C U L T U R A F I N A N C E I R A B A N C O S

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1 C U L T U R A F I N A N C E I R A E B A N C O S 1

2 SUMÁRIO 1. MERCADO FINANCEIRO 3 2. SEGMENTAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO Mercado Monetário Mercado de Crédito Mercado de Capitais Mercado Cambial 4 3. TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS 4 4. FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS 5 5. POSIÇÃO DE CAIXA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Descasamento Monetário Descasamento de Moeda Descasamento de Prazo 6 6. FORMAS DE BUSCAR A ZERAGEM DO CAIXA Rede de Agências Mercado Interfinanceiro Linhas de Redesconto 7 7. PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS 7 8. ÍNDICES DE PREÇOS Como funcionam os índices de inflação 9 9. INFLAÇÃO Concepções Monetaristas e Estruturalistas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 17 2

3 1 - MERCADO FINANCEIRO O significado original da palavra mercado é o local onde as pessoas se encontram para comprar, vender ou trocar mercadorias. Um mercado existe quando compradores que pretendem trocar dinheiro por bens e serviços estão em contato com vendedores desses mesmos bens e serviços. Com o passar do tempo, o termo mercado foi evoluindo para um conceito de conjunto onde as pessoas compram e vendem determinada mercadoria. O mercado financeiro também tem o seu produto. Ele é o uso do dinheiro no tempo. Mercado financeiro, portanto, é o conjunto de mecanismos voltados para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. O uso do dinheiro no tempo é a transferência temporária da capacidade de consumo, ou seja, do poder de compra que a posse do dinheiro proporciona. Como qualquer mercado, o financeiro também tem suas figuras básicas que são os compradores (tomadores de empréstimos), vendedores (poupadores) e os intermediários (instituições financeiras). Dessa forma, a intermediação que é o papel fundamental das instituições financeiras ocorre com o repasse dos recursos dos agentes superavitários (poupadores) para os agentes deficitários (tomadores). Exemplo: um poupador aplica seus recursos num CDB de um banco para ganhar juros. O Banco, como intermediador, repassa os recursos para um cliente que precisa de dinheiro para manter suas atividades ou fazer algum investimento etc. Com o passar do tempo, as atividades bancarias se desenvolveram tanto, que a essa intermediação financeira juntaram-se outras atividades e serviços de forma a atender melhor as demandas dos clientes. 2 - SEGMENTAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO A intermediação financeira se desenvolve em quatro grandes mercados: 1) Mercado Monetário - Visa o controle da liquidez monetária da economia. Os papéis negociados tem como parâmetro a taxa básica de juros da economia e caracterizam-se pelos reduzidos prazos de resgate e alta liquidez. Exemplo: Títulos públicos Tesouro Nacional, pelos Estados e Municípios e os CDI. 2) Mercado de Crédito - Objetiva o suprimento das necessidades de caixa de curto e médio prazo dos vários agentes econômicos, através de empréstimos e financiamentos a empresas e concessão de credito a pessoas físicas. Essas operações são realizadas por instituições financeiras bancárias. 3

