DIREITO PENAL PROF: LEONARDO BARRETO PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA

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1 DIREITO PENAL PROF: LEONARDO BARRETO PRINCÍPIOS PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA Base de uma visão do DP: DP mínimo, que se desdobra em: (1) FRAGMENTARIEDADE. Somente os bens jurídicos mais importantes devem ser protegidos. Só os ataques mais intoleráveis devem ser incriminados. (i) Quando o ataque for insignificante, nós aplicamos o PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA ou DA BAGATELA. HC , no qual o STF decidiu que esse princípio AFASTA A TIPICIDADE. (ii) PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO SOCIAL: aquilo que todo mundo aceita está fora do DP. Exemplo: furar orelha da criança. Alguma mãe já foi processada por furar a orelha da filha? Não, socialmente aceitável. (2) SUBSIDIARIEDADE. DP é o último instrumento que deve ser utilizado para proteger bens jurídicos, ultima ratio. Não preciso incriminar danos culposos. Não confundir MINIMALISMO com GARANTISMO, sendo dois movimentos complementares, mas distintos. Garantismo é o movimento que na atualidade é sustentado por Ferrajoli, Direito e Razão, donde derivam dez axiomas: (i) Não há pena sem crime. (ii) Não há crime sem lei. (iii) Não há lei penal sem necessidade. (iv) Não há necessidade sem ofensa ao bem jurídico. (v) Não há ofensa ao bem jurídico sem conduta. (vi) Não há conduta sem culpabilidade. (vii) Não há culpabilidade sem processo penal. (viii) Não existe processo sem acusação.

2 (ix) (x) Não há acusação sem provas. Não há provas sem defesa. PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE PESSOAL. Exige ser humano de carne e osso. Não existe responsabilidade coletiva no DP. Tampouco responsabilidade penal societária. Dentro de uma sociedade, só responde pelo crime o responsável pelo fato. Também não há responsabilidade familiar. Apesar disso, ainda há problemas. HC , caso do juiz Nicolau. Esposa do juiz denunciada como co-autora. STJ entendeu que não se pode processar a esposa pelo simples fato de ser esposa e saber de tudo. E responsabilidade penal da PJ? A CF prevê duas hipóteses: (i) econômico e (ii) ambiental; por ora, só regulamentado por lei ambiental. É realmente PENAL? O DP foi estruturado para incidir sobre pessoa física. Problemas. Doutrina majoritária diz que não se trata de DP mas sancionadora ou administrativa. STJ, REsp disse que é, no entanto, responsabilidade penal. TEORIA DA DUPLA IMPUTAÇÃO. Necessário processar criminalmente a PF que praticou o crime ambiental e, quando couber, a PJ. Essa doutrina foi aceita pelo STJ. CUIDADO!!!!!! A TEORIA DA DUPLA IMPUTAÇÃO NA VERDADE MENCIONA QUE A PESSOA JURÍDICA PODE SER RESPONSABILIZADA, PORÉM PREDOMINA NA DOUTRINA O ENTENDIMENTO QUE NÃO PODE PRATICAR CRIME, POIS NÃO POSSUI CONDUTA FERINDO DESSA FORMA OS PRINCÍPIOS ACIMA MENCIONADOS. OBS: PORÉM A BANCA CESPE, BEM COMO AS OUTRAS BANCAS COMO ESAF, FCC E ETC ABORDAM A QUESTÃO MENCIONANDO QUE A PESSOA

