Ter sucesso é possível e desejável no aparecimento da nova época industrial e capitalista onde Melville situa o seu Bartleby the Scriveneur.

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1 É Bartleby um Anarquista? Já desde as conferências dadas por Russel H. Conwell em que este advogava ser dever do homem americano enriquecer ou, nas suas palavras: Money is power, and you ought to be reasonably ambitious to have it. You ought because you can do more good with it than you could with out it. 1, que é considerado justo e moralmente necessário para o Americano enriquecer e ter poder, em suma, ter sucesso. Essa ideia de mundo novo é, a um tempo, expiação e possibilidade, oportunidade de enriquecer e concretizar num mundo que o permite, aquilo que está conforme à natureza do homem (americano): ser bem sucedido, ter sucesso. O homem Americano já não segue a doutrina da oportunidade de Benjamin Franklin segundo a qual, todas as oportunidades estão à espera de serem concretizadas; ele agora, também identifica o dinheiro com o Bem e, assim, ter sucesso não é apenas o acto de concretizar no mundo o que por ele é permitido e pelo homem desejado mas, também, enriquecer, ter poder; pois assim se eleva a natureza do homem, quer seja porque desse modo pode fazer melhor o bem, de acordo com Russel H. Conwell, quer seja porque a natureza predispôs o carácter de alguns homens a essa missão, segundo Carnegie; e eles, a ela devem responder. Ter sucesso é possível e desejável no aparecimento da nova época industrial e capitalista onde Melville situa o seu Bartleby the Scriveneur. Neste sentido, é-nos possível considerar a figura do advogado no conto de Melville como uma representação desse 1 Conferência: Acres of Diamonds dada por Russel H. Conwell, 1870 in A Nineteenth-century American Reader; United States Information Agency, 1989 pg.472 1

2 ideal de sucesso, ideia essa dissociada da busca moralmente cega do dinheiro e do poder por ser, o advogado, um homem respeitável e justo mas que não deixa, ainda assim, de estabelecer a sua ligação e admiração por John Jacob Astor, expoente máximo e imagem comummente utilizada como primeiro exemplo do capitalismo selvagem nos Estados Unidos e dos males sociais que essa busca pode provocar no homem americano. Se podemos, então, atribuir a este advogado a figura de sucesso, gostaríamos, do mesmo modo, de propor a imagem de Bartleby, não como um falhado, ou seja o seu oposto, mas também como um paradigma de sucesso. Se se pode enriquecer e desejar fazê-lo na América porque ela o permite, também se pode desejar não o fazer, pois também isso é permitido. No entanto, a fatalidade inerente à ligação entre o dinheiro e o bem é a de considerar mau ou errado, ou mesmo deslocado, aquele que não possui dinheiro ou que não o deseja possuir. Quando, no seguimento de Russel H. Conwell, é mais possível fazer o bem quanto mais dinheiro se tenha, o inverso também se dá e, assim, aquele que é pobre e não deseja enriquecer não pode fazer o bem, nem deseja fazê-lo. Quando, de acordo com Carnegie, alguns homens nascem com o direito e o dever de enriquecer, podendo assim melhorar a sociedade, a outros tal não é permitido, nem nunca será. 2

3 Essa América das possibilidades infinitas vê, afinal, reduzido o seu espectro da realização pessoal e humana entre aqueles que podem e desejam enriquecer e aqueles a quem tal está vedado ou que, pela sua natureza, não o desejam. Uma vez que o bem está do lado dos que detêm o poder, por lhes ser permitido praticá-lo devido à sua condição de homens de sucesso e por lhes ser exigido que tenham sucesso para que sejam moralmente correctos; os não poderosos não partilham de uma vida moralmente correcta, não praticam o bem, não o podem fazer, não o desejam fazer: são os excluídos, os errados, os outros que justificam os que estão certos. Nessa América das possibilidades infinitas existem afinal duas esferas de realização pessoal: ou o homem americano se cumpre de acordo com o que é moralmente correcto e enriquece, ou se cumpre na figura do excluído. Este outro, o outro que justifica a correcta acção é o excluído, é o falhado, o macilento, lívido e apático Bartleby que os olhos do advogado nos mostram. Se é permitido atribuir ao advogado a figura de sucesso, é igualmente viável identificar outro paradigma de sucesso em Bartleby ao invés de o considerar um falhado, uma figura antinómica daquele. Observamos um Bartleby bem sucedido na sua auto exclusão, por escolha própria, em oposição ao Bartleby falhado, o Bartleby moralmente errado, forçado a isso pelo poder, sem escolha, sem possibilidades, aceitando, ou não, o seu fracasso. 3

