Esses escravos chagavam ao Brasil em levas que, segundo Kátia de Queiros Mattoso, podem ser divididos em quatro ciclos:

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1 A partir da Idade Moderna, a Europa terá como principal atividade econômica o comercio, visando a acumulação de riquezas. Para desenvolver esse comércio com lucratividade, era necessário expandir o mercado através da descoberta de novos centros que permitiu a descoberta e colonização da América. Desta forma, a colonização terá o sentido de fornecer os produtos para o comercio europeu. Para garantir a lucratividade do comércio cria-se o Pacto Colonial, que se caracterizava pela exclusividade do comércio entre as colônias e suas metrópoles (monopólio comercial). Devido ao mercado favorável para o comércio de açúcar na Europa, Portugal irá implantar no Brasil este produto agrícola graças às condições ideais de clima e qualidade de terra. Para que tal exploração fosse lucrativa, era necessária uma produção em larga escala e mão-de-obra numerosa, permanente e barata. Daí a opção pela escravidão, que permitia, além destas vantagens, um negócio bem lucrativo: o comércio de escravos, que além de fornecer farta mão-de-obra para as colônias, era por si só altamente rendoso, pois o escravo era uma mercadoria comprada barata na África e vendida cara nas colônias. Os portugueses foram os primeiros neste comércio, mas logo foram seguidos pelos ingleses, holandeses e franceses. A partir do século XVIII, os ingleses dominaram quase que exclusivamente o tráfico negreiro, tornando-se uma das principais fontes de enriquecimento da Inglaterra, sendo um dos fatores que propiciaram a necessária acumulação de capital que permitiu o desenvolvimento industrial inglês. Um dos argumentos mais usados para justificar a escravidão africana era de que esses povos eram bárbaros e primitivos, que pertenciam a uma civilização atrasada e inculta, sendo a escravidão a melhor oportunidade para esses povos entrarem em contato com a civilização cristã ocidental, portadora dos legítimos valores que permitam humanizar os africanos. Esse argumento tentava encobrir a violência, que era tirar esses povos de suas terras, famílias e costumes levando-os para um país estranho na condição de escravos. Mas, ao contrário do que os europeus afirmavam, os africanos vinham de culturas ricas e de sociedades muito bem estruturadas: O escravo negro tornado mercadoria do século XVI ao XIX, mercadoria absolutamente, indispensável ao Brasil, não vem de um continente desorganizado, sem tradições, sem passado. Apesar do que tenham dito ou pensado certos contemporâneos europeus ignorantes, no que tem de diferente e necessariamente inferior, o cativo africano, destina-se servir ao desenvolvimento das Américas remotas, tem personalidade e história. A escravidão africana será adotada nas colônias quando a economia local passava a se articular com o comércio internacional. Pois para que o ouro e a prata explorados na América não retornassem para cá na forma de pagamento dos produtos de exportação (cana de açúcar, arroz, algodão, café, especiarias, etc.), era preciso criar uma forma de comércio onde a moeda fosse substituída por outra mercadoria, no caso, o negro. O chamado comércio triangular, entre Europa, África e América, surge justamente para permitir que a substituição do índio pelo negro como mão-de-obra escrava fosse lucrativa, sendo a base monetária a permuta, tanto na África, onde os traficantes trocavam produtos europeus baratos pelos escravos negros e as Américas, onde os escravos produziam as mercadorias coloniais que eram vendidas na Europa, permitindo lucros imensos aos comerciantes europeus.

