SUPLEMENTO COMERCIAL. Quinta-feira, 31 de Março de 2011

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1 SUPLEMENTO COMERCIAL. Quinta-feira, 31 de Março de Guia Seguros de

2 DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 2Guia de Seguros ÍNDICE Sentir-se seguro... uma necessidade 2 Seguradoras portuguesas estão de boa saúde! 3 Bati com o carro, e agora? 3 Médis, um segredo que está a celebrar 15 anos 4 Villas Boas Madeira: seguramente consigo 5 Quem é quem? 5 Tranquilidade: seguro de custo light para combater a crise 7 Japão pior do que o 11 de Setembro 8 Das paredes ao recheio, segure a sua casa! 8 O sucesso está na especialização 8 Peritagem, uma face do conceito 9 UNIVERSAL Corretores de Seguros de Fevereiro, edepois?11 Um serviço personalizado a pensar no cliente 11 Volume de negócios representa cerca de 10% do PIB 12 Riscos naturais, como lidar com eles? 14 Entre os seguros e os produtos financeiros 14 INETESE, 14 anos ao serviço da RAM 15 seguro... Sentir-se uma necessidade DOS OBRIGATÓRIOS AOS FACULTATIVOS, MUITOS SÃO OS SEGUROS DE QUE DISPOMOS PARA TER UMAVIDAMAIS DESCANSADA. AS DIFERENTES COMPANHIAS OFERECEM PRODUTOS DISTINTOS, MAS TODOS COM ESSE MESMO OBJECTIVO... Desde os primórdios da história da humanidade que se conhecem exemplos de cooperação e ajuda entre diferentes membros e grupos de algumas sociedades, particularmente naquelas onde o desenvolvimento comercial era mais notado. Do particular ao colectivo, o homem tem vindo a aprimorar formas de precaver prejuízos mais avultados, contrariando as perdas e contrabalançando os danos sofridos com medidas compensatórias. Cuidados houve que visavam, sobretudo, minimizar o risco, numa altura em que ainda não se falava em pagamentos de prémios ou de indemnizações. Da pastorícia às trocas comerciais, o objectivo era sempre a minimização dos prejuízos. Por exemplo, na Mesopotâmia o transporte de mercadorias era feito com recurso aos camelos. Sendo esta uma região de muitos desertos, por vezes as perdas eram avultadas, devido à morte de alguns animais. Para minimizar estes danos, os babilónicos resolveram unir as caravanas de forma a melhor garantirem a substituição dos camelos perdidos ao longo da viagem. Para o efeito, criaram uma espécie de convenção em favor dos transportadores, que tinham de pagar elevadas quantias caso não conseguissem entregar a mercadoria no destino. Temos aqui a génese da responsabilidade civil que enforma a obrigatoriedade de alguns seguros. Em Portugal, no ano de 1293, o Rei D. Dinis estabeleceu a primeira forma de seguro nacional, ligada exclusivamente aos riscos marítimos. Com base num acordo celebrado entre os mercadores e o Reino, aquelas tinham de pagar uma quantia (apurada de acordo com o porte e o tráfego da embarcação), de forma a suportar os prejuízos face à perda de navios ou mercadorias. Alguns anos mais tarde, em 1383, ganhava forma a primeira Lei Nacional sobre Seguros. Na verdade, podemos dizer que os seguros marítimos foram os primeiros seguros a serem comercializados nos moldes mais próximos daqueles que hoje conhecemos. Com o avanço e modernização das sociedades, as exigências e necessidades foram sendo alteradas e as respostas adaptadas a cada situação. Os seguros ganham uma forma específica e a regulamentação vai surgindo a contagotas. No plano dos profissionais ligados ao sector, o escrivão de seguros de 1529 deu lugar ao corrector de seguros de 1578, tendo este o papel de intermediário entre o segurado e as companhias de seguros. No que toca às companhias de seguros, depressa a Companhia das Índias e a Casa dos Seguros, de meados de seiscentos, deram lugar a organizações como a Lloyd s of London, uma associação de tomadores de risco, que durante muito tempo foi uma referência neste domínio. Pouco depois, em meados de setecentos o ramo vida passa a ser comercializado pela Royal Exchange e pela London Assurance, isto em Inglaterra, alargando-se, em pouco tempo, a outros países da Europa e do Mundo. Em Portugal, a Permanente de Seguros em Lisboa (1791)foiaprimeiracompanhiadeseguros nacional. Ao longo do século XIX, por força dos riscos naturais que afectaram algumas cidades, verificou-se um aumento da procura dos produtos comercializados pelas seguradoras. Ao aumentarem os riscos, aumentam, também, os prémios, suscitando, por vezes, a especulação nos diferentes domínios. Com o século XX e todas as mudanças que o mesmo nos trouxe, as ofertas foram sendo cada vez mais diversificadas, com a legislação a aprimorar as responsabilidades e a esclarecer as dúvidas que se colocavam em cada situação específica. Surgem novas companhias de seguros e outras empresas ligadas à comercialização de apólices. A mediação passa a ser uma realidade, num contexto onde há que saber escolher o produto que melhor se adequa às nossas necessidade. E a verdade é que hoje é impensável estruturarmos o nosso dia-a-dia sem a existência de um seguro. Afinal, todos nós queremos uma segurança, uma garantia futura que nos proteja dos prejuízos, de perdas e de danos inesperados. O seguro, seja obrigatório ou contratual, mais não é do que uma relação jurídica por meio da qual há transferência de um prejuízo potencial, decorrente de um risco - evento danoso em potencial ou seja, um evento futuro e incerto, causadordeumprejuízo-,doseguradoàseguradora, mediante pagamento em dinheiro - prémio.

