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2 Querida paciente, Sabemos que receber o diagnóstico de um câncer de mama, independente do estágio da doença, não é mesmo nada fácil e é justamente para ajudá-la que este manual foi criado. Nas páginas que seguem você terá dicas e mais dicas para enfrentar a doença com qualidade de vida, saúde emocional e disposição. Sim. Isso é absolutamente possível! Tenha claro que além da qualidade do atendimento médico prestado e de uma equipe multiprofissional, do acesso a tratamentos eficazes, a informação de qualidade é fundamental para ajudá-la a enfrentar esse momento tão novo e complexo da sua vida. Consciente do que é a sua doença, da importância do tratamento, dos efeitos adversos e das formas de minimizá-los, dos benefícios garantidos por lei e das maneiras de manter-se bem e gerenciar os momentos mais difíceis, você perceberá que tudo tende a ser mais ameno e menos dolorido. Você se sentirá sim, mais segura e confiante. Saiba também que você não esta sozinha! Você tem sua família, amigos, profissionais de saúde e também muitas outras mulheres que nesse exato momento estão passando por uma situação bastante parecida com a sua. Mulheres que descobriram o câncer no inicio, outras que descobriram mais avançado e outras que o câncer retornou... Para todas vocês, mulheres que são também mães, filhas, amigas... seguem dicas e orientações preciosas! Então, faça desse o seu livrinho de bolso. Consulte sempre que achar necessário e multiplique as dicas para outras pacientes. Boa leitura!

3 1. O QUE É CÂNCER DE MAMA? 2. VOCÊ SABIA QUE O CÂNCER PODE SER DIAGNOSTICADO EM DIFERENTES FASES? 3. VIVENDO COM CÂNCER DE MAMA 8. CUIDANDO DA SUA AUTOESTIMA 9. ADMINISTRANDO OS MEUS SENTIMENTOS 10. O IMPACTO DO CÂNCER DE UMA MAMA VOCÊ SABIA QUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE CÂNCER DE MAMA? TRATAMENTOS NA MINHA VIDA 5. CONVERSANDO COM MEU(MINHA) MÉDICO(A) 6. PREPARANDO-SE PARA O TRATAMENTO 11. CÂNCER DE MAMA E OS SEUS DIREITOS 12. CÂNCER DE MAMA: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA

4 O QUE É CÂNCER DE MAMA? É fundamental que toda mulher a partir dos 40 anos faça a mamografia anualmente, pois assim se pode garantir a detecção precoce da doença. As que têm histórico de câncer de mama na família ou possuem outros fatores de risco devem começar o rastreamento ainda mais cedo. O câncer de mama é o segundo tumor maligno mais frequente em todo o mundo e o mais comum entre as mulheres, correspondendo a 22% dos novos casos a cada ano. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é a neoplasia mais frequente entre as mulheres brasileiras e, embora seja raro, também afeta os homens. A doença atinge mais frequentemente as mulheres a partir dos 50 anos. No entanto, a incidência em jovens tem crescido progressivamente. O câncer de mama se caracteriza pela proliferação anormal das células do tecido mamário e pode apresentar alguns dos seguintes sintomas: caroço, vermelhidão na pele, alterações no formato dos mamilos e das mamas e nódulos na axila. Às vezes, o câncer de mama não apresenta sintomas, por isso é importante que você vá ao ginecologista anualmente ou até mesmo com uma frequência maior, caso note alguma alteração das mamas. O diagnóstico se dá a partir da análise, pelo patologista, de uma biópsia da área suspeita. Essa biópsia, por sua vez, é realizada mediante alguma alteração, observada no exame clínico das mamas ou na mamografia. Para determinar o prognóstico do câncer de mama, é necessária a identificação da presença de receptores de estrógeno e progesterona no tumor, assim como da proteína HER-2, a partir de técnica chamada imuno-histoquímica. Extras: Vídeo 1 - Tipos de Câncer de Mama - Assistir Vídeo 2 - Saiba mais sobre o Câncer de Mama - Assistir Avalia-se, também, a extensão da doença (estadiamento). 3

