PRISCILA DE VASCONCELOS MONTEIRO

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ PRÓ-REITORIA DE PÓS GRADUAÇÃO E PESQUISA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CUIDADOS CLÍNICOS EM ENFERMAGEM E SAÚDE PRISCILA DE VASCONCELOS MONTEIRO REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS COMO DISPOSITIVO PARA O CUIDADO CLÍNICO DE ENFERMAGEM FORTALEZA-CEARÁ

2 PRISCILA DE VASCONCELOS MONTEIRO REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS COMO DISPOSITIVO PARA O CUIDADO CLÍNICO DE ENFERMAGEM Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Cuidados Clínicos em Enfermagem. Orientadora: Profª. Drª. Maria Lúcia Duarte Pereira. FORTALEZA-CEARÁ

3 PRISCILA DE VASCONCELOS MONTEIRO REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE JOVENS VIVENDO COM HIV/AIDS COMO DISPOSITIVO PARA O CUIDADO CLÍNICO DE ENFERMAGEM Dissertação apresentada ao Programa de Pósgraduação em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Cuidados Clínicos em Enfermagem. Aprovada em: / / BANCA EXAMINADORA Profª. Drª. Maria Lúcia Duarte Pereira Universidade Estadual do Ceará (Orientadora - Presidente) Profª. Drª. Maria Lúcia Silva Servo Universidade Estadual de Feira de Santana (Membro Efetivo) Profª. Drª. Maria Célia de Freitas Universidade Estadual do Ceará (Membro Efetivo) Profª. Drª. Karla Corrêa Lima Miranda Universidade Estadual do Ceará (Membro Suplente) 2

4 Aos jovens que vivenciam o HIV/AIDS e lutam por um futuro melhor, na esperança de encontrar cura ou simplesmente aprender a lidar com a doença. DEDICO 3

5 AGRADECIMENTOS A todos os pacientes do ambulatório em HIV/AIDS do HSJ, por confiarem a mim suas belas histórias de vida, suas lutas e seus conflitos e por me ensinarem que a vida sempre vale à pena. Aos colegas da RNP, da Rede Jovem e do Centro de Convivência Madre Regina, que abriram suas portas e com carinho me acolheram, auxiliando na realização desse trabalho. Aos profissionais do ambulatório do HSJ, por terem sido ponte entre pesquisador e pacientes, em especial à assistente social Marta, por todas as chamadas e pela boa vontade demonstrada na busca de participantes para a pesquisa. Aos alunos e professores da escola Renato Braga, por terem acreditado, dedicado tempo e colaborado com a execução desse trabalho. À minha orientadora, Prof.ª Lúcia Duarte, a quem aprendi a admirar pelo exemplo de paixão pela pesquisa, por ter depositado em mim confiança, pelas preciosas orientações e por toda doçura e calma que sempre demonstrou. Aos membros da banca, pela disponibilidade em participar dessa ocasião e por todas as contribuições. Aos amigos e professores do PPCCLIS, por terem contribuído no meu aprendizado, enriquecendo discussões e mostrando a força que existe no trabalho em equipe. À amiga Danielle, pelas leituras de revisão e por toda disponibilidade demonstrada nesses momentos, por sua amizade e incentivo. À minha família, por se alegrar comigo em cada vitória, em especial à minha mãe, por desejar sempre o melhor e não medir esforços para me impulsionar a conquistá-lo, por sua torcida apaixonada, por toda compreensão e pelas lições de vida e de determinação que me fizeram acreditar que não existe impossível. Ao meu amado esposo, por ser peça chave desde a decisão de ingressar no mestrado, pelo esforço em proporcionar as melhores condições para que eu o concluísse, e, principalmente, por ter sido porto seguro nos momentos de incertezas. A Deus, que foi para mim o início e o fim. O primeiro a quem recorri ao perceber os desafios, e a quem devo toda honra e glória por ter chegado ao final, pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. 4

6 "O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é, ou deveria ser, a mais elevada forma de arte." Charles Chaplin 5