3 DIÁRIO Seguradoras portuguesas estão bem de saúde! Guia de Seguros DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 3 A EIOPA AVALIOU A ROBUSTEZ DA SITUAÇÃO FINANCEIRA DAS SEGURADORAS PORTUGUESAS, TENDO-LHES ATRIBUÍDO A CLASSIFICAÇÃO DE BOM, COM DISTINÇÃO, BASEADO NUM RÁCIO DE SOLVÊNCIA MÉDIO CONFORTÁVEL. De há cinco anos a esta parte que as seguradoras, à semelhança do que acontece com a banca, têm vindo a ser submetidas aos tão falados estudos de resistência, ou como são mais conhecidos, aos testes de stress. No âmbito nacional, os resultados foram bastante positivos, com as seguradoras nacionais a passarem com distinção nos exames de performance, havendo aproximadamente 1.2 mil milhões de euros de capital no conjunto global do sector, um valor acima do exigido para a abertura de uma instituição desta natureza. Segundo os dados revelados pela EIOPA - European Insurance and Occupational Pensions Authority, entidade responsável pela realização deste estudo, o sistema nacional «passa com distinção» no QIS5, denominação atribuía ao estudo que avalia os possíveis resultados da execução do regime Solvência II, plano estratégico de regulamentação do ramo segurador que terá início nos primeiros meses de Refira-se que estes testes foram regulamentados por uma directiva comunitária que visava a prevenção de situações como a que atingiu a maior empresa do ramo segurador nos EUA, a American International Group (AIG), a qual, na sequência dos investimentos sem fundo no banco Lehman Brothers, entretanto falido, se tornou numa das entidades mais endividadas do país e se lançou numa espiral descendente na captação de clientes. Bati com o carro, eagora? QUANDO O VALOR ESTIMADO DA REPARAÇÃO, SOMADO AO DO VEÍCULO APÓS O ACIDENTE, ULTRAPASSA O VALOR COMERCIAL DA VIATURA (SE ESTA TIVERMAISDEDOIS ANOS, PODE IR ATÉ 20% A MAIS), É DECLARADA A PERDA TOTAL. Desagradável. Este é o adjectivo que melhor caracteriza qualquer acidente automóvel, mesmo aqueles em que os estragos são mínimos e não se registam danos pessoais. Um bom seguro é sempre uma mais-valia em qualquer situação desta natureza, embora seja sempre necessário tomar algumas cautelas para que o todo o processo pós-acidente não se complique. Convém ter sempre na sua viatura uma declaração amigável. Peça-a na sua seguradora. O seu preenchimento deverá ser a sua primeira preocupação desde que nenhum dos envolvidos no acidente precise de cuidados médicos. Este acto não significa que está a assumir qualquer responsabilidade do acidente, serve apenas para simplificar o apuramento real da situação. Nesse documento, não deixe de identificar os intervenientes e respec- tivas viaturas. Dê atenção a eventuais testemunhas. Note que esta declaração deverá ser preenchida em impresso próprio, em duplicado, ficando uma cópia para cada interveniente. Se tiver possibilidade, tire algumas fotografias ao estado das viaturas e ao local do acidente, bem como aos danos causados nos veículos. Em caso de dúvidas ou desacordo, é sempre preferível chamar as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia de Segurança Pública. Logo que possível, deverá comunicar à seguradora, sendo que tem, no máximo, 8 dias consecutivos para o fazer.atenção,senãofororesponsável pelo acidente e o seu seguro só cobrir responsabilidade civil, a participação deverá ser feita à seguradora do outro envolvido. PUBLICIDADE

4 4Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março Médis, um segredo que está a celebrar 15 anos A MÉDIS PROPORCIONA O ACESSO A CUIDADOS DE SAÚDE DE ELEVADA QUALIDADE, SUPORTADOS POR UM SEGURO COM NÍVEIS DE SERVIÇO DE EXCELÊNCIA, DEIXANDO O CLIENTE LIBERTO PARA SE CONCENTRAR NO QUE É MAIS IMPORTANTE, A SUA SAÚDE. (com um capital de 1 milhão de euros), até à Cobertura Internacional, sem limite de capital na Clínica Universitária de Navarra, conforme a opção escolhida. Não estamos no mercado dos cartões de desconto, que não são verdadeiros seguros e não protegem o Cliente. A relação com os nossos Clientes é de longo prazo: ambicionamos que a qualidade e benefícios do seguro Médis os mantenham connosco, por isso comercializamos planos standard sem idade limite de permanência. Ao nível do segmento sénior, desenvolvemos uma oferta específica o Médis Vintage, que responde de forma adequada e acessível às necessidades deste segmento, muitas vezes penalizado pelo mercado. Importa lembrar que um seguro Médis, em qualquer opção, é uma porta de entrada para várias vantagens como o acesso à Linha Médis, com atendimento 24h por enfermeiros ou à Rede de Saúde & Bem-estar, com descontos em termas, ópticas, Healthclubs, prestadores de cuidados domiciliários, etc. Através do site Médis é possível descobrir as vantagens do universo Médis e até subscrever o seguro, em casa, com toda a comodidade. O ano passado estiveram presentes, aqui na Madeira, com uma actividade que excedeu o âmbito comercial É verdade. Na sequência das conhecidas intempéries, efectuamos uma campanha interna, com enorme receptividade, na qual 1 porcada apólicevendida revertia para uma instituição. Assim, foi com todo o gosto que entregámos à Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal para auxiliar o projecto Férias Divertidas. Foi um privilégio e um factor de motivação adicional para todos os que trabalham na Médis: sentirque podemos contribuir para fazer a diferença, é também este o nosso segredo. Gustavo Barreto Director de Marketing da Médis Como surgiu a Médis? A Médis opera desde 1996, quando lançou em Portugal o conceito de seguros de saúde managed care, assente no acesso a uma Rede Convencionada de Prestadores de Cuidados de Saúde. A aposta foi proporcionar a máxima acessibilidade a cuidados de saúde de elevada qualidade, suportados por um seguro com níveis de serviço de excelência, deixando o Cliente liberto para se concentrar no que é mais importante, a sua saúde. O vosso último anúncio publicitário fala no segredo da Médis. Qual é? Decorridos 15 anos de actividade, permanecemos fiéis aos nossos princípios core, apostando na inovação para fazer a diferença e com uma quase obsessão pela qualidade. Neste pressuposto, fomos adicionando valor à nossa proposta, incrementando coberturas, inovando processos e modelos de gestão, modelando a nossa oferta às necessidades do mercado. Como resultado, temos sido privilegiados com a confiança e índices de satisfação dos nossos Clientes, que por exemplo nos concederam um impressionante índice de satisfação de 97% em 2010 (estudo efectuado pela Nielsen). Significativo é também o facto de o mercado em geral confiar em nós acabamos de ser eleitos Marca de Confiança, pelos leitores das Selecções do Readers Digest. Estes são dados que nos orgulham mas que aumentam também a nossa responsabilidade, para continuar a conseguir corresponder às elevadas expectativas. Em suma, diria que a haverum segredo será a nossa proposta de valor como um todo, traduzida na expressão Médis Faz bem à Saúde. Mas, no actual contexto económico, como está o mercado de seguros de saúde? Continua a ser um mercado em crescimento? Na última década, os seguros de saúde tiveram um crescimento de 2 dígitos, tendo sido o ramo não vida que mais cresceu. Apesar da actual conjuntura, a procura continua ascendente, embora com valores mais modestos. A Médis sempre cresceu acima do mercado e continua a fazêlo, tendo fechado 2010 com mais de pessoas seguras sob gestão. Diria que, no actual contexto económico, a necessidade de protecção das famílias agudiza-se, e os seguros de saúde podem dar uma contribuição decisiva para fazer face a despesas de saúde inesperadas que possam surgir. Que conselhos pode dar a um Cliente na escolha do seu seguro de saúde? Efectuar uma escolha informada para adquirir o que de facto necessita e o protege. A Médis tem planos para famílias que vão desde a simples cobertura de hospitalização à de ambulatório (consultas), passando pelo Parto, Doenças Graves Porque é desde pequeno que se aprende a cuidar da saúde, a Médis criou o conceito Médis Kids: um universo de personagens que representam os amigos e os inimigos da nossa saúde, como por exemplo o João Globulão (um glóbulo branco) e a Bina (uma bactéria) e onde não falta um herói o Super Médis. Estas personagens estão materializadas no website um site lúdico e didáctico, onde entre jogos animados e filmes de aventuras, os mais pequenos aprendem, brincando, conceitos básicos de saúde.

