A herança maldita de FHC Sérgio Miranda

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1 A herança maldita de FHC Sérgio Miranda O FMI foi co-gestor da economia do país no último mandato de FHC, que deixou o país quebrado, a inflação alta e o futuro comprometido pela ruína da infra-estrutura, como estradas e energia elétrica. Não é o julgamento de um homem; é o de um caminho. O neoliberalismo, o pensamento político que serviu de inspiração a Fernando Henrique, é uma corrente poderosa. Não surgiu no Brasil; não empolgou apenas FHC e os políticos e intelectuais que o acompanharam no governo. E nem será derrotado apenas porque ele sai do Planalto. Pode-se dizer que o neoliberalismo tirou do fundo do baú, num contexto histórico preciso, a partir do final da segunda metade dos anos 70, idéias velhas que pareciam ter sido derrotadas pelos avanços socialistas. Essas idéias foram se aprimorando com o governo neofascista de Pinochet no Chile, com seus experimentos com os monetaristas de Milton Friedman, da Escola de Chicago ; com o governo antitrabalhista e anti-sindical de Margareth Thatcher e seu plano de privatizações, na Inglaterra; e, finalmente, ganharam o mundo com os dois governos de Ronald Reagan ( ) o operador da recuperação política do império americano que, em meados dos anos 70, fora fragorosamente derrotado pelos guerrilheiros no Vietnã. Fernando Henrique Cardoso é um neoliberal tardio; não foi o primeiro político brasileiro famoso a aderir à onda neoliberal que varreu o mundo já de modo avassalador a partir da queda do Muro de Berlim, em No segundo turno da eleição presidencial daquele ano, FHC estava do lado oposto: juntou-se à campanha da esquerda para eleger Lula, contra Fernando Collor de Mello. Collor, sim, merece o título de o verdadeiro precursor do neoliberalismo político no País. Foi ele que tornou popular a campanha pela redução do tamanho do Estado, com sua guerra de mídia contra os marajás do serviço público, já antes de ser eleito. Foi Collor que criou o Plano Nacional de Desestatização, nos seus primeiros meses de governo. E foi ele também que, no começo de 1991, com a ajuda de Jorge Bornhausen e Antônio Carlos Magalhães, comandantes do PFL, reorganizou o comando do setor financeiro do Brasil, colocando três financistas essenciais nos postos-chave: Marcílio Marques Moreira como ministro da Economia; Francisco Gros, como presidente do

2 Banco Central; e Armínio Fraga, como diretor da Área Externa do BC. Marcílio e Gros já eram então homens ligados à grande finança global. De lá vieram e para lá retornaram. Marcílio deixou o governo Collor e foi para o banco de investimentos americano Merril Lynch. Gros deixou o BC brasileiro e foi para o Morgan Stanley, outra casa financeira de Wall Street. E Armínio seguiu para Nova Iorque para ser o diretor para os países emergentes dos hedge-funds de George Soros, os agressivos fundos de investimento do mais conhecido megaespeculador global. É essa trinca que dá forma final aos mecanismos para integrar o Brasil na grande finança global. Os investimentos são como o vento: não entram em casa onde não exista uma brecha para a saída, dizia Marcílio. Para isso, o Ministério da Fazenda e o BC brasileiro modernizaram o regulamento para as chamadas CC-5, contas de não residentes, pessoas físicas e empresas instaladas no Brasil mas com controle do exterior, que passaram a ter direito de enviar dinheiro para fora sem aviso prévio às autoridades monetárias. Para isso também foram criados os seis anexos do Banco Central que iriam facilitar a vinda para o Brasil dos capitais de estrangeiros e de brasileiros legal ou ilegalmente instalados em paraísos fiscais ou escondidos por traz de fundos e trusts de investimento. A peça final para a atração desses capitais foi a elevação espetacular dos juros promovida pela trinca Marcílio-Gros-Armínio, em outubro de Fernando Henrique, que passou a ser uma figura estratégica na política brasileira a partir de meados de 1993, quando assume o Ministério da Fazenda no governo de Itamar Franco, foi um continuador dessa política e uma espécie de mentor político desses financistas. Para entender melhor suas ações, é preciso ver o contexto mais específico em que as desempenhou. Como diz Marx, os homens fazem a história, mas dentro de condições determinadas. E essas eram as do desmoronamento final do império soviético, por um lado, e, por outro, da ampla recuperação do império e da economia americana. Fernando Henrique, no entanto, pega o bonde quando ele já está perto de sair dos trilhos, perto da fase na qual, como disse depois Alan Greenspan, o presidente do Federal Reserve, o banco central americano, os mercados seriam acometidos da exuberância irracional e da ganância infecciosa. Destruir a herança Numa primeira fase, de meados de 1993 a meados de 1994, os financistas de Fernando Henrique terminaram com as oscilações de política monetária que

3 persistiram no Brasil após a ditadura militar e armaram o Plano Real. No governo de José Sarney ( ) e mesmo nos dois primeiros anos de governo Collor ( ) houve períodos de juros reais muito baixos e mesmo negativos. Como ministro da Economia de Itamar e tendo Pedro Malan como presidente do Banco Central, FHC consolidou a política de juros altos do final do governo Collor para atrair dólares. As reservas em dólar do país cresceram espetacularmente. E sobre elas FHC construiu o Plano Real, lançado em julho de 1994, e que o elegeu presidente logo a seguir. Já presidente eleito, quando se despediu do Senado com um discurso no dia 14 de dezembro de 1994, Fernando Henrique Cardoso disse com clareza que um dos objetivos centrais do seu governo era destruir a herança de Getúlio Vargas. Resta um pedaço do nosso passado que ainda atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da era Vargas, ao seu modelo de desenvolvimento autárquico e ao seu Estado intervencionista. FHC considerava o Estado brasileiro fechado para o exterior, indevidamente envolvido na produção de bens e serviços e antiquado na sua concepção. No discurso, apontou os alvos para a sua operação de reforma: era preciso abrir a economia aos capitais estrangeiros, principalmente no setor de energia elétrica, mineração, petróleo, telecomunicações, então dominados pelas empresas estatais. No ciclo de desenvolvimento que se inaugura, o eixo dinâmico da atividade produtiva passa decididamente do setor estatal para o setor privado (...) O processo de privatização deve ser acelerado e estendido a outras atividades e empresas de energia, transporte, telecomunicações e mineração, disse ele, aprovando o esforço de privatização iniciado com Collor, mas mantido em câmara lenta por Itamar Franco. Itamar é verdade, permitiu a venda da Companhia Siderúrgica Nacional, grande símbolo da Era Vargas; mas se recusou, por exemplo, a abrir o setor elétrico e o de telecomunicações. Além disso, disse FHC no Senado, era preciso acabar com a distinção entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional. Com isso, apontava essencialmente para a revisão dos critérios de financiamento dos bancos públicos brasileiros, especialmente o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltados para o apoio das empresas nacionais. No caso do BNDES, especificamente, o banco era proibido de financiar empresas de capital estrangeiro. Com uma maioria de quase 400 parlamentares em pouco mais de 500, o governo passou como um rolo compressor n não só sobre aspectos essenciais da herança de Vargas mas também sobre aspectos desse legado que haviam sido reformulados e aprimorados pela Constituinte de 1988, que surgira da luta contra a ditadura militar. Em 1995, foi praticamente refeito o Título VII da Constituição, que trata Da Ordem Econômica e Financeira. A Emenda Constitucional nº 6, de 15 de agosto, revogou todo

