BB / SC Neste curso os melhores alunos são preparados pelos melhores Professores. Lavagem de Dinheiro. Prof. Aloisio. Lavagem de dinheiro.

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1 Lavag de Dinheiro Lavag de dinheiro A lavag de dinheiro consiste um conjunto de operações comerciais ou financeiras que têm como objetivo a incorporação, na economia, de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente de crime. É o processo pelo qual os criminosos transformam recursos obtidos ilicitamente ativos com orig aparentente legal. Por isso o termo lavag, para representar a transformação do dinheiro sujo (dinheiro de orig ilícita) dinheiro limpo (dinheiro aparentente lícito). Como ocorre É por meio da lavag de dinheiro que os recursos provenientes de crimes como corrupção, sequestro, tráfico de drogas e de armas, são utilizados pelos criminosos, s levantar suspeitas sobre a orig ilícita. O processo de transformação do dinheiro sujo dinheiro limpo envolve, teoricamente, três etapas independentes que, com frequência, ocorr simultaneamente: A colocação, primeira etapa, consiste no ingresso dos recursos ilícitos no sista econômico. Para isso, são realizadas as mais diversas operações, como, por explo, depósitos contas bancárias; compra de produtos e serviços financeiros, como títulos de capitalização, previdência privada e seguros; aplicações depósito a prazo, poupança, fundos de investimento; compra de bens, como imóveis, ouro, pedras preciosas, obras de arte. Na segunda etapa, ocultação, são realizadas operações com o objetivo de quebrar a cadeia de evidências sobre a orig do dinheiro, dificultando o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. Para a ocultação, são utilizadas, por explo, transferências de recursos entre contas correntes, por meio eletrônico; transferência de recursos entre presas; operações através de contas fantasma (conta nome de pessoas que não exist) e de laranjas (pessoas que prestam o nome para a realização de operações); transferência de recursos para paraísos fiscais. A terceira e última etapa, integração, consiste na incorporação formal dos recursos no sista econômico, sob a forma de investimentos ou compra de ativos, com uma documentação aparentente legal. A integração é feita, por explo, através da realização de investimentos negócios lícitos nos diversos setores da economia (comércio, indústria ou serviços). Completadas as três etapas, o dinheiro sujo, já com aparência limpa, fica distante da orig ilícita, tornando mais difícil a associação direta com o crime e seus autores. Os meios, técnicas e formas utilizados nesse processo para colocar, ocultar e integrar o dinheiro são tão variados e articulados, que passaram a ser mencionados como tipologias de lavag de dinheiro, a ser analisada adiante. Setores mais visados para a prática do crime de lavag de dinheiro Alguns setores econômicos, por suas características, são especialmente atrativos para a lavag de dinheiro: Instituições financeiras As instituições financeiras são um dos setores mais visados pelas organizações criminosas para a Atualizada 1

2 Lavag de Dinheiro realização de operações de lavag de dinheiro. A razão disso é que o sista financeiro oferece uma vasta gama de produtos e serviços que permit, com facilidade, a realização de operações para distanciar os recursos da sua orig. Além disso, a circulação do dinheiro pode ser feita com grande velocidade, tanto no país como do e para o exterior. Bolsas de valores O alto índice de liquidez dos papéis negociados, a competitividade entre os corretores, as características internacionais dos negócios realizados e o curto espaço de tpo para realizar as transações são algumas das condições favoráveis para utilização das bolsas de valores para operações de lavag de dinheiro. Mercado imobiliário A existência de poucos mecanismos de controle das transações de compra e venda de imóveis torna o setor imobiliário atrativo para operações de lavag de dinheiro. As transações realizadas, principalmente com dinheiro espécie e, muitas vezes, com valores acima do preço real, além das falsas especulações imobiliárias são algumas formas de lavar dinheiro no setor. Companhias seguradoras, de capitalização e previdência Os mercados de seguros, capitalização e previdência são atrativos para operações de lavag de dinheiro, principalmente, pela possibilidade de apresentação de falsos sinistros e de utilização de beneficiários laranjas, falecidos ou simplesmente inexistentes. Outro fato marcante foi a criação do GAFI Grupo de Ação Financeira sobre Lavag de Dinheiro, ocorrido no ano de 1989, que t a finalidade de examinar medidas, desenvolver políticas e promover ações, no âmbito internacional, de combate à lavag de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Para a prevenção e o combate ao financiamento do terrorismo, foi firmada, pela ONU, no ano de 1999, a "Convenção Internacional para Supressão do Financiamento do Terrorismo". Há também outros acordos internacionais de cooperação na prevenção e no combate à lavag de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Recomendações do GAFI O GAFI é o responsável pela publicação das 49 Recomendações - Quarenta Recomendações Sobre Lavag de Dinheiro e Nove Recomendações Especiais Sobre Financiamento do Terrorismo- que orientam os esforços internacionais na luta contra a lavag de dinheiro e o financiamento do terrorismo. Tais recomendações dev ser seguidas pelos países imbuídos da prevenção e combate a esses crimes. O Brasil é um dos países mbros do GAFI. No Brasil Legislação Cumprindo o compromisso assumido na Convenção de Viena de 1988, o Brasil promulgou a Lei 9.613, , que tipificou o crime de lavag de dinheiro. A Lei também: 2 Atualizada Jogos de azar e sorteios Estes setores movimentam grandes quantias de dinheiro espécie e esta é uma condição excelente para o criminoso lavar o dinheiro sujo. Comércio de jóias, pedras preciosas, objetos de arte e antiguidades Como o valor desses bens t caráter subjetivo, diversas operações são realizadas com preços acima do real, muitas vezes com numerário espécie, viabilizando a lavag do dinheiro. No mundo Embora o ta lavag de dinheiro já fosse conhecido desde o início da década de 80, foi a partir do ano de 1988 que se difundiu tratados internacionais e que a preocupação com os aspectos práticos do combate a esse crime começou a se materializar de forma mais objetiva, com a tipificação do crime por diversos países e a criação de agências governamentais responsáveis pelo combate à lavag de dinheiro. O primeiro tratado internacional a classificar a lavag de dinheiro como crime foi a "Convenção contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas", firmada pela Organização das Nações Unidas - ONU, Viena (Áustria), Os países que aderiram a essa Convenção, entre eles o Brasil, comprometeram-se a considerar, suas legislações, a lavag de dinheiro como crime. instituiu obrigações com a finalidade de prevenir que o Sista Financeiro seja utilizado para a lavag de dinheiro; definiu as pessoas/setores sujeitos ao cumprimento das obrigações; criou o COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que é a Unidade de Inteligência Financeira - UIF do Brasil definiu os crimes antecedentes à lavag de dinheiro; estabeleceu sanções para o caso de descumprimento. De acordo com a legislação brasileira o financiamento do terrorismo, qualquer que seja a orig dos recursos (lícita ou ilícita), é considerado crime antecedente à lavag de dinheiro. A Lei atribuiu às pessoas jurídicas de diversos setores econômicos e financeiros obrigações relacionadas à identificação de seus clientes, registro e monitoramento das operações realizadas, comunicação de operações suspeitas, implentação de procedimentos internos de controle e treinamento dos funcionários para a prevenção e o combate à lavag de dinheiro. Pessoas/setores sujeitos à Lei 9.613/98 Instituições financeiras; bolsa de valores e bolsas de mercadorias ou futuros; seguradoras e corretoras de seguros; entidades de previdência complentar ou de

