Conceito jurídico de know how

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Conceito jurídico de know how"

Transcrição

1 Conceito jurídico de know how Denis Borges Barbosa (1979) Conceito jurídico de know how... 1 I. INTRODUÇÃO O QUE É TECNOLOGIA A PROPRIEDADE DA TECNOLOGIA A INFORMAÇÃO RESTRITA SEM PROPRIEDADE A PROTEÇÃO DA INFORMAÇÃO NÃO PATENTEADA UMA DEFINIÇÃO DE KNOW HOW KNOW HOW - OPORTUNIDADE COMERCIAL DISTINÇÕES... 7 I. INTRODUÇÃO Segundo nossos historiadores econômicos,(1) o Brasil se instalou como fruto da associação de capitais e contatos comerciais holandeses com tecnologia marítima e açucareira, e a vontade histórica portuguesa. Foi-se D. Sebastião, vieram os Filipes, e a colaboração se tornou politicamente impossível: Holanda e Espanha se guerreavam. O açúcar, no século, no século XVII, era um bem de importância primordial para o mercado; os batavos não poderiam se privar dos resultados da sua comercialização. Vem a invasão do Nordeste brasileiro as gerras de expulsão, e seu sucesso final. Saíram os holandeses, mas levando o principal: o know how agrícola e industrial do açúcar. Esses conhecimentos vão constituir a base para implantação e desenvolvimento de uma indústria concorrente, em grandes escala, na região do Caribe.(2) Até a descoberta do ouro, no século seguinte, o desenvolvimento do Brasil se estiola, em proveito de outra colônia de Novo Mundo: as cidades dos imigrantes ingleses na América do Norte. Mais próximos das Caraíbas, a elas incumbia o abastecimento das plantations, inclusive seu comércio marítimo. É duvidoso que a continuação do monopólio tecnológico tivesse trazido maior desenvolvimento para os brasileiros - os países em que se instalaram os holandeses, após sua saída do Nordeste, não primam pelo adiantamento mesmo nos dias que correm. Mas, de qualquer maneira, este ato de pirataria tecnológica é um marco significativo da história do Brasil, um divisor de corrente econômica e política que vão infletir sobre nossa atua estrutura social. E ainda hoje, como no folclore da Pascoela, onde se roubam pequenos animais de quem se vai convidar, no dia seguinte, para comer o que lhe foi roubado, não é infreqüente que se subtraia do Brasil 1

2 conhecimentos técnicos que lhe serão oferecidos depois, mas em troca de bom dinheiro. Quem lida no setor sabe contar episódios deste tipo menos inocentes de Pascoela. Há quem duvide da eficácia da atuação do Direito neste campo da tecnologia, monetária na sua modalidade não patenteada. Gomez Segade chega a dizer que não deve intentar-se uma definição(3) de Know How válida universalmente (já que tal coisa) poderá prejudicar os países fundamentalmente recebedores de Know How (Países subdesenvolvidos) em benefício dos mais ricos, que usualmente exportam o Know How. Para o autor espanhol, como se vê, tal definição, que é aliás o objeto do presente trabalho, não será assepticamente doutrinária, mas fundamentalmente política a atenta às realidades da economia mundial. Ao pretendermos definir o que é Know How, procuramos ter em mente tais pressupostos é os objetivos práticos de auxiliar ao negociador de tecnologia na sua tarefa de comprar um produto essencial ao Brasil. 2. O QUE É TECNOLOGIA A tecnologia não é coisa, embora possa necessitar do apoio de bens tangíveis para sua realização: o papel em que se desenha ou escreve, a fita gravada, o filme, a fotografia. Tampouco é um direito, embora, como as demonstrará, possa ser objeto de direito. A tecnologia é um corpo de informações, ou, sucintamente, uma informação. É ponto pacífico que uma informação pode receber a mais ampla proteção jurídica. Existe um direito a dar uma informação. (Const. Fed. art. 153 Par. 8º.), como existe o de negá-la com base no sigilo profissional. Pode haver o direito de exigir a prestação de uma informação correta como o assegurado pela resposta de imprensa; e o de anunciar direitos ou qualidades individuais, como a assegurada no Estatuto da OAB para os advogados. Existe fundamentalmente, o direito de tirar proveito econômico das informações. Desta forma, o autor de uma obra literária pode explorar sua criação, sob a proteção dos seus direitos autorais, como pode o inventor, sob o amparo de uma patente. O empresário que, através da qualidade de seus produtos ou da eficácia de sua publicidade, associou uma informação determinada (o nome do estabelecimento, a marca do produto, a apelação d'origine ) a uma posição no mercado, pode ver protegida tal posição, pela exclusividade do uso do símbolo associado à firma ou às mercadorias. A proteção jurídico é bastante extensa: quem viole o sigilo de uma carta, quem revele os segredos de uma empresa, ou preste informações falsas poderá ser punido criminalmente. Quem faça uso indevido de uma invenção patenteada pode ser impedido de continuar a fazê-lo. Quem se tenha obrigado, por contrato, a prover determinada intimação, ou negar-se a prestá-la, pode receber a multa contratual, como também pode ser acionado por perdas e danos, no caso de inadimplemento de suas obrigações assumidas. Em suma, a informação, como tal, é um bem jurídico, ou seja, algo que potencialmente será objeto de direitos e obrigações, os quais por sua vez serão objeto de proteção jurídica. Tal proteção será conferida desde que haja um legítimo interesse, moral ou econômico, na preservação, no uso (exclusivo ou não), na divulgação (exclusiva ou não) da tal informação. 3. A PROPRIEDADE DA TECNOLOGIA Há um tipo específico de informações que se acham voltadas para a produção, ou circulação de 2

