções Penais (BRASIL, 1984) prevê que o Estado pode manter uma loja com produtos não disponíveis e não fornecidos pelos governos. A idéia é que os detentos possam ter onde adquirir produtos já que não podem sair para comprá-los e nem todos tem familiares para atender necessidades que o Estado não supre. A legislação explicita que se comercializem os produtos a preços baixos, sem lucro, pelos mesmos valores praticados fora da unidade. Além do caso citado em Pernambuco, onde a aplicação da lei foi aprimorada, na Bahia os presos gerenciavam cantinas bem abastecidas, inclusive com aluguel de DVD s, comercializando produtos a seus colegas de presídio, enquanto no Rio de Janeiro, em contraponto a comida de péssima qualidade oferecida pelo Estado, podia-se adquirir refeições bem elaboradas, obviamente por preço superior ao mercado, em cantinas gerenciadas pela associação de agentes penitenciários. 6

7 A situação dos presídios femininos também se mostrava alarmante, uma vez que o encarceramento feminino vem crescendo diante do masculino. Além de improvisações em termos de habitabilidade, o que se revela na prática é que as políticas de execução penal simplesmente ignoram a questão de gênero. Apenas 27,45% dos estabelecimentos possuíam estrutura específica para gestantes, 19,61% contavam com berçários e somente 16,13% mantinham creches. De modo geral, verifica-se a falta de aplicação da própria Lei de Execução Pena (BRASIL, 1984), bem como a ausência de mecanismos de gestão que apliquem as políticas deliberadas pela União a serem aplicadas pelo Estado. A documentação analisada durante a pesquisa reforça tal conclusão, uma vez que traz como assuntos prioritários discussões sobre as duras condições humanas a que são submetidas os presos; a necessidade de outras formas de transação penal, utilizando, por exemplo, novas tecnologias para monitoramento do apenado; a necessidade de alternativas para a falta de vagas no sistema prisional; o aperfeiçoamento do processo no julgamento de presos provisórios; bem como a necessidade de adequação da arquitetura prisional. As soluções apresentadas geralmente são paliativas, como os mutirões para análise dos processos, não possuem visão de longo prazo, nem determinam quais os mecanismos de avaliação dos procedimentos e controles de resultados da política prisional. A Política Penitenciária Nacional: arranjo prospectivo Os órgãos federais do sistema penal no Brasil são o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) e o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), ligados ao Ministério da Justiça, com finalidades definidas, inclusive na Lei de Execução Penal (BRASIL, 1984). Somam-se a estes o Ministério Público Federal e os órgãos da Justiça federal envolvidos na execução penal. O CNPCP foi instalado em 1980 e é composto por treze membros designados pelo ministro da Justiça entre professores e profissionais da área de execução penal, bem como por representantes da comunidade e de ministérios da área social. O mandato de seus integrantes é de dois anos, o colegiado se reúne ordinariamente uma vez por mês, e vem atuando especialmente mediante a publicação de resoluções e de pareceres. O CNPCP tem como principais competências, propor diretrizes da política criminal quanto à prevenção do crime, administração da Justiça criminal e execução das penas e medidas de segurança; promover a avaliação periódica do sistema criminal, assim como estimular e promover a pesquisa criminológica; elaborar programa nacional de formação e aperfeiçoamento do servidor penitenciário; estabelecer regras sobre a construção e reforma de estabelecimentos penais; inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais e informar-se acerca do desenvolvimento da execução penal nos estados; representar ao juiz da execução ou autoridade administrativa para instauração de sindicância ou procedimento administrativo em caso de violação das normas de execução penal; representar à autoridade competente para a interdição de estabelecimento penal; opinar sobre matéria penal, processual penal e execução penal submetida à sua apreciação; e estabelecer os critérios e prioridades para aplicação dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN Decreto 5.834, de 6 de julho de 2006). Em abril de 2011, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária delineou uma política penitenciária nacional voltada para que o Estado possa assumir o controle do sistema penal e reverter a dinâmica de crescimento da violência e a criminalidade. A idéia é adotar políticas públicas para redução das taxas de encarceramento, por meio da descriminalização de condutas, reforçar a utilização dos modelos distintos de prisões para cada segmento, 7

8 combater a seletividade penal, investir na justiça restaurativa e na justiça social, envolver a população na busca de solução dos conflitos, fortalecer as alternativas penais, eleger o sistema prisional como problema central, fortalecer o Estado na gestão do sistema penal, combater todos os níveis da corrupção, enfrentar a questão das drogas nas suas múltiplas dimensões (social, econômica, de saúde, criminal), fortalecer o controle social sobre o sistema penal e ter política, método e gestão específica para o sistema prisional (CNPCP, 2011). Cabe ressaltar que em setembro de 2007, iniciativa semelhante foi apresentada ao Ministro da Justiça, mas o estágio atual do sistema prisional brasileiro indica que o mesmo não teve a repercussão necessária em termos de aplicação como política pública (CNPCP, 2007). Além das opções políticas inerentes a este processo, cabe reforçar que varias ações se referem ao fiel cumprimento da Lei de Execução Penal de O novo plano elaborado pelo CNPCP contou com sugestões de órgãos e instituições como a Comissão Nacional de Penas e Medidas Alternativas, da Comissão Nacional de Fomento e Apoio aos Conselhos da Comunidade, do Instituto Sou da Paz e Parceiros, da Pastoral Carcerária, do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 e do Conselho Nacional de Justiça. Foram definidas 14 diretrizes a serem implantadas no país para reverter o grave cenário vigente na área prisional e criminal. Dentre as principais medidas, destaca-se a necessidade de institucionalizar a justiça restaurativa, que pressupõe um acordo livre e consciente entre as partes envolvidas, uma vez que a grande quantidade de sentenças proferidas e de pessoas penalizadas pelo processo judicial tradicional não tem apaziguado a sociedade como um todo, sendo custosa socialmente e economicamente. Outra medida envolve a criação e implantação de uma política de integração social dos egressos do sistema prisional, inexistente no âmbito nacional, para dirimir a forte resistência a integração do egresso, o que se verifica nos índices de reincidência e consequente aumento das taxas de encarceramento. O aperfeiçoamento do sistema de alternativas penais com o aumento dos serviços públicos voltados para a execução das penas alternativas nas unidades da federação brasileira seria outra medida fundamental. Notou-se um amadurecimento dessa estratégia no país, com o progressivo aumento na execução desse tipo de sanção, que saltou de transações ou suspensões condicionais do processo e condenações a penas alternativas, em 2002, para, respectivamente, e , em Assim, é importante reconhecer que ambos os sistemas, o de prisão e o de alternativas penais, são complementares e que o funcionamento efetivo de um é vital para o fortalecimento do outro. Outras propostas são fruto da não efetivação de políticas anteriores como a implantação da política de saúde mental no sistema prisional, uma vez que não houve articulação com as políticas existentes do Ministério da Saúde, do Ministério da Assistência Social ou das recomendações do Conselho Nacional de Justiça. Ações específicas para públicos distintos para tratar de questões de gênero, de condição sexual, de deficiência, de idade, de nacionalidade, entre outras, no âmbito criminal e prisional. Recomenda-se melhor adequação da prisão provisória, uma vez que o aumento do encarceramento revela um viés repressivo sobre infratores de baixo risco (GARLAND, 2005) No ano de 2011 havia no sistema prisional brasileiro 42,2% de presos provisórios, geralmente, fruto da banalização da prisão cautelar, advinda das prisões em flagrante realizadas pela polícia, sem que haja fundamentação apropriada. Mutirões carcerários do Conselho Nacional de Justiça, ao revisar processos, beneficiaram presos, dos quais foram postos em liberdade, o que revela o uso inadequado da prisão provisória 8

