ESCOLA SUPERIOR DA MAGISTRATURA DP TRABALHO ESMAT DENISE CARNEIRO SANTOS

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1 ESCOLA SUPERIOR DA MAGISTRATURA DP TRABALHO ESMAT DENISE CARNEIRO SANTOS PROTEÇÃO JURÍDICA DO PORTADOR DO VÍRUS HIV: Análise da Despedida Arbitrária do Soropositivo JOÃO PESSOA 2010

2 2 DENISE CARNEIRO SANTOS PROTEÇÃO JURÍDICA DO PORTADOR DO VÍRUS HIV: Análise da Despedida Arbitrária do Soropositivo Monografia apresentada à Banca Examinadora da Escola Superior da Magistratura do Trabalho ESMAT, como exigência parcial para obtenção do grau de Especialista em Direito do Trabalho e Direito processual do Trabalho Área: Direito do Trabalho Orientador: Ms. Sérgio Cabral dos Reis JOÃO PESSOA 2010

3 3 DENISE CARNEIRO SANTOS PROTEÇÃO JURÍDICA DO PORTADOR DO VÍRUS HIV: Análise da Despedida Arbitrária do Soropositivo Banca Examinadora: Orientador Membro da Banca Examinadora Membro da Banca Examinadora

4 À minha família e ao meu amor. 4

5 5 AGRADECIMENTOS A Deus, por me proporcionar tantos momentos maravilhosos, por ser minha fortaleza nas horas de angústia, por ter me dado o dom da vida. A Deus, por ter me dado a família mais preciosa do mundo, que sempre me apóia e me conforta. Um pai ensinador, honesto, brincalhão, exemplo. Uma mãe que carrega no colo se puder, a ternura em forma de mulher. Uma irmã-amiga, uma amiga-irmã. A Deus, por Bruno na minha vida, a pessoa mais compreensiva do mundo, que sempre me deu forças para continuar a buscar meus sonhos, a melhor pessoa que eu poderia ter ao meu lado, o meu amor. A Deus, pelo meu Tio Francisco Carneiro, fundamental para a conclusão dessa especialização. A Deus, pelo meu Professor Orientador Sérgio Cabral dos Reis, que muito me ajudou na elaboração deste trabalho com suas orientações precisas, com sua atenção. A Deus, por meus amigos queridos, pelos momentos de alegria com eles garantidos, pelo apoio e pela torcida por meu sucesso acadêmico e profissional.

