SIND PME 4.0 SIMULAÇÃO INDUSTRIAL DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS

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1 SIND PME 4.0 SIMULAÇÃO INDUSTRIAL DE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS MANUAL DA EMPRESA TODOS OS DIREITOS SÃO RESERVADOS À BERNARD SISTEMAS LTDA.

2 BERNARD SISTEMAS LTDA. Florianópolis, Julho de Todos os direitos são reservados. Nenhuma parte deste Manual pode ser copiada ou reproduzida sem prévia autorização por escrito da Bernard Sistemas. A Bernard Sistemas reserva o direito de mudar o produto sem prévio aviso. Este Manual foi elaborado com o objetivo de explicar o funcionamento da empresa simulada e o ambiente onde a mesma está inserida. A perfeita compreensão sobre explicações e definições, apresentados nesse Manual, é fundamental para que os participantes possam realizar um bom curso de Simulação Industrial. Para facilitar o início da utilização deste Manual, o participante deve saber que: O capítulo 1 apresenta a dinâmica de um curso de simulação industrial. Deve ser lido por todos os participantes pois apresenta informações iniciais sobre o curso. O capítulo 2 apresenta as informações sobre a área de vendas da empresa. Deve ser lido detalhadamente pelo participante responsável pela área comercial da empresa. O capítulo 3 apresenta as informações sobre a área de produção da empresa. Deve ser lido detalhadamente pelo participante responsável pela produção da empresa. O capítulo 4 apresenta as informações sobre a área financeira da empresa. Deve ser lido detalhadamente pelo participante responsável pelas finanças da empresa. O capítulo 5 apresenta o detalhamento de todos os itens que constam nos relatórios a serem utilizados pelos participantes. Este capítulo não deve ser lido pelos participantes, servindo apenas de referência quando estes tiverem dúvidas sobre algum item dos relatórios. Anexo A Tabelas de consulta rápida Uma vez lido o Manual, os participantes podem optar por utilizar apenas estas tabelas, pois elas têm as informações resumidas do Manual.

3 SUMÁRIO 1 Introdução Administração de Vendas Distribuidores Demanda Propaganda Preço de Venda Prazo de Venda Sazonalidade Índice de Crescimento Econômico Importação de Produtos Formas de Comercialização Administração da Produção Programação da Produção Tipos de Máquinas Compra e Venda de Máquinas Compra de Matérias-Primas Sistema de Custeio Gastos com Estocagem Depreciação Empregados Remuneração Contratação Demissão Administração Financeira Empréstimos Empréstimo Especial Empréstimo Programado Financiamento Desconto de Duplicatas Aplicações Imposto de Renda Atrasos Relatórios Emitidos Folha de Decisões Relatório Operacional Estoques Máquinas 5-02

4 5.2.3 Recursos Humanos Dados de Mercado - Empresas Dados de Mercado Conjuntura Econômica Decisões Tomadas pela Empresa Relatório Contábil-Financeiro Fluxo de Caixa Limite de Empréstimo Resultado Econômico Gazeta Industrial 5-07 Anexo A - Tabelas de Consulta Rápida da Simulação Industrial

5 1 - INTRODUÇÃO O simulador empresarial SIND PME simula o ambiente empresarial do setor industrial. As empresas simuladas são pequenas empresas tendo, portanto, seu resultado baseado no desempenho acumulado (lucro ou prejuízo). Sugere-se que cada empresa seja formada por equipe de até quatro participantes. Cada membro da equipe deve ter uma função na administração da empresa. A divisão das funções pode ser relativa à Administração de Vendas, Administração da Produção, Administração Financeira e Administração Geral. As equipes representam as gerências das empresas. A condução da simulação ficará a cargo de uma pessoa denominada Coordenador, que será o responsável pela definição das variáveis macroeconômicas. A simulação inicia com a distribuição de relatórios empresariais e de um jornal informativo, intitulado Gazeta Industrial, que é editado pelo coordenador. No primeiro período, os relatórios empresariais são os mesmos para todas as empresas. Elas partem, portanto, de uma mesma situação inicial. Os relatórios empresariais e a Gazeta Industrial são os instrumentos básicos para que as empresas tomem decisões para o próximo período (trimestre). Outros relatórios e gráficos de desempenho também poderão ser distribuídos pelo coordenador para facilitar o processo da tomada de decisões. As decisões das empresas e do coordenador são então inseridas no simulador empresarial SIND PME, que as processa, gerando novos relatórios empresariais. O coordenador da simulação edita então um outro jornal que, juntamente com os novos relatórios, permitirão um novo processo da tomada de decisões. Esta dinâmica se repete de modo que durante a simulação possam ser simulados vários trimestres da administração de uma pequena empresa industrial. O fluxograma da dinâmica do curso de Simulação Industrial é apresentado a seguir. FLUXOGRAMA DA DINÂMICA DO CURSO DE SIMULAÇÃO INDUSTRIAL SIND PME RELATÓRIOS DECISÕES (EMPRESAS) DECISÕES (COORDENADOR) JORNAL ANÁLISE (EMPRESAS) Introdução 1-01

