Nas Asas da História da Força Aérea Brasileira. Hermelindo Lopes Filho

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1 Nas Asas da História da Força Aérea Brasileira Hermelindo Lopes Filho

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3 NAS ASAS DA HISTÓRIA DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA Dedico esta mostra a todos os Homens e Mulheres da Força Aérea Brasileira que, ao longo de 71 anos de História, contribuíram e contribuem para integração e o desenvolvimento do Brasil, e ainda para formação de uma das maiores Forças Aéreas do Mundo, construída com determinação, suor, lágrimas e sobretudo profissionalismo. Prova inequívoca que nosso país deve muito de sua integração, como nação, à FAB. E um grato agradecimento ao CECOMSAER e ao IV COMAR e em especial à FAAP, por suas participações e assistências, que tornaram possível a realização desta mostra. Hermelindo Lopes Filho (Pesquisador da História Militar) 1

4 Força Aérea Brasileira: 71 anos no Ar O ano de 2012 está sendo marcado por vários eventos comemorativos da aeronáutica brasileira, dentre os quais os 71 anos da criação da Força Aérea Brasileira e os 81 anos da criação do Correio Aéreo Nacional. Além destes, comemora-se ainda os 30 anos da participação feminina na FAB, os 60 anos da Esquadrilha da Fumaça-EDA, os 70 anos do IV COMAR e os 100 anos de aviação no Brasil, Campo dos Afonsos. Dos experimentos de balões de Bartolomeu de Gusmão aos dirigíveis de Júlio César Ribeiro de Souza, Augusto Severo, ao 14 bis de Santos Dumont, passando pelo 1º voo do Correio Aéreo Militar (atual Correio Aéreo Nacional CAN), realizado em 12 de junho de 1931, esses são os primeiros marcos históricos da aviação brasileira. A luta pela criação do Ministério da Aeronáutica (Atual Comando da Aeronáutica) pode ser dividida em diferentes períodos, desde os primeiros esforços para formar aviadores no Brasil,em 1914, quando surge a Escola Brasileira de Aviação, no Campo dos Afonsos, com instrutores Italianos, cuja permanência aqui foi efêmera. Em 1916, a Marinha cria a Escola de Aviação Naval, adquirindo o hidroavião Curtiss F, que foi o primeiro avião militar do Brasil. No final de 1918, dois anos depois da Marinha, o Exército dá inicio a formação de seus pilotos, sob a direção de instrutores da Missão Francesa. Em 10 de julho de 1919, inaugura sua Escola de Aviação Militar. A Marinha instalou sua Escola de Aviação na Ilha das Enxadas e instruía seus aviadores em hidroaviões; o Exército, no Campo dos Afonsos utilizando aviões Nieuport. O passo seguinte foi a criação da Arma de aviação em 1927, no Exército, e, em 1931, na Marinha. Em 20 de janeiro de 1941, pelo decreto-lei 2.961, foi criado o Ministério da Aeronáutica e seu braço militar, Forças Aéreas Nacionais, que foi a 1ª designação da atual Força Aérea Brasileira FAB. Foram, então, reunidos os meios que 2

5 compunham as aviações da Marinha e do Exército, além do Departamento de Aeronáutica Civil DAC que pertencia ao Ministério de Viação e Obras Públicas. Para concretizar tal feito, foram necessários homens com grande persistência e capacidade visionária, dos quais podemos citar: Lysias Augusto Rodrigues. Armando Araribia, Aurélio de Lyra Tavares, Ivo Borges, Antonio Alves Cabral, provenientes da aviação do Exército; Luiz Leal Netto dos Reys, Álvaro de Araújo, Amarildo Cortez, provenientes da aviação da Marinha. Na verdade, todos eles perceberam que o modelo centralizador do poder aéreo em uma única estrutura daria ganhos em eficiência operacional e, sobretudo, na questão econômica dos meios empregados. É importante citar a atuação marcante do Ministro Salgado Filho, primeiro civil a comandar o Ministério da Aeronáutica, que possuía uma extraordinária habilidade política e grande capacidade de trabalho, e foi capaz de organizar e reaparelhar a FAB, além de ter enviado para a Itália o 1º Grupo de Caça e a 1ª ELO, cuja atuação, nos céus daquele país, é e será sempre motivo de orgulho para todos nós brasileiros. Portanto, decorridos 71 anos de sua criação, a FAB passou por várias reorganizações, enfrentou os desafios que lhe foram impostos, cresceu, desenvolveu-se, tornou-se uma das maiores forças aéreas do mundo, construída com muita paixão, suor, lágrimas e profissionalismo. Hoje, podemos olhar com muito orgulho e confiança para a obra que esses homens de azul realizaram e realizam para o Brasil. Vale a pena, sem dúvida, voltar no tempo e lembrar de como tudo começou. Senhoras e senhores, boa exposição. Hermelindo Lopes Filho (Pesquisador da História Militar) 3

