ANALYSIS O ENADE NA FORMAÇÃO DA ENFERMAGEM: Análise da prova de 2010

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2 2 REITOR João Natel Pollonio Machado VICE-REITOR Griseldes Fredel Boos EDITORA DA FURB CONSELHO EDITORIAL Edson Luiz Borges Elsa Cristine Bevian João Francisco Noll Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira Roberto Heinzle Marcia de Freitas Oliveira Maria José Ribeiro EDITOR EXECUTIVO Maicon Tenfen CAPA Criação: Lindamir Aparecida Rosa Junge Foto: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva Diagramação: Lindamir Aparecida Rosa Junge Revisão: Odair José Albino DISTRIBUIÇÃO Edifurb

3 3 DOCENTES DO CURSO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU FURB, RESPONSÁVEIS PELA ANÁLISE DAS QUESTÕES: Profª. Me. Andréa da Silva Enfermeira Profª. Me. Carmen Liliam Brum Marques Baptista Enfermeira Profª. Me. Claudia Almeida Coelho de Albuquerque Bióloga Profª. Dra. Cláudia Regina Lima Duarte da Silva Enfermeira Profª. Me. Geysa Georg Sommerfeld Enfermeira Profª. Dra. Gisele Cristina Manfrini Fernandes Enfermeira Prof. Dr. Hercilio Higino da Silva Filho Farmacêutico Prof. Me. Jarbas Galvão Enfermeiro Prof. Me Jerry Schmitz Enfermeiro Profª. Dra. Judite Hennemann Bertoncini Enfermeira Profª. Dra. Keila Zaniboni Siqueira Batista Bióloga Profª. Dra. Mara Sandra Giacomini Pivesso Biomédica Profª. Me. Margot Friedmann Zetzsche Enfermeira Profª. Me. Marisa Schwabe Franz Enfermeira Profª. Me. Nádia Lisieski Enfermeira Profª. Me. Raquel Garcia Tiemann Enfermeira Profª. Me. Rosana Martineli Enfermeira Profª. Me. Sara Cristiane Barauna Fisioterapeuta Profª. Me. Silvana Scheidemantel Schroeder Enfermeira

4 4 Silvana Scheidemantel Schroeder, Marcia Regina Selpa de Andrade, Marcus Vinicius Marques de Moraes Editora da FURB Rua Antônio da Veiga, Blumenau SC BRASIL Fones: (047) Correio eletrônico: Internet: Distribuição: Editora da FURB Depósito legal na Biblioteca Nacional, conforme Lei nº 10994, de 14 de dezembro de Impresso no Brasil / Printed in Brazil Elaborada pela Biblioteca Central da FURB A532a Analysis : o ENADE na formação da enfermagem : análise da prova de 2010 / organizadores: Silvana Scheidemantel Schroeder, Marcia Regina Selpa de Andrade, Marcus Vinicius Marques de Moraes. Blumenau : Edifurb, p. : il. ISBN Bibliografia: p Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. 2. Ensino superior - Avaliação. 3. Enfermagem - Exames, questões, etc. I. Schroeder, Silvana Scheidemantel. II. Andrade, Marcia Regina Selpa de. III. Moraes, Marcus Vinicius Marques de. CDD

5 5 SUMÁRIO DOCENTES DO CURSO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU FURB, RESPONSÁVEIS PELA ANÁLISE DAS QUESTÕES:... 3 AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E UNIVERSIDADE: ENTRE O PRAGMATISMO QUANTITATIVO E A PRÁTICA ENERGIZADORA... 7 O Enade na Avaliação da Educação Superior Heidi Dittrich Zimmermann, O processo de análise das questões do ENADE Silvana Scheidemantel Schroeder Marcia R. Selpa de Andrade Marcus Vinicius Marques de Moraes Análise das Questões da Prova de Bases Biológicas e Sociais da Enfermagem QUESTÃO 13 - Autores: Hercilio Higino da Silva Filho, Keila Zaniboni Siqueira Batista docente FURB QUESTÃO 14 - Autores: Hercilio Higino da Silva Filho, Keila Zaniboni Siqueira Batista - docente FURB QUESTÃO 15 - Autoras: Claudia Almeida Coelho de Albuquerque, Mara Sandra Giacomini Pivesso e Sara Cristiane Barauna docentes FURB Fundamentos de Enfermagem QUESTÃO 12 - Autores: Silvana Scheidemantel Schroeder e Jarbas Galvão docentes FURB QUESTÃO 17 - Autora: Margot Friedmann Zetzsche docente FURB QUESTÃO 18: ANULADA - Autora: Silvana Scheidemantel Schroeder docente FURB QUESTÃO 20 - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB QUESTÃO 25: ANULADA - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB QUESTÃO 27 - Autora: Gisele Cristina Manfrini Fernandes docente FURB QUESTÃO 28 - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB QUESTÃO 33 - ANULADA - Autora: Margot Friedmann Zetzsche docente FURB QUESTÃO 34 - Autora: Marisa Schwabe Franz docente FURB... 42

6 6 QUESTÃO 36 - Autora: Marisa Schwabe Franz docente FURB QUESTÃO 38 - Autora: Judite Hennemann Bertoncini docente FURB QUESTÃO 39 - Autora: Judite Hennemann Bertoncini docente FURB Assistência de Enfermagem QUESTÃO 11 - Autora: Geysa Georg Sommerfeld docente FURB QUESTÃO 16 - Autores: Geysa Georg Sommerfeld, Jarbas Galvão e Jerry Schmitz - docentes FURB Administração em Enfermagem Educação em Enfermagem QUESTÃO 40 - Autora: Silvana Scheidemantel Schroeder docente FURB... 90

7 7 PREFÁCIO AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E UNIVERSIDADE: ENTRE O PRAGMATISMO QUANTITATIVO E A PRÁTICA ENERGIZADORA As práticas discursivas em educação que circulam a partir dos anos 90, no Brasil, situam-se numa perspectiva em que a avaliação começa a ampliar seus espaços e torna-se aquilo que o Ministério da Educação chama de inteligência avaliativa. A emergência do Estado avaliador produziu uma demanda por conhecimento de várias áreas e setores da sociedade como apoio para tomada de decisão e transparência dos resultados. Afinadas a esses discursos e afetadas pela ideologia neoliberal, as práticas avaliativas com base em elementos quantitativos prometem melhorar a qualidade da educação e garantir efetividade, eficiência, eficácia, relevância e produtividade nas Universidades. Estes discursos desencadearam uma série de ações ampliando a avaliação e transformando-a em instrumento de regulação do Ensino Superior e estendendo-se para a Educação Básica. A Lei , de 14 de abril de 2004 instituiu o Sistema de Avaliação da Educação Superior (SINAES), como parte de uma política de Estado responsável pela educação nacional, que abrange todas as instituições de educação superior. Esta política está ancorada em uma concepção de avaliação comprometida com a melhoria da qualidade e da relevância das atividades das instituições e é mensurada por meio de diversos instrumentos. Esses instrumentos e mensurações passaram a orientar grande parte da política educacional e, por esse meio, também parte significativa da prática educacional - aquelas ações e fazeres no qual estão imersos professores e estudantes. Neste cenário, um dos principais problemas é que muitas vezes valorizamos o que é medido, ao invés de nos envolvermos com a avaliação e mensuração do que valorizamos. A avaliação como processo não pode ter um fim em si, mas precisa ser um dos instrumentos que a Universidade pode dispor para dimensionar a qualidade do ensino. Os resultados obtidos na avaliação permitem análises e leituras sobre os cursos e podem ser usados para diferentes tipos de intervenções, aqui definidas como tomada de decisão nos processos de ensino-aprendizagem. Aproveitamos as provocações de Dias Sobrinho (2002) que em seu trabalho mostra que a avaliação não é apenas desejável, mas possível, não é apenas somativa, mas pedagógica, não

8 8 apenas um instrumento de utilidade gerencial, mas uma estratégia de autoconhecimento e de melhoria da formação profissional e cidadã. Mas, para isso a avaliação não pode se limitar a um papel controlador: ela tem sempre um caráter político e ético que deve estar a serviço da autonomia. Corroborando com esta visão, Hadji (1994) aponta que a avaliação tem três funções fundamentais: diagnosticar, prognosticar e energizar. A função de diagnosticar compreende os processos de: identificar deficiências e superá-las; possibilitar a regulação de um determinado programa; promover ajustes necessários à concretização da aprendizagem; certificar aprendizagens; regular os processos e atividades. A função de prognosticar compreende: planejar novos dispositivos didáticos e estimar o desempenho futuro. A função de energizar repercute em: viabilizar o acesso aos diferentes níveis de escolaridade; permitir a promoção em uma sequência educacional; estimular a ação e a autoestima. Com base nesta visão sobre o processo avaliativo educacional a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PROEN) da Universidade Regional de Blumenau (FURB) desencadeou diferentes iniciativas e realizou diversas ações para criar uma cultura permanente e propositiva de avaliação na Universidade. Permeando estas iniciativas e ações foi feito um trabalho permanente de divulgação para estudantes e professores da importância de tratar a avaliação não como um elemento punitivo, mas como orientador e balizador dos processos de ensino. Também se buscou de forma permanente a conscientização sobre a importância de que a instituição tivesse um bom desempenho nos processos avaliativos realizados pelos órgãos reguladores. Por outro lado, cientes de que o papel da Universidade é de crítica acredita-se que mais do que responder as questões do ENADE faz-se necessário conhecê-las, estudá-las e com elas aprender como qualificar os instrumentos de avaliação como também reconhecer as potencialidades e fragilidades de qualquer instrumento de avaliação. Entre as principais ações realizadas pela PROEN destacam-se: capacitação de docentes quanto ao uso de instrumentos e critérios de avaliação em sua prática pedagógica; revisão do processo e estímulo para participação dos estudantes nos instrumentos internos de avaliação do ensino; uso dos resultados das avaliações internas e externas dos cursos na construção e (re)elaboração dos projetos pedagógicos; campanhas de conscientização de estudantes e professores sobre o ENADE; análise matemática e estatística das informações sobre os processos avaliativos e discussão com coordenadores de cursos e docentes; grupos de estudos permanentes sobre avaliação educacional; produção de material didático de apoio aos estudantes; e-book com as questões comentadas; entre outras. Uma das importantes ações da PROEN está materializada neste livro eletrônico que apresenta, discute e comenta as questões do ENADE. A produção deste material tem objetivos

9 9 diversos: fazer a análise crítica das questões; identificar conteúdos e referenciais teóricos fundamentais para a área de conhecimento; familiarizar professores e estudantes acerca da linguagem e dos elementos essenciais dos processos avaliativos externos; qualificar os projetos e processos pedagógicos dos cursos. Também tem o objetivo de fazer com que a Universidade cumpra seu papel de crítica, uma vez que o livro é o resultado de um processo intenso entre pedagogos, docentes e estudantes de estudo, avaliação e análise crítica sobre o conteúdo das provas. Esperamos que ele possa, de fato, cumprir o objetivo de diagnosticar, prognosticar e energizar os processos de ensino de nossa Instituição e que acima de tudo ele seja um espaço de crítica e de construção de outras e diferentes formas de fazer Universidade. Prof. Dr. Maurício Capobianco Lopes Profa. Dra. Gicele Maria Cervi

10 10 O Enade na Avaliação da Educação Superior Heidi Dittrich Zimmermann, Pesquisadora Institucional PI da FURB O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) foi instituído pela Lei Nº , de 14 de abril de 2004, com o objetivo de melhorar a qualidade da educação superior e orientar a expansão da oferta; identificar mérito e valor das instituições, áreas, cursos e programas, nas dimensões de ensino, pesquisa, extensão, gestão e formação; e promover a responsabilidade social das IES, respeitando a identidade institucional e a autonomia. Com a sua implantação assegurou-se o processo nacional de avaliação da educação superior no País, o que foi consolidado pela Portaria Normativa Nº 40/2007, republicada em 29 de dezembro de Os processos avaliativos são coordenados e supervisionados pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES) e a sua operacionalização é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Para avaliar todos os aspectos que giram em torno dos objetivos citados, o INEP utiliza vários instrumentos complementares e de informação para obter resultados que possibilitem traçar o panorama de qualidade dos cursos e das instituições, provendo, desta forma, a avaliação de Instituições, Estudantes e Cursos. São instrumentos complementares a autoavaliação (conduzida pela Comissão Própria de Avaliação CPA, da Instituição de Educação superior IES), a avaliação institucional externa, o Enade e a avaliação dos cursos de graduação (avaliação in loco). Os instrumentos de informação são os dados do cadastro (sistema e-mec) e as informações censitárias do Censo da Educação Superior (CESUP), fornecidas pelas IES. Além disso, análises e revisões críticas dos instrumentos, das metodologias e dos critérios utilizados também são realizadas pela CONAES com o objetivo de aprimorar esses instrumentos e os procedimentos de avaliação, produzir indicadores de qualidade, divulgar os resultados e realizar estudos para a melhoria da qualidade da educação superior no País. O ciclo avaliativo do SINAES 1 compreende a realização periódica de avaliação de instituições e cursos superiores, com referência nas avaliações trienais de desempenho dos 1 Portaria Normativa MEC 40/2007, art. 33.

