Portugueses querem casas bem protegidas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Portugueses querem casas bem protegidas"

Transcrição

1 SEGUROS DOSSIER MENSAL SOBRE O MERCADO SEGURADOR VidaEconómica ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1414, DE 7 OUTUBRO DE 2011, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Seguro Multirriscos Habitação Portugueses querem casas bem protegidas Riscos elétricos, tempestades, inundações e furtos são algumas das coberturas mais procuradas pelos portugueses que subscrevem seguros multirriscos habitação, preferindo complementar a proteção das suas casas com opções que vão muito além da cobertura obrigatória contra incêndios Páginas II a IV REMUNERAÇÕES MDS lidera ranking de corretores de seguros JOÃO MENDONÇA A gestão de risco é muito importante num contexto de internacionalização Pág. V Pág. VI CONSULTÓRIO JURÍDICO Resolução do contrato de seguro Pág. VIII

2 II sexta-feira, 7 outubro de 2011 SEGUROS CLIENTES PREFEREM ADICIONAR COBERTURAS COMPLEMENTARES À APÓLICE QUE COBRE A SUA HABITAÇÃO Portugueses querem casas bem protegidas Apesar de a legislação portuguesa apenas obrigar os proprietários de habitações a subscrever apólices de seguro que as protejam contra o risco de incêndio, a maior parte das soluções disponíveis no mercado acrescenta à cobertura obrigatória uma panóplia de coberturas adicionais para os riscos mais comuns. ANA SANTOS GOMES E quando também há seguro de condomínio? Os subscritores de seguros multirriscos de habitação podem optar por manter a sua apólice em vigor, mesmo sabendo da existência de uma apólice de seguro multirriscos condomínio que abrange todas as frações autónomas do mesmo. Desde que a companhia de seguros seja informada da pluralidade dos seguros e assumindo que ambas as apólices cobrem o mesmo risco e por períodos idênticos, o segurado pode ser indemnizado através de qualquer uma das apólices, explica Paulo Aranha. E aqui, os sinistros serão regularizados por cada segurador na proporção que cada um teria de pagar caso existisse um único contrato de seguro, acrescenta Rita Sambado. Já no caso de existirem duas apólices mas para riscos diferentes, explica Paulo Aranha que é a ocorrência ou localização do sinistro que define qual a apólice que responde perante o dano. Em qualquer dos casos, a regularização do sinistro é despoletada pelo tomador de seguro e a celeridade da sua resolução irá depender da existência de terceiros ou da complexidade do dano declarado, conclui o responsável da Zurich. São cada vez mais os portugueses que preferem adicionar coberturas suplementares à apólice de seguro que protege as suas habitações, apesar de a lei não obrigar a mais do que à subscrição de uma cobertura de incêndio. Com efeito, a legislação em vigor prevê que todos os proprietários de imóveis em regime de propriedade horizontal subscrevam um seguro com a cobertura obrigatória de incêndio, sendo, aliás, a única cobertura legalmente obrigatória para habitações. Mas grande parte dos portugueses cede aos apelos comerciais das companhias de seguros e subscreve apólices Multirriscos Habitação, que à cobertura obrigatório de incêndio acrescentam proteções complementares. É, geralmente, no momento da aquisição de habitação com recurso a crédito hipotecário que muitos portugueses subscrevem estas apólices, protegendo o imóvel contra eventuais sinistros que danifiquem a sua estrutura e impeçam que o imóvel desempenhe a sua normal função habitacional. Aconselhamos que o cliente avalie a possibilidade de aderir a planos mais completos, que lhe permitem alargar a sua proteção com coberturas e serviços que pode valorizar, tais como os riscos elétricos, acidentes pessoais na residência segura, assistência médica ao domicílio, entre outras, por vezes por um acréscimo de prémio mensal relativamente reduzido, confirma Rita Sambado, diretora de Marketing da Fidelidade Mundial e Império Bonança. Tal como acontece nas companhias da Caixa Seguros, braço segurador do grupo Caixa Geral de Depósitos, o plano base da generalidade dos seguros multirriscos habitação já inclui proteções adicionais, como a cobertura para roubos, inundações ou tempestades, fazendo face a sinistros cuja possibilidade de ocorrência assusta cada vez os portugueses. Frescas na memória estão ainda as imagens que em fevereiro do ano passado chegaram da Madeira, mostrando casas com níveis de destruição elevados, muitas delas soterradas em avalanches de lama ou desmoronadas no declive das ribanceiras. É precisamente recorrendo a estes exemplos que as companhias de seguros demonstram aos seus potenciais clientes o valor de um contrato de seguro mais completo, podendo ainda o cliente optar por vários níveis de complementaridade, no que ao leque de coberturas diz respeito. Paulo Aranha, diretor da área de Desenvolvimento de Soluções de Mercado da Zurich, confirma também que o seguro multirriscos habitação da seguradora, além do risco de incêndio, cobre danos causados por fontes de calor, águas e intempéries ou riscos elétricos, que representam, historicamente, os sinistros mais comuns ocorridos em habitações. Bens cobertos Segurar o recheio da habitação é também uma opção do cliente que subscreve apólices de seguro multirriscos habitação, já que tal não é obrigatório por lei. Mas muitas vezes, tão ou mais relevante que os prejuízos provocados por um sinistros numa habitação são os danos que afetem o recheio do lar, nomeadamente mobiliário, eletrodomésticos, vestuário, artigos de decoração, obras de arte, joias e fotografias, entre outros. As companhias de seguros procuram demonstrar aos seus clientes de seguro multirriscos habitação que a ampliação do leque de coberturas subscritas não representa um acréscimo significativo no prémio anual da apólice, sobretudo quando comparado com o impacto negativo que a destruição dos bens pode provocar no agregado familiar. Mas os seguros multirriscos habitação podem também ser substituídos por apólices de seguros multirriscos para condomínios. Nesses casos, as coberturas previstas no seguro abrangem todas as frações autónomas do condomínio e partes comuns. Além de estarem dispensados da subscrição individual, os proprietários de imóveis que preferirem a subscrição do seguro através do condomínio poderão aceder a um leque mais completo de coberturas em condições habitualmente mais vantajosas, por se tratar de uma apólice coletiva. Como serviço que é, o seguro torna-se a cada dia que passa cada vez mais dinâmico, não só pelas inovações que cada seguradora introduz no mercado, seduzindo assim o cliente a subscrever o produto (mais exatamente serviço) oferecido. Mas no lançamento dos novos produtos há que ter em linha de conta o que a concorrência oferece. Diremos que, se houvesse uma única seguradora que tivesse a política dos três bês (Bom, Bonito e Barato), chamar-seia por certo EIC -Eucalytptus Insurance Company e secaria tudo ao seu redor. Ou seja, era vermos 586 seguradoras (dados de 31 de dezembro 2010) a fechar portas. O que assistimos é que em cada mês que passa novas seguradoras vêm para Portugal e a oferecem seguros nos centros comerciais, bancos e direct lines ou seguradoras telefónicas. O americano Mark Twain (Samuel Clemens, 1835/1910) referiu-se uma vez ao seu gosto de enólogo dizendo: O vinho alemão distingue-se do vinagre graças ao rótulo da garrafa. Pelo que conhecemos e sabemos, as seguradoras que estão neste momento nesses canais de distribuição muito têm a ver com o vinho alemão. Grande parte delas opta agora no caso dos danos próprios, por manter franquias fixas, em vez de franquias percentuais que acompanham a desvalorização natural da viatura e impondo LUIZ FILIPE ACTASEGUROS-CORRETORES DE SEGUROS, SA Peixe que luta contra a corrente morre eletrocutado que essa desvalorização seja feita logo a partir do seu primeiro mês de matricula, em vez de ser aplicada, por exemplo., a partir do 37º mês, assim como obrigando o cliente na comparticipação dum valor fixo por cada chamada de reboque na assistência em Viagem, assim como impondo franquia de 995 euros em Responsabilidade Civil por empréstimo de viaturas, além de outras, da imaginação não ter limites e correspondendo àquilo a que o comum cidadão chama a tirania da letra miúda. Como sabemos, em 1 de Junho do próximo ano o capital mínimo obrigatório vai aumentar para 6 milhões de euros, subdivididos entre 5 milhões de euros para danos corporais e 1 milhão de euros para danos materiais. Como é possível face ao exposto, ao nível inflacionário das despesas normais e correntes (hospitalares, oficinais, judiciais e outras correlativas), que se continue a assistir no mercado dos seguros ao discurso do baixo preço e descontos adicionais? Há somente três ordens de razões: 1 - Ou o produto é construído duma forma miserabilista, isto é, o montante pago do prémio é diretamente proporcional às coberturas, significando isto, para baixo preço, baixas coberturas, para já não falarmos no serviço não oferecido; 2 - Continuada injeção de dinheiro por parte do corpo acionista, com a promessa de que melhores dias virão, certamente por analogia com o solstício do Hemisfério Norte, que, como sabemos, começa a 21 de junho e termina a 23 de setembro e esse, quer chova ou faça sol, sempre virá. 3 - Venda da seguradora a novos investidores, dado o corpo acionista não desejar continuar a injetar dinheiro, como quem faz descarga de autoclismos. Nisto dizia o meu avô: Peixe que luta contra a corrente, mais cedo ou tarde, morre eletrocutado. E não é que isso também se aplica aos negócios em geral e às seguradoras em particular? Saídos do verão, aproveite o outono e fale com o seu mediador, antes que a sua seguradora mude de nome ou que tenha um dissabor. Aproveite! Vai ver que não custa nada.

