MARIANA RIBEIRO DE OLIVEIRA EMPREGADOS PORTADORES DE HIV/AIDS: ALCANCE E APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

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1 MARIANA RIBEIRO DE OLIVEIRA EMPREGADOS PORTADORES DE HIV/AIDS: ALCANCE E APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA Monografia apresentada ao curso de graduação em Direito da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Direito. Orientadora: Professora Esp. Fabiane Freitas de Almeida Pinto Brasília 2010

2 Universidade Católica de Brasília Monografia de autoria de Mariana Ribeiro de Oliveira, intitulada EMPREGADOS PORTADORES DE HIV/AIDS: ALCANCE E APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Direito da Universidade Católica de Brasília, em (---/---/----), defendida e aprovada pela banca examinadora abaixo assina Presidente: Profª Esp. Fabiane Freitas de A. Pinto Orientador Universidade Católica de Brasília Integrante: Prof. Universidade Católica de Brasília Integrante: Prof. Universidade Católica de Brasília Brasília 2010

3 Dedico o presente trabalho à minha família e amigos, especialmente àquele que esteve ao meu lado todos os dias durante este lustro, me dando suporte e criando oportunidades para o meu crescimento. Dedico, também, aos docentes que, além de me prover o conhecimento jurídico, ofereceram lições de vida, servindo como como estímulo e demonstração de que não há dificuldade insuperável quando é forte o desejo de realização.

4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, sempre presente em minha vida, concedendo-me esta oportunidade de enriquecer meus conhecimentos. Agradeço aos amigos e queridos colegas, pessoas inesquecíveis, que a Instituição me permitiu conhecer, e espero os reencontrar no futuro. Agradeço aos docentes, especialmente a prof.ª Vanessa Maria de Morais, a qual, durante, antes e após as aulas, oferecia suporte tanto no campo jurídico como em assuntos corriqueiros, se tornando uma grande amiga. Agradeço de forma muito carinhosa à minha orientadora, Professora Fabiane Freitas, pela infinita paciência, enorme atenção e apoio, grandes ensinamentos e irrestrita colaboração.

5 RESUMO Referência: OLIVEIRA, Mariana Ribeiro de. Empregados portadores de HIV/AIDS: Alcance e Aplicação da Legislação Trabalhista fls. Monografia do Curso de Direito - Universidade Católica de Brasília, Brasília, O presente trabalho tem por finalidade analisar, sob a luz dos princípios constitucionais da Dignidade da Pessoa Humana e da Igualdade e das Orientações e Recomendações das Organizações Internacionais da Saúde e do Trabalho, a abrangência das leis trabalhistas protetivas dos portadores de HIV ou doentes de AIDS. Devido à importância do tema, verifica-se necessária a implementação de políticas públicas e privadas, fornecendo, assim, o conhecimento àqueles que convivem com a doença no meio social e apoio e dignidade para empregados portadores de HIV/AIDS. Nesse sentido, colaciona-se, além da legislação cabível ao caso em tela, ensinamentos doutrinários e entendimentos de diversos TRT s e do TST sobre a discriminação sofrida pelo empregado soropositivo. Palavras-chave: Empregado portador de AIDS. Direitos Trabalhistas. OIT. OMS. Ambiente de trabalho. Discriminação.

6 ABSTRACT Reference: OLIVEIRA, Mariana Ribeiro de. Employees with HIV/AIDS: Scope and Application of Labor Laws fls. Monograph of the course of law.- Universidade Católica de Brasília, This study aims to examine, in light of the constitutional principles of Human Dignity and Equality and the Guidelines and Recommendations for International Organizations of Health and Labor, the scope of protective labor laws of HIV carriers or AIDS patients. Due to the importance of the topic, it is imperative to implement public politics and private sectors, thus providing the knowledge to those living with the disease in social support and dignity for employees with HIV/AIDS. In that sense, collect themselves, in addition to legislation applicable to the case in, religious teachings and understandings of many of the TST and TRT's about the discrimination faced by HIV positive employee. Keywords: HIV/AIDS Employees. Labor Laws. ILO. WHO. Work environment. Discrimination.