4 3) Mercado de Capitais - Desempenha papel importante no processo de desenvolvimento da economia de um país. É nesse mercado que se efetua a ligação entre os que têm capacidade de poupar (investidores) e aqueles carentes de recursos (tomadores) para o longo prazo. Procura suprir as necessidades de financiamento por meio de operações de emissão de ações, debêntures e commercial papers. 4) Mercado Cambial - É nesse mercado que ocorrem as operações de compra e venda de moedas internacionais conversíveis e reúne agentes econômicos que realizam transações com o exterior. A demanda por moeda estrangeira está presente nos importadores, devedores com compromissos externos, investidores internacionais etc. No grupo de vendedores estão os exportadores, turistas, tomadores de empréstimos, entre outros. As principais moedas são: Dólar, Euro, Libra e Yen. 3 - TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS Leilões de Títulos Públicos pelo Tesouro Nacional Os leiloes de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional tem a finalidade de rolagem do déficit publico, também chamado de déficit primário, definido como o desequilíbrio das contas publicas, ou seja, as despesas são maiores do que as receitas. Quando o saldo do déficit publico inclui os juros da divida publica tem-se o chamado déficit nominal. O governo tem duas formas principais de financiar este déficit: por meio da emissão de papel-moeda, que repercute de forma direta no processo inflacionarário, ou, via mercado mobiliário, vendendo títulos públicos. Os principais títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional são: - LFT - Letras Financeiras do Tesouro - papeis com rendimentos pós-fixados - indexados pela SELIC + taxa de juros ao ano; - LTN - Letras do Tesouro Nacional - papeis com rendimentos prefixados; - NTN-D - Notas do Tesouro Nacional serie D - papéis pós-fixados com rendimentos atrelados ao dólar, também utilizados pelo governo para atender às demandas do mercado por dólar - indexados ao dólar + taxa de juros ao ano; - NTN-C - Notas do Tesouro Nacional serie C - papéis pós-fixados com rendimentos atrelados ao IGPM + taxa de juros ao ano; - NTN-B - Notas do Tesouro Nacional serie B - papéis pós-fixados com rendimentos atrelados ao IPCA + taxa de juros ao ano; - NTN-F - Notas do Tesouro Nacional serie F - papéis de longo prazo - vencimento em com rentabilidade prefixada. Todos esses títulos, alem de outros papéis, costumam compor as carteiras dos diferentes fundos de investimento disponíveis no mercado. Além disso podem ser adquiridos diretamente pelos investidores pessoas físicas na Internet por meio do Tesouro Direto. 4

5 Os títulos públicos são movimentados via SELIC Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Este sistema foi criado em 1980, sob a responsabilidade do Banco Central e da Associação Nacional das Instituições dos Mercados Abertos ANDIMA. O Selic é um grande sistema computadorizado on line, real time, ao qual têm acesso apenas as instituições credenciadas no Mercado Financeiro. Através do SELIC, os negócios têm liquidação imediata. Após acertarem os negócios envolvendo Títulos Públicos, as instituições envolvidas, transferem estas operações, via terminal, ao SELIC, do banco vendedor ao banco comprador. Apenas títulos públicos federais, quer sejam emitidos pelo Tesouro ou pelo Banco Central, e os títulos públicos estaduais e/ou municipais, emitidos até janeiro de 1992, são registrados no SELIC. Os títulos estaduais e municipais posteriores a esta data são registrados na Central de Custódia e Liquidação de Títulos CETIP. A CETIP é o local onde se custodiam, registram e liquidam financeiramente as operações feitas com todos os papéis privados e os títulos públicos estaduais e municipais que ficaram fora das regras de rolagem. 4 - FORMAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS Os fatores principais que atuam na formação das taxas de juros Num processo de intermediação financeira, a taxa de juros representa uma das principais variáveis, pois define o preço do aluguel do uso do dinheiro neste processo de troca. Desta maneira, torna-se imprescindível conhecermos os principais fatores que interferem na formação da taxa de juros, e ainda, como estes fatores interagem entre si diante da dinâmica da economia. Por exemplo, um cliente ao aplicar num CDB de um Banco receberá juros por esse aluguel do seu dinheiro ao banco. O banco, por sua vez, cobrará juros para emprestar esses recursos a um Tomador de empréstimo ou financiamento e assim por diante. Para visualizarmos o processo de formação da taxa de juros como um todo, podemos destacar três fatores principais que atuam de forma efetiva. São eles: - a Política Monetária praticada pelo governo; - o custo Futuro do Dinheiro; - a posição de caixa das instituições financeiras A conjugação desses fatores, em conjunto com os cenários e perspectivas da economia nacional e mundial, atuará de forma direta no processo de formação das taxas de juros. 5

