ONDE ESTÁ O TURISMO NO BRASIL? UMA EXPLORAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS ACTs A PARTIR DA RAIS.

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ONDE ESTÁ O TURISMO NO BRASIL? UMA EXPLORAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS ACTs A PARTIR DA RAIS."

Transcrição

1 ONDE ESTÁ O TURISMO NO BRASIL? UMA EXPLORAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS ACTs A PARTIR DA RAIS. MAURÍCIO RAGAGNIN PIMENTEL 1 Resumo: Este é um estudo exploratório da distribuição espacial das Atividades Características do Turismo (ACTs) no Brasil tendo como fonte a RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego, desagregada em nível municipal. Além dos números absolutos, buscou-se caracterizar a especialização dos territórios municipais em ACTs através da medida de seus Quocientes Locacionais (QLs). A apresentação dos resultados é composta por três momentos: 1) números absolutos de vínculos em ACTs; 2) ponderação dessa repartição com os índices de especialização dos municípios nessas atividades, medidos por seus QLs; 3) produto entre QLs e vínculos empregatícios apenas das atividades de alojamento. A distribuição apresenta-se desigual e concentrada do turismo no país, com destaque para as áreas urbanas e para o litoral. Palavras-chave: Distribuição espacial; ACTs; Turismo no Brasil. Abstract: This is an exploratory study about the spatial distribution of Tourism Characteristic Activities (TCA) in Brazil at a municipal level using RAIS, a Ministry of Labor dataset. Other than the absolute figures, the municipal territories specialization in TCAs was calculated through its Location Quotients (LQs). The results presentation is in a three-fold way: 1) TCAs absolute figures; 2) balance between TCAs absolute figures and LQs; 3) the product of LQs and occupational links only to the accommodation activities. The spatial distribution of tourism in Brazil is uneven and concentrated, with a highlight to urban areas and to the coastline. Key-words: Spatial distribution; TCAs; Tourism in Brazil. 1 Introdução A Geografia é caracterizada por sua preocupação com o espaço e com a dimensão espacial dos fenômenos (CLAVAL, 2011). Neste sentido, uma contribuição básica concerne à distribuição espacial de determinado objeto de estudo como passo para a compreensão teórica de sua lógica espacial. Pearce (1987, p.02) apontou como objetivo dos estudos sobre turismo e espaço contribuir para o planejamento, desenvolvimento e gerenciamento do turismo desde uma perspectiva geográfica. Já Lozato-Giotart (2002) indica os efeitos espaciais provocados pela expansão do turismo como objeto de interesse da Geografia, que deveria se debruçar sobre os problemas geográficos que o turismo como produto da relação entre sociedade e natureza engendra. Independente do 1 Acadêmico no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E- mail de contato: 3213

2 sentido dado à abordagem geográfica do turismo, a produção de uma cartografia temática com indicadores que lhes são proxys 2 é uma constante metodológica. Dados como os indicadores de fluxo obtidos através do controle de fronteiras, a capacidade de oferta de equipamentos turísticos, a receita tributária de empresas turísticas, ou estoque de empregados em atividades características do turismo (ACTs) são alguns dos subsídios utilizados na busca por compreender o comportamento espacial deste fenômeno. No entanto, cada um traz restrições e implicações para o que é definido como turismo. Duas dificuldades principais são: distinguir o turismo de outras formas de mobilidade e diferenciar o consumo de visitantes daquele de moradores. Neste trabalho a proposta é realizar um estudo exploratório da distribuição espacial das ACTs no Brasil, a partir da base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Assim, procura-se caracterizar em que medida os territórios municipais têm sua população engajada na produção no setor de turismo, sendo esse um indicador de sua turisticidade. As ACTs incluem bens e serviços que são Produtos Característicos do Turismo, definidos como aqueles que deixariam de existir em quantidade significativa ou para os quais o nível de consumo seria sensivelmente diminuído em caso de ausência de visitantes (IBGE, 2010, p.9). De modo geral, as ACTs envolvem: alojamento, alimentação, transportes, serviços de agências e operadoras de turismo, e atividades vinculadas ao entretenimento e à produção cultural. Particularmente neste estudo optamos por também incluir atividades imobiliárias, como uma forma de melhor contemplar destinos que têm nas residências secundárias a principal oferta de alojamento para seus visitantes. A Organização Mundial do Turismo (OMT) tem feito recomendações sobre o agrupamento das ACTs para a produção de estatísticas internacionais. No Brasil, o Ministério do Turismo (2011) compatibilizou essa seleção à Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE 2.0) do IBGE. 2 Proxy: termo de língua inglesa que pode ser traduzido como procurador, ou seja, um termo que atua no lugar de outro. Por exemplo, as medidas de PIB seriam um proxy da riqueza produzida em determinado território. 3214

3 2 Metodologia Nesta seção apresentamos as principais escolhas e os procedimentos que realizamos para obter os resultados que estão expostos no próximo subtítulo. A opção pela RAIS deveu-se à sua cobertura nacional em escala municipal e à sua disponibilidade de acesso online. Outra motivação foi o fato de não termos encontrado trabalhos que utilizassem a mesma fonte com o mesmo propósito. É interessante ressaltar algumas limitações dos dados da RAIS. A primeira é que a fonte diz respeito apenas aos vínculos em emprego formal, não incluindo os proprietários, familiares não remunerados, bem como trabalhadores autônomos ou que não têm carteira assinada. Outros trabalhos utilizam os microdados do Censo e da PNAD como meio de também captar o mercado informal (COELHO, 2011; RIBEIRO el al, 2014). A taxa de formalidade do emprego varia tanto entre as ACTs, quanto entre as macrorregiões brasileiras. Outra possível insuficiência para o propósito de uma análise de distribuição espacial é a probabilidade de alguns estabelecimentos com sedes em distintos municípios registrarem seus vínculos apenas na matriz. Por fim, há de se considerar que não é possível avaliar em que medida a existência de postos de trabalho se deve à demanda turística, ou à demanda de residentes 3. Isso é particularmente crítico nas atividades vinculadas à alimentação, que também agrupam o maior número de vínculos dentre as ACTs. Neste sentido, além do conjunto das ACTs, analisamos individualmente as atividades de alojamento, por ser um serviço altamente demandado por visitantes e pouco requisitado por residentes. Pearce (1987) aponta a oferta de alojamento como um proxy adequado para estudar a distribuição do turismo doméstico. Além disso, o setor de hospedagem é o que apresenta maior proporção de vínculos formais (COELHO, 2011) em nível nacional, com 72% no ano de Entre as diversas variáveis disponíveis da RAIS, utilizamos: o estoque de vínculos de emprego formal e número de estabelecimentos declarantes. Os dados foram estratificados por município e realizamos consultas sobre o conjunto 3 O IPEA, com apoio do Ministério do Turismo, desenvolveu no âmbito do Sistema de Informações sobre o Mercado de Trabalho no Setor de Turismo metodologias para lidar com essa questão. No entanto, ainda não abrangem a escala municipal que é o foco deste estudo. 3215

4 selecionado como ACTs (tabela 01), bem como sobre o conjunto de todas as atividades existentes. O recorte temporal utilizado foi o agregado de 2002 a 2013, período em que a consulta pela CNAE 2.0 está disponível. Optamos pela forma agregada por objetivar a análise de uma tendência geral e não sua dinâmica de variação ano a ano. Ao trabalhar com conjunto também visamos minimizar as possíveis distorções de registros que, por ventura, possam estar equivocados para algum munícipio em determinado ano. Outra variável utilizada de forma complementar foram os dados populacionais dos municípios do Censo de 2010 (IBGE, 2015), bem como a classificação que este Instituto faz dos municípios baseada em seu número de habitantes. Classe CNAE 2.0 Tabela 1 Grupo das atividades consultadas como ACTs Descrição da atividade Transporte metroferroviário de passageiros Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, interestadual e internacional Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, e outros transportes rodoviários não especificados anteriormente Trens turísticos, teleféricos e similares Transporte por navegação interior de passageiros em linhas regulares Transporte por navegação de travessia Transportes aquaviários não especificados anteriormente Transporte aéreo de passageiros regular Transporte aéreo de passageiros não-regular Hotéis e similares Outros tipos de alojamento não especificados anteriormente Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas Serviços ambulantes de alimentação Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada Atividades imobiliárias de imóveis próprios Intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis Gestão e administração da propriedade imobiliária Locação de automóveis sem condutor Aluguel de equipamentos recreativos e esportivos Agências de viagens Operadores turísticos Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares Criação artística Gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e outras atividades 3216

