AS 5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS 5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS"

Transcrição

1

2 Publicação INCAP MDE/166 MANUAL DE CONTEÚDO AS 5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS Unidade de Saúde Pública Veterinária da OPAS Instituto de Nutrição da América Central e Panamá Brasil, 2009

3 MDE/166 INCAP/OPAS/OMS Manual As 5 Chaves para Manter os Alimentos Seguros. INCAP/OPAS/OMS. Guatemala: INCAP, Ilus. 63 Pp. ISBN MANUAIS 2. ALIMENTOS 3. MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS 4. EDUCAÇÃO NUTRICIONAL Coordenado por: Dr. Genaro García, OPS/OMS Assesor Regional em Inocuidade de Alimentos, Unidade de Saúde Pública Veterinária, OPAS/OMS Elaborado e Adaptado por: Licda. María José Coto Fernández, INCAP/OPAS Licda. Kathryn Janzen, OPAS/OMS Revisado por: Licda. Veronika Molina, INCAP/OPAS Licda. Magda Fischer, INCAP/OPAS Traduzido do original da Guatemala editado em 2007 e impresso pelo Centro Pan-Americano de Febre Aftosa em dezembro de 2009 Agradecim entos: Este documento é produto do Projeto de Adaptação e Validação do Manual das 5 Chaves da OMS para a Segurança dos Alimentos, nas escolas primárias da Guatemala. Os recursos para sua execução foram providos pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional DFID (sigla em inglês), através do Departamento de Segurança dos Alimentos, Zoonoses e Doenças Transmitidas pelos Alimentos da OMS. Na preparação e execução do projeto participou uma equipe de trabalho interdisciplinar formada por profi ssionais dos Ministérios da Educação, Saúde e Agricultura, Municipalidade de Guatemala e Organizações Não Governamentais como INTERVIDA e Catholic Relief Services (CRS). A coordenação e assistência técnica foi executada por profi ssionais da OPAS/OMS e INCAP, a quem agradecemos pelo apoio na revisão técnica dos manuais e no processo de validação. Dr. Angel Fulladolsa Licda. Laura Teresa Rodríguez Licda. Rosalina Villeda Retolaza Licda. Annette Salamanca Lic. Marvin Sánchez Licda. Gabriela Rosas Licda. Ana Virginia Palma Escobar Licda. Ana Lucrecia Barrascout Licda. Hilda María Walter Um agradecimento especial aos diretores, docentes, estudantes e pais de família das escolas primárias que nos apoiaram durante o processo de validação, pelo seu interesse, dedicação e valiosas contribuições: -- Escuela Panamericana, Colonia La Florida, Guatemala Colegio Ecológico de Guatemala, San Raymundo, Sacatepéquez Escuela Ofi cial Urbana Mixta No. 112, Félix Hernández Andrino, Guajitos, Guatemala Escuela Ofi cial Urbana Mixta No. 619, El Jagüey, Canalitos, Guatemala Escuela Ofi cial Rural Mixta, Esperanza de la Comunidad, Chinautla, Guatemala Escuela Ofi cial Rural Mixta No. 910, Aldea Sabana 3, Chinautla, Guatemala Escuela Ofi cial Rural Mixta, Santa María Dolores, Ixcán, Quiché Escuela Ofi cial Urbana Mixta, Caserío Berlín II, Coatepeque, Quetzaltenango Escuela Ofi cial Urbana Mixta, Club Rotario, Lotifi cación San Isidro, Coatepeque, Quetzaltenango Escuela Ofi cial Urbana Mixta, Santa Ana Berlín, Coatepeque, Quetzaltenango Escuela Ofi cial Rural Mixta No. 605, Aldea Las Canoas, Guatemala. Escuela Ofi cial Rural Mixta, Choaxán, Aldea Montúfar, San Raymundo, Sacatepéquez ii

4 PRÓLOGO A má-nutrição e doenças transmitidas pelos alimentos são comuns nos países em desenvolvimento e representam umas das primeiras causas de doença nas crianças e outros grupos vulneráveis. A educação para a saúde é uma estratégia central de atenção primária e para o desenvolvimento de ambientes saudáveis. As escolas primárias constituem um destes ambientes onde as crianças podem ser motivadas a adotar estilos de vida saudável, assim como infl uenciar a outros membros da família e da comunidade educativa. Esta publicação apresenta uma experiência de adaptação e validação do manual das 5 Chaves da OMS para a segurança dos alimentos numa amostra populacional de escolas rurais e urbanas na Guatemala. Também inclui um manual para o professor, com um caderno de atividades e um manual para o Conselho Escolar intitulado Como preparar um plano de alimentos seguros na minha escola? O Ministério da Educação revisou os materiais e através do parecer técnico ofi cial Nº , determinou que Os objetivos propostos são alcançados através das atividades defi nidas para os estudantes; a linguagem é simples e de fácil compreensão; os materiais são considerados adequados aos níveis para os quais foram preparados e cumprem os requisitos mínimos de vocabulário, contextualização e gênero. Se espera que a inclusão destas ferramentas no currículo escolar, a nível nacional, possa contribuir à diminuição dos índices de morbi-mortalidade das doenças transmitidas pelos alimentos, água contaminada é desnutrição, especialmente na população infantil; diminuição de taxas de repetência e evasão na população escolar e diminuição de despesas na saúde, entre outros. A metodologia usada nesta publicação é uma referência útil para sua utilização e adaptação em outros países da região das Américas. iii

5

6 ÍNDICE Página APRESENTAÇÃO 1 I INTRODUÇÃO DO MANUAL 5 II CINCO CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS 10 Chave N o. 1: Utilize água e alimentos seguros para seu consumo 11 Chave N o. 2: Pratique a limpeza 27 Chave N o. 3: Separe alimentos crus e alimentos cozidos 39 Chave N o. 4: Cozinhe os alimentos completamente 43 Chave N o. 5: Mantenha os alimentos a temperaturas seguras (muito frio ou muito quente) 47 III COMO EVITAR DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS ALIMENTOS 54 IV PARA LEMBRAR 56 V REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 57 VI GLOSSÁRIO 59 v

7

8 Apresentação Em muitos países da região das Américas, as doenças relacionadas com a ausência de medidas adequadas de proteção dos alimentos e de saneamento ambiental, constituem um sério problema para a saúde da população. Todos os dias, as pessoas contraem doenças devido aos alimentos ou à água que consomem. Essas doenças têm o nome de Doenças Transmitidas pelos Alimentos (DTA) e são causadas pelo consumo de alimentos ou água contaminada por microorganismos ou germes perigosos e/ou produtos químicos tóxicos que causam doenças podendo levar até a morte. Estas doenças representam uma grave ameaça à saúde, afetando principalmente às crianças, mulheres grávidas e pessoas da terceira idade. A cada ano, milhões de crianças morrem devido a doenças diarréicas, enquanto outras centenas de milhões sofrem episódios freqüentes de diarréia, com grande efeito no seu estado nutricional. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% dos casos de diarréia são devidos ao consumo de alimentos ou água contaminada. Segundo o relatório A Saúde nas Américas , a contaminação bacteriana dos alimentos, causada pela má prática de manipulação, representa o fator de risco mais importante associado à ocorrência de focos na América Latina e no Caribe. Na região, as doenças diarréicas se encontram nas cinco principais causas de morte em todas as idades em 17 países, constituindo a primeira causa de morte em cinco países e a segunda em quatro países. Na Guatemala, de acordo com os dados apresentados no boletim A Semana Epidemiológica na Guatemala 2 do Ministério da Saúde Pública e Assistência Social (MSPAS), no fi m de 2005, as ocorrências de doenças transmitidas por alimentos e/ou água foram de casos, 5% menos que no ano anterior, e com uma taxa de incidência acumulada para o país de por habitantes. 1 OPAS/OMS, La Salud en las Américas: Volumen 2. Publicación Científi ca y Técnica Nº 587, Washington, D.C. 2 MSPAS La Semana Epidemiológica en Guatemala (Situación de los principales eventos de vigilancia epidemiológica). Semana Nº , MSPAS, Guatemala. 1