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6 6Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março Seguramente consigo A VILLAS BOAS MADEIRA, SA É HOJE UMA MARCA RECONHECIDA NO MERCADO, COMO PARCEIRO DE CONFIANÇA, INOVADOR E CAPAZ DE ENCONTRAR AS MELHORES SOLUÇÕES E CONDIÇÕES DE SEGUROS PARA OS SEUS CLIENTES. AVillas Boas Madeira, SA, parte integrante do Grupo CBK, está presente na Região Autónoma da Madeira desde Em conjunto com os seus associados, são hoje líderes na actividade da corretagem de seguros em Portugal. Refira-se a propósito, que o Grupo CBK oferece actualmente uma cobertura de âmbito nacional, com presença na Região Autónoma do Açores, Lisboa e Porto. Esta empresa define-se como um consultor que procura, de forma sistemática e com total independência faceàsseguradoras, uma solução integral que melhor se adapta às necessidades de cada cliente, utilizando produtos existentes no mercado nacional e/ou internacional. Maria José Fortes, administradora executiva da empresa, assegura que a sua equipa dispõe de um know-how e de uma vasta experiência queproporciona aosseus clientes a prestação de um serviço de qualidade e altamente personalizado, propondo e desenvolvendo soluções à medida que permitam aumentar a sua capacidade de geriros riscos e acrescentarvaloràs empresas. A nossa preocupação quando tomamos contacto, pelo primeira vez, com um cliente e a sua carteira de seguros, é promovermos uma cuidada análise aos riscos a que a empresa está exposta, estabelecendo então a proposta adequada para a gestão da carteira de seguros. A responsável pela empresa explica ainda que todos estes serviços estão igualmente ao dispor dos clientes particulares. Ao nível do cliente particular, dispomos de meios que nos permitem rapidamente ter acesso aos vários produtos e condições disponíveis no mercado, de forma gratuita para o cliente e com total independência face às Seguradoras existentes. Porque cada cliente tem as suas próprias características e necessidades, e conjugar todos estes factores requer a tempo e conhecimento, a VillasBoasdispõe, noseu escritório, de um vasto leque de serviços e produtos, com simulações na hora, que vão desde o simples seguro de Automóvel ou Multi RiscosHabitaçãoaosegurodeSaúde, Vida, Acidentes Pessoais, ou mesmo Responsabilidade Civil Profissional. Posso inclusive partilhar convosco que temos tido uma procura bastante acentuada de produtos de Saúde, Vida e PPR, certamente fruto da situação de pré-rotura do sistema de segurança social em Portugal. Aliás, faço um apelo a todos os nossos clientes e não clientes que não deixem de, pelo menos, fazer uma simulação para um seguro de Saúde, de Acidentes Pessoais, de Vida ou PPR destinado a salvaguardar o bemestare a segurança da sua família. Quanto ao mercado e ao balanço da actividaderefere: O MercadoSeguradoreem particular o da Corretagem, é sem dúvida um mercado muito competitivo e cada vez maisexigenteeagressivo, pelo queéimperativo que os agentes económicos saibam evoluir, reaprender e adaptar-se às novas exigências. Como habitualmente transmito à minha equipa considero que, com atitude comercial, estratégia, empenho e ambição conseguiremos por em prática as competências necessárias à implementação da nossa estratégia. A Villas Boas Madeira, SA é hoje uma marca reconhecida no mercado, como parceiro de confiança, inovadore capaz de encontrar as melhores soluções e condições de segurospara osseusclientes, o que lhes permitiu atingir a posição de líder no mercado da corretagem de seguros na Região Autónoma da Madeira. Mediador de seguros Falamos de mediador de seguros quando estamos perante «qualquer pessoa singular ou colectiva que inicie ou exerça, mediante remuneração, a activi- Quem dade de mediação de seguros». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). Empresa de seguros Trata-se de «uma empresa que tenha recebido da autoridade competente de um dos Estados membros da União Europeia uma autorização para o exercício da actividade seguradora». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). Mediação de Seguros Entende-se por mediação de seguros «qualquer actividade que consista em apresentar ou propor um contrato de seguro ou praticar outro acto preparatório da sua celebração, em celebrar o contrato de seguro, ou em apoiar a gestão e execução desse contrato, em especial em caso de sinistro». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). Contrato de seguro Esteé«nãosóocontratodeseguro mas também operações de capitalização, todos celebrados, nos termos legais e regulamentares em vigor, por empresas de seguros autorizadas a operar no território português». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). Tomador de seguro É a «entidade que celebra o contrato de seguro com a empresa de seguros, sendo responsável pelo pagamento do prémio, incluindo o subscritor, entidade que contrata uma operação de capitalização com uma empresa de seguros, sendo responsável pelo pagamento da prestação». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). é quem? Agente de seguro Esta é a «categoria em que a pessoa exerce a actividade de mediação de seguros em nome e por conta de uma ou mais empresas de seguros ou de outro mediador de seguros, nos termos do ou dos contratos que celebre com essas entidades». (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho). Corretor de seguros Trata-se da «categoria em que a pessoa exerce a actividade de mediação de seguros de forma independente face às empresas de seguros, baseando a sua actividade numa análise imparcial de um número suficiente de contratos de seguro disponíveis no mercado que lhe permita aconselhar o cliente tendo em conta as suas necessidades específicas.» (Decreto-lei n.º 144/2006, de 31 de Julho).