6 5 - POSIÇÃO DE CAIXA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS O fluxo de caixa das instituições financeiras. O fluxo de caixa de uma instituição financeira é bastante dinâmico, estando sujeito a sofrer constantes desequilibrios/descasamentos. Os principais descasamentos passíveis de ocorrer são: descasamento monetário, descasamento de moeda e descasamento de prazo. a) Descasamento Monetário - envolve o repasse (empréstimo) de recursos inexistentes no momento da efetivação da operação, ou então, a tomada de recursos (captação) sem a imediata aplicação. Exemplificando a questão: se uma instituição financeira capta um recurso via CDB a uma taxa de 17% ao ano e em um prazo de 30 dias, ela está se comprometendo junto ao agente superavitário a devolver o recurso principal acrescido taxa pactuada dentro do prazo determinado. Logo, se a instituição não aplicar de imediato em algo que renda uma taxa acima de 17% ao ano corre o risco de, em uma eventual oscilação da taxa de juros (queda), tornar impraticável a aplicação acima de 17% ao ano, transformando esta operação em deficitária. b) Descasamento de Moeda - A instituição financeira deve procurar emprestar o recurso levando em consideração a moeda utilizada na captação do mesmo, ou seja, se uma instituição capta um montante de recursos no mercado externo - em dólares - o ideal é que o repasse deste seja feito através de uma linha indexada à moeda americana, por exemplo, o Leasing-Cambial, caso contrario ocorrerá o Descasamento de moeda, podendo gerar perdas ou ganhos, cujo risco será da instituição financeira. c) Descasamento de Prazo - ocorre quando não ha coincidência de prazos entre o capital captado e o capital aplicado (emprestado). Estes desequilíbrios/descasamentos podem representar tanto ótimas oportunidades de ganhos, como também de perdas. A atuação das instituições financeiras provocando um maior ou menor desequilíbrio/descasamento no seu fluxo de caixa caracteriza uma gestão de caixa mais ou menos agressiva. Os bancos podem recorrer a diversas formas para fugir desses descasamentos, buscando a zeragem dos seus caixas. 6 - FORMAS DE BUSCAR A ZERAGEM DO CAIXA Existem três formas das instituições financeiras buscarem a zeragem dos seus caixas: a) Rede de Agencias - a instituição financeira pode buscar a zeragem de seu descasamento de caixa junto aa rede de agencias existente, elevando a taxa media de remuneração para alguns papeis por um determinado tempo, uma vez que existem mecanismos para acompanhar o fluxo de entrada destes recursos. Entretanto, nem sempre é possível à recomposição do caixa através deste mecanismo, continuando a faltar parte do valor necessário para promover a zeragem. Exemplo: Geralmente, quando uma instituição financeira paga em um CDB juros muito superiores às taxas praticadas pelo mercado, pode ser um sinal de que ela esteja necessitando muito de dinheiro no seu caixa. 6