11 11 estudantes, as quais subsidiam, respectivamente, os atos de recredenciamento e de renovação de reconhecimento. As avaliações são orientadas por indicadores de qualidade e geram conceitos de avaliação de cursos superiores e de instituições, expedidos periodicamente pelo INEP, em cumprimento à Lei nº /2004, e na forma da Portaria Normativa Nº 40/2007. São considerados como indicadores de qualidade o desempenho de estudantes: o conceito obtido a partir dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes ENADE; de cursos superiores; o Conceito Preliminar de Curso CPC; e de Instituições de educação superior, bem como e o Índice Geral de Cursos avaliados IGC. Os conceitos são expressos numa escala de cinco níveis (de 1 a 5), em que os níveis iguais ou superiores a 3 (três) indicam qualidade satisfatória 2. Os indicadores de qualidade também serão expressos numa escala de cinco níveis, em que os níveis iguais ou superiores a 3 (três) indicam qualidade satisfatória e, no caso de instituições, também são apresentados em escala contínua. Os resultados das avaliações da educação superior se tornam públicos e são utilizados pelos seguintes segmentos: pela sociedade em geral (estudantes, pais de alunos, instituições acadêmicas e público em geral) como fonte de informações para orientar suas decisões quanto à realidade dos cursos e das Instituições; pelos órgãos governamentais (Estado) para orientar as políticas públicas; e pelas Instituições de Educação Superior para orientação da sua eficácia institucional (desenvolvimento de seu PDI, revisão de sua missão, planos, métodos e trajetória) e efetividade acadêmica e social. O ciclo avaliativo do SINAES inicia-se com o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes - ENADE e é aplicado aos estudantes das áreas definidas anualmente, por Portaria específica do INEP, atendendo a um calendário trienal de áreas e eixos tecnológicos, observadas as seguintes referências: Ano I cursos de graduação das áreas da saúde, ciências agrárias e áreas afins e cursos superiores de tecnologia: eixos tecnológicos em ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança; Ano II cursos de graduação das áreas de ciências exatas, licenciaturas e áreas afins e, cursos superiores de tecnologia: eixos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura, produção industrial; 2 Portaria Normativa MEC, art. 33-A, 1º e 2º.

12 12 Ano III cursos de graduação das áreas de ciências sociais aplicadas, ciências humanas e áreas afins e, cursos superiores de tecnologia: eixos tecnológicos em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. O ENADE é realizado todos os anos, aplicando-se trienalmente a cada curso, de modo a abranger com a maior amplitude possível as formações objeto das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), da legislação de regulamentação do exercício profissional e do Catálogo de Cursos Superiores de Tecnologia 3. Tem por finalidade: avaliar o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos; contribuir para a avaliação dos cursos de graduação por meio da verificação das competências, habilidades e conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes; aferir o desempenho dos estudantes no que se refere ao uso, síntese e integração de conhecimentos adquiridos ao longo do curso; possibilitar aos cursos o acompanhamento dos resultados de suas ações pedagógicas e avaliar comparativamente a formação oferecida pela IES aos estudantes das respectivas áreas avaliadas. Assim sendo, o ENADE passa a ser um dos instrumentos de avaliação da formação dos estudantes e seus resultados oferecem elementos/insumos para a construção de indicadores de qualidade dos cursos e servirão de referência para os processos posteriores de avaliação in loco. O Conceito Enade considera exclusivamente o desempenho dos estudantes concluintes nas provas de formação geral e do componente específico. Com base nos resultados (insumos) do Enade, é calculado o Conceito Preliminar de Curso (CPC), no ano seguinte à realização do Exame de cada área. O cálculo do CPC combina diversas medidas relativas à qualidade do curso, a saber: o desempenho dos estudantes concluintes no Enade; o corpo docente com a titulação e o regime de trabalho; as informações sobre infraestrutura obtidas a partir do questionário do estudante; os recursos didático-pedagógicos obtidos pelo questionário do estudante e os resultados do Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) que são os insumos oriundos do desempenho dos estudantes nas provas do Enade e Enem, a partir de seus respectivos questionários. As notas técnicas específicas descrevem possíveis alterações no cálculo do CPC e ficam disponíveis na página eletrônica do INEP (www.portalinep.gov.br/notastecnicas). 3 Portaria Normativa MEC 40/2007, art. 33-E.

13 13 No quadro a seguir, consta a composição do CPC: Fonte: GRIBOSKI, C., INEP, O CPC se constitui elemento de referência nos processos de avaliação in loco para subsidiar a renovação de reconhecimento dos cursos de graduação. Outro indicador de qualidade, instituído em 2008 para as Instituições, é o Índice Geral de Cursos (IGC), que é publicado anualmente pelo INEP e é calculado considerando os seguintes aspectos: a média ponderada dos últimos CPCs disponíveis dos cursos avaliados na instituição no ano do cálculo e nos dois anteriores, ponderada pelo número de matrículas (matriculados + formados, obtidos nos Censos) em cada um dos cursos computados; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela CAPES na última avaliação trienal disponível, convertida para escala compatível e ponderada pelo número de matrículas (matriculados + titulados ano do cálculo) em cada um dos programas de pós-graduação correspondentes; e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino (graduação, mestrado e doutorado).

14 14 O quadro a seguir ilustra essa forma de cálculo para o IGC: Fonte: GRIBOSKI, C., INEP, Para regulamentar o processo de divulgação dos resultados, o INEP publica anualmente Portaria específica 4 estabelecendo os procedimentos de divulgação dos indicadores de qualidade e informando sobre os insumos que sustentam o cálculo desses indicadores. Uma vez publicado o resultado final pelo INEP, esses indicadores se constituem referência nos processos de avaliação in loco para os cursos e às Instituições. A Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), vinculado ao sistema estadual de ensino, segue as normas para o funcionamento da Educação Superior no sistema Estadual de Santa Catarina, conforme determina a Resolução Nº 100, de 22 de novembro de 2011, do Conselho Estadual de Educação CEE/SC. No entanto, considerando o que determina a legislação federal que instituiu o e-mec, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação, avaliação e supervisão da educação superior, foi estabelecido um regime de cooperação entre o sistema estadual e o sistema nacional de avaliação. A cooperação foi formalizada mediante acordo entre o CEE/SC e a CONAES e, para a execução dos processos referentes à avaliação, são utilizados os instrumentos e critérios do SINAES, constituídos nas seguintes modalidades: 4 Portaria Normativa 386, de 17 de outubro de 2012.

15 15 Avaliação institucional (autoavaliação e avaliação externa in loco); Avaliação de cursos; Avaliação do desempenho dos estudantes. Os resultados considerados insatisfatórios (Conceito 1 ou 2 no IGC) incorrerão em diligências à Instituição, com determinações de ações e metas a serem cumpridas em prazo determinado para a superação dos fatores que conduziram aos resultados negativos. O descumprimento da diligência poderá resultar na suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos e cassação do credenciamento da instituição. Para os resultados insatisfatórios nos cursos (1 ou 2 no CPC) deverá ser solicitada nova avaliação in loco, instruída com um plano de melhorias, ou seja, relato das providências a serem adotadas pelo curso para a superação das fragilidades expressas no CPC. Se após nova avaliação in loco o curso continuar com conceito inferior a 3, serão sustadas as ofertas de vagas no curso avaliado. A partir de 2004, com a nova formatação do SINAES, a FURB continuou participando do Exame, considerando a sua importância para definição de metas e ações nos cursos e na instituição. Neste sentido, ações específicas e institucionais vêm sendo implementadas, dentre as quais citamos algumas já consolidadas: palestra informativa para Professores dos cursos avaliados; palestra informativa sobre o Enade (reforçando o Enade como parte integrante e importante da avaliação da educação superior) aos estudantes dos cursos avaliados; formação específica sobre o Enade aos Coordenadores de Curso no Programa de Formação Institucional da Universidade; campanha interna do Enade: cartaz personalizado para as salas de aula do curso; marketing com mensagens aos estudantes inscritos; página do Enade na FURB, desde 2008, em testeira institucional para os locais de prova; quiosque institucional e recepção aos estudantes. Instalação de um quiosque em cada um dos locais de prova para servir de apoio aos estudantes no dia da prova (recepção);

16 16 após a publicação dos resultados: análise dos indicadores de qualidade, seus insumos e análise do Relatório do Curso expedido pelo INEP; análise crítica das provas do Componente Específico pelos docentes da área, com o objetivo de produzir material de apoio aos docentes e discentes. Estabelecer uma política interna de avaliação e de acompanhamento nos cursos de graduação com base nos referenciais de qualidade do SINAES, é uma possibilidade de qualificar os espaços de ensino-aprendizagem, planejamento e execução de ações. Nesse sentido, a FURB desenvolve ações institucionais e específicas de curto, médio e longo prazo para a melhoria da qualidade do ensino. Essas ações envolvem diretamente a coordenação do curso, assessoria pedagógica, professores e equipe de apoio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação. Buscar a participação dos estudantes nesse processo para aproximá-los da instituição, é um desafio para concretizar a mudança e consolidar internamente uma cultura de avaliação que permita, como escreve HADJI (2001), ir para além de diagnosticar, ou seja, é preciso prognosticar e energizar esse processo voltado às exigências e ciclo avaliativo do SINAES. A análise dos resultados focadas em ações tem proporcionado discussões para revisão dos projetos pedagógicos, numa definição de estratégias de ensino, busca por investimentos para a manutenção e melhoria da infraestrutura, qualidade do corpo docente (contratação e capacitação dos mesmos) e comprometimento com a qualidade do ensino.

17 17 O processo de análise das questões do ENADE Me. Silvana Scheidemantel Schroeder Coordenadora do Curso de Enfermagem - FURB Dra. Marcia R. Selpa de Andrade Assessora Pedagógica- CCS/PROEN- FURB Dr. Marcus Vinicius Marques de Moraes Apoio docente ao ENADE/ PROEN- FURB Este livro é uma iniciativa do Curso de Enfermagem e da Assessoria Pedagógica do Centro de Ciências da Saúde apoiada pela Divisão de Políticas Educacionais da Pró-Reitoria de Ensino da Universidade Regional de Blumenau. Em sua primeira edição, traz na sua essência o processo de análise das questões específicas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), que avalia as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes. O curso de Enfermagem que prestou a prova no ano de 2010 será o primeiro dos cursos a fazer parte desta iniciativa que tem como propósito subsidiar e preparar os acadêmicos formandos para os próximos ENADEs. Este estudo visa, também, contribuir para a formação dos professoresenfermeiros visto que estes fizeram uma profunda análise dos enunciados das questões das áreas específicas dessa profissão. Compreendemos que elaborar questões de uma prova não é uma tarefa tranquila para os docentes, pois, há aspectos técnicos e pedagógicos que necessitam ser considerados durante as etapas de elaboração, execução e avaliação de uma prova. Foi um grande desafio para um grupo de professores do Curso de Enfermagem da Universidade Regional de Blumenau FURB. Essa inquietação iniciou quando após a realização da prova, em 2010, os professores do curso, ficaram curiosos e ansiosos em saber, afinal, o que caiu na prova! Com a divulgação das provas e gabaritos, cada professor procurou saber o que foi abordado em sua área, procurando relacionar com a proposta curricular do curso. A partir de então, com o intuito de familiarizar os acadêmicos com o tipo de questão e linguagem da prova, e buscando sempre a excelência no curso, procuramos, ao longo deste tempo, propor provas com questões integradas de estilo semelhante à do ENADE. Isto, porém, não nos bastou, e em 2012 a partir das oficinas pedagógicas, com a colaboração da Assessoria Pedagógica, Apoio Docente - DPE/ PROEN e Coordenação do Colegiado do Curso de Enfermagem, iniciamos o

18 18 processo de análise das questões da prova - ENADE, observando-a de forma integrada e pedagógica, dentro das grandes áreas apresentadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Enfermagem (Resolução CNE/CES Nº 3, de 7 de novembro de 2001). Foram estabelecidos vários encontros presenciais, que fizeram parte da formação docente, bem como interlocuções individuais para que tornasse possível a construção deste material. Deixamos claro que a organização das questões a seguir apresentadas, foi realizada de acordo com o entendimento e vivência docente no Curso de Enfermagem da Universidade Regional de Blumenau. Embora tenhamos dividido as questões em grandes áreas (previstas pelas Diretrizes na Portaria Inep nº 217 de 13 de julho de 2010) percebemos que muitas questões poderiam estar categorizadas em mais de uma grande área, o que mostra a integração do conhecimento entre elas e a impossibilidade de segmentar o cuidado ao ser humano, bem como os estudos. Segundo esta análise, foi observada uma desproporção em relação à distribuição das questões dentro das grandes áreas. Os enunciados, no geral, estavam bem elaborados, mas dando a impressão de terem sido tiradas de um banco de questões e desconexas entre si, abordando, por vezes duplamente, o mesmo assunto em detrimento de outros. Observamos a característica da regionalidade em algumas questões, o que prejudica o entendimento dos acadêmicos no geral. Também nos chamou atenção o alto índice de questões anuladas 20% das questões específicas. Obviamente, a cada ano as questões serão novas, e, certamente, mais qualificadas, visto que o Banco Nacional de Itens (BNI) é uma estratégia que vem se consolidando desde Os temas abordados também serão outros, o que, a exemplo de um vestibular, faz com que seu conteúdo seja uma surpresa, em decorrência de temas que poderão ser incluídos. Mas entendemos que o cerne da avaliação nacional deva ser de conhecimento geral, ou seja, a partir de uma formação profissional generalista, procurando abrangem temas que possam ser pertinentes à todo o país e não somente a uma determinada região. Esperamos com este estudo contribuir para o enriquecimento de nossa profissão, qualificando o processo ensino aprendizagem, e por sua vez na formação dos futuros profissionais, não somente de nossa Universidade, mas de todo o Brasil. Agradecemos a colaboração dos docentes, discentes do Curso de Enfermagem, e equipe da DPE/PROEN da Universidade Regional de Blumenau que envolveram -se nesse processo.