6 2 - ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS A administração de vendas é responsável pela execução da política comercial adotada pela empresa. Para tanto, ela deverá negociar com os canais de distribuição (distribuidores) da empresa. O conhecimento do mercado se torna fundamental para o bom gerenciamento das vendas. Os itens a seguir apresentam detalhes sobre os canais de distribuição, fatores que influenciam a demanda e as formas de comercialização dos produtos DISTRIBUIDORES A empresa produz e comercializa apenas um bem de consumo durável. Este produto tem a mesma qualidade, seja em relação aos concorrentes nacionais, seja em relação aos produtos importados. A qualidade não é, portanto, um fator de diferenciação dos produtos. O que pode diferenciar o produto, entretanto, é a sua presença no mercado, ou seja, as empresas com maiores vendas acumuladas nos períodos anteriores têm um peso maior quando da escolha do produto por parte do consumidor. Este peso é tanto maior, quanto maior for a participação nas vendas da empresa nos períodos passados. A menor presença no mercado da empresa, entretanto, pode ser compensada por uma política mais agressiva em relação a preço, prazo e/ou propaganda (veja item 2.2). A comercialização deste produto se dá através de distribuidores. Estes distribuidores podem ser atacadistas, ou cadeias de lojas que compram diretamente da indústria. Todas as empresas da simulação têm acesso aos mesmos distribuidores. Estes canais de distribuição não diferenciam as empresas, ou seja, por serem produtos de igual qualidade, as negociações giram apenas em relação a preço, prazo e propaganda (este último fator determina o efeito da propaganda nos consumidores finais) DEMANDA As vendas da empresa estão diretamente relacionadas com a demanda. A empresa deve procurar equilibrar a demanda com as vendas para evitar desperdiçar recursos. Quando a demanda total da empresa for superior aos produtos que ela tem para oferecer, será criada uma demanda insatisfeita. Parte desta demanda insatisfeita será transferida para a concorrência e o restante será perdido. Quando a demanda da empresa for inferior às vendas, significa que parte de suas vendas foi para clientes das outras empresas. Nesse caso houve uma demanda não atendida pela concorrência. A demanda é determinada pela influência dos fatores: propaganda, preço, prazo, sazonalidade, crescimento da economia e importação. Os fatores preço, prazo e propaganda são controláveis pelas empresas. A sazonalidade, o crescimento da economia e a importação de produtos são variáveis macroeconômicas, não podendo ser controladas pelas empresas. Os itens a seguir fornecem maiores detalhes sobre cada fator que influencia a demanda PROPAGANDA A propaganda é realizada por agências e tem por objetivo atingir o consumidor final. Os distribuidores apenas expressam os desejos destes consumidores, buscando comprar em maior quantidade os produtos daquelas empresas que estão aplicando mais em propaganda. Para cada período as agências de propaganda têm condições de realizar, por empresas, até 9 campanhas. A demanda é proporcional ao número de campanhas aplicadas, ou seja, quanto maior o número de campanhas, maior será a demanda. Existe, porém, um efeito de saturação, onde ocorre um aumento muito pequeno na demanda em relação ao número de campanhas adicionais aplicadas. As empresas devem, então, determinar o número ótimo de propaganda para evitar o desperdício de recursos. Este número pode ser Administração de Vendas 2-01

7 obtido através da experiência dos gestores, ou através da contratação de uma empresa de consultoria em marketing, que poderá ser fornecida pelo coordenador. A propaganda realizada em um período tem seus efeitos distribuídos por três períodos. A maior parte do efeito se dá no próprio período de solicitação (período P), outra parte se dá no período P+1 e uma pequena parte influi na demanda do período P+2. Considera-se que, para um mesmo número de propaganda aplicado, o seu efeito será o mesmo, independente do trabalho realizado. O consumidor não julga, portanto, a qualidade da campanha de propaganda realizada, nem a eficácia do meio de divulgação adotado PREÇO DE VENDA O preço negociado entre as empresas e os seus distribuidores é repassado para o consumidor final, aplicando uma margem fixa para todas as empresas. Esta política dos distribuidores resulta em uma mesma proporção de preços entre as empresas, seja no atacado, ou no varejo. O preço de venda praticado por uma empresa tem influência decisiva na demanda por seus produtos. O comportamento da demanda é inversamente proporcional ao preço, ou seja, a demanda diminui à medida que o preço aumenta. O produto tem uma alta elasticidade-preço em relação à demanda, ou seja, pequenas variações no seu preço acarretam em uma grande variação na sua demanda. Nos períodos em que o crescimento da economia for negativo (ICE < 0), esta elasticidade será ainda maior. O preço da concorrência também influencia a demanda por produtos da empresa. Considerando que as demais variáveis que influenciam a demanda permaneçam constantes, a empresa que praticar os menores preços terá uma demanda maior PRAZO DE VENDA O prazo de venda a ser negociado é entre a empresa e seus distribuidores. Grande parte destes distribuidores pode comprar à vista ou a prazo, dependendo das condições da venda. Prazo de pagamento, entretanto, é um fator de estímulo às vendas. Dentre as empresas que estão praticando vendas a prazo, terão maiores demandas aquelas que tiverem menores prestações (a prestação é formada pelo preço à vista e a taxa de juros sobre venda a prazo) SAZONALIDADE A sazonalidade do produto é determinada pela elevação de sua demanda em determinado período do ano. No quarto trimestre de cada ano (períodos 4, 8 e 12) a demanda total tende a aumentar 50% se forem mantidas todas as condições que influenciam na demanda. Este percentual pode ser superior ou inferior, dependendo da política geral do setor em relação a preço, prazo e propaganda além do índice de crescimento da economia e das importações. As importações não alteram a demanda total do setor, mas alteram a demanda total destinada às empresas deste setor. O efeito da sazonalidade é restrito ao último período de cada ano, retornando ao seu nível normal quando este período termina ÍNDICE DE CRESCIMENTO ECONÔMICO O índice de crescimento econômico - ICE é determinado em função do crescimento da economia como um todo. Um aumento de 2% no ICE, por exemplo, indica que o mercado do qual as empresas fazem parte, cresceu 2%. Considerando que, com exceção da sazonalidade do produto, as demais variáveis que influenciam a demanda do produto não sofram variações, a demanda total pelo produto irá crescer também em 2%. Administração de Vendas 2-02

8 Esta variável macroeconômica poderá ser negativa, nula ou positiva. Quando negativa, ela indica que a economia está em recessão. Nessa situação a sensibilidade da demanda às variações de preço é maior, ou seja, pequenas variações nos preços provocam grandes variações na demanda. Quando o ICE for nulo, indica que a economia está sem crescimento. Quando positivo, o ICE indica que a economia está em expansão. Nessas duas situações a sensibilidade da demanda às variações de preço tende a ser um pouco menor. O índice de crescimento econômico ocorrido em cada período é divulgado nos indicadores macroeconômicos IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS A decisão de importar produtos ocorre por determinação do governo (coordenador) e tem por objetivo equilibrar a oferta e demanda, quando as empresas não conseguirem atender a demanda, ou estiverem praticando preços elevados (por margens de lucros ou custos elevados). A determinação de importar produtos será comunicada previamente às empresas através da Gazeta Industrial. A importação acarreta em queda na demanda por produtos da empresa FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO A empresa pode estipular uma taxa de juros para as vendas a prazo. A seguir são apresentadas as formas de recebimento das vendas que a empresa pode adotar: Prazo 0 = À vista. Prazo 1 = 1 entrada + 1 prestação para P+1 (as duas parcelas são com valores constantes, corrigidos com os juros da empresa). Cálculo do valor das parcelas para cada produto vendido a prazo: P= $ * i * (1 + i) (1 + i) ² - 1 Onde: P = Valor da parcela, inclusive da entrada que já tem os juros antecipados $ = Preço à vista unitário do produto i = percentual de juros da empresa dividido por 100 Para calcular o valor total de cada parcela a receber, deve-se multiplicar o valor da parcela unitária (com duas casas decimais) pelo número de produtos vendidos. Administração de Vendas 2-03