2 Os escravos africanos que vieram para o Brasil pertenciam a dois grupos culturais e lingüísticos africanos bem diferentes: os sudaneses do norte da África Ocidental; e os bantos, de regiões ao sul do Equador. Os bantos subdividiam-se em cabindas, benguelas, congos e angolas, possuindo muita experiência como agricultores. Os sudaneses abrangiam os huçás, mandingas, nagôs, todos provenientes de ricos reinos africanos, muitos eram islamitas e alfabetizados, além de terem maior capacidade de organização e mais rebeldes, eram por isso mais temidos pelos colonos. Esses escravos chagavam ao Brasil em levas que, segundo Kátia de Queiros Mattoso, podem ser divididos em quatro ciclos: no século XVI, no ciclo da Guiné, vieram os negros sudaneses hauçás, mandigas e uolotes; no século XVII, o ciclo banto, com negros do Congo e de Angola; no século XVIII, predomina o tráfico da Costa da Mina, de origem sudanesa; no século XIX, o tráfico direto entre a baía de Benin e a Bahia, que traz ainda os negros sudaneses. Após a proibição do tráfico negreiro em 1815, o comércio ilegal persistirá com a importação de bantos, provenientes de Angola e Moçambique. Não foi por acaso que o tráfico negreiro trazia para cá uma diversidade tão grande de etnias. Era essa diversidade e o fato de estarem em um território completamente desconhecido que dificultavam a resistência à escravidão. Não existem dados precisos sobre o numero de escravos africanos que vieram para o Brasil, mas estima-se que durante todo o período do tráfico devem ter chegado mais de escravos negros, fora o período após a abolição do tráfico no qual devem ter entrado ilegalmente, por volta de africanos. Uma vasta rede de apreçamento e venda de escravos foi organizada na África para suprir o mercado americano. Para o Brasil, o centro deste comercio será nas costas da Guiné e Cabo Verde. Começará aí o sofrimento de milhares e milhares de seres humanos. Aprisionados através de guerras ou de acordos com chefes tribais, eram transportados para o litoral e embarcados em navios, os famosos tumbeiros, como cargas, nas piores condições. Muitos morriam na viagem, e os que sobreviviam chegavam aqui esquálidos e doentes. As perdas dos escravos durante a viagem já eram esperadas, faziam parte do negócio. Por isso traziam os navios superlotados, e vem daí o nome tumbeiros. A venda de escravos, após o desembarque, dava-se de forma direta ou através de leiloes. No período da mineração desenvolve-se um intenso tráfico interno, dominado pelos chamados tratantes, que faziam a intermediação entre o traficante e o proprietário de escravos do interior. A maior parte dos Africanos ia trabalhar no campo, nas grandes lavouras. Porém, também nas cidades o trabalho escravo era essencial nas mais variadas atividades, principalmente porque a mineração provocou a formação de centros urbanos populosos e com vida própria (como Vila Rica), onde o escravo desempenhava todos os trabalhos necessários à vida. A mentalidade corrente na época, e que perdura até hoje, era que qualquer trabalho braçal era indigno, o que levou escravos urbanos a desempenharem um sem número de ofícios, proporcionando lucros a seus amos. Esses escravos urbanos de ofício ou de aluguel, chamados de escravos de ganho, desempenharam durante todo o período colonial, importante papel no desenvolvimento urbano, trabalhando nos serviços domésticos, no comércio, na prestação de serviços, na manufatura, na metalurgia, nas artes plásticas, na música e em inúmeras outras profissões. Por ser um produto de grande demanda na Europa, a cana-de-açúcar será a primeira lavoura de grande extensão a ser implantada no Brasil, cuja produção os portugueses já tinham experiência nos Açores. Para que fosse lucrativa a economia canavieira organizou-se à base da monocultura e escravidão. E o escravo desempenhava todas as funções: na lavoura, no engenho e na casa grande. O conhecido cronista do século XVII, padre Antonio sintetiza em poucas palavras o papel do escravo na lavoura canavieira:

3 Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente. Entre 1600 e 1850, acredita-se que cerca de 1 milhão e 350 mil escravos trabalhavam na produção de açúcar no Nordeste, em jornadas de trabalho longas e exaustivas. Na mineração do ouro, no século XVIII, também o escravo foi a principal mão-de-obra, produzindo centenas de toneladas de ouro, num trabalho extremamente penoso, o que dava ao escravo uma média de vida de mais ou menos 7 anos. O mesmo ocorrerá nas plantações de café, que se desenvolveram no centro-sul do Brasil, a partir do século XIX, concentrando a maior parte dos escravos existentes no país. Para Suely R. R. Queiroz: Pode-se ver, portanto, que o braço negro esteve sempre presente em todas as áreas e setores de atividades. Nas lavouras do Norte e do Sul, nos serviços domésticos, nas aglomerações urbanas, foi a força do trabalho fundamental para a