6 6 RESUMO Este trabalho monográfico trata da proteção jurídica viável ao portador do vírus HIV no âmbito das relações de emprego. O indivíduo soropositivo é vítima diária de atitudes discriminatórias, visto que a AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é encarada como estigma, sendo constantemente associada pela sociedade a pessoas de comportamento considerado desregrado, entre elas, usuárias habituais de drogas ilícitas e adeptas de práticas homossexuais. Além da discriminação no âmbito das relações sociais, estes indivíduos também são segregados no âmbito da relação de emprego, situação que, além de causar constrangimento e sofrimento, fere o princípio da igualdade, a dignidade humana e o direito ao trabalho, todos assegurados por nossa Carta Magna. Fervorosa é a discussão entre doutrinadores e magistrados acerca da possibilidade da dispensa arbitrária do empregado portador do vírus HIV caracterizar conduta discriminatória. Há quem defenda a possibilidade de reintegração quando o empregado soropositivo é dispensado desmotivadamente, se preenchidos alguns requisitos. Há quem sustente, entretanto, que por não existir previsão legal expressa que garanta a estabilidade do empregado soropositivo, este poderá ser despedido, desde que receba as devidas verbas rescisórias, com base no poder potestativo do empregador. Também é discutido o cabimento de danos morais ao empregado portador do vírus da AIDS, despedido arbritrariamente. Este trabalho tem como finalidade discutir sobre os instrumentos jurídicos que viabilizam a proteção do empregado portador do vírus HIV, sendo tais instrumentos analisados de forma crítica, a fim buscar soluções justas e pertinentes à situação fática. A proteção do indivíduo soropositivo é de suma importância social e especialmente no âmbito do direito do trabalho, pois é através da atividade laboral que é garantida a digna subsistência do homem. Enfatize-se que ainda são muitas as divergências entre doutrinadores e demais aplicadores do direito acerca de alguns instrumentos jurídicos que garantem a proteção do soropositivo nas relações de emprego. Tem como metodologia a vertente metodológica qualitativa, o método de abordagem dedutivo, o método sociológico de interpretação jurídica, sendo uma pesquisa exploratória, bibliográfica e documental, além da técnica de documentação indireta, a leitura crítica e interpretativa. Palavras-chave: Direito do Trabalho. Portador do Vírus HIV. Proteção Jurídica. Relação de Emprego. Dispensa Arbitrária.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...9 CAPÍTULO I HIV/AIDS SURGIMENTO, DISCRIMINAÇÃO E AMBIENTE DE TRABALHO Breves Noções sobre HIV/AIDS O Surgimento da AIDS e da Concomitante Discriminação A AIDS como Problema do Ambiente de Trabalho...16 CAPÍTULO II DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS E PRINCÍPIOS INDISPENSÁVEIS À ANALISE DE QUESTÕES ENVOLVENDO O EMPREGADO PORTADOR DO VÍRUS HIV Direito à Vida Direito à Saúde Dignidade da Pessoa Humana Princípio da Igualdade Princípio da Não Discriminação Direito ao Trabalho Princípio da Proteção...31 CAPÍTULO III A QUESTÃO DA DESPEDIDA ARBRITRÁRIA DO EMPREGADO SOROPOSITIVO Da Despedida Arbitrária de Empregado Soropositivo por Motivo de Discriminação Da Possibilidade de Indenização por Danos Morais...42

8 8 3.3 Da Não Utilização do Termo Aidético: dignificação do portador do vírus HIV...47 CONSIDERAÇÕES FINAIS...48 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...52

9 9 INTRODUÇÃO Como ocorreu nos séculos XXIII e XIV, quando a sociedade européia foi aterrorizada pela lepra, no início da década de oitenta, nosso mundo se viu novamente diante de uma estranha doença que atingiu primeiramente homossexuais jovens, acarretando sintomas graves e sempre ocasionando a morte dos doentes. Os cientistas desconfiaram de um novo vírus, quando jovens passaram a desenvolver doenças que só atingiam pessoas mais velhas e com a imunidade muito baixa, como o Sarcoma de Kaposi, câncer que ataca os vasos. Assim, em 1981, a doença foi chamada de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida e seu surgimento se deu acompanhado da concomitante discriminação da sociedade. Devido ao fato da doença ter se manifestado primeiramente em homossexuais, as pessoas, inclusive os cientistas que cogitaram chamá-la de câncer-gay, passaram a associar os soropositivos à pessoas de vida desregrada, a pessoas que não respeitavam a moral e os bons costumes impostos pela sociedade. Do mesmo modo, os empregadores, muitas vezes pelo desconhecimento dos meios de contágio e prevenção da AIDS, passaram a discriminar os soropositivos, não os aceitando para ocupar funções laborais. Inúmeros empregados estão sendo despedidos por serem portadores do vírus da AIDS por flagrante e manifesta discriminação ou muitas vezes por atitudes discriminatórias disfarçadas pelo uso do poder potestativo de despedir do empregador. Há discussões sobre a possibilidade de reintegração dos empregados soropositivos despedidos arbitrariamente, devido ao fato de não haver lei específica destinada a este fim que abarque os portadores do vírus da AIDS. Também se discute o cabimento de danos morais ao soropositivo despedido por motivo de discriminação ou submetido a situações vexatórias. Assim, em vista das muitas situações que podem envolver o portador do vírus HIV no âmbito das relações de emprego, pretende-se discutir quais os meios jurídicos viáveis para garantir-lhe a proteção, pois devido à condição de soropositividade, muitas pessoas acabam tendo direitos fundamentais cerceados, inclusive no mundo do trabalho, pelo preconceito e discriminação.

