MERCADO DE CAPITAIS: AS DIVERSAS FONTES DE CAPTAÇÃO

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1 MERCADO DE CAPITAIS: AS DIVERSAS FONTES DE CAPTAÇÃO MANOEL CORRÊA DOS REIS UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES Curso de Pós- Graduação Gestão Estratégica e Qualidade PROFESSORA YASMIN RIO DE JANEIRO Agosto/2001

2 * Uma missão coerente é um instrumento poderoso para ajudar os que decidem a encontrar o caminho em meio ao ambiente confuso e complexo. Alvin Tofler

3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ABERTURA DE CAPITAIS Emissão de Ações Underwriting Procedimentos Block Trade Eventos e Benefícios Dividendos Bonificações Desdobramentos Grupamentos Subscrições DEBÊNTURES Debêntures Simples Debêntures Conversíveis Características básicas das emissões Vantagens Comparativas das Debêntures para a empresa Desvantagem O processo de emissão FINANCIAMENTO ATRAVÉS DO BNDES Sistema BNDES Linha de Financiamento Programas Especiais de Financiamento CAPTAÇÃO DE RECURSOS NO EXTERIOR Bônus / Eurobônus Títulos Conversíveis em ações US$ - Commercial Papers Certificado de Depósitos... 26

4 6.5 Lei n.º Resolução Asset Backed Securities Securitização de Empréstimos Operações de Empréstimos Sindicalizadas Operações com ADR/GDR BDR Brazilian Depositary Receipts CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA... 37

5 1. INTRODUÇÃO Este trabalho procura orientar aos alunos, empresários e demais interessados sobre as diversas fontes de captação de recursos existentes no Mercado de Capitais brasileiro e no exterior, sinalizando as principais diferenças entre os variados tipos de fontes disponíveis no intuito de facilitar a tomada de decisão que melhor se enquadra na política econômica e financeira das empresas. De acordo com os autores consultados (Ver bibliografia), há diversas fontes de captação de recursos que devem ser avaliadas antes de qualquer decisão da Administração Financeira. Considerando que a Administração visa obter o máximo de lucro possível com o mínimo de investimentos, faz-se necessário analisar todas as possibilidades de captação de recursos existente para buscar dinheiro com o menor preço possível. As Fontes internas envolvem a negociação de Lucros Retidos; Rotatividade dos Créditos ; Proteção Fiscal e outras. As fontes externas se subdividem em Recursos de Terceiros e Recursos Próprios. Este envolve o Capital Acionário (Capital Social ) enquanto aquele envolve: Debêntures, Commercial Paper, Empréstimos bancários, Crédito subsidiado, Empréstimo de Capital estrangeiro, e os Fornecedores. Normalmente o empresário se endivida para investir, porque acredita que os negócios vão prosperar. É preciso que as instituições financeira sintam-se seguras em emprestar dinheiro para a organização em prazos maiores aos menores custos financeiros possíveis ou que os acionistas sintam-se seguros quanto ao rumo dos negócios para exigirem menor retorno sobre seu investimento, inclusive se dispondo a reinvestir lucros que possibilitem manter a empresa permanentemente capitalizada. Assim, a empresa pode, manter estrutura de capital sadia, equacionando o balanceamento ideal entre o investimento e capitalização.

6 Espero contribuir com informações relevantes que possam facilitar a estratégia moderna de desenvolvimento das empresas no novo cenário mundial. 2. ESTRUTURA ATUAL DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

7 3. ABERTURA DE CAPITAIS Decisão sobre a abertura de capital de uma empresa está vinculada, na grande maioria das vezes, a necessidade, que esta vem a apresentar, de captar recursos para

