Milhões de dólares gastos no combate ao VIH/SIDA em Angola

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1 Milhões de dólares gastos no combate ao VIH/SIDA em Angola Cerca de 25 milhões de dólares norte-americanos é o montante gasto pelo governo angolano no combate ao VIH em 2010, e a fasquia do governo representa 62,2% (15.4milhões USD). As despesas concentraram-se nas áreas de prevenção, assistência e tratamento. E durante o ano de 2011, os gastos totais para suportar a luta contra o VIH e SIDA foram de 33.9 milhões USD das despesas provenientes do Orçamento Geral do Estado. Esta informação foi avançada pelo Relatório sobre o Progresso do País para dar Seguimento ao Compromisso da Sessão Especial sobre VIH e SIDA da Fonte: Google Assembleia Geral das Nações Unidas, do período (UNGASS 2012). Segundo relatório a que fizemos referência, 30% das despesas concentraram-se em Programas de Gestão e Reforço da Administração, e Recursos Humanos, a passo que 23% dos recursos financiaram actividades de Prevenção. Apesar deste reforço financeiro proveniente do OGE em 2011, ainda existem áreas em que o apoio do Governo é nulo, ou ainda se considera fraco, tais como Apoio Institucional para Pessoas Vivendo com VIH-SIDA, o Serviços de Protecção Social Incluindo Crianças Órfãs e outros grupos Vulneráveis e a investigação. O relatório indica ainda que a contribuição financeira internacional na luta contra o VIH e SIDA em Angola foi proveniente das entidades tais como: União Europeia, Fundo Global, agências das Nações Unidas, PEP- FAR (USAID e CDC), IOM e Privados. Em 2011, as despesas dos parceiros totalizaram em 12.4 milhões USD e as áreas de concentração de recursos continuaram a ser as mesmas registadas em 2010 embora com melhorias na categoria de prevenção, e apoio institucional para pessoas vivendo com o VIH e SIDA. Comparativamente ao ano de 2009, embora se tenha verificado uma queda de 33,4%, registou-se um crescimento de 33,1% quando comparado com as despesas de O Relatório sobre o Progresso do País nas Metas e Compromisso da UNGASS-SIDA, foi elaborado pela equipa técnica do Instituto Nacional de Luta contra SIDA (INLS-MINSA), com apoio de consultores de ONUSIDA, OMS, UNICEF, CON- SAÚDE.

2 Editorial Nesta Edição -Cerca de 34,4 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus do VIH no mundo pag 1 -Secretário de Estado considera que anti-retrovirais contribui para melhoria de infectados Pag 3 -Mulheres militares recebem explicações sobre alimentação de doentes de VIH/Sida Pag 3 -Testadas mais de duas mil pessoas durante campanha 'laço vermelho' pag 4 -Directora do INLS estima que país regista mais de duzentos mil casos de VIH pag 4 -Que tipo de Informação e prevenção sobre o VIH/SIDA existe? Pag 5 -Hospital do Lubango regista mais de cinco mil testes de VIH/Sida em 2012 pag 7 -Nunca se deve deixar levar pelo vento pag 8 -O Género e o VIH/SIDA pag 12 -Clínica móvel revela-se novo conceito de testagem de HIV e TB na África do Sul pag 14 -África do Sul: RAS introduz fórmula simples e barata do TARV pag 15 -Angola continua a ter a situação do VIH e SIDA a duas velocidades pag 16 -Lições do Brics abrem II Simpósio Global em Pesquisa dos Sistemas de Saúde pag 17 -Meta do Governo moçambicano é circuncidar -3 milhões de homens até 2014 pag 18 Ficha Técnica Direcção do Boletim: Simão Cacumba M. Faria Redacção: Venâncio F. Simão Simão Faria Fotografo Venâncio F. Simão Colaboradores: RNP+ Angola Samuile Quinda (Samy) João Mayele Senguele Francisco Alberto Desenho Grafico: Venâncio Simão Distribuição: SCARJoV Propriedade: SCARJoV LICENÇA No MCS-431/B/2006 Endereço Estrada da Camama Viana ao Calemba 2 Kilamba Kiaxi Luanda Angola Telefone: Telemóvel: / A reflexão Juvenil para a nova geração Tiragem exemplares Direitos reservados SCARJoV Simão Cacumba M. Faria A saúde pública, já há algum tempo no pentagrama dos angolanos como problema crónico e insolúvel, está na cara de todos, mais especificamente tem estado na ordem da conversa diária dos cidadãos em qualquer local que cruzarem e basta que alguém comece. Saúde não é nada que possa ser adiado e não há como negar que pelo menos neste aspecto o governo está à frente de qualquer outra iniciativa do programa de Saúde sobretudo no disponibilização dos medicamentos e melhoramento da qualidade de vida das pessoas vivendo com o VIH/SIDA. Sem entrar no mérito das questões políticas que envolvem o sector, as inaugurações que vêm sendo feitas, a capacitação, a anunciada contratação e o enquadramento de novos profissionais de saúde quer seja de nível médio ou superior, colocam-nos diante de uma única e futura revolução na saúde pública que sempre almejamos. Se for concluído e tudo indica que será e que assim seja que com esta restruturação esvaziará os suplícios e as chatices que os cidadãos têm de enfrentar no seu dia-a-dia quando procuram estes serviços. Mas do que isso, aliviará as pessoas vivendo com VIH do interior do pais do peso de percorrerem quilómetros e quilómetros em busca de atendimento médico medicamentoso personalizado. Quase é comum dizer-se sempre que a saúde é o problema número um apontado pelos angolanos. As cenas que se destacam de hospitais abarrotados, filas inesgotáveis para marcação de consulta, doentes desesperados pela qualidade e atenção prestada, ambulâncias (avariadas e outras sem combustível) em muito casos ausência do motoristas ou em estado ébrio, mulheres grávidas carregadas ao colo e em viaturas dos parentes precisam, realmente, de um tratamento de qualidade imediato. Indubitavelmente, as pessoas vivendo com VIH devem assumir a responsabilidade de fomentar a possibilidade de debates abertos e abrangentes para soluções inclusivas que venha descortinar, e mexer com a alma do povo angolano. Os centros de aconselhamento e testagem voluntária móvel e hospitais até agora inaugurados a nível nacional, e os que estão por inaugurar, os que foram ou estão sendo reformados e aqueles em fase de construção mostram que infra-estrutural está sendo devidamente enfrentada pelo governo. E, a julgar pelo sofrimento que os cidadãos têm de enfrentar em busca destes serviços. A sociedade civil e as PVVS devem observar com maior cuidado a revolução que se propõe na saúde nacional. Verifica-se que existem ainda muitas insuficiências e muito pouca satisfação, mas de certo modo já é hora de reconhecer que está se procurando soluções definitivas para o problema da saúde pública do país mais é imperioso que se valorize também os quadros nacionais em todos o seus níveis. 2

