FORMAÇÃO, EM SERVIÇO, DOS GESTORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO: SECRETÁRIO GERAL ESCRITURAÇÃO ESCOLAR

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1 FORMAÇÃO, EM SERVIÇO, DOS GESTORES DA REDE ESTADUAL DE ENSINO: SECRETÁRIO GERAL ESCRITURAÇÃO ESCOLAR

2 GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS Alcides Rodrigues Filho SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Milca Severino Pereira SUPERINTENDÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO, FINANÇAS E PLANEJAMENTO Valterson Oliveira da Silva SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA José Luiz Domingues COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO Edvânia Braz Teixeira Rodrigues GERÊNCIA DE GESTÃO E AVALIAÇÃO DA REDE DE ENSINO Leila Freire Corrêa EQUIPE DE GESTÃO ESCOLAR Divina Maria de Lourdes Gonçalves Izabel Alves Cordeiro Pereira Rosimar Coelho Magalhães da Veiga Jardim Ruth Ribeiro da Silva Valdina Maria de Oliveira Lacerda Vanderlúcia de Sousa Wilibaldo Batista da Silva Organização Edvânia Braz Teixeira Rodrigues Leila Freire Corrêa Sebastião Donizete de Carvalho 2

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 4 INTRODUÇÃO... 5 GESTÃO DA SECRETARIA ESCOLAR... 7 PERFIL DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR ATRIBUIÇÕES DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR MODULAÇÃO DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR ESCRITURAÇÃO ESCOLAR MATRÍCULA PRINCIPAIS ETAPAS DA MATRÍCULA MANUTENÇÃO DE BANCO DE DADOS RENOVAÇÃO REORDENAMENTO TRANSFERÊNCIA AUTOMÁTICA (TA) TRANSFERÊNCIA POR INTERESSE PRÓPRIO (TIP) SOLICITAÇÃO DE NOVOS ALUNOS PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME DE CLASSIFICAÇÃO PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA RECLASSIFICAÇÃO DO ALUNO ORIUNDO DE OUTRA UNIDADE ESCOLAR PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA A RECLASSIFICAÇÃO DO ALUNO DA PRÓPRIA UNIDADE ESCOLAR APROVEITAMENTO DE ESTUDOS TRANSFERÊNCIA DECLARAÇÃO DIÁRIO DE CLASSE RECUPERAÇÃO DA APRENDIZAGEM MAPA COLECIONADOR DE CANHOTOS ATA DE RESULTADOS FINAIS HISTÓRICO ESCOLAR DIPLOMA OU CERTIFICADO ESCRITURAÇÃO DO DIPLOMA OU CERTIFICADO PROCEDIMENTOS PARA O REGISTRO DE CERTIFICADOS CONSELHO DE CLASSE ARQUIVO ESCOLAR DESCARTE REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

4 APRESENTAÇÃO Uma gestão escolar forte e atuante depende do envolvimento de todos os trabalhadores em educação e, nesse contexto, estão inseridos os secretários das unidades escolares. Para tanto, é necessário que as equipes que integram as secretarias escolares sejam capacitadas, tanto na competência específica quanto em relação aos fins oficiais. A finalidade dessa orientação é subsidiar o trabalho de todos os integrantes da secretaria escolar, a fim de que possam cooperar no sentido de desempenhar com eficiência e eficácia as funções que lhes forem atribuídas, garantindo a perfeita dinamização do sistema escolar. A expectativa da Secretaria de Estado da Educação é que este documento sirva como diretriz legal aos atos dos gestores na presteza de informações referentes aos registros do processo ensino aprendizagem, na implementação das melhorias do processo de gestão de pessoas e no aprimoramento profissional dos gestores em sua atuação diária, buscando promover escola para todos e educação de qualidade, onde os direitos da criança e do adolescente sejam respeitados em atendimento global e de acessibilidade. 4

