RONNIE VON, PREPARE-SE: Cabe ou não no bolso? todo seu. quem vem para jantar? Caro ou barato?

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1 PUBLICAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTRIBUIDORES VOLKSWAGEN ANO 29 Nº 237 OUTUBRO 2006 RONNIE VON, todo seu PREPARE-SE: quem vem para jantar? Caro ou barato? Cabe ou não no bolso?

2 Recado UM A CADA TRÊS VEÍCULOS VENDIDOS NO BRASIL VAI PARA O GOVERNO EM IMPOSTOS Quando se trata de fazer projeções sobre o futuro da economia brasileira - e o fazemos bastante - sempre há duas correntes de economistas, analistas de mercado e até de brasilianistas. Um grupo é mais otimista, o outro mais cético, caracterizado por uma certa ironia que acompanha as opiniões. De qualquer modo, essa dualidade não chega a ser exacerbada. É bem mais uma discussão entre estudiosos que vêm de escolas concorrentes entre si, mas que sempre partem ou chegam a um ponto consensual. O mesmo aconteceu recentemente durante o simpósio Tendências na Indústria Automobilística, promovido pelo SAE Brasil e tema de capa desta edição. Os especialistas foram unânimes em dizer que o Brasil tem melhorado e a prova são os indicadores econômicos. O que preocupa a todos, em maior ou menor grau, com mais ou menos otimismo é a questão: O Brasil vai mesmo ser um grande produtor de automóveis no futuro? Mesmo com juros menores, a Anfavea - entidade que representa as montadoras no País - não alterou sua projeção de vendas para este ano:1,7 milhão de unidades. Pergunta-se se apenas a queda dos juros será suficiente para promover um incremento das vendas internas. O necessário, dizem todos, é a adoção de uma política que diminua os preços dos veículos - mesmo dos mais baratos - através da redução de impostos, condição para produzir carros com um custo mais baixo. É uma reivindicação que se arrasta há anos e que ganhou o nome de Custo Brasil, ou seja, aqui para se produzir qualquer coisa paga-se muito imposto e se enfenta muita burocracia, especialmente para exportar. No caso dos veículos, a conta é a seguinte: a cada três veículos vendidos, um vai grátis para o Governo na forma de impostos. Esta injusta equação ameaça a indústria nacional, que já se vê com a concorrência indiana e chinesa nos calcanhares. Mesmo com uma série de questões para superar, como a adequação de sua produção às normas ambientais exigidas pelo Brasil e o fato de não possuírem uma rede de distribuição organizada, as empresas desses países afirmam e reafirmam sua intenção de operar no Brasil. Por outro lado, não podemos esquecer que as montadoras aqui instaladas são unidades de multinacionais que vêem, acima de tudo, a lucratividade geral trazida por suas diversas bases em todo o mundo. Daí a surpresa ao vermos a declaração do presidente da Volkswagen do Brasil, Hans-Christian Maergner, ao jornal O Estado de São Paulo de que se o Custo Brasil não for revisto, produtos de sucesso e motivo de orgulho como o Fox Europa, desenvolvidos e produzidos aqui, correm o risco de serem fabricados no leste europeu, onde os custos de produção são muito mais acessíveis. Não há dúvida que o desejo de todos - fabricantes, comerciantes e trabalhadores - é ver o Brasil no rol dos países economicamente fortes, ostentando produtos de qualidade e vendo suas marcas espalhadas pelo mundo. Para isso basta o empenho de todos - e no setor automotivo isso existe - e um pouco de vontade política. Esta, ainda em falta. Conselho Editorial

3 Cartas Expediente PUBLICAÇÃO MENSAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTRIBUIDORES VOLKSWAGEN Ano 29 Edição 236 Setembro de 2006 CHINA A GALOPE Curso Administração de Empresas na Universidade São Marcos e através de um amigo da sala de aula conheci a revista Showroom, sobre a qual gostaria de comentar. Fiquei admirada com as fotos da matéria da Turquia e adorei também a entrevista com o Shinyashiki (Edição Agosto 2006). Quanto à matéria sobre a China publicada por vocês, gostaria de tecer uma comparação com aquela publicada por Veja no mesmo período. Enquanto a Veja exibiu em várias páginas aquele país, vocês se limitaram a retratar a realidade chinesa a um único parágrafo. Acho que um pouco mais de informação atrairia mais a atenção do leitor. Finalmente, gostaria de fazer referência à coluna Quem Passou Por Aqui, que retrata profissionais bem-sucedidos de forma descontraída, sem arrogância. Esta seção foi motivo de reflexão na sala de aula, já que alguns colegas em melhor situação profissional se comportam 4 com uma pitada de ostentação em relação aos demais, como eu, que ainda não estão atuando na área de interesse. Aproveito para parabenizá-los pelo conteúdo de Showroom, principalmente pela variedade de temas, as belíssimas fotos e a diagramação, que permite uma agradável leitura. Virgínia Ribeira São Paulo - SP N.R.: Obrigado pelo prestígio. Seus comentários foram extremamente pertinentes no momento em que estamos testando o novo projeto gráfico-editorial de Showroom. Quanto à China, gostaríamos de lhe informar - e enviar - a edição de nº234 - Julho 2006, onde abordamos com maior profundidade esse fenômeno, ainda que focado no setor automotivo, que é, afinal, o nosso setor de atuação. É um privilégio ter leitores como você. MAIS EXEMPLARES Por tratar-se de uma publicação excelente para nosso público interno e para a recepção dos clientes, gostaria de solicitar o envio de 10 exemplares ao mês da Revista Showroom ao invés de apenas três, como recebemos normalmente. Assim, poderemos distribuí-los melhor em toda a concessionária. VW Norpave Londrina - PR NOVO PROJETO GRÁFICO- EDITORIAL É muito bom quando recebemos elogios como o que vocês nos fizeram. Sabemos que dificilmente os clientes elogiam, mas de parceiros como vocês, eu não poderia esperar outra atitude. Sabemos que o sucesso de um produto não depende só da impressão e sim de toda uma equipe, desde a criação até a entrega do material. Sendo assim, agradeço de coração a todos que participaram desta nova criação. Agostinho Guarnieri IGIL Gráfica Itu AS BELEZAS DA TURQUIA Recebi os exemplares da revista. A matéria sobre a Turquia ficou bem legal. Obrigada. Camila Mendes Assistente de Marketing Teresa Perez Tours PAUTA INTERESSANTE Gostaríamos de parabenizar toda a equipe de Showroom pelo profissionalismo e pela criação de pautas sempre muito interessantes para o público leitor do segmento automotivo e mesmo para aqueles que estão em outras áreas do mercado. Parabéns a todos. Denilde Leitão DL.Brasil Revista Notícias Shell Conselho Editorial Antonio Francischinelli Jr., Carlos Alberto Riquena, Evaldo Ouriques, Juan Carlos Escorza Dominguez, Mauro I.C. Imperatori e Silvia Teresa Bella Ramunno. Editoria e Redação Trade AT Once - Comunicação e Websites Ltda. Rua Itápolis, 815 CEP São Paulo SP Tel (11) / Editora e Jornalista Responsável Silvia Teresa Bella Ramunno (13.452/MT) Redação - Rosângela Lotfi (23.254/MT) Projeto Gráfico e Direção de Arte Azevedo Publicidade - Marcelo Azevedo Publicidade Disal Serviços Maria Marta Mello Guimarães Tel (11) Impressão Gráfica Itú Tiragem exemplares Revista filiada à ABERJ Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. As matérias assinadas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição da Assobrav. Registro nº º Cartório Civil de Pessoas Jurídicas da Capital de São Paulo. Assobrav Av. José Maria Whitaker, 603 CEP São Paulo SP Tel: (11) Diretoria Executiva Presidente: Elias dos Santos Monteiro Vice-presidentes: Carlos Roberto Franco de Mattos Jr., Evandro Cesar Garms, Heloisa Souza Ribeiro Ferreira, Luiz Sérgio de Oliveira Maia, Mauro Pinto de Moraes Filho, Mauro Saddi, Nilo Augusto Moraes Coelho Filho, Rogério Wink e Walter Keiti Yaginuma. Presidentes dos Conselhos Regionais Região I: Rodrigo Gaspar de Faria Região II: Luiz Alberto Reze Região III: Roberto Petersen Região IV: Carlos Francisco Restier Região V: João França Neto Região VI: Ignacy Goldfeld Região VII: André Luiz Cortez Martins Conselho de Ex-Presidentes Sérgio Antonio Reze, Paulo Pires Simões, João Cláudio Pentagna Guimarães, Orlando S. Álvares de Moura, Amaury Rodrigues de Amorim, Carlos Roberto Franco de Mattos, Roberto Torres Neves Osório, Elmano Moisés Nigri e Rui Flávio Chúfalo Guião. Foto de capa: stock.xchng