6 Salgado Filho: O primeiro Ministro da Aeronáutica Para comandar a Aeronáutica Brasileira, o Presidente da República, Getúlio Vargas, nomeou o civil Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, em Salgado Filho era conhecido por ser um homem competente, justo e com qualidades que o qualificavam a dirigir com sabedoria os problemas advindos da fusão das duas importantes corporações: Aviação Militar e Aviação Naval, acrescido do fato de tratar-se de um período em que o mundo estava em guerra. Durante sua gestão, o ritmo de formação de pilotos, instrutores e especialistas aeronáuticos foi acelerado para atender às necessidades de um ministério ainda incipiente. Para tal, foram criadas a Escola da Aeronáutica e a Escola de Especialistas da Aeronáutica. Ainda durante a sua gestão, foram criadas as Bases Aéreas de Recife (1941), a primeira base aérea da FAB, Salvador (1942)e Natal (1942). A Força Aérea Brasileira começou a dar proteção aérea à navegação costeira, de Porto Alegre até Belém, e várias bases aéreas davam conta de proteger o litoral brasileiro. Foi criado um centro de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (CPORAER) na base Aérea do Galeão, complementado a seguir por mais dois centros nas bases aéreas de São Paulo e de Porto Alegre. Foram também inúmeras as suas providências para reorganização do Setor Aéreo e para a atuação eficiente de nossos pilotos e oficiais na campanha da Itália. Salgado Filho promoveu o reaparelhamento da FAB, a criação e encaminhamento para a Itália do 1º Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) que, juntamente com a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO), participou das operações militares que se desenrolaram no teatro de operações do Mediterrâneo. Após quatro anos, ao transmitir o cargo para o Brigadeiro do Ar Armando Trampowsky, Salgado Filho deixou um legado de dignidade e competência, como administrador e como político. Comandante da Aeronáutica: JUNITI SAITO O Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, hoje comandante da Aeronáutica, é exemplo e testemunha da força e dignidade que os imigrantes japoneses transmitiram aos seus descendentes brasileiros. 4