3 JURÍDICA PRATICA CRIME E A RESPONSABILIDADE É DE ACORDO COM A TEROIA DA DUPLA IMPUTAÇÃO, ENTÃO O CUIDADO ACIMA MENCIONADO SERVE PRA PROVAS DISCURSSIVAS. RESPONSABILIDADE POR RICOCHETE ou DE EMPRÉSTIMO. Pode haver responsabilização penal de pessoa jurídica de direito público? Doutrina: lei não distingue, logo é possível. STJ sinalizou no REsp que não é possível. OBS: VALE A PENA LEMBRAR QUE TAL ASSUNTO É EXTREMAMENTE CONTROVERTIDO, POIS É DIFÍCIL VISUALIZAR QUAL TIPO DE MEDIDA DE PUNIÇÃO SERÁ FEITA, COM ISSO SERIA O ESTADO PUNINDO O PRÓPRIO ESTADO COMO POR EXEMPLO: O ESTADO PAGANDO UMA MULTA PARA SI PRÓPRIO, PAGANDO PENAS ALTERNATIVAS E POR ÚLTIMO DEIXANDO, DE CONTRATAR COM O PRÓPRIO SERVIÇO PÚBLICO, GERANDO DESSA FORMA UM RETROCESSO PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. Em DP só se pune o agente que agiu com dolo ou culpa. Não existe a responsabilidade objetiva. Quem se envolve num fato, sem dolo ou culpa, não pode ser responsabilizado. Exemplo: motorista, dirigindo carro novo que tem barra de direção quebrada, causa acidente. Não há culpa, nenhum dever foi descumprido, nem dolo CONSTITUINDO UM ACIDENTE. PRINCÍPIO DA CULPABILIDADE. O agente do fato só pode ser reprovado (culpado) penalmente quando (i) tinha capacidade de se motivar de acordo com a norma e (ii) podia agir de maneira diversa e

4 não agiu. Uma criança com quatro anos de idade entende o que está fazendo? Mas policial prendeu menininha em flagrante por infração! PRINCÍPIO DA IGUALDADE (i) (ii) TEORIA PARITÁRIA. Lei não pode distinguir pessoas em situações em abstrato. Foi a primeira teoria, Revolução Francesa. TEORIA VALORATIVA. Lei pode fazer distinções desde que justificadas. Quando não justificadas, discriminação. Exemplo: mãe tem direito a 120 dias de licença maternidade enquanto pai, apenas cinco. Mas diferença justifica-se. Ex.: questão da altura em edital para policiais. STF já se manifestou, dizendo que quando a natureza da função exige porte físico, trata-se de uma distinção razoável. Exemplo: lei dos juizados federais apreciava casos de ofensas de menor potencial ofensivo de até dois anos, mas juizados estaduais exigiam um ano; não havia razão para a discriminação e STJ decidiu nesse sentido. PRINCÍPIOS RELACIONADOS À PENA PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DA PENA INDIGNA. CF proíbe uma série de penas. Exemplo: juíza que condenou advogado a trabalhar como lixeiro. LEP exige que pena respeite formação do condenado. STJ cassou. PRINCÍPIO DA HUMANIDADE DAS PENAS. Beccaria foi o grande defensor. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE. Cinco corolários: (1) NECESSIDADE DA PENA. Entendimento encampado pelo CP: 59. Doutrina: Roxin, para quem a pena tem dois fundamentos: (a) culpabilidade e (b) necessidade concreta da pena. Quando a pena for desnecessária, o juiz não deve impô-la.

5 Exemplo: perdão judicial de pai que mata filho em acidente de trânsito, porque já foi punido, houve pena natural. IRRELEVÂNCIA PENAL DO FATO. Aqui, o fato é importante inicialmente, mas depois se torna irrelevante. TRF4, descaminho e sonegação de imposto de R$1.000,00. Como limite da insignificância para o TRF4 era R$100,00, não podia aplicar esse princípio; adotou então esse outro princípio. (2) PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. Três momentos: (a) COMINAÇÃO. Individualizada pelo legislador. (b) APLICAÇÃO. Individualizada pelo juiz. (c) EXECUÇÃO. Individualizada pelo juiz da execução e pelos agentes penitenciários. HC , STF reconheceu inconstitucionalidade da lei dos crimes hediondos no tocante à proibição do progresso do regime de cumprimento. Voto de Gilmar Mendes: decisivo. Lei nova, (3) PRINCÍPIO DA PERSONALIDADE DA PENA. Pena não pode passar pessoa do apenado. Com aplicação de pena, efetivamente várias pessoas sofrem; o que se quer dizer é que, pai culpado, pai paga, não filho. Com a morte do pai, impossibilidade de aplicação de pena. Quando pai sofre pena, herdeiros sofrem (i) PERDIMENTO DE BENS e (ii) INDENIZAÇÃO CIVIL, nos limites da herança. Pena de multa passa para herdeiros? NÃO, porque a própria CF só excepciona esses dois casos mencionados, legalidade. Princípio da Intranscedência Menciona que a pena não passará da pessoa do apenado / condenado, salvo a reparação do dano que não excederá o limite do patrimônio herdado. É um princípio constitucional previsto no artigo 5º, XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; (4) PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE EM SENTIDO ESTRITO. Proporcionalidade entre pena e crime. Crime culposo com dobro de pena do doloso. Exemplo: beijo lascivo (com sentido sexual, contra a vontade), pena de reclusão de 6 anos. Igual homicídio!, PENA DO CRIME DE DISPARO ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE 2 A 4 ANOS E A LESÃO CORPORAL LEVE DE 6 MESES A 1

