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1 PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Disponível em: <http://www.pubvet.com.br/texto.php?id=600>. Diferenciação de piometra e metrite em cadelas - Relato de caso Lidiane Kelly Monteiro Estudante de Graduação em Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Betim Resumo As metrites são processos inflamatórios mais profundos, na estrutura do órgão, acometendo suas camadas musculares miométrio e frequentemente associados às endometrites. As piometras são processos inflamatórios crônicos do tipo purulento, com acúmulo de exudato no interior da cavidade uterina. A determinação da origem e etiologia das patologias reprodutivas requer a investigação do histórico, dos achados do exame clínicos, fase do ciclo estral da cadela e com exames complementares. Este artigo relata o caso de uma cadela Chihuahua, de 6 anos e 8 meses de idade, atendida com histórico de sangramento escuro e fétido pela vulva, e que havia cruzado a 35 dias. Foi realizado o exame clínico e a temperatura retal era 41C 0, foram realizados os seguintes exames: hemograma completo, bioquímica sanguínea com resultados dentro dos parâmetros de normalidade e ultra-sonografia, que evidenciou a presença de um embrião sem batimentos cardíacos. Foi então realizado ovariohisterectomia.

2 Differentiation of pyometra and metritis in bitches - Case report Abstract The metritis inflammatory processes are deeper in the structure of the body, affecting its myometrium muscle layers and often associated with endometritis. The pyometra are inflammatory processes of chronic purulent type, with accumulation of exudato within the uterine cavity. The determination of the origin and etiology of reproductive disorders requires the investigation of the history, the findings of clinical examination, stage of the estrous cycle of the bitch, with additional tests This article reports the case of a Chihuahua dog of 6 years and 8 months of age, answered with a history of bleeding dark and fetid the vulva, which had crossed the 35 days. Was the clinical examination and rectal temperature was 41C 0, the following examinations were performed: complete blood count, blood biochemistry with results within the parameters of normality and ultrasound, which revealed the presence of an embryo without heartbeats. Was then performed ovariohisterectomia. 1 - INTRODUÇÂO Consideram e apresentam a classificação dos processos inflamatórios de origem infecciosa, considerando particularmente a estrutura anatômica atingida pelo processo inflamatório. As endometrites são os processos inflamatórios do endométrio e por atingirem a mucosa devem ser consideradas processo inflamatórios de origem catarral, as metrites são processos inflamatórios mais profundos, na estrutura do órgão, acometendo suas camadas musculares miométrio e frequentemente associados às endometrites. As piometras são processos inflamatórios crônicos do tipo purulento, com acúmulo de exudato purulento no interior da cavidade uterina 7. A determinação da origem e etiologia das patologias reprodutivas requer a investigação da história e dos achados do exame físico. A descarga vulvar em

3 cadelas pode ocorrer durante condições fisiológicas normais, como estro ou parto, ou ainda secundária a patologias ovarianas, uterinas, vaginais, vestibulares, patologias do trato urinário ou coagulopatias 14. Piometra e fisiologicamente distinta de outras afecções uterinas como a metrite pós parto, que ocorrem em outros estágios do ciclo estral da cadela 4,11. A metrite constitui um distúrbio bacteriano sem a componente hormonal subjacente observado na piometra 3. A piometra e secundária a hiperplasia endometrial cística, que é causada por resposta exagerada e anormal do endométrio a estimulação progesterônica 12, desenvolve se quando há uma contaminação bacteriana anormal do endométrio levando a um acúmulo intraluminal de exudato purulento 13. Embora a infecção bacteriana não seja a causa desencadeante de piometra canina e felina, com efeito, ela e a causa da maioria dos casos de morbidade e mortalidade associadas a piometra 4, 9. O diagnóstico de metrite e piometra e dado de acordo com os sinais clínicos, e a fase do ciclo estral que a cadela encontra se e com exames complementares como hemograma, bioquímica e urinálise, exame citológico do corrimento vaginal e com radiografias e ultra-sonografia. O tratamento para as duas patologias pode ser clínico com hormônios e/ou antibióticos de amplo espectro ou cirúrgico (ováriosalpingohisterectomia) o que vai depender do estado do paciente e do desejo do proprietário de reproduzir o animal no futuro. Esse trabalho visa descrever metrite e piometra como distintas patologias do sistema reprodutivo de cadelas, relatando quais são essas principais diferenças, discutindo aspectos sobre a etiologia, epidemiologia, patogenia, sinais clínicos, diagnóstico e tratamento de piometra e metrite.