7 Seguro de custo DIÁRIO light para PORTUGUESES TÊM CADA VEZ MAIS SEGUROS DE SAÚDE APESAR DA combater crise CONJUNTURA ADVERSA. A SOLUÇÃO PASSA POR ADQUIRIR SOLUÇÕES ECONÓMICAS COMO O SANOS LIGHT, DA TRANQUILIDADE, QUE ASSEGURA ASSISTÊNCIA MÉDICA E DESPESAS DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA E INTERNAMENTO. Não obstante o facto dos sistemas de saúde públicos terem registado evolução no que se relaciona com a prestação de cuidados médicos, muitas dúvidas se colocam quanto a isso no presente, o que faz com que a população portuguesa esteja cada vez mais consciente para a importância de garantir uma melhor assistência e tratamento familiar em caso de doença. Segundo dados da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), actualmente existem dois milhões de pessoas com seguros de saúde, que devem abranger 2,2 milhões de portugueses até ao final de. Ainda segundo a APS, o Serviço Nacional de Saúde custa anualmente 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português, cerca de 17 mil milhões de euros, o que representa um custo anual de euros a cada português. Já se tiver um sistema privado complementar, cada beneficiário paga, em média, 270 euros por ano. Com vantagens assumidas para ambos os lados, os seguros de saúde impõem-se cada vez mais na sociedade portuguesa, e as empresas que actuam nesta área devem saber ajustar as suas soluções às situações específicas de cada cliente, à dimensão da sua família e à sua disponibilidade financeira. De uma forma geral, o mercado segurador tem respondido com uma oferta renovada e versátil, mas a difícil conjuntura económica tem impedido que muitos portugueses adquiram um seguro de saúde. Para responder às necessidades Guia de Seguros DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 7 da população neste contexto de crise, a Tranquilidade disponibiliza uma oferta equilibrada para quem quer salvaguardar a saúde familiar sem ter de pagar muito. O Sanos Light, assim se chama esta opção de seguro de saúde mais económica, assegura uma cobertura até e inclui assistência médica e intervenções cirúrgicas e internamento. Esta solução permite ainda, em caso de diagnóstico de uma doença grave, uma segunda opinião médica através do acesso a uma revisão desse diagnóstico e respectivo tratamento por um especialista na doença detectada. Caso se pretenda prosseguir com o tratamento com o médico indicado, a Tranquilidade tratará da marcação de consultas e exames, da reserva de viagens e do alojamento, entre outros aspectos logísticos. Comumpreçoapartirde7 pormês, o Sanos Light da Tranquilidade garante o atendimento personalizado, numa ampla rede de prestadores de cuidados de saúde, pagando somente uma pequena percentagem ou quantia fixa, e liberdade de escolha de médicos e clínicas, mesmo fora da rede de prestadores e de forma a garantir sempre um atendimento de elevada qualidade. PUBLICIDADE

8 8Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março Japão INDEMNIZAÇÕES RESULTANTES DO TERRAMOTO NO JAPÃO PODERÃO ATINGIR 300 MIL MILHÕES DE DÓLARES, MAIORES DO QUE AS INDEMNIZAÇÕES PAGAS COM O 11 DE SETEMBRO E QUATRO VEZES SUPERIORES ÀS DO FURACÃO KATRINA Não restam dúvidas. Os últimos acontecimentos que têm devastado algumas regiões do Japão são o maior evento de consequências indemnizatórias do mercado segurador e ressegurador mundial, superando, inclusive, os atentados de 11 de setembro de, nos Estados Unidos. Quem está convicto deste facto é Sérgio Barroso de Mello, presidente do Comitê Ibero-Latino-Americano da Associação Internacional de Direito de Seguro (Cila- Aida), para quem não há dúvida de que estamos superando esses números em muito, porque se trata de um país que era, até bem pouco tempo, a segunda maior pior doque11desetembro economia do mundo. Um país desenvolvido, com uma cultura do seguro muito forte, adiantou. A verdade é que, segundo os especialistas, depois da tragédia que assolou o Japão nos últimos dias, os seguros deverão sofrer um aumento na ordem dos 8%. Esse aumento deverá basear-se não apenas nos prejuízos, mas também no recalculo inevitável dos riscos, variável conforme o sector a que diga respeito. E esta adequação deverá ser feita em todos os segmentos de seguros, desde os grandes riscos, até aos seguros automóveis ou de vida. Das paredes ao recheio, segure a sua casa! Certamente já ouviu falar de seguro habitação, seguro de recheio da residência, ou algo semelhante. A verdade é que são cada vez menos aqueles que fazem valer o ditado popular casa arrombada, trancas à porta. Preferem prevenir em vez de remediar... Os bens imóveis, tal como os bens móveis, podem passar por eventos que lhes podem causar danos. Incêndios, inundações, assaltos concorrem entre si pelo top das ocorrências. Mas tudo isto poderá ser minimizado se possuir um seguro válido e adequado às suas necessidades, já que assim não terá de suportar sozinho as despesas de reparação de quaisquer danos que ocorram na sua habitação. No caso dos incêndios, é obrigatório um seguro próprio para o edifícios em regime de propriedade horizontal, tal como dita o Código Civil, nos termos do nº 1 do seu Artigo No seguro para paredes, o capital contratado deve corresponder ao valor de reconstrução do imóvel. Regra geral, este é inferior ao de mercado, pois não contabiliza o terreno, nem factores de valorização, como a proximidade do mar, transportes, etc. Recheio bem avaliado Na hora de fazer um seguro para o recheio da sua casa, algo cada vez mais fundamental, faça uma lista dos bens, incluindo roupa e calçado. Embora já não sejam novos, calcule quanto custaria substituí-los hoje. Se é daquelas pessoas que gosta de antiguidaes e até tem algumas peças a decorar a sua casa, então tenha atenção. Não se aventure nas contas. Para as antiguidades ou obras de arte, consulte um especialista. Estes e outros objectos de valor elevado, como aparelhos fotográficos, jóias, colecções, armas e casacos de pele, são considerados especiais e devem ser discriminados na apólice. Caso contrário, a maioria das seguradoras paga até 1500 por cada, mesmo que valham mais. Some as parcelas e acrescente 10%, como segurança. O valor dos bens não se mantém ao longo dos anos. Pode aumentar ou diminuir, pelo que todas as seguradoras actualizam anualmente os capitais seguros, com base nos índices publicados trimestralmente pelo Instituto de Seguros de Portugal. Esses pretendem reflectir a variação dos preços em função da inflação. Quanto ao recheio, como é natural que compre outros móveis, utensílios, objectos decorativos e máquinas ao longo dos anos, actualize os valores a cada 4 ou 5 anos. O sucesso está na especialização Na conjuntura sócio-económica actual deparamo-nos com a precaridade financeira tanto das empresas como dos cidadãos comuns. Desta forma, mais que nunca, existe a necessidade de bons conselheiros para que, sem exageros, os seguros sejam vendidos com base nas necessidades dos segurados. A empatia tem de ser aplicada com rigor. A contratação de seguros feita neste conceito fará manter os contratos em vigor e dificilmente serão anulados por excesso. A qualidade dos serviços é importante e, cada vez mais, o conhecimento adquirido pelos cidadãos sobre os seus direitos, exige uma maior profissionalização no sector segurador. Vemos instituições diversas que não tendo o conhecimento e a experiência neste ramo, vendem seguros como sendo mais um produto dessa empresa, com objectivos nas vendas veja-se os bancos e os supermercados. Depois, somos nós, os profissionais, quem esclarece sobre os produtos contratados. É tempo de cada um se especializar na sua área porque só assim, ganha a sociedade e o consumidor, em geral. José Luís Sousa Mediador de Seguros