7 b) Mercado Interfinanceiro - outra forma de financiamento utilizada pelas instituições é o mercado interfinanceiro, que consiste na troca de dinheiro entre as tesourarias dos bancos, operação que ocorre normalmente por um dia e varias vezes ao dia, com valores e taxas (custo) diferenciados, de forma bastante dinâmica por meio dos Certificados de Depósitos Interbancários - CDI. As trocas de recursos são registradas de forma eletrônica no sistema CETIP (Central de Custodia e Liquidação Financeira de Títulos). O CDI é um dos principais balizadores da taxa de juros do mercado financeiro e reflete o custo da troca de dinheiro entre os bancos, ou seja, qualquer modificação no mercado interno/externo será sentida rapidamente neste mercado. As instituições financeiras utilizam o CDI como parâmetro para estabelecer os ganhos nas operações de captação e aplicação, uma vez que, em uma situação de descasamento mais expressivo, o mercado interfinanceiro é um importante mecanismo de zeragem, principalmente nos casos de emergências. No caso de um empréstimo será atribuída uma sobretaxa na projeção do CDI, de maneira que os custos e o risco de inadimplência sejam cobertos e a instituição venha a ter um ganho na operação. Entretanto, numa situação em que a instituição não consiga repassar o capital via operação de credito normal, irá repassá-lo para o mercado interfinanceiro, garantindo um ganho mínimo através do CDI. Este fato faz do CDI a variável principal para estabelecer o custo da oportunidade de uma instituição financeira. c) Linha de Redesconto - outra forma de financiamento/zeragem é a linha de redesconto mantida pelo Bacen. No entanto, a utilização desta linha tem um caráter punitivo pois sinaliza uma situação de desequilíbrio da instituição financeira tomadora (deficitária), e sendo assim, possui um custo mais elevado. O Bacen monitora o acesso a esta linha de financiamento. Se determinada instituição financeira acessá-la uma, duas, três ou mais vezes, o Bacen a interpelará. Com a entrada em operação do novo Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), estas operações podem ser realizadas, inclusive, intradia e varias vezes durante o dia. 7 - PRINCIPAIS TAXAS DE JUROS As principais taxas de juros do Mercado Financeiro: a) TMS - Taxa Media Selic - é a taxa media praticada nas operações diárias com títulos públicos federais, registrados no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custodia). A sua finalidade é definir a remuneração dos títulos públicos. A apuração é pela taxa media de todas as operações efetuadas com títulos públicos federais em um dia, registradas no Selic. b) CDI - Certificado de Deposito Interfinanceiro - é a taxa media praticada nas operações diárias interbancárias. A sua finalidade é instrumentalizar as trocas financeiras entre bancos. A apuração é feita pela Cetip (Central de Custodia e Liquidação Financeira de Títulos) por meio da media das operações financeiras realizadas entre os bancos. c) TBF - Taxa Básica Financeira - é uma taxa utilizada exclusivamente como base de remuneração de operações realizadas no mercado financeiro, de prazo de duração igual ou superior a 60 dias. A finalidade é alongar o perfil das aplicações oferecendo remuneração superior aa TR. A apuração é feita pela taxa media mensal ponderada dos RDB/CDB prefixados de 30 a 35 dias das 30 maiores instituições financeiras, desconsiderando as duas maiores e as duas menores taxas. 7