7 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS AIDS - Acquired immune deficiency syndrome ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade Arts. Artigos CF/88 Constituição Federal da República do Brasil de 1988 CFM - Conselho Federal de Medicina CLT Consolidação das Leis do Trabalho CPC Código de Processo Civil DJ Diário da Justiça Esp - Especialista HIV - Human immunodeficiency virus ILO - International Labor Organization LER - Lesão por Esforço Repetitivo nº - número OIT - Organização Internacional do Trabalho OMS - Organização Mundial de Saúde ONU - Organização das Nações Unidas OPAS - Organização Pan-Americana de Saúde p Página Res - Resolução RODC - Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo SIDA - Síndrome de Imunodeficiência Adquirida STF - Supremo Tribunal Federal STJ Superior Tribunal de Justiça TRT Tribunal Regional do Trabalho TST Tribunal Superior do Trabalho WHO - World Health Organization parágrafo

8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A ORIGEM DO TRABALHO HUMANO E BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR A EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ORIGENS DO TRABALHO HUMANO A PROTEÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR NO DIREITO COMPARADO O ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO E O RECONHECIMENTO DAS GARANTIAS FUNDAMENTAIS DO TRABALHADOR. ART. 7, CF A AIDS NO AMBIENTE DE TRABALHO ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ACERCA DA INFECÇÃO PELO VÍRUS HIV A REPERCUSSÃO DA MOLÉSTIA NO MUNDO DO TRABALHO DIREITOS FUNDAMENTAIS NA RELAÇÃO DE EMPREGO DO PORTADOR DE HIV DECLARAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE E ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO SOBRE A AIDS DA PROTEÇÃO JURÍDICA DO TRABALHADOR COM AIDS EXIGIBILIDADE DO EXAME ADMISSIONAL DO EMPREGADO. ART. 168, CLT INVESTIGAÇÃO DO HIV/AIDS POR PARTE DO EMPREGADOR NA VIGÊNCIA DO CONTRATO DE TRABALHO: VIOLAÇÃO DA INTIMIDADE DO EMPREGADO? AS CONDIÇÕES DE SAÚDE DO OBREIRO SOROPOSITIVO. LIMITES DE PROTEÇÃO DO TRATAMENTO DISCRIMINATÓRIO NO AMBIENTE DE TRABALHO DIFICULDADE DE COMPROVAÇÃO DO TRATAMENTO DISCRIMINATÓRIO POLÍTICAS ANTIDISCRIMINATÓRIAS ADVINDAS DO PODER PÚBLICO E DE INSTITUIÇÕES REPRESENTATIVAS DA SOCIEDADE JULGADOS DOS TRIBUNAIS BRASILEIROS ENVOLVENDO EMPREGADOS COM HIV...83 CONCLUSÃO...90 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...94

9 9 INTRODUÇÃO Este trabalho monográfico constitui uma reflexão (sem nenhuma pretensão de esgotamento do tema) a respeito do labor desenvolvido trabalhador com diagnóstico de HIV. A bem da verdade, o debate do tema no contexto social surge no Século XXI, com o esclarecimento propiciado pelas pesquisas médicas e divulgação por campanhas (nos meios de comunicação), suscitando dúvidas quanto o encaminhamento adequado da questão da AIDS e a capacidade laborativa dos portadores da doença. Estima-se que, atualmente, 90% dos portadores de HIV ou doentes de AIDS integrem a População Economicamente Ativa, ou seja, em idade e condições de trabalho. A legislação trabalhista tem, por um de seus objetivos, proteger e defender os direitos e garantias dos trabalhadores, sem diferenciá-los por suas condições. No entanto ainda persistem situações que são levadas a julgamento por conta da intransigência ou resistência com relação aos trabalhadores soropositivos que, como os demais trabalhadores, tem direito à dignidade da pessoa humana, ao respeito e a qualidade de vida, amparadas pela Lei Maior. Além do problema de saúde pública, a discriminação avança afetando o indivíduo no âmbito do trabalho, sendo sua dignidade intensivamente comprometida, por conta de especulações e do pouco conhecimento sobre o que é, o que causa, como se contamina, como se evita o contágio da doença e o quanto ela interfere na qualidade das atividades laborais do trabalhador portador de HIV/AIDS. No intento de apontar o atual cenário em que se desenvolvem as relações trabalhistas, a presente monografia foi estruturada de modo a expor a evolução do pensamento jurídico, no que diz respeito ao alcance e aplicação da referida legislação no caso de empregados portadores de HIV/AIDS, até as mais recentes jurisprudências sobre o tema. Para tal intento no capítulo I, é feito um retrospecto sobre a origem do trabalho humano, o conceito e as distinções no trato da relação entre empregado e empregador. Também se tece breves considerações sobre a saúde do trabalhador com a complexificação das relações ao longo da historia. Outro aspecto abordado, diz respeito aos direitos e obrigações dos participantes da relação de trabalho, como são vistos comparativamente conforme apresentados pelas e OIT.