3 SEGUROS sexta-feira, 7 outubro de 2011 III CASOS MEDIÁTICOS AUMENTAM VALOR PERCECIONADO PELO CLIENTE Crise não afeta venda de protecção para sismos TRABALHOS COMEÇARAM COM UM ANO DE ANTECEDÊNCIA APROSE já prepara Fórum Ibérico de Seguros A APROSE e a sua congénere espanhola Consejo General de los Colegios de Mediadores Seguros iniciaram em finais de julho a organização do II Fórum Ibérico dos Seguros. O evento está agendado para 12 de junho de 2012 e deverá ocorrer em Burgos, Espanha. A primeira edição do Fórum Ibérico dos Seguros teve lugar em Lisboa, em outubro de 2010, contando com a APRO- SE como instituição anfitriã. Foi nessa ocasião que os participantes puderam assistir à análise e debate da realidade dos mercados português e espanhol na perspetiva da atividade seguradora e mediadora através de alguns dos seus mais altos representantes, da supervisão às estruturas de representação de seguradores e mediadores, passando por alguns dos operadores que desenvolvem atividade no território dos dois países. É intenção das duas organizadoras que o Fórum Ibérico dos Seguros se repita de dois em dois anos. De acordo com o seu programa provisório, o II Fórum deverá colocar em cima da mesa a nova Diretiva da Mediação de Seguros (cuja proposta da Comissão Europeia se espera seja apresentada em fevereiro de 2012) e o desenvolvimento de alianças estratégicas entre operadores dos dois países. O evento decorrerá integrado no X Congresso dos Corretores e Agentes de Seguros espanhol, a realizar entre 13 e 15 de junho, na mesma cidade do país vizinho. É habitualmente considerada uma cobertura cara, mas a subscrição da cobertura de risco sísmico mantém uma evolução favorável, resistindo a um possível impacto negativo da crise económica no poder de compra dos portugueses. Apesar de estar prevista a obrigatoriedade de subscrição desta cobertura no projecto de implementação do Fundo Sísmico em Portugal, a cobertura de risco sísmico é ainda facultativa e representa, geralmente, um acréscimo relevante no prémio anual da apólice de seguro multirriscos habitação. No entanto, a generalidade dos clientes que já a subscreveu mantém-na activa. A evolução desta cobertura na carteira não revela variações significativas. Temos, inclusive, encontrado clientes que revelam uma maior preocupação em garantir soluções de proteção mais abrangentes em momentos de crise económica, pois têm a perceção que, em caso de algum contratempo, terão uma menor capacidade financeira de suportar os danos pessoalmente, constata Rita Sambado, diretora de Marketing da Fidelidade Mundial e Império Bonança. Esta apreensão, conjugada com eventos mundiais recentes, como o sismo que abalou o Japão, levam-nos a crer que, a curto/ médio prazo, a crise não terá um impacto significativo na adesão à cobertura, sustenta a mesma responsável. Mesmo tratando-se de uma cobertura algo dispendiosa, os operadores estão crentes de que a perceção do seu valor pode ditar uma evolução positiva na sua comercialização. O preço é um factor determinante em qualquer momento do mercado, mas claro que em alturas como esta assume uma maior sensibilidade. Por outro lado, é exactamente nestes momentos conturbados que mais necessitamos de estabilidade e, por isso, o elemento segurança assume importância especial, confirma Paulo Aranha, diretor da área de Desenvolvimento de Soluções de Mercado da Zurich. Contentarmo-nos com o que nos vendem é muito pouco, é fundamental adquirirmos o que precisamos. Na Zurich procuramos continuamente ajustar a proposta de valor aos tempos e aos ciclos, mas principalmente estamos verdadeiramente empenhados em adequá-la às necessidades dos nossos clientes, alega o responsável da seguradora, onde 15% da carteira de seguros multirriscos habitação inclui cobertura de fenómenos sísmicos. Acreditamos que o consumidor está mais informado e sensibilizado para as questões relacionadas com alterações climáticas, que geram maior incidência de fenómenos naturais. Neste âmbito, o nosso papel é alertar para a probabilidade de ocorrência destes eventos, aconselhando os seus clientes com a protecção mais adequada para o seu caso concreto.

4 IV sexta-feira, 7 outubro de 2011 SEGUROS COLECIONÁVEL SEGURO MULTIRRISCOS HABITAÇÃO SEGURO OBRIGATÓRIO A legislação obriga os proprietários de imóveis em regime de propriedade horizontal a subscrever um seguro de incêndio. Este cobre danos diretamente provocados por incêndios nas frações autónomas e partes comuns de edifícios em propriedade horizontal. Além do fogo, podem ser passíveis de provocar igualmente este tipo de danos os meios usados no combate a incêndio, as remoções ou destruições efetuadas para fins de salvamento ou ainda o calor, o fumo, o vapor ou eventuais explosões decorrentes de incêndio. SEGURO MULTIRRISCOS HABITAÇÃO Mais do que assegurar a cobertura dos imóveis contra incêndios, muitos portugueses preferem já subscrever apólices de seguros Multirriscos Habitação, que associam à cobertura obrigatória um conjunto de outras coberturas complementares, que a história tem vindo a provar que podem ser de grande utilidade em caso de sinistro. Estão aqui incluídos, por exemplo, os furtos e roubos, as inundações e tempestades, os riscos elétricos ou a responsabilidade civil perante terceiros. CAPITAL SEGURO PARA O IMÓVEL A legislação prevê que o capital seguro corresponda ao custo de reconstrução do imóvel, tendo em conta o tipo de construção e a sua localização geográfica. Para os imóveis que vão ser demolidos ou expropriados, o capital seguro deverá corresponder ao valor matricial do imóvel. COBERTURA DE RECHEIO Uma das principais coberturas opcionais de um seguro Multirriscos Habitação prende-se com a proteção do recheio da casa, onde se incluem o mobiliário, os eletrodomésticos, as roupas, os objetos pessoais, joias, etc. Em caso de sinistro que destrua os bens existentes no interior do imóvel, a companhia de seguros assume o pagamento de uma indemnização correspondente ao valor dos bens destruídos. CAPITAL SEGURO PARA RECHEIO O momento em que define o capital a segurar na sua cobertura de recheio assume uma especial importância, já que poderá condicionar significativamente qualquer cálculo de eventual indemnização futura. O segurado não deve, por CLÁUSULA DE ATUALIZAÇÃO AUTOMÁTICA DE CAPITAL Prevendo que possa vir a adquirir novos bens ao longo do tempo de vigência da apólice de seguro, o que amplia o valor do recheio da casa, o segurado poderá optar por incluir no contrato uma cláusula de atualização automática de capital. Desta forma, a própria companhia de seguros encarrega-se de rever em alta anualmente o capital seguro no âmbito deste contrato. Tal não impede que, a todo o momento, o segurado possa, por sua iniciativa, alterar o valor do capital seguro na apólice, sempre que considere que a aquisição de um determinado bem para o recheio da sua casa pode elevar o valor total dos bens seguros. isso, esquecer que o capital que indicar no momento da subscrição da apólice será sempre encarado pela seguradora como representativo do valor total dos bens existentes no interior da casa e apenas esse valor será tido em consideração em caso de sinistro. REGRA DA PROPORCIONALIDADE A generalidade dos contratos de seguro Multirriscos Habitação rege-se pela regra da proporcionalidade para a regularização de sinistros, que prevê o pagamento de indemnizações aos segurados na direta proporção do seu grau de destruição face ao total do recheio da habitação. Assim, em caso de destruição total dos bens, a indemnização deverá corresponder ao total do capital seguro, da mesma forma que a destruição de metade dos bens corresponderá ao pagamento de uma indemnização no valor de metade do capital seguro. E é aqui que a definição do capital seguro vai assumir especial relevância. Após o sinistro, a seguradora deverá enviar ao local um perito, que se encarregará de avaliar o valor dos bens destruídos e a sua dimensão relativa ao total de bens existentes no imóvel à data do sinistro. Se o perito concluir que o capital seguro corresponde, por exemplo, a metade do valor dos bens que efetivamente estavam no interior da casa, a companhia de seguros assumirá que o seguro apenas estava a cobrir 50% do recheio da habitação, pelo que entenderá que apenas deve indemnizar o segurado em 50% do prejuízo efetivamente registado. Exemplo de aplicação da regra da proporcionalidade Imaginemos um sinistro que provoca danos no valor de 5 mil euros no recheio de uma habitação. A casa está coberta por seguro multirriscos habitação com capital seguro de 10 mil euros, o que, à primeira vista, pode parecer mais do que suficiente para cobrir os estragos registados. No entanto, o perito que se deslocou ao local do sinistro estima em 20 mil euros o valor total dos bens que integravam o recheio da habitação à data do sinistro. A partir daí, a companhia de seguros assume que o contrato celebrado estaria, à data do sinistro, a cobrir apenas 50% dos bens existentes no interior da habitação, pelo que apenas indemnizará o segurado em 2500 euros, valor que corresponde a 50% dos danos sofridos. PARTICIPAÇÃO DE SINISTRO Em caso de sinistro, o segurado deve comunicar a sua ocorrência à seguradora no prazo de oito dias. Deverá também informar a companhia de seguros sobre as circunstâncias em que o sinistro ocorreu, eventuais causas e consequências previstas. O segurado deve ainda zelar pela conservação de todos os vestígios que possam suportar a avaliação dos estragos por parte da companhia de seguros.