19 19 Análise das Questões da Prova de Bases Biológicas e Sociais da Enfermagem Ao ingressar em uma universidade, todo acadêmico espera encontrar disciplinas imediatamente relacionadas à sua futura profissão, como ingressar nas clínicas, usar jalecos e ter contato com pacientes. Porém, o universitário logo se depara com as Disciplinas Básicas, as quais são, muitas vezes, analisadas como dispensáveis e irrelevantes para sua formação. As disciplinas básicas, tais como anatomia humana, biologia celular, histologia e embriologia, fisiologia, genética, bioquímica, microbiologia, parasitologia, dentre outras, são consideradas o alicerce de todas as disciplinas clínicas. São, portanto, disciplinas instrumentais e indispensáveis, pois significam tudo aquilo que será usado, um instrumento, uma ferramenta, uma atividade intelectual eficaz. Logo, conhecê-las bem é uma necessidade. Temos inicialmente no curso de Enfermagem as Ciências Morfológicas, que incluem a Anatomia, a Histologia e a Embriologia, afeitas originalmente ao estudo macroscópico e microscópico da estrutura dos seres vivos, particularmente do homem e de sua evolução embriológica. Atualmente, importante área que tem se sobressaído nestas ciências é a Biologia Celular, que trata do estudo da estrutura e função dos componentes celulares e subcelulares in vivo. Tomemos como exemplo as disciplinas da área morfológica como anatomia, histologia, embriologia e biologia celular, uma das colunas fundamentais que dão sustento às ciências da saúde, e vamos mostrar que seu entendimento é necessário para um bom proceder profissional. A estrutura das aulas da área morfológica apresenta dois momentos distintos: a parte teórica, na qual são apresentados os conceitos e definições dos sistemas e órgãos do corpo humano; e a parte prática, que, utilizando-se de peças anatômicas naturais ou lâminas ou ainda eletromicrografias, em um laboratório, fazendo-se o estudo das características gerais e de suas interrelações. Não é apenas a visualização de estruturas, mas a aplicação no dia a dia dos alunos. Acreditamos na importância do uso do cadáver nas aulas práticas para a formação da personalidade e da ética profissional, já que o cadáver poderia ser considerado como o primeiro paciente do acadêmico na área de saúde, assim como as lâminas histológicas o primeiro material para a realização de uma série de diagnósticos a serem utilizados na patologia. Além da aquisição do conhecimento científico, as aulas práticas de disciplinas da área morfológica, principalmente a anatomia humana podem ser consideradas como ponto de partida para o progresso de conscientização do processo de vida e morte. Quando o acadêmico está em prática de estágio, ele se conscientiza da importância do que foi aprendido pela experiência das aulas

20 20 de anatomia, pois compreende com maior clareza a dimensão da vida e da morte, no mundo do cuidar hospitalar. No curso temos ainda, um conjunto de disciplinas que aborda os processos de interação entre parasitas e hospedeiros, principalmente por parte de microrganismos patogênicos, objeto de estudo da Microbiologia, além de Parasitologia, que estuda a infecção por parte de protozoários (por exemplo, amebas) e helmintos (entre outros, vermes). Ainda são estudados os mecanismos de proteção dos organismos vivos contra essas infecções, que incluem a análise de processos químicos e celulares de defesa. Este ensino envolve significativa parcela de exercícios práticos que necessitam de forte infraestrutura laboratorial e fornecimento de suprimentos especializados para que possa fornecer dados que colaborem com a melhora do aproveitamento das disciplinas profissionalizantes. Nesse sentido, o ensino nas ciências da saúde está cada vez mais interligado através da interdisciplinaridade, na necessidade de se buscar um modelo educacional que reúna uma sólida formação científica, ética e humanista às responsabilidades profissionais, porque o mercado de trabalho apresenta um dinamismo constante entre as necessidades deste trabalho e a atuação profissional. Assim, a educação deve instrumentalizar o homem como um ser capaz de agir sobre o mundo e, ao mesmo tempo compreender a ação exercida. QUESTÃO 13 - Autores: Hercilio Higino da Silva Filho, Keila Zaniboni Siqueira Batista docente FURB Avalie as asserções a seguir: As parasitoses intestinais provocadas por protozoários e helmitos são infestações que podem desencadear alterações no estado físico, psicossomático e social, interferindo diretamente na qualidade de vida de seus portadores, principalmente em crianças. PORQUE A disseminação das parasitoses também pode ocorrer por meio do contato interpessoal com pessoas infectadas que habitam a mesma residência, principalmente em moradias menores que favorecem o confinamento, reforçando a importância da investigação parasitária na população materno-infantil. Analisando a relação proposta entre as duas asserções acima, assinale a opção correta

21 21 A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. B) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. C) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. D) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. E) As duas asserções são proposições falsas. Gabarito: alternativa B COMENTÁRIO: Nessa questão, devemos analisar as asserções separadamente como frases corretas ou incorretas e, posteriormente, verificar a dependência entre elas, isto é, se uma justifica a outra. Na primeira frase do enunciado temos um trecho correto. As doenças parasitárias causadas por helmintos e protozoários são uma das manifestações mais comuns em pediatria e responsáveis por um significativo número de internações. No Brasil, 66% das crianças em idade escolar são parasitadas, sendo comum o multiparasitismo e a associação entre desnutrição e anemia. Esse dado traduz uma piora da saúde, bem como do rendimento escolar e do desenvolvimento físico da criança. Indivíduos que vivem em condições precárias de saneamento básico, de abastecimento de água e de habitação, e sem hábitos de higiene pessoal e coletiva são os mais propensos à aquisição de enteroparasitoses. A prevalência de parasitoses é alta em locais onde as condições de vida e de saneamento básico são insatisfatórias ou inexistentes. O desconhecimento de princípios de higiene pessoal e de cuidados na preparação dos alimentos facilita a infecção e predispõe a reinfecção em áreas endêmicas. Diante do exposto, conclui-se que ambas as frases estão corretas, porém uma não justifica corretamente a outra. REFERÊNCIAS: ANDRADE, E. C.; LEITE, I. C. G.; RODRIGUES, V. O. et al. Parasitoses intestinais: uma revisão sobre seus aspectos sociais, epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. Rev. APS, Juiz de Fora, v. 13, n. 2, p , abr./jun

22 22 MANFROI, A.; STEIN, A.T.; CASTRO FILHO, E.D. Projeto Diretrizes: Abordagem das Parasitoses Intestinais mais Prevalentes na Infância. Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, NEVES, D.P. et al. Parasitologia Humana. 12a edição, Ed. Atheneu, QUESTÃO 14 - Autora: Hercilio Higino da Silva Filho, Keila Zaniboni Siqueira Batista - docente FURB A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral, de evolução benigna na forma clássica e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. É uma importante arbovirose (doença transmitida por artrópodes) que afeta o homem e constitui um sério problema de saúde pública, especialmente nos países tropicais, inclusive no Brasil. O principal vetor da dengue é o mosquito Aedes aegypti. No que tange à suscetibilidade e imunidade à dengue, assinale a opção incorreta. A) A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. B) A imunidade não é permanente para um mesmo sorotipo. C) A resposta primária se dá em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus, e o título de anticorpos se eleva lentamente. D) A resposta secundária se dá em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiveram infecção prévia por flavivírus, e o título de anticorpos se eleva rapidamente em níveis altos. E) A suscetibilidade à febre hemorrágica da dengue não está totalmente esclarecida. Gabarito: alternativa B COMENTÁRIO: A alternativa incorreta é a B, uma vez que os diferentes sorotipos do vírus da dengue, entre outros vírus, carregam antígenos de superfície ou moléculas antigenicamente distintas em sua superfície viral, as quais desencadeiam respostas imunológicas específicas. Dessa forma, um sorotipo viral gera a produção de anticorpos específicos a ele, além de células de memória que, por sua vez, são ativadas rapidamente numa segunda exposição ao mesmo sorotipo (resposta secundária). Nesse estágio secundário, a resposta imune humoral tem ampla magnitude e é rapidamente montada, fazendo com que o sorotipo em questão seja neutralizado antes da manifestação dos sintomas da doença, ou até mesmo antes da infecção das células-alvo. Concluindo, a imunidade desenvolvida é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga),

23 23 existindo, contudo, imunidade cruzada (heteróloga) temporária para os demais sorotipos. A infecção produz imunidade apenas contra os tipos 1, 2, 3 ou 4, que causaram a doença. Em outras palavras, se a infecção foi com o tipo 2, a pessoa pode ter novamente a dengue causada pelos vírus dos tipos 1, 3 ou 4. Na alternativa A, temos uma afirmação verdadeira. A suscetibilidade ao vírus da dengue não sofre nenhuma influência da idade, do sexo, da raça ou de outro parâmetro. O único ponto que sofre influência é a sua epidemiologia, dependendo da localização geográfica dos países e do grau de ocorrência dos artrópodes relacionados à transmissão do vírus. A doença se alastrou por vários países, disseminando-se devido à existência de condições favoráveis, como as ambientais, relacionadas ao vetor ou à população. Pode-se resumir sua distribuição geográfica como pantropical. Segundo a agência da ONU, a cada ano, de 50 a 100 milhões de pessoas são afetadas pelo vírus. Os casos são mais frequentes em áreas urbanizadas e com grande movimento de pessoas. As zonas de risco estão nas regiões tropicais e subtropicais. As áreas mais atingidas pelo mosquito da dengue são a América Latina, o Sudeste da Ásia e o Pacífico. Nas alternativas C e D, temos afirmações verdadeiras que podem ser argumentadas da mesma forma. A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária ou secundária. A resposta imunológica à infecção aguda é primária em pessoas não expostas previamente ao vírus da dengue, ou secundária em pessoas que tiveram infecção prévia. Na alternativa E, temos uma afirmativa verdadeira. A suscetibilidade à dengue hemorrágica não está totalmente esclarecida. As hipóteses que procuram explicar sua ocorrência relacionam o aparecimento da dengue hemorrágica à virulência da cepa infectante (Teoria de Rosen), à ocorrência de infecções sequenciais por diferentes sorotipos num período de três meses a cinco anos (Teoria de Halstead) e a fatores de risco relacionados ao hospedeiro, como idade, sexo, estado imunitário e outros (Teoria da Multicausalidade). Na Teoria de Rosen, existe uma relação entre o aparecimento da dengue hemorrágica e a virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves são resultantes de cepas extremamente virulentas. Por outro lado, a Teoria de Halstead afirma que a resposta imunológica, na segunda infecção, é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença. Por fim, a Teoria Integral de Multicausalidade, que tem sido proposta por autores cubanos, relata que se aliam vários fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa.

24 24 Sugere-se dar preferência à escolha da alternativa correta, e não da incorreta. Esta última formulação é considerada antipedagógica. REFERÊNCIAS CONTROLE DE ENDEMIAS (SUCEN) - Diretoria de Combate a Vetores (DCV). Guia básico de Dengue Acesso em setembro de Disponível em: RAMOS JUNIOR. A.N. et al. Dengue. In: Batista et al. Medicina Tropical Abordagem atual das Doenças Infecciosas e Parasitárias. Cultura Médica, 2001, p VOLTARELLI, J.C. et al.imunologia Clínica na Prática Médica. São Paulo: Editora Atheneu, ª ed. 377 p. il. QUESTÃO 15 - Autoras: Claudia Almeida Coelho de Albuquerque, Mara Sandra Giacomini Pivesso e Sara Cristiane Barauna docentes FURB A esclerose múltipla é uma doença autoimune, crônica, que afeta o sistema nervoso central provocando dificuldades motoras e sensitivas, comprometendo a qualidade de vida de seus portadores. Os sintomas caracterizam-se por distúrbios visuais, perda de sensibilidade dos membros inferiores, fadiga, disfunções motoras e dor. A patologia é um processo inflamatório que causa uma lesão nos axônios neuronais e produz uma esclerose em vários locais do sistema nervoso central, conforme ilustra a figura abaixo.