5 artísticas Atividades de museus e de exploração, restauração artística e conservação de lugares e prédios históricos e atrações similares Atividades de jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental Atividades de exploração de jogos de azar e apostas Gestão de instalações de esportes Atividades esportivas não especificadas anteriormente Parques de diversão e parques temáticos Atividades de recreação e lazer não especificadas anteriormente Fonte: elaboração dos autores. Como parâmetro para escolha das ACTs utilizamos o trabalho do DEPES do Ministério do Turismo (2011). Cabe pontuar que, além desse conjunto, agregamos as atividades imobiliárias, embora essas não tenham demonstrado influência significativa no quadro geral de distribuição espacial do conjunto das ACTs. Além de tratar dos registros de emprego nas ACTs em termos absolutos, buscamos considerar o peso relativo desse conjunto para a economia de cada município. Ou seja, em que medida os territórios são especializados na produção de bens e serviços para demanda turística? Em que medida tal produção é considerada uma atividade propulsiva e diferenciadora daquele subespaço em relação a outros arranjos territoriais? A noção de especialização indica que determinada produção é exportada, atingindo um mercado que transborda os limites do público composto pelos consumidores que residem em determinado território (PAIVA, 2013). Um indicador para considerar o grau de especialização produtiva de determinada área é o Quociente Locacional (QL). Como podemos ler em Paiva (2013, p.77), North (1955, p.300) aponta que o QL compara a concentração de emprego de uma determinada indústria em uma área (a economia objeto) com outra área (a economia referência). Assim, o QL resulta do quociente entre: A emprego em determinado setor da área objeto dividido pelo emprego total naquela área, e B emprego em determinado setor da área referência dividido pelo emprego total da área de referência. Considerando que os padrões de consumo são semelhantes entre as áreas pesquisadas, a área objeto e a área referência, um QL elevado significa que a área objeto possui proporcionalmente mais mão de obra empregada para produção naquela determinada atividade, e provavelmente sendo ela mais 3217

6 especializada que a área referência sob esse aspecto. Neste caso a área objeto eram os municípios individualmente e área referência o conjunto desses, o Brasil. Uma consideração a ser feita em relação à especialização territorial no setor de serviços, é que grande parte dessas atividades solicita o deslocamento da demanda para seu consumo, e não o trânsito dos produtos, como no setor primário e secundário. Geram-se, portanto, mobilidades, que são tomadas indistintamente como sinônimo de turismo em definições deste fenômeno centradas no prisma econômico. Cabe ainda registrar que para a produção dos mapas temáticos utilizamos a base cartográfica da divisão administrativa municipal brasileira disponibilizada pelo Ministério das Cidades (CIDADES, 2015). Testamos diferentes procedimentos para realizar o agrupamento e categorização dos municípios, tendo em vista os resultados obtidos. Ao fim o método hierárquico Ward, da soma dos quadrados (HAIR, 2010), nos pareceu o mais apropriado para a definição dos clusters nos níveis superiores. Para a elaboração dos mapas os valores inferiores à soma entre média e desvio padrão foram agrupados como um conjunto único, pois sua consideração não era pertinente ao objetivo proposto. 3 Resultados Dividimos a apresentação dos resultados em três partes: números absolutos de vínculos em ACTs; a ponderação dessa repartição com a especialização territorial dos municípios nessas atividades, medida por seus QLs; e o produto entre as variáveis padronizadas QLs e Vínculos apenas das atividades de alojamento. Em termos absolutos, a consulta realizada apontou a existência de de vínculos em ACTs no período de 2002 a Isso representa 3,42% do conjunto total de de vínculos no período. A distribuição do número de vínculos e de estabelecimentos por setores (agrupamento de atividades) pode ser conferida na tabela

7 Tabela 2 - Distribuição do número de vínculos e de estabelecimentos por setores das ACTs Vínculos % Estabelecimentos % Agências de viagem ,22% ,21% Entretenimento e cultura ,35% ,47% Imobiliária ,07% ,28% Transportes ,79% ,11% Hospedagem ,56% ,69% Alimentação ,02% ,24% Fonte: elaboração dos autores com base na RAIS. Outra análise realizada foi o cruzamento do número de vínculos, e de estabelecimentos, em ACTs com a população dos municípios, segundo o censo de 2010 (IBGE, 2015). Tabela 3 - Número de vínculos e de estabelecimento por classe de município. População do Vínculos ACTs % Estabelecimentos ACTs % município Até 5 mil % % De 5 a 10 mil % % De 10 a 20 mil % % De 20 a 50 mil % % De 50 a 100 mil % % De 100 a 500 mil % % Mais de 500 mil % % Total % % Fonte: elaboração dos autores com base na RAIS e no Censo Constata-se a correlação entre turismo, medido através dos vínculos em ACTs, e urbanização, identificada pela concentração do número de habitantes. Os municípios com população superior a 100 mil habitantes concentram 80% dos vínculos em ACTs. O que recorda que o turismo não constitui uma simples atividade funcional assentada em uma organização de suporte urbano, mas sim um elemento e um vetor de afirmação da urbanidade contemporânea (LUSSAULT & STOCK, 2012). Da mesma forma, se observa uma concentração das ACTs nas regiões mais populosas e urbanizadas do país (tabela 04 e mapa 01). O destaque é a região sudeste, em que o Estado de São Paulo concentra 30,4% dos vínculos formais em ACTs no Brasil, seguido de Rio de Janeiro (13%), Minas Gerais (10,2%). Cabe ressalvar a limitação da RAIS em considerar apenas os vínculos formais. Em 3219

8 estudos que buscam incluir vínculos informais (COELHO, 2011), a região nordeste tem maior participação que a região sul. Tabela 4 - Número de vínculos e de estabelecimentos por macrorregião. Macrorregião Vínculos ACTs % Estabelecimentos ACTs % Norte % % Centro-oeste % % Nordeste % % Sul % % Sudeste % % Total % % Fonte: elaboração dos autores com base na RAIS. Mapa 1 - Distribuição espacial dos vínculos em ACTs Fonte: elaboração dos autores. Além da distribuição absoluta dos vínculos em ACTs, nelas consideramos ainda a especialização dos territórios através do cálculo dos QLs. Do total de registros municipais verificou-se que tinham um QL inferior à média. Por outro lado, 591 municípios apresentam QL acima de 1, indicando certa especialização, e desses 373 com ao menos um desvio padrão superior à média (acima de 1,25). Esse resultado aponta o desenvolvimento desigual e concentrado do turismo, pois para a grande maioria dos municípios as ACTs não empregam significativamente a 3220