5 SEGUROS sexta-feira, 7 outubro de 2011 V AON REFORÇA PRESENÇA A NORTE COM ESCRITÓRIO NO PORTO A gestão de risco é muito importante num contexto de internacionalização A crescente vontade exportadora das empresas portuguesas está a introduzir alterações nas necessidades de proteção através de seguros, confirma João Mendonça, responsável pelo escritório do Porto da corretora AON. O reforço da presença a Norte procura ir precisamente ao encontro das necessidades de muitas estruturas empresariais implantadas na região ANA SANTOS GOMES Vida Económica Reforçar a presença da Aon no Norte do país corresponde a uma estratégia de maior proximidade dos clientes? Que mais-valia pode o cliente percecionar com a maior capilaridade da vossa rede? João Mendonça Sim, considero que se trata de uma preocupação de proximidade com o cliente e de conhecimento do meio envolvente. Desde sempre, e claramente cada vez mais, a vocação da AON é a consultoria na gestão de risco. Fazemos isso tanto melhor quanto conheçamos o negócio dos nossos clientes, o meio em que se inserem, os seus projetos e as suas inquietações. Entendemos que a forma ideal de o fazer passa por estar geograficamente próximos, o mais possível em contacto pessoal e direto com o cliente. É uma característica marcante da nossa organização e que justifica o facto de termos mais de 500 escritórios e estarmos presentes em mais de 120 países. Estamos cada vez mais certos de que conseguimos trazer valor acrescentado aos nossos clientes no Norte do país ao estar cá presentes. Em que medida o nosso cliente perceciona isso? Conhecemos as suas necessidades e respondemos a elas com acesso a recursos e soluções com origem onde sejam disponibilizados de forma mais eficiente e adequada. Quer seja a 2 passos e é importante destacar que as seguradoras em Portugal produzem soluções de enorme qualidade quer seja em mercados mais especializados da Europa ou de qualquer parte do Mundo. VE O contexto nacional de crise está a condicionar os investimentos das empresas em seguros? JM O enquadramento económico é atualmente muitíssimo exigente para as empresas. Não que antes não fosse, mas de facto vivem-se momentos particularmente desafiantes para a gestão. Todas as exposições de risco são vistas com maior atenção e as decisões de o transferir para o mercado segurador através de instrumentos de cobertura, ou de retê-lo na empresa, são atentamente ponderadas. As empresas procuram minimizar os riscos e ter claro conhecimento dos que estão a assumir é um princípio indispensável de boa gestão de risco, com o qual nos identificamos, e em que evidenciamos ainda mais a nossa proposta de valor. VE Em que ramos encontra maior potencial de crescimento para os próximos tempos? JM Dado o efetivo abrandamento económico a que assistimos em Portugal, e o grau de maturidade do mercado segurador nacional nas linhas de seguros obrigatórios e seguros de comercialização massificada, no segmento Empresas aponto para ramos e produtos que além de cobertura de risco constituem ferramentas auxiliares à dinâmica operacional e de mercado da empresa. São exemplos o Seguro de Crédito, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Civil de Produtos, Perdas Contingenciais carência de clientes / carência de fornecedores e a cobertura de Risco Político. Dos resultados de 2011 de um estudo que conduzimos anualmente, e que contou com a opinião de perto de 1000 top risk managers mundiais, nas 10 principais Felizmente Portugal é um país em que sempre encontramos empresários e organizações com horizontes que vão muito além das nossas fronteiras geográficas, afirma João Mendonça. preocupações encontramos, entre outros, o risco de reputação e marca, e a atração e retenção dos melhores recursos humanos. À primeira dirigem-se alguns dos produtos que referi. Quanto à retenção de talento e proteção dos recursos humanos, são ideias cada vez mais próximas para a gestão, e por essa via também os seguros de proteção pessoal/familiar vida, saúde, complementos de reforma, expatriados sob o regime de flex benefits serão cada vez mais uma realidade em Portugal. No segmento de particulares vejo também esta última linha de produtos, nomeadamente Saúde e Vida no centro da atenção dos consumidores. VE De que forma uma consultora como a AON pode apoiar empresas que apostem atualmente numa estratégia de internacionalização? JM Antes de mais diria que há a distinguir a internacionalização das vendas exportação que já era uma realidade muito importante nas empresas portuguesas, mas que progressivamente se têm vindo a destacar; e a internacionalização com instalação de operações em territórios estrangeiros. Temos noção da importância que a gestão de risco representa nestes dois tipos de processos, mas também temos consciência de que a gestão do risco e a sua cobertura através de seguros é uma condição necessária, mas não é o fator crítico de sucesso. Daí que a nossa atitude seja a de alocar recursos para ajudar, simplificar processos, antecipar potenciais constrangimentos e resolvê-los com agilidade. Isso consegue-se com conhecimento técnico, com montagem de soluções adequadas às necessidades do cliente a partir de cá, com capacidade de acesso a mercados especializados e com capacidade de apoio local no país de destino, sempre que necessário. Temos a estrutura adequada, plataformas tecnológicas de suporte, experiência e know-how na equipa em Portugal, e evidentemente sempre que necessário no exterior. Um pequeno exemplo: temos a capacidade de apresentar um relatório sumário que inclua referências do enquadramento político e económico, social, jurídico e segurador de praticamente qualquer país do Mundo, em menos de 10 minutos. VE Estão já a ser solicitados para dar apoio a operações de internacionalização? Em que setores de atividade? JM Sim, os mais variados: construção, indústria transformadora, alguns serviços. Felizmente Portugal é um país em que sempre encontramos empresários e organizações com horizontes que vão muito além das nossas fronteiras geográficas. Anteriormente, existiam várias empresas com vocação exportadora e internacional e verificamos que são cada vez mais. Há também um progressivo reconhecimento pelo mercado internacional da qualidade da oferta das empresas portuguesas nos mais variados setores. VE A vertente multinacional da AON constitui, nesta altura, um fator diferenciador relevante? Porquê? JM Certamente que sim! E a nossa experiência tem vindo a confirmá-lo. A agilidade de interação entre as nossas várias operações em qualquer parte do Mundo, quer seja no apoio local aos clientes, quer seja no acesso a mercados, ou colegas mais conhecedores de riscos com especificidades próprias, são um ativo muito valioso da AON. Apesar de exercermos uma atividade em que muitas das soluções são necessariamente criadas à medida do cliente, existem também soluções amplamente testadas, em especial na área internacional, muito eficientes, cuja implementação com sucesso requer experiência e conhecimento. Nestes aspetos, a vertente multinacional da AON, quer pela nossa presença global, quer pelo enorme número de clientes nas mais variadas escalas e atividades, posiciona-nos de forma verdadeiramente única. VE Que prioridades estão definidas para o final deste ano? JM No Norte, reforçar a capacidade de conhecimento dos nossos clientes e manter consistentemente uma trajetória de crescimento em número de clientes e volume de negócio. Conservar presentes valores de responsabilidade social, que fazem parte do nosso ADN, e que neste momento desafiantes que atravessamos se tornam ainda mais importantes. Manter um serviço de excelência de uma equipa que satisfaz as necessidades dos seus clientes em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

6 VI sexta-feira, 7 outubro de 2011 SEGUROS CALENDÁRIO DE EVENTOS DA ACTIVIDADE SEGURADORA OUTUBRO/2011 CONSULTE ONLINE EM Data Evento Local Contactos e informações Organização Cidade Endereço Telefone Fax Web page 10/10/11 Curso: Contrato de Seguro elearni ng elearning INETESE (início) 10/10/11 Curso: Atendimento de Lisboa R. Rodrigo Fonseca, 41 APS qualidade pt 11/10/11 Curso: Seguro automóvel elearning elearning INETESE início) 11/10/11 Curso: Seguro acidentes de elearning elearning INETESE (início) trabalho (12/10/11 Curso: Seguros de Incêndio elearning elearning INETESE início) e Elementos da Natureza 13/10/11 (início) Curso: Qualificação de agentes, corretores de seguros B-Learning R. Rodrigo Fonseca, 41 APS pt 13/10/11 (início) Curso: Seguro Multirriscos e Seguros de Responsabilidades elearning elearning INETESE e 14/10/11 Curso: Marketing nos Lisboa Rua Viriato, 25, 5º IFA-Instituto de Seguros 14/10/11 (início) Curso: Acidentes Pessoais elearning elearning INETESE /10/11 (início) Curso: Agentes e corretores de seguros elearning elearning INETESE /10/11 (início) Curso: Seguros de saúde elearning elearning INETESE e 18/10/11 Curso: Seguros de Lisboa Rua Viriato, 25, 5º IFA-Instituto de transportes 19/10/11 Curso: Confidencialidade Lisboa Rua Viriato, 25, 5º IFA-Instituto de da Informação Clínica e Seu Impacto nos Seguros 20 e 21/10/11 Curso: Avaliação dos Danos Lisboa Rua Viriato, 25, 5º IFA-Instituto de Corporais 24 e 25/10/11 Curso: Seguros de Acidentes de Trabalho Porto Hotel Ipanema Porto APS pt 24 e 25/10/11 Curso: Gestão e Regularização de Sinistros Multirriscos Lisboa Rua Viriato, 25, 5º IFA-Instituto de APROSE REPRESENTA CERCA 77,78% DOS CORRETORES DE SEGUROS MDS lidera ranking de corretores de seguros A MDS, corretora de seguros dos grupos Sonae e Suzano, liderou em 2010 o ranking dos corretores de seguros, com um volume de remunerações auferido de euros, repetindo o feito que já havia conseguido nos 3 anos precedentes. A informação consta do documento divulgado em julho pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e é referente ao conjunto da atividade, sendo, todavia, circunscrito à categoria dos corretores de seguros. Além da MDS, ocupam os primeiros 10 lugares do ranking, por ordem decrescente de volume de remunerações, a Luso-Atlântica, a Marsh, a Aon Portugal, a Villas-Boas Acp, a João Mata, a Costa Duarte, a AVS, a Willis e a Rs-Reinsurance Solutions. Em 2010, os corretores movimentaram um total de remunerações de euros, quando em 2009 o mesmo total foi de euros, tendo passado de 99 operadores em 2009 para 92 no ano passado. A redução no volume de negócios total ficou a dever-se, essencialmente, ao facto de 8 operadores terem deixado de exercer a atividade sob o estatuto da corretagem de seguros. Dois deles alteraram a inscrição para agente de seguros pessoa coletiva, outros dois cancelaram a respetiva inscrição no registo do ISP, enquanto os quatro restantes manem a inscrição ainda ativa. Dos 90 corretores de seguros que figuram no ranking de 2010 (excluídos os dois mediadores de resseguros) a APRO- SE representa 70, o que torna a associação representante de cerca de 80% destes mediadores de seguros, estimando-se a quota de mercado da corretagem de seguros dos filiados na APROSE em 72,6%, com um volume de remunerações totais na ordem dos euros. Corretores / Mediadores de Resseguros Conjunto da atividade (2010/2009) Ranking Denominação social Remunerações (J) Quota 1º 1º MDS - CORRETOR SEGUROS, S.A ,6% 2º 7º LUSO-ATLANTICA - CORRETOR DE ,8% SEGUROS, S.A. 3º 2º MARSH, LDA ,3% 4º 4º AON PORTUGAL - CORRETORES SEGUROS, ,6% S.A. 5º 3º VILLAS-BOAS ACP - CORRETORES ,1% ASSOCIADOS SEGUROS, LDA. 6º 5º JOÃO MATA, LDA ,9% 7º 6º COSTA DUARTE - CORRETOR DE ,9% SEGUROS, S.A. 8º 8º AVS - CORRETORES DE SEGUROS, S.A ,6% 9º 9º WILLIS - CORRETORES SEGUROS, S.A ,3% 10º 12º RS-REINSURANCE SOLUTIONS, S.A ,8%