4 o artigo 171, que estabelecia a distinção entre empresa brasileira e empresa brasileira de capital nacional e definia diversas situações nas quais a lei poderia estabelecer privilégios para as nacionais. A mesma Emenda alterou o artigo 176, que assegurava a pesquisa e a lavra de recursos minerais apenas por brasileiros ou empresa brasileira de capital nacional, trocando a expressão empresa brasileira de capital nacional por empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no país. A Emenda nº 7, promulgada também em 15 de agosto, eliminou ainda o privilégio que era dado às embarcações nacionais na navegação de cabotagem, no interior do país. Em processo rapidíssimo, o Congresso Nacional também que alterou o inciso XI e a alínea "a" do inciso XII do art. 21 da Constituição Federal, dando margem à privatização do Sistema Telebrás. Em 16 de fevereiro de 1995, o presidente da República enviou ao Legislativo a Mensagem nº 191/95, com a Proposta de Emenda Constitucional nº 03-A/95. Dessa proposta resultou a Emenda Constitucional nº 8, promulgada também em 15 de agosto de 1995, que permitiu à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações. Já perto do final do seu primeiro ano de mandato, em 9 de novembro, foi aprovada a Emenda número nº 9, que mudou os incisos de I a IV do artigo 177: o monopólio da pesquisa e lavra de petróleo e gás; o refino de petróleo nacional ou importado; a importação e a exportação; e o transporte marítimo e por meio de dutos do petróleo e gás. Foi acrescentado um parágrafo: a União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos de I a IV deste artigo. Após esse conjunto de medidas, as privatizações foram desatadas em todos os setores. E o BNDES, além de dar suporte à venda do patrimônio público, passou, cada vez mais, a financiar o capital estrangeiro: em 1995 estiveram em 2,7% dos financiamentos do banco; em 96 foram 2,9%; em 97, 3,7%; em 98, 4,6%; em 99 já estavam mais de 10%; em 2000, 16,1%; e em 2001 chegaram a 20,9%. Desde os seus primeiros pronunciamentos, o presidente FHC investiu também contra outro aspecto da herança Vargas: a legislação trabalhista. Como a desnacionalização foi acompanhada também do crescimento do desemprego e da precarização das relações de trabalho, ele usou sua autoridade de presidente e sociólogo famoso para vender a tese de que esses males advinham, principalmente, de posições atrasadas dos partidos de esquerda e do movimento sindical, que se opunham à chamada flexibilização das leis trabalhistas. De fato, a legislação trabalhista no Brasil se transformou num emaranhado ao longo das décadas. Hoje, são 197 leis, 71 portarias, 361 decisões do Tribunal Superior do

5 Trabalho, 22 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho e 42 dispositivos da Constituição atual. Mas FHC não apresentou nenhum plano, nenhum estudo merecedor do nome que procurasse dar forma nova, organizar o conjunto dessas leis e regulamentos. Em conseqüência, as mudanças que fez, ajudaram a reduzir o custo da mão-de-obra e ampliaram o desemprego e a precarização do trabalho (texto nas páginas de 40 a 43). A teoria e a prática A nova moeda promoveu uma queda abrupta da inflação e uma euforia nos mercados. E foi um sinal verde para o endividamento externo. Quem trouxesse dólares para o país tinha a garantia do governo de que, por um ano, poderia retirá-lo a hora que quisesse, comprando, no Banco Central, dólares a um real, pois o banco tinha acumulado uma montanha de moeda americana como lastro. Por mais que os nacionalistas e a oposição de esquerda protestassem, o desmanche do Estado promovido por Fernando Henrique tinha uma lógica aparente. Em tese, o governo estava vendendo as estatais para tirar o Estado de atividades nas quais seria ineficiente e concentrá-lo nas atividades de fiscalização e de prestação de serviços públicos essenciais, como educação, saúde, cultura. A terrível política de juros reais gigantes, por sua vez, destinava-se a consolidar a estabilidade monetária e atrair capitais, que promoveriam a modernização industrial e elevariam a competitividade do país, com o que seriam pagos os juros devidos no período de estabilização. Esses capitais deveriam ser pagos, é claro, com remessas de juros, lucros ou amortizações. Mas a dívida externa, em princípio, não deveria ser um problema: o país havia renegociado, no início de 1993, a dívida velha, contraída no tempo dos militares. O trabalho fora iniciado e concluído pelo ministro Pedro Malan, indicado para a função por Marcílio Marques Moreira, ainda no governo Collor. Além disso, como repetia sistematicamente Gustavo Franco, diretor do Banco Central e uma das maiores estrelas do corpo de financistas de FHC, o mundo teria entrado numa nova conjuntura, de abundância de capitais. Não havia no horizonte qualquer ameaça de uma contração na economia global, como a de 1930; os ciclos econômicos eram passado na história do capitalismo 1929, nunca mais, dizia Franco.