10 10 Em sequência, o capitulo 2, especifica como é tratada a questão da AIDS na sua repercussão no mundo do trabalho, abordando a real definição do que é o HIV/AIDS, bem como as verdades e mentiras sobre a doença. Como forma de proteção ao trabalhador, aqui também se fala da tutela jurídica dada sobre o tema, tanto no âmbito nacional, amparado constitucionalmente, como internacional, pelas Declarações e Resoluções da OMS e OIT. Logo após, no capítulo III, aborda-se a proteção jurídica do trabalhador, englobando a exigibilidade do exame admissional no ato da contratação, como forma de violação da intimidade do empregado, que ocorrerá se o empregador fizer um exame de AIDS sem a devida autorização do empregado e os limites de proteção ao soropositivo, ou seja, as condições básicas para o empregado portador de HIV trabalhar em tal lugar. Já no capítulo IV, utilizando-se do entendimento dos Tribunais do Trabalho Brasileiros, comprova-se por um lado a existência real de condutas discriminatórias no ambiente de trabalho e o embaraço em constituir mecanismos que propiciem sua comprovação. Por outro lado, apresenta-se os esforços subsidiados pelas políticas públicas contra a discriminação, além dos argumentos apresentadas pelas decisões formalizadas pelos julgadores no intuito de garantir o emprego do portador do vírus da AIDS, quando declaram as dispensas abusivas, discriminatórias ou obstativas de direitos. Em conclusão desta monografia, espera-se, de maneira satisfatória, tornar evidente, a luz dos princípios constitucionais da Dignidade da Pessoa Humana e da Igualdade e das Orientações e Recomendações das Organizações Internacionais da Saúde e do Trabalho, a abrangência das leis trabalhistas protetivas dos portadores de HIV ou doentes de AIDS.

11 A ORIGEM DO TRABALHO HUMANO E BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR. Porque deste ouvido à voz de tua mulher, e comeste da árvore, de que eu tinha te ordenado que não comesses, a terra será maldita por tua causa; tirarás dela o sustento com trabalhos penosos, todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra. Comerás o pão com o suor do teu rosto até que voltes à terra, de que foste tomado; porque tu és pó, e em pó te hás de tornar. 1 Do ponto de vista conceitual, pode-se dizer que o labor tem origem desde o ato da criação divina, mesmo antes até do pecado original, como uma maneira de dar prosseguimento a obra de Deus, ou seja, uma benção. O trabalho, a ação em prol da subsistência, remonta a gênese humana como uma função inerente a condição do homem. Entretanto, depreende-se dos versículos supra que, a partir do pecado original, o trabalho desde os tempos imemoriais tem sido algo penoso, a ser feito com muito esforço, como um castigo dado a Adão pelo erro cometido, fazendo com que a humanidade trabalhasse como forma de absolvição e resgate da dignidade perdida. Tem-se, então, um aspecto da realidade trazida no termo trabalho, revelando a dureza e a dificuldade, agora irreversíveis constituídas na vida humana. Talvez por esse motivo não seja raro localizar no repertório figurado de várias culturas tal percepção do trabalho como pena. A imagem hebraica sobre o trabalho aponta este como um valor da atividade do ser humano, determinado materialmente como corpo, como organismo, enfim, dotado de vida. O trabalho como movimento transformador do homem sobre a natureza interfere também na maneira de compreender a realidade que nos cerca, ou seja, nunca permanecem iguais ao fim de uma atividade, independente do seu caráter. Nesse sentido pode-se dizer que, através do trabalho, o homem se aperfeiçoa ao mesmo tempo em que produz sua própria cultura. O trabalho é uma das formas do homem atuar sobre o mundo e que o faz de vários modos, mas com certeza o faz devido à bagagem que traz de sua herança 1 Gênesis, Capítulo 3, versículos Bíblia Sagrada - 24ª Edição Claretiana. Ed. Ave-Maria, 2000.