8 investir em novos projetos, como ampliação do seu parque industrial, proceder a um saneamento financeiro, eventualmente, trocando devedores por novos sócios, ou alongando o prazo de suas dívidas, trocando dívidas bancarias por debêntures, ou, ainda, captando recursos para capital de giro, a fim de fazer frente as suas necessidades de financiar clientes, aumentar a produção, atender ao encurtamento do prazo de pagamento aos fornecedores e etc. 3.1 Emissão de ações Ação é a menor fração do capital social da Sociedade Anônima. A empresa que emite ações capta recursos estáveis, cuja devolução não é compulsória. O lançamento de ações é uma operação de aumento do patrimônio líquido de uma empresa. Pode-se emitir ações de duas formas: Underwriting e Block Trade. 3.2 Underwriting Significa subscrição, emitir ações para captar novos recursos junto à acionistas. A operação de underwriting faz parte do mercado primário 1 pois existe uma transferência de recursos diretamente do investidor para o caixa da empresa. Expressão como : aumento de capital, emissão de ações, subscrição de capital, subscrição de ações, aporte de capital de risco, entre outras, têm o mesmo significado: Emitir novas ações que serão subscritas ou compradas, por acionistas atuais ou novos. A empresa para emitir ações precisa se adequar as regras das Companhias abertas. Há quatro tipos de underwriting: Garantia Firme, Melhores Esforços, Stand-by 2, BooK Building. Garantia Firme É a operação na qual a Instituição Financeira 1 Mercado Primário é aquele onde a empresa lança suas ações pela primeira vez.

9 coordenadora da operação garante a colocação de um determinado lote de ações a um determinado preço previamente pactuado com a empresa emissora, encarregando-se por sua conta e risco de colocá-las no mercado. Melhores esforços Caracterizam-se pelo compromisso assumido pela Instituição Financeira de desenvolver os melhores esforços para revender o máximo de uma emissão junto a seus clientes nas melhores condições possíveis e por um prazo determinado. Não existe um compromisso formal de viabilizar a colocação. Stand-by Caracteriza-se pelo compromisso assumido pelo banco quanto a subscrição, após determinado prazo, das ações que se comprometeu a colocar no mercado, mas que não encontraram interessados. Book Building Trata-se da oferta global das ações de uma empresa visando a colocação de seus papéis no país e no exterior. Exige uma maior transparência de informações sobre a empresa emissora e sobre a operação de subscrição. Não há uma definição prévia do preço pelo qual a ação será vendida, ou o volume final de operação mas sim a definição do quanto se vai alcançar de preços justos que os coordenadores da emissão e a empresa emissora acordam ser viável para atrair os investidores nacionais e estrangeiros e garantir uma boa liquidez do título na colocação. Assim, por este sistema, as taxas de remunerações dos papéis ( renda fixa) ou o preço das ações são definidos previamente de acordo com as ofertas dos investidores, o que normalmente acontece após a apresentação de lançamento pelo emissor e/ou bancos líderes do lançamento. 3.3 Procedimentos: Descrevemos abaixo os dez principais ajustes necessários para a colocação de ações no mercado conforme as leis das Companhias Abertas: 2 Stand-by Tradução : Aguardando

10 1. Adaptação dos Estatutos Sociais, eliminando privilégios a certos tipos de ações em detrimento dos minoritários, definição do percentual de distribuição de dividendos, entre outras mudanças; 2. Reordenação da Estrutura Societária a fim de evitar favorecimento de uma empresa do grupo para outra; 3. Criação do Conselho de Administração e Eleição de seus membros; 4. Designação do Diretor de Relações com o Mercado que será a pessoa autorizada a falar pela empresa diante do Mercado e Investidores. É comum que seja o Diretor Financeiro; 5. Acerto de pendências fiscais, trabalhistas ou débitos de qualquer natureza que possam comprometer a imagem da Companhia junto ao público; 6. Estabelecimento de acordo de acionistas.; 7. Contratação de auditoria independente para auditar as demonstrações financeiras, preferencialmente profissional reconhecido no Mercado, o que confere maior credibilidade; 8. Organização do Departamento de acionistas; 9. Profissionalização da Administração e de práticas administrativas; 10. Adaptação do posicionamento da administração para o espírito de uma empresa de capital aberto. 3.4 Block Trade (Ações pertencentes a um ou mais acionistas negociadas em leilão). A empresa pode abrir seu capital lançando ações junto ao público através de