3 Lavag de Dinheiro capitalização; administradoras de cartão de crédito ou de consórcio; cooperativas de crédito; presas de arrendamento mercantil (leasing) e fomento comercial (factoring); imobiliárias; comerciantes de jóias, pedras e metais preciosos, obras de arte e antiguidades; bingos e loterias; comerciantes de bens de luxo ou de alto valor; atividades que envolvam grande volume de recursos espécie; e dais entidades, cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos mercados financeiros, de câmbio, de capitais e de seguros. Para efeito da regulamentação e aplicação das sanções, a Lei preservou a competência dos órgãos reguladores já existentes, cabendo ao COAF a regulamentação e supervisão dos dais setores: Atualizada Sanções previstas na Lei 9.613/98 O não cumprimento das obrigações previstas na Lei sujeita a instituição e seus administradores às seguintes penalidades: advertência; multa pecuniária variável, de 1% até o dobro do valor da operação, ou até 200% do lucro obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação, ou ainda, multa de até R$ 200 mil; inabilitação tporária, pelo prazo de até 10 anos, para o exercício do cargo de administrador de instituições financeiras; cassação da autorização para operação ou funcionamento da instituição financeira. Crimes antecedentes à lavag de dinheiro O crime de lavag de dinheiro é spre precedido de algum ilícito por meio do qual os recursos foram obtidos. A Lei relaciona oito crimes como antecedentes à lavag de dinheiro: 1. tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; 2. terrorismo e seu financiamento; 3. contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção; 4. extorsão mediante sequestro; 5. contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outr, direta ou indiretamente, de qualquer vantag, com condição ou preço para a prática ou omissão de atos administrativos; 6. contra o sista financeiro nacional; 7. praticado por organização criminosa; 8. praticado por particular contra a administração pública estrangeira. Regulamentação do Bacen O Bacen regulamenta a matéria por meio dos seguintes normativos: Circular Bacen 3.461/09 Consolida as regras sobre os procedimentos a ser adotados na prevenção e combate às atividades relacionadas com os crimes previstos na Lei 9.613, de Carta-Circular Bacen 2.826/98 Divulga a relação das operações e situações que pod configurar indício de ocorrência dos crimes previstos na Lei 9.613, de , e estabelece procedimentos para sua comunicação. Carta-Circular Bacen 3.342/08 Dispõe sobre a comunicação de movimentações financeiras ligadas ao terrorismo e ao seu financiamento. Carta-Circular Bacen 3.409/09 Divulga instruções para as comunicações previstas nos artigos 12 e 13 da Circular 3.461, de Carta-Circular Bacen 3.430/10 - Esclarece aspectos relacionados à prevenção e combate às atividades relacionadas com os crimes previstos na Lei nº 9.613, de , tratados na Circular nº 3.461, de Obrigações impostas pela legislação e regulamentação Para os bancos, que são regulados e fiscalizados pelo Bacen, as principais obrigações são: implentar políticas e procedimentos internos de controle destinados a prevenir e combater a lavag de dinheiro; identificar e manter atualizados os dados cadastrais dos clientes, correntistas ou não; colher declaração firmada pelo cliente, sobre os propósitos e a natureza da relação de negócios com a instituição ; caracterizar os clientes identificados como pessoas politicamente expostas ; autorizar, previamente, o estabelecimento da relação de negócio com clientes identificados como pessoas politicamente expostas ou o prosseguimento de relações já existentes quando o cliente passar a se enquadrar como pessoa politicamente exposta ; acompanhar e monitorar, de forma reforçada e contínua, as transações realizadas pelos clientes identificados como pessoas politicamente expostas ; registrar, acompanhar e monitorar as operações realizadas pelos clientes, correntistas ou não; manter registros específicos das operações de transferência de recursos e da issão ou recarga de valores um ou mais cartões pré-pagos; comunicar as movimentações espécie, b como os provisionamentos para saques, de valor igual ou superior a R$ 100 mil; comunicar os indícios de crime de lavag de dinheiro detectados; comunicar as operações realizadas por pessoas e entidades envolvidas com o terrorismo e seu financiamento; desenvolver e implentar procedimentos internos de controle para prevenção e combate à lavag de dinheiro; treinar os pregados para prevenir e combater a lavag de dinheiro; designar dirigente responsável, perante o órgão regulador, pelo cumprimento das obrigações legais pertinentes ao processo de prevenção e combate à lavag de dinheiro. No Banco do Brasil Sendo um dos setores da economia mais visados para transformar o dinheiro sujo dinheiro limpo, as instituições financeiras estão sujeitas a rígida legislação 3

4 Lavag de Dinheiro e regulamentação para prevenir e combater a lavag de dinheiro. O não cumprimento das obrigações legais e regulamentares sujeita as instituições a sanções previstas lei. Por outro lado, a eventual associação do nome de uma instituição financeira a ocorrências de lavag de dinheiro prejudica sua imag, podendo comprometer a reputação e a confiança pública na integridade da presa, o que, inevitavelmente, impacta os negócios e os resultados financeiros, ameaçando sua solidez e continuidade. Por isso, é fundamental que as instituições financeiras implent controles capazes de mitigar o risco de seus produtos e serviços ser utilizados para a lavag de dinheiro. Acordos internacionais de cooperação na prevenção e no combate à lavag de dinheiro e ao financiamento do terrorismo Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD) A CICAD foi criada pela Organização dos Estados Americanos - OEA, 1986, com o objetivo de promover e facilitar o estabelecimento de uma estreita colaboração entre os Estados-mbros no controle do tráfico, produção e consumo de drogas. A OEA, por meio da CICAD, t trabalhado para definir uma pauta de alcance hisférico, que possibilite a implentação de planos e programas capazes de fortalecer os esforços nacionais no combate às práticas criminosas ligadas ao tráfico de drogas, entre as quais a lavag de dinheiro. Convenção de Viena - A convenção da Organização das Nações Unidas - ONU contra o tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas, aprovada