7 SEGUROS sexta-feira, 7 outubro de 2011 VII Associado em Destaque GERENTE DA IBEROSEGUR FALA EM EXCESSO DE MEDIADORES Número de agentes devia reduzir para aumentar profissionalismo na atividade José Nuno Sousa, gerente da Iberosegur, não vê com bons olhos que a mediação de seguros não seja a atividade obrigatoriamente exclusiva das pessoas coletivas que a exercem. Em nome da especialização dos profissionais, José Nuno de Sousa defende a redução do número de agentes a exercer, medida que considera crucial para fazer face à crescente redução de margens e diminuição de receita destes profissionais. Vida Económica Crê que a maior parte dos clientes se apercebem da importância de contratar seguros? Que argumentos utilizam para os alertar para esse facto? José Nuno Sousa Hoje já existe uma maior sensibilidade por parte dos clientes na importância em contratar seguros e na escolha da seguradora, mas a maioria dos clientes na hora de decidir ainda valoriza muito o preço e a relação de confiança com o seu agente/ corretor. Sempre que efetuamos uma análise aos seguros de um potencial cliente, tentamos aperceber-nos dos riscos a que o cliente está exposto e posteriormente propomos melhoramentos aos seus seguros. Quando já existe um relacionamento duradouro que permita ter um conhecimento da sua sinistralidade e propensão ao risco por parte do cliente, propomos alterações aos seus seguros em termos de coberturas / franquias, sempre com o intuito de reduzir a exposição do risco da empresa a sinistros graves. VE É na regularização do sinistro o momento que a intervenção do mediador é mais apreciada, apresentando vantagens competitivas em relação aos demais canais? De que modo? JNS Existem dois momentos importantes na intervenção de um mediador: primeiro, na contratação de um bom seguro de acordo com o pretendido pelo cliente e na escolha da melhor seguradora para o cliente; o segundo grande momento é o sinistro, quando o cliente deseja uma rápida e eficaz resolução. Na resolução do sinistro, o conhecimento e experiência do mediador é muito importante, pois se a contratação do seguro for de acordo com o pretendido pelo cliente, ou inclusive mais abrangente, e se escolher a melhor companhia de seguros para aquele risco, o sinistro irá de certeza ser resolvido sem problemas de maior. PUB A Mediação de Seguros só tem cabimento se acrescentar valor ao produto e se constituir uma mais-valia para as partes envolvidas, defende José Nuno Sousa Como os outros canais não têm a possibilidade de escolha de várias seguradoras e os seus produtos são vendidos para massas, não permitindo uma personalização de acordo com as necessidades de cada cliente, é nossa opinião que, em muitos casos, aquando do sinistro o cliente se vá sentir defraudado. Outro fator de diferenciação em relação aos demais canais é que o mediador de seguros é um profissional especializado nesta atividade e alguns dos outros canais apenas vendem pelo preço e são especializados noutra atividade qualquer, sendo a mediação de seguros apenas uma forma de rentabilizar mais o seu negócio principal. VE Atualmente os agentes pessoas coletivas não têm de ter por objeto social exclusivo a mediação de seguros, podendo prosseguir outras atividades. Como vê esta alteração? JNS A atividade seguradora é um pilar de estabilidade de qualquer sociedade; sendo assim, não vejo como benéfica esta alteração porque a Mediação/Corretagem são dos principais meios de distribuição de seguros e ao se permitir que exerçam outras atividades deixam de ser especializados na sua atividade. Neste momento existem agentes de seguros, em que apenas os primeiros 250, em termos de ranking, recebem mais de 150 mil euros de comissão (valores aproximados). Sendo assim, deveriam ser tomadas medidas que permitissem uma redução de agentes (ligados e não ligados), de forma a permitir um maior profissionalismo da atividade. VE A possibilidade de o próprio mediador fazer cross-selling poderia ser vista como uma forma de compensar a redução de margens e diminuição de receita advinda da atividade de mediação de seguros? JNS Claro que sim, mas os mediadores têm que se focalizar apenas nos seguros, tornando-se verdadeiros profissionais, podendo assim angariar mais clientes, porque o mercado acabará por reconhecer essa especialização. Existem outras formas de colmatar a redução de margens, tal como criar parcerias entre vários mediadores, que permitam melhorar os serviços e reduzir custos, isto é, criar uma empresa que efetue serviços na área de sinistros, emissão de apólices, publicidade, negoceie contratos com companhias de seguros em termos de objetivos/comissões para os seus associados. Esta empresa permitirá não só libertar recursos para angariar mais clientes, como também ser mais eficiente em todas as áreas de seguros. VE Qual deverá ser, então, o perfil do agente de seguros? JNS O agente de seguros realiza um importante serviço público, daí que o aconselhamento, definição e procura das soluções adequadas tarefas primordiais da intervenção do mediador de seguros ao serviço do consumidor determinem compromissos de competência, assunção de responsabilidades e organização, que o mediador não pode descurar. Ligação histórica ao vinho do Porto A Iberosegur foi criada em 1984 por acionistas do The Fladgate Partnership, o atual grupo a que pertence. Inicialmente os seus serviços destinavam-se a um grupo restrito de clientes/fornecedores do setor do vinho do Porto, procurando melhorar as condições dos seguros do grupo. As suas relações com o mercado segurador internacional facultaram-nos a possibilidade de colmatar as lacunas nessa altura existentes em Portugal e que tantas preocupações causavam neste setor, tendo mesmo contribuído para o estabelecimento de uma sucursal de uma companhia seguradora estrangeira, recorda José Nuno Sousa. Com o passar dos anos a experiência na mediação foi sendo alargada a outros setores. A nossa prioridade é uma boa e personalizada prestação de serviços e a nossa carteira de clientes tem vindo a aumentar de uma forma acentuada nos últimos anos, constata o gerente da Iberosegur.