7 Nasceu em Pompéia, Estado de São Paulo, e ingressou na Força Aérea Brasileira em 05 Março de 1960, formando-se oficial aviador, em 20 de dezembro de Sua trajetória militar galgou os postos de Segundo Tenente em 10 de julho de 1966; Primeiro tenente em 23 de Outubro de 1968; Capitão em 31 de Março de 1971; Major em 30 Abril de 1975; Tenente Coronel, em 31 de Agosto 1981; Coronel em 31 de Agosto 1988; Brigadeiro do Ar em 31 de Março de 1995; Major Brigadeiro do Ar em 31 de Julho de 1999 e Tenente Brigadeiro do Ar em 31 de Março de Todas as promoções foram por merecimento. Homem sensível, orgulhoso da sua ascendência, o comandante Saito destacou-se sempre pela seriedade, competência e aguçada inteligência, durante toda a sua trajetória de vida militar. De origem simples, seus pais fizeram parte da colônia japonesa, que atravessou o oceano para viver no Brasil e, apesar das enormes diferenças culturais e de língua, enfrentou com determinação, resignação todas as dificuldades, enriquecendo a nossa Pátria com valores éticos e ensinamentos, principalmente na agricultura, mas também em todas as áreas do conhecimento humano. Um descendente desse heróico povo é o nosso Comandante da Aeronáutica: o Tenente - Brigadeiro do - Ar, Juniti Saito. Os Precursores Brasileiros que abriram para o Mundo os Caminhos do Espaço BARTHOLOMEU DE GUSMÃO: O PADRE VOADOR Poucos conhecem a existência de outros brasileiros que sonharam em alçar voo antes de Santos Dumont. Um desses brasileiros foi Bartholomeu de Gusmão, que iniciou os primeiros estudos da Aerostação. Nasceu em 1685, na cidade de Santos, seguindo a carreira eclesiástica. Desde cedo, interessou-se pelo estudo de Matemática, Física e principalmente pelo estudo de fluídos. Viajou para Portugal em 1708, quando entrou para a Universidade de Coímbra, especializando-se em Mecânica, Química e Astronomia. Em 1709, diante do Rei D. João V, da rainha D. Maria Anad e Habsburgo e dos súditos, ele demonstra a sua mais nova invenção: a do experimento do mais leve que o ar, em forma de Balão de São João. Esse engenho ascendeu a partir do pátio da Casa da Índia e, em seguida, desceu no terreno do Paço, anexo ao Palácio. 5

8 Essa experiência consistiu em um balão feito de papelão que, uma vez preenchido por ar quente, subia ao céu. Com a aprovação de sua invenção pelo rei, Bartholomeu de Gusmões tornou-se famoso no velho continente, como sendo o Padre Voador. Em 1966, uma urna contendo seus ossos, vindos da Espanha, foi entregue ao Museu da Aeronáutica da Fundação Santos Dumont, em São Paulo, permanecendo ali até 1999, quando foi levado para o Mosteiro de São Bento. Em 2004, mais uma vez, seus ossos foram transladados e entregues, agora para o IV Comar (Quarto Comando Aéreo Regional). Este, por sua vez, em uma cerimônia, deposita em definitivo seus restos mortais na Cripta da Catedral Metropolitana da Sé. Augusto Severo: O Mártir da Tecnologia Aeronáutica Nasceu na cidade de Macaíba, Rio Grande no Norte, em 11 de janeiro de Ainda criança demonstrou grande interesse por engenheiros mecânicos e pela navegação aérea. Em 1889, projetou seu primeiro balão, ao qual deu o nome de Potiguarania e, apesar de não conseguir fabricá-lo, recebeu aprovação do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. Em 1901, em sua segunda viagem à França, na cidade de Paris, projetou e determinou a construção de um balão com as seguintes características: 30 metros de comprimento X 12 metros de diâmetro, em forma de charuto, contendo cerca de 2000m³ de hidrogênio e equipado com 2 motores, respectivamente de 16 e 24 HP. Batizou-o de PAX. Seu primeiro e único voo, ocorreu em 12 de maio de 1902, tendo como tripulante ele próprio e seu mecânico Sachet. Durante 15 minutos, o balão se elevou cerca de 400m de altura e, em seguida, explodiu, matando os dois tripulantes. Independentemente das causas do desastre, o balão PAX deixou a concepção básica da Aerostação que permaneceu válida e trouxe inovações para aquela época: a primeira, uma alma (estrutura) de metal que prendia a cesta ao balão; a segunda, relacionava-se com o equilíbrio do centro geométrico do aeróstato. 6