9 Também foi observado um aumento nas ocorrências em conseqüência da tormenta Stan. Em relação à taxa de incidência acumulada para o país de intoxicações agudas por praguicidas, os dados reportados foram 6,2 por cem mil habitantes. Em países como a Guatemala, e em particular nas áreas rurais, um número considerável de agentes etiológicos causam diarréia ou outras formas de doenças transmitidas pelos alimentos. Agentes infecciosos como bactérias, parasitas e vírus, além dos não infecciosos, como produtos químicos, fungos venenosos e metais pesados, podem estar presentes nos alimentos e na água, afetando não só seu aproveitamento pelo nosso corpo mas também causando doenças e até a morte. A maior parte destes tipos de doenças pode ser atribuída à defi ciente manipulação dos alimentos por: 1) Má saúde ou hábitos defi cientes de higiene por parte das pessoas que manipulam os alimentos. 2) Manipulação de alimentos cozidos junto com alimentos crus ou em superfícies contaminadas. 3) Cocção defi ciente dos alimentos não levando à destruição total dos micróbios. Estas doenças de origem alimentar poderiam ser evitadas com a realização de procedimentos que limitem o crescimento e a sobrevivência dos micróbios nos alimentos. É importante ensinar à comunidade educativa e ao pessoal encarregado de preparar a alimentação escolar, assim como à população em geral, que a boa prática de higiene dos alimentos, utensílios e lugar de preparação, permite que os alimentos sejam considerados seguros para comer. Ou seja, as pessoas que consumam os alimentos não correm nenhum risco de contrair doenças de origem alimentar. Considerando a importância deste tema e a necessidade de contar com ferramentas que promovam estilos de vida saudáveis, especifi camente relacionados com a segurança dos alimentos, a OMS preparou um manual sobre as 5 Chaves para evitar a contaminação dos alimentos durante seu preparo e armazenamento. Este manual foi adaptado para que o seu conteúdo possa ser divulgado nas escolas primárias do país, como parte da iniciativa mundial de escolas saudáveis promovida pela OMS, a Organização Pan- Americana da Saúde (OPAS) e o Instituto de Nutrição da América Central e do Panamá (INCAP), considerando as escolas não só 2

10 como lugares de aprendizagem da ciência e da cultura, mas também como entidades promotoras do desenvolvimento saudável das crianças, adolescentes, de pais de família e pessoal docente. O propósito deste manual 5 Chaves para Manter os Alimentos Seguros, é servir como guia educativo e material de consulta, para a comunidade educativa (conselho escolar, docentes e estudantes do ensino fundamental) pra que possam ensinar e aprender cinco regras básicas para manter os alimentos seguros e evitar a sua contaminação. O conteúdo dos manuais tem sido adaptado para que as pessoas encarregadas do preparo da alimentação escolar possam capacitar-se no assunto e assim garantir uma alimentação segura e saudável em benefício dos estudantes. Além do manual de conteúdo, é incluído o Manual de Atividades para o professor que apresenta diferentes atividades para ajudar ao professor a reforçar o conteúdo ensinado na sala de aula. Também inclui um manual para o Conselho Escolar e docentes, que visa ajudar na preparação de um Plano de trabalho de alimentos e água seguros na escola. Através destes manuais se espera contribuir para a educação escolar nesta temática, onde tanto as crianças como as suas famílias possam adquirir e pôr em prática estas 5 regras básicas para reduzir a ocorrência de doenças de origem alimentar e assim ajudar a melhorar a nutrição e a saúde da família. Se espera também que este material educativo possa ser útil como ferramenta de apoio para outras instituições envolvidas em programas de alimentação escolar, promoção de espaços saudáveis e de atividades de educação alimentar e nutricional. 3

11

12 I. INTRODUÇÃO O que são os micróbios? Os micróbios*, também chamados germes, são seres vivos muito pequenos, tão pequenos que não podem ser vistos pelo olho humano. São tão pequenos que é necessário um milhão deles para cobrir a cabeça de um alfi nete. São encontrados na terra, no ar, nos alimentos e podem estar presentes nas pessoas que preparam ou manipulam os alimentos. Para a reprodução e sobrevivência, os micróbios necessitam QUATRO condições fundamentais: 1. CALOR: (temperaturas adequadas), para multiplicar-se com rapidez. 2. UMIDADE: cria um ambiente adequado para a reprodução dos micróbios. 3. ALIMENTOS: que sejam nutritivos para o crescimento do micróbio. 4. AR: que permita sua respiração e, consequentemente, sua sobrevivência. As bactérias, os vírus, o mofo, e os parasitos são todos micróbios. Existem três tipos diferentes de micróbios: alguns são bons, outros são maus (ou de decomposição) e outros são realmente perigosos. Uma bactéria pode transformar-se em duas bactérias apenas em quinze minutos. Isto signifi ca que em seis horas uma bactéria pode multiplicar-se até chegar a 16 milhões de bactérias!! Ver Atividade No. 1: Como se multiplicam os micróbios? página 3. Manual de Atividades, * O signifi cado de todas as palavras sublinhadas no documento se encontra no glossário localizado a partir da página 59. 5

13 Os micróbios bons são bastante úteis. Podem ser utilizados para: Preparar alimentos (por exemplo, queijo e iogurte). Preparar medicamentos (como a penicilina). Ajudar-nos a digerir os alimentos. Os micróbios de decomposição em geral não nos fazem mal, mas causam um aspecto desagradável na comida. Ainda que geralmente os micróbios de decomposição não causem danos, existem alguns casos em que podem ser perigosos, como o mofo verde ou branco, que contém toxinas invisíveis que podem ser transmitidas com a comida. Os micróbios perigosos causam doenças como a diarréia ou vômito e podem até levar a morte. A maioria desses micróbios não modifi ca o aspecto dos alimentos onde vivem. Por isso, muitas vezes não podemos ver, cheirar ou saber se o que estamos comendo contém algum micróbio perigoso. Exemplos destes micróbios perigosos são: Salmonella que causa febre no paciente, intensas dores de cabeça, danos no intestino, e em alguns casos, pode produzir hemorragias internas (sangramento no interior do intestino). Esta doença pode ser causada ao comer frango ou ovo mal cozido ou por beber água contaminada com fezes. Vibrio cholerae Vibrio cholerae, causa a doença da cólera, com vômitos, diarréias freqüentes, desidratação grave e, em alguns casos, até a morte. Shigella produz a doença de shigellose que causa dor abdominal, cólicas, diarréia, vômitos, fezes com sangue e pus. 6

14 Introdução O vírus que causa a doença de hepatite A, que pode prejudicar o fígado. Os sintomas que o paciente apresenta são: febre, mal-estar, náusea, falta de apetite e coloração amarelada na pele e olhos. Onde vivem os micróbios? Os micróbios encontram-se em toda parte, mas são mais freqüentes: Na água e no chão. Nas pessoas (cabelo, boca, nariz, ouvidos, estômago, mãos, unhas, feridas, raspagens e roupa). Nos animais domésticos, de fazendas (por exemplo, cachorros e gatos, vacas, galinhas e perus). Voce sabia que Em média, um centímetro quadrado de pele pode ter bactérias? As pessoas têm mais bactérias nos intestinos que células em todo o corpo? Como viajam os micróbios? Os micróbios dependem de algo ou de alguém para movimentar-se de um lugar a outro. Eles podem até usar nosso corpo como veículo. O transporte de micróbios de uma superfície a outra é denominado contaminação cruzada, por exemplo, tocar com as mãos frango cru e depois pegar numa fruta. Nos ratos, camundongos e pragas. Também vivem e crescem em alimentos como carnes (bovina e suína), frango e peixe cru, arroz e macarrão cozidos, leite fl uído, queijo, creme, maionese, ovos, frutas e vegetais. Podem crescer tanto nos alimentos crus como cozidos, SE NÃO FOREM ARMAZE- NADOS CORRETAMENTE. A contaminação cruzada acontece direta ou indiretamente através das mãos, toalhas, panos, tábuas de cortar, utensílios de cozinha, pratos, superfícies de cozinha 7