3 Secretário de Estado considera que anti-retrovirais contribui para melhoria de infectados O Secretário do Estado para a Saúde, Carlos Alberto Masseca, considerou esta quinta-feira, em Luanda, que o tratamento atempado com anti-retrovirais tem contribuído não só para prolongar e melhorar a qualidade de vida das pessoas infectas, mas também para reduzir o número de novas infecções. O responsável fez esta afirmação à imprensa durante o lançamento da campanha do laço vermelho no local de trabalho, avançando que hoje se sabe que, com medidas simples de prevenção, a infecção por vírus de imunodeficiência humana (VIH) é perfeitamente evitável. Catorze mulheres militares e funcionárias do Ministério da Defesa Nacional receberam hoje, em Luanda, da Direcção do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), explicações de como um portador de Vih/Sida deve alimentar-se e a importância do corte vertical durante o parto. As explicações foram feitas durante uma visita ao INLS que se enquadrou na jornada Março Mulher-2012 e visou obterem um maior conhecimento sobre o seu funcionamento e controlo dos casos de Vih/Sida no país. Na ocasião, receberam também esclarecimentos de como Carlos Alberto Masseca apontou ainda a necessidade de conjugação de acções de prevenção e tratamento como forma de potencializar o controlo da epidemia. É uma realidade e está bem evidente nos resultados de pesquisa científicas que mostram o impacto da conjugação dessas acções na redução da transmissão do VIH, afirmou. O Secretário de Estado deu a conhecer que a epidemia de VIH continua a destacar-se como um problema importante de saúde pública, exigindo cada vez mais o engajamento de diversos sectores, público e privado, das Nações Unidas (UN) e da sociedade civil, tendo em é feito o fornecimento e distribuição dos antí-retrovirais e como deve ser feito o tratamento, tendo sido esclarecido que a população deve se prevenir para estar isento do Vih/ Sida. 3 conta aspectos da efectividade humana, o respeito a diversidade. Reconheceu que os progressos alcançados até ao momento na resposta ao combate do VIH ainda não são suficientes para garantirem sustentabilidade de uma resposta abrangente para alcance das metas do desenvolvimento do milénio. A campanha laço vermelho no local de trabalho é um projecto da empresa petrolífera americana ESSO e visa aconselhar e testar os funcionários do VIH / SIDA. Tem parceria do Instituto Nacional de Luta contra Sida (INLS) do Ministério da Saúde. Fonte: Angop Mulheres militares recebem explicações sobre alimentação de doentes de VIH/Sida As mulheres e funcionárias do Ministério da Defesa conheceram ainda o trabalho dos vários departamentos daquele instituto, nomeadamente dos Recursos Humanos, Vigilância e Informação, área administrativa, área de norma e apoio clínico, como o sector de aconselhamento. Durante uma mensagem de agradecimento, a chefe do Departamento de Análise Económica e Financeiro do Ministério da Defesa, Domingas da Paixão Correia, disse ser uma grande honra visitar a instituição que é de capital importância, de prevenção da vida e consequentemente para a perpetuação das famílias e desenvolvimento do país. De acordo com a responsável, após a visita e informações adquiridas, já é possível abordar assuntos sobre a problemática do Vih/Sida na sociedade, doença que tem assolado muitas pessoas, em particular as mulheres. Fonte: Angop

4 Testadas mais de duas mil pessoas durante campanha 'laço vermelho' Dois mil e 165 cidadãos, de ambos os sexos, foram testados contra o Vih/Sida no município do Tomboco, província do Zaire, no âmbito da campanha nacional denominada "laço vermelho", realizada de 9 a 25 do mês em curso sob a égide do Instituto Nacional de Luta contra o Sida (INLS). O supervisor municipal do programa de luta contra a sida no Tomboco, Toko Makizeyiko que avançou a informação hoje, quarta-feira, à Angop explicou que, durante a campanha, foram testadas 818 pessoas na comuna de Kinzau, 681 em Kinsimba e 666 na sede municipal. Acrescentou que do número de pessoas examinadas, 13 foram diagnosticadas com Vih/Sida, das quais sete do sexo masculino, com idades compreendidas entre 18 e 60 anos. Disse ainda que, durante a campanha foram distribuídos cerca de 26 mil preservativos, cuja empreitada foi assegurada por três técnicos de saúde. O interlocutor elogiou a iniciativa do INLS realizada em parceria com o departamento provincial de saúde pública e controlo de endemias, pois como disse, muitos cidadãos e por razões de vária ordem não conseguem conhecer o seu estado serológico nos centros de aconselhamentos e testagem voluntária (catv) existentes na região. A campanha, que decorre sob lema "conheça seu estado serológico", prevê até 2013, testar cerca de dois milhões de cidadãos em todo território nacional. Com uma extensão de 8 mil e 25 quilómetros quadrados, o município do Tomboco tem uma população estimada em mais de 40 mil habitantes. Fonte: Angop Directora do INLS estima que país regista mais de duzentos mil casos de VIH 4 A Directora do Instituto de Luta Contra o Sida (ILCS), Dulcelina Serrano, informou hoje, quintafeira, em Luanda, que se estima existirem no país cerca de adultos infectados por Vih. Em declarações à Angop sobre a situação do Vih/sida em Angola, a responsável frisou que a prevalência se mantém estável em 2 por cento na população sexualmente activa, dos 15 aos 45 anos de idade. Fez saber que foram registadas grávidas seropositivas no país, manifestando-se preocupada com os números apresentados. Avançou ainda que o Instituto nacional de luta contra a sida registou de Janeiro a Setembro deste ano casos positivos, estando em acompanhamento , sendo adultos e 9176 crianças. Adiantou que se encontram em tratamento com anti-retrovirais adultos e crianças a nível nacional. Segundo a responsável, durante este ano foram diagnosticados novos casos positivos, dos quais adultos, crianças e grávidas, estando em acompanhamento e em tratamento cerca de De acordo Dulcelina Serrano, aumentou o número de pacientes em tratamento devido a revisão do protocolo que dá possibilidade das pessoas iniciarem a terapia mais cedo, ao contrário dos anos passados. Apesar disto, frisou que muitas pessoas ainda continuam a procurar os serviços de saúde e o diagnóstico de uma forma tardia, sem uma adesão e testagem voluntária. Para Dulcelina Serrano, a consciencialização de cada um está na base da sua melhoria, garantindo que a sida é uma realidade e não um mito como muitos cidadãos pensam. O Vih está entre nós e, por isso, precisamos conhecer o nosso estado de saúde, particularmente em relação a infecção por Vih para poder-mos receber as orientações necessárias de acordo a nossa situação, finalizou. Fonte: Angop

5 Que tipo de Informação e prevenção sobre o VIH/SIDA existe? Quando se fala em SIDA é muito comum se ouvir a frase: isso não tem nada a ver comigo. Muitas pessoas ainda pensam que SIDA é um problema apenas de alguns grupos da população, como Trabalhadoras de Sexo, gays, usuários de drogas ou pessoas que fazem muito sexo. Na verdade, esse tipo de pensamento é muito perigoso porque, ao acharem que a SIDA não faz parte dos seus mundos, as pessoas não tomam as medidas de prevenção necessárias e acabam se infectando. A SIDA é um problema de todos nós. Qualquer um pode se infectar com o VIH se não usar preservativos. Além disso, mesmo que a gente não tenha o VIH ele nos atinge: sofremos por perder amigos ou fazemos sofrer aqueles que, por medo da discriminação, não partilham o problema. Aqui vão questões frequentes que tem surgido a várias pessoas sobre matéria que prende ao VIH. O que é o VIH? O VIH é um vírus (designado por VIH1 e VIH2) que ataca e destrói o sistema imunitário do nosso organismo, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças. O VIH actua nas células do sistema imunitário (responsável pela defesa do corpo). Depois de entrar nas células, o VIH começa a agir e integra-se no código genético das célula infetadas (ADN). As células atingidas pelo vírus são os Linfócitos T Auxiliares (CD4+), que são utilizados pelo vírus para se replicar. Um indivíduo infectado pelo VIH, progressivamente, revela-se débil, frágil, podendo contrair ou desenvolver infecções muito variadas. Este vírus pode permanecer adormecido no organismo, sem manifestar sinais e sintomas durante algum tempo. Neste período, os indivíduos infectados com o VIH, são chamados de seropositivos. Como se transmite o VIH? O vírus VIH encontra-se principalmente no sangue, no sémen, no líquido pré-ejaculatório, nos fluidos vaginais de pessoas infectadas e no leite materno. Assim, a transmissão do vírus só pode ocorrer se estes fluidos corporais entrarem diretamente em contacto com o corpo de outra pessoa pela via sexual e/ ou sanguínea. Existem 3 três formas de transmissão: 1 Sangue A principal causa de transmissão ocorre através da partilha de agulhas, seringas e objectos utilizados no consumo de drogas que possam conter sangue contaminado. Outros objectos que contenham sangue não devem ser partilhados! É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicure e/ou pedicure. Actualmente, todo o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado antes de ser utilizado pelo que não se deve ter medo destas situações. Dar sangue também não é um problema já que é utilizado material descartável e esterilizado. 2 Relações sexuais e secreções sexuais (líquido pré-ejaculatório, esperma e secreções vaginais) As secreções sexuais de uma pessoa infectada, mesmo que aparentemente saudável e com bom aspeto, podem transmitir o VIH sempre que exista uma relação ou contacto sexual (vaginal, oral ou anal) sem proteção. Muitas vezes, basta uma relação sexual não protegida para podermos ser infectados. Por isso, protege-te sempre! 3 Gravidez O VIH pode ser transmitido da mãe para o seu bebé durante a gravidez, o parto e/ou o aleitamento. Por isso, é importante que faças o teste da SIDA se pretendes engravidar ou se estás grávida. Quando a mãe é seropositiva, ou seja, é portadora do VIH, as terapêuticas anti-retrovíricas, ministradas durante a gravidez, reduzem consideravelmente a probabilidade do bebé nascer infectado. 5