6 ANO, DESSA FORMA É MELHOR ATINGIR ALGUÉM DO QUE DISPARA PARA O ALTO. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Desse princípio, retiramos quatro princípios: (i) não há crime sem lei, (ii) não há pena sem crime; (iii) legalidade de processo (processo deve estar previsto por lei); (iv) legalidade execucional. LEGALIDADE PENAL E CRIMINAL Quem historicamente sustentou a legalidade penal e criminal? Os iluministas, dos quais Beccaria ( Dos Delitos e das Penas, 1764) e Feuerbach (código da Baviera em 1813), a quem se deve o nullum crimen, nullum poena sine legem. Constitucionalização do princípio: CF: 5º, XXXIX ( não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal ). Cláusula pétrea. Não há apenas as quatro garantias clássicas decorrentes da legalidade, mesmas desde von Lizt (lex scripta, lex certa, lex stricta, lex praevia). LEX SCRIPTA. Lei escrita e regularmente publicada no Diário Oficial. (1) LEX POPULI. Lei deve ser aprovada pelo Parlamento. Já houve 9.639/98, art. 11, par. único. O caput deu anistia para crimes previdenciários por autoridades municipais. O parágrafo único estendia a anistia a todos cidadãos restantes, a despeito de inexistir aprovação pelo Parlamento. Mas como lei benéf.ica, mesmo que por um único dia, juízes federais foram extinguindo ações, e demorou dois anos para o STF tomar posição (HC do STF). (2) LEX CERTA ou princípio da certeza. Proibidas leis vagas. (3) LEX CLARA. Lei inteligível, compreensível. (4) LEX DETERMINATA. A lei deve descrever fatos passíveis de comprovação. (5) LEX RATIONABILIS. Lei razoável. Punir beijo lascivo com pena de até seis anos: não é razoável.

7 (6) LEX STRICTA. Não cabe analogia contra o réu em direito penal. Favorável pode. Exemplo: cola eletrônica. Inicialmente, denunciado como estelionato, mas não coube no tipo. Não havendo tipificação, não poderia ser apenado. (7) LEX PRAEVIA. Princípio da anterioridade. Um nono princípio vale para o CRIME: NULLA LEX SINE INIURIA, não há lei sem ofensa, a regra incriminadora deve conter verbo que indique comportamento ofensivo. Crime de manipulação de remédio : absurdo!

