Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres e das Adolescentes Vivendo com HIV

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1 Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres e das Adolescentes Vivendo com HIV Manual para facilitadores e gestores de programas

2 Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres e das Adolescentes Vivendo com HIV: Manual para facilitadores e gestores de programas

3 2006 EngenderHealth. Todos os direitos reservados EngenderHealth 440 Ninth Avenue New York, NY Estados Unidos. Telefone: Fax: Citação sugerida: EngenderHealth e Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com o HIV/AIDS (ICW) Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres e Adolescentes Vivendo com o HIV: Manual para Facilitadores e Gestores de Programas. Nova York e Londres. Arte de Capa: The Trust for Indigenous Culture and Health (TICAH) A capa é uma colagem feita com as mãos de mulheres vivendo com o HIV na Ásia e África, que pintaram mapas corporais como parte de um projeto TICAH chamado Nossos corpos positivos: Mapeando nosso Tratamento, Compartilhando Nossas Estratégias. A TICAH, com base em Nairóbi, Quênia, compartilha mapas corporais, histórias de tratamentos, histórias de mortes e estratégias de tratamentos nutricionais e herbários como parte do projeto Listening To Those Who Live It (Ouvindo Aqueles que A Vivem). O objetivo da TICAH é influenciar políticas e programas de AIDS com o intuito de que passem a responder melhor aos desejos, necessidades, poder e realidades das mulheres. A TICAH faz parceria neste trabalho com a Point of View (Índia) e com grupos de apoio de mulheres e crianças vivendo com o HIV na Índia, Tailândia e no Quênia. A TICAH convida todos os que se interessarem por mais informações a visitarem a página oficial (www.ticahealth.org) ou a escrever para ticahealth.org.

4 Índice Agradecimentos Abreviaturas e Acrônimos Prefácio Introdução ao Programa de Capacitação v vii ix xiii Sessão 1: Aquecimento Sessão 2: Informações Básicas sobre HIV e AIDS Sessão 3: Explorando Crenças, Valores e Atitudes sobre o HIV e AIDS Sessão 4: Habilidades e Abordagens Básicas para o Aconselhamento Sessão 5: Vulnerabilidade das Mulheres e Meninas Adolescentes Vivendo com o HIV em Saúde Sexual e Reprodutiva Sessão 6: HIV/AIDS: Estigma e Discriminação nos Serviços de Saúde Sessão 7: Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres e das Adolescentes..... Vivendo com o HIV Sessão 8: Facilitando a Tomada de Decisão Informada e Voluntária pela Cliente 37 Sessão 9: Questões Éticas em Aconselhamento Sessão 10: Apoio Psicossocial em Caso de Diagnóstico Positivo Sessão 11: Revelação do Diagnóstico Sessão 12: Abordagem sobre a Sexualidade com as Mulheres e as Adolescentes Vivendo com o HIV Sessão 13: Ampliando a Percepção de Risco e Vulnerabilidade da Cliente Sessão 14: Sexualidade na Adolescência, Gravidez e HIV/AIDS Sessão 15: Aconselhamento em Saúde Sexual e Reprodutiva para as Adolescentes Vivendo com o HIV Sessão 16: Serviços Abrangentes de SSR para as Mulheres e as Adolescentes Vivendo com o HIV Sessão 17: Planejamento Familiar e Necessidades das Mulheres e das Adolescentes Vivendo com o HIV (Incluindo Dupla Proteção, Gravidez Maternidade Segura) Sessão 18: Aconselhamento Integrado em SSR para as Mulheres e as Adolescentes Vivendo com o HIV Sessão 19: Encerramento Anexos Anexo A: Programa da Capacitação Anexo B: Questionário de Pré e Pós-teste Anexo C: Folhas de Apoio para os/as Participantes EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV iii

5 Anexo D: Formulário de Avaliação do/a Participante Anexo E: Recursos Adicionais Anexo F: Anexo G: Informações sobre Saúde Sexual e Reprodutiva para Mulheres e Meninas Vivendo com o HIV Intervenções no Planejamento de Programas que Integram SSR a HIV/AIDS iv SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