9 no âmbito do Poder Judiciário. As evidências revelam-se nas cadeias e delegacias abarrotadas de presos provisórios (CNPCP, 2011). Outro esforço relaciona-se ao fortalecimento da Defensoria Pública, uma vez que na maioria dos estados há defasagem em seu quadro de pessoal e a carreira não é atrativa. Considerando que a maioria dos presos brasileiros é constituída de pobres, sem uma Defensoria Pública plenamente instalada, o indivíduo não possui o direito à defesa ou ao acompanhamento na fase da execução penal. O diagnóstico da CPI (BRASIL, 2009) aponta para este grave quadro institucional, uma vez que a deficiência na defesa dos presos torna-se um instrumento de fortalecimento das facções criminosas que em troca de favores escusos e de fidelidade oferecem assistência jurídica na ausência do Estado. Uma ação importante pretende o fortalecimento da participação da sociedade civil na governança do sistema, uma vez que o maior acesso da sociedade civil ao sistema penal amplie os canais de controle social, minimizando práticas indevidas como violência, tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, existentes no sistema policial e prisional. Com isso, passa-se a fortalecer institucionalmente os conselhos da comunidade, os conselhos penitenciários e dos patronatos. Avritzer (2010) ressalta o aumento das formas participativas na sociedade brasileira, notadamente em áreas com saúde, assistência social, políticas urbanas e meio ambiente, porém, ainda muito pouco representativas na área de justiça criminal. Problema recorrente também diz respeito à necessidade de adequação da arquitetura prisional, uma vez que os arranjos existentes em sua maioria são ultrapassados, de precárias condições de habitabilidade, alto custo de construção, além da inadequação do uso de celas-container. Recomenda-se fortemente o estabelecimento de padrões de pequena, média e grande complexidade para as construções prisionais, considerando as especificidades do público que será abrigado e as atividades que devem existir nas unidades. O foco na melhoria da gestão do sistema prisional é inerente para uma boa política, uma vez que na maioria dos Estados, caracteriza-se por amadorismo e improviso. A gestão depende do estilo do diretor da unidade. Não existe uma metodologia institucionalizada na área prisional, garantindo o alcance de resultados planejados, ou mesmo a regras básicas, como o respeito aos Direitos Humanos e o cumprimento das leis e tratados internacionais. O exercício do comando das unidades continua recaindo em policiais militares, civis ou federais, ou ainda integrantes do sistema de justiça criminal aposentados, que agravam a situação institucional porque adotam metodologias policiais em uma atividade totalmente distinta. Da mesma forma não há um processo de valorização do indivíduo que exerce as atividades de agente penitenciário, com carreira, treinamento e acompanhamento adequados àquele profissional que atua na função. Arranjos organizacionais que modifiquem o processo de gestão ainda são raros, sejam as parcerias com a iniciativa privada (CABRAL, 2007; MORAES, 2010), processos de inclusão por educação e trabalho (PIRES; PALASSI, 2008), utilização de processos padronizados (CRUZ, 2010); novas tecnologias (AMARAL, 2010), dentre outras. Por fim, cabe institucionalizar uma nova visão de justiça criminal, lastreada nas ações de justiça social, buscando integrar os aspectos relacionados às políticas criminais e penitenciárias. O sistema prisional como parte integrante da segurança pública deveria alcançar um patamar de importância política mais relevante. A prevalência de uma mentalidade social punitiva e vingativa na sociedade brasileira, aliada a uma sensação de insegurança social e impunidade alimenta processos legislativos canhestros voltados para uma legislação de pânico, que somado ao descontrole e irracionalidade do uso do sistema penal 9

10 acaba gerando um cenário grotesco, como o apresentado na CPI do sistema carcerário, evidenciando a falta de priorização dos governos quanto ao sistema prisional (CNPCP, 2011). A análise do novo plano indica um alinhamento adequado em termos das questões prementes em termos de uma política pública que possa ser implantada e minimize o atrasado estágio na gestão do sistema prisional brasileiro. No entanto, a consolidação do plano em um mapa estratégico sólido, o desdobramento em programas com suas ações e metas que possam ser acompanhados e avaliados, tanto em seu processo quanto no resultado de seu desempenho, com posterior avaliação de impacto, reveste-se de um estágio posterior a ser colocado em prática pela agência responsável por sua execução. No caso brasileiro, o arranjo executivo no nível federal voltado para minimizar tais inconstâncias e fortalecer o sistema prisional no país fica a cargo do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). A Política Penitenciária Nacional: arranjo executivo O Departamento Penitenciário Nacional criado em 1984, também vinculado ao Ministério da Justiça, é o órgão executivo da política penitenciária nacional. Deve zelar pela aplicação da legislação penal e das diretrizes emanadas do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, o qual apoia administrativa e financeiramente. As suas competências principais referem-se a planejar e coordenar a política penitenciária nacional; inspecionar e fiscalizar periodicamente os estabelecimentos e serviços penais; assistir tecnicamente às Unidades federativas na implantação dos princípios e regras da execução penal; colaborar com as Unidades federativas, mediante convênios, na implantação de estabelecimentos e serviços penais e gerir os recursos do FUNPEN; colaborar com as Unidades federativas na realização de cursos de formação de pessoal penitenciário e de ensino profissionalizante do condenado e do internado; e coordenar e supervisionar os estabelecimentos penais federais. Para exercer suas atividades, o DEPEN desde 2006 está organizado em três diretorias Diretoria Executiva, que cuida das questões administrativas; Diretoria de Políticas Penitenciárias, responsável pela atividade fim do DEPEN; Diretoria do Sistema Penitenciário Federal, que mantém as penitenciárias federais; além da Ouvidoria do Sistema Penitenciário que verifica as denúncias envidando os procedimentos necessários; bem como apoiar as ouvidorias do sistema penitenciário nas unidades da federação. O corpo dirigente do DEPEN ao analisar a Política Prisional reforça que dentro suas maiores prioridades estão o programa de apoio a construção, reforma e ampliação dos estabelecimentos prisionais nos estados visando acabar com presos em Delegacias de Polícia e zerar o déficit e a superlotação feminina (Dirigente 1). Reforça ainda que a função do DEPEN é a formulação de políticas e não a execução de políticas. A Diretoria de Políticas Penitenciárias está responsável pelas políticas que preparam o indivíduo para a reentrada na sociedade Ensino, Saúde, Educação, Assistência Social, Assistência Jurídica, Trabalho e Renda e Capacitação Profissional; além disso, esta diretoria cuida das Alternativas Penais e das atividades de Pesquisa e Informação por meio do sistema informatizado INFOPEN, além de se responsabilizar pela administração do Fundo Penitenciário Nacional, com previsão de arrecadação de cerca de R$600 milhões em

