BIOSSEGURANÇA EM MOTRICIDADE OROFACIAL Stella Maris Cortez Bacha Vanessa Ponsano Gíglio Cybele de Fátima Mandetta Ríspoli Maria Lucia Reginato Brasil

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1 Capítulo 1 15 BIOSSEGURANÇA EM MOTRICIDADE OROFACIAL Stella Maris Cortez Bacha Vanessa Ponsano Gíglio Cybele de Fátima Mandetta Ríspoli Maria Lucia Reginato Brasil INTRODUÇÃO A prática fonoaudiológica em Motricidade Orofacial (MO) defronta-se atualmente com uma variedade de possibilidades de atuação relacionadas não apenas ao ambiente de trabalho, mas também aos diferentes materiais utilizados e aos procedimentos empregados 1. Estes fatores têm desencadeado preocupações e questionamentos acerca das conseqüentes implicações que o exercício da Fonoaudiologia traz à vida destes profissionais. Motricidade Orofacial (ou Oral) é o campo da Fonoaudiologia voltado para o estudo/pesquisa, prevenção, avaliação, diagnóstico, desenvolvimento, habilitação, aperfeiçoamento e reabilitação dos aspectos estruturais e funcionais das regiões orofacial e cervical 2. São áreas de domínio da Motricidade Orofacial: 1- distúrbios da respiração, da mastigação e da deglutição; 2- fala; 3- malformações craniofaciais congênitas; 4- deformidades craniofaciais; 5- malformações craniomandibulares; 6- neonatologia; 7-distúrbios neuromusculares; 8- gerontologia e 9- estética facial 3. O risco da transmissão de infecções não só no trabalho com Motricidade Orofacial, mas na Fonoaudiologia como um todo, ainda não está epidemiologicamente estabelecido, porém sabese que isso pode ocorrer tanto do paciente para profissional, quanto do profissional para o paciente, pois durante a fonoterapia há exposição a microorganismos presentes na saliva, sangue e nas mucosas oral, nasal e auditiva 4.

2 16 Frente à dificuldade em se estabelecer o real estado de saúde geral dos pacientes 5, 6, sentiu-se a necessidade de se refletir mais sobre as medidas de Biossegurança e sistematizá-las na prática fonoaudiológica, enfatizando a importância de se dar mais atenção à segurança dos profissionais. Biossegurança pode ser definido como um conjunto de medidas voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que possam comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos 7. Com base nestes fundamentos é que se elaborou o presente trabalho após um evento organizado pelo Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia Subcomitê Campo Grande/MS. MÉTODOS Organização de um seminário: a coordenação do Subcomitê de Motricidade Orofacial de Campo Grande organizou um seminário para discutir a Biossegurança em Motricidade Orofacial. Convidou-se para as palestras vários profissionais de Campo Grande/MS: fonoaudióloga, enfermeira, dentista, terapeuta ocupacional e também agentes da Vigilância Sanitária. Os enfoques foram previamente definidos em duas reuniões com o grupo das quatro fonoaudiólogas organizadoras a partir de questões prévias e de demonstrações da prática (ambiente, materiais e ações) em Motricidade Orofacial tanto no consultório (e clínica) quanto no domicílio e no hospital, cujas respostas e orientações seriam agrupadas nos conteúdos abordados. As organizadoras são fonoaudiólogas especialistas em Motricidade Orofacial que atuam em Campo Grande/MS há vários anos. Os palestrantes solicitaram classificação dos materiais utilizados na prática miofuncional orofacial, quanto ao uso Intra e Extra-Oral, mas após análise as fonoaudiólogas organizadoras subdividiram a classificação Intra-Oral (ou nasal) e Extra-Oral em Descartável, Reutilizável Individual e Reutilizável Coletivo, baseada na prática clínica destas (o mais ideal possível).

