A PREVENÇÃO DOS ACIDENTES COM MOTOCICLETAS X REDUÇÃO DE CUSTOS

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1 ISSN A PREVENÇÃO DOS ACIDENTES COM MOTOCICLETAS X REDUÇÃO DE CUSTOS MARIANGELA KRETZER MARTINS (CORREIOS) Resumo O objetivo deste estudo foi avaliar os custos dos acidentes com motocicletas. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, com método de abordagem dedutivo, de procedimento descritivo-exploratório e o tratamento de dados foi de forma quanttitativa. Os resultados obtidos foram analisados considerando-se os custos com os dias perdidos e as despesas médico-hospitalares dos acidentes com motocicletas. Para atingir os objetivos, buscou-se a base teórica de Heinrich. Conclui-se que a implantação de um sistema de custos integrado e a criação de uma comissão multidisciplinar, como ferramenta de apoio à decisão, pode ser uma estratégia para redução dos acidentes com motocicletas. Palavras-chaves: Acidente Motocicleta; Prevenção Acidentes; Custos Acidentes

2 1. INTRODUÇÃO 1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA Os números dos acidentes de trânsito crescem a cada dia. As estatísticas apontam resultados ascendentes e assustadores. O veículo que lidera este ranking é a motocicleta. Tal crescimento se dá pela facilidade de mobilidade nos grandes centros urbanos e pela agilidade. Este fato faz com que as empresas adotem a motocicleta em seu processo logístico. Da mesma forma, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com objetivo de melhorar o serviço ao cliente, incrementou o seu processo logístico com a substituição das bicicletas pelas motocicletas, o que possibilitou a rapidez nas entregas. No entanto, a partir de então, os números de acidentes também cresceram na ECT. A motocicleta proporcionou agilidade, mas, em contrapartida, contribuiu para aumento da poluição, descartes de peças após a manutenção, problemas sociais, absenteísmo entre outros problemas. A substituição da forma modal de transporte ocasionou o aumento de acidentes de motocicletas, liderando na última década as estatísticas da empresa. Assim, é importante avaliar o processo logístico, pois envolve diversos custos, sejam diretos, indiretos, fixos ou variáveis. E adotar melhorias visa aumentar ou manter a receita e conseqüente ampliar a margem de lucro e a fatia no mercado. Entende-se que esse processo só será possível se os Correios investirem na qualidade de seus serviços e diminuírem seus custos. E uma das possibilidades para isto é o investimento em prevenção de acidentes com motocicletas, tendo em vista as despesas com manutenção e os custos de afastamentos que representam somas que estão impactando nas despesas da empresa. Diante desse contexto, este trabalho trata dos custos relacionados aos acidentes provocados por motocicletas, um assunto atual e discutido dentro de nossas empresas e no país. Avaliar os custos com os acidentes provocados por motocicletas possibilitará a empresa medir e comparar com as metas estabelecidas. Avaliar o valor do impacto dessas despesas sobre a receita da empresa e permitirá adotar mudanças necessárias nas ações e processos. E, sobretudo evitar os problemas sociais que os acidentes provocam aos motociclistas, seja pela impossibilidade de retorno ao trabalho, algumas vezes pelo custo de sua própria vida. 1.2 Justificativa do Estudo A empresa busca reduzir as despesas em relação à receita, estabelecendo, inclusive metas. Em função do estabelecimento de metas, torna-se importante para empresa uma avaliação dessas despesas com relação à receita. A elaboração desse trabalho dará subsídios para a empresa adotar medidas que possibilitem a redução desses custos e o desenvolvimento de novas formas de avaliação dos mesmos, objetivando um melhor desempenho, de forma sustentável. 2

3 Além das questões internas, o tema é relevante porque se preocupa com a redução dos acidentes com motocicletas, questão de interesse da Administração Pública. O número de acidentes com motocicletas tem crescido consideravelmente em todo país. A preocupação com redução dos acidentes de trânsito é uma missão do gestor público por suas implicações. O tema sobre custos abre várias dimensões a serem estudadas. Desta forma, o presente estudo tratará apenas das despesas com os dias de afastamento e os custos com despesas médico-hospitalares dos acidentes de trabalho dos Correios de SC. O tema é atual, uma vez que nas organizações a avaliação dos custos tornou-se primordial haja vista que, diante da atual conjuntura, se fazem necessárias constantes avaliações para o processo de melhoria. Diante do exposto, a pesquisa se justifica, pois tem sua utilidade na gestão pública, por serem os acidentes de motocicletas uma questão de saúde pública. É original, porque avalia os custos dados estes não disponíveis na empresa e sua viabilidade se caracteriza pelo interesse da empresa em conhecer e subsidiar o estudo. O objetivo deste estudo é avaliar os custos com acidentes de motocicletas dos Correios de SC, no ano de REVISÃO DA LITERATURA Este tópico tem por objetivo apresentar os conceitos que irão permitir o embasamento teórico para direcionamento do presente estudo, uma vez que o objetivo é avaliar as despesas com acidentes de motocicletas nos Correios de SC. O estudo está fundamentado na lei de custos, na Teoria de Heinrich Teoria do Dominó. O estudo não pretende aprofundar o assunto, mas direcioná-lo, além de retratar a realidade no contexto empresarial sobre a questão dos acidentes de trânsito, mais especificamente os acidentes com motocicletas. Apresenta-se também as pesquisas e estatísticas realizadas no Brasil. 2.1 Conceitos e Definições O acidente de trânsito é a uma ocorrência que afeta o cidadão. É uma situação que pode ocasionar morte, incapacidade física, perdas materiais e psicológicas. A ABNT NBR define acidente de trabalho como a ocorrência imprevista e indesejável, instância ou não, relacionado com o exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. E o acidente de trajeto é o acidente de trabalho sofrido pelo empregado no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquele. Esses conceitos estão fundamentados na Lei 8.213/91, artigo 19 e no Decreto Federal 611/92 artigo 141, IV/d e da Consolidação das Leis da Previdência Social (CLPS), artigo 161 e 162, capítulo II. O artigo 19 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 conceitua como acidente do trabalho aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. 2.2 Teoria de Heinrich Teoria do Dominó Segundo a Teoria de Heinrich, nos acidentes de trânsito, as causas estão relacionadas aos fatores intervenientes, ou seja, ascendência e ambiente (personalidade), falhas humanas, ato inseguro ou condição perigosa, acidente, dano pessoal (lesão). Os atos inseguros e as condições inseguras são considerados como as principais causas dos acidentes de trânsito. A eliminação dessas causas constitui a base da prevenção de acidentes, cuja obtenção adquire-se com o controle da atividade humana, do ambiente e da formação. É possível demonstrar as ocorrências comparando com as cinco pedras de dominó. O Quadro 1 apresenta essa analogia. 3

4 Quadro 1 Teoria de Heinrich PEDRAS DOMINÓ REPRESENTAÇÃO CONCEITOS Primeira Personalidade A personalidade é constituída por conjunto de características positivas e negativas, de qualidade e defeitos. As características, irresponsabilidade, teimosia, temeridade, irascibilidade podem ser causas de atos inseguros e criação de condições inseguras Traços negativos da personalidade podem resultar em falhas no exercício do trabalho Causas são provenientes de atos ou condições inseguras Segunda Falhas humanas no exercício do trabalho Terceira Causas dos acidentes (atos e condições inseguras Quarta Acidente Ocorrem com os atos e condições inseguras. Quinta Lesões Lesões provocadas pelos acidentes. Há casos que não ocorre lesão. Fonte: Adaptado (MENDES, 1995) O Quadro 1 apresenta os cinco fatores causadores dos acidentes de trânsito. Sendo a Teoria de Heinrich ao eliminar o terceiro fator é possível evitar os acidentes. Conforme demonstrado na Figura 1 (MENDES, 1995). Figura 1 Teoria de Heinrich Teoria do Dominó Fonte: MENDES, R. Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, A Figura 1 representa o efeito dominó das causas dos acidentes. O primeiro fator desencadeia a série e o resultado é a ocorrência do acidente. Ao remover o fator central, é possível neutralizar os precedentes. O autor enfatiza que ao realizar ações preventivas conscientiza é possível criar ambientes seguros e possibilitar atos seguros por parte dos empregados. Cabe ressaltar que o acidente de trânsito a serviço é um tipo de acidente de trabalho que é representativo em empresas do segmento de logística, tanto pela frequência quanto pela gravidade. Assim, com o aumento do número de acidentes, que conforme a Lei nº 9.032, de 29 de abril de 1995, os percentuais referente ao custeio das despesas decorrentes do acidente 4

5 de trabalho pode variar de um a três por cento sobre o valor da folha de pagamento. Os valores correspondem ao risco leve, médio e grave, respectivamente. Esses percentuais são alterados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Previdência Social (INSS) com base nos números de acidentes. 2.3 Lei dos custos Leone (1997, p. 46) define gastos como uma transação financeira que resulta num investimento ou bem de consumo, classificando como gastos de investimento ou gasto de consumo (despesa). Assim, as despesas são itens que reduzem o patrimônio líquido. Martins (2003, p. 25) também considera como gastos os bens e serviços consumidos no processo de geração de receita e manutenção do negócio da empresa. Na mesma linha de pensamento Stark (2007) advoga custos como o somatório de esforço físico e financeiro despendido na produção de um bem ou serviço. Os custos são classificados em diretos e indiretos. A classificação dos custos é fundamental para o cálculo específico de cada objeto, com objetivo de identificar a rentabilidade e eficiência das atividades da empresa (LEONE 2000, p. 58). Os custos diretos são os que permitem ser apropriados a um produto ou serviço, ou seja, um centro de custo, uma atividade, um departamento. Eles estão relacionados à matériaprima, mão-de-obra e outros (STARK, 2007). Martins (2003, p. 48) também comunga da mesma idéia, desde que haja uma medida de consumo que possa ser especificada, como as horas de mão-de-obra, as embalagens consumidas, dentre outros. Os custos indiretos não possibilitam ser apropriados de forma direta, mas a determinado grupo, empresa em geral. Ele é atribuído a um tipo de produto ou tipo de serviço sem a possibilidade de diferenciar a parcela referente a cada produto (STARK, 2007). Martins (2003, p. 49) enfatiza ainda que não haja como definir uma medida objetiva e, por vezes, definida como arbitrária. Além, dos custos diretos e indiretos, há outra classificação com relação à intensidade da produção e do tempo: custos fixos e variáveis. Entendido por Stark (2007), Atkinson (2000, p. 183) custos fixos são os que não se alteraram com o volume da produção durante curto período de tempo. Enquanto que os custos variáveis alteram-se com o volume da produção; são gastos necessários à produção de bens e serviços. As despesas também se classificam em fixas e variáveis. Martins (2003) considera fixos os gastos necessários para de logística da produção e serviço, não são proporcionais ao volume de vendas. E os gastos variáveis no mesmo processo, porém acompanham o volume de vendas. Conhecer os custos no processo produtivo possibilita sucesso no processo gerencial e de planejamento. 2.4 Custos com Acidentes de Trânsito Sob todos os aspectos, os acidentes apresentam fatores negativos para empresa, trabalhador e sociedade. As altas taxas de acidentes e doenças, registradas pelas estatísticas oficiais, representam custos e prejuízos humanos, sociais e econômicos. O somatório das perdas é avaliado e determinado levando-se em consideração os danos causados à integridade física, aos prejuízos da empresa e os demais custos resultantes para a sociedade. 5

6 As estatísticas da Previdência Social, que registram os acidentes, revelam altos índices de mortalidade no trânsito e incapacidade para o trabalho. O Quadro 2 representa as vítimas dos acidentes. QUADRO 2 Vítimas dos Acidentes ANO ACIDENTES COM VÍTIMAS VÍTIMAS FATAIS VÍTIMAS NÃO FATAIS Fonte: DENATRAN ( ) As perdas decorrentes desses eventos, conforme Quadro 6, constituem um problema de saúde pública. Avaliar os custos referentes às perdas nem sempre é possível, uma vez que a vida humana e a incapacidade não são mensuráveis. No entanto, quantificar os custos materiais envolvidos nos acidentes trânsito é mais simples (ROSA, 2004). A falta de análise leva as empresas a desconhecerem os custos reais dos acidentes, pois não possuem dados referentes ao histórico dos acidentes. A ausência ou a precariedade das ações de prevenção acabam afetando a sobrevivência das organizações a médio e longo prazo. Ao compararmos o montante que se gasta atualmente com seguros e que se gastará com um programa de redução de acidentes, pode-se perceber que investir em programas é uma postura estratégica, pois eles podem aumentar os lucros das empresas. De acordo com Marta Filho (1999), o que se gasta em prevenção e o que se gasta em seguros são valores inversamente proporcionais. Ou seja, quanto mais se previne, menos se gasta e vice-versa. Desta forma, destaca-se que a prevenção de acidentes de trabalho seria a partir do momento em que a empresa começa a investigar e eliminar as causas dos acidentes que poderiam ter acontecido. Então, para avaliar os custos o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA) realizou em 2001 diversas pesquisas de campo nas aglomerações urbanos de São Paulo, Belém, Recife e Porto Alegre, as quais revelaram os custos referentes aos acidentes de trânsito. Na pesquisa realizada, foram considerados os custos causados por um acidente, que inclui o tratamento e reabilitação das vítimas, a recuperação, a reposição de bens danificados e outros custos envolvidos com os acidentes. Assim, definidos: Custos com perda de produção; Custos com danos aos veículos; Custos médico-hospitalares; Cursos com processos jurídicos; Custos com congestionamento; Custos previdenciários; Custo com resgate das vítimas; Custos com remoção de veículos; Custos dos danos mobiliários, urbanos à propriedade de terceiros; Custos com outros meios de transporte; Custo de atendimento policial e dos agentes de transportes; Impacto familiar. Segundo pesquisa IPEA (2003), os custos totais dos acidentes de trânsito nas aglomerações urbanas brasileiras, no ano de 2001, foram de R$ 3,6 bilhões, para as 49 aglomerações. Estes valores resultam somente dos acidentes urbanos. Considerando os acidentes fora do perímetro urbano, totalizam R$ 5,3 bilhões. 6

7 A composição dos custos de acidentes de trânsito gera impactos diversificados. Os custos que apresentaram maior índice foram os relacionados com a perda da produção que representam 42,8 %; danos aos veículos, 28,8% e atendimento médico hospitalar, 13,3%, os quais respondem a 84,9% dos custos e demais custos 15,1%, variando entre 3,7% a 0,1%. Tais percentuais são representados no Quadro 3. QUADRO 3 Elementos de Custo 2001 Componentes do Custo R$ MIL % (abril 2003) Perda da produção ,8% Danos aos veículos ,8% Atendimento médico-hospitalar ,3% Outros ,1% Total % Fonte: IPEA (2003) Os custos dos acidentes de trânsito estratificados por tipo de veículo apresentam valores inversamente proporcionais à frota. Os automóveis e utilitários apresentam custos inferiores à frota, enquanto as motocicletas são superiores, assim apresentados no Quadro 4: QUADRO 4 Acidentes de Trânsito: Frota x Custos (2001) Tipo de Custos % Custos % Frota Veículo R$ 1000 (abril 2003) Automóveis Utilitários Bicicleta Fonte: IPEA (2003) A pesquisa releva também o grau de severidade dos acidentes por tipo de veículo. Dos acidentes com automóveis, entre seis e sete por cento corresponde a acidentes com vítimas. Em relação às motocicletas, este número variou entre 61 e 82%. Fato este que revela a gravidade dos acidentes com motocicletas. 7

8 Diante dos resultados, apresentados nos diversos quesitos, a pesquisa recomenda a formulação de Políticas Públicas, dentre as mais urgentes, haja vista a relevância dos acidentes e suas implicações, estão às voltadas: a) Políticas para redução dos acidentes de trânsito com vítimas, pois eles representam custos de 11 vezes superiores aos sem vítimas. E, em caso de morte, o custo pode chegar a 44 vezes superior; b) Políticas específicas para motocicletas reforço das campanhas educativas e das ações de fiscalização visando à utilização de capacetes, pela incidência de vítimas de motocicletas. A parcela de custos corresponde a 19% do custo total. Das despesas apresentadas foi objeto de estudo apenas as despesas com dias perdidos e custos com despesas médico-hospitalares. Os demais custos não serão abordados por não serem exeqüíveis no tempo estabelecido para a pesquisa. 2.5 Estudos Realizados no Brasil sobre Acidentes Ao investigar os estudos realizados no Brasil sobre acidentes de trânsitos, foram identificadas diversas pesquisas com abordagens sob o ponto de vista dos acidentados, as características e tipos de acidentes. Outros apresentam as ações preventivas, as previsões sobre os acidentes e a segurança nas rodovias. A seguir, no Quadro 5, apresenta-se a síntese das investigações mencionadas. QUADRO 5 Síntese das Investigações dos Estudos Autores Estudos apresentados FERREIRA; ALBANO (2006) Investigaram os fatores de risco e a influência destes na ocorrência de acidentes envolvendo motocicletas segundo a percepção dos condutores profissionais. RAIA; CORRÊA (2006) PEREIRA; FISCHER (2008) ANDRADE; JORGE (2001) GONÇALVES et al. (1997) ANDRADE; MELLO (2000) BARROS et al. (2003) Apresentam os resultados de uma análise espacial de dados de acidentes de trajeto no Brasil. Concluíram que o número de acidente de trajeto de 1999 a 2002 como causa de estresse, o uso da motocicleta e o desenvolvimento do estado. Ao identificar os acidentes de trabalho envolvendo trabalhadores e suas motocicletas, Concluíram que medidas socioeducativas podem promover a conscientização e melhorar o comportamento dos indivíduos no trânsito com sugestão de incluir a disciplina na grade curricular no ensino fundamental e médio que discuta questões pertinentes ao trânsito. Avaliaram a magnitude da morbimortalidade por acidentes de transporte terrestre e as características das vítimas. Apontam os motociclistas como os usuários mais vulneráveis (44,4%) Características das vítimas de acidentes de duas rodas e os resultados apontam o predomínio da faixa etária entre 15 a 24 anos. Características dos acidentes de transporte terrestre de Londrina/PR. Descreveram os acidentes e compararam os riscos de lesão e mortes de diferentes tipos e veículos e pedestres. Finalizando que os pedestres e motocicletas são os grupos prioritários para 8

9 LIBERRATTI et al. (2003) OLIVEIRA; SOUSA (2006) QUEIROZ; OLIVEIRA (2003) SOUSA et al (2009) SCALASSARA et al. (1998) KOIZUMI (1985) KOIZUMI (1992) MELLO; LATORRE (1994) DINIZ et al. (2005) intervenção preventiva. Descreveram a utilização de capacete de motocicleta e verificaram os fatores associados a não utilização desse equipamento de segurança no momento do acidente. Caracterizaram os motociclistas internados no hospital e residentes no município de Maringá, identificaram também os fatores associados para alteração da produtividade dessas vítimas. Focalizaram as representações sociais do acidentado (hospital, as causas do acidente, o transito, o trabalho, o sistema transporte coletivo e individual, a motocicleta e as perspectivas para o futuro. Conclusão: as representações sociais estão associadas com as dimensões comportamentais e culturais sugerem a implementação de políticas públicas. Apresentam as características das vítimas e dos acidentes. Concluíram que os acidentes são atribuídos ao álcool. Discutiram a situação mortalidade por acidentes de transito a partir das características das vítimas fatais. Conclusão: dos 65 óbitos predominância de vítimas sexo masculino, na faixa de 20 a 49 anos (29% pedestre, usuário de motociclista 34% (28% condutores e 6% passageiros e ciclismo 18%) início da tarde e da noite e nos cruzamentos das avenidas de maior fluxo. Caracterização dos acidentes e vítimas Análise vítimas de acidentes de motocicletas num hospital. Foi confirmado que as vítimas são jovens do sexo masculino. As lesões mais frequentes são fraturas dos membros e pelve, ferimentos superficiais, traumatismo crânio-encefálicos e as luxações de membro e pelve. Estudaram os acidentes de trânsito e a sua tendência através dos dados de mortalidade para capitais brasileira. Resultado: a mortalidade por acidente de trânsito corresponde a quase metade dos óbitos por causas externas. Superior na população masculina (acima três vezes mais em relação à feminina) Apresentaram as características do trabalho do motociclista profissional no contexto de sua realização em uma grande concentração urbana. Fonte: Autora Conforme observado no Quadro 5, a proposta dos estudos está pautada na análise das características dos acidentados e nos tipos de acidentes. Entretanto, o presente estudo utilizou uma análise quantitativa e abordou outro segmento econômico, ou seja, de uma empresa pública. A pesquisa apresentou uma visão dos acidentes sob outro aspecto, uma vez que os estudos apresentados se limitaram a estudar as questões voltadas para área da saúde e de políticas públicas. 2.6 Estatísticas 9

10 Em 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou que pessoas morreram em acidentes de trânsito no Brasil, dentre as quais 25% foram vítimas de ocorrências com motocicletas. O número de óbitos em acidentes como motos passou de em 2002 para em O Brasil ocupa o quinto lugar em ocorrências dessa natureza. No Quadro 9, os números são apresentados por região: O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que, em 2010, foram internadas 145 mil pessoas no Sistema Único de saúde (SUS), por motivo de acidente. Tal fato representou um investimento de R$ 190 milhões em procedimentos específicos. Além de 40,6 mil mortes. As estatísticas em 2011 não são diferentes, das 72,4 mil internações, 35,7mil são vítimas de moto. O objetivo da OMS é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre. Foi estabelecido um plano de ações para , por recomendação da Organização Nações Unidas (ONU), sob a coordenação da OMS. Além dessas ações, foi lançado, em 2010, o Projeto Vida no Trânsito, com objetivo de reduzir lesões e óbitos no trânsito em municípios brasileiros. As cidades escolhidas foram Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). A meta estipulada é reduzir em 10% a cada ano o índice de vítimas graves e mortes em acidentes de trânsito. No estado de Santa Catarina, segundo o Ministério da Saúde, foram 1,8 mil mortes, incluindo todo tipo de via federal, estadual e municipal. O número catarinense é o mais baixo da Região Sul. No Rio Grande do Sul, foram 2,2 mil e no Paraná 3,4 mil mortes, de acordo com levantamento. Entretanto, os dois estados apresentam número maior de frota e extensão territorial. O levantamento apontou também que o índice de mortes de motocicletas aumentou 214% na região Sudeste. Apesar de o Sul ter sido considerado a região onde esse tipo de ocorrência menos cresceu, o número subiu para 144%. Diante dos altos índices, o Governo Federal prevê apoio aos Estados e Municípios em ações educativas e implementação de rede para atender a vítima de acidentes, principalmente de moto (DIÁRIO CATARINENSE, 2011). 3 METODOLOGIA O presente capítulo apresenta os procedimentos aplicados na pesquisa, detalhando o método, tipo de pesquisa, conjunto de técnicas e os procedimentos de coleta de dados. A proposta buscou mensurar as despesas com os acidentes de motocicletas dos Correios de SC. Para isso, foi utilizado método dedutivo, pois, segundo Zanella (2009, p. 60), o raciocínio parte de uma premissa geral para o particular. Assim como Severino (2007) relata que o método é procedimento lógico, pois as conclusões decorrem de forma lógica. Classifica-se também em estudo de caso que, para Yin (2001, p. 32), justifica-se pelo fato de os estudos dos eventos serem contemporâneos dentro de seu contexto real. Do ponto de vista de sua natureza esse trabalho é classificado como pesquisa aplicada, uma vez que a geração de conhecimento dirigido à solução de problemas específicos. Com o propósito de atingir o objetivo deste estudo, realizou-se uma pesquisa exploratório-descritiva. Gil (2010) define com exploratória, pois explora a realidade buscando o conhecimento e serve de planejamento para pesquisa descritiva. Esta, por sua vez, descreve com exatidão os fatos e fenômenos. Segundo Triviños (1987, p. 100), descrever implica em apresentar as características de determinado fato ou fenômeno. Aplicou-se também a pesquisa quantitativa, que Zanella (2009, p.77) define como a pesquisa com apresentação numérica, cujos resultados podem ser quantificados. Utiliza uma amostra representativa, neste caso toda a população da ECT/DR/SC, ou seja, carteiros 10

11 motorizados (motocicletas). Optou-se por utilizar os resultados das ocorrências de acidentes na empresa no período de 1999 e 2010, considerando que desse período os resultados estão consolidados para as devidas comparações e análises. Entretanto, as análises referentes às despesas referem-se apenas ao ano A pesquisa é considerada como estudo de campo, em virtude da realização em ambiente real (ZANELLA, 2009, p. 88). Deste modo, as ocorrências identificadas no período de 1999 a 2010 foram a partir dos registros das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT). Desta forma, os dados foram tratados sem a participação do sujeito que se denomina não participante. Os dados foram apresentados por tipo, em função de seu alto índice de ocorrência os acidentes com motocicletas. Para facilitar o estudo e as comparações foi considerado apenas o último ano para investigação das despesas com manutenção e outras de caráter material. Este recorte adotado se justifica pela ausência de estudos na academia e pelo curto espaço de tempo para realização da investigação. Quanto ao universo da pesquisa este estudo foi desenvolvido na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos DR/SC, por ser uma empresa pública que se preocupa com princípios de eficácia, eficiência e efetividade de seus processos e por adotar modelos de gestão com avaliação de excelência da qualidade. O presente estudo abordou esse segmento econômico, ou seja, de uma empresa pública, com o propósito de apresentar uma visão dos acidentes sob outro aspecto, uma vez que os estudos apresentados se limitaram a estudar as questões voltadas para área da saúde e de políticas públicas. Para a realização da pesquisa, a coleta de dados foi efetuada em fontes secundárias. A pesquisa situa o caso ano de 2010, por ser o último ano com dados completos. Para identificar a tendência das séries históricas dos acidentes de trabalho foram apresentados os dados referentes ao período de 2000 a Esses foram baseados nas informações fornecidas na Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) no período. No recorte relacionado ao ano de 2010, os dados registrados das ocorrências estão relacionados ao agente causador, aos dias perdidos, aos custos relacionados às ausências ao trabalho e às despesas médico-hospitalares. Conforme definido, os custos analisados foram os custos com as despesas médicohospitalares e os custos com os dias perdidos no período de afastamento. Foram discriminados os custos com dias perdidos até quinze dias e após 15 dias, além dos custos com as despesas médico-hospitalares e os valores referentes ao INSS. A Figura 7, a seguir, apresenta o detalhamento da coleta de dados. Para cálculo dos custos de afastamento foi considerado o valor da remuneração dividido por 30 multiplicando pelos dias de afastamento e pelo percentual de 48,02% referente aos encargos. O percentual aplicado pela empresa sobre o salário contribuição. Assim, esses valores são recolhidos pela empresa da seguinte forma: salário /30 x 148,02 = X/100 vezes o número de dias perdidos até 15 dias + custos com despesa médico-hospitalar. O custo dia, aplicando a fórmula e considerando a média do salário, obtém-se o valor de R$ 177,37, que é multiplicado pelos dias perdidos e soma-se com as despesas médicohospitalares. No decorrer do ano de 2010, foram levantados todos os gastos ocorridos com os acidentes de trabalho na DR/SC. Segue o detalhamento dos gastos e a sua classificação. 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS Neste item apresenta-se a análise dos resultados obtidos na pesquisa. Para tanto, foi descrito os dados da Diretoria Regional de Santa Catarina da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Assim como, as normas internas, a forma de apuração dos acidentes de trabalho, a atuação da Engenharia e segurança do trabalho e as ações desenvolvidas pela empresa para prevenção. 11

12 4.1Normas Internas da Empresa Este item visa apresentar a relação dos principais documentos legais relativos à Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho que serviram de base para a elaboração das normas internas. As normas de segurança estão devidamente apresentadas no Manual de Segurança e Administração de Edifícios (MANSAE), Módulo 3, nos capítulos 1 a 17. As atividades de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho têm como principal fundamentação a legislação Básica, apresentada no Quadro 3. Além da legislação relacionada no Quadro 3, às atividades desenvolvidas pela Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), disciplinadas internamente, estão pautadas nas orientações técnicas contidas nas instruções de órgãos governamentais, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo governo brasileiro, instruções e normas técnicas expedidas por entidades nacionais e internacionais, como Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), American Conference of Governamental Industrial Hygyenists (ACGIH), Acordos Coletivos de Trabalho. 4.2 Acidente de Trabalho e Comunicação Acidente de Trabalho O conceito de acidente de trabalho e suas implicações estão devidamente manualizados na empresa MANSAE MOD 3 CAP 07, embasado nas referências: Lei nº 8.213/91 com alterações da Lei nº 9.032/95 e da Lei nº 9.528/97; Decreto Nº DE 6 de maio de (DOU Nº 86 de 07/05/99 - Seção I, p. 50 a 108). Assim, acidente de trabalho é caracterizado como a ocorrência pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause morte, perda ou redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. É considerado como acidente de trabalho, nos termos deste item: a) a doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar à determinada atividade, constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.172/97; b) a doença do trabalho, assim entendida, adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, desde que constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.172/97. Os acidentes são classificados em três tipos: a) Cód.1 acidente típico (o que ocorre a serviço da empresa); b) Cód.2 doença profissional ou do trabalho; c) Cód.3 acidente do trajeto (o que ocorre no percurso residência ou local de refeição para o local de trabalho e vice-versa). Para que o acidente ou doença seja considerado como acidente de trabalho é imprescindível que estejam em acordo com os conceitos previstos no Decreto nº 2.172/97, sendo que a caracterização técnica deverá ser efetuada pelo Setor de Perícia Médica do INSS, que fará o reconhecimento técnico do nexo causal entre: a) o acidente e a lesão; b) a doença e o trabalho; c) a causa mortis e o acidente. (MANSAE, MÓD. 4, CAP. 7) A empresa deverá comunicar o acidente de trabalho, ocorrido com seu empregado, havendo ou não afastamento do trabalho, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2.173/97. É considerado como acidente do trabalho, nos termos deste item: a) a doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade, constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto nº 2.172/97. 12

13 A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um formulário estabelecido pelo INSS que a empresa deverá preencher comunicando o acidente de trabalho e/ou doença ocupacional ocorrido com seu empregado, havendo ou não afastamento, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente. A Lei nº 8.213/91 determina, no seu artigo 22, que todo acidente de trabalho ou doença profissional deverá ser comunicado pela empresa ao INSS. 4.3 Apuração Acidente de Trabalho Para apuração das responsabilidades pelo acidente, a ECT constitui uma comissão formada por três membros para analisar os processos de apuração técnica de acidentes de trânsito. O parecer da Comissão é pela responsabilidade do condutor da ECT, do terceiro, de ambos, ou, ainda, não apontará responsável, situação em que há absorção do ônus do reparo pela ECT. Os acidentes de trânsito são apurados com objetivo de promover a averiguação técnica criteriosa, com base no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sobre as causas dos acidentes, demonstrando, de forma clara, as hipóteses sobre os fatos causados dos acidentes com veículos da empresa ou sob sua responsabilidade e envolvendo ou não terceiros. A apuração técnica será instaurada sempre que ocorrer acidentes com veículos da ECT. Podem ser simplificadas quando esses se classificarem nas Classes 1.1 e 2.1 descritos no Quadro 4, a seguir, dispensado nesses casos a atuação da Comissão de Análise de Acidentes de Trânsito (CAT), desde que não haja contestação do condutor envolvido. A cobrança pecuniária relativa à responsabilidade de empregados envolvidos em acidente de trânsito será cobrada com as cláusulas estabelecidas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2010/2011 e MANTRA 6/7 da ECT. Cabe esclarecer que essa Comissão Técnica de Apuração de Acidentes de Trabalho (ACT 2010/2011) apura apenas as responsabilidades pecuniárias referente aos acidentes de trânsito. Quanto à identificação das causas e prevenção para os acidentes de trabalho não foi identificado nenhum grupo ou comissão. 4.4 Responsabilidades e Atribuições SESMT A Engenharia de Segurança do Trabalho é responsável pelo alcance de melhores índices de produtividade com qualidade, no âmbito geral da Empresa, contribuindo para a melhoria das condições ambientais nos locais de trabalho, para a preservação da integridade física dos empregados, para o bem estar social e a continuidade operacional, reduzindo os acidentes e as perdas dele decorrentes, participando assim dos esforços voltados para a melhoria dos resultados globais da Empresa (ECT, 2011). O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) é constituído por médicos, engenheiros, técnicos de segurança e auxiliares de enfermagem do trabalho, nas quantidades previstas na Norma Regulamentadora NR 04 do Ministério do Trabalho e Emprego, e tem como principais atribuições: a) propor a realização de atividades de conscientização, educação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, tanto por meio de campanhas quanto de programas permanentes (ECT, 2011) Levantamento de Segurança do Trabalho e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 13

14 Os levantamentos de segurança do trabalho são ações tipicamente preventivas e consistem na observação cuidadosa dos ambientes de trabalho com diversos objetivos, dentre eles: a) favorecer a prevenção; b) propor aos empregados controles de segurança; c) proporcionar integração entre SESMT, CIPA e setores; d) demonstrar preocupação da empresa com a segurança do trabalho; e) estimular a colaboração dos empregados. Os responsáveis pelo relatório de levantamento são: a) membros do SESMT; b) membros das CIPA; c) operadores de máquinas; d) supervisores, chefes de unidades operacionais. Os relatórios devem apontar o tipo de risco a ser corrigido. Em caso de riscos que podem causar acidentes imediatos, cabem recomendações de urgência. Da inspeção de segurança pode resultar a necessidade de uma Análise de Riscos e, para realizá-la, o profissional deve decompor e separar as fases da operação, para a verificação cuidadosa dos riscos que estão presentes em cada uma delas. Os relatórios poderão abordar inúmeros aspectos de segurança do trabalho, como também, poderão ser específicos e tratar de um determinado assunto, como, por exemplo: prevenção de acidentes, prevenção e combate a incêndios, análise de riscos, condições ambientais, aspectos de insalubridade ou periculosidade, delimitação de área de riscos (ECT, 2011). O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) é um programa instituído pela Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego SSST/MTE, através da NR 09, que tornou obrigatória a implantação do mesmo com o objetivo de realizar a antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o conseqüente controle dos riscos ambientais. É obrigatório a elaboração, a implementação, o acompanhamento e a avaliação do PPRA por parte da ECT, em todos os seus estabelecimentos, incluindo sua reavaliação, sempre que necessário ou, no mínimo, anualmente. Em Acordo Coletivo de Trabalho, a elaboração do PPRA é da competência da área de Segurança do Trabalho. A elaboração do PPRA ocorrerá em duas etapas: a) a primeira pela SESMT; b) segunda a ser implementado pelo gestor do programa. O PPRA será implantado mediante elaboração de um documento base em duas vias, no mínimo, assim distribuídos: a) No âmbito de cada Regional caberá ao Diretor Regional designar um gestor que tenha condição de viabilizar a implementação de todas as medidas recomendadas no PPRA, de responsabilidade das diversas áreas; b) Aos profissionais da área de Engenharia de Segurança do Trabalho não se recomenda desempenhar a função do gestor do PPRA. O PPRA deverá ser encaminhado ao Diretor Regional para o desencadeamento das providências cabíveis referidas no item anterior (ECT, 2011) Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A organização e o funcionamento das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes estão previstas na Norma Regulamentadora NR 05, da Portaria 8 de 23/02/99, bem como, em Acordos Coletivos de Trabalho (ECT, 2011). Suas atribuições estão apresentadas no Quadro 6: QUADRO 6 Atribuições CIPA ECT Atribuições Responsabilidades Identificar riscos processo de trabalho Elaborar plano de trabalho Elaborar mapa de riscos com participação trabalhares e assessoria do SESMT. Possibilitar ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no 14

15 Participação nas medidas de prevenção Identificar situações de riscos Divulgar informações Realizar reuniões Participar discussões promovidas pelo empregado Solicitar paralisação de máquinas ou setor Colaborar no desenvolvimento de programas e outros Divulgar e promover o cumprimento de normas e acordo coletivo Análise e proposta de solução problemas identificados Requisitar informações Promover SIPAT e Campanhas de Prevenção da AIDS Fonte: Adaptado ECT (2011) trabalho. Avaliação das prioridades de ação. Verificações nos ambientes e condições de trabalho. Repassar informações aos empregados sobre segurança e saúde no trabalho. Avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir situações de risco Com SESMT avaliar os impactos no ambiente e processo de trabalho relacionado à segurança e saúde dos empregados. Requer ao SESMT quando houver risco grave ou iminente. Participar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e outros relacionados à segurança e saúde no trabalho. Promover a cumprimento das normas, acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança. Participar, em conjunto com o SESMT, na análise das causas das doenças e acidentes de trabalho. Requisitar informações a SESMT sobre as questões que interferem na segurança e saúde dos empregados e cópias das CAT. Em conjunto com SESMT promover a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de trabalho (SIPAT) e campanhas de AIDS. A CIPA é constituída por representantes dos empregados e da empresa, com objetivo de atuar como interventor junto aos órgãos da empresa nos questões de segurança e saúde do trabalhador, conforme citadas no Quadro 6. Além de promover anualmente a SIPAT, que tem como principal característica a criação de cultura preventiva dentro da empresa, o objetivo é a divulgação de medidas gerais de prevenção de acidentes do trabalho e seus riscos, nos diversos ambientes e atividades laborais. 4.5 Campanhas de Prevenção e Treinamento Além das campanhas, os treinamentos constituem uma das principais ferramentas de apoio para a prevenção e redução dos acidentes, mediante conscientização das pessoas sobre os riscos a que estão expostas. Quando utilizado como forma de capacitação dos empregados, pode refletir nos resultados dos indicadores que medem as principais ocorrências de acidentes de trabalho de uma empresa. O treinamento é imprescindível para desempenho de trabalhos com segurança e é previsto em Normas Regulamentadoras específicas. Assim, para o desenvolvimento de um comportamento prevencionista, é necessária a permanente reciclagem de todas as atividades, já que sempre oferecem algum tipo de risco. A fim de que sejam alcançados resultados positivos, através de treinamentos, é fundamental a elaboração, a implantação e o desenvolvimento de um plano articulado com a área especializada da Empresa. Esse plano deverá contemplar todas as necessidades levantadas previamente nos diversos setores, bem como, ocorrências de acidentes de trabalho. 15

16 É importante o acompanhamento posterior ao treinamento, com vistas à avaliação de seus resultados e eventual redirecionamento (ECT, 2011). 4.6 diagnóstico PRELIMINAR A empresa, nos últimos anos, tem apresentado números elevados de acidentes de trabalho. Fato este que provocou preocupação tanto por parte da empresa quanto dos órgãos públicos. Os resultados dos acidentes ocorridos na Diretoria Regional de Santa Catarina a partir da coleta de dados dos relatórios da empresa no período de 2000 a O detalhamento dos agentes causados dos acidentes de trabalho é apresentado na Tabela 1, com objetivo de ressaltar a maior causa de acidentes no período. Tabela 1 Acidentes de Trabalho 2008 a 2010 AGENTES Motocicleta Bicicleta Queda/contusão/torção Outros Cão Ocupacional (LER) Automóvel Corte Veículos (atropelamento) Assalto Total Média 41,17 41,25 38,33 % Motocicleta 34,21% 33,13% 25,22% Fonte: ECT (2011) A Tabela 1 apresenta os agentes causadores de acidente de trabalho no período de 2008 a Observa-se que o número de acidentes causado por motocicleta representa a maior causa no período Custos com Acidentes nos Correios de SC Os acidentes de trânsito são hoje uma preocupação sob suas diversas dimensões, seja sob o ponto de vista da sociedade, das organizações e das pessoas. Eles geram custos nem sempre possíveis de mensuração. Os acidentes envolvendo motocicletas na ECT representam números significativos nos últimos anos. Face aos dados apresentados, o percentual de acidentes da empresa é preocupante e requer ações preventivas e análise relacionada aos custos que os acidentes provocam. Na Tabela 2 apresenta-se o detalhamento dos custos: Tabela 2 Custos Acidente de Trabalho Motocicleta até 15 dias 2010 AGENTES DIAS PERDIDOS CUSTOS AFASTAMENTO CUSTO MEDICO- HOSPITALAR TOTAL Motocicleta , , ,53 Bicicleta , , ,33 Queda/contusão , , ,65 /torção Outros , , ,17 Cão , , ,25 16

17 Ocupacional (LER) , , ,96 Automóvel , , ,81 Assalto , , ,80 Total , , ,50 % Motocicleta 29% Fonte: ECT (2011) A composição dos custos da empresa realizada a partir da identificação dos dados preenchidos na CAT. Na seqüência foi realizada uma pesquisa referente à remuneração média da empresa do carteiro motociclista. Com base na remuneração foi calculado o custo multiplicando pelo percentual de 148,02% referente aos encargos sociais. No custo com tratamento médico foi incluído o custo com consulta médica, fisioterapia, cirurgias e outros. Quando o afastamento é superior a 15 dias os valores são pagos pelo INSS. Por este motivo quando aumenta o número de afastamentos o INSS aumenta a taxa do seguro para cobrir tais custos. Atualmente, a ECT paga 5,010%, em função do alto número de afastamento. Para empresa, o custo de afastamento após os 15 dias é calculado da mesma forma, alterando apenas o percentual de encargos que reduz para 8% referente ao recolhimento FGTS. Na Tabela 3, a seguir, apresentam-se os afastamentos superiores há 15 dias e os custos referentes ao período. Tabela 3 Custo Acidente de Trabalho com Motocicleta após 15 dias 2010 AGENTES DIAS PERDIDOS CUSTOS CUSTO MEDICO- TOTAL AFASTAMENTO HOSPITALAR (FGTS 8%) Motocicleta , , ,8 4 Bicicleta , , ,60 Queda/contusão/torç , , ,50 ão Outros , , ,6 0 Cão , , ,75 Ocupacional (LER) , , ,6 6 Automóvel , , ,45 Assalto 0 0,00 0,00 0,00 Veículos , , ,45 Total , , , 40 % Motocicleta 31% Fonte: ECT (2011) Os valores apresentados no Tabela 4, a seguir, demonstram os custos com afastamento pelo INSS. Quanto mais alto for o número de afastamento, mais custo representa para o INSS. Sendo assim, o INSS aumenta da taxa de seguro de acidente de trabalho para cobrir com essas despesas. Tabela 4 Custo de Acidente de Trabalho para INSS AGENTES DIAS CUSTOS TOTAL PERDIDOS AFASTAMENTO Motocicleta , ,70 Bicicleta , ,20 17

18 Queda/contusão/torção , ,50 Outros , ,20 Cão , ,25 Ocupacional (LER) , ,22 Automóvel , ,15 Assalto 0 0,00 0,00 Total , ,22 % Motocicleta 13% Fonte: ECT (2011) Na Tabela 4, observa-se que as doenças ocupacionais apresentam maior número de afastamento e custos ao INSS. O SAT é elevado pelo INSS para forçar as empresas adotarem medidas preventivas para combater os acidentes. A conta referente aos custos apresenta alta para empresa. Se considerarmos os custos até 15 dias, mais os custos após 15 dias obtêm-se R$ ,90 para período de Se reduzir em 10% as despesas teremos R$ ,99. Calculado até 2020, conforme a proposta tanto da empresa como da OMS de reduzir em 10% ao ano o número de acidentes os custos com os acidentes de trânsito, a empresa economizaria R$ ,90. Se considerar que os acidentes são custos que não estão relacionados com a produção, eles podem ser reduzidos com ganho na lucratividade da empresa. E no caso específico do ano de 2010, ao calcular a receita e despesas do exercício da regional Santa Catarina, a empresa apresentou prejuízo e os custos com os acidentes representaram 5,09% desse prejuízo. Esclarecemos que os custos podem representar além dos demonstrados, pois não foram considerados os custos gerados com as incapacidades temporárias ou permanentes dos envolvidos. Entretanto, não podemos subestimar os valores encontrados, pois existem e poderiam ser evitados. Eles servem de alerta para as autoridades para viabilizarem medidas de redução e prevenção urgentes. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E LIMITAÇÕES O presente estudo pontuou os aspectos falhos do processo e propôs ações de melhorias. A pesquisa estabeleceu como objetivo avaliar os custos com os acidentes com motocicletas na ECT/DR/SC. Esses foram apresentados e identificou-se a necessidade de acompanhá-los e mapeá-los sistematicamente, pois representou 5,09% do total das despesas da regional de Santa Catarina em Ao finalizar a pesquisa, ficou claro que há necessidade de aprimorar o processo de análise dos acidentes e de seus impactos. Observou-se que as áreas envolvidas não atuam em conjunto para solucionar o problema. As sugestões apresentadas e recomendadas envolvem as área de Engenharia e Medicina do trabalho, Comissão da CIPA, Centro de Transporte Operacional, Gerência de Engenharia, chefias e demais áreas. Sob o ponto de vista da Teoria de Heinrich Teoria do Dominó, conclui-se que a proposta apresentada pelo autor, de eliminar os atos e/ou as condições inseguras, é possível evitar os acidentes e seus impactos sociais, políticos e econômicos. Sendo assim, a empresa deverá atuar neste sentido. Após os resultados apresentados podem-se realizar algumas proposições para melhoria dos processos e para prevenção dos acidentes: 5.1 Programa de Prevenção contra Acidentes Um aspecto observado diz respeito à necessidade de atuar nas causas dos acidentes para reduzir as despesas. Com relação às ações de prevenção, constatou-se que apenas 38% 18

19 dos efetivos motociclistas receberam treinamento em Um dos motivos foram os planos de contingência. Este fato prejudicou o atendimento da cláusula 40, do Acordo coletivo (2009/2011) que prevê que a ECT manterá a realização dos cursos de Direção Defensiva, os quais no ano de 2010 não aconteceram. 5.2 Redução dos Custos com os Acidentes de Trânsito envolvendo Motocicletas No estudo constatou que os custos com acidentes de trabalho, em 2010, atingiram a importância de R$ ,90 para os afastamentos até 15 dias e após 15 dias de afastamento. Os custos relacionados aos acidentes com motocicletas representaram 29% do custo total. A área de saúde tem objetivo de reduzir despesas médicas. Entretanto, não mensura as despesas com acidentes. A seção de Engenharia Medicina e Segurança do Trabalho (SESMT) atua com ações de prevenção sem calcular esses custos. Sugere-se, então, calcular os custos mensalmente das ocorrências e estabelecer metas para redução, em comum acordo com a comissão estabelecida para verificar as causas dos acidentes. 5.3 Melhoria dos Processos de Investigação e Mensuração dos Acidentes Foi possível identificar que os acidentes de trânsito necessitam ser estudados em profundidade. Os processos que estão relacionados aos acidentes de trabalho precisam ser mapeados e discutidos por um grupo de trabalho com envolvimento das diversas áreas para discutir e implantar ações urgentes para, pelo menos, amenizar a situação. Medidas de consequência também necessitam ser implantadas para coibir as incidências dos acidentes com motocicletas e, conseqüentemente, reduzir os custos relacionadas à ocorrência. Tal medida seria tanto de incentivo aos bons condutores como punitivas para os reincidentes em acidentes de trânsito, apesar de que o tema é controverso, pois ninguém se envolve em um acidente de trânsito intencionalmente, além do fato de que comparar um condutor que trabalha em uma região de trânsito tranquilo com um condutor que atua em local de vias acidentadas e trânsito caótico é injusto. Atribui-se a comissão fazer essa análise quando da investigação. Cabe ressaltar que a empresa é punida com o aumento do seguro acidente de trabalho quando o número de acidentes está elevado. A alíquota de seguro em 2010 passou para 5%. Sugere-se, desta forma, definir mecanismos de aferição de qualidade dos dados de acidentes de trabalho com objetivo de melhorar os indicadores e o processo de identificação dos custos. 5.4 Melhoria das Informações dos Acidentes de Trabalho Os dados referentes aos acidentes não estão disponíveis de forma integrada. O Sistema de Gestão Integrado (ERP) utilizado pela ECT não disponibiliza informações integradas. As informações necessitam ser coletadas de forma rudimentar, ou seja, manual. Por falta dessa convergência de dados, identificou-se que cada área trata o assunto de forma diferenciada e, por vezes, não sistemática, sem a preocupação que o tema requer. Essas questões foram críticas e dificultaram a coleta de dados. A forma de coleta de dados requer processo de melhorias, pois os dados necessitam estar integrados e registrados de forma sistêmica. Sugere-se, neste sentido, adaptar um sistema integrado de informações. 5.5 Limitações e Trabalhos Futuros A limitação deste estudo refere-se ao curto espaço de tempo disponível para pesquisa. O tema requer um estudo mais aprofundado para investigar e apontar os fatores determinantes 19

20 desse processo. Realizar uma pesquisa da série histórica de dados para melhor avaliar os processos, seja sob o ponto de vista das causas dos acidentes, dos processos logísticos e da análise dos custos. Os custos não foram comparados com dados de anos anteriores, pois não estavam mapeados de forma sistemática. O comparativo com outra regional também não foi possível, em virtude das informações não estarem interligadas. Embora não realizada a comparação com as demais regionais, o estudo foi válido, pois evidenciou a necessidade de ação conjunta entre às áreas envolvidas para identificar as características dos acidentes de trabalho que impedem a aplicação de ações efetivas para redução dos mesmos. Assim, para trabalhos futuros, indica-se a investigação para verificar quais motivos influenciam a ocorrência do evento. Além disso, é possível, também, avaliar as despesas materiais, a situação dos acidentados, o valor da vida humana, o absenteísmo nas unidades, entre outros fatores. Outros fatores também podem ser investigados, como a cultura organizacional, avaliação do estresse pós-traumático (provocados pelos acidentes), assim como uma análise sobre os acidentes que acarretaram vítimas fatais. REFERÊNCIAS ANDRADE, S. M.; MELLO, J. M. Acidentes de transporte terrestre em município da Região Sul do Brasil. Revista Saúde Pública. Vol.35, n 3, p , ANDRADE, S. M.; MELLO, J. M. Características das vítimas por acidentes terrestre em município da Região Sul do Brasil. Revista Saúde Pública. Vol , ATKINSON, A. A. et al. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, BARROS, A. J. et al. Acidentes de trânsito com vítimas: sub-registro, caracterização e letalidade. Cad. Saúde Pública. Vol.19, n 4, p , Disponível em: Acesso em: 16 jul ECT. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Disponível em: Acesso em: 28 abr Relatório de Acompanhamento Comunicação de Acidente de Trabalho CAT 2000/2010, Relatório de Acompanhamento do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta ATCAC 11/07, Relatório de Acompanhamento do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta ATCAC 11/07, DIÁRIO CATARINENSE. Ano 26. N Disponível em: Acesso em: 12 nov DINIZ, E. P. H. Prevenção de acidentes: o reconhecimento das estratégias operatórias dos motociclistas profissionais como base para a negociação de acordo coletivo. Ciên. Saúde Coletiva. Rio de Janeiro. Vol.10, n 4, p , FERREIRA, F. F; ALBANO J. F. Motociclistas Profissionais: A percepção da categoria quanto ao risco de acidentes de trânsito Disponível em: Acesso em: 16 jul FILHO, M. Acidentes custam mais que investir em proteção. Revista Proteção. Ano XII, p , julho, GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas,

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