4 Sumário A PASSEIO COMPORTAMENTO CAPA 3 RECADO A mensagem do Conselho Editorial. 6 QUEM PASSOU POR AQUI Amigos e personalidades que visitaram a Assobrav e o Grupo Disal. 10 GENTE Ronnie Von, um profissional multimídia, cheio de habilidades. Conheça um pouco mais sobre este elgante e charmoso senhor que agrada a todos e que está no imaginário de senhoras e senhoritas há 40 anos. 16 CAPA No Brasil de hoje já não vale mais a expressão "caro ou barato", mas sim uma outra: cabe ou não no bolso. Esta é a pergunta ou a resposta que o brasileiro se dá quando pensa em comprar alguma coisa. A reflexão vai além do impulso consumista, mas em geral o cidadão tem tido mais confiança em assumir dívidas. 21 OUTLOOK Novidades, comentários e lançamentos do setor automotivo. 24 CONSULTA SEBRAE As recomendações dos consultores do SEBRAE 26 COMPORTAMENTO A cerimonia do jantar. Um ato de compartilhar bons momentos, além de desfrutar o sabor da boa comida. Como receber amigos de forma apropriada, com requinte, mas sem exageros. 32 A PASSEIO A beleza, a história e o mistério que envolve Santiago de Compostela, na Espanha. Hoje, um dos roteiros mais interessantes e econômicos que o turista diferenciado pode fazer. O relato de quem fez o caminho e as dicas para os novos peregrinos. 37 PÓS-CARREIRA Como vencer o medo da aposentadoria e planejar a vida depois de parar de trabalhar, sem parar de trabalhar. 38 FREIO SOLTO As estórias e a opinião do jornalista Joel Leite. 39 COTIDIANO Os ensaios sobre a mente e o dia-a-dia vistos pelo psicoterapeuta Marco Bueno. 40 NOVIDADES O que há de novo em eltrônica digital, periféricos de informática e outras utilidades. 41 LIVROS&AFINS A nova obra de Ricardo Semler e a recomendação para assistir ao filme Dália Negra com a darling do momento, Scarlett Johansson. 42 VINHOS&VIDEIRAS A coluna de Arthur Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers - SP. 42 MESA POSTA Histórias de receitas e de cozinheiros. 5

5 Quem passou po r aqui Caprichando na pose para a foto, Décio Luiz Portella, superintendente comercial em São Paulo da Itaú Seguros, para negociar melhorias no produto Riscos Empresariais... Conferindo a qualidade do café da Disal Consórcios, Carlos Sussumu Oda, coordenador geral do SPED, para checar também os detalhes do layout contábil do SPED, Sistema Público de Escrituração Digital... Dennis Gabriele, gerente de investimentos do Banco Itaú BBA, para abrir novas possibilidades... Prestigiando a nova Showroom, Marcelo Ponzoni, diretor da agência de Propaganda R A E MP, para apresentar muitas e boas opções de mídia... Dinâmico e eloqüente, José Fernando G Palermo, diretor da produtora de vídeo Sétima Arte, para trocar figurinhas com departamento de Marketing... Sem a moto, para manter-se o mais alinhado possível, Luiz Carlos Berrettini, do Jurídico da Volkswagen, para acompanhar os processos do tão falado IPI... Sem resistir a um bombom da sala da presidência, a doce Lílian Rosa Garcia, diretora de Eventos e Incentivos da Maringá Turismo, para visitar antigos e novos amigos... 6 Agnelo Cândido do Nascimento, titular da VW Via Costeira e da VW Nacional, para, inconformado, deixar sua Natal cheia de brisa e comprovar o inverno em pleno verão de São Paulo... Luciano Afif, para recordar que esportistas e sedentários precisam ter um bom seguro... 7

6 Gente 10 A Por Silvia Bella lgumas pessoas - no caso destas páginas, personalidades são particularmente assediadas pela imprensa. Competentes no que fazem, disponíveis e boas de papo, têm sempre espaço na mídia, mas nem sempre são queridas pelo público. Um certo elitismo intelectual as distancia do povo. Outras, ainda que em menor número, gozam desse privilégio, que é seguramente uma das maiores recompensas que um ser humano pode ter sobre a Terra: movimentar-se entre os formadores de opinião com a mesma desenvoltura e prestígio com que vão ao mercado. Ronnie Von é uma dessas pessoas. Todo mundo gosta dele. Até crianças de seis anos que ouviram da avó referências à elegância, charme e cultura deste senhor, que há 40 anos era um doce cantor cabeludo, que além de tudo compunha, Marcos Alves SIR RONNIE VON Birds of a feather flock together tinha um programa de TV badalado e traduzia Beatles com perfeição. A marca Ronnie Von dura até hoje e mantém os mesmos princípios (por alguns traduzidos como bom-mocismo) de quando estreou. Do O Pequeno Mundo de Ronnie Von uma evidente referência ao O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry -, nos idos de 60, ao Mãe de Gravata (título do seu livro), veiculado quatro anos atrás pela TV Record, ao atual Todo Seu, que vai ao ar de segunda à sexta, das 22 à meia-noite pela TV Gazeta, o seu programa sempre evidenciou o lado claro da vida, a ética, a cultura, a revelação de talentos e o português bem falado. Sem ser pedante ou castiço, Ronnie tem a qualidade de corrigir os mais clamorosos erros de português, eventualmente cometidos por seus entrevistados, com uma sutileza que passa despercebida aos ouvidos menos atentos. Não raro ouve-se o seu comentário: Realmente, como ele acaba de dizer, para eu poder fazer..., após o convidado disparar a já (infelizmente) corriqueira incorreção pra mim poder fazer.... Mais do que elegante, e não só pelo fato de usar abotoaduras, Ronnie Von dá espaço aos seus convidados, interessa-se de fato pelo que estão falando e muitas vezes aprofunda o assunto com o conhecimento de um expert. Versado em muitos temas, que vão da botânica à enologia, o economista de formação, piloto de provas, aviador e hoje publicitário Ronnie Von é na verdade um empresário de comunicação muito bem-sucedido. Dono da agência de propaganda Societá & Von, ele reúne uma seleta carteira de clientes e empresta sua credibilidade a vários produtos. Adepto do testemunhal, fala com os patrocinadores do seu programa e sobre os produtos que oferecem como se estivesse recebendo amigos em sua casa. Aliás, esta é a tônica do seu programa. Ele é um excelente anfitrião, um gentleman, mesmo, diz Ellen Dastry, diretora do Todo Seu. A maior crítica que o Ronnie pode fazer a um entrevistado no ar é dizer: Bem, essa é a sua opinião`. Aí sei que é o momento de encerrar o assunto, porque ele está exasperado! Ronnie Von concedeu esta entrevista à Showroom na noite de 4 de setembro, uma segunda-feira gelada, pouco antes de entrar no ar. Naquele dia, o programa era temático e discutiu o rebaixamento de Plutão da categoria de planetas. Em meio a um espaçoso estúdio, dividido em quatro ambientes e uma trupe de 20 pessoas (ao todo, entre produção e operação técnica, são 50 os envolvidos), Ronnie falou com astrônomos e astrólogos com igual interesse e andou de um cenário a outro, fazendo pausas para o merchandising e intervalos comerciais entre muitas xícaras de café (você pensou em chá, certo?), retomando as entrevistas com impressionante naturalidade. Ao final, no quadro Visão Masculina, abriu uma garrafa de vinho com um charme indescritível; digno de merecer o comentário de um dos câmeras que o acompanham há três anos: Meu, o cara é... Revista Showroom Como Ronaldo Nogueira explica a longevidade e a credibilidade da marca Ronnie Von? Seriam os princípios inerentes a um bom-moço? Ronnie Von (sorrindo) Puxa, pra começar já não sou tão moço assim. Sou um sexagenário. Cronologia é uma coisa inexorável, você não pode fugir disso, e eu já tenho 62 anos. Posso ser emocionalmente jovem, mas...enfim, este é um país de rotulações e de tentativas de formulações mirabolantes. Ninguém tem forma nenhuma pra coisa nenhuma, ninguém sabe segredo nenhum pra dizer: vem por aqui que dá certo. O que você tem que fazer é errar menos. E sob esse ponto de vista, eu acho que errei pouco. Eu discutia exatamente isso - o porquê da marca Ronnie Von ter dado certo - com o diretor comercial da minha agência. Talvez porque minha história, aquela suposta rebeldia da juventude, tenha passado na minha vida como uma espécie de conceituação de vida e não de sobrevivência. É bastante evidente que quando você faz uma coisa que lhe agrada, que você gosta, isso deixa de ser trabalho e passa a ser diversão. E se por essa diversão você for remunerado, melhor ainda. Eu pergunto: quem é que não gosta de cantar? Que seja no banheiro, que seja em qualquer canto. Todo mundo gosta, e se as pessoas lhe pagarem pra isso é o máximo. É simplista essa minha visão? É, mas foi isso o que aconteceu comigo. Showroom Você quer dizer que seguiu o seu sonho, perseguiu o seu objetivo? Ronnie Exatamente. Tudo o que consegui materialmente, emocionalmente, na minha vida foi por minha vontade e decisão. Digamos que minha vingança em relação à família e às tias velhas, às coisas todas que tinham preparado pra mim, a sucessão, enfim, foi emocional, subjetiva, mas isso tem uma representatividade muito grande pra mim. Showroom Você era muito jovem quando desistiu de ser economista e diretor do Banco da família... Ronnie Pois é, eu era recém formado, tinha 21 anos, aquela vontade de dizer coisas, de compor, de cantar, de fazer TV. E eu nunca pensei Ah! Meu Deus, e se eu perder as cordas vocais, e se com essa profissão morrer de fome...sempre fui otimista, sempre acreditei que daria certo. Certamente a educação que recebi da minha família contribuiu para o sucesso do Ronnie Von, porque embora minha família tenha recursos, eles me deram educação. Eu não tenho vocação pra herdeiro, então fui à luta, quer dizer, (sorrindo) serei herdeiro um dia, mas não tenho nenhuma inclinação para isso. Então, posso dizer a você com a alma absolutamente aberta: eu sou um self made man, mesmo. Larguei o conforto, o terninho bem cortado, o carrinho importado...não tinha dinheiro mesmo pra pôr gasolina... Showroom Mesmo sem ter vocação para ser herdeiro, não deve ter sido fácil... Ronnie Não mesmo. Veja, eu sou fanático por automóveis até hoje e eu tive que vender meu carro pra recomeçar a vida em SP. Mesmo porque não tive espaço com a família no Rio e não tive espaço com os amigos também, porque eu estava fazendo música de cabeludos, música eletrônica, eu estava traindo uma causa. Eu teria que estar fazendo uma música socialmente engajada. Afinal, eu tinha que apresentar de alguma maneira uma contestação e não só me divertir, fazendo o que gostava, cantando... Embora as soluções nunca existam, a visão de contestação 11

