Paulo Hartung. Anselmo Tozi

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1 Paulo Hartung Governador do estado do espírito SanTo Anselmo Tozi SecreTárIo de estado da SaÚde Francisco José Dias da Silva SubSecreTárIo de estado da SaÚde Para assuntos de regulação e atenção À SaÚde Anselmo Dantas GerenTe de regulação assistencial Luiz Cláudio Oliveira da Silva GerenTe de vigilância em SaÚde vitória, Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 1 26/5/ :22:20

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3 DIRETRIZES PARA A ATENÇÃO À SAÚDE EM HIV/AIDS E OUTRAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS 1ª Edição SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO ESPÍRITO SANTO Vitória, Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 3 26/5/ :22:20

4 PRODUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E INFORMAÇÕES: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO ESPÍRITO SANTO Gerência de Regulação e Assistência à Saúde Gerência de Vigilância em Saúde Endereço: Av. Marechal Mascarenhas de Morais 2025 CEP: Bento Ferreira Vitória Espírito Santo Telefones (27) / FAX (27) / e Site: saude.es.gov.br 1ª Edição Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 4 26/5/ :22:20

5 SUMÁRIO InTrodução...9 a origem e o agente etiológico do vírus...10 TraJeTórIa do HIv/aIdS e das ações Para o Seu combate no PaÍS...11 as ações de combate ao HIv/aIdS no estado:...15 a SITuação epidemiológica no estado:...17 I. GeSTão da atenção À SaÚde em HIv/aIdS e outras dst A organização da atenção A gerência de projetos e recursos A logística de insumos A rede pública laboratorial O desenvolvimento de RH A articulação com a sociedade civil A vigilância epidemiológica...75 II. ProMoção, Prevenção e ProTeção nas ubs e equipes de SaÚde da FaMÍlIa As ações de prevenção nas ubs e equipes de saúde da família...88 III. diagnóstico e TraTaMenTo das doenças SeXualMenTe TranSMIS- SÍveIS, do HIv e da aids Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 5 26/5/ :22:20

6 3.1 O manejo adequado de casos de DST A abordagem sindrômica de DST A profilaxia das DST na violência sexual O manejo clínico do HIV/aids anexos referências bibliográficas Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 6 26/5/ :22:20

7 APRESENTAÇÃO a Secretaria de Estado da Saúde, a fim de estabelecer estratégias e diretrizes para a melhoria das condições de saúde da população capixaba, apresenta coletânea intitulada Coleção uma nova saúde, composta por linhas-guia e manuais que orientam a organização das redes de atenção à saúde. Compõem a primeira etapa da coletânea as linhas-guia Hipertensão e Diabetes, Saúde do Idoso, Saúde Mental, Saúde Bucal, DST/Aids, Hanseníase e os manuais da Atenção Primária e do Prontuário da Família. As linhas-guia são a base para a organização sistêmica dos serviços e um meio para se alcançar a racionalização dos recursos, a otimização do trabalho, a manutenção e melhoria da qualidade do atendimento. Todas as linhas-guia foram elaboradas por especialistas e avalizadas por sociedades de especialidades afins e seu conteúdo orienta os profissionais quanto à gestão da clínica, conforme a complexidade de cada ponto de atenção, e quanto ao fluxo de atendimento aos usuários desses serviços. DIRETRIZES DST/AIDS 7 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 7 26/5/ :22:21

8 Acreditamos que, ao fortalecermos a Atenção Primária como eixo estruturante da rede de atenção, estaremos avançando no propósito de consolidação e aprimoramento do sistema estadual de saúde, possibilitando maior acesso do usuário e melhorando a integralidade da atenção almejada pela população.. Anselmo Tozi Secretário de Estado da Saúde 8 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 8 26/5/ :22:21

9 INTRODUÇÃO As Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST são antigas e atingem um alto percentual da população sexualmente ativa, muitas vezes de forma silenciosa - o que contribui para sua disseminação; cujo tratamento é conhecido dos profissionais de saúde, mas a sua abordagem ainda enfrenta barreiras ligadas ao preconceito e aos valores morais da sociedade. As DST readquiriram importância não somente pela alta magnitude estimada e graves conseqüências, mas também pela sua interação com o HIV. São os seguintes os motivos que justificam a sua priorização na atenção básica: Magnitude: a elevada freqüência estimada, associada ao alto índice de automedicação, resulta em alto índice de tratamento inadequado ou inexistente, mantendo transmissores; Transcendência: as DST são o principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV e algumas delas, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves e até o óbito. A sífilis e o HIV podem DIRETRIZES DST/AIDS 9 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 9 26/5/ :22:21