6 Também é possível ocorrer a transmissão durante o parto, através do sangue perdido, das secreções vaginais ou durante a amamentação. Como não se transmite? O VIH não se transmite através de contactos sociais: aperto de mão, toque, abraço, beijo social; Também não se transmite através de alimentos ou água; Espirros ou tosse; Picadas de insectos; Piscinas ou casas-de-banho. O que é ser seropositivo? Ser seropositivo não significa ter SIDA, mas sim, que se é portador do vírus e que o sistema imunitário começou a produzir anticorpos que são detetáveis através da realização de um teste específico. Nos dias de hoje, existe medicação que ajuda um indivíduo seropositivo a retardar o aparecimento da SIDA, conseguindo uma melhor qualidade de vida. Quando um indivíduo é infectado com o VIH, torna-se seropositivo e pode infectar outras pessoas se tiver comportamentos de risco. Como prevenir o contágio do VIH? Utilizando o preservativo, masculino ou feminino em todas as relações sexuais; Não partilhando objetos que possam ter estado em contato com sangue, nomeadamente, agulhas e seringas (bem como todo o material envolvido na preparação da injecção), lâminas de barbear, escovas de dentes; O risco de contágio de uma mãe seropositiva para o seu bebé pode ser diminuído significativamente realizando terapêutica adequada durante a gravidez e evitando o aleitamento materno. Quem é que pode ser infectado pelo VIH? Como saber se está infetado? O contágio por VIH-SIDA não é restrito aos chamados grupos de risco. Os dados mostram que todos têm de se prevenir: homens e mulheres, casados ou solteiros, jovens e idosos, todos, independente de cor, raça, situação económica ou orientação sexual! Podem ser infectadas todas as pessoas que tenham comportamentos de risco: - Práticas sexuais desprotegidas; - Partilha de obcjetos que possam conter sangue (agulhas e seringas, lâminas, entre outros) Pra saberes se está infectado, o diagnóstico a realizar é feito através de análises sanguíneas, específicas para o VIH. Esta análise detecta os anticorpos que o sistema imunitário do organismo produz contra o vírus ou mesmo o próprio vírus. Quando é que se pode fazer o teste? A colheita de sangue para o teste deve ser efectuada num 6 prazo de 6 a 8 semanas após um contacto de risco. As primeiras análises a uma pessoa infectada pelo vírus podem dar um resultado negativo, se o contágio for recente e se não tivermos em conta o período de Janela. O teste deve ser sempre repetido quando tiverem passado 3 meses do comportamento de risco. Informação: O período de tempo em que a pessoa foi infectada pelo VIH mas não lhe são detectados quaisquer anticorpos chama-se período de Janela. O que é a SIDA? A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença causada pelo VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitário, podendo ter vários anos de volução. Uma vez instalado, o vírus invade e destrói um certo tipo de células do sangue (os Linfócitos T4), que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra as infecções. O que quer dizer a sigla SIDA? S/Síndrome refere-se ao grupo de sintomas que colectivamente caracterizam uma doença. No caso da SIDA, pode incluir o desenvolvimento de determinadas infecções e tumores tal como

7 a diminuição de determinadas células do sistema imunitário (de defesa). ID/Imunodeficiência quer dizer que a doença é caracterizada pelo enfraquecimento do sistema imunitário. A/Adquirida quer dizer que a doença não é hereditária e que se desenvolve após o contacto com um agente infeccioso (o VIH). Quais os sintomas mais evidentes da doença? São vários e não são específicos da SIDA, isto é, podem ser comuns a outras doenças. Tais como: Gânglios inflamados em diferentes partes do corpo, Perda inexplicável de peso, Cansaço muito grande e sem razão aparente, Perturbações respiratórias e tosse seca, Aparecimento de manchas vermelhas na pele, Fungos (candidíase). O que são as doenças oportunistas? O VIH afecta o sistema imunitário, debilitando-o e tornando mais fácil outros agentes infecciosos alojarem-se no organismo, provocando doenças que se tornam difíceis de tratar. As mais usuais são: Pneumonia, Tuberculose, Sarcoma de Kaposi (cancro da pele e mucosas). Onde posso obter mais informações? Actualmente, existem diversos serviços de despiste (anónimos, confidenciais e gratuitos) que efectuam esta análise sem necessidade de te identificares ou apresentares qualquer tipo de documento ou relatório médico. Ficar infetado ou não com o vírus do VIH depende de ti! Depende do que fazes, não de quem és! Fonte: Juventude.gov.pt Hospital do Lubango regista mais de cinco mil testes de VIH/Sida em 2012 Cinco mil e 203 cidadãos, incluindo crianças, aderiram, em 2012, ao programa de testagem voluntária do HIV/Sida, para saberem o seu estado serológico, no Centro de Aconselhamento e Testagem do Hospital Central do Lubango "António Agostinho Neto, na província da Huíla. O facto avançado nesta segunda-feira, à Angop, na cidade do Lubango, pelo chefe de secção do centro, José Gomes, que destacou a adesão voluntária aos testes de quatro mil e 846 adultos, 128 grávidas e 229 crianças. Segundo o responsável, dos cinco mil e 203 testes realizados, 643 resultaram em casos positivos, diagnosticados em 587 homens, 21 gestantes e 35 menores. José Gomes disse que o número de voluntários aos testes tem aumentado devido às campanhas de sensibilização realizadas pela Direcção da Saúde e parceiros. No período em análise, pontualizou, o hospital registou 33 óbitos, de um universo de 351 doentes que recebem tratamento no centro, 108 doentes foram transferidos para outras unidades médicas, enquanto 24 pacientes abandonaram o tratamento. 7 Em 2012, referiu, o centro de aconselhamento promoveu palestras em vários locais públicos, com realce para os principais mercados da cidade do Lubango, prestou apoio psicológico aos indivíduos afectados com HIV, assim como beneficiou os doentes com um atendimento clínico especializado. Para este ano, anunciou, a instituição vai reforçar as suas acções de sensibilização para revenir a propagação da doença na região. Fonte: Angop