3 bens. Grande parte delas são de acesso fácil, seja através da imprensa, seja pelo livros científicos; seja através da formação acadêmica, seja através da experiência profissional. Outras, porém, são de disposição restrita, quando não segredo: exemplo delas é o conjunto de dados íntimos de uma empresa - o nome de seus clientes, e seu orçamento de investimento, os seus objetivos estratégicos, enfim, o todo de seu segredo comercial. A informação restrita, de caráter tecnológico, tem se dado consideração especial: desde que absolutamente original, isto é, informação de que somente uma pessoa natural ou jurídica disponha, o conhecimento técnico pode ser objeto de propriedade, como se fosse uma coisa material. O Direito tem dois conceitos de propriedade; um, romano, é sintético e um tanto metafórico - o poder pleno sobre a coisa. O nosso Código Civil preferiu outra definição, também de raízes romanas, mas analítica: é a soma de quatro direitos elementares, o de usar, o de gozar, o de dispor, e o de reaver a coisa de quem injustamente a possua. Usa de um bem quem lhe tira diretamente os proveitos, como o proprietário de uma casa que opta por residir nela. Goza da mesma casa quem a aluga e recebe o aluguel, ou que recolhe de um pomar seus frutos. Dispõe da coisa quem a vende ou dá. Enfim, se alguém toma para si algo de propriedade alheia, sem permissão ou justificativa, o dono tem como fazê-la voltar a seu controle. Similarmente, a propriedade de uma informação implica no direito de guardá-la para uso próprio, usando-a como bem de produção. Convindo-lhe passar a informação adiante, mediante um aluguel, no caso chamado regalia ( royalties ), o dono goza dela, através de seus frutos. Não querendo, ou não podendo, tirar seus resultados econômicos diretamente ou por via de terceiros, o dono pode vender ou dar tal informação, mediante cessão. E, como no caso da propriedade das coisas tangíveis, o dono da informação pode impedir que outros dela façam uso indevido. Em ambos os tipos de propriedades existe um direito à exclusividade na utilização da coisa ou da informação, ou, se quiser, um monopólio legal. Evidentemente, é mais difícil conceber a propriedade sem uma coisa tangível para ser seu objeto. Criou-se o sistema de propriedade legal de uma informação, no entanto, porque já havia uma exclusividade de fato -, o segredo. Convém à Sociedade que os avanços técnicos sejam divulgados, e para isto se dá uma proteção especial - a maior de que dispõe o Direito - a quem os queira revelar. É uma barganha: troca-se um segredo, que talvez jamais fosse descoberto por outros, pela exclusividade de sua utilização, mesmo contra aqueles que vierem autonomamente a ter acesso à mesma informação. Assim pode-se com base nos dados revelados, ir além do proprietário. Melhor ainda, como a propriedade concedida pelo Estado é temporária e sujeita à exploração econômica obrigatória, ao fim do período exclusivo ou se o dono opta por não fazer uso dela, um competidor vai ter direito de tomar posse, ou de simplesmente fazer uso dos dados para seus próprios fins. A racionalidade do sistema pressupõe, porém, dois elementos essenciais: a) Existência de competição econômica; b) Existência de competição tecnológica. 4. A INFORMAÇÃO RESTRITA SEM PROPRIEDADE Freqüentemente, o detentor de uma informação não lhe obtém a propriedade, conservando-a simplesmente como parte de seu segredo comercial. Muitas razões podem levá-lo a isto. Por vezes, a informação não é mais absolutamente secreta, ou absolutamente original pois, embora 3

4 ainda sendo escassa, já está a disposição de mais pessoas, jurídicas ou naturais. Outras vezes, pelo fato de ser legalmente impossível conseguir a patente; outras ainda, por não haver competidores tecnológicos ou econômicos, que o possam ameaçar em sua exclusividade de fato. O competidor econômico, que não seja competidor tecnológico, só tem, desta forma, uma maneira de conseguir esta informação: pagar ao detentor dos dados escassos, submetendo-se habitualmente a uma imposição de segredo. Desta forma, estará vinculado ao fornecedor da tecnologia pela força do contrato, e não pela propriedade da informação, que no caso não existe. Repita-se: se houvesse propriedade, haveria impedimento de se fazer uso de informação, mesmo se obtida autonomamente. Faz-se o contrato justamente por não haver autonomia. Na realidade, o contrato obriga pouco. Como o notou o Diretor da Union Miniére belga, cuja conferência foi transcrita no Caderno Especial do Jornal do Brasil de 20 de maio de 1978, a proteção contra os efeitos negativos dos regulamentos relativos à transferência da tecnologia não é jurídica: é parcialmente moral e deve nascer de uma comunidade de interesse. Para solucionar o problema da falta de proteção jurídica da passagem de informação não patenteada, o empresário belga propunha associar-se a um grupo altamente qualificado no setor em estudo, e cujos interesses sejam convergentes com o nosso. 5. A PROTEÇÃO DA INFORMAÇÃO NÃO PATENTEADA Não havendo propriedade da informação, o que acontece a quem consegue obtê-la? Se a obtenção foi feita por acaso, ou por pesquisa própria, nada: novo detentor está livre para usá-la. Se a informação foi havida de alguém que a obteve por força de contrato (um tomador de tecnologia, um empregado da empresa detentora), dificilmente poderá o detentor original acionar o novo, embora quem assinou o contrato com o dever de segredo possa ser constrangido às perdas e danos. Se alguém obteve a informação diretamente do detentor, mas por vias ilegítimas (copiando ilegalmente um desenho, por exemplo, poderá haver processo criminal e ação de indenização. Suponhamos, assim que o detentor queira obter a compensação pelo uso indevido da informação não patenteada. Como será definido o montante do dano? Não houve subtração de bens, pois o detentor não está privado de utilizar-se da mesma informação - não há perdas, ou melhor, dano emergente. Haverá, porém, lucros cessantes: a utilização por um competidor poderá retirar do detentor original sua posição privilegiada no mercado, e a indenização seria quantificada pelas conseqüências econômicas da perda do monopólio de fato. Evidentemente, uma ação de tal natureza apresenta problemas complexos, mas o que se tentou foi definir o interesse econômico protegido: é a vantagem, resultante de uma posição privilegiada no mercado. É importante notar, assim, que o conhecimento técnico passa a fazer parte do segredo comercial da empresa, desde que não patenteada; e a proteção jurídica a ele assegurada não difere substancialmente da oferecida às outras informações comerciais, financeiras ou econômicas que integram o corpo de conhecimentos íntimos da empresa, fixando-lhe uma determinada posição no mercado. Para a informação transmitida por contrato, há um direito de crédito, equivalente ao que existe entre o emitente e o possuidor de uma nota promissória. Em nenhum dos dois casos há propriedade. Tal se dá porque a propriedade das informações não é natural - resulta de uma concessão do Estado, que, através do sistema de patentes, objetiva conseguir a circulação das informações tecnológicas. Salvo alguns julgados italianos, citados por WISE em Trade Secrets & Know 4