9 Santos Dumont: Sonho do Menino deu Asas ao Homem Eu queria, por minha vez, construir balões. Durante as compridas tardes ensolaradas do Brasil, deitado à sombra da varanda, eu me detinha horas a contemplar o belo céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com suas largas asas abertas, atingiam as grandes alturas. E ao ver as nuvens que flutuavam, sentia-me apaixonado pelo espaço livre. Santos Dumont Alberto Santos Dumont projetou, construiu, aperfeiçoou e voou em balões dirigíveis, transformando-os em confiáveis máquinas voadoras, logo no inicio do século XX. Em 1901, após várias experiências com diferentes tipos de lemes, comandos direcionais, bambus, modificações em motores e, finalmente, em Paris, em 19 de outubro, realiza no dirigível nº 6 um voo de ida e volta entre Saint Cloud e a torre Eiffel, que contornou duas vezes, diante de especialistas do Aeroclube da França, imprensa e público, conquistando o prêmio Deutsch. Estava assegurada a dirigibilidade dos balões. Em 14 de julho de 1903, para uma multidão de 200 mil expectadores e mais de 50 mil militares, Santos Dumont voou sobre Longchamps, realizando a primeira navegação aérea, numa demonstração militar que comemorava a queda da Bastilha. Ainda em Paris, três anos após essa demonstração, em 23 de outubro de 1906, ele, pilotando o famoso 14 Bis, aparelho de sua criação, mais pesado que o ar e com propulsão própria, voou cerca de 60 metros, a uma altura de 2 a 3 metros, no campo de Bagatelle. Santos Dumont é patrono da Aeronáutica e no início do século XX, previu, inclusive, que o futuro das campanhas militares teria como principal estratégia a guerra aérea. Em 23 de julho de 2012, completaram 80 anos de sua morte. As Origens: O Início das Asas Por ocasião da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), o Marquês de Caxias solicitou a aquisição de um balão de observação para ser instalado nas matas e lagoas como auxilio em operações de reconhecimento aéreo. Esse é o primeiro registro do emprego da Aerostação do Brasil, em A seguir, trecho da carta enviada por Caxias ao ministro da guerra: Por quanto reconheço o serviço importante que nos prestaria tal auxilio para reconhecimento de 7

10 terrenos cobertos de matas e lagoas fora do alcance de observadores colocados em situações inteiramente planas. Tenente Juventino Fernandes: A primeira vítima militar. Com o objetivo de formar o primeiro núcleo de Aerostação no Brasil, o exército enviou, à França, o tenente de cavalaria Juventino Fernandes da Fonseca, com a incumbência de adquirir balões e material para o parque militar, além de obter e se especializar em navegação aérea. Ao retornar ao Brasil, um ano depois, o tenente Juventino marcou sua primeira ascensão para 20 de maio de 1908, ocasião em que estavam presentes o ministro da guerra, Marechal Hermes da Fonseca, e outras autoridades militares. Na demonstração, um acidente provocou a morte do tenente Juventino: o cabo que retinha o balão rompeu-se e a válvula aberta para dar inicio à descida empenou, deixando escapar todo o gás. Escola Brasileira de Aviação Em 1912, um grupo de aviadores franceses e italianos veio ao Brasil para efetuar demonstrações aéreas. Alguns deles, Felice Gino, Vittorino Bucelli, Eduino Orione e Arturo Jona propuseram ao governo brasileiro a criação de uma escola de aviação para formação de pilotos militares brasileiros. Com a anuência do governo brasileiro, em 13 de janeiro de 1913, a firma Gino Bucelli e Cia, assinou contrato com o Ministério da Guerra para a criação da Escola de Aviação, o que se efetivou em 2 de janeiro de 1914, com a denominação Escola Brasileira de Aviação Por problemas financeiros e atrasos de pagamentos por parte do governo, além da eclosão da Primeira Guerra Mundial, os proprietários da escola, rescindiram o contrato e interromperam as atividades da escola, o que representou um golpe terrível para o grupo de militares que se iniciava na aviação. Salientando que, aqui em São Paulo, em 1913, foi criada a Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo com a finalidade de dar superioridade aérea ao Estado de São Paulo, em caso de uma possível intervenção das forças federais. No entanto, seu funcionamento foi efêmero, durando alguns meses apenas. 8