11 O DEPEN funciona abrindo editais propositivos aos estados com uma proposta já mais fechada, desenhada. A ideia é executar uma política sistêmica através das prioridades definidas anualmente, uma vez que o DEPEN não é mais um balcão de projetos. As ações devem ser institucionalizadas. (Dirigente 3) De modo geral, a prioridades elencadas pelo corpo dirigente do DEPEN refere-se as propostas definidas pelo CNPCP, como a redução do déficit carcerário no Brasil; humanização do sistema prisional brasileiro, qualificação do pessoal do DEPEN; capacitação dos agentes penitenciários; investimento nas políticas de reintegração social como as políticas e os programas na área de educação, saúde, trabalho e renda; delineamento de parâmetros para arquitetura prisional; além de estudos sobre a viabilidade de Parcerias Público-Privada para o regime semi-aberto. A cúpula dirigente destaca que gestão atual do DEPEN busca evitar o retrabalho; onde há política (estadual) o DEPEN não faz, apenas regula ou define através de nota técnica (...), o DEPEN oferece um conteúdo, constrói uma identidade (Dirigente 1). Um projeto em curso é a construção da Escola Penitenciária Nacional voltada para a formação de profissionais para atuar em unidades prisionais. Além disso, os Estados têm solicitado apoio ao DEPEN no desenvolvimento de rotinas administrativas, segurança, etc., tendo por modelo as penitenciárias federais. No entanto, a entrega para a sociedade é fazer cumprir a LEP. Assim, induzir políticas para diminuir o déficit carcerário é o grande desafio atrás da diminuição da reincidência (Dirigente 1). Por outro lado, o DEPEN pode pensar estrategicamente no sentido de influenciar outros atores, no sentido de pensar outras questões associadas ao sistema, isto é, induzir o debate: por exemplo, probation, assistência social do município, etc. (Dirigente 2). Quando perguntado pelo critério de repasse de recursos para as unidades federativas o tamanho do déficit carcerário era o principal critério. O processo de inclusão social por meio do trabalho e renda possui experiências importantes, monitorados pelo nível federal, como da utilização de mão-de-obra penal em projetos de Economia Solidária no Rio Grande do Sul ou apoio ao sistema APAC em Minas Gerais. O foco do DEPEN é a estruturação do PROCAP Projeto de Capacitação, que oferece oficinas voltadas para formação de mão de obra do preso na construção civil, panificação e de cabeleireiros, tendo recebido R$ 4 milhões em 2011 (Dirigente 3). Em termos de ensino o Projeto Brasil Alfabetizado (MEC), com interface com o DEPEN, tem sido realizado o Exame Nacional do Ensino Médio ENEM prisional , com média de rendimento dos presos mais ou menos idêntica à média nacional, além do que está sendo desenvolvido o Plano Estratégico de Educação no Sistema Prisional (hoje 8% dos presos estão estudando), mas tem sido pensado um grande programa de capacitação do servidor prisional, através da plataforma DEPEN de EAD graduação e pós-graduação na Escola Nacional de Serviços Penais (Dirigente 3). No caso da saúde, foi priorizado em 2011 o Plano de Assistência a Saúde Prisional lançado recentemente com o Ministério da Saúde, enquanto no caso da assistência social o objetivo também é desenvolver junto ao Ministério do Desenvolvimento Social um plano nacional (Dirigente 3). Para manter uma estrutura de acompanhamento do sistema prisional, o Ministério da Justiça buscou introduzir em 2004 um sistema de informações gerenciais, conhecido como Infopen, como uma ferramenta de integração das políticas e gestão no controle e execução de ações, articuladas com os estados, para o desenvolvimento de uma política penitenciária nacional 11

12 integrada, com a adesão dos estados, do Poder Judiciário e do Ministério Público. A ideia inicial é que as informações pudessem revelar a evolução do número de vagas no sistema, os custos do preso, a estrutura de funcionamento dos estabelecimentos penais, além de características individuais do apenado. Os dados são preenchidos em pelas unidades federadas, e tal atividade está vinculada à distribuição de recursos do DEPEN. O índice de excelência é de 3% de inconsistência entre o dado consolidado pelos usuários e o dado informado pela unidade da federação. Assim, os usuários devem ter que poder ser responsabilizados pelos erros (Dirigente 4). Semestralmente, o DEPEN realiza uma análise do sistema, porém, a responsabilidade é sempre do Estado, apenas se verifica inconsistências entre o que foi passado pelo usuário e a informação consolidada pela UF, e entre a informação consolidada e a série histórica. (Dirigente 4). Existe ainda um terminal no estabelecimento prisional nos estados em que a unidade de análise é o preso, sendo que apenas 11 Estados utilizam este módulo integralmente. Outros Estados utilizam sistemas próprios. Como estas bases não conversam em virtude de limites de processamento do sistema do DEPEN, quando necessário o Infopen solicita a consulta ao gestor estadual, que oferece a informação (Dirigente 4). Há novos projetos de modernização do processo de gestão das informações com o desenvolvimento de novo sistema em parceria como Estado de Pernambuco, uma vez que há dificuldades na gestão do sistema de informações, pois dependem da plataforma geral do Ministério da Justiça. Dentre as principais atividades executivas verificadas no DEPEN estão aquelas associadas com a manutenção do Sistema Penitenciário Federal (SPF), um sistema de apoio, construído apenas para receber lideranças que causam problemas em seus estados de origem e que ficaram no SPF por um máximo de 2 anos (Dirigente 2). Os estabelecimentos penitenciários federais já estavam previstos na Lei de Execução Penal, de 1984, para recolher condenados em local distante da condenação caso isto seja necessário para a segurança pública e a segurança do próprio condenado. A partir de episódios de grande repercussão junto a sociedade brasileira foram materializados a partir de Atualmente, quatro presídios federais encontram-se em funcionamento um localizado em Catanduvas (PR); outro em Campo Grande (MS), uma terceira unidade em Porto Velho (RO), uma quarta em Mossoró (RN) e outra unidade sendo planejada para construção em Brasília (DF). Os presídios federais são de segurança máxima, inspirados em seus similares norteamericanos e possuem, cada um, 208 celas padronizadas, mais 12 celas para Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Os presos ocupam celas individuais, sendo a segurança monitorada por 200 câmaras de vídeo, além de outros equipamentos de alta tecnologia. São 250 agentes penitenciários federais por unidade, além de 50 pessoas voltadas para atividades de assistência penitenciária. O Conselho da Justiça Federal (CJF) determinou que os detentos só podem permanecer nestes presídios pelo prazo máximo de um ano, que pode ser prorrogado se solicitado pelo juiz federal encarregado da execução. O Sistema Penitenciário Federal encerrou o ano de 2010, custodiando 475 presos de alta periculosidade, líderes de facções criminosas e os principais traficantes do país, além de presos do RDD, oriundos de sistemas prisionais estaduais, o que representava 45,67 % do total de vagas disponíveis. O SPF existe para isolar lideranças negativas e a inclusão de novos presos é apenas pelo critério qualitativo (Dirigente 5). Cada unidade custa cerca de R$ 12

13 40 milhões para ser construída e tem um custeio de cerca de R$ 30 milhões ano. Os agentes penitenciários federais, em um quadro total de cerca de 900, são todos concursados e formados pela Academia Nacional de Polícia da Polícia Federal. Todos os diretores das quatro unidades prisionais são policiais federais, da carreira de delegado. Na visão de um dos dirigentes, no que se refere ao sistema penitenciário federal, uma de suas tarefas é desarticular o crime organizado dentro do sistema prisional. O DEPEN, entretanto, não reconhece o crime organizado como instituição: são pessoas que exercem alguma liderança (Dirigente 1). Assim, as políticas do DEPEN reconhecem o preso, não o membro de alguma facção. O governo agiu em resposta à sociedade (...) foi a competência em resposta a violência, (...) proporcionando um tratamento diferente para os desiguais (Dirigente 5). A inteligência no ambiente prisional age na avaliação da presença de risco. O DEPEN faz parte ainda do SISBIN (Sistema Brasileiro de Inteligência coordenado pela Agência Brasileira de Inteligência - ABIN). Pela expertise adquirida ao segregar presos de alta periculosidade por um período de tempo delimitado (máximo de 720 dias), a diretoria tem auxiliado alguns estados a formar agentes penitenciários, como no Ceará, Paraíba e Piauí. Um dos dirigentes explica que quando chega, o preso recebe as regras de funcionamento da penitenciária e, se descumprir qualquer uma, recebe punição disciplinar (Dirigente 5). Da documentação secundária, os motivos que levam os estados a solicitar vagas para seus presos no sistema federal são a participação em rebeliões (23%), liderança negativa (18%), atos de violência (11%), e a grande maioria pela possibilidade de fuga (ameaça de resgate) (49%). As entrevistas realizadas junto ao núcleo superior de gestão do DEPEN revelam as dificuldades de superar os entraves para executar as políticas públicas planejadas. A análise dos relatórios de auditoria de gestão da Controladoria-Geral da União confirma estas dificuldades. A baixa execução física, por exemplo, é atribuída pelo DEPEN a carência de pessoal qualificado para realizar as atividades meio e celebração de convênios. Os relatórios apontam para defasagem entre a execução física e financeira na construção de estabelecimentos penais previstos no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI). Entre 2004 e 2008, por exemplo, o apoio a construção, reforma e ampliação de unidades prisionais nos estados, realizado por de intermédio da Caixa Econômica Federal, dos 124 contratos ativos em 31/12/2008, apenas 8 haviam sido concluídos e dos 116 restantes apenas 19 obras haviam sido iniciadas, 16,73% do universo contratado. Destas existiam 46 obras que apesar de se encontrarem com em situação normal e com os recursos financeiros liberados, ainda não havia sido iniciadas. Em 31/12/2010 o panorama geral dos 146 contratos originais de repasse desde 2004 apresentavam 5 obras canceladas (3,42%), 68 obras não iniciadas (46,58%), 27 obras executadas (18,49%) e 46 obras em execução (31,51%) (CGU, 2009; 2011). O principal motivo alegado para o baixo índice de execução de obras é o fato das unidades federativas enfrentarem muitas dificuldades em sanear as pendências elencadas pela Caixa Econômica Federal relativa à compatibilidade da proposta constante no Plano de Trabalho com as diretrizes estabelecidas pelo Gestor, atendimento à legislação, análise técnica de engenharia, análise da regularidade da área de intervenção do projeto, verificação dos documentos referentes aos processos licitatórios. Dentre os principais problemas o DEPEN alegava a baixa capacidade técnica e de gestão dos tomadores dos empréstimos, além da demora na apresentação de documentação necessária para prestação de contas. Para acompanhar o desempenho operacional do seu programa de 13