7 Gente 12 é clássica de universitário. E eu era burguês de esquerda, aliás, da esquerda francesa, porque a gente só tomava Dom Pérignon...Mas havia também a esquerda escocesa que só tomava whisky 12 anos...quer dizer, assim é fácil resolver - nas coberturas de Ipanema - os grandes problemas da humanidade. Showroom Certo, mas você sempre foi visto de uma maneira diferente do pessoal da Jovem Guarda. Você era o culto, o preparado...você nunca foi apontado como transgressor. Ronnie De fato, quando eu comecei no meio artístico existia um certo ranço contra os bem-nascidos, digamos assim. E eu sofri muito isso em rádio. Cheguei a ouvir na Rádio Piratininga - que já não existe mais, mas era famosíssima o seguinte: Este filhinho de papai, de calcinha de veludo, está ocupando o lugar de alguém que precisa. Ora, ninguém precisava mais do que eu. Porque para perseguir esse sonho, equivocado ou não, eu vim morar num lugar que eu nem recomendaria muito você passar por perto. Era na Praça Júlio de Mesquita, num hotelzinho bastante simples. E psicologicamente eu também enfrentava uma situação bastante delicada, porque eu não tenho o perfil de ser rebelde, eu sou uma pessoa calma, cordata, então, era desconfortável contestar a família de quem eu gosto muito. Showroom Bem você poderia ter voltado para casa depois da experiência Jovem Guarda e ter assumido os negócios da família... Ronnie Mas o problema é que a comunicação em TV é a grande paixão da minha vida. Profissionalmente eu poderia ser um bom jardineiro, um bom aviador, piloto de competição em corridas de automóvel, botânico, mas o que eu quero é dizer de mim e dos outros. E ninguém vai dizer de mim melhor do que eu mesmo, e eu gosto disso. Eu me exponho até demais. Showroom De fato, você fala bastante da sua vida pessoal, dos problemas que já enfrentou, das esperanças que tem... Ronnie Eu acho que vale a pena, e afinal, eu escolhi uma profissão de vitrine. Me incomoda muito as pessoas nessa profissão que lutam o tempo inteiro para um dia serem reconhecidas na rua e quando chega esse dia passam a andar de óculos escuros, não falam com pobre, não dão autógrafo...então erraram de atividade. Eu vejo muito isso: artistas que se indispõem com a imprensa, têm um monte de não-me-toques. Eu tenho um pouco de resistência em ter amizade com artistas famosos porque a maioria tem essa visão do eu posso tudo, eu quero tudo...essa semidivindade é tão efêmera... Showroom Esse estado de espírito de estar sempre tão à vontade, de circular tão bem em todos os meios, esse fair play que é uma característica sua, não é próprio dos quinhentões brasileiros, dos bemnascidos? Ronnie Às vezes as pessoas me dizem isso, sim. Ah!, você pensa assim porque vem de família com dinheiro há muitas gerações. Olha, minha mãe foi educada na Europa e lá é tudo muito simples: o picadinho do jantar, seguramente foi o bife do almoço. Eu fui criado assim, de forma parcimoniosa, quer dizer, minha família tinha Banco, mas o picadinho do jantar era o bife do almoço. Claro que tive paixões irrefreáveis por Porsches, Masseratis, Ferraris, Jaguares e quetais, e as continuo tendo porque brinquedo é brinquedo. O que muda é só o preço, mas os brinquedos são os mesmos, avião, helicóptero...porém, nunca joguei dinheiro fora. Quer dizer, eu sempre estive, de alguma forma, pensando como minha mãe, como meu pai. Não é ser usurário, não, pelo contrário, eu sou bastante dadivoso. Se 10% Marcos Alves daqueles que me devem dinheiro me pagassem 10% do que me devem, meu bisneto não trabalharia mais. Showroom Comenta-se que você fez seu próprio dinheiro muito cedo e muito rápido. De certa forma, a faculdade de economia ajudou bastante... Como é possível alguém ser tão bom financista e ter tantos devedores? Ronnie (sorrindo) É, eu não sou ruim em aplicações...mas olha, na minha agência, eu prospecto, eu visito, porque a marca Ronnie vende, tenho muitos amigos etc, mas depois do primeiro contato, entra em cena o diretor comercial. É ele que dá prosseguimento ao contrato. Eu só faço o approach. Não sei fechar negócios. Showroom No entanto, o seu programa de TV tem uma porção de patrocinadores. Eles estão satisfeitos, sinal de que o vendedor é bom. Ronnie Acho que é a questão da credibilidade novamente. A marca Ronnie Von, modestamente, traz isso. E eu, na verdade, sempre quis ter uma emissora de TV. Hoje não mais. É o único negócio que eu não quero na minha vida, porque é uma coisa complicadíssima...de qualquer forma, adoro fazer TV e tenho por princípio que quem trabalha com comunicação tem que, de alguma maneira, promover alguma utilidade, algum serviço. Eu não vou veicular coisas que não sejam legais. Eu não quero ser dono da verdade - longe de mim - mas a televisão caminha por um equivoco monumental da audiência fácil, de discussões estéreis - conhecidas no meio como barraco. Só tem moças bonitas - não que eu não goste -, mas é muito peito de fora... Showroom Na sua opinião se extrapolou um pouco... Ronnie Bastante! O outro dia, meu neto, pequenininho, estava vendo televisão em minha casa e qual não foi a surpresa da cozinheira ao ir buscá-lo - já que ele não atendia ao seu chamado para almoçar - e vê-lo diante da TV, encantadíssimo, assistindo a um casal de atores de filme pornô mostrando posições. Minha cozinheira disse: Seu Ronnie, pelo amor de Deus, o menino não queria que eu desligasse a TV`. Quer dizer, isso eu acho um equívoco. Até como publicitário posso dizer: nenhum cliente meu quer associar sua marca a um produto de má qualidade. No entanto, as televisões buscam audiência fácil e ponto final. No Todo Seu temos um público cativo e estamos satisfeitos assim. Mesmo porque, eu pergunto: quem segura uma emissora é a audiência? Eventualmente, mas eu acho que a credibilidade e os patrocinadores são os agentes que pagam o meu salário. Showroom O seu programa, até por ser diário, é factual, quer dizer, às vezes você também tem que abordar assuntos que não lhe agradam. Ronnie Sem dúvida, e jamais opinei contrariamente a uma pauta estabelecida pela produção. Confio totalmente na equipe, mas deixo claro, logo no início da entrevista, qual é minha opinião sobre o fato e tento minimizar o peso do tal assunto. Como vou apresentar um programa cheio de crime e massacre se ele acaba à meia-noite? Você vai dormir com a cabeça cheia, aterrorizada. Eu tenho que mostrar o lado claro da vida, até para que você tenha a referência do escuro. Não é que eu queira ensinar o Padre Nosso ao vigário, não é isso...mas eu quero é mostrar uma coisa na TV que, repito, é um serviço público -, que não constranja a família. Isto é, eu faço um programa que todo mundo pode ver sem que um fique com vergonha de estar ao lado do outro. Enfim, meu objetivo é passar alguns valores para as pessoas, como cultura, gentileza, afeição e carinho. Minha mãe costumava dizer: Birds of a feather flock together Pássaros da mesma plumagem voam juntos. Quer dizer, você não vê um tico-tico voando com uma águia, então, é importante agregar cada vez mais passarinhos para voar junto com a gente. Showroom Falando sobre a origem do seu programa na TV, a idéia começou com o Mãe de Gravata, um programa dirigido exclusivamente às mulheres, comandado por um homem sobre o qual nunca pairou dúvida quanto à sua preferência sexual. Foi uma ótima sacada de marketing, não? Ronnie Foi, e o mais interessante: a idéia não foi minha. Quem me convenceu a fazer o Mãe de Gravata foi um amigo meu publicitário, talvez o mais festejado de todos: Washington Olivetto. Ele tinha lido meu livro (de mesmo título), portanto sabia que eu era pai com guarda de filhos e que por isso acabei me envolvendo com as coisas ditas femininas. Aí ele disse, olha se você fosse gay seria até normal fazer um programa feminino, mas não sendo é sucesso garantido. Eu confesso que não acreditava no êxito do programa porque convivendo com as mulheres no meu dia-a-dia de pai, mãe e dono de casa, percebi o quanto as mulheres são machistas. Então achei que eu seria rejeitado como apresentador de um programa feminino. Showroom Desculpe a franqueza, mas nenhuma mulher em sã consciência rejeitaria você. Ronnie (risos) Olha, não é bem assim. Vou contar um episódio. Quando minha filha tinha 12 anos apresentou um problema sério no ovário que ninguém conseguia diagnosticar corretamente. O consenso era retirar o ovário da 13