8 1) Princípio da Legalidade É um princípio constitucional e está previsto no artigo 1º do Código Penal, bem côo no artigo 5º, xxxix, mencionando que não existe crime sem lei anterior que o defina nem pena sem prévia cominação legal. * Este princípio menciona que somente algumas leis poderão tratar matéria de direito penal. Ex.: Princípio da Reserva legal - Leis Ordinárias e Leis Complementares, uma vez que essas leis sofrem aprovação rígida pelo Congresso Nacional, sendo assim não poderão tratar de matéria penal as leis delegadas, resoluções, decretos legislativos e medida provisória. Legalidade X Norma Penal em Branco a) Própria Anvisa (Poder Executivo) Drogas b) Imprópria Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento Código Penal Art Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior: Pena - detenção, de seis meses a dois anos. Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento. Funcionário público Código Penal - Art Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 1.Princípio da Insignificância - estabelece que o Direito Penal somente se preocupa com os bens jurídicos relevantes ou significantes dessa forma quando se tratar de bens jurídicos insignificantes estaremos diante de um fato atípico, tal princípio é decorrente da tipicidade material oriunda da tipicidade penal conglobante. Garantismo Penal O Direito Penal deve ser interpretado à luz da Constituição Federal, na qual todos os direitos e garantias inerentes ao cidadão trazidos pela Norma Suprema devem ser respeitados e garantidos ao se interpretar o Direito Penal. Não se admite reincidência (condenação transitada em julgada) no Princípio da Insignificância. Obs1.: Não se admite o Princípio da Insignificância no Tráfico de Drogas. Obs2.: Não se admite o Princípio da Insignificância em crimes com violência ou grave a ameaça. Obs3.: Não se admite o Princípio da Insignificância em crimes contra a fé pública. Obs4.: Admite-se o Princípio da Insignificância no crime de usuários de drogas.

9 Obs5.: Admite-se o Princípio da Insignificância nos crimes ambientais. 2.Princípio da Irretroatividade da Lei Penal Constituição Federal art. 5º, XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; A lei penal retroagirá apenas em favor do réu, In bonan Partem. Extra-atividade gênero Retroatividade A lei somente será retroativa quando for em favor do réu. Quando a lei posterior for mais benéfica em favor do réu, ela retroagirá. Ultra-atividade Ocorre quando a lei mesmo revogada mantém os seus efeitos há sua época. Quando a lei posterior for mais gravosa do que a antiga que já está revogada, ocorre a ultra-atividade da lei penal. Lei 8.072/90 - Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: 1º A pena por crime previsto neste artigo será cumprida integralmente em regime fechado. Lei /07-1 o A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. A lei /07 permitiu a progressão de regime com o valor da progressão genérica do Código Penal de 1/6 para a progressão para os réus presos a época da lei. Obs.: Leis Temporárias ou Excepcionais - são aquelas leis que possuem a sua eficácia naquele determinado tempo pré-estabelecido ou durante a condição excepcional. Lei penal no tempo Código Penal - Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplicase aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) ATENÇÃO!!! Abolitio Criminis x Continuidade Normativa Típica Abolitio Criminis é a Exclusão do tipo penal formal e material Formal retira o conceito da lei, através de uma revogação. Material retira o conteúdo da lei.

10 Continuidade Normativa Típica retira apenas o conceito formal do crime, o conceito material permanece, porém em outro tipo penal. O legislador revogou o artigo sobre atentado violento ao Pudor, porém inclui-lo na conduta de estupro. Estupro Código Penal - Art Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) CP - Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) A lei temporária será aplicada mesmo que a condenação seja após o momento de sua vigência, mas é necessário que o crime tenha sido praticado no momento da vigência da lei, pois isso é o que caracterizará a aplicação da lei temporal. Obs1.: De acordo com a doutrina majoritária as leis temporárias são constitucionais devendo ser aplicadas durante o crime cometido no seu tempo pré-estabelecido ou durante a condição excepcional. Obs2.: Doutrina Minoritária adotada por Nilo Baptista e Raul Zafarone entende que a lei é inconstitucional tendo em vista que afronta o Princípio da Retroativa da lei Penal para beneficiar o Réu, conceito esse constitucional, dessa forma o art. 3º do CP não foi recepcionado pela Constituição Federal de IMPORTANTE!!! Prova Polícia Federal deverá ser adotada: Obs1.:Uma vez que se trata de conceito Constitucional visto como exceção ao princípio da Retroatividade de Lei Benéfica. Tempo do Crime Código Penal - Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Considera-se praticado o crime no momento da ação e da omissão ainda que outro seja o momento do resultado.