9 sua população. A tabela 05 apresenta as estatísticas principais dos QLs tendo em vista a classe populacional dos municípios. Tabela 5 Estatísticas dos QLs das ACTs por classe de municípios População do município Média de Mín. Máx. σ QL QL ACTs ACTs Até 5 mil 0,28 0,00 14,74 0,76 De 5 a 10 mil 0,35 0,00 9,19 0,71 De 10 a 20 mil 0,40 0,00 11,04 0,81 De 20 a 50 mil 0,59 0,00 10,72 0,89 De 50 a 100 mil 0,75 0,00 5,10 0,66 De 100 a 500 mil 0,98 0,07 7,42 0,67 Mais de 500 mil 1,09 0,70 1,55 0,23 Fonte: elaboração dos autores com base na RAIS e IBGE. Os municípios com maior população apresentam uma média de seus QLs mais alta, no entanto o menor desvio padrão e os valores máximos pouco elevados indicam sua pouca especialização em ACTs, justificada por sua economia diversificada. Em contrapartida, dos municípios menores alguns têm um QL elevado, indício de especialização em ACTs, embora em termos absolutos o número de vínculos seja, muitas vezes, pouco expressivo. Para balancear essas situações utilizamos como indicador o produto dos escores padrão das varáveis QLs e número de vínculos em ACTs. Os resultados foram classificados em seis agrupamentos pelo método Ward (tabela 6). Os valores negativos a para maioria dos municípios reforçam a noção de que as ACTs são espacialmente concentradas. A tabela ainda apresenta o número de municípios em cada classe por macrorregião. Tabela 6 - Distribuição por classes dos produtos entre QLs e Vínculos (valores padronizados) Classes Nº. municípios % N CO NE S SE Classe F de -0,21 a -0, ,93% Classe E de -0,02 a 0, ,89% Classe D de 0,29 a 1, ,36% Classe C de 1,18 a 3, ,38% Classe B de 3,86 a 8, ,40% ,04% 2 Classe A acima de 8,49 Total % Fonte: elaboração dos autores. No mapa com a distribuição espacial das classes de valores mais elevados (mapa 02) nota-se que além da concentração em áreas urbanizadas há 3221

10 uma presença importante das ACTs no litoral, embora não de modo homogêneo. Afora os balneários marítimos, ainda se distingue a presença de estações termais, estâncias climáticas e destinos ecoturísticos. Mapa 2 - Produto entre variáveis padronizadas QLs e vínculos em ACTs Fonte: elaboração dos autores A aglomeração urbana figura-se como um fator significativo na distribuição do conjunto das ACTs, visto que além de concentrarem os importantes equipamentos de transportes, constituem a principal localização tanto da oferta quanto da demanda por serviços caracterizados como turísticos. Todavia, essa aglomeração é própria de uma sociedade pautada pela mobilidade, cujo motivo nem sempre é recreativo, podendo ser de propósito corporativo, em busca de serviços de saúde, ou para visitar familiares, por exemplo. Para alguns autores (ÉQUIPE MIT, 2002; VIOLIER, 2008) essas mobilidades não se caracterizam como turísticas, dada a limitação de escolha da destinação e a ausência de propósitos de lazer. Por isso, em um terceiro momento, consideramos utilizar apenas as atividades de alojamento como proxy do turismo. Tais atividades têm baixo consumo por locais, não são solicitadas por excursionistas e são requisitadas pelos turistas em seu projeto 3222

11 habitar temporariamente outro lugar com propósito recreativo (VIOLIER, 2008). Para Pearce (1987, p.114): Estatísticas de alojamento tendem a ser usadas principalmente para indicar variações espaciais da importância do turismo [...]. Como medida da importância do setor turístico, é lógico o uso do alojamento, visto que a estada fora de casa é uma das características definidoras do turismo. Conforme o mapa 03, percebe-se a emergência de um outro quadro: Mapa 3 - Produto entre as variáveis padronizadas QLs e vínculos de alojamento. Fonte: elaboração dos autores. Ganham destaque os municípios cujo grau de influência do turismo na produção de sua espacialidade parece ser maior, e cuja imagem coincide com a percepção de espaços turísticos devotados à recreação. Outra proeminência é maior diversidade de classes, reflexo da acentuada dispersão dos indicadores, embora para maioria dos municípios os valores continuem não sendo expressivos. 4 Encaminhamentos Desde este estudo exploratório percebemos que o turismo se apresenta espacialmente concentrado e distribuído de forma desigual no território brasileiro. Esse resultado é um convite para aplicarmos futuros esforços em estudar os locais em que se concentram as ACTs e, assim, buscar a compreensão das implicações do turismo na formação desses territórios, bem como o entendimento da lógica da 3223

12 configuração espacial do turismo no Brasil. Por outro lado, também questionamos as produções calcadas nas noções de potencial ou vocação turística. Elas parecem não explicar, por exemplo, o que os balneários presentes em nossos mapas têm de distinto do restante do litoral. Isso porque escondem a dimensão situada e processual de um sistema que interliga atores, lugares e práticas, e cujos componentes isolados não são suficientes para a emergência do turismo. Ressalta-se, por fim, as limitações das fontes utilizadas e a necessidade de realizar-se estudos complementares para dotar de maior consistência os resultados obtidos quanto à distribuição espacial do turismo no Brasil. 5 Referências bibliográficas BRASIL. Ministério das Cidades. Shape Brasil Municípios. Disponível em: Acesso em: 24 jun BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Disponível em: Acesso em 24 jun BRASIL. Ministério do Turismo. Metodologia de definição das atividades características do turismo (ACTs) Brasília, Disponível em: idpub=39. Acesso em 24 jun CLAVAL, P. Epistemologia da Geografia. Florianópolis: Ed. da UFSC, COELHO, M. Ocupação no setor de turismo no Brasil: análise da ocupação nas principais ACTs nos estados, regiões e Brasil. Brasília: IPEA, [Texto para Discussão 1580]. Disponível em: Acesso em 24 jun ÉQUIPE MIT. Tourismes 2: moments de lieux. Paris: Belin, HAIR Jr, J.; BLACK, W.; BABIN, B.; ANDERSON, R. Multivariate data analysis. 7a Ed. Englewood Cliffs, NJ: Pearson Prentice Hall, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Sistema IBGE de Recuperação Eletrônica (SIDRA) Disponível em: Acesso em: 24 jun LOZATO-GIOTART, J.P. Geografia del Turismo: dallo spazio visitato allo spazio consumato. Milão:FrancoAngeli, LUSSAULT, M.; STOCK, M. Tourisme et urbanité. In: DUHAMEL; KNAFOU (Orgs.). Mondes Urbains du Tourisme. Paris: Belin, PAIVA, C.A.N. Fundamentos da Análise e do Planejamento de Economias Regionais. Foz do Iguaçu: Editora Parque Itaipu, Disponível em : _da_analise_e_do_planejamento.pdf. Acesso em: 03 abr PEARCE, D. TourismToday: a geographicalanalysis. Nova Iorque: Longman, RIBEIRO, L.C. ; NAHAS. M. ; SIMÕES, R. ; AMARAL, P. Distribuição espacial da indústria do lazer no Brasil. Belo Horizonte: UFMG/CEDEPLAR, [Texto para discussão 507] Disponível em: Acesso em 24. jun VIOLIER, P. Tourisme et développement local. Paris : Bélin,

Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo

Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo Boletim Trimestral Outubro - Dezembro/2010 Dados: CAGED (MTE) IPEA O objetivo deste Boletim é acompanhar a cada três meses a variação do emprego formal nas atividades

Leia mais

O MERCADO DE TRABALHO

O MERCADO DE TRABALHO O MERCADO DE TRABALHO NAS ATIVIDADES CARACTERÍSTICAS DE TURISMO NA CIDADE DE SÃO PAULO 99.090 Postos de Trabalho Formais e Diretos Alimentação 44,5% Agência de Viagem 13,1% 22,2% Alojamento 14,7% s 1,9%

Leia mais

Notas técnicas. Definição e classificação de produtos do turismo

Notas técnicas. Definição e classificação de produtos do turismo Notas técnicas Definição e classificação de produtos do turismo A Organização Mundial de Turismo - OMT (World Tourism Organization - UNWTO) define turismo como o conjunto de atividades que as pessoas realizam

