RESTRIÇÕES A INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS EM EMPRESAS JORNALÍSTICAS E DE RADIODIFUSÃO EM OUTROS PAÍSES

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1 RESTRIÇÕES A INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS EM EMPRESAS JORNALÍSTICAS E DE RADIODIFUSÃO EM OUTROS PAÍSES Walkyria Menezes Leitão Tavares Consultora Legislativa da ÁreaXIV Comunicação Social, Informática, Telecomunicações, Sistema Postal, Ciência e Tecnologia ESTUDO MAIO/1999 Câmara dos Deputados Praça dos 3 Poderes Consultoria Legislativa Anexo III - Térreo Brasília - DF

2 ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO PROPRIEDADE CRUZADA ENTRE JORNAIS E RADIODIFUSÃO: CONCLUSÃO Câmara dos Deputados. Todos os direitos reservados. Este trabalho poderá ser reproduzido ou transmitido na íntegra, desde que citados o(s) autor(es) e a Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. São vedadas a venda, a reprodução parcial e a tradução, sem autorização prévia por escrito da Câmara dos Deputados. 2

3 1 INTRODUÇÃO Opresente trabalho pretende levantar as restrições a investimentos estrangeiros na área de jornalismo e de radiodifusão existentes em diversos países. Aproveitando a oportunidade, incluímos também dados que consideramos relevantes sobre as restrições à formação de oligopólios e à propriedade cruzada de meios de comunicação e sobre as obrigações de conteúdo local na programação das emissoras de radiodifusão em alguns destes países. 2 Limitações à participação no mercado de jornalismo e de radiodifusão 2.1 Alemanha 1 Para operar rádio e TV na Alemanha é necessário obter uma licença. Essa licença é outorgada somente se o conteúdo dos programas expressar a variedade de opiniões existentes no país, sendo dada prioridade a programas domésticos ou europeus. Em termos práticos, é muito difícil para empresas estrangeiras de radiodifusão, de fora da Comunidade Européia, preencherem os critérios para receberem uma licença ou serem selecionadas para operar serviço de televisão a cabo. As emissoras de televisão são obrigadas a reservar a maioria de seu tempo disponível de programação para veicular filmes, shows, seriados e documentários realizados por europeus, com ênfase para produções locais ou realizadas em conjunto com países de língua alemã ou localizados na Europa. Uma emissora pode explorar um número ilimitado de canais de televisão, desde que não tenha domínio sobre a formação de opinião, que se define da seguinte forma: se os programas que ela transmite atingem uma parcela da audiência maior que 30% ela é considerada dominante. Mesmo que não 3