4 2 - RELATO DE CASO Um animal da espécie canina, fêmea, de nome Mel, raça Chihuahua, com 6 anos e 8 meses de idade, peso 2,9 kg, foi atendido na Clínica Veterinária São Francisco de Assis. A proprietária relatou que a cadela havia cruzado há aproximadamente 35 dias e agora apresentava um sangramento vaginal escuro e fétido. Foi realizado o exame clínico e a temperatura retal era 41C 0, foram pedidos os seguintes exames: hemograma completo, bioquímica sanguínea e ultra-sonografia, a proprietária foi informada da suspeita de aborto. Devido ao quadro foi encaminhada a ultra-sonografia que evidenciou a presença de um embrião sem batimentos cardíacos, indicativo de morte embrionária. Foi então indicado ovariohisterectomia, a proprietária aceitou, pois a reprodução não era mais desejada. A cadela foi encaminhada ao eletrocardiograma para avaliação do risco cirúrgico que obteve o seguinte resultado descrito no laudo: traçado normal, ausência de alteração na condução e sobrecarga. A cirurgia foi realizada, o protocolo anestésico utilizado foi: MPA Acepran + Tramadol, indução: Propofol 1 %,epidural: morfina + bipuvacaína + lidocaína, manutenção: Isoflurano e no pós cirúrgico foi prescrito o antibiótico à base de Cefalotina, 0,3 ml / IM (Keflin ) e analgésico a base de Tramadol 0,1 ml / IM (Tramal Retard ).

5 Resultados dos exames: Hemograma Completo Descrição Valores encontrados Valores de referência Hemácias ( 10 6 /mm 3 ) 6,4 5,5-8,5 Hematócrito (%) Hemoglobina (g/ dl) Leucócito (10 3 /mm 3 ) Bastonete Segmentado Monócito Linfócito Plaqueta Hemácias normocíticas, normocromica e plaquetas gigantes. Bioquímica geral Descrição Valores encontrados Valores de referência Uréia (mg/dl) Creatinina (mg/dl) 0,7 0,5-1,5

6 3 - REVISÃO DE LITERATURA PIOMETRA 3.1 Caracterização A piometra das fêmeas dos carnívoros domésticos e um processo inflamatório de origem endócrino hormonal, associado em sua evolução às infecções bacterianas, constituindo um complexo processo patológico 7 polissistêmico 1. Quando não diagnosticada precocemente pode acarretar em conseqüências mais sérias como insuficiência renal ou até septicemia 11, alterações da função do sistema hemocitopoiético (medula óssea e baço) e do figado 7. O endométrio e miométrio possuem características morfológicas e funcionais distintas durante os vários estágios do ciclo reprodutivo, graças às alterações hormonais 4. A piometra e a afecção reprodutiva mais freqüente em pequenos animais potencialmente fatal, caracterizada por acúmulo de pus no lúmen uterino. A piometra e uma patologia mediada por hormônios que ocorre frequentemente no diestro 12, 1, ocorre na fase lútea do ciclo estral e que pode ser disseminada por vários sistemas do organismo 2. Não se sabe por que algumas fêmeas formam resposta patológica e outras não, pois as concentrações de progesterona não são diferentes, entre animais afetados e não afetados 4,9. A hiperplasia cística do endométrio (HEC) causada por uma resposta exagerada e anormal do endométrio é induzida por progesterona crônica e repetitiva 2, 12,13 sem gestação, geralmente precede a piometra em cadelas 13 com mais 6 anos de idade 1. O período de diestro em cadelas não prenhas e de aproximadamente 70 dias e durante esse período o útero esta sob influencia de progesterona produzida pelos corpos lúteos ovarianos, promovendo proliferação endometrial, secreção glandular, e suprime a atividade miometrial permitindo o acúmulo de secreções uterinas glandulares 12.Quando o conteúdo