6 Agradecimentos A EngenderHealth e a ICW Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS gostariam de agradecer às seguintes pessoas e organizações por sua contribuição para a produção desse manual: Emma Bell e Paul Perchal, os primeiros autores; a equipe da EngenderHealth, os membros da ICW, a equipe dos Ministérios da Saúde do Brasil, da Etiópia e da Ucrânia (onde foi realizado o projeto inicial que levou ao desenvolvimento deste manual) por seu apoio e orientação constantes, incluindo Sharone Beatty, Silvani Arruda, Dra. Ana Lucia Ribeiro de Vasconcelos, Márcia Santana, Dr. Beyeberu Assefa, Dr. Ephrem Kassaye, Yengusnesh Taddese, Dra. Oksana Babenko, Dra. Chayka Volodymyr, Dra. Galyna Adamova, Alice Welbourn, Promise Mthembu, Luisa Orza e Fiona Hale; Susan Rhodes, Dr. Damien Wohlfahrt, Sharone Beatty, Silvani Arruda, Dr. Beyeberu Assefa, Dra. Oksana Babenko, Dr. Lynn Collins, Dr. Jane Cottingham e Dra. Manjula Lusti- Narasimhan pela revisão das versões iniciais dos textos do manual; e Sharone Beatty, Silvani Arruda, Adriana Gomez, Marcos Nascimento, Narda Nery Tebet, Márcia Santana, Dr. Beyeberu Assefa, Dr. Ephrem Kassaye, Yengusnesh Taddese, Dra. Oksana Babenko, Valentyna Kvashenko e Dra. Galyna Adamova, pela assistência nos testes de campo. Agradecemos, também, as funcionárias dos seguintes serviços do Município de Niterói que participaram do teste de campo: Hospital Universitário Antonio Pedro, Hospital Municipal Carlos Tortelly e Policlínica de Especialidades em Atenção à Saúde da Mulher Malu Sampaio. Agradecemos especialmente às seguintes redes de pessoas vivendo com HIV (PVHIV) em cada um dos países por seu apoio e participação constantes no desenvolvimento e teste de campo do manual: Club Svitanok/Ukrainian Network of PLHIV (Rede Ucraniana de PVHIV), Ucrânia; Pela Vidda Niterói, Brasil; Mekdim Ethiopia National Association (Associação Nacional Etíope Mekdim), Dawn of Hope, Persons Living with HIV Association), Etiópia. Agradecemos também ao Trust for Indigenous Culture and Health (TICAH) pelo uso da imagem de capa. A colagem mostra as mãos de mulheres vivendo com o HIV na Ásia e África que pintaram mapas corporais como parte de um projeto de ação sistemática da TICAH denominado Nossos Corpos Positivos: Mapeando nosso Tratamento, Compartilhando nossas Estratégias. Diana Quick-Groh editou a versão manuscrita, Cassandra Cook elaborou e compôs o manual e Michael Klitsch gerenciou todo o processo editorial e de produção. EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV v

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8 Abreviaturas e Acrônimos AIDS ARV ATV AZT CIPD DAP DIP DIU FHI HAART HIV HPV HSH ICP ICW IEC IO IPPF IST ITR MAL NVP OMS ONG PCE PF PPE PTV PVHIV RCP REDI SPN SR SSR TB TMPF UDI UNAIDS UNFPA síndrome da imunodeficiência adquirida anti-retroviral aconselhamento e teste voluntário azidotimidina (zidovudina) Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento diretrizes de atendimento no parto doença inflamatória pélvica dispositivo intrauterino Family Health International terapia anti-retroviral de alta potência vírus da imunodeficiência humana vírus do papiloma humano homens que fazem sexo com homens interação cliente-provedor/a Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS informação, educação e comunicação infecções oportunistas International Planned Parenthood Federation infecções sexualmente transmissíveis infecções do trato reprodutivo método de amenorréia lactacional nevirapina Organização Mundial da Saúde organização não governamental pílula contraceptiva de emergência planejamento familiar profilaxia para a pós-exposição prevenção da transmissão vertical pessoas vivendo com HIV reação em cadeia da polimerase Rapport, Exploração, Decisão e Implementação da Decisão serviços de pré-natal saúde reprodutiva saúde sexual e reprodutiva tuberculose transmissão (do HIV) de mãe para filho ou transmissão vertical usuário de drogas injetáveis Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS Fundo de População das Nações Unidas EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV vii