25 25 Disponível me https://esclerosemultipla.wordpress.com/category/esclerose-multipla. Acesso em 10 ago Nesse contexto, qual a importância da bainha de mielina na função neurológica? A) Proteger as fibras nervosas contra agressões físicas, químicas e biológicas. B) Retardar a propagação dos impulsos através dos neurônios cerebrais motores. C) Dar consistência a fibra nervosa para que não seja comprimida por músculos. D) Isolar a fibra nervosa e permitir a condução saltatória dos potenciais de ação. E) Promover o transporte axonal que ocorre em vários pontos do sistema nervoso central. Gabarito: alternativa D COMENTÁRIO: De acordo com a APEM (Associação Paulista de Esclerose Múltipla), estima-se que, no Brasil, a incidência da esclerose múltipla seja de 10 casos para cada 100 mil habitantes. Em um estudo realizado no estado de São Paulo, foi demonstrada a incidência de 5/ habitantes (OLIVEIRA et al., 1999). Como citado no enunciado da questão, essa doença promove uma desmielinização progressiva dos axônios dos neurônios do sistema nervoso central, o que acarreta diversos problemas que prejudicam a qualidade de vida dos portadores, como a perda da visão, rigidez generalizada, visão dupla, fraqueza, dormência, dor, falta de equilíbrio e comprometimento intelectual (BRUNNER et al., 2005). A bainha de mielina é um sistema de membranas que envolvem os axônios dos neurônios. No sistema nervoso central, essa estrutura é formada por prolongamentos que partem dos

26 26 oligodendrócitos. Essas células possuem a capacidade de formar múltiplos segmentos da bainha de mielina em diferentes axônios ou em um mesmo axônio (SOLDAN; PIRKO, 2012). A formação da bainha de mielina envolve um processo complexo, dependente de diferenciação celular, interação com sinais provenientes do meio e alterações na morfologia da célula (GARTNER; HIATT, 2003). Nas doenças desmielinizantes, como a esclerose múltipla, qualquer um dos fatores acima citados pode sofrer alteração. Devido à sua composição e complexidade estrutural, a bainha de mielina torna-se suscetível às respostas inflamatórias autoimunes (SOLDAN; PIRKO, 2012). A alternativa A está incorreta, pois a estrutura da bainha de mielina não está diretamente relacionada com a função protetora, embora os prolongamentos dos oligodendrócitos possam indiretamente contribuir com o papel de sustentação. Estudos imunohistoquímicos de Simons e Trajkovic (2006) revelaram que a mielina de mamíferos conta com aproximadamente 70% do peso seco do SNC. Ela é composta por lipídeos (70-75% do peso seco) e proteínas (25-30%). O colesterol é encontrado em torno de 25%, os fosfolipídeos em torno de 40-45% e o restante, 25-30%, é de galactolipídeo (GalC). A alternativa B está incorreta, uma vez que a bainha de mielina é uma estrutura única formada por uma membrana lipídica rica em glicofosfolipídeos e colesterol que recobre os axônios e facilita a rápida comunicação entre os neurônios. A bainha de mielina acelera a condução do impulso nervoso, pois funciona como um isolante. Sendo assim, os impulsos ocorrem de maneira saltatória ao longo do axônio, através dos nódulos de Ranvier, que funcionam como replicadores, e o impulso é fortalecido e enviado em salvas, de nódulo em nódulo, onde os íons de sódio invadem o nódulo e em seguida os canais de potássio se abrem para propulsionar o impulso até o nódulo seguinte. A influência que a mielina pode causar na velocidade de condução ocorre através da regulação do diâmetro do axônio, da espessura da bainha de mielina, do número e do espaço de nódulos de Ranvier, da estrutura nodal e da composição molecular dos canais de íons nas regiões nodais e paranodais (MENDES et al., 2011). A alternativa C está incorreta, pois dar consistência ou resistência à fibra nervosa não tem relação com a função da mielina, e sim com a função da estrutura do tecido conjuntivo, rico em colágeno, que envolve o nervo, no SNP endoneuro, perineuro e epineuro (GARTNER; HIATT, 2003). A alternativa D está correta, porque, para aumentar a velocidade de condução do potencial de ação, os axônios são envolvidos por uma camada isolante constituída por lipídeos e algumas proteínas: a bainha de mielina. Essa bainha é interrompida de intervalo em intervalo por espaços regulares denominados nós de Ranvier, os quais têm sido considerados uma estrutura essencial

27 27 para a condução de impulsos nervosos rápidos, pois é nesses locais não isolados do axônio que o potencial de ação se regenera (KANDEL et al., 2003). A alternativa E está incorreta, pois o transporte axonal é dependente de estruturas do citoesqueleto celular e/ou neuronal. O citoesqueleto é composto por um conjunto de proteínas responsáveis por garantir a forma da célula e a movimentação celular, promover a adesão célulacélula e, dentre outras funções, permitir o transporte intracelular de organelas e vesículas (ALBERTS, 2006). Os microtúbulos são componentes do citoesqueleto localizados no citoplasma das células e nos axônios dos neurônios. Essas estruturas permitem o transporte de vesículas axonais com o auxílio de proteínas motoras que utilizam a energia proveniente da hidrólise do ATP. As dineínas e as cinesinas constituem um grupo de proteínas motoras que transportam as vesículas do terminal axonal em direção ao corpo celular e do corpo celular para o terminal axonal, respectivamente (ALBERTS, 2006). REFERÊNCIAS ALBERTS, B. Fundamentos da biologia celular.2ed. Porto Alegre: Artmed, BRUNNER, L. S.et al. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica.10ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, GARTNER, L.P.; HIATT, J. Tratado de Histologia em Cores. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, KANDEL, E.R.; SCHWARTZ, J.H.; JESSEL, T.M. Princípios da Neurociência. 3 ed. Barueri: Manole, MENDES, P.B.; MELO, S.R.Origem e Desenvolvimento da Mielina no Sistema Nervoso Central um estudo de revisão. Revista Saúde e Pesquisa, 2011; 4: OLIVEIRA, E.M.L.; ANNES, M.;OLIVEIRA, A.S.B.; GABBA, A.A. Estudo clínico de 50 pacientes acompanhados no ambulatório de neurologia UNIFESP-EPM. ArqNeuro-Psiquiatria 1999; 57(3B): SOLDÁN, M.M.P.; PIRKO, I. Biogenesis and Significance of Central Nervous Systema Myelin. SeminNeurol. 2012; 32:9-14.

28 Fundamentos de Enfermagem Na formação do enfermeiro generalista observa-se cada vez mais a necessidade de se utilizar uma abordagem integral no desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, objetivando de que o estudante possa incorporar em sua prática os aspectos sociais, legais, políticos e éticos que envolvem a sua profissão e a sociedade como um todo. Dentro desta grande área são abordados conteúdos referentes aos seguintes temas: cidadania e saúde, englobando as políticas públicas de saúde, as disciplinas saúde coletiva e epidemiologia; exercício profissional que envolve, além da legislação, os aspectos éticos da profissão e a bioética; o processo de investigação em saúde/ enfermagem e a biossegurança. O tipo de agrupamento de grandes áreas e áreas apresentado é peculiar ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, o que, muitas vezes, difere das organizações curriculares dos cursos de Enfermagem do país, visto que para a maioria dos cursos o Fundamento de Enfermagem inclui também disciplinas de cunho profissionalizante, tais como práticas de enfermagem e disciplinas das áreas básicas, como anatomia, fisiologia, histologia, entre outras. Isto fica claro na apresentação das questões específicas da prova. Observa-se a prevalência de questões relacionadas à área de saúde coletiva, em especial o tema de políticas públicas, sendo que os demais temas desta grande área não foram inclusos. Consideram-se os temas inclusos nesta grande área de relevância para a formação do profissional enfermeiro, como também do cidadão brasileiro, pois estes são fundamentais na produção de uma prática profissional coerente política e socialmente. A nosso ver porém, as áreas deveriam ser contempladas de forma mais equânime, pois foram distribuídas de forma desigual, abordando mais alguma áreas específicas em detrimento de outras. QUESTÃO 12 - Autores: Silvana Scheidemantel Schroeder e Jarbas Galvão docentes FURB Um paciente internado na clínica médica há 12 dias, com história de fratura de fêmur esquerdo, faz uso de anticoagulante. Estão prescritos UI de heparina IV de 12/12 horas. No posto da unidade de internação, há um frasco de heparina de 5 ml, contendo UI/mL. Quantos mililitros de heparina o enfermeiro deve ministrar ao paciente em cada horário?

29 29 a) 1,8 b) 2,0 c) 2,2 d) 2,4 e) 3,5 Gabarito: alternativa D. COMENTÁRIO: A heparina é um anticoagulante cuja via de administração é subcutânea ou endovenosa. Sua apresentação é em Unidades Internacionais e pode ser em frasco-ampola de 5.000UI/ml (25.000UI/5ml), em ampolas (5.000UI/0,25ml) e nas seringas já preparadas (de acordo com o fabricante). Sua dosagem é calculada com base nas provas de coagulação e no diagnóstico do paciente. O enfermeiro deve estar atento aos locais de aplicação e realizar o rodízio (abdome, coxas, braço), buscando sinais de hematomas. Deve-se evitar, se possível, durante o tratamento com a heparina, a administração de medicamentos via intramuscular. A dosagem é calculada com base numa regra de três, de acordo com a apresentação disponível na instituição. Neste caso a conta ficaria assim: UI ml UI X X= UI x 1 ml 5.000UI X= 2,4 ml REFERÊNCIAS DICIONÁRIO DE ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS: DEF ed. Rio de Janeiro: Publicações Científicas, 2011.

30 30 LIMA, Ana Beatriz Destruti de. Cálculos e conceitos em farmacologia. 14 ed. São Paulo: Ed. Senac TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem. 8 ed. Porto Alegre: Artmed, QUESTÃO 17 - Autora: Margot Friedmann Zetzsche docente FURB A Estratégia de Saúde da Família (ESF) vislumbra a transformação do modelo assistencial em curso no país. A Política de Saúde Mental também objetiva a transformação do modelo, e uma de suas estratégias constitui-se nos Centros de Apoio Psicossocial (CAPS). Os CAPS e as ESF são processo simultâneos, porém ainda pouco articulados. As práticas de ESF e Saúde Mental assemelham-se quanto A) Adotam a abordagem individual. B) Dão ênfase aos deveres dos usuários. C) Reconhecem as pessoas por seus quadros patológicos. D) Elegem o território como lócus de coprodução de saúde. E) Visam aumentar a autonomia do profissional frente às condições de trabalho. Gabarito: alternativa D. COMENTÁRIO: Os serviços de saúde mental inserem-se em todos os níveis de complexidade do SUS e compõem a rede de atenção à saúde e a rede de atenção psicossocial. Considerando-se a lógica de construção do SUS, que privilegia os cuidados comunitários, a integralidade da atenção e a inserção do indivíduo em seu território, o cuidado em saúde mental deverá conceitualmente ser um cuidado compartilhado pelas equipes. As equipes de atenção básica e de atenção psicossocial deverão, necessariamente, passar por momentos de encontro e discussão com o olhar etnográfico, privilegiando os aspectos comunitários e a inserção do indivíduo em seu território, família e comunidade, além de suas crenças e sua história de vida. A alternativa A está incorreta, pois a abordagem é, por princípio, familiar e comunitária.

31 31 A alternativa B está incorreta, pois toda discussão sobre saúde deve contemplar igualmente direitos e deveres. A alternativa C está incorreta. A abordagem é sempre pelo princípio da integralidade, vendo o indivíduo como biopsicossocial; nunca é centrada na doença. A alternativa D está correta, pois o território é o locus privilegiado de produção de saúde (CAMPOS, 2006). A alternativa E está incorreta. A autonomia do profissional se dá pelo conhecimento e inserção em sua prática profissional, e não pela aproximação ou não de ambas as práticas. A aproximação entre os serviços decorre da lógica de compreensão do cuidado, podendo, inclusive, possibilitar maior autonomia e criatividade para os profissionais (FREIRE, 1996). REFERÊNCIAS CAMPOS, Gastão Wagner de Souza Campos et al. Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec, Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, p. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, MENDES, E. V. Distrito Sanitário: o processo social de mudança das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde. São Paulo/Rio de Janeiro: HUCITEC-ABRASCO, QUESTÃO 18: ANULADA - Autora: Silvana Scheidemantel Schroeder docente FURB O paciente M. K., de 34 anos de idade, do sexo masculino, alérgico à dipirona e penicilina, encontra-se em primeiro pós-operatório de septoplastia, com tampão nasal limpo e seco e com queixa de cefaléia intensa durante o período da noite. Em sua prescrição médica, encontra-se receitada dipirona 1g EV S/N. O enfermeiro responsável pelo cuidado desse paciente, após avaliação da queixa, consultou o prontuário e, diante da prescrição, administrou a medicação, conforme indicação do cirurgião. Nesse caso, considera-se que a segurança do paciente está em risco por erro de= A) Administração de medicamento não autorizado.