10 ser transmitidas ao feto, causando-lhe importantes lesões ou provocando a interrupção espontânea da gravidez. Além disso, podem causar grande impacto psicológico em seus portadores. O impacto social se traduz em altos custos diretos (complicações de saúde e internações) e indiretos para a economia do país; Vulnerabilidade: as DST são agravos vulneráveis a ações de prevenção primária que possibilita o rompimento da cadeia de transmissão e, com exceção das causadas por vírus, todas podem ser eficazmente tratadas, contribuindo, inclusive, para a redução da infecção pelo HIV; Factibilidade: é possível efetivar o controle das DST com bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, profissionais preparados para a realização do diagnóstico, tratamento e adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais, e garantia de um fluxo contínuo de medicamentos e preservativos. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida- SIDA ou AIDS (sigla em inglês), que tem origem na infecção pelo HIV e é transmitido principalmente pela via sexual, atingiu proporção de pandemia logo nos primeiros anos após a sua descoberta. A ORIGEM E O AGENTE ETIOLÓGICO DO VÍRUS A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi reconhecida em meados de 1981, quando concluiu-se que se tratava de uma nova doença, ainda não classificada, de etiologia provavelmente infecciosa e transmissível. Em 1983, o HIV-1 foi isolado de pacientes com aids pelos pesquisadores Luc Montaigner, na França, e Robert Gallo, nos Estados Unidos. Em 1986, foi iden- 10 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 10 26/5/ :22:21

11 tificado um segundo agente etiológico, também retrovírus, com características semelhantes ao HIV-1, denominado HIV-2. Nesse mesmo ano, um comitê internacional recomendou o termo HIV (Human Immunodeficiency Virus ou Vírus da Imunodeficiência Humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres humanos. O HIV é um retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e subfamília Lentivirinae. Pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e nãooncogênicos que necessitam, para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa, responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode, então, integrar-se ao genoma do hospedeiro. Todos os membros dessa família de retrovírus possuem estrutura genômica semelhante e têm a capacidade de infectar linfócitos através do receptor CD4, desenvolvendo a imunodeficiência expressa através de repetidas infecções que culminam no diagnóstico da aids. TRAJETÓRIA DO HIV/AIDS E DAS AÇÕES PARA O SEU COMBATE NO PAÍS São registrados casos de doenças raras em dois homens homossexuais jovens nos Estados Unidos. As enfermidades, uma infecção respiratória chamada pneumonia por Pneumocystis carinii e o sarcoma de Kaposi, um tipo de câncer, geralmente infectam idosos. 1981/ Cientistas e pesquisadores começam a reconhecer o surgimento de uma nova doença que destrói o sistema imunológico do corpo, impedindo que as vítimas combatam infecções simples. Também se verifica que a enfermidade atinge receptores de transfusões de sangue e usuários de drogas injetáveis. DIRETRIZES DST/AIDS 11 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 11 26/5/ :22:21

12 O vírus da imunodeficiência humana é identificado como causa da doença. Estudos científicos sugerindo que a aids é transmitida através do sangue são publicados nas revistas The Lancet e New England Journal of Medicine Cientistas desenvolvem um teste de diagnóstico do vírus e acontece a primeira Conferência Mundial sobre aids, em Atlanta, nos Estados Unidos O primeiro tratamento anti-hiv, zidovudina (AZT), é lançado º de dezembro é designado como o Dia Mundial da Luta contra a aids. 1994/ O Zerit (d4t) e o Epivir (3TC) são lançados, aumentando a opção de tratamentos Os coquetéis triplos, incluindo inibidores de protease, que impedem a replicação do HIV no corpo, são anunciados na 11ª Conferência Mundial de Aids em Vancouver, Canadá Cientistas copiam a estrutura cristalina da proteína gp120, usada pelo HIV para destruir células do sistema imunológico e atacar o organismo Testes genéticos com um chimpanzé denominado Marilyn mostram que o HIV é bastante similar ao vírus da imunodeficiência simiana, ou SIV, que infecta os macacos mas não os deixa doentes, e que a transmissão inicial para o homem pode ter ocorrido desse tipo de animal Cinco grandes laboratórios concordam em reduzir o preço dos tratamentos anti-retrovirais para países em desenvolvimento, em um acordo pioneiro da Organização das Nações Unidas (ONU) É criado o Fundo Global de Luta contra aids, Tuberculose e Malária a fim de combater as três doenças infecciosas. Em um relatório que indica 12 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 12 26/5/ :22:21