3 Capítulo 2 25 PROCEDIMENTOS FONOAUDIOLÓGICOS E AMBIENTE DE TRABALHO: ASPECTOS RELACIONADOS À BIOSSEGURANÇA Vanessa Ponsano Giglio INTRODUÇÃO A Fonoaudiologia no Brasil passa por um momento ímpar na História, ocupando o segundo lugar de maior concentração mundial de fonoaudiólogos. Cerca de profissionais defrontam-se, atualmente, com uma variedade de possibilidades de atuação nas diversas áreas e sub-áreas de especialização 1-3. Esta conjuntura tem desencadeado a preocupação e questionamentos acerca de aspectos relacionados à segurança no ambiente de trabalho, uma vez que nem sempre é possível estabelecer o real estado de saúde geral dos pacientes. Assim, a preocupação com questões relacionadas a Biossegurança em Fonoaudiologia deve considerar os riscos oferecidos pelo procedimento a ser executado e não propriamente pelo ambiente de trabalho ou pelo paciente atendido 4, 5. Neste capítulo serão abordados estes vários aspectos envolvendo a Biossegurança em Fonoaudiologia, especificamente no trabalho em Motricidade Orofacial. 1. BIOSSEGURANÇA E FONOAUDIOLOGIA Após o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), que representou um sinal de alerta e conscientização quanto aos riscos de contaminação com doenças infecto-contagiosas na década de 80, cresceu o interesse sobre o tema da Biossegurança na área da saúde, sendo a área médica a

4 26 primeira a estabelecer normas para o controle de infecções. Na Fonoaudiologia, esta preocupação começou a surgir nos últimos sete anos e a partir daí estudos vêm sendo desenvolvidos sobre a adoção de protocolos e procedimentos de controle de infecções 3, 5. O empenho do Subcomitê de Motricidade Orofacial de Campo Grande na busca pelo conhecimento aprofundado sobre as questões de biossegurança está pautado nas conseqüentes implicações que o exercício da Fonoaudiologia traz à vida destes profissionais nos seus diversos ambientes de trabalho. Nas últimas décadas, a prática fonoaudiológica extrapolou o ambiente de consultórios e clínicas multiprofissionais, atingindo também instituições hospitalares, maternidades, escolas, postos de saúde, creches e asilos, clínicas-escola, além do atendimento em domicílio e home-care 2, 6. Desta maneira, com o relacionamento entre as diversas áreas da saúde, o fonoaudiólogo depara-se com a necessidade de execução de procedimentos e rotinas de áreas afins que determinam a necessidade de seguir cuidados específicos durante a fonoterapia e adotar medidas de controle de infecções 7. As rápidas alterações que vêm ocorrendo no sistema de assistência à saúde enfatizam a necessidade de se dar mais atenção à segurança dos profissionais. Internações hospitalares mais curtas, execução mais rápida de rotinas de cuidados com os pacientes, reduções do custo global e outras modificações das instituições e dos equipamentos têm implicações importantes para a manutenção da segurança do ambiente de assistência à saúde. Destacam-se, portanto, os elementos fundamentais para a redução dos riscos: informação e educação 8. Como profissionais da área da saúde, todo fonoaudiólogo, independente do seu ambiente de trabalho, deve desenvolver um sentido de responsabilidade com relação à sua própria segurança e de seus pacientes. Para tal, é necessária a aquisição de conhecimentos acerca de como os danos podem ser provocados e de que maneira se pode evitá-los, a fim de incorporar práticas seguras às rotinas diárias. Muitas vezes, ocorre que o paciente atendido durante a fonoterapia pode ser portador de um agente patogênico sem apresentar quaisquer sinais ou sintomas de infecção. Este indivíduo