14 execução penal o DEPEN utilizou-se da razão entre a população prisional e a lotação padrão prevista, verificando que em 2003 esta razão era de 1,34 enquanto em 2008 já havia alcançado 1,51, ou seja, o sistema estava com a capacidade excedida em 51%, o que caracterizava a superpopulação no mesmo, revelando um descompasso entre a criação de novas vagas no sistema criminal e seu preenchimento pela dinâmica policial diante dos altos índices de criminalidade e violência (BRASIL, 2009a). Os dados preliminares da pesquisa evocam uma unidade administrativa que possui uma ampla responsabilidade, em área fundamental na gestão pública brasileira, mas que não obstante os planos bem elaborados, não consegue efetivá-los, seja por problemas estruturais de capacidade de governança, seja pela falta de pessoal ou pelo contingenciamento financeiro, mas também pela dificuldade de articulação com os entes federados. Constata-se a ausência de mecanismos voltados para uma estratégia de ação com mecanismos de monitoramento e avaliação da política pública, como atestam os relatórios de auditoria da Controladoria-Geral da União. O escopo de atividades voltadas para manutenção e gestão do sistema penitenciário federal também vem ganhando uma dimensão que vem se tornando maior que o próprio departamento a que pertence, uma vez que sua visibilidade ultrapassa os contornos do mesmo. Isto reforça a análise de Meyer e Rowan (1977), que diante de incertezas ambientais, a competição entre as organizações voltam-se tanto para a busca de legitimidade institucional, reforçadas por práticas organizacionais que exaltem os mitos e cerimônias. Como depósitos de facínoras, tais unidades adquirem aura de solução para isolamento de elementos perigosos da sociedade, enquanto o discurso de educação, trabalho e ressocialização esbarra nos procedimentos burocráticos para sua manutenção e redenção do sistema, não dos indivíduos. Considerações Finais As indagações que permearam este artigo revelaram uma conjuntura complexa, com problemas de toda ordem e de difícil solução, ainda que existentes. Um contexto que revela práticas medievais, sob o invólucro de uma legislação pertinente e avançada quando analisada em detalhe (BRASIL, 1984), própria de um arcabouço burocrático weberiano, mas em uma realidade carente até mesmo de procedimentos operacionais que pudessem propiciar pelo menos práticas tradicionais da administração. Os planos são bem elaborados (CNPCP, 2011), mas não saem do papel (CNPCP, 2007), e o cotidiano das ações é baseado na vontade do gestor de plantão na unidade prisional nos entes federados. Um modelo prisional distinto surge com a tropicalização das supermax norte-americanas, com a supremacia da segurança, tecnologia, do panóptico foucaultiano, e da racionalidade burocrática bancada pelo nível federal, reforçando os mitos e cerimônias de Meyer e Rowan (1977), para além da efetividade. Em contraponto, não há uma política pública que emanada do ente federal passe como modelo de gestão aos estados, ainda que a saúde no Brasil seja um bom modelo de entrosamento entre os níveis de governo, como sustenta Abrúcio (2007). O núcleo dirigente do DEPEN desfia um rosário de atividades genéricas, premidos por contingências em termos de práticas e estratégias organizacionais de acompanhamento e avaliações precários, cujos resultados os eximem no discurso de um protagonismo fundamental no âmbito da política pública penitenciária nacional, uma vez que são deixados como responsabilidade dos estados, reforçando as ideias de Mizne (2010). Verificou-se que a política penitenciária federal necessita superar este quadro de estagnação buscando prover o sistema de uma lógica mais razoável e concernente às demandas que hoje se colocam ao Estado brasileiro. As diretrizes para expansão e modernização do sistema 14

15 prisional não podem estar calcadas apenas na diminuição do déficit carcerário, desativação das cadeias públicas, e políticas de gênero. As práticas recomendadas para superar este crônico problema da gestão pública nacional estão na adoção de estratégias que possam ser institucionalizadas pelos estados membros da federação de modo a conciliar a aplicação da lei e da ordem à proteção dos direitos humanos, nos termos de Adorno (2009). Nesse sentido, não faltam instrumentos de gestão estratégicos que possibilitem o monitoramento e avaliação da política, de modo a se consolidar no Brasil um Estado Democrático de Direito, em que a política penitenciária nacional possa ser um instrumento de melhoria da justiça social e não um dos propulsores da criminalidade e da violência. Referências ABRÚCIO, Fernando Luiz. Trajetória recente da gestão pública brasileira. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, Edição Especial Comemorativa, p.67-86, ADORNO, Sérgio; SALLA, Fernando A. Criminalidade organizada nas prisões e os ataques do PCC. Estudos Avançados, São Paulo, v. 61, p.7-29, ADORNO, Sérgio. Políticas públicas de segurança e justiça penal. Cadernos Adenauer IX (2008), n.4, Segurança Pública. Rio de Janeiro: Fundação Konrad Adenauer, janeiro ALVIM, Rui C. M. O trabalho penitenciário e os direitos sociais. São Paulo : Atlas, AMARAL, Augusto J. Entre serpentes e toupeiras: a cultura do controle na contemporaneidade (ou sobre o caso do monitoramento eletrônico de presos no Brasil). Sistema Penal & Violência, Porto Alegre, v. 2, n. 2, p , jul./dez AVRITZER, L. (Org.). A dinâmica da participação no Brasil. São Paulo: Cortez, AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli. Perfil Socioprofissional e Concepções de Política Criminal do Ministério Público Federal. Brasília: Escola Superior MPU, BARDIN, Laurence. Analise de conteúdo. São Paulo: Edições 70 Brasil, BIONDI, K. Junto e misturado: uma etnografia do PCC. São Paulo: Terceiro Nome, BITTENCOURT, César Roberto. Falência da pena de prisão. São Paulo: Saraiva, BRANT, Vinícius Caldeira. O trabalho encarcerado. Rio de Janeiro: Forense, BRASIL. Congresso Nacional. Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário. Brasília: Edições Câmara, BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, BRASIL. Controladoria-Geral da União. Relatório de Auditoria Anual de Contas: DEPEN Brasília: Controladoria-Geral da União, BRASIL. Controladoria-Geral da União. Relatório de Auditoria Anual de Contas: DEPEN Brasília: Controladoria-Geral da União, 2009a. BRASIL. Lei n. º 7.210, de 11 de julho de Institui a Lei de Execução Penal. Diário Oficial. Brasília, 11 de julho de BRESSER-PEREIRA, L. C. Reforma do Estado para a cidadania. São Paulo: Ed. 34, CABRAL, Sandro. Sobre a participação privada na gestão e operação de prisões no Brasil: uma análise à luz da Nova Economia das Instituições. O&S. Organizações & Sociedade, Salvador, v. 14, n.40, p , jan.-mar., CÂMARA, Paulo Sette. A política carcerária e a segurança pública. Revista Brasileira de Segurança Pública, São Paulo, v.1, n.1, p.64-70, CNPCP - Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Novo Plano Nacional de Política Penitenciária. Brasília: Ministério da Justiça, CNPCP - Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Brasília: Ministério da Justiça, COSTA, A. Trabalho prisional e a reintegração social do detento. Florianópolis: Insular,