10 10 Para realizar o trabalho foram utilizados alguns procedimentos metodológicos a fim de conferir um grau de cientificidade à pesquisa. A natureza da vertente metodológica desta pesquisa foi a qualitativa, pois o tema explorado acarreta fortes impactos na sociedade e, especialmente no âmbito do trabalho, pois envolve a proteção dos indivíduos soropositivos nas relações de emprego e a garantia de seus direitos fundamentais, como o direito à vida, à dignidade e ao trabalho, fundamentais para sua existência digna. O método de abordagem adotado foi o dedutivo, pois a partir de princípios e direitos gerais concedidos a todos os indivíduos e especificamente a todos os empregados, foram deduzidos os aplicáveis às condições do soropositivo no tocante ao âmbito das relações de emprego. O método de interpretação jurídica foi o sociológico, pois analisou os impactos que o tema abordado causa na sociedade e como podem ser solucionadas as questões que envolvem o portador do vírus HIV nas relações de emprego. Em relação ao objetivo geral, a presente pesquisa é classificada como exploratória, pois reflete sobre os mecanismos jurídicos viáveis na proteção do soropositivo, com base em assentamentos doutrinários e jurisprudenciais. Quanto aos procedimentos técnicos utilizados, a pesquisa é bibliográfica e documental, predominando o procedimento bibliográfico, devido ao uso de livros, artigos jurídicos, dissertações de pós-graduação, interpretações jurisprudenciais, além de leis e jurisprudências. A técnica de documentação foi a indireta, visto que não foi produzida doutrina, havendo uma pesquisa bibliográfica de livros, artigos, leis e jurisprudências. Sendo utilizados resumos e fichamentos das fontes como instrumentos de viabilização da pesquisa. No que concerne à leitura dos dados, foi utilizada a leitura crítica e interpretativa, com o sublinhamento dos trechos mais importantes e o registro de tópicos mais relevantes com a finalidade de facilitar a análise e compreensão das informações obtidas. Foram utilizados principalmente autores de livros que tratam especificamente sobre AIDS e HIV, além de livros de Direito do Trabalho e Direito Constitucional, entretanto, algumas obras da seara cível e previdenciária também serviram de base para a elaboração do presente trabalho monográfico. A metodologia descrita facilitou a produção desta monografia, para tanto, espera-se ter apresentado uma metodologia válida para a produção do presente trabalho.

11 11 Visando atingir o objetivo pretendido, o presente trabalho aborda no primeiro capítulo noções gerais sobre o HIV e a AIDS, como surgimento da doença, atuação do vírus no organismo, contágio e prevenção. Aborda também as repercussões do HIV no Brasil, no mundo do Trabalho e especificamente nas relações de emprego. O segundo capítulo trata dos princípios e direitos que são de fundamental importância à análise de questões envolvendo indivíduos soropositivos nas relações de emprego, princípios e direitos que devem nortear a interpretação e a aplicação da lei nos casos que envolvem portadores do vírus HIV, especialmente no âmbito do trabalho. Por fim, o terceiro capítulo discute principalmente como pode ser garantida a proteção do empregado soropositivo em face do poder potestativo do empregador. Serão abordados alguns mecanismos que podem viabilizar a proteção do indivíduo portador do vírus HIV no âmbito das relações de emprego, analisando situações por ele enfrentadas na constância e no término do vínculo empregatício.