9 3 - ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO A administração da produção é responsável pela fabricação dos produtos que serão destinados à venda. Para tanto, ela deverá manter a produção balanceada e com custos de produção mais baixos possíveis. Os itens a seguir apresentam detalhes sobre a programação de produção, tipos de máquinas disponíveis, compra e venda destas máquinas, compra de matéria-prima, sistema de custeio, gastos com estocagem e depreciação de máquinas, prédios e instalações. 3.1 PROGRAMAÇÃO DA PRODUÇÃO A empresa produz somente um tipo de bem de consumo durável. Para a sua produção são necessárias 3 unidades da matéria-prima A e 2 unidades da matéria-prima B. A capacidade de produção da empresa depende do número de empregados da produção, da quantidade e tipo de máquinas utilizadas, do nível de atividade e de uma eventual produção extra. A produção extra poderá ser de até 25%. Para tanto, o nível de atividade da empresa deve estar em 100%. No caso da empresa optar por produção extra, as horas adicionais que os empregados da produção trabalharem, serão 50% mais caras. A empresa pode diminuir a sua produção no período, diminuindo o nível de atividade da produção. A diminuição deste nível tem por objetivo evitar produzir com matérias-primas do fornecedor especial e/ou evitar ficar com estoques elevados de produtos acabados, diminuindo assim os gastos com estocagem. A desvantagem da diminuição do nível de atividade é que, com exceção das matérias-primas e manutenção de máquinas, os demais custos continuam fixos (Ex.: mão-de-obra, depreciação, etc...) TIPOS DE MÁQUINAS Existem três tipos de máquinas que podem ser utilizadas no processo produtivo da empresa. As especificações de cada tipo de máquina estão descritas na tabela a seguir: TABELA DE ESPECIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS Tipo Alfa (1) Beta (2) Gama (3) Preço Inicial * Produção * Nº de empregados * Custo de manutenção (%) *4 0,004 * Idade 0,003 * Idade 0,002 * Idade *1 O preço inicial é dado em unidades monetárias e vale para o período zero da simulação. Para os demais períodos o jornal Gazeta Industrial divulgará os preços de aquisição das máquinas. *2 Esta é a produção média normal a um nível de atividade igual a 100% e sem produção extra. Considera-se, para tanto, que existam os empregados necessários para operar a máquina. *3 Número de empregados necessários para operar cada tipo de máquina. Caso a empresa não tenha empregados suficientes para operar todas as máquinas, estes serão alocados primeiramente às máquinas Gama, Beta e finalmente Alfa. Para um mesmo tipo de máquina, a alocação de empregados se dará primeiramente às máquinas mais novas. A produção nas máquinas em que faltarem empregados será proporcional ao número de empregados disponíveis. Administração da Produção 3-01

10 *4 O custo de manutenção é dado com base em um percentual do preço da máquina nova. Este percentual é crescente, conforme o envelhecimento da máquina. Deve ser acrescentado ao custo de manutenção eventuais produções extras ou diminuído eventuais reduções no nível de atividade de produção e/ou falta de empregados. Ex. Máquina Alfa com 13 períodos e preço de máquina nova = $ Manutenção = X 0,004 X 13 = $ Se houver 7% de produção-extra o custo sobe para $ (2.600*1,07). Se o nível de atividade for 90% e tiver 6 empregados o custo será de $ (2.600 * 0,9 * 6/8). DICA: se a empresa tiver mais de uma máquina de um mesmo tipo, o custo das máquinas pode ser feito por tipo de máquina, bastando utilizar a idade média (informação disponível no Relatório Operacional) e multiplicar o custo de manutenção calculado pelo número de máquinas (considerando no cálculo, eventual falta de empregados). As empresas têm no início do período 1 apenas máquinas Alfa. A seguir são apresentados os dados referentes a cada uma destas máquinas: TABELA DAS MÁQUINAS EXISTENTES NA EMPRESA NO INÍCIO DO PERÍODO 1 MÁQUINAS ALFA Idade *1 Quantidade *2 Valor Contábil *3 Depreciação Acumulada * Total * * 1 A idade das máquinas é dada em períodos. * 2 Esta quantidade corresponde ao final do período 0. * 3 O valor contábil de aquisição e a depreciação acumulada estão expressos em unidades monetárias e são por máquina. * 4 O total diz respeito à soma de todas as máquinas COMPRA E VENDA DE MÁQUINAS A empresa pode vender as suas máquinas em qualquer período. A compra das máquinas está condicionada à sua disponibilidade por parte dos fornecedores (eventuais faltas de máquinas novas para venda serão divulgadas na Gazeta Industrial). A quantidade a ser comprada, ou vendida, é definida pela empresa. Para compra de máquinas, a empresa recebe um financiamento do Banco de Desenvolvimento Industrial - BDI, conforme está explicado no item Financiamento do capítulo 4. A quantidade de máquinas a ser comprada não pode ultrapassar a capacidade máxima das instalações da empresa, que é de produzir unidades por período (sem produção-extra). As máquinas adquiridas no período P chegam apenas no final deste, e não podem ser vendidas nesse período. As máquinas adquiridas no período P, por chegar no final do período, somente irão começar a produzir no início do período P+1. Caso a empresa deseje vender máquinas, os compradores estarão oferecendo de 80 a 120% do valor contábil das máquinas (este percentual poderá variar, sendo divulgado a cada período na Gazeta Industrial). Entende-se por valor contábil, o valor histórico de aquisição das máquinas menos a sua depreciação acumulada. A diferença entre o valor de venda e o valor contábil será computado como receita não operacional (quando o percentual for maior que 100%) ou como despesa não operacional da empresa (quando o percentual for menor que 100%). A empresa deve fazer um acompanhamento de suas máquinas, conforme exemplificado na tabela anterior para saber o valor contábil de suas máquinas. As máquinas mais velhas são vendidas em primeiro lugar. As máquinas vendidas no período P saem da empresa apenas no final deste período. Administração da Produção 3-02