15 e animais domésticos. Muitas vezes fi camos doentes devido ao consumo de alimentos contaminados dessa forma. As mãos e água contaminada são um dos meios de transporte mais comuns para os micróbios. produtos (guardados no mesmo lugar junto com alimentos). Ver atividade N o. 2: Como podemos propagar os micróbios? Manual de Atividades, página 6. NÃO devemos esquecer os produtos químicos: Os micróbios não são a única causa de doenças transmitidas pelos alimentos (DTAs). Os produtos químicos venenosos, por exemplo, podem ser perigosos para a saúde das pessoas e podem causar intoxicações muito graves, até fatais. Os produtos usados para matar insetos, também podem causar doenças devido ao seu uso inadequado. A contaminação química dos alimentos pode ser devida a: Contaminação química geral do ambiente. Uso de aditivos não autorizados. Uso inadequado de fertilizantes e/ou praguicidas. Contaminação pelo armazenamento inadequado desses Exemplos de produtos químicos venenosos que podem causar doenças por envenenamento se forem utilizados em excesso: Os agrotóxicos utilizados nos cultivos. Os produtos químicos utilizados com objetivos veterinários. Os produtos químicos utilizados na limpeza, como detergentes para limpar os pisos. Metais e outros produtos químicos derivados de contaminantes ambientais. Os aditivos dos alimentos, quando não são utilizados corretamente. Os FERTILIZANTES são substâncias orgânicas ou inorgânicas, naturais ou sintéticas, que melhoram a qualidade do solo, e assim as plantas podem obter os nu- 8

16 Introdução trientes necessários para crescer adequadamente. Os fertilizantes inorgânicos (químicos) são os que devem ser aplicados com precaução para evitar riscos de contaminação química. Os PRAGUICIDAS são substâncias químicas destinadas a prevenir, destruir ou controlar qualquer praga que possa prejudicar a produção, elaboração, armazenagem ou transporte de produtos agrícolas. Nos praguicidas podemos encontrar: Inseticidas: para matar insetos. Agrotóxicos: para matar pragas que prejudicam os cultivos. Alguicidas: para erradicar algas e outras ervas na água. Fungicidas: para eliminar fungos. Os ADITIVOS são substâncias ou compostos acrescentados aos alimentos para preservá-los e/ou melhorar o seu sabor. Alguns exemplos são os preservativos como os antioxidantes (vitamina E) ou o ácido cítrico. Muitos destes produtos químicos são aplicados nas verduras, frutas e outros alimentos que consumimos todos os dias. Por isso, medidas simples como lavar e descascar os alimentos pode diminuir o risco de doenças causadas pelos produtos químicos que se encontrem na sua superfície. Como podemos saber se foi contraída uma Doença Transmitida pelos Alimentos? De acordo à Organização Mundial da Saúde (OMS), as Doenças Transmitidas pelos Alimentos (DTA) constituem um dos principais problemas da saúde em todo o mundo. Uma DTA se origina ao comer ou beber alimentos e/ou água contendo micróbios em quantidades que afetem a saúde da pessoa a nível individual ou por grupos da população. Todos os anos, milhares de milhões de pessoas podem contrair uma ou mais doenças deste tipo, sem saber que a causa são os alimentos. Estima-se que 3% dos casos de DTA pode causar problemas de saúde em longo prazo. Estes sintomas tardios muitas vezes não são reconhecidos como doenças transmitidas pelos alimentos. 9

17 Os SINTOMAS MAIS COMUNS das doenças transmitidas pelos alimentos são: Diarréia Vômitos Dor de estômago Também podem ocorrer: Náuseas Febre Dores de cabeça Comichão/cãibra Problemas respiratórios Os sintomas dependerão da causa da intoxicação e podem aparecer pouco tempo depois de consumir a comida ou apos vários dias. Na maioria dos casos, os sintomas aparecem 24 ou 72 horas depois do consumo do alimento contaminado. Para as crianças, pessoas com doenças graves como câncer, HIV/AIDS, grávidas e idosos, é mais frequente que as consequências das doenças transmitidas pelos alimentos sejam graves e até fatais. Você pode mudar as coisas! É preciso impedir que os micróbios transmitam doenças, aplicando 5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS: 1. Utilize água e matérias-primas seguras. 2. Mantenha a limpeza. 3. Separe alimentos crus de alimentos cozidos. 4. Cozinhe os alimentos completamente. 5. Mantenha os alimentos a temperaturas seguras. A seguir, cada uma destas 5 chaves é detalhada. São mensagens básicas para contar com água e alimentos seguros e higiênicos, que contribuirão para que não adoeçamos. 10

18 Chave nº 1: Utilize água e matérias-primas seguras

19

20 Chave #1: Utilize água e matérias-primas seguras O quê significa água e alimentos seguros? A água e os alimentos são seguros quando não contém micróbios perigosos (bactérias, vírus, parasitos ou fungos), produtos químicos tóxicos ou agentes físicos externos (terra, pelo, etc.) que são um risco para a nossa saúde. Um alimento seguro também é chamado de inócuo. Os alimentos podem estar contaminados com micróbios e produtos químicos perigosos. Os produtos químicos tóxicos podem aparecer nos alimentos mofados ou em mau estado. Cuidado na hora de selecioná-los! Simples precauções como lavar e descascar os alimentos podem reduzir o risco de que se contaminem por produtos químicos. VOCÊ SABIA QUE No mundo, a cada 15 segundos, uma criança morre por causa da diarréia ocasionada por condições sanitárias precárias e por falta de água segura. O quê se considera água segura? Água segura é a que recebeu um tratamento de purifi cação, que mata os micróbios e produtos químicos tóxicos, tornando-a segura para beber ou utilizar no preparo de alimentos. Para que a água seja considerada segura, não deve apresentar cor, nem cheiro e deve ter recebido algum tratamento de purifi cação. É fundamental que a água que se utiliza para o consumo humano, para lavar os alimentos e utensílios de cozinha, e para o preparo de alimentos, seja segura para evitar doenças, como a diarréia ou vômitos. 13

21 Chave Clave #1 VOCÊ DEVE LEMBRAR: A água utilizada nos locais que comercializam alimentos deve ser segura. A água segura é de grande utilidade em muitas atividades na escola e em casa. É necessária para: Lavar frutas e vegetais Preparar os alimentos (cozinhar) Preparar bebidas Preparar gelo Lavar utensílios utilizados para limpar e comer Lavar as mãos e dentes infecciosas, favorecendo uma melhor saúde e, portanto, uma melhor qualidade de vida. Técnica para filtrar água 3 : Muitas vezes, a água coletada pode estar turva porque contém terra e outros objetos sólidos que não permitem o seu consumo. Para eliminá-los, existe uma técnica de fi ltração que ajuda a clarifi car a água e a limpá-la, mas NÃO A DESINFECTA. Para esse objetivo, é necessário que, posteriormente à fi ltração, seja aplicado algum método de purifi cação como os descritos mais adiante. Para fi ltrar a água, só é necessário um recipiente plástico com capacidade para 20 litros e um pedaço de tecido grosso limpo, e esterilizado: A participação no preparo e uso de água segura na escola e em casa, pode contribuir a conscientizar a comunidade sobre a importância e benefícios da higiene e saneamento da água e, também, contribui na prevenção e controle de doenças 3 Transcrito e adaptado de: Hernández, H Agua y Saneamiento: opciones prácticas para Vivir mejor. Publicación de la Organización Panamericana de la Salud. 29 pp. 14

22 Utilize água e matérias-primas seguras Procedimentos para aplicar a técnica na filtração da água PASSO 1: Lave com água e sabão o recipiente plástico. PASSO 2: Pegue um pedaço de tecido e dobre-o 3 vezes. O pedaço do tecido deve estar limpo e desinfetado.* PASSO 3: Coloque o tecido sobre a parte superior do recipiente de forma que cubra a boca do recipiente. PASSO 4: Comece a encher o recipiente, com a água turva passando pelo tecido. Desta forma as partículas presentes na água fi carão presas no tecido. PASSO 5: Retire o tecido e desinfete a água utilizando algum método de purifi cação. * Para certifi car-se que o tecido está desinfetado, ferva-o numa panela com água durante 5 minutos. 15

23 Chave Clave #1 Métodos para purificação da água A purifi cação da água é o processo utilizado para destruir ou inativar os micróbios perigosos presentes, que causam doenças gastrointestinais. A adequada purifi cação, assim como a armazenagem segura, são aspectos importantes que devem ser considerados na prevenção de doenças causadas pelo consumo de água contaminada. Existem algumas opções para purifi car a água e torná-la segura para utilizá-la posteriormente no preparo de alimentos, e para seu consumo. Algumas opções são as seguintes: a) Ferver a água a) Ferver a água 4 : Se a água a ser fervida está um pouco turva, fi ltre-a seguindo o processo para fi ltrar água (pagina 14) e depois comece a fervêla. Encher uma panela com a água que deseja purifi car. Ferver a água durante cinco minutos (os cinco minutos são contados a partir do momento quando a água começa a borbulhar). Lembre que os recipientes onde a água fervida será armazenada devem estar perfeitamente limpos antes de colocar a água, e deverão ser limpos de novo ao esvaziá-los. Armazene a água fervida em recipientes com tampa. b) Purificação com cloro c) Método SODIS Ferver por A seguir, descrevemos o processo a realizar com cada tratamento para eliminar os micróbios que possam estar presentes na água. 4 Transcrito e adaptado de: Hernández, H Agua y Saneamiento: Opciones Prácticas para Vivir Mejor. Publicación de la Organización Panamericana de la Salud. 29 pp. 16