8 Entrevista Nunca se deve deixar levar pelo vento Bernardo Liembo Coordenador adjunto da R.P.V.V na Província de Cabinda Bernardo Liembo Coordenador adjunto da Rede de Pessoas Vivendo com o VIH na Província de Cabinda, falou em entrevista ao boletim informativo scarjov dos desafios que enfrenta em viver com os vírus do VIH. Scarjov: A quanto tempo vive com o virus do VIH? Bernardo Liembo: Bem não posso determinar a quanto tempo vivo com o Virus do VIH, mas sim posso-lhe dizer, desde que eu tive o conhecimento do meu estado serológico e que estava infectado com os virus do VIH já la passam sete anos. Scarjov: Como foi para tomares conhecimento que tem os virus do VIH? BL: A sete anos atrás eu fui diagnosticado com a doença de tuberculose, logo depois passei a fazer o tratamento da primeira infecção pulmonar, mesmo assim não melhorava desta feita meu pai veio a minha busca na cidade de Cabinda até a comuna de Necuto, com o objetivo de prosseguir o tratamento no hospital desta região com um médico amigo. Sendo assim fui fazendo a medicação até ao quinto mês de tratamento da tuberculose. Ao meu regresso a cidade de Cabinda tive uma febre ligeira foi o suficiente para ter uma recaída total. Dirigi-me ao Centro de Testagem Voluntario (CTV) localizado no bairro Primeiro de Maio a busca dos fármacos para continuar a combater a tuberculose, no CTV o enfermeiro em serviço ficou muito furioso ao ver o meu estado de saúde debilitado pensando não estava a fazer a medicação. O enfermeiro deu-me outros medicamentos e fez um aconselhamento preparando-me para o teste do VIH. Como estava mesmo interessado em saber os motivos do meu estado de emagrecimento sobre tudo de pois de fazer toda medicação que me era recomendado aceitei fazer o teste e infelizmente saio positivo. É notório vermos muitas pessoas terem comportamento fatais depois da informação do teste, isto a julgar as outras pessoas ou melhor procurar saber como adquiro os viros, e fazendo acusações este ou aquela pessoa e mesmo ter 8

9 Entrevista comportamento negativo. Para mi não foi o caso pelo facto de querer saber o que estava a inquietar a minha saúde. Sendo assim fui encaminhado para o hospital de Cabassango que tinham especialidade em tratar pessoas Vivendo com o VIH. O segundo teste ali feito de modos a certificar que o resultado era fiável, tornou a vir positivo. E seguiram-se as análises de leitura de CD4 e outras complementares de modos a dar inicio com a terapia. Antes porem foi bastante difícil fazer os exames de CD4 sempre que eu deslocava-me ao laboratório para os devidos efeitos tinha respostas de que o aparelho estavam avariado; o medico nesta altura só queria que eu começa-se com a terapia consoante ao resultados da contagem da células CD 4. Mas enquanto eu esperava até que o aparelho fosse reparado o meu estado clinico ia deteriorando. E, por sugestão de uma enfermeira ao ver o meu estado de saúde bastante crítica, sugere ao médico em serviço que começa-se com a terapia e que pode-se receitar-me medicamentos não tão forte de modos a evitar efeitos colaterais resistentes, se não ele pode perder a vida disse. O meu peso já estava em 27 quilos dos setenta quilos que eu normalmente pesava; e só assim que fui dado uma requisição. Quinze dias após o tratamento regressei ao hospital para ver o desenvolvimento da doença como foi orientado ao médico, e pelo espanto deles já eu mostrava sinais muito bons. Desde o momento que iniciei o tratamento com os antirretrovirais até a presente data tenho levado a minha vida o mais normal possível. Scarjov: Quando é que os teus familiares tomaram conhecimento de que estas infectado pelos viros do VIH? BL: No mesmo em que tive a informação da doença falei com a minha esposa, e que a mesma não pensou muito lamentando pela informação recebida e dizendo que se eu já estava com este problema é claro ela também. É como foi recomendação dos enfermeiros no hospital tinha de levar ela e a nossos crianças gemias que já tinham um ano de idade no sentido de serem também testados, e felizmente os resultados dos três foi negativo, que prevalece até a presente data. Scarjov: Como tem sido o tratamento; apoio moral por parte dos familiares refiro me pai, mãe, irmãos e outros membros da família? BL: Embora ter havido muita desconfiança no seio deles devido ao meu emagrecimento e como é sabido no nosso país basta alguém estiver a emagrecer consideravelmente não importa a especificidade da doença logo é conotada como doente da SIDA. Alguns têm conhecimento do meu estado serológico, graças que tenho uma família maravilhosa de que tenho orgulho e que tem dado o apoio moral necessário a fim de me manter 9 de pé. Lembro ter sido discriminado por uma vizinha devido a uma parcela de terra minha que ela pretendia apoderar-se, ela foi clara em me dizer que já estava prestes a morrer de SIDA e que não deveria preocupar-se do terreno. Embora as relações não forem das melhores com vizinho não pude evitar encontra-la na rua e a suportar o seu olhar feio e como se dirigia ou então das piadas que direcionava a mim com objectivo de irritar-me. O tempo foi passando as ofensas foram aumentado até um dia os familiares da mesma tomarem o conhecimento da prática dela, decidiram vir a meu encontro pedir desculpas com o medo de serem rogado praga, como tem sido aqui em Cabinda. Scarjov: Como tem sido o relacionamento com outros utentes, têm tido aconselhamentos regulares ou então encontros? BL: Nos temos encontros de Grupo Ajuda Mutua (GAM) quinzenalmente onde as pessoas vão a busca de autoestima; nestes encontros os utentes conseguem encontrar métodos de como ultrapassar certas barreiras na vida, ouvir das experiências de outras pessoas e também ter conhecimentos de formas mais fácil de lidar com os virus, Por outro lado tem como objectivo os utentes conhecer outras pessoas do mesmo estado serológico afim de não pensar que só apenas ele tem

10 Entrevista o problema. É através destes encontros que os utentes conseguem desabafar dos seus problemas, visto que muitos dos casos que leva a morte dos utentes deve-se por questões psicológicas. Nós temos visto a necessidade destes grupos, é bem verdade que existe muitas coisa que os utentes apenas conseguem desabafar-se quando estiver diante de alguém que partilha os mesmos problemas. Aqui em Cabinda nós conhecemos como família de sangue salgado e todos que fazem parte desta família não tem problema de interagir um do outro e encorajara os demais utentes com experiências que enfrentam deste a reacções dos medicamentos que tomamos, o atendimento nos hospitais e do estigma e descriminação. Scarjov: No encontro de GAM em que participas tu mencionaste que uma clinica aqui na província esta a cobrar kz para realizar exames de CD4 enquanto os hospitais públicos os aparelhos já estão avariados a bastante tempo o que tem feito para conseguir os exames visto que muitos utentes carecem de possibilidade financeira? BL: Este é um problema muito crítico até o presente momento em que estamos a falar no laboratório do hospital provincial já não se faz os exames de CD 4 a mais de 4 meses. Sabemos que estes exames são muito importante para os médicos determinarem o estado serológico do utente e consequentemente dar início a terapia com os antirretrovirais. Este vai e vem dos utentes aos hospitais a procura em fazer os exames de CD 4 tem frustrado de tal maneira que só de esperar, várias pessoas acabam por perder a vida. Scarjov: Quanto aos medicamentos como tem sindo aqui em Cabinda? BL: Apesar de ter havido alguma rotura de medicamentos na província, pelo facto de Cabinda ter apenas duas formas de transporte de mercadorias o marítimo e aéreo, mas posso aqui dizer que temos tido sempre os antirretrovirais. O que mais nos preocupa e a falta constate de medicamentos que combatem as doenças oportunistas tais como multivitaminas e bactrim, estes fármacos na realidade tem sido a maior dor de cabaça para os utentes. Scarjov: Quanto ao nível de informação sobre o VIH que circulam as comunidades é o suficiente? BL: As pessoas têm informação a cerca do VIH e SIDA. O que acontece é o nível de ignorância quanto a doença, por exemplo a Rede Nacional de pessoas vivendo com o VIH tem constantemente passado informação sobre a doença também as médias fazem o mesmo trabalho o que falta mesmo é a mudança de comportamento. Nós temos vontade de fazer muito, mais encontramos 10