Leia mais

Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo

Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo Emprego no Turismo da Cidade de São Paulo Boletim Trimestral Julho - Setembro/2010 Dados: CAGED (MTE) IPEA O objetivo deste Boletim é acompanhar a cada três meses a variação do emprego formal nas atividades

Leia mais

Acordo de Cooperação Técnica nº 23/2009 CODEPLAN/IPEA

Acordo de Cooperação Técnica nº 23/2009 CODEPLAN/IPEA Acordo de Cooperação Técnica nº 23/2009 CODEPLAN/IPEA Relatório 3 B Indicadores básicos do emprego no turismo para o Distrito Federal, Região Centro-Oeste e Brasil Junho 2013 1 SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE

Leia mais

Meto t d o o d l o og o i g a II. Segm g e m nt n a t ção o do d o me m rcado III. C racte t rização o do d s o ent n r t evi v sta t do d s

Meto t d o o d l o og o i g a II. Segm g e m nt n a t ção o do d o me m rcado III. C racte t rização o do d s o ent n r t evi v sta t do d s Roteiro I. Metodologia II. III. IV. Segmentação do mercado Caracterização dos entrevistados Percepções sobre o turismo no Brasil V. Hábitos e comportamentos sobre turismo VI. VII. VIII. Prioridade de investimento

Leia mais

ESTUDOS E PESQUISAS MINISTÉRIO DO TURISMO. Ministério do Turismo

ESTUDOS E PESQUISAS MINISTÉRIO DO TURISMO. Ministério do Turismo ESTUDOS E PESQUISAS MINISTÉRIO DO TURISMO DEMANDA TURÍSTICA INTERNACIONAL EXECUÇÃO FIPE APOIO INFRAERO DPF RECEITA ÓRGÃOS OFICIAS DE TURISMO Caracterizar e dimensionar o turismo internacional receptivo

Leia mais

Diretoria de Pesquisas Coordenação de Comércio e Serviços Andréa Bastos da Silva Guimarães. Contas-satélites

Diretoria de Pesquisas Coordenação de Comércio e Serviços Andréa Bastos da Silva Guimarães. Contas-satélites Diretoria de Pesquisas Coordenação de Comércio e Serviços Andréa Bastos da Silva Guimarães Contas-satélites 24/06/2015 Fontes e referências Manual de Contas Nacionais SNA 1993. Manual de Contas Nacionais

Leia mais

As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das

As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das Comentários dos resultados As avaliações sobre a evolução e o comportamento dos valores das despesas das famílias e da distribuição dessas despesas, segundo os diversos itens adquiridos ou pagos, possibilitam

Leia mais

Nome da Empresa: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

Nome da Empresa: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) Nome da Empresa: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) PROJETO: PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA BRA/IICA/03/005 PARTICIPAÇÃO SOCIAL NÚMERO DO CONTRATO: 206009 TEMA:

Leia mais

CADASTRO CENTRAL DE EMPRESAS DO IBGE - CEMPRE -

CADASTRO CENTRAL DE EMPRESAS DO IBGE - CEMPRE - Taller Directorios de empresas y establecimientos: Desarrollos recientes y desafíos actuales y futuros en América Latina Santiago de Chile, 22 al 23 de Septiembre de 2008 CADASTRO CENTRAL DE EMPRESAS DO

Leia mais

OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES.

OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES. OS DILEMAS DA DICOTOMIA RURAL-URBANO: ALGUMAS REFLEXÕES. Fausto Brito Marcy R. Martins Soares Ana Paula G.de Freitas Um dos temas mais discutidos nas Ciências Sociais no Brasil é o verdadeiro significado,

Leia mais

IBAM EQUIPAMENTOS CULTURAIS E DE LAZER EXISTENTES NOS MUNICÍPIOS. François E. J. de Bremaeker

IBAM EQUIPAMENTOS CULTURAIS E DE LAZER EXISTENTES NOS MUNICÍPIOS. François E. J. de Bremaeker INSTITUTO BRASILEIRO DE ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL Área de Promoção do Município e da Cidadania Núcleo de Articulação Político-Institucional Banco de Dados Municipais (IBAMCO) IBAM EQUIPAMENTOS CULTURAIS

Leia mais

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes

TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA. 1.1. As Transformações Recentes TEXTO 1 1. CONJUNTURA BRASILEIRA 1.1. As Transformações Recentes O Brasil, do ponto de vista econômico e social, vem sofrendo uma constante mutação em seus principais indicadores básicos como: população;

Leia mais

Cidade e Urbano: uma caracterização do terciário superior (mini-curso)

Cidade e Urbano: uma caracterização do terciário superior (mini-curso) 1 Cidade e Urbano: uma caracterização do terciário superior (mini-curso) II Seminário do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas As Ciências Sociais e Aplicadas na era dos Serviços. Profa.Mariângela Alice

Leia mais

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS

A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Título: A DEMANDA POR SAÚDE PÚBLICA EM GOIÁS Projeto de pesquisa: ANÁLISE REGIONAL DA OFERTA E DA DEMANDA POR SERVIÇOS DE SAÚDE NOS MUNICÍPIOS GOIANOS: GESTÃO E EFICIÊNCIA 35434 Autores: Sandro Eduardo

Leia mais

A MULHER TRABALHADORA NO SETOR DA HOTELARIA E GASTRONOMIA EM SÃO PAULO E NO BRASIL

A MULHER TRABALHADORA NO SETOR DA HOTELARIA E GASTRONOMIA EM SÃO PAULO E NO BRASIL A MULHER TRABALHADORA NO SETOR DA HOTELARIA E GASTRONOMIA EM SÃO PAULO E NO BRASIL Um estudo de perfil sócio-econômico para subsidiar ações estratégicas na categoria MARÇO DE 2010 ALOISIO LEÃO DA COSTA

Leia mais

DSCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL

DSCIPLINAS DE FORMAÇÃO BÁSICA GERAL CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO Turno: MATUTINO Currículo nº 9 Currículo nº 10 Reconhecido pelo Decreto Estadual n. o 5.497, de 21.03.02, D.O.E. de 22.03.02. Para completar o currículo pleno do curso superior

Leia mais

Informe Técnico do ETENE

Informe Técnico do ETENE Ano IX, Nº 3, julho de 2015 Informe Técnico do ETENE Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste ETENE PANORAMA DO SETOR TURÍSTICO NO NORDESTE DO BRASIL 2014 Autor Laura Lúcia Ramos Freire 1 Colaboração

Leia mais

Capítulo 3. Fichas de Qualificação de Indicadores

Capítulo 3. Fichas de Qualificação de Indicadores Capítulo 3 Fichas de Qualificação de Indicadores A Demográficos População total A.1................................... 58 Razão de sexos A.2................................... 60 Taxa de crescimento da

Leia mais

TURISMO NO SUL DE MINAS: UMA ANÁLISE SOBRE O MUNICÍPIO DE FAMA (MG)

TURISMO NO SUL DE MINAS: UMA ANÁLISE SOBRE O MUNICÍPIO DE FAMA (MG) TURISMO NO SUL DE MINAS: UMA ANÁLISE SOBRE O MUNICÍPIO DE FAMA (MG) SÉRGIO HENRIQUE DE CAMPOS ESPORTE 1 e ANA RUTE DO VALE 2 sergio_h13@hotmail.com, ana.vale@unifal-md.edu.br 1 Bolsista de iniciação científica

Leia mais

ESTUDOS DA COMPETITIVIDADE DO TURISMO BRASILEIRO

ESTUDOS DA COMPETITIVIDADE DO TURISMO BRASILEIRO ESTUDOS DA COMPETITIVIDADE DO TURISMO BRASILEIRO TURISMO E A DIMENSÃO SOCIAL PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Luiz Inácio Lula da Silva MINISTRO DO TURISMO Walfrido dos Mares Guia SECRETÁRIO