13 que a epidemia de aids ainda apenas engatinha, a ONU diz que a síndrome vai matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos, principalmente na África, a menos que países ricos cooperem com os esforços para conter a disseminação Estudo publicado na Revista Science afirma que no Sudeste da República de Camarões, no início do século XX, ocorreu a primeira transmissão do vírus HIV do macaco (chimpanzé da espécie PTT-Pan troglodytes troglodytes) para o homem, através da ingestão da carne do animal. Foi confirmada a presença da infecção pelo SIV (vírus da imunodeficiência Símia), forma do HIV em macacos, que é a mais próxima geneticamente do vírus da aids no homem. No Brasil, o primeiro caso de aids e o primeiro óbito ocorreram em 1980, sendo identificado como masculino e de transmissão sexual, embora, somente anos depois, se reporte a ele o Boletim Epidemiológico do MS-Ministério da Saúde. A partir daí, os principais pontos do desenvolvimento da epidemia no Brasil foram: 1984 Boletim Epidemiológico-MS reporta 140 casos de aids, sendo 7 em mulheres e 105 óbitos casos, sendo 22 em mulheres e 462 óbitos; portaria do MS (nº 236/85) estabelece diretrizes para o Programa de Controle da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida SIDA ou AIDS; surgem as primeiras organizações não-governamentais-ongs de apoio às pessoas com HIV/aids a aids passa a ser uma doença de notificação compulsória (Portaria Ministerial nº 542/86); já são casos, com 76 em mulheres e 916 óbitos criação do Programa Nacional de DST/aids no âmbito do Ministério da Saúde; casos, sendo 618 em mulheres (7,4 homens/ 1 mulher) e óbitos (79%);. DIRETRIZES DST/AIDS 13 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 13 26/5/ :22:22

14 1990 duplicado, em dois anos, o número de casos: 8.993, sendo em mulheres (6,4 homens/1 mulher) e óbitos assinatura do primeiro acordo de empréstimo do Brasil-MS com o Banco Mundial para o controle da aids e DST começa a produção e distribuição de medicamentos anti-retrovirais- ARV destinados ao tratamento da aids, que se somam ao AZT, distribuído desde 1991 no serviço público. Boletim Epidemiológico reporta casos, sendo em mulheres (3 homens para cada mulher diagnosticada), com conseqüente incidência em crianças pela exposição ao vírus através das gestantes HIV+, e óbitos (redução significativa da mortalidade para 35% dos casos, conseqüente do acesso aos medicamentos ARV) o Brasil já produz sete ARV com distribuição sistematizada na rede pública. O Boletim Epidemiológico reporta casos e estima em aproximadamente 600 mil o número de pessoas infectadas no país o Ministério da Saúde redefine o Acordo com o Banco Mundial, reduzindo o valor do empréstimo destinado ao programa de combate à aids, mas amplia o financiamento das ações com recursos do próprio SUS, na forma de incentivo, com repasse de recursos fundo a fundo para 100% dos Estados e parte dos municípios brasileiros, que se somam aos pagamentos por diversos procedimentos instituídos anteriormente o Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de DST e aids, além do tratamento com medicamentos denominados anti-retrovirais para pessoas com aids, garante gratuitamente para toda rede do SUS do país, em parceria com Estados e municípios, os exames necessários ao monitoramento desse tratamento, três exames por ano por paciente, como Carga Viral do HIV, Contagem de Linfócitos T CD4+/CD8+ e a Genotipagem. 14 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 14 26/5/ :22:22