11 uma operação de Block Trade. Ela consiste em colocar no mercado um lote de ações, geralmente de certa magnitude, pertencente a um acionista ou a um grupo de acionistas. Os recursos captados são canalizados para o caixa dos acionistas em vez de ir para o caixa da empresa. É uma operação de mercado secundário 3. Esta operação pode fazer parte de uma estratégia maior de abertura de capital de uma empresa. Se a empresa necessitar, no futuro, de grandes investimentos para sua expansão e pretender lançar ações para obter os recursos necessários, de imediato ela poderá fazer uma operação de Block Trade, para torná-la conhecida no Mercado, podendo, na hora de fazer um underwriting tradicional conseguir melhor preço na colocação de suas ações. 3.5 Eventos e benefícios Neste item será abordado os eventos societários como dividendos, bonificações, desdobramentos, grupamento de ações e subscrições Dividendos É o montante em dinheiro pago pela empresa a acionista proporcionalmente a quantidade de ações possuídas por estes. As empresas através de seus estatutos, determinam a forma de pagamento de dividendos que podem ser calculados por um percentual anual aplicado sobre o lucro líquido ou sobre o capital social conforme emana o estatuto. Conforme a lei da sociedades anônimas, o dividendo mínimo a ser distribuído é de 25% do lucro líquido ajustado apurado em cada exercício social. Caso esses dividendos sejam inferior a 25%, os acionistas terão direito a recesso e a empresa será obrigada a 4 Mercado Secundário é onde transaciona ações diretamente entre investidores.

12 comprar suas ações pelo valor patrimonial caso a cotação do mercado seja inferior a esse valor. É através da AGO 4, que as empresas anunciam o pagamento de dividendos. A AGO é realizada após o encerramento de cada exercício para aprovação das demonstrações financeiras Bonificações É uma distribuição de ações realizadas pela empresa gratuitamente a seus acionistas. Esta distribuição é proveniente do aumento de capital realizado pela incorporação de reserva. O aumento de capital por incorporação de reservas e lucros acumulados pode ser efetuado das seguintes formas: Empresa com valor nominal: Através da emissões de novas ações e distribuição gratuita aos acionistas na proporção do número que cada um possui, de modo a não alterar o valor nominal da ação. 5 Através da alteração do valor nominal da ação 6, refletindo aumento do valor do capital: A alteração do valor nominal da ação se dá pela reserva de correção monetária que será capitalizada obrigatoriamente por deliberação de assembléia geral, porém sem distribuição de ações. Através da prática de emitir ações sem valor nominal: Nesses casos a quantidade emitida pela empresa permanece inalterada, elevando-se unicamente o montante do capital social Desdobramento No desdobramento de ações, da mesma forma que a bonificação, é distribuído gratuitamente ações aos acionistas da empresa, sendo, que no desdobramento o aumento do 5 AGO Assembléia Geral Ordinária. 6 Valor Nominal da Ação Significa o capital social dividido pelo número de ações.

13 número de ações é feito pela simples alteração do valor capitalizado ou valor nominal e não através da incorporação de reservas e lucros acumulados como na bonificação Grupamentos valor nominal da ação. Corresponde a redução do número de ações e aumento do valor capitalizado ou Subscrição É uma emissão de títulos realizada por parte da empresa no qual é estabelecido um preço ( preço de subscrição ) que é cedido pelo Conselho de Administração ou Assembléia Geral. A subscrição representa uma elevação do capital social da empresa através da entrada de dinheiro novo, proporcionando um aumento do patrimônio líquido da empresa conforme o montante arrecadado com a emissão. Os recursos oriundos da subscrição, podem ser aplicados pela empresa para aumento do capital de giro, pagamentos de dívidas ou aquisições de novos maquinários. 4. DEBÊNTURES 7 7 Alteração do valor nominal da ação é o aumento do valor da ação sem nova distribuição. 7 Lameira, Valdir de Jesus. Mercado de Capitais. Editora Forense. Pág. 118 e 119.

14 São títulos de dívidas emitidos por sociedades anônimas de capital fechado ou de capital aberto com ações negociadas nas Bolsas de Valores. Quando uma empresa lança debêntures, ela está contraindo uma dívida de longo prazo, sobre a qual incide juros e correção monetária através de algum tipo de indexador. A classificação de uma emissão de debêntures está no exigível de longo prazo. É um título de dívida cuja a devolução é compulsória. Existem dois tipos de debêntures: Simples e Conversível em ações. 4.1 Debêntures simples Nasce e permanece para sempre como um título de dívida clássico, ou seja, pagam-se os juros e amortiza-se o principal até o encerramento da dívida. 4.2 Debêntures conversíveis em ações Nasce como um título de dívida e à partir de um determinado momento o debenturista (credor) tem direito de converter o título em ações. Podemos assim dizer, que as debêntures conversíveis fazem parte de uma estratégia de lançamento futuro de ações num momento mais apropriado, ou seja após sua valorização. 4.3 Características básicas das emissões A Assembléia Geral, na qual os acionistas deliberam sobre a emissão das debêntures, cria o título mediante a aprovação das suas principais características, como espécie, montante da emissão, tipo de garantia oferecida, entre outras. Pode ser delegada competência ao conselho de administração para estabelecer, de acordo com as condições do mercado, a oportunidade ideal de colocação e os valores de remuneração da instituição financeira. Devem ser observadas as remunerações de outros papéis de renda fixa, com o propósito de se estabelecer os níveis de remuneração da debênture emitida. Esta prática se