11 3.4 - COMPRA DE MATÉRIAS-PRIMAS A empresa pode comprar as matérias-primas de dois fornecedores: o fornecedor programado e o fornecedor especial. O fornecedor programado exige que a matéria-prima a ser utilizada pela empresa seja solicitada com um período de antecedência. Assim, a matéria-prima a ser utilizada no período P+1 deve ser solicitada no período P, somente chegando no final deste período. Ela estará disponível para utilização no início do período P+1. A quantidade máxima de cada matéria-prima que o fornecedor programado pode vender, para cada empresa, é de unidades por período. O fornecedor programado vende seus produtos à vista (modo de pagamento = 0) ou a prazo (modo de pagamento = 1). Para compras a prazo este fornecedor acrescenta uma taxa de juros. O preço à vista das matérias-primas, assim como a taxa de juros cobrada pelo fornecedor é divulgada a cada período na Gazeta Industrial. A seguir é apresentada a forma de pagamento das compras a prazo: Prazo 1 = 1 entrada + 1 prestação para P+1 (as duas parcelas são com valores constantes, corrigidos com os juros do fornecedor). Cálculo do valor das parcelas para compra de matéria-prima a prazo: P= $ * i * (1 + i) (1 + i) ² - 1 Onde: P = Valor da parcela, inclusive da entrada que já tem os juros antecipados $ = Preço à vista unitário da matéria-prima i = percentual de juros do fornecedor dividido por 100 Para calcular o valor total de cada parcela a pagar, deve-se multiplicar o valor da parcela unitária pelo número de matérias-primas compradas. O fornecedor especial entrega seus produtos no momento em que começa a faltar matéria-prima para a produção. A compra deste fornecedor se dá automaticamente e somente na quantidade necessária para concluir a produção programada do período. Desta forma, não há estocagem destas matérias-primas na empresa, não existindo, portanto, custo de estocagem para estas matérias-primas. O fornecedor especial tem por objetivo vender matérias-primas para que não haja interrupção da produção por falta destes insumos. Os preços do fornecedor especial são 30% superiores aos preços do fornecedor programado, sendo as suas vendas efetuadas somente à vista. As compras no fornecedor especial são feitas quando houver erros nos pedidos de compras do fornecedor programado, ou quando a empresa precisar mais que as unidades de matéria-prima compradas no período anterior SISTEMA DE CUSTEIO O sistema de custeio utilizado pela empresa para as matérias-primas e produtos acabados é o custo médio ponderado. Por este sistema os estoques são avaliados em função dos vários preços de aquisição/produção. A ponderação é realizada de acordo com a quantidade existente em estoque para cada preço de aquisição/produção. Para o período 1 o custo unitário da matéria-prima A a ser utilizada na produção é $ 20,00 e da matéria-prima B é $ 40, GASTOS COM ESTOCAGEM A manutenção de matérias-primas e de produtos acabados incorre em gastos adicionais para a empresa. A apropriação destes gastos é como custo de produção para matérias-primas e despesas de vendas para produtos acabados. Para as matérias-primas, os custos são calculados multiplicando-se a quantidade de estoques existentes no início do período, por 5% do seu preço de compra à vista no período (lembre-se que para as matérias-primas Administração da Produção 3-03

12 compradas do fornecedor especial não têm custo de estocagem). Para os produtos acabados a despesa com estocagem é de 10% de seu valor contábil no início do período. A seguir é apresentada a fórmula para o cálculo dos gastos com estocagem. Gastos com Estocagem = 0,05 x (Qtde_MPA *1 x Preço à Vista *2 + Qtde_MPB x Preço à Vista) + ( 0,1 x EIPA *3 ) *1 Qtde_MPA = Quantidade de matérias-primas A existentes em estoque no início do período. *2 Preço à Vista = Preço à vista da matéria-prima A no período em que o custo de estocagem está sendo calculado. *3 EIPA = Valor contábil dos estoques iniciais de produtos acabados DEPRECIAÇÃO O uso de prédios, instalações e máquinas acarreta em uma desvalorização de parte do patrimônio da empresa. Para representar esta desvalorização é computada, a cada período, uma despesa de depreciação (modo linear). A depreciação de prédios e instalações é de 1% ao período. Esta despesa de depreciação é rateada em 20% para o departamento administrativo, 10% para o departamento de vendas e 70% para o departamento de produção. A depreciação dos prédios e instalações é constante, independente do nível de atividade e de eventual produção extra da empresa. A depreciação das máquinas é toda absorvida pelo departamento de produção. Esta depreciação é de 2,5% ao período, independente do nível de atividade da produção e eventual produção-extra EMPREGADOS A empresa tem empregados da produção (que podem ser contratados e demitidos) e 6 empregados fixos (não podem ser demitidos). Os empregados fixos correspondem a 4 administrativos e 2 vendedores. Os empregados do departamento administrativo e de vendas são considerados como despesas fixas, pois o seu número permanece constante, independente do nível de atividade da produção e eles não fazem hora extra REMUNERAÇÃO O salário inicial de um empregado da produção é de $ 1.300, reajustado pela inflação a cada período. Os empregados administrativos e vendedores recebem quatro vezes o salário dos empregados da produção CONTRATAÇÃO A empresa pode alocar até 150 empregados dentro de suas instalações, incluindo os 6 empregados fixos (administrativos e de vendas). A contratação de empregados deve, portanto, respeitar o limite de capacidade das instalações da empresa. A efetivação da contratação dos empregados se dá inteiramente no início do período da solicitação DEMISSÃO A empresa pode demitir apenas os empregados da produção. A demissão é efetuada no início do período, onerando a empresa com um custo de indenização de 60% do salário trimestral (salário base do período de demissão) para cada empregado demitido. O débito é feito no próprio período. Administração da Produção 3-04