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10 Prefácio Os direitos sexuais e reprodutivos se aplicam a todos os indivíduos, independentemente do seu status sorológico para o HIV. No entanto, freqüentemente os direitos de mulheres, das adolescentes e das jovens vivendo com o HIV não são reconhecidos ou priorizados. As desigualdades entre os gêneros e algumas práticas sociais e culturais, muitas vezes, restringem e, ocasionalmente, controlam as decisões que mulheres e jovens podem tomar acerca de suas escolhas sexuais e reprodutivas. Devido à pobreza, ao estigma associado ao HIV e à discriminação, o acesso de mulheres e jovens vivendo com o HIV a informações e aos serviços essenciais é severamente cerceado, gerando conseqüências extremamente danosas para a sua vida. Os serviços de saúde sexual e reprodutiva (SSR) para mulheres e jovens vivendo com o HIV são limitados em alcance, acesso e qualidade nos locais em que de fato existem. Isso se deve, em parte, à baixa prioridade dada a tais serviços, o que já representa uma manifestação da desigualdade de gênero, do estigma e da discriminação contra pessoas vivendo com o HIV. Deve-se também a deficiências na prestação dos serviços de saúde e a barreiras legais e políticas que restringem o acesso ao serviço. Alguns exemplos das relações existentes entre HIV, SSR, direitos e desigualdade de gênero estão listados abaixo e ilustram porque os direitos sexuais e reprodutivos são particularmente importantes para mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV, seus parceiros e suas famílias: A transmissão do HIV ocorre principalmente por meio de relações sexuais. Testes de HIV geralmente são realizados em serviços de SSR (por exemplo, assistência prénatal, aborto e clínicas de infecções sexualmente transmissíveis [IST]). Violações aos direitos sexuais e reprodutivos de homens e mulheres aumentam sua vulnerabilidade à infecção pelo HIV e, da mesma forma, o status sorológico para o HIV aumenta a vulnerabilidade em relação às violações dos direitos sexuais e reprodutivos. Violações aos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres vivendo com o HIV aumentam o impacto do HIV sobre a mulher. Violações aos DSR causam um impacto direto sobre o acesso de homens e mulheres a serviços relacionados ao HIV, à experiência de uso de tais serviços, assim como sobre sua habilidade de usar informações e serviços em prol de seu bem-estar. A qualidade e a forma do teste, do tratamento e dos serviços de saúde podem agravar as violações aos direitos sexuais e reprodutivos de homens e mulheres que vivem com o HIV (por exemplo: pressionando uma mulher a fazer um teste junto com o seu parceiro pode aumentar ainda mais a violência doméstica). Desigualdades de acesso aos serviços sociais e de saúde influencia o estigma e a discriminação em relação ao HIV e à AIDS. Desigualdades de gênero, entre outras, dificultam homens e mulheres vivendo com o HIV a perceberem seus direitos à saúde sexual e reprodutiva. A violência de gênero aumenta a vulnerabilidade de mulheres e jovens à transmissão do HIV. EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV ix

11 Raramente, as adolescentes e as jovens têm acesso a serviços de SSR de qualidade e especificamente direcionado a elas; aquelas que são vivendo com o HIV são ainda mais propensas a serem estigmatizadas e discriminadas. A Comunidade Internacional declarou e apoiou clara e amplamente, os direitos de indivíduos a terem acesso a serviços de SSR, a tomarem suas próprias decisões sobre tais serviços e a receberem as informações necessárias para tomarem suas decisões por meio de do Programa de Ação, adotadas na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD, 1994), e suas revisões subseqüentes 1. No entanto, muitos países ainda carecem de políticas e programas que protejam os direitos de pessoas soropositivas para o HIV e/ou que contemplem as necessidades específicas destas pessoas. Atender e preservar os direitos de mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV ajudará a garantir que os serviços de SSR tenham o alcance e a qualidade apropriados e que sejam acessíveis a todos que os necessitam. Os serviços de SSR precisam ser abrangentes e integrados e incluir uma série de outros serviços: planejamento familiar; cuidados maternos; prevenção de transmissão vertical; aconselhamento e testes voluntários para HIV (ATV); aconselhamento de qualidade; prevenção da violência baseada em gênero-; informações e aconselhamento sobre saúde sexual; atendimento ginecológico, incluindo avaliação e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis; exames e tratamento de câncer de colo do útero; opções de fertilização; aborto, onde seja legalizado; serviços pós-aborto e serviços psicossociais. Os/As profissionais de saúde precisam tanto de capacitação quanto de apoio para eliminar o estigma e a discriminação e para fornecer um atendimento de qualidade e compassivo a mulheres que vivem com o HIV. Em geral, necessita de uma maior conscientização do amplo contexto social das questões que afetam a sexualidade, a saúde sexual, o acesso a cuidados de saúde e a confidencialidade. A estreita relação estabelecida entre a SSR e os avanços na prevenção, no tratamento e nos serviços para HIV/AIDS e seu papel na contribuição para alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio são agora amplamente reconhecidos 2. Os desafios que enfrentam a SSR e o HIV/AIDS possuem as mesmas causas primárias, incluindo pobreza, desigualdade de gênero, marginalização e estigmatização 3. Portanto, garantir o acesso de mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV a serviços de SSR contribui tanto a uma resposta global efetiva ao HIV, quanto a uma redução da pobreza e da desigualdade de gênero. 1 CIPD Programa de Ação. Site consultado em 7 de setembro de 2006 de revisões posteriores da ICPD incluem ICPD+5, site consultado em 7 de setembro de e ICPD+10, site consultado em 7 de setembro de 2006 de detail.cfm?id= Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Sem data. Metas de Desenvolvimento do Milênio e saúde reprodutiva. Nova York. Site consultado em 23 de junho de 2006, no endereço: 3 UNFPA. Sem data. Integrando HIV/AIDS à saúde sexual e reprodutiva. Site consultado em 23 de junho de 2006, de: Recentemente, a Comunidade Internacional vem sendo estimulada a intensificar seus laços em termos de políticas e programas. Especificamente, fortes indicadores da disposição dos serviços de SSR e da comunidade de HIV/AIDS para a adoção desta abordagem sinérgica inx SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