5 Capítulo 3 RISCOS BIOLÓGICOS NO TRABALHO EM FONOAUDILOGIA: CONSIDERAÇÕES E RECOMENDAÇÕES Luciana Contrera-Moreno Vanessa Ponsano Gíglio 43 INTRODUÇÃO Os profissionais de Fonoaudiologia, principalmente os que trabalham com a Motricidade Orofacial, estão expostos a vários riscos ocupacionais destacando os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. O enfoque deste trabalho será no risco biológico, devido ao contato deste profissional com pacientes e materiais infectados, apresentando um risco maior de exposição e possível transmissão de doenças. A literatura demonstra que as infecções mais comuns na manipulação oral são: Infecções bacterianas (tuberculose, sífilis, difteria, infecção por estafilococos, estreptococos, blenorragia, legionelose) 1, 2. Infecções virais (herpes simples tipo I e II, vírus Epstein- Barr - EPV, infecções causadas pelo vírus coxsakie (patologia das mãos, pés, boca, herpangina), verrugas infecciosas (papilomavírus humano), rubéola, hepatites virais, sarampo, parotidite virótica (caxumba), infecções do trato respiratório superior (influenza), varicela zoster, citomegalovírus, aids, virose linfotrópica pela célula T humana (HTLV 1 e 2) 1, 2. Infecções fúngicas (dermatomicoses, candidíase) 2. As vias de transmissão destas doenças são por meio de contato direto com lesões infecciosas (contato com sangue ou saliva contaminados) e contato indireto (transferência de microorganismos presentes em objetos contaminados, por respingos de secreções contaminadas e transferência de microorganismos por aerossóis).

6 44 Assim, torna-se necessária a adoção das medidas de Precaução Padrão no trabalho em Fonoaudiologia, no qual destaca-se o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), a lavagem das mãos, a imunização, os cuidados com os ambientes e com os artigos. Este trabalho tem como objetivo mostrar quais medidas de precaução padrão devem ser utilizadas no trabalho do fonoaudiólogo tanto para preservação de sua saúde e redução de riscos ocupacionais como para a prevenção de disseminação de doenças entre pacientes. Este estudo abordará as três primeiras medidas de precaução padrão citadas (Uso de EPIs, Lavagem de mãos e a Imunização), sendo dado um enfoque maior na questão da Imunização, uma vez que muitas das doenças que os profissionais de Fonoaudiologia, estão expostos são preveníveis com vacinas. MEDIDAS DE PRECAUÇÃO PADRÃO 1. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Incluem as luvas, aventais (capotes), óculos de proteção, máscaras e botas 3 e são indicadas nas seguintes situações: 1a. Luvas Devem ser usadas sempre que houver possibilidade de contato da pele das mãos e antebraço com sangue, secreções e excreções, com mucosas ou com áreas de pele não íntegra 3. Recomendações 4-6 : - Podem ser de látex ou polietileno; - Luvas esterilizadas: indicadas para procedimentos invasivos; - Devem ser trocadas a cada novo paciente; - São de uso único e exclusivo, consideradas artigos descartáveis e, portanto, não devem ser reprocessadas, lavadas (lavagem de mãos enluvadas), desinfectadas ou esterilizadas; - Recomenda-se que as mãos sejam higienizadas antes de sua colocação; - Mãos enluvadas: não devem manipular objetos fora do campo de trabalho (caneta, ficha clínica, maçanetas, telefone, etc). Caso seja necessário, recomenda-se a utilização de luvas de sobrepor (material plástico, ex: cabeleireiro, ginecologista); - Retirar as luvas, imediatamente após o atendimento;

7 Capítulo 4 CONTRIBUIÇÕES DA ODONTOLOGIA QUANTO ÀS MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA EM FONOAUDIOLOGIA Andréa Carla Franchini Melani 59 INTRODUÇÃO O fonoaudiólogo, em sua atuação na área de Motricidade Orofacial, e o cirurgião dentista são profissionais que trabalham muito próximos ao paciente, utilizando-se de materiais que entram em contato com a cavidade oral - onde são encontrados microrganismos de espécies variadas (bactérias Gram positiva e Gram negativa, vírus, fungos e protozoários), os quais distribuemse pelo epitélio oral, língua, superfícies dentárias e gengiva, bem como nas secreções dela provenientes. Assim, este contato próximo propicia a transmissão de agentes infecciosos de uma pessoa para outra. Esta transmissão requer uma fonte de infecção (pessoas ou ambiente), um veículo ou vetor (sangue, saliva, água, restos teciduais, instrumentos, equipamentos, ar e outros) e uma via de transmissão (inalação ou inoculação) 1. Portanto, os procedimentos de biossegurança normatizados devem ser rigorosamente obedecidos por todos os que freqüentam o ambiente clínico, visando o controle da infecção. O objetivo do presente artigo é levar ao fonoaudiólogo, especialista em Motricidade Orofacial, contribuições da Odontologia quanto às medidas de Biossegurança.