11 Entrevista barreiras em continuar com as actividades por falta de apoio financeiro. É por amor a causa que temos feito este trabalho, nós estamos diariamente no terreno a falar com as comunidades. Cloro que existe pessoas em algumas comunidades que não tem acesso a informação e que não acreditam na existência da SIDA ou então tem informação completamente deturpada. Numa palestre presidida por nós, a minha colega foi abrigada a mastigar o preservativo com o objectivos de certificar que não é o preservativo que traz os viros do VIH, um dos participantes corroborado dos outros dizia quem ali estava o centro de armazenamento dos viros da VIH. Scarjov: Como tem sido no local de trabalho alguma vez foi discriminado? BL: De facto nem todos sabem no meu estado serológico e os que sabem, tem um comportamento salutar, não tenho motivos de queixa. Comparado as outras pessoas que estão no mesmo estado no qual tenho recebido relatos sobre questões de discriminação. Vou-lhe contar um episodio dentoro de um táxi eu ia em direção ao povo grande (PG) no decorrer da viagem, as ondas de radio controlava os pensamentos dos passageiros que se encontravam na viatura de repente uma noticia sobre o VIH e SIDA esta informação foi motivos para romper o silêncio que reinava no ceio dos passageiros que disfrutavam da boleia. Estas pessoas que vivem com esta doença, se eu fosse ministro da saúde, deveria introduzir uma lei para todos eles que vivem com os virus do VIH serem preso e colocados numa ilha onde só haja pessoas vivendo. Feito este pontapé de saída provocou uma reação favorável e contra esta afirmação. Depois de quase trinta minutos de viagem, e prestes ao meu destino dou a minha opinião em relação ao assunto, e no final da minha explanação muitos não queriam acreditar que eu era seropositivo; apenas foi possível convencer-lhes e ficarem sem palavras quando mostro-lhes o meu cartão que faz referência do meu esto serológico. Desta forma foi possível reinar o silêncio total na viatura durante cinco minutos até eu descer na minha paragem e espanto conseguirem o alivio total. Comportamento como este tem sido frequente em muitos dos nossos compatriotas, as pessoas esquecem que todos nós temos sangue e somos capazes de contrair os virus do VIH se não tiver comportamentos salutar. Deixo aqui uma grande recomendação a toda pessoa vivendo com o VIH que nunca se deve deixar levar pelo vento, nos dias de hoje quem morre com os virus do VIH é porque ele é quem quer; se estas pessoas aceitarm seu estado erguer a sua cabeça e dizer que a minha vida não termina por aqui, a vida segue em frente e não ouvir do que as pessoas dizem. Não significa se alguém lhe olhar ou encontrar outras pessoas sorrindo demostra que eles estão a lhe discriminar porque tu vives com o problema pensa que toda gente sabe do teu estado não é nada assim não auto discrimina-se. 11

12 O Género e o VIH/SIDA O que o Género tem a ver com o VIH e SIDA? O termo género muitas vezes faz parte das discussões sobre a transmissão de VIH e SIDA. Define-se na linguagem quotidiana, a palavra género é utilizada quando se fala sobre as mulheres. Mas na linguagem técnica, o termo género é um conceito que inclui os dois sexos: feminino e masculino. Como podemos diferencia entre o género e o sexo? O sexo implica tudo o que é biologicamente definido desde o nascimento (pénis, vagina, testículos, útero etc.). O género pode ser entendido como conjunto de características determinadas pela sociedade, que identificam os papéis e o comportamento que diferenciam o homem da mulher. O sexo é uma característica biológica que não se pode mudar. O género é mais dinâmico por que está influenciado pelas características de uma sociedade, da família, da educação, de normas, de hábitos, de leis, de crenças e mais. Género, por fim, representa tudo o que se considera típico para homens e mulheres de uma cultura (por exemplo roupa, profissão, comportamento, etc.). Os homens por exemplo, aprendem entre si que é normal a existência de múltiplas parceiras ou que não podem usar o preservativo quando se quer ser homem de verdade. Desde crianças aprendem que não podem demonstrar nenhuma fraqueza. As raparigas aprendem, por exemplo, que devem obediência ao homem e que não devem fazer muitas perguntas e que o preservativo não serve para protecção, mas sim representa um sinal de desconfiança. Estes papéis influenciam as oportunidades que homens e mulheres têm no poder social, económico e cultural e os direitos e deveres associados ao sexo. Em Angola a transmissão do VIH é causada em primeiro lugar, pelas relações sexuais não protegidas. Para se abordar a questão do VIH e SIDA é necessário que sejam avaliadas as relações entre homens e mulheres, isto significa que os aspectos do género (os papéis e comportamento de homens e mulheres) devem ser sempre incluídos quando se pretende analisar este assunto. Por um lado, tem que se monitorar e analisar as actividades em termos de participação e do impacto para homens e mulheres identificando as questões e suas causas e articulando as soluções para as mesmas. Ao mesmo tempo tem de se considerar os diferentes papéis sociais, as diferentes oportunidades e necessidades dos homens e das mulheres. Género influencia o tratamento e cuidado das pessoas infectadas pelo VIH ou afectadas pelo 12 SIDA O desequilíbrio entre homens e mulheres contribui para o aumento das taxas de infecção Vulnerabilidade das Mulher As mulheres são mais vulneráveis devido a vários factores tais como: -Biológicos (constituição física mais susceptível a infecções) -Económicos (poder financeiro mais baixo na maioria, devido a falta de escolaridade e -oportunidade) -Sócio-culturais (baixa escolaridade, tipo de educação familiar, religiosa, cerimónias de purificação de viúva, período de amamentação,...) -Prevalência de diferentes formas de violência contra mulheres (desrespeitando os direitos Humanos) A maioria das MULHERES -têm um papel social muito inferior comparando com o papel social do homem -não têm o mesmo nível de Educação e Informação quanto aos Homens -nao têm rendimento próprio ou podem tomar decisões financeiras -nao recebem apoio (social/institutional) quando há Violência contra elas -sao educadas para obedecer o chefe da família, e não devem tomar decisões para si ou para família