7 RESUMO Apesar das inúmeras campanhas de prevenção, a AIDS ainda se constitui em grave problema de saúde pública. Para os jovens adquire características peculiares em face das consequências da doença na vida dessa população. Assim, esse estudo tem como objetivo geral analisar as representações sociais sobre AIDS de jovens que vivem com HIV/AIDS e utilizá-las como dispositivo para o delineamento do cuidado clínico de enfermagem. Trata-se de pesquisa do tipo descritiva, com abordagem qualitativa, fundamentada na Teoria das Representações Sociais. Foi desenvolvida no ambulatório especializado em HIV/AIDS do Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ) e na Escola de Ensino Fundamental e Médio Prof. Renato Braga. Participaram 40 sujeitos entre 15 e 24 anos, divididos em dois grupos. O grupo A foi composto por 19 participantes provenientes do ambulatório, com diagnóstico de HIV/AIDS. O grupo B foi composto por 21 participantes provenientes da escola, sem diagnóstico de HIV/AIDS. Para coleta de dados utilizou-se questionário, entrevista semiestruturada e a observação simples. A análise dos dados se deu por meio de frequência absoluta e relativa, com o auxílio do programa informático Statistical Package for Social Sciences - SPSS 16.0, e por meio da análise de conteúdo temática. O estudo obedeceu aos critérios éticos estabelecidos na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa com seres humanos e teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará, com parecer de número A idade média dos sujeitos foi de 19,4 anos, pertenciam à classe média e estudaram 10,1 anos em média. Maior parte já havia iniciado a vida sexual e o uso do preservativo não foi consistente. Sobre a prevenção do vírus HIV, possuíam conhecimento básico e alguns equívocos, mas foi observado maior domínio sobre o tratamento da infecção. O grupo A teve mais acertos em ambos os temas. Ao analisar o conteúdo das entrevistas emergiram cinco categorias simbólicas e doze subcategorias. As representações sobre AIDS estiveram voltadas predominantemente para aspectos negativos como morte, doença sem cura, fim do mundo e desespero. A vida com AIDS foi considerada pelo grupo A como passível de ter qualidade a partir do tratamento, com limitações e relacionada à normalidade. Para o grupo B, a vida com AIDS era inconcebível e muito difícil. Observou-se a existência de zona muda nas heteropercepções sobre AIDS já que os sujeitos se utilizavam da pessoa do outro para transferir seus próprios conceitos, por sentirem-se livres da necessidade de adequação à norma socialmente aceita. Observou-se a existência de representações da AIDS semelhantes à do início da epidemia em ambos os grupos, com a culpabilização dos sujeitos infectados, concepção sobre o castigo como a explicação para sua origem e iminência da morte. A partir da apreensão das representações sociais dos sujeitos sobre a AIDS foi possível encontrar direcionamento para o cuidado clínico de enfermagem voltado para os jovens que vivenciam o HIV/AIDS. Como principais medidas apontou-se a sensibilização do profissional para prestar cuidado ético, voltado às necessidades dos sujeitos; educação em saúde através de estratégias sugeridas pelos próprios jovens visando melhorar o conhecimento sobre a AIDS; influenciar nas ações de prevenção, e ao mesmo tempo, atuar na redução do preconceito. Palavras-chave: Síndrome da imunodeficiência adquirida. HIV. Teoria das representações sociais. Cuidado de enfermagem. 6