5 How(3), a doutrina e a jurisprudência dão à patente um valor constitutivo da propriedade industrial, e não somente probatória. Em outras palavras, a exclusividade de fato não se transforma em monopólio de direito, a não ser quando o detentor da informação solicita as vantagens, e sujeita-se às desvantagens do sistema de patentes. 6. UMA DEFINIÇÃO DE KNOW HOW A noção de propriedade destas informações, ou da sua posse (o exercício legítimo de alguns dos direitos elementares da propriedade), porém, premeia as definições correntes de Know How. Paul Demin,(4) por exemplo, entende que no contrato respectivo uma pessoa se obriga a fazer o contratante fruir dos direitos que ela possui sobre certas fórmulas e processos secretos, durante um certo tempo, e por um certo preço. Outros autores preferem definir o objeto do contrato pelos conhecimentos técnicos a serem transmitidos. Neste sentido, Magnin,(5) que entende ser o Know How uma arte de fabricação. Similarmente, Fran Martins(7) acredita que seja certos conhecimentos uma arte de fabricação. Similarmente, Fran Martins(7) acredita que Know How seja certos conhecimentos ou processos, secretos e originais, que uma pessoa tem, e que, devidamente aplicados dão como resultado um benefício a favor de quem o emprega. Tal definição, com exceção da questão da originalidade e do segredo (apenas relativos), constitui uma boa base para um conceito adequado o Know How, bastando que se tenha em mente de que benefícios realmente se trata. A jurisprudência inglesa, neste ponto, tem tomado uma posição inovadora, ao considerar Know How como um ativo Lorde Radiffe, numa causa fiscal onde se procurava definir as implicações tributárias de uma transferência de informação tecnológica, chega a admitir literalmente que Know How is an item of fixed capital (7). O Juiz Upjohn, por sua vez, no caso Handley Page v. Burtlerworth,(8) considerou que Know How, apesar de não ter a precise meaning, is an asset. Evidentemente, tal entendimento tem de ser qualificado, pois a informação tecnológica não é contabilizada, como um prédio, ou até mesmo uma patente. O mesmo acontece, porém, com outros elementos imateriais da atividade comercial - a respeitabilidade, a imagem, a eficiência da equipe de vendedores, etc., muito embora tais itens possam ser avaliados em dinheiro no caso de venda da empresa. Tais elementos integram o chamado fundo de comércio, como também Know How: Savatier(9) que, falando exatamente do assunto, inclui, no fonds de commerce, les monopoles de droit ou de fait. Rubens Requião, referindo-se aos privilégios de invenção, mas num comentário extensível à informação não patenteada, também diz: (a invenção... integra os elementos incorpóreos do estabelecimento comercial, participando daquele complexo de bens que compõem e servem de instrumento ao empresário para o exercício da empresa).(10) Notese que não há no fundo do comércio um direito à clientela, mas sim uma oportunidade comercial que se transforma em direito pelo princípio do repúdio à concorrência desleal. O que seja fundo de com8ercio se torna claro, mesmo ao leigo, quando se menciona um de seus elementos usuais: o ponto. Como os contraventores de hoje em dia, os médicos ingleses até recentemente cediam sua clientela a outros colegas, mediante dinheiro. Claro está que ninguém obrigará os doentes de uma região a irem tratar-se com o novo médico, cessionário o ponto: o que se transfere, neste caso, é a vantagem comercial que consiste em não se ter competidores por perto. Se aparecer um concorrente, lógico que não há como enxotá-lo; mas, se for usado qualquer artifício desleal para subtrair a clientela do profissional anteriormente instalado, há proteção civil e criminal. 5

6 Fica evidente, desta forma, o sentido da definição ora proposta de know how: o corpo de conhecimentos técnicos, relativamente originais e secretos, ou pelo menos escassos, que permitem, a quem os detenha, uma posição privilegiada no mercado. O contrato de Know How, consequentemente, seria aquele em que uma parte, mediante o pagamento de uma soma, fornece a outra informações tecnológicas escassas, de forma a possibilitar a esta uma posição privilegiada no mercado. Em suma, o que se transfere, na realidade, não é a tecnologia, mas a oportunidade comercial dela resultante. Existem alguns problemas doutrinários quanto a esta posição, já que se tem entendido que o fundo de comércio não é fracionável,(11) mas não ofende à boa razão conceituar o contrato de Know How, em ultima instância, como cessão parcial de fundo de comércio. As conseqüências práticas de tal entendimento, para um país receptor de tecnologia, porém, compensam de longo qualquer indecisão doutrinária. 7. KNOW HOW - OPORTUNIDADE COMERCIAL A maneira pela qual se paga o fornecimento destas informações ilustra com precisão o real objeto do contrato Know How. Com efeito, usualmente o pagamento é feito, não por uma quantia fixa, em uma só em uma ou em várias prestações, mas por um percentual sobre a receita do produto fabricado com auxílio das informações. É irrelevante, na maior parte das vezes, o quanto se investiu originalmente para conseguir a tecnologia; Como se viu, a tecnologia, embora o objeto do contrato, não é seu objetivo. A forma do pagamento assim, leva em consideração o valor da oportunidade comercial renunciada. Há além disto, um certo interesse por, parte do tomador de Know How de associar o fornecedor ao negócio, pagando-lhe parte da receita. Sendo tecnologia algo fluido (no dizer de um juiz inglês it is like a fluid in store which can be pumped down several channels ) uma das mais eficientes garantias de que a transferências de Know How (= da oportunidade comercial) se fará é o interesse do fornecedor no resultado do empreendimento. Em todo contrato de Know How, com pagamento em percentuais sobre receita, há um ponto de joint venture. Entre os pontos que merecem reavaliação está, em primeiro lugar, o status deste pagamentos de tecnologia quanto à lei fiscal. Dentro da perspectiva considerada não seria absurdo taxar tais pagamentos em bases equivalentes ao que se exige na distribuição de lucros. Similarmente, a remessa de dinheiro ao exterior como contraprestação por tecnologia, quando a coisa se passa entre matriz e subsidiárias muito apagadas toma um aspecto curioso. A empresa estrangeira, pela renúncia a entrar pessoalmente no mercado, cobra de pessoas jurídicas que não são mais que suas emanações econômicas um bem dinheiro. Abandonando, porém, este campo mais apropriado à ciência da administração e à economia, examinemos uma questão fundamental: por que se confunde Know How com conhecimento técnico? No Brasil, a indefinição de Know How tem um objetivo precípuo; sendo oficialmente vedados os pagamentos entre subsidiária e matriz estrangeira por itens de propriedade industrial, vai sob este título a parcela do que seria onerado, se remetido como lucro. Fora este fator complicador, há sempre interesse do fornecedor das informações em obscurecer o assunto, mesmo porque ele está justamente faturando sobre a obscuridade. Quem vende oportunidade comercial está em piores condições do que quem oferece uma tecnologia de nome mágico e conteúdo desconhecido. É a vantagem do ilusionista. 6

7 8. DISTINÇÕES A tecnologia surge no mundo econômico de várias maneiras diversas. Ela pode ser parte de segredo comercial de uma empresa; surgirá como informação confidencial quando transmitida sob reserva de circulação; será livremente divulgada mas sem terá sua utilização restrita, se patenteada; será prestada sem nenhuma reserva, seja de divulgação, seja de utilização no caso de serviços técnicos como o de projeto, de consultoria etc. O segredo comercial, como já se viu, e o conjunto das informações escassas, de caráter financeiro, econômico, comercial ou tecnológico, que permitem à empresa que as detém uma posição privilegiada. Enquanto afetado à exploração de uma certa empresa, este segredo é parte do fundo de comércio, e, como tal, um ativo não contabilizável, embora apreciável economicamente quando a empresa, como um todo, ou parte dela, se transforma em bem de troca. A informação confidencial, que pode ser igualmente de caráter financeiro comercial etc. inclusive tecnológico, é parte de um segredo comercial transmitido, sob reserva de divulgação, de alguma vantagem para transmissor. Dentro desta ótica, o conhecimento técnico transmitido com restrição de divulgação é uma informação confidencial, e será Know How desde que sua detenção represente uma vantagem comercial para o recipiente. A informação tecnológica patenteada á aquele conhecimento técnico para o qual um Estado concedeu exclusividade legal de utilização econômica, conferindo tal monopólio à pessoa, natural ou jurídica, que alegar exclusividade de fato, e nisto não for contestada. Ao restringir o uso, o Estado concedente libera a divulgação, favorecendo a livre circulação das informações tecnológicas. O serviço técnico é a produção de informações, passadas do produto ao recipiente sem restrições seja de uso de divulgação, consistindo na simples prestação de serviços, sem transmissão de posse ou propriedade, nem renúncia à oportunidade comercial. Resumindo as distinções acima, proporíamos o seguinte quadro distintivo: Segredo Know How Patente Serviços Bem de Troca Não Sim Sim Não Propriedade Não Não Sim Não Restrição à Sim Sim Não Não divulgação NOTAS 1. Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil, Fundo de Cultura, Celso Furtado, Op. Cit., pg