15 AS AÇÕES DE COMBATE AO HIV/AIDS NO ESTADO: No Espírito Santo, o primeiro caso de aids foi registrado em dezembro de 1985, quando o Estado já começava a se movimentar no sentido de diagnosticar e controlar a doença, firmando os primeiros convênios com hospitais da Região Metropolitana para a assistência (diagnóstico e tratamento) em aids e instituindo um controle de qualidade nos bancos de sangue. O Programa Estadual de DST/aids foi formalmente implantado em 1988, mas somente em 1996 passou a contar com recursos federais originários do empréstimo do Banco Mundial, e convênios para captação de recursos anuais de 1999 a 2003 (período em que foi formalizada a existência da Câmara Técnica Estadual Normativa das Ações de DST/aids e da equipe da Coordenação Estadual do Programa através das Portarias Estaduais Nº 163-N/99 e Nº 120-S de 04/11/2002, respectivamente). A partir de 2003, recursos anuais para as ações em DST e aids passaram a ser originários do Incentivo Federal, repassados fundo a fundo para o Estado e, gradativamente, para 11 municípios qualificados com base em critérios definidos pelo MS. Entretanto, outras fontes de financiamento do SUS abrangem procedimentos diversos de prevenção, diagnóstico e aquisições de insumo, uma vez que as ações em DST e aids integram também o leque da assistência na atenção primária. Ao longo desses dez anos, a SESA, através da Coordenação Estadual - CE DST e aids, vem intensificando suas ações, com modalidades assistenciais diversificadas (comunicação em saúde, abordagens para a prevenção, testagem e aconselhamento e assistência especializada), capacitações de recursos humanos, organização dos sistemas de referência e contra-referência e envolvimento de todos os atores sociais na rede da assistência, conforme preconizado pelo SUS. A política que vem sendo implementada é norteada por três grandes objetivos firmados nacionalmente: DIRETRIZES DST/AIDS 15 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 15 26/5/ :22:22

16 Reduzir a incidência de infecção pelo HIV/aids e por outras DST Para isso são articuladas as estratégias e ações para a promoção, prevenção e proteção, destacando-se a garantia de acesso ao preservativo, baseadas nos principais conceitos 1 de vulnerabilidade, redução de danos, direitos humanos, comunicação, participação e controle social. Ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento melhorando sua qualidade referente ao HIV/aids e outras DST; Dentre as ações que traduzem esse objetivo, destaca-se a garantia de acesso às assistências farmacêutica e laboratorial para os indivíduos HIV+, com o objetivo prioritário de redução da morbidade e mortalidade e ampliação da qualidade de vida que, por outro lado, resultam na redução de custos econômicos e sociais. Fortalecer instituições públicas e privadas responsáveis pelo controle das DST e aids Envolve os desenvolvimentos humano e institucional capazes de propiciar as condições e a sustentabilidade para o cumprimento dos objetivos propostos. 1 a) vulnerabilidade: entendida como a pouca ou nenhuma capacidade ou possibilidade do indivíduo, ou grupo social, decidir sobre sua situação de risco. Está diretamente associada aos fatores culturais, sociais, políticos, econômicos e biológicos; b) redução de danos: estímulo à mudança de comportamento para reduzir danos, em período de sua vida em que o indivíduo adota comportamentos de risco ligado ao consumo de drogas lícitas ou ilícitas; c) participação e controle social: fortalecimento das instâncias democráticas de controle social dos recursos da saúde e da participação do cidadão, visando a garantir direitos de cidadania das pessoas que vivem com o HIV/aids; d) direitos humanos: combate às condutas sociopolíticas recorrentes de preconceito e discriminação contra as pessoas portadoras do HIV/aids; e) comunicação social: correlacionada às DST e aids, visa a promover a adoção de práticas sexuais mais seguras, sem que o indivíduo perca a capacidade de identificar e satisfazer suas necessidades biopsicossociais básicas. 16 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 16 26/5/ :22:22