12 cluem a Convocação ao Compromisso de Nova York: integrar HIV/AIDS e Saúde Sexual e Reprodutiva 4 ; a Convocação à Ação de Glion para Planejamento Familiar e HIV/AIDS para Mulheres e Crianças 5 ; e a Convocação à Ação: em Prol de uma Geração Isenta de AIDS e HIV 6, que foi organizada depois das reuniões de dezembro de 2005, em Abuja, na Nigéria. Enquanto a Convocação ao Compromisso de Nova York se dirige para todas as áreas potenciais de convergência entre SSR e HIV, a Convocação à Ação de Glion enfatiza a relação entre planejamento familiar e SSR, e, principalmente, na PTMF do HIV/AIDS. A conferência de Glion foi uma iniciativa marcante para identificar a área prioritária para integrar SSR e HIV/AIDS, ao defender que a maneira mais eficaz para reduzir a proporção de crianças vivendo com o HIV é evitando a infecção inicial pelo vírus em mulheres e, também, evitando a gravidez não intencional em mulheres portadoras do HIV. O compromisso da Comunidade Internacional e dos governos nacionais de integrar intervenções de PTMF em serviços de saúde para mães e crianças e de fortalecer os laços a outros programas de saúde, incluindo programas de SSR e de atendimento, apoio e tratamento de HIV foi recentemente abordado na Convocação à Ação: em Prol de uma Geração Isenta de AIDS e HIV. A Convocação à Ação de Abuja, de dezembro de 2005, menciona que programas abrangentes de PTMF deviam incluir estratégias para: evitar a transmissão do HIV em mulheres; oferecer serviços de saúde reprodutiva a mulheres vivendo com HIV; evitar a transmissão do HIV durante a gravidez e o parto; e minimizar a transmissão do HIV por meio de práticas mais seguras para crianças 7. Embora a assistência a mulheres vivendo com o HIV com o objetivo de evitar que uma gravidez não intencional acontecesse tenha sido reconhecida como uma estratégia chave na PTMF 8 a ênfase estava principalmente na criança. Quando incluída como um componente de um serviço abrangente de SSR a mulheres vivendo com o HIV e respeitando totalmente seu direito a tomar decisões não-forçadas em relação a sua fertilidade, a prevenção de uma gravidez não intencional trata-se tanto das preocupações com a saúde da mulher, quanto da criança por nascer. Essa definição holística de saúde reprodutiva e sua visão abrangente dos serviços de SSR são pontos centrais na discussão sobre serviços de SSR para mulheres e jovens vivendo com o HIV neste manual de capacitação. Em vez de políticas e orientações 4 UNFPA Convocação ao Compromisso de Nova York: Integrando HIV/AIDS e saúde sexual e reprodutiva. 7 de junho de site consultado em 31 de agosto de 2006, de: 5 UNFPA Convocação à Ação de Glion para Planejamento Familiar e Mulheres e Crianças com HIV/AIDS, Glion, 3-5 de maio de site consultado em 31 de agosto de 2006, de: 6 UNFPA Convocação à Ação: em Prol de uma Geração Isenta de AIDS e HIV. Relatório do Fórum dos Parceiros Mundiais de Alto Nível Convocação à Ação: em Prol de uma Geração Isenta de AIDS e HIV, Abuja, Nigéria, 3 de dezembro de site consultado em 31 de agosto de 2006, de: 7 Ibid. 8 Os autores, junto ao restante da comunidade internacional, reconhecem que uma resposta eficaz de PTMPF requer uma abordagem mais abrangente e focada em quatro aspectos principais, que incluem evitar a infecção de HIV em jovens e mulheres; evitar a gravidez não intencional em mulheres vivendo com HIV; reduzir a transmissão de mãe para filho por meio de drogas anti-retrovirais, partos mais seguros e aconselhamento para alimentação ao recémnascido; e oferecer serviço, tratamento e apoio a mulheres vivendo com HIV e suas famílias. EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV xi