Viena, Áustria, 1988, mais conhecida como "Convenção de Viena", teve como propósito promover a cooperação internacional no trato das questões ligadas ao tráfico ilícito de entorpecentes e crimes correlatos, dentre eles a lavag de dinheiro. Trata-se do primeiro instrumento jurídico internacional a definir como crime a operação de lavag de dinheiro. O Brasil ratificou a Convenção de Viena junho de Regulamento Modelo sobre Delitos de Lavag de Dinheiro Relacionados com o Tráfico Ilícito de Drogas e Outros Delitos Graves - elaboração pela Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD) e aprovação pela Assbléia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) do "Regulamento Modelo sobre Delitos de Lavag Relacionados com o Tráfico Ilícito de Drogas e Outros Delitos Graves", de Grupo de Egmont Em 1995, algumas UIF se agruparam de maneira informal no âmbito de uma organização chamada Grupo de Egmont (o nome foi dado função do local da primeira reunião que ocorreu no Palácio de Egmont-Arenberg, Bruxelas, Bélgica) com o objetivo de facilitar a troca de informações e estabelecer canais de cooperação voltada à repressão da lavag e ao reprego de capitais de orig criminosa atividades formalmente lícitas. O Grupo de Egmont foi criado por iniciativa das Unidades de Inteligência Financeira UIF belga (CTIF) e norteamericana (FinCen). O grupo reúne as UIF de diversos países do mundo e t se esforçado num objetivo muito 4 Atualizada importante visto que opera como promotor de encontros e fóruns entre as agências internacionais, increntando os programas nacionais de combate à lavag de dinheiro, proporcionando um intercâmbio de informações e experiências de inteligência financeira. Convenção de Palermo Em dezbro de 1999, realizou-se Palermo, Itália, a Convenção da Organização das Nações Unidas contra o crime organizado transnacional. Também conhecida como Convenção de Palermo, representa um passo importante na luta contra o crime organizado transnacional, no qual as Nações Unidas expressam a sua convicção de que este é um probla real e grave, que só pode ser combatido por intermédio da cooperação internacional. A Convenção de Palermo é uma resposta clara à ameaça do crime organizado transnacional. Seus protocolos incorporam um novo conjunto de elentos que reflet o pensamento atual sobre a forma de combate a esse tipo de crime. Pela primeira vez, artigos específicos tratam da prevenção do crime nível de importância selhante ao do seu combate. O motivo da grande aceitação recebida por esses instrumentos é evidente: o nível a que chegou a ameaça do crime organizado contra a sociedade atingiu o limite do insuportável. Convenção Interamericana contra o Terrorismo - Aprovada pela Organização dos Estados Americanos OEA, 3 de junho de 2002, foi ratificada pelo Brasil 26 de dezbro de Convenção de Mérida Realizada na cidade mexicana de Mérida, 2003, pela Organização das Nações Unidas ONU, é o primeiro tratado global contra a corrupção. Ele sugere uma estrutura legal para criminalizar práticas de corrupção, ampliar a cooperação internacional no enfrentamento de paraísos fiscais e facilitar a recuperação de ativos desviados para o exterior. Para começar a produzir os efeitos previstos, foi fixado o prazo de 90 dias após a ratificação por 30 países, número alcançado 15 de setbro de O Brasil foi o vigésimo país a ratificar o documento, assinado Sista Nacional de Prevenção e Combate à Lavag de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo O Sista Nacional de Prevenção e Combate à Lavag de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo é composto pelo GGI-LD, pelo Coaf e pelos órgãos reguladores e pessoas sujeitas à Lei 9.613/98. Conselho de Controle de Atividades Financeiras - Coaf O Coaf é a Unidade Financeira de Inteligência UIF brasileira. A estrutura do Coaf é composta pela Presidência, Plenário e Secretaria Executiva. A Secretaria Executiva é o órgão de apoio ao Conselho, dirigido por um Secretário-Executivo, nomeado pelo Ministro de Estado da Fazenda. O Plenário é formado pelo Presidente, nomeado pelo Presidente da República, por indicação do Ministro de Estado da Fazenda, e por onze conselheiros, além de um representante convidado da Advocacia-Geral da União.

5 Lavag de Dinheiro Os conselheiros, designados por ato do Ministro de Estado da Fazenda, por indicação dos respectivos Ministros de Estado, são escolhidos dentre os integrantes do quadro de pessoal efetivo dos seguintes órgãos: Banco Central do Brasil - Bacen; Receita Federal do Brasil - RFB; Comissão de Valores Mobiliários - CVM; Agência Brasileira de Inteligência - ABIN; Ministério das Relações Exteriores - MRE; Departamento de Polícia Federal - DPF; Superintendência de Seguros Privados - Susep; Controladoria-Geral da União - CGU; Ministério da Justiça - MJ; Ministério da Previdência Social - MPS; Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN; Advocacia-Geral da União - AGU (convidado). Tipologias de lavag de dinheiro As formas utilizadas pelos criminosos para lavar o dinheiro obtido nas atividades ilícitas são conhecidas como tipologias de lavag de dinheiro. Em geral, como a transformação do dinheiro sujo dinheiro aparentente limpo envolve múltiplas operações financeiras e comerciais realizadas de forma articulada, uma ou mais tipologias são utilizadas numa mesma operação. Algumas das mais conhecidas são: Empresa de fachada Uma entidade legalmente constituída, que participa do comércio legítimo, é utilizada para contabilizar recursos oriundos de atividades ilícitas. Em alguns casos, a presa mescla recursos ilícitos com recursos provenientes de sua própria atividade. Empresa fictícia Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavag de Dinheiro - ENCCLA Desde a promulgação da Lei 9.613/98, o Setor Público brasileiro v ampliando sua capacidade de combater o crime organizado todo o País. Entretanto, para que o Estado obtivesse resultados positivos no combate à lavag de dinheiro, foram necessárias cooperação e interação por parte do Poder Público. Nessa perspectiva, as principais autoridades do Governo, do Judiciário e do Ministério Público, responsáveis pelo combate à lavag de dinheiro, reuniram-se, pela primeira vez, dezbro de 2003, na cidade de Pirenópolis (GO), a fim de desenvolver uma estratégia conjunta de combate à lavag de dinheiro. Foi então criada a ENCLA Estratégia Nacional de Combate à Lavag de Dinheiro, com o objetivo de estabelecer políticas públicas de combate ao crime de lavag de dinheiro, baseado no princípio da articulação permanente dos órgãos públicos três áreas de atuação: Estratégia, Inteligência e Operacional. A partir da quarta edição, ocorrida novbro de 2006, a ENCLA passou a se chamar Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavag de Dinheiro ENCCLA, com a inserção de mais um ta aos objetivos da estratégia: o combate à corrupção. As reuniões da ENCCLA são realizadas anualmente. Gabinete de Gestão Integrada de Prevenção e Combate à Lavag de Dinheiro - GGI-LD Em dezbro de 2003, foi criado o Gabinete de Gestão Integrada de Prevenção e Combate à Lavag de Dinheiro (GGI LD), responsável por manter a constante articulação das instituições governamentais envolvidas no combate à lavag