8 3. Trade Secret & Know How Throughout the World, Aaron Wise. Clark Boardman Co. Ltd, New York. Vol.II. 4. Paul Demin, Le Contrat de Know How. Emile Bruyant, Bruxelles 1969, apud Fran Martins, Contratos e Obrigações Comerciais, Forense 1969, pg In Fran Martins, Op. Cit. pg In Wise, Op. Cit. pag Op. Cit., pg Id. Ib. 9. La théorie des obligations, Dalloz, 1969, pg Direito Comercial, Saraiva, 1977, pg Por exemplo, no processo da Apuração de Haveres da Casa Garcia, la. Vara Cível do Distrito Federal. Sentença do Dr. Gastão A. Macedo, Transcrita à pg. 95 de Curso de Direito Comercial, Gastão A. Macedo, Freitas Bastos,

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Transferência de Crédito de ICMS de Fornecedor Optante do Simples Nacional

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Transferência de Crédito de ICMS de Fornecedor Optante do Simples Nacional 09/01/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 4 3.1 Transferência de Crédito do ICMS pelos Optantes do... 4 3.2 Do Ressarcimento

Leia mais

1. Patente de Invenção (PI) Produtos ou processos que atendam aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial.

1. Patente de Invenção (PI) Produtos ou processos que atendam aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial. 1 O que é patente? Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras

Leia mais

FUNDO DE COMÉRCIO ("GOODWILL") Algumas Considerações

FUNDO DE COMÉRCIO (GOODWILL) Algumas Considerações FUNDO DE COMÉRCIO ("GOODWILL") Algumas Considerações Sumário 1. Considerações Iniciais 2. Natureza Jurídica 3. Como Avaliar o Fundo de Comércio 3.1 - Cálculo do Valor Atual de Negociação do Patrimônio

Leia mais

Estabelecimento Empresarial

Estabelecimento Empresarial Estabelecimento Empresarial É a base física da empresa, que consagra um conjunto de bens corpóreos e incorpóreos, constituindo uma universalidade que pode ser objeto de negócios jurídicos. É todo o complexo

Leia mais

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 Índice 1. Direito Civil - Continuação...3 1.1. Fatos e Atos Jurídicos... 3 1.2. Direito de Propriedade... 3 1.2.1. Propriedade intelectual... 4 1.2.2. Propriedade

Leia mais

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1

Código de Conduta. Código de Conduta Schindler 1 Código de Conduta Código de Conduta Schindler 1 2 Código de Conduta Schindler Código de Conduta da Schindler Os colaboradores do Grupo Schindler no mundo inteiro devem manter o mais alto padrão de conduta

Leia mais

XIV ENCONTRO DA REDE MINEIRA DE PROPRIEDADE INTELECTUAL CONTRATOS DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA MELLINA MAMEDE

XIV ENCONTRO DA REDE MINEIRA DE PROPRIEDADE INTELECTUAL CONTRATOS DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA MELLINA MAMEDE XIV ENCONTRO DA REDE MINEIRA DE PROPRIEDADE INTELECTUAL CONTRATOS DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA MELLINA MAMEDE O que são Contratos de Transferência de Tecnologia? CONTRATOS DE TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Leia mais

REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA

REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA REGULAMENTO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL DA UTFPR CAPÍTULO I DA FINALIDADE E LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA Art. 1º O presente Regulamento tem por finalidade regulamentar as atividades de propriedade intelectual

Leia mais

O trabalho do tradutor e a lei

O trabalho do tradutor e a lei O trabalho do tradutor e a lei Danilo Nogueira Kelli Semolini 2013 Danilo Nogueira e Kelli Semolini 1ª edição, Agosto de 2013 Copie e distribua a vontade, desde que mantenha os nomes dos autores e todo

Leia mais

Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio SISCOSERV

Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio SISCOSERV Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio SISCOSERV Origem Acordo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria de Comércio

Leia mais

Tome a decisão mais importante do seu negócio REGISTRE SUA MARCA

Tome a decisão mais importante do seu negócio REGISTRE SUA MARCA Tome a decisão mais importante do seu negócio EGISTE SUA MACA marcas & patentes O QUE É UMA MACA? Quando falamos marca temos uma definição natural do que vem a ser esse vocábulo. Essa idéia, do senso comum,nos

Leia mais

2 - Quem autoriza o acesso é o CGEN ou o povo detentor do conhecimento tradicional?

2 - Quem autoriza o acesso é o CGEN ou o povo detentor do conhecimento tradicional? Dúvidas e pontos polêmicos levantados na discussão sobre o Anteprojeto de Lei de Acesso ao Material Genético e seus Produtos, de Proteção aos Conhecimentos Tradicionais Associados e de Repartição de Benefícios

Leia mais

CONCORRÊNCIA DESLEAL, APROPRIAÇÃO DE SEGREDOS INDUSTRIAIS, COMERCIAIS, ESPIONAGEM: FORMAS DE PREVENÇÃO DESSES EVENTOS

CONCORRÊNCIA DESLEAL, APROPRIAÇÃO DE SEGREDOS INDUSTRIAIS, COMERCIAIS, ESPIONAGEM: FORMAS DE PREVENÇÃO DESSES EVENTOS Brasil 01452-002 SP CONCORRÊNCIA DESLEAL, APROPRIAÇÃO DE SEGREDOS INDUSTRIAIS, COMERCIAIS, ESPIONAGEM: FORMAS DE PREVENÇÃO DESSES EVENTOS Ana Carolina Rovida de Oliveira acoliveira@almeidalaw.com.br I

Leia mais

CONTRATO DE CESSÃO DE DIREITO DE USO (LICENÇA) DO BOMBIRÔ PLATAFORMA ONLINE E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO RELACIONADOS

CONTRATO DE CESSÃO DE DIREITO DE USO (LICENÇA) DO BOMBIRÔ PLATAFORMA ONLINE E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO RELACIONADOS CONTRATO DE CESSÃO DE DIREITO DE USO (LICENÇA) DO BOMBIRÔ PLATAFORMA ONLINE E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO RELACIONADOS ATENÇÃO: Ao selecionar a opção Eu aceito os termos de licença e uso do BomBirô

Leia mais

ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 10/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA.

ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 10/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA. ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 10/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: SKY BRASIL SERVIÇOS LTDA. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL ATO REGULATÓRIO: (Resolução nº, de de de 2009

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Breves considerações tributárias quanto a atividade de empresário (antiga firma individual) na atividade de representação comercial Juliano César Borges de Vito* Um dos fatores preponderantes

Leia mais

1- CONTRATO DE TRABALHO

1- CONTRATO DE TRABALHO 1- CONTRATO DE TRABALHO 1.1 - ANOTAÇÕES NA CARTEIRA DE TRABALHO Quando o empregado é admitido - mesmo em contrato de experiência -, a empresa tem obrigatoriamente que fazer as anotações na carteira de

Leia mais

DIREITO AO ESQUECIMENTO NA INTERNET / / LIBERDADE DE INFORMAÇÃO (CASO PORTUGUÊS)

DIREITO AO ESQUECIMENTO NA INTERNET / / LIBERDADE DE INFORMAÇÃO (CASO PORTUGUÊS) DIREITO AO ESQUECIMENTO NA INTERNET / / LIBERDADE DE INFORMAÇÃO (CASO PORTUGUÊS) Cartagena das Índias, 15 de Outubro de 2013 Carlos Campos Lobo Índice Enquadramento Direito ao esquecimento Quadro normativo

Leia mais

Trademarks: protege logotipos e outros símbolos que identificam um produto, empresa ou negócio.

Trademarks: protege logotipos e outros símbolos que identificam um produto, empresa ou negócio. DIREITOS AUTORAIS As informações a seguir foram elaboradas para ajudar a esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre ilustração, contratos e direitos autorais. Para maiores informações jurídicas aconselhamos

Leia mais

AULA 5 SOCIEDADE LIMITADA

AULA 5 SOCIEDADE LIMITADA AULA 5 SOCIEDADE LIMITADA Introdução A sociedade decorre de um contrato entre pessoas que contribuem com bens e serviços para o exercício de determinada atividade visando a partilha de resultados. A Sociedade

Leia mais

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996

LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996 LEI Nº 9.279, DE 14 DE MAIO DE 1996 Regula Direitos e Obrigações Relativos à Propriedade Industrial. TÍTULO V DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA AS PATENTES Art. 183.

Leia mais

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT (COORDENAÇÃO-GERAL DE TREIBUTAÇÃO DA RECEITA FEDERAL) Nº 226, DE 2015 COMENTÁRIOS

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT (COORDENAÇÃO-GERAL DE TREIBUTAÇÃO DA RECEITA FEDERAL) Nº 226, DE 2015 COMENTÁRIOS SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT (COORDENAÇÃO-GERAL DE TREIBUTAÇÃO DA RECEITA FEDERAL) Nº 226, DE 2015 COMENTÁRIOS Os comentários feitos aqui dizem respeitos aos tópicos: AQUISIÇÃO DE SERVIÇO DE TRANSPORTE INTERNACIONAL

Leia mais

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos,

O Acordo de Madrid relativo ao Registro. Internacional de Marcas e o Protocolo. referente a este Acordo: Objetivos, O Acordo de Madrid relativo ao Registro Internacional de Marcas e o Protocolo referente a este Acordo: Objetivos, Principais Características, Vantagens Publicação OMPI N 418 (P) ISBN 92-805-1313-7 2 Índice

Leia mais

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS INOVADORAS CDTI/UNITINS SELEÇÃO DE EMPRESAS EDITAL Nº 007, 13/08/2009.

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS INOVADORAS CDTI/UNITINS SELEÇÃO DE EMPRESAS EDITAL Nº 007, 13/08/2009. 1 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS CENTRO DE DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS INOVADORAS CDTI/UNITINS SELEÇÃO DE EMPRESAS EDITAL Nº 007, 13/08/2009. A Fundação Universidade do Tocantins UNITINS torna público

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial:

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV 1. História e conceito do Direito Industrial: - Como referência ao direito industrial encontramos o uso da expressão marca e patente. Este ramo do direito teve início na Inglaterra

Leia mais

MANUAL DOS PRAZOS PROCESSUAIS: A CONTAGEM DOS PRAZOS NO NOVO CPC 1. MUDANÇAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS PRAZOS PROCESSUAIS:

MANUAL DOS PRAZOS PROCESSUAIS: A CONTAGEM DOS PRAZOS NO NOVO CPC 1. MUDANÇAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS PRAZOS PROCESSUAIS: MANUAL DOS PRAZOS PROCESSUAIS: A CONTAGEM DOS PRAZOS NO NOVO CPC 1. MUDANÇAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS PRAZOS PROCESSUAIS: Mudança no modo de contagem dos prazos: A partir do novo CPC, os prazos processuais

Leia mais

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems Fundamentos de Marketing Global Parte 01 O significado de Marketing Global Uma empresa global bem-sucedida deve ser capaz de pensar globalmente e agir localmente. Marketing global pode incluir uma combinação

Leia mais

ANEXO VII TERMO DE CONFIDENCIALIDADE

ANEXO VII TERMO DE CONFIDENCIALIDADE TERMO DE CONFIDENCIALIDADE TERMO DE CONFIDENCIALIDADE QUE ENTRE SI CELEBRAM O BANCO DE BRASÍLIA S/A E [EMPRESA CONTRATADA] VINCULADO AO [CONTRATO PRINCIPAL1] CELEBRADO ENTRE AS PARTES Processo nº 041.000.371/2009.

Leia mais

Registro na CVM não garante o sucesso do investimento: precedente judicial no Caso Boi Gordo

Registro na CVM não garante o sucesso do investimento: precedente judicial no Caso Boi Gordo Registro na CVM não garante o sucesso do investimento: precedente judicial no Caso Boi Gordo Julio Ramalho Dubeux * Procurador Federal na CVM O lançamento do site do investidor parece ser uma boa oportunidade

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 02 (R2) Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 02 (R2) Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 02 (R2) Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade

Leia mais

2ª ATIVIDADE: (TRABALHO MANUSCRITO): COMENTÁRIO LIVRE EM 10 LINHAS REFERENTE A UMA PESQUISA LEGISLATIVA.