15 deve a volatilidade que o mercado de capitais apresenta. Portanto, as condições de remuneração do título e todas as suas características, além de constarem, em sua maioria, da ata da assembléia geral que deliberou sobre o assunto, deveram estar incluídas nos termos da escritura de emissão de debêntures. 4.4 Vantagens comparativas das debêntures para a empresa Custo baixo: uma emissão de debêntures pode ter custo menor que vários financiamentos bancários de curto prazo. Para concluirmos, basta compararmos o fluxo de caixa de uma debênture com o fluxo de caixa com vários empréstimos de curto prazo, renovados continuamente até os vencimentos da debêntures, que perceberemos essas vantagens. Custo dedutível: as despesas com pagamento de juros são deduzidas como despesa financeira na apuração do resultado do exercício. Já os dividendos, por sua vez, não são classificados como despesas e, portanto, não dedutíveis na apuração do resultado anual da empresa. Além disso em diversos exercícios fiscais, os dividendos são tributados ao serem recebidos pelos investidores. Controle: a emissão de debêntures não altera a situação patrimonial relativa ao controle acionário da companhia, salvo se houver cláusula de conversibilidade dessas debêntures em ações ordinárias. Diluição do lucro: se as debêntures não contiverem cláusula de participação nos lucros, a sua emissão poderá não diluir o lucro dos acionistas, exceto se a empresa não conseguir gerar os mesmos níveis de lucro devido a necessidade de pagamento dos encargos desse financiamento. Justificativa da aquisição: a compra de debêntures é mais facilmente justificável do que a compra de ações. Isto acontece especialmente se a instituição tiver

16 preferência em ceder crédito ao invés de participar da administração do negócio da empresa (por exemplo, as entidades de previdência privadas ou pública). Fluxo adequado aos projetos: as debêntures são oferecidas aos investidores de forma a adequar os pagamentos de juros e amortizações ao fluxo de recursos disponíveis pelas empresas e as características dos projetos que estejam atrelados. A emissão pode ser dividida em séries a serem integralizadas nas épocas de preferência da empresa. 4.5 Desvantagem Nível de risco: por ser título de divida, a classificação do nível de risco da empresa sobe em face do endividamento. Caso a empresa não cumpra com os compromissos assumidos na emissão das debêntures, tornando assim inadimplentes, o debenturista pode pedir sua falência. 4.6 O processo de emissão Para que as emissões de debêntures das companhias abertas sejam ofertadas ao público investidor ( emissão pública ), e necessário que sejam contratados os serviços de uma instituição financeira para, além da intermediação, elaborar, em parceria com esta, o prospecto de venda. Após a contratação do intermediário, a empresa deverá cumprir as exigências relacionadas na instrução CVM n.º13/80, que prevê o envio, para a CVM, dos seguintes documentos: Ata da assembléia geral extraordinária ( AGE ) em que foi deliberada a emissão; Escritura de emissão inscrita no registro de imóveis da sede da empresa e, caso exista garantia em imóveis, no registro de imóveis do local do bem; Se a oferta for pública, o pedido de registro na CVM com o respectivo pagamento da taxa de fiscalização;