13 -não podem negar um ritual tradicional, mesmo sabendo que poderá ser perigoso por pegar uma infecção -têm dificuldades de negar uma relação transacional com um homem que oferece presentes -têm que ter filhos para mostrar fertilidade -sabem primeiro que são infectadas com o VIH porque são obrigadas a fazer testagem na gravidez e consequentemente são culpadas pelos homens de serem Portadoras Principais do Virus. Em 95 % da Infecções são transmitidas durante a relação sexual desprotegida mostrando assim que a taxa mais elevada de prevalência de mulheres que vivem com VIH situa-se na faixa etária dos anos, 3 vezes mais altos do que nos homens do mesmo grupo etário. Entre os anos, a prevalência nas mulheres é aproximadamente 1.5 vezes mais elevada do que nos homens do mesmo grupo etário. Há dois factores que são responsáveis pela feminização da epidemia: os factores biológicos do sexo (as mulheres são mais vulneráveis à infecção do VIH devido à grande superfície da mucosa da vagina exposta durante a penetração sexual) e os factores culturais, que na opinião de alguns autores, tais factores podem ser: O baixo poder das mulheres em negociar o preservativo; A violência sexual; E o sexo intergeracional, que consiste em mulheres terem como parceiros homens mais velhos quase sempre por questões económicas - que podem, por sua vez, ter tido várias parceiras sem protecção, tendo assim maior probabilidade de estarem infectados. As actividades sensíveis ao género podem ser acções especificas para mulheres e homens. Por exemplo: A Prevenção de Transmissão Vertical só pode ser considerada para mulheres; Campanhas com mensagens especificamente desenhadas para homens ou mulheres tendo em conta o impacto do seu comportamento em relação à epidemia e o seu papel no controlo da mesma. Outras actividades sensíveis ao género podem ser: Quando um projecto promove a conversa sobre violência baseada na relação entre homem e mulher, incluindo violência doméstica. Quando um projecto desafia estereótipos e estigma associados com o VIH e SIDA como os seguintes: As mulheres são responsáveis pela transmissão do VIH; O homem só é homem quando tem muitas mulheres; Os responsáveis pela transmissão do VIH são mulheres, trabalhadora de Sexo, mulheres pobres, mineiros e motoristas. Vulnerabilidade dos Homens Homens são vulneráveis devido a vários factores: Sócio- culturais Pressão de grupo (amigos, colegas) Profissão (mobilidade) Tabús culturais, segundo os quais o homem deve ter relações sexuais regularmente para evitar impotência Falta de conhecimento ou relutância sobre a utilização do preservativo; Existência de Poligamia A maioria das HOMENS foram educados para ser chefes de família e tomar todas as decisões sem discussão Tem trabalho fora da casa Têm que ter muitos filhos ( de preferência homens) para mostrar a sua fertilidade pensam que ganham respeito na família mostrando-se fortes e inacessíveis Acham que o sexo sem preservativo dar mais prazer não querem morrer sozinhos acham que fazer sexo muitas vezes é necessário para ficar saudável é forte Têm que ter muitas mulheres jovens e bonitas além da esposa para se mostrar verdadeiro homem Sabem que a poligamia esta mais ou menos aceitada na sociedade A parceria múltipla e concorrente é a causa principal da transmissão do Virus da Imundeficiência Humana (VIH) Papéis e responsabilidade de homem e mulher na sociedade Tanto homem como a mulher têm responsabilidade pela vida individual e pela/pelos(as) família 13

14 Acções que contribuem para reduzir a vulnerabilidade das mulheres e dos homens: Promover acitividades na Economia para mulher. Conscicializar que ela tem um rendimento que ela própria pode administrar Encorajar a mulher na Educação, para ela ter mais acesso às informações e para melhorar o conhecimento/entendimento dela Dar informação sobre os seus direitos e faça actividades no sentido que não haja mais violencia contra mulher, principalmente contra mulher seropositivo Uma clínica móvel chamada Tutu Tester é uma de muitas inovações em África para ajudar a atacar alguns problemas persistentes no continente, inclusive uma epidemia de co-infecções de TB/VIH. Para ajudar o estigma associado à TB e VIH, a carrinha Tutu Tester incorpora material de triagem para as duas infecções num check-up geral de saúde. Uma estimativa de 5,7 milhões de pessoas na África do Sul está infectada pelo VIH. Nas últimas duas décadas o VIH contribuiu para o índice actual da Incentivar discussoes no sentido que não haja mais estigma e discriminação contra a mulher, diminuir os Esterótipos existentes. Promover actividades que incluam aspectos focalizados nas mulheres na comunidade, no local de trabalho Promover actividade no sentido de sensibilização dos homens, principalmente dos homens líderes, para entenderem a realcção entre os diferentes papeis do homem e da mulher e do aumento da infeccao com o VIH (Exemplo: diminuir multipla parceria) Incentivar as mulheres e os TB, o terceiro mais elevado do mundo. No entanto, as comunidades mais afectadas pelo VIH ainda têm acesso insuficiente no campo do aconselhamento e triagem, de acordo com a Fundação VIH Desmond Tutu. A Tutu Tester ajuda a resolver este problema aplicando equipamento sofisticado de triagem e pessoal treinado em diversas áreas da saúde. As pessoas são incentivadas a serem testadas para a TB e VIH inclusive num check-up de rotina, tal como fazem para a diabetes, hipertensão ou gravidez. homens a discutir entre si nos diversos grupos da sociedade; discutir sobre a vulnerabilidade das mulheres e dos homens e o que significa igualdade do genero Igualdade de género com base no sexo Mulheres e homens são tratados de forma igual, gozam dos mesmos direitos e oportunidades na sua sexualidade saudável e desejada. Fonte: mz, Programa Multisectorial GtZ&DED Clínica móvel revela-se novo conceito de testagem de HIV e TB na África do Sul Os dados resultantes destas triagens mostram que o aumento da TB tem claramente acompanhado o aumento do índice do VIH, disse o Dr. Linda-Gail Bekker, um cientista que trabalha com a fundação. O mundo exterior não sabe se alguém quer ser examinado para o VIH ou diabetes, disse Liz Thebus, um profissional de saúde da Tutu Tester. São, a esse respeito, muito mais anónimos. Fonte: AidsPortugal, Agência de de Resposta ao Sida, Envie para nós um artigo de opinião da matéria que prende sobre VIH/Tuberculose e Malaria e, nós com certeza faremos questão de publicar na edição seguinte 14