2ª ATIVIDADE: (TRABALHO MANUSCRITO): COMENTÁRIO LIVRE EM 10 LINHAS REFERENTE A UMA PESQUISA LEGISLATIVA. MATRÍCULA: CURSO: SEMESTRE: UNIDADE: ENTREGA / / - PRAZO LIMITE AV1. Vide dicas MDE: Material Didático Estácio. 1ª ATIVIDADE: Pesquisar um tema referente a matéria na biblioteca e redigir um artigo nos

Leia mais

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social:

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social: AULA 2 4. Tipos societários 4.1 Sociedade Simples Se a sociedade simples não optar por outra forma essa é a forma que será a ela aplicada. Esse tipo é também subsidiário aos outros tipos sociais, ou seja,

Leia mais

COMO ADERIR A UMA FRANQUIA SEM ENTRAR EM UMA FRIA

COMO ADERIR A UMA FRANQUIA SEM ENTRAR EM UMA FRIA COMO ADERIR A UMA FRANQUIA SEM ENTRAR EM UMA FRIA Palestrante: Gustavo Posser de Moraes (Graduado em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul, possui MBA em Direito da Empresa e da Economia pela

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA PREÂMBULO 1 Nossos termos e condições de venda são aplicáveis de forma exclusiva; nós não admitimos termos e condições de clientes que sejam conflitantes nem termos e condições

Leia mais

10. AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTOS COM GOODWILL, QUANDO O VALOR JUSTO É IGUAL AO VALOR PATRIMONIAL

10. AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTOS COM GOODWILL, QUANDO O VALOR JUSTO É IGUAL AO VALOR PATRIMONIAL 790 E S A F 9. GANHOS POR COMPRA VANTAJOSA - JUSTO PAGO GANHO POR COMPRA VANTAJOSA CUSTO DE JUSTO 10. AQUISIÇÃO DE INVESTIMENTOS COM GOODWILL, QUANDO O JUSTO É IGUAL AO PATRIMONIAL goodwillvalor justoigual

Leia mais

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração Trabalho de Conclusão de Curso - TCC Graduação em Administração Educação Presencial 2011 1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC O curso de Administração visa formar profissionais capacitados tanto para

Leia mais

APURAÇÃO DO RESULTADO (1)

APURAÇÃO DO RESULTADO (1) APURAÇÃO DO RESULTADO (1) Isnard Martins - UNESA Rodrigo de Souza Freitas http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade012.asp 1 Apuração do Resultado A maioria das

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO TRANS-MUX (EXPLORAÇÃO INDUSTRIAL DE LINHA DEDICADA EILD) ANEXO 3 TERMO DE COMPROMISSO DE CONFIDENCIALIDADE 1. OBJETIVO Este Anexo ao Contrato de Prestação de Serviço TRANS-MUX

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL:

PROPRIEDADE INTELECTUAL: PROPRIEDADE INTELECTUAL: LEGISLAÇÃO - 2 Profa. Dra. Suzana Leitão Russo Prof. Gabriel Francisco Silva Profa. Dra. Ana Eleonora Almeida Paixão Art. 1º Esta Lei regula direitos e obrigações relativos à propriedade

Leia mais

ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE JULHO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 30/2011 TRIBUTOS FEDERAIS ICMS - BA

ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE JULHO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 30/2011 TRIBUTOS FEDERAIS ICMS - BA ANO XXII - 2011-4ª SEMANA DE JULHO DE 2011 BOLETIM INFORMARE Nº 30/2011 TRIBUTOS FEDERAIS CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Introdução - Autoridades Administrativas e o Abuso de

Leia mais

RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012

RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012 RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal do Pampa, em sua 33ª Reunião Ordinária, realizada no dia vinte e sete de setembro de 2012, no uso das atribuições

Leia mais

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO São partes deste Instrumento, VAIVOLTA.COM SERVIÇOS DE INTERNET SA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 15.529.518/0001-94, com sede na Rua Frei Caneca,

Leia mais

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA - CCTCI PROJETO DE LEI Nº 6835, DE 2010 Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de pontos de acesso sem fio à Internet nas ERB Estações

Leia mais

ASSOCIAÇÃO DOS INTEGRANTES DAS AUDITORIAS INTERNAS DAS ENTIDADES VINCULADAS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

ASSOCIAÇÃO DOS INTEGRANTES DAS AUDITORIAS INTERNAS DAS ENTIDADES VINCULADAS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ASSOCIAÇÃO DOS INTEGRANTES DAS AUDITORIAS INTERNAS DAS ENTIDADES VINCULADAS AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO ROTEIRO DE VERIFICAÇÃO TOMADA DE CONTAS ESPECIAL GT - 8 O QUE É De acordo com o art. 3º da Instrução

Leia mais

TERMO DE PARCERIA (Art. 9º da Lei nº 9.790, de 23.3.99, e Art. 8º do Decreto nº 3.100, de 30.6.99)

TERMO DE PARCERIA (Art. 9º da Lei nº 9.790, de 23.3.99, e Art. 8º do Decreto nº 3.100, de 30.6.99) TERMO DE PARCERIA (Art. 9º da Lei nº 9.790, de 23.3.99, e Art. 8º do Decreto nº 3.100, de 30.6.99) TERMO DE PARCERIA QUE ENTRE SI CELEBRAM A (UNIÃO/ESTADO/MUNICÍPIO), ATRAVÉS DO (ÓRGÃO/ENTIDADE ESTATAL),

Leia mais

ED 2180/14. 15 maio 2014 Original: espanhol. Pesquisa sobre os custos de transação dos produtores de café

ED 2180/14. 15 maio 2014 Original: espanhol. Pesquisa sobre os custos de transação dos produtores de café ED 2180/14 15 maio 2014 Original: espanhol P Pesquisa sobre os custos de transação dos produtores de café 1. O Diretor Executivo apresenta seus cumprimentos e, em nome da Colômbia, encaminha aos Membros

Leia mais

TERCEIRIZAÇÃO - Esclarecimentos Necessários

TERCEIRIZAÇÃO - Esclarecimentos Necessários TERCEIRIZAÇÃO - Esclarecimentos Necessários CONTEXTUALIZAÇÃO O cenário produtivo e de negócios vem sofrendo contínuas transformações que ampliam o grau de competição entre as organizações, especialmente

Leia mais

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros

REPÚBLICA DA NAMÍBIA. Lei de Investimentos Estrangeiros REPÚBLICA DA NAMÍBIA Lei de Investimentos Estrangeiros Promulgada em 7 de julho de 1992 e com emenda pela Lei 24 de 1993, Emenda da Lei de Investimentos Estrangeiros de 1993 LEI Para a disposição ao fomento

Leia mais

I) o custo de aquisição de terrenos ou prédios, inclusive os tributos devidos na aquisição e as despesas de legalização;

I) o custo de aquisição de terrenos ou prédios, inclusive os tributos devidos na aquisição e as despesas de legalização; 3 FORMAÇÃO DO CUSTO O custo dos imóveis vendidos compreenderá obrigatoriamente: I) o custo de aquisição de terrenos ou prédios, inclusive os tributos devidos na aquisição e as despesas de legalização;

Leia mais

Aulas de 08 a 18/03/13

Aulas de 08 a 18/03/13 Aulas de 08 a 18/03/13 6. Nome Empresarial 6.1. Alteração do nome empresarial O nome empresarial pode ser alterado a qualquer momento, respeitados os requisitos citados acima. Assim, o nome empresarial

Leia mais

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER

INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER INCORPORAÇÃO, FUSÃO, CISÃO, JOINT- VENTURE O QUE É, QUANDO FAZER, QUANDO NÃO FAZER Breve Análise de cada Situação Por: Antonio Carlos Nasi Nardon, Nasi Auditores e Consultores 1. INCORPORAÇÃO A incorporação