6 Na prática, o plano só deu certo em parte. Em 6 anos da política de atração de capitais, de 1992 a 1998, as empresas privadas instaladas no país de capital nacional e estrangeiras tomaram no exterior cerca de 120 bilhões de dólares. Com o crédito interno caríssimo, capitalistas e empresas que tinham crédito ou dinheiro lá fora trouxeram esses capitais para o Brasil, por meio de diversos tipos de empréstimos e das contas especiais permitidas pelo Banco Central. Isso fez a fortuna de alguns e despertou muitas ilusões de modernização. No conjunto, para o país, no entanto, o resultado foi diferente. Aqui vale uma comparação. Tome-se a China, por exemplo. Brasil e China fizeram políticas visando atrair capitais estrangeiros. Aparentemente elas foram iguais. Na prática, foram radicalmente diferentes. A China, como diz o Prêmio Nobel de Economia e ex-diretor do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, foi um dos poucos países que resistiu à devastação provocada por sucessivas crises financeiras no mercado mundial a partir de Continua crescendo a mais de 7% anuais há 20 anos. E continua atraindo capitais de fora, ao contrário do Brasil, que está sem crédito, crescendo a taxas baixíssimas e há quatro anos está pendurado no FMI. A razão para isso, diz Stiglitz, é o fato de a China ter adotado uma política de abertura financeira completamente oposta à do Brasil. Enquanto o Brasil abriu completamente as suas duas contas do balanço de pagamentos a de transações correntes e a de capitais, a China abriu apenas uma, deixou sob controle a conta de capitais. É uma diferença muito grande. O óbvio: como pagar? As transações correntes de um país com o exterior incluem suas importações e exportações; os fretes que paga por mercadorias transportadas em navios de outras bandeiras e os que recebe quando o transportador é nacional; as diferenças entre os juros, os lucros, os royalties, as despesas de assistência técnica que paga e as que recebe; e também o saldo entre as remessas dos migrantes seus que enviam dinheiro para o país e dos imigrantes que o país tem e enviam dinheiro para o exterior. A outra conta é a dos capitais propriamente ditos e é a mais crítica: nela são contabilizados os empréstimos e os investimentos. Os capitais estrangeiros vão para um país para obter lucros, no caso dos investimentos, ou juros, no caso dos empréstimos. Os chineses viram o que é óbvio: se recebem investimentos ou empréstimos, têm de saber como pagá-los.

7 Para eles, por exemplo, seria absurdo permitir que se instalasse no país uma indústria de produção de aparelhos de telefonia celular que importasse mais de 90% dos componentes desses aparelhos, como a brasileira. Como iriam pagar essas importações? No caso do Brasil, com uma política de abertura sem esses princípios, a diferença entre importações e exportações de componentes eletro-eletrônicos criou um buraco crescente no balanço de pagamentos do país, que atingiu cerca de 8 bilhões de dólares em Para os chineses, também, seria absurdo vender ao capital estrangeiro empresas do setor de serviços, como as elétricas e as de telecomunicações, que não exportam nada. De que forma o país iria obter os dólares de que elas necessitariam para remeter os seus lucros ao exterior? Os chineses decidiram tornar sua moeda amplamente conversível por etapas, a partir de Só em 1996 completaram a abertura da conta de transações correntes, depois de muitas experiências. E deixaram fechada a conta de capitais: quem quiser investir, comprar empresas ou emprestar às empresas na China, não pode agir no mercado; tem de passar pelo governo, cuja preocupação central é saber como os dólares que entrarem serão pagos. Como se pode ver hoje, a abertura do Plano Real não foi como a dos chineses. Gustavo Franco, diretor da área externa do Banco Central no lançamento do Plano Real, ordenou aos operadores do banco, no primeiro dia de vigência da nova moeda, que passassem a trocar livremente dólares por reais na conta financeira, de capitais. De início, pareceu um milagre. Atraídos por juros monumentais, os dólares desaguaram no Brasil. O real, que vinha sendo desvalorizado todos os dias, há mais de dez anos, desde que o país quebrara sob os militares, de repente, tornou-se uma moeda forte. Chegou a valer 1,25 dólares por alguns meses, entre o final de 94 e o início de 95. E ficou valendo mais que um dólar até o começo de 1996, graças a determinação do Banco Central de sustentar a sua cotação com juros estratosféricos. Isso, no entanto, provocou uma devastação na economia do país. Com o dólar barato, as importações dispararam, foram de 33 bilhões de dólares, em 1994, para 50 bilhões de dólares, em 1995, e o saldo de comércio exterior, que girava em torno dos 10 bilhões de dólares anuais desde 1984 e era gasto pagando a velha dívida externa estatal, desapareceu. Os outros gastos da chamada conta de transações correntes as despesas dos turistas no exterior, a contratação de fretes marítimos estrangeiros, as remessas de lucros, juros, royalties e dividendos, foram todos, em pouco tempo, para a casa de alguns bilhões de dólares anuais.

8 Para cobrir esse rombo, o capital estrangeiro era atraído com juros altos, indiscriminadamente, sem se saber como pagá-los. A entrada dessa massa de dólares e a política de juros altos tiveram um efeito arrasador sobre a dívida interna pública. Boa parte dos dólares foi comprada pelo governo: as reservas internacionais do país, que estavam em 9 bilhões de dólares, em 1991, abaixo do mínimo exigido pela Constituição o equivalente a três meses de importações foram para 60 bilhões de dólares, em O governo comprou esses dólares emitindo dívida pública. Até mesmo os dólares vindos para a compra de empresas privadas nacionais por empresas brasileiras ou estrangeiras instaladas no país, ficavam parados por bom tempo nos seus caixas para serem aplicados nos títulos públicos e aproveitar o maná de juros oferecido pelo BC. De qualquer modo, entravam nas contas dos então exempresários nacionais que, em muitos casos, passaram a viver de rendas em títulos públicos e da especulação financeira. E, pior que tudo, o cenário internacional róseo pintado por Gustavo Franco não prevaleceu. A partir de 1995, a expansão do capitalismo global começou a se dar aos solavancos. Para o Brasil, a entrada de dinheiro pela conta de capitais, que significava grandes compromissos para o futuro, mas, a curto prazo, fechava o balanço de pagamentos, começou a minguar. O primeiro grande golpe nas teorias dos financistas do Plano Real foi a quebra do México, que ocorreu antes mesmo de FHC tomar posse, em dezembro de Os reflexos dessa crise no Brasil foram quase imediatos. Em março, o movimento líquido de capitais em direção ao Brasil, que vinha sendo sempre positivo, sempre maior que 1 bilhão de dólares por mês, tornou-se negativo, em 2 bilhões de dólares. O Banco Central fez o que faz sempre: elevou de forma descomunal os juros, para uma taxa anual perto de 60% reais ou seja, descontada a inflação. Essa taxa se manteve por muitos dias. Depois, caiu. Mas não muito: permanecendo acima de 40% de juros reais ao ano. Manteve-se nesse patamar até meados do ano. E o dinheiro de fora começou a voltar. As reservas internacionais do país, que tinham caído quase dez bilhões de dólares entre dezembro de 94 e abril de 95, voltaram a subir, para mais de 40 bilhões de dólares, em julho. A crise, de qualquer modo, provocou desentendimentos dentro da equipe econômica, que levariam à saída de Pérsio Arida da presidência do Banco Central, em junho. Em outubro, após um interregno em que o presidente do banco foi Gustavo Loyola, ascendeu Gustavo Franco, o financista mais radical. Entre julho de 95 e dezembro de 1996, as coisas pareciam ter-se ajeitado e o plano dos financistas finalmente dado certo. O governo montou um grande esquema de incentivos para as montadoras de automóveis internacionais e também para seus fornecedores externos. Inúmeras indústrias de autopeças nacionais foram compradas pelos estrangeiros que vieram para o país. O governo facilitou também a captação de