7 uterino torna-se infectado, isso e quando a infecção e concomitante com a hiperplasia endometrial cística a condição é referida como piometra, a fonte de contaminação bacteriana nos casos de piometra e a flora vagina normal 4, que atinge o útero de forma ascendente 1,11,13, há predominância de Escherichia Coli 10,11 e pode ser secundária a habilidade de aderir via locais antigênicos específicos aos receptores para progesterona no endométrio e miométrio 1,2, também ocorrem infecções por Staphylococcus, Klebsiella. Pasteurella, Pseudomonas, Proteus, Moraxella e infecções mistas 12. Pode se desenvolver uma insensibilidade tubular ao hormônio antidiurético (diabetes insipidus nefrogênica secundária). Esta é uma seqüela do dano tubular renal reversível, causada pelas endotoxinas da Escherichia coli. Proteinúria sem piúria ou hematúria podem ser também encontradas em casos de piometra. A deposição de imunocomplexos nos glomérulos causa uma glomerulonefropatia membranoproliferativa mista e perda de proteínas plasmáticas para o filtrado glomerular 11 O útero embebido de progesterona inibe a resposta leucocitária normal a infecção, estimula as glândulas endometriais a produzirem secreção que favorecem o crescimento bacteriano, diminuindo a contratibilidade miometrial e fecha a cérvix, impedindo a drenagem do exudato inflamatório 12. Durante o estro quando a cérvix encontra se relaxada pode ocorrer contaminação bacteriana e esta está envolvida no desenvolvimento de piometra durante a fase luteal seguinte 3. Antes de ocorrer invasão bacteriana observa se a HEC isolada ou associada a hidrometra ou mucometra 9. A doença clínica pode ser induzida por administração terapêutica de progestágenos e de estrógenos para tratamento de acasalamentos indesejados 3 isso ocorre, pois embora o estrógeno exógeno sozinho não provoque HEC ou piometra, ele potencializa os efeitos da progesterona por aumentar a quantidade de receptores deste hormônio no endométrio 9,12.

8 Portanto existem duas síndromes distintas da piometra. A primeira e a síndrome da piometra da cadela idosa que ocorre em animais com mais de 7 anos de idade, propensos a hiperplasia cística endometrial e subseqüente piometra e é resultado a exposição e sucessivas a progesterona durante as fases do diestro no ciclo normal, e, portanto relacionada a idade. A síndrome da piometra em cadela jovem esta relacionada a administração exógena de estrógenos para prevenir gestação 5,11. Outra classificação empregada é a de que piometra pode ser aberta, quando a cérvix está completamente aberta e há presença de secreção vaginal. Na forma fechada devido a não abertura da cérvix não ocorre secreção vaginal, havendo acúmulo de material no útero e distensão do abdômen 5. A piometra de coto e um problema pouco comum e de difícil diagnóstico, e refere se a infecção bacteriana da porção remanescente do corpo uterino após ovariosalpingohisterctomia 5. Com prevenção recomenda castra o animal precocemente Epidemiogia A piometra foi relada em varias espécies incluindo cães, gatos, coelhos e ferretes 12 sendo mais comum em cadelas e vacas 8. Essa patologia geralmente ocorre em animais de meia idade a mais velhos 3, 12,13 e ciclantes tendo em média cerca de 7 anos na ocasião do diagnóstico, a faixa de idade varia de 10 meses a 20 anos e mais comumente diagnosticada em cadelas que em gatas 4, fêmeas nulíparas podem ser predispostas 8, 13, no entanto animais mais jovens podem ser acometidos em decorrência a tratamentos hormonais prévios contra coberturas indesejadas 3,8,12,13. Não há nenhuma relação com paridade ou histórico anterior de doença reprodutiva 3 ou predisposição genética 13.