16 CRESWELL, John W. Projeto de Pesquisa. Porto Alegre: Artmed, CRIMINAL JUSTICE INSTITUTE. The corrections year book. New York: CJI, CRUZ, M. V. G. De Cadeia a Penitenciária: uma Análise de Política Prisional de Minas Gerais. In: IV EnAPG Encontro de Administração Pública e Governança ANPAD, 2010, Vitória, Espírito Santo. Anais do IV EnAPG Encontro de Administração Pública e Governança ANPAD. Rio de Janeiro, RJ : Anpad, DIAS, Camila Caldeira Nunes. Efeitos simbólicos e práticos do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) na dinâmica prisional. Revista Brasileira de Segurança Pública, São Paulo, v.3, n.5, p , GARLAND, David. La cultura del control: crimen y orden social en la sociedad contemporánea. Barcelona: Gedisa Editorial, LEMGRUBER, Julita. O sistema penitenciário brasileiro. In: CERQUEIRA, Daniel, LEMGRUBER, Julita (Org.) Criminalidade, violência e segurança pública no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Emília D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, MAY, Tim. Pesquisa social. Porto Alegre: Artmed, MEYER, J. W.; ROWAN, B. Institutionalized organizations: formal structure as myth and ceremony. American Journal of Sociology, Chicago, Illinois, v. 83, p , MIZNE, Denis. Justiça e segurança. ÉPOCA Debate, Rio de Janeiro, maio MORAES, Marcos Siqueira. A parceria público-privada no sistema prisional em Minas Gerais: um relato de modelagem de projeto. In: GUIMARÃES, Tadeu et al. (Orgs). Empreendedores públicos no Governo de Minas Gerais: registro de uma experiência de resultados. Belo Horizonte: Editora UFMG, NERI, Marcelo. Retratos do Cárcere. Rio de Janeiro: CPS/FGV, PIRES, Fernanda Mendes; PALASSI, Márcia Prezotti. Frentes de Trabalho da Iniciativa Privada no Sistema Carcerário do Estado do Espírito Santo. Cadernos EBAPE, Rio de Janeiro, v. VI, p. 1-16, SÁ, Geraldo Ribeiro de. A prisão dos excluídos. Rio de Janeiro: Diadorin Editora, SALLA, Fernando. As prisões em São Paulo São Paulo: Annablume, SALLA, Fernando. De Montoro a Lembo: as políticas penitenciárias de São Paulo. Revista Brasileira de Segurança Pública, São Paulo, ano 1, n. 1, p.72-90, SOARES, Luiz Eduardo. Meu casaco de general. São Paulo: Companhia das Letras, TEIXEIRA, Alessandra. Prisões da Exceção: política penal e penitenciária no Brasil contemporâneo. São Paulo: Juruá Editora, VIEIRA, Marcelo Milano F. e ZOUAIN, Débora Morais. (org.). Pesquisa qualitativa em administração. Teoria e prática. Rio de Janeiro: FGV Editora, WACQUANT, Loïc. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos [A onda punitiva]. Rio de Janeiro: Revan, YIN, Robert K. Estudo de Caso. Porto Alegre: Bookman,

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

Políticas Publicas de Ressocialização

Políticas Publicas de Ressocialização Primeiro Encontro Mato Grossense de Conselhos da Comunidade Políticas Publicas de Ressocialização ão Rosangela Peixoto Santa Rita 26 de junho de 2008. O Brasil já tem mais de 423 mil presos em seus cárceres;

Leia mais

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG).

As Propostas da Pastoral Carcerária Nacional em relação ao Eixo 6 Sistema Penitenciário da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (I CONSEG). PASTORAL CARCERÁRIA NACIONAL - CNBB Praça Clovis Bevilácqua, 351, conj.501 Centro - 01018-001 - São Paulo - SP Tel/fax (11) 3313-5735, 3227-8683, 3101-9419 - gzgubic@uol.com.br - www.carceraria.org.br

Leia mais

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO Ana Sachs* 20/09/2009-07h00 Do UOL Notícias Em São Paulo Ainda que seja uma exigência da lei de Execuções Penais, o trabalho

Leia mais

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG

CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - CONSEG CONFERÊNCIA LIVRE DO SISTEMA DE JUSTIÇA MPPR/ OAB/ TJ Princípio A segurança pública deve promover a cidadania e prevenir a criminalidade. Princípio As políticas de segurança pública devem ser transversais.

Leia mais

Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional

Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional São Paulo, 19 de junho de 2006 Avaliação da coordenação da Pastoral Carcerária SP sobre o sistema prisional O Estado de São Paulo vive hoje o clima do pós-rebeliões, do pós-confronto do crime organizado

Leia mais

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA

CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE ZUMBI DOS PALMARES AUTOR(ES): MARIANA TOLEDO ALVES TEIXEIRA TÍTULO: "DIÁRIO" DE UM EX - DETENTO : AS DIFICULDADES E PRECONCEITOS ENCONTRADOS, NO DIA A DIA,PARA RESSOCIALIZAÇÃO DO EX - PRESIDIÁRIO NEGRO NO BRASIL. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 Os participantes do I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE, representantes de Conselhos da Comunidade

Leia mais

SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA

SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA Segurança SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA A sensação de segurança é uma questão que influencia significativamente a qualidade de vida de toda a sociedade devendo ser tratada

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

CONSELHO PENITENCIÁRIO DO PARANÁ

CONSELHO PENITENCIÁRIO DO PARANÁ Lei nº. 12.317, de 28 de agosto de 1998 Lei nº 12.377, de 28 de dezembro de 1998 Lei nº. 14.556, de 09 de dezembro de 2004 Lei nº. 17.908, de 02 de janeiro de 2014. Decreto nº. 1.206, de 05 de maio de

Leia mais

ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO

ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO 1 ASSISTÊNCIA A SAÚDE À MULHER - PRESA: UM DIREITO NEGADO Hilderline Câmara de Oliveira Christianne Medeiros Cavalcante Eduardo Franco Correia Cruz Joseneide Sousa Pessoa dos Santos Universidade Federal

Leia mais

Princípios norteadores

Princípios norteadores Princípios norteadores A Associação pela Reforma Prisional, Conectas Direitos Humanos, Instituto dos Defensores de Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Instituto

Leia mais

Considerando a inspeção empreendida no dia 19.09.2012 no Centro de Recuperação Feminina;

Considerando a inspeção empreendida no dia 19.09.2012 no Centro de Recuperação Feminina; Considerando que ao Conselho Penitenciário do Estado do Pará compete, de acordo com o Decreto 418/79, inspecionar os estabelecimentos prisionais sediados no Estado do Pará, com objetivo de assegurar condições

Leia mais

SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA

SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA Segurança SEGURANÇA ALTERNATIVAS PARA TRATAR O TEMA DA (IN) SEGURANÇA A falta de segurança é uma questão que influencia significativamente a qualidade de vida de toda a sociedade devendo ser tratada pelos