8 d) TR - Taxa Referencial - é uma taxa básica referencial dos juros a serem praticados no mês vigente. A taxa é divulgada pelo Banco Central e é usada para a correção das aplicações da caderneta de poupança e das prestações dos empréstimos do Sistema Financeiro da Habitação. A finalidade é servir como referencia de taxas de juros básica para o sistema econômico. A apuração tem como base a TBF e aplica-se um redutor R com o objetivo de extrair as parcelas referentes aa taxa de juros real e à tributação incidente sobre os CDB/RDB. e) TJLP - Taxa de Juros de Longo Prazo - é a taxa que espelha o custo básico dos financiamentos concedidos pelo BNDES. A finalidade é balizar o financiamento da compra de bens de capital, estimulando a atualização tecnológica, bem como a ampliação da capacidade produtiva das empresas. A apuração é calculada tendo por base a expectativa de inflação brasileira para o período de um ano, mais o chamado Risco Brasil (premio de risco), ou seja, a remuneração sobre o capital que um investidor exigiria para deixar seu dinheiro aqui aplicado. 8

9 8 - ÍNDICES DE PREÇOS Índices de preços é uma estatística que permite calcular a média de variação relativa dos preços de um conjunto de bens e serviços em uma seqüência de períodos de tempo. No Brasil, existem inúmeros indicadores de inflação, que divergem entre si por diversas razões, entre elas a metodologia de cálculo, o local da pesquisa, o orçamento familiar (POF) e o período de coleta de preços COMO FUNCIONAM OS ÍNDICES DE INFLAÇÃO A parafernália de índices no Brasil confunde o brasileiro tanto quanto a inflação mexe com seu bolso. Se indagarmos qual deles corrige os contratos financeiros, até mesmo um técnico familiarizado com o assunto vacilaria para dar uma resposta rápida. Para melhor conhece-los a tabela abaixo mostra os principais índices calculados pelos diversos Institutos de pesquisas. Nela poderá perceber as diferenças entre os índices, o que levará a desfazer a idéia de que há manipulação de um ou outro índice. As discrepâncias das taxas de inflação num determinado mês tendem a desaparecer ao longo de um período maior. Uma ou outra que persiste é explicada pela metodologia de cálculo, período de coleta de preços, abrangência geográfica da pesquisa e orçamento familiar considerado na ponderação dos diversos itens. Observa-se o caso do IGP-DI e do IGP-M da Fundação Getúlio Vargas. Os dois são calculados de forma praticamente igual. Só que a coleta de preços do IGP-M é encerrada no dia 20, dez dias antes do IGP-DI. Se a inflação está em queda o IGP-DI tende a ser menor que o IGP-M e vice-versa. Esses dois índices também se diferenciam dos demais porque não refletem apenas a variação média dos preços ao consumidor. São resultado de uma média ponderada de três índices: preços no atacado (peso 6), custo de vida (peso 3) e custo da construção civil (peso 1). Os locais de pesquisa também são importantes. Os índices do IBGE são pesquisados em 11 regiões metropolitanas do país, incluindo algumas capitais do Norte e Nordeste. Normalmente, em maio/junho, um dos fatores de pressão na taxa de inflação da Fipe é o item vestuário, por causa da entrada da estação outono-inverno. Como o inverno é ameno no Norte e Nordeste, a influência desse fator é menor no IBGE. Nos índices de custo de vida, os preços atribuídos a cada um dos produtos e serviços têm origem em pesquisas de orçamento familiar (POF). Esta pesquisa enumera centenas de itens consumidos por famílias com faixa de renda previamente definida Define-se um perfil de renda e quanto cada produto ou serviço pesa no total das despesas. Se for considerada uma renda até dois salários mínimos, por exemplo, é óbvio que o arroz entrará com um peso maior do que numa pesquisa que leva em consideração os hábitos de consumo de quem ganha até 40 mínimos. Logo, numa família de baixa renda, a alimentação pesa muito mais que nas classes média e alta. Importante ressaltar que os índices resultam da comparação de preços médios em30 dias com a média do período anterior. 9

10 Por exemplo: suponha que uma determinada mercadoria custe $ 1.000,00 durante sete semanas e na oitava pule para $ 1.500,00. O salto foi de 50%, mas um índice da inflação da mercadoria apontaria 12,50%, ou seja, média de $ 1.125,00 em quatro semanas contra $ 1.000,00 das quatro anteriores. O resto do impacto dos 50% apareceria nos índices seguintes. Já o consumidor sente os 50% no bolso de um dia para outro. Em países com problemas de inflação, os índices de preços tornam-se instrumentos de grande valia na mensuração de dados econômicos. Eles permitem que se extraia da série de valores nominais dispersos no tempo a componente inflacionária embutida nos mesmos. Em outros termos, os índices possibilitam inflacionar ou deflacionar valores, transformando uma série de dados nominais ou correntes em valores reais ou constantes. Imaginemos que uma empresa tenha o seguinte desempenho nominal de vendas e se tenha os seguintes índices de preços: Período vendas nominais IGP-M $ jan/ ,00 jan/ ,50 jan/ ,30 jan/ ,60 jan/ ,30 Pergunta-se: Qual o crescimento real das vendas, comparando-se jan/03 com jan/01 ou jan/05 com jan/01? Se simplesmente compararmos, no primeiro caso, $ com $ teríamos uma variação de 59% e, no segundo caso, $ com $ o aumento teria sido 127,27%. No entanto, estas variações não espelham o crescimento real das vendas, pois para isso teríamos de expurgar a inflação ocorrida no período. Para se apurar ao valores reais (constantes) em jan/03 e jan/05, tomando-se como base jan/01, por exemplo, utiliza-se a fórmula abaixo: Valor real = valor nominal em jan/03 x índice da base = x 100. = $ em jan/03 Índice em jan/03 121,30 Valor real = valor nominal em jan/05 x índice da base = x 100 = $ em jan/05 Índice em jan/05 161,30 10