9 Peritagem, uma face Uma sociedade moderna atribui inequivocamente função social a determinadas profissões tal como médicos e advogados regulando o acesso às mesmas. Estas medidas visam a protecção dos cidadãosquecompõeessa mesma sociedade (sejam estes pessoas singulares ou colectivas). Poroutro lado também a sociedadecivil ao impor seguros de natureza obrigatória, assume perante os cidadãos responsabilidades acrescidas, devendo exigir capacidades técnicas e morais inquestionáveisa quem actua comoseu mandatário no que à regulação de sinistros diz respeito. Ora, facilmente se reconhece o papel fundamental dos peritos de seguros no sucesso deste ramo de actividade, já que são eles, em caso de sinistro, que servem do conceito de mandatários das seguradoras com o intuito de efectuar vistorias aos bens sinistrados, procederao levantamento dos prejuízos sofridos em consequência do sinistro, procurando esclarecerdúvidas, indicara causa, a natureza e a extensão das avarias. Esta é, pois, uma tarefa queexigeuma avaliação criteriosa dos riscos e dos factores que o condicionam. Para além de todas estas razões, a salvaguarda do prestígio e bom nome da actividade seguradora e outras entidades em nome de quem os profissionais portugueses actuam, tais como os Tribunais, passam pelo reconhecimento da maisvalia social intrínseca da Peritagem, não devendo no espaço comunitário ser permitido o exercício desta actividade a entidades sem formação nem acreditadas para tal. Como tal justifica-se plenamente a observância das capacidades técnicas e de um código de conduta exigidos aos profissionais portugueses. DIÁRIO ACâmara Nacional de Peritos Reguladores designada porcnpr foi oficialmente fundada em 16 de Maio de 1996 (data da escritura). É uma associação de natureza profissional, representando aqueles que exercem a profissão de Peritos de Seguros e Peritos Reguladores, assumindo estes inequivocamente um papel de importância no que diz respeito à regulação técnica e profissional dos sinistros entre as partes envolvidas. A CNPR é representativa da profissão no seu todo englobando os diversos ramos da peritagem, incluindo o Automóvel, englobando os peritos internos das empresas de seguros. A CNPR é constituída porpessoas singulares e colectivas que se dedicam à actividade da Peritagem, estando estas sujeitas a normas técnicas e deontológicas específicas.sendo a Peritagem um conjunto de procedimentos, inquirições, aferições e actos concorrentes à tomada de decisões, deverá ser esta actividade profissional realizada por entidade competente e idónea. A CNPR pretende contribuircom uma resposta adequada às necessidades crescentes do sector em termos de formaçãoequalificação, sendoum dosseus grandesobjectivos, a profissionalização e regulamentação da peritagem portuguesa, sendo acompanhada nesta pretensão pelas suas congéneres europeias. O papel desempenhado pela CNPR ao longo os últimos anos tornou possível a Guia de Seguros DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 9 que Portugal esteja actualmente na linha dianteira do Sectorem termos internacionais, representando Portugal na FUEDI - The European Federation of Loss Adjusting Experts, na FIEA - International Federation of Automobile Experts e na IAIFA - International Association ofinsurance Fraud Agencies. Tendo em conta a sua formação e especialidade, os membros da CNPR estão repartidos por Colégios, nomeadamente pelo Colégio Patrimonial e pelo Colégio Automóvel, Poderão ser criados outros Colégios da Especialidade caso a evolução do Sector e respectivo enquadramento na Câmara o justifique. A admissão de membro singular aos Colégios da Especialidade é efectuada se acordo com as normas dos organismos internacionais em que a CNPR se encontra inserida. PUBLICIDADE

10 10Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março UNIVERSAL Corretores de Seguros A UNIVERSAL - Corretores de Seguros, mediador inscrito no ISP sob nº /3 e membro da APROSE Associação Portuguesa dos Produtores Profissionais de Seguros, tal como é conhecida hoje, resultou da alteração levadaaefeitoem1990,das.u.m.s Sociedade Universal Mediadora de Seguros Lda., que iniciou a sua actividade em Trata-se duma sociedade por quotas, a maioria detida por ex-profissionais da indústria seguradora, com larga experiência e conhecimento na área. Possui actualmente na sua carteira cerca de clientes, entre empresas e particulares, o que representa um relacionamento profissional com um grande número pessoas, gerando um volume de prémios anual superior a 4 milhões de euros, valor que permite encarar o futuro com confiança e muito profissionalismo. De acordo com a sua categoria de mediador definida pelo DL 144/2006 de 31 de Julho, a UNIVERSAL, como corretor, distingue-se das restantes categorias de mediadores, identificados como agentes, pela sua independência face às companhias de seguros, não necessitando do estabelecimento de contratos com as seguradoras com quem trabalha. Esta independência face às seguradoras constitui, desde logo, uma mais-valia para qualquer potencial cliente que recorraaosserviçosdauniversal,poistem a garantia de que a solução encontrada assenta numa análise imparcial de um número suficiente de propostas de seguros adequadas às necessidades específicas do cliente. Diariamente, os profissionais da UNI- VERSAL são responsáveis por realizar: - Estudo de carteiras de seguros de potenciais clientes, procurando, com a sua experiência e profissionalismo, melhores e mais adequadas soluções para a satisfação das necessidades; - Gestão das carteiras do actuais clientes, com conferência da documentação emanada pelas seguradoras, levando a efeito as alterações necessárias e actualizações aos respectivos contratos. Esta gestão passa também por sugerir aos clientes a implementação de medidas adequadas à prevenção que visem a redução do risco, evitando com isso a deterioração dos resultados dos contratos e dificuldade na sua renegociação. - Acompanhamento e ajuda aos clientes em eventuais sinistros, desde a sua participação e encaminhamento, à promoção da realização das peritagens e ainda ao acompanhamento da sua gestão, o que constitui a tarefa com maior visibilidade e que os clientes mais valorizam. Além disso, como resultado de algumas parcerias com alguns corretores nacionais e internacionais, a UNIVERSAL está capacitada para encontrar outras soluções por forma a suprir as necessidades dos seus clientes nas mais diversas áreas, nomeadamente: Acidentes de Trabalho; Acidentes Pessoais; Automóvel individual ou em frotas; Avaria de Máquinas; Bens em Leasing ; Caução; Equipamento Electrónico; Máquinas casco; Multiriscos Habitação, Comercial e Industrial; Obras e Montagem; Perdas de Exploração; Responsabilidade Civil; Saúde Individual e Grupo; Transporte Mercadorias; Viagem; Vida com soluções diversas ao nível do risco e da poupança. PUBLICIDADE