4 Bartleby terá também sucesso porque retoma a ideia das infinitas possibilidades da América mítica, onde um homem pode ser o que deseja, porque isso lhe é permitido. Aqui se funda a atitude anarquista de Bartleby. Um primeiro momento decisivo para o anarquista é o reconhecimento da soberania do eu. Ele coloca o eu acima de todas as coisas que a ele são exteriores, até mesmo à ideia social de eu como o proclamou Stirner; nega, inevitavelmente, a propriedade e leva à recusa do poder sobre tudo o que esteja fora do indivíduo e à recusa da posse ou do exercício do mesmo. Ainda assim, a face social do anarquismo, que ganha expressão sobre a forma das teorias políticas e da associação de indivíduos apostados em alterar a sociedade para anular as formas do exercício de poder sobre os indivíduos, procura agir no mundo, mudar-lhe a face, adequá-la ao seu objectivo da liberdade máxima do indivíduo; grupos esses que também têm expressão e significado na América de Melville; quer seja a partir da ideia da soberania do indivíduo defendida por Emmerson e pelos transcendentalistas; quer seja pela abolição do Estado defendida por Thoreau; quer seja na Comunidade de New Harmony fundada em 1824 por Robert Owen, ou na Colónia of Modern Times fundada em 1850 por Josiah Warren em Long Island. 2 Melville não seria, certamente, indiferente a estes movimentos sociais e políticos e podemos ver no seu conto uma condenação dessa justiça, desse poder e riqueza, tão 2 In Madison, Charles A. Anarchism in the United States; Journal of the History of Ideas, Vol. 6, No. 1. (Jan., 1945), pp

5 oposto a essas experiências anarquistas e ao pensamento de Emmerson e Thoreau. No entanto, estas não deixam apenas de ser a face exterior do movimento anarquista; o princípio de soberania máxima do eu implica a exclusão do mundo exterior. O momento anarquista por excelência é aquele em que o indivíduo transfere para si tudo aquilo que lhe foi roubado e que transitou para a esfera do estado e da sociedade: a possibilidade de matar, a possibilidade de ser ele próprio o seu juiz. Assim, entendemos aqui o anarquismo como uma posição íntima, pessoal e única, à qual poderão não ser estranhas as formas de associação política ou filosófica mas que vêm apenas por acaso ou consequência não desejável. O anarquista de Junger, tal como este o apresenta na sua obra Eumeswill e em O Passo da Floresta, é aquele que dá esse primeiro passo da soberania do eu, aquele que se instaura como o juiz de si próprio mas que, ao fazê-lo, inicia um processo que o levará mesmo a perguntar-se até que ponto é a liberdade desejável e se não existe um mérito particular ( ) no saber renunciar 3 a ela; o que irá culminar na figura do Desterrado, aquele que dá o Passo da Floresta. A floresta representa o lugar mítico de exclusão, o lugar para onde são empurrados os desterrados como Esther Pryne em The Scarlett Letter de Hawthorne. 3 - Junger, Ernst Der Waldgang, O Passo da Floresta, Trad. Molder, Maria Filomena, Ed. Cotovia 1995 Lisboa; pp

6 Em primeira instância, é o local sombrio, suficientemente cerrado para que não se veja a partir da aldeia o desterrado mas que, ainda assim, se intua a sua presença. Mas este lugar de desterro ganha uma nova dimensão com Junger, uma dimensão mental, ou de categoria já deslocalizada; não é uma floresta real aquela para onde o desterrado vai e na verdade o mesmo já não é expulso pela aldeia. Inaugura-se aqui, antes uma transferência ontológica; não é tanto que o desterro se concretize ali; mas mais que o desterrado se torna nisso. Esta transferência anula a ordem exterior de expulsão. Na verdade, não foi a sociedade que expulsou Bartleby para a floresta; Bartleby transferiu o seu ser para a floresta. Ele não foi expulso, ele desterrou-se. Ele redireccionou o seu campo de ser, ele escolheu dar o passo da floresta, escolheu, então, realizar-se nessa região mítica e sombria, porque pessoal e única, desligada dos pressupostos normais que regulam as relações e que é expressa naquilo a que Gilles Deleuze apelidou de fórmula; o seu I prefer not to que, segundo Deleuze faz de Bartleby um puro excluído ao qual já nenhuma situação social pode ser atribuída 4 O passo da floresta não pode deixar de perturbar os que rodeiam o Desterrado, pois aquele ainda vive entre eles mas deslocou o seu centro ontológico para a floresta, para a região onde só pode estar de acordo consigo próprio, com a sua total soberania. 4 -Deleuze, Gilles Critique et Clinique, Crítica e Clínica, Trad. Duarte, Pedro Eloy, Ed. Séc XXI 2000; pp