8 VIII sexta-feira, 7 outubro de 2011 SEGUROS CONSULTÓRIO JURÍDICO Resolução do contrato de seguro Tenho um cliente que pretende anular um contrato de seguro na pendência da anuidade. Pode fazê-lo? Agradecia os vossos comentários. Constituindo, de facto, uma das novidades do novo regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto- Lei n.º 72/2008, de 16 de abril, cuja vigência se iniciou, como é sabido, em 1/01/2009, estabelece-se agora que, nos termos do seu artigo 116º, o contrato de seguro pode ser resolvido por qualquer das partes a todo o tempo, havendo justa causa, nos termos gerais. Sem embargo de a técnica legislativa utilizada para estatuir a regra geral no âmbito do exercício do direito de resolução, quer pelo segurador, quer pelo tomador, poder ser e é-o extremamente discutível, poder-se-á inferir que interpretado o preceito a contrario, não havendo justa causa, o contrato de seguro não poderá ser resolvido por qualquer das partes a todo o tempo. Importa notar, antes de mais embora entendamos não constituir um cenário com forte grau de probabilidade de ocorrência, que a disposição legal em apreço assume natureza relativamente imperativa, ou seja, admite convenção em concreto mais favorável ao tomador do seguro, segurado ou ao beneficiário da prestação de seguro, podendo até dar-se o caso, à luz da exceção referida, de existir seguradores que permitam a resolução do contrato sem que haja motivo justificativo. Quer isto dizer que, excetuado o acordo supra referido, terminou a vigência, em 31/12/2008, do regime legal geral que permitia ao tomador de seguro, no âmbito dos seguros obrigatórios embora houvesse uma recomendação do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) no mesmo sentido quanto aos facultativos, cfr. Circular n.º 25/1997 resolver o contrato a todo o tempo, contanto que o efetuasse mediante correio registado, ou por outro meio do qual ficasse PUB CORVACEIRA GOMES Departamento jurídico/director Executivo APROSE Terminou a 31/12/2008 a vigência do regime legal geral que permitia ao tomador de seguro, no âmbito dos seguros obrigatórios resolver o contrato a todo o tempo registo escrito, com a antecedência mínima de 30 dias em relação à data pretendida para que a resolução produzisse efeitos, devendo, nesse caso, o montante do prémio a devolver ao tomador de seguro em caso de cessação antecipada do contrato ser calculado proporcionalmente ( pro rata temporis ) ao período de tempo que decorreria até ao seu vencimento, cfr. artigo 19º do Decreto-Lei n.º 176/95 e Norma Regulamentar n.º 10/1997, do ISP. Cessado este regime, devemos informar que em todas as Normas Regulamentares emitidas pelo ISP e que aprovam a parte uniforme das novas condições gerais das apólices de seguros obrigatórios, por força, mas não somente, da Norma Regulamentar n.º 4/2009-R, de 19 de março, passou-se a exigir, como regra geral e em conformidade com o estipulado no Decreto-Lei n.º 72/2008, a existência de justa causa para resolver o contrato, no pressuposto de que o prémio de seguro haja sido pago anteriormente e não se pretenda a mera denúncia do contrato, a produzir efeitos na data aniversária do contrato ou, nos contratos renováveis, na data da sua renovação. Daí que, para que haja lugar à resolução do contrato na vigência do contrato de seguro, de modo a fazer cessar os seus efeitos, à parte que a invoca não bastará apenas a intenção de pôr termo ao mesmo contrato, exigindo-se, para que seja legalmente admissível, que a causa invocada para a cessação seja justa e/ou o motivo seja considerado como justificativo nos termos gerais, procurando-se, deste modo, salvaguardar o princípio da estabilidade dos contratos, isto é, se são celebrados, por regra, para valerem por um determinado prazo, deverão manter-se em vigor até ao fim do prazo acordado. Da remissão para a justa causa, porquanto se trata de um conceito indeterminado, resulta que se tem de atender aos parâmetros comuns em que a resolução pode ser invocada, nomeadamente associada ao incumprimento contratual imputável à outra parte ou à perda de confiança. Constituindo a regra a aplicar à generalidade dos contratos de seguros, o artigo 118º do Decreto-Lei n.º 72/2008 admite, contudo, exceções, ou seja, em que se permite ao tomador do seguro o direito a resolver o contrato sem necessidade de invocar justa causa, contanto que a respetiva comunicação se faça por escrito, em suporte de papel ou outro meio duradouro disponível e acessível ao segurador. As exceções que consubstanciam o direito à livre resolução por parte do tomador não se aplicam aos grandes riscos e admitem acordo em contrário mais favorável ao tomador referem-se: a) Aos contratos de seguro de vida, de acidentes pessoais e de saúde com uma duração igual ou superior a seis meses, desde que a resolução seja efetuada nos 30 dias imediatos à data da receção da apólice (não se aplica aos seguros de grupo); b) Nos seguros qualificados como instrumentos de captação de aforro estruturados, no pressuposto de que o direito à resolução seja exercido nos 30 dias imediatos à data da receção da apólice; c) Nos contratos de seguro celebrados à distância, não previstos nas alíneas anteriores, desde que a resolução tenha lugar nos 14 dias imediatos à data da receção da apólice (não se aplica a seguros com prazo de duração inferior a um mês, nem aos seguros de viagem ou de bagagem). Não obstante a livre resolução, nos casos supra referidos, tenha efeito retroativo, o segurador pode ter direito às seguintes prestações: a) Ao valor do prémio calculado pro rata temporis, na medida em que tenha suportado o risco até à resolução do contrato; b) Ao montante das despesas razoáveis que tenha efetuado com exames médicos sempre que esse valor seja imputado contratualmente ao tomador do seguro; c) Aos custos de desinvestimento que comprovadamente tenha suportado. Obviamente que, caso o tomador pretenda, de facto, fazer cessar o contrato de seguro fora do âmbito em que a lei lhe permite a livre resolução do mesmo ou não possa invocar, legitimamente, a justa causa nos demais contratos e situações, estando o prémio fracionado, bastará por regra, embora existam exceções, à luz do regime legal do pagamento dos prémios de seguros, cfr. artigos 58 e ss. do Decreto-Lei n.º 72/2008 não proceder ao pagamento de uma das suas frações para que o contrato seja automaticamente resolvido na respectiva data de vencimento, assim se obtendo o efeito que por outra via não seria juridicamente viável ou admissível.

SEGUROS DE HABITAÇÃO. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões

SEGUROS DE HABITAÇÃO. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SEGUROS DE HABITAÇÃO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões 1 SEGURO DE HABITAÇÃO 2 Seguro de incêndio 2 O que cobre o seguro obrigatório de incêndio? 2 Seguro multirriscos habitação

Leia mais

Podem ser contratadas outras coberturas, para além das obrigatórias?

Podem ser contratadas outras coberturas, para além das obrigatórias? SEGURO HABITAÇÃO Qual a importância do Seguro de Habitação? Os bens imóveis, tal como os móveis, estão sujeitos à ocorrência de eventos que lhes podem causar danos. Se não possuir um seguro válido, terá

Leia mais

CONTRATO DE SEGURO. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões

CONTRATO DE SEGURO. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões CONTRATO DE SEGURO ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões Ficha Técnica Coleção Guia de Seguros e Fundos de Pensões Título Contrato de Seguro Edição Autoridade de Supervisão de Seguros

Leia mais

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 4. RECLAMAÇÕES 5. DURAÇÃO DO CONTRATO 6. RISCO DE 7. PRINCIPAIS RISCOS DO PRODUTO PROSPECTO SIMPLIFICADO

Leia mais

Ficha Técnica. Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões. Título Contrato de Seguro. Edição Instituto de Seguros de Portugal

Ficha Técnica. Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões. Título Contrato de Seguro. Edição Instituto de Seguros de Portugal Ficha Técnica Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões Título Contrato de Seguro Edição Instituto de Seguros de Portugal Coordenação editorial Direcção de Comunicação e Relações com os Consumidores

Leia mais

SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões

SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões Responsabilidade Civil 1 SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL 2 Quais são os seguros de responsabilidade civil

Leia mais

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 4. RECLAMAÇÕES 5. DURAÇÃO DO CONTRATO 6. RISCO DE 7. PRINCIPAIS RISCOS DO PRODUTO PROSPECTO SIMPLIFICADO

Leia mais

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO

1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 1. INFORMAÇÃO SOBRE A EMPRESA DE SEGUROS 2. ENTIDADES COMERCIALIZADORAS 3. AUTORIDADES DE SUPERVISAO 4. RECLAMAÇÕES 5. DURAÇÃO DO CONTRATO 6. RISCO DE 7. PRINCIPAIS RISCOS DO PRODUTO PROSPECTO SIMPLIFICADO

Leia mais

PROSPECTO SIMPLIFICADO MAPFRE GARANTIA 011 FI

PROSPECTO SIMPLIFICADO MAPFRE GARANTIA 011 FI PROSPECTO SIMPLIFICADO MAPFRE GARANTIA 011 FI Contrato de Seguro Ligado a Fundos de Investimento Produto Financeiro Complexo - Instrumento de Captação de Aforro Estruturado Período de Comercialização 26-10-2010

Leia mais

Seguro Poupança Crescente. Condições Gerais e Especiais da Apólice. www.ocidentalseguros.pt

Seguro Poupança Crescente. Condições Gerais e Especiais da Apólice. www.ocidentalseguros.pt Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros de Vida, SA. Sede: Avenida Dr. Mário Soares (Tagus Park), Edifício 10, Piso 1, 2744-002 Porto Salvo. Pessoa coletiva n.º 501 836 926, matriculada sob esse número

Leia mais

SEGURO AUTOMÓVEL. Qual a importância do Seguro Automóvel?

SEGURO AUTOMÓVEL. Qual a importância do Seguro Automóvel? SEGURO AUTOMÓVEL Qual a importância do Seguro Automóvel? O proprietário ou o condutor de um veículo são responsáveis pelos prejuízos que este possa causar e, em caso de acidente, podem incorrer em graves

Leia mais

Ccent.44/2005 MDS/UNIBROKER/BECIM. Decisão de Não Oposição da Autoridade da Concorrência

Ccent.44/2005 MDS/UNIBROKER/BECIM. Decisão de Não Oposição da Autoridade da Concorrência Ccent.44/2005 MDS/UNIBROKER/BECIM Decisão de Não Oposição da Autoridade da Concorrência [alínea b) do n.º 1 do artigo 35.º da Lei n.º 18/2003, de 11 de Junho] 12/09/2005 1 DECISÃO DE NÃO OPOSIÇÃO PROCESSO

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Solução Multifundos Zurich Fundo Autónomo: MF Zurich Vida Agressivo Empresa de Seguros: Zurich -Companhia de Seguros de Vida S.A. Sede: Rua Barata Salgueiro 41, 1269-058 Lisboa TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM

Leia mais

SEGURO DE SAÚDE. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões

SEGURO DE SAÚDE. ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões SEGURO DE SAÚDE ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões 1 SEGURO DE SAÚDE 2 Como funcionam as garantias? 2 O que está normalmente excluído de um seguro de saúde? 2 As doenças preexistentes

Leia mais

AÇÕES DE FORMAÇÃO. Seguros DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA. 24 de setembro de 2014