11 DIÁRIO 20 de Fevereiro, Guia de Seguros DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 11 Se há dias que vão ficar na história do povo madeirense, o20 defevereirode2010 será um deles. Deum momentopara outromuitas pessoasviram serem-lhesarrancadosossonhos, ceifadas as vidas e condicionados os futuros. Moradias, lojascomerciais, instituiçõespúblicas e privadas. Ninguém foi poupado pela fúria das águas e pelas agruras do temporal quecondicionou osdiasseguintes, osmeses e os anos. Houve quem morresse, houve quem perdesseonegócio, houvequem ficassesem tecto. Perantetudo isto ossegurostiveram um papel importantena mitigaçãodos prejuízosedosdanossofridos. Os relatos impressionantes, os gritos de desesperoou ospedidosdeajuda foram ouvidos, logo no próprio dia, pelosrepresentantes das seguradoras que colocaram no terreno todaaajudapossívelenecessáriaparauma rápida resoluçãodosproblemas. E sehá quem insista na parcialidadequandoseavaliam osriscoseprejuízos, a verdadeé que é quase generalizada uma opinião contrária em relação a este momento muito complicadona vida dosmadeirenses. A 15 de Março de 2010, quase um mês depois desta catástrofe, a Associação Portuguesa desegurosdava conta dequeonúmero de sinistrados até essa data era de 1.532, sendo que o pagamento de indemnizações ascenderaos150 milhõesdeeuros, tornando esteeventonomaisgraveda história da actividadeseguradora em Portugal. Seguradorasexemplares A Portilar, uma loja de artigos para de decoraçãopara olar, situada na rua LatinoCoelho, mesmojuntoaomercado, foi uma daslojas mais afectadas pelo temporal de 20 de Fevereiro. Aágua ea lama entraram pela loja dentro, destruindonãosóasestruturas, como toda a mercadoria queali existia. SegundoVitorGouveia, estefoi um dia muitocomplicado. Adestruiçãoera tal quea loja estava irreconhecível. Felizmente, esteera um doscomerciantes da baixa funchalense que tinha um seguro Multirisco-comercial, o que veio minorarosdanossofridos. Na sua opinião, a actuaçãoda seguradora foi célere e eficaz. Acatástrofe ocorreu num sábado, na segunda-feira seguinteparticipou juntoda sua seguradora. Doisdiasdepois, na quarta-feira, osperitosforam à loja avaliaros danos. Uma semana depois, na segunda-feira seguinte, reuniu-secom a seguradora para acertarovalorda indemnização. Cerca de15 diasapósosinistro, já tinha odinheirona minha conta, adiantou. Na opinião deste comerciante, o valor pagofoi justo, atendendoà situaçãoeaosdanos que sofri, não tendo, por isso, nada a apontarem relaçãoà actuaçãoda sua seguradora edoserviçoporela prestado. Felizmente, situações como esta foram frequentesnopós-temporal 20 defevereiro. Mas houve também casos onde as queixas, porrazõesdiversasnãosefizeram tardar; ou, mais grave ainda, muitas situações em que não havia qualquer seguro, ficando essas pessoasem situaçõesbastantefragilizadas. Casopara dizer, queum bom segurodá semprejeito... edepois? UM SERVIÇO PERSONALIZADO A PENSAR NO CLIENTE O mediador de seguros é uma pessoa, singular ou colectiva, que funciona como um intermediário entrea seguradora eo consumidorna contratação deseguroseconsequentetransferência deriscospara a seguradora. Aactividadeda mediaçãodesegurosencontra-seregulada porlei, atravésdodl144/2006, de31 dejulho, queregulamenta oacessoà actividade, oseu exercícioefiscalização. Nosdiasdehoje, com uma grandevariedadedeprodutosoferecidospelomercado segurador, opapel domediadortorna-secada vez maisimportante. Esteprofissional tem um papel fundamental na gestão da carteira de seguros dos seus clientes, apoiando-os desde o momento da avaliação dos riscos, passando pelo aconselhamento dos produtos mais adequados e porfim, mas não menos importante, o apoio na gestão administrativa da carteira deseguros, ondesedestaca o acompanhamentona regularizaçãodesinistros. Os mediadores de seguros têm um papel bastante importante na economia, quer através do aconselhamento dos melhores produtos, em qualidade e preço, aos seus clientes, beneficiandoosparticulareseem especial otecidoempresarial, queratravés da implantaçãoem zonasgeográficasqueasempresasdesegurosteriam dificuldade em atingir, contribuindopara uma maiorexpansãodasempresasdesegurosebeneficiando os clientes dessas regiões. Comparando o serviço prestado pela empresa de seguros com o do mediador de seguros, pode-se considerar que o serviço prestado pelomediadordesegurosémaispersonalizado, existindoem algunscasosuma forte relaçãopessoal queultrapassa a mera relaçãocomercial. Nicolau Góis Mediadorde Seguros PUBLICIDADE

12 12Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março Volume de negócios representa cerca de 10% do PIB PRODUÇÃO Pedro Seixas Vale Presidente da APS EM, O ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO DEVERÁ SER, DE ACORDO COM TODAS AS ESTIMATIVAS, POUCO ESTIMULANTE PARA ACTIVIDADE SEGURADORA. A actividade seguradora portuguesa em 2010 registou um crescimento significativo do volume de produção e uma melhoria considerável dos resultados de exploração. Esta perspectiva global incorpora, todavia, duas realidades distintas: uma relativa ao segmento Vida, onde produção e resultados estiveram em franca expansão; e outra ao segmento Não Vida, caracterizado por uma estagnação do seu volume de prémios e da sua rentabilidade. O sector segurador português recuperou, assim, em 2010 o ritmo de crescimento da sua produção, registando uma expansão de quase 13% do volume agregado de prémios de seguro directo e entregas para contratos de investimento e de prestação de serviços. Em volume, a produção da actividade em Portugal atingiu cerca de 16,3 mil milhões de euros, que se estima corresponderem a praticamente a 10% do PIB, o maior nível jamais alcançado no nosso mercado. Na base desta evolução esteve a expansão do segmento de seguros de Vida (17,2%), área de negócio que representa já perto de 75% da produção. No que respeita ao segmento Não Vida o seu crescimento foi marginal(0,9%),emborasedevareferirquetalrepresenta uma clara recuperação face à performance negativa dos anos anteriores. A expansão do segmento Vida, alcançada PRODUÇÃO/PIB PUBLICIDADE