de dinheiro e ao crime organizado. O GGI LD é composto por órgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e também pelo Ministério Público. É secretariado pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional - DRCI, do Ministério da Justiça. Atualizada Empresa constituída apenas documentalmente (somente no papel). Diferentente da presa de fachada, a presa fictícia não t nenhuma atividade econômica e é utilizada para contabilizar recursos provenientes do crime. Laranja Agente intermediário que efetua seu nome, por ord de terceiros, transações comerciais ou financeiras, ocultando a identidade do real agente ou beneficiário. Em alguns casos, o laranja t ciência de que está sendo utilizado e é, inclusive, runerado pela prestação dos serviços. Em outros, pessoas inocentes, na maioria das vezes com pouca instrução e baixo poder aquisitivo, são utilizados como laranjas, s saber ( prestam seu nome para abrir contas, it procurações para abrir presas de fachada, por explo). Documentos perdidos ou roubados são também instrumentos utilizados por criminosos para a criação de laranjas. Importações fraudulentas - superfaturamento Faturas de importação são itidas com valor superior ao da transação. A diferença é paga com valores de orig ilícita. A suposta operação de importação acoberta os recursos de orig criminosa, viabilizando o envio de recursos ilícitos para o exterior, a título de pagamento de produtos importados. Exportações fraudulentas - superfaturamento Faturas de exportação são itidas com valor superior ao da transação. A diferença é paga com valores de orig ilícita. A suposta operação de exportação acoberta os recursos de orig criminosa, viabilizando o recebimento de recursos do exterior (recursos para ser lavados, ou integração de recursos já lavados ). Estruturação Fracionamento do dinheiro oriundo do crime valores inferiores ao limite estabelecido pelos órgãos reguladores, para a comunicação da operação. 5

6 Lavag de Dinheiro Venda fraudulenta de imóveis Imóveis são comprados com recursos de orig ilícita, por valores oficialmente menores que os valores efetivamente pagos. A diferença entre o valor da transação e o valor declarado oficialmente é paga com dinheiro espécie. Na seqüência, a propriedade é vendida pelo valor de mercado e o lucro aparentente gerado é utilizado para justificar a orig do dinheiro. Utilização de produtos de seguradoras Uma pessoa adquire bens com dinheiro ilícito e faz o seguro por um determinado valor, pagando normalmente os prêmios (mensalidades) do seguro. Às vezes, o valor segurado é aumentado por meio de endosso à apólice. Posteriormente é simulado um sinistro e a seguradora paga o valor pelo qual foi segurado o b. O beneficiário do seguro recebe o pagamento da seguradora (orig lícita), mescla esse valor com outros valores de orig ilícita e justifica a orig do dinheiro como recebimento de sinistro. Dólar a cabo Transferência de recursos "do" e "para" o exterior, com a intermediação de casas de câmbio, doleiros e presas de transferência de numerário, s que o dinheiro saia fisicamente do país de orig. Compra de ativos ou de instrumentos monetários Ativos tangíveis como carros, barcos, aeronaves, imóveis, metais preciosos ou instrumentos monetários ordens de pagamento, vales postais, cheques administrativos, cheques de viag, ações são adquiridos mediante pagamento com dinheiro espécie, obtido por meio de atividades criminosas. Contrabando de moeda O dinheiro espécie é transportado fisicamente para outros países, por meio de artifícios que permitam sua ocultação como, por explo, acomodação bolsas ou compartimentos secretos no meio de transporte utilizado; mescla com recursos transportados carros blindados; ocultação bens exportados (fogões, geladeiras, fornos de microondas etc.). Mescla Recursos ilícitos são misturados, mesclados, com recursos de orig legítima de uma presa. O volume total é apresentado como resultado do faturamento operacional. Transferências eletrônicas Recursos ilícitos são transferidos, dentro do próprio país ou para o exterior, através de transações eletrônicas disponíveis na rede bancária. As transferências eletrônicas permit, com facilidade e rapidez, transferir grandes somas de dinheiro para um ou para múltiplos titulares. Cumplicidade de agente interno Funcionários de instituições financeiras ou presariais são aliciados para facilitar a realização de transações com recursos de orig ilícita. Em geral, o funcionário cúmplice executa operações não permitidas pela instituição ou, ao contrário, deixa de cumprir procedimentos de segurança determinados pela instituição e/ou pela lei, como, por explo, identificar o depositante ou comunicar o indício de lavag de dinheiro às autoridades competentes. Lbre-se... Na maioria dos casos, o criminoso não se importa de perder uma parte dos recursos, contanto que consiga finalizar o processo de lavag com êxito. Tipologias de lavag de dinheiro na prática Veja a lista completa de tipologias de lavag de dinheiro na prática: Tipologia 1 - Depósitos com dinheiro ilícito sacado no exterior Tipologia 2 - Abertura e movimentação de contas para a lavag de dinheiro Tipologia 3 - Dólar a cabo Tipologia 4 - Empresas de fachada Tipologia 5 - Movimentação de valores espécie Tipologia 6 - Exportação fictícia de serviços Tipologia 7 - Compra de seguros Tipologia 8 - Transferências fracionadas de dinheiro ilícito por meio de ressas internacionais Tipologia 9 - Capitalização de presas legítimas com recursos ilícitos Tipologia 10 - Emissão de títulos frios de cobrança Tipologia 11 - Pagamento antecipado de importação Tipologia 12 - Pagamento antecipado de exportação Tipologia 13 - Recursos desviados de presas públicas e lavados por meio de instituições s fins lucrativos Tipologia 14 - Mescla de recursos ilícitos com recursos lícitos e uso de "Caixa 2" Tipologia 15 - Lavag de dinheiro desviado por meio de fraude licitação pública Tipologia 16 - Ocultação da orig do dinheiro no mercado de títulos e valores mobiliários Tipologia 17 - Ressas para o exterior com uso de presas de fachada Tipologia 18 - Lavag de dinheiro operações de compra e venda de títulos públicos federais Tipologia 19 - Importação com preços subfaturados Tipologia 20 - Importação com preços superfaturados Tipologia 21 - Exportação com preços superfaturados 6 Atualizada