13 programáticas sobre a SSR de pessoas vivendo com HIV, as recomendações clínicas deste manual baseiam-se nas seguintes normas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS): Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS: Diretrizes para Serviço, Tratamento e Apoio a Mulheres Vivendo com HIV/AIDS e Seus Filhos em um Cenário com Recursos Limitados 9 ; e nos Critérios de Qualificação Médica para Uso Contraceptivo, da OMS 10. Este manual foi criado para informar e estruturar uma capacitação de quatro dias e uma oficina de planejamento de dois dias, que capacitarão coordenadores de programas e profissionais de saúde, mesmo em situações onde os recursos são limitados, a oferecerem serviço e apoio de qualidade, abrangentes e livres de preconceitos, a mulheres e jovens portadoras do HIV, no contexto local. O manual também estimula o envolvimento masculino e promove uma abordagem holística para integrar aconselhamento em SSR e o planejamento de programas que integrem serviços de SSR e de HIV/AIDS. Ele está baseado nas percepções e na compreensão de questões sobre SSR de mulheres e adolescentes vivendo com o HIV, compartilhadas pelas próprias mulheres e adolescentes vivendo com o HIV, seus parceiros masculinos, profissionais de saúde, fazedores de política e líderes comunitários. Essa compreensão tem sido obtida por meio de um estudo de pesquisa qualitativa conduzido pela EngenderHealth e pelo UNFPA em Brasil, Etiópia e Ucrânia. O manual passou por testes de campo com gestores/as de programas e profissionais de saúde em SSR e HIV/AIDS no Brasil, na Etiópia e na Ucrânia, e o feedback dos testes de campo foram incorporados a esta versão final. 9 UNFPA e a Organização Mundial da Saúde (OMS) Saúde sexual e reprodutiva de mulheres vivendo com HIV/AIDS: Orientações para serviço, tratamento e apoio a mulheres vivendo com HIV/AIDS e seus filhos em cenários com recursos limitados. Genebra. Site consultado em 31 de agosto de 2006: 10 OMS Critérios de Qualificação Médica para Uso Contraceptivo, terceira edição. Genebra. Site consultado em 7 de setembro de 2006, de: xii SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

14 Introdução ao Programa de Capacitação Visão Geral A importância deste curso A Comunidade Internacional ampliou seu foco nos últimos anos, com o intuito de ter uma visão holística sobre a saúde sexual e reprodutiva (SSR), de forma que estes serviços estejam integrados aos serviços em HIV/AIDS. Como resultado dessa mudança, surgiu à necessidade de uma capacitação que preparasse os/as profissionais de saúde para: ver a cliente como uma pessoa completa, com diversas necessidades inter-relacionadas de SSR, incluindo informação, assistência à tomada de decisão e apoio emocional; abordar questões delicadas sobre sexualidade com maior naturalidade; apoiar e proteger os direitos sexuais e reprodutivos da cliente; ter o acesso facilitado a recursos que contemplem uma variedade de serviços de SSR. Este programa tenta suprir as necessidades de capacitação por meio de diversos meios: introduzindo o conceito de aconselhamento integrado de SSR ; adaptando os padrões de aconselhamento dos campos de SSR e HIV/AIDS para ajudar os/as profissionais de saúde a avaliarem e abordarem efetivamente as amplas necessidades de mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV em relação à SSR. Metas e Objetivos O objetivo deste programa é capacitar os profissionais de saúde em uma nova abordagem para responder as necessidades de mulheres, adolescentes e jovens vivendo com HIV em SSR, oferecendo-lhes uma ampla gama de serviços. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) identificou as seguintes áreas centrais de uma proposta abrangente em SSR: 11 planejamento familiar (PF)/serviços de espaçamento entre nascimentos; assistência pré-natal, atendimento profissional durante o parto e cuidado pós-natal; assistência para complicações e emergências obstetrícias e neonatais; assistência para complicações no aborto e precauções no cuidado pós-aborto; prevenção e tratamento de doenças do trato reprodutor e doenças sexualmente transmissíveis (IST), incluindo HIV/AIDS; diagnóstico precoce e tratamento de câncer de mama e câncer no aparelho reprodutivo (para homens e mulheres); promoção, educação e apoio à amamentação exclusiva 12 ; 11 UNFPA. Sem data. Serviços de saúde reprodutiva: oferecendo serviços essenciais. Site consultado em 23 de junho de 2006, no endereço: 12 Uma vez que o HIV pode ser transmitido por meio de do leite materno, as orientações acerca de alimentação ao recém-nascido para mulheres vivendo com o HIV são diferentes daquelas para mulheres soronegativas. Ver o documento a seguir para esclarecimentos sobre as diferenças: UNFPA HIV e alimentação infantil: Orientações para ação prioritária. Nova York. Site consultado em 23 de junho de 2006, em: publications/detail.cfm?id=156&filterlisttype=1. EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV xiii