economia brasileira na época colonial. O desenvolvimento desta está intimamente relacionado com o desenvolvimento da escravidão. Para que o escravo se submetesse a todo esse trabalho violento criou-se todo um sistema de dominação através da coerção e repressão. A perda da identidade era a principal condição para a subordinação. O escravo era tratado como objeto, como uma peça, e como tal podia ser vendido, alugado, emprestado, hipotecado como uma mercadoria qualquer. Havia toda uma legislação que procurava impedir de todas as formas a organização e conscientização dos escravos: era proibido dar queixa contra o amo, era proibido agrupamento de escravos, era incentivada a delação, era desestimulada a constituição da família escrava, através da venda em separado de marido, mulher e filhos. Apesar da exigência de uma série de Cartas Régias que proibiam os maus-tratos aos escravos, estas eram raramente respeitadas, pois a repressão era um fator fundamental para a submissão. As menores faltas eram punidas através de castigos físicos, principalmente o acoite, ministrados em locais públicos, o pelourinho, servindo como ato exemplar para os escravos, de como a insubmissão e rebeldia eram inadmissíveis e corrigidas prontamente. Muitos escravos escolhiam a acomodação e a subordinação como meio de sobrevivência mais seguro. Mas não foram poucos os que reagiam ao cativeiro, das mais variadas formas, na luta pela manutenção da identidade: suicídio, aborto, boicote ao trabalho, foram as formas passivas de resistência que o escravo utilizou para rebelar - se. Porém, as formas abertas de rebelião foram muito freqüentes, apesar da rigorosa repressão. As fugas, tanto individuais como coletivas, os assassinatos do fazendeiro ou do feitor e as insurreições foram formas de resistência que permearam todo período escravocrata. As fugas eram tão comuns que os jornais da época viviam cheios de anúncios de amos a procura de escravos fugitivos. Quando individuais, os escravos procuravam se esconder nas florestas, e nas cidades disfarçar-se para integrar-se à sociedade livre. Nas fugas coletivas, os escravos organizavam-se em quilombos, que existiram em todas as regiões do Brasil onde foi utilizada mão-de-obra escrava. A República dos Palmares foi a que mais se notabilizou por sua longa duração e capacidade de resistência. Mas como Palmares existiram importantes quilombos, com o Ambrósio, Sapucaí, Paraíbuna, Inficionado, Pitangui e Campo Grande. O Quilombo de Campo Grande é um dos mais conhecidos por constar várias referências históricas precisas em documentos da época. Localizado entre Minas Gerais e Goiás, era formado por uma série de quilombos, que se uniram em função da defesa contra expedições repressoras. Possuía uma organização política semelhante à de Palmares: rei, rainha, oficiais e ministros.

4 Os freqüentes ataques aos povoados vizinhos, provocaram a fuga da população da região, temerosa das investidas dos quilombolas. Assim mesmo, faziam comércio com outras regiões: vendiam ouro, peles e os produtos das pilhagens trocando por munição e gêneros. A população do quilombo de Campo Grande chegou a mais de negros aquilombados, que freqüentemente aliavam-se aos garimpeiros para lutar contra as expedições governamentais. Em 1756, os quilombolas de Campo Grande aliaram-se aos escravos da região de Vila Rica planejando uma grande rebelião, porem foram delatados por um escravo e a rebelião não chegou a eclodir. Após vários anos de resistência, em 1759, um exército de 400 bandeirantes conseguiu destruir, finalmente, o Quilombo de Campo Grande e outros menores da região. Mesmo assim, ressurgiram rapidamente em outras localidades. E até hoje, em Minas e no resto do país, é possível encontrar cidades cuja origem foram os quilombos. As insurreições urbanas também foram muito freqüentes em todo o período escravista, principalmente em regiões muito povoadas de escravos como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A mais conhecida foi a revolta dos Malês, ocorrida em 1835, na Bahia, que apesar de ter sido derrotada pelo exército, conseguiu apavorar a população branca da cidade, que precisou lançar mão de todo seu aparato repressivo para conter a tempo a insurreição. É ainda Suely R. R. Queiroz que afirma: Coerção e repressão foram, portanto, as bases de sustentação do escravismo e explicam a grande duração do mesmo. Geraram, contudo, a violência embutida nas relações entre senhores e escravos, que a longo prazo, seria um fator de desagregação do sistema. Como já vimos, a justificativa para a escravização dos africanos era a de que pertenciam a uma raça inferior, ainda presos ao pecado original, e que a escravidão teria um caráter civilizador e cristão. A partir do século XIX, com as pressões européias pelo fim do tráfico negreiro, o discurso se modifica e surge o argumento de que no Brasil a escravidão não era violenta, que as relações