32 32 B) Administração pela via errada. C) Prescrição. D) Preparo. E) Dose. Gabarito: alternativa C. COMENTÁRIO: O metamizol sódico, ou dipirona sódica, é usado como analgésico e antitérmico. Pode ser administrado por via oral ou parenteral. Seu metabolismo é através do fígado e é excretado pelos rins. A dipirona tem como reações adversas: ardor, edema, prurido, rubor e urticária. Porém sua maior reação adversa é a agranulocitose, ou trombocitopenia. Esse tipo de reação fez com que a dipirona fosse banida de praticamente toda a União Europeia e dos Estados Unidos. No Brasil ela é largamente comercializada. A prescrição de um medicamento é de responsabilidade do médico. Sabendo antecipadamente que o paciente era alérgico à dipirona, o profissional não deveria tê-la prescrito. Para tanto, uma anamnese completa pré-operatória deveria ter sido realizada. Essa anamnese faz ou deveria fazer parte da rotina pré-operatória. O médico deveria tê-la observado antes de prescrever o medicamento, pois a indicação de medicamentos é de sua responsabilidade. O enfermeiro não feriu a regra dos 5 certos: medicamento certo, dose certa, paciente certo, horário certo e via certa, porém seguiu a prescrição, que estava errada, colocando em risco a segurança e a vida do paciente. A alternativa A está incorreta, pois a medicação estava prescrita. A alternativa B está incorreta por não haver erro de via. As alternativas D e E estão incorretas, pois não houve erro de preparo ou dose. A alternativa certa é a C, pois a falha estava na prescrição. A questão foi anula provavelmente porque há uma falha ética grave ao envolver outro profissional. Não é uma questão que acrescenta conhecimento para o acadêmico de enfermagem. REFERÊNCIAS Dicionário de Especialidades farmacêuticas: DEF ed. Rio de Janeiro: Publicações Científicas, POTTER, Patrícia Ann; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de enfermagem. 7 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

33 33 TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem. 8 ed. Porto Alegre: Artmed, QUESTÃO 20 - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB O gráfico acima revela que a tuberculose continua sendo um preocupante problema de saúde no Brasil, exigindo o desenvolvimento de estratégias para o seu controle. Considerando que os casos bacilíferos são a principal fonte de disseminação da doença, para tentar interromper sua cadeia de transmissão, é fundamental a A) Realização de prova tuberculínica cutânea em todas as pessoas com casos suspeitos e em seus comunicantes. B) Percepção de que existem pessoas expostas aos bacilos que não desenvolvem a doença, mas a transmitem por meio de materiais de uso comum. C) Busca ativa de sintomático respiratório, isto é, de indivíduos com tosse por tempo igual ou superior a seis semanas. D) Compreensão de que o conceito de contato abrange os familiares que convivem no mesmo ambiente domiciliar com o caso índice no momento do diagnóstico da tuberculose. E) Descoberta precoce de caso novo por meio da busca ativa do sintomático respiratório na população com tosse há mais de três semanas. Gabarito: alternativa E. COMENTÁRIO:

34 34 A alternativa A está incorreta porque a prova tuberculínica cutânea não é a maneira mais eficaz de interromper a cadeia de transmissão da tuberculose. A melhor forma é através da busca ativa. A alternativa B está incorreta porque a transmissão da tuberculose ocorre por meio de gotículas contendo bacilos expelidos por um doente com tuberculose pulmonar ao tossir, espirrar ou falar, e não por meiro de materiais de uso comum (Caderno de Atenção Básica nº 21 do Ministério da Saúde, 2010). A alternativa C está incorreta porque a busca ativa do sintomático respiratório deve ser realizada para pessoas sintomáticas respiratórias com expectoração há pelo menos três semanas. O que pega nesta questão é o fato de ela afirmar com tosse por tempo igual a seis semanas. A alternativa D está incorreta porque afirma que o contato abrange familiares que convivem no momento do diagnóstico, mas pode tratar-se de pessoas que são parentes ou que não coabitam com um paciente com tuberculose. Não precisa ser somente familiares. A alternativa E está correta porque explica corretamente o que é busca ativa. De acordo com o Caderno de Atenção Básica nº 21, o sintomático respiratório é a pessoa que está com tosse há mais de três semanas. Nesta questão, o gráfico pode confundir o aluno e só foi utilizado para ilustrar, não tendo relação com o enunciado. Foi, inclusive, pouco pedagógico, pois a questão não solicita a sua análise. REFERÊNCIA BRASIL. Caderno de Atenção Básica nº 21 do Ministério da Saúde, Brasília, QUESTÃO 25: ANULADA - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB O acúmulo técnico-político dos três níveis de gestão do SUS, na implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e da Estratégia de Saúde da Família (ESF), elementos essenciais para a reorientação do modelo de atenção, tem possibilitado a identificação de um conjunto de questões relativas às bases conceituais e operacionais do que se tem denominado atenção básica à saúde no Brasil, e de suas relações com os demais níveis do sistema. Essa discussão fundamenta-se nos eixos transversais da universalidade e da equidade, em um contexto

35 35 de descentralização e controle social da gestão, princípios assistenciais e organizativos do SUS, consignados na legislação constitucional e infraconstitucional. Considerando o texto como referência inicial, assinale a opção correta acerca da atenção básica em saúde. A) O Programa Saúde da Família é a estratégia prioritária para a reorganização da atenção básica, por ser um atendimento prestado por equipes especialistas que se responsabilizam pela sfamílias cadastradas em sua área. B) A equipe mínima para a ESF é composta por um médico da família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem, um dentista, agentes comunitários de saúde, um auxiliar e um técnico em higiene dental. C) A atenção básica é considerada a porta de entrada para o SUS por cuidar apenas da promoção da saúde e da prevenção primária. D) Cada equipe da ESF é responsável pelo acompanhamento de 3 mil pessoas ou 500 famílias de determinada área. E) O PACS substitui a ESF em municípios com menos de 50 mil habitantes. Gabarito: alternativa E. COMENTÁRIO: A alternativa A está incorreta porque afirma que O Programa Saúde da Família presta atendimento por equipes especialistas e, ao utilizar esse termo especialistas, se refere a um atendimento de referência, como a Policlínica, com profissionais especialistas. A alternativa B está incorreta porque a equipe mínima para a ESF é composta por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e ACS, conforme a PORTARIA Nº 2.488, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica. Existem 2 modalidades de equipes de saúde da família: a modalidade 1 é a equipe mínima e a 2 engloba a odontologia. A alternativa C está incorreta porque afirma que a atenção básica cuida apenas da promoção e prevenção: falta a recuperação da saúde. Todas as questões que possuem palavras excludentes, como apenas, somente etc., devem ser lidas com mais cuidado e reavaliadas (são, inclusive, antipedagógicas, portanto nem deveriam ser utilizadas no ENADE).

36 36 A alternativa D está incorreta porque afirma que 500 famílias são 3 mil pessoas, e não dá para determinar a quantidade de membros de cada família. O critério estabelecido na Portaria nº 648 é o número de famílias, e não de pessoas. A alternativa E está correta porque em municípios com menos de 50 mil habitantes o PACS substitui a ESF. A situação não corresponde à realidade de Blumenau e região, pois os municípios de Santa Catarina implantam a ESF, independentemente do número de habitantes. Para acertar esta questão, seria preciso proceder por eliminatória. Observa-se que as questões de saúde coletiva do ENADE levam muito em consideração a realidade das regiões mais carentes do Brasil. REFERÊNCIAS BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). QUESTÃO 27 - Autora: Gisele Cristina Manfrini Fernandes docente FURB O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSC) é uma diretriz para orientar o empresariado no estabelecimento de um plano de saúde ocupacional para o trabalhador. Em muitas atividades, há risco aumentado de aquisição e de transmissão de doenças infecciosas no ambiente de trabalho. É importante a educação em relação ao emprego correto das técnicas de proteção individual, assim como a indicação correta da vacinação adequada, preferencialmente ao ingresso do profissional em sua atividade. BALLALAI, I; MIGOWSKI, E. Imunização e Prevenção nas empresas: um guia de orientação para a saúde dos negócios e do trabalhador. Rio de Janeiro, São vacinas recomendadas para todos os profissionais de saúde pelo calendário de vacinação ocupacional da Sociedade Brasileira de Imunizações: A) Pneumocócica, meningocócica C conjugada e tríplice viral. B) Tríplice viral, hepatite A e B e cólera (oral) C) Febre amarela, meningocócica C conjugada e difteria, coqueluche e tétano. D) Hepatite A e B, meningocócica C conjugada e tríplice viral.

37 37 E) Raiva, meningocócica C conjugada e tríplice viral. Gabarito: alternativa D. COMENTÁRIO: A alternativa D é a correta, porque as vacinas da raiva, febre amarela, pneumocócica, cólera (oral), difteria, coqueluche e tétano (que constam nas alternativas incorretas) têm indicação específica e não constam como vacinação de rotina à saúde do trabalhador, a saber: Difteria, coqueluche e tétano: não se usa a vacina tríplice DTP a partir de sete anos de idade. Pneumocócica: indicada a todos os profissionais acima de 60 anos de idade ou incluídos no grupo de risco. Cólera (oral): oferece proteção cruzada contra a cólera, resultante da infecção com a bactéria Vibrio cholerae. É a mais grave dessas "enteropatias enterotóxicas", embora a infecção com Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC) seja a causa do maior número de casos, a chamada diarreia dos viajantes. Está disponível para pessoas que estarão visitando áreas de grande risco de diarreia causada por Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC). A imunização para cólera é indicada para trabalhadores que estarão visitando áreas com uma epidemia instalada ou prevista ou que permanecerão por período prolongado em áreas em que há risco de infecção por cólera. Febre amarela: indicada para habitantes de áreas endêmicas de febre amarela e para os que para lá se dirigem, e também para atender às exigências sanitárias de viagens internacionais. Raiva: indicada para profissionais que atuam em contato com animais, por exemplo, os profissionais veterinários em vigilância sanitária/epidemiológica. A vacinação é uma importante ação para a prevenção de determinadas doenças infecciosas de possível transmissão no ambiente de trabalho: hepatite B, hepatite A, varicela, sarampo, influenza (gripe), caxumba, rubéola, doença pneumocócica e doença meningocócica. Cabe ao médico do trabalho definir no PCMSO aquelas vacinas indicadas para cada trabalhador, levando em consideração os riscos biológicos a que ele está exposto. O profissional de saúde poderá se expor às doenças em suas atividades diárias ou em situações específicas de viagem, exposições ocasionais ou situações de surto, e esses fatos devem também ser levados em consideração no PCMSO. Além disso, o trabalhador, de acordo com sua atividade e a forma de transmissão das doenças, pode ser o veículo de transmissão dos agentes infecciosos. Dessa maneira, proteger os comunicantes também deve ser objetivo do PCMSO.

38 38 O item da NR 32 esclarece que outras vacinas além das citadas na própria NR (hepatite B, tétano e difteria) devem ser disponibilizadas gratuitamente pelo empregador. Para os profissionais da saúde, o Ministério da Saúde, por meio dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (Cries), oferece as seguintes vacinas: hepatite B, varicela e influenza (gripe). O médico coordenador do PCMSO deve complementar o programa de vacinação do trabalhador com base na avaliação dos riscos de contaminação apurados no Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais (PPRA). Para tal, de acordo com a atividade e as características do ambiente de trabalho, será definido o grau de risco para as doenças infecciosas que podem ser eficazmente prevenidas por vacinas (GOMES et al., 2007). Esta questão está mais voltada à Enfermagem do Trabalho, que é uma especialidade da enfermagem. Deveria ser usada a referência do Programa Nacional de Imunização (PNI) e da Política Nacional de Saúde do Trabalhador. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Normas de Vacinação. 3.ed. Brasília: Ministério da Saúde: Fundação Nacional de Saúde; 3ª Ed p. GOMES, A.; BALLALAI, I.; MOURA, M.M.; AZEVADO, P.; KFOURI, R.A.; ANGERAMI, R.N.; (Orgs). Associação Nacional de Medicina do Trabalho. Sociedade Brasileira de Imunizações. Atualização em Vacinação Ocupacional. Guia Prático QUESTÃO 28 - Autora: Cláudia Regina Lima Duarte da Silva docente FURB A Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem, aprovada em 2009, tem como objetivo a promoção da melhoria das condições de saúde da população brasileira, contribuindo para a redução das causas de morbidade e mortalidade através do enfrentamento racional dos fatores de risco e facilitando o acesso às ações e aos serviços de atenção integral à saúde (BRASIL, 2010). Hoje, no Brasil, duas a cada três mortes de adultos são de homens, o que reforça a necessidade de uma política específica de atenção a essa parcela da população. O gráfico abaixo apresenta as principais causas de mortalidade masculina brasileira de 20 a 59 anos de idade.

39 39 Com base no gráfico, conclui-se que A) Há relação inversa entre a mortalidade por causas externas e a mortalidade devida a doenças do aparelho circulatório nos extremos de idade> anos e anos de idade. B) As curvas de mortalidade por neoplasias, doenças do aparelho digestivo e do aparelho respiratório têm pouca variação entre si na vida adulta. C) A mortalidade por enoplasias entre em ascensão a partir dos 39 anos de idade e estabiliza na faixa etária de 50 a 59 anos de idade. D) As doenças do aparelho circulatório são responsáveis por grande parte da mortalidade durante toda a vida adulta. E) Causas externas e doenças do aparelho circulatório assumem curvas semelhantes após os 40 anos de idade. Gabarito: alternativa A. COMENTÁRIO:

40 40 A alternativa A está correta porque a observação das curvas de mortalidade por causas externas e de mortalidade por problemas circulatórios deixa claro que as duas linhas estão bem longe uma da outra (opostas) no início do gráfico (20-29 anos), e no final estão também opostas. A legenda dificulta a leitura, além de utilizar o termo aparelho digestivo, que não se usa mais; agora é digestório. A alternativa B está errada porque a curva de mortalidade por neoplasias tem uma variação muito grande em relação às doenças do aparelho digestivo e do aparelho respiratório. A alternativa C está errada porque a mortalidade por neoplasias não se estabiliza na faixa etária de 50 a 59 anos. Cresce, inclusive. A alternativa D está errada porque as doenças do aparelho circulatório começam a crescer mais a partir da faixa etária de 30 a 39 anos. A alternativa E está errada porque as causas externas diminuem após os 40 anos de idade. REFERÊNCIA Não foi utilizada nenhuma referência, somente interpretação do gráfico. QUESTÃO 33 - ANULADA - Autora: Margot Friedmann Zetzsche docente FURB Considerando a expansão da rede de serviços substitutivos no Brasil, conclui-se que:

41 41 A) A expansão do no de CAPS foi importante para a Reforma Psiquiátrica, mas ainda há dificuldade nos fluxos de usuários entre atenção básica e atenção especializada. B) O aumento de número de CAPS é importante para que as famílias sem condições de cuidar dos usuários com transtornos mentais possam ter uma instituição responsável por eles. C) Os CAPS como porta de entrada dos usuários com transtornos mentais para o sistema de saúde, devem atuar na lógica da reinserção social e cuidado interdisciplinar. D) O aumento do número de CAPS no país é incoerente com os Princípios da Reforma Psiquiátrica que busca diminuir o número de instituições que cuidam das pessoas com transtornos mentais. E) A inserção social dos usuários de CAPS se dá no interior do próprio sistema de saúde, por meio de atividades educativas e lúdicas. Gabarito: alternativa A. COMENTÁRIO: A expansão dos CAPS como serviços substitutivos aos antigos hospitais psiquiátricos preconiza o cuidado compartilhado com as equipes de atenção básica no território onde reside o usuário e com a sua família, preservando os direitos de cidadania e a inclusão social do usuário portador de sofrimento psíquico (BRASIL, 2004, p. 25). A alternativa A está correta, pois a expansão dos CAPS é indispensável como serviço de nível secundário e de suporte às equipes de atenção básica e saúde da família. As dificuldades nos fluxos de usuários entre atenção básica e atenção especializada devem-se ainda, principalmente, à falta de compreensão de profissionais de saúde e gestores em geral das formas de cuidado, tratamento e inclusão para o portador de sofrimento psíquico. A alternativa B está incorreta porque segundo o manual do Ministério da Saúde Saúde Mental no SUS Os Centros de Atenção Psicossocial, o CAPS é um serviço de cuidados especializados que receberá os usuários que necessitam de acompanhamento intensivo e deverá promover o acompanhamento clínico e a reinserção social do indivíduo, fortalecendo os laços familiares (BRASIL, 2004, p. 13).