5 VOCÊ SABIA QUE O CÂNCER PODE SER DIAGNOSTICADO EM DIFERENTES FASES? Câncer de mama inicial: a doença diagnosticada está restrita à mama e não compromete outros órgãos, podendo ser tratada com cirurgia. Pode haver complementação com quimioterapia, tratamento hormonal ou terapias específicas (com anticorpos monoclonais, por exemplo) para se obter a cura definitiva do câncer. Os tipos de tratamento serão explicados a seguir. recidivas regionais ou a distância. Esses focos de doença são chamados de metástases. Elas podem potencialmente ocorrer em qualquer lugar do corpo e, às vezes, em mais de um órgão. Os mais comumente atingidos são ossos, fígado, pulmões, gânglios e cérebro. Esse tipo de câncer também tem tratamento, como você verá mais adiante. Capitulo 2 Câncer de mama recidivado ou metastático: algumas vezes o câncer é descoberto somente quando já está em estágio avançado e compromete outros órgãos. Outras vezes, o câncer de mama inicial pode voltar a crescer, a partir de células que permaneceram no local (recidiva local), ou através de células malignas que invadiram vasos linfáticos e/ou veias, ocasionando 4

6 VOCÊ SABIA QUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE CÂNCER DE MAMA? Carcinoma ductal invasivo: representa até 80% dos casos de câncer de mama invasivo. Origina-se nas células dos ductos mamários e tem a capacidade de invadir células adjacentes e outros tecidos. Pode crescer localmente ou se espalhar para outros órgãos por meio de veias e vasos linfáticos. Caracteriza-se pela presença de receptores hormonais na superfície das células. Carcinoma lobular in situ: é discutível se deveria ser classificado como um câncer. Origina-se nas células dos lobos mamários e não tem a capacidade de invasão dos tecidos adjacentes. Frequentemente é multifocal. Carcinoma lobular invasivo: é o segundo tipo mais comum do câncer de mama. Nasce nos lóbulos mamários, pode invadir outros tecidos e crescer localmente ou se espalhar. Geralmente apresenta receptores de estrógeno e progesterona na superfície das células, mas raramente a proteína HER-2. Esse tipo de carcinoma pode, ainda, ser dividido em alguns subtipos. Câncer de mama inflamatório: é uma forma mais rara e agressiva de câncer de mama. Consiste em um quadro clínico com aspecto de inflamação na mama, frequentemente extenso. Raramente apresenta receptores hormonais. Capitulo 3 Carcinoma ductal in situ: é o tipo mais comum de câncer de mama não invasivo, com origem nas células dos ductos mamários. Não invade outros tecidos nem se espalha pela corrente sanguínea, mas pode ser multifocal, ou seja, pode haver vários focos dessa neoplasia na mesma mama. 5

7 OS TRATAMENTOS por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer. O tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar que, quanto mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. No entanto, hoje é possível, sim, viver bem mesmo com a doença metastática. Capitulo 4 Terapia sistêmica: são medicamentos administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea, para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapiaalvo são exemplos de terapias sistêmicas: Os tratamentos são classificados em terapia local e terapia sistêmica: Quimioterapia: tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Terapia local: cirurgia e radioterapia que visam a tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo. Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva. Radioterapia: utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama, ou para tumores que não podem ser retirados totalmente 6

8 Terapia hormonal: tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado. Terapia-alvo (anticorpos monoclonais): denominamse terapias-alvo drogas anticancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais. Qual é o melhor tratamento? depender do estágio da sua doença, da sua condição física, do seu momento de vida e da conversa que seu(ua) médico(a) e você tiverem a fim de decidirem, juntos(as), o que é melhor para o seu caso. Saiba que você pode estar lidando com um câncer cujo tratamento é curativo ou tem como objetivo manter o tumor sob controle o maior tempo possível e preservar a sua qualidade de vida. Isso pode parecer assustador e talvez por isso você não se sinta confortável em opinar no processo de decisão. Mas lembre-se: estamos falando da sua vida e da forma como você quer viver daqui para frente. Participe, sim, sem medo. A escolha do melhor tratamento passa por uma completa avaliação de riscos e benefícios. Tudo vai 7