4 atinja este percentual, mas se aproxime dele, a empresa será considerada dominante se detiver posição dominante em outro mercado de mídia. Existem limites de participação acionária de empresas jornalísticas no capital de empresas de radiodifusão quando elas ocupam posição dominante em um mercado de imprensa regional. 2.2 Espanha 2 As restrições à participação de capital estrangeiro nas empresas de radiodifusão são diferentes para cada segmento de mercado. No caso de emissoras de televisão de âmbito nacional e local, o limite é de 25% de capital de origem estrangeira, sendo que capital oriundo da União Européia não é considerado capital estrangeiro. Para os serviços de televisão por cabo existe a possibilidade do governo autorizar, sob determinadas condições, uma participação maior que 25% de capital estrangeiro, mantida a observação sobre o capital originário da União Européia. Quanto à questão de conteúdo, cabe observar que as obrigações das emissoras são aquelas estabelecidas pela diretiva da União Européia denominada televisão sem fronteiras. Um nível mínimo de programas produzidos em língua espanhola é também exigido das emissoras de televisão aberta, das operadoras de televisão por cabo e das prestadoras de serviço de televisão por satélite. Não existem na Espanha limitações à propriedade cruzada de meios de comunicação, mas há sérias restrições à formação de oligopólios. As empresas que detém outorgas para explorar televisão aberta, em âmbito nacional, estão proibidas de possuírem mais de uma licença. São obrigadas a registrar as participações acionárias e solicitar autorização do governo para transacioná-las. Além disso, um único acionista não pode deter, direta ou indiretamente, mais do que 25% do capital, limitação que se aplica também às prestadoras de serviço de televisão por satélite. As emissoras de televisão de âmbito local não podem operar como parte de uma rede, mas a elas não se aplica o limite de 25% do capital nas mãos de um único acionista. Às operadoras de televisão por cabo, é imposto limite quanto ao número de assinantes que não pode ultrapassar França 3 As participações estrangeiras nas empresas que exploram serviços de televisão aberta e de rádio veiculados em língua francesa são limitadas a 20% do capital. O dispositivo não se aplica a capitais oriundos da União Européia nem aos Estados que possuem acordos bilaterais firmados com a França sobre este assunto. Quanto à participação em empresas jornalísticas, a Lei nº , de 1º de agosto de 1986, estabelece que nenhum estrangeiro (não se aplica a nacionais da União Européia) pode proceder a uma aquisição que lhe assegure participação, direta ou indireta, em mais de 20% do capital social ou dos direitos de voto de empresa editora de qualquer publicação ou periódico em língua francesa. Também proíbe que qualquer empresa editora, ou qualquer um de seus colaboradores, receba, direta ou indiretamente recursos ou vantagens de qualquer governo estrangeiro, incluindo recursos oriundos de publicidade, assinaturas, etc. As restrições à formação de oligopólios foram recentemente alteradas, passando de 25% para 49% o limite máximo de participação de uma pessoa física ou jurídica no capital social ou nos direitos de voto de uma sociedade detentora de autorização relativa a uma rede nacional de televisão aberta. Outra limitação imposta pela legislação refere-se à detenção por uma mesma pessoa física ou jurídica de participações em várias sociedades que exploram serviço de televisão aberta de âmbito nacional. Isto resulta que se uma pessoa detém mais de 15% de participação numa dessas sociedades não pode deter mais de 15% em outra. No caso em que esta pessoa detenha participação em mais de uma sociedade dentro dos limites preestabelecidos, não poderá deter mais de 5% em uma terceira. 4

5 No caso de jornais diários de informação política e geral, a lei de 27 de novembro de 1986 limita a tiragem a 30% da difusão total em território nacional francês. São também estabelecidas restrições à propriedade cruzada de jornais e emissoras de televisão. Se um jornal atingir mais de 20% do mercado, a empresa responsável por sua publicação não poderá explorar serviço de televisão aberta que alcance mais de 4 milhões de espectadores e de radiodifusão sonora que atinja mais de 30 milhões de ouvintes, nem operar televisão por cabo que atenda mais de 6 milhões de assinantes. Em nível regional, qualquer um que edite ou controle jornal diário não poderá controlar, na mesma região, estações de televisão aberta, serviço de televisão por cabo ou rádios que atinjam mais de 10% dos espectadores daquela região. Quanto à imposição de conteúdo local, são diferenciadas de acordo com o tipo de serviço. Para a televisão aberta, é obrigatória a veiculação de no mínimo 60% de produções cinematográficas e audiovisuais européias e 40% de produção de expressão original francesa. As empresas são obrigadas ainda a investir 15% de seu faturamento na produção de programas de expressão original francesa e 3% na produção cinematográfica européia, sendo 2,5% em obras de expressão francesa. No caso da televisão por cabo se aplicam as mesmas obrigações quanto ao conteúdo veiculado, não havendo, no entanto, obrigação de investimentos. 2.4 Canadá 4 Investimento estrangeiro em emissoras de rádio, televisão aberta e serviços de televisão por cabo ou por satélite é limitado a 20% dos direitos de voto no nível da empresa licenciada e a 33% dos direitos de voto no nível da empresa controladora (holding). Não existem limites estabelecidos para a participação estrangeira no capital sem direito a voto em qualquer nível. A política de restrições à propriedade de emissoras de radiodifusão foi recentemente modificada. No momento, uma única entidade pode possuir até três estações de rádio que operem na mesma língua (por exemplo, inglês ou francês) no mesmo mercado, mas não mais que duas AM ou FM. Em mercado com mais de oito estações, cada entidade pode possuir até quatro estações, porém não mais que duas AM ou FM. Com relação à televisão aberta, não é normalmente permitido a uma entidade possuir mais do que uma estação de televisão atuando na mesma língua no mesmo mercado. Não são definidos limites ao número de licenças para televisão por cabo, MMDS ou por satélite operadas por uma mesma entidade. Quanto à propriedade cruzada de meios de comunicação, não são feitas restrições no âmbito legal com respeito a emissoras de radiodifusão e jornais, cabendo a CRTC Canadian Radio- Television Commission, analisar caso a caso os pedidos de licenciamento. A obrigatoriedade de veiculação de conteúdo local mínimo estende-se a todos os serviços, embora seja mais extensa para a televisão aberta e para as rádios comerciais. A televisão aberta é obrigada a preencher anualmente 60% de sua programação com conteúdo canadense, enquanto as rádios AM e FM são obrigadas a veicular, no mínimo, 35% de conteúdo local no horário compreendido entre 6 horas da manhã às 6 horas da noite, de segunda a sexta-feira. Critérios bastante detalhados são utilizados para definir conteúdo local nos dois casos. Já as empresas de televisão por assinatura devem garantir que a maioria da programação recebida por um dado assinante é dedicada a programas canadenses. Estas operadoras também estão proibidas de oferecer ao assinante acesso a um conjunto de canais contendo apenas programas estrangeiros. Este conjunto de canais deverá ser tratado como um serviço opcional mediante pagamento de taxa adicional ao preço do serviço básico. 5