15 África do Sul: RAS introduz fórmula simples e barata do TARV O governo sul-africano negociou já uma fórmula muito mais barata de tratamento anti-retroviral, que lhe vai poupar cerca de 250 milhões de dólares americanos ao ano, que é o primeiro que inclui três comprimidos num só. Esta combinação de uma tripla dose numa só para o tratamento ARV vai agora permitir o país passar para um tratamento mais simples do VIH e da prevenção da transmissão do vírus de mãe para filho, e que deverá entrar em vigor em Abril de Este novo anúncio do governo sul-africano, no valor de 672 milhões de dólares Americanos, é o primeiro que inclui um tratamento em dose fixa-combinada (FDC) de ARV que, juntando vários comprimidos num só, vai reduzir o número de comprimidos que um paciente deve tomar por dia e vai ajudar a aderência deles ao tratamento. Neste sistema, um FDC contendo Tenofovir, efavirenz e emtricitabine, será combinado num só comprimido e estará disponível para o público a partir de Abril de Embora sejam os médicos a decidirem qual paciente poderá mudar para o novo FDC, Francesca Conradi, presidente da Sociedade dos Clícos de VIH, calcula que cerca de 80 por cento dos pacientes em tratamento com ARVs poderão ser elegíveis ao novo tratamento. O FDC vai agora ajudar o país a fornecer novas directrizes, mais simples. A partir de Abril, todas a mulheres grávidas seropositivas que ainda não recebem os ARVs poderão começar o FDC durante a gravidez até ao fim do período de amamentação, sem tomar em conta a sua contagem do CD4 que mede a força do seu sistema imunológico. Anteriormente, apenas as mulheres grávidas com uma contagem de CD4 de 350 ou mais baixa começavam o tratamento. Aquelas com contagem acima recebiam menos medicação, um tratamento de dois medicamentos de ARV para prevenir a transmissão vertical de mãe para o filho. PREÇOS VÃO BAIXAR Com uma prevalência de VIH de cerca de 18 por cento, a África do Sul está a desenvolver o mais largo programa de tratamento do VIH. Os seus 1,7 milhões de seropositivos de pacientes em ARV representam cerca de 21 por cento do mercado global de medicamentos, mas o país só recentemente conseguiu baixar os preços dos medicamentos. Antes do seu concurso de 2010 para os ARVs, o país com a ajuda da Iniciativa Clinton Acesso à Saúde negociada para uma redução de 35 por cento do preço dos medicamentos, economizou cerca de 250 milhões de dólares americanos. Esperando ter cerca de 2,5 milhões de pessoas a tomarem ARVs no país, em 2015, os fazedores de políticas esperavam que o concurso resultaria em cerca de 25 por cento mais do que o preço final. Segundo o Ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi, a África do Sul está agora a pagar o mais baixo preço para aquele específico FDC do que qualquer país no mundo. Há grandes benefícios em termos de aderência, logística e, segundo os peritos, nos efeitos colaterais, disse Motsoaledi à IRIN. O FDC é mais eficaz do que a dual terapia em mulheres grávidas e porque nós estaremos a economizar dois biliões de randes nos próximos dois anos, podemos tratar mais pacientes com o mesmo orçamento. Os FDCs vão ser distribuídos por três companhias farmacêuticas, nomeadamente a Aspen, Mylan e a Cipla Medpro, o que reflecte uma tendência dos concorrentes para uma multiplicidade de fornecedores, segundo Motsoaledi. Em 2011, o país passou por uma ruptura de stock da droga tenofovir depois que os fornecedores não conseguiram responder à demanda; este último passo aumenta o número de fornecedores para evitar a repetição deste problema. Conradie recebeu de bom grado este último desenvolvimento para reduzir os preços dos ARVs, observando que os novos preços, que baixam os preços em cerca de 50 por cento, são muito mais baixos do que ela poderia imaginar. Nesta era de austeridade financeira, todo o rande deve ser visto como um investimento Todo o rande gasto com ARVs deve ser usado devidamente, disse Catjerine Sozi, a directora da ONUSIDA no país, acrescentando que a medida dos FDCs é muito mais do que sobre dinheiro. Um comprimido por dia é melhor do que uma amálgama de comprimidos, acrescentou. Agora o modo de distribuir o tratamento será racionalizado, o regime será simplificado e tudo isto vai levar a uma revisão da política de cuidados de saúde. Fonte: AIM, Agência de de Resposta ao Sida 15

16 Angola continua a ter a situação do VIH e SIDA a duas velocidades Angola continua a ter a situação do VIH e SIDA a duas velocidades: De um lado o executivo angolano que afirma estar controlada a situação das grandes endemias incluindo o VIH-SIDA. As acções de controlo das principais endemias registaram avanços especialmente com relação ao VIH-SIDA, Jose Van-Duem ministro da saúde de Angola. Do outro lado as organizações não-governamentais de combate a SIDA que dizem estarmos em presença de uma situação dramática. António Coelho: A situação é preocupante de uma maneira geral e dramática nalgumas zonas do país António Coelho da ANASO que amanhã realiza uma marcha de solidariedade para com as pessoas vivendo com VIH-SIDA. A Associação de luta contra a SIDA pensa levar 5 mil pessoas à marcha. A ANASO contabiliza perto de quinhentas mil pessoas infectadas pelo VIH e SIDA em Angola. Cerca de meio milhão de pessoas estão infectadas, destas trinta mil já faleceram). A Sida em Angola em duas vertentes António Coelho disse ainda que só oitenta e duas mil pessoas têm seguimento clinico. Cerca de 82 mil cidadãos estão a ser acompanhados do ponto de vista clinico destas só 42 mil estão a fazer terapia anti-retroviral. Os casos de novas infecções continuam a crescer a cada dia que passa segundo a Associação Justiça Paz e Democracia. Godinho Cristóvão da AJPD: E com muita tristeza que ouvimos que a situação está controlada, está estabilizada mas todos os dias temos novos casos de infecções e não são poucos. Um dado que a ANASO apresentou como sendo de seis mil novos casos de infecção de VIH SIDA na última década. António Coelho Nos últimos dez anos em média registámos 6 mil novas infecções por ano. Um dos motivos segundo Coelho, para que haja um fraco combate a SIDA em Angola deve-se a letargia da Comissão Nacional de Luta contra SIDA liderada pelo presidente Jose Eduardo dos Santos. António Coelho A Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA é liderada pelo presidente da República, mas infelizmente este órgão funciona de forma débil; é preciso que a Comissão funcione de forma efectiva com uma liderança política bastante consistente. Para além de haver casos em Angola de discriminação de pessoas a viverem com VIH SIDA. Pessoas que são despedidas do local de trabalho por causa da sua condição serológica. Outra organização de luta contra SIDA, a AALSIDA também clama por apoios. Arnaldo Júnior Neste momento, temos tido varias dificuldades para implementar os nossos projectos porque não temos apoio, os doadores saíram de Angola como os casos do Fundo Global e outras. Por: Manuel José Fonte: Voz da América 16

17 Lições do Brics abrem II Simpósio Global em Pesquisa dos Sistemas de Saúde Sob o tema Lições dos Brics realizou-se em Pequim a primeira sessão plenária do II Simpósio Global em Pesquisa dos Sistemas de Saúde, na qual representantes do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul descreveram a situação de seus países desde que adotaram um sistema de acesso universal à saúde. Acho que o simpósio nos dá a oportunidade de elucidar como os países podem melhorar seu sistema de saúde e garantir a todos um bom acesso a uma saúde de qualidade, disse à Agência Efe a moderadora do painel de hoje e professora da Escola de Higiene e de Medicina Tropical de Londres, Anne Mills. Durante a primeira sessão do simpósio, que aconteceu até 3 de novembro, o diretor de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Jailson Correa, disse que o Brasil é o único no mundo onde 100 milhões de pessoas têm acesso gratuito a um programa de saúde. Segundo números do representante, aqui a esperança de vida aumentou de 67 anos, em 1990, a 73,4 anos em 2012, e a mortalidade materna caiu surpreendentes 21% de 2010 a No entanto, o país ainda não consegue cobrir sua escassez de médicos. Para cada 1 mil pessoas, o Brasil conta com 1,83 médicos, enquanto a Argentina tem 3,16 médicos para a mesma quantidade de pacientes. Um assunto importante é a igualdade em termos de acesso e a sustentabilidade a longo prazo (quanto maior a quantidade de pessoas, maiores as despesas) para resolver a situação é preciso ver a saúde como forma de desenvolvimento, como parte de um sistema econômico complexo em que as despesas tecnológicas e de recursos são integradas, acrescentou. Já o professor Wang Longde, da Universidade de Zhejiang, relatou que a China registrou um aumento significativo de doenças crônicas. Longde acrescentou que, como em seu país os hospitais tratam os males crônicos em vez de prevení-los, atualmente 15 ministérios trabalham em um Plano de Prevenção para que os maiores de 40 anos sejam protegidos dessas infecções. Matsoso Precious, diretora geral de saúde da África do Sul, mencionou por sua vez que, embora a expectativa de vida em seu país tenha aumentado de 56,5 anos em 2009 para 60 anos em 2011, e a despesa em saúde represente 8,3% do PIB do país, o índice de mortalidade maternal aumentou de 310 em 2009 até 333 o ano passado. Matsoso disse à Efe que seu país tem uma alta taxa de doentes com VIH esida, dos quais 1,7 milhão estão em tratamento. Desde que começamos a tratá-los (2009) começaram a viver mais tempo e a transmissão de sida de mãe para filho se 17 reduziu de 8% para 2,7%, portanto há uma grande melhora no tratamento, mas como estas pessoas aumentaram precisamos de mais recursos para mantê-los vivos, explicou. Queremos criar uma Fundação Nacional de Seguro de Saúde para que as pessoas tenham acesso a uma boa saúde onde quer que estejam, acrescentou. Por sua vez, o presidente da Fundação de Saúde Pública de Índia, Reddy Srinath, contou que seu país criou recentemente um sistema de acesso universal à saúde, uma reforma e necessidade urgentes, disse. Na Índia, 18% de cidadãos em áreas rurais e 10% nas zonas urbanas não recebem nenhum tipo de atendimento médico, enquanto 60 milhões de pessoas se encontram em situação de pobreza após ter assumido despesas de saúde. Danishevskiy Kirill, do Instituto de Altos Estudos de Economia da Rússia, lamentou as mudanças do sistema de saúde russo depois da União Soviética: a Rússia foi o primeiro país a oferecer um sistema de saúde gratuito de 1918 até 1965 e atualmente mais de 30% dos Planos de Saúde são pagos. Danishevskiy destacou a necessidade de um compromisso do governo russo para melhorar a situação do setor saúde. Fonte: Terra Brasil,