13 4 - ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA A administração financeira é responsável pelo controle de empréstimos, financiamentos, desconto de duplicatas, aplicação dos recursos, elaboração do fluxo de caixa da empresa e gerenciamento de atrasos de pagamentos. Todos os empréstimos, financiamentos e desconto de duplicatas do mercado são fixados a partir da taxa referencial de juros - TR. Essa taxa determina os juros mínimos praticados pelo mercado financeiro em um determinado período. A Gazeta Industrial divulgará a taxa referencial de juros em vigor para cada período EMPRÉSTIMOS Existem dois tipos de empréstimos disponíveis no mercado financeiro: empréstimo programado e empréstimo especial. Os empréstimos programados são concedidos com taxa de juro pré-fixada. Os empréstimos especiais, por sua vez, são concedidos com taxa de juros pós-fixada. No mesmo período a empresa pode receber os dois tipos de empréstimos, entretanto, os empréstimos totais da empresa devem respeitar o limite estipulado pelos bancos, onde para cada 1 unidade monetária emprestada deve existir 1,3 unidades monetárias de Ativo Permanente (máquinas, prédios e instalações, cada um com a subtração de sua respectiva depreciação acumulada, mais os terrenos), para ser dado como garantia. Podem ocorrer situações em que, mesmo tendo limite de empréstimos, os bancos não concedam empréstimos à empresa. Tais situações, caso ocorram, serão divulgadas previamente na Gazeta Industrial. Por exemplo: se no final do período 2 as máquinas existentes totalizarem $ , com uma depreciação acumulada de $ , os prédios e instalações forem de $ , com uma depreciação acumulada de $ , os terrenos forem de $ , o máximo de empréstimos a ser concedido seria de $ (( )/1,3). Considerando que a empresa já tenha contraído $ , o limite máximo de empréstimos para o período 3 seria de $ ( ) EMPRÉSTIMO ESPECIAL Esse empréstimo, também chamado de cheque especial, cobre as necessidades de caixa não programadas pela empresa. O empréstimo especial é concedido automaticamente, quando for verificado que a empresa não tenha recursos para cobrir suas despesas do período e ainda tenha limite de empréstimos. A quantia a ser liberada será igual ao valor dos gastos a serem cobertos, ou o limite de empréstimo, caso este seja menor. Se a empresa, após utilizar todo o seu limite de empréstimos (caso exista), ainda tiver contas a pagar, estas irão como atrasos a serem pagos no período seguinte. Para o empréstimo especial é cobrada a TR pós-fixada mais um valor de 4 a 10%, valor este publicado na Gazeta Industrial do período 1. O montante emprestado, bem como os juros, deverão ser pagos no próximo período EMPRÉSTIMO PROGRAMADO Nesse tipo de empréstimo, o principal da dívida deve ser pago no próximo período, acrescido da TR préfixada mais 2% (Ex: TR = 5%, juros para o empréstimo = 7%). O limite máximo de empréstimo programado corresponde ao valor de empréstimos totais que a empresa pode solicitar no período. Este valor é o que consta no Relatório Contábil-Financeiro do período passado. Administração Financeira 4-01

14 4.2 - FINANCIAMENTO Este financiamento é concedido pelo Banco de Desenvolvimento Industrial - BDI e se destina exclusivamente para aquisição de máquinas. A empresa não precisa solicitar este financiamento, pois ele é liberado automaticamente quando da compra de máquinas. O valor liberado pelo BDI corresponde a 60% do valor das máquinas a serem adquiridas no período (creditado na conta Financiamento de Máquinas do fluxo de caixa), respeitando o limite da capacidade das instalações que é de unidades por período. Os outros 40% devem ser desembolsados pela própria empresa ou então, solicitado um empréstimo programado junto a outras instituições financeiras. O Sistema de Amortização Constante - SAC é utilizado para o financiamento, com 4 períodos de carência. Durante os períodos de carência, o único pagamento a ser efetuado é o dos juros. A taxa de juros cobrada é a TR pós-fixada de cada período. Após os períodos de carência a empresa deve pagar o financiamento em 4 períodos. Para o financiamento não importa o limite de empréstimo da empresa, pois as próprias máquinas financiadas são dadas como garantia. ATENÇÃO: No final do período zero todas as empresas obtiveram um financiamento de $ (juros pós-fixados). Este financiamento deve começará a ser amortizado no período 5 ($ ao período), finalizando no período 8. Os juros, entretanto, devem ser pagos a partir do período 1. Este financiamento destinou-se à construção de novas instalações, o que permitirá a empresa produzir até unidades por período (com produção normal, sem produção extra). 4.3 DESCONTO DE DUPLICATAS A empresa pode antecipar o recebimento das vendas a prazo através do desconto de duplicatas. As duplicatas possíveis de serem descontadas são as relativas às parcelas a prazo das vendas a serem realizadas no próprio período. As taxas de desconto de duplicata são TR + 3%. Para solicitar o desconto de duplicata, basta a empresa informar quanto pretende descontar. O valor a ser apresentado no Fluxo de Caixa será o valor líquido, ou seja, o valor solicitado deduzido da taxa de desconto de duplicata. Se o valor líquido for diferente do previsto, significa que a empresa não tinha duplicatas suficientes para descontar, conforme solicitado, pois as duplicatas dependem das vendas a prazo que a empresa for efetuar no período, que podem não ocorrer APLICAÇÕES A previsão do excedente de caixa da empresa poderá ser aplicada no mercado financeiro. As taxas de juros oferecidas são iguais à taxa referencial de juros em vigor no período mais 1% (Ex: TR = 5%, juros com a aplicação = 6%). A aplicação é feita por período. O resgate do principal e dos juros se dá automaticamente no período seguinte. Uma vez feita esta aplicação, ela não poderá ser resgatada no mesmo período, a menos que a empresa estoure o caixa e não tenha limite de empréstimos suficientes para cobrir este estouro. Nesse caso, o valor aplicado será igual à diferença entre o valor do caixa estourado e o limite de empréstimos disponíveis da empresa (considerando que o valor aplicado seja suficiente para pagar o caixa a descoberto, senão não haverá aplicação) IMPOSTO DE RENDA Sobre o lucro líquido das empresas incide uma alíquota de imposto de renda. Este imposto é pago compulsoriamente no período seguinte ao da apuração do resultado do trimestre (período). O percentual do imposto de renda a ser pago pelas empresas será informado na Gazeta Industrial do período 1, podendo variar de 5 a 50%. Administração Financeira 4-02

15 4.6 - ATRASOS O pagamento das contas da empresa respeita a seguinte prioridade: contas gerais em atraso (contas que seriam pagas à vista no período anterior acrescidas de juros e multas), atrasos com fornecedores (inclusive juros e multas), atrasos bancários (primeiro é pago os juros e multas, depois a amortização), pagamentos das contas do período (primeiro as contas à vista, depois fornecedores e por último, bancos). Caso a empresa não tenha recursos suficientes para pagar todas essas contas e nem limite de empréstimos, essas entrarão em atraso. Sobre estes atrasos incidem uma correção pela TR do período de pagamento mais um valor de 4 a 10% (valor publicado na Gazeta Industrial do período 1). Além deste valor é cobrado 2% como multa pelo atraso. Administração Financeira 4-03