7 Lavag de Dinheiro Tipologia 22 - Ocultação de valores planos de previdência privada Tipologia 23 - Operações de préstimos Tipologia 24 - 'Aluguel' de CNPJ para lavag de dinheiro Tipologia 25 - Aquisição de jogadores de futebol para lavag de dinheiro Tipologia 26 - Lavag de dinheiro por meio da compra/venda de gado Tipologia 27 - Uso de postos de gasolina para ocultação de ativos de orig ilícita Tipologia 28 - Lavag de dinheiro por meio de fundos Offshore Tipologia 29 - Lavag de dinheiro por meio de superfaturamento leilões de gado Princípio "Conheça seu Cliente" Um dos principais elentos da prevenção e combate à lavag de dinheiro é o Princípio "Conheça seu Cliente" ( inglês, Know Your Customer - KYC ). Conhecer o cliente significa que o Banco precisa saber qu são as pessoas com as quais realiza negócios para evitar a realização de operações com pessoas ou presas que tenham como objetivo a lavag de dinheiro, b como para a detecção de operações suspeitas. Conhecendo b os clientes, o Banco reduz os riscos de seus produtos e serviços ser utilizados para legitimar recursos provenientes de atividades ilícitas e protege sua reputação. O Princípio Conheça seu Cliente envolve três etapas: 1. Aceitação de clientes avaliação e decisão quanto ao interesse de estabelecer relação negocial com determinada pessoa, física ou jurídica; 2. Identificação de clientes registro dos dados e informações que permitam identificar o cliente; 3. Monitoramento de transações monitoramento das transações realizadas pelos clientes com o objetivo de detectar e comunicar às autoridades competentes eventuais indícios. O momento do início do relacionamento (cadastramento inicial) constitui a primeira oportunidade para conhecer o cliente. É no momento da entrevista inicial que se t oportunidade de aprofundar o conhecimento relação às características do cliente e de suas atividades (qu é, o que faz, quais seus relacionamentos comerciais, bancários e pessoais, qual sua capacidade financeira, qual o interesse de operar com o Banco etc.). A aceitação do cliente deve ser realizada com base nas informações prestadas pelo cliente, b como quaisquer outras informações que a dependência possua acerca daquela pessoa. No processo de identificação do cliente é importante ter cuidado na avaliação da legitimidade da documentação e das informações apresentadas, confrontar as cópias dos documentos com os originais, e arquivá-las no dossiê do cliente, juntamente com quaisquer outras informações consideradas relevantes. A eficácia do monitoramento das transações depende das informações colhidas e registradas quando da aceitação e da identificação do cliente. O conjunto de procedimentos adotados para conhecer o cliente são conhecidos como "devida diligência" ou "due diligence". Pessoas politicamente expostas Um tipo particular de cliente são as pessoas politicamente expostas PPE. São consideradas pessoas politicamente expostas os agentes públicos que despenham ou tenham despenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, pregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo. A regulamentação brasileira impõe aos bancos a obrigação de adotar providências especiais para o estabelecimento de relação de negócios e para o monitoramento da movimentação financeira dos clientes considerados pessoas politicamente expostas - PPE. Os bancos estão obrigados a: 1. identificar os clientes considerados pessoa politicamente exposta; 2. autorizar, previamente, o estabelecimento ou o prosseguimento de relação de negócios com clientes considerados pessoa politicamente exposta; e 3. monitorar, de forma especial, a movimentação financeira dos clientes considerados pessoa politicamente exposta. O acompanhamento diferenciado da movimentação financeira das pessoas politicamente expostas é uma medida auxiliar na prevenção e combate à lavag de dinheiro, mas não se trata de qualquer tipo de medida restritiva. É o reconhecimento de que essas pessoas, função dos cargos que ocupam, têm características especiais. O monitoramento diferenciado é também uma proteção para aqueles que, razão da exposição política, pod ter suas contas correntes utilizadas por terceiros para criar situações comprometedoras. Cargos e funções que caracterizam as PPE De acordo com a regulamentação brasileira, são consideradas "pessoas politicamente expostas - PPE" os agentes públicos que despenham ou tenham despenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil ou países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, pregos ou funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo. No caso de clientes de nacionalidade brasileira, são considerados PPE, no Brasil: Os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União; Os mbros do Conselho Nacional de Justiça, do Supro Tribunal Federal e dos tribunais superiores; Os mbros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República, o Vice-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral de Justiça Militar, os Atualizada 7

8 Lavag de Dinheiro Subprocuradores-Gerais da República e os Procuradores-Gerais de Justiça dos estados e do Distrito Federal; Os mbros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União; Os governadores de estado e do Distrito Federal, os presidentes de tribunal de justiça, de assbléia legislativa e de câmara distrital e os presidentes de tribunal e de conselho de contas de estado, de municípios e do Distrito Federal; Os prefeitos e presidentes de câmara municipal de capitais de estados. Os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da União: de ministro de estado ou equiparado; de natureza especial ou equivalente; de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas, presas públicas ou sociedades de economia mista; do Grupo Direção e Assessoramento Superiores - DAS, nível 6, e equivalentes; No caso de clientes de nacionalidade estrangeira, são considerados "pessoas politicamente expostas", no Brasil, aquelas que exerc ou exerceram importantes funções públicas um país estrangeiro, tais como: nível; chefes de estado e de governo, políticos de alto altos servidores dos poderes públicos; magistrados ou militares de alto nível; dirigentes de presas públicas; ou dirigentes de partidos políticos. Detecção, análise e comunicação de indícios Todas as transações moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido dinheiro, precisam estar registradas, tanto para viabilizar a verificação da compatibilidade entre as respectivas movimentações de recursos e a atividade econômica e capacidade financeira dos titulares, como para fornecer informações eventualmente requisitadas pelas autoridades competentes. É necessário manter registros que permitam identificar o titular, o tipo de operação (produto e/ou serviço utilizado), a data de realização das transações, o valor da operação e a moeda utilizada. Todas as transações realizadas pelos clientes são registradas nos sistas corporativos do Banco e precisam ser monitoradas para detectar eventuais operações atípicas e indícios de lavag de dinheiro. No entanto, exist situações que a existência de indícios de crime de lavag de dinheiro somente pode ser detectada no atendimento ao cliente, observando e analisando elentos relacionados às características das partes envolvidas, aos valores, às formas de realização da operação, aos instrumentos utilizados, à compatibilidade com a ocupação/atividade econômica. Monitoramento e comunicação das transações com valores espécie A realização de operações com dinheiro espécie ( dinheiro vivo ) é especialmente atrativa para a lavag de dinheiro, porque dificulta a identificação da orig dos recursos. Por isso, deve ser objeto de especial atenção. Com o dinheiro vivo fica mais fácil para os criminosos utilizar o que foi obtido de forma ilícita s deixar rastros de qu fez as transações. Para monitorar esse tipo de operação, o Banco Central determina a comunicação de todas as operações espécie de valor igual ou superior a R$ 100 mil (entrada ou saída de dinheiro vivo ), independentente, de qualquer análise quanto à existência de indícios de lavag de dinheiro. Dev ser comunicadas ao Coaf as seguintes operações, quando envolver numerário espécie, de valor igual ou superior a R$ 100 mil: saque; pedido de provisionamento para saque; depósito; issão de cheque administrativo, Orpag, Transferência Eletrônica Disponível TED ou de qualquer outro instrumento de transferência de fundos contra pagamento. Fracionamentos de valores espécie que pela habitualidade, valor e forma possam configurar artifício para burla da comunicação ao Coaf dev também ser registrados no sista de controles correspondente. 