8 Gente 14 menina. Fiquei desesperado diante daquela possibilidade pelo fato de ela ser muito jovem. Então fui estudar a fisiologia feminina num curso de paramedicina. Lá encontrei um monte de mulheres grávidas e todas me olharam feio durante muito tempo como se eu tivesse uma intenção escusa. Ao longo do curso elas foram comprovando o meu real interesse no assunto e no fim acabaram me abraçando... Showroom Lógico... Ronnie (risos) Mas, voltando à proposta do Olivetto, o fato é que essa conversa sobre o Mãe de Gravata se deu em um restaurante aqui em São Paulo. Estávamos com nossas mulheres e ele propôs uma aposta. Se alguma mulher naquele restaurante soubesse dizer qual era o bordado do guardanapo eu poderia abandonar a idéia de fazer o programa, do contrário, seria obrigado a honrar o compromisso. Showroom Vê-se que você perdeu... Ronnie Pois é, ele pegou o guardanapo e me perguntou: que bordado é esse? E eu respondi: isso não é bordado, isso é renda, por sinal uma renda francesa, uma renda que eu adoro. Aliás, minha renda predileta. (risos) E, olha, para minha surpresa, nenhuma mulher no restaurante soube identificar aquela renda. Showroom Bem, o mais surpreendente é que você acabou virando um expert em uma série de tarefas domésticas e em coisas de mulher... Ronnie Sim, minha cabeça é feminina. Eu só vejo o mundo com olhos de mulher, porque eu fui obrigado a conviver estreitamente com mulheres. Elas me ensinaram esses valores, que eu aprendi e gostei. Sou verdadeiramente dependente de mulheres. Ok, todo homem é, mas no meu caso é diferente, porque mesmo separado, solteiro, eu continuei a receber meus amigos em casa, que iam com suas mulheres. Então, um pouco eu falava com os homens sobre coisas de homem, a saber: negócios, política, futebol e mulher. E depois eu atravessava a sala e ia para o outro lado coisa que acontece em São Paulo: mulheres de um lado e homens de outro onde a minha conversa era diferente: Olha que toalha de mesa linda eu comprei`. No começo foi aquele choque: Nossa!, até você Ronnie, quem diria...` Depois, todos, especialmente meus amigos homens, se acostumaram a ouvir meus comentários femininos que até hoje eu digo na TV: Bonitão, compra lingerie pra tua mulher porque é a última pièce de résistance. Quem vai tirar é você. Compre uma coisa bonita, de seda, faça um agrado. Marcos Alves E nessa toada aprendi a cozinhar. Acabei adorando. Sei lavar, passar, arrumar...tenho empregados impecáveis, mas eu queria saber, até pra poder orientá-los. E isso nada mais é do que a boa educação que as mães ensinavam para as filhas. O resto é conversa machista de latino-americano preconceituoso. Showroom Você faz tantas coisas e todas tão bem, você se julga uma pessoa inteligente acima da média? Ronnie Não, de forma alguma! Eu sou um curioso, um rato de biblioteca. Se você me contar alguma coisa que desperte minha curiosidade, eu vou ler tudo a respeito. É uma coisa pra mim, pessoal. Enologia, por exemplo, eu comecei a estudar aos 27 anos de idade. À época, meu pai - que é completamente abstêmio -, diplomata, servia na França mas voltava freqüentemente ao Brasil e passou a me trazer verdadeiras raridades e preciosidades porque ele comentava com os amigos: meu filho estuda vinhos, então eu tive a oportunidade de provar um Château Pétrus e um Domaine de la Romanée Conti como quem toma groselha, mas o fato é que eu comecei a me interessar por aquilo pelo aspecto histórico, geográfico, climático, enfim...é isso, a coisa do estudo vai crescendo, como é o caso da Botânica, outro exemplo. Eu comecei estudando as plantas e depois de um pouco estava estudando entomologia porque tem os insetos que podem atacá-las e em seguida vieram os passarinhos, então fui saber sobre ornitologia e por fim passei a estudar o ecossistema inteiro. Showroom Pensamentos e ocupações de um gentleman... Ronnie (sorrindo) Eu sou um homem gentil. Fui educado assim e acho que é assim que um homem tem que agir: gentilmente. Isto é, eu não dormiria se tivesse permitido que você colocasse sua mão naquela maçaneta e abrisse a porta na minha frente... Showroom Bom, acho que você, seus filhos e neto são os últimos no Planeta... Ronnie Ah!, por favor, não me diga isso...

9 Co nsulta SEBRAE MAS ONDE ESTÁ O LUCRO? stock.xchng A lgo nesse sentido é peculiar às suas sensações? Então é preciso saber algo mais sobre o que vem acontecendo na empresa e com isso descobrir que fim está tendo o lucro gerado. A maioria das empresas é lucrativa, o nosso dia-a-dia tem demonstrado isso, o que não acontece com facilidade é 24 TENHO A DEVIDA ATENÇÃO COM OS CUSTOS E PRINCIPALMENTE COM A DETERMINAÇÃO DO PREÇO DE VENDA, INCLUSIVE CONTEMPLANDO UMA SIGNIFICATIVA INTENÇÃO DE LUCRO. ATÉ O VOLUME DE VENDAS TEM SIDO SATISFATÓRIO, MAS... NÃO CONSIGO SABER SE REALIZEI O LUCRO INTENCIONADO E, SE REALIZEI, MUITO MENOS SEI ONDE ESTÁ. Por Luís Alberto F Lobrigatti ter o valor do lucro gerado nas vendas disponível no caixa e isso ocorre pelos motivos que comentaremos: Crescimento de Estoques: O lucro é gerado através do que é vendido, por isso qualquer quantidade de produtos, mercadorias, matérias primas e materiais que permaneçam em estoque, ou seja, que não foram vendidos, prendem no estoque, literalmente, o lucro gerado nas vendas. É normal - mas não deveria ser - sobrar no estoque parte do que foi comprado, qualquer que sejam os motivos, afinal o que não foi vendido também terá que ser pago com dinheiro dos itens que foram comercializados, e é aí que uma fatia do lucro vai parar nos estoques. Agora, é preciso sempre boas práticas de compras e também de cuidados com o estoque tanto quanto a conservação do que estiver estocado, quanto de ações que contribuam para vender logo os excessos encalhados de estoques. Agindo assim estará fazendo com que o lucro possa estar disponível no caixa. Ah! Fique atento às perdas, roubos, prazos de validades etc., pois quando isso ocorre o lucro está sendo perdido e não tem como ser recuperado. Outra dica é com relação ao fato de usar para consumo próprio qualquer item do estoque. O correto seria pagar de fato por esses itens, afinal o caixa da empresa pouco tem haver com as necessidades da pessoa física, sejam os donos e ou funcionários. Política de Vendas a Prazo: Nenhuma empresa é obrigada a vender a prazo, mas por questões estratégicas de competitividade isso pode ser preciso, e enquanto não recebe dos clientes, precisa pagar as compras e as despesas em geral. Por esse motivo o lucro pode estar retido no popularmente chamado, contas a receber. Pronto, só isso já é um motivo e tanto para entender que quanto mais valores a receber em função de mais vendas a prazo e/ou do aumento dos prazos de recebimentos, mais tempo e mais valor de lucro permanecerá nas mãos dos clientes. Outro motivo, e esse já mais preocupante, é a inadimplência. Teoricamente, quando o cliente paga suas compras, ele está possibilitando também o retorno do lucro para a empresa, agora, quando o calote é decretado então o lucro - aí sim se foi - e a perspectiva de recuperá-lo será muito mais difícil. É! O valor da inadimplência corresponde integralmente ao valor do lucro perdido. Portanto, cuide do montante das vendas que serão realizadas com prazo de recebimento, assim como dos prazos que serão concedidos e também das formas e garantias de recebimento. Dê crédito a quem merece crédito, mas garanta-se do recebimento. Investimentos: Outro paradeiro do lucro. Muitas vezes investimentos são realizados e pagos de uma só vez ou mesmo em vários pagamentos. Quando não são os donos que colocam o capital para os investimentos, entendemos que estes foram pagos pela própria empresa, daí, nesse caso, o lucro foi utilizado para os investimentos. E de muitas maneiras isso pode ter ocorrido. Por exemplo, com empréstimos ou financiamentos tomados de instituições financeiras, e cujas parcelas ou valor total serão quitados com recursos financeiros da empresa. Entendeu? Compra-se uma máquina, paga-se parcelas com o dinheiro da empresa, daí entender que o lucro foi utilizado em investimentos. Nesse caso estamos admitindo que nenhuma outra conta deixou de ser paga. Outra situação muito frequente é emprestar recursos para Capital de Giro. É também um investimento e quando pago através do caixa da empresa, interprete como tendo utilizado lucro. Nesse caso, os cuidados são para o planejamento dos investimentos, pois estes não podem ser realizados comprometendo, por exemplo, o giro. Lembre-se: antes o lucro pode ter sido retido nos estoques e em vendas a prazo (contas a receber). Sazonalidades de Vendas: Por fim, mais um destino do lucro, tão cruel quanto as perdas e a inadimplência, pois retrata os meses em que a empresa não faz vendas suficientes para as despesas, inclusive provisão e 13º salário, férias, manutenções etc. Nesse caso, o lucro dos meses com vendas satisfatórias é utilizado para cobrir o prejuízo de outros meses.tenha sempre alternativas para tentar driblar sazonalidades, como promoções, venda de outro tipo de itens ou serviços etc... ou então, ao menos faça reserva de recursos através de provisões para que não seja preciso gastar muito mais com despesas financeiras. Entendidos e solucionados esses quatros mais relevantes motivos de utilização do lucro, certamente será possível tê-lo em caixa, e ainda assim planejar bem a questão de distribuição aos sócios investidores, considerando inclusive novas necessidades de investimentos, que poderão ser realizados com o lucro obtido nas vendas. Luís Alberto F Lobrigatti é consultor financeiro do SEBRAE-SP 25