9 Provavelmente é de esperar uma distribuição etária, dada a repetida exposição a progesterona durante a fase lútea (normalmente longa) do ciclo estral da cadela 4. Nas cadelas não há predisposição racial e nas gatas de pêlo curto domésticas e siamesas são afetadas mais comumente do que outra raças 6. A moléstia e menos prevalente em gatas, porque estes animais são ovuladores induzidos, que necessitam do coito antes que ocorra o desenvolvimento do tecido lúteo e que ocorra a subseqüente secreção de progesterona 12. Muitas das cadelas e gatas com piometra tiveram estro dentro de dois meses precedentes ao inicio dos sinais clínicos, pode haver histórico de prévio tratamento com estrógenos com objetivo de evitar a concepção, ou de tratamento prévio com progestinas para supressão do estro 4, Sinais clínicos Em casos de piometra aberta secreção vaginal sanguinolenta a muco purulenta está presente 5. Os sinais clínicos da piometra não são limitados ao trato reprodutivo e variam de acordo com a competência da cérvix 11 Podem incluir depressão, letargia, inapetência, poliúria, polidipsia, vômito, diarréia e aumento do tamanho abdominal 3, 4, 5, 11,13 que pode ser obvio a palpação abdominal, mas pode ser contra indicado pelo risco de ruptura 5, 11. A temperatura retal pode estar normal ou elevada (associada a infecções uterinas, bacterianas secundarias septicemia ou endotoxemia 5 ). Em casos de septicemia e toxemia podem ocorrer sintomas como choque, taquicardia, preenchimento capilar prolongado, pulso femoral fraco e temperatura retal 5, 11. reduzida

10 3.4 - Diagnóstico Deve ser considerado em qualquer cadela não castrada, independente da idade que apresenta sinais clínicos consistente 5. A piometra e diagnosticada com base na ocorrência dos sinais clínicos durante o diestro ou após a administração exógena de progestinas, pela presença de corrimento vulvar séptico ou pela identificação de aumento de volume uterino por radiografias 9 observa-se estrutura tubular com grande diâmetro e contendo fluido denso, localizada ventral e caudal a o abdômen, deslocando as alças intestinais crânio dorsalmente 11 e na ultra-sonografia abdominal 9 imagem de uma estrutura tubular bem definida com diâmetro entre 0,5 e 4,0 cm, sendo que esta condição pode variar de acordo com a cérvix, se está aberta ou fechada. O conteúdo luminal uterino apresenta menor ecogenicidade que a parede, com cintilações ecogênicas bem evidentes 11, sendo este o melhor método não invasivo para o diagnóstico 5. Deve ser realizado hemograma completo, perfil bioquímico sérico e urinálise para detecção de anormalidades metabólicas associada à sepse e avaliação de função renal 9 pode também ser realizado exame citológico do corrimento vaginal, cultura bacteriana e antibiograma do corrimento vaginal útil para determinar o antibiótico adequado 13. O diagnóstico diferencial inclui hidrometra, mucometra, piovagina, prenhez, torção uterina, metrite e peritonite 6, afecções acompanhadas de síndrome poliúria, polidpsia tais como: diabetes, Síndrome de Cushing, nefrite crônica 11. A diferenciação de gestação e importante, pois cadelas grávidas podem apresentar secreção vaginal ou inapetência. Além disso, animais prenhes nem sempre são sadios, a presença de um corrimento vulvar séptico não elimina a possibilidade de prenhez 12.