11 Tenente Ricardo Kirk: O Primeiro Emprego de Avião em Operação Militar no Brasil No ano de 1914, o governo federal autorizou operações militares para abafar uma revolta ocorrida no norte do Estado de Santa Catarina e no sul do Paraná, na Região do contestado. Tratava-se de um conflito envolvendo tropas do Exército, das Forças Públicas do Paraná e de Santa Catarina, contra um grupo de fanáticos religiosos. Pela primeira vez, utilizou-se no Brasil e na América do Sul um avião (tratava-se de um avião não militar remanescente da Escola Brasileira de Aviação ou do Aeroclube Brasileiro) em operação militar, para reconhecimentos sobre as posições inimigas e na regulação do tiro de artilharia. Pilotado pelo tenente do Exército Ricardo Kirk, que infelizmente faleceu nesse período no dia 1º de março de 1915, enquanto desempenhava uma dessas missões. Escola de Aviação Naval Em 23 de agosto de 1916, foi criada a Escola de Aviação Naval, pela Marinha, no Rio de Janeiro, na Ilha das Enxadas, que instruía seus aviadores em hidroaviões. Seu primeiro comandante foi o almirante Protógenes Guimarães. Até 1921, já tinha formado 38 aviadores, a maioria navais e alguns militares. Para defesa do litoral e da Esquadra, a Marinha cria, em 1931, o corpo da aviação. O Primeiro Avião Militar Brasileiro Em 12 de Julho de 1916, chegaram ao Rio de Janeiro três aviões aerobote, que haviam sido encomendados aos Estados Unidos. Tratava-se de bi-planos com motor Curtiss OXX, refrigerados à água, 8 cilindros em V, 90 HP de potência, com comprimento de 8,33m e envergadura de 12,69m. Tinham dois lugares, lado a lado. Foram montados no antigo arsenal da Marinha e posteriormente transladados para a Escola de Aviação Naval, na Ilha das Enxadas, com as matrículas C1, C2, C3. O primeiro voo foi realizado em 21 de Agosto de 1916 e os demais foram colocados em operação em outubro do mesmo ano. 9

12 Escola de Aviação Militar Em meados de 1918, chega ao Brasil uma missão Francesa, que iniciou os preparativos para a instrução de aviadores do Exército. No dia 21 de novembro, do mesmo ano, foi criado o serviço de Aviação Militar do Exército. A Escola de Aviação Militar é criada em 29 de janeiro de 1919 e sua inauguração em 10 de julho de 1919, tendo como primeiro comandante o Tenente-Coronel Stanislaw Vieira Pamplona. Até essa data, os pilotos militares do Exército brasileiro recebiam treinamento e formação no exterior, salvo um pequeno grupo formado na extinta Escola Brasileira de Aviação, que tinha funcionado apenas por seis meses, em 1914, e ainda um grupo menor na Escola de Aviação Naval. Os primeiros aviões utilizados pela escola foram o Nieuport e o Spad VII Herbermont, de origem Francesa. Anos depois, em 1927, a aviação militar foi impulsionada definitivamente com a criação da Arma de Aviação do Exercito. Correio Aéreo Nacional: 81 anos Integrando o Brasil pelo Ar A epopéia do Correio Aéreo Nacional não terminará; ela se transfere, de geração em geração. Sob novos tempos, ela prosseguirá impulsionada pelo anseio que empolga a Força Aérea Brasileira de servir à Pátria, de ser útil e de participar da integração e do desenvolvimento nacional Ten Brig R/RNelson Freire Lavanère Wanderley Sua primeira designação foi Serviço Postal Aéreo Militar SPAM, por um curto período, tendo em seguida seu nome alterado para Correio Aéreo Militar. Em 12 de junho de 1931, é inaugurada sua primeira rota com destino a São Paulo, em um voo cuja duração foi de 5h20m. Pilotando o Curtiss Fledgling K-263, estavam os tenentes Casemiro Montenegro e Nelson Freire Lavenère Wanderley, que transportavam a bordo apenas 2 cartas. 10