10 Capa MAIS DO MESMO stock.xchng 16 O Brasil tem melhorado. Os indicadores econômicos como o Risco Brasil e os juros internos caindo, a redução da dívida externa e o acúmulo de reservas da ordem de US$ 72 bilhões (sem perigo de insolvência, portanto) indicam isso e são fatores que atraem os investidores estrangeiros. Outros, como o baixo crescimento e a voracidade na cobrança de impostos os afugentam. Mas a melhora no cenário interno - que se deve à queda dos juros básicos e que permitiu prazos mais longos de financiamento - dá confiança ao consumidor. Com isso, a relação caro/barato perde força e passa a valer o que cabe ou não no bolso, e, assim, a certeza ou a incerteza de assumir dívidas. Por Rosângela Lofti P ara o bem ou para mal, 2007 tende a repetir Ao menos no que diz respeito à política macroeconômica, ao câmbio desfavorável, ao crescimento pífio do PIB e à falta de uma política industrial específica para o setor automotivo. Também em 2007, a indústria automobilística deverá quebrar a barreira de 1997, o emblemático ano em que foram vendidas 2 milhões de unidades no mercado interno, sem comemorações. O que fará essa marca ser alcançada são os dois últimos anos de crescimento, a queda na taxa de juros básicos, os prazos de financiamento dilatados e um fator etéreo e mutável que os economistas chamam de confiança do consumidor. Há uma correlação direta entre crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e o crescimento da indústria automobilística, dizem os executivos e consultores especializados no segmento. Ray Young, presidente da General Motors do Brasil e Operações do Mercosul, é dessa opinião. Para ele, se o PIB crescer 3%, a indústria automobilística cresce 6%. Em 2006, ao que parece, a indústria descolou do PIB. Segundo estimativas do relatório semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB brasileiro deve crescer este ano 3,6% (4,0% em 2007), já a indústria vendeu no mercado interno 11% a mais de janeiro a agosto, quando comparada ao mesmo período de Índice superior às estimativas da Anfavea que apesar da evidência dos números não mudou sua projeção de crescimento das vendas, estimada em 7% para o ano. Se o ritmo persistir, mesmo que haja desaceleração - que não será tão rápida -, o ano deverá fechar com vendas de 1,7 milhão de unidades. O que descola o crescimento do PIB do crescimento da indústria são os mecanismos de financiamento e a confiança do consumidor de que pode assumir uma dívida de longo prazo, pois não teme perder o emprego. Mas sim, há uma analogia entre esses dois fatores: uma perspectiva menor de crescimento afeta a confiança, explicou Letícia Costa, presidente da Booz Allen Hamilton, à platéia de executivos no simpósio Tendências na Indústria Automobilística, promovido pela SAE Brasil, no início de setembro, em São Paulo. Para a consultora, não existe nenhuma indicação de que 2007 será diferente de 2006, apenas uma expectativa de desaceleração do crescimento mundial que pode frear o crescimento por aqui. Outro fator que pode influenciar é o ceticismo do meio empresarial. Há muitas dúvidas, não em relação à política macroeconômica, mas aos rumos do País quando comparado com a China e a Índia. Prestações mais baixas, que cabem nos bolsos O Brasil tem melhorado. Os indicadores econômicos como o risco Brasil e os juros internos caindo, a redução da dívida externa e o acúmulo de reservas da ordem de US$ 72 bilhões (sem perigo de insolvência, portanto) indicam isso e são fatores que atraem os investidores estrangeiros. Outros, como o baixo crescimento, a voracidade na cobrança de impostos os afugentam. A melhora no cenário interno se deve à queda dos juros básicos que permitiu prazos mais longos de financiamento. Quarenta por cento dos financiamentos no primeiro semestre de 2006 superaram 36 meses contra 30% em todo ano de Atualmente, as ofertas de capital para custeio chegam a 60 meses e, historicamente, 70% das vendas são por esta modalidade. Prestações mais baixas que cabem no bolso resultam na expansão registrada este ano. Sempre que a taxa de juros cai as vendas aumentam. Há uma correlação direta entre as duas coisas, afirma Marcos Almeida, sócio-diretor da PricewaterhouseCoopers no Brasil. Letícia Costa discorda: O impacto da Selic é baixo. De qualquer forma, a taxa de juros é tão alta que não existe caro ou barato. Existe cabe ou não no bolso e a confiança de assumir ou não a dívida. Segundo ela, abaixar o preço dos veículos (via incentivos ou redução de impostos) 17

11 Capa responsáveis por 44% do volume incremental da produção mundial, estimada em 72 milhões veículos em O Brasil só contribuirá com 2% desse volume. Em contrapartida, a Índia será o país que mais crescerá e projeta-se que terá um adicional de capacidade de um milhão e duzentos mil veículos até Desde já existe a ameaça de excesso, e a saída será a exportação. tem o impacto de aumentar as vendas, porém, penetrar em uma camada diferente da população (entre 60 a 70% das vendas dos veículos populares são para as classes A e B) e alargar a base de consumidores depende menos de preço e mais de financiamento com juros atrativos. A carga tributária dos veículos é o maior gargalo a cada três veículos vendidos um é dado gratuitamente ao governo na forma de impostos. Em relação ao PIB, a carga tributária estimada em 2006 será de 38,7%. Se pegarmos como base o ano de 2004 esse peso era de 35,9% da economia, enquanto na China foi de 14,9%, na Índia 16% e na Argentina 23,6%, compara David Wong, consultor da Booz Allen Hamilton. Em 2007 a área dos impostos também continuará crescendo, diz ele. A cada 3 veículos vendidos, 1 vai grátis para o Governo em impostos É um fator que tira a competitividade da indústria interna e externamente. As exportações, que na última década foram a cereja do bolo e responsável por 33% da capacidade instalada, já oscilam. Continuam a crescer em valores: o faturamento subiu 5,5%, atingindo US$ 7,7 bilhões nos primeiros oito meses de 2006, mas em unidades caíram 5,2%, 569,4 mil unidades entre janeiro e agosto deste ano contra 600,7 mil unidades no mesmo período do ano passado. Ocupando 33% da manufatura, as exportações criam escala, geram empregos na indústria e no setor de serviços, alimentando a demanda interna. Quando caem, o ciclo se inverte. Os desafios da exportação vão além da taxa de câmbio. Até porque, segundo Marcos Almeida da PwC, as montadoras terão que aprender a conviver com o real apreciado. O País receberá, mais cedo ou mais tarde, a classificação de investment grade, isto é, a avaliação de que é seguro investir na dívida brasileira. Com isso o fluxo de moeda estrangeira será maior. As montadoras instaladas aqui podem perder o jogo das exportações, pois é o crescimento do País que atrai ou não os investidores. Só com crescimento de 5% ao ano, pelo menos até 2011, o País estará na rota dos investimentos dos fabricantes, afirmou o presidente da GM. Wong reforça o coro: O que move o investidor a determinado país, ao invés de outro, é a possibilidade de retorno. Se o Brasil não entender isso não virá dinheiro nem para pesquisa e desenvolvimento (P&D), nem em instalações. Ainda sobre isso, referendou o jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de 15 de setembro, sob o título Retórica não esconde a realidade: O caso da Volkswagen é de livro de texto. O presidente da empresa no País, Hans-Christian Maergner, acaba de anunciar não só a perda de interesse da Volks brasileira em continuar sendo a maior exportadora do setor, mas ainda uma guinada desacorçoante: em vez de montar aqui o modelo Fox para o mercado europeu, a VW pretende fazê-lo na Rússia. Claro, se dirá: o câmbio é desfavorável. Falso. Os custos de produção no Brasil é que são antieconômicos, em comparação com os do Leste Europeu e da China. Como é mesmo que se diz custo Brasil em alemão? Os países do BRIC, afirma Almeida da PwC, serão Atraso de três anos A Tata, uma gigante indiana que tem experiência em fabricar veículos que se adaptam às condições de países em desenvolvimento, possui uma joint venture com a Fiat e já estuda o mercado brasileiro. Indianos ou chineses podem chegar para vender veículos baratos por aqui. Não é fácil fazer isso de modo consistente. Antes precisam superar as barreiras do Custo Brasil, impostos de importação (35% para veículos e 14% para autopeças), investir muito dinheiro em rede de distribuição e superar desafios de logística e do mercado de reposição. Além de atenderam à lei de emissões (tecnologia que os brasileiros já possuem) e às exigências de qualidade. Com isso os carros não serão tão baratos assim, pondera Letícia. Já com um sócio como este os custos diminuiriam com a possibilidade de utilizar a experiência da rede de concessionários já existente. Em dois ou três anos, se o crescimento do País continuar em marcha lenta, a indústria que não ganha dinheiro desde a valorização do real vai perder competitividade. Hoje a idade média dos lançamentos, o descompasso entre os produtos vendidos aqui e os equivalentes vendidos nos países sede das montadoras, é de três anos. Não chegaram às linhas de produção: Golf geração 5 e o novo Audi A3, a versão européia do Astra, Zafira e Vectra, o Idea (Europa), o Scenic e outros. Os que rodam aqui são tropicalizações e atualizações com base em P&D local. Conforme a distância aumenta as perguntas que ficam são: Será que o Brasil consegue se manter na liderança do desenvolvimento para os mercados emergentes? E como ficam a rentabilidade e os investimentos? Será que os mercados regionais são suficientes?, questiona David Wong. Defasagem de produto significa defasagem de engenharia. Atraso tecnológico facilmente perceptível quando o assunto é eletrônica embarcada, por exemplo. De acordo com Mário Milani, presidente do grupo Sogefi para a América Latina, nesse item existe atraso, sobretudo, por preço. Em um carro top de linha, 42% do custo é eletrônica. Os carros de entrada - a maioria dos vendidos no Brasil se tivessem que carregar um custo adicional de 42% em eletrônica não venderiam. País de carros pequenos Setenta por cento da produção brasileira é de veículos compactos. O País é responsável por 28% do total de veículos desse segmento produzidos no mundo. A engenharia brasileira já provou ser eficiente, mas é consenso no setor que é necessário uma política específica para os fabricantes de veículos, aliada à 18 19