9 CONVERSANDO COM MEU(MINHA) MÉDICO(A) Pacientes bem informadas sobre a própria doença e participativas nas decisões a respeito do tratamento tendem a ser mais seguras, confiantes e a enfrentar o câncer de forma mais positiva. É muito importante a paciente usar o tempo da consulta para esclarecer toda e qualquer dúvida com seu(ua) médico(a). Então, esclareça todas as suas dúvidas no consultório! Capitulo 5 Tenha uma agenda ou caderno em mãos durante a consulta para tomar nota dos pontos mais importantes. Leve dúvidas anotadas para as consultas. Caso queira informações adicionais sobre seu caso, peça a seu(ua) médico(a) que indique livros, sites, artigos etc. Não se preocupe em entender tudo sobre a doença na primeira consulta. São muitas informações. Orientações para a consulta Se possível, esteja sempre com um(a) acompanhante para ajudá-la a assimilar as informações. Se não entender o que o(a) médico(a) diz, peça a ele(a) que repita com termos mais simples ou usando desenhos. 8

10 Dicas de perguntas que não podem escapar, independentemente do estágio da sua doença Onde está a doença neste momento e qual a sua extensão? Meu câncer é receptor de hormônio positivo ou negativo? Meu câncer é HER2-positivo ou negativo? Quais são as opções de tratamento e como elas funcionam? Quais os efeitos colaterais mais e menos comuns do tratamento? Como esse tratamento me beneficiará? Precisarei ficar internada? Precisarei seguir dieta específica? Posso fazer reconstrução mamária? Como ficará minha mama? Posso apresentar linfedema? Quais são as chances? Meu câncer voltará? Quais são as chances? Para quem devo ligar se tiver dúvidas e problemas relativos ao tratamento? Quando terminar, quais serão os próximos passos? Posso evitar os desconfortos do tratamento? Como? Eu tenho outras doenças concomitantes que afetam a minha capacidade de tolerar tratamentos? Qual a previsão de duração do tratamento? Há alguma recomendação especial para este momento? Precisarei visitar o(a) médico(a) e realizar exames com que frequência durante o tratamento? Quais exames serão necessários? 9

11 PREPARANDO-SE PARA O TRATAMENTO Iniciar um tratamento é sempre uma nova jornada na vida Somente depois de realizados os exames solicitados pelo(a) médico(a), a cirurgia será feita. da paciente, que precisará reorganizar a sua rotina tendo em vista o período que virá: obrigações normais do dia a dia e definições como agendamento de exames pré-operatórios, consultas, cirurgia e sessões de rádio e quimioterapia. Uma miscelânea de novas demandas que, com tranquilidade, apoio familiar e suporte da equipe médica, você assumirá sem dificuldades e apuros! Capitulo 6 Indica-se manter consigo uma pastinha com a cópia dos resultados de cada exame que realizará. Isso será importante no caso de uma possível mudança de médico(a) em alguma das etapas do tratamento. Quando receber alta e retornar ao seu lar, você deverá tomar alguns cuidados com a limpeza e a higienização do local da operação, assim como com a movimentação dos braços, dos ombros e do tronco. Que cuidados? O(A) oncologista e o(a) fisioterapeuta da equipe deverão dar todas essas orientações. Antes e depois da cirurgia: detalhes que fazem a diferença O preparo pré-operatório exige a realização de uma série de exames que certificarão se você tem boas condições para receber a anestesia e passar pelo procedimento cirúrgico. 10

12 Os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia A quimioterapia pode causar diversos efeitos colaterais indesejáveis, como náuseas e vômitos, diarreia, constipação e prisão de ventre e queda dos cabelos. Algumas pessoas podem apresentar todos os efeitos descritos, enquanto outras somente alguns ou nenhum deles. O(A) oncologista deverá informá-la sobre os possíveis efeitos colaterais e as formas de minimizá-los. Dependendo dos efeitos esperados, ele(a) poderá recomendar alguns cuidados especiais. Saúde bucal: uma infecção, como a cárie, pode repercutir em problemas no tratamento. Assim, antes de iniciá-lo, é essencial que se faça um checkup completo da boca. Saúde cardíaca: algumas quimioterapias podem afetar o sistema cardiocirculatório da paciente.checkup da saúde cardíaca antes de iniciar o tratamento e monitoramento durante o período de quimioterapia são fundamentais. Saúde reprodutiva: a quimioterapia pode afetar o sistema reprodutor da paciente. Se você estiver em idade reprodutiva, discuta com o(a) médico(a) e o(a) parceiro(a) a possibilidade de se fazer o congelamento de óvulos. Queda de cabelo: é o efeito mais comum da quimioterapia. Os cabelos podem cair total ou parcialmente. Prepare-se adquirindo lenços, perucas ou chapéus, antes que os fios comecem a cair. Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia? Náuseas e vômitos: consuma alimentos de fácil digestão e converse com o(a) seu(ua) oncologista sobre a necessidade da utilização de antieméticos Planeje a alimentação: algumas pessoas sentem-se bem comendo antes da quimioterapia e outras, não. Isso é variável. No entanto, deve-se aguardar pelo menos uma 11