8 60 TRANSMISSÃO DE DOENÇAS E PREVENÇÃO I Infecções Infecção cruzada é a transmissão de agentes infectantes entre os indivíduos, que pode ser por via direta ou indireta, a saber: 1. Via direta: 2. Via indireta O contágio direto pode ocorrer através da saliva, sangue e secreções. O contágio indireto ocorre através de instrumentos e superfícies contaminadas 2. Algumas doenças infecciosas, que podem ser transmitidas através da boca (por meio de secreções ou do contato com a mucosa não íntegra), tornam-se de grande interesse para a Fonoaudiologia, revelando a importância da prevenção no controle e transmissão das mesmas, em ambiente clínico. II - Medidas de Biossegurança O conhecimento de todos os aspectos antigos e atuais da morbidade do paciente, incluindo a sua história médica pregressa e atual, antecedentes familiares, através de uma anamnese ordenada e sistematizada deve ser o primeiro passo para o estabelecimento de procedimentos de biossegurança eficazes 1.

9 Capítulo 5 67 O TERAPEUTA OCUPACIONAL COMO MEDIADOR DA SAÚDE JUNTO AOS FONOAUDIÓLOGOS Silene Alves Atalla Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. Albert Einstein INTRODUÇÃO A contribuição do profissional de Terapia Ocupacional na biossegurança decorre da interface Ergonomia e Saúde do Trabalhador, que é uma de suas áreas de atuação. O Terapeuta Ocupacional pode analisar o posto de trabalho do trabalhador, utilizando como método a AET-Análise Ergonômica do Trabalho, dando ênfase aos aspectos ambientais, cognitivos, biomecânicos/posturais, psicossociais e organizacionais do trabalho. A Ergonomia e a Terapia Ocupacional utilizam conceitos contendo identidades complexas e distintas, buscando em seu dia-a-dia, um corpo de conhecimentos que forneça subsídios para a ação, utilizando diversas correntes de atuação, dentre elas a Ergonomia Franco-Belga. Esta linha de atuação estuda o trabalhador em situação real de trabalho, em contextos singulares próprios por ser o trabalhador ou empresa um caso singular independentemente da problemática ou patologia apresentada, não sendo possível generalizar 1. Ambas atuam na saúde do trabalhador, estudando e analisando as questões e contradições individuais e coletivas do mundo do trabalho, incluindo o processo de adoecimento pelo trabalho, formulando outras proposições, viabilizando a aplicação de técnicas de vários conhecimentos, bem como propondo soluções coerentes com as exigências da saúde dos trabalhadores