6 2.5 Estados Unidos 5 Pela seção 310 da Lei de Comunicações de 1934, uma licença para operar estação de rádio ou televisão não pode ser outorgada a pessoas que não sejam cidadãos norte-americanos (noncitizen), a governo estrangeiro, a uma empresa estrangeira, ou a qualquer empresa que possua algum diretor ou gerente estrangeiro ou que tenha mais de 20% de suas ações com direito a voto nas mãos de estrangeiros. Até a aprovação da Lei de Telecomunicações de 1996, as limitações ao oligopólio e a propriedade cruzada de meios de comunicação distintos eram de competência da Federal Communication Commission (FCC). As regulamentações da agência proibiam que uma entidade possuísse mais de uma estação de radiodifusão na mesma comunidade executando o mesmo serviço. Curiosamente, pelas regras da FCC, estações AM e FM não executam o mesmo serviço, mas AM e TV e FM e TV são considerados mesmo serviços para a aplicação das limitações. Em nível nacional, uma entidade não poderia deter mais de 12 estações AM, 12 de FM e 12 de televisão e nenhum grupo poderia controlar estações de televisão que atingissem mais de 25% da audiência total do país. Quanto às limitações à propriedade cruzada, a empresa responsável pela publicação de um jornal diário não pode possuir estações de rádio e televisão cuja cobertura alcance as mesmas comunidades atingidas pelo jornal. A Lei de Telecomunicações, em sua seção 202, alterou significativamente este conjunto de restrições. Eliminou qualquer limitação ao número de estações controladas por uma mesma entidade em nível nacional. O limite máximo de audiência atingida por uma entidade detentora de emissoras de televisão foi aumentado para 35%. Já em nível local, alterou os números máximos de estações de rádio e televisão que podem ser controladas por uma mesma empresa. 2.6 Inglaterra 6 Somente cidadãos ingleses ou oriundos de países da União Européia ou corporações registradas nestes países, podem deter licenças para prestar serviços de televisão comercial, de âmbito nacional ou regional e de rádio, local ou nacional. As mesmas limitações são válidas para a obtenção do direito de exploração de satélite doméstico. Não existem limitações de nacionalidade para a outorga de licenças para operar serviços de cabodifusão, de direito de exploração de satélites estrangeiros, de serviço de transporte de sinais de radiodifusão e de serviços de televisão e rádio digitais. As restrições à propriedade cruzada são divididas em duas categorias: 1. propriedade cruzada entre rádio e televisão: A entidade detentora de uma licença para explorar serviço de rádio de âmbito nacional não pode explorar serviço de televisão aberta de âmbito nacional ou regional; entidade que detenha licença para explorar televisão aberta regional não pode operar serviços de rádio local na mesma área geográfica. 2. PROPRIEDADE CRUZADA ENTRE JORNAIS E RADIODIFUSÃO: Nenhuma empresa jornalística que atinja mais de 20% da circulação nacional pode deter licença para explorar serviço de rádio, local ou nacional, e televisão, de âmbito nacional ou regional, ou mesmo controlar mais do que 20% de uma empresa que seja detentora de tal licença. Solicitações de jornais que não atingem tal limite são sujeitas à avaliação do interesse público; não há restrições 6