Leia mais

Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais

Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais Hilti do Brasil Comercial Ltda. Política de Privacidade e Proteção de Informações Pessoais Nós, Hilti (Brasil) Comercial Ltda. (coletivamente, referido como Hilti, "nós", "nosso" ou "a gente") nessa Política

Leia mais

inclinada, o inverso da elasticidade se aproxima de zero e o poder de monopólio da empresa diminui. Logo, desde que a curva de demanda da empresa não

inclinada, o inverso da elasticidade se aproxima de zero e o poder de monopólio da empresa diminui. Logo, desde que a curva de demanda da empresa não Pindyck & Rubinfeld, Capítulo 10, Monopólio :: REVISÃO 1. Suponha que um monopolista estivesse produzindo em um ponto no qual seu custo marginal fosse maior do que sua receita marginal. De que forma ele

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 534, DE 29 DE JANEIRO DE 2008

DELIBERAÇÃO CVM Nº 534, DE 29 DE JANEIRO DE 2008 TEXTO INTEGRAL DA, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA DELIBERAÇÃO CVM Nº 624, DE 28 DE JANEIRO DE 2010 (DOCUMENTO DE REVISÃO CPC Nº 01) Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 02 do Comitê de Pronunciamentos

Leia mais

Licença de Uso de Marca (UM)

Licença de Uso de Marca (UM) Licença de Uso de Marca (UM) Definição: Contratos que objetivam o licenciamento de uso de marca registrada ou pedido de registro depositado no INPI. Esses contratos deverão indicar o número do pedido ou

Leia mais

Contratos de Transferência de Tecnologia

Contratos de Transferência de Tecnologia Contratos de Transferência de Tecnologia Karin Klempp, LL.M. 8 de abril de 2010 O que é Tecnologia? Conjunto de conhecimentos, especialmente princípios científicos, que se aplicam a um determinado ramo

Leia mais

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos.

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos. ACORDO-QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA SOBRE COOPERAÇÃO EM PESQUISA CIENTÍFICA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO O Governo da República

Leia mais

O REGIME PAULISTA DE ANTECIPAÇÃO DO ICMS E A INDEVIDA EXIGÊNCIA, DOS ADQUIRENTES VAREJISTAS, DO IMPOSTO DEVIDO POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.

O REGIME PAULISTA DE ANTECIPAÇÃO DO ICMS E A INDEVIDA EXIGÊNCIA, DOS ADQUIRENTES VAREJISTAS, DO IMPOSTO DEVIDO POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. O REGIME PAULISTA DE ANTECIPAÇÃO DO ICMS E A INDEVIDA EXIGÊNCIA, DOS ADQUIRENTES VAREJISTAS, DO IMPOSTO DEVIDO POR SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. 2009-07-31 Adma Felícia B. M. Nogueira Tatiane Aparecida Mora

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004

RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO Nº 998, DE 21 DE MAIO DE 2004 Aprova a NBC T 19.2 - Tributos sobre Lucros. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Seguro-caução Nas Execuções Trabalhistas Bruno Landim Maia DIREITO DO TRABALHO O seguro-garantia é centenário no mundo, mas recentemente operacionalizado no Brasil, é decorrente

Leia mais

1. Compra e Venda Mercantil (art. 481/504 CC) 1. Origem histórica da compra e venda

1. Compra e Venda Mercantil (art. 481/504 CC) 1. Origem histórica da compra e venda 1. Compra e Venda Mercantil (art. 481/504 CC) 1. Origem histórica da compra e venda A compra e venda é o mais importante de todos os contratos, tendo em vista que é pela compra e venda que se dá a circulação

Leia mais

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

OPERAÇÕES DE CÂMBIO. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda OPERAÇÕES DE CÂMBIO CÂMBIO Câmbio é toda compra, venda ou troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou papéis que o representem ou vice-versa. No Brasil em decorrência da atual legislação, sempre uma

Leia mais

Termo de Adesão ao Programa de Afiliados de aprendahebraico.com.br

Termo de Adesão ao Programa de Afiliados de aprendahebraico.com.br Termo de Adesão ao Programa de Afiliados de aprendahebraico.com.br Versão 1.2 07/08/2013 O presente TERMO DE ADESÃO AO PROGRAMA DE AFILIADOS contém as regras que se aplicam à participação de Pessoas Físicas

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

ANEXO 5 TERMO DE CONSTITUIÇÃO DE CONSÓRCIO

ANEXO 5 TERMO DE CONSTITUIÇÃO DE CONSÓRCIO ANEXO 5 TERMO DE CONSTITUIÇÃO DE CONSÓRCIO Termo de Constituição de Consórcio 1 As Partes: A empresa (Nome da Empresa)..., com sede na cidade de..., (Endereço)..., com CNPJ n o..., Inscrição Estadual...,

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 6º

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA Artigo: 6º Diploma: CIVA Artigo: 6º Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Localização das operações Sujeito passivo na Holanda onde importa bens, os quais são vendidos a consumidores finais em território nacional, através de

Leia mais

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA TRIBUTOS CARGA TRIBUTÁRIA FLS. Nº 1 O IMPACTO DOS TRIBUTOS NA FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA 1. - INTRODUÇÃO A fixação do preço de venda das mercadorias ou produtos é uma tarefa complexa, onde diversos fatores

Leia mais

NORMAS DE CONDUTA. Apresentação

NORMAS DE CONDUTA. Apresentação NORMAS DE CONDUTA Apresentação Adequando-se às melhores práticas de Governança Corporativa, a TITO está definindo e formalizando as suas normas de conduta ( Normas ). Estas estabelecem as relações, comportamentos

Leia mais

COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA

COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA COMO ADQUIRIR UMA FRANQUIA O que é Franquia? Objetivo Esclarecer dúvidas, opiniões e conceitos existentes no mercado sobre o sistema de franquias. Público-Alvo Pessoa física que deseja constituir um negócio

Leia mais

Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública

Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública Pagamento Direto a Subcontratados em Empreitada de Obra Pública Antônio Carlos Cintra do Amaral Indaga-me a Consulente se pode estabelecer, em contrato de empreitada para execução de obras e serviços em

Leia mais

- Crédito trabalhista: obrigação solidária do adquirente e alienante;

- Crédito trabalhista: obrigação solidária do adquirente e alienante; Aula de 02/03/15 5. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL - Conceito: corresponde ao conjunto de bens reunidos pelo empresário (individual ou sociedade empresária) para a realização de sua atividade econômica; -

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI. Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI

Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis Imobiliários CRI. Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Renda Fixa Privada Certificado de Recebíveis Imobiliários - CRI Certificado de Recebíveis Imobiliários Instrumento de captação de recursos e de investimentos no mercado imobiliário O produto O Certificado

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br

Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br Soluções Simples www.designsimples.com.br solucoes@designsimples.com.br C1 Introdução Este guia traz noções essenciais sobre inovação e foi baseado no Manual de Oslo, editado pela Organização para a Cooperação

Leia mais

Breves Considerações sobre o Superendividamento

Breves Considerações sobre o Superendividamento 116 Breves Considerações sobre o Superendividamento Luiz Eduardo de Castro Neves 1 O empréstimo de valores é realizado com a cobrança de juros, de forma a permitir uma remuneração pelo valor emprestado.