8 ABSTRACT Despite the numerous prevention campaigns, AIDS is still a serious public health problem. For young acquires peculiar characteristics face the consequences of the disease in this population lifes. Thus, this study aims at analyzing the social representations of AIDS on young people living with HIV / AIDS and use them as a device for the design of clinical nursing care. This is a descriptive study with a qualitative approach, based on the Theory of Social Representations. It was developed at the clinic specializes in HIV / AIDS on São José de Doenças Infecciosas Hospital and the Prof. Renato Braga Elementary and Middle School. Participants were 40 subjects between 15 and 24 years, divided into two groups. Group A consisted of 19 participants from the outpatient department with a diagnosis of HIV / AIDS. Group B was composed of 21 participants from the school, without a diagnosis of HIV / AIDS. For data collection we used questionnaire, structured interview and simple observation. Data analysis was done by the absolute and relative frequency, with the aid of the computer program Statistical Package for Social Sciences - SPSS 16.0, and by means of thematic content analysis. The study followed the ethical criteria established in Resolution 196/96 of the Conselho Nacional de Saúde on human research and was approved by the Research Ethics Committee of the Universidade Estadual do Ceará, with acceptance number The mean age of subjects was 19.4 years, belonged to the middle class and studied 10.1 years on average. Most had already initiated sexual life and condom use was not consistent. On the prevention of HIV, had some basic knowledge and misconceptions, but noted greater control over the treatment of the infection. Group A had more hits in both subjects. By analyzing the content of these interviews revealed five categories and twelve subcategories symbolic. Representations of AIDS were directed predominantly to negative aspects such as death, incurable disease, doomsday and despair. Life with AIDS was considered by the group as likely to have quality from the treatment, and limitations related to normality. For group B, life with AIDS was inconceivable and very difficult. We observed the existence of mute zone in AIDS heteropercepções since the subjects were used in the other person to transfer their own concepts, to feel free of the need to adapt to the socially accepted norm. We observed the existence of representations similar to the AIDS epidemic began in both groups, with the blaming of individuals infected, conception of punishment as the explanation for their origin and imminent death. From the apprehension of social representations of subjects about AIDS could be found directing the clinical care nursing facing young people who experience HIV / AIDS. As pointed out key measures to raise awareness of professional ethics to provide care, facing the needs of individuals; health education through strategies suggested by young people themselves to improve the knowledge about AIDS; influence in prevention, while, work in reducing preconception. Key-words: Acquired immunodeficiency syndrome. HIV. Theory of Social Representations. Nursing care. 7

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição das características sociais, econômicas e demográficas dos Grupos A e B Tabela 2 Conhecimentos sobre HIV/AIDS e sua prevenção nos Grupos A e B Tabela 3 Distribuição das frequências e percentuais da categoria 'Concepções sobre AIDS' nos grupos A e B Tabela 4 Distribuição das frequências e percentuais da categoria 'Percepção sobre AIDS' nos grupos A e B Tabela 5 Distribuição das frequências e percentuais da categoria 'Relações' nos grupos A e B Tabela 6 Distribuição das frequências e percentuais da categoria 'Perspectivas' nos grupos A e B Tabela 7 Distribuição das frequências e percentuais da categoria 'Cuidados' nos grupos A e B

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AIDS - Acquired Immunodeficiency Syndrome / SIDA - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida DST - Doença Sexualmente Transmissível HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana (Human Immunodeficiency Virus) HSJ - Hospital São José de Doenças Infecciosas IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística OMS - Organização Mundial de Saúde / WHO - World Health Organization ONU - Organização das Nações Unidas PAD - Programa de Assistência Domiciliar Terapêutica RS - Representações Sociais SAE - Serviço Ambulatorial Especializado SER - Secretaria Regional Executiva SINAN - Sistema de Informação de Agravos de Notificação SPSS - Statistical Package for Social Scienses TALP - Teste de Associação Livre de Palavras TARV - Terapia Antirretroviral TCLE - Termo de consentimento Livre e Esclarecido TRS - Teoria das Representações Sociais UNAIDS - Joint United Nations Programmes on HIV/Aids UNICEF - United Nations Children's Fund 9

11 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS INTRODUÇÃO OBJETIVOS Geral Específicos BASES CONCEITUAIS O Contexto Epidemiológico da AIDS Cuidado Clínico de Enfermagem REFERENCIAL TEÓRICO Teoria das Representações Sociais METODOLOGIA Tipo e Abordagem do Estudo Local Sujeitos da Pesquisa Técnicas/Instrumentos de Coleta de Dados Procedimentos Análise dos Dados Aspectos Éticos RESULTADOS Caracterização dos sujeitos da pesquisa Conhecimento sobre HIV/AIDS e sua prevenção Conteúdos apreendidos pelas entrevistas Categoria 1: Concepções sobre AIDS Categoria 2: Percepções sobre AIDS Categoria 3: Relações Categoria 4: Perspectivas Categoria 5: Cuidado DISCUSSÕES Caracterização dos sujeitos da pesquisa Conhecimento sobre HIV/AIDS e sua prevenção

