TMS 2014 Gestão do ISS CCR SSR - SGE

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1 CCR SSR - SGE

2 TMS de 2014 Objetivo Verificar as condições de organização e funcionamento do controle do ISS

3 TMS de 2014 Razões da escolha 74% dos municípios não realizaram ações fiscais em 2012 (Del. 247/08) ISS - principal fonte de recursos próprios R$2,5 bilhões (2013) Risco e relevância do controle

4 Critérios básicos - CF Art. 156, III Compete aos Municípios instituir imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) definidos em lei complementar (LCF116/03) Art. 37 A administração pública da U, E, DF e M obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação da EC 19/98) XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei XXII - as administrações tributárias da U, E, DF e M, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Incluído pela EC 42/03)

5 Critérios básicos - LRF LRF, art. 11 Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal, a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação; LRF, art. 1º, 1º A gestão fiscal responsável pressupõe ação planejada e transparente (...). LRF, art. 48, único e art. 48A, caput e inciso II A transparência será assegurada também mediante: liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas quanto ao lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, em meios eletrônicos de acesso público; adoção de sistema integrado de administração financeira e controle, que atenda a padrão mínimo de qualidade estabelecido pelo Poder Executivo da União e ao disposto no art. 48-A.

6 Resumindo... Os municípios devem priorizar recursos para a essencial atividade da administração tributária, que, de forma integrada, planejada e transparente, deve realizar a efetiva arrecadação de seus tributos, com impessoalidade e eficiência.

7 TMS de 2014 Benefícios Como o povo enxerga os impostos...

8 Enfoque do controle da receita municipal adotado pela CCR Eficiência Arrecadatória: Quanto Mais Não É Melhor Investir na modernização das administrações tributárias municipais é um caminho para que não apenas seja aumentada a receita fiscal nacional e a capacidade de autofinanciamento dessa esfera, como também para se melhorar a qualidade do sistema tributário brasileiro. Ao mesmo tempo, é importante destacar como é complexo e difícil para as prefeituras melhorarem a exploração de suas competências tributárias Investimentos na Gestão Tributária: A Outra Margem do Rio A priorização que começa a ocorrer na direção do aproveitamento da base fiscal existente e inexplorada, obtida através do aumento do nível de eficiência fiscal do aparelho arrecadador público municipal: arrecadar com eficiência o máximo de tributos que a legislação e a base econômica possibilitam, em prazos adequados e com maior justiça fiscal maximização da arrecadação. Controle Social: Aumenta Junto com os Tributos À parte os aspectos estritamente tributários, a melhoria da administração fazendária também importa para uma mudança na responsabilidade e controle social de um governo. Em outras palavras, cobrar impostos da comunidade local, por menor que seja o seu peso relativo no orçamento da prefeitura, estimula maior atenção e fiscalização dos contribuintes sobre o orçamento local, o que implica o chamado controle social. Fonte: AFONSO, J. R. R. Municípios, arrecadação e administração tributária: quebrando tabus. 2002

9 TMS de 2014 Pontos de controle Normatização Compatibilidade da normatização municipal com a LCF 116/03 Alíquota mínima constitucional (2%) Transparência da Legislação tributária Carreira específica de fiscal de tributos Alteração de alíquota ou base de cálculo % de problemas 28% 33% 81% 43% 1%

10 TMS de 2014 Pontos de controle Infraestrutura Priorização de recursos para Adm. Tributária % de problemas 94% Fiscalização Lançamento Registro das despesas da Adm. Tributária Planejamento da fiscalização Fiscalização para maximização da arrecadação Cadastro fictício de contribuintes - Paraíso fiscal Lançamento e retenção 76% 100% 100% 11% 74%

11 ACHADOS normatização da alíquota mínima Alíquota efetiva inferior ao limite constitucional de 2% Vários contribuintes cadastrados no mesmo endereço (instalação fictícia). 33% 11% 67% 89% GUERRA FISCAL!!! 34 municípios praticam captação agressiva de contribuintes. Ciência ao MPRJ.

12 ACHADOS normatização da carreira específica Inexistência de cargos de fiscal de tributos na lei municipal 9 Inexistência de carreira específica para fiscalização Cargos de fiscal instituídos em lei, porém sem atribuições Cargos de fiscal instituídos em lei com atribuições diversas % 43% Inexistência de fiscal de tributos 12 Não priorização de recursos humanos Fiscalização exercida por agente incompetente 40 22% Desvio de função dos fiscais de tributos 46 78%

13 ACHADOS priorização de recursos Recursos humanos Pelo menos 1: 70 78% Pelo menos 2: 28 31% As 3 situações: 0 0% Recursos de TI Pelo menos 1: 68 76% Pelo menos 2: 19 21% As 3 situações: 0 0% Inexistência de fiscal de tributos Fiscalização exercida por agente incompetente Desvio de função dos fiscais de tributos Inexistência de sistema informatizado Ausência de implantação da NFS-e Insuficiência de computadores Inexistência de viaturas exclusivas

14 ACHADOS priorização de recursos Recursos humanos Pelo menos 1: 70 78% Pelo menos 2: 28 31% As 3 situações: 0 0% CAUSA CONSTATADA EM 45 MUNICÍPIOS: Remuneração dos fiscais não competitiva frente à estrutura de funções gratificadas ou cargos comissionados do Poder Executivo. Recursos de TI Pelo menos 1: 68 76% Pelo menos 2: 19 21% As 3 situações: 0 0% Inexistência de fiscal de tributos Fiscalização exercida por agente incompetente Desvio de função dos fiscais de tributos Inexistência de sistema informatizado Ausência de implantação da NFS-e Insuficiência de computadores Inexistência de viaturas exclusivas

15 ACHADOS registro de despesas de custeio da administração tributária Apenas 22 municípios (24% do total) registraram alguma despesa na subfunção própria de administração de receitas em % 76% Como avaliar a priorização de recursos?