13 hora após a sessão para consumir qualquer alimento ou bebida. Coma de pouquinho em pouquinho: consuma pequenas refeições, 5 ou 6 por dia, em vez de 3 grandes refeições. Ah, e evite o líquido enquanto come. Mornos e frescos: aguarde para que alimentos e bebidas esfriem para consumi-los. Evite os fortes: café, peixe, cebola, alho. Alimentos e bebidas fortes podem causar náuseas e vômitos. Dicas para a radioterapia O(A) radioterapeuta e a equipe de enfermagem devem orientá-la sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada. Dicas gerais: Pele: lave a pele irradiada com sabão suave e água morna. Tente não coçar nem esfregar a região. Pomadas: aplique pomadas ou cremes sobre a pele somente com aprovação médica. Roupas: prefira as folgadas e confortáveis. Proteja-se do sol: se possível, cubra a região irradiada com roupas claras. Dicas para a terapia com anticorpo monoclonal Os anticorpos monoclonais, ligando-se às células cancerígenas e destruindo-as especificamente, apresentam geralmente menor grau de toxicidade à paciente que os quimioterápicos convencionais. Ainda assim, podem gerar alguns efeitos colaterais durante a administração da medicação, como falta de ar, sensação de calor, queda da 12

14 pressão arterial e rubor. Notifique imediatamente a equipe que a atende no hospital ou clínica! Nas administrações posteriores, a tendência é que os efeitos adversos diminuam. 13

15 VIVENDO COM CÂNCER DE MAMA Viver simplesmente ou viver bem? Como você prefere? O que se pode dizer aqui é que é possível, sim, ter qualidade de vida mesmo após o diagnóstico de um câncer de mama, durante o tratamento ou ainda vivendo com a doença em estágio avançado. Capitulo 7 bem como às restrições dietéticas que devem ser seguidas com a finalidade de evitar alguns efeitos adversos do tratamento. Exercícios físicos sempre! Caminhada, ioga, alongamento, corrida, dança. Não importa Regra número 1: cuidar do corpo e da mente com o carinho e a atenção que merecem. Para ajudar as pacientes nesse desafio, é cada vez mais comum a abordagem multidisciplinar no tratamento para o câncer, com o apoio de dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, preparadores físicos etc. Converse com seu(ua) médico(a) a respeito. a atividade física escolhida, o fundamental é praticar. O exercício ajuda a mandar a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima e ainda propicia convívio social. Pratique! Quando praticar: não tem momento exato. Pratique na medida e na intensidade de sua disposição. Fisioterapia: objetiva promover independência funcional à paciente, permitindo que realize as atividades que deseja sozinha e sem inconveniências. Proporciona alívio da dor e reduz a necessidade do uso de analgésicos. Geralmente o tratamento é indicado após a cirurgia. Depois da cirurgia: converse com seu(ua) médico(a) sobre o retorno às atividades físicas. Isso varia de acordo com o tempo de recuperação esperado para cada procedimento. Evite: pacientes podem apresentar queda de imunidade durante o tratamento, o que pode ocasionar infecções Nutrição: visa a atender às necessidades nutricionais específicas para prevenir a perda de peso e a desnutrição, 14