12 12 cultural e sua ideologia acerca das relações sociais. Enfim, é partindo dessa perspectiva que se pretende alcançar a questão do trabalho na atualidade A EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ORIGENS DO TRABALHO HUMANO A origem etimológica da palavra trabalho é tripalium 2, um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo, as espigas de milho, para rasgá-los, esfiapá-los. Dicionários gerais 3, contudo, registram tripalium apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois. A tripalium se liga ao verbo do latim vulgar tripaliare, que significa justamente torturar. Partindo da Antiguidade Grega e Romana, o homem adaptava a natureza a si e a essa condição se denomina trabalho. Na Grécia, o cidadão, para participar ativamente das discussões dos problemas da polis (cidades-estado), bem como se dedicar à elaboração de leis e aos cargos públicos, necessitava de tempo livre para exercer essas funções. Aristóteles 4 olhava o trabalho com desprezo, do alto da filosofia, como próprio de homens sem inteligência, como indicado apenas para escravos e como apenas preparador de homens para a escravidão. O trabalho manual, segundo ele, entorpece e deteriora a mente, não deixando tempo nem energia para a inteligência e para a política. A despeito de a civilização grega ser formada no intuito de valorizar as cidades e à vida urbana, a agricultura compunha-se como atividade central da economia, ou seja, aqueles camponeses que extraiam do solo os seus próprios meios de subsistência eram livres. Por esse motivo, a posse de terra era de grande valor para aquela sociedade. Na maioria das cidades gregas dos séculos VI e V a.c., só os cidadãos podiam ser proprietários 5. Contudo, em suas pequenas 2 CUNHA, Antonio Geraldo. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. 4ª Edição. Editora Lexikon, Dicionário Novo Aurélio Século XXI. 3ª Edição, Ed. Nova Fronteira, DURANT, Will. História da Civilização, 1942 Apud BARROS, Maria Alice. Curso de Direito de Trabalho - 5ª Edição. Ed. Ltr, 2009, p AQUINO, Rubim Santos Leão et al. História das sociedades: das comunidades primitivas às sociedades medievais. 1980

13 13 parcelas de solo fértil, os cidadãos gregos trabalhavam na tentativa de extrair da terra pouco produtiva os alimentos necessários para sua manutenção, tendo a escassez da mesma facilitado o surgimento de núcleos urbanos independentes futuramente. Criaram-se, então, meios de acordar as condições de trabalho, tais como: 1. a Locatio Conductio, um ajuste consensual por meio do qual uma pessoa se obrigava a fornecer a outra o uso e o gozo de uma coisa, a prestação de um serviço ou de uma obra em troca de um preço que a outra parte se obrigava a pagar. Era comum que fosse utilizado o serviço escravo de outros senhores, incluindo-se neste contexto os homens livres de baixo poder aquisitivo, passando estes a ser incluídos na locação de seus serviços. O pagamento era elemento essencial, sendo fixado pelas partes, variando de acordo com a lei da oferta e procura; 2. a Locatio Rei, onde uma das partes se obrigava a conceder a outra o uso e o gozo de uma coisa em troca de certa retribuição; 3. a Locatio Operis, na qual o objetivo era o resultado de determinada obra que uma pessoa se comprometia a executar para outrem, mediante um preço e assumindo os riscos de tal execução; 4. a Locatio Operarum, prestação de serviços por uma pessoa, cuja remuneração era fixada tendo em vista o tempo gasto na execução, não o resultado do trabalho, arcando o credor do trabalho com os riscos advindos da prestação, antecedendo o contrato de trabalho. 6 Devido às particularidades da intuição e aos refinamentos da razão, os gregos deixaram certas ponderações sobre a questão do trabalho. É comum encontrar-se, nos textos da Grécia Clássica, formulações em que o desprezo pelo trabalho aparece e cultua-se a única atividade dita digna do homem livre, qual seja, o ócio dos filósofos. Contudo, para o sustento da composição das cidades, havendo tempo livre para dedicar-se à sua administração, sem deixar de produzir riqueza, era imprescindível que fosse generalizado o trabalho escravo. O escravismo tornou-se o modo de exploração econômico que sustentava a cidade e o campo e que proporcionava privilégios às elites gregas. Ser escravo nas 6 CALDERON, Moacir. Professor de Direito do Trabalho I. Fases Históricas da relação de trabalho- Anotações de aula em abril/2007.