17 O contrato entre a empresa e instituição financeira; A atualização do registro da companhia aberta; Prospecto contendo todas as informações necessárias ao atendimento das exigência legais. 5. FINANCIAMENTOS ATRAVÉS DO BNDES A permanente preocupação com a inflação faz com que as instituições financeiras limitem sua concessão de financiamentos, preferencialmente aos prazos mais curtos, até porque, a exceção dos recursos externos, é impossível se obter internamente quem esteja disposto a aplicar recursos a prazos mais longos e, portanto, tais características, as fontes são, por via de conseqüência, as entidades e instituições governamentais. 5.1 Sistema BNDES O Sistema BNDES formado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES e suas subsidiárias Agência Especial de financiamento industrial Finame e BNDES Participações S/A BNDESpar tem como objetivo prestar colaboração financeira as empresas sediadas no país cujos projetos sejam considerados prioritários no âmbito das Políticas Operacionais do Sistema BNDES, que estabelecem as linhas gerais de ação e os critérios para atuação do sistema. O Sistema BNDES opera direta ou indiretamente, neste caso através da rede de agentes financeiros públicos e privados credenciados, que compreendem os Bancos de Desenvolvimento, Bancos de Investimento, Bancos Comerciais, Financeiras e Bancos Múltiplos.

18 As solicitações de financiamento ao BNDES devem ser iniciadas com uma consulta prévia, na qual são especificadas as características básicas da empresa solicitante do seu empreendimento necessárias ao enquadramento da operação nas Políticas Operacionais do Sistema BNDES. Esta consulta prévia deve ser encaminhada diretamente ou por intermédio de um dos agentes financeiros a Carteira Operacional de Enquadramento da Área de Crédito do Sistema BNDES Linha de financiamento FINEM Financiamentos a Empreendimentos. Financiamentos superiores a R$ 7 milhões, inclusive com aquisição 8 e leasing 9 de equipamentos, diretamente com o BNDES ou através de instituições financeiras credenciadas. BNDES AUTOMÁTICO Financiamentos de até R$ 7 milhões, inclusive com aquisição 10 e leasing de equipamentos, através de instituições credenciadas pelo BNDES. FINAME Financiamentos, sem limite de valor, para aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional, e leasing de equipamentos nacionais através de instituições credenciadas. FINAME AGRÍCOLA - Financiamentos sem limites de valor para aquisição, manutenção / recuperação de qualquer tipo de máquinas e implementos agrícolas ou pecuários novos, de fabricação nacional através de instituições credenciadas. 9 Aquisição de equipamentos importados somente havendo disponibilidade de recursos captados para esse fim. 10 Locação de equipamentos com a opção de compra ao fim do contrato, pagando a diferença residual, se houver. 11 Importação de equipamentos somente havendo disponibilidade de recursos captados para esse fim.

19 BNDES Exim - Financiamento à exportação de bens e serviços através de instituições credenciadas, em diversas modalidades. LEASING FINAME Operações de financiamento feitas sem intermediação de agentes financeiros ( exceção no FINAME), sendo feita diretamente com as empresas de Leasing cadastradas no Finame. GARANTIA DE SUBSCRIÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Este produto tem como objetivo viabilizar, mediante prestação de garantia firme, operações de subscrição de valores mobiliários. O volume e as condições da garantia serão estabelecidas em conjunto com os participantes da operação instituições financeiras e empresas, respeitados os limites de subscrição. FINANCIAMENTO AO ACIONISTA FINAC - O Finac pode ser operado através do BNDES ou da BNDESpar. Quando a operação tiver como objetivo o financiamento ao acionista controlador, visando à subscrição de aumento de capital de empresa privada nacional de capital fechado, será realizada pelo BNDES e as condições operacionais para este produto serão as mesmas do FINEM. Quando a operação com acionistas e investidores (novos acionistas) for realizada através de intermediários financeiros com o objetivo de viabilizar a subscrição, emissões públicas garantidas pelo BNDES, de ações decorrentes de aumento de capital e debêntures conversíveis, será realizada pela BNDESpar Programas especiais de financiamento Periodicamente, de acordo com as políticas econômicas e sociais do governo federal, o Sistema BNDES cria programas de atendimentos específicos para determinadas regiões do País ou setores de atividades específicas.