16 5 - RELATÓRIOS EMITIDOS Os relatórios emitidos contêm todas as informações necessárias para a tomada de decisões das empresas. Estes relatórios são: Folha de Decisões, Relatório Operacional, Relatório Contábil-financeiro e o Jornal Gazeta Industrial. A Folha de Decisões, Relatório Operacional e Relatório Contábil-financeiro são documentos confidenciais da empresa. A Gazeta Industrial, por sua vez, é a mesma para todas as empresas. Os relatórios citados anteriormente são indispensáveis para o processo de tomada das decisões. Outros relatórios poderão ser entregues esporadicamente pelo coordenador, tais como, os Relatórios Macroeconômicos, gráficos de desempenho das empresas e da economia, etc. Os itens a seguir apresentam o conteúdo de cada um dos relatórios citados FOLHA DE DECISÕES Nessa folha devem estar contidas as decisões tomadas pela empresa para o período. Todas as decisões devem ter números positivos (com exceção do campo Diversos, que a princípio é uma despesa, mas se colocado um valor negativo, se transforma em receita). Além dos campos para a tomada de decisões da empresa, esta folha também apresenta as decisões tomadas pela empresa no período anterior. Os campos a seguir apresentam as decisões que a empresa deve tomar para o período, assim como a faixa permitida para a entrada de dados: PREÇO - É o preço de venda do produto. Se a empresa não quiser vender seus produtos, basta colocar o preço igual a zero. [ ]. PRAZO - Escolha pelo prazo, ou não, das vendas dos produtos. O prazo de recebimento das vendas pode ser: à vista (opção 0) ou à prazo (em 1+1, opção 1). Na opção 1 a empresa venderá com uma entrada de 50% e o restante em um período. PROPAGANDA - Número de propagandas aplicadas. [0.. 9]. ADMITIDOS - Número de empregados da produção a serem admitidos. [0.. Capacidade Máxima]. DEMITIDOS - Número de empregados da produção a serem demitidos. [0.. Empregados da Produção]. COMPRAS MP A - Número de unidades da matéria-prima A a ser comprada do fornecedor programado. [ ]. COMPRAS MP B - Número de unidades da matéria-prima B a ser comprada do fornecedor programado. [ ]. MODO PGTO MP - Modo de pagamento das matérias-primas, podendo ser à vista ou a prazo. [0-1]. NÍVEL DE ATIVIDADE - Nível de atividade em que a produção irá operar. [ ]. PRODUÇÃO EXTRA - Elevação da produção caso o nível de atividade da empresa seja 100%. [0.. 25]. COMPRA - Quantidade de máquinas Alfa, Beta e Gamas compradas. [0.. 9]. VENDA - Quantidade de máquinas Alfa, Beta e Gamas vendidas. [0.. 9]. EMPRÉSTIMO - Valor total do empréstimo a ser solicitado, sendo que para cada valor monetário deve ter $ 1,3 de Ativo Permanente para ser dado como garantia (este ativo não pode estar comprometido com outros empréstimos). [0.. Limite de Empréstimo]. Relatórios Emitidos 5-01

17 DESCONTO DUPLICATA - Valor a ser descontado (antecipado) das duplicatas a receber no próximo período. [ ]. APLICAÇÃO - Valor a ser aplicado no mercado financeiro. [ ]. JUROS SOBRE VENDAS - Percentual de juros cobrado pela empresa sobre as vendas a prazo. [0.. 20]. DIVERSOS - Esta entrada de dados é destinada ao pagamento de consultorias solicitadas, e eventuais despesas estipuladas pelo coordenador do curso. Se o coordenador desejar, esta entrada também pode ser utilizada para fornecer algum tipo de receita não definida previamente. Para tanto, o valor a ser inserido deve ser negativo. [ ] RELATÓRIO OPERACIONAL Cada empresa recebe o Relatório Operacional do seu desempenho no período. As informações contidas nesse relatório são confidenciais e relativas a estoques, máquinas, recursos humanos, dados de mercado empresas, dados de mercado conjuntura econômica e decisões tomadas pela empresa para o período simulado. A seguir são dadas maiores informações sobre cada um dos itens mencionados ESTOQUES ESTOQUE INICIAL - Quantidade inicial das matérias-primas A, matérias-primas B e de Produtos Acabados. COMPRAS ESPECIAIS - Compras das matérias-primas A e B realizadas no fornecedor especial, destinadas a suprir necessidades não programadas da produção, para o período. CONSUMO/PRODUÇÃO - Quantidade de matérias-primas A e B consumida no período, bem como a produção do período. VENDAS - Unidades de produtos acabados vendidos no período. COMPRAS PROGRAMADAS - Compras das matérias-primas A e B realizadas no fornecedor programado para uso no próximo período. ESTOQUE FINAL - Quantidade final das matérias-primas A, matérias-primas B e produtos acabados. VALOR UNITÁRIO FINAL ($) - Valor médio de cada matéria prima e do produto acabado no final do período MÁQUINAS TIPO - Descrição dos tipos de máquinas existentes na empresa (Alfa, Beta e Gama). QUANTIDADE - Número de máquinas de cada tipo instalado no parque fabril da empresa. IDADE MÉDIA - Idade média por tipo de máquina (idade em períodos). Esta idade média pode ser utilizada para cálculo do custo de manutenção das máquinas (maiores detalhes no item Tipos de Máquinas do capítulo de Administração da Produção) RECURSOS HUMANOS EMPREGADOS DA PRODUÇÃO NO INÍCIO DO PERÍODO Número de empregados da produção existentes no início do período. Relatórios Emitidos 5-02