14 14 polis significava não poder participar da vida política, ser excluído de parte das festas religiosas, ser desprovido de direitos e da educação para jovens cidadãos. Ao contrário do que ocorreu nos tempos modernos, a instituição da escravidão na Antiguidade não foi uma forma do obter mão-de-obra barata nem instrumento de exploração para fins de lucro, mas sim a tentativa de excluir o labor das condições da vida humana. Tudo o que os homens tinham em comum com as outras formas de vida animal era considerado inumano. (Essa era também, por sinal, a razão da teoria grega, tão malinterpretada, da natureza inumana do escravo. Aristóteles, que sustentou tão explicitamente a sua teoria para depois, no leito de morte, alforriar seus escravos, talvez não fosse tão incoerente como tendem a pensar os modernos. Não negava que os escravos pudessem ser humanos; negava somente o emprego da palavra homem para designar membros da espécie humana totalmente sujeitos à necessidade). E a verdade que o emprego da palavra animal no conceito de animal laborans, ao contrário do outro uso, muito discutível, da mesma palavra na expressão animal rationale, é inteiramente justificado. O animal laborans é, realmente, apenas uma das espécies animais que vivem na Terra na melhor as hipóteses a mais desenvolvida. 7 Por ter uma conotação material, tornou-se possível a escravidão. O escravo assemelhava-se à coisa que pertencia ao seu senhor, a partir do momento em que era arrematado, não tendo como, portanto, prestar seu consentimento contratual e contrair as obrigações que lhe foram impostas, perdendo a posse de si mesmo. Aquele tinha seu direito à vida e ao tratamento digno sonegados. A escravidão explica-se pelas particulares condições econômicas da época e pela falta de um conceito autêntico de liberdade. O trabalho no mundo grego era considerado tanto como vil, opressor da inteligência humana, bem como aquele que era exaltado como essência do homem. 8 Percebe-se que, para os antigos gregos, não estava a adesão irrefletida à escravidão e uma rejeição do trabalho como algo indigno em si mesmo. A se crer nas advertências de Hannah Arendt, eles produziram tal interpretação da realidade humana do trabalho que o problema da tensão entre liberdade da razão e a necessidade do labor se exprimia na contradição entre o animal laborans e o animal rationale. Na opinião de Durkheim, a sociedade era um organismo constituído de partes identificáveis e com relações bem definidas entre essas partes. A divisão social do trabalho significava o funcionamento, a princípio harmônico, desse organismo. Uma 7 ARENDT, Hannah. A condição humana. 10ª Edição. Ed. Forense, p BATAGLIA, Felice apud BARROS, Maria Alice. Curso de Direito do Trabalho. 5ª Ed. Ed. LTR, 2009, p. 56