24 Utilize água e matérias-primas seguras Vantagens Elimina totalmente os vírus, parasitos e bactérias patógenas. É um método simples. Utiliza materiais locais. Desvantagens Requer uma grande quantidade de energia (madeira, gás ou eletricidade) para ferver a água, e por isso é caro. Consome muito tempo. Contribui para o desmatamento devido o consumo de lenha (áreas rurais). Não elimina os produtos sólidos que a água possa conter (água turva) É necessário ferver durante um mínimo de 5 minutos para eliminar todos os micróbios. Para desinfetar a água com cloro, os seguintes fatores devem ser considerados: A quantidade de água a ser desinfetada. O tipo e concentração de cloro a ser utilizado. Empregando cloro líquido com uma concentração de 5%, o procedimento para a desinfecção da água é o que está indicado no seguinte quadro: Quadro 1 Quantidade de cloro a ser utilizado para purificar a água 6 Para 1 litro Acrescentar 2 gotas de água sanitária b) Purificação com cloro 5 : O cloro é um dos desinfetantes mais efetivos e baratos oferecidos no mercado. Encontra-se em diferentes apresentações: cloro líquido (hipoclorito de sódio) e cloro em pó (hipoclorito de cálcio) e em diferentes concentrações. A mais utilizada é de 5%. 5 litros 10 litros 20 litros 50 litros 5 gotas de água sanitária 20 gotas de água sanitária 40 gotas de água sanitária 100 gotas de água sanitária 5 MSPAS Cartilla Ambiental, Cuidado de la Salud y el Ambiente. Cartilla No. 1: El Agua. Publicación del Departamento de Regulación de los Programas de la Salud y Ambiente, Guatemala. 6 MINEDUC/MSPAS. Guía para la Profesora y el Profesor: promoviendo la Salud en Escolares, Guatemala. Junio

25 Chave Clave #1 Após acrescentar o cloro, agitar bem para que se dissolva e misture completamente com a água. Deixar repousar durante uns 30 minutos para que se realize a purifi cação. Desvantagens Requer acesso econômico e físico ao cloro. Não elimina os sólidos que possam estar presentes na água (opacidade). Pode ser confuso a quantidade de cloro que deve ser acrescentada para purifi car a água. O sabor da água pode mudar, tornando-a inaceitável para algumas pessoas. Com o tempo, o cloro se deteriora, afetando sua qualidade para eliminar os micróbios. c) Método SODIS: VOCÊ DEVE LEMBRAR Antes de clorar a água, caso esteja turva, é necessário fi ltrá-la para eliminar os sólidos que possam estar presentes. Vantagens Elimina bactérias e vírus. Deixa um resíduo de cloro na água que protege sua qualidade durante algum tempo. É um método de tratamento simples e barato para eliminar os micróbios perigosos que causam doenças e, por tanto, melhorando a qualidade da água para o consumo humano. Consiste em utilizar a radiação solar (raios UV) e o incremento da temperatura da água gerado pelo sol, para destruir os micróbios perigosos presentes na água, desinfetando-a. As pessoas que não tem acesso à água potável, podem aplicar o método tanto na escola como no lar, já que só utiliza elementos descartáveis disponíveis a nível local, como as garrafas pet e a luz solar. 18

26 Utilize água e matérias-primas seguras Para funcionar efi cientemente, este método necessita a exposição ao sol para purifi car a água. É um método que pode ser executado durante o verão. Na época de inverno, deve-se optar por outros métodos, como os descritos anteriormente. Basicamente, o tratamento consiste em encher garrafas plásticas transparentes com água e expô-las a pleno sol durante um mínimo de aproximadamente seis horas. Procedimento para purificar a água pelo Método SODIS PASSO 1 Lavar com detergente as garrafas de plástico transparente (de refrigerante) a ser utilizadas para purifi car a água. As garrafas devem ter tampa para poder fechá-las perfeitamente. PASSO 2 Introduzir a água não tratada nas garrafas de plástico transparente (1 e 2 litros). Encher as garrafas com água clara e tampá-las perfeitamente. A água turva protege fi sicamente os micróbios contra os raios ultravioleta da luz solar. Por isso é IMPORTANTE FILTRÁ- LA antes de engarrafá-la para sua exposição ao sol. 19

27 Chave Clave #1 PASSO 3 Colocar as garrafas de plástico num lugar onde pegue o sol diretamente pelo menos durante 6 horas. As garrafas devem fi car recostadas num suporte, de preferência elaborado com lâmina para refl etir o sol. PASSO 4 As garrafas devem ser expostas durante um mínimo de 6 horas à ação da luz solar. Durante a exposição, o sol destrói os micróbios e desinfeta a água, eliminando os germes causadores da diarréia. A exposição ao sol deve ser realizada durante: Um mínimo de 6 horas com céu límpido ou brilhante, ou: Dois dias com céu nublado. PASSO 5 No entardecer, a água está pronta para ser consumida. Esperar até que a água esfrie e beber num copo ou xícara limpa. Que tipo de garrafas deve ser usadas com este método? Para que o método seja efetivo, é necessário selecionar garrafas em boas condições, que preencham os seguintes requisitos: As garrafas devem ser de plástico transparente (NÃO COLORIDAS) Não devem estar quebradas nem com rachaduras ou muito riscadas. Devem estar completamente limpas. Devem ter de 1 a 2 litros de capacidade. 20

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Aula 1 - O que é um Alimento Seguro? Por que nos alimentamos? A alimentação é uma atividade básica para o indivíduo manter- se vivo. Precisamos nos nutrir

Leia mais

Preparo de Alimentos Seguros

Preparo de Alimentos Seguros Preparo de Alimentos Seguros O que você precisa saber para preparar um alimento próprio para consumo? Alimento Seguro são aqueles que não oferecem riscos à saúde de quem o está consumindo, ou seja, o alimento

Leia mais

5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS

5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS Publicação INCAP MDE/167 MANUAL DE ATIVIDADES PARA O PROFESSOR 5 CHAVES PARA MANTER OS ALIMENTOS SEGUROS Unidade de Saúde Pública Veterinária da OPAS Instituto de Nutrição da América Central e Panamá Brasil,

Leia mais

3 segurança AlimentAr CHRistianne de VasConCelos affonso Jaqueline girnos sonati 19

3 segurança AlimentAr CHRistianne de VasConCelos affonso Jaqueline girnos sonati 19 3 Segurança Al i m e n ta r Christianne de Vasconcelos Affonso Jaqueline Girnos Sonati 19 Segurança Alimentar Atualmente temos muitas informações disponíveis sobre a importância da alimentação e suas conseqüências

Leia mais

BOAS PRÁTICAS EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO: Segurança ao Cliente, Sucesso ao seu Negócio!

BOAS PRÁTICAS EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO: Segurança ao Cliente, Sucesso ao seu Negócio! BOAS PRÁTICAS EM SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO: Segurança ao Cliente, Sucesso ao seu Negócio! Dra. Marlise Potrick Stefani, MSc Nutricionista Especialista e Mestre em Qualidade, Especialista em Alimentação Coletiva

Leia mais

Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha.

Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha. Trabalho com a energia da vida. Tenho orgulho disso. Sou Boa Cozinha. Sou consciente, escolhido por Deus. Sei o que faço. Amo o meu trabalho, amo a vida. Faço o certo. Aqui tem segurança. Sou comprometido

Leia mais

Manual Básico para os Manipuladores de Alimentos

Manual Básico para os Manipuladores de Alimentos Secretaria Municipal de Saúde VISA Ponte Nova Manual Básico para os Manipuladores de Alimentos Elaborado pela Equipe da Vigilância Sanitária de Ponte Nova Índice: 1. Manipulador de Alimentos e Segurança

Leia mais

BOAS PRÁTICAS NO PREPARO DE ALIMENTOS

BOAS PRÁTICAS NO PREPARO DE ALIMENTOS BOAS PRÁTICAS NO PREPARO DE ALIMENTOS SÉRIE: SEGURANÇA ALIMENTAR e NUTRICIONAL Autora: Faustina Maria de Oliveira - Economista Doméstica DETEC Revisão: Dóris Florêncio Ferreira Alvarenga Pedagoga Departamento

Leia mais

Competências Técnicas

Competências Técnicas Missão Atender bem os clientes, com bons produtos, da maneira mais rápida possível, sempre com muita atenção, com os menores preços possíveis, em um local agradável e limpo. Competências Técnicas Formar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CARTILHA DO PESCADOR ARTESANAL Boas Práticas na Manipulação dos Produtos da Pesca Artesanal Carmelita de Fátima Amaral Ribeiro Oriana Trindade de Almeida Sérgio Luiz de Medeiros

Leia mais

Adaptação e validação do Manual 5 Chaves da OMS para a inocuidade dos alimentos em escolas primárias da Guatemala

Adaptação e validação do Manual 5 Chaves da OMS para a inocuidade dos alimentos em escolas primárias da Guatemala 5ª REUNIÃO DA COMISSÃO PAN-AMERICANA DE INOCUIDADE DOS ALIMENTOS (COPAIA 5) Rio de Janeiro, Brasil, 10 de junho de 2008 Tema 8 da agenda provisória COPAIA5/8 (Port.) 09 junho 2008 ORIGINAL: ESPANHOL Adaptação

Leia mais

GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SEGURA

GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SEGURA GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SEGURA Série Qualidade e Segurança dos Alimentos GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SEGURA Série Qualidade e Segurança dos Alimentos 2 0 0 7 2007. SENAI Departamento Nacional Todos os

Leia mais

Boas práticas na manipulação do pescado

Boas práticas na manipulação do pescado Boas práticas na manipulação do pescado O Brasil tem uma grande variedade de pescados e todas as condições para a produção deste alimento saudável e saboroso. Para que o pescado continue essa fonte rica

Leia mais

cisternas para os convênios municipais Cartilha do programa

cisternas para os convênios municipais Cartilha do programa cisternas para os convênios municipais Cartilha do programa 1 Prefácio Esta cartilha se propõe a ser uma companheira útil e simples. É voltada, principalmente, para as comunidades do semi-árido brasileiro

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO DO OESTE

PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO DO OESTE PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO DO OESTE PROCESSO SELETIVO Nº001/2010 AUXILIARES DE SERVIÇOS GERAIS NOME DO CANDIDAT0: ASSINATURA: RIO DO OESTE 27 DE JANEIRO DE 2010 Instruções: Antes de começar a realizar

Leia mais

PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar

PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar PROJETO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL- Coma bem se divertindo Higiene e Saúde Alimentar Professoras: Eliete, Maria Cristina e Midian INTRODUÇÃO O homem com o seu próprio corpo podem contaminar diretamente os alimentos

Leia mais

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA

CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS DE VEICULAÇÃO HÍDRICA Estado do Rio de Janeiro PREFEITURA MUNICIPAL DE MACAÉ Secretaria Municipal Especial de Saúde Coordenação de Saúde Coletiva Divisão de Educação e Programas em Saúde CARTILHA DE ORIENTAÇÃO PARA CONTROLE

Leia mais

Cartilha do. Manipulador de Alimentos

Cartilha do. Manipulador de Alimentos Cartilha do Manipulador de Alimentos apresenta Cartilha do Manipulador de Alimentos Belezas naturais e lugares maravilhosos, assim é o turismo no Brasil, que se desenvolve a cada dia e ocupa um importante

Leia mais

ORIENTAÇÕES EM SITUAÇÕES DE ENCHENTES OU ENXURRADAS

ORIENTAÇÕES EM SITUAÇÕES DE ENCHENTES OU ENXURRADAS ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUPERINTENDENCIA DE VIGILÂNCIA EM SAUDE DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ORIENTAÇÕES EM SITUAÇÕES DE ENCHENTES OU ENXURRADAS

Leia mais

Passos para se proteger do Ébola enquanto aguarda por assistência Documento para a Guiné-Bissau

Passos para se proteger do Ébola enquanto aguarda por assistência Documento para a Guiné-Bissau Passos para se proteger do Ébola enquanto aguarda por assistência Documento para a Guiné-Bissau 1 Lembre-se de três coisas Não tocar Isole a pessoa doente Ligue para a linha de apoio 2 Se pensa que alguém

Leia mais

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS

MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA MANIPULAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E INTERCORRÊNCIAS NA UTILIZAÇÃO DE DIETAS ENTERAIS 2ª edição SUMÁRIO Nutrição Enteral: definição 1. Cuidados no preparo da Nutrição Enteral Higiene

Leia mais

Cólera e Escarlatina

Cólera e Escarlatina Cólera e Escarlatina Nome do Aluno Daiane, Lisandra e Sandra Número da Turma 316 Disciplina Higiene e Profilaxia Data 30 de Maio de 2005 Nome da Professora Simone Introdução O presente trabalho irá apresentar

Leia mais

MICROORGANISMOS perigosos na Cozinha:

MICROORGANISMOS perigosos na Cozinha: MICROORGANISMOS perigosos na Cozinha: Os microorganismos estão por todo o lado. Nas nossas mãos e corpo, no ar, nos utensílios de cozinha e mesmo nos alimentos que ingerimos. O facto de os alimentos possuirem

Leia mais

A MULHER E O MANUSEIO DA ÁGUA A MULHER E O USO DA ÁGUA

A MULHER E O MANUSEIO DA ÁGUA A MULHER E O USO DA ÁGUA A MULHER E O USO DA ÁGUA A sociedade define as atividades que os seres humanos devem fazer a partir do seu sexo. Aos homens são destinadas aquelas consideradas produtivas, ou seja, que servem para ganhar

Leia mais

Diante da atual situação de desabastecimento de água na cidade. Orientações à população para uso da Água. prefeitura.sp.gov.

Diante da atual situação de desabastecimento de água na cidade. Orientações à população para uso da Água. prefeitura.sp.gov. Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Vigilância em Saúde - COVISA 08 de abril de 05 Orientações à população para uso da Água Diante da atual situação de desabastecimento

Leia mais

FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES CIÊNCIAS DESAFIO DO DIA. Aula: 17.1 Conteúdo: Doenças relacionadas à água I

FORTALECENDO SABERES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES CIÊNCIAS DESAFIO DO DIA. Aula: 17.1 Conteúdo: Doenças relacionadas à água I CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula: 17.1 Conteúdo: Doenças relacionadas à água I 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidades: Identificar algumas

Leia mais

CARTILHA DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS

CARTILHA DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS CARTILHA DE MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS Departamento de Vigilância Sanitária Setor de Fiscalização de Alimentos Introdução De acordo com a publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 60% dos

Leia mais

ESTABELECIMENTOS DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS [recomendações]

ESTABELECIMENTOS DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS [recomendações] ESTABELECIMENTOS DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS [recomendações] Portugal em Acção ESTABELECIMENTOS DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS As estruturas, as instalações e o equipamento dos estabelecimentos de restauração ou

Leia mais

Para impedir a propagação da dengue, você deve primeiramente impedir a reprodução de seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti.

Para impedir a propagação da dengue, você deve primeiramente impedir a reprodução de seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Cartilha de Dengue Para impedir a propagação da dengue, você deve primeiramente impedir a reprodução de seu transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Conhecendo o ciclo biológico do mosquito O Aedes aegypti

Leia mais

Bichos que a gente não vê

Bichos que a gente não vê Material elaborado pelo Ético Sistema de Ensino Ensino fundamental Publicado em 2012 Projetos temáticos 5 o ano Data: / / Nível: Escola: Nome: Bichos que a gente não vê Justificativa O projeto Bichos que

Leia mais

FÉRIAS ESCOLARES ACIDENTES DOMÉSTICOS

FÉRIAS ESCOLARES ACIDENTES DOMÉSTICOS FÉRIAS ESCOLARES X ACIDENTES DOMÉSTICOS As férias escolares exigem mais cuidados com os acidentes domésticos porque as crianças ficam mais tempo em casa e isso aumenta o risco de ocorrerem acidentes que

Leia mais

Cuidado nutricional no tratamento quimioterápico

Cuidado nutricional no tratamento quimioterápico Cuidado nutricional no tratamento quimioterápico Centro Regional de Hematologia e Oncologia Importância da alimentação durante o tratamento do câncer Cuidar da alimentação durante a vida é importante

Leia mais

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA. Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DDA Patrícia A.F. De Almeida Outubro - 2013 INTRODUÇÃO DDA Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias, vírus e parasitos) 03 ou mais episódios com fezes líquidas

Leia mais

L E P T O S P I R O S E

L E P T O S P I R O S E L E P T O S P I R O S E Elaborado por: Francisco Pinheiro Moura Médico Veterinário E-mail: bergson.moura@saude.ce.gov.br bergson.moura@live.com Definição Leptospirose é uma doença infecciosa que causa

Leia mais

Treinamento Conservas de frutas 382

Treinamento Conservas de frutas 382 Para que haja boa conservação dos alimentos é importante que os produtos conservados mantenham suas qualidades nutritivas, seu aroma, sabor e que se eliminem as causas das alterações. As várias maneiras

Leia mais

Limpando a Caixa D'água

Limpando a Caixa D'água Limpando a Caixa D'água É muito importante que se faça a limpeza no mínimo 2 (duas) vezes ao ano. Caixas mal fechadas/tampadas permitem a entrada de pequenos animais e insetos que propiciam sua contaminação.