18 ( + ) ADMITIDOS Número de empregados da produção admitidos no período. ( - ) DEMITIDOS Número de empregados da operação demitidos no período. ( = ) EMPREGADOS DA PRODUÇÃO NO FINAL DO PERÍODO Número de empregados da operação no final do período. SALÁRIO BASE DA PRODUÇÃO Salário base do período (reajustado pela inflação a cada período). ADMINISTRATIVOS + VENDEDORES Quantidade de empregados administrativos e vendedores DADOS DE MERCADO Empresas PREÇO Preço praticado pelas empresas do setor no período. PRAZO Prazo praticado pelas empresas do setor no período. PROPAGANDA Intensidade de investimento em propaganda em relação ao investimento médio do setor (os níveis de intensidade podem ser verificados no Anexo A deste manual). DEMANDA (Unidades) - Demanda da empresa no período (sem considerar a importação de produtos). A demanda pode ser maior, menor, ou igual às vendas. Se maior, indica que o esforço de vendas foi superior à quantidade de produtos disponíveis (nesse caso a demanda não atendida será transferida para a concorrência, ou perdida). Se menor indica que faltou produto na concorrência e a empresa se beneficiou da situação, vendendo produtos que normalmente não venderia. Se a demanda for igual à venda, significa que a empresa conseguiu vender a exata quantidade de produtos de seu esforço de venda. VENDAS (Unidades) Vendas das empresas do setor no período. PARTICIP. MERCADO (%) - Este item descrimina, em percentuais, a venda de cada empresa. As diferenças de vendas entre as empresas se dão, normalmente, em função de diferenças no preço, prazo e propaganda aplicados. LUCROS PERÍODO ($) - Lucros ou prejuízo das empresas no período. LUCROS ACUM. ($) Lucros ou prejuízos acumulados das empresas. PREÇO MÉDIO ($) Preço médio praticado pelas empresas do setor. PROPAGANDA MÉDIA Número médio de campanhas aplicadas pelas empresas do setor. DEMANDA TOTAL (Unidades) Demanda total das empresas do setor (não considerando as importações). VENDAS TOTAIS (Unidades) Vendas totais das empresas do setor (não considerando as importações) DADOS DE MERCADO Conjuntura Econômica PREÇO DOS FORNECEDORES Os preços dos Fornecedores são de: matérias-primas, propaganda e máquinas. Estes indicadores foram válidos para o período constante do relatório. Relatórios Emitidos 5-03

19 INDICADORES - Os indicadores são: índice de crescimento econômico - ICE, índice de inflação, juros bancários - TR, juros dos fornecedores, juros médios de vendas (não é o juros médios das empresas, e sim a média dos juros sobre as vendas realizadas a prazo) e quantidade de produtos importados DECISÕES TOMADAS PELA EMPRESA Apresenta as decisões tomadas pela empresa para o período em questão. Algumas decisões apresentadas no Relatório Operacional podem diferir das decisões solicitadas pela empresa. Para evitar erros no preenchimento da Folha de Decisões, a empresa deve observar atentamente as considerações feitas no item 5.1 (Folha de Decisões) RELATÓRIO CONTÁBIL-FINANCEIRO Cada empresa recebe o Relatório Contábil-Financeiro do seu desempenho no período. As informações contidas nesse relatório são confidenciais e relativas ao fluxo de caixa, limite de empréstimo para o próximo período, resultado econômico (custo do produto e Demonstração do Resultado do Exercício DRE) e balanço patrimonial para o período simulado. A seguir são dadas maiores informações sobre cada um dos itens mencionados FLUXO DE CAIXA Todas as contas apresentadas no fluxo de caixa estão em unidades monetárias. A seguir são discriminadas as contas que integram o fluxo de caixa: SALDO INICIAL DO PERÍODO - Quantia existente em caixa no início do período. RECEBIMENTO A VISTA - Valor recebido pelas vendas realizadas à vista e parcelas à vista das vendas a prazo. RECEBIMENTO A PRAZO - Valor recebido pelas vendas realizadas a prazo no período passado. DESCONTO DUPLICATA - Valor recebido pelo desconto de duplicatas solicitado no período. RESGATE DA APLICAÇÃO - Quantia liberada da aplicação financeira efetuada no período anterior acrescido da TR pré-fixada mais 1%. VENDA DE MÁQUINAS - Valor recebido pela venda de máquinas. FINANCIAMENTO DE MÁQUINAS - Financiamento obtido para compra de máquinas. Esse financiamento equivale a 60% do valor total da compra de máquinas. EMPRÉSTIMO PROGRAMADO - Valor recebido do empréstimo solicitado. EMPRÉSTIMO ESPECIAL - Valor recebido de empréstimo especial. FOLHA DE PAGAMENTO - Salário e indenizações de demissões pagas aos empregados. PROPAGANDA - Quantia paga às agências de propaganda pelas campanhas de propaganda realizadas no período. DIVERSOS - Despesas ou receitas diversas. ATRASOS GERAIS São as contas que normalmente deveriam ter sido pagas à vista no período anterior e que, por falta de recursos, só foram pagas neste período. Este valor já considera os juros sobre atrasos. Relatórios Emitidos 5-04

20 GASTOS COM ESTOCAGEM - Valor desembolsado referente aos gastos com estocagem de matériasprimas e produtos acabados. PAGAMENTO A FORNECEDORES - Valor pago aos fornecedores pelas compras à vista, a prazo e atrasos de pagamentos junto aos mesmos. COMPRA DE MÁQUINAS - Quantia paga aos fornecedores de máquinas (valor total das máquinas). MANUTENÇÃO DE MÁQUINAS - Valor pago referente às despesas de manutenção e reparos das máquinas. AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS/FIN. - Quantia paga aos bancos referente a amortizações dos empréstimos, financiamentos e atrasos bancários. JUROS BANCÁRIOS - Remuneração paga aos bancos por empréstimos e financiamentos concedidos. IMPOSTO DE RENDA - Valor pago referente a imposto de renda sobre o lucro do período anterior. APLICAÇÃO - Quantia investida pela empresa no mercado financeiro. SALDO FINAL DO PERÍODO - Valor final do caixa após contabilizadas todas as entradas e saídas LIMITE DE EMPRÉSTIMO Limite de empréstimos que a empresa pode obter em função das garantias reais que ela pode oferecer. Este limite não é considerado para efeito de financiamento para compra de máquinas RESULTADO ECONÔMICO O Resultado Econômico é divido em duas colunas: Custo Unitário do Produto e Demonstração do Resultado do Exercício DRE (que corresponde ao valor total das receitas, custos, despesas e resultados). ( + ) PREÇO DE VENDA / RECEITA TOTAL Preço de venda unitário e receita total auferida no período. ( - ) CUSTO DO PRODUTO VENDIDO CPV - O Custo do Produto Vendido é formado pelos custos com os empregados da produção (salários e indenizações), matérias-primas (inclusive juros do fornecedor se existir compras a prazo), depreciação da produção (100% do total das máquinas e 70% do total de prédios e instalações), custo com estocagem de matérias-primas e manutenção das máquinas. ( = ) LUCRO BRUTO - Receita de vendas diminuída do CPV. ( - ) DESPESAS DE VENDA - Despesas com propaganda, salário do empregado do departamento de vendas, depreciação de prédios e instalações (10% do total), e estocagem de produtos acabados. ( - ) DESPESAS ADMINISTRATIVAS - Despesas referentes ao salário dos empregados administrativos e depreciação de prédios e instalações (20% do total). ( - ) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS - Despesas com juros pagos a bancos, somado a juros e multas sobre atrasos (atrasos bancários, de fornecedores e de demais contas) diminuído dos juros recebidos das aplicações. ( = ) LUCRO OPERACIONAL - Lucro bruto da empresa diminuído das despesas operacionais. Relatórios Emitidos 5-05