17 A SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO ESTADO: Os dados publicados no último Boletim Epidemiológico do Programa Nacional de DST e aids demonstram que a epidemia de aids no Brasil, embora declinando, ainda encontra-se em patamares elevados, atingindo 18 casos por 100 mil habitantes, em A taxa de incidência está relativamente estável na região Sudeste em 21,9, no mesmo ano. Em todo o período da epidemia no Espírito Santo, de 1985 a 2006, foram notificados mais de casos. Nos últimos seis anos ( ), houve uma média anual de 454 casos, e a taxa de incidência, em 2005, foi de 13,2 casos de aids por 100 mil habitantes, menor que a da Região Sudeste e do Brasil. A distribuição por sexo é de 62,5% entre os homens e de 37,5% entre mulheres, sendo aproximadamente 6% em crianças menores de 13 anos de idade. A razão por sexo passou de 4:1 (homens:mulheres) em 1992 para 2:4 em 1995; 1:6 em 1998; e estabilizada em 1:3 e 1:4 no período de A faixa etária mais atingida segue sendo a de anos (82,2%), ocorrendo um aumento importante entre as pessoas de anos no período 1996/2006. A categoria de exposição mais expressiva é a sexual, representando 67% dos casos notificados (19,9% homossexual, 12% bissexual e 79,1% heterossexual). A categoria de exposição sanguínea corresponde a 11,6% dos casos notificados e desses, 89,9% são usuários de drogas injetáveis. Desde o ano de 2000, no Estado, não há notificação de pessoas contaminadas pelo vírus HIV por transfusão sanguínea, demonstrando a qualidade do sangue transfundido no nosso Estado nos últimos anos. Segundo a escolaridade, pessoas até sete anos de estudo (primeiro grau incompleto) representam 65,9% dos casos notificados. Entre as mulheres, esse percentual corresponde a 71,6% e, entre os homens, 62,5%. Entre as pessoas com maior escolaridade existem mais casos entre homens. DIRETRIZES DST/AIDS 17 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 17 26/5/ :22:22

18 Observou-se queda acentuada na mortalidade: 67,3% de óbitos em 1992, 43,7% em 1996, 31,6% em 2000, e 22,4% em Estabilizada nos últimos anos em torno de 20%, apresenta queda de 42,1% na comparação do período anterior com os últimos dez anos. No período após o ano de 2001, data em que as informações sobre raça/cor foram incluídas no SINAN para os casos notificados de aids, observa-se que pessoas pardas representam 42,5% dos casos notificados; os brancos 41,2%; e os negros 14,6%, percentuais equivalentes às proporções das respectivas raças na população. O perfil epidemiológico geral do ES, em DST/aids, acompanha o do país e pode ser assim resumido: Os casos de DST registrados representam menos de 10% do número esperado, que, segundo estudos do MS (2003), encontra-se em torno de casos/ hab/ano; Aumento de incidência do HIV/aids nas mulheres, jovens, na faixa etária acima de 50 anos, na população mais empobrecida e de escolaridade mais baixa; Maior proporção heterossexual na categoria de exposição sexual; Mais de 90% dos casos na categoria de exposição perinatal decorrem da transmissão vertical do HIV (materno-infantil), apesar de evitável; Quanto à sífilis congênita, o ES está classificado entre os Estados com grande incidência, mas alguns municípios conseguiram reduzir significativamente essas estatísticas nos últimos dois anos. Esse perfil reflete a amplitude de abrangência do HIV/aids e outras DST e reforça o conceito atual de vulnerabilidade - em substituição ao estigma de grupos de 18 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 18 26/5/ :22:22