11 3.5 - Tratamento e Prognóstico O tratamento da piometra deve ser imediato e agressivo para evitar septicemia e endotoxemia. A fluidoterapia intravenosa esta indicada para correção das deficiências existente, manutenção da perfusão e melhora da função renal, um antibiótico bactericida de amplo espectro, com eficiência para E. coli deve ser administrado ate que sejam conhecidos os testes de susceptibilidade aos antibióticos 4, tais como: cefazolina, cefoxitina, amoxicilina mais clavulanato, ampicilina ou trimetropin sulfonamidas 11. A piometra pode ser tratada clínica ou cirurgicamente. A escolha e feita com base no estado clínico do paciente e nas intenções do proprietário, com relação ao futuro uso na reprodução. Dados os graves distúrbios metabólicos nem sempre o tratamento e bem sucedido, geralmente a ovariohisterectomia e o tratamento de escolha por ser potencialmente curativo e mais indicado para fêmeas geriátricas 4. Por ser um tratamento na maioria das vezes de emergência, a cirurgia é mais eficiente, segura e a única que permite êxito duradouro 11. O tratamento clínico depende do desejo do proprietário em obter crias da fêmea afetada, e fica mais reservado animais cujo estado clínico encontra estável. A prostaglandina e administrada objetivando eliminação do conteúdo uterino 4 relaxamento cervical, contração miometral 3 e também causa luteólise, que seria benéfica no tratamento da piometra, visto que deve ser removida a fonte de progesterona 4, não se recomenda o uso de prostaglandinas em caso de piometra com cérvix fechada pelo risco de ruptura uterina 3, 13, nos Estados Unidos, o uso de prostaglandinas não foi aprovado para pequenos animais 9, os proprietários devem ser informados de que o uso da PGF2α pode se considerado experimental embora seu uso para esta finalidade seja rotineiro 9. Juntamente ao tratamento com prostaglandina devem ser administrados antibióticos bactericidas de grande espectro sistêmico que podem ser

12 determinados por cultivo e sensibilidade 11, sempre excluir a possibilidade de gestação antes de administrar em animais valiosos para a reprodução, agente efetivo na eliminação da gestação 13. Tem se tentado drenagem cirúrgica uterina para reter capacidade reprodutiva, mas as taxas de sucesso são variáveis e não se recomenda essa técnica 3. Em casos de cadelas refratárias a PGF2α ou com cérvix fechada a drenagem deve ser tentada usando cateter plástico no lúmen do útero colocado através da vagina 11. O uso de antiprogestágenos (Aglepristone) também tem sido descrito no tratamento de piometra em cadelas. Eles se fixam aos receptores uterinos com uma afinidade três vezes maior que a progesterona, diminuindo a concentração desta no útero 10. O a acasalamento durante o estro após o tratamento e recomendado para as cadela 4. O útero gravídico pode ser menos susceptível a re-infecção, uma cadela com hiperplasia endometrial cística tem uma vida reprodutiva limitada parece que as cadelas não podem eliminar a doença espontaneamente se for permitido que o ciclo continue sem que elas estejam cruzadas 13. O prognóstico pode variar de reservado a mau, dependendo da fase de evolução da doença, da função renal e da toxicidade sistêmica. Após a cirurgia, o prognóstico será bom, caso se evite a contaminação abdominal, se controle o choque, a sepse e se reverter os danos renais por meio da fluidoterapia e a eliminação de antígenos bacterianos. Pode ocorrer morte quando as anormalidades metabólicas ficam graves e não responsivas a uma terapia apropriada 6, 11. Já o prognóstico para terapia medicamentosa é dividido, se a piometra é de cérvix aberta o prognóstico é bom, mas de reservado a mau se estiver fechada. Contudo, uma vez que o animal tenha sido tratado da piometra com prostaglandina a reincidência é provável 11.

13 4 REVISAO LITERATURA METRITE Caracterização A metrite e uma infecção bacteriana aguda do útero que ocorre no período pós-parto, também podem ocorrer após aborto 13 distocia e retenção de material fetal ou placentário, procedimentos obstétricos ou parto normal, e é causada por bactérias que ascendentemente percorrem a vagina 3, 9, da abertura da cérvix até o útero, o útero pós parto encontra se flácido e aumentado o que promove um ambiente adequado para o crescimento de gram negativos 13. Constitui um distúrbio bacteriano sem o componente hormonal observado na piometra 3. A metrite puerperal aguda é a inflamação severa do endométrio e miométrio, geralmente decorrente de infecção bacteriana, que pode causar enfermidade sistêmica na cadela, associada a descarga vulvar avermelhada ou amarronzada fétida proveniente do útero 14. É o quadro mais grave dos processos inflamatórios do útero. O quadro infeccioso se instala geralmente após o parto podendo evoluir para peritonite ou para septicêmico ou toxênico. Os casos não letais evoluem para metrite crônica que pode conduzir o animal a uma redução da fertilidade ou a infertilidade 8. A metrite séptica é uma infecção puerperal grave que aparece geralmente nos casos de retenção de placenta ou em partos distócicos, e devida a invasão de bactérias (Streptococcus sp. ou Staphylococcus sp.) ascendentes. Ao exame macroscópico, verifica que o útero não involui e toda a sua parede esta afetada Epidemiologia Gatas e cadelas pós parto sem predileção por sexo ou idade 13.