13 num quadro de grande instabilidade dos mercados financeiros, reflecte a atracção dos aforradores por produtos com reduzido risco de investimento. É neste quadro que se explica o expressivo crescimento dos seus produtos de capitalização não ligados a fundos de investimento, uma evolução que, tudo indica, foi largamente alimentada pela atracção de novas poupanças ao sector, como parece reflectir a expansão igualmente clara do volume de provisões matemáticas deste ramo. No segmento Não Vida, a produção revelou-se bastante mais estável relativamente a 2009, o que representa, na verdade, um progresso significativo face à tendência de contracção que predominou nos dois anos anteriores. 406 milhões de euros de resultados em 2010 De acordo com as contas provisórias de um conjunto representativo de seguradoras, os resultados de exploração do sector segurador ultrapassaram, em 2010, os 400 milhões de euros. Com um saldo da ordem dos 390 milhões de euros, o segmento dos seguros de Vida teve neste desempenho um contributo decisivo, beneficiando, em especial, de uma prudente e eficaz política de gestão da sua carteira de investimentos, que ascenderá já a quase 50 mil milhões de euros. Já o segmento Não Vida, pressionado pelas elevadas taxas de sinistralidade médias, manteve um nível de rentabilidade modesto, globalmente próximo dos 60 milhões de euros. DIÁRIO Activo do sector ascendeu a mais de 62 mil milhões O volume total do activo do sector ascendeu a mais de 62 mil milhões de euros (um crescimento de 3,1% face a 2009), embora os capitais próprios tenham regredido perto de 250 milhões de euros, para os 3,9 mil milhões de euros. Apesar da evolução desfavorável dos mercados financeiros durante o ano de 2010 e da crise da dívida pública em alguns países da zona Euro, entre os quais Portugal, a carteira total de investimentos do sector segurador português, avaliada em quase 60 mil milhões de euros, cresceu cerca de 3% entre Dezembro de 2009 e Dezembro de Guia de Seguros DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 13 pouco estimulante Em, o enquadramento macroeconómico deverá ser, de acordo com todas as estimativas, pouco estimulante para actividade seguradora. Neste contexto, poderá resultar para uma contracção da massa segurável no tradicional negócio de risco. É fundamental que o sector não se desvie da aposta na eficiência e modernização das suas organizações, quer no que respeita à própria gestão dos riscos, quer à gestão operacional e administrativa, que é um indispensável suporte a essa actividade principal. Deve, sobretudo, olhar para as necessidades das populações em matéria de segurança pessoal e patrimonial, oferecendo soluções inovadoras, credíveis e a preços suficientes e sempre numa perspectiva de longo prazo. RESULTADOS 2010 PRODUÇÃO VIDA BALANÇO E SOLVÊNCIA PRODUÇÃO NÃO VIDA PUBLICIDADE

14 14Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março Riscos naturais, como lidar com eles? Alguns fenómenos climatéricos extremos atingiram recentemente partes do território nacional, provocando sinistros de elevada dimensão e de grande complexidade de gestão para as seguradoras. A violenta tempestade que assolou a ilha da Madeira em Fevereiro de 2010 é disso exemplo, tendo gerado a abertura de mais de processos de sinistros em variadosramose causando, além de 10 vítimas mortais, prejuízos materiais seguros de quase 150 milhões de euros, o maior volume de indemnizações jamais pago pelo sector segurador português num único evento. As seguradoras responderam com grande celeridade e empenho a esta tragédia, dedicando recursos excepcionais à peritagem e regularização dos respectivos processos. Com o intuito de minorar as respectivas consequências pessoais e patrimoniais e de modo a contribuir para aliviar o sofrimento das populações atingidas, o sectoraprovou e implementou um conjunto de medidas excepcionais de apoio aos seus clientes, facilitando a respectiva reparação de danos. As seguradoras estiveram representadas no local nos primeiros momentos das operações de salvamento contribuindo para um adequado e eficaz levantamento dos prejuízos a indemnizar, operacionalizando a reparação dos danos e a disponibilização de fundos. Foram criadas linhas especiais para o esclarecimento de todas as dúvidas e de modo a facilitaro reporte de estragos, com o objectivo de complementaro apoio prestado no terreno. Um dia após a sua ocorrência, o sector já tinha efectuado um primeiro balanço dos impactos e uma reflexão sobre eventuais medidas de dimensão sectorial. O acompanhamento do maior sinistro da história do seguro em Portugal envolveu uma divulgação regular de informação sobre apólices expostas, sinistros participados, mortes e indemnizações pagas ou provisionadas. O risco de inundações em Portugal: CartasdeInundaçõesedeRiscoemCenários de Alterações Climáticas De facto, os riscos de inundações, quer marítimas, quer fluviais, ganharam uma importância crescente nas últimas décadas, especialmente nas regiões urbanas, devido ao aumento da intervenção humana em zonas inundáveis e de fenómenos de precipitação extrema em curtos períodos de tempo. De tal forma que a União Europeia, através da Directiva 2007/60/CE, de 23 de Outubro de 2007, estabeleceu mesmo um quadro para a avaliação e gestão dos riscos de inundações, que os Estados Membros devem seguir. Entretanto, o Decreto-Lei nº 115/2010 de22 deoutubrode2010 veio transporpara ao ordenamento jurídico português a referida Directiva e aprovou o quadro para a avaliação e gestão dos riscos de inundações. Em Portugal, onde esta informação não existe ainda de forma estruturada e suficientemente detalhada, as inundações têm sido responsáveis porperdas patrimoniais e económicas avultadas. Poressa razão a Associação Portuguesa de Seguradoresea FaculdadedeCiênciasda Universidade de Lisboa estavam já a desenvolver, em parceria, a elaboração de Cartas de Inundações e de Risco em Cenários de Alterações Climáticas com o objectivo de constituir, neste campo, uma fonte de informação de referência para o nosso país. Para osectorseguradoresteestudoserá um valioso instrumento na avaliação dos riscoso que, porsi só, justifica naturalmen- O PAPEL DO MEDIADOR... Entre os seguros e os produtos financeiros Mediador é o que estabelece pontes, une as margens, estabelece uma via-rápida entre o cliente e a seguradora. É uma espécie de provedor do segurado. Tem o efeitolupa nasletraspequenas. O mediador de seguros aconselha, esclarece, ajuda edefendeoclienteespecialmente na altura do sinistro. É ai, nessas ocasiões difíceis que se sente verdadeiramenteasvantagensdeterum aliado. O mediador de seguros acompanha todooprocesso, conhecea linguagem específica das companhias, o seu funcionamento, sabe interpretar as cláusulas e as garantiasda apólice. A grande vantagem para o cliente é que nãopaga maisporisso. O serviço prestado pelo mediador é gratuito.éagarantiadeumserviçopós-venda. Com qualidade. Amaioria daspessoasjá experimentou as vantagensde terum mediadorao contratar os seguros do automóvel, casa, saúde, empresa, etc., mas são em menor número os queovêem comoum consultorfinanceiro. As seguradoras têm vários produtos financeirosatrativos, depoupança edeinvestimento. Produtoscom vantagensem relação aos apresentadospelosbancos, taiscomo: - Taxasdejurosmaisaltas - Taxasgarantidasporprazosaté5 anos (os bancos garantem 1 ano ou 3 no máximo) - Pagamento de juros compostos(os jurostambém ficam a render) - Segurança nosinvestimentos(deacordocom oisp, asseguradorastêm um rácio de solvência de 176%, osbancosgarantem apenas nosdepósitos) - Menor taxa de IRS sobre os juros (no caso dos produtos a 5 anos e 1 dia, 17,2% te o seu investimento num projecto desta natureza e será, também, um importante contributo para uma ponderação que virá beneficiartoda a sociedade portuguesa. Em concreto, este estudo pretende investigar as vulnerabilidades do território a inundações, no contexto das alterações climáticas esperadas, uma vez que tanto os fenómenos de precipitação intensa em períodos curtos, como a subida do nível médio do mar podem produzir impactos muito gravosos. Pretende-se igualmente criar uma visão a médio e longo prazo das vulnerabilidades do território português a inundações, permitindo assim reduzira exposição da sociedade a estes fenómenos. em vez dos21,5%) O mediador de seguros, tal como o gerente de um banco, é um consultorfinanceiropara ocliente. Esteserviçogratuitoepersonalizadoéa certeza de teralguém atento às variações do mercado, às novas possibilidades, aos novosprodutos, contribuindopara aumentar com segurança a rentabilidade das aplicações financeiras feitas pelos seus clientes. Luísa Fernandez Mediadora deseguros