Leia mais

NECESSIDADES HABITACIONAIS EM SÃO LOURENÇO DO OESTE: PMHIS COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO

NECESSIDADES HABITACIONAIS EM SÃO LOURENÇO DO OESTE: PMHIS COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO NECESSIDADES HABITACIONAIS EM SÃO LOURENÇO DO OESTE: PMHIS COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO Giane Roberta Jansen Paula Batistello Docente, Mestre em Engenharia Ambiental, Curso de Arquitetura e Urbanismo

Leia mais

ECONOMIA DA CULTURA. Paula Porta Assessora especial do Ministro da Cultura e Coordenadora do Prodec MINISTÉRIO DA CULTURA

ECONOMIA DA CULTURA. Paula Porta Assessora especial do Ministro da Cultura e Coordenadora do Prodec MINISTÉRIO DA CULTURA MINISTÉRIO DA CULTURA ECONOMIA DA CULTURA UM SETOR ESTRATÉGICO PARA O PAÍS Paula Porta Assessora especial do Ministro da Cultura e Coordenadora do Prodec A produção, a circulação e o consumo de bens e

Leia mais

Nº 23 Março 2012. Perfil da Raça da População Cearense

Nº 23 Março 2012. Perfil da Raça da População Cearense Nº 23 Março 2012 Perfil da Raça da População Cearense Análise a partir dos dados do Censo Demográfico 2010 GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho Vice Governador

Leia mais

INDUSTRIALIZAÇÃO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO DISTRITO INDUSTRIAL DO CHÁCARAS REUNIDAS

INDUSTRIALIZAÇÃO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO DISTRITO INDUSTRIAL DO CHÁCARAS REUNIDAS INDUSTRIALIZAÇÃO EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP: UMA ANÁLISE DAS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO DISTRITO INDUSTRIAL DO CHÁCARAS REUNIDAS Gustavo Andreiev Nunes Serra 1, Adriane Aparecida Moreira de Souza 2 Universidade

Leia mais

MIGRANTES EM UBERLÂNDIA/MG NO PERÍODO RECENTE

MIGRANTES EM UBERLÂNDIA/MG NO PERÍODO RECENTE 1 MIGRANTES EM UBERLÂNDIA/MG NO PERÍODO RECENTE Adir A. Juliano 1 e Beatriz Ribeiro Soares 2 Universidade Federal de Uberlândia 1 adir@ufu.br 2 brsoares@ufu.br INTRODUÇÃO Nas últimas décadas, o processo

Leia mais

sociais (7,6%a.a.); já os segmentos que empregaram maiores contingentes foram o comércio de mercadorias, prestação de serviços e serviços sociais.

sociais (7,6%a.a.); já os segmentos que empregaram maiores contingentes foram o comércio de mercadorias, prestação de serviços e serviços sociais. CONCLUSÃO O Amapá tem uma das menores densidades populacionais, de cerca de 2,6 habitantes por km 2. Em 1996, apenas três de seus 15 municípios possuíam população superior a 20 mil habitantes e totalizavam

Leia mais

Panorama do emprego no turismo

Panorama do emprego no turismo Panorama do emprego no turismo Por prof. Wilson Abrahão Rabahy 1 Emprego por Atividade e Região Dentre as atividades do Turismo, as que mais se destacam como geradoras de empregos são Alimentação, que

Leia mais

Indústria do Turismo. Aumento da renda do brasileiro alavancou mercado de passagens aéreas nos últimos anos

Indústria do Turismo. Aumento da renda do brasileiro alavancou mercado de passagens aéreas nos últimos anos Indústria do Turismo Aumento da renda do brasileiro alavancou mercado de passagens aéreas nos últimos anos Abril 2011 Aumento da renda do brasileiro alavancou mercado de passagens aéreas nos últimos anos

Leia mais

ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS PMEs NO BRASIL Resumo Executivo PARA BAIXAR A AVALIAÇÃO COMPLETA: WWW.IADB.

ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS PMEs NO BRASIL Resumo Executivo PARA BAIXAR A AVALIAÇÃO COMPLETA: WWW.IADB. ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS PMEs NO BRASIL Resumo Executivo PARA BAIXAR A AVALIAÇÃO COMPLETA: WWW.IADB.ORG/EVALUATION ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS PROGRAMAS DE APOIO ÀS PMEs NO BRASIL

Leia mais

A REGIÃO COSTA OESTE DO PARANÁ E OS CENSOS DEMOGRÁFICOS: EVOLUÇÃO E DINÂMICA DEMOGRÁFICA (1991, 2000 e 2010)

A REGIÃO COSTA OESTE DO PARANÁ E OS CENSOS DEMOGRÁFICOS: EVOLUÇÃO E DINÂMICA DEMOGRÁFICA (1991, 2000 e 2010) A REGIÃO COSTA OESTE DO PARANÁ E OS CENSOS DEMOGRÁFICOS: EVOLUÇÃO E DINÂMICA DEMOGRÁFICA (1991, 2000 e 2010) Adriana Eliane Casagrande 1 Edson Belo Clemente de Souza 2 Eixo temático: POLITICAS DE ESTADO

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

Urban View. Urban Reports. Êxodo urbano: por que as cidades de médio porte estão atraindo os moradores das metrópoles?

Urban View. Urban Reports. Êxodo urbano: por que as cidades de médio porte estão atraindo os moradores das metrópoles? Urban View Urban Reports Êxodo urbano: por que as cidades de médio porte Morar nos grandes centros tem suas vantagens, como mais opções de trabalho, educação e lazer. Mas também tem seu lado negativo.

Leia mais

Palavras-chave: desenvolvimento, expansão capitalista e distribuição da renda.

Palavras-chave: desenvolvimento, expansão capitalista e distribuição da renda. 1 NORDESTE GOIANO, DISTORÇÕES NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ESTADUAL. Carolina Bittencourt 1,3, Guillermo Hel Azanky 2,3, César Augustos L.L Freitas 4,3 1. Voluntária Iniciação Científica PVIC/UEG 2. Voluntário

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 12 O BRASIL NEOLIBERAL E OS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI Como pode cair no enem A desconcentração industrial verificada no Brasil, na última década, decorre, entre outros fatores,

Leia mais

O PAPEL DOS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL NA AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO EM CRECHE ÀS CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS

O PAPEL DOS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL NA AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO EM CRECHE ÀS CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS O PAPEL DOS MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL NA AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO EM CRECHE ÀS CRIANÇAS DE 0 A 3 ANOS Débora Brondani da Rocha Bacharel em Direito e Auditora Pública Externa do TCERS Hilário Royer-

Leia mais

Átomos Geográficos e Demanda pelo Sistema Resgate Saúde: o Modelo Hipercubo de Filas para a Cidade de São José dos Campos - SP

Átomos Geográficos e Demanda pelo Sistema Resgate Saúde: o Modelo Hipercubo de Filas para a Cidade de São José dos Campos - SP Átomos Geográficos e Demanda pelo Sistema Resgate Saúde: o Modelo Hipercubo de Filas para a Cidade de São José dos Campos - SP Ana Paula S. Figueiredo LAC / INPE Universidade Federal de Itajubá anapaula@lac.inpe.br

Leia mais

Juliana Geyna Régis Auxiliar de Pesquisa Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA e-mail: mapas@ipea.gov.br (0xx61 3315-5389) Setembro / 2012

Juliana Geyna Régis Auxiliar de Pesquisa Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA e-mail: mapas@ipea.gov.br (0xx61 3315-5389) Setembro / 2012 Juliana Geyna Régis Auxiliar de Pesquisa Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA e-mail: mapas@ipea.gov.br (0xx61 3315-5389) Setembro / 2012 O que veremos? Ipea Instituição, missão e divulgação;