12 7.3 Conteúdos apreendidos pelas entrevistas Concepções sobre AIDS Concepções sobre AIDS ancoradas nos aspectos técnico-científicos Concepções sobre AIDS ancoradas nos aspectos socioculturais Concepções sobre a AIDS ancoradas na vivência da doença Percepções sobre AIDS Percepções sobre a AIDS ancoradas na autopercepção Percepções sobre a AIDS ancoradas na heteropercepção Categoria 3: Relações Relações ancoradas nos aspectos familiares Relações ancoradas nos aspectos afetivos Relações ancoradas nas supostas reações da sociedade Perspectivas Perspectivas ancoradas no cotidiano Perspectivas ancoradas nos planos para o futuro Cuidado Cuidado ancorado nos aspectos do autocuidado Cuidado ancorado nos aspectos do cuidado de saúde recebido O CUIDADO CLÍNICO DE ENFERMAGEM A PARTIR DAS REPRESENTAÇÕES SOBRE AIDS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE A - Modelo do termo de consentimento livre e esclarecido direcionado aos jovens APÊNDICE B - Modelo do termo de consentimento livre e esclarecido direcionado aos pais APÊNDICE C - Modelo do questionário APÊNDICE D - Modelo do roteiro de entrevista

13 1 INTRODUÇÃO Após quase 35 anos da descrição dos primeiros casos, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS) ainda permanece como uma das doenças infecciosas que mais assolam o planeta. Dentre as características que têm marcado a epidemia na atualidade, destacam-se a feminização, a pauperização, a interiorização e o envelhecimento. Além disso, outro aspecto que tem causado preocupação é a quantidade de jovens que se infectam com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) diariamente. Estima-se que o número de jovens entre 15 e 24 anos vivendo com HIV era de 5 milhões até 2009, representando 41% de todas as novas infecções em pessoas maiores de 15 anos. Já o número de adolescentes entre 10 e 19 anos chegou a 2 milhões no mesmo período. Dentre os jovens de 15 a 24 anos, há 3,2 milhões de infectados do sexo feminino e 1,7 milhões do sexo masculino, demonstrando a predominância feminina nesta faixa etária (UNICEF, 2011). Com base nos dados da UNAIDS (2010), apenas o sul e o leste da Ásia, o Pacífico, a América Latina e o Caribe não tem números de mulheres superiores aos de homens na faixa etária de 15 a 24 anos, porém, mesmo em minoria, o sexo feminino ainda representa 47% das estatísticas nestas regiões. Na América Latina e no Caribe, os números estão em torno de 250 mil jovens. Destes, 120 mil do sexo feminino e 130 mil do sexo masculino (UNICEF, 2011). Observa-se que desde o início da epidemia a proporção de mulheres jovens infectadas tem crescido. Porém, em dado momento, o número de infecções neste gênero superou o número de infecções masculinas, o que abriu espaço para o questionamento sobre os motivos pelos quais elas estão sendo mais infectadas. Especula-se que uma série de fatores possa contribuir para o aumento do número dos casos nesta população, como a estrutura anatômica feminina, a relações entre os gêneros, a condição da mulher na sociedade, a violência sexual e a prática de sexo em troca de drogas ou comida. De maneira geral, o número de novas infecções em jovens de 15 a 24 anos ao redor do mundo diminuiu como resultado de campanhas de prevenção e da adesão ao uso do preservativo (UNAIDS, 2010). Porém, ainda é muito cedo para se comemorar. É imprescindível que o trabalho de conscientização desta população continue sendo realizado, pois devido à iniciação da vida sexual e do maior número de parceiros nesta faixa etária, apresentam maior risco para contrair o vírus HIV. 12