15 INTRODUÇAO prevenção e tratamento apropriado para casos de subfertilidade e infertilidade; desencorajamento ativo de práticas nocivas, como mutilação da genitália feminina; serviços de SSR para as adolescentes e as jovens; prevenção e assistência a casos de violência de gênero. Os objetivos gerais deste programa devem garantir que, ao fim da capacitação, os/as participantes tenham o conhecimento, a atitude e as habilidades necessárias para desempenhar as seguintes tarefas-chave, em relação às principais questões acima mencionadas: contribuir para que as clientes a avaliem sua própria necessidade de receber uma série de serviços, informações e apoio emocional em SSR; fornecer informação e serviços que estejam de acordo com a idade da cliente, seus problemas e necessidades identificados; contribuir para que as clientes tomem suas próprias decisões, de forma voluntária e devidamente informada; contribuir para que as clientes a desenvolvam as habilidades necessárias para tomar tais decisões. Justificativa: Por que serviços abrangentes de SSR? Normalmente, as clientes procuram os serviços de SSR para resolverem um problema ou uma necessidade em particular como planejamento familiar, IST, cuidados no aborto (onde legalizado) e no pós-aborto, ou algum aspecto dos cuidados em saúde materna e os/as profissionais de saúde normalmente respondem somente àquele problema ou necessidade particular. No entanto, PVHIV podem ter outras necessidades ou preocupações que agravem seu problema primário, mas que nunca são identificadas ou tratadas pelo/a profissional da saúde. Ao não tratar estas necessidades, o/a profissional perde a oportunidade de melhorar a condição geral de saúde da cliente. O problema de oportunidades perdidas é especialmente sério nos serviços de SSR, dada às conseqüências que potencialmente podem ameaçar a vida, como gravidez, IST e AIDS, assim como o estigma social associado ao HIV e a AIDS e ao incômodo que muitas clientes e profissionais de saúde sentem ao abordar estas questões. Esta capacitação assume uma perspectiva mais ampla e integra as necessidades ou problemas imediatos de mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV à sua condição geral de saúde. Portanto, pode ajudar profissionais de saúde a atenderem as clientes de modo a evitar problemas potenciais de SSR. Uma vez que vejam a cliente como uma pessoa completa e que considerem fatores tanto internos quanto externos ao contexto clínico, os/as profissionais de saúde estarão mais preparados/as para avaliar e atender as necessidades da paciente. Isso ajudará mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV a tomarem e sustentarem suas decisões de uma maneira mais efetiva. Abordagem da Capacitação Este programa apresenta o aconselhamento como uma habilidade geral da prestação de serviços relacionados a todas as áreas de SSR. Enfatiza as amplas necessidades da cliente, a partir de seus direitos e à maneira como o processo de tomada de decisão é influenciado por uma combinação de fatores socioculturais, econômicos, pessoais e pela própria prestação de serviço. xiv SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

16 O programa-base deve ser complementado por módulos com um dia de duração que enfatizem as preocupações e as necessidades de aconselhamento das clientes que buscam um serviço específico. Eles podem ser conduzidos imediatamente após o programa principal ou em algum momento futuro. Uma capacitação mais aprofundada seja sozinho ou em conjunto a este curso de habilidades básicas pode ser oferecida em áreas substanciais por meio do uso de outros programas desenvolvidos pela EngenderHealth, pela Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS (ICW), pela UNFPA e por outros. (Ver Anexo E, p. 169, para uma listagem desses recursos). Participantes e Facilitadores do Curso Este programa pode ser usado para capacitar qualquer profissional da saúde que trabalhe com SSR ou HIV/AIDS. O termo profissionais da saúde é usado aqui para se referir às pessoas que fornecem cuidados clínicos, aconselhamento ou outros serviços de apoio presencial ou à distância. É necessária uma equipe de pelo menos dois facilitadores para realizar esta oficina intensiva. Enquanto um facilitador ajuda em uma sessão, o(s) outro(s) pode(m) anotar informações em um flipchart, monitorar o tempo, ajudar a manter a discussão dentro dos objetivos da sessão, monitorar o trabalho dos pequenos grupos e atuar em encenações demonstrativas. INTRODUÇAO É imperativo que os/as facilitadores/as tenham uma vasta experiência em aconselhamento ou em capacitação de aconselhamento. Como esta oficina é focada em integrar diferentes áreas de serviços, as experiências prévias dos/as facilitadores/as devem ser complementares uma à outra e devem (o máximo possível) representar a ampla gama de serviços abordados na capacitação. Este manual foi elaborado para ser utilizado por facilitadores/as e profissionais de saúde com experiência na área. Ele contém informações para guiar o/a facilitador/a durante a oficina e para ajudá-lo/a a tomar decisões que aprimorarão a experiência de aprendizado. Ao mesmo tempo, espera-se que o/a facilitador entenda conceitos de aprendizagem para adultos, que saiba empregar diversos métodos e técnicas de trabalho participativo e que possa adaptar o material para atender às necessidades dos/as participantes. Nota: É muito provável que, entre os/as participantes da capacitação, haja pessoas vivendo com o HIV ou com suspeita de soropositividade para o HIV ou, ainda que tenham (ou tenham tido) amigos ou parentes com este status sorológico. É importante estar atento/a a esta situação durante a capacitação e manter-se sensível a estas questões. Como usar este Programa Formato Este programa consiste de: introdução para os/as facilitadores/as sessão de orientações detalhadas anexos contendo materiais adicionais de capacitação e ferramentas do programa EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV xv