12 12 CAPÍTULO I HIV/AIDS SURGIMENTO, DISCRIMINAÇÃO E AMBIENTE DE TRABALHO 1.1 Breves Noções sobre HIV/AIDS A AIDS, sigla da língua inglesa que significa Acquired Immunological Deficience Syndrome, traduzida para o português, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença cujo contágio se dá mediante o vírus HIV, o humam immunodeficiency virus ou vírus da imunodeficiência humana, em nosso idioma. Conforme explicam Arletty Pinel e Elisabete Inglesi 1, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida foi assim chamada pela primeira vez em 1981, pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos. Por se tratar de um agrupamento de sintomas e sinais e não de apenas uma doença, adveio o termo síndrome. Explicam ainda que o termo imunodeficiência advém do fato do indivíduo infectado pelo vírus HIV ter seu sistema imunológico comprometido, se tornando mais frágil e passando a funcionar menos eficientemente, como decorrência disso a pessoa soropositiva se torna mais suscetível ao ataque de microorganismos e de agentes que normalmente não seriam ameaça ao ser humano. O termo adquirida é adotado devido à AIDS ser causada por um agente externo, decorrendo de contágio e não herdada geneticamente. O vírus da imunodeficiência humana pertence à classe dos retrovírus e sua descoberta, em 1983, foi realizada por dois grupos de cientistas, sendo um norte-americano, liderado pelo Dr. Robert Gallo, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e outro francês, do Instituto Pasteur de Paris, liderado pelo Dr. Luc Montangnier. Entretanto foi o grupo norteamericano quem primeiro publicou a descoberta. 2 Ao infectar um indivíduo, o vírus HIV pode permanecer inerte por vários anos, sem que a pessoa infectada apresente nenhum sintoma da AIDS; tal período é conhecido como 1 PINEL, Arletty; INGLESI, Elisabete. O que é AIDS. Coleção Primeiros Passos. São Paulo: Brasiliense, 1996, p Ibidem, p. 15.

13 13 fase assintomática 3, na qual o corpo humano continua trabalhando normalmente, sem demonstrar sinais de portar o vírus, sendo o diagnóstico possível de ser realizado apenas mediante o teste de HIV. O vírus HIV se transmite através de sangue e outros líquidos contaminados, como sêmen, secreções vaginais e leite materno. 4 Para que o contágio seja evitado deve-se sempre utilizar o preservativo em todas as relações sexuais, homossexuais ou heterossexuais, não compartilhar agulhas e seringas no uso de drogas injetáveis, exigir material descartável ou esterilizado em serviços de saúde, salão de beleza e em lojas de tatuagem e piercings. No caso do diagnóstico de mulher grávida portadora do vírus HIV, a gestante deve fazer uso de medicamentos anti-retrovirais, deve ser programada uma cesariana a fim de evitar o contágio no momento do parto, assim como a substituição do aleitamento materno através da utilização de bancos de leite humano 5. Sabendo-se as formas de contágio, é possível a utilização de meios eficazes para o controle da infecção, sendo a pública divulgação destes meios de relevante importância para tanto. Quando o vírus HIV passa a atuar no organismo humano, o indivíduo se torna vítima em potencial de doenças oportunistas, pois as células do sistema imunológico passam a funcionar com menos eficiência e a habilidade do organismo em combater doenças diminui. Alguns fatores podem tornar mais rápida ou mais lenta a replicação do vírus, como enfatiza Hilário Valentim 6 : Além dos relacionados diretamente à pessoa do portador, a exemplo dos de natureza genética, há vários outros. São denominados co-fatores, e podem contribuir para aumentar ou diminuir a suscetibilidade individual à infecção, a exemplo de: condições ambientais; saneamento deficiente; influências psicossociais (tensão causada pelo estilo de vida sócia ou do trabalho, estresse, exaustão, depressão, ansiedade); desnutrição, maus hábitos de saúde e alimentares; drogas (tanto as prescritas por médicos quanto as ilícitas); germes diversos, que causam enfermidades; doenças. Como diabetes e câncer; tabagismo; álcool; gravidez; realização de cirurgia; outros. 3 O QUE É HIV. Disponível em:< Acesso em: 24/09/ DST DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS AIDS. Disponível em: <http://www.dst.com.br/pag08.htm>. Acesso em: 20/02/ TRANSMISSÃO VERTICAL DO HIV. Disponível em:< Acesso em: 23/02/ VALENTIM, João Hilário. AIDS e a s relações de trabalho: o efetivo direito ao trabalho. Rio de Janeiro, Impetus, 2003, p.34.