16 ACHADOS Planejamento da fiscalização Irregularidades do TIAF (CTN, art. 196) municípios não têm 16 têm, mas sem prazo Inexistência de instrumento de autorização de fiscalização 49 Inexistência de planejamento das fiscalizações Inexistência de publicação das medidas de combate a evasão fiscal (LRF, art. 13) 87 86

17 ACHADOS fiscalização para maximização da arrecadação Sim 55 Existe fiscalização no município? Não 35

18 ACHADOS fiscalização para maximização da arrecadação INEXISTÊNCIA DE: QTD. % fiscalização do Simples Nacional (PGDAS da RFB) % fiscalização construção civil (visto fiscal) 49 54% monitoramento da arrecadação 42 47% fiscalização nas instituições bancárias 41 46% homologação periódica (NFS-e, AIDF, Declarações, etc.) 20 22%

19 ACHADOS fiscalização para maximização da BENEFÍCIO arrecadação Elevação de receita em 20% da arrecadação do Simples Nacional, (R$ 32,5 milhões anuais), com base na arrecadação do exercício de 2013 INEXISTÊNCIA DE: QTD. % fiscalização do Simples Nacional (PGDAS da RFB) 50 56% fiscalização construção civil (visto fiscal) 49 54% monitoramento da arrecadação 42 47% fiscalização nas instituições bancárias 41 46% homologação periódica (NFS-e, AIDF, Declarações, etc.) 20 22%

20 ACHADOS fiscalização para maximização da arrecadação INEXISTÊNCIA DE: QTD. % fiscalização do Simples Nacional (PGDAS da RFB) % fiscalização construção civil (visto fiscal) 49 54% monitoramento da arrecadação 42 47% fiscalização nas instituições bancárias 41 46% homologação periódica (NFS-e, AIDF, Declarações, etc.) 20 22%

21 ACHADOS fiscalização para maximização da arrecadação Os municípios possuem procedimentos que garantam a homologação periódica do ISS antes do prazo decadencial (NFS-e, AIDF, declaração, etc)? Não 20 Os municípios realizam fiscalização nos empreendimentos de construção civil (visto viscal)? Não 49 Sim 21 Sim 45 Sim, mas com restrição abusiva 25 Sim, mas com restrição abusiva 52 Sanção política abusiva: ambiente propício à corrupção!!!

22 Algumas CAUSAS relacionadas às deficiências da fiscalização Ausência de capacitação dos fiscais para atividades específicas 67 Carreira de fiscal não exige nível superior 62 Inexistência de software de inteligência fiscal para instituições bancárias Inexistência de convênios com outras Fazendas e órgãos públicos Estrutura remuneratória incompatível com a carreira fiscal (produtividade)

23 ACHADOS lançamento Retenção do ISS nos serviços tomados pelo Município 58 CAUSAS Processos de pagamento de serviços não passam pela fiscalização 27 Inexistência de procedimentos formalizados para registro da retenção nos processos de pagamento 6 Inexistência de conciliação periódica entre os sistemas de arrecadação e contábil Inexistência Enquadramento ou alíquota irregular Divergência no registro Apropriação do ISS retido não é realizada mediante guia de recolhimento com código de barras

24 TMS de 2014 BENEFÍCIOS Melhorias - Impactos econômicos positivos Implementação de medidas contínuas e mais eficientes de combate à evasão fiscal Redução dos custos e desperdícios na administração do ISS Melhoria do ambiente de negócios do município pela redução da concorrência desleal Efeito demonstração positivo pela atuação da fiscalização do ISS Melhorias - Melhoria da forma de atuação Justiça tributária pela proteção do princípio da livre concorrência Redução da guerra fiscal entre os municípios fluminenses Proteção da atividade de fiscalização contra descontinuidade e ingerência política Redução do risco de erros e fraudes na fiscalização do ISS

25 OBRIGADO! A tributação não deve mais ser encarada nem como mero poder para o estado, nem como mero sacrifício para os cidadãos, constituindo antes o contributo indispensável a uma vida em comunidade organizada em um estado fiscal. (Casalta Nabais apud Weiss) O tributo é o preço da liberdade (Ricardo Lobo Torres). Quem mais arrecada não é necessariamente o que melhor arrecada. (Bird e Jantscher apud J. R. Afonso) O cidadão, consciente da função social do tributo como forma de redistribuição da Renda Nacional e elemento de justiça social, é capaz de participar do processo de arrecadação, aplicação e fiscalização do dinheiro público (RFB).

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