Leia mais

Regionalização Brasileira

Regionalização Brasileira GEOGRAFIA DO BRASIL Regionalização Brasileira A República Federativa do Brasil é formada por 26 estados e pelo Distrito Federal. Os estados, por sua vez, dividem-se em municípios, os quais são as menores

Leia mais

Especificações Técnicas

Especificações Técnicas Especificações Técnicas Metodologia Técnicaeformadecoleta: Quantitativa: survey telefônico, com amostra 2.322 entrevistas, realizadas entre os dias 17 de junho e 07 de julho de 2009, pelo Instituto Vox

Leia mais

ÍNDICE IPARDES DE DESEMPENHO MUNICIPAL - IPDM

ÍNDICE IPARDES DE DESEMPENHO MUNICIPAL - IPDM ÍNDICE IPARDES DE DESEMPENHO MUNICIPAL - IPDM CURITIBA 2010 2 1 ÍNDICE IPARDES DE DESEMPENHO MUNICIPAL - IPDM O Índice Ipardes de Desempenho Municipal (IPDM) procura avaliar a situação dos municípios paranaenses,

Leia mais

INDICADORES MACROECONÔMICOS DO TURISMO, DOS PRINCIPAIS DESTINOS LITORÂNEOS DA BAHIA, NO PERÍODO DE 1998 A 2008

INDICADORES MACROECONÔMICOS DO TURISMO, DOS PRINCIPAIS DESTINOS LITORÂNEOS DA BAHIA, NO PERÍODO DE 1998 A 2008 CULTUR, ano 05 - nº 01/Especial - Jan/2011 www.uesc.br/revistas/culturaeturismo Licença Copyleft: Atribuição-Uso não Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas INDICADORES MACROECONÔMICOS DO TURISMO,

Leia mais

10 Minutos. sobre práticas de gestão de projetos. Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas

10 Minutos. sobre práticas de gestão de projetos. Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas 10 Minutos sobre práticas de gestão de projetos Capacidade de executar projetos é essencial para a sobrevivência das empresas Destaques Os CEOs de setores que enfrentam mudanças bruscas exigem inovação

Leia mais

Perfil do Emprego nas Fundações de Belo Horizonte/MG - 1999*

Perfil do Emprego nas Fundações de Belo Horizonte/MG - 1999* Perfil do Emprego nas Fundações de Belo Horizonte/MG - 1999* Eduardo Marcondes Filinto da Silva Secretário Executivo e Pesquisador FIPE Marianne Thamm de Aguiar Graduanda em Economia pela FEA/USP O objetivo

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA. Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas A I PROVA 5 - GEOGRAFIA AGRÁRIA

PADRÃO DE RESPOSTA. Pesquisador em Informações Geográficas e Estatísticas A I PROVA 5 - GEOGRAFIA AGRÁRIA Questão n o 1 Conhecimentos Específicos O candidato deverá contemplar em seu texto os seguintes aspectos: Na perspectiva da Geografia Tradicional, até os anos 60 do século XX, período em que se enfatizavam

Leia mais

Energia Elétrica: Previsão da Carga dos Sistemas Interligados 2 a Revisão Quadrimestral de 2004

Energia Elétrica: Previsão da Carga dos Sistemas Interligados 2 a Revisão Quadrimestral de 2004 Energia Elétrica: Previsão da Carga dos Sistemas Interligados 2 a Revisão Quadrimestral de 2004 Período 2004/2008 INFORME TÉCNICO PREPARADO POR: Departamento de Estudos Energéticos e Mercado, da Eletrobrás

Leia mais

Fundação Seade. www.seade.gov.br

Fundação Seade. www.seade.gov.br Julho de 00 N o 9 Parceria Seade-Agemcamp para gerenciamento dos portais na Internet Portais web para divulgação institucional, atração de investimentos e promoção da cultura e do turismo de negócios na

Leia mais

MINISTÉRIO DO TURISMO SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS DE TURISMO DEPARTAMENTO DE PRODUTOS E DESTINOS

MINISTÉRIO DO TURISMO SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS DE TURISMO DEPARTAMENTO DE PRODUTOS E DESTINOS MINISTÉRIO DO TURISMO SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS DE TURISMO DEPARTAMENTO DE PRODUTOS E DESTINOS Categorização dos Municípios das Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro PERGUNTAS E RESPOSTAS

Leia mais

Questão 11. Questão 12. Resposta. Resposta. O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno.

Questão 11. Questão 12. Resposta. Resposta. O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno. Questão 11 O mapa e os blocos-diagramas ilustram um dos grandes problemas do mundo moderno. b) Porque há diferentes modos de ocupação do solo. Nas áreas onde a cobertura vegetal é mais densa, ocorre uma

Leia mais

Desafios do Turismo em Portugal 2014

Desafios do Turismo em Portugal 2014 Desafios do Turismo em Portugal 2014 Crescimento Rentabilidade Inovação 46% O Turismo em Portugal contribui com cerca de 46% das exportações de serviços e mais de 14% das exportações totais. www.pwc.pt

Leia mais

DIAGNÓSTICO PARA O PLANO ESTRATÉGICO NATAL UMA METRÓPOLE EM FORMAÇÃO

DIAGNÓSTICO PARA O PLANO ESTRATÉGICO NATAL UMA METRÓPOLE EM FORMAÇÃO [PRODUTO 2] DIAGNÓSTICO PARA O PLANO ESTRATÉGICO NATAL UMA METRÓPOLE EM FORMAÇÃO Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável para Região Metropolitana de Natal NATAL METRÓPOLE 2020 Governo do Estado

Leia mais

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA

ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA ANEXO II DOS TERMOS DE REFERÊNCIA GLOSSÁRIO DE TERMOS DO MARCO ANALÍTICO Avaliação de Projetos de Cooperação Sul-Sul: exercício fundamental que pretende (i ) aferir a eficácia, a eficiência e o potencial

Leia mais

Energia Elétrica como Proxy do Desenvolvimento. Econômico do Estado de Goiás. PIBIC/2010-2011

Energia Elétrica como Proxy do Desenvolvimento. Econômico do Estado de Goiás. PIBIC/2010-2011 como Proxy do Desenvolvimento Econômico do Estado de Goiás. PIBIC/2010-2011 Leonardo Ribeiro Gonçalves, Ana Cláudia Marques do Valle Universidade Federal de Goiás, GO, Brazil Escola de Engenharia Elétrica

Leia mais

CRESCIMENTO OFERTA LEITOS (%)

CRESCIMENTO OFERTA LEITOS (%) 3.9 Oferta Turística Para análise da oferta turística em Sergipe, o PDITS Costa dos Coqueirais apresenta a evolução da oferta turística no estado no período 1980-2000. Indica ainda o número atual de quartos

Leia mais

Fundação Seade. www.seade.gov.br

Fundação Seade. www.seade.gov.br Maio de N o Diminui a migração no Estado de São Paulo A divulgou mais um número do SP Demográfico, o terceiro de. Dessa vez, são apresentadas estimativas inéditas dos saldos migratórios e das taxas de

Leia mais

PED-RMPA INFORME ESPECIAL IDOSOS

PED-RMPA INFORME ESPECIAL IDOSOS A POPULAÇÃO IDOSA NO MERCADO DE TRABALHO DA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE SETEMBRO - 2008 PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE PED-RMPA INFORME ESPECIAL IDOSOS

Leia mais

Mudanças Socioespaciais em um Mundo Globalizado

Mudanças Socioespaciais em um Mundo Globalizado Mudanças Socioespaciais em um Mundo Globalizado Colégio Salesiano São José 8º ano Geografia Professor: Juliano Mudanças no Espaço Geográfico Como ocorrem essas mudanças: Formas; Funções; Fluxos; Modos