5 INTRODUÇÃO A divisão de responsabilidades e a conjugação de esforços são atitudes indispensáveis para o êxito das ações desenvolvidas na unidade escolar. Sendo assim, o planejamento, a execução e a avaliação são ações que devem ser realizadas em conjunto por todos, de forma que seus reflexos sejam percebidos por toda a comunidade escolar. Portanto, é tarefa de todos que atuam na unidade escolar participarem de sua organização. A secretaria escolar é o setor componente da unidade escolar responsável pela documentação sistemática da vida escolar em seu conjunto: Seu papel é o de proceder, segundo determinadas normas, ao registro: da vida escolar dos alunos; da vida funcional dos professores e dos agentes administrativos educacionais; dos fatos escolares. O secretário geral da unidade escolar tem por responsabilidade organizar, sistematizar, registrar e documentar todos os fatos que aconteçam no âmbito da unidade escolar, tornando viável seu funcionamento administrativo e garantindo sua legalidade e a validade de seus atos. Deverá, pois, efetivar o registro das atividades didático-pedagógicas desenvolvidas pela unidade escolar com todas as suas implicações. A unidade escolar passa por constantes mutações, e as etapas dessas transformações devem ser retratadas em benefício de seu próprio crescimento e desenvolvimento, já que a reflexão ordenada sobre o passado é indispensável para o replanejamento que visa ao aperfeiçoamento. Nesse sentido, ressaltamos a importância significativa da função do secretário geral em todo o processo escolar, oferecendo, a esses profissionais, subsídios para o desenvolvimento dos trabalhos da secretaria escolar, que devem pautar nos seguintes princípios: Do serviço público nos termos do caput do Art. 37 da Constituição Federal que estabelece A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, consagrou juntar-se a estes princípios os da proporcionalidade e da razoabilidade. 5

6 Da estética da sensibilidade (trabalho bem feito e respeito pelo outro) Da política da igualdade (valorizar o próprio trabalho e o trabalho dos outros). Da ética da identidade (defesa do valor da competência, do mérito, da capacidade, contra os favoritismos de qualquer espécie, e da importância da recompensa pelo trabalho bem feito que inclua o respeito e o reconhecimento) da atividade profissional em questão. O professor ou o agente administrativo educacional, em seu trabalho na escola ou na sala de aula, faz um serviço público e desempenha funções de agentes públicos. Na secretaria da escola não é diferente, já que quem desempenha o trabalho é o professor ou o agente administrativo e para isso deve seguir os princípios que são de todos os servidores públicos: O da legalidade, que todo o trabalho desenvolvido deve ter por base a lei, ou seja, deve ser previsto em lei. O da impessoalidade, que tudo tem que ser feito em nome do público, não sendo correto colocar o nome do gestor do período na reforma de uma sala de aula, por exemplo, porque isso caracterizaria o uso do dinheiro de todos sob a responsabilidade de um. Considera-se, também, nesse princípio também que todos devem ser tratados como sujeitos de direito, sendo bem atendidos ou terem uma resposta ao seu requerimento, não só os amigos. O da moralidade, que tudo no serviço público se baseia na ética e nos bons costumes, é preciso combinar esse princípio com o da legalidade para chegar a um tratamento justo. O da publicidade estabelece que não há nenhum trabalho ou procedimento feito no âmbito do serviço que seja secreto, devendo pois, ser do conhecimento de todos: as datas da entrega de resultados, os documentos dos interessados, o dinheiro que chega para a escola, bem como a sua aplicação e prestação de contas, as atas dos conselhos de classe e do conselho escolar, a data das reuniões, etc. O da eficiência considera que o serviço público produza o resultado esperado, no caso da escola, a aprendizagem dos alunos, no caso específico da secretaria, a guarda e a segurança dos documentos durante todo o tempo de existência da escola. Diz-se que a eficiência deve estar junto com a 6

7 eficácia, ou seja, não basta fazer o serviço a tempo e à hora, é preciso que o serviço feito atenda a necessidade. Nos últimos anos, consagraram dois outros princípios: o da proporcionalidade, ou seja, o serviço realizado deve atender à necessidade, adequando-se os meios aos fins, por exemplo, se um aluno fica retido em uma disciplina e precisa ser avaliado, não deverá fazer prova nas disciplinas em que obteve êxito; e o princípio da razoabilidade, que basicamente, se propõe a eleger a solução mais razoável para os problemas, sem se afastar dos parâmetros legais. A ética da identidade inclui a estética da sensibilidade e a política da equidade que, reunidas, proporcionam ao trabalhador saber ser, saber fazer, saber conviver, que recobrem dimensões práticas, técnicas e científicas adquiridas por meio de cursos, treinamentos, capacitações e/ou por meio das experiências profissionais. Também inclui traços de personalidade e caráter que ditam comportamentos nas relações sociais de trabalho, como: capacidade de iniciativa, comunicação, disponibilidade para inovações e mudanças, assimilação de novos valores de qualidade, produtividade, competitividade, saber trabalhar em equipe, ser capaz de resolver problemas e realizar trabalhos novos e diversificados. Os crescentes avanços tecnológicos forçaram uma mudança no perfil do profissional e na metodologia do trabalho. Hoje, é necessário que o secretário geral da unidade escolar esteja atualizado com as novas tecnologias da informação e da comunicação. 7