1. Se, efetivamente, não houve entrada ou saída física de dinheiro espécie valor igual ou superior a R$ 100 mil, selecione a Opção 1 Não se aplica. Por explo, desconto de um cheque de R$ 500 mil e depósito simultâneo conta de poupança. 2. Se, efetivamente, houve entrada ou saída física de dinheiro espécie valor igual ou superior a R$ 100 mil, é obrigatória a identificação das pessoas envolvidas na operação. Tanto a não-comunicação de operações à autoridade competente, como a comunicação indevida expõ o Banco e seus funcionários a sanções legais e a danos à imag: não comunicar a operação à autoridade competente expõe o Banco ao risco de sanções, pelo descumprimento de normativos do Bacen, e ao risco de imag pela divulgação na mídia de casos investigados pela Polícia Federal ou Ministério Público, com menções sobre a existência de operações realizadas no Banco e não comunicadas; comunicar indevidamente o cliente expõe o Banco ao risco de danos à imag pela possibilidade de o Banco e o cliente ser questionados, caso de investigação pelos órgãos competentes (Polícia Federal e/ou Ministério Público), sobre detalhes das transações espécie, quando essas na verdade não ocorreram. Comunicações de transações que não ocorreram expõ ainda o Banco ao risco de ações judiciais, postuladas por clientes que, por erro do Banco, tenham 8 Atualizada

9 Lavag de Dinheiro tido seus nomes e transações indevidamente informados à autoridade competente. O registro incorreto, além de expor o Banco aos riscos de sanções legais e de danos à imag, sujeitam o funcionário responsável a: Prestar depoimentos caso de investigação pelos órgãos competentes (Polícia Federal e/ou Ministério Público), sobre detalhes das transações espécie realizadas no Banco e não comunicadas ou comunicadas indevidamente; Sanções disciplinares por falha serviço; e Sanções legais por descumprimento da regulamentação do Bacen. O Bacen determina também a comunicação, mensal, das ocorrências relativas à movimentação de carga e recarga dos cartões pré-pagos. Relato do caso Um cliente compareceu a uma agência do Banco, procurando por uma ord de pagamento proveniente do exterior, e apresentou cópia do recibo da ressa itido por uma presa estrangeira. A agência não localizou o crédito. Dias depois o funcionário da agência tomou conhecimento de que a ord havia sido creditada na conta daquele cliente. Por não manter relacionamento com a tal presa estrangeira issora do recibo, o funcionário da agência, muito atento, decidiu verificar a orig do depósito. Descobre que o único crédito na conta do cliente era proveniente de uma transferência reais, da conta da "Empresa X", do ramo de alimentos, correntista do Banco. Ao analisar a movimentação financeira da "Empresa X", a agência verificou a existência das seguintes situações na conta: recebimentos diários de depósitos espécie, efetuados terminais de auto-atendimento de diversas cidades localizadas regiões de fronteira, valores inferiores ao limite que obriga a identificação do depositante, o que caracteriza fracionamento para burla daquele limite. transferências diárias de recursos para diversas contas de clientes de outras agências do Banco e de outras instituições financeiras no País. Essa movimentação é típica de instituições de transferência de valores e é incompatível com a movimentação de uma presa do ramo de alimentos. recebimento de diversos depósitos cheques de pequeno valor, com alto índice de devolução, configurando operação típica de presas de factoring, provavelmente utilizada para ocultar a orig de parte dos recursos movimentados pela presa. Diante dos indícios apresentados, a agência comunicou a ocorrência à Diretoria Responável, que comunicou ao Coaf, na forma da Lei. As investigações pelos órgãos competentes revelaram a existência de uma rede não-oficial de transferências internacionais de valores, intermediada por doleiros, que se utilizavam de Empresas de fachada para praticar o crime de lavag de dinheiro, tipologia conhecida como Dólar a cabo. LEI Nº 9.613, DE 3 DE MARÇO DE Dispõe sobre os crimes de "lavag" ou ocultação de bens, direitos e Vide valores; a prevenção da utilização do Decreto nº sista financeiro para os ilícitos previstos 2.799, de nesta Lei; cria o Conselho de Controle de 1998 Atividades Financeiras - COAF, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I Dos Crimes de "Lavag" ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores Art. 1º Ocultar ou dissimular a natureza, orig, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime: I - de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; II - de terrorismo; II de terrorismo e seu financiamento; (Redação dada pela Lei nº , de ) III - de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado à sua produção; IV - de extorsão mediante seqüestro; V - contra a Administração Pública, inclusive a exigência, para si ou para outr, direta ou indiretamente, de qualquer vantag, como condição ou preço para a prática ou omissão de atos administrativos; VI - contra o sista financeiro nacional; VII - praticado por organização criminosa. VIII praticado por particular contra a administração pública estrangeira (arts. 337-B, 337-C e 337-D do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezbro de 1940 Código Penal). (Inciso incluído pela Lei nº , de ) Pena: reclusão de três a dez anos e multa. 1º Incorre na mesma pena qu, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo: I - os converte ativos lícitos; II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe garantia, guarda, t depósito, movimenta ou transfere; III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros. 2º Incorre, ainda, na mesma pena qu: I - utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores que sabe ser provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo; II - participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei. Atualizada 9