17 INTRODUÇAO As orientações das sessões no programa têm os seguintes componentes básicos: 1. Objetivos Os objetivos são os comportamentos concretos e mensuráveis que os/as participantes devem adotar até o final de cada sessão. Eles estabelecem uma base para uma avaliação imediata dos resultados e/ou uma avaliação de acompanhamento subseqüente à capacitação. 2. Tempo Um guia para a duração prevista de cada sessão. 3. Materiais Uma lista dos materiais necessários para realizar a sessão. 4. Preparação Prévia Passos que os/as facilitadores/as devem tomar antes de conduzir a sessão. 5. Idéias-chave a serem transmitida Um resumo das questões relevantes que os/as participantes devem apreender da sessão. (Isso deve ser transmitido durante a sessão; os/as facilitadores/as podem usar estes pontos para apresentar um resumo no fim de cada sessão.) 6. Passo a passo da capacitação Orientações detalhadas que guiem o/a facilitador/a na condução das atividades. 7. Observações para o/a Facilitador/a / Opções de Capacitação São sugestões adicionais sobre como conduzir as atividades. 8. Material para os/as participantes É preparado para o uso dos/as participantes e se encontra no Anexo C deste manual. 9. Recursos dos/as Facilitadores/as Algumas sessões apresentam uma folha, uma tabela ou uma figura adicional a serem utilizadas pelo/a facilitador/a. Os anexos contêm materiais e ferramentas explanatórias que ajudarão os/as facilitadores/as a conduzirem as atividades da capacitação da forma mais eficaz possível. Além disso, possibilitam a realização de atividades de acompanhamento sobre como criar intervenções em programas de modo a integrar SSR e HIV/AIDS. Os anexos incluem: Anexo A: Amostra de uma Programação de Capacitação de quatro dias. Os/As facilitadores/as podem adaptar esta programação de acordo às necessidades dos/as participantes. Anexo B: Questionário de pré e pós-teste para os/as participantes. Esta auto-avaliação foi criada para ser aplicada no início e no fim da oficina. Quando aplicada no início, os/as facilitadores/as podem usar os resultados para personalizar a capacitação, de modo a se adequar ao nível de conhecimento e experiência dos/as participantes. Quando a avaliação é aplicada no início e no fim da oficina, os/as facilitadores/as podem usar a pesquisa para medir o avanço do conhecimento e das atitudes dos/as participantes durante a capacitação. Anexo C: Material para os/as Participantes. Este material tem o objetivo duplo de apresentar ao/à participante as informações de que ele/a precisará para completar algumas das atividades da capacitação, assim como de fornecer material de referência sobre questões importantes. Cópias de todos os recursos oferecidos podem ser distribuídas, em forma de manual, no início da capacitação, ou um texto específico pode ser entregue ao final de cada sessão. Anexo D: Formulário de Avaliação do/a Participante. Os/As facilitadores/as devem providenciar, distribuir e recolher as cópias deste formulário no fim da capacitação. xvi SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