42 42 A alternativa C está incorreta, pois, de acordo com as diretrizes para a política nacional de atenção básica e estratégia de saúde da família, fica neste nível, preferencialmente, a porta de entrada para os cuidados que necessitam de atenção para os níveis primário e secundário de qualquer das especialidades. A alternativa D está incorreta porque a reforma psiquiátrica preconiza, em todo o território nacional, a implantação gradativa de CAPS que prestem serviços de caráter comunitário e substitutivo ao antigo modelo manicomial, que era desagregador, medicalizador e hospitalocêntrico (BRASIL, 2004, p. 12). A alternativa E é incorreta porque a inserção do usuário se dá na comunidade como um todo, e não apenas nos serviços de saúde. A promoção da inclusão abrange amplo campo de atividades, além do lúdico e do educativo, inclusive, quando possível, com a reinserção no mercado de trabalho (BRASIL, 2004, p. 13). REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Direitos dos usuários de serviços e das ações de saúde no Brasil: legislação federal compilada 1973 a 2006 Brasília: editora do Ministério da Saúde, p. QUESTÃO 34 - Autora: Marisa Schwabe Franz docente FURB A Sra. AMB, com 72 anos de idade, viúva e aposentada, reside com um filho casado, a nora e dois netos adolescentes. Deambula com dificuldades devido à artrose nos joelhos e recusa uso de meio compensatório (bengala). Ela comparece sozinha ao Centro de Saúde da Família (CSF) para as consultas e outros procedimentos necessários à manutenção de sua saúde. Tem limitação cognitiva e visual para entender as condutas terapêuticas prescritas. A estrutura física da residência potencializa o risco de quedas e outros acidentes.

43 43 Considerando que o artigo 3º. Inciso I, da Lei Nº.8842/1994, determina que a família, a sociedade e o estado, tem o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito a vida, avalie as afirmativas abaixo: I. A Sra. AMB apresenta risco potencial de quedas em decorrência da limitação física e visual, agravado pelas barreiras arquitetônicas e por se deslocar sem acompanhante e sem bengala. II. Para a promoção da saúde e do bem-estar da Sr. AMB, o Enfermeiro deve orientar a família acerca da aquisição de cadeiras de rodas e de dispositivos auditivos, além de evitar deslocamentos fora de sua residência. III. A Equipe de Saúde da Família do CSF deve solicitar o acompanhamento de familiares para a Sra. AMB quando do deslocamento fora do domicílio, principalmente durante seu tratamento no CSF. IV. Na visita domiciliária, o enfermeiro deve capacitar a família da Sra. AMB para a promoção da segurança no domicílio, tendo em vista os fatores ambientais desfavoráveis à ocorrência de quedas e outros acidentes. V. Para a promoção da segurança ambiental e atendimento adequado e seguro, a Sra. AMB deve residir em instituição asilar. É correto apenas o se afirma em A) I, II e V B) I, III e IV C) I, III e V D) II, III e IV E) II, Iv e V Gabarito: alternativa C COMENTÁRIO: A alternativa I é correta, pois, devido à sua limitação física e visual, a Sra. AMB corre o risco de sofrer quedas e injúrias, em associação ao seu deslocamento sem o uso de bengala. A família deve buscar a utilização de dispositivos de auxílio à marcha (quando necessário), como a bengala e os andadores, para auxiliar no deslocamento seguro. Outro fator que também colabora

44 44 para um maior risco de queda é o fato de a estrutura física de seu ambiente familiar possuir obstáculos ambientais, os quais podem transformar-se em séria ameaça à sua segurança e mobilidade, impossibilitando-a de realizar seu deslocamento seguro. De acordo com o Ministério da Saúde (BRASIL, 2006), as principais complicações das quedas são lesões de partes moles, restrição prolongada ao leito, hospitalização, institucionalização, risco de doenças iatrogênicas, fraturas, hematoma subdural, incapacidade e morte. Eis algumas medidas práticas para minimizar as quedas e suas conseqüências entre as pessoas idosas: a) Educação para o autocuidado. b) Utilização de dispositivos de auxilio à marcha (quando necessário), como bengalas, andadores e cadeiras de rodas. c) Utilização criteriosa de medicamentos, evitando-se, em especial, os que podem causar hipotensão postural. d) Adaptação do meio ambiente (na residência e em locais públicos): Acomodação de gêneros alimentícios e de outros objetos de uso cotidiano em locais de fácil acesso, evitando a necessidade do uso de escadas e banquinhos. Orientação para a reorganização do ambiente interno à residência, com o consentimento da pessoa idosa e da família. Instalação de um diferenciador de degraus nas escadas, de iluminação adequada e corrimãos bilaterais para apoio, bem como e retirada de tapetes no início e no fim da escada. Instalação de pisos antiderrapantes e barras de apoio nos banheiros. Evite-se o uso de banheiras e oriente-se o banho sentado quando da instabilidade postural e a não trancar o banheiro. A alternativa II está incorreta. O uso de cadeira não se justifica, pois a Sra. AMB é capaz de deambular com o auxílio de bengala. Necessário se faz a presença de familiar ou responsável junto à Sra. AMB, quando da sua saída do ambiente domiciliar, seja para lazer como também para consultas médicas e acesso ao CSF, no atendimento de suas necessidades de saúde (procedimentos e dispensação de medicamentos, dentre outros). A alternativa III está correta idem COMENTÁRIOs da afirmativa II. A alternativa IV está correta, pois o enfermeiro deve empoderar a família e a Sra. AMB para o autocuidado apoiado, inclusive com relação ao ambiente seguro e confortável, adaptado às suas necessidades. Nesse contexto, a educação em saúde vem ao encontro de estratégias que busquem viabilizar o autocuidado e a corresponsabilidade pela sua saúde. Valorizar a educação das pessoas usuárias, de forma a que mudem seus comportamentos em relação à condição de saúde e

45 45 que participem proativamente do plano de cuidados, é um elemento essencial da gestão da condição de saúde e parte de sua função educacional (MENDES, 2011). A alternativa V está incorreta pelo fato de que o idoso deve permanecer no convívio com a família, a qual deve garantir a esse familiar os cuidados necessários e a prevenção de novos agravos à sua saúde, evitando a instituição de longa permanência, considerando que o artigo 3º, inciso I, da Lei Nº. 8842/1994 determina que a família, a sociedade e o estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica Brasília : Ministério da Saúde, p. il. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n. 19) ISBN 85-Cadernos de Atenção Básica Nº 19.Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. MENDES, Eugênio Vilaça. As redes de atenção à saúde. / Eugênio Vilaça Mendes. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, p.: il. QUESTÃO 36 - Autora: Marisa Schwabe Franz docente FURB O gráfico a seguir apresenta o histórico da quantidade de leitos psiquiátricos/sus em Pernambuco, no período de 1991 a junho de 2009.

46 46 O período que vai da independência do país ao começo do século XX é conhecido como a primeira etapa da psiquiatria asilar do Brasil, marcada, de início, pela ocupação de enfermarias das Santas Casas pelos doentes mentais. (...) Assim como aconteceu nos outros hospícios, o Hospital da Tamarineira [em Pernambuco] (...) em pouco tempo excedeu sua capacidade de internos numa clara demonstração de falta de eficácia dos métodos de tratamento utilizados. Num cenário da mudanças políticas, a partir dos anos 30, foi iniciada a redução do número de internos. FAGUNDES, V.L.; BASTOS, O.; VASCONCELOS, M.G.L.; e LIMA FILHO, I. de A. Atenção à Saúde mental em Pernambuco: Perspectiva Histórica e Atual. In: Neurobiologia, 73 (1) jan./mar.2010 (com adaptações). Considerando as informações apresentadas e a operacionalização da Política Nacional de Saúde Mental, conclui-se que: A. a redução do número de leitos psiquiátricos ocorreu porque só era possível ofertar uma assistência de qualidade ao usuário caso fosse emitida autorização de internamento hospitalar ( AIH). B. a redução do número de leitos psiquiátricos no Brasil é atualmente, um grande problema que dificulta o atendimento aos usuários de acordo com os princípios da reforma psiquiátrica. C. o internamento psiquiátrico involuntário deve ser realizado como uma forma de assegurar ao usuário com transtorno mental o tratamento adequado, já que ele não pode tomar decisões. D. a criação de uma rede substitutiva de serviços de saúde mental acompanhou a desinstitucionalização dos pacientes com transtornos mentais no Brasil. E. a redução de leitos psiquiátricos foi considerada positiva pela sociedade, porque foi acompanhada da expansão de vagas para pacientes portadores de patologias de maior gravidade no Brasil. Gabarito: alternativa D COMENTÁRIO:

47 47 A psiquiatria asilar ainda está presente nas representações sociais dos profissionais de saúde, a exemplo dos antigos modelos de asilamento dos portadores de hanseníase e tuberculose. Estas últimas doenças hoje são tratadas na atenção básica e secundária, e este fato é consenso geral entre os profissionais de saúde. À luz dos conhecimentos sobre o sofrimento psíquico e suas formas de enfrentamento de que dispomos hoje, pensar em asilar ad infinitum um portador de sofrimento mental soa tão absurdo como asilar um portador de tuberculose ou hanseníase. Porém a representação social do asilamento psiquiátrico (internação de longa permanência) persiste ainda no imaginário da população e entre muitos profissionais da saúde. Para o tratamento do sofrimento psíquico, as palavras-chave poderiam ser as mesmas das políticas do idoso, do deficiente físico, da criança portadora de deficiência cognitiva, etc.: AUTONOMIA e INSERÇÃO SOCIAL. A alternativa A está incorreta porque só existe hospitalização no SUS com a emissão do documento de internação chamado AIH Autorização de Internação Hospitalar, que será emitido sempre na ocasião da internação. A AIH não está vinculada à qualidade da assistência hospitalar. Esta deverá ser regulada por outras instâncias, como a VISA e os órgãos de classe. A alternativa B está incorreta porque a PNSM prevê a internação em leito psiquiátrico como último recurso terapêutico e a expansão dos CAPS como modelos de atenção substitutivos à internação que têm a missão de dar um atendimento diuturno às pessoas que sofrem com transtornos mentais severos e persistentes, num dado território, oferecendo cuidados clínicos e de reabilitação psicossocial, com o objetivo de substituir o modelo hospitalocêntrico, evitando as internações e favorecendo o exercício da cidadania e da inclusão social dos usuários e de suas famílias (BRASIL, 2004 p. 120). A alternativa C está incorreta, pois o portador de sofrimento psíquico, mesmo em crise, é cidadão e detentor de seus direitos civis. A internação psiquiátrica involuntária é um recurso extremo, utilizado apenas quando a vida está em risco, seja a do próprio usuário, seja a de outros, a quem esse usuário possa oferecer risco (BRASIL, 2007 p. 340). B, p.p.). Alternativa D está correta pela própria definição dos CAPS (vide referência da alternativa A alternativa E está incorreta. A redução de leitos psiquiátricos se deu em direção à desinstitucionalização proposta pela PNSM e à criação da rede de serviços substitutivos, e não para transformar essas vagas em leitos para outros tipos de especialidade. OBSERVAÇÃO: a segunda parte da alternativa que diz patologias de maior gravidade engloba uma representação social muito comum entre a população em geral e entre os próprios