Leia mais

Sustentável. Alimentação: Receitas deliciosas. O seu dia a dia muito mais saboroso. Dicas orientadas pela nutricionista Miriam Abdel Latif - CRN 3152

Sustentável. Alimentação: Receitas deliciosas. O seu dia a dia muito mais saboroso. Dicas orientadas pela nutricionista Miriam Abdel Latif - CRN 3152 Alimentação: Sustentável Dicas orientadas pela nutricionista Miriam Abdel Latif - CRN 3152 Receitas deliciosas. O seu dia a dia muito mais saboroso. NÚMERO 4 Bolo de Maçã com casca 3 ovos 1 xícara (chá)

Leia mais

MEU SALÃO LIVRE DAS HEP TITES. Manual de prevenção para manicures e pedicures

MEU SALÃO LIVRE DAS HEP TITES. Manual de prevenção para manicures e pedicures MEU SALÃO LIVRE DAS HEP TITES Manual de prevenção para manicures e pedicures Faça a sua parte e deixe as hepatites virais fora do seu salão de beleza As hepatites são doenças graves e, muitas vezes, silenciosas.

Leia mais

OBJETIVOS DO TREINAMENTO

OBJETIVOS DO TREINAMENTO OBJETIVOS DO TREINAMENTO O QUE VOCÊ APRENDERÁ NO TREINAMENTO? A importância do cozimento e da preparação dos alimentos. Quais são as tecnologias exclusivas incorporadas na fabricação das panelas icook

Leia mais

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato.

1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. LEPTOSPIROSE - O que saber e o que fazer 1. O que é leptospirose? É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina do rato. 2. Como se pega a leptospirose? Em situações

Leia mais

Cartilha do Manipulador de Alimentos para Distribuição

Cartilha do Manipulador de Alimentos para Distribuição Cartilha do Manipulador de Alimentos para Distribuição Série Qualidade e Segurança dos Alimentos 2 0 0 4 2004. SENAC Departamento Nacional Proibida a reprodução total ou parcial deste material. Todos os

Leia mais

Higienização. Reaproveitamento de Alimentos. Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664

Higienização. Reaproveitamento de Alimentos. Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664 Higienização & Reaproveitamento de Alimentos Coordenadora e Nutricionista Felícia Bighetti Sarrassini - CRN 10664 * Higienização dos alimentos: O que é??? É a inibição da multiplicação das bactérias prejudiciais

Leia mais

Objectivos Pedagógicos

Objectivos Pedagógicos Programa de Ciências da Natureza 6º Ano Tema: Ambiente de Vida Capítulo II- Agressões do meio e integridade do organismo 1) A Higiene Este capítulo tem como objectivo ensinar aos alunos que a falta de

Leia mais

O curativo do umbigo

O curativo do umbigo Higiene do bebê O curativo do umbigo Organizo meu futuro porque o presente já passou. O curativo do umbigo deve ser feito todos os dias, depois do banho, até que o cordão do umbigo seque e caia. Isso leva

Leia mais

Produçaõ de peixes. Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979)

Produçaõ de peixes. Adaptado de: Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin (FAO, 1979) Produçaõ de peixes Adaptado de: "Better Farming Series 27 - FreshWater Fish Farming: How to Begin" (FAO, 1979) Onde pôr seu tanque de peixes 1. Você tem que escolher um lugar bom para sua tanque. 2. Lembra

Leia mais

Orientações para alimentação saudável de crianças menores de dois anos

Orientações para alimentação saudável de crianças menores de dois anos Orientações para alimentação saudável de crianças menores de dois anos 1-Por que crianças menores de 2 anos precisam de uma alimentação saudável? A criança menor de 2 anos está crescendo rápido e por isso

Leia mais

Uma receita de iogurte

Uma receita de iogurte A U A UL LA Uma receita de iogurte O iogurte, um alimento comum em vários países do mundo, é produzido a partir do leite. Na industrialização desse produto empregam-se técnicas diversas para dar a consistência,

Leia mais

Diante da atual situação de desabastecimento de água na cidade. Orientações à população para uso da Água. prefeitura.sp.gov.

Diante da atual situação de desabastecimento de água na cidade. Orientações à população para uso da Água. prefeitura.sp.gov. Prefeitura do Município de São Paulo Secretaria Municipal da Saúde Coordenação de Vigilância em Saúde - COVISA 08 de abril de 05 Orientações à população para uso da Água Diante da atual situação de desabastecimento

Leia mais

Introdução. Esses acidentes são os mais variados possíveis. Ingestão de água sanitária ou outros

Introdução. Esses acidentes são os mais variados possíveis. Ingestão de água sanitária ou outros Introdução Quase todos os dias vemos nos noticiários ou ouvimos dos colegas relatos de acidentes ocorridos em residências, principalmente com crianças. Estatísticas de acidentes indicam que acidentes fatais

Leia mais

Apresentação Mobilização no combate à dengue

Apresentação Mobilização no combate à dengue Apresentação Mobilização no combate à dengue Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Com a temporada de chuvas, os riscos de surtos da doença ficam ainda

Leia mais

Receitas Deliciosas de Aproveitamentos APRESENTAÇÃO EVITANDO O DESPERDÍCIO. Receitas deliciosas com talos, folhas e sementes

Receitas Deliciosas de Aproveitamentos APRESENTAÇÃO EVITANDO O DESPERDÍCIO. Receitas deliciosas com talos, folhas e sementes APRESENTAÇÃO A alimentação e tão necessária ao nosso corpo quanto o ar que precisamos para a nossa sobrevivência, devem ter qualidade para garantir a nossa saúde. Quando falamos em alimentação com qualidade

Leia mais

Fruta em Taça de Meloa (4 a 6 doses) Iogurte Tropical Gelado (6 a 8 doses) Preparação: 10m

Fruta em Taça de Meloa (4 a 6 doses) Iogurte Tropical Gelado (6 a 8 doses) Preparação: 10m Fruta em Taça de Meloa (4 a 6 doses) ½ meloa grande 150-200g de fruta cortada: ameixas, alperces frescos, uvas, morangos, amoras, nectarinas, pêssegos, laranjas, maçãs ou kiwis. 4 c. sopa de sumo de laranja

Leia mais

EQUIPE TÉCNICA. Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade - IABS. Luis Tadeu Assad Diretor Presidente

EQUIPE TÉCNICA. Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade - IABS. Luis Tadeu Assad Diretor Presidente EQUIPE TÉCNICA Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade - IABS Luis Tadeu Assad Diretor Presidente Carla Gualdani Coordenadora Técnica Filipe Robatini Consultor Técnico Imagens e conteúdo:

Leia mais

:: Sabão Líquido :: Em um balde ou recipiente bem grande, despejar a soda e 1 litro de água, mexendo por ceca de 5 minutos;

:: Sabão Líquido :: Em um balde ou recipiente bem grande, despejar a soda e 1 litro de água, mexendo por ceca de 5 minutos; :: Sabão Líquido :: Para fazer 30 litros Ingredientes: 1,5 litros de azeite (morno) ½ quilo de soda cáustica 1,5 litros de álcool líquido 1 litro de água (1ª etapa) 27 litros de água (2ª etapa) 2 colheres

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SUS BINGO DA ÁGUA

EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SUS BINGO DA ÁGUA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO SUS Desenvolver ações educativas e de mobilização social é disseminar informações visando o controle de doenças e agravos à saúde e fomentar nas pessoas o senso de responsabilidade