12 Capa O utloo k É UM SONHO. E MUITO CARO, MAS HÁ ALGUNS BRASILEIROS QUE O TRANSFORMAM EM REALIDADE. SÃO OS CARROS QUE CUSTAM A PARTIR DE R$ 500 MIL E PERTENCEM AOS 98 MIL MILIONÁRIOS EXISTENTES EM NOSSO PAÍS, SEGUNDO DADOS ESTIMADOS. O INTERESSANTE É QUE MESMO RESTRITO, ESTE É UM MERCADO QUE CRESCE. ISTO É, HÁ MAIS MILIONÁRIOS NO MUNDO, INCLUSIVE NO BRASIL. 20 redução dos tributos que recaem sobre os carros que, quando comparados com outros países emergentes ou não, são elevados e é o que faz com que o custo de desenvolvimento de protótipos seja mais alto por aqui. Comparando plataformas similares, o custo de produção na China é US$ 4 mil, na Índia US$ 5 mil, na Argentina US$ 11 mil (mesmo custo do México) e no Brasil, US$ 13 mil. O País tem condições de ocupar espaço na cadeia mundial de produção desde que tenha condições de desenvolver produtos, afirma Marcos Almeida. Para ele: Temos oportunidades de exportar para os países andinos. É um mercado potencial que não pode ser desprezado, aconselha, citando a experiência que temos com o México e que teríamos que ter com a com a Argentina, isto é: o intercâmbio comercial de linhas complementares; eles com carros médios e nós com pequenos. A indústria precisa fazer a lição de casa, melhorando os processos de redução de custo e os processos internos em busca de mais eficiência. O resto depende do governo implementar uma política de geração de renda e emprego para a população, indispensável para manter o mercado interno aquecido, das reformas e maior ação em acordos bilaterais. A China, conta o sócio diretor da Price, tem mais de 140 acordos bilaterais. Já tem acordo, por exemplo, com o Chile, terceiro maior mercado de exportação brasileiro, além de capacidade de articulação e poder de barganha. De acordo com as análises e projeções da consultoria, a utilização da indústria vem caindo desde 2004 (média 22%) e as perspectivas são de que o País contribua com apenas 150 mil unidades de capacidade incremental até 2010, mesmo com indicadores positivos - inflação controlada, incremento da demanda interna e aumento da confiança do consumidor. Não entendemos que o Brasil vai crescer. Quando o mercado interno cresce, as exportações caem e vice-versa. Entre 2005 e 2013 não se alterará o volume de veículos produzidos; 80% serão pequenos e médios. O Brasil é país de carros pequenos, disse. VW, um dos players do futuro Análises e projeções da PricewaterhouseCoopers apontam mudanças no mapa da produção mundial e destacam quatro montadoras como players importantes no futuro. Elas responderão por 61% do volume incremental que se espera da indústria até São elas: Toyota, Renault/Nissan, Volkswagen e a coreana Hyundai. Marcos Almeida explica: Essas montadoras crescerão porque estão investindo nos países emergentes. A Toyota e a Hyundai, por exemplo, crescem na China e ampliam a capacidade de produção até Na Europa, a capacidade de produção está migrando para o Leste Europeu e para isso pesam fatores como o custo da mãode-obra. A aposta de crescimento da VW é no mercado europeu e se dá em cima de novos veículos e nas vendas da Audi. A Fiat também crescerá na Europa já que está aumentando o nível de atualização de seus produtos. No mercado americano, a produção de Detroit está se deslocando para o sul do país e para o México. A economia dos EUA tem um cenário negativo, pois os fundamentos são ruins. O preço do combustível tem um grande impacto nas vendas e as montadoras locais reduziram os bônus de venda, além de faltar incentivos aos compradores. O lado positivo de tanta volatilidade é que a confiança do consumidor não está sendo afetada. Há riqueza e investimentos das montadoras japonesas no sul dos EUA onde os custos de produção e mão-de-obra são mais baixos e a presença do sindicato dos trabalhadores não é tão forte para substituir o que hoje é importado. A Hyundai, por exemplo, está abalando o mercado norte-americano. Com isso, a estimativa é que até 2013 os EUA terão um aumento de 1,2 milhões de unidades em sua capacidade instalada. O Brasil continua sendo relevante, segundo o consultor. Tem custo adequado e não vai competir com os outros emergentes na base do custo da mão-de-obra, mas tem oportunidade de exportar serviços de engenharia para as matrizes. Segundo ele, a indústria local deveria se preocupar mais com a Coréia, uma ameaça maior que a China. De qualquer forma, em qualquer região, no futuro, terão mais sucesso aqueles que investirem em segurança, ergonomia e meio ambiente. POR APENAS R$ 500 MIL... P ara os vendedores de carros de luxo, é um prazer atender a essas pessoas, já que elas pouco pechincham e raramente têm dúvidas quanto ao produto que desejam. O comprador de carros de luxo é alguém muito bem informado. Normalmente ele já leu tudo sobre o carro e muito provavelmente já fez o test-drive no exterior, diz Marcello Braga Junior, vendedor especializado no segmento. Esta certa facilidade em vender aliada às polpudas comissões, também tem atraído cada vez mais jovens de todas as especializações acadêmicas para o mercado de vendas de carros de alto luxo. Eles são praticamente consultores de negócios e não simples vendedores, destaca um concessionário do meio, que prefere não se identificar. Muitos deles já compraram o primeiro carro da marca e não pensam em mudar de ramo, ratifica. Segundo informações da Agência Auto Informe, hoje no Brasil os milionários têm 21 opções de carros que custam mais de meio milhão de reais, entre eles, claro, não poderia faltar a marca Mercedes e todas as suas versões, que há muito tempo reúne muitos aficionados. Porém, também entram na lista dos preferidos pelos brasileiros endinheirados carros como os italianos Maserati e Ferrari. E não só, o esportivo alemão Porsche não deixa por menos e conta com muitos adeptos mesmo custando acima de R$ 1 milhão. Ainda segundo a Agência Auto Informe, somente a Ferrari já vendeu de janeiro a agosto 19 unidades, sendo que 18 foram do modelo F430 que custa R$ 1,3 milhão e um modelo 360 Modena. Incrível, não? CARROS DE MAIS DE R$ 500 MIL DISPONÍVEIS NO MERCADO BRASILEIRO Modelos Valor R$ Audi A Audi A BMW 650 Cabriolet BMW BMW BMW M Ferrari 360 F1 Spyder Ferrari 360 F1 Stradalle Ferrari 612 Scaglietti Ferrari F-430 F Maserati Coupe Maserati Executive Maserati Gran Sport Coupe Maserati Gran Sport Spyder Maserati Quatroporte Sport Maserati Spyder Mercedes-Benz S Mercedes-Benz SL Mercedes-Benz SL 55 AMG Porsche 911 Carrera - 4 S Cabriolet Porsche 911 GT Porsche 911 Turbo Cabriolet Porsche 911 Turbo Coupe Porsche 911 Turbo S Cabriolet Porsche 911 Turbo S Coupe Fonte: Agência Auto Informe 21

13 Co mpo rtamento Marcos Alves 26 PARA POUCOS E BONS AMIGOS PROPONHO COMEÇARMOS POR ALGUMAS REFLEXÕES. ALGUNS DOS MAIS FELIZES MOMENTOS DE NOSSAS VIDAS SÃO PASSADOS EM JANTARES ÍNTIMOS PROPORCIONADOS POR NÓS, COMO ANFITRIÕES, REUNINDO UM GRUPO DE AMIGOS AO REDOR DA NOSSA MESA. Por Ana Candeloro Picanha de suíno ao molho de ameixas, exemplo de prato principal. P artilhar esse jantar especial, idealizado com semanas de antecedência, preparado com muito carinho na elaboração do cardápio e com apurado esmero na escolha dos vinhos, é um dos maiores prazeres da nossa civilização. Ainda mais se houver o encantamento de música bela e apropriada, para torná-lo mais rico. Assim organizado, será um toque maravilhoso em nossas sensibilidades. Não será um jantar: será um acontecimento, um evento... íntimo! Por isso, não poderá ser rápido, fugaz, como um show pirotécnico. Terá que ser demorado, pausado, degustado e sorvido como em oração. À medida em que os pratos forem sendo oferecidos e os vinhos apropriadamente servidos, as músicas escolhidas irão fundindo os espíritos dos comensais. A conversa fluirá animada. Os convivas evocarão momentos felizes e aceitarão de bom grado até mesmo anedotas e chistes. Portanto, tenha calma. Inverta aquilo que comumente se faz: proporcione um aperitivo rápido e um jantar demorado. Ele é o acontecimento da noite. A mesa é o palco e os convivas são os atores. Ao fundo, a orquestra com um repertório de músicas de câmera, transformará esse espetáculo num concerto. ESSA É A PROPOSTA. VAMOS AO JANTAR ÍNTIMO? Tenha sempre presente que você é o anfitrião. A responsabilidade pelo que acontecer será somente sua. Seus amigos irão à sua casa porque você os convidou. Por isso, seja previdente. Se a sua mesa aceita, comodamente, apenas seis pessoas, não convide oito ou dez. Nada é mais desagradável à mesa do que estar com a sensação de sardinhas em lata! Faça os convites com pelo menos quatro semanas de antecedência. Assim, você dará aos seus convidados a condição de acomodarem suas agendas. E confirme as presenças uma semana antes da data marcada. Não espere que seus amigos façam isso. Nós, brasileiros, não temos esse hábito. Escolha os seus convidados adequadamente, Marcos Alves Amuse Bouche, mousse de foie-gras com mostarda de Cremona. para que nenhum deles se sinta constrangido por alguma das presenças ou pelo tipo de conversa de alguém. O cardápio requer cuidado especial. Se você conhecer intimamente seus convidados, essa tarefa estará bem facilitada. Mas, se assim não for, certifique-se das preferências e das rejeições. Não se acanhe em perguntar. O momento apropriado para isto é exatamente ao fazer o convite. Algo assim como: Estou pensando em servir isto e aquilo. Você e sua mulher apreciam? Têm alguma restrição? Você dará a eles a intimidade de optar e evitará a desagradável situação de enfrentar uma alergia de alguém ou coisa semelhante. Será constrangedor se um dos convidados ficar olhando, enquanto os demais saboreiam o que você ofereceu. Certamente, este prato não será tão apreciado por eles por puro constrangimento. SE ESTIVER EM DÚVIDA, NÃO HESITE, CONSULTE O SOMMELIER Os vinhos fazem parte do evento. Logo, deverão estar casados com o cardápio. De um modo geral, bons livros de receita incluem também recomendações sobre os tipos de vinhos apropriados para os alimentos. Confie neles, mais do que no seu feeling, a menos que você seja um expert. De qualquer forma, não se aperte e nem se arrisque: consulte o seu fornecedor de vinhos, informando-o sobre o que irá servir. Pronto. Mas, a tarefa com os vinhos não terminou. Lembre-se de que você não vai servir rótulos. Vai servir paladar. Nem sempre o mais caro é o melhor. Tampouco o mais 27