9 dinheiro externo pelos bancos das montadoras ou aqueles ligados a elas. Foram tomados uns bilhões de dólares de empréstimos no exterior para financiar alguns investimentos e a compra de carros fabricados no país ou importados. Isso provocou uma espécie de novo milagre brasileiro. O anterior, ocorrido entre 1968 e 1973, sob o governo dos militares, teve como uma de suas características essenciais o crescimento da produção e do consumo de automóveis. Sob os militares, o Brasil, que fabricava menos de 100 mil automóveis por ano, passou a produzir mais de 1 milhão. Com Fernando Henrique, também em pouco tempo a produção de carros duplicou. E passou a haver muito mais opções não só praticamente todas as grandes montadoras internacionais passaram a receber terrenos e benefícios para se instalar no país como a importação de carros novos se ampliou. A estabilidade interna da moeda brasileira provocou um outro efeito de grande repercussão popular: o restabelecimento do crédito que tinha desaparecido quase que totalmente com a inflação galopante. Esses milagres mantiveram alto o prestígio de Fernando Henrique perante a opinião pública até sua reeleição em Ele tinha se elegido em 1994 derrotando Lula já no primeiro turno, com 54% dos votos. E se reelegeu, em 1998, da mesma forma, com 53% dos votos, na primeira votação. A reeleição foi uma violação das regras republicanas do país. Há suspeitas graves de que deputados venderam seus votos (artigo nas páginas de 22 a 25). Mas nada disso parecia ter muita importância naquela conjuntura. A burguesia traída Já no final de 1996, no entanto, o milagre de FHC começava a falhar. Em dezembro daquele ano, as reservas brasileiras começaram a cair novamente. Em janeiro de 1997, houve nova crise no mercado de capitais global, a chamada Crise da Ásia. E o movimento líquido de capitais para o Brasil voltou a ficar negativo: menos 350 milhões de dólares. O Banco Central tornou a receitar a medicina de sempre: mais juros. E o governo passou a incentivar ainda mais a tomada de dinheiro no exterior. A análise da privatização da Vale do Rio Doce, ocorrida em maio de 1997, ajuda a compreender essa conjuntura.

10 O governo decidiu vender o controle da Vale por 3,2 bilhões de dólares. Dois grupos foram incentivados a fazer o negócio, o de Antônio Ermírio de Morais, dono da Votorantim, e o de Benjamin Steinbruch, que já havia comprado a Companhia Siderúrgica Nacional. No fundo, ganhava quem conseguisse trazer mais moeda estrangeira. Ganhou Steinbruch, que conseguiu trazer para o país 1,6 bilhão de dólares 1,2 bilhão que tomou emprestado do Nations Bank (hoje Bank of America) e mais 400 milhões de dólares que conseguiu de sócios para o negócio. Entre esses parceiros estavam George Soros representado por Armínio Fraga, seu operador para os países emergentes, o próprio Nations e duas grandes casas financeiras de Wall Street, Goldman Sachs e a Lehman Brothers. Para assegurar que Steinbruch tivesse o controle da companhia, o governo fez com que o BNDES e a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, manobrado pelo Palácio do Planalto, mantivessem fora da Valepar, a companhia criada por Steinbruch para controlar a Vale, parte das ações ordinárias que tinham na empresa e que, juntas, dariam ao Estado mais de 50% do controle do capital da companhia. Até hoje esse esquema se mantêm: embora tenha maioria das ações ordinárias de controle da Vale, o governo transfere sua direção para a iniciativa privada. Outra história sintomática desse período de desespero por dólares é contada pelo ex-banqueiro José Eduardo Andrade Vieira, que se sente traído por Fernando Henrique no episódio da venda de seu banco, o Bamerindus, aos ingleses do Hong Kong and Shanghai Banking Corporation, em Andrade Vieira foi um dos primeiros a acreditar em FHC. No início da sua primeira campanha para presidente, o então senador estava lá embaixo nas pesquisas. Lula tinha grande vantagem e FHC não encontrava doadores. Seu escritório político ficou ameaçado de fechamento, porque não tinha dinheiro sequer para pagar as secretárias. O banqueiro garantiu a sobrevivência da candidatura doando a FHC 800 mil reais. Em 1997, a crise financeira levou à liquidação e à venda de sete bancos brasileiros de grande porte Bamerindus, Excel-Econômico, Banco Geral de Comércio, Noroeste, América do Sul e Real. Andrade Vieira, na época, procurou Fernando Henrique junto com um banqueiro brasileiro com o qual iria associar-se na perspectiva de salvar o Bamerindus. O presidente disse-lhe, no entanto, que nada poderia fazer. De fato, FHC não aceitou a proposta de salvar o Bamerindus com capital nacional porque a prioridade oficial era vender empresas estatais e empresas privadas nacionais ao capital estrangeiro, e não aos nacionais, para que entrassem dólares no país para cobrir os buracos do balanço de pagamentos. Essa política explica um dos mais curiosos traços do governo FHC: embora tenha sido eleito duas vezes como o homem da burguesia brasileira que iria salvar o país das ameaças representadas pelo candidato dos trabalhadores, Lula, de certo modo ele traiu a burguesia nacional.