11 Logo teríamos: a) vendas em jan/03, aos preços de jan/01 de $ o que corresponderia a um acréscimo real de $ ou de 31,15% b) vendas em jan/05 aos preços de jan/01 de $ ,o que corresponderia a um crescimento real de $ ou de 40,90%; Pode-se ainda, utilizar os índices de preços como indexadores. Tomando-se o mesmo exemplo acima, pergunta-se: Qual deveria ser o valor das vendas em jan/05 para que acompanhe a inflação do período e tenha um crescimento real de 50%? Vendas = vendas no ano base x índice em jan/05 = x 161,30 = $ Atualizadas índice do período base 100 Valor pretendido = valor atualizado + crescimento real = $ % = $ Tabela 1. Estrutura de ponderação do IPCA Brasil (%) GRUPO POF 96 - AGO 99 IPCA POF 03 JUL 06 POF 96 - AGO 99 INPC POF 03 JUL 06 Alimentação e Bebidas 21, , , ,0378 Habitação 16, , , ,8087 Artigos de residência 5,1832 4,8420 6,8680 5,9973 Vestuário 5,4227 6,5294 6,0855 7,9411 Transportes 22, , , ,0646 Saúde e Cuidados Pessoais 10, ,7590 9,0894 9,4211 Despesas Pessoais 9,2502 9,2696 6,2986 6,5597 Educação 5,0240 7,1278 2,7436 3,2079 Comunicação 3,9268 6,5629 1,9273 5,8619 TOTAL 100, , , ,

12 Tabela 2. Estrutura do IGP-DI e IGP-M por componentes Indicadores Peso Indicadores Peso IPA 60% IPC-BR 30% 1. Bens de Consumo 38, Alimentação 31, Duráveis 7, Gêneros Alimentícios 28, Util. Domésticas 5, Alimentação fora do domicílio 4, Outros (veículos) 2, Habitação 24, Não duráveis 30, Vestuário 6, Gên.Alimentícios 13, Saúde e Cuidados Pessoais 10, Outros 16, Educação,Leitura e recreação 9, Bens de Produção 61, Transportes 12, Matérias Primas 28, Transporte Público 3, Brutas 18, Transporte Próprio. 9, Semi-elaborados 10, Despesas Diversas 4, Materiais construção 12, Máqs.veic.e equipam. 10, Veíc,pesados p/transp. 0, Máqs.e equipamentos 6,5414 INCC 10% Compon.p/veículos 3, Materiais e Serviços 61, Outros (quim.e petroq) 10, Mão-de-Obra 38,7005 Fonte: Manual de Economia Professores da USP, pág

13 Tabela 3. Principais índices de preços Índice Instituto de Período coleta de Local de Orçamento Utilização Pesquisa preços pesquisa familiar IGP-DI FGV 1 A Contratos em geral, deflação das contas nacionais IGP-M FGV 21 a Contratos financeiros IPA FGV - Todo o Brasil - Contratos setoriais e composição do IGP IPC FGV - Rio e São 1 a 33 SM Composição do IGP Paulo INCC FGV - 18 ** capitais - Contratos de construção civil e composição do IGP INPC IBGE 1 a 30 11*** 1 a 6 SM Contratos em geral capitais IPCA IBGE 1 a 30 11*** capitais 1 a 40 SM Metas de inflação do governo IPC FIPE 1 a 30 São Paulo 2 a 20 SM Contratos em geral ICV DIEESE 1 a 30 São Paulo 1 a 30 SM Salários em acordos trabalhistas * O IGP-DI, IGP-M E IGP-10 são compostos pelo Índice de Preços no Atacado (peso 6), Índice de Preços ao Consumidor (peso 3) e Índice Nacional da Construção Civil (peso 1). Diferem no período de coleta. ** Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. *** Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo. FONTE: PINHO, Diva B. & VASCONCELLOS Saraiva, P , Marco Antônio S. de. Manual de Economia 3.ed. São Paulo: Legenda: IGP-DI IGP-M IPA IPC INCC INPC IPCA ICV FGV IBGE FIPE DIEESE Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna Índice Geral de Preços-Mercado Índice de Preço no Atacado Índice de Preço ao Consumidor Índice Nacional da Construção Civil Índice Nacional de Preços ao Consumidor Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Índice de Custo de Vida Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Departamento Intersindical de Estatística e estudos Sócio-Econômicos 13