15 15 divisão sistemática da sociedade e dos trabalhos que cada divisão desempenharia se traduziria em uma melhor compreensão da sociedade e, portanto, uma forma de melhorá-la como um todo, não tendo o indivíduo importância já que o mesmo não constrói a sociedade e suas instituições, mas sim as herda e deve adequar-se ao contexto que elas proporcionam. Dessa forma, é por meio da Divisão Social do Trabalho que a forma mais acabada de consciência, a coletiva, se impõe, já que o trabalho só se divide espontaneamente se a sociedade está constituída de tal maneira que as desigualdades sociais expressam exatamente as desigualdades naturais. 9 A queda do Império Romano provocou mudanças na vida das cidades, com o consequente enfeudamento. Por toda a Europa desenvolveu-se uma sociedade onde contingentes populacionais punham-se sob a proteção de senhores da terra prestando-lhes promessas de fidelidade. As condições gerais dos exercícios da atividade produtiva eram análogas, isto é, sob certos aspectos, às da Antiguidade Grega, assumindo a forma geral da servidão. Na Idade Média algumas características ainda permaneceram. Embora os gregos e os romanos já residissem nas cidades, o trabalho agrícola supria suas necessidades. No feudo, o serviço era confiado ao servo, que já era reconhecido como pessoa e não mais como coisa, apesar de que a situação do trabalho servil ser muito semelhante à dos escravos. Os donos de terras não dependiam do trabalho para viver, cabendo assim aos não proprietários o cultivo das terras privadas para sua própria sobrevivência e também a dos seus senhores. Os frutos produzidos em solos diferentes daqueles de propriedade do senhor feudal poderiam ser encontrados em pequenas feiras que se formavam entre um feudo e outro, surgindo, assim, o comércio. Aos poucos as relações individuais de trabalho foram sendo substituídas por um regime heterônomo, que se manifestou, sobretudo no segundo período da época medieval, nas corporações de ofício 10, onde a principal preocupação era garantir a constância da fabricação e a qualidade das mercadorias vendidas. A partir deste ponto, verifica-se a configuração de um espaço urbano, espalhando-se desvinculada do centro feudal. Surge, enfim, a classe da burguesia, denominação derivada da palavra burgo. As novas formas de troca de bens de 9 DURKHEIM, Emile. Regras do Método Sociológico. Ed. Martin Claret, p BARROS, 2009, p. 33

16 16 consumo já revelavam distinções pontuais. Seus componentes eram pessoas que desenvolviam atividades artesanais, fortalecendo as corporações de ofício aliadas com a acumulação de capital através do comércio de suas produções. Até meados do Século XVIII, menos de 10% da população vivia nas cidades. A principal atividade econômica era a agricultura. A população das áreas rurais produzia suas próprias roupas e utensílios. A maior parte do artesanato era produzida por famílias, com matérias-primas fornecidas pelos burgueses, que depois distribuíam as mercadorias para as demais regiões. Os países europeus eram quase todos governados por monarquias autoritárias. O povo não tinha direito à participação política na sociedade e enfrentava dificuldades. Havia pouca mobilidade social, e quase sempre os filhos seguiam a mesma profissão dos pais. 11 Fala-se aqui do deslocamento do eixo de produção da agricultura para o capitalismo ou o modo de produção moderno. Com a necessidade de se buscar melhor qualidade de vida a massa trabalhadora partiu da zona rural para as vilas e cidades. Este êxodo tornou as cidades um lugar aonde podia-se encontrar uma grande disponibilidade de mão-de-obra. Isso foi um marco para o surgimento de diversas ciências, como a Sociologia 12. As corporações de ofício traziam em sua formação, como objetivo, o estabelecimento de uma estrutura hierárquica, o regulamento da capacidade produtiva e das técnicas de fabricação. Aqueles que já tinham passado pela prova da obra-mestra eram tidos como os mestres, que por mérito, possuíam a propriedade das oficinas. Em princípio, obtinham tal cargo pelas suas aptidões profissionais ou pela execução de uma obra-prima, tendo como aprendizes os menores que recebiam ensino metódico do ofício ou profissão, mediante pagamento de taxas. Findo o período de aprendizado, tornavam-se companheiros e exerciam suas atividades nos locais públicos, obtendo pagamento pelos mestres. Contudo, apesar de almejar uma melhora na escala técnica, aqueles que eram companheiros só poderiam aprimorar sua atuação profissional se dispusessem de verba para adquirir a carta de mestria ou se contraíssem matrimônio ou com a filha ou com a viúva do mestre. No início da Revolução Industrial, os trabalhadores enfrentavam péssimas condições de trabalho e recebiam baixos salários. Com muita luta, foram 11 CAMARGO, Nelson José de (Org.). Biblioteca do ensino fundamental e médio. Ed. Sivadi, PEREIRA, Leonardo Gomes. Notas de aula. Fev/2010.