escravistas eram fraternais, a ponto do escravo brasileiro ser mais bem tratado que o operário europeu. Além do mais o negro não estaria preparado para o exercício da liberdade. Mas apesar desses argumentos utilizados pelos senhores de escravos, o processo abolicionista se organiza no século XIX, ajudado pela conjuntura internacional. O desenvolvimento do capital industrial, principalmente na Inglaterra, necessitava de mercados abertos para colocar sua produção, encontrando como barreira para essa expansão as instituições mercantilistas, o Pacto Colonial e a escravidão, pois o comercio livre era pressuposto básico para o desenvolvimento industrial. Não foi, portanto nenhuma preocupação humanitária que levou os ingleses a lutarem contra o tráfico de escravos, mas sim, seus interesses econômicos. Assim, a Inglaterra inicia uma luta sem trégua, entre 1810 a 1850, para que o Brasil extinguisse o comércio de escravos, saindo-se vitoriosa em 1850, com a Lei Euzébio de Queiroz, que proibia o tráfico de africanos para o Brasil. Mas, o tráfico interno permanece e se intensifica, pois com a crise do açúcar e algodão no Nordeste, os fazendeiros são obrigados a vender seus escravos que eram comprados pelos fazendeiros do sul, cujas plantações de café se desenvolviam rapidamente, exigindo cada vez mais mão-deobra, esvaziando o Nordeste de escravos. Porem os escravos trazidos do Nordeste não eram suficientes para suprir a demanda de mão-de-obra que a lavoura cafeeira necessitava. A solução encontrada foi a imigração de trabalhadores europeus assalariados, principalmente no oeste paulista. Por outro lado, nos centros urbanos, o desenvolvimento dos meios de comunicação e dos transportes possibilitou uma modernização nas relações sociais, onde a escravidão começa a ser vista como um entrave para o desenvolvimento da sociedade, fazendo com que a população das cidades fosse mais sensível às idéias abolicionistas. Desta forma, o movimento abolicionista será essencialmente urbano e branco, permanecendo distante da luta do negro pela sua libertação. Assim, os lideres abolicionistas serão, na sua maioria, intelectuais liberais: José do Patrocínio, André Rebouças, Antonio Bento, Joaquim Nabuco, todos influenciados pelas idéias

5 de progresso e civilização e vindas da Europa, e que acreditavam que a modernização do país era incompatível com a escravidão. Sob a pressão internacional e das populações urbanas, o governo começa a ter de tomar algumas atitudes para melhorar a imagem do país sem ferir os interesses dos escravistas. É com esse espírito que surge a Lei Rio Branco (Lei do Ventre Livre) e a Lei Saraiva-Cotegipe (Lei do Sexagenário), que na verdade não beneficiavam os escravos, mas sim os proprietários, na medida que os recém-nascidos deveriam permanecer sob a tutela do proprietário até a maioridade, e os escravos idosos eram abandonados, sem condições de sobrevivência, pois não conseguiam trabalho; além do mais, em ambos os casos os escravos deveriam trabalhar mais um período para indenizar o proprietário. Enfim, essas leis tiveram o sentido de prolongar ao máximo o sistema escravista, em benefício dos proprietários. Surgem ainda, organizações abolicionistas clandestinas que estimulavam as fugas de escravos e escondiam os fugitivos, como o Clube do Cupim, no Recife, e Confederação Abolicionista do Rio de Janeiro, ou os caifazes de São Paulo, cuja ação foi uma dos fatores importantes de desorganização do trabalho agrícola que abalou as bases econômicas do escravismo. Desta forma, apesar da resistência de alguns poucos setores rurais, já era claro o colapso do Estado escravocrata, onde até o exercito e a polícia se recusava a reprimir as fugas dos escravos. Finalmente, em 13 de maio de 1888, com o apoio dos dois grandes partidos da classe dominante, o Conservador e o Liberal, foi oficializada a Abolição da Escravidão. Mas para o negro a Lei Áurea não resolveu seus principais problemas, pois continuaram marginalizados: preteridos pela mão-de-obra do imigrante europeu, sendo obrigados a permanecer nas lavouras, agora como trabalhadores de baixíssimos salários, sem oportunidade de interação real com a sociedade. Como diz Octávio Ianni a abolição foi um negócio de brancos, não por falte de luta do próprio negro, que sempre se rebelou contra o cativeiro, mas porque não conseguiu superar a imensa organização da repressão. Com a abolição resolveu-se um problema dos brancos, sem um projeto de integração dos negros na sociedade. Segundo Luz R. Lopez:... O desajustamento transitório do negro no período posterior à Abolição passou com o tempo a ser estrutural, o que reforçou preconceitos raciais e mitos racistas... Passado um século desde a Lei Áurea, o Brasil até chegou eventualmente ao estágio da tolerância racial, mas nunca ao da democracia racial, que só existe na retórica oficial.

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