10 Lavag de Dinheiro 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art. 14 do Código Penal. 4º A pena será aumentada de um a dois terços, nos casos previstos nos incisos I a VI do caput deste artigo, se o crime for cometido de forma habitual ou por intermédio de organização criminosa. 5º A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida regime aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o autor, co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. CAPÍTULO II Disposições Processuais Especiais Art. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: I obedec às disposições relativas ao procedimento comum dos crimes punidos com reclusão, da competência do juiz singular; II - independ do processo e julgamento dos crimes antecedentes referidos no artigo anterior, ainda que praticados outro país; III - são da competência da Justiça Federal: juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores, nos casos do art. 366 do Código de Processo Penal. 4º A ord de prisão de pessoas ou da apreensão ou seqüestro de bens, direitos ou valores, poderá ser suspensa pelo juiz, ouvido o Ministério Público, quando a sua execução imediata possa comprometer as investigações. Art. 5º Quando as circunstâncias o aconselhar, o juiz, ouvido o Ministério Público, nomeará pessoa qualificada para a administração dos bens, direitos ou valores apreendidos ou seqüestrados, mediante termo de compromisso. Art. 6º O administrador dos bens: I - fará jus a uma runeração, fixada pelo juiz, que será satisfeita com o produto dos bens objeto da administração; II - prestará, por determinação judicial, informações periódicas da situação dos bens sob sua administração, b como explicações e detalhamentos sobre investimentos e reinvestimentos realizados. Parágrafo único. Os atos relativos à administração dos bens apreendidos ou seqüestrados serão levados ao conhecimento do Ministério Público, que requererá o que entender cabível. CAPÍTULO III a) quando praticados contra o sista financeiro e a ord econômico-financeira, ou detrimento de bens, serviços ou interesses da União, ou de suas entidades autárquicas ou presas públicas; b) quando o crime antecedente for de competência da Justiça Federal. 1º A denúncia será instruída com indícios suficientes da existência do crime antecedente, sendo puníveis os fatos previstos nesta Lei, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor daquele crime. 2º No processo por crime previsto nesta Lei, não se aplica o disposto no art. 366 do Código de Processo Penal. Art. 3º Os crimes disciplinados nesta Lei são insuscetíveis de fiança e liberdade provisória e, caso de sentença condenatória, o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá apelar liberdade. Art. 4º O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, ou representação da autoridade policial, ouvido o Ministério Público vinte e quatro horas, havendo indícios suficientes, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão ou o seqüestro de bens, direitos ou valores do acusado, ou existentes seu nome, objeto dos crimes previstos nesta Lei, procedendo-se na forma dos arts. 125 a 144 do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de Código de Processo Penal. 1º As medidas assecuratórias previstas neste artigo serão levantadas se a ação penal não for iniciada no prazo de cento e vinte dias, contados da data que ficar concluída a diligência. 2º O juiz determinará a liberação dos bens, direitos e valores apreendidos ou seqüestrados quando comprovada a licitude de sua orig. 3º Nenhum pedido de restituição será conhecido s o comparecimento pessoal do acusado, podendo o 10 Atualizada Dos Efeitos da Condenação Art. 7º São efeitos da condenação, além dos previstos no Código Penal: I - a perda, favor da União, dos bens, direitos e valores objeto de crime previsto nesta Lei, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé; II - a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de mbro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º, pelo dobro do tpo da pena privativa de liberdade aplicada. CAPÍTULO IV Dos Bens, Direitos ou Valores Oriundos de Crimes Praticados no Estrangeiro Art. 8º O juiz determinará, na hipótese de existência de tratado ou convenção internacional e por solicitação de autoridade estrangeira competente, a apreensão ou o seqüestro de bens, direitos ou valores oriundos de crimes descritos no art. 1º, praticados no estrangeiro. 1º Aplica-se o disposto neste artigo, independentente de tratado ou convenção internacional, quando o governo do país da autoridade solicitante prometer reciprocidade ao Brasil. 2º Na falta de tratado ou convenção, os bens, direitos ou valores apreendidos ou seqüestrados por solicitação de autoridade estrangeira competente ou os recursos provenientes da sua alienação serão repartidos entre o Estado requerente e o Brasil, na proporção de metade, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé.

11 Lavag de Dinheiro Atualizada CAPÍTULO V Das Pessoas Sujeitas À Lei Art. 9º Sujeitam-se às obrigações referidas nos arts. 10 e 11 as pessoas jurídicas que tenham, caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não: I - a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros de terceiros, moeda nacional ou estrangeira; II a compra e venda de moeda estrangeira ou ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial; III - a custódia, issão, distribuição, liqüidação, negociação, intermediação ou administração de títulos ou valores mobiliários. Parágrafo único. Sujeitam-se às mesmas obrigações: I - as bolsas de valores e bolsas de mercadorias ou futuros; II - as seguradoras, as corretoras de seguros e as entidades de previdência complentar ou de capitalização; III - as administradoras de cartões de credenciamento ou cartões de crédito, b como as administradoras de consórcios para aquisição de bens ou serviços; IV - as administradoras ou presas que se utiliz de cartão ou qualquer outro meio eletrônico, magnético ou equivalente, que permita a transferência de fundos; V - as presas de arrendamento mercantil (leasing) e as de fomento comercial (factoring); VI - as sociedades que efetu distribuição de dinheiro ou quaisquer bens móveis, imóveis, mercadorias, serviços, ou, ainda, concedam descontos na sua aquisição, mediante sorteio ou método asselhado; VII - as filiais ou representações de entes estrangeiros que exerçam no Brasil qualquer das atividades listadas neste artigo, ainda que de forma eventual; VIII - as dais entidades cujo funcionamento dependa de autorização de órgão regulador dos mercados financeiro, de câmbio, de capitais e de seguros; IX - as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que oper no Brasil como agentes, dirigentes, procuradoras, comissionárias ou por qualquer forma represent interesses de ente estrangeiro que exerça qualquer das atividades referidas neste artigo; X - as pessoas jurídicas que exerçam atividades de promoção imobiliária ou compra e venda de imóveis; XI - as pessoas físicas ou jurídicas que comercializ jóias, pedras e metais preciosos, objetos de arte e antigüidades. XII as pessoas físicas ou jurídicas que comercializ bens de luxo ou de alto valor ou exerçam atividades que envolvam grande volume de recursos espécie. (Incluído pela Lei nº , de ) CAPÍTULO VI Da Identificação dos Clientes e Manutenção de Registros Art. 10. As pessoas referidas no art. 9º: I - identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado, nos termos de instruções anadas das autoridades competentes; II - manterão registro de toda transação moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta expedidas; III - deverão atender, no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo Conselho criado pelo art. 14, que se processarão segredo de justiça. 1º Na hipótese de o cliente constituir-se pessoa jurídica, a identificação referida no inciso I deste artigo deverá abranger as pessoas físicas autorizadas a representá-la, b como seus proprietários. 