Leia mais

Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados

Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados Distribuição Geográfica dos Pontos de Coleta de Dados Nº de Entrevistados da Pesquisa: 39.000 pessoas Nº de locais das entrevistas: 27 15 em aeroportos internacionais, que representam 99% do fluxo internacional

Leia mais

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA Silmara Oliveira Moreira 1 Graduanda em Geografia/UESB, Bolsista da UESB E-mail: silmara.geo@gmail.com Resumo: O objetivo

Leia mais

CARTA ESPECIAL MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO

CARTA ESPECIAL MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas. CARTA ESPECIAL MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO A Carta Especial Mulheres no Mercado de Trabalho é produzida pelo Observatório Unilasalle:

Leia mais

SÉRIE 2013, Nº 05 - MESORREGIÃO SUL CATARINENSE

SÉRIE 2013, Nº 05 - MESORREGIÃO SUL CATARINENSE SÉRIE 2013, Nº 05 - MESORREGIÃO SUL CATARINENSE GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, TRABALHO E HABITAÇÃO SST DIRETORIA DE TRABALHO E EMPREGO DITE SISTEMA NACIONAL

Leia mais

3.12. Gastos Turísticos

3.12. Gastos Turísticos PRODETUR NE-II PDITS Pólo Litoral Sul 3.12. Gastos Turísticos 451 3.12. Gastos Turísticos Introdução Nesse capítulo o padrão e o volume dos gastos dos turistas do Pólo serão avaliados. Outro objetivo é

Leia mais

INFORME INFRA-ESTRUTURA

INFORME INFRA-ESTRUTURA INFORME INFRA-ESTRUTURA ÁREA DE PROJETOS DE INFRA-ESTRUTURA MARÇO/96 N 8 Serviços de Saneamento Básico - Níveis de Atendimento O presente trabalho informa sobre o nível de atendimento em serviços de saneamento

Leia mais

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO

HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO HETEROGENEIDADE ESTRUTURAL NO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO João Maria de Oliveira* 2 Alexandre Gervásio de Sousa* 1 INTRODUÇÃO O setor de serviços no Brasil ganhou importância nos últimos tempos. Sua taxa

Leia mais

Cesta Básica DIEESE/PROCON atinge o maior valor de sua história. Gráfico 1 Cesta Básica DIEESE/PROCON Valor Diário (EM URV/Real) 190,00 2º. Sem.

Cesta Básica DIEESE/PROCON atinge o maior valor de sua história. Gráfico 1 Cesta Básica DIEESE/PROCON Valor Diário (EM URV/Real) 190,00 2º. Sem. ANOTE Informativo Eletrônico do DIEESE Ano 4, N.º. 38 Maio de 2.003 1 CONJUNTURA Cesta Básica DIEESE/PROCON atinge o maior valor de sua história Calculada diariamente desde março de 1990, ou seja, a mais

Leia mais

Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: Territórios de Identidade. Francisco Teixeira EAUFBA

Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: Territórios de Identidade. Francisco Teixeira EAUFBA Desenvolvimento Regional e Aglomerações Produtivas na Bahia: uma visão a partir do emprego e dos Territórios de Identidade Francisco Teixeira EAUFBA Questão Central Desenvolvimento exógeno x desenvolvimento

Leia mais

INQUÉRITO À PERMANÊNCIA DE HÓSPEDES NOS ALOJAMENTOS PARTICULARES

INQUÉRITO À PERMANÊNCIA DE HÓSPEDES NOS ALOJAMENTOS PARTICULARES R e g i ã o A u t ó n o m a d o s A ç o r e s V i c e - P r e s i d ê n c i a d o G o v e r n o S E R V I Ç O R E G I O N A L D E E S T A T Í S T I C A D O S A Ç O R E S INQUÉRITO À PERMANÊNCIA DE HÓSPEDES

Leia mais

UMA BREVE DESCRIÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL, DESTACANDO O EMPREGO FORMAL E OS ESTABELECIMENTOS NO NORDESTE

UMA BREVE DESCRIÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL, DESTACANDO O EMPREGO FORMAL E OS ESTABELECIMENTOS NO NORDESTE UMA BREVE DESCRIÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL, DESTACANDO O EMPREGO FORMAL E OS ESTABELECIMENTOS NO NORDESTE GEPETIS - Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade

Leia mais

Material de apoio para o exame final

Material de apoio para o exame final Professor Rui Piassini Geografia 1º EM Material de apoio para o exame final Questão 01) Em toda a história da humanidade os agrupamentos humanos ou os indivíduos, isoladamente, se movimentam pelo espaço,

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos PERFIL DOS DISCENTES DA PRIMEIRA TURMA DO CURSO PRÉ-VESTIBULAR SOCIAL TEOREMA NA MODALIDADE A DISTÂNCIA Raíza Texeira Griffo Vasconcelos (UENF) raizagriffo@gmail.com Talita Vieira Barros (UENF) tv.barros@yahoo.com.br

Leia mais

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL META Refletir sobre as características da população brasileira como fundamento para a compreensão da organização do território e das políticas de planejamento e desenvolvimento

Leia mais

Demografia Médica no Brasil. Vol 2

Demografia Médica no Brasil. Vol 2 Demografia Médica no Brasil. Vol 2 Mário Scheffer Conselho Federal de Medicina, 6 de fevereiro 2013 Equipe da pesquisa Mário Scheffer (coordenador) Alex Cassenote Aureliano Biancarelli Cooperação acadêmica

Leia mais

Além da diversão e arte, o pão: o mercado de trabalho da cultura na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Além da diversão e arte, o pão: o mercado de trabalho da cultura na Região Metropolitana de Belo Horizonte Data de elaboração da ficha: Jul 2007 Fundação João Pinheiro Dados da organização Nome: Fundação João Pinheiro (FJP) Endereço: Alameda das Acácias 70, São Luiz Cep: 31.275-150 Belo Horizonte, MG Site:

Leia mais

UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA PED PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO NA CIDADE DE SANTOS Setembro - 2014 OBJETIVO Os principais objetivos desta pesquisa são conhecer e divulgar a situação do emprego e desemprego na cidade de Santos,

Leia mais

11. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

11. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 11. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL A educação profissional no Brasil já assumiu diferentes funções no decorrer de toda a história educacional brasileira. Até a promulgação da atual LDBEN, a educação profissional

Leia mais

Pesquisa Nacional de Franquias

Pesquisa Nacional de Franquias Pesquisa Nacional de Franquias Perfil e comportamento dos clientes em praças de alimentação São Paulo, maio de 2011 Pesquisa nacional Perfil e Comportamento de Clientes de Praças de Alimentação 1 Agenda

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Notas no valor total da prestação dos serviços emitida por agência de viagens na tributação do ISS

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Notas no valor total da prestação dos serviços emitida por agência de viagens na tributação do ISS Parecer Consultoria Tributária Segmentos Notas no valor total da prestação dos serviços emitida por agência de 06/10/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas Apresentadas pelo Cliente...