14 14 A partir deste trecho, concluímos que um ambiente sadio, tranqüilo, acolhedor e a garantia de uma subsistência digna, confortável e com acesso a medicamentos e boa alimentação facilitam a manutenção da qualidade de vida do soropositivo, atrasando a evolução da AIDS. Existe um período entre a infecção pelo HIV e a possibilidade de detecção de sua presença, mediante exames que confirmam a existência de anticorpos anti-hiv no sangue, sendo este período designado de Janela Imunológica. Tal período tem duração média de duas a doze semanas, entretanto pode se prolongar em alguns casos. 7 No período da Janela Imunológica existe a possibilidade de um exame de detecção de HIV dar um falso-negativo, portanto, neste caso, o exame realizado neste período deve ser repetido após três meses para confirmação ou não do resultado. Este intervalo de três meses é suficiente para ocorrer a soro conversão se o indivíduo estiver infectado, que é o reconhecimento do HIV no organismo. Atualmente, a AIDS é reconhecida por ser uma doença de basicamente três fases: a assintomática, a chamada pré-aids ou Complexo Relacionado à AIDS e a da AIDS estabelecida de forma plena, valendo salientar que nem toda pessoa infectada pelo vírus HIV passará por todas as fases, podendo alguma delas ser suprimida. 8 A fase assintomática é aquela em que o indivíduo infectado não manifesta sintomas da pré-aids ou AIDS propriamente dita, sendo apenas portador do vírus HIV. Entretanto esta pessoa já é capaz de transmitir o vírus para outra, condição em que viverá o resto de sua vida, sendo possível que uma pessoa infectada passe anos nesta situação de portador assintomático. 9 Interessante ressaltar que alguns indivíduos, por razões desconhecidas, não desenvolverão a doença, permanecendo portadores assintomáticos por toda a vida, mas com capacidade de transmitir o vírus HIV. A segunda fase, a do Complexo Relacionado à AIDS, pode envolver vários sinais, como diarréias, febre persistente, perda de peso geralmente superior a dez por cento da massa corporal, perda das faculdades mentais, tremores, gânglios com aumento de volume persistente, cansaço, suores noturnos e outros JANELA IMUNOLÓGICA. Disponível em: < Acesso em: 24/09/ VALENTIM. Op. cit., p , nota 6. 9 Loc. cit. 10 VALENTIM. Op. cit., p. 36, nota 6.