13 Ao chegar a São Paulo, ao anoitecer, tiveram dificuldades para localizar o Campo de Marte, aterrissando no hipódromo da Mooca. Como este se encontrava fechado, pularam o muro para sair e em seguida pegaram um taxi, que os levou para a agência do Correio Central, na Avenida São João. Iniciava-se, assim, a história do Correio Aéreo Militar. Em 1934, a Marinha teve o seu Correio Aéreo Naval, prestando importantes serviços nas principais cidades litorâneas, entre o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e entre Rio de Janeiro e Rio Grande no Norte. Com a criação do então Ministério da Aeronáutica em 20 de janeiro de 1941, ocorre a junção das aviações Militar e Naval e a junção do Correio Aéreo Militar e Correio Aéreo Naval, surgindo assim o Correio Aéreo Nacional. É preciso ressaltar o apoio que o Brigadeiro Eduardo Gomes, de forma entusiástica, passou a dedicar desde seu surgimento, ao Correio Aéreo Nacional, sendo seu primeiro diretor. Com o passar do tempo, mesmo enfrentando dificuldades de logística e clima, teve um enorme crescimento, tornando-se sinônimo de integração nacional, ao ponto de o Ministro Salgado Filho afirmar: Os pilotos do Correio Aéreo eram os melhores pilotos que o Brasil já conheceu Nos anos 1950, a FAB recebe as primeiras aeronaves com alcance intercontinental, B17. Na década seguinte, o CAN se moderniza, recebendo aeronaves na década de 60 como os C54, C118 e C130 e, no inicio dos anos 70 recebendo aeronaves bandeirantes, de fabricação nacional. Se modernizando até a data atual. O CAN chega aos 81 anos, contribuindo para o Desenvolvimento Social do Brasil e realizando seu maior objetivo: levar aos brasileiros a cidadania. A Campanha pelo Ministério da Aeronáutica Desde 1928, colocava-se a questão da criação de um ministério que unisse as aviações militar naval e civil. Em artigo publicado nesse ano, no periódico O Jornal, o Major Lysias Augusto Rodrigues alertava: A criação do Ministério do AR se impõe, entre nós, como o único meio de conjugar esforços, dar uma diretiva única capaz de nos dar a colocação, há muito perdida, de primeira potencia aeronáutica da América do Sul. 11

14 Nos anos seguintes, alguns pilotos militares e navais continuaram a defesa dessa idéia, dando conferências e escrevendo artigos publicados pela imprensa. O fato mais marcante desses episódios foi a conferência realizada no Clube Militar, em 20 de janeira de 1935, pelo Capitão Antonio Álvares Cabral, intitulada Política Aérea Brasileira. Nessa conferência, o capitão argumentava que a unificação traria como principal benefício o fator econômico, além de apresentar outras razões de ordem militar e técnica. Os pontos abordados pelo conferencista produziram sensíveis efeitos nos círculos militares e mereceram aprovação tácita do Ministro da Guerra, General Góes Monteiro. Como consequência, em abril daquele ano, um grupo de aviadores deu inicio efetivo à Campanha pela criação do Ministério do Ar, culminando com a criação do então Ministério da Aeronáutica, em, O Nascimento da Força Aérea Brasileira Em 20 de janeiro de 1941, o Brasil unindo suas asas, voou para o futuro Ten. Brig. Nelson Freire Lavenère Wanderey Com o inicio da Segunda Guerra Mundial e o desenrolar das operações aéreas na Europa, confirmou-se a necessidade, já defendida por um grupo de militares brasileiros, da unificação das aviações naval e militar e da infra-estrutura aeronáutica existente. Diante disso, o governo Vargas sancionou em 20 de janeiro de 1941, o decreto-lei 2.961, que criava o então Ministério da Aeronáutica, estabelecendo com isso condições para o desenvolvimento da Força Aérea Brasileira, cuja primeira designação foi Forças Aéreas Nacionais, sendo seu primeiro ministro Dr. Joaquim Salgado Filho. O Brasil tornou-se o primeiro país das Américas e do hemisfério sul a adotar a política de unificação das aviações naval e militar, recebendo, por tal fato, referências elogiosas da impressa mundial. Além da fusão das aviações naval e militar, deu-se também a incorporação do Departamento de Aeronáutica Civil DAC, do Ministério da Viação e obras públicas. 12