20 Programas de apoio à industria de auto peças Objetivando o fortalecimento das empresas de autopeças, visando sua adequação, ao novo modelo de relações na cadeia produtiva, através de ações voltadas para o aumento da competitividade. Programa de apoio ao desenvolvimento de software Estimular o fortalecimento da indústria nacional de software em bases competitivas em nível internacional, através do apoio a investimentos voltados para o desenvolvimento, localização e comercialização de software. Programa nacional de fortalecimento da agricultura familiar PRONAF Apoio a atividades exploradoras mediante emprego direto da forca de trabalho dos produtores e de sua família, através do financiamento de projetos de investimento agropecuário. Programa de apoio à modernização da administração tributária municipal Modernização das administrações tributárias municipais e, complementarmente, aperfeiçoamento da gestão fiscal, financeira e patrimonial dessas unidades da federação, visando a lhes proporcionar mais recursos estáveis e não inflacionários e sua utilização mais eficiente no financiamento das despesas públicas. 6. CAPTAÇÃO DE RECURSOS NO EXTERIOR Com o processo de globalização abriu-se as fronteiras para a expansão do comércio mundial e com isso se desenvolveu uma nova dinâmica do mercado, quer seja na disputa de mercados consumidores ou por fontes de suprimentos globais. Qualquer que seja o enfoque, trata-se de um processo em acelerado curso e cabe aos países e agentes econômicos se posicionarem da melhor maneira possível no cenário, para defenderem seus interesses e maximizarem seus ganhos. Cumpre também estabelecerem os limites, controles e regulamentações de suas economias.

21 Ressaltamos que o mercado brasileiro, alem de ser insipiente, os custos de captação são bastante elevados fazendo com que as grandes empresas busquem alternativas de investimentos no exterior. A necessidade de investimentos para aumentar a competitividade das empresas pode superar a capacidade de geração de recursos internos, obrigando a captação de recursos junto aos acionistas e/ou a terceiros. O caminho natural e a abertura do capital da empresa habilitando-a a levantar funding 11 no mercado de capitais. A captação de recursos pode se dar através de instrumentos como lançamentos de ações, depositary receipts 12, debêntures, commercial papers 13, eurobonds etc., diversificando as fontes de financiamentos da empresa, ou em novos mercados. Naturalmente, o acesso ao mercado internacional dependerá do volume da emissão, da exposição da empresa, qualidade do crédito e outros fatores que viabilizarão as operações. Outro impacto diz respeito a necessidade de viabilizar instrumentos financeiros capazes de compatibilizar os prazos de maturação dos investimentos e de captação. Em outras palavras, o cronograma de amortização do financiamento deve ser adequado ao fluxo de caixa do empreendimento, que em alguns casos, só começam a gerar caixa após longo período de maturação. A globalização implica em ter investidores estrangeiros como eventuais financiadores dos projetos de investimentos. Uma das conseqüências e que o nível de disclosure passa a ser fundamental no processo de captação, influenciando no seu custo ( empresas mais conhecidas tem melhor rating 14 ) bem como atuando na facilidade de levantar os recursos. A empresa passa a ter a necessidade de elaborar demonstrativos financeiros obedecendo a padrões contábeis de outro pais, ou ter seu crédito 11 Funding- recursos 12 depositary receipts- recibo de depósito 13 commercial papers- papéis comerciais 14 rating- risco

22 avaliado por uma agencia especializada. No custo do financiamento que dependerá da nota obtida, deve-se somar o risco do país, que pode ser interpretado como o prêmio exigido pelo investidor para compensar o risco em função de fatores de estabilidade econômica e política, risco cambial, nível de reservas, balanço de pagamentos etc. As taxas de juros internas passam a ser influenciadas pelo custo de captação no exterior. Outro aspecto é a comparação de performance com empresas similares de outros paises, na disputa de preferência dos investidores. Em um processo de mão dupla, os investidores locais passam também a acompanhar as empresa estrangeiras. As análises passam a ser globais e não mais regionais. O processo de globalização incentiva também as fusões e aquisições. Fatores como necessidade de ganhar escala de produção, atuar em outras regiões geográficas, aumentar o leque de produtos, busca de sinergia financeiras e tecnológicas, justificam o surgimento de conglomerados empresariais do porte de países. No Brasil, os setores financeiros e de auto peças foram mais atingidos nos últimos anos Bônus / Eurobônus São títulos lançados no exterior, para captação de recursos em valores elevados, por empresas nacionais com penetração internacional. Em função dos volumes, tais lançamentos são feitos através de bancos sindicalizados. 15 CAVALCANTE FILHO, Francisco Silva, Mercado de Captais, editora CNBV, 1998, pagina 318.