15 15 Tais distúrbios, muitas vezes, dificultam ou impedem que a pessoa infectada trabalhe, debilitam-na, mas geralmente não são fatais, sendo este um dos traços que diferenciam a segunda da terceira fase de manifestação do vírus, a da AIDS plenamente estabelecida. A terceira fase ocorre quando a pessoa infectada pelo vírus HIV é vítima de ao menos uma doença oportunista, potencialmente fatal, como o Pneucocystis carinii ou o Sarcoma de Kaposi 11, um tumor de vasos, mas que quase sempre se manifesta na pele, com grandes ou pequenos tumores vermelho-arroxeados. Neste caso, a pessoa passa a ser chamada de doente de AIDS e não apenas portador do vírus HIV, visto que a doença se manifestou efetivamente. Assim, saliente-se que a pessoa infectada pelo HIV é apenas portadora do vírus, podendo desenvolver normalmente suas funções habituais e laborais, pois apenas a partir do momento em que a doença se manifestar de forma efetiva tal pessoa passará a ser doente de AIDS, sendo esta distinção de grande relevância para a análise de questões envolvendo o empregado soropositivo O Surgimento da AIDS e da Concomitante Discriminação A AIDS se tornou conhecida publicamente no início da década de 1980, entretanto pesquisas posteriores indicaram que nas décadas de 1950 e 1960 já havia casos de pessoas infectadas pelos vírus HIV em populações isoladas, como destaca Hilário Valentim 12. Algumas teorias religiosas sustentam até hoje que a AIDS é, na verdade, um castigo divino atribuído às pessoas que vivem no pecado. Tais idéias são, acima de tudo, preconceituosas e só colaboram ainda mais com a estigmatização dos portadores do vírus HIV, devendo, assim, serem combatidas. Contudo, em meio a várias teorias apresentadas, desde o início da década de 1980 a causa da AIDS tem sido atribuída ao vírus HIV, o Vírus da Imunodeficiência Humana, tendo tal tese aceitação mundial. O Doutor Robson Antão de Medeiros 13 questiona o fato de já haverem pessoas infectadas na década de 1950 e, entretanto, o alastramento da doença só ter ocorrido trinta anos depois. 11 PASTERNAK, Jacyr. AIDS: síndrome da imunodeficiência adquirida. São Paulo, Editora Nacional, 1986, p Ibidem. p.13 e MEDEIROS, Robson Antão. A proteção do trabalhador portador do vírus HIV/AIDS: abordagem jurisprudencial. Dissertação (Mestrado em Direito Econômico) UFPB, João Pessoa, 2002, p.6.

16 16 Então explica que tal alastramento se deu com intervalo considerável entre os primeiros casos detectados pelos cientistas, provavelmente por causa do isolamento geográfico, pois não havia tantos meios de transporte ágeis entre continentes, como na década de 1980 e atualmente. Como os primeiros casos de infecção pelo vírus HIV divulgados ocorreram entre homossexuais, a doença foi inicialmente denominada de peste gay ou peste rosa, sendo esta última uma alusão ao símbolo utilizado pelos nazistas para identificar os homossexuais nos campos de concentração, um triângulo rosa invertido. 14 Daí já se observa o caráter discriminatório da expressão inicialmente utilizada. Nos Estados Unidos, a doença era denominada de GRID, Gay Related Immune Deficiency, ou no vernáculo, Deficiência Imunológica Relacionada à Homossexualidade 15, ou seja, a própria comunidade médica agiu de forma discriminatória, sem pensar nas conseqüências negativas que tal denominação poderia acarretar aos infectados pela doença e aos homossexuais em geral. Pinel e Inglesi 16 explicam que após um tempo a denominação foi alterada, entretanto não se tornou menos discriminatória, pois ao se referirem à AIDS, profissionais de saúde e cientistas utilizavam o termo Doença dos Quatro Hs, por atingir principalmente os haitianos, hemofílicos, homossexuais e heroinômanos, usuários de heroína injetável. Corroborando com a informação da inicial associação da AIDS a estes grupos determinados, temos o trecho de Jacyr Pasternak 17 : O maior grupo de risco para a doença continua sendo o fato de ser homossexual: 76% dos casos norte-americanos e 85% dos casos brasileiros são homo ou bissexuais. (...) Em segundo lugar, no mundo todo, vêm os viciados em drogas de uso endovenoso (...) Depois vêm os haitianos, os hemofílicos e, finalmente, os que nada são do que foi citado acima. Este último grupo é preocupante, porque está aumentando em relação aos outros, e ele sugere que a doença tem capacidade de se expandir fora do ambiente ecológico que lhe é reconhecidamente próprio. Nota-se no trecho acima, escrito na década de 1980, que a AIDS era diretamente associada a estes grupos, que posteriormente passaram a ser chamados de grupos de risco. Além disso, podemos ver claramente que a maior preocupação externada pelo autor foi em relação à possibilidade da doença atingir outros grupos, não sendo demonstrado tanto cuidado 14 PINEL; INGLESI. Op. cit., p. 14, nota Loc. cit. 16 Loc. cit. 17 Loc. cit.