7 Esta figura adquire, desta forma, um carácter mitológico; será um regresso às potencialidades totais do ser humano; essa ideia tão cara ao pensamento Norte-Americano, onde, ainda segundo Deleuze a América é o potencial do homem sem particularidades, o Homem original ( ) 5. Homem esse que, embora não o procurando, pode tornarse, ao cumprir o seu papel mítico, segundo Deleuze não ( ) o doente, mas o médico de uma América doente, o Medecineman, o novo Cristo. 6 É possível observar no conto de Melville a influência do deslocamento de Bartleby e o seu possível carácter paliativo a operarem começando por, numa primeira instância, perturbar o seu patrão e os seus colegas, essa ordem paternal, indulgente e prepotente, para, a partir dessa perturbação, e em particular na figura do advogado, instaurar o movimento anímico que poderá levar à redenção. O advogado que deseja expulsar Bartleby, deseja também estar próximo dele e essa grande perturbação é a exaltação das potencialidades do Desterrado. Esse homem que transferiu para si aquilo em que só ele pode ser juiz é um homem cumprindo-se, homem esse mais forte que o Estado e as colectividades; homem que triunfou sobre a grande figura orientadora da acção dos homens, que é, segundo Junger, o medo da morte. Foi porque superou esse medo, ou os diversos medos consoante se exprimam de acordo com as épocas à época de Melville, o capitalismo na época actual já não o nuclear mas o terrorismo, a violência arbitrária; foi por ter superado o medo da morte e a expressão temporal desse medo 5 -Deleuze, Gilles Critique et Clinique, Crítica e Clínica, Trad. Duarte, Pedro Eloy, Ed. Séc XXI 2000; pp Deleuze, Gilles Critique et Clinique, Crítica e Clínica, Trad. Duarte, Pedro Eloy, Ed. Séc XXI 2000; pp

8 que o Desterrado atraiu a si aqueles que nele intuem a força irreprimível da escolha. Citando Junger: essa liberdade far-se-á valer em qualquer outro campo regido por ele. Então hão-de cair os gigantes, cujo armamento é o terror. 7 A tarefa do Desterrado consiste em que ele fixa, para opor ao Leviatã, a medida da liberdade 8 O Desterrado é, então, aquele por onde se concretiza uma realidade do mundo, no caso ideal, a sua liberdade pessoal harmonizar-se-á com a do seu país 9. Junger apresenta mesmo a figura de Guilherme Tell através do qual o povo percebeu que estava a ser enganado. Também desta forma, o advogado intui que existe um outro mundo e não pode deixar de se sentir atraído por essa força de carácter que é possível reconhecer na escolha de Bartleby. Da mesma forma que o Desterrado sabe que a pena de morte não é abolida 10 ; tal como John Brown aceita a sua morte e está preparado para ela, também Bartleby caminha para a sua morte sem cedências. Numa atitude em que, poderíamos dizer, o passo da floresta se desloca para uma quase ascese mística; Bartleby concretiza o Passo da Floresta e ultrapassa-o. Ele já não é o combatente em que o desterrado se pode tornar, algo mais próximo de John Brown devido à sua acção militar, ao seu gesto de luta armada; um gesto caro ao Desterrado que é também um guerrilheiro; Bartleby está, agora, mais próximo de um asceta. 7 - Junger, Ernst Der Waldgang, O Passo da Floresta, Trad. Molder, Maria Filomena, Ed. Cotovia 1995 Lisboa; pp Junger, Ernst Der Waldgang, O Passo da Floresta, Trad. Molder, Maria Filomena, Ed. Cotovia 1995 Lisboa; pp Junger, Ernst Der Waldgang, O Passo da Floresta, Trad. Molder, Maria Filomena, Ed. Cotovia 1995 Lisboa; pp Junger, Ernst Der Waldgang, O Passo da Floresta, Trad. Molder, Maria Filomena, Ed. Cotovia 1995 Lisboa; pp

9 Podemos afirmar então que Bartleby teve sucesso ao realizar em si as potencialidades do Anarquista, assumindose como um Desterrado, dando o Passo da Floresta, aceitando a sua morte. Deixa de ser um falhado face ao advogado. Bartleby é um homem de sucesso, ele atingiu essa liberdade suprema de valer mais que o Estado, a família, o patrão; de valer apenas aquilo que ele entendeu ter valor. O seu sucesso não se verifica na sua morte mas na forma como ele a encarou, aceitando-a, mais do que a procurando. Abre-se uma brecha na relação de justiça moral do dinheiro: reinstalam-se de novo as infinitas possibilidades da América, onde volta a ser possível tornar-se indivíduo, ser solitário, ser figura mítica: ser O Anarquista. 9

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