8 GESTÃO DA SECRETARIA ESCOLAR A palavra gestão vem do latim gestione, ato de gerir; significando gerência, administração. Segundo o dicionário Aurélio, gestão é a manutenção de controle sobre um grupo, uma situação ou uma organização, de forma a garantir os melhores resultados. O conceito de gestão pressupõe a idéia de participação, isto é, do trabalho associado de pessoas, analisando situações, decidindo sobre seus encaminhamentos e agindo sobre elas em conjunto. Como o papel do secretário geral da unidade escolar confunde-se com o de um administrador, sua influência é vital para o êxito do processo de escolarização. A secretaria escolar é o centro da administração escolar, já que congrega uma equipe que colabora com a direção da escola e com todos os demais setores envolvidos no processo pedagógico e na vida escolar. O secretário geral da unidade escolar é um dos elementos a quem a direção da unidade escolar delega poderes. Sua posição é tão importante que uma unidade escolar funciona melhor ou pior, dependendo, em boa medida, do seu secretário. Sendo assim, entendemos que um bom relacionamento é a base para a gestão, uma vez que dirigir é uma atividade interpessoal e o secretário geral desenvolve seu trabalho com outras pessoas e por meio delas. Enfim, está comprovado que o secretário geral é a peça chave para o sucesso do trabalho da secretaria da unidade escolar. A fim de bem desempenhar seu papel e cumprir suas responsabilidades, é necessário, ao profissional que se dedica a essa atividade, possuir algumas características pessoais: ser ético, responsável, organizado e ter habilidade para o relacionamento humano. Nem sempre uma pessoa apresenta, em pleno desenvolvimento, todas essas características, mas o importante é lembrar que todas elas podem e devem ser desenvolvidas, num processo que, ao seu final, só trará benefícios, tanto no plano profissional como no pessoal. Constata-se desse modo, que todo secretário geral é responsável por criar condições adequadas de trabalho, em que haja respeito e confiança, definindo e distribuindo tarefas, dando apoio aos que estão sob sua liderança, revendo e avaliando resultados, de forma a assegurar condições para o alcance dos objetivos estabelecidos coletivamente. 8

9 As secretarias escolares que são administradas com eficiência e liderança mantêm atmosfera e ambiente de trabalho tranquilo e propício à aprendizagem. A responsabilidade administrativa básica do secretário geral é a de decidir sobre assuntos relacionados aos serviços pertinentes à secretaria e o de comandar e o de orientar a execução dos mesmos. O atendimento de qualidade, por parte da secretaria escolar, faz toda a diferença, pois é por meio dela que vemos refletido todo o desenvolvimento da unidade escolar. A qualidade da informação prestada, a transparência das ações executadas e sua disponibilidade imediata, ao prestar informações que dão credibilidade e significam um trabalho melhor e mais rápido. Na sua essência, o trabalho desenvolvido pela Secretaria Escolar resume-se em: SECRETARIA ESCOLAR ATENDIMENTO Direção e Vice direção; Estudantes; Professores; Pais/Mães e/ou responsáveis; Equipe Pedagógica: Vice diretor, Coordenadores Pedagógicos; Órgãos Colegiados: Conselho de Classe, Conselho Escolar; Mantenedora da Rede: Seduc e sua representação local/ser; Órgãos Públicos: Conselho Estadual de Educação, Conselho Tutelar, Ministério Público, etc. 9