7 quanto aos jornais deterem licença para explorar serviço de rádio local em áreas totalmente fora de sua área de circulação. Dentro da mesma área, existem controles quanto ao número de licenças. Também não são impostas restrições à propriedade cruzada de jornais e de licenças para operar serviços de transporte de sinais de radiodifusão e serviços de rádio e televisão digitais. 2.7 Portugal 7 A recente Lei de Radiodifusão, aprovada pelo parlamento português, em julho de 1998, não estabelece qualquer restrição aos investimentos estrangeiros no setor. A mesma lei também não estabelece percentual máximo do capital de empresas de radiodifusão que pode ser controlado por uma mesma pessoa jurídica ou física. No entanto, a lei estabelece que a Lei de Competição é aplicável ao segmento de televisão, ao restringir práticas abusivas, em particular quando regula o abuso de posição dominante e a concentração de licenças. Assim sendo, a concentração horizontal de operadoras de televisão deve ser notificada previamente ao Conselho de Competição. Quando tais práticas implicarem o domínio de 30% do mercado nacional de televisão ou faturamento global anual superior a 30 bilhões de escudos, a autoridade para a Comunicação Social deverá ser comunicada, podendo tomar medidas no sentido de evitar danos à liberdade de expressão ou à divulgação de diversas correntes de opinião. Limitações à propriedade cruzada de meios de comunicação diversos não estão presentes na legislação portuguesa. Quanto às imposições de conteúdo local, a lei de Radiodifusão estabelece que os operadores de redes nacionais devem reservar, no mínimo, 50% de seu tempo de transmissão para programas originalmente falados em português. Emissoras de televisão devem também reservar 15% do seu tempo para a veiculação de programas falados em português. Além destas obrigações impostas pela legislação portuguesa, as emissoras são obrigadas a atender a diretiva da União Européia que determina aos países membros que imponham às operadoras de televisão aberta a obrigatoriedade de veicularem, na maioria de seu tempo de transmissão, programas de origem européia. No caso de operadoras de redes nacionais, estão ainda obrigadas a reservar 10% de sua programação para programas de produtoras independentes européias produzidos nos últimos cinco anos. 2.8 Japão 8 As restrições à participação de capital estrangeiro no Japão podem ser resumidas da seguinte forma: 1 Licenças para a exploração de serviços de radiodifusão e autorização para fornecimento de programas de radiodifusão não podem ser outorgadas: a) a pessoa que não possua nacionalidade japonesa, a um governo estrangeiro ou a seu representante, ou a uma pessoa jurídica ou associação estrangeira; b) a uma pessoa jurídica ou associação cujas atividades são executadas por um agente ou organismo incluído no item a); c) a uma pessoa jurídica ou associação, na qual 20% ou mais dos direitos de voto são de propriedade de pessoas ou organismos citados em a). 2 Licenças para prestação de serviços de retransmissão de programas de radiodifusão e para operação de serviços de cabodifusão não podem ser outorgadas: a) a pessoa que não possua nacionalidade japonesa, a um governo estrangeiro ou a seu representante, ou a uma pessoa jurídica ou associação estrangeira; 7