23 Podem ser lançados títulos com taxas de juros fixas ou flutuantes. No primeiro caso, são as Fixed Rate Notes 16 e, no segundo, as Floating Rate Notes 17. O Banco Central determina o prazo mínimo de captação no mercado internacional por meio da emissão de títulos ( bônus ou commercial papers ), operações de empréstimos entre empresas e das operações 63, pelas quais um banco no país contrata empréstimo no exterior e repassa internamente para as empresas, tendo fixado em oito anos o praza mínimo para que tais títulos possam beneficiar-se da isenção fiscal do Imposto de Renda de 25% sobre os ganhos de capital. Normalmente, as notes são vendidas com descontos em relação ao valor de face. O cálculo em sistema de fluxo de caixa de acordo com o prazo de título, levando em consideração o desconto e o juro prometido, resulta no retorno obtido pelo investidor. Assim,quando se diz que um título foi emitido com 300 pontos- base acima do Tesouro norte americano ( Treasure Bill ) do governo americano de prazo equivalente, significa que o spread entre a emissão de um bônus no mercado internacional é uma operação cara, a saber: Comissão pela administração e venda dos títulos variando de 1,125% a 1,25% do total da operação. O pagamento é de uma vez só, assim que os títulos são vendidos; Custo fixo mínimo de emissão em nível de US$ 100 mil a US$ 200 mil, incluindo: 16 Fixed Rate Notes- títulos com taxas fixadas.

24 Serviços legais nos locais de emissão; Confecção do prospecto de lançamento; Impressão do prospecto; impressão dos títulos, incluindo os cupons de juros; remuneração do agente da coleta dos pagamentos dos investidores e entrega para a empresa emissora; registro da emissão a uma bolsa internacional. O termo bônus é usado tradicionalmente, no exterior, para título com dez anos de prazo. Para os títulos com menos de dez anos, utiliza-se o termo notes. Eurobônus e Euronotes caracterizam a emissão dos referidos títulos, denominados em dólar, mas fora dos Estados Unidos. Exemplo.: A Cia. Vale do Rio Doce fez, em 09/91, o lançamento de 200 milhões de dólares em Eurobônus sindicalizados pelo Citicorp, com prazo de 3 anos, com uma opção de recompra pelo investidor ao final de 2 anos. Compondo o cupom semestral de juros de 10% ao ano com o deságio no lançamento do papel lançado a 96,404 do valor de face -, o rendimento para o investidor ficou em 11,46%. Alguns Eurobônus são lançados com opções específicas, a saber: - Opção Put permite a devolução do título pelo investidor ao emissor, antes do prazo final ( decisão do investidor ) e protege o investidor contra a subida das taxas de juros; 17 Floatig Rate Note- títulos com taxas flutuantes.

25 - Opção Call permite o resgate antecipado por parte do emissor, antes do prazo final ( decisão do emissor ) e protege o emissor contra queda das taxas de juros. Exemplo.: A Cia. Petróleo Ipiranga, em 02/04/94, lançou um eurobônus de 8 anos com as seguintes características: Paga cupom ( juros ) de 8,625% ate a opção Put em 02/07, semestral; A empresa tem uma opção Call, na mesma data, ou seja, 02/07, a 100,37% do valor de face, que corresponde a um retorno de 8,89% para o investidor; Após 02/07, paga cupom semestral aumentado para 10,625%; O papel foi lançado a 99,06% do valor de face, o que da um retorno corrente de 9,764%; Foi colocado numa base diversificada de investidores internacionais da Europa e dos E.U.A e pessoas físicas da América Latina; Eurobônus saiu em denominação de US$ 1.000,00 e será listado na bolsa de valores de Luxemburgo, incluindo um tranche 144A para a colocações privadas nos E.U.A; Seu código comum no Euroclear- Cedel ( Câmara de Compensação eletrônica européia ) e ; A empresa pagou comissões totais de 1% ao sindicato dos bancos colocadores São chamados steps up bonds/notes quando pagam cupom ( juros periódicos ) crescentes ao longo do tempo de vida do título. A captação de recursos no exterior sofria a incidência de IOF sobre o volume captados nas seguintes condições ( 11/96 ) : Prazo ( anos ) IOF ( % ) < 3 3 = > 3 < 4 2 = > 4 < 5 1 > 5 0

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