Leia mais

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001

O Mercado de Trabalho nas Atividades Culturais no Brasil, 1992-2001 1 Ministério da Cultura Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Data de elaboração da ficha: Ago 2007 Dados das organizações: Nome: Ministério da Cultura (MinC) Endereço: Esplanada dos Ministérios,

Leia mais

SIS-FRONTEIRAS: O ACESSO À SAÚDE PARA ESTRANGEIROS NOS MUNICÍPIOS PARANAENSES MARGEADOS PELO LAGO DE ITAIPU

SIS-FRONTEIRAS: O ACESSO À SAÚDE PARA ESTRANGEIROS NOS MUNICÍPIOS PARANAENSES MARGEADOS PELO LAGO DE ITAIPU SIS-FRONTEIRAS: O ACESSO À SAÚDE PARA ESTRANGEIROS NOS MUNICÍPIOS PARANAENSES MARGEADOS PELO LAGO DE ITAIPU Suelen Terre de Azevedo 1 Edson Belo Clemente de Souza 2 Introdução O presente trabalho tem por

Leia mais

SEMINÁRIO MAXIMIZAÇÃO DO POTENCIAL DA DIRETIVA SERVIÇOS

SEMINÁRIO MAXIMIZAÇÃO DO POTENCIAL DA DIRETIVA SERVIÇOS SEMINÁRIO MAXIMIZAÇÃO DO POTENCIAL DA DIRETIVA SERVIÇOS Eliminação de Barreiras à livre Prestação de Serviços Confederação do Comércio e Serviços de Portugal Esquema 1. PORTUGAL- UMA ESPECIALIZAÇÃO COM

Leia mais

Sumário. 1 A pirâmide social brasileira: 3 As aspirações e os desejos. 4 Um povo cada vez mais otimista...26. 5 As diferenças regionais:

Sumário. 1 A pirâmide social brasileira: 3 As aspirações e os desejos. 4 Um povo cada vez mais otimista...26. 5 As diferenças regionais: Sumário 1 A pirâmide social brasileira: uma mudança à vista?...4 Renda familiar e renda disponível: as classes DE chegam ao ponto de equilíbrio...10 3 As aspirações e os desejos de consumo do brasileiro...18

Leia mais

COMPOSIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ, 2014

COMPOSIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ, 2014 COMPOSIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ, 2014 Gabriela Souza Alves 1 Manoela de Carvalho Maria Lúcia Frizon Rizzotto Neide Tiemi Murofuse RESUMO: Trata-se de um

Leia mais

A população brasileira

A população brasileira Alessio Moiola/ Dreamstime.com Dragon Images/ Shutterstock Jason Stitt/ Dreamstime.com A população brasileira Geografia e demografia Demografia é uma área da ciência que estuda a dinâmica populacional

Leia mais

Indicador(es) Órgão(s) 54 - Ministério do Turismo

Indicador(es) Órgão(s) 54 - Ministério do Turismo Programa 1163 Brasil: Destino Turístico Internacional Objetivo Aumentar o fluxo de turistas estrangeiros no País Justificativa Devemos criar uma estratégia bem estruturada de inserção internacional do

Leia mais

Desigualdade Entre Escolas Públicas no Brasil: Um Olhar Inicial

Desigualdade Entre Escolas Públicas no Brasil: Um Olhar Inicial 29 Desigualdade Entre Escolas Públicas no Brasil: Um Olhar Inicial Gabriel Barreto Correa (*) Isabel Opice (**) 1 Introdução Não é novidade que o Brasil apresenta, além de índices educacionais muito baixos

Leia mais

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS

A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS 1 A URBANIZAÇÃO RECENTE NO BRASIL E AS AGLOMERAÇÕES METROPOLITANAS Fausto Brito Cláudia Júlia Guimarães Horta Ernesto Friedrich de Lima Amaral O grande ciclo de expansão da urbanização no Brasil é relativamente

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

Nos últimos 20 anos, o País vem se redemocratizando e

Nos últimos 20 anos, o País vem se redemocratizando e ERRATA A página 19 foi substituída pela página abaixo: Quadro de servidores públicos municipais 1999-2002 Nos últimos 20 anos, o País vem se redemocratizando e passando por uma redistribuição de poderes

Leia mais

Autor (1); S, M, R INTRODUÇÃO

Autor (1); S, M, R INTRODUÇÃO PROJETOS EDUCATIVOS E AS RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS: DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES PRODUZIDOS NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS NÃO- FORMAIS E O SISTEMA DE ENSINO BÁSICO ESCOLAR INTRODUÇÃO Autor (1); S, M, R Universidade

Leia mais

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA

PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA PERFIL DOS TRABALHADORES NA CONSTRUÇÃO CIVIL NO ESTADO DA BAHIA SETEMBRO /2012 ÍNDICE INTRODUÇÃO 3 1. Dimensão e características da ocupação no setor da construção civil no Brasil e na Bahia (2000 e 2010)...

Leia mais

A entrada da Gol no mercado aéreo brasileiro

A entrada da Gol no mercado aéreo brasileiro A entrada da Gol no mercado aéreo brasileiro Na década de 1990, o mercado aéreo doméstico brasileiro era dividido entre quatro empresas de aviação: Varig, TAM, Vasp e Transbrasil. O ano de 1998 ficou marcado

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII

CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII A Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial EMBRAPII torna público o processo de seleção para habilitar Polos EMBRAPII IF (PEIF). Os

Leia mais

SAÍDA DO MERCADO DE TRABALHO: QUAL É A IDADE?

SAÍDA DO MERCADO DE TRABALHO: QUAL É A IDADE? SAÍDA DO MERCADO DE TRABALHO: QUAL É A IDADE? Ana Amélia Camarano* Solange Kanso** Daniele Fernandes** 1 INTRODUÇÃO Assume-se que idade avançada e invalidez resultam em perda da capacidade laboral, o que

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE GEOGRAFIA 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - 1º BIMESTRE DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO CAIEIRAS

PLANO DE ENSINO DE GEOGRAFIA 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - 1º BIMESTRE DIRETORIA DE ENSINO REGIÃO CAIEIRAS PLANO DE ENSINO DE GEOGRAFIA 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - 1º BIMESTRE S. A.(conteúdos e temas) COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ESTRATÉGIAS RECURSOS AVALIAÇÃO SA 1 FRONTEIRAS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Leia mais

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer

Saúde. reprodutiva: gravidez, assistência. pré-natal, parto. e baixo peso. ao nascer 2 Saúde reprodutiva: gravidez, assistência pré-natal, parto e baixo peso ao nascer SAÚDE BRASIL 2004 UMA ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE INTRODUÇÃO No Brasil, as questões relativas à saúde reprodutiva têm

Leia mais

O Perfil dos Secretários Municipais de Saúde em Minas Gerais e a Organização dos Programas e Projetos Municipais

O Perfil dos Secretários Municipais de Saúde em Minas Gerais e a Organização dos Programas e Projetos Municipais O Perfil dos Secretários Municipais de Saúde em Minas Gerais e a Organização dos Programas e Projetos Municipais Águeda Amorim Corrêa Loureiro de Souza 1 1 Terapeuta ocupacional, especialista em Gestão

Leia mais

Pedro João de Albuquerque Araújo Universidade Federal de Pernambuco Laboratório de Pesquisas sobre Espaço, Cultura e Política (LECGEO)

Pedro João de Albuquerque Araújo Universidade Federal de Pernambuco Laboratório de Pesquisas sobre Espaço, Cultura e Política (LECGEO) Vidas exclusivas: Territorialização, transformação dos usos e apropriações da Praia do Paiva-PE Pedro João de Albuquerque Araújo Universidade Federal de Pernambuco Laboratório de Pesquisas sobre Espaço,

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DA RENDA NO BRASIL EM 1999 1. Palavras-chaves: desigualdade, pobreza, equações de rendimento, distribuição de renda.

DISTRIBUIÇÃO DA RENDA NO BRASIL EM 1999 1. Palavras-chaves: desigualdade, pobreza, equações de rendimento, distribuição de renda. DISTRIBUIÇÃO DA RENDA NO BRASIL EM 1999 1 Rodolfo Hoffmann 2 RESUMO Este trabalho analisa a distribuição da renda no Brasil e em seis regiões do país, utilizando os dados da PNAD de 1999. É examinada a

Leia mais

Participação da União em Projetos de Infra-estrutura Turística no Âmbito do PRODETUR SUL

Participação da União em Projetos de Infra-estrutura Turística no Âmbito do PRODETUR SUL Programa 0410 Turismo: a Indústria do Novo Milênio Objetivo Aumentar o fluxo, a taxa de permanência e o gasto de turistas no País. Público Alvo Turistas brasileiros e estrangeiros Ações Orçamentárias Indicador(es)

Leia mais