11 Teoria da Atividade momento da ação ou omissão ainda que outro seja o momento do resultado. Obs.: Maior / Menor de idade Exceção: Crimes Permanentes ou crimes continuados (o flagrante se prolonga no tempo) IMPORTANTE!!! Durante os crimes permanentes não se aplica absolutamente a regra do artigo 4º do Código Penal, trata-se de exceção a regra. Uma vez que se o menos completar a maioridade durante o tempo do crime permanente ele responderá pelo crime. Obs.: Nos crimes permanentes o momento do flagrante se prolonga no tempo. IMPORTANTE!!! Súmula 711 do STF A LEI PENAL MAIS GRAVE APLICA-SE AO CRIME CONTINUADO OU AO CRIME PERMANENTE, SE A SUA VIGÊNCIA É ANTERIOR À CESSAÇÃO DA CONTINUIDADE OU DA PERMANÊNCIA. Nos crimes continuados ou permanentes enquanto existir a permanência e a continuidade do crime poderá ser aplicada a lei do momento da prisão ainda que essa lei seja mais grave. Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.(redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Código Penal - Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzirse o resultado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão bem como onde se produziu ou se deveria produzir o resultado. Teoria da Ubiquidade Ambos são competentes para o julgamento do crime, tanto o lugar da ação ou omissão quanto o lugar do resultado. PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE CP: 5º, Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional : tal princípio da

12 territorialidade, de acordo com o qual todo crime ocorrido no território brasileiro é regido pela lei brasileira. ABRANGÊNCIA DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE. Esse princípio é absoluto? Não, o próprio artigo indica-o, por abrir exceção às regras do DI: fenômeno da INTRATERRITORIALIDADE (crime ocorre no Brasil, mas não incide lei brasileira). Quais crimes excepcionalmente não se regem pela lei brasileira? (1) IMUNIDADE DIPLOMÁTICA. (2) TPI, se crime for para o TPI, não se aplica a lei brasileira, mas o tratado de Roma. Lembrar que competência subsidiária. TERRITÓRIO NACIONAL abarca quatro coisas: (i) solo; (ii) águas internas; (iii) mar (12 milhas marítimas ou 22 km); e (iv) ar. O que é ZONA CONTÍGUA? São as outras doze milhas, que podem ser exploradas para fins comerciais, mas já é alto-mar. O que COLUNA ATMOSFÉRICA? Espaço aéreo sobre o qual o Brasil exerce sua soberania. Onde acaba? Espaço cósmico, onde nenhuma soberania é exercida. 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

13 Os parágrafos do art. 5º estendem o território brasileiro para EMBARCAÇÕES e AERONAVES: (1) Brasileiras a serviço do governo ou de natureza pública; OU (2) Brasileiras privadas, no espaço aéreo brasileiro ou no alto-mar (princípio da BANDEIRA). Se embarcação em mar territorial estrangeiro, o outro país rege a relação. PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO: se país local dos fatos não se interessar pelo processamento do fato, Brasil pode representar o país. EXTRATERRITORIALIDADE. Se houver um crime numa embarcação ou aeronave estrangeira privada passando pelo Brasil, caberá ao Brasil processá-lo. Exemplo do barco abortador holandês (na Holanda, aborto é permitido) que ancorou no alto-mar, a 22 km da costa brasileira. CONSIDERAÇÕES: Código Penal - Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Embarcações Públicas ou a Serviço Público Aeronaves Em alto mar; Em solo brasileiro; Ancorada em espaço estrangeiro.