Leia mais

Conselho Nacional de Justiça

Conselho Nacional de Justiça Memorando nº 001/DMF Brasília, 02 de janeiro de 2014 A Sua Excelência o Senhor Ministro Joaquim Barbosa Presidente do Conselho Nacional de Justiça ASSUNTO: RELATÓRIO DE INSPEÇÃO NOS ESTABELECIMENTOS PRISIONAIS

Leia mais

BRASIL. (tradução não oficial para o português)

BRASIL. (tradução não oficial para o português) Distr. GERAL CCPR/C/BRA/CO/2 2 de Novembro 2005 Original: Inglês Comitê de Direitos Humanos 85ª Sessão CONSIDERAÇÃO DE RELATÓRIOS ENVIADOS POR ESTADOS PARTES SOB O ARTIGO 40 DO PACTO Observações finais

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO Diversos problemas levaram à situação atual O problema sempre foi tratado com uma série de OUs Natureza ou policial ou social Responsabilidade ou

Leia mais

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Boa tarde! Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Chediek, e a toda sua equipe, pela oportunidade em participar desse importante

Leia mais

NAL 4.462.633 NAL 4.000.000 NAL 25.127.347 NAL NAL NAL

NAL 4.462.633 NAL 4.000.000 NAL 25.127.347 NAL NAL NAL Órgão: 12000 - Justiça Federal Unidade: 12101 - Justiça Federal de Primeiro Grau PROGRAMA DE TRABALHO ( SUPLEMENTAÇÃO ) RECURSOS DE DAS AS FONTES - R$ 1,00 0569 Prestação Jurisdicional na Justiça Federal

Leia mais

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA. SUGESTÃO N o 24, DE 2007

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA. SUGESTÃO N o 24, DE 2007 COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA SUGESTÃO N o 24, DE 2007 Propõe Projeto de Lei que estabelece a existência de um posto de saúde para cada complexo prisional com mais de 1200 detentos e unidades prisionais

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS CARTA DE CURITIBA Os participantes do I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS, realizado em Curitiba PR, de

Leia mais

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto

MUTIRÃO CARCERÁRIO Plano do Projeto 1. Introdução O projeto do Mutirão Carcerário, iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça em agosto de 2008 a partir da vigência da Resolução Conjunta nº 01/2009 do CNJ/CNMP e Resolução nº 89/2009 do CNJ,

Leia mais

Rede de Defesa e Segurança

Rede de Defesa e Segurança Rede de Defesa e Segurança 1 PROGRAMA ALIANÇA PELA VIDA Objetivo: Estruturar ações integradas de prevenção, acolhimento e tratamento dos usuários e dependentes de álcool e outras drogas e seus familiares,

Leia mais

1. PROJETO Fortalecimento da organização do movimento social das pessoas portadoras de deficiência no Brasil e divulgação de suas conquistas.

1. PROJETO Fortalecimento da organização do movimento social das pessoas portadoras de deficiência no Brasil e divulgação de suas conquistas. Impresso por: RODRIGO DIAS Data da impressão: 13/12/2013-16:28:25 SIGOEI - Sistema de Informações Gerenciais da OEI TERMO DE REFERÊNCIA Nº 2823 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA PROCESSO DE SELEÇÃO - EDITAL

Leia mais

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes

Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes Como o Brasil enfrenta a exploração sexualcomercial de crianças e adolescentes 1. Introdução Fenômeno dos mais graves de nosso tempo, a exploração sexual-comercial de crianças e adolescentes não deve ser

Leia mais

Instituto Avante Brasil Diretor-Presidente: Luiz Flávio Gomes Coordenadora e Pesquisadora: Flávia Mestriner Botelho Data: Janeiro de 2014

Instituto Avante Brasil Diretor-Presidente: Luiz Flávio Gomes Coordenadora e Pesquisadora: Flávia Mestriner Botelho Data: Janeiro de 2014 Instituto Avante Brasil Diretor-Presidente: Luiz Flávio Gomes Coordenadora e Pesquisadora: Flávia Mestriner Botelho Data: Janeiro de 2014 SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO: EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO CARCERÁRIA

Leia mais

CICLO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA 14/07/2014 TRABALHO PARA O PRESO

CICLO DE INOVAÇÃO NA GESTÃO PÚBLICA 14/07/2014 TRABALHO PARA O PRESO TRABALHO PARA O PRESO Julho 2014 1 Sumário Categoria:... 3 Ementa... 3 Ideia... 4 Trabalho para o preso... 4 Nome do Pré-Projeto:... 4 Órgão executor:... 4 Início / Término da implementação:... 4 Público-alvo:...

Leia mais

ESTADO DE GOIÁS ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

ESTADO DE GOIÁS ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA RELATÓRIO DA VISITA FEITA AO CENTRO DE INSERÇÃO SOCIAL DE ANÁPOLIS (PRESÍDIO DE ANÁPOLIS), REALIZADA EM 25 DE MAIO DE 2011, PELA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Leia mais

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas.

Documento que marca as reformas na atenção à saúde mental nas Américas. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas LEVANTAMENTO DOS MARCOS TEÓRICOS E LEGAIS DO CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 1. Marco Teórico NORMATIVAS

Leia mais

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012 Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012 Informações Básicas Recursos Humanos Foram pesquisadas as pessoas que trabalhavam na administração direta e indireta por vínculo empregatício e escolaridade;

Leia mais

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: Por um MP mais eficiente Natal, 2011 1. Quem somos 2. Histórico da Gestão Estratégica 3. Resultados práticos 4. Revisão

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO

JANE PAIVA ELIONALDO FERNANDES JULIÃO EDUCAÇÃO EM PRISÕES Refere-se à oferta de educação como direito de jovens e adultos em privação de liberdade, no marco dos direitos humanos, em modalidade de atendimento que considera necessidades específicas

Leia mais

Torre de Babel. Luis Flavio Sapori. Nota sobre a I Conseg

Torre de Babel. Luis Flavio Sapori. Nota sobre a I Conseg Nota sobre a I Conseg Luís Flávio Sapori é doutor em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro, professor e coordenador do curso de Ciências Sociais da Universidade Católica

Leia mais

De Cadeia a Penitenciária: Uma Análise da Política Prisional de Minas Gerais

De Cadeia a Penitenciária: Uma Análise da Política Prisional de Minas Gerais De Cadeia a Penitenciária: Uma Análise da Política Prisional de Minas Gerais Resumo Autoria: Marcus Vinicius Gonçalves da Cruz Atualmente o sistema penitenciário brasileiro apresenta unidades prisionais

Leia mais

CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008

CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008 CONFERÊNCIA ESTADUAL BRASIL CONTRA A VIOLÊNCIA São Luís - 18 a 20 de Agosto de 2008 Relatório do Painel PANORAMA LEGAL 1. A DEFENSORIA PÚBLICA ESTADUAL NA PREVENÇÃO E NO COMBATE À VIOLÊNCIA Carência de

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS No que se refere à gestão, recrutamento e seleção de pessoas, julgue os itens a seguir. 51 A gestão de pessoas recebeu forte influência dos estudos de Hawthrone, especialmente

Leia mais

DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL AÇÕES PRONASCI/DEPEN. ANDRÉ LUIZ DE ALMEIDA E CUNHA Diretor de Políticas Penitenciárias

DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL AÇÕES PRONASCI/DEPEN. ANDRÉ LUIZ DE ALMEIDA E CUNHA Diretor de Políticas Penitenciárias AÇÕES PRONASCI/DEPEN ANDRÉ LUIZ DE ALMEIDA E CUNHA Diretor de Políticas Penitenciárias MAURÍCIO KUEHNE Diretor-Geral CRISTIANO OREM DE ANDRADE Diretor Executivo ANDRÉ LUIZ DE ALMEIDA E CUNHA Diretor de