AÇÕES DE FORMAÇÃO. Seguros DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA. 24 de setembro de 2014 AÇÕES DE FORMAÇÃO DO PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA Seguros 24 de setembro de 2014 PLANO DE EXPOSIÇÃO Contrato de seguro Principais tipos de seguros Prevenção da fraude nos seguros 2 CONTRATO DE

Leia mais

SEGURO DE SAÚDE 2 Como funcionam as garantias? 2 O que está normalmente excluído de um seguro de saúde? 2 As doenças preexistentes estão cobertas

SEGURO DE SAÚDE 2 Como funcionam as garantias? 2 O que está normalmente excluído de um seguro de saúde? 2 As doenças preexistentes estão cobertas SEGURO DE SAÚDE 1 SEGURO DE SAÚDE 2 Como funcionam as garantias? 2 O que está normalmente excluído de um seguro de saúde? 2 As doenças preexistentes estão cobertas pelo seguro de saúde? 2 O que fazer

Leia mais

CAIXA SEGURO 2014 6M - ICAE NÃO NORMALIZADO / / (PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO)

CAIXA SEGURO 2014 6M - ICAE NÃO NORMALIZADO / / (PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO) Empresa de Seguros PROSPECTO SIMPLIFICADO (Dezembro de 2009) CAIXA SEGURO 2014 6M - ICAE NÃO NORMALIZADO / / (PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO) Data de início de comercialização a 2 de Dezembro de 2009 Nome

Leia mais

ficha de produto automóvel

ficha de produto automóvel ficha de produto automóvel O que é? O Seguro de Automóvel é um seguro que visa garantir o pagamento de indemnizações dos prejuízos sofridos em consequência direta das coberturas e com os limites de indemnização

Leia mais

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS A CULPA É DO TEMPO? Porque o clima já não é o que era e os desastres naturais se sucedem com maior frequência e severidade, muitos deles agravados pela mão humana, a indústria de seguros e resseguros debate-se

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO DB Multifundos Fundo Autónomo: Multifundos DB Investimento III Empresa de Seguros: Zurich -Companhia de Seguros de Vida S.A. Sede: Rua Barata Salgueiro 41, 1269-058 Lisboa TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO!

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

Produto Financeiro Complexo

Produto Financeiro Complexo Zurich Companhia de Seguros Vida, S.A. PROSPECTO SIMPLIFICADO (atualizado a 8 de fevereiro de 2013) Empresa de Seguros Entidades Comercializadoras Autoridades de supervisão Reclamações DB MULTIFUNDOS,

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL

FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL (ao abrigo do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho) A. ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL

FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL FICHA DE INFORMAÇÃO NORMALIZADA EM MATÉRIA DE CRÉDITO AOS CONSUMIDORES GERAL INFORMAÇÃO PRÉ-CONTRATUAL (ao abrigo do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho) A. ELEMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Seguro Moto. Condições Gerais, Especiais e Particulares

Seguro Moto. Condições Gerais, Especiais e Particulares Seguro Moto Condições Gerais, Especiais e Particulares ÍNDICE CONDIÇÕES GERAIS PARTE I TUDO SOBRE A COBERTURA DE RESPONSABILIDADE CIVIL OBRIGATÓRIA E, NOS CASOS EXPRESSAMENTE ASSINALADOS, ALGO SOBRE AS

Leia mais

BASES DO CONTRATO...3

BASES DO CONTRATO...3 UNIT LINKED DB VIDA Condições Gerais...2 1. DEFINIÇÕES...2 2. BASES DO CONTRATO...3 3. INÍCIO E DURAÇÃO DO CONTRATO...4 4. ÂMBITO DA COBERTURA...4 5. GESTÃO DAS UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO...4 6. PRÉMIOS...6

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. Designação: VICTORIA PPR Acções

Leia mais

Q4: Como podem ser concebidos e financiados os programas de (res)seguros públicos ou obrigatórios para se evitar o problema do risco moral?

Q4: Como podem ser concebidos e financiados os programas de (res)seguros públicos ou obrigatórios para se evitar o problema do risco moral? Q1: Qual é a sua opinião sobre a taxa de penetração dos seguros contra catástrofes na União Europeia? Queira apresentar as informações pormenorizadas e dados que justificam a sua opinião. É necessária

Leia mais

INVESTIMENTO PORTUGAL TOP SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE)

INVESTIMENTO PORTUGAL TOP SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE) PROSPETO SIMPLIFICADO Agosto 2012 INVESTIMENTO PORTUGAL TOP SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE) Período de comercialização: de 13 de agosto de 2012

Leia mais

DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS PERITOS AVALIADORES DE IMÓVEIS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO

DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS PERITOS AVALIADORES DE IMÓVEIS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO PROTEÇÃO DA ATIVIDADE SEGURO OBRIGATÓRIO CONDIÇÕES GERAIS - 168 DE RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DOS PERITOS AVALIADORES DE IMÓVEIS DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO 808 29 39 49 fidelidade.pt

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO BBVA Unit-Linked Empresa de Seguros: Zurich -Companhia de Seguros de Vida S.A. Sede: Rua Barata Salgueiro 41, 1269-058 Lisboa TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO! Risco de perder a totalidade do capital investido

Leia mais

SEGURO ESPECIAL VIAGEM

SEGURO ESPECIAL VIAGEM SEGURO ESPECIAL VIAGEM Sempre que viajar, deve fazê-lo com segurança! Mesmo que não possa adquirir a sua viagem com o Cartão Unibanco, o Especial Viagem permite-lhe subscrever um seguro sem burocracias,

Leia mais

SEGURO PLANO DE PROTECÇÃO FINANCEIRA

SEGURO PLANO DE PROTECÇÃO FINANCEIRA SEGURO PLANO DE PROTECÇÃO FINANCEIRA O seguro que paga a conta do seu cartão emitido pela Unicre nos momentos em que mais precisa, com todo o conforto e segurança. Quando se pergunta porquê ter um plano

Leia mais

SEGURO DE CARTÕES DE CRÉDITO CAIXA WOMAN DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONDIÇÕES GERAIS - 221 APÓLICE N.º AG62635782. 808 29 39 49 fidelidade.

SEGURO DE CARTÕES DE CRÉDITO CAIXA WOMAN DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONDIÇÕES GERAIS - 221 APÓLICE N.º AG62635782. 808 29 39 49 fidelidade. PROTEÇÃO PESSOAL E FAMILIAR SEGURO DE CARTÕES DE CRÉDITO CAIXA WOMAN DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONDIÇÕES GERAIS - 221 APÓLICE N.º AG62635782 808 29 39 49 fidelidade.pt Fidelidade - Companhia de Seguros,

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO BBVA Unit-Linked Empresa de Seguros: Zurich -Companhia de Seguros de Vida S.A. Sede: Rua Barata Salgueiro 41, 1269-058 Lisboa TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO! Risco de perder a totalidade do capital investido

Leia mais

Condição Especial. Responsabilidade Civil Profissional. Farmacêuticos

Condição Especial. Responsabilidade Civil Profissional. Farmacêuticos Condição Especial Responsabilidade Civil Profissional Farmacêuticos 1. Objectivo Esta Condição Especial destina-se a acompanhar e a clarificar as coberturas e funcionamento dos Certificados de Seguro emitidos

Leia mais

ficha de produto automóvel 2Rodas

ficha de produto automóvel 2Rodas ficha de produto automóvel 2Rodas O que é? O Seguro auto 2Rodas é um seguro que visa garantir o pagamento de indemnizações dos prejuízos sofridos em consequência direta das coberturas e com os limites

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS AO INVESTIDOR PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS AO INVESTIDOR PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO EMPRESA DE SEGUROS Barclays Investimento Fundo Autónomo: Rendimento Nome: CNP Barclays Vida y Pensiones, Compañia de Seguros, S.A. - Agência Geral em Portugal; Endereço da Sede Social: Plaza de Cólon,

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS LEVE PPR - G763300V2

CONDIÇÕES GERAIS LEVE PPR - G763300V2 ARTIGO PRELIMINAR Entre a Fidelidade - Companhia de Seguros, S.A., adiante designada por Segurador, e o Tomador do Seguro identificado nas Condições Particulares, estabelece-se o presente contrato de seguro

Leia mais

(1) Inclui o capital de Responsabilidade Civil Obrigatória: 6.000.000 (Danos Materiais/Danos Corporais).