18 Meta do Governo moçambicano é circuncidar 3 milhões de homens até 2014 No âmbito da estratégia para diminuir os índices de infecção pelo VIH/SIDA na população moçambicana, o Governo moçambicano diz que projecta até ao ano 2014 circuncidar em todo o país cerca de 3 milhões de homens, informou o Canalmoz Diogo Milagre. O secretário-geral adjunto do Conselho Nacional de Combate ao VIH/SIDA, Diogo Milagre, avançou que neste momento decorrem cirurgias de circuncisão nos hospitais um pouco por todo o país. De acordo com Diogo Milagre, a circuncisão constitui uma das estratégias do Governo para diminuir os índices de infecção de VIH/SIDA no país. Contudo, Diogo Milagre não disse em que estágio se encontram essas acções de circuncisão em todo o país, muito menos adiantou números de pessoas até agora visadas e o estado de aderência. Não posso lhe dar os números agora porque só o Ministério da Saúde é que está a trabalhar nisso, respondeu Diogo Milagre quando o Canalmoz procurou saber dele o nível de aderência das pessoas a essa iniciativa governamental. Circuncisão não é método mais 18 Fonte: Google seguro de prevenção No entanto, a directora de Saúde da Cidade de Maputo, Páscoa Zualo Wate, disse que a circuncisão que o Governo pretende adoptar para reduzir os níveis de infecção pelo HIV, não é um método 100 % eficaz na prevenção. O Dr. Diogo sabe muito bem que a circuncisão não é 100 por cento um método de prevenção. Há realmente uma necessidade de combinação com outros aspectos, replicou Páscoa Zualo.

19 Circuncisão não está a ser bem feita Entretanto, algumas pessoas queixam-se dos maus serviços que têm sido prestados pelos agentes dos Serviços de Saúde, sobretudo no Hospital Geral José Macamo e no Hospital de Mavalane, ambos em Maputo, no âmbito da circuncisão. Segundo os queixosos, as cirurgias não estão a ser bem feitas, alegando os circuncidados que acabam sofrendo efeitos colaterais depois das operações. Pelo menos duas pessoas queixaram-se a semana passada que os seus filhos, depois de serem submetidos a cirurgia de circuncisão no Hospital Geral José Macamo, para além das feridas têm tido problemas em cicatrizar, ficaram com problemas no sexo. O pénis ficou deformado, tendo formado um anel em volta de onde foi cortado. Não é aquela circuncisão que nós sabemos. Esta deixa o pénis feio e a cura é complicada, disse um cidadão. Levei o meu filho ao Hospital José Macamo para fazer a circuncisão. Depois notei que havia um problema. Durante a circuncisão apareceu um senhor que disse à enfermeira que não devia fazer assim. Mais tarde a criança teve problemas, disse o mesmo cidadão. Um outro cidadão residente em Magoanine C, também conhecido por Matendene, lamentou ter ocorrido o mesmo com o seu filho. No bairro da Polana Caniço B, alguns jovens e encarregados de educação queixam-se de efeitos colaterais depois da circuncisão em Mavalane. Direcção de Saúde admite falhas nas cirurgias Confrontada com esta informação, a directora da Saúde da Cidade de Maputo, Páscoa Zualo Wate, admitiu que esses efeitos possam existir. Prometeu ir investigar o que efectivamente aconteceu. Eu gostaria de ter os dados dessas crianças e da data em que a circuncisões aconteceram para poder fazer o acompanhamento e depois darmos resposta sobre o que realmente terá acontecido, disse Páscoa Zualo. Segundo a directora de Saúde da Cidade de Maputo, há diferentes técnicas de circuncisão e pode ser que a pessoa que fez a circuncisão cometeu uma falha que era possível corrigir. Salientou que cada organismo humano reage à sua maneira. O processo de cicatrização pode acontecer de forma diferente. Quando acontecem situações destas, existem canais próprios para podermos fazer chegar essas informações, ao invés de ficarmos à espera de nos queixarmos em público, observou Páscoa Zualo pedindo que de futuro se recorra a instituições apropriadas. Fonte: Moçambique para todos Por: (Bernardo Álvaro) 19

20 Associação de Reintegração dos Jovens / Crianças na Vida Social Estrada da Camama Viana ao Calemba 2 (Bairro da Paz) Kilamba Kiaxi - Luanda Angola Telefone: Telemóvel: / A reflexão Juvenil para a nova geração Saúde é seu direito! Objectivo: Capacitar os jovens para um desenvolvimento efectivo e habilidoso sobre administração de conflito. Promover a educação sobre HIV-SIDA no contexto dos direitos humanos, com vista a proteger os direitos da criança em particular. Considerar o género como parte integrante da comunidade baseada na prevenção e administração de conflitos. Missão: Melhorar o conhecimento, para cumprimento e observân- cia dos direitos humanos. Encorajar troca de informação e expe- riência através de formações, pesquisa, lobby e advocacia. Visão: Contribuir na criação de uma sociedade democrática livre de abusos e violência, onde os direitos dos jovens/crianças são reco- nhecidos por lei e prática. Contribuir para o desenvolvimento da cultura dos direitos humanos para assegurar a paz, Estabilidade, democracia e desenvolvimento sustentável para a próxima geração. Artigo 77.º da Constituição: 1. O Estado promove e garante as medidas necessárias para assegurar a todos o direito à assistência médica e sanitária, bem como o direito à assistência na infância, na maternidade, na invalidez, na deficiência, na velhice e em qualquer situação de incapacidade para o trabalho, nos termos da lei. 2. Para garantir o direito à assistência médica e sanitária incumbe ao Estado: a) desenvolver e assegurar a funcionalidade de um serviço de saúde em todo o território nacional; b) regular a produção, distribuição, comércio e o usa dos produtos químicos, biológicos, farmacêuticos e outros meios de tratamento e diagnóstico; c) incentivar o desenvolvimento do ensino médico-cirúrgico e da investigação médica e de saúde. 3. A iniciativa particular e cooperativa nos domínios da saúde, previdência e segurança social é fiscalizada pelo Estado e exerce-se nas condições previstas por lei. Não perca na próxima edição entrevista exclusiva com Catarina Nkegue coordenadora da Rede Nacional de Pessoas vivendo com o VIH na província de Cabinda. Ela conta-nos a sua experiencia de convivência com os vírus do VIH a mais de 10 anos Financiador Parceiro Pode ter acesso deste Boletim através do site:

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