Leia mais

HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO

HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO Bem Vindos! HIGIENIZAÇÃO, LIMPEZA E PARAMENTAÇÃO Quem sou? Farmacêutica Bioquímica e Homeopata. Especialista em Análises Clínicas, Micologia, Microbiologia e Homeopatia. 14 anos no varejo farmacêutico

Leia mais

Manutenção dos peixes refrigerados

Manutenção dos peixes refrigerados No barco 4 C (39 F) Estas são algumas sugestões sobre o que você pode fazer no barco para manter os peixes frescos e seguros para o consumo, antes de chegarem à unidade de processamento de pescado. Estas

Leia mais

Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis

Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis Galinhas Saudáveis Pessoas Saudáveis Projecto Celeiro da Vida Album Seriado Manual de Facilitação de Práticas Agrárias e de Habilidades para a Vida Para os Facilitadores das Jffls Galinhas saudáveis

Leia mais

Boas Práticas de Manipulação em Serviços de Alimentação. Módulo 6 - Etapas da Manipulação dos Alimentos

Boas Práticas de Manipulação em Serviços de Alimentação. Módulo 6 - Etapas da Manipulação dos Alimentos Módulo 6 - Etapas da Manipulação dos Alimentos Aula 1 Seleção De Fornecedores, Compra E Recebimento Das Matérias- Primas, Ingredientes E Embalagens As matérias- primas, os ingredientes e as embalagens

Leia mais

Reciclagem 40 - A Fossa Alterna. da fossa com terra. adicional da adição de terra e, especialmente. possa ser aproveitado. também a homogeneizar

Reciclagem 40 - A Fossa Alterna. da fossa com terra. adicional da adição de terra e, especialmente. possa ser aproveitado. também a homogeneizar Reciclagem 40 - A Fossa Alterna 105 40 A Fossa Alterna A fossa alterna é um sistema de instalação sanitária simples especificamente construído para produzir fertilizante valioso para jardins e terrenos.

Leia mais

Veja a vantagem de ser um Empresário Amway. Entenda o quanto você vai economizar nas suas compras do supermercado.

Veja a vantagem de ser um Empresário Amway. Entenda o quanto você vai economizar nas suas compras do supermercado. Veja a vantagem de ser um Empresário Amway. Entenda o quanto você vai economizar nas suas compras do supermercado. LOC Limpador Multiuso 1 litro R$22,96 de R$ 54,00 Multiuso Limpeza Pesada 500 ml 20 x

Leia mais

Importância da Higiene

Importância da Higiene Importância da Higiene Anexo 1 1 Semana Pedagógica 1º semestre - 2016 Anexo I Importância da Higiene Você sabe o que é higiene? Higiene é o conjunto de medidas que tomamos para eliminar a sujeira, que

Leia mais

Mantenha as portas e as janelas abertas, inclusive nos dias frios, para evitar o aumento de germes no ar, o que facilita a transmissão de doenças.

Mantenha as portas e as janelas abertas, inclusive nos dias frios, para evitar o aumento de germes no ar, o que facilita a transmissão de doenças. Soninho Mantenha as portas e as janelas abertas, inclusive nos dias frios, para evitar o aumento de germes no ar, o que facilita a transmissão de doenças. Garanta que entre os colchonetes haja meio metro

Leia mais

CARTILHA BEM-ESTAR PATROCÍNIO EXECUÇÃO

CARTILHA BEM-ESTAR PATROCÍNIO EXECUÇÃO CARTILHA BEM-ESTAR PATROCÍNIO EXECUÇÃO Cartilha Informativa Alimentação saudável e atividade física: as bases essenciais para a construção de um organismo saudável Alimentos saudáveis associados à atividade

Leia mais

Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de

Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial deste novo vírus, o Comitê Estadual de Enfrentamento da Influenza A H1N1 elaborou esta cartilha com

Leia mais

FEBRE AMARELA: Informações Úteis

FEBRE AMARELA: Informações Úteis FEBRE AMARELA: Informações Úteis Quando aparecem os sintomas? Os sintomas da febre amarela, em geral, aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito. Quais os sintomas? Os sintomas são:

Leia mais

30/8/2010 BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO. BPF_ BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Parte 1

30/8/2010 BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO. BPF_ BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Parte 1 São conjunto de princípios e regras que ajudam a reduzir, prevenir e evitar os perigos dos alimentos. BPF_ BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO Parte 1 Condutas para o Controle Higiênico-Sanitário de Alimentos

Leia mais

AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS

AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS AEMS- FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS MS ASSEPSIA E CONTROLE DE INFECÇÃO Prof. MARCELO ALESSANDRO RIGOTTI LICENCIADO EM ENFERMAGEM e ESPECIALISTA EM CONTROLE DE INFEÇÃO Mestrando pela Escola de Enfermagem

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAIXIAS DO SUL RS LANÇA MANUAL DO GESTOR PARA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR EM CAPACITAÇÃO ESPECÍFICA.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAIXIAS DO SUL RS LANÇA MANUAL DO GESTOR PARA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR EM CAPACITAÇÃO ESPECÍFICA. PREFEITURA MUNICIPAL DE CAIXIAS DO SUL RS LANÇA MANUAL DO GESTOR PARA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR EM CAPACITAÇÃO ESPECÍFICA. PREFEITURA DE CAXIAS DO SUL Secretaria Municipal da Educação Setor de Alimentação Escolar

Leia mais

SAIBA COMO AGIR EM CASO DE ENCHENTES

SAIBA COMO AGIR EM CASO DE ENCHENTES SAIBA COMO AGIR EM CASO DE ENCHENTES Quando um desastre de origem natural acontece, devemos tomar todos os cuidados possíveis para evitar a transmissão de doenças e preservar a nossa saúde. Nesta cartilha

Leia mais

SEGURANÇA DOS ALIMENTOS E LEGISLAÇÃO. Nutricionista M. Sc. Sabrina Bartz CRN-2 3054

SEGURANÇA DOS ALIMENTOS E LEGISLAÇÃO. Nutricionista M. Sc. Sabrina Bartz CRN-2 3054 SEGURANÇA DOS ALIMENTOS E LEGISLAÇÃO Nutricionista M. Sc. Sabrina Bartz CRN-2 3054 Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) no RS o Mais de 3200 surtos notificados de 1987 a 2006 (DVS/RS). o Principais

Leia mais

Comida suficiente e nutritiva. 25 Introdução. Comida 25 - Introdução

Comida suficiente e nutritiva. 25 Introdução. Comida 25 - Introdução Comida 25 - Introdução 63 4 Comida suficiente e nutritiva 25 Introdução Existem vários sistemas simples e de baixo custo que podem melhorar a segurança alimentar e a nutrição. Estes incluem, por exemplo,

Leia mais

Infecção respiratória aguda

Infecção respiratória aguda O bebê de 2 e 3 meses Infecção respiratória aguda Toda idéia é boa ou má, dependendo de como se desenvolve. As infecções respiratórias são doenças responsáveis por grande número de internações e mortes

Leia mais

ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos

ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos ELEMENTOS DE MICROBIOLOGIA Perigos Microbiológicos Rosa Helena Luchese, PhD Departamento de Tecnologia de Alimentos Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro E-mail: rhluche@ufrrj.br CONTAMINANTES DOS

Leia mais

LEPTOSPIROSE X ENCHENTES

LEPTOSPIROSE X ENCHENTES LEPTOSPIROSE X ENCHENTES Durante os temporais e inundações, a bactéria leptospira, presente na urina do rato, se espalha nas águas, invade as casas e pode contaminar, através da pele, os que entram em

Leia mais

Preferências alimentares individuais; Disponibilidade dos alimentos no mercado; Influência das propagandas no mercado, na televisão.

Preferências alimentares individuais; Disponibilidade dos alimentos no mercado; Influência das propagandas no mercado, na televisão. Nutrição na Infância e Adolescência A alimentação e a nutrição constituem requisitos básicos para a promoção e a proteção da saúde, possibilitando a afirmação plena do potencial de crescimento e desenvolvimento

Leia mais

INFLUENZA A (H1N1) CARTILHA DE RECOMENDAÇÕES Para empresas, repartições públicas e comércio em geral

INFLUENZA A (H1N1) CARTILHA DE RECOMENDAÇÕES Para empresas, repartições públicas e comércio em geral INFLUENZA A (H1N1) CARTILHA DE RECOMENDAÇÕES Para empresas, repartições públicas e comércio em geral Diante da pandemia de influenza A (H1N1) e com base no conhecimento atual sobre a disseminação mundial

Leia mais

Como tornar a água mais límpida com sementes

Como tornar a água mais límpida com sementes Água 5 - Clareação com sementes de Moringa 13 5 Como tornar a água mais límpida com moringa Ideia A ideia é divulgar um sistema onde sementes de moringa são usadas para limpar água suja. Este sistema é

Leia mais

PROJETO DENGUE: VAMOS ACABAR COM ISSO-DIGA SIM A SAÚDE!