14 A lei a ser aplicada é a brasileira. É o Princípio da Bandeira Embarcações Aeronaves Privada Em alto mar; Em solo brasileiro; A lei a ser aplicada é a brasileira. Ancorada em espaço estrangeiro. A lei a ser aplicada é a estrangeira Imunidades Absolutas Ex.: Diplomatas ou Chefes de Estado e sua família Obs.: Lei do país Cônsul (Imunidade Relativa) Obs.: Somente nos crimes em razão da função A teoria adotada no Brasil é a territorialidade Temperada. TPI Tribunal Penal Internacional Imunidades Questão de prova 1) Crime Praticado no Brasil Lei brasileira art. 5º CP 2) Crime praticado no estrangeiro Lei estrangeira art. 7º CP 3) Crime Praticado no Brasil Lei Estrangeira Princípio da Intraterritorialidade Ex.: Diplomatas EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE: (1) PRINCÍPIO DA LIVRE PASSAGEM: princípio do direito internacional marítimo, segundo o qual a embarcação ou aeronave estrangeira privada não precisa de autorização para passagem pelo Brasil; se durante essa ocorrer algum crime dentro da embarcação ou aeronave e tal crime, não afeta interesses nacionais, o Brasil pode deixar de punir. (2) Embarcações e aeronaves públicas e estrangeiras: não incide a lei brasileira.

15 (3) Embaixadas estrangeiras no Brasil: para fins penais, território da embaixada é Brasil e se aplica lei brasileira, salvo se autor do crime goza de imunidade diplomática. Para fins processuais, precisa de carta rogatória. Lembre-se que embaixada brasileira no estrangeiro é território estrangeiro. CRIME À DISTÂNCIA: é o crime que envolve apenas DOIS países.[quando crime envolve duas comarcas, CRIME PLURILOCAL. PRINCÍPIO DA EXTRATERRITORIALIDADE, opõe-se ao da intraterritorialidade (direito brasileiro não se aplica em seu próprio território). Extraterritorialidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) Código Penal - Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) I - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) Ex.: Homicídio, seqüestro. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) Ex.: O genocídio que é um crime contra a Humanidade, considerado hediondo e possui a competência da Justiça Federal. Aplica-se ao genocídio o Princípio Universal TPI. II - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) Estrangeiro

16 c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.(incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) Essas são as condições cumulativas. Importante: O parágrafo segundo menciona que os crimes previstos no inciso segundo estarão sujeitos a condições cumulativas. a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984) Será ainda paliçada a lei brasileira nos crimes praticados por estrangeiros contra brasileiro desde que sejam aplicadas as condições do parágrafo segundo. CONSIDERAÇÕES: A EXTRATERRITORIALIDADE PENAL PODE SER: (1) INCONDICIONADA: caracterizada pela aplicação independentemente de qualquer outra circunstância. Exemplo: atentado contra o Lula. Nos casos dos incisos I, a, b e c ( Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia

17 mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público; c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; ), aplica-se o princípio da DEFESA ou REAL ou DE PROTEÇÃO. CP: 7º, I, d ( de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil ), trata do princípio da JUSTIÇA UNIVERSAL, bem como o CP: 7º, II, a ( que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir ). (2) CONDICIONADA. Condicionada porque precisa cumprir com cinco condições: a) entrar o agente no território nacional; b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. NE BIS IN IDEM: (i) ninguém pode ser processado duas vezes pelo mesmo crime; (ii) condenado duas vezes; (iii) executados duas vezes. O CP: 8º traz uma exceção importante: EXTRATERRITORIALIDADE. Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) PENAS HOMOGÊNEAS: cinco anos cumpridos em um país leva a desconto da pena em outro. PENAS HETEROGÊNEAS: multa e prisão, como faz? Aplico equidade. DESSA FORMA, VALE A PENA LEMBRAR; Filme Risco Duplo : esposa condenada pelo assassinato do marido, que na verdade vivo; como não poderá ser condenada duas vezes pelo mesmo crime, ela assassina o marido. O que fazer? Prisão injusta dá crédito para o futuro? Existe crédito de pena no Brasil? NÃO. Mas para crimes pretéritos, pena cumprida pode valer, porque não estimula novos crimes. Contra erro judicial, necessária REVISÃO, podendo o Réu ou mesmo o MP fazê-lo. Anulado o primeiro julgamento, a pessoa pode ser processada