16 oportunistas. Por isso, não se recomendam atividades como a natação. Exercícios supervisionados: caso a ideia seja frequentar uma academia de ginástica, opte pela atividade supervisionada por profissional de educação física. Relate o seu caso, para que ele indique a série de exercícios mais adequada. Sexualidade e sensualidade, entenda a diferença Durante o tratamento para o câncer, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que entenda que esses transtornos são causados por situações físicas que você está enfrentando e não têm a ver com as suas emoções mais genuínas. Tente resgatar nesse período a feminilidade e a sensualidade que há em você. Esforce-se para sentir-se bonita e atraente. Falando sobre sexualidade Com o(a) parceiro(a): converse com seu(ua) parceiro(a) sobre a diminuição da libido, pois ele(a) pode sentir-se rejeitado(a) e confuso(a) com seu desinteresse sexual. A comunicação aberta poderá ajudá-los(as) a buscar maneiras criativas de despertar a sua libido. Com o(a) oncologista: seu(ua) médico(a) pode prescrever medicamentos para combater os efeitos colaterais do tratamento, motivos que levam ao desinteresse sexual. Terapeuta sexual ou psicólogo: o profissional pode ajudá-la identificando e tratando os obstáculos emocionais que colaboram com o desinteresse sexual. 15

17 CUIDANDO DA SUA AUTOESTIMA Perucas? Capitulo 8 Onde comprar: certamente em sua cidade há um local que venda perucas. Muitas vezes, salões de beleza oferecem o produto. Use a internet para fazer a busca. A queda dos cabelos ocasionada pela quimioterapia é algo que geralmente traz desconforto. Muitas mulheres colocam o fato de ficarem carecas como um dos principais desafios do câncer. Lenços, chapéus e perucas podem substituir os cabelos, enquanto eles não voltam a crescer. E tem mais! Permitem experimentar novos visuais: cabelos longos, cabelos curtos, lenços coloridos e chapéus. Que tal? Dicas de maquiagem Maquiagem dá um up em qualquer visual, não é? Para muitas mulheres, a maquiagem é como a roupa ou o sapato: impossível sair de casa sem! Você poderá continuar colorindo o rosto durante o tratamento. Porém, deverá seguir alguns cuidados: Antes de cair: sugere-se cortar os cabelos antes que se fique careca. Assim você não precisará ver os fios caírem. Guarde o natural: você pode guardar os seus fios naturais e fazer deles um rabo de cavalo para aplicar aos cabelos quando eles voltarem a crescer. Antes de começar: use gel antisséptico nas mãos para tocar o rosto. A pele seca pode quebrar ou escamar, permitindo a entrada de bactérias no organismo. Vários looks: convide um familiar ou amigo para acompanhá-la à loja de perucas. Além de ele ajudar na escolha do visual, o momento pode gerar boas risadas e fotografias. Produtos: escolha os indicados para pele sensível. Hidrate: use creme hidratante antes de maquiar-se. 16

18 Base: corrija imperfeições como ressecamento, manchas ou palidez com uma base do tom de sua pele. Protetor solar: sempre o aplique após a base. Corretivo: use líquidos e não pós, que podem ressecar mais a pele. Blush: prefira aqueles em creme ou bastão, que não chamam a atenção para o ressecamento da pele. Cílios: existem hoje cílios postiços dos mais variados. Você pode comprar um jogo de cílios e cortar os pelinhos no comprimento que desejar. Pálpebras: sombras de tom mate-claro são perfeitas para iluminar o rosto. Prefira as cremosas. Lábios: mantenha sempre os lábios hidratados para evitar rachaduras. Opte pelos batons cremosos e hidratantes. Sobrancelhas: elas tendem a cair devido à quimioterapia, mas você pode redesenhá-las com lápis que combine com o tom do cabelo ou da peruca. 17

19 ADMINISTRANDO OS MEUS SENTIMENTOS Uma miscelânea de sentimentos emaranhados. O câncer gera mesmo essa sensação. O importante é que você não se desespere em meio aos sentimentos que experimenta. Percebendo os sinaizinhos de uma depressão, como tristeza profunda por muito tempo, falta de sono e apetite, insegurança e desânimo que nunca vão embora, converse com seu(ua) oncologista sobre o assunto. Ele(a) poderá lhe recomendar a visita a um(a) psicólogo(a) ou psico-oncologista ou mesmo a outras terapias, como musicoterapia, terapia em grupo e terapia ocupacional. Capitulo 9 Altos e baixos durante o tratamento sim, é normal! Um dia, otimismo e bom humor. No outro, tristeza e baixa autoestima. Isso tudo é normal. A mulher é por natureza um poço de emoções, e a presença do câncer de mama na sua vida pode maximizar esse aspecto. Entenda que alguns dias serão mais chatinhos, mas não permita que o mal-estar seja contínuo e que tome conta de sua vida. 18