15 Guia de Seguros DIÁRIO DE NOTÍCIAS Quinta-feira, 31 de Março 15 INETESE, 14 anos ao serviço da RAM No INETESE e no INETESE-Madeira e no INETESE-Açores, damos prioridade à formação de cidadãos do seu tempo, à socialização e à utilidade dos saberes. Com este propósito, preparamososalunosparaosdesafiosdofuturo, em ambientes pedagógicos de mediação, orientados por uma relação de proximidade entre alunos e professores/formadores, de negociação compartilhada e de co-responsabilidade, utilizando procedimentos democráticos, que devem ser transversais a todo o seu funcionamento, capazes de mobilizar a comunidade escolar para o trabalho de construção permanente, de intervenção transformadora, de compromisso,decooperaçãoedeinter-ajuda com reciprocidade. Atendendo a que todos os nossos cursos são de dupla certificação, que não raramente acolhem jovens desencantados com o que se passou na sua vida escolar, os procedimentos e os instrumentos de avaliação devem ser preparados e assumidos pelos conselhos de turma e por cada professor/formador em particular, para que a diferenciação pedagógica suceda, sempre que seja necessário, quer para conseguir que capacidades adormecidas despertem finalmente, quer para permitir que cada aluno progrida continuadamente e que alunos com bons desempenhos atinjam a excelência a que têm pleno direito. Oferta formativa do INETESE- Madeira No próximo ano lectivo, como sucedeu desde sempre no INETESE-Madeira, que visa servir a região que o acolhe, procuraremos continuar a qualificar os jovens que nos procuram, em estreita articulação com as necessidades diagnosticadas na Região Autónoma da Madeira (RAM) e, desse modo, contribuir para o seu desejável desenvolvimento continuado. É neste sentido que privilegiaremos a formação de dupla certificação para a área financeira, proporcionando, a jovens com o 11º ano ou escolaridade equivalente, CursosdeEducaçãoeFormaçãodeJovens de Banca e Seguros (CEF s de tipo 6) e Cursos de Especialização Tecnológica de Banca e Seguros (CET s), de níveis 4 e 5 de qualificação profissional, respectivamente. Adicionalmente, contamos poder oferecer também o CET de Gestão, Contabilidade e Fiscalidade, neste momento em fase de aprovação na Agência Nacional para a Qualificação (ANQ). Formação profissional por elearning e presencial A INETESE Associação para o Ensino e Formação, para além de ser a entidade titular das Escolas Profissionais INETESE, INETESE-Madeira e INETESE-Açores, proporciona também formação profissional (não escolar), essencialmente por elearning, de parceria com a Distance Learning Consulting (DLC), nas áreas de Finanças, Banca e Seguros, Pedagógica, Comércio e Higiene e Segurança no Trabalho, a custos muito acessíveis e financiadas, em alguns casos. Entre os cursos/acções de formação que promovemos, destacamos os seguintes: Por elearning, não financiadas Agente de Seguros Ramos Vida e Não-Vida (140 horas) * PDEAMS de Agente de Seguros Ramos Vida e Não-Vida (140 horas) * Seguros Patrimoniais (30 horas) Acidentes de Trabalho (20 horas) Seguro Automóvel (20 horas) Técnicas de Vendas (20 horas) Presenciais Formação Pedagógica Inicial de Formadores, não financiada 94 horas Língua Inglesa, financiada 50 horas Fundamentos Gerais de Higiene no Trabalho, financiada 25 horas NO PRÓXIMO ANO LECTIVO, O INETESE - MADEIRA CONTINUARÁ A QUALIFICAR OS JOVENS, EM ESTREITA ARTICULAÇÃO COM AS NECESSIDADES DIAGNOSTICADAS NA RAM E ASSIM CONTRIBUIR PARA O SEU DESENVOLVIMENTO CONTINUADO. *Cursos reconhecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP), que acreditou o INETESE para os promover, nas modalidades de formação à distância e presencial. Centro de Formação de Professores (CEFOPI) A diversificação da nossa actividade formativa e o facto de considerarmos que reunimos as melhores condições para intervir na formação contínua de Professores, atendendo aos requisitos que reunimos para esse efeito, esteve na origem da criação do Centro de Formação de Professores do INETESE - Pedro de Santarém (CEFOPI), homologado pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores (CCPFC), há dois anos. O Centro, dirigido por docentes com vasta experiência e que conta com um excelente corpo de formadores, tem neste momento 31 acções de formação acreditadas pelo CCPFC, a preços muito acessíveis, que têm particular interesse para a generalidade dos professores, com destaque para os docentes que desejam progredir nas suas carreiras profissionais. Para um conhecimento detalhado do elenco das nossas acções de formação acreditadas, recomendamos a consulta do site

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