17 17 com os inicialmente infectados, parecendo até que estes mereciam ser acometidos pela doença. A inicial discriminação e falta de sensibilidade com os infectados, comportamento comum entre profissionais da saúde e cientistas da época do surgimento da doença, logicamente contaminou o pensamento da sociedade, que passou a externá-lo estigmatizando os portadores do vírus HIV ao associá-los a pessoas de comportamento duvidoso. A partir da metade da década de 1980 começou a haver uma mobilização mundial contra a infecção, sendo um grande marco nesta luta contra a AIDS a designação, em 1987, do dia primeiro de dezembro como o Dia Mundial da AIDS. Esta data, criada a fim de estimular o sentimento solidário na sociedade em relação aos portadores do vírus HIV e de incentivar a busca por melhores meios de combate à doença, foi designada pela Assembléia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas 18. Assim, deve haver a conscientização dos infectados para que sigam corretamente os tratamentos e tomem as devidas precauções, a fim de evitar o contágio de outras pessoas. Já as pessoas não infectadas, além de tomarem medidas de proteção, não devem agir de forma discriminatória, e sim tentar proporcionar aos soropositivos um ambiente acolhedor, que contribua para uma maior qualidade de vida e para que esta vida seja revestida de dignidade. 1.3 A AIDS como Problema do Ambiente de Trabalho É constatado que a maior taxa de infecção pelo vírus HIV se encontra entre a população de 15 a 49 anos, ou seja, entre a força produtiva de nosso país, dados do Ministério da Saúde, divulgado no site do Governo Brasileiro, anteriormente citado. Desde a década de 1980, no início da propagação da doença de forma mais efetiva, as empresas públicas e privadas preferem segregar as vítimas do vírus HIV, dando-lhes o rótulo de pessoas de vida desregrada e tentam desassociar a AIDS do local de trabalho, no lugar de oferecerem o apoio devido aos empregados infectados. Entretanto, mesmo sendo mínima a chance de infecção pelo vírus HIV no ambiente de trabalho, a AIDS é um problema tanto de empregados como de empregadores, pois atinge especialmente pessoas em faixa economicamente ativa. 18 CAMPANHAS. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/data/pages/lumisbcf34169ptbrie.htm>. Acesso em: 26/02/2008.

18 18 Assim, deve haver a conscientização da importância da participação de empregados e empregadores nas campanhas de prevenção contra AIDS e na divulgação de informações sobre a doença, como meio de combate de infecções, além da diminuição do preconceito e das manifestações de discriminação. No ano de 2006, apurou-se a existência de cerca de 26 milhões de trabalhadores infectados pelo vírus da AIDS, situação que atinge tanto os portadores do vírus e suas famílias quanto as empresas em que trabalham, acarretando reflexos negativos para o desenvolvimento econômico, pelo aumento de gastos com previdência e saúde pública, além da diminuição de renda, com conseqüente minoração do poder de compra 19. Estima-se que, não se tornando mais fácil o acesso aos medicamentos oferecidos para tratamento da doença, o número de mortes de trabalhadores vítimas do vírus da AIDS aumentará expressivamente até o ano de 2015, tornando-se uma das principais causas de mortalidade entre os trabalhadores 20. O ambiente de trabalho pode auxiliar na divulgação de informações acerca da AIDS, além de oferecer apoio aos empregados portadores do vírus HIV, adotar medidas de prevenção e tornar-se mais adequado e favorável à manutenção da saúde dos empregados soropositivos. Além disso, a Organização Internacional do Trabalho, a OIT, visa combater a discriminação contra empregados soropositivos e fortalecer a implementação de programas especificamente direcionados para AIDS no local de trabalho, com o objetivo de combater a epidemia. 19 ABRAMO, Lais. HIV/AIDS e o mundo do trabalho: a missão da OIT no combate à epidemia Disponível em:< php?id=1600>. Acesso em: 27/02/ SOMAVIA, Juan. HIV-AIDS nos locais de trabalho Disponível em: <http://www.oitbrasil.org.br/prgatv/prg_esp/hiv_aids.php>. Acesso: 27/02/2008.