10 ESCRITURAÇÃO ESCOLAR Efetivos registros escolares; Processam dados sobre matrículas, dados pessoais estudantes e abandono escolar; Processa a frequência escolar dos estudantes, dos professores e servidores; Processa o número de estudantes para servir de base para o repasse de recursos financeiros e assistência técnica; Processa dados de professores, equipe pedagógica e técnica administrativa; Organiza, alimenta os dados e mantém identificado: livros, formulários e os dados do SIGE: projeto pedagógico, modulação de professores, ficha individual dos estudantes, histórico escolares, certificados de conclusão, etc. ARQUIVO Classifica, organiza, mantém atualizado e guarda: Documentos de escrituração escolar; Correspondências; Dossiê de estudantes; Documentos de Servidores técnicos e de professores; Documentos pedagógicos: Regimento Escolar, Projeto Político Pedagógico, etc. Documentos Administrativos: frequência dos professores e técnicos, Diretrizes Operacionais, etc; Documentos financeiros: licitações realizadas, prestações de contas, etc; Legislação de ensino em vigor: leis, resoluções, etc. 10

11 EXPEDIENTE Redação e expedição da correspondência administrativa: - Requerimentos; - Cartas; - Atas; - Circulares; - Relatórios; - Editais; - Memorandos; - Ordens de serviços; Manutenção de um mural, bem localizado e de fácil acesso a todos da comunidade escolar interna e externa, que tenha como objetivo, além de democratizar as informações administrativas, pedagógicas e financeiras da unidade escolar, funcionar como um pré-atendimento aos diversos setores da escola e divulgar informações e notícias de interesse da comunidade escolar. ATIVIDADE FIM Fornecer informações e estabelecer a comunicação com os diversos setores da unidade escolar/público interno e o público externo. 11

12 PERFIL DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR A função de secretário geral é exercida por profissional eleito pela comunidade escolar, juntamente com o diretor e vice diretor, pelo voto direto, secreto e facultativo, nos termos do art.17 ao art.50 da Res. CEE nº 004/2009. O secretário geral, como profissional de gestão administrativa, deve coordenar as diversas atividades do trabalho da secretaria escolar, organizar o ambiente e administrar racional e conjuntamente os aspectos administrativos, econômicos e de relações humanas implicados, utilizando de forma adequada e segura recursos materiais e humanos colocados a sua disposição, com o seguinte perfil: Ser técnico administrativo educacional, professor PI, PIII ou PIV; Possuir nível superior de ensino, preferencialmente; Possuir conhecimentos básicos de computação, para lidar com o SIGE; Ter disposição, competência e habilidade para lidar com atendimento ao público; Ser responsável e organizado, atendendo com agilidade e presteza aos cronogramas de execução de cadastro e manutenção do SIGE, emissão de documentos e relatórios; Ter disposição e habilidades para desenvolver as tarefas inerentes ao cargo/função. ATRIBUIÇÕES DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR Fornecer em tempo hábil as informações solicitadas; Organizar e manter em dia coletânea de Leis, regulamentos, resoluções, diretrizes, ordens de serviço e demais documentos; Coordenar as atividades da Secretaria da unidade escolar; Secretariar os conselhos de classe e outras reuniões similares; Organizar e manter atualizados os documentos da unidade escolar e da vida escolar do estudante, inclusive os diários de classe, de forma a permitir sua verificação em qualquer época, utilizando para isso, das ferramentas do SIGE, responsabilizando-se pelos dados nele contidos; 12

13 Capacitar, incentivar e monitorar seus auxiliares na utilização do SIGE; Utilizar os instrumentos e documentos do SIGE, para registrar e manter atualizado os dados dos estudantes (dados cadastrais, enturmação, frequência, avaliações, etc.), dados dos professores (dados cadastrais e de modulação, etc.) e da escola (cursos e modalidades de ensinos ministrados, matriz curricular, etc.), responsabilizando-se pelo processo de manutenção dos dados da escola, dos docentes, dos agentes administrativos educacionais, dos estudantes e veracidade dos dados; Expedir e autenticar diplomas e certificados de conclusão de curso e outros documentos pertinentes; Coordenar o preenchimento das fichas do AMAI; Lavrar em atas, anotações de resultados finais, de recuperação, de exames especiais, de classificação e reclassificação e outros processos avaliativos; Orientar, acompanhar e monitorar os professores quanto à escrituração escolar sob sua responsabilidade; Auxiliar o vice diretor no trabalho de acompanhamento, monitoramento, avaliação e garantia de execução dos serviços de limpeza, segurança e merenda escolar; Ser responsável, juntamente com o diretor, pela freqüência dos servidores (professores e agentes administrativos educacionais); Manter diariamente, atualizados os dados do SIGE, (matriz curricular, cadastro dos professores/modulação, cadastro de estudantes, lançamento de frequência e avaliação, etc.); Cumprir a legislação vigente e as orientações advindas da mantenedora, Seduc. As responsabilidades do secretário geral incidem sobre a unidade escolar como um todo: grupo técnico pedagógico, corpo docente, grupo de apoio operacional e corpo discente. As qualidades a serem consideradas na ação administrativa do secretário geral são: capacidade de liderança, capacidade de articulação, capacidade de decisão e capacidade de delegação de responsabilidades. O secretário geral como líder deve ser: executivo, motivador, avaliador, controlador, coordenador, mediador e orientador. 13

14 É importantíssima a ética profissional no trabalho administrativo do secretário geral, pois ele é o responsável legal pela gestão da secretaria escolar, escrituração, expedição de documentos escolares, autenticação com a aposição de sua assinatura, bem como pela guarda e inviolabilidade dos arquivos escolares pelo registro de todos os atos escolares. Segundo o dicionário Aurélio, ético é o conjunto de normas e princípios que norteiam a boa conduta do ser humano. O padrão ético-profissional é definido a partir da concepção de pessoa e sociedade. A ética profissional evidencia pontos como: Importância e valores; Compromissos e postura ética; Relação pessoa x sociedade; Caráter moral do ato profissional; Concepção de pessoa x sociedade. Falar sobre ética é falar sobre responsabilidade, deveres e condutas inerentes à profissão. Assim, podemos definir que a ética profissional é: Estar de acordo com os padrões de sua profissão: Ter responsabilidade; Regra moral que todo o profissional deve ter; Compromisso de vida, com a vida. MODULAÇÃO DO SECRETÁRIO GERAL DA UNIDADE ESCOLAR O secretário geral é modulado com 30 horas/relógio nas unidades escolares que funcionam apenas um turno e é modulado com 40 horas/relógio nas unidades escolares que funcionam em dois e três turnos, sempre prestando assistência em todos os turnos de funcionamento da escola. 14

15 ESCRITURAÇÃO ESCOLAR A escrituração escolar é o registro sistemático dos fatos e dados relativos à vida escolar do aluno e da unidade escolar, com a finalidade de assegurar, em qualquer época, a certificação: da identidade de cada aluno; da regularidade de seus estudos; da autenticidade de sua vida escolar; do funcionamento da escola. À unidade escolar compete organizar a escrituração escolar para atender, prontamente, às solicitações de informações e esclarecimentos. A organização da vida escolar faz-se através de um conjunto de normas que visam garantir o acesso, a permanência e a progressão nos estudos, bem como a regularidade da vida escolar do aluno, abrangendo os seguintes documentos: matrícula; diário de classe; mapa colecionador de canhotos; atas de resultados finais; histórico escolar; transferência; certificados e/ou diplomas; declaração. A escrituração escolar e o arquivamento de documentos são de responsabilidade do secretário geral da unidade escolar, cabendo a supervisão à direção. Alguns princípios como objetividade, simplicidade, autenticidade e racionalidade devem ser observados no ato da efetivação do registro. Todo registro escolar efetuado pela unidade escolar deve conter a data e assinatura(s) do(s) responsável(s) pelo registro. Os documentos expedidos pela unidade escolar serão, obrigatoriamente, assinados pelo diretor e pelo secretário geral, co-responsáveis pela verdade do registro, atribuição indelegável a outrem. Suas assinaturas acompanharão os respectivos nomes, por extenso, um sob o outro, bem como do número da portaria de designação. 15

16 Para expedição dos documentos escolares, especialmente a declaração, a transferência e o certificação de conclusão do ano escolar ou etapa da educação básica, a unidade escolar, deve estar autorizada ou reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação. A competência do Conselho Estadual de Educação é estabelecida pela Constituição do Estado de Goiás e pela Lei Complementar n. 26/1998 nos seguintes termos: Art O Conselho Estadual de Educação, composto de educadores de comprovada contribuição para o ensino, é o órgão normativo, consultivo e fiscalizador do Sistema Estadual de Ensino. 1º - A nomeação dos membros do Conselho Estadual de Educação dependerá de prévia aprovação pela Assembléia. 2º - A autonomia do Conselho Estadual de Educação será assegurada por sua individualização no orçamento estadual e por sua vinculação direta ao Governador. (Constituição Estadual). Lei Complementar: Art Além de outras que esta lei expressamente consignar, o Conselho Estadual de Educação tem as seguintes atribuições: I - emitir parecer sobre assuntos de natureza pedagógica e educacional que lhe forem submetidos pelo Governador do Estado, pelo Secretário da Educação, pela Assembléia Legislativa, ou pelas unidades escolares; II - interpretar, no âmbito de sua jurisdição, as disposições legais que fixem diretrizes e bases da educação; III - manter intercâmbio com o Conselho Nacional de Educação e com os demais Conselhos Estaduais e Municipais, visando à consecução dos seus objetivos; IV - articular-se com órgãos e entidades federais, estaduais e municipais, para assegurar a coordenação, a divulgação e a execução de planos e programas educacionais; V - fixar critérios e normas para elaboração e aprovação dos regimentos dos estabelecimentos de ensino de educação básica; VI - estabelecer normas e condições para autorização de funcionamento, reconhecimento e inspeção de estabelecimentos de ensino de educação básica e de educação superior sob sua jurisdição; 16

17 VII - aprovar o calendário escolar dos estabelecimentos de ensino de educação básica; VIII - baixar normas para aprovação e reprovação de alunos, observando o disposto no inciso VI, do artigo 24, da lei n , de 20 de dezembro de 1996; IX - regulamentar a celebração de contratos de estágios, com alunos regularmente matriculados em cursos normal, médio e superior; de pedagogia; ou de licenciatura; sem prejuízo do disposto na legislação trabalhista; X - autorizar estabelecimentos ou unidades de ensino superior mantidos pelo Estado, nos termos da Lei n /96, e conhecer, em grau de recurso, das reclamações contra os atos de seus conselhos universitários; XI - baixar normas para renovação periódica do reconhecimento concedido a estabelecimento de ensino de educação básica; XII - aprovar planos e projetos de aplicação de recursos, apresentados pela administração estadual, para efeito de auxílio financeiro no campo educacional; XIII - aprovar programas de educação apresentados pelas administrações municipais, para fins de concessão, pelo Estado, de auxílio financeiro; XIV - sugerir às autoridades providências para a organização e o funcionamento do Sistema Estadual de Educação que, de qualquer modo, possam interessar à sua expansão e melhoria; XV - elaborar normas que regulamentem a gestão democrática na educação básica. - Vide Lei nº , de Parágrafo único - Constitui-se em requisito essencial e indispensável para a autorização de funcionamento dos estabelecimentos de ensino básico da iniciativa privada, de que trata o inciso VI, a comprovação de: a) idoneidade moral e qualificação profissional do diretor e/ou dos sócios proprietários da instituição; b) instalações adequadas e satisfatórias em imóvel próprio, ou alugado por contrato de pelo menos cinco anos; 17

18 c) qualificação mínima do corpo docente, nos termos desta lei; d) destinação de, pelo menos, um terço da carga horária dos professores, para a realização de atividades pedagógicas de atividades extra-salas, tais como: estudos, planejamento e avaliação. Art Compete, ainda, ao Conselho Estadual de Educação elaborar o seu Regimento, bem como reformá-lo e emendá-lo. Art Compete ao Conselho Estadual de Educação autorizar, avaliar, fiscalizar e reconhecer cursos, programas e instituições que integram o sistema estadual de educação, na forma da lei. Parágrafo único - A regulamentação referente ao ano letivo, à admissão, à matrícula, à transferência e aos diplomas, também, dar-se-á por normas do Conselho Estadual de Educação em consonância com os dispositivos legais. A Lei Complementar nº. 26/1998 é a LDB Estadual, que estabelece todas as competências da Rede Estadual e assim, determina a atribuição da Secretaria de Estado da Educação: Art. 9º - A Secretaria de Estado da Educação exerce atribuições do Poder Público Estadual em matéria de educação, competindo-lhe, especialmente: I - planejar, organizar, dirigir, coordenar, executar, controlar e avaliar as atividades relativas à educação no Estado de Goiás; II - cumprir as determinações do Ministério da Educação e do Desporto, e as decisões do Conselho Nacional de Educação, nos casos de competência de qualquer desses órgãos; III - velar pela observância das leis federais e estaduais de educação; IV - dar cumprimento e execução às decisões do Conselho Estadual de Educação; V - responder pela expansão dos planos educacionais; VI - manter intercâmbio com entidades nacionais e internacionais, a fim de obter cooperação técnica e financeira para a modernização e expansão da educação. A Lei Complementar ainda veda atos da secretaria da educação sem a prévia autorização do Conselho: 18

19 Art Os atos de administração, que esta lei subordinar a prévio pronunciamento e deliberação do Conselho Estadual de Educação, não poderão antes disto ser praticados pela Secretaria de Estado da Educação, ou por qualquer de seus órgãos, sob pena de nulidade absoluta. A escola ter seu funcionamento autorizado, baseada na legislação citada, para a regularidade de seus atos pedagógicos e para a expedição de documentos. Isso acontece em processo próprio protocolado no Conselho Estadual de Educação. Para que uma escola estadual de educação básica funcione (isso no caso de ser seu primeiro ano de atividade) é preciso: 1. Lei de criação encaminhada pelo Poder Executivo e aprovada pelo Poder Legislativo. Nessa lei é estabelecida a localização e o nome (esse deve sempre conter o nome estadual ); 2. Autorização do Conselho Estadual de Educação tal pedido deve ser feito 120 dias antes do início das atividades; 3. Portaria de implantação da Secretaria da Educação das etapas e cursos da educação básica que serão oferecidos; 4. Portaria da Secretaria da Educação nomeando os gestores; 5. Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar provisórios a serem referendados pela comunidade escolar depois de constituída. A maioria das escolas estaduais já funciona há muitos anos, assim normalmente elas já são autorizadas e foram criadas por lei cabe à secretaria manter esses documentos sob sua guarda em arquivo organizado. O Conselho de Educação trabalha com atos autorizatórios que são divididos em quatro tipos: Credenciamento - Esse ato serve para dar crédito à escola perante o sistema de educação ele é feito junto com a autorização e/ou reconhecimento. Assim, a escola está credenciada para oferecer uma educação de qualidade. Autorização esse é primeiro ato, quando a escola está começando a funcionar. Pode ser no máximo de dois anos. A orientação, o procedimento e documentação necessária estão prevista na Resolução CEE-CP n. 193/

20 Reconhecimento Esse ato é dado na segunda vez em que a escola se manifesta junto ao Conselho. Assim se a escola foi autorizada a funcionar no ano de 2009, ele deve pedir o reconhecimento até dia 30 de agosto desse ano. Esse ato pode ser concedido até quatro anos. Renovação de Reconhecimento A renovação acontece sempre a partir do reconhecimento. Deve-se observar o período em que a escola estava autorizada. Tanto o Reconhecimento, quanto a renovação estão reguladas pela Resolução CEE-CP n. 084/2002. No cotidiano da vida escolar, a secretaria orientada pelas Resoluções do Conselho monta o pedido de reconhecimento ou renovação, encaminha à respectiva Subsecretaria Regional de Educação, que faz uma visita para verificar as condições de funcionamento da escola. Estando completo o processo, a subsecretaria encaminhará ao Conselho Estadual de Educação, onde o processo é distribuído na Câmara de Educação Básica a um dos conselheiros que o relatará emitindo um voto, esse, se aprovado, se transformará na Resolução de autorização, de reconhecimento ou de renovação de reconhecimento. Esse documento é encaminhado à escola para que a secretaria insira o número da Resolução em todos os documentos escolares. É sensato que a escola estadual confeccione o processo de pedido de autorização ou reconhecimento juntamente com subsecretaria, mas tanto a escola quanto a subsecretaria podem autuar o pedido no 2º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira localizado na Rua 82, n. 400, Setor Sul, Goiânia-GO. Telefones: e Há inúmeros casos em que o Conselho Estadual de Educação deve ser acionado pelas escolas: Regularização de vida escolar; Validação de estudos realizados em outras escolas ou no exterior; Dúvidas a respeito da carga horária, da freqüência, da classificação, da reclassificação, da progressão parcial, da dependência. Matrícula de alunos da Educação de Jovens e Adultos e de alunos com deficiência. Casos omissos não previstos nas resoluções e nas normas da Secretaria da Educação. 20

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