48 48 profissionais de saúde inclusive dos serviços de urgência e emergência de que o sofrimento psíquico é menos grave do que os outros tipos de sofrimento. O gráfico é apenas ilustrativo e não tem relevância sobre a resposta. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Direitos dos usuários de serviços e das ações de saúde no Brasil: legislação federal compilada 1973 a 2006 Brasília: editora do Ministério da Saúde, p. QUESTÃO 38 - Autora: Judite Hennemann Bertoncini docente FURB A Estratégia Saúde da Família (ESF) é prioritária para a reorganização da atenção básica no Brasil, de acordo com os princípios doutrinários e organizativos do SUS. A operacionalização dessa estratégia pressupõe a responsabilização sanitária de uma equipe multiprofissional sobre uma determinada população residente em um território, com ênfase na promoção da saúde e na participação popular. O enfermeiro faz parte da equipe mínima da ESF (BRASIL, 2006). Considerando as premissas apresentadas, redija um texto dissertativo acerca do processo de trabalho da enfermagem na ESF, dando continuidade à situação descrita a seguir. Maria, enfermeira, residente em um município de pequeno porte, foi convidada para ser enfermeira da equipe da Unidade de Saúde da Família que será implantada em um bairro periférico desse município. COMENTÁRIO: O processo de trabalho do enfermeiro deve ser orientado pela Lei do Exercício Profissional 4.798/86, pela Resolução 358/2009 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), e pelas políticas públicas, neste caso, do Ministério da Saúde. A portaria 2.488/2011 define as atribuições gerais e específicas de cada

49 49 categoria profissional da equipe da ESF. Segundo essa portaria, o enfermeiro, junto com a equipe, participa do processo de territorialização, mapeamento da área de abrangência e cadastramento das famílias, do diagnóstico comunitário e do planejamento e implementação das ações de acordo com as necessidades da população adscrita, avaliando riscos e estabelecendo prioridades. Ele também tem a responsabilidade de planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS em conjunto com os outros membros da equipe; contribuir, participar, e realizar atividades de educação permanente da equipe de enfermagem e outros membros da equipe. Deve se inserir nas atividades educativas com grupos de gestantes, puericultura, idosos, hipertensos, diabéticos, escolares (crianças e adolescentes) e outros, nas ações de vigilância em saúde (busca ativa, monitoramento, notificação de doenças e agravos) e de controle social com o Conselho Local de Saúde, associações da comunidade e do meio ambiente. Ele ainda auxilia na organização dos espaços de trabalho, na agenda da equipe para atender ações programáticas, demanda espontânea e acolhimento, e na gestão dos insumos necessários ao funcionamento da unidade. Como atribuições específicas, o enfermeiro deve realizar atenção integral (promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias na USF e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações etc.), em todas as fases do desenvolvimento e condição humana: infância, adolescência, idade adulta e terceira idade, gestantes, mulheres, homens, trabalhador(a) e saúde mental; realizar consulta de enfermagem, solicitar exames complementares e prescrever medicações conforme protocolos estabelecidos pelo gestor municipal e federal, dentro dos limites legais estabelecidos pelo COFEN; supervisionar e realizar ações pertinentes ao Programa Nacional de Imunização; planejar, gerenciar, coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e ACS. Saliente-se que todas as atividades devem ser registradas em formulários específicos ou prontuário e as consultas de enfermagem na unidade ou domicílio devem ser realizadas e registradas conforme a SAE, de acordo com as etapas (coleta de dados ou histórico de enfermagem; diagnóstico de enfermagem; planejamento, plano ou prescrição de enfermagem; implementação e avaliação de enfermagem) previstas na Resolução 358/2009 do COFEN. REFERÊNCIAS BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a

50 50 organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN N o 358, de 15 de outubro de Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de enfermagem e dá outras providências. Obs: estas referências são obrigatórias e regulamentam o exercício e práticas da enfermagem. Quaisquer outras são interpretações destas fontes originais e podem derivar equívocos. QUESTÃO 39 - Autora: Judite Hennemann Bertoncini docente FURB O enfermeiro que se propõe a trabalhar na coletividade tem a missão de manter e promover a saúde. FIGUEREDO, N.M.A., Com base nesse princípio, a enfermeira Márcia convocou outras enfermeiras, Cristina e Rosa, para uma reunião, com o objetivo de, juntas, discutirem o que se espera de um cuidado coletivo para a comunidade assistida. Considerando esse objetivo, resolva os itens a seguir: A) Apresente e fundamente três temas que deveriam ser discutidos pelas enfermeiras na reunião para alcançar o cuidado coletivo; B) Conceitue cuidado coletivo. Questão descritiva COMENTÁRIOS: A) Primeiro: Diagnóstico situacional da comunidade pelo consolidado da ficha A e da ficha dos marcadores do Siab e avaliação do PMAQ/Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (AMAQ). É importante conhecer o perfil sociodemográfico, epidemiológico, sanitário e ambiental e os serviços desenvolvidos pela equipe (através da autoavaliação AMAQ) a fim de planejar ações para o cuidado coletivo nas várias áreas,

51 51 como: controle e diagnóstico precoce do câncer de colo de útero e de mama; acompanhamento, controle e monitoramento de condições crônicas (hipertensão, diabetes, obesidade, etc.); diminuição das internações por descompensação do diabetes e complicações decorrentes da hipertensão, etc. Segundo: O processo de trabalho da equipe, pois uma categoria profissional não é suficiente para dar conta da complexidade das condições de saúde, adoecimento e sofrimento das pessoas e grupos. O trabalho interdisciplinar e multiprofissional implica práticas que integrem conhecimentos e articulem a síntese dos saberes, a fim de produzir uma visão global da realidade da comunidade, promovendo o cuidado, individual e coletivo, integral. Portanto é necessário discutir as competências/atribuições genéricas e específicas de cada profissional no desenvolvimento das atividades e construir a agenda de trabalho da equipe, para a produção do cuidado coletivo. Terceiro: Como será desenvolvido o trabalho com grupos terapêuticos na unidade de saúde ou no território, a fim de proporcionar um espaço de relação e trocas interpessoais, viabilizando a busca de uma maior apropriação dos usuários sobre sua vida e atitudes, levando-os à expressão e à ressignificação de suas posições assumidas na vida e no processo da corresponsabilização e gestão do seu cuidado. Quais grupos são necessários, gestantes, adolescentes, idosos, etc. B) Cuidado coletivo é a articulação e organização de práticas preventivas e de ações de promoção à saúde, prevenção de agravos, vigilância à saúde, tratamento e reabilitação e manejo das diversas tecnologias de cuidado e de gestão necessárias à produção e manutenção da saúde de coletividades. O cuidado coletivo implica cuidado integral aos indivíduos e grupos e ações sócio-sanitárias no ambiente/ território. REFERÊNCIAS BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília, DF BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Autoavaliação para melhoria do acesso e da qualidade da atenção básica/ AMAQ a partir da pg. 57.

52 52 BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Cadernos da atenção básica (todos). 2006,... BRASIL. Política Nacional de Promoção da Saúde REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES: DITTERICH, Rafael Gomes; GABARDO, Marilisa Carneiro Leão; MOYSAÉS, Samuel Jorge. As Ferramentas de Trabalho com Famílias Utilizadas pelas Equipes de Saúde da Família de Curitiba, PR. Saúde Soc. São Paulo, v.18, n.3, p , SILVA, Kênia Lara; SENA, Roseni Rosângela de. Integralidade do cuidado na saúde: indicações a partir da formação do enfermeiro. Rev Esc Enferm USP. 2008; 42(1): Obs: os dois primeiros temas são fundamentais para pensar em cuidado coletivo. A partir deles, pode-se selecionar qualquer das áreas que devem constituir o trabalho de uma equipe de Saúde da Família ou de Atenção Básica, descritos no caderno de autoavaliação/ Amaq ou na Portaria 2.488/2011 (ver abaixo alguns exemplos, saúde da mulher, da criança, vigilância, hipertensos,...). A Promoção, Informação e Educação em Saúde com ênfase na Promoção de atividade física, na promoção de hábitos saudáveis de alimentação e vida, controle do tabagismo; controle do uso abusivo de bebida alcoólica; cuidados especiais voltados ao processo de envelhecimento. reduzir a vulnerabilidade, os riscos e os danos que nele se produzem. Promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais. AMAQ pg 57- A equipe de atenção básica planeja suas ações com base no diagnóstico situacional de seu território e envolve a comunidade e redes sociais no planejamento das ações. A equipe de atenção básica realiza monitoramento e análise das ações e resultados alcançados A equipe monitora e avalia as ações desenvolvidas no território. Discute sobre o seu fazer cotidiano e os resultados obtidos, identifica e implementa estratégias de intervenção para o

53 53 enfrentamento e a correção de rumos. Entende que monitorar, avaliar e discutir resultados em equipe, com vistas à melhoria dos processos de trabalho, amplia a possibilidade de resultados satisfatórios, de qualificação dos serviços prestados e de satisfação dos profissionais e usuários. A equipe de atenção básica desenvolve ações sistemáticas de identificação precoce do câncer de colo uterino e de mama e faz busca ativa dos casos de citologia alterada. A equipe realiza ações coletivas e individuais de prevenção/controle do câncer de colo uterino e de mama, tais como orientação e autoexame, sensibilização e realização de citologia de colo uterino, buscando alcançar índices de cobertura na população feminina superiores a 90%. A equipe faz o monitoramento de todas as citologias colhidas e enviadas para análise, busca ativa das usuárias com exame positivo e encaminhamento ou realização da intervenção indicada. O exame clínico de mama é uma rotina da equipe de atenção básica, sendo realizado, no mínimo, uma vez ao ano em todas as mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos. O rastreamento de câncer de mama por meio de mamografia, para mulheres entre 50 e 74 anos, é bianual. A decisão de começar o rastreamento bianual com mamografia antes dos 50 anos deve ser uma decisão individualizada, levando em consideração o contexto da paciente, os benefícios e os malefícios. A equipe de atenção básica identifica e mantém registro atualizado de todos os hipertensos do seu território e organiza a atenção com base na sua classificação de risco. A equipe identifica e mantém registro atualizado na ficha A e no sistema de informação da atenção básica do número de hipertensos referidos e confirmados, discriminados por grupos etários e sexo. Analisa periodicamente a população em acompanhamento, considerando a prevalência estimada de hipertensão para o território. A média de prevalência da hipertensão arterial sistêmica no Brasil é de 18% na população acima de 15 anos (PNAD, 2008), variando de 12% a 22%. As ações de atenção à saúde de hipertensos são desenvolvidas com base na classificação de risco segundo o nível pressórico, adesão e resposta ao tratamento, da presença de fatores de risco associados, grau de instrução e autonomia etc. A frequência das consultas médicas e de enfermagem é estabelecida baseada nessa avaliação. A medição do nível pressórico e a classificação de risco dos hipertensos acompanhados pela equipe com registro na ficha de acompanhamento permitem o monitoramento individual e coletivo do agravo. A equipe de saúde também realiza ações educativas e de promoção da saúde orientadas para hábitos de vida saudáveis, e registra a frequência e a participação dos hipertensos nas atividades agendadas, o que lhe permite fazer a busca ativa dos faltosos. A equipe de saúde de atenção básica desenvolve grupos terapêuticos na unidade de saúde e/ou no território A equipe entende grupo terapêutico como um espaço que trabalha questões referentes ao senso de identidade, conscientização, coletividade, autoestima, autoexpressão, habilidades

54 54 específicas, potencialidades e outras. A equipe desenvolve grupos terapêuticos com o intuito de proporcionar um espaço de relação e trocas interpessoais, viabilizando a busca de uma maior apropriação dos usuários sobre sua vida e atitudes, levando-os à expressão e à ressignificação de suas posições assumidas na vida e no processo da corresponsabilização e gestão do seu cuidado. Os grupos terapêuticos potencializam as trocas dialógicas, o compartilhamento de experiências, a melhoria na adaptação ao modo de vida individual e coletiva, contribuindo na gestão do autocuidado, e no estabelecimento de redes sociais e comunitárias, espaços de convivência e apoio mútuo, ampliando coletivamente a autonomia dos envolvidos. São exemplos de grupos terapêuticos: grupos de gestantes, hipertensos e diabéticos, psicodrama, terapia comunitária, entre outros. Assistência de Enfermagem As questões aqui relacionadas foram inseridas por conveniência entre os professore das diversas áreas do curso de enfermagem conforme o enunciado da própria questão. Foram englobadas nesta grande área as questões referentes à assistência de enfermagem médico cirúrgica e materno-infantil. As questões obedecem a um padrão de estudo de caso e/ou situação problema e o que difere e determina o direcionamento das competências que o aluno deve adquirir são as alternativas de respostas. As questões requerem que o respondente tenha a competência global (conhecimento, habilidade e atitude) para ser assertivo. O acadêmico necessariamente terá que se posicionar como profissional na tomada de decisão. Tais questões podem ser melhores respondidas pelos acadêmicos de fase mais avançadas, que já dominam tais competências. Corroboramos com Nascimento et al (2003) que reforçam a construção da competência adquirida não somente pela formação mas pela exposição e experiências adquiridas na prática profissional. A questão 31 requer conhecimento das bases biológicas, anatômicas e epidemiologias para assertividade. Assim inferimos que a competência parcial, neste caso o conhecimento, é requerida para resolução de problemas sem requerer um posicionamento especificamente do profissional enfermeiro. A utilização das referências, não específicas da enfermagem, na resposta da questão 31 ratificam este parágrafo.