14 4.3 - Sinais Clínicos Os animais acometidos têm febre e apresenta corrimento uterino fétido e séptico 14 verde escuro purulento ou sanguinolento 13 Pode ocorrer desidratação 9, 13 septicemia, endotoxemia, choque 9. Observa se depressão, pirexia, anorexia 3, 13 taquicardia 8 e secreção vaginal purulenta geralmente de 2 a 3 dias pós parto 3 pode ocorrer falta de atenção com os filhotes e produção de leite diminuída 13 Útero aumentado à palpação abdominal, mucosas ejetadas e taquicardia com septicemia Diagnóstico O diagnóstico baseia se na anamnese e achados físicos, a fonte do exudato pode ser confirmadas por citologia vaginal 9 que detecta neutrofilía degenerativa com bactéria extracelular e intracelular 13 também deve ser realizados cultura vaginal 9 aeróbia e anaeróbia e identificação dos organismos 13 e antibiograma do corrimento 9. Radiografia revela o útero aumentado e a possível retenção de fetos 13 e ultra - sonografias abdominais ajudam a avaliar o conteúdo uterino, retenção de placenta e retenção de fetos e a integridade do útero 3, 9,13 deve ser realizado hemograma, bioquímica e urinálise. E observado neutrofilía com desvio para a esquerda, leucopenia ocasionalmente com choque endotóxico, micro hematócrito, proteína total, creatinina, compostos nitrogenados e densidade especifica da urina elevada, secundária a desidratação, enzimas hepáticas aumentadas com endotoxemia, densidade específica da urina baixa pode ser vista com endotoxemia 13. O diagnóstico diferencial deve de subinvolução da placenta, sem sinais de infecção no exame citológico da vagina e eclampsia e diferenciada pela concentração de cálcio sérico 13.

15 4.5 - Tratamento e Prognóstico O conteúdo uterino pode ser removido cirurgicamente por ováriohisterectomia 9 o tratamento de escolha quando ocorre retenção de feto, placenta ruptura 9, 13 uterina ou infecção grave e quando a reprodução não e desejada 9, 13 histerectomia com lavagem ou clinicamente coma administração de agentes ecbólicos (oxitocina e PGF2α) 9. A decisão do tratamento clínico ou cirúrgico deve basear se no estado geral da fêmea, na integridade do útero e no desejo do proprietário de reproduzir o animal no futuro 9. Deve-se administrar líquidos intravenosos para correção dos déficits existentes e manter perfusão tecidual, independente do método de tratamento escolhido 9. O antibiótico deve ser escolhido de acordo com os resultados obtidos de cultura do exudato uterino obtido da região anterior da vagina 9. O prognóstico de recuperação de ovariohisterectomia e bom recomendado para pacientes idosos e o tratamento médico e reservado pode trazer efeitos diversos para reprodução 13. O tratamento clínico conservador e possível e exige terapia antimicrobiana de largo espectro e utiliza tanto oxitocina quanto PGF2α 3,9 para estimular atividade miometral e induzir a drenagem uterina, contra indicado estrógeno devido a possibilidade de aumentar a absorção de toxina 3 A oxitocina por via IM e provavelmente mais eficaz no período pós parto imediato quando o útero esta mais sensível a ela, o tratamento deve continuar ate o esvaziamento do útero o que demanda pelo menos 2 dias 9. As prostaglandinas podem induzir a ruptura uterina se o tecido tiver desvitalizado 13 5 DISCUSSÃO A associação do aparecimento dos sinais clínicos com o momento do ciclo estral da cadela permite levantar suspeitas de diagnósticos, por algumas