14 Co mpo rtamento famoso. O que vale, mesmo, é o paladar. O toque espetacular que ele deve provocar na língua e no céu da boca, e, em seguida, a deliciosa sensação de bem-estar e de conforto, ajudando a apreciar e assimilar a iguaria saboreada. Aqui não há alternativa: ou você conhece o vinho que irá servir ou o seu fornecedor dará a última palavra. Finalmente, siga a temperatura ideal que ele indicar e não esqueça de abrir os tintos com antecedência mínima de uma hora, para a bebida oxigenar, liberando aromas e nuances de gosto. Se esquecer disto, apele para o decanter (recipiente de vidro ou cristal, encontrado em casas especializadas, com formato apropriado para que ao ser despejado o vinho faça evoluções, arejando-se). USE LOUÇA BRANCA A mesa é o palco. Por isso, é um capítulo especial. Claro que você a arranjará com aquilo que houver disponível em sua casa, entretanto, se for para o sucesso assegurado do evento, não hesite em alugar o que for necessário. Não custa caro e é eficiente. Primeiro, a louça. Evite, ou melhor, não utilize louça colorida. Tolere, quando muito, um friso na borda dos pratos, mas que seja um friso bem delicado. Por quê? Você já viu um pintor utilizar uma tela toda colorida para pintar o quadro? Pois é, antes da comida, você irá colocar cores nos pratos. E olhe que não serão quaisquer cores: serão os tons e os matizes dos 28 Marcos Alves Abadejo ao coulis de tomate, laranja e gengibre. alimentos que você irá combinar de modo a apresentar um quadro sugestivo, delicado, estimulante... apetitoso. Se você me permite um primeiro verso em louvor à culinária, é este: A culinária é uma arte que agrega também a arte da pintura. E serão pratos grandes, embora você vá servir pequena quantidade neles. Por quê? Você já viu uma escultura sem um apoio grande o suficiente para realçá-la? Pois é, antes da comida, além da pintura, você irá colocar volumes, texturas e movimentos. E já que você me permitiu o primeiro, aqui vai o segundo verso: A culinária é uma arte, que agrega também a arte da escultura. E os copos? Pelo amor de Deus, não utilize copos coloridos para servir os vinhos. Para os vinhos, sempre copos translúcidos e de formato e tamanho apropriados. Há distinções para os tintos e brancos, que variam conforme o tipo de cada vinho. Novamente, a literatura que versa sobre culinária e enologia é generosa em conselhos. Na falta dela, lembre-se, recorra ao seu fornecedor de vinhos. Quantos copos? Para cada tipo de vinho a ser servido, o seu copo recomendado. É crime servir um tipo de vinho em copo onde outro tipo já foi servido. Para a água, você está liberado. Se no arranjo da mesa couber um copo colorido, vá em frente. Nos talheres, nada de especial, a não ser que para peixes e crustáceos deverão ser específicos. O QUANTO PREPARAR A logística é importante. A começar pela quantidade do que irá servir. Há duas regras infalíveis: calcule 500 gramas de comida por pessoa e se vocês serão seis, prepare para oito. Assim, no caso, você irá preparar quatro quilos de comida, evitando ficar o tempo todo imaginando o que dizer ao convidado que manifestar o desejo de repetir alguma coisa, e até se dando ao luxo de insistir para que alguém repita. Divida essa quantidade básica pelo número de pratos que serão servidos, inclusive a sobremesa, considerando também incluídos os acompanhamentos e guarnições. Também não exagere, preparando tudo em dobro. A repetição nunca deverá ser na mesma quantidade do que foi servido antes. Quanto aos vinhos, prepare duas garrafas de prosecco ou de chapagne sec para o aperitivo, e para o jantar, duas do branco para a entrada e primeiro prato e duas do tinto para o segundo prato. De cada tipo de vinho, as duas garrafas deverão ser sempre dos mesmos rótulos. A outra parte da logística é o jantar em si. Você desempenhará cinco papeis diferentes - e simultâneos, no espetáculo: cuocco, anfitrião, sommelier, comensal e regente de orquestra. Então, proceda de forma estratégica: escolha pratos que poderão ser preparados com antecedência e que requeiram apenas poucos minutos para o acabamento e montagem; deixe os vinhos todos no ponto certo de temperatura e abra os tintos antes de os convidados chegarem; edite, ou peça para alguém editar, em CD, as músicas que você Mousse Praliné ao Armagnac. Creme de Vichyssoise. Marcos Alves selecionou. Durante o jantar você terá 80% do tempo para executar os papéis de anfitrião e convidado. Mesmo porque os dois se confundem. DESTILADOS E VINHOS SÃO INIMIGOS VISCERAIS O cardápio será o script do seu espetáculo. Além de bem escrito, terá que ser coerente. Você certamente já leu um livro ou assistiu a um filme ou peça de teatro sem pé nem Marcos Alves cabeça. Pois então, evite isto, sendo coerente no seu texto. Mais do que isto: se para uns a primeira impressão é a que vale, enquanto que para outros a última é a que fica, você terá pela frente o estimulante desafio de surpreender o tempo todo: da capo al fine, como dizem os italianos. Então, capriche nisto. Para o aperitivo que deverá ser tão breve quanto possível -, afaste três substâncias que são inimigas mortais do apetite: açúcar, gordura e carboidratos. Deixe os destilados, o famoso scotch e a insípida vodka, longe das vistas dos convidados. Só os sirva se forem requisitados. Destilados e vinhos são inimigos viscerais. Lembre-se do prosecco ou do champagne sec e deixe-o prontinho sobre a mesa de serviço, com as taças apropriadas e uma garrafa de licor de cassis. Com eles você oferecerá um kyrr royale sem comprometer o futuro do jantar. Embora preparado com licor, esse aperitivo elegante e festivo, não é doce, porque utilizamos apenas duas colheres de chá do licor de cassis no fundo de uma taça, completada com o prosecco ou o chamapagne. Quem não gostar, apreciará o vinho puro mesmo. Agora, se alguém fizer questão do destilado... conforme-se e sirva-o. Acompanhe o aperitivo apenas com frutas secas levemente salgadas e bastões de salsão, cenoura e pepino japonês. Sem molhos: só com sal grosso temperado com ervas aromáticas. AMUSE BOUCHE: UM TIRA GOSTO EM PEQUENÍSSIMA QUANTIDADE Daqui por diante tudo acontecerá ao som, baixinho, das músicas que você ou alguém por você, editou: Jesu, Joy of Man s Desiring (Johann Sebastian Bach), Nocturne (Fréderic Chopin); Ebben, n andro lontano 29

15 Co mpo rtamento 30 (Alfredo Catalini); Romanza Eine Kleine Nachtmusik (Wolfgang Amadeus Mozart); Primavera Quatro Estações (Antonio Vivaldi), dentre outras que o seu bom gosto escolherá. Antes da entrada, prepare o amuse bouche. Ele é o boas-vindas do cozinheiro aos convidados. Está para o jantar, tal como o beijinho - que os amigos trocam quando se encontram - está para o carinho. Se o beijinho não é um beijo, o amuse bouche não é uma entrada. É, apenas, um toque de carinho: simples, leve, mínimo. Pode ser, por exemplo, meio figo assado envolto em pequeno cone de presunto cru. Ou uma pequena torrada, que caiba num pires de café, com uma colherada de mousse de fígado e geléia de laranja aquecida. Daí por diante, quem manda é a sua imaginação ou os livros especializados no assunto. A entrada poderá ser quente ou fria, mas, necessariamente, pequena e leve. Que tal servir Camarões Marinados em Coulis de Tomate, Laranja e Gengibre ou Minifilé de Badejo Cozido em Vinho Branco com Especiarias ao Molho Holandês? Uma, fria, a outra, quente. Ambas preparadas com antecedência. Marcos Alves Marcos Alves PIÈCE DE RESISTANCE, O PRATO FORTE Como primeiro prato sirva sempre algo líquido ou cremoso: um Consome ao Porto, uma Vichyssoise, um Creme de Legumes. Este, também poderá ser frio ou quente, com a cautela de alternar com o que foi servido como entrada: nem tudo frio, nem tudo quente. Essa alternância irá operar tal como os diversos movimentos de uma sinfonia. Ambos, entrada e primeiro prato, terão sido leves, preparatórios para a pièce de resistance, ou seja, o segundo prato, o prato principal, que será, este sim, substancioso. É o prato que dará a todos a deliciosa sensação de plenitude. Para este, dê asas à sua imaginação, preferindo, é claro, carnes suculentas e seus acompanhamentos. Antes dele, faça mais uma surpresa: sirva um sorbet. São vários: de cassis, de champagne, de limão e gengibre, de maracujá, todos preparados com vinho champagne e calda de açúcar, levados ao congelador para adquirir consistência de quase sorvete. Este será o segundo beijinho do cozinheiro em seus convidados, servido em taças abertas, próprias para aperitivos. Todos irão gostar... inclusive você. A sobremesa, antecipadamente pronta para ser servida, deverá ser delicada e principalmente sofisticada. Por quê sofisticada? Simplesmente porque ela será o último ato do espetáculo! Sugestão? Poderá ser Mousse Praliné e Armagnac ao Molho Caramelo e Amêndoas Tostadas. Sofisticada, mas nem por isso complicada de ser feita. Além do mais, a mousse é sempre bem-vinda. Para acompanhá-la, um vinho doce do tipo colheita tardia ou do padrão moscatel. Café, licores e, agora sim, o destilado por excelência: cognac. Fim do espetáculo!