15 Para se adequar à realidade da guerra que batia às nossas portas, a Força Aérea Brasileira passou por um processo de expansão com a compra de novos aviões, promovendo um programa de aceleração imediata do ritmo de formação de pessoal em todos os ramos de aplicação, tais como navegantes e especialistas, além de estabelecer uma doutrina própria adequada à nossa situação. Para realizar esse programa, foram criadas a Escola de Aeronáutica e a Escola de Especialistas da Aeronáutica, a primeira para formação de oficiais aviadores e a segunda para formação de sargentos em diversas especialidades da aviação. A Primeira Sede do Comando da Aeronáutica O local da primeira sede do Ministério da Aeronáutica (atual Comando da Aeronáutica) durante a 2ª Guerra Mundial situava-se na Rua México, 74, ocupando quatro andares do Edifício Pinto Ribeiro, na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro. Em pouco tempo, o edifício tornou-se pequeno para atender as necessidades da administração. Em 1949, foi aprovada a cessão para o Ministério da Aeronáutica, pelo Ministério da Fazenda, do Edifício da Caixa de Mobilização Bancária, recém construído, naquela avenida Perimetral (posteriormente denominada Avenida Marechal Câmara). Com essa aquisição, o Ministério da Aeronáutica pôde instalar-se adequadamente para conduzir a fase de expansão e consolidação pela qual passava. Em 1959, designou-se nova comissão para coordenar as providências para a transferência e instalação, em Brasília, dos órgãos de cúpula da Aeronáutica (Sede atual). Um ano após, seguiu para Brasília, o pessoal destinado ao gabinete do Ministério da Aeronáutica, que lá iniciou suas atividades. Academia da Força Aérea - AFA O primeiro passo para se organizar um núcleo Militar de Aviação no Brasil foi dado pela Marinha em 1916, no Rio de janeiro, ao criar, na Ilha das Enxadas, a Escola de Aviação Naval. Em 1919, é a vez do Exército criar no Campo dos Afonsos, também no Rio de Janeiro, sua Escola de Aviação Militar. 13

16 Com o advento do então Ministério da Aeronáutica em 1941, ocorre a extinção das Escolas de Aviação Naval e Militar. Ainda no mesmo ano, em 25 de Março, surge no Campo dos Afonsos a Escola de Aeronáutica, que iria centralizar toda a formação de oficiais aviadores da FAB. Em 1942, foi designada uma comissão de oficiais aviadores, com a missão de escolher um novo local, para construção de uma nova Escola de Aeronáutica. O lugar escolhido foi em Pirassununga, interior de São Paulo. Sua transferência ocorre de uma forma gradual, a partir de outubro de 1960, quando foi inaugurado o destacamento precursor de Aeronáutica, com apenas dois hangares. A Escola de Aeronáutica passa a ser denominada Academia da Força Aérea, em 10 julho de Sua transferência em definitivo do Campo dos Afonsos para Pirassununga ocorre no ano de O batismo de fogo da FAB - faz 70 anos No dia 22 de maio de 1942, uma aeronave B-25B nº , da FAB, pilotada (na época, a tripulação era formada por brasileiros e americanos - USAAF, que se revezavam nas funções de navegador e piloto da aeronave, em vários trechos da missão) pelos capitães aviadores, Affonso Celso Parreiras Horta e Oswaldo Pamplona Pinto, atacou um submarino italiano, o Barbarigo,da Regia Marina, da Itália. Esse ato ficou conhecido como Batismo de Fogo da FAB. Tal episódio ocorreu nas proximidades do Atol das Rocas, em Fernando de Noronha, quando um avião B-25B Mitchell, do grupamento de aviões de adaptação, sediado na Base Aérea de Fortaleza, detectou um submarino, que ali navegava na superfície e lançou 10 bombas de 45kg contra ele; retomando para a base, em seguida. Era a primeira vez que um avião da FAB entrava em combate. A partir daí, vários ataques a submarinos alemães e Italianos foram realizados. Em 1984, por intermédio de uma portaria datada de 11 de janeiro, o dia 22 de maio passou a ser designado e comemorado como o Dia da Aviação de Patrulha. 14