Leia mais

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 478, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 478, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012. RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 478, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012. Dispõe sobre concessão de incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte.

Leia mais

UNOCHAPECÓ Programação Econômica e Financeira

UNOCHAPECÓ Programação Econômica e Financeira Estruturas de mercado UNOCHAPECÓ Programação Econômica e Financeira Texto para Discussão 1 De acordo com a natureza do mercado em que estão inseridas, as empresas deparam-se com decisões políticas diferentes,

Leia mais

www.baviniferreira.com.br

www.baviniferreira.com.br www.baviniferreira.com.br 1. Aspecto Legal e a Responsabilidade Civil O que é a Responsabilidade Civil? A responsabilidade civil nada mais é senão o dever de reparar o dano. Em princípio, surge a responsabilidade

Leia mais

NOTA TÉCNICA Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Assessoria Legislativa

NOTA TÉCNICA Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil Assessoria Legislativa NOTA TÉCNICA PROJETO DE LEI 4.138/2012 ADVOGADO PROFISSIONAL INDIVIDUAL ALTERAÇÃO NECESSÁRIA. Alteração legislativa que diminuirá a informalidade e a sonegação fiscal. Criação de novos empregos e formalização

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos ICMS/RS Tratamento tributário na emissão da NF-e com Diferimento Parcial e Escrituração

Parecer Consultoria Tributária Segmentos ICMS/RS Tratamento tributário na emissão da NF-e com Diferimento Parcial e Escrituração ICMS/RS Tratamento tributário na emissão da NF-e com Diferimento Parcial e Escrituração 06/11/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria...

Leia mais

08 Capital de giro e fluxo de caixa

08 Capital de giro e fluxo de caixa 08 Capital de giro e fluxo de caixa Qual o capital que sua empresa precisa para funcionar antes de receber o pagamento dos clientes? Como calcular os gastos, as entradas de dinheiro, e as variações de

Leia mais

www.boscotorres.com.br Prof. Bosco Torres CE_01_ Estratégias de Internacionalização

www.boscotorres.com.br Prof. Bosco Torres CE_01_ Estratégias de Internacionalização ESTRATÉGIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. 1 Variáveis das Estratégias de Segundo Philip Kotler,

Leia mais

Contrato de Confidencialidade e Autorização para Divulgação de Informações dos Usuários BIVA SERVIÇOS FINANCEIROS S.A.

Contrato de Confidencialidade e Autorização para Divulgação de Informações dos Usuários BIVA SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. Contrato de Confidencialidade e Autorização para Divulgação de Informações dos Usuários BIVA SERVIÇOS FINANCEIROS S.A. 1. Quem somos Biva Serviços Financeiros S.A. ( BIVA ) é uma plataforma online de prestação

Leia mais

Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis

Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis Instrumentos Econômicos: Licenças Negociáveis O sistema de licenças negociáveis é um tipo especifico de direito de propriedade. O direito de propriedade consiste em uma licença por meio da qual os agentes

Leia mais

COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO

COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO No Modelo de Plano de Negócio, disponível no seu ambiente do Concurso você terá um passo a passo para elaborar o seu Plano, bem como todo o conteúdo necessário

Leia mais

Sociedade uniprofissional registrada na JUCESP e o ISS Kiyoshi Harada*

Sociedade uniprofissional registrada na JUCESP e o ISS Kiyoshi Harada* Sociedade uniprofissional registrada na JUCESP e o ISS Kiyoshi Harada* A maioria esmagadora dos municípios seguindo o modelo equivocado da legislação paulistana, Lei n 13.701/2003, somente permite a tributação

Leia mais

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal. Turma e Ano: Flex B (2014) Matéria / Aula: Propriedade industrial / Aula 01 Professor: Marcelo Tavares Conteúdo: - Propriedade Industrial; Conceito; Classificação; Indicação Geográfica; Concorrência Desleal.

Leia mais

INFORMATIVO JURÍDICO

INFORMATIVO JURÍDICO 1 ROSENTHAL E SARFATIS METTA ADVOGADOS INFORMATIVO JURÍDICO NÚMERO 5, ANO III MAIO DE 2011 1 ESTADO NÃO PODE RECUSAR CRÉDITOS DE ICMS DECORRENTES DE INCENTIVOS FISCAIS Fiscos Estaduais não podem autuar

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença

Processo de arbitragem n.º 78/2015. Sentença Processo de arbitragem n.º 78/2015 Demandante: A Demandada: B Árbitro único: Jorge Morais Carvalho Sentença I Processo 1. O processo correu os seus termos em conformidade com o Regulamento do Centro Nacional

Leia mais

AULA 10 Sociedade Anônima:

AULA 10 Sociedade Anônima: AULA 10 Sociedade Anônima: Conceito; características; nome empresarial; constituição; capital social; classificação. Capital aberto e capital fechado. Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Bolsa de Valores.

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013

PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 PROJETO DE LEI Nº, DE 2013 (Do Sr. João Arruda) Institui Regime Especial de Tributação para instalação e manutenção de Centros de Processamento de Dados - Data Centers. O Congresso Nacional decreta: Art.

Leia mais

Aula de 09/03/15. Tanto a patente quanto o registro podem ser comercializados/transmitidos.

Aula de 09/03/15. Tanto a patente quanto o registro podem ser comercializados/transmitidos. Aula de 09/03/15 7. Propriedade Industrial Bens imateriais protegidos pelo direito industrial: patente de invenção, patente de modelo de utilidade, registro de desenho industrial e registro de marca. Tanto

Leia mais

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Alunos: Gleidiane Lacerda de Souza Raichelle Piol Professor: Aldimar Rossi RESUMO: O presente trabalho tem a finalidade de falar de Juros sobre capital próprio (JSCP) é uma

Leia mais

1 INTRODUÇÃO 1.1 O problema

1 INTRODUÇÃO 1.1 O problema 1 INTRODUÇÃO 1.1 O problema Para se estudar os determinantes do investimento é preciso, em primeiro lugar, definir o investimento. Segundo Galesne (2001) fazer um investimento consiste, para uma empresa,

Leia mais

PORTARIA Nº 3064, de 5 de novembro de 1998

PORTARIA Nº 3064, de 5 de novembro de 1998 PORTARIA Nº 3064, de 5 de novembro de 1998 A REITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de suas atribuições e tendo em vista o que consta no Programa Tecnológico, que integra o Plano

Leia mais

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES

POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES E DE NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES 2 I. Finalidade A presente Política de Divulgação de Informações e de Negociação de Ações tem como finalidade estabelecer as práticas de divulgação

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS Rodrigo Almeida Magalhães Mestre e Doutor em Direito 1- Introdução Baseado no conceito de Cesare Vivante 1, o Código Civil de 2002, em seu art. 887, preceitua o título de crédito,

Leia mais