(1) Inclui o capital de Responsabilidade Civil Obrigatória: 6.000.000 (Danos Materiais/Danos Corporais). 1 FICHA DE PRODUTO Produtos Automóvel A N Seguros tem à sua disposição coberturas que são realmente indispensáveis para a segurança do seu Automóvel, construindo uma proteção à sua medida. Esta ficha de

Leia mais

Condições Gerais IV CLÁUSULAS OBRIGATÓRIAS E FINAIS

Condições Gerais IV CLÁUSULAS OBRIGATÓRIAS E FINAIS I CONDIÇÕES PRELIMINARES E ESSENCIAIS 1. DEFINIÇÕES 2. OBJETO E GARANTIAS DO CONTRATO 3. ÂMBITO TERRITORIAL 4. CAPITAL SEGURO 5. BENEFICIÁRIOS 6. PESSOA SEGURA 7. VIGÊNCIA DO CONTRATO. INÍCIO E DURAÇÃO

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família. Boletim Informativo Nº 3 Setembro 2015 SEGURO de SAÚDE

Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família. Boletim Informativo Nº 3 Setembro 2015 SEGURO de SAÚDE Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família Boletim Informativo Nº 3 Setembro 2015 SEGURO de SAÚDE O Seguro de Saúde adquiriu ao longo dos tempos uma importância crescente

Leia mais

Apólice N.º AG50001063 SEGURO DE CARTÕES DE DÉBITO PARA NÃO RESIDENTES DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONDIÇÕES GERAIS - 205

Apólice N.º AG50001063 SEGURO DE CARTÕES DE DÉBITO PARA NÃO RESIDENTES DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS CONDIÇÕES GERAIS - 205 ARTIGO PRELIMINAR Entre a FIDELIDADE - COMPANHIA DE SEGUROS, S.A., adiante designada por Segurador, e a Caixa Geral de Depósitos, S.A., adiante designada por Tomador do Seguro, estabelece-se o presente

Leia mais

Ficha de Informação Geral

Ficha de Informação Geral Objectivo da Ficha de Informação Geral Oferecer aos Clientes informação de carácter geral sobre o crédito à habitação, o mais transparente, sistemático e rigorosamente possível, antes da formalização de

Leia mais

SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO ESTRATÉGIA AGRESSIVA AÇÕES

SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO ESTRATÉGIA AGRESSIVA AÇÕES Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO

Leia mais

PROPOSTA DE SEGURO SEGURO DE CAPITALIZAÇÃO POUPANÇA AUTO PREENCHER A CANETA PRETA

PROPOSTA DE SEGURO SEGURO DE CAPITALIZAÇÃO POUPANÇA AUTO PREENCHER A CANETA PRETA POUPANÇA E INVESTIMENTO PROPOSTA DE SEGURO SEGURO DE CAPITALIZAÇÃO PREENCHER A CANETA PRETA SEGURO DE CAPITALIZAÇÃO 3 0 ALTERAÇÃO À APÓLICE Nº (*) AGÊNCIA/AGENTE Nº FM IB CONTA COBRANÇA Nº (*) PREENCHER

Leia mais

INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS AO INVESTIDOR PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

INFORMAÇÕES FUNDAMENTAIS AO INVESTIDOR PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO MAPFRE INVEST CRESCENTE 2015 NÃO NORMALIZADO Entidade gestora: Instrumento de Captação de Aforro Estruturado Contrato de Seguro ligado a Fundo de Investimento MAPFRE Seguros de Vida, S.A., com sede social:

Leia mais

Versão Pública. DECISÃO DE NÃO-OPOSIÇÃO Processo Ccent. Nº 48/ 2005 AXA/SEGURO DIRECTO GERE 1 I. INTRODUÇÃO

Versão Pública. DECISÃO DE NÃO-OPOSIÇÃO Processo Ccent. Nº 48/ 2005 AXA/SEGURO DIRECTO GERE 1 I. INTRODUÇÃO DECISÃO DE NÃO-OPOSIÇÃO Processo Ccent. Nº 48/ 2005 AXA/SEGURO DIRECTO GERE 1 I. INTRODUÇÃO 1. Em 8 de Agosto de 2005, foi notificada à Autoridade da Concorrência, nos termos dos artigos 9.º e 31.º da

Leia mais

Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro

Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro Decreto-Lei nº 222/2009, de 11 de Setembro No nosso país, é generalizada a prática de as instituições de crédito exigirem, como condição sine qua non da concessão de crédito à habitação, a contratação,

Leia mais

TAXA GARANTIDA 3ª SÉRIE

TAXA GARANTIDA 3ª SÉRIE TAXA GARANTIDA 3ª SÉRIE PROSPECTO SIMPLIFICADO ICAE INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (NÃO NORMALIZADO) Os elementos constantes deste Prospecto Simplificado reportam-se a 30 de Abril de 2009

Leia mais

Cadernos do Banco de Cabo verde. Contrato de Seguros. Banco de Cabo Verde

Cadernos do Banco de Cabo verde. Contrato de Seguros. Banco de Cabo Verde Cadernos do Banco de Cabo verde Contrato de Seguros Banco de Cabo Verde Departamento de Supervisão e Estabilidade do Sistema Financeiro Área de Supervisão do Sector Segurador Contrato de Seguros Banco

Leia mais

Simulação de Crédito Imobiliário

Simulação de Crédito Imobiliário Simulação de Crédito Imobiliário Data de Impressão: 16-02-2015 19:42 Número de Simulação: 14616115 / x944719 Gestor de Projeto: MIGUEL VELEZ (211126702) Resumo Prestação inicial Prestação Comissão manutenção

Leia mais

BIG Alocação Condições Gerais

BIG Alocação Condições Gerais ARTIGO PRELIMINAR Entre a, e o Tomador do Seguro mencionado nas Condições Particulares é estabelecido o contrato de seguro que se regula pelas, Especiais e Particulares da Apólice, de acordo com as declarações

Leia mais

Condições Gerais +RENDA. Produto comercializado por:

Condições Gerais +RENDA. Produto comercializado por: Condições Gerais +RENDA Mod. IMGV - 82CH (06/2012) Generali Vida S.A. Sede: Rua Duque de Palmela, n.º 11 I 1269-270 Lisboa Tel. 213 112 800 I Fax. 213 563 067 I Email: generali@generali.pt I www.generali.pt

Leia mais

POSTAL FUTURO DEZEMBRO 2016 SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE)

POSTAL FUTURO DEZEMBRO 2016 SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE) PROSPETO SIMPLIFICADO 20 de setembro de 2012 POSTAL FUTURO DEZEMBRO 2016 SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE) Período de comercialização: de 20 de

Leia mais

uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor

uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor uma vasta protecção para quem encontra a melhor solução para as avarias motor motor segurtrade motor Segurtrade - Motor é uma solução de protecção para a sua empresa, direccionada para pequenas e médias

Leia mais

ficha de produto multirriscos habitação

ficha de produto multirriscos habitação ficha de produto multirriscos habitação O que é? O Seguro de multirriscos habitação é um seguro que visa garantir os edifícios ou fracções de edifícios destinados à habitação permanente do Segurado e construídos

Leia mais

500.000 FAMÍLIAS JÁ GEREM MELHOR AS SUAS DESPESAS

500.000 FAMÍLIAS JÁ GEREM MELHOR AS SUAS DESPESAS 500.000 FAMÍLIAS JÁ GEREM MELHOR AS SUAS DESPESAS CLIENTE FREQUENTE Poupe mais com esta solução integrada de produtos e serviços bancários e pague o mesmo todos os meses. MILLENNIUM. É PARA AVANÇAR. www.millenniumbcp.pt

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. - Sede Social: 1099-090 Lisboa - Portugal - CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO

Leia mais

II DO INVESTIMENTO. FORMAÇÃO E DETERMINAÇÃO DO CAPITAL SEGURO E DO VALOR DE RESGATE

II DO INVESTIMENTO. FORMAÇÃO E DETERMINAÇÃO DO CAPITAL SEGURO E DO VALOR DE RESGATE I CONDIÇÕES PRELIMINARES E ESSENCIAIS 1. DEFINIÇÕES 2. OBJETO E GARANTIAS DO CONTRATO 3. ÂMBITO TERRITORIAL 4. CAPITAL SEGURO 5. BENEFICIÁRIOS 6. PESSOA SEGURA 7. VIGÊNCIA DO CONTRATO. INÍCIO E DURAÇÃO

Leia mais

Painel 1 Tema: Ética e Responsabilidade Civil e Profissional no âmbito do Sistema de Acesso ao Direito. Responsabilidade Civil Profissional

Painel 1 Tema: Ética e Responsabilidade Civil e Profissional no âmbito do Sistema de Acesso ao Direito. Responsabilidade Civil Profissional Painel 1 Tema: Ética e Responsabilidade Civil e Profissional no âmbito do Sistema de Acesso ao Direito Responsabilidade Civil Profissional Responsabilidade Civl Profissional dos Advogados Código de Deontologia

Leia mais

PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

internacionalizar Seguros COSEC com Garantia do Estado Fichas de Produtos

internacionalizar Seguros COSEC com Garantia do Estado Fichas de Produtos internacionalizar Seguros COSEC com Garantia do Estado Fichas de Produtos Novembro de 2013 Índice Seguro de Créditos à Exportação de Médio e Longo Prazo com a Garantia do Estado 03 Seguro de Créditos Financeiros

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. TODOS OS INVESTIMENTOS TÊM RISCO

Leia mais

A Exchange é uma marca da empresa Changebiz Rede de Consultores Financeiros, SA.

A Exchange é uma marca da empresa Changebiz Rede de Consultores Financeiros, SA. Exchange A EXCHANGE Quem somos A Exchange é uma marca da empresa Changebiz Rede de Consultores Financeiros, SA. Resulta de uma Parceria de Sucesso entre o Grupo Onebiz, referência no desenvolvimento de

Leia mais

SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2013 8 ANOS 5.ª SÉRIE (NÃO NORMALIZADO)

SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2013 8 ANOS 5.ª SÉRIE (NÃO NORMALIZADO) Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2013

Leia mais

Proposta de Seguro de Art Dealers

Proposta de Seguro de Art Dealers Secção A Proponente Nome: NIF: Email: Há quantos anos negoceia com o nome atual Tem experiência anterior em outras empresas do mesmo ramo? Se sim, especifique Secção B Stocks e Conteúdos Valor dos Stocks

Leia mais

Índice. 1. Introdução. 3. 2. Glossário...4. 3. Conceito... 5. 4. Vantagens da Assistência GPS...5. 5. Funcionamento da Assistência GPS...