17 A Fraternidade do Fole: Mais Força Aérea para a FAB e para a RAF Pouca gente sabe que aqui no Brasil, no período da 2ª Guerra Mundial, existiram campanhas coletivas pró Aviação entre as quais a Fraternidade do Fole The Felowship of the Bellows. Fruto de um movimento coletivo, essa associação, que também era conhecida como Campanha do Fole, foi criada para angariar fundos para a compra de aviões de combate para RAF (Royal Air Force). A idéia nasceu da iniciativa de um bancário da comunidade inglesa em Buenos Aires e logo se propagou para vários países do mundo. No Brasil, foi trazida pelo Sr. Tom W.Sloper, um brasileiro, filho de ingleses, que estava na Argentina. Ao voltar para o Rio de Janeiro, onde residia, em novembro de 1940, deu início à Campanha do Fole, por telefone. O que deve também ser citado é que a Fraternidade do Fole Brasileira teve um diferencial em relação à de outros países: foi a única a mudar seus estatutos, para que a população brasileira passasse a contribuir também para a compra de aviões para a FAB (Força Aérea Brasileira). Com essa alteração, as importâncias recebidas foram destinadas em partes iguais à Força Aérea Brasileira e à Royal Air Force. Portanto, com essa iniciativa, a Fraternidade, que já estava em ascensão, teve um crescimento vertiginoso do número de seus membros, em prol da defesa dos céus da Inglaterra e do Brasil, em suas longas costas marítimas. Os membros do Fole (a maioria, estudantes e comerciantes) eram identificados por um distintivo na lapela, que tinha o formato oval com a insígnia do Fole. Mais recentemente, em outubro de 2009, na antiga Base Aérea da RAF, de Harrowbeer, em Yelverton, compareceu o adido da FAB na Inglaterra, coronel César Estevan Barbosa, para inaugurar uma placa comemorativa do 66º aniversário da doação de aviões, pela Fraternidade brasileira. Outra placa idêntica a essa está fixada no MUSAL (Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro). Quando a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim, a Fraternidade do Fole deixou de existir, mas seu ideal sempre permanecerá vivo na memória dos povos que lutam pela liberdade. 15

18 A FAB na 2º Guerra Mundial Em 31 de agosto de 1942, o Brasil declarou guerra ao Eixo, formado pela Alemanha, Itália e Japão, como represália a ataques sofridos pelos navios mercantes brasileiros, na costa brasileira. À época, a FAB tinha apenas 1 ano e meio de existência e, portanto, ainda carecia de aviões modernos e apropriados para ataques e defesa, além de contar com um efetivo militar insuficiente e sem treinamento, para atuar numa guerra; Mesmo com esse quadro desfavorável, o Governo Brasileiro viu-se forçado ao estado de beligerância, para proteger a navegação marítima brasileira de atos hostis, praticados por submarinos alemães (e também por submarinos Italianos) na chamada zona de segurança, instituída pelas nações das Américas. Em função dos acontecimentos, a Força Aérea Brasileira - FAB, assumiu a responsabilidade com o patrulhamento de nossas costas litorâneas, promovendo esforços extraordinários para superar as suas dificuldades. Em 1941, com ajuda norte americana, foi criada, na base aérea de Fortaleza, uma unidade volante especial, denominada agrupamento de aviões de adaptação. Essa base contava, inicialmente, com 12 aviões de Caça, Curtiss P-36 ( primeiro caça da FAB) e 2 aviões de bombardeiro Nort American, B-25 Mitchell. Por volta de 1943, organizou-se na Base Aérea de Natal, uma unidade de treinamento, denominada USBATU United States Brazil Air Training Unit, cujo objetivo principal era dar instrução aérea e terrestre aos oficiais e sargentos da FAB, que iriam compor as novas unidades de patrulhamento. Em fins de 1943, o governo decidiu enviar tropas brasileiras para á Itália, que seriam reforçadas com um Grupo de Caça e com pessoal necessário para a organização de uma esquadrilha de ligação e observação-1ªelo. A seguir, em 18 de dezembro de 1943, foi criado o 1 Grupo de Caça, tendo como comandante o Major Nero Moura. Após intensos treinamentos no Panamá e nos Estados Unidos, o grupo de caça começou a atuar em missões de guerra na Itália, em 31 de outubro de

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