55 55 A formação dos profissionais deve considerar os pilares da ampliação das competências pela exposição. Assim o curso de enfermagem da FURB mostra essa preocupação quando inicia a exposição dos acadêmicos às práticas precocemente. QUESTÃO 11 - Autora: Geysa Georg Sommerfeld docente FURB Um paciente com infarto agudo do miocárdio, também portador de DPOC, foi internado em clinica médica com história de pneumonia, apresentando hipertermia (38ºC), taquipnéico e sinais de insuficiência respiratória. Considerando este caso, avalie os procedimentos listados a seguir: I. A remoção de secreção das vias aéreas é importante, pois secreções retidas interferem com a troca gasosa. II. A freqüência cardíaca do paciente com pneumonia diminui devido à sobrecarga imposta pelo trabalho ventilatório e pela hipertermia. III. A umidificação e a fluidificação da árvore brônquica ajudam a liquefazer as secreções e aliviam a irritação traqueobrônquica. IV. Se o paciente com pneumonia não conseguir tossir para eliminar secreções, ele deve ser encorajado a repousar, até que se sinta em condições de mudar de decúbito e tossir. V. A oxigenioterapia em baixo fluxo é fundamental para o paciente com DPOC, pois aumenta o nível de PO2. São cuidados de enfermagem adequados ao caso apresentado apenas os descritos em A) II e V B) I, II e V C) I, III e IV D) II, III e IV E) I, III, IV e V Gabarito: alternativa E COMENTÁRIO:

56 56 A análise da questão requer a competência global do aluno, pois demanda avaliação e tomada de decisão. As bases de conhecimento são apresentadas durante a formação acadêmica e a maioria das alternativas apresenta boa possibilidade de interpretação. As alternativas serão discorridas na sequência: A alternativa I está correta. A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar causada por um agente microbiano. (BRUNNER, 2005, p. 550). A pneumonia geralmente afeta a ventilação e a difusão, devido à reação inflamatória que ocorre nos alvéolos e que produz o exsudato (leucócitos, principalmente os neutrófilos, migram para dentro dos alvéolos e preenchem os espaços que normalmente contêm o ar). Com a presença das secreções e o edema das mucosas, as áreas do pulmão afetadas acabam não sendo adequadamente ventiladas. Pode ocorrer ainda o broncoespamo nos pacientes com doença reativa das vias aéreas. Tudo isso acaba acarretando uma hipoventilação e um desequilíbrio da ventilaçãoperfusão na área afetada no pulmão. O sangue venoso que passa pela área mal ventilada acaba levando menos oxigênio que o necessário para o restante do organismo (BRUNNER, 2005). A alternativa II está incorreta. Na presença de doença pulmonar o trabalho respiratório aumenta e, neste caso pneumonia, aumenta para superar a resistência das vias aéreas durante a movimentação do ar para os pulmões, o que é denominado trabalho da resistência das vias aéreas (GUYTON; HALL, 2002, p. 409). A hipertermia causa um aumento acentuado da frequência cardíaca, algumas vezes até o dobro do normal. Este efeito ocorre porque o calor aumenta a permeabilidade iônica da membrana do músculo cardíaco, resultando na aceleração do processo de autoexcitação (GUYTON; HALL, 2002, p. 101). A alternativa III está correta. O enfermeiro precisa estar ciente de que, no paciente com pneumonia, é preciso melhorar a permeabilidade das vias aéreas (BRUNNER, 2005): promovendo a remoção das secreções; incentivando uma boa hidratação através da ingestão de líquidos (2 a 3L/dia), o que amolece as secreções; aplicando máscaras de alta umidade (nebulização com ar comprimido ou oxigênio, que liquefaz as secreções e alivia a irritação traqueobrônquica); incentivando a tosse como um mecanismo para a expulsão das secreções; incentivando a inspiração profunda como uma manobra para melhorar a expansão pulmonar.

57 57 Além disso, a frequência respiratória do paciente com pneumonia aumenta devido ao esforço respiratório e à febre. Isso propicia o aumento na perda hídrica insensível. A alternativa IV está correta. O repouso é importante para conservar a energia. O paciente mencionado no estudo era diagnosticado como IAM (infarto agudo do miocárdio). Nesse caso, procura-se minimizar a lesão miocárdica ao reduzir a demanda miocárdica de oxigênio e aumentar o suprimento de oxigênio com os medicamentos, administração de oxigênio e repouso no leito. Além disso, o paciente debilitado deve repousar e evitar o esforço excessivo, pois com isso pode exacerbar os sintomas. O paciente deve assumir uma posição confortável para promover o repouso e a respiração (ex.: posição de semi-fowler). Quando estiver mais estabilizado, deverá ser encorajado para mudar de decúbito frequentemente para estimular a eliminação das secreções e melhorar a ventilação/ perfusão nos pulmões. A alternativa V está correta. Na DPOC a diminuição progressiva do fluxo de ar está relacionada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões a partículas ou gases nocivos. O organismo tenta reparar continuamente essa inflamação, o que acaba acarretando o estreitamento nas pequenas vias aéreas periféricas. Com isso, a troca de gases (oxigênio e dióxido de carbono) acaba ficando prejudicada. A terapia com oxigênio pode ser administrada a longo prazo e mesmo durante a realização de exercícios físicos, para evitar a dispneia. Pacientes com PaO² igual ou menor que 55mmHg ou com sinais de hipóxia tissular e comprometimento orgânico a partir da insuficiência cardíaca direita ou com estado mental prejudicado têm a indicação de suplementação com oxigênio. Contudo, é necessária muita atenção, pois, como a hipoxemia estimula a respiração no paciente com DPOC grave, administrar alto fluxo de oxigênio pode elevar muito o nível de oxigênio no sangue. Isso poderá suprimir o estímulo respiratório, causando o aumento da retenção de CO². É preciso que a enfermeira fique atenta à resposta respiratória do paciente com oxigenioterapia, observando alterações no exame físico, oximetria de pulso e/ou gasometria arterial. REFERÊNCIAS BRUNNER, Lillian Sholtis et al. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica.10. ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, v, il. GUYTON, Arthur C; HALL, John E. (John Edward). Tratado de fisiologia médica.10. ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, c2002. xxx, 973 p, il.

58 58 QUESTÃO 16 - Autores: Geysa Georg Sommerfeld, Jarbas Galvão e Jerry Schmitz - docentes FURB A paciente R. G., com 35 anos de idade, do sexo feminino, com IMC=32, 120 kg, será submetida à gastroplastia por videocirurgia, admitida na unidade de CMC. Durante a aplicação do histórico de enfermagem, o enfermeiro responsável pela admissão levantou os seguintes problemas: assadura na região suprapúbica, devido à prega formada pela barriga; abertura pequena da boca; pescoço curto; sudorese intensa em mãos e região axilar; uso de piercing em narina direita; uso de prótese dentária na arcada superior; limitação com relação à flexão de joelhos. Nesta situação, avalie os seguintes procedimentos: I. Comunicar ao enfermeiro do CC a respeito da sudorese intensa. II. Solicitar visita pré-operatória do anestesista. III. Retirar o piercing da narina direita. IV. Encaminhar a paciente para o CC, sem retirar a prótese dentária. V. Comunicar ao enfermeiro do CC acerca da limitação de flexão de joelhos. VI. Realizar higiene íntima devido à assadura. São procedimentos adequados em um plano de cuidado pré-operatório apenas os descritos em: A) I, IV e VI. B) II, III e V C) I, II, III e V D) I, IV, V e VI E) II, III, IV e VI. Gabarito: alternativa C COMENTÁRIO:

59 59 Para apresentar a alternativa correta desta questão, optamos por discorrer sobre cada um dos itens, entre I e VI, separadamente. O Item I traz a necessidade de informar ao colega do Centro Cirúrgico (CC) sobre a sudorese. Essa necessidade existe por conta de a produção poder ser desencadeada por diversos fatores, desde ansiedade e hipoglicemia até síndrome de Dumping. A ansiedade deve ser corrigida em virtude do estresse pré-cirúrgico; a hipoglicemia caracterizada pela glicemia sérica pós-prandial inferior a 60mg/dl deve ser descartada antes do início do procedimento cirúrgico também por conta do risco; a síndrome de Dumping caracteriza-se, dentre outras possibilidades, pela presença de grandes conteúdos sólidos na porção proximal do intestino delgado. É importante lembrar que existem intervalos, muita vezes pequenos, entre a admissão do paciente cirúrgico, seu encaminhamento para o CC e o posterior procedimento. Daí a necessidade de avaliação rápida e de transmitir informações precisas. A solicitação da avaliação pré-operatória se dá por conta do procedimento, bem como da hiperidrose nas mãos e na região axilar, referida no parágrafo anterior. Portanto o Item II também é verdadeiro. A retirada do piercing se dá pelo risco de lesão, pela presença do adorno durante a manipulação das vias aéreas, bem como pelo risco de o objeto desprender-se e ser aspirado pelo paciente na passagem da sonda nasogástrica. As boas práticas internacionais orientam que os pacientes estejam livres de riscos. Assim o item III é necessário para o procedimento. O item IV não procede, pois a prótese dentária precisa, sim, ser retirada pela necessidade da permeabilidade da via aérea, tanto para a ventilação não invasiva quanto pela necessidade de ventilação invasiva. A informação ao enfermeiro do CC sobre a limitação de flexão do joelho é necessária para que não exista a intenção de flexioná-los, após a indução anestésica. Outra necessidade desse conhecimento prévio diz respeito ao momento da alta do CC, quando o paciente poderá ou deverá estar sob efeito anestésico: a próxima equipe deve ser informada dessa condição. Nesse contexto a alternativa é verdadeira. A assadura em região suprapúbica, identificada no exame físico, aconteceu mais provavelmente pela prega na barriga formada devido à obesidade. A higiene íntima não traria benefícios ou interferiria no risco cirúrgico relacionado à assadura. Por isso a alternativa é falsa. Assim, após a discussão acima, a opção correta para um plano de cuidado pré-operatório é a alternativa C.

60 60 REFERÊNCIAS ALEXANDER, Edythe Louise; ROTHROCK, Jane C. Cuidados de enfermagem ao paciente cirúrgico.13. ed. Rio de Janeiro : Elsevier, xxx, 1247 p, il. IRWIN, Richard S; RIPPE, James M. (Eds.). Manual de terapia intensiva.4. ed. Rio de Janeiro : MEDSI, xxviii, 895 p, il. Site NUTRITOTAL. Disponível em: TIMBY, Barbara Kuhn; SMITH, Nancy E. Enfermagem médico-cirúrgica.8. ed. Barueri : Manole, xxii, 1256 p, il. QUESTÃO 23 - Autora: Andréa da Silva docente FURB AVALIE AS ASSERÇÕES A SEGUIR O indicador que melhor retrata o que ocorre durante a fase fetal é o peso de nascimento da criança. PORQUE Pesos ao nascer menor que 2500g podem ser decorrentes de prematuridade e (ou) déficit de crescimento intrauterino. Recém-nascidos com menos de 2500g são classificados genericamente, como de baixo peso ao nascer. Analisando a relação proposta entre as duas asserções acima, assinale a alternativa correta: COMENTÁRIO: A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. CORRETA A) O próprio enunciado justifica a resposta, cuja justificativa podemos encontrar na Política Nacional de Atenção à Saúde da Criança (Ministério da Saúde):

61 61 O indicador que melhor retrata o que ocorre durante a fase fetal é o peso de nascimento da criança. Pesos ao nascer menores que g podem ser decorrentes de prematuridade e/ou déficit de crescimento intrauterino. Recém-nascidos com menos de g são classificados, genericamente, como de baixo peso ao nascer. (p. 19) C) As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. ERRADA Conforme apresentado anteriormente, na letra A, a segunda proposição justifica, sim, a primeira, visto que apresenta elementos que caracterizam o indicador peso. D) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. ERRADA A segunda proposição está correta, pois apresenta o padrão de classificação do termo baixo peso ao nascer, além de apresentar duas situações que têm como onseqüência o baixo peso. E) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. ERRADA Conforme diversas literaturas e a Política Nacional de Atenção à Saúde da Criança, o peso de nascimento de uma criança é o indicador que melhor retrata o que ocorre durante a fase fetal. F) As duas asserções são proposições falsas. ERRADA Conforme diversas literaturas e a Política Nacional de Atenção à Saúde da Criança, o peso de nascimento de uma criança é o indicador que melhor retrata o que ocorre durante a fase fetal. A segunda proposição está correta, pois apresenta o padrão de classificação do termo baixo peso ao nascer, além de apresentar duas situações que têm como onseqüência o baixo peso. REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.

62 62 QUESTÃO 24: ANULADA - Autora: Andréa da Silva docente FURB André, com 10 meses de idade, é levado pelos pais à unidade de saúde para acompanhamento de puericultura. A criança nasceu a termo, parto vaginal, com 2800g e medindo 49 cm. As vacinas estão atualizadas. Recebeu exclusivamente leite materno até o sexto mês de vida e continua em aleitamento. Seu peso atual é 7500g, o que localiza sua curva entre os percentis 10 e 3. Os pais informam que André ganhou menos peso, depois que passou a frequentar a creche, onde está em período de adaptação. Diante dessa situação, qual das descrições a seguir reflete comportamento de uma enfermeira considerando a atenção à saúde da criança? A) André situa-se na faixa de normalidade nutricional (entre percentis P97 e P3) na curva peso/idade. A enfermeira reforça orientações básicas e agenda retorno conforme o calendário mínimo ou de acordo coma rotina da unidade. B) A criança está em risco nutricional. A enfermeira investiga POSSÍVEIS fatores relacionados à desaceleração do crescimento e orienta os pais no sentido de corrigi-los; orienta alimentação especial para ganho de peso e agenda retorno em 15 dias. C) Apesar do risco nutricional a criança é eutrófica. A partir disso, a enfermeira investiga possíveis causas da desaceleração do crescimento e orienta os pais a respeito da alimentação complementar e manutenção do aleitamento materno, agendando retorno em 30 dias.

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