20 O IMPACTO DO CÂNCER DE MAMA NA MINHA VIDA O diagnóstico do câncer de mama e a presença da doença no dia a dia impactam as pacientes em diversos sentidos. Decisões sobre a liderança da casa, o trabalho, o relacionamento, a vida social etc, tudo pode precisar ser revisado ou reavaliado. Dialogue com seu(ua) médico(a), sua família e amigos para que a ajudem nesse momento e tenha em vista que, quanto menos mudar sua rotina, menos impactante será a doença para você. Capitulo 10 Vida financeira: seu orçamento pode ficar abalado caso você precise parar de trabalhar. Saiba que é possível requisitar auxílio-doença e não se envergonhe se precisar pedir ajuda a um parente ou amigo próximos. Enxugar os gastos durante esse momento pode ser útil também. Conversando com seus filhos Dar a notícia da doença aos filhos é sempre um grande desafio, mas entenda que isso é muito importante. Além de demonstrar a sua confiança no descendente, alertando-o para o fato de que precisará da ajuda dele, você não deixará o evento às escondidas. Ademais, o momento da notícia não deixa de ser educativo. Ao dizer, você estará ensinandoo que é possível deparar com situações difíceis na vida, mas, também, que se pode superá-las com coragem, determinação e união familiar. Casa: a mulher geralmente é a líder, é a alma do lar. Mas durante o tratamento pode ser que você se sinta indisposta para realizar determinadas funções. Chame o marido e os filhos e determine funções! Trabalho: continuar trabalhando ou pedir afastamento? Essa é uma dúvida recorrente entre as pacientes. Sentindo-se disposta, continue, pois estará comprometida com outras coisas que não somente com a doença e, ainda, manterá o convívio social. Porém, em alguns momentos, você poderá sentir-se debilitada, indisposta e necessitará deixar o trabalho. Conte você: a pessoa mais indicada para contar é você. Fale o mais rápido possível, para não criar um clima de omissão. 19

21 Câncer em casa: não se furte a pronunciar a palavra câncer em casa. Caso contrário, isso somente criará, em seu(s) filho(s), um tabu em torno da doença. Detalhes da doença: você não precisa contar os detalhes da doença, mas esteja preparada para possíveis questionamentos. Efeitos colaterais: explique ao(s) filho(s) que os efeitos colaterais do tratamento poderão deixá-la jururu, mas que isso é normal. Fale também sobre a queda dos cabelos, para que não haja choques quando isso acontecer. Ajuda profissional: você não precisa enfrentar tudo sozinha! Sentindo necessidade, busque ajuda profissional, de um(a) psicólogo(a) familiar, por exemplo. Conversando com seu marido ou companheiro(a) O seu marido ou companheiro(a) é a pessoa que, assim como os filhos, estará mais próxima de você durante o tratamento e a quem você naturalmente recorrerá no espaço privado do lar. Converse francamente com ele(a) sobre as demandas que surgirão e peça ajuda para enfrentar a doença. Lembre-se: cumplicidade, dedicação e amizade são requisitos e alimentos para o amor. Na escola: seu(s) filho(s) poderá(ão) apresentar mudanças comportamentais e de desempenho em sala de aula. É importante que o(a) educador(a) saiba lidar com isso e tenha liberdade de comentar com você se algo diferente ocorrer. Fale com ele(a). 20