19 risco do início da epidemia -, que considera a importância dos fatores políticos e econômicos, somados aos comportamentais e de estruturas social e cultural, como determinantes da forma e disseminação da epidemia, ou seja, podendo ser facilitadores ou representar barreiras à sua prevenção. Nessa lógica, a ausência de serviços que atendam à demanda e a insuficiência de investimentos na capacitação de pessoal nos municípios em HIV/aids representam, além de restrição ao acesso, a ampliação da vulnerabilidade da população. O fato da aids ser um agravo que apresenta números absolutos inferiores aos de outras doenças mais antigas e diagnosticadas, exige um maior esforço dos responsáveis para a sua inclusão nas planilhas de ações e metas na atenção básica. Além disso, essa exclusão é também reflexo da histórica visão simplista da atenção primária e visualização de doenças e adoecimentos de forma dissociada do conceito de integralidade, que levam os setores da saúde a posicionar, equivocadamente, as respostas importantes para a saúde e cura nos hospitais e nos exames de alta tecnologia. É na unidade básica de saúde que devem ser expressos e acolhidos adequadamente os primeiros sintomas de qualquer problema dos indivíduos de uma comunidade, e isso inclui as DST que, por sua vez, inclui o HIV. Dentre as conseqüências da restrição do acesso ao diagnóstico precoce em HIV/aids e outras DST e às demais ações de promoção, prevenção e proteção, logicamente estão também os possíveis equívocos de avaliação sobre a tendência da epidemia nos municípios/estado e, portanto, de formulação dos planos de intervenção na realidade, mas, principalmente, impede a assistência adequada ao indivíduo que, além de não receber cuidados, por desconhecer sua condição sorológica, não acessa informações ou preservativos e, principalmente, produz a transmissão silenciosa do vírus HIV. Por outro lado, a inexistência de pessoas qualificadas e/ou de unidades de saúde que realizem, de forma institucionalizada, a ação em HIV/aids no município DIRETRIZES DST/AIDS 19 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 19 26/5/ :22:23

20 não representa somente grave omissão de responsabilidade pela redução da infecção pelo HIV na população geral, mas também em relação aos grupos de proteção específica, o que hoje inclui significativamente as populações mais empobrecidas e marginalizadas e que, na maioria das vezes, pela exclusão social, são mais vulneráveis e atingidas por doenças infecto-contagiosas, entre elas o HIV/aids e outras DST, comprometendo a promoção da saúde e reduzindo a universalidade, equidade e integralidade perseguida pelo SUS. O enfrentamento dessa epidemia exige ainda o acompanhamento das mudanças de comportamento que se verificam em toda a sociedade, com propostas de ação que considerem as questões dos direitos humanos e o respeito à diversidade sexual e aos direitos sociais das PVHA - Pessoas Vivendo HIV/aids e/ou outras DST e oportunizem o acesso universal de toda a população. Para concluir, vale acrescentar que o cenário estadual da rede de atenção à saúde apresenta alguns hiatos territoriais no que se refere às ações em HIV/ aids e outras DSTd, principalmente na atenção primária. O reconhecimento da extensão e magnitude da epidemia exige o desenvolvimento de ações de prevenção, assistência e fortalecimento institucional em todos os municípios, seja com unidades tradicionais ou de saúde da família. Isso somente será possível com o compromisso dos gestores públicos e um controle social atuante, numa convergência que exige compatibilização de posições e interesses para a produção e oferta eficaz de serviços. 20 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 20 26/5/ :22:23

21 I. GESTÃO DA ATENÇÃO À SAÚDE EM HIV/AIDS E OUTRAS DST a gestão na saúde pública deve ser orientada pelos princípios do SUS (universalidade, integralidade, equidade e regionalização), com observância do desenho do PDR-Plano Diretor de Regionalização do Estado, valorizando o Controle Social, além de ser desenvolvida com a devida transparência. Os processos de decisão, programação, execução e avaliação das ações devem ser sistematicamente qualificados, considerando a definição de territórios de responsabilidades sanitárias e, ao mesmo tempo, o compartilhamento de poder (entre gestores municipais e as três esferas de governo), para o enfrentamento dos múltiplos desafios que se colocam na promoção da saúde pública. 1.1 A ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO As DST/HIV e a aids atingem indiscriminadamente toda a população, ou seja, homens, mulheres e crianças integram esse universo e, portanto, a factibilidade DIRETRIZES DST/AIDS 21 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 21 26/5/ :22:23

22 da assistência adequada nessa área da saúde depende de pontos descentralizados de atenção dentro e fora do município, com aproveitamento planejado da capacidade instalada e integrada a pontos de referência para a atenção especializada. A POPULAÇÃO-ALVO: População em geral. O GRUPO POPULACIONAL MAIS VULNERÁVEL: O conceito de vulnerabilidade utilizado para a abordagem em DST e aids amplia a visão de comportamento de risco - que responsabilizava somente o indivíduo -, somando aos comportamentos individuais e/ou biológicos os fatores estruturais e ambientais, como produtores de forças sociais que determinam a maior ou menor possibilidade de infecção de um determinado indivíduo ou grupo. Por sua significância, conforme a realidade de cada município, pode ser eleito para intervenções educativas mais específicas qualquer um dos segmentos abaixo, considerado mais vulnerável e/ou que requer proteção específica: Gestantes Crianças expostas ao vírus HIV Adolescentes Profissionais do sexo GLBTT Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais 22 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 22 26/5/ :22:23