14 9 INFLAÇÃO Entende-se por inflação uma situação de aumento contínuo e generalizado no nível de preços. Tradicionalmente, destacam-se duas causas principais para o processo inflacionário: a) inflação de demanda segundo essa interpretação, o processo inflacionário decorre do excesso de demanda, ocasionado pela emissão monetária. A idéia básica pode ser assim descrita: o governo incorre em déficit público que, na impossibilidade de financiamento com recurso à poupança privada (colocação de títulos públicos), será financiado por emissão de moeda, o que leva ao aumento da oferta monetária. Essa situação ocasiona aumento no poder de compra que, se não for acompanhado por incremento compatível no volume de bens e serviços produzidos, provocará inflação; b) inflação de custos nessa interpretação, o processo inflacionário é decorrência das pressões de custo que as empresas sofrem e que são repassadas aos preços. Várias podem ser tais pressões: os choques de oferta aumentos nos custos das matérias-primas e dos insumos causados, por exemplo, por quebra de safra -, aumentos salariais decorrentes de negociações ou de política do governo, elevação nas taxas de juro etc AS CONCEPÇÕES MONETARISTA E ESTRUTURALISTA A partir dos anos 50, o debate sobre o processo inflacionário na América Latina centrou-se em duas correntes: a monetarista e a estruturalista. A concepção monetarista de inflação parte de um diagnóstico de inflação de demanda. A inflação tem uma característica conjuntural e seria provocada pelo excesso de moeda na economia. A idéia básica centra-se na suposta neutralidade da moeda, no fato de que a moeda não afeta as variáveis reais da economia emprego, produto, salário real, preços relativo etc. A única função da moeda é determinar o nível absoluto de preços. A hipótese implícita é a de que ninguém demanda moeda por si só; esta é só meio de troca. Sendo assim, aumentos na oferta de moeda provocariam, única e exclusivamente, aumentos no nível geral de preços. Como, geralmente, o excesso de moeda está associado ao desequilíbrio do setor público, os monetaristas defendem, além de uma rígida política monetária, a adoção de um forte ajustamento fiscal, via diminuição dos gastos públicos e/ou aumento da carga tributária. De acordo com a concepção estruturalista, a inflação é vista como decorrência de problemas associados ao processo de industrialização dos países latino-americanos. Segundo essa corrente, a agricultura não acompanhou o desenvolvimento industrial. Assim, o processo de urbanização e o crescimento industrial passou a pressionar a demanda por produtos agrícolas, sem que a oferta respondesse de forma adequada. Com isso, foram gerados alguns pontos de estrangulamento, que elevaram os preços dos produtos primários (choques de oferta), repassados aos prelos dos produtos finais. As taxas de inflação tenderiam, nessa concepção, a se perpetuar, em decorrência dos mecanismos de propagação: a política protecionista do governo, que permite o repasse da elevação de custos ao salário e aos produtos industriais, a existência de déficit público financiado por emissão 14