18 pela segunda vez, pelo homicídio efetivo. Desta vez, o tempo de prisão será cumprido totalmente. Pelos anos de prisão, cabe indenização do Estado. SENTENÇA PENAL ESTRANGEIRA pode ser executada no Brasil? SIM, mediante homologação, desde que trate de (i) indenização civil ou (ii) medida de segurança, nos termos do CP:9º. Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil para: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de ) I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) II - sujeitá-lo a medida de segurança.(incluído pela Lei nº 7.209, de ) EXECUÇÃO NO ESTRANGEIRO. A execução de pena em outro país pode ser feita, a partir de acordos bilaterais do Brasil com outros Estados, que prevêem a troca de presos. EXTRADIÇÃO: entrega de uma pessoa a outro país, a pedido desse país; envolve dois países soberanos. ENTREGA E EXTRADIÇÃO. Quais as diferenças entre extradição e entrega? (1) A entrega, regulamentada pelo Tratado de Roma, consiste na entrega do criminoso pelo Brasil a órgão internacional, não a Estado soberano, como extradição. (2) Brasileiro pode ser entregue ao TPI, mas brasileiro não pode ser extraditado, com exceção de naturalizado que cometeu crime antes da naturalização ou que cometeu crime de tráfico de drogas. EUA vêm pedindo extradição de Fernandinho Beira- Mar: impossível, porque brasileiro nato. Estrangeiro pode ser extraditado, salvo se por crime de opinião (crimes em que há abuso da liberdade de expressão) ou político. Parágrafo único - A homologação depende: (Incluído pela Lei nº 7.209, de )

19 a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de ) ESTRANGEIRO COM FILHO BRASILEIRO pode ser extraditado? Estrangeiro com mulher brasileira pode? Súmula 1 do STF, é vedada a expulsão de estrangeiro casado com brasileira, ou que tenha filho brasileiro, dependente de economia paterna ; mas súmula 421, não impede a extradição a circunstância de ser o extraditando casado com brasileira ou ter filho brasileiro. Assim, vale a segunda súmula. 1 REEXTRADIÇÃO: terceiro país pede extradição de pessoa já extraditada. Exemplo: sujeito extraditado pelo Brasil a pedido dos EUA; Itália, por sua vez, pede extradição aos EUA. DEPORTAÇÃO: indivíduo ingressa no país irregularmente. EXPULSÃO diferente também: estrangeiro que atenta contra a ordem pública. Normalmente, estrangeiro expulso logo após cumprimento da pena. PRINCÍPIO DA COMUTAÇÃO. O Brasil pode autorizar extradição condicionada: não pode ser condenado à prisão perpétua ou pena de morte. Se Estado não cumpre condição, rompe-se tratado e cabe denúncia aos órgãos internacionais. CONSIDERAÇÕES QUANTO ÁS IMUNIDADES.

20 LEI PENAL EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS PRERROGATIVAS, funcionais ou profissionais, diferente de PRIVILÉGIOS, pessoais IMUNIDADE DIPLOMÁTICA: prerrogativa de só responder pelo crime no seu país de origem, de acordo com leis do país de origem. Se fato não for processado ou punido no país de origem, impune. Exemplo: embaixador holandês fuma maconha; fato atípico no país de origem, resta impune. Cabe PRISÃO? Não, pode-se simplesmente CAPTURAR o embaixador se pego em flagrante. Não se lavra auto de flagrante delito, mas pode haver IP, para mandar para país de origem e ali ser processado. QUEM? Membros do governo, de OI s (OEA, ONU etc.). E o cônsul? Depende de cada acordo bilateral. Com os EUA, há. Mesmo quando há imunidade para cônsules, vale apenas para crimes funcionais. Natureza jurídica dessa imunidade diplomática? Afasta a punibilidade da infração no Brasil PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 1ª condição: só pode ser processado se 2/3 da Câmara der licença. É condição de procedibilidade. No caso do impeachment do Collor, foi necessário licença da Câmara. Como conseqüência, assim que recebida a acusação pelo Congresso, o presidente fica suspenso de suas funções. Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade. 1º - O Presidente ficará suspenso de suas funções: I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal; II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal. Qual o limite máximo de suspensão? 180 dias, cf. CF: 86, par. 2º: 2º - Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.

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