PROJETO DENGUE: VAMOS ACABAR COM ISSO-DIGA SIM A SAÚDE! 1 PROJETO DENGUE: VAMOS ACABAR COM ISSO-DIGA SIM A SAÚDE! JUSTIFICATIVA: O ano de 2015 começa com aumento dos casos de dengue, em relação a 2010. Tendo em vista a epidemia que assola muitas cidades do

Leia mais

BOAS PRÁTICAS EM MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS E HIGIENE PESSOAL

BOAS PRÁTICAS EM MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS E HIGIENE PESSOAL BOAS PRÁTICAS EM MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS E HIGIENE PESSOAL Manipuladores de alimentos São todas as pessoas que trabalham com alimentos, ou seja, quem produz, vende, transportam recebe, prepara e serve

Leia mais

sete receitas de xampu caseiro para cães

sete receitas de xampu caseiro para cães Como fazer xampu caseiro para cães sete receitas de xampu caseiro para cães Faça xampu caseiro para cães, caso você esteja procurando uma alternativa natural aos comprados em lojas de produtos para animais.

Leia mais

livro de RECEITAS festa do milho

livro de RECEITAS festa do milho livro de RECEITAS festa do milho JACI - SÃO PAULO Índice Pg. 03 Pg. 04 Pg. 05 Pg. 06 Pg. 07 Pg. 08 Pg. 09 Pg. 10 Pg. 11 Pg. 12 Pg. 13 Pg. 14 Pg. 15 Pg. 16 Pg. 17 Pg. 18 Pg. 19 Pg. 20 Pg. 21 Curau Tradicional

Leia mais

Profa. Ana Luiza Veltri

Profa. Ana Luiza Veltri Profa. Ana Luiza Veltri EJA Educação de Jovens e Adultos Água de beber Como está distribuída a água no mundo? A Terra, assim como o corpo humano, é constituída por dois terços de água; Apenas 1% da quantidade

Leia mais

Manipulação caseira de fitoterápicos. Módulo 5 Farm. Ms. Ana Cimbleris Alkmim

Manipulação caseira de fitoterápicos. Módulo 5 Farm. Ms. Ana Cimbleris Alkmim Manipulação caseira de fitoterápicos Módulo 5 Farm. Ms. Ana Cimbleris Alkmim Recomendações gerais Uso de plantas provenientes de modismos deve ser evitado. Duvide sempre das plantas tidas como milagrosas.

Leia mais

FRD-2892 507 MANUAL DO USUÁRIO FRITADEIRA FRD-2892 PREZADO CLIENTE A fim de obter o melhor desempenho de seu produto, por favor, leia este manual do usuário cuidadosamente antes de começar a usá-lo,

Leia mais

Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação

Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação Resolução RDC n 216/2004 Esta publicação foi realizada pela Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio de

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ - SESA SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA. Nota Técnica nº 08/13 DVVSA/CEVS/SESA 29 de agosto 2013.

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ - SESA SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA. Nota Técnica nº 08/13 DVVSA/CEVS/SESA 29 de agosto 2013. SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO PARANÁ - SESA SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA Nota Técnica nº 08/13 DVVSA/CEVS/SESA 29 de agosto 2013. BOAS PRÁTICAS PARA COMÉRCIO AMBULANTE DE ALIMENTOS A Secretaria do

Leia mais

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE PARA A COMUNIDADE ESCOLAR. INFLUENZA A H1N1 junho de 2011

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE PARA A COMUNIDADE ESCOLAR. INFLUENZA A H1N1 junho de 2011 CENTRO ESTADUAL DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE PARA A COMUNIDADE ESCOLAR INFLUENZA A H1N1 junho de 2011 Medidas de prevenção: Higienizar as mãos com água e sabonete/sabão antes

Leia mais

GRIPE A (H1N1) INFORMAÇÃO E RECOMENDAÇÕES PARA ESCOLAS E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO

GRIPE A (H1N1) INFORMAÇÃO E RECOMENDAÇÕES PARA ESCOLAS E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO GRIPE A (H1N1) INFORMAÇÃO E RECOMENDAÇÕES PARA ESCOLAS E OUTROS ESTABELECIMENTOS DE EDUCAÇÃO As escolas e outros estabelecimentos de ensino assumem um papel muito importante na prevenção de uma pandemia

Leia mais

Noções de química. Conceitos Química molécula substância mistura solução diluição fórmula I NTROD U ÇÃO AO M Ó DULO DE S E RV I Ç O S GE R A I S

Noções de química. Conceitos Química molécula substância mistura solução diluição fórmula I NTROD U ÇÃO AO M Ó DULO DE S E RV I Ç O S GE R A I S I NTROD U ÇÃO AO M Ó DULO DE S E RV I Ç O S GE R A I S Noções de química Conceitos Química molécula substância mistura solução diluição fórmula ficha10_al_serv_gerais_educador_01a.indd 1 5/4/2011 16:11:32

Leia mais

Compostagem doméstica

Compostagem doméstica Compostagem doméstica Na Natureza tudo se transforma 1 2 3 Este guia vai ser-lhe útil! Com este pequeno guia pode, finalmente, tirar partido do seu lixo e sentir-se bem por isso! Os restos de comida, as

Leia mais

39 Por que ferver a água antes de beber?

39 Por que ferver a água antes de beber? A U A UL LA Por que ferver a água antes de beber? Todo ano seu Antônio viaja para o litoral com a família e enfrenta sempre os mesmos problemas: congestionamento na estrada, praias lotadas e sujas que,

Leia mais

Cólera. Introdução: 1) Objetivo Geral

Cólera. Introdução: 1) Objetivo Geral Cólera Introdução: A cólera se originou provavelmente na Índia e em Bangladesh, espalhando para outros continentes a partir de 1817. A descoberta da bactéria que a provoca foi feita por Robert Koch em

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE HIGIÊNICO-SANITÁRIO PARA A OBTENÇÃO DE ALIMENTOS SEGUROS

A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE HIGIÊNICO-SANITÁRIO PARA A OBTENÇÃO DE ALIMENTOS SEGUROS A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE HIGIÊNICO-SANITÁRIO PARA A OBTENÇÃO DE ALIMENTOS SEGUROS RESUMO Carla Catiúscia Ferreira Gomes 1 Rosângela Gomes Rodrigues 2 O presente trabalho é resultado do aprendizado adquirido

Leia mais

Agroindústria. Menu Introdução Pão integral Pão de mandioca Pão de torresmo com creme de alho Pão de Forma Pãezinhos de Batata. 1.

Agroindústria. Menu Introdução Pão integral Pão de mandioca Pão de torresmo com creme de alho Pão de Forma Pãezinhos de Batata. 1. 1 de 6 10/16/aaaa 10:42 Agroindústria Processamento artesanal de farinhas e farináceos Fabricação de pão caseiro Pão integral, pão de torresmo, pão de forma e pãezinhos de batata Processamento artesanal

Leia mais

MANUAL DE HIGIENIZAÇÃO

MANUAL DE HIGIENIZAÇÃO MANUAL DE HIGIENIZAÇÃO Como fazer a ordenha correta Para fazer a ordenha mecânica, você deve seguir os mesmos passos da ordenha manual. Siga as etapas abaixo indicadas: 1 Providencie um ambiente para a

Leia mais

Dicas de conservação e limpeza

Dicas de conservação e limpeza Dicas de conservação e limpeza No uso diário de seus armários, alguns cuidados devem ser tomados a fim de prolongar a vida útil do produto. Água Tome cuidado particular em torno da pia, do forno e dos

Leia mais

BOAS PRÁTICAS PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO POR GLÚTEN BOAS PRÁTICAS PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO POR GLÚTEN

BOAS PRÁTICAS PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO POR GLÚTEN BOAS PRÁTICAS PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO POR GLÚTEN BOAS PRÁTICAS PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO POR GLÚTEN DOENÇA CELÍACA A doença celíaca (DC) é um distúrbio imunemediado que afeta principalmente o trato gastrointestinal. É uma enteropatia glúten induzida.

Leia mais