11 Sabe-se que o Regime Militar levou ao poder grupos ligados ao capital estrangeiro que conspiravam contra o getulismo nacionalista desde os anos 40. Esses grupos militares eram francamente favoráveis à elevação da participação do capital estrangeiro na economia do país. O primeiro surto de crescimento econômico sob os militares ( ), aliás, deu-se em boa parte graças ao investimento direto estrangeiro. Os militares, além disso, embora de início tenham criado uma multidão de estatais, após a quebra do país, em 1982, começaram a desmantelar o setor estatal e a promover um crescimento da participação estrangeira. A traição de FHC A novidade de Fernando Henrique, portanto, não é a continuação do desmantelamento do setor produtivo estatal e o favorecimento aos grupos estrangeiros. A verdadeira novidade dos anos FHC é o desmantelamento do setor privado da economia nacional, com a venda de grandes empresas de capitalistas nacionais ao capital estrangeiro. Dizia-se de Getúlio que ele tinha sido o pai dos pobres e a mãe dos ricos. Salvo algumas exceções, como Antônio Ermírio de Moraes que ficou com Fernando Henrique até o fim e foi um dos poucos e explícitos apoiadores de José Serra nas eleições passadas, a burguesia brasileira, com FHC, ficou sem pai e sem mãe. No final de 1997, o Brasil começou a quebrar. Em setembro daquele ano, o movimento de capitais para o Brasil refluiu em função da chamada Crise da Rússia: houve uma saída líquida do país de 4,5 bilhões de dólares. O governo apelou para o remédio de sempre: por alguns meses, puxou os juros para além de 30% reais ao ano. De novembro de 97 a abril de 1998, a receita funcionou. A entrada líquida de capitais foi de 2 bilhões de dólares, em novembro, para 12 bilhões em março e 10 bilhões de dólares em abril. Em maio, no entanto, começou uma sangria desatada que iria levar para fora do Brasil, em setembro, um saldo líquido de 17 bilhões de dólares. Para injetar dólares na economia que se esvaía, o governo radicalizou na privatização. Mudou as regras que anunciara para a privatização da Telebrás. Sérgio Motta, o ministro das Comunicações e braço direito de Fernando Henrique, falava em manter o controle nacional. Com a crise, a consigna mudou: vender tudo, preferencialmente para o capital estrangeiro. O discurso ressaltava que somente os estrangeiros poderiam modernizar nossas telecomunicações. De fato, buscava-se desesperadamente dólares para fechar o vazamento gigante do nosso balanço de pagamentos.

12 Em agosto de 1998, Stanley Fischer, então diretor-gerente do FMI, visitou o presidente no Palácio do Planalto. Quem contou o episódio, recentemente, foi o próprio Fernando Henrique numa entrevista à imprensa. O presidente e o homem do FMI examinaram o quadro político. Haveria eleições em poucos meses. Fernando Henrique era candidato à reeleição contra Lula. Só que o país estava praticamente falido. A avaliação de Fischer, segundo FHC, é de que o país poderia quebrar antes das eleições, em setembro. FHC não contou até hoje e dificilmente contará as negociações que fez para se reeleger nessa conjuntura. Há indicações claras, no entanto, de que nessa época se desenvolveu uma das histórias políticas mais vergonhosas de seus dois mandatos, envolvendo o seu alto comando financeiro. Eles começaram a negociar secretamente, com o Tesouro dos EUA e com o FMI, um acordo que foi barganhado por novas regras de funcionamento do governo brasileiro. Essencialmente, ficou acertado que sairia um grande empréstimo logo após as eleições, desde que FHC, antes do pleito, anunciasse formalmente as novas normas para o gasto do dinheiro público. Foi planejada, assim, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que o presidente delineou em um discurso no Itamaraty, em 23 de setembro. A LRF estabelece, basicamente, que o orçamento público passa a ter uma prioridade: o superávit entre receitas e despesas, destinado ao pagamento dos credores. A essa altura, meados de 1998, grupos nacionais descontentes com a política de dependência do capital externo estavam gravando secretamente as conversas do presidente do BNDES, André Lara Resende. Essas gravações, ao que tudo indica, estão em dezenas de fitas. Muitas delas ainda não foram reveladas. As gravações foram feitas por participantes do leilão das empresas do Sistema Telebrás, que foi conduzido pelo BNDES. O conteúdo das gravações que foram divulgadas até agora mostra, nitidamente, que o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, o presidente do BNDES, e mesmo o presidente da República, tinham preferência pela vitória dos grupos estrangeiros no leilão. Graças a essas revelações se soube, por exemplo, que Malan disse a Resende, que redigiu o discurso de FHC no Itamaraty, no dia 23 de setembro, que dirigentes do FMI e do Tesouro dos Estados Unidos queriam ver o discurso. Resende diz na gravação que ia falar com Stanley Fischer, diretor-adjunto do FMI. E Malan lhe explica: Eles estão, tanto o Fundo quanto o Tesouro, dizendo, pedindo, assim, quase que dizendo: 'Nos deixem ler antes...'. Porque a idéia é que eles saiam com expressão de apoio. Eles querem ter acesso antes... Para poder expressar apoio, diz Malan. No seu discurso, Fernando Henrique anuncia um ajuste rápido, para o país voltar a crescer aos níveis adequados, o mais cedo possível. Quase dois meses depois, no dia 13 de novembro, Malan anunciou o acordo com o Fundo de 41,5 bilhões de dólares,

13 que previa que o país economizaria, para pagar juros e evitar que a dívida crescesse e se tornasse impagável, o equivalente a 2,6% do PIB em 1999, 2,8% em 2000, e 3,0% em Com isso, afirmavam, a dívida pública ficaria estabilizada em 44,5% do PIB. A decadência Mas, apesar de ter passado a governar em parceria com o Fundo, o ajuste anunciado por FHC em 1998 não bastou. No início de 1999, o governo tentou organizar uma retirada ordenada da política cambial anterior, que consistia em manter o real valorizado. Trocou Gustavo Franco por Chico Lopes na presidência do Banco Central e anunciou uma política cambial de desvalorização controlada da moeda brasileira. Os mercados atropelaram os planos do novo presidente do BC e o real foi desvalorizado abruptamente, à força, de 1,3 por dólar para mais de 2 reais por dólar. Chico Lopes caiu sem sequer ter sido sabatinado pelo Senado para se confirmar no cargo. Sabe-se hoje, também pela fitas gravadas com conversas do presidente do BNDES, André Lara Resende, que Lopes não agradava ao FMI e aos americanos. Depois, ele seria envolvido em denúncias espetaculares de corrupção. Para o seu lugar veio Armínio Fraga, diretamente de Wall Street. As fitas do BNDES, com sinais visíveis das operações dos mais altos dirigentes do governo para favorecer grupos estrangeiros no leilão da Telebrás e da trama feita com o FMI para a reeleição de FHC, fortaleceram, na oposição, o plano de afastar o presidente por meio da mobilização popular, como se havia feito na campanha do Fora Collor, em Desenvolveu-se então a campanha do Fora FHC, que pedia o seu impeachment e acabou realizando, em agosto de 1999, uma Marcha a Brasília, com cerca de 100 mil pessoas. O governo, no entanto, resistiu. E a partir do final de 1999, o PT, reunido em Congresso, decidiu afastar-se da liderança da campanha do Fora FHC, que aos poucos se extinguiu. Houve uma relativa estabilidade monetária internacional entre o segundo trimestre de 1999 e o terceiro trimestre de Foram feitas algumas grandes privatizações pelos governos estaduais: a do Banespa, o banco oficial do governo de São Paulo, vendido ao Santander; a do Banestado, do governo do Estado do Paraná, vendido ao Itaú; a da Eletropaulo, distribuidora de energia elétrica de São Paulo, vendida à americana AES.