14 A mudança de comportamento pode estar sendo o principal fator de influência na redução de novas infecções pelo HIV em jovens. Esta população, nascida entre 1988 e 1997, teve a oportunidade de crescer em uma sociedade que já conhecia o poder devastador da AIDS e por isso havia concebido uma nova forma de relacionar-se sexualmente. Assim, este grupo tornou-se mais propenso a aderir a campanhas de prevenção por terem sido expostos precocemente a ações de conscientização sobre a AIDS, possibilitando uma compreesão mais ampla sobre a necessidade de se manter sexo seguro. Análise realizada sobre o comportamento sexual de jovens de 14 a 24 anos mostrou que a multiplicidade de parceiros sexuais diminuiu entre os homens, mas aumentou entre as mulheres. O uso de preservativo na última relação sexual aumentou significantemente, mas o uso em todas as relações parece ter diminuído. Além disso, o percentual de jovens que tiveram relações sexuais antes dos 15 anos diminuiu em ambos os sexos (WHO; UNAIDS; UNICEF, 2011). No Brasil, o número total de notificações por AIDS entre jovens de 15 a 24 anos, de 1980 a novembro de 2011, foi de casos. A taxa de incidência dos casos de AIDS, assim como os números absolutos da infecção entre estes indivíduos, permaneceu praticamente estável durante as três décadas da doença no país (BRASIL, 2011c). No ano 2000, tinham sido notificados casos de AIDS entre indivíduos de 15 a 24 anos, com taxa de incidência de 9,9. Dez anos depois, foram registrados casos, com incidência de 9,5 casos por 100 mil habitantes, apresentando variação de 4% na taxa de incidência da última década (BRASIL, 2011c). Do total de casos nesta faixa etária, ocorreram em homens e em mulheres, permanecendo uma diferença de quase 25% no número de casos entre os sexos. Entretanto, a razão entre os sexos sofreu queda acentuada do começo da epidemia até o ano 2000, quando houve inversão da proporção entre homens e mulheres, com 0,9 casos em homens para cada caso em mulher (ou 9 homens para cada 10 mulheres). Após 2005, esta razão voltou a ser maior em homens, atingindo 1,4 homens para cada mulher em 2010, (BRASIL, 2011c). A razão entre os sexos nos jovens brasileiros segue a tendência da América latina, que diferentemente da maioria das outras regiões, ainda mantém número maior de casos entre os homens. Apesar das preocupações demonstradas a respeito da feminização da AIDS, as notificações entre as jovens vêm apresentando queda significativa, passando de casos 13

15 no ano 2000 para em O modo de transmissão neste sexo é predominantemente por via sexual, acontecendo quase exclusivamente através de relações heterossexuais. O número total de jovens infectadas por esta via foi de casos até 2011, representando quase 75% do total de infecções (BRASIL, 2011c). No sexo masculino, a transmissão por via sexual também predomina. As infecções por relações homossexuais se mantiveram estáveis por muitos anos, mas desde 2007 vêm apresentando crescimento nesta população, traçando caminho inverso ao que ocorre com as infecções por relações heterossexuais, que após apresentarem pico no número de casos em 2003, com 585 casos, passaram a cair de forma discreta, registrando 411 casos em Entretanto, há mais homens heterossexuais infectados que homossexuais, numa relação de para casos notificados no Brasil até 2011, respectivamente (BRASIL, 2011c). O número de óbitos por AIDS na população jovem teve decréscimo acentuado até 2006, com suave aumento no número de casos até 2009 e posterior decréscimo. No ano 2000, houve 714 óbitos e em 2010, 508, representando uma redução de 28% do número de óbitos nesta última década. Entretanto, esta queda deve ser comemorada com cautela, pois ainda há risco de novo crescimento no número de óbitos a qualquer descontrole de ações e políticas de saúde e, principalmente, comportamento da população (BRASIL, 2011c). No Nordeste, houve um crescimento de 43,4% na taxa de incidência de AIDS entre jovens na última década, passando de 3,9 no ano 2000 para 6,9 em O número de registros na região totalizou casos até 2011 (BRASIL 2011c). Os óbitos por causas relacionadas à AIDS nesta faixa etária somaram casos até 2010 na região. A variação nos números de óbitos através dos anos segue a tendência brasileira, com queda desde 2002 (113 casos) e pequeno aumento em 2009 (132 casos) (BRASIL 2011c). No Ceará, a população de 15 a 24 anos somou um total de casos de AIDS notificados até A partir de 2003, houve crescimento do número de novos casos. Da mesma forma, a taxa de incidência também cresceu na última década. Teve-se no ano 2000 uma taxa de incidência de 4,7 com 70 casos e em 2010, a taxa foi de 7,7 casos por 100 mil habitantes, com 128 casos, evidenciando um crescimento de 45,4% no período (BRASIL 2011c). Frente ao exposto, é perceptível o grande contingente de jovens que vivem com o HIV e necessitam superar não somente os desafios próprios da juventude, como também os impostos por sua condição sorológica. Contudo, para compreender o contexto vivido pela 14