19 19 CAPÍTULO II DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS E PRINCÍPIOS INDISPENSÁVEIS À ANALISE DE QUESTÕES ENVOLVENDO O EMPREGADO PORTADOR DO VÍRUS HIV 2.1 Direito à Vida Antes mesmo da existência de direitos e de leis para assegurá-los, nos mais primórdios tempos, sempre foi inerente ao homem o instinto de sobrevivência e de proteção da vida, o mais precioso bem que temos e que deve ser preservado. Assim, anteriormente deve ser garantida a vida para que possam existir e serem exercidos os demais direitos e garantias fundamentais, sendo, por isso, o direito à vida o de mais relevância no âmbito internacional e nacional. O direito à vida é direito da personalidade e inviolável, conforme nossa Constituição Federal 21 determina no caput de seu artigo 5º, devendo ser tutelado pelo Estado. Portanto, ninguém pode ser arbitrariamente privado de sua vida, cabendo punição ao indivíduo que atentar contra este direito. Nosso ordenamento jurídico defende a vida como direito fundamental do homem, punindo as práticas que contra ela atentam, como as elencadas no Código Penal 22, no Capítulo dos Crimes Contra a Vida, do art. 121 ao art.128. Entre elas temos o homicídio e o aborto, além da proibição da pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, determinada no art. 5º, XLVII da Constituição Federal 23. Logo, afere-se que tal direito é considerado primordial por nosso legislador, merecendo proteção especialmente em nosso ordenamento jurídico, visto que em outros Estados a pena de morte, por exemplo, é permitida. 21 BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. In: Vade Mecum acadêmico de direito. Op. cit., p.43, nota BRASIL. Código Penal. In: Ibidem, p BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. In: Ibidem, p. 45.

20 20 Entretanto, como explica Alexandre de Moraes 24, o direito à vida não deve ser interpretado apenas como o estrito direito de viver e permanecer vivo, mas deve ser encarado sob o prisma da existência de vida digna, do respeito à dignidade da pessoa humana, pois a vida por si só não basta, esta deve ser proporcionada juntamente com, ao menos, as condições mínimas necessárias de saúde, educação, alimentação. A garantia do direito à vida deve ser conferida a todos os indivíduos, sem discriminações, logo o portador do vírus HIV também é destinatário deste direito fundamental. E usando da interpretação mais ampla do direito à vida, concluímos pela necessidade de que esta vida seja garantida de forma digna a todos, inclusive ao indivíduo soropositivo. No que se refere ao empregado portador do vírus HIV, é essencial que ele se mantenha exercendo uma atividade laboral, pois é o meio eficaz para garantir a subsistência e a manutenção da vida de forma digna, visto que, sem salário, o acesso à alimentação, vestimenta, lazer e a outros elementos indispensáveis à vida se torna bem mais difícil. Pelo mesmo motivo, o tratamento conferido ao empregado HIV positivo não pode ser discriminatório, deve ser acolhedor e humano, a fim de que ele se sinta bem exercendo suas funções laborais e não se sinta constrangido por sua condição de soropositivo. 2.2 Direito à Saúde Em conseqüência do direito à vida, temos a saúde como direito social do homem assegurado no art. 6º de nossa Carta Maior. Conforme explica Hilário Valentim 25, o direito à saúde é um instrumento para que se realize o direito à vida, como o direito de greve é mecanismo que visa propiciar os demais direitos trabalhistas. O art. 196 de nossa Constituição Federal 26 determina da seguinte forma: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação. 24 MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 15ª edição. São Paulo: Atlas, 2004, p VALENTIM. Op. cit., p. 111, nota BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. In: Vade Mecum acadêmico de direito. Op. cit., p.89, nota 59.

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