2º Os cadastros e registros referidos nos incisos I e II deste artigo deverão ser conservados durante o período mínimo de cinco anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação, prazo este que poderá ser ampliado pela autoridade competente. 3º O registro referido no inciso II deste artigo será efetuado também quando a pessoa física ou jurídica, seus entes ligados, houver realizado, um mesmo mês-calendário, operações com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo que, seu conjunto, ultrapass o limite fixado pela autoridade competente. Art. 10A. O Banco Central manterá registro centralizado formando o cadastro geral de correntistas e clientes de instituições financeiras, b como de seus procuradores. (Incluído pela Lei nº , de ) CAPÍTULO VII Da Comunicação de Operações Financeiras Art. 11. As pessoas referidas no art. 9º: I - dispensarão especial atenção às operações que, nos termos de instruções anadas das autoridades competentes, possam constituir-se sérios indícios dos crimes previstos nesta Lei, ou com eles relacionar-se; II - deverão comunicar, abstendo-se de dar aos clientes ciência de tal ato, no prazo de vinte e quatro horas, às autoridades competentes: a) todas as transações constantes do inciso II do art. 10 que ultrapassar limite fixado, para esse fim, pela mesma autoridade e na forma e condições por ela estabelecidas; a) todas as transações constantes do inciso II do art. 10 que ultrapassar limite fixado, para esse fim, pela mesma autoridade e na forma e condições por ela estabelecidas, devendo ser juntada a identificação a que se refere o inciso I do mesmo artigo; (Redação dada pela Lei nº , de ) b) a proposta ou a realização de transação prevista no inciso I deste artigo. 1º As autoridades competentes, nas instruções referidas no inciso I deste artigo, elaborarão relação de 11

12 Lavag de Dinheiro operações que, por suas características, no que se refere às partes envolvidas, valores, forma de realização, instrumentos utilizados, ou pela falta de fundamento econômico ou legal, possam configurar a hipótese nele prevista. 2º As comunicações de boa-fé, feitas na forma prevista neste artigo, não acarretarão responsabilidade civil ou administrativa. 3º As pessoas para as quais não exista órgão próprio fiscalizador ou regulador farão as comunicações mencionadas neste artigo ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras - COAF e na forma por ele estabelecida. 12 Atualizada CAPÍTULO VIII Da Responsabilidade Administrativa Art. 12. Às pessoas referidas no art. 9º, b como aos administradores das pessoas jurídicas, que deix de cumprir as obrigações previstas nos arts. 10 e 11 serão aplicadas, cumulativamente ou não, pelas autoridades competentes, as seguintes sanções: I - advertência; II - multa pecuniária variável, de um por cento até o dobro do valor da operação, ou até duzentos por cento do lucro obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação, ou, ainda, multa de até R$ ,00 (duzentos mil reais); III - inabilitação tporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de administrador das pessoas jurídicas referidas no art. 9º; IV - cassação da autorização para operação ou funcionamento. 1º A pena de advertência será aplicada por irregularidade no cumprimento das instruções referidas nos incisos I e II do art º A multa será aplicada spre que as pessoas referidas no art. 9º, por negligência ou dolo: I deixar de sanar as irregularidades objeto de advertência, no prazo assinalado pela autoridade competente; II não realizar a identificação ou o registro previstos nos incisos I e II do art. 10; III - deixar de atender, no prazo, a requisição formulada nos termos do inciso III do art. 10; IV - descumprir a vedação ou deixar de fazer a comunicação a que se refere o art º A inabilitação tporária será aplicada quando for verificadas infrações graves quanto ao cumprimento das obrigações constantes desta Lei ou quando ocorrer reincidência específica, devidamente caracterizada transgressões anteriormente punidas com multa. 4º A cassação da autorização será aplicada nos casos de reincidência específica de infrações anteriormente punidas com a pena prevista no inciso III do caput deste artigo. Art. 13. O procedimento para a aplicação das sanções previstas neste Capítulo será regulado por decreto, assegurados o contraditório e a ampla defesa. CAPÍTULO IX Do Conselho de Controle de Atividades Financeiras Art. 14. É criado, no âmbito do Ministério da Fazenda, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, com a finalidade de disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas nesta Lei, s prejuízo da competência de outros órgãos e entidades. 1º As instruções referidas no art. 10 destinadas às pessoas mencionadas no art. 9º, para as quais não exista órgão próprio fiscalizador ou regulador, serão expedidas pelo COAF, competindo-lhe, para esses casos, a definição das pessoas abrangidas e a aplicação das sanções enumeradas no art º O COAF deverá, ainda, coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabiliz ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores. 3 o O COAF poderá requerer aos órgãos da Administração Pública as informações cadastrais bancárias e financeiras de pessoas envolvidas atividades suspeitas. (Incluído pela Lei nº , de ) Art. 15. O COAF comunicará às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis, quando concluir pela existência de crimes previstos nesta Lei, de fundados indícios de sua prática, ou de qualquer outro ilícito. Art. 16. O COAF será composto por servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida competência, designados ato do Ministro de Estado da Fazenda, dentre os integrantes do quadro de pessoal efetivo do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários, da Superintendência de Seguros Privados, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria da Receita Federal, de órgão de inteligência do Poder Executivo, do Departamento de Polícia Federal e do Ministério das Relações Exteriores, atendendo, nesses três últimos casos, à indicação dos respectivos Ministros de Estado. Art. 16. O COAF será composto por servidores públicos de reputação ilibada e reconhecida competência, designados ato do Ministro de Estado da Fazenda, dentre os integrantes do quadro de pessoal efetivo do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários, da Superintendência de Seguros Privados, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria da Receita Federal, de órgão de inteligência do Poder Executivo, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério das Relações Exteriores e da Controladoria-Geral da União, atendendo, nesses quatro últimos casos, à indicação dos respectivos Ministros de Estado. (Redação dada pela Lei nº , de ) 1º O Presidente do Conselho será nomeado pelo Presidente da República, por indicação do Ministro de Estado da Fazenda. 2º Das decisões do COAF relativas às aplicações de penas administrativas caberá recurso ao Ministro de Estado da Fazenda. Art. 17. O COAF terá organização e funcionamento definidos estatuto aprovado por decreto do Poder Executivo. Art. 18. Esta Lei entra vigor na data de sua publicação. Brasília, 3 de março de 1998; 177º da Independência e 110º da República.

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