8 b) a uma pessoa jurídica ou associação representada por uma pessoa referida no item a) ou na qual atuem um terço ou mais de pessoas incluídas naquelas condições; c) a uma pessoa jurídica ou associação, na qual um terço ou mais dos direitos de voto são de propriedade de pessoas ou organismos citados em a). As restrições à propriedade cruzada de meios de comunicação limitam-se à proibição de uma mesma entidade prestar, simultaneamente, serviço de rádio, de televisão e ser proprietária de jornal. A única exceção a essa regra é a possibilidade de a entidade ser proprietária de uma emissora de televisão, uma de rádio e de um jornal, desde que isso não implique monopólio em determinada área geográfica. As limitações à formação de oligopólios são dirigidas aos serviços de televisão aberta e por satélite, não se aplicando aos serviços de rádio e de cabodifusão. Como regra, somente é permitido a uma pessoa física ou jurídica controlar uma emissora de televisão. 2.9 Argentina 9 Os investidores estrangeiros na Argentina têm os mesmos direitos e obrigações definidos pela constituição e pela legislação local para os investidores argentinos. No momento, o investimento estrangeiro não depende de aprovação formal e seu registro é opcional, exceto quando é estabelecido de forma diferente por legislação específica como no caso de instituições financeiras e de comunicação de massa. Embora somente estejam explicitamente definidas restrições a investimentos estrangeiros na mineração de urânio e na geração de energia nuclear, continuam existindo algumas limitações na área de radiodifusão. Licenças de radiodifusão têm sido negadas a estrangeiros, embora sua participação não esteja oficialmente proibida nem por lei nem por nenhuma política governamental. 3 - CONCLUSÃO Com exceção de Alemanha, Portugal e Argentina, os outros seis países estudados fazem restrições explícitas à participação de pessoas e empresas estrangeiras em veículos de comunicação social. Mesmo Alemanha e Argentina dificultam, de forma implícita, o acesso de capital estrangeiro a seus mercados de mídia. Na Europa, as restrições não se aplicam a investimentos oriundos de países membros da União Européia. Outra característica destas políticas governamentais é o forte direcionamento das limitações ao mercado de rádio e de televisão aberta e um tratamento menos rígido para os sistemas de televisão difundidos por cabo ou por satélite. Cabe também destacar, a preocupação presente na maioria dos países com a formação de oligopólios nos diversos segmentos do mercado e com a propriedade cruzada de meios de comunicação diversos, tais como rádio, televisão e jornais. Tais medidas tendem a se contrapor à tendência de uniformização de conteúdos e ao controle de um pequeno número de corporações sobre a formação da opinião pública, movimento cada vez mais presente com a crescente consolidação de grandes grupos mundiais de mídia, que dificultam sobremaneira a entrada de novos concorrentes no mercado. 8

9 A identidade cultural é outro fator que estes países buscam preservar, estabelecendo obrigações de veiculação de conteúdo local, que vão desde a definição de percentual mínimo de programação veiculada em sua língua oficial até a determinação de transmissão de programas produzidos localmente, medida que também viabiliza a manutenção de mercado de trabalho para seus profissionais. Em resumo, pode-se afirmar que, apesar da flexibilização das políticas e de alterações na legislação, recentemente havidas na maioria dos países estudados, o tratamento dispensado ao setor continua sendo bastante cauteloso. NOTAS DE REFERÊNCIA 1 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 6/10/98 (texto disponível na Internet, site 2 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 24/7/98 (texto disponível na Internet, site 3 idem e Lins, Bernardo, O monopólio nos meios de comunicação e o controle social sobre a mídia, Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, 12/03/99. 4 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 29/5/98 (texto disponível na Internet, site 5 Lins, Bernardo, O monopólio nos meios de comunicação e o controle social sobre a mídia, Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, 12/03/99. 6 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 4/6/98 (texto disponível na Internet, site 7 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 17/7/98 (texto disponível na Internet, site 8 Communications Outlook 1999, Broadcasting: Regulatory Issues, OCDE, 29/5/98 (texto disponível na Internet, site e Kaifu, Kazuo, Internationalization, Market Deregulation and Digitization Reestructuring Japan s Broadcasting Industry (texto disponível na Internet, site 9 America Latina Finance and Investment Foreign Investment (texto disponível na Internet, site

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