16 população de jovens que enfrentam a soropositividade, se faz necessário, antes de tudo, conhecer sua conjuntura política, social e demográfica. A juventude pode ser compreendida como um período ainda imaturo de vida em que o ser encontra-se no auge de sua vitalidade e desenvolvimento. O jovem experimenta a passagem da adolescência para a vida adulta, transição que marca esta fase. A população jovem é formada por indivíduos de 15 a 24 anos, faixa etária definida pela Assembléia Geral da ONU em 1985 por ocasião do Ano Internacional da Juventude. Hoje, representam mais de 17% da população global ou 1,2 bilhões de pessoas (ONU, 2010). No Brasil, a população jovem representa quase 18% dos brasileiros, com indivíduos em Porém, no ano 2000, esta população representava mais de 20% das pessoas, sendo composta por indivíduos. Apesar dos números terem aumentado 0,45% nos últimos 10 anos, demonstrando um crescimento tímido, a parcela ocupada pelos jovens tem diminuído, proporcionando o envelhecimento da população brasileira ao longo dos anos (IBGE, 2010). Ao se avaliar o perfil da população brasileira por faixa etária e por sexo em 2010, nota-se que enquanto o segmento de 0 a 14 anos apresentou maior número de homens, a faixa dos 15 a 69 anos apresentou mais mulheres (IBGE, 2010). Desta forma, o maior número de nascimentos no sexo masculino não tem sido capaz de superar a alta mortalidade por acidentes e violência entre este gênero após os 15 anos, causando diminuição no número de homens jovens e maduros. O relatório sobre a população jovem no Brasil (IBGE, 1999) já denunciava que após os 15 anos de idade se verificava o aumento da mortalidade masculina, particularmente nos contextos urbanos e metropolitanos, associando este fato às causas externas. Apoiando esta afirmativa, o relatório Saúde Brasil 2010 assegura ser a população jovem a que mais morre por acidentes de trânsito. Do total de mortes ocorridas em 2009 por esse tipo de violência, 53,4% correspondem a pessoas entre 15 e 19 anos (BRASIL, 2011b). A morte de tantos jovens tem impactos sociais e econômicos nos índices do país, pois esta população é constituída por pessoas economicamente ativas ou em processo de desenvolvimento profissional e no auge de sua fase reprodutiva. Além das causas externas, diversos outros contextos entram no rol das preocupações em torno da população jovem. Algumas situações em particular ameaçam o pleno desenvolvimento deste grupo, trazendo consequências para a conjuntura de vida imediata e 15

17 futura, como é o caso das doenças sexualmente transmissíveis (DST), da gravidez na adolescência e do abuso de drogas. A vivência da sexualidade é outro assunto bastante discutido, por ter repercussões no amadurecimento pessoal, social e na saúde dos indivíduos. Portanto, não pode ser entendida como ato físiológico ou racional apenas, tem na sua concepção influência de componentes culturais e psicológicos. A sexualidade é definida como uma dimensão fundamental de todas as etapas da vida, sendo uma construção histórica, cultural e social (BRASIL, 2006a). Entre os jovens, sua vivência acontece de maneira peculiar, envolta em curiosidade e descoberta, tendo no seu exercício a ação da autonomia e da liberdade. O componente afetivo da sexualidade também não pode ser ignorado por ter influência na formação da identidade e no comportamento. Além disso, iniciação sexual nesta fase pode trazer modificações negativas na vida do jovem, causar situações indesejadas como a gravidez na adolescência, o aborto, e doenças sexualmente transmissíveis, dentre outras coisas (AMARAL; FONSECA, 2006). A partir do advento da AIDS, a expressão da sexualidade nas relações ganhou um componente de risco. O medo da contaminação e as campanhas massivas de prevenção, determinando as ações que deveriam ser tomadas pelos indivíduos nas suas relações, modificaram definitivamente a maneira como se vivencia a sexualidade no mundo. Entretanto, a despeito das inúmeras campanhas de prevenção, todos os dias mais e mais jovens se contaminam com o vírus HIV. Como consequência, a AIDS se constitui em uma das grandes problemáticas enfrentadas por esta população. Pensando neste público e nas necessidades por ele apresentadas, compreende-se que o cuidado de enfermagem pode estar envolvido na atenção desta população, trazendo soluções práticas para os problemas por eles vivenciados. Leite e Leite (2011) afirmam que um cuidado especial é dispensado ao público jovem devido a maior vulnerabilidade demonstrada por comportamentos propensos a risco. Os fatores que influenciam esta vulnerabilidade são a imaturidade cognitiva e a percepção de proteção imaginária. Mann et al. (1993) trabalham o conceito da vulnerabilidade a partir de três aspectos principais: vulnerabilidade individual, relativa ao nível de instrução e percepção de risco; vulnerabilidade social, que considera as condições coletivas para mudanças de práticas; e vulnerabilidade programática, relacionada aos programas de prevenção e assistência. 16