21 ( + ) RESULTADO NÃO OPERACIONAL - Resultado não operacional referente à venda de máquinas (despesa ou receita) e/ou demais receitas ou despesas diversas. ( = ) LUCRO OPERACIONAL ANTES DO IR - Lucro operacional deduzido da despesa, ou acrescido da receita não operacional. ( = ) LUCRO OPERACIONAL APÓS IR - Lucro líquido antes do imposto de renda menos a provisão para o imposto de renda. MARGEM DE LUCRO (%) Margem de lucro/prejuízo percentual do período BALANÇO PATRIMONIAL CAIXA - Valor disponível em caixa no final do período. APLICAÇÃO - Valor aplicado no mercado financeiro. CLIENTES - Valor a receber pelas vendas efetuadas a prazo. ESTOQUE PRODUTO ACABADO - Valor dos estoques de produtos acabados. ESTOQUE MATÉRIA-PRIMA A - Valor dos estoques da matéria-prima A. ESTOQUE MATÉRIA-PRIMA B - Valor dos estoques da matéria-prima B. MÁQUINAS - Valor contábil das máquinas. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA - Valor da depreciação acumulada das máquinas. TERRENOS - Valor contábil dos terrenos. PRÉDIOS E INSTALAÇÕES - Valor contábil dos prédios e instalações. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA - Valor da depreciação acumulada dos prédios e instalações. FORNECEDORES A VENCER - Quantia devida aos fornecedores de matérias-primas referentes às compras realizadas no período. FORNECEDORES EM ATRASO - Quantia devida aos fornecedores de matérias-primas em virtude das compras realizadas no período anterior e que não foram pagas no período por falta de recursos. CONTAS EM ATRASO - Valor em atraso de credores que normalmente deveriam receber à vista. IMPOSTO DE RENDA A PAGAR - Valor do imposto de renda a ser pago no período seguinte em função do lucro obtido. EMPRÉSTIMOS E FIN. A VENCER - Valor a ser pago a bancos no próximo período em função de empréstimo programado e financiamentos não atrasados. EMPRÉSTIMOS E FIN. EM ATRASO - Valor que deveria ter sido pago a bancos no período mas que não foram pagos por falta de recursos. Relatórios Emitidos 5-06

22 FINANCIAMENTO A LONGO PRAZO - Valor a ser pago a bancos de dívidas com prazo de vencimento superior a um período. São amortizações de financiamentos que não vencem no próximo período. CAPITAL SOCIAL - Valor do capital pertencente aos donos da empresa. No primeiro período de cada ano ( períodos 1, 5, 9 e 13) o lucro/prejuízo acumulado no ano anterior é incorporado ao capital social da empresa. Legalmente, os prejuízos acumulados no ano não devem ser incorporados ao capital social. Para efeitos da simulação, entretanto, não haverá prejuízos desta simplificação da realidade. LUCROS ACUMULADOS NO ANO - Lucro acumulado durante os quatro períodos do ano JORNAL GAZETA INDUSTRIAL Apesar do Jornal Gazeta Industrial não ser propriamente um relatório, é nesse documento que o coordenador divulga as empresas todas as suas decisões tomadas para a condução da simulação. As empresas encontram nesse jornal os preços de todos os fornecedores para o período, a taxa referencial de juros, a taxa de juros dos fornecedores, estimativa de importação de produtos, percentual de prejuízo ou lucro na venda de máquinas usadas, bem como as demais informações macroeconômicas necessárias para o processo de tomada das decisões. Algumas notícias relevantes do período anterior também são apresentadas nesse jornal. Relatórios Emitidos 5-07

23 ANEXO A - TABELAS DE CONSULTA RÁPIDA DA SIMULAÇÃO INDUSTRIAL ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS PROPAGANDA Número de campanhas por período *1 De 0 a 9 Benefícios *2 P, P + 1, P + 2 Preço de cada campanha Informado na Gazeta Industrial *1 Maior o número de campanhas, maior a demanda, até o ponto de saturação. *2 P = Período da Aplicação (alto benefício); P+1 (médio benefício); P+2 (baixo benefício). INVESTIMENTO EM PROPAGANDA Muito Baixa < -1,49 *1 Baixa -1,49 a -0,50 *1 Média -0,49 a 0,49 *1 Alta 0,50 a 1,49 *1 Muito Alta > 1,49 *1 *1 Investimento em propaganda em relação à média investida pelas empresas do setor (disponível no Relatório Operacional).. O preço é inversamente proporcional à demanda. Maior o preço, menor a demanda. O preço da concorrência também influencia na demanda da empresa. O ICE influencia na sensibilidade da demanda em relação ao preço. PREÇO DE VENDA PRAZO DE VENDA A empresa pode vender a prazo, para aumentar a sua demanda. Nesse caso, ela estipulará uma taxa de juros sobre estas vendas. SAZONALIDADE Períodos do Ano 1 º Período 2 º Período 3 º Período 4 º Período Sazonalidade Aumenta 50% * * Se constantes todos os fatores que influenciaram na demanda do 3º período. No período seguinte (1º período do ano) a demanda volta ao seu nível normal. ÍNDICE DE CRESCIMENTO ECONÔMICO ECONÔMICO - ICE A demanda é proporcional ao ICE. Maior ICE, maior demanda (considerando constantes os demais fatores). ICE < 0, aumenta a sensibilidade da demanda às variações do preço de venda. ICE > ou = 0, diminui a sensibilidade da demanda às variações do preço de venda. IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS A importação será feita para atender a demanda em função da falta de produtos ou por preços elevados (altos custos e/ou margens de lucro). A importação, caso ocorra, será informada com antecedência na Gazeta Industrial. Tabelas de Consulta Rápida da Simulação Industrial

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