10 68 e da produção, atuando no mercado de trabalho nas áreas preventiva, reabilitadora e na promoção da saúde 1. A Ergonomia privilegia a análise do trabalho e a avaliação da carga de trabalho como reveladoras de problemas. Já a Terapia Ocupacional na saúde do trabalhador enfoca a atividade humana (trabalho) e a análise de atividade, utilizando-a como ferramenta. São objetivos semelhantes, porém, com metodologias distintas, a análise de atividade para a Terapia Ocupacional e AET- Análise Ergonômica do Trabalho para a Ergonomia 1. As profissões da área da saúde são, em sua maioria, vítimas do próprio trabalho, pois em virtude de prevenir, habilitar e reabilitar pacientes acabam negligenciando a própria saúde física e mental, não tendo a consciência crítica de sua qualidade de vida e trabalho. O terapeuta ocupacional na área da saúde do trabalhador poderá atuar de forma preventiva junto a esses profissionais, após a análise de atividade laboral, pontuando os riscos ocupacionais de cada procedimento de trabalho. O objetivo é fazer com que esses profissionais possam refletir e repensar seu modo de trabalho principalmente em relação aos aspectos biomecânicos posturais respeitando as características básicas do ser humano. Ao realizar seu trabalho, o profissional de Fonoaudiologia está sujeito a fatores de riscos ergonômicos, principalmente em sua atuação com Motricidade Orofacial, frente às posturas realizadas durante os procedimentos nos diferentes ambientes de trabalho, justificando assim, a necessidade de um programa preventivo de orientações e mudanças de hábitos e atitudes. As patologias mais comuns que podem acometê-los são as LER/DORT-Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, Algias da Coluna, como as cervicobraquialgias e lombalgias, devido aos movimentos repetitivos, força, compressões mecânicas, posturas inadequados e mobiliários ergonomicamente incorretos. Cabe salientar que a doença é um processo dinâmico que se inicia antes mesmo do aparecimento de seus sinais e sintomas 2. Isso nos leva a crer que todas as ações e comportamentos executados durante o desempenho de determinada atividade

11 Capítulo 6 77 ASPECTOS SANITÁRIOS DA ESTRUTURA FÍSICA DOS ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE - EAS Jefferson Teruya de Souza INTRODUÇÃO Os profissionais da área de saúde que exercem atividades em Estabelecimentos de Assistência à Saúde EAS - (hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios) estão sob constantes riscos de acidentes e de adquirirem doenças, devido à execução de atividades com procedimentos invasivos ou não, contato com líquidos corpóreos, secreções, excreções, sangue e outros líquidos biológicos 1. É de grande importância o conhecimento destes riscos e de como preveni-los, incorporando no trabalho diário as normas de biossegurança e boas práticas de procedimentos operacionais de acordo com a natureza, complexidade das atividades desenvolvidas e o local 2. A responsabilidade do desenvolvimento de um Programa de Biossegurança envolve não apenas o pessoal da área técnica, como também todos os funcionários, inclusive aqueles do corpo cientifico, visitante, administrativo e limpeza, de modo a minimizar os riscos a que se expõem, face o contato direto com o paciente, que pode ser portador de uma doença infectocontagiosa, quer seja intra hospitalar ou extra hospitalar. As medidas preventivas têm por objetivo o controle da infecção quebrando a cadeia que segue 3. Agente Transmissão Hospedeiro

12 78 Fora dos ambientes hospitalares, ou seja, nas clínicas, consultórios e laboratórios, mantêm-se contatos com pacientes de diversas procedências, que podem ser portadores de doenças infecto-contagiosas ou não, sintomáticos ou portadores assintomáticos, que podem diretamente ou indiretamente favorecer a disseminação de doenças. O controle de infecção em serviços de saúde constitui um dos grandes desafios dos profissionais, face aos inúmeros fatores que podem concorrer para o seu aparecimento, envolvendo desde a estrutura física, as condutas de procedimentos, a circulação, o fluxo operacional, os próprios profissionais, e as interfaces que os EAS possuem frente à terceirização de serviços e a globalização da economia, no sentido de diminuir custos, quer sejam intra ou extra hospitalar 4. Através da Resolução RDC nº 50 de 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA - uniformizou os procedimentos quanto a estrutura física dos EAS 5. Este trabalho tem por objetivo discorrer sobre a competência dos órgãos de Vigilância Sanitária no cumprimento da Resolução RDC nº 50/ e esclarecer os profissionais de saúde acerca dos procedimentos que deverão ser observados para adequarem os seus locais de trabalho. DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA A ANVISA tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados, bem como o controle de portos, aeroportos e fronteiras. Este é o órgão federal regulamentador do sistema de saúde que desempenha ação fiscalizadora quanto à adequação das condições do ambiente onde se processa a atividade e quanto às instalações e equipamentos existentes, baseada no controle dos riscos associados. Compete aos Órgãos de Vigilância Sanitária Federal, Estaduais e Municipais regulamentar, controlar e fiscalizar os produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública 6.

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