18 Camarano et al. (2004) também citam o conceito de vulnerabilidade como uma exposição potencial maior a riscos de diversas naturezas; como sociais, econômicas, políticas, culturais, entre outras; que implicam no enfrentamento de diversos desafios. Deste modo, apreende-se que a população jovem da atualidade encontra-se vulnerável em diversas situações. Considerando que estas vulnerabilidades interferem diretamente nas condições de saúde, os Chefes de Governo, na Conferência Mundial sobre os Determinantes Sociais da Saúde, reconheceram que as causas das iniquidades neste tema são compostos pelas condições sociais em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, incluindo fatores como a educação, situação econômica, emprego, habitação, além de sistemas eficientes para a prevenção e o tratamento de doenças (OMS, 2011). Diante disso, comprometeram-se a potencializar o papel das comunidades e fortalecer a contribuição da sociedade civil na formulação e implementação de políticas inclusivas que levem em conta as necessidades da população como um todo, com atenção especial aos grupos vulneráveis. Comprometeram-se ainda em apoiar programas abrangentes de pesquisa e levantamentos que forneçam informações para a formulação de políticas e implementação de ações. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de implementar ações de intervenção preventiva e clínica de qualidade, de forma a contemplar as necessidades desse grupo de forma mais efetiva, integral e participativa (BRASIL, 2006b). Pensando nisso, a Organização das Nações Unidas ONU lançou em 2009 o Ano Internacional da Juventude, com o objetivo de promover os ideais de paz, respeito aos direitos humanos e solidariedade entre gerações, culturas, religiões e civilizações. Pois considera que 87% dos jovens que vivem em países em desenvolvimento enfrentam desafios trazidos pelo acesso limitado a recursos, cuidados de saúde, educação, treinamento, emprego e oportunidades econômicas (ONU, 2010). Os esforços empreendidos pela ONU são para que os países reconheçam a importância de se investir nos jovens, pelo retorno que esta população pode dar à economia. Defendem que assim como fazem com o capital financeiro, o capital humano deve ser priorizado, tendo nos jovens o meio para o contínuo desenvolvimento de suas sociedades e a força criativa e produtiva da nação (ONU, 2010). Como consequência à negligência de políticas e investimentos, pode ocorrer o favorecimento de desigualdades e iniquidade social, proporcionado o surgimento de vulnerabilidades individuais e coletivas com influência nos cuidados com a saúde. A visão de 17