17 17 conquistando seus direitos. (...) Patrões e empregados devem ter consciência de seus direitos e deveres. As relações de trabalho presididas pelos critérios heterônomos das corporações de ofício trouxeram a necessidade de substituição por uma regulamentação essencialmente autônoma. Surgiu daí uma liberdade econômica sem limites, com opressão dos mais fracos, gerando uma nova forma de escravidão. É o que se extrai do pensamento de Lacordaire: Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o patrão e o empregado, é a liberdade que escraviza, é a lei que liberta. 13 Os abusos praticados pelos mestres nas corporações de ofício geraram greves e revoltas dos companheiros, principalmente em face da tendência de se transformar o ofício em um bem de família e da incapacidade de adaptação do trabalho ali desenvolvido às novas exigências socioeconômicas. O espírito monopolizador que dominava as corporações e o apego às formas superadas de produção foram motivos mais do que suficientes para incrementar a transição da sociedade artesanal para o capitalismo mercantil. A realidade mercantil sofreu uma forte regulamentação da economia, passando a ser contestada por alguns pensadores, levando os monarcas a necessitarem aumentar o controle burocrático sobre os meios produtivos e a exercerem uma espécie de patrimonialismo sobre as riquezas da nação, provocando um descontentamento nos detentores do capital. Em fins do século XIX, com o declínio do absolutismo e com os primeiros sinais da queda do imperialismo e do colonialismo, o que enfraqueceria o poder dos monarcas, os detentores do capital - industriais, sobretudo - vislumbraram a possibilidade, que se confirmou, da afirmação do capitalismo puro. Além de possibilitar uma impressionante acumulação de riquezas, o capitalismo mercantil criou uma economia de aspecto concorrencial onde as potências econômicas buscavam acordos, implantavam tarifas e promoveram guerras com o objetivo de ampliar suas perspectivas comerciais. No entanto, a relação harmônica entre a burguesia e os monarcas ganhou uma nova feição na medida em que a manutenção dos privilégios da nobreza se transformava em um empecilho ao desenvolvimento burguês BARROS, p SOUSA, Rainer. Origem do Capitalismo Disponível em: Acesso em 19 outubro 2010.

18 18 Em 1791, extinguiram-se definitivamente as corporações de ofício por meio da Lei de Chapelier, em seu art. 7º, transcrito a seguir: A partir de 1º de abril, todo homem é livre para dedicar-se ao trabalho, profissão, arte ou ofício que achar conveniente, porém estará obrigado a prover-se de uma licença, a pagar os impostos de acordo com as tarifas seguintes e a conformar-se com os regulamentos da polícia que existiam ou que se expeçam no futuro. 15 Pode-se considerar como aspecto positivo, a obtenção da liberdade de trabalho, já que a capacidade volitiva do operário fazia-se necessária no ato de escolha do trabalho e da profissão. Contraposto a isso, o impedimento da possibilidade de existência de qualquer órgão entre o indivíduo e Estado era temerário, pois as associações foram vedadas. Consecutivamente, a inovação tecnológica acelerou a crise do regime artesanal, culminando na Revolução Industrial, a partir da qual o homem passou a ser substituído pela máquina. Para Durkheim, as acusações de que a divisão do trabalho reduziu o trabalhador a uma máquina que repete rotineiramente os mesmos movimentos e que não relaciona as operações que lhe são exigidas a nenhum fim são injustas. Isso porque, em sua visão, a Divisão Social do Trabalho introduz também uma nova solidariedade, a Orgânica, em substituição a primitiva Mecânica. 16 Sendo o lucro o único desejo dos mestres da manufatura, o trabalhador era explorado ao máximo, com remunerações tão ínfimas que obrigavam o proletário a uma jornada de trabalho de até 15 horas para garantir a subsistência, incluídos na massa trabalhadora mulheres e crianças que contribuíam de certa forma para o sustento de suas famílias. Não havia nenhuma garantia previdenciária e era conferido ao empresário, pela Lei Senhor e Empregado, o direito de encarcerar o operário que abandonasse o trabalho. 17 Com o advento da Revolução Francesa, a liberdade individual foi consagrada logo no início da nova Constituição, elaborada no ano de 1791, por qual foi confirmada a liberdade para o exercício das profissões. Os indivíduos adquiriam por sua vontade o poder supremo para realizar toda a classe de atos jurídicos, os quais passavam a ter força de lei entre as partes, porque aceitos voluntariamente. 15 SOUSA, SOUSA, BARROS, 2007.