14 A partir do final do ano 2000, no entanto, as crises na periferia do império americano, que vinham desde 1995 e que pareciam problemas internos das economias emergentes, se revelaram parte de algo maior, muito mais perturbador e perigoso: o fim de um ciclo de expansão do sistema capitalista, centrado na economia dos EUA. A economia americana, como toda economia capitalista, evolui por ciclos, com altos e baixos períodos de expansão e de contração. Entre um ciclo e outro há recessões, períodos em que a produção anual cai em relação ao ano anterior. Isso é assim desde que o capitalismo surgiu. De 1920 para cá, por exemplo, a economia dos Estados Unidos teve 15 ciclos, mediados por recessões. O fato que entusiasmava os neoliberais mais radicais do governo de Fernando Henrique era, no entanto, ver que, desde o final de 1992, a economia americana vinha se expandindo sem parar. Entre o início de 1991, logo depois da Guerra do Golfo, e o final de 1999, a Bolsa de Nova Iorque teve o seu período histórico de maior crescimento. O valor total dos papéis negociados elevou-se de forma inédita: foi de 3 trilhões de dólares para 15 trilhões de dólares. Desde 1999, essa expansão estava paralisada e o índice da Bolsa parecia estagnado, em torno de pontos. No último trimestre do ano 2000, esse índice desabou. Na crise, começou a cair drasticamente o movimento de capitais para o Brasil. O dólar, que entre 1999 e 2000 esteve estacionado na casa de 2 reais, começou a subir. No plano político, os neoliberais terminaram 2000 derrotados por um amplo crescimento do PT nas eleições municipais. Alguns analistas compararam esse feito com a vitória oposicionista no Senado em 1974, quando, logo após o milagre econômico dos anos , começou a ser abalada a ditadura militar. Assim como em 1974 o povo escolheu o MDB, o partido do movimento democrático brasileiro, como canal para extravasar seu descontentamento, em 2000, nas eleições municipais das grandes cidades, onde o pleito se dá em dois turnos, o povo escolheu o PT para derrotar os candidatos da frente governista. O PT saiu das eleições municipais com as prefeituras de São Paulo, Porto Alegre, Recife, Goiânia e Belém, além de dezenas de outras, e em condições de ser a viga-mestra da articulação oposicionista para eleger um presidente da República em No começo de 2001, o governo sofreria outro golpe político institucional ao tentar rearticular-se para as eleições de Antônio Carlos Magalhães, talvez o mais destacado líder do PFL, que ajudara Fernando Henrique desde sua primeira eleição em 1994 e se tornara uma espécie de co-piloto do governo, abandonou o barco, disparando contra o presidente e seus principais assessores. ACM era presidente do Senado e viu seu tapete puxado quando o PSDB formou uma aliança com o PMDB, visando às eleições de No período , um dos caciques peemedebistas, Jader Barbalho, do Pará, assumiria a presidência do Senado e o peessedebista Aécio Neves a presidência da Câmara, deixando o PFL de fora do comando do Congresso.

15 ACM não caiu sozinho. Renunciou para não ser cassado manobrou para conhecer a votação nominal de senadores na sessão secreta de cassação do senador Luiz Estevão, mas disparou contra Jader uma bateria de denúncias de corrupção que acabaram acuando o peemedebista, que também se viu obrigado a renunciar para não ser cassado. No final de 2001, o campo governista era uma espécie de terra arrasada, dividido em facções, sem um candidato a presidente forte, capaz de reuni-las. Para agravar as coisas, a Argentina, onde as teses neoliberais tinham atingido o paroxismo com o estabelecimento na Constituição do país da paridade entre o dólar e o peso, começou a desmoronar. Para agravar a situação, num setor essencial, o de energia elétrica, as mudanças introduzidas com as privatizações produziram um desastre nacional: o primeiro racionamento nacional da história moderna da energia elétrica no Brasil. A privatização do setor visava, na opinião de seus defensores, criar um ambiente de competição entre os preços de compra e venda de eletricidade, liberando-os e estabelecendo um mercado, em que a lei da oferta e da procura se encarregaria de fixar as tarifas a serem praticadas. Os investimentos para expandir o setor, diziam, viriam como conseqüência natural do novo modelo. Porém, o resultado foi exatamente o contrário: os investimentos externos não chegaram, a expansão do sistema não foi feita e o país teve de racionar energia a partir do segundo semestre de Com as sucessivas crises econômicas e sem apoio popular o modelo não poderia sobreviver sem a co-gestão do FMI para dar credibilidade ao governo junto aos credores. Em 3 de agosto de 2001, o Ministério da Fazenda anunciava novo acordo com o Fundo. O FMI subiu à cabine de comando da economia brasileira, onde ainda permanece. O compromisso, em troca de um empréstimo de 15 bilhões de dólares, era com superávits maiores: de 3,35% do PIB em 2001 e 3,5% em Em 2001, a dívida pública estava em 51% do PIB. Mesmo isso não bastou. Um terceiro acordo foi feito no dia 4 de setembro de 2002, nas vésperas da eleição de Lula: um empréstimo de 30 bilhões de dólares, com o compromisso de um superávit primário de 3,88% do PIB em 2002 e de 3,75% do PIB em 2003, 2004 e 2005.