Índice. 1. Introdução. 3. 2. Glossário...4. 3. Conceito... 5. 4. Vantagens da Assistência GPS...5. 5. Funcionamento da Assistência GPS... DMI_AUTO06_20JUL2015 GUIA DA ASSISTÊNCIA GPS Índice 1. Introdução. 3 2. Glossário.....4 3. Conceito.... 5 4. Vantagens da Assistência GPS....5 5. Funcionamento da Assistência GPS.... 5 6. Tratamento de

Leia mais

CONSULTORES RISCOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL PARA

CONSULTORES RISCOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL PARA RISCOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL PARA CONSULTORES Uma pesquisa interna recente demonstra que 70% das PME de consultoria não têm uma proteção de seguros eficaz contra reclamações de responsabilidade civil.

Leia mais

TAXA GARANTIDA 1ª SÉRIE

TAXA GARANTIDA 1ª SÉRIE Prospecto Informativo TAXA GARANTIDA 1ª SÉRIE ICAE NÃO NORMALIZADO Os elementos constantes deste prospecto informativo reportam-se a 31 de Dezembro de 2009 (actualização dos ns.8, 9 e 10 da Parte III)

Leia mais

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. - Sede Social: 1099-090 Lisboa - Portugal - CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO

Leia mais

SEGURO MULTIRISCOS VIVACASA

SEGURO MULTIRISCOS VIVACASA SEGURO MULTIRISCOS VIVACASA Passe um risco por cima das preocupações e da insegurança! Roubos, incêndios, inundações, calamidades, etc. o mal que tudo isso acarreta, não acontece só aos outros. Ao subscrever

Leia mais

Poderão contratar este seguro os colaboradores, incluindo os seus familiares directos.

Poderão contratar este seguro os colaboradores, incluindo os seus familiares directos. Ficha técnica 1. TOMADOR DO SEGURO / SEGURADO Poderão contratar este seguro os colaboradores, incluindo os seus familiares directos. São considerados familiares directos: - o cônjuge, desde que viva em

Leia mais

PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Prospeto Simplificado (Atualizado em 4 de maio de 2012) Seguro Millennium Trimestral 2011 8 Anos 3.ª Série (Não normalizado) Datas de comercialização: Início em 17 de outubro

Leia mais

Condições Gerais.03 .03 .03 .03 .03 .03 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .05 .05 .05 .05 .05 .05 .05

Condições Gerais.03 .03 .03 .03 .03 .03 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .04 .05 .05 .05 .05 .05 .05 .05 ÍNDICE Condições Gerais.03 Artigo 1º Definições.03 Artigo 2º Objecto do Contrato.03 Artigo 3º Garantias do Contrato.03 Artigo 4º Âmbito Territorial.03 Artigo 5º Exclusões.03 Artigo 6º Início e Duração

Leia mais

SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO ESTRATÉGIA AGRESSIVA AÇÕES

SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO ESTRATÉGIA AGRESSIVA AÇÕES Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. SEGURO INVESTIDOR GLOBAL FUNDO AUTÓNOMO

Leia mais

Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A., sociedade anónima pertencente ao Grupo Banco Seguros

Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A., sociedade anónima pertencente ao Grupo Banco Seguros Eurovida Companhia de Seguros de Vida, S.A. - Sede Social: - 1099-090 Lisboa - Portugal - CRCL / Pes. Col. 504 917 692 Capital Social 7.500.000 Euro Data início de comercialização: 2000/04/13 por tempo

Leia mais

Fidelity Poupança. Condições Gerais e Especiais

Fidelity Poupança. Condições Gerais e Especiais 1. DEFINIÇÕES 1.1. Para os efeitos do presente Contrato, entende-se por:» I.C.A.E.: Instrumento de Captação de Aforro Estruturado ;» Seguradora: ;» Tomador de Seguro: a Entidade que celebra o Contrato

Leia mais

Qual a importância do seguro automóvel?

Qual a importância do seguro automóvel? Qual a importância do seguro automóvel? O proprietário ou o condutor de um veículo são responsáveis pelos prejuízos que este possa causar e em caso de acidente podem ter de pagar indemnizações elevadas.para

Leia mais

PRÉVOIR PPR NOVA VERSÃO INFORMAÇÕES PRÉ-CONTRATUAIS ANEXO À PROPOSTA PRÉVOIR PPR

PRÉVOIR PPR NOVA VERSÃO INFORMAÇÕES PRÉ-CONTRATUAIS ANEXO À PROPOSTA PRÉVOIR PPR Este documento apresenta-se como um resumo das Condições Gerais e Especiais do seguro Prévoir PPR e não dispensa a consulta integral das mesmas. SEGURADOR FINALIDADE SEGMENTO-ALVO CONDIÇÕES DE SUBSCRIÇÃO

Leia mais

OFERTA SEGUROS TRANQUILIDADE

OFERTA SEGUROS TRANQUILIDADE OFERTA SEGUROS TRANQUILIDADE AGAP Condições em vigor para a rede Comercial Tranquilidade Agosto 2008 Rectificação dos procedimentos operacionais para os MONITORES DE FITNESS, SÓCIOS E COLABORADORES INTRODUÇÃO

Leia mais

SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2014 10 ANOS 2.ª SÉRIE (NÃO NORMALIZADO)

SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2014 10 ANOS 2.ª SÉRIE (NÃO NORMALIZADO) Informações Fundamentais ao Investidor PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las. SEGURO MILLENNIUM TRIMESTRAL 2014

Leia mais

Protocolo do Sindicato dos Professores do Norte

Protocolo do Sindicato dos Professores do Norte Protocolo do Sindicato dos Professores do Norte Produto / Seguros Modalidades Descontos Outras Vantagens Automóvel Essencial Valor Exclusivo Prestigio Protocolo 35% Transf. Bancária 10% 2ª Viatura 5% Venda

Leia mais

Ficha Técnica. Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões. Título Seguros de Habitação, de Saúde e de Responsabilidade Civil

Ficha Técnica. Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões. Título Seguros de Habitação, de Saúde e de Responsabilidade Civil Ficha Técnica Colecção Guia de Seguros e Fundos de Pensões Título Seguros de Habitação, de Saúde e de Responsabilidade Civil Edição Instituto de Seguros de Portugal Coordenação editorial Direcção de Comunicação

Leia mais

SAÚDEGLOBAL. AON Portugal

SAÚDEGLOBAL. AON Portugal SAÚDEGLOBAL AON Portugal Breve Apresentação do Negócio DADOS DE CARACTERIZAÇÃO Designação Comercial Saúdeglobal N.º Colaboradores N.º de Estabelecimentos Dispersão Geográfica Nacional Facturação em 2010

Leia mais

Resolução CNSP Nº 315 DE 26/09/2014 Publicado no DO em 29 set 2014

Resolução CNSP Nº 315 DE 26/09/2014 Publicado no DO em 29 set 2014 Resolução CNSP Nº 315 DE 26/09/2014 Publicado no DO em 29 set 2014 Dispõe sobre as regras e os critérios para operação do seguro viagem. A Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, no uso da atribuição

Leia mais

Companhia de Seguros: MAPFRE SEGUROS GERAIS, S.A. Lançamento em março de 2010 (upgrade em julho de 2013).

Companhia de Seguros: MAPFRE SEGUROS GERAIS, S.A. Lançamento em março de 2010 (upgrade em julho de 2013). Definição Cliente-Alvo Garante casas de habitação (só conteúdo ou conteúdo e edifício), construídas a partir de 1960, em bom estado de conservação, quer sejam residência permanente quer não, contra a generalidade

Leia mais

Relatório de Atividade do Serviço de Provedoria do Cliente. Companhia de Seguros Allianz Portugal. Ano de 2014

Relatório de Atividade do Serviço de Provedoria do Cliente. Companhia de Seguros Allianz Portugal. Ano de 2014 Relatório de Atividade do Serviço de Provedoria do Cliente Companhia de Seguros Allianz Portugal Ano de 2014 O ano de 2014 continua a revelar o crescente interesse dos clientes da Allianz Portugal em apresentar

Leia mais

CAIXA SEGURO 2014 PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO

CAIXA SEGURO 2014 PRODUTO FINANCEIRO COMPLEXO PROSPETO SIMPLIFICADO (atualizado a 30 de abril de 2012) CAIXA SEGURO 2014 SEGURO LIGADO A FUNDOS DE INVESTIMENTO INSTRUMENTO DE CAPTAÇÃO DE AFORRO ESTRUTURADO (ICAE) NÃO NORMALIZADO PRODUTO FINANCEIRO

Leia mais

LISTA DAS RECOMENDAÇÕES PROFERIDAS EM 2012 1

LISTA DAS RECOMENDAÇÕES PROFERIDAS EM 2012 1 LISTA DAS RECOMENDAÇÕES PROFERIDAS EM 2012 1 1 Com indicação da designação da empresa de seguros, processo de reclamação, objeto da reclamação, recomendação e posição da Santander Totta Seguros sobre a

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais

Solução Poupança Zurich Condições Gerais

Solução Poupança Zurich Condições Gerais Solução Poupança Zurich Condições Gerais Cláusula Preliminar Entre a Zurich - Companhia de Seguros Vida, S.A., entidade legalmente autorizada a exercer a atividade seguradora no Ramo Vida, doravante designada

Leia mais

Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família. Boletim Informativo Nº 1 Junho 2015 SEGURO de SAÚDE

Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família. Boletim Informativo Nº 1 Junho 2015 SEGURO de SAÚDE Luso-Atlântica, o Parceiro que se preocupa com a Sua Saúde e a da Sua Família O Seguro de Saúde adquiriu ao longo dos tempos uma importância crescente no apoio aos cuidados de Saúde da Comunidade Farmacêutica,

Leia mais