22 CÂNCER DE MAMA E OS SEUS DIREITOS Com o diagnóstico do câncer de mama, você pode usufruir de alguns benefícios legais. Nem todas as pacientes têm direito a todos os benefícios. É preciso verificar, no seu caso, que requisitos você preenche e quais são os seus direitos. Para orientar-se a respeito, contate um advogado ou entidade de apoio ao paciente. Este manual destaca alguns dos benefícios legais que talvez você possa usufruir, mas existem outros. Pesquise, informe-se e acione os seus direitos. Capitulo 11 a capacidade para o trabalho, ou caso o direito se reverta em aposentadoria por invalidez. Reabilitação profissional: o serviço da Previdência Social visa readaptar ou reeducar o profissional para o retorno ao trabalho, com o fornecimento de materiais necessários à reabilitação (tais como taxas de inscrição em serviços profissionalizantes e auxílios para transporte e alimentação). Todos os segurados da Previdência têm direito à reabilitação. Auxílio-doença: você terá direito ao benefício mensal Aposentadoria por invalidez: você terá direito ao benefício se for segurada da Previdência Social e a perícia constatar que está incapacitada permanentemente para o trabalho. Via de regra, é preciso ter contribuído com o INSS por, no mínimo, 12 meses para obter o benefício. Compareça pessoalmente, ou por intermédio de procurador, a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. Você ainda pode requerer o auxílio- desde que fique por mais de 15 dias com incapacidade para o trabalho atestada por perícia médica da Previdência Social e que tenha contribuído com o INSS por no mínimo 12 meses (embora haja exceções). Compareça pessoalmente ou por intermédio de procurador a uma agência da Previdência Social, preencha o requerimento, apresente a documentação exigida e agende a perícia. O auxílio-doença deixará de ser pago quando você recuperar 21

23 doença pela internet, no site da Previdência Social ou pelo telefone gratuito 135. Isenção de imposto de renda: você tem direito à isenção do imposto de renda sobre os valores recebidos a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. Procure o órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão ou reforma e solicite a isenção do imposto de renda que incide sobre esses rendimentos. IPTU: não existe uma legislação nacional que garanta a isenção do IPTU para pessoas com determinadas patologias, como o câncer, mas, como se trata de um imposto municipal, algumas cidades já garantem a isenção. Informe-se na Secretaria de Finanças do seu município. Cirurgia de reconstrução mamária: você tem direito a realizar a cirurgia reparadora gratuitamente, tanto pelo SUS como pelo plano de saúde. Se estiver em tratamento no SUS, exija o agendamento da cirurgia no próprio local e, se não estiver, dirija-se a uma Unidade Básica de Saúde e solicite seu encaminhamento para uma unidade especializada em reconstrução mamária. Pelo plano de saúde, consulte um cirurgião credenciado. Outras dúvidas? O Instituto Oncoguia possui um programa nacional de apoio ao paciente com câncer, que esclarece dúvidas relacionadas aos seus direitos à qualidade de vida:

24 CÂNCER DE MAMA: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA O diagnóstico do câncer pode gerar na paciente, entre outros sentimentos, a sensação de solidão. É como se sua vida estacionasse numa rua escura, enquanto o mundo continua girando no compasso natural. Mas você não está sozinha! Centenas de mulheres estão, agora, recebendo o diagnóstico do câncer de mama. Então, peça ajuda, compartilhe a sua experiência e colabore com outras pacientes na passagem pelo tratamento! Capitulo 12 Engaje-se! Essa luta também é sua! Já pensou em fazer parte de uma ONG? Apoiando ou integrando uma associação voltada a ajudar outros pacientes, você estará contribuindo para a transformação da realidade do câncer no Brasil. Existem centenas de pequenas, médias e grandes entidades e, certamente, uma delas está em sua cidade e tem uma atividade que você vai gostar de fazer. Pesquise, conheça a entidade e verifique se ela tem idoneidade. Entre em contato e pergunte como ajudar. Compartilhando sua experiência Existe ainda muito estigma e preconceito em torno da palavra câncer. Muitas mulheres não aderem aos exames Como ajudar? de rastreamento por medo de encontrar um tumor. O preconceito é nocivo e impede as pessoas de prevenirem-se contra a doença. Compartilhando a sua experiência, você ajudará, além de outras mulheres em tratamento, aquelas com receio do câncer de mama. Você é um agente de multiplicação de informações úteis. Pense sobre isso! Converse com amigas e colegas sobre a importância da mamografia e do diagnóstico precoce. Se alguém de seu ciclo de amizades ou familiar relatar um sintoma do câncer de mama, insista para que procure um(a) médico(a) imediatamente. 23

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