16 Uma guerra social que mata a juventude pobre do país O crescimento da violência é um forte indício da degradação social. O preço mais caro pela desestruturação social tem sido pago pela juventude pobre das periferias dos grandes centros urbanos. Antônio Nascimento trabalha há 10 meses como porteiro no posto de uma central sindical no bairro operário de Santo Amaro, zona sul da capital paulista. Há 8 anos não consegue trabalho para exercer seu ofício de fresador, função especializada na metalurgia que lhe rendeu empregos na Bosh, na empresa de autopeças UPT, na fábrica de bicicletas Caloi e na fábrica de armas Taurus. Na última década, a Taurus deixou a zona sul de São Paulo, a UPT faliu, as outras empresas demitiram. Isso tudo graças ao sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que fechou o país, diz Antônio. E você viu ele lá fora outro dia, recebendo o 'prêmio nobel da paz'? Que vergonha! Com aquela comitiva dele! Com a família! Até a com Regina Duarte! Representar o país lá fora, ganhar prêmio? E a gente aqui? O prêmio a que Antônio se refere não é o Nobel da Paz, mas o Mahbub ul Haq, recém-instituído pelas Nações Unidas para condecorar personalidades públicas que promovam a questão social na agenda política dos países. A premiação de FHC, em 9 de dezembro de 2002, em Nova York, seria merecida pelos supostos méritos dos programas sociais de seu governo. Antônio pode até se embaralhar sobre as condecorações recebidas pelo expresidente, mas ele sente o pulso da situação social do país. Recebe diariamente uma legião de desempregados na porta da central sindical, todos ansiosos por se cadastrarem nas listas da agência de emprego da entidade. Todos os dias aparecem mais de mil pessoas, mas Antônio tem apenas 600 senhas para distribuir a partir das 5 horas da manhã, quando já tem gente dormindo na fila. Mahbub ul Haq, o título do prêmio dado a FHC, é o nome do economista paquistanês que criou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) empregado pela ONU para medir a qualidade de vida no mundo e que é calculado a partir de um cruzamento de dados de saúde (a esperança de vida ao nascer), de educação (uma combinação de taxas de matrícula e de alfabetização) e da renda per capita de um país. Mais de uma vez durante os seus mandatos, FHC argumentou que todo o esforço de privatização e busca da estabilidade tinha por objetivo liberar a máquina estatal para tratar melhor das questões sociais. A questão central, porém, é: melhorou, de fato, a

17 situação social do país? Pela medição do IDH a resposta é, sim. De fato, o IDH brasileiro passou de 0,737 em 1995, para 0,757, no ano Mas essa melhoria, de 0,2, não é diferente, aliás é ligeiramente inferior, da que houve de 1985 para 1990, quando o índice foi de 0,692 para 0,713 melhoria de 0,21 e da que houve de 1990 para 1995, quando o índice passou de 0,713 para 0,737 melhoria de 0,24. Ou seja: na área social FHC nada fez de diferente de José Sarney ou de Fernando Collor e Itamar Franco. A fórmula para o cálculo do IDH foi revista em 1999 para dar menos peso à renda per capita. A renda per capita, como se sabe, mascara as desigualdades sociais pois divide as riquezas produzidas no país pelo número de habitantes, como se todos as pessoas da nação ganhassem exatamente o mesmo quinhão ao final de um ano. A mudança no cálculo fez com que países mais pobres, mas com maiores cuidados com educação e saúde, como Cuba, evoluíssem para posições melhores no ranking do IDH. Do posto 85, o país de Fidel Castro foi alçado para o posto 58. Já o Brasil passou do posto 62 numa fila de 173 países, para o posto 79, 17 lugares para trás. É claro que o fato de ter havido uma mudança nos critérios de classificação não significa que o país piorou. Mesmo assim, o rearranjo metodológico foi alvo de críticas oficiais do governo brasileiro. O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na época, Roberto Martins, reagiu com grosseria: Esse informe é indefensável do ponto de vista lógico. Há algo muito errado nele, pois não se entende como países miseráveis como a Índia, o Paquistão e o Lesoto tenham evoluído para o grupo médio enquanto o Brasil foi rebaixado. Não é sem razão que o inspirador dessas mudanças, o dr. Sen [Amartya Sen, prêmio Nobel de Economia] seja um indiano. O fato é que, com fórmula velha ou fórmula nova, o IDH brasileiro continuou vários pontos abaixo do da Argentina que está na 39ª posição, com IDH 0,827 e mesmo da média da América Latina e do Caribe, que foi de 0,767 no ano Provavelmente os cinco jurados escolhidos pela ONU para selecionar o líder mundial ou chefe de nação que receberia o Mahbub ul Haq consideraram louváveis a chamada rede de proteção social que FHC freqüentemente destaca em seus pronunciamentos. Fernando Henrique refere-se a um conjunto de 11 programas sociais que teriam sido desenvolvidos nos seus oito anos de governo. Oito deles faziam parte da Rede de Proteção Social. O Bolsa-Escola, Bolsa-Alimentação, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), Agente Jovem e Auxílio-Gás são programas de transferência direta de renda por meio do chamado Cartão do Cidadão, que permite às famílias cadastradas sacarem o benefício diretamente nos bancos autorizados.

18 90% eram obrigação Os valores dos repasses para o Bolsa-Escola são de 15 reais mensais. Segundo relatório do governo, o programa atingiu 10,2 milhões de crianças de 6 a 15 anos, com freqüência escolar acima de 85%. O mesmo vai para os inscritos no Bolsa Alimentação cedida a 1,6 milhão de gestantes, mães lactantes e crianças com risco nutricional de até 6 anos e 11 meses. O Auxílio-Gás paga 15 reais a cada 2 meses para a família selecionada a previsão era atender 9,3 milhões famílias em As crianças entre 7 e 14 anos beneficiadas pelo Peti 810 mil contabilizados recebem mensalmente 25 reais se deixarem o trabalho no campo e 40 reais se pararem de trabalhar na cidade. O Programa Agente Jovem paga 65 reais por mês a jovens entre 15 e 17 anos (100 mil registrados) que prestam serviços à comunidade. Ainda na Rede de Proteção Social estão três programas, que pagam um salário mínimo mensal, com recursos da Seguridade Social. O Benefício de Prestação Continuada é destinado a deficientes físicos e idosos com mais de 67 anos que pertençam a famílias cuja renda per capita mensal seja menor do que ¼ do salário mínimo 1,5 milhão beneficiados. A Renda Mensal Vitalícia é para idosos acima de 70 anos e inválidos 724 mil contemplados. E a Aposentadoria Rural destina-se a trabalhadores e trabalhadoras rurais com mais de 60 e 55 anos, respectivamente 6,4 milhões atendidos. Os dois últimos são pagos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O governo considera também benefício social programas para os desempregados que dependam dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que tem a maior parte de sua receita originada no recolhimento do PIS-PASEP. O Abono Salarial garante um salário mínimo anual a trabalhadores que têm média salarial anual de até 2 salários mínimos 5,2 milhões de beneficiados. O Bolsa-Qualificação é pago a trabalhadores que têm contrato de trabalho suspenso temporariamente 10,4 mil beneficiados. E o Seguro-Desemprego é entregue àqueles que tenham trabalhado formalmente 6 meses seguidos foram 4,4 milhões beneficiados. É bom lembrar que para gozar os benefícios dos três programas sociais o cidadão precisa ter tido emprego formal, com registro na carteira, condição de apenas 47% dos trabalhadores do país. Grande foi a publicidade governamental sobre o crescimento dos recursos destinados aos programas sociais. Entretanto, é preciso destacar que 90,3% dos recursos dedicados ao social são vinculados a direitos assegurados pela Constituição de 1988, como a aposentadoria rural, por exemplo. Ao contrário do que afirma o governo passado, não resultam da vontade de FHC, que ainda os restringiu.