16 A Passeio SANTIAGO DE COMPOSTELA Em busca da concha de Vieira Peregrinar que ou o que peregrina, romeiro; diz-se de ou indivíduo andante, que viaja, que empreende longas jornadas. N ão se sabe ao certo quando e de onde o primeiro peregrino iniciou a saga de Santiago de Compostela, mas os registros apontam o padre Francês Picaud Aymer como o precursor da história, ao fazer o Caminho no ano de 923. Foi ele também quem escreveu o primeiro guia para se chegar a Compostela o Codex Calixticus. O caminho de Santiago fica ao norte da Península Ibérica, na Espanha, e parte de várias rotas preestabelecidas. O mais famoso e utilizado é o circuito francês, que tem duas variantes um deles parte de Saint-Jean-Pied-de-Port, o outro de Somport. O cenário é próprio para uma viagem de reflexão, com visual distinto a cada região que os peregrinos atravessam, vindos de todas as partes do Planeta. Texto e fotos de José Roberto Bizutti HISTÓRIA X LENDA É importante fazer uma distinção entre a história e as inúmeras lendas que circulam sobre um dos mais famosos e conhecidos roteiros de todos os tempos. Aí reside a magia de cada versão e interpretação dos estudiosos, mas o princípio da peregrinação foi a maneira encontrada pelos cristãos para serem absolvidos de seus pecados. Quem os sentenciava era a Igreja, que já os encaminhava a outros dois destinos Jerusalém e Roma. Inexplicavelmente começou a enviá-los para Santiago, que se tornou tão famosa a ponto de ser a rota mais utilizada nos séculos XII e XIII, cujo número de peregrinos até hoje não foi superado: 400 mil em um ano. Ficou conhecida como a época de ouro da peregrinação e foi nessa mesma época que os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela começaram a utilizar a concha de viera costurada em suas vestes para não serem confundidos com ladrões e vagabundos. Uma espécie de credencial que ainda hoje é vista nas mochilas e cajados de muitos que fazem o Caminho. Era também a forma de 32 33

17 A Passeio provar que chegaram ao destino, pois só era encontrada na costa da Galícia (Espanha), ponto final da peregrinação. Esse lugar ficou conhecido como Finisterra fim do mundo -, por acreditarem que não havia mais continente além daquele ponto. O tempo médio de viagem era de dois anos, o que fazia do Caminho uma maratona da morte já que exigia grande resistência física para sobreviver aos ataques e moléstias, comuns naquele tempo. E por essa razão foram construídos muitos hospitais para o tratamento e a recuperação dos peregrinos enfermos. SÃO TIAGO E A COMPOSTELA São Tiago nasceu filho de Zebedeu e Salomé, com nome de Iacobus, irmão de João Evangelista, seguidor de Jesus. Após a morte do Mestre, teria partido de Jerusalém em direção à Espanha entre os anos de 30 e 40 (d.c) para pregar as palavras de Cristo. Chegou a Finisterra e voltou para Jerusalém, onde foi decapitado por Herodes no ano 44. Dois de seus seguidores teriam colocado seus restos numa barca sem leme nem vela que, à deriva, chegou à costa da Galícia, nas imediações da cidade de Iria Flávia. Conta-se que a rainha Lupa, que governava a região, autorizou a construção de uma lápide em um campo afastado. Por séculos, a tumba ficou esquecida, até que em torno de 833 um camponês foi ao Bispo Teodomiro relatar que por vários dias havia visto uma chuva de estrelas sobre o bosque de Libredón, hoje Santiago de Compostela. Lá eles encontraram as ruínas da tumba do apóstolo Tiago. O rei Alfonso II ordenou a construção de uma capela e desde então se iniciou a peregrinação ao lugar, que ficou conhecido como campus stellares campo das estrelas e daí o nome Compostela. fazer o Caminho, deve se preparar para esquecer os requintes e o conforto de um resort ou hotel 5 estrelas. Os albergues oferecem cama, banho e cozinha comunitária, quer dizer, lição de convívio em coletividade. O contraponto é a oportunidade de conhecer pessoas do mundo inteiro, etnias e culturas distintas que se entrelaçam por todo o Caminho. É comum em uma mesa, onde cada um preparou ou colaborou com o jantar, várias línguas serem ouvidas com estórias interessantes e empolgadas sobre o trajeto. CAMINHADA HI TECH As sandálias de Santiago foram substituídas por modernas botas, meias especiais, roupas leves, sacos de dormir, equipamento fotográfico, filmadoras, levíssimos cajados de fibra de carbono, lanterna de néon, Ipods, enfim, inúmeros apetrechos transportados em mochilas à prova d água, feitas e desfeitas todos os dias à chegada e saída dos albergues. O Padre Picaud deve ter enfrentado dificuldades para encontrar e mapear o caminho, mas os viajantes de hoje não se deparam com problemas para identificar a direção a seguir. Uma seta e são milhares delas, todas na cor amarela, pintadas nos mais distintos lugares como em árvores, no chão, nas paredes e nas pedras, além das marcações oficiais feitas pelas autoridades locais -, tornou-se um ícone do Caminho, a ponto de ser encontrada também em lojas de souvenirs, nas mais variadas e criativas formas. POR QUE VOCÊ VEIO? O caminho de Santiago é hoje feito pelos mais diferentes motivos. As pessoas vão para buscar inspiração ou para encontrar seu verdadeiro eu ; vão cumprir promessas e até para fazer turismo barato já que não se gasta mais que 20 euros por dia entre hospedagem e alimentação. Em todo restaurante existe o menu do peregrino, com entrada, prato principal, sobremesa e vinho à vontade, por apenas 6 euros, e pedir o vinho da região proporciona a oportunidade de conhecer melhor um dos produtos mais famosos da Espanha. Mas, voltando ao porquê se vai à Compostela, cabe dizer que sim, existe o peregrino que vai atrás da cultura e da história do país que foi dominado por séculos por romanos e muçulmanos, mas entre os muitos tipos que cruzam o nosso caminho durante o Caminho, pode-se topar com um chefe de cozinha pesquisando pratos típicos de cada região para depois criar um novo cardápio em seu restaurante ou um grupo de japoneses que transferiu o departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa para lá, para o Caminho, buscando descobrir novas idéias para produzir um produto de esporte de aventura. Os fora-de-peso encontram no Caminho o maior spa a céu aberto do mundo e muitos chegam a Santiago em plena forma. Há também artistas que decidem cumprir o trajeto com finalidades específicas, como um cineasta roteirizando seu filme sobre dois adolescentes que fazem o Caminho sem dinheiro, vivendo às custas da ajuda das pessoas. Ou ainda um pesquisador procurando as razões do declínio da religiosidade em seu país, enquanto verifica um aumento de compatriotas em busca da concha de vieira. Pode-se imaginar também que todos fazem o Caminho para 34 O PEREGRINO DO SÉCULO XXI Não se leva mais dois anos para fazer o trajeto completo, de aproximadamente 850 km, que começa na divisa com a França, muito menos através de outras rotas, à escolha do viajante. Há aqueles que decidem fazer somente os últimos 100 km, o mínimo para receber a Compostela, certificado entregue pela Igreja de Santiago, mediante a apresentação da Credencial do Peregrino, que é como um passaporte, carimbado nos albergues encontrados por todo o caminho. Também não se passam os riscos e adversidades dos primeiros desbravadores, mas o peregrino moderno, independentemente dos motivos que o levam a 35

18 A Passeio Pós-carreira PHOTODISC 36 descobrir o porquê das pessoas estarem lá e é comum ouvir a pergunta: Por que você veio? BELEZAS NATURAIS E FEITAS PELO HOMEM Fazer o Caminho de Santiago já é uma benção dos céus por oferecer os mais variados e impressionantes cenários. São horizontes intermináveis, vales, flores, montanhas, cachoeiras, rios, lagos, a cultura do girassol, do trigo, da azeitona, entre tantas outras que margeiam o Caminho. No verão, macieiras, figueiras, videiras e amoras-silvestres são facilmente encontradas em algumas regiões com seus frutos maduros, prontos para alimentar os peregrinos. Há também as regiões áridas onde a vegetação é rasteira e não se encontra uma sombra para descanso, como é o caso do trecho Carrión de los Condes - Calzadilla de la Cueza, em Palencia. São 17 km onde o viajante é testado em sua estratégia e propósito de vencer a etapa sem dificuldades. Outro presente oferecido pelo Caminho são as incontáveis obras de arte que o homem construiu através dos séculos, como que tingindo a terra ao estilo de cada período gótico, romano, renascentista, neoclássico - tudo em forma de igrejas, monastérios, conventos e catedrais que marcam a presença indelével do catolicismo na Espanha. Por outro lado, pode-se ver a expressão belicosa desse mesmo homem ao encontrar incontáveis fortalezas, castelos e muralhas construídos, destruídos e refeitos no decorrer dos séculos. Visitá-los é quase obrigatório. Ao juntar todos essas maravilhas à sua fé, determinação, teste físico ou espírito de aventura, o peregrino bota o pé na estrada, que vira trilha de terra, pedra, lama, