O QUE SÃO CÉLULAS ESTAMINAIS?

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1 O QUE SÃO CÉLULAS ESTAMINAIS? As células estaminais, também conhecidas por células mãe ou células tronco, distinguem-se das demais por serem células indiferenciadas, o que significa que não possuem a especialização funcional que caracteriza as células adultas. Têm a capacidade de poderem gerar os diversos tipos celulares que constituem um organismo e reproduzem-se por um processo de divisão contínua, durante longos períodos de tempo. A imagem 1 apresenta de uma forma simples as carateristicas diferenciadoras destas células. Sucintamente, a sua função no nosso organismo traduz-se em reparar os tecidos danificados e substituir as células que vão morrendo. Esta explicação torna-se simples se pensarmos que, ao longo da nossa vida, o corpo humano, devido às agressões a que está sujeito, vai sofrendo múltiplas renovações dos tecidos de que é composto. Assim, à medida que as nossas células envelhecem e morrem vão surgindo sucessivas substituições celulares para que seja mantido o equilíbrio. O que permite esta renovação celular são as células estaminais, devido á sua enorme capacidade de multiplicação e transformação em tecidos carenciados. QUAIS AS FONTES? Podemos encontrar células estaminais em diversas fontes no nosso organismo: - Sangue periférico; - Medúla Óssea; - Mucosa nasal; - Tecido adiposo; - Sangue do Cordão Umbilical (SCU); - Tecido do Cordão Umbilical (TCU); As fontes mais utilizadas são Sangue Periférico, Sangue do Cordão Umbilical e Medula Óssea. Recentemente começou a ser utilizado também o Tecido do Cordão Umbilical como fonte de células estaminais. É importante referir que a Medúla Óssea e Sangue periférico são fontes que requerem procedimentos de recolha invasivos que são inevitavelmente dolorosos. TIPOS DE CÉLULAS ESTAMINAIS ADULTAS Actualmente, a BEBÉ VIDA criopreserva células estaminais Hematopoiéticas e Mesenquimais. Células Estaminais Hematopoiéticas Diferenciam-se em células de linhagem sanguínea (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas) e podemos encontrá-las no Sangue do Cordão Umbilical. Estas células têm sido colocadas pelas pesquisas atuais como elementos de grande importância em terapias hematológicas e oncológicas, tais como leucemias, linfomas e anemias. Células Estaminais Mesenquimais - O Tecido do Cordão Umbilical é uma fonte privilegiada de Células Estaminais Mesenquimais que encontram na capacidade imunomoduladora o seu grande potencial. São células indiferenciadas com capacidade de auto-renovação e multiplicação. Podem diferenciar-se noutras linhagens celulares, tais como: osteoblastos (osso), adipócitos (tecido adiposo) e condrócitos (cartilagem). PORQUE DEVO GUARDAR AS CÉLULAS ESTAMINAIS DO SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL? Tal como referido anteriormente, as células estaminais hematopoiéticas representam uma alternativa ao transplante de medula óssea e são utilizadas no tratamento de doenças do foro hematológico e oncológico. As principais vantagens de criopreservar estas células são: Por serem recolhidas à nescença, são células imaturidas com uma maior capacidade de autorenovação. Está provado que com o passar dos anos, estas células tendem a perder estas capacidades. O facto de serem recolhidas de uma forma não invasiva, indolor e sem riscos para a mãe e para o bebé contam como uma vantagem em relação às restantes fontes. As células recolhidas são 100% compativeis com o próprio e apresentam 25% de probabilidades de serem compativeis com os irmãos. Esta amostra estará disponivel para utilização no seio familiar, não sendo possível utilizar a mesma para estudos ou testes. Por último, a disponibilidade quase imediata, é também uma vantagem a ter em conta.

2 PORQUE DEVO GUARDAR AS CÉLULAS MESENQUIMAIS DO TECIDO DO CORDÃO UMBILICAL? Tal como no SCU, estas células são recolhidas no momento do parto, de forma indolor, não invasiva e sem riscos para a mãe e para o bebé; São células com uma grande capacidade de regeneração e proliferação; São células com capacidade imunomodeladora, ou seja, não existe a mesma exigência de histocompatibilidade na utilização em contexto alogénico. Atualmente, estas células podem ser utilizadas em simultâneo com as células do sangue do cordão umbilical com o objetivo de minimizar os efeitos da doença do enxerto contra o hospedeiro (GVHD). Esta doença ocorre nos transplantes em contexto alogénico (dador recetor) e é considerada uma das complicações pós-transplante mais temível. Neste momento, estão em curso mais de 200 ensaios clínicos com recurso às células mesenquimais, entre os quais colite ulcerosa, diabetes tipo I e esclerose múltipla. POSSO GUARDAR APENAS AS CÉLULAS DO TECIDO DO CORDÃO? É possivel solicitar apenas a criopreservação das células do tecido, no entanto, é sempre necessário recolher também o sangue do cordão já que o plasma nele contido é fundamental para a realização do processo. AS AMOSTRAS SÃO SEMPRE CRIOPRESERVADAS? Existem alguns critérios que devem ser cumpridos para que as amostras sejam criopreservadas com sucesso. A viabilidade celular (número de células vivas) é o critério mais importante, sendo a quantidade se sangue recolhido e as caracteristicas do cordão fundamentais para cumprir este requisito. Contaminação por HIV, hepatite B e C, CMV e Sífilis poderão ser fatores de exclusão das amostras. É importante referir que temos critérios rigorosos de seleção das amostras instituidos pelo laboratório ao abrigo da lei 12/2009 de 26 de Março. E SE AS AMOSTRAS NÃO FOREM CRIOPRESERVADAS? No caso de não ocorrer criopreservação da(s) amostra(s), os pais não terão de efetuar nenhum pagamento adicional. O único custo será o do KIT DE RECOLHA já utilizado no parto. Serão devidamente informados pelo LABORATÓRIO BEBÉ VIDA através de relatório escrito dos motivos que impediram a criopreservação da(s) amostra(s).

3 QUAIS AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE BANCO PÚBLICO E BANCO PRIVADO (FAMILIAR)? Ao recorrer ao Banco Privado está a guardar as células do seu bebé para utilização familiar (para o próprio bebé e família). As células só serão disponibilizadas mediante a autorização escrita dos pais (ou da criança aquando maior de idade) e nunca serão utilizadas para investigação. O Banco Privado BEBÉ VIDA tem a missão de guardar e zelar pelas células estaminais do seu bebé durante o período de anos que contratar. Ao recorrer a um Banco Público estará a fazer uma doação em que renuncia todos os direitos sobre as células do seu bebé. Este banco está ligado a uma rede de registos mundial e as células do seu bebé entrarão neste registo, para serem utilizadas por quem necessite. As amostras que não cumpram os requisitos para serem criopreservadas serão utilizadas para investigação ou para controlo de qualidade. As células passam a ser propriedade do Banco Público e não dos pais (como acontece no Banco Privado). No quadro abaixo encontramos as principais diferenças. Banco Público Banco Familiar Direito sobre as células estaminais Nenhum. O doador renúncia aos direitos de posse do sangue do cordão umbilical. O cliente é o proprietário das células estaminais e todos os direitos sobre as mesmas são exclusivos. Custo Serviço gratuito, dado estarmos perante uma doação. O cliente paga o serviço ao laboratório de criopreservação. Acesso às células Acesso à informação Oportunidades terapêuticas futuras As células ficam ao serviço da comunidade, não ficando reservadas para uso exclusivo do doador. A informação está ao dispor dos bancos internacionais de doadores. As células poderão não estar disponíveis. Os pais têm a garantia que a amostra está ao seu dispor e só poderá ser utilizada mediante a autorização destes ou do bebé, quando este atingir a maioridade. Nos casos de medicina regenerativa é muito importante que os próprios tenham acesso às suas próprias células. Toda a informação é confidencial. As células estarão disponíveis para o próprio ou para familiares directos. Disponibilidade da amostra A localização de um dador compatível pode demorar semanas ou meses, poderá não se conseguir localizar uma amostra compatível. A amostra poderá ser disponibilizada mais rapidamente. Complicações associadas ao transplante Maior incidência de doença de Enxerto contra Hospedeiro, em transplantes alogénicos. Em geral, há uma menor incidência da doença de Enxerto contra Hospedeiro (GVHD), quando o transplante ocorre em contexto alogénico, pelo facto do doador e receptor serem aparentados. Compatibilidade Varia. Pode ser difícil obter células compatíveis, especialmente, para as minorias étnicas e casais com identidade mista. Autólogo: 100% compatível Entre irmãos: 25% de probabilidade de compatibilidade.

4 QUE LABORATÓRIO DEVO ESCOLHER? A escolha do laboratório significa decidir o local onde vão ficar guardadas as células do seu bebé, durante um longo período de tempo. É fundamental ter em conta alguns aspetos. LICENCIAMENTO: O laboratório BEBÉ VIDA está devidamente autorizado para o desempenho das suas atividades. Esta autorização foi atribuída pela Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), entidade reguladora pertencente ao Ministério da Saúde. Com os Certificados de Autorização nº BT e nº BT , ao abrigo da lei 12/2009, são realizadas as seguintes atividades e processos: - análise; - processamento; - armazenamento; - distribuição; - isolamento; - redução de volume; - criopreservação das células do Sangue do Cordão Umbilical e das células Mesenquimais do Tecido do Cordão Umbilical. LOCALIZAÇÃO: A cidade do Porto foi a eleita para a construção do novo laboratório BEBÉ VIDA, criado a pensar na qualidade do nosso serviço e na proximidade com os futuros pais. Situado no coração da cidade, junto à Casa da Música, o laboratório BEBÉ VIDA realiza toda a sua atividade laboratorial e recebe todos os que nos queiram conhecer e saber mais. EXPERIÊNCIA: Em 2010 foi disponibilizada uma amostra de sangue, criopreservada desde 2008 para ensaio clínico numa menina com paralisia cerebral. SEGURANÇA: Seguro de 22 milhões de euros para as amostras criopreservadas e reserva financeira para cada amostra criopreservada. SOLIDEZ: Distinguido pela segunda vez consecutiva como PME LÍDER (2010 e 2011), estatuto que distingue organizações com elevados indicadores de excelência na gestão. Este estatuto é concedido pelo IAPMEI e pela BANCA. PLANO DE PROTEÇÃO DE SAÚDE: O plano de proteção de saúde comparticipa até 20,000 no caso de utilização da amostra para terapia celular e é válido para o bebé e familiares diretos (pai, mãe e irmão). O QUE FAZER PARA ADERIR AO SERVIÇO DE CRIOPRESERVAÇÃO? Adquirir o KIT DE RECOLHA BEBÉ VIDA. O CENTRO PRÉ E PÓS PARTO disponibiliza este KIT, prestando em simultâneo todos os esclarecimentos. No interior do KIT encontrará todo o material necessário para que o profissional de saúde efetue a recolha das amostras após o parto. Tem também uma pasta com documentação que deverá ler e preencher cuidadosamente. Solicitamos o envio do Contrato de Criopreservação, Questionário Clínico, Consentimento Informado e fotocópias das análises e documentos pessoais até 15 dias antes da data prevista para o parto. No dia do parto, entregue o KIT à equipa médica que a acompanhará, relembrando a intenção de efetuar a recolha. Após a recolha, o KIT ser-lhe-á devolvido. Nesta fase o contacto para agendamento do transporte deverá ser realizado o mais rapidamente possível. Já no laboratório, a amostra é processada e caso cumpra os parâmetros definidos é criopreservada. A fatura é enviada no prazo de uma semana e o relatório assinado pelo médico responsável no prazo de aproximadamente 30 dias. PARTICIPE NOS WORKSHOPS MAMÃS SEM DÚVIDAS! REALIZADOS NO CENTRO PRÉ E PÓS PARTO. ESCLAREÇA TODAS AS SUAS DÚVIDAS E BENEFICIE DAS CONDIÇÕES ESPECIAIS.

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