19 O crescimento de recursos foi de cerca de 20% nos 8 anos do Plano Real. No mesmo período, a receita do governo federal subiu 31% e a participação dos gastos sociais nas despesas correntes caiu de 60% para 55%, de 1995 a Um estudo do Ipea, com base na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad) de 2001, aponta a existência de 24,73 milhões de brasileiros vivendo na miséria, ao final de 2001, com renda inferior a 55 reais por mês menos de 2 reais por dia, quantia considerada insuficiente para suprir as necessidades de alimentação. A proporção de miseráveis teria subido de 14,51% em 2000 para 14,60% em Esses miseráveis fazem parte dos 54 milhões de pessoas consideradas pobres, integrantes de famílias que têm renda mensal média per capita menor do que ½ salário mínimo. Isso corresponde a 32,1% da população. Esses números surgem de um relatório feito pelo IBGE para o Fundo das Nações Unidas para a População, também com dados da Pnad. Pela soma do número de beneficiados listados, tirando o Vale-Gás, que paga a média de 7,5 reais por mês às famílias e é bem recente, os programas alardeados por FHC teriam atingido de pessoas. O que se vê, portanto, é que, em oito anos de ação social condecorada, o governo federal conseguiu atender, muitas vezes com a modesta quantia de 15 reais mensais, apenas 57,2% da população carente. Entre os indicadores sociais do governo Fernando Henrique deveria ser inserido o que mostra a situação do desemprego no país. De um total de 108 nações selecionadas, o Brasil foi da 10ª pior posição em 1985 para a sexta pior em 1995 e para a segunda, em 2000, com 11, 4 milhões de desempregados. O desemprego na região metropolitana de Belo Horizonte em 1996 (quando o Dieese começou a coletar dados sobre o assunto na cidade) era de 12,7% da PEA (População Economicamente Ativa). Em 2001, esse índice saltou para 18,3% ver texto nas páginas de 40 a 43. Além da destruição do emprego no país, o trabalhador que ainda encontra ocupação sofre, agora, com o que tem sido considerado seu pior momento desde a implantação do Plano Real. Segundo o Ipea, o rendimento médio do trabalhador brasileiro vai chegar ao fim de 2002 com perda estimada de 0,74% durante os oito anos do Real. Os ganhos obtidos nos anos 93 a 95, quando o país saiu da grande recessão de 90 a 92, foram sendo progressivamente corroídos. No final de 1994, o salário médio do trabalhador no Brasil era de 664,93 reais e, no fim de 2002, terá chegado a 660 reais, em valores de janeiro de Pela fila de desempregados atendidos por Antônio na porta da central sindical em Santo Amaro, São Paulo, um salário de 660 reais é um sonho. Os salários e vagas publicados nos classificados do jornal distribuído pelo sindicato não são nada animadores. A melhor renda oferecida era de 2 mil reais, para diplomados em medicina

20 que se candidatassem à vaga de médico do trabalho. Os outros salários eram de 300 reais para uma costureira de máquina reta; 200 reais, a um borracheiro; 350 reais para balconista de papelaria; 467 reais para manobrista; 730 reais destinados a mecânico de refrigeração; 282 reais a um auxiliar de limpeza; 400 reais para um açougueiro; 640 reais para vigilante. Dasilton, um dos operários atendidos, diz que uma vaga de vigilante seria bem vinda. Dasilton é chefe de família e sua filha é beneficiada com os 15 reais mensais do programa Bolsa-Escola. Mas o que segura as despesas de casa, incluindo o aluguel de 200 reais, é a pensão de 400 reais que sua mulher recebe por estar sofrendo de tendinite devido a seu trabalho de frentista em posto de gasolina. Dasilton sabe que pode ser preterido pelos candidatos que fizeram algum curso para a função. Ele não pode fazer um curso assim. Os cursos de 15 dias custam 300 reais, mais a condução, um lanche... Ali você aprende a usar uma arma, defesa pessoal, mas para quem está desempregado, como vai arrumar quase 500 reais? E o curso não garante que você vai ganhar a vaga. Desemprego Desemprego e baixo rendimento salarial sem dúvida marcaram a última década, sobretudo no interior do país e nas periferias das grandes cidades. A cidade de São Paulo, responsável por 15% do PIB nacional, sentiu o baque da abertura da economia, das políticas de incentivo fiscal e da estagnação no ritmo de crescimento. A taxa de desemprego na cidade passou de 8,9% em 1989 para 17,6% em O número de domicílios pobres paulistanos subiu 19,6%. Uma visita à chamada Zona Sul 2 de São Paulo ajuda a entender a questão social no país. A região abriga bairros sempre pontilhados de favelas, mas considerados de classe média e remediados. E reúne também distritos como Parelheiros, Jardim Ângela, Capão Redondo, Grajaú, Jardim São Luís e outros onde o aumento do número de domicílios pobres entre 1991 e 2000 foi maior do que o aumento médio na cidade. No Jardim Ângela, por exemplo, o número de domicílios pobres cresceu 103% de 9.940, em 1991, para , em 2000 e o aumento populacional no período foi de apenas 36,7%. Em Parelheiros, o aumento do número de lares pobres foi de 167,7% (de para 9.148) e o crescimento da população de 84,4%. Capão Redondo teve 42,1% de aumento no número de lares pobres e o Jardim São Luís, 51,5%, com crescimento populacional no mesmo período, entre 1991 e 2000, de 25,3% e 16%, respectivamente.

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