19 que os jovens podem trazer retorno social e econômico para as nações incentiva a criação de políticas e o direcionamento de investimentos para esta população. Para implementar ações voltadas a este grupo é necessário deixar de lado a visão estigmatizante de jovem como parcela improdutiva da sociedade ou como incapaz de tomar decisões coerentes. Para se operar ações para os jovens, a criação de estratégias deve ser feita em conjunto, aliando a juventude interessada no próprio futuro e no das próximas gerações, com profissionais implicados no cuidado direcionado a esta população. O jovem é conhecido por suas características de força, emoções inflamadas, impulsividade e inconsequência. Porém, com o direcionamento correto, esta força propulsora pode gerar mudanças sociais com benefícios permanentes. Na história brasileira temos diversos exemplos de como esta força jovem trouxe impactos políticos e sociais a partir de bandeiras levantadas na defesa de ideais. Todo este potencial deve ser devidamente valorizado e direcionado a fim de favorecer melhor enfrentamento das questões ligadas à juventude, criação de políticas específicas para este grupo e financiamento das ações. O Ministério da Saúde (BRASIL, 2006a) defende que a inclusão de adolescentes e jovens nas políticas de saúde requer novas perguntas sobre a realidade destes sujeitos, feitas a eles próprios, respeitando e considerando seus olhares, opiniões e propostas. Acredita-se que as representações sociais (RS) contemplam as expectativas de inclusão dos jovens no planejamento do cuidado, a partir do momento que possibilitam a apreensão da realidade social e a compreensão sobre as vulnerabilidades, expectativas e posicionamentos face sua condição de saúde. As RS são a maneira pela qual os seres humanos tentam captar e compreender o mundo ao seu redor (MOSCOVICI, 1978). Também podem ser consideradas como algo capaz de esclarecer os processos de pensamento humano e as interações sociais elaboradas, atuando como instrumento de análise de uma determinada realidade social (JODELET, 1991). Horochovski (2004) afirma que as RS, enquanto saber partilhado pelo grupo, possibilitam o entendimento da realidade, atuando no desvendamento e na compreensão da sociedade. Conclui que seu estudo gera uma análise aprofundada do senso comum e a percepção de diversidades, contradições, coerência e lógica. Desta forma, seu conceito pode ser utilizado como instrumento na análise da realidade social, uma vez que ele permite vislumbrar as concepções que os grupos constroem a respeito do mundo. Além disso, as RS 18

20 podem atuar de forma significativa na compreensão de questões contemporâneas, tais como, violência, juventude, movimentos sociais, minorias, entre outros. Estudo que retrata as RS de jovens vivendo com HIV mostra que esse grupo, mesmo diante das intensas mudanças no seu período natural de vida, ainda enfrenta as dificuldades trazidas pela doença. As preocupações demonstradas por esses jovens estavam relacionadas ao tratamento, cura, futuro, qualidade de vida, condições de trabalho e emprego, possibilidades de adoecimento e internações, repercussões da doença para família e manutenção do diagnóstico em segredo (SANTOS; RODRIGUES; ALMEIDA, 2010). Outro estudo semelhante também demonstrou predomínio da ideia da AIDS como uma doença ruim e que mata. Além disso, sentimentos de culpa e medo de rejeição pela condição de soropositividade estavam associados à ideia do isolamento social e de manutenção do segredo sobre a condição de saúde. A maioria dos jovens soropositivos revelou dificuldades nos relacionamentos interpessoais devido a sentimentos de insegurança e medo de não serem aceitos pelos demais (THIENGO; OLIVEIRA; RODRIGUES, 2005). Para tanto, a proposta de se conhecer como este grupo elabora suas ideias e as necessidades por eles sentidas, se faz fundamental para que se planeje o cuidado de enfermagem integral e individualizado. A enfermagem, em suas inúmeras maneiras de exercer cuidado, pode direcionar suas ações para o atendimento específico deste grupo objetivando a manutenção de sua saúde, a adesão ao TARV, a prevenção de infecções oportunistas, o restabelecimento de sua saúde e o oferecimento de apoio e orientação profissional. Leite e Leite (2011) afirmam que é preciso cuidar do sujeito com HIV/AIDS, compreendendo-o na sua totalidade e individualidade como um ser que pensa, sente, reage e interage com o seu meio, pois somente nessa perspectiva será possível garantir práticas de cuidado capazes de suprir suas necessidades. Cuidar pode ser definido como desejo de ajudar outra pessoa a crescer, se desenvolver e se realizar (MAYEROFF, 1971). Portanto, passa a ser compreendido como o esforço empreendido pelo cuidador para promover a autonomia dos sujeitos. Particularmente entre jovens e adolescentes, precisa ocorrer este cuidar envolvido, no qual o cuidador dialoga e interage com o ser que é cuidado. O objeto do cuidado não pode ser compreendido como um ser passivo e inerte neste processo, pois a ação de cuidar se dá através de uma troca, onde ambos, cuidador e ser cuidado, discutem necessidades e metas. O profissional enfermeiro, no seu cuidar do outro, 19

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