23 População confinada Usuários de drogas Outras Minorias (Índio, Sem Terra, Quilombola, Caminhoneiro, Portuário e outros) a EStrUtUraÇÃO DOS PONtOS DE atenção Partindo-se do princípio que a atenção primária, enquanto porta de entrada do sistema de saúde, é completamente gerida pela esfera municipal, pode-se afirmar que são os municípios que garantem prioritariamente a universalidade do acesso ao SUS. Enquanto, para que a equidade e a integralidade sejam alcançadas, é ainda mais necessária a atuação conjunta, com responsabilidades distribuídas entre os três níveis de gestão: federal, estadual e municipal A COMPETÊNCIA DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE UBS E DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA As ações para a atenção à saúde em DST devem ter início em todas as oportunidades da abordagem e devem considerar o contexto sócio-cultural em que vive o sujeito, buscando ampliar o seu grau de autonomia e o autocuidado para a educação em saúde. A preocupação com a percepção dos sintomas das DST e a realização do aconselhamento, com o devido encaminhamento, devem estar presentes em toda abordagem, sendo esse procedimento uma rotina dos diversos profissionais das UBS e das equipes de Saúde da Família. Se possível, a assistência ambulatorial em DST (diagnóstico e tratamento) deve ser ofertada em todas as UBS; entretanto: DIRETRIZES DST/AIDS 23 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 23 26/5/ :22:23

24 Todo município deve sistematizar a assistência em HIV e outras DST, no mínimo, em uma UBS de referência, ampliando esse número de acordo com a capacidade instalada e a população que irá acessá-la, e indicar um coordenador, de nível superior, responsável pela gestão das ações em âmbito municipal A UNIDADE BÁSICA DE REFERÊNCIA LOCAL EM DST E AIDS Essa(s) UBS(s) devem possuir equipe multidisciplinar capacitada e composta, no mínimo, por enfermeiro, assistente social, auxiliares de enfermagem e administrativo, além do médico, podendo dedicar-se ao desenvolvimento das ações em HIV/aids e outras DST com exclusividade ou não, de acordo com a demanda do programa, desde que possibilitem o acesso da população geral e dos mais vulneráveis e/ou de proteção específica à insumos e à assistência integral factível no SUS (quadro ao lado). É desejável a ação compartilhada (integração) de outros profissionais com a equipe, tais como: pediatra, psicólogo, farmacêutico e outros. Nos municípios maiores, com mais de uma UBS e/ou SAE de referência e/ou qualificados para o incentivo, o membro da equipe, de nível superior, indicado como coordenador, deverá ter dedicação exclusiva, devido à complexidade e amplitude da gestão municipal do trabalho em DST e aids. 24 COLEÇÃO UMA NOVA SAÚDE Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 24 26/5/ :22:23

25 QUADRO DE AÇÕES DE COMPETÊNCIA DE TODA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE OU DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO RESPONSABILIDADES Ö Ö ACOLHIMENTO MEDIDAS PREVENTIVAS ATIVIDADES Identificar as populações mais vulneráveis para DST/aids, na área de cobertura da unidade Realizar abordagem com ênfase na percepção de risco de infecção e formas de prevenção Implementar ações educativas: grupos de sala de espera, atividades de prevenção locais e extramuros Realizar campanhas educativas Realizar aconselhamento em DST/HIV/aids/ estímulo à testagem para o HIV, sífilis e hepatites virais Distribuir e/ou disponibilizar insumos de prevenção: preservativos, materiais de informação e comunicação e outros Realizar a prevenção de acidentes de trabalho com material biológico e o adequado encaminhamento para a UBS de referência municipal DIRETRIZES DST/AIDS 25 Diretrizes HIV AIDS e outras DST.indd 25 9/6/ :55:38

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