19 19 O Código de Napoleão de 1804 foi o primeiro grande código da idade moderna que procurou harmonizar o Direito Romano com o direito público costumeiro e, em essência, rendia homenagem à doutrina dos direitos do homem, colocando o indivíduo frente ao Estado, em posição superior, já que sancionava a autonomia do direito privado em relação ao direito público. Seu espírito reflete a mentalidade individualista da época. A referida codificação ratificou e corrigiu a maior parte das conquistas sociais alcançadas pela sociedade civil burguesa a partir da Revolução de 1789, confirmando a vontade contratual como norma suprema das relações jurídicas. Do mesmo modo, foi um marco da modernidade, assinalando o estabelecimento, no mundo jurídico, do reconhecimento das novas relações socioeconômicas decorrentes dos acontecimentos provocados pela queda da Bastilha. Muito embora tenha sido considerado o Código da Burguesia, por ter atendido aos interesses e às aspirações dessa classe, não foi redigido com o propósito de ser uma lei de privilégios, ao contrário, a intenção foi elaborar-se um código impessoal, expressão eterna das coisas, para ser aplicado sem distinção de classe e sem limite de tempo, tanto que o mesmo continua vigente até os dias de hoje. Historicamente, o primeiro grande passo foi dado na França, com o Código de Napoleão, de 1804, que permanece até hoje regulando a vida jurídica de um povo altamente civilizado, tendo servido de modelo a diversos países na elaboração de seu direito positivo. 18 As primeiras normas trabalhistas aprovadas pelos Estados Europeus foram editadas no século XIX. Em 1818, o empresário Robert Owen, reconhecido como pai da legislação trabalhista, propôs a celebração de um tratado internacional limitando a jornada de trabalho. Owen colaborou, no ano seguinte, para a aprovação de uma lei sobre o trabalho do menor, proibindo o emprego de crianças de 9 anos e fixando a jornada de 12 horas àqueles que eram menores de 16. Como uma de suas maiores contribuições para o Direito do Trabalho, incentivou a reunião dos operários em sindicatos, tornando-se, desde então, um influente mecanismo de conquista dos direitos social-trabalhistas. Na França, o exercício do direito de greve; na Alemanha, os seguros sociais; e os acidentes do trabalho, na Itália GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Ed. Saraiva, 2009, p SUSSEKIND, Arnaldo. Direito Constitucional do Trabalho. 3ª Edição. Ed. Renovar, 2004, p 9.

20 20 Depreende-se do breve levantamento acima exposto que o trabalho humano sempre foi visto, pelo menos, através de dois conceitos distintos. Numa primeira visão, o trabalho é concebido como fonte de libertação, fator de cultura, progresso e realização pessoal, dando dignidade ao ser humano, pela razão de colocá-lo como administrador do universo, um indivíduo com regalia em relação aos demais seres, visto que apenas ele pode realizar trabalho com discernimento, sensatez e liberdade, descobrindo e modificando, através de seu empenho, a terra e suas riquezas. A outra visão acerca do trabalho entende este como sendo uma penalidade, um castigo imposto ao homem decaído, sendo uma forma de punição aos seus erros e desobediências. Na visão Evangélica, o trabalho é um castigo, porém purificante e libertador. A diferença é que, antes da ideia do pecado original, o trabalho era alegre e sem fadigas, e, a partir da desobediência de Adão e de Eva, tornou-se penoso, quando o homem precisou trabalhar para se manter. As duas visões, entretanto, não são de todo contraditórias. Ambas assumem a importância da ação laborativa como forma de mudança de status quo, de aquisição de autossuficiência e de possibilidade de desenvolvimento e ascensão. No foco da abordagem desta monografia caberá no próximo tópico destacar aspectos muitas vezes preteridos no processo histórico das relações trabalhistas A PROTEÇÃO À SAÚDE DO TRABALHADOR NO DIREITO COMPARADO [...] Art. XXV - Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis. 20 Faz-se necessário, neste ponto, uma conceituação dos participantes da relação de trabalho. Antes de tudo, deve-se atentar ao conceito de pessoa lato sensu. Em sua origem, pessoa é um vocábulo provavelmente de origem etrusca, do qual proveio o termo em latim persona, que originalmente significava a máscara, 20 Art. 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). Ratificada pelo Brasil em 28/09/1989

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