16 patologias reprodutivas terem manifestações clínicas semelhantes, mas momentos diferentes de ocorrência. A piometra se diferencia da metrite por sua ocorrência e desenvolvimento durante o ciclo estral, enquanto a metrite é uma inflamação do útero causado por infecção bacteriana primária que ocorre pós-parto, quando os níveis de progesterona estão baixos, a piometra é uma doença uterina mediada pela progesterona que é iniciada ou ocorre durante o diestro. O animal do caso relatado neste trabalho encontrava se a mais ou menos aos 30 dias de gestação, e estava sofrendo um aborto com retenção de um feto o que é um fator predisponente para a metrite. O tratamento cirúrgico instituído foi de fundamental importância para a recuperação do paciente. A diferenciação de metrite e piometra não foi realizada no momento do atendimento, mas o tratamento cirúrgico instituído independente do diagnóstico foi a melhor escolha pelo estado clínico da paciente e o desejo da proprietária de não utilizar a cadela futuramente para a reprodução. 6- CONCLUSÃO De acordo com o exposto no relato de caso, na literatura revisada e na discussão anteriormente, conclui se que a conduta do caso clínico e a opção do tratamento cirúrgico estiveram de acordo com a metodologia indicada para o tratamento Na literatura nas condições tanto de metrite como piometra, quando o interesse da proprietária é em não reproduzir a cadela, dependendo da avaliação do estado geral do paciente e no caso de metrite quando há retenção de feto e placenta a ovariohisterectomia e a opção mais indicada. O protocolo anestésico utilizado e seguro e a manutenção com Isoflurano e ideal por causar depressão cardíaca mínima e recuperação rápida. Após o tratamento o animal apresentou melhoria no estado clínico geral, e houve regressão dos sinais genitais, conclui se que o tratamento utilizado foi

17 eficiente e benéfico e não houve comprometimento de outros sistemas. Concluiu se que o quadro clínico que a cadela apresentou era de metrite, que ocorreu após aborto com retenção de material fetal. 7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1-ANDRADE, Silvia. Manual de terapêutica veterinária, 2. ed. São Paulo : Roca, p , COGGAN,J.A; el al. Estudo microbiológico de conteúdo intra uterino de cadelas com piometra e pesquisa de fatores de virulência em cepas de Escherichia coli. Arq. Inst. Biol, São Paulo, vol. 71, p , Disponível em: 3 - DUN, John k. Tratado de medicina de pequenos animais / Editado por John K. Dunn; tradução de Paulo Marcos Agria de Oliveira. São Paulo: Roca, p , , ETTINGER, J.S. Tratado de medicina interna veterinária. São Paulo: Manole, p , FERREIRA, C. R.; LOPES, M.D. Complexo-hiperplasia cística endometrial/piometra em cadelas: revisão. Clínica Veterinária, São Paulo, ano V, 5, n.27, p.36-44, jul/ago, FOSSUM, T.W. Cirurgia de pequenos animais, São Paulo: Roca, p , GRUNERT, Eberhard. Patologia e clinica da reprodução dos animais mamíferos doméstica-ginecologia-são Paulo: Varela, p , , NASCIMENTO, Ernane, Patologias da reprodução dos animais domésticos, 2 ed, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p.57-61, NELSON, Richard W.; COUTO. Medicina interna de pequenos animais, 2. Ed, Rio de janeiro: Guanabara Koogan, p , , OLIVEIRA, Natalia Guilherme; et al. Uso de Aglepristone e Cloprostenol em tratamento de piometra em cadelas- relato de caso- Disponível em: OLIVEIRA, Priscila Carvalho. Piometra em cadelas. Seminário de pós-graduação. UNESP. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia. Reprodução e radiologia animal. Botucatu, RABELO, Rodrigo. Fundamentos de terapêutica intensiva veterinária em pequenos animais Rio de Janeiro: LF livros. p , TILLEY, Larry. Consulta veterinária em 5 minutos:espécie canina e felina. São Paulo: Manole, p.960, , 2003.

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