18 Anexo E: Recursos Adicionais. Neste anexo encontra-se uma lista de websites e programas adaptados pela EngenderHealth, ICW, UNFPA e outras organizações. Anexo F: Folhas com dados sobre SSR para mulheres, adolescentes e jovens vivendo com HIV. Este anexo contém uma compilação de textos adaptados pela ICW, Organização Mundial de Saúde (OMS) e UNFPA. Anexo G: Planejando intervenções no programa que integrem SSR e HIV/AIDS. Neste anexo, há atividades para os/as gestores/as de programas e profissionais de saúde, com o propósito de ajudá-los a planejar e criar intervenções em SSR para mulheres, adolescentes e jovens vivendo com o HIV, incluindo planilhas e ferramentas para explorar mais a fundo as necessidades em cada contexto e descobrir como elas podem ser tratadas no processo de planejamento. Preparação para Facilitadores/as É recomendável que os/as facilitadores/as analisem todos os recursos da capacitação (inclusive as folhas dos participantes e outros materiais adicionais) para terem uma idéia de que tipo de sessões são oferecidas e para entenderem o objetivo, conteúdo e abordagem do manual. Os/As facilitadores/as podem, então, selecionar as áreas específicas de conteúdo e as atividades que são mais apropriadas às necessidades dos/as participantes. É recomendável que, antes da capacitação, marque-se um encontro com os/as administradores/as dos programas da instituição que solicitou ou patrocinou o evento. Eles/as devem estar cientes dos objetivos, metas e público-alvo. Juntos, os/as facilitadores/as e os/as administradores/as devem esclarecer o objetivo e confirmar o tempo disponível para a capacitação. INTRODUÇAO Durante o encontro, os/as facilitadores/as devem: identificar as áreas específicas de SSR e os grupos comunitários ou populações clientes que devem ser enfatizados no treinamento; identificar e planejar módulos de acompanhamento ou um conteúdo mais aprofundado da capacitação que se encaixe melhor às necessidades dos/as participantes; estabelecer passos para o acompanhamento da capacitação, designando ritmo e responsabilidades (por exemplo, aos/às facilitadores/as ou aos/às supervisores/as do programa); identificar quais profissionais de saúde serão incluídos no programa, de modo a cobrir uma amostragem representativa de habilidades e serviços; identificar quais gerentes de programa comparecerão as capacitações ou planejar uma oficina separada para atender às suas necessidades (Não é necessário que supervisores/as e administradores/as compareçam a todas as sessões); identificar quais gestores de programa e quais equipes comparecerão à oficina de dois dias de planejamento do programa (descrito no Anexo G, p. 191). Visitar o local onde a oficina será realizada previamente e, antes da capacitação, os/as facilitadores/as devem ter uma compreensão total das experiências dos/as participantes (incluindo uma capacitação sobre aconselhamento, se necessário), tarefas e necessidades. É recomendável que os/as facilitadores/as observem os/as participantes enquanto trabalham e EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV xvii

19 INTRODUÇAO prestem atenção nas condições atuais de serviços fornecidos de SSR e HIV/AIDS em seu ambiente de trabalho. Além disso, os/as facilitadores/as devem conversar com os/as participantes para descobrir suas experiências com serviços de SSR e HIV/AIDS, fazendo perguntas específicas quanto a seu nível de conhecimento e atitudes. Adaptabilidade Transcultural Este manual de capacitação aplica-se a vários cenários culturais diferentes. Portanto, os/as facilitadores/as podem adaptar as sessões, incluindo estudos de caso e sugestões de dramatização, para refletir sobre as necessidades dos/as participantes e as normas de cada local específico. Essas adaptações podem ser tão simples quanto mudar o nome dos personagens dos estudos de caso, ou tão complexas quanto desenvolver uma nova série de roteiros para as dramatizações ou mesmo exercícios novos. Gênero e HIV/AIDS Este manual reconhece que as desigualdades entre homens e mulheres, assim como regras diferentes para o comportamento sexual feminino e masculino, afetam a SSR de mulheres e jovens vivendo com o HIV. Além disso, o programa explora o impacto que as violações aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres causam em sua capacidade de acesso a serviços, tratamento e apoio. Uma filosofia abrangente sobre o empoderamento das mulheres integra esta publicação, assim como a promoção do envolvimento masculino, visando reduzir as barreiras sociais, de gênero, econômico e jurídico, que se erguem contra o serviço efetivo de SSR para as mulheres e as jovens vivendo com o HIV. xviii SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV EngenderHealth/ICW

20 Aquecimento 1 Objetivos Dar boas-vindas a todos/as os/as participantes, apresentar as pessoas convidadas e os/as facilitadores/as. Descrever os objetivos e o programa da capacitação. Criar, conjuntamente, regras de convivência ou normas do grupo que sejam seguidas pelos/as participantes e facilitadores/as durante os dias da capacitação. Conhecer as expectativas dos/as participantes. Aplicar o pré-teste. Tempo 90 minutos Materiais cópias do programa diário flipchart com o programa do dia (opcional) cópias do programa de quatro dias (Anexo A, com quaisquer mudanças para a capacitação que visem atender as necessidades dos/as participantes) cópias de pré-teste (Anexo B) Preparação Prévia 1. Todos/as os/as convidados/as devem ser informados/as com antecedência sobre o propósito da capacitação, o assunto que será abordado e o tempo. 2. Prepare a fotocópia do programa para os/as convidados/as e participantes. Pode ser interessante, também, colocar a agenda do dia no flipchart e colá-lo na parede. É preferível não escrever os horários precisos das atividades para que os/as facilitadores/as tenham mais flexibilidade, caso seja necessário. 3. Prepare e faça uma cópia do questionário do pré-teste para todos/as os/as participantes do grupo. Idéias-chave a serem transmitidas Todas as pessoas nesta capacitação trazem experiências valiosas ao processo. Embora pretendamos oferecer e rever algumas informações e habilidades, estes próximos quatro dias serão um processo interativo, no qual cada pessoa vai aprender com a outra, e não somente a partir das informações fornecidas pelo/a facilitador/a. EngenderHealth/ICW SSR das Mulheres e Adolescentes Vivendo com HIV 1

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