15 monetária, que valida o movimento ascendente dos preços, e a estrutura de mercados oligopolizada, na qual as empresas repassam quaisquer aumentos de custos aos preços de seus produtos. De acordo com essa corrente, para se resolver o problema inflacionário, deve-se eliminar os pontos de estrangulamento da economia, o que só seria obtido com um desenvolvimento econômico mais equilibrado (não basta eliminar os mecanismos de propagação). Para tanto, são necessárias reformas profundas na estrutura econômica, em particular no setor agrícola (reforma agrária). A base teórica na qual se apóia é o estruturalismo, que distingue os fatores estruturais e os mecanismos de propagação da inflação. Os inercialistas separam o processo inflacionário em choque e tendência, com destaque ao segundo elemento. A idéia básica é que, a partir de determinado momento, a inflação adquire certa autonomia. Isso é, assume comportamento inercial, com a inflação do período passado determinando a inflação atual, que determinará a inflação futura e assim por diante. Essa inércia resulta dos mecanismos de indexação correção monetária de preços, salários, câmbio, e ativos financeiros que tendem a propagar a inflação passada para o futuro. Na ausência de choques, a inflação permaneceria no patamar vigente. Os choques que afetariam a estabilidade inflacionária decorreriam da tentativa de modificação da distribuição de renda por parte de determinados segmentos da sociedade, através de mudanças em alguns preços relativos, como, por exemplo: desvalorização cambial, aumento no salário real médio, aumento na taxa real de juros, aumento nos mark-ups das empresas, aumento de tarifas públicas, impostos etc. A inércia vem pelo comportamento defensivo dos agentes que tentam periodicamente recompor seus picos de renda ou do fato de que os agentes tentarem defender sua renda real média, usando como previsor da inflação futura a inflação passada. Quando a inflação se acelera, os agentes tentam aumentar o pico de sua renda ou reduzir o intervalo de reajuste, com o qual perpetua-se a inflação. A partir destes diagnósticos, tem-se as seguintes propostas de combata à inflação: a) choque heterodoxo, que se divide em duas fases: congelamento rigoroso de preços durante seis meses e fase de descompressão, com duração de 18 meses e variações de até 1,5% para restabelecer preços relativos; b) moeda indexada, onde se busca a desindexação da economia através da indexação total. Provocase um encurtamento dos períodos de reajuste de tal modo a tornar as rendas reais insensíveis à taxa de inflação doméstica e permitir sincronização perfeita dos reajustes. Isto seria obtido através da alteração da unidade de conta na economia, por exemplo, atrelando os preços ao dólar ou algum indexador oficial. Quando todos os preços tivessem sido convertidos nesta nova unidade de conta, e tivéssemos uma distribuição de renda estável nessa unidade, bastaria a fixação do câmbio ou a introdução de um novo padrão monetário, para atingir um final indolor do processo inflacionário. Percebe-se, nessa proposta, o objetivo de criar os efeitos da hiperinflação sem passar por ela. O importante a destacar é que ambas atacam apenas o componente inercial e não eliminam os efeitos de choques. Também não se destinam a corrigir a distribuição de renda, pressupondo a neutralidade distributiva. Se a economia continuar sujeito a choques, não se garante a estabilidade. 15

16 As diversas experiências vividas no período recente, em termos de política de estabilização, têm levado a maior consenso entre os analistas sobre as causas e a forma de atacar o processo inflacionário no Brasil. Em primeiro lugar, pode-se dizer que a maior parte dos economistas transformou-se, em maior ou menor grau, em inercialistas. Existe uma concordância sobre um componente inercial da inflação devido aos mecanismos de indexação e sobre a necessidade de se reduzir a inflação de patamares elevados para menores níveis, como meio de viabilizar melhor condução da política econômica e de realizar as reformas necessárias para a estabilidade da economia. A forma de se obter essa queda abrupta é uma reforma monetária que propicie a eliminação da indexação. A indexação não é a causa da inflação, mas uma decorrência. Em contexto de inflação elevada, os agentes procuram mecanismos de proteção da renda real, recorrendo à indexação, que leva à perpetuação das taxas inflacionárias em níveis elevados. 16

17 10 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BASSI, E. Globalização de Negócios Construindo Estratégias competitivas. Cultura Editores Associados; São Paulo, BAUMANN, R. (org). O Brasil e a Economia Global. Ed. Campus. Rio de Janeiro FERGUSON, C. E. Microeconomia, Forense Universitária. Rio de Janeiro, 1981 GONÇALVES, R. et alii. A Nova Economia Internacional. Uma Perspectiva Brasileira. Ed. Campus. Rio de Janeiro, NETO, Alexandre A. Mercado Financeiro. Atlas.1ª edição MANKIW, N. Gregory. Introdução à Economia. Ed. Campus. Rio de Janeiro PINHO, Diva Benevides & Vasconcellos, Marco Antônio Sandoval de (org.) Manual de Economia, 3ª ed. São Paulo: Saraiva, ROSSETTI, José P. Introdução à Economia. Atlas. São Paulo. 7ª ed

PRINCIPAIS ÍNDICES DE INFLAÇÃO NO BRASIL

PRINCIPAIS ÍNDICES DE INFLAÇÃO NO BRASIL PRINCIPAIS ÍNDICES DE INFLAÇÃO NO BRASIL Belo Horizonte, 17 de dezembro de 2009 2 SUMÁRIO PÁGINA 3 IPC (FIPE) PÁGINA 4 IPCA (IBGE) PÁGINA 5 INPC (IBGE) PÁGINA 6 IGP-DI (FGV) PÁGINA 7 IGP-M (FGV) PÁGINA

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