Leia mais

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1

RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1 RELATÓRIO FINAL DAS ATIVIDADES DA CTI 1 1. INTRODUÇÃO A discussão em torno do tema criminalidade e violência é um assunto recorrente e atual em nossa sociedade. Aliado também ao crescente tráfico e uso

Leia mais

Secretaria Executiva de Ressocialização

Secretaria Executiva de Ressocialização Desafio Social Prover a população carcerária de condições necessárias para a construção da Cidadania e de sua Reintegração Social Missão Cumprir a legislação de Execução Penal no Estado de Pernambuco,

Leia mais

* DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais,

* DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais, Governo do Estado do Rio Grande do Norte Gabinete Civil Coordenadoria de Controle dos Atos Governamentais * DECRETO Nº 21.459, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2009. Institui o Programa Estadual de Proteção a Vitimas

Leia mais

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO LEI Nº 10.006

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO LEI Nº 10.006 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO LEI Nº 10.006 Institui o Comitê Estadual para a Prevenção e Erradicação da Tortura no Espírito Santo - CEPET/ES e o Mecanismo Estadual de Prevenção e Erradicação da Tortura no

Leia mais

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO

TRABALHO CARTILHA DO REEDUCANDO TRABALHO VOLTA AO CRIME CARTILHA DO REEDUCANDO CARTILHA DO REEDUCANDO ÍNDICE Introdução...5 Deveres...6 Direitos...7 Disciplina...10 Sanções...11 Formulário para Habeas Corpus...12 Petição Simplificada...13

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO, VIOLÊNCIA E NARCOTRÁFICO PROJETO DE LEI Nº 7.311, DE 2002 (Apenso o Projeto de Lei nº 788, de 2003) Dispõe sobre a obrigatoriedade de presença

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO NO SENADO FEDERAL

RELATÓRIO ANUAL SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO NO SENADO FEDERAL RELATÓRIO ANUAL SOBRE A APLICAÇÃO DA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO NO SENADO FEDERAL Brasília 2013 SUMÁRIO MOTIVAÇÃO DO RELATÓRIO... 3 INTRODUÇÃO... 3 INICIATIVAS DO SENADO FEDERAL PARA ADEQUAÇÃO À LEI DE

Leia mais

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA

POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA POLÍTICA DE GOVERNANÇA COOPERATIVA 1 1. APRESENTAÇÃO Esta política estabelece os princípios e práticas de Governança Cooperativa adotadas pelas cooperativas do Sistema Cecred, abordando os aspectos de

Leia mais

LEI Nº 12.846/2013 Aspectos da Regulamentação Federal. Valdir Moysés Simão Ministro Chefe da Controladoria-Geral da União

LEI Nº 12.846/2013 Aspectos da Regulamentação Federal. Valdir Moysés Simão Ministro Chefe da Controladoria-Geral da União LEI Nº 12.846/2013 Aspectos da Regulamentação Federal Valdir Moysés Simão Ministro Chefe da Controladoria-Geral da União São Paulo, 07 de maio de 2015 LEI Nº 12.846/2013 Esta Lei dispõe sobre a responsabilização

Leia mais

Indicadores de Violência e Segurança Pública

Indicadores de Violência e Segurança Pública Indicadores de Violência e Segurança Pública 1 2 3 Indicadores de Violência e Segurança Pública Proposta: criação e implementação do Sistema Estadual de Informações de Violência e Segurança Pública Parcerias

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015 (Do Sr. Nelson Marchezan Junior) Dispõe sobre a indenização das despesas realizadas com a manutenção devida ao Estado pelo condenado à pena privativa de liberdade independentemente

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO DE INSPEÇÃO CARCERÁRIA I INTRODUÇÃO: Com o objetivo de dar cumprimento ao disposto no art. 68, parágrafo único, da Lei de Execução Penal Lei nº 7.210/84, e na Resolução CNMP nº 56, de 22.06.2010,

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO CONSELHO PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO

APRESENTAÇÃO DO CONSELHO PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO APRESENTAÇÃO DO CONSELHO PENITENCIÁRIO DO ESTADO DE SÃO PAULO Renato Ribeiro Velloso 1 Alexandre Tozini 2 Rubens da Silva 3 Sérgio Paulo Rigonatti 4 Quirino Cordeiro 5 --------------------------------------------------

Leia mais

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Palestra: O controle Interno no Brasil - situação atual e perspectivas futuras. Valdir Agapito Teixeira Secretário

Leia mais

Benefício libera 10 mil presos

Benefício libera 10 mil presos Clipping produzido pelo Instituto de Políticas Públicas de Segurança da Fundação Santo André INSEFUSA 10/04/2006 Benefício libera 10 mil presos Jornal da Tarde, 10 de abril de 2006 - As portas das penitenciárias

Leia mais

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO

GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO GISELE CALDEIRA DE FREITAS PROJETO DE PESQUISA APLICADA: A RESSOCIALIZAÇÃO DO PRESO FRENTE AO SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO IBAITI 2013 3 AUÍLIO FINANCEIRO A CURSOS PROJETO DE PESQUISA APLICADA SUMÁRIO

Leia mais

SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL

SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL SISTEMA PENITENCIÁRIO FEDERAL SUMÁRIO 1. Sistema Penal 2. Características dos Sistemas Penitenciários no Brasil 3. Sistema Penitenciário Federal 4. Organograma do S.P.F 4.1.

Leia mais

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE

PROGRAMA PATRONATO: RESSOCIALIZAÇÃO EM BUSCA DE DIGNIDADE 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

Secretário de Segurança nega não ter atendido convocações na Alesp

Secretário de Segurança nega não ter atendido convocações na Alesp Clipping produzido pelo Instituto de Políticas Públicas de Segurança da Fundação Santo André INSEFUSA 12/05/2006 Secretário de Segurança nega não ter atendido convocações na Alesp Diário de São Paulo,

Leia mais

Carta Unir para Cuidar Apresentação

Carta Unir para Cuidar Apresentação Carta Unir para Cuidar Apresentação Durante o 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (ENAPA), na capital federal, de 07 a 09 de junho de 2012, as entidades participantes assumem, com esta carta de compromisso,

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL EDITAL 002 / 2015. Projeto BRA/14/011

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL EDITAL 002 / 2015. Projeto BRA/14/011 MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL EDITAL 002 / 2015 Projeto BRA/14/011 Contratação de Consultoria Nacional Especializada Para Formulação de Modelo Gestão para a Política Prisional

Leia mais

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL EDITAL N 12 BRA/14/011 Contratação de consultoria nacional especializada para produção de subsídios visando ao fortalecimento das ações de saúde

Leia mais

Diagnóstico sobre valores, conhecimento e cultura de acesso à informação pública no Poder Executivo Federal Brasileiro

Diagnóstico sobre valores, conhecimento e cultura de acesso à informação pública no Poder Executivo Federal Brasileiro Diagnóstico sobre valores, conhecimento e cultura de acesso à informação pública no Poder Executivo Federal Brasileiro Vânia Vieira Diretora de Prevenção da Corrupção Controladoria-Geral da União DADOS

Leia mais

Inclusão. Construindo o Futuro

Inclusão. Construindo o Futuro Inclusão. Construindo o Futuro Mostra Local de: Irati Categoria do projeto: I Projetos em Andamento (projetos em execução atualmente) Nome da Instituição/Empresa: Conselho da Comunidade da Comarca de Irati

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo)

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2014 (Do Senhor Pedro Paulo) Institui a Lei da Meritocracia, através do Planejamento Estratégico da Administração Pública Brasileira e do Sistema Nacional de Gestão de

Leia mais

Formulário de Visita Técnica à Delegacia de Polícia Estadual

Formulário de Visita Técnica à Delegacia de Polícia Estadual Formulário de Visita Técnica à Delegacia de Polícia Estadual Resolução CNMP Nº 20 de 28/05/2007 Dados da Entidade Visitada Nome: CPF ou CNPJ:: Endereço: Município: UF: Telefones c/ddd: Seção I Identificação

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 416, DE 2008

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 416, DE 2008 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 416, DE 2008 NOTA DESCRITIVA FEVEREIRO/2008 Nota Descritiva 2 2008 Câmara dos Deputados. Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou transmitido na íntegra,

Leia mais

Gestão de Finanças Públicas

Gestão de Finanças Públicas APRESENTAÇÃO Desde a primeira edição deste livro mencionamos como os avanços no arcabouço institucional e instrumental de gestão financeira foram relevantes para que o governo brasileiro, efetivamente,

Leia mais

Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero

Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero Projeto Novos Horizontes: Grupo Reflexivo Para Homens Autores de Violência de Gênero Mostra Local de: Apucarana (Municípios do Vale do Ivaí) Categoria do projeto: II Projetos em implantação (projetos que

Leia mais

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador MAGNO MALTA

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador MAGNO MALTA PARECER Nº, DE 2011 Da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA, sobre o Ofício S nº 51, de 2009, que encaminha ao Senado Federal cópia de Relatório de Inspeção Prisional realizada no Estado

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

PROJETO DE EXECUÇÃO PENAL DA DIVISÃO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

PROJETO DE EXECUÇÃO PENAL DA DIVISÃO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS PROJETO DE EXECUÇÃO PENAL DA DIVISÃO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS EIXO 3 EXTENSÍON, DOCENCIA E INVESTIGACIÓN Autor: PINTO, Felipe Martins. Doutor em Direito, diretor

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA SECRETARIA DE JUSTIÇA, DIREITOS HUMANOS E DESENVOLVIMENTO SOCIAL Superintendência de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos TERMO DE REFERÊNCIA EDITAL DE SELEÇÃO DE ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS N /2015: EXECUÇÃO DO PROGRAMA DE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES AMEAÇADOS DE MORTE NO ESTADO DA BAHIA (PPCAAM/BA).. 1.

Leia mais

FORMULÁRIO DE INSPEÇÃO

FORMULÁRIO DE INSPEÇÃO FORMULÁRIO DE INSPEÇÃO COMARCA: I Quanto ao Centro de Reintegração Social da APAC Feminina Nome: Endereço: Bairro: CEP: - Telefone: E-mail: Vagas: recuperandas Lotação atual: recuperandas Responsável:

Leia mais

LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP

LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP Fortaleza, 25 de novembro de 2015 combate à corrupção na gestão dos serviços

Leia mais

Rosangela Peixoto Santa Rita. Maceió,, 05 de junho de 2008

Rosangela Peixoto Santa Rita. Maceió,, 05 de junho de 2008 A condição da criança a no espaço o penitenciário Rosangela Peixoto Santa Rita Maceió,, 05 de junho de 2008 Perfil Nacional Pesquisa 2006 Percentual de unidades femininas exclusivas e alas ou pavilhões

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional e normas para sua operacionalização

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional e normas para sua operacionalização NOTA TÉCNICA 33 2013 Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional e normas para sua operacionalização Brasília, 21 de agosto de 2013 INTRODUÇÃO NOTA

Leia mais

20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual

20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual 20 Diretrizes Priorizadas pela Etapa Estadual Paulista da CONSOCIAL Prioridades Texto Diretriz Eixo Pontos 1 2 Regulamentação e padronização de normas técnicas para a elaboração dos Planos de Governo apresentados

Leia mais

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Aprovado pela Resolução nº 01/2013/CONSUP/IFTO, de 7 de março de 2013.

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Aprovado pela Resolução nº 01/2013/CONSUP/IFTO, de 7 de março de 2013. REGULAMENTO DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Aprovado pela Resolução nº 01/2013/CONSUP/IFTO, de 7 de março de 2013. PALMAS-TO MARÇO 2013 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 2 DA CATEGORIA... 2 FINALIDADE E OBJETIVOS...

Leia mais

NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER NA CIDADE DE PONTA GROSSA

NÚCLEO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER NA CIDADE DE PONTA GROSSA 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( X ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA

CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDENAÇÃO DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA CARTA ABERTA DE INTENÇÕES DO II ENCONTRO DOS MUNICÍPIOS PARA COORDEN DO ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE EM CASA Aos trinta dias do mês de novembro do ano de dois mil e sete, reuniram-se no município

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N.º 008/2011/CM

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA PROVIMENTO N.º 008/2011/CM Enviado à Internet/DJE em: Disponibilizado no DJE nº.: PROVIMENTO N.º 008/2011/CM Constitui o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de que trata a Resolução n. 96, de 27 de outubro

Leia mais

PORTARIA Nº 94, DE 14 DE JANEIRO DE 2014

PORTARIA Nº 94, DE 14 DE JANEIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO PORTARIA Nº 94, DE 14 DE JANEIRO DE 2014 MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO DOU de 15/01/2014 (nº 10, Seção 1, pág. 37) Institui o serviço de avaliação e

Leia mais

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios

O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios O movimento de modernização da gestão pública no Brasil e seus desafios 10 de Novembro de 2011 2º Congresso de Gestão do Ministério Público Informação confidencial e de propriedade da Macroplan Prospectiva

Leia mais

Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)

Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) Presidência da República Controladoria-Geral da União Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) PROGRAMA DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (PETI) O PETI é um programa do Governo Federal que

Leia mais

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

PROJETO DE LEI CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES PROJETO DE LEI Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil. O CONGRESSO NACIONAL decreta: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o Esta Lei estabelece princípios,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 13.022, DE 8 AGOSTO DE 2014. Dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 128, DE 2014 Altera a Lei de Execução Penal e o Código Penal para criminalizar o diretor do estabelecimento penal ou o agente público competente pela não atribuição de trabalho

Leia mais

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010.

PARECER DO CRESS/SP SOBRE A RESOLUÇÃO SAP 88, de 28/04/2010. 1/7 CONSIDERANDO a Lei de Execução Penal 7.210/1984, a partir da redação em vigor dada pela Lei 10.792/2003, especificamente no que diz respeito ao Exame Criminológico; CONSIDERANDO a Súmula Vinculante

Leia mais

Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA

Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA Ofício IHRC 08.07.11 2 Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Cambridge, 8 de julho de 2011 Ao Sr. Santiago A. Canton Secretário Executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA 1889 F Street

Leia mais

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS Políticas de Gestão de Pessoas do Ibama COMISSÃO PORTARIA Nº 248/07 P Deliberações Resumo 1ª reunião: papéis, procedimentos gerais

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

Esfera: 10 Função: 06 - Segurança Pública Subfunção: 122 - Administração Geral UO: 30101 - Ministério da Justiça

Esfera: 10 Função: 06 - Segurança Pública Subfunção: 122 - Administração Geral UO: 30101 - Ministério da Justiça Programa 1127 Sistema Único de Segurança Pública - SUSP Numero de Ações 12 Ações Orçamentárias 2272 Gestão e Administração do Programa Produto: - Unidade de Medida: - Esfera: 10 Função: 06 - Segurança

Leia mais

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ

CRESS / 7ª Região Conselho Regional de Serviço Social RJ OFÍCIO /CRESS/SEC/Nº 0535/2013 Rio de Janeiro, 20 de setembro de 2013 De: Conselho Regional de Serviço Social 7ª Região À Comissão de Juristas com a finalidade de realizar estudos e propor atualização

Leia mais

Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção

Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção Decreto Federal Regulamentador da Lei Anticorrupção Em 19 de março de 2015, foi publicado o Decreto Federal nº 8.420, de 18 de março de 2015 ( Decreto ), que regulamenta a Lei Federal nº 12.846, de 1º

Leia mais

Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI

Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI Isabella Camarço Gomes Aluna do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo UFPI Iara Mesquita da Silva Braga Prof. Msc. Do Curso de Bacharelado em Moda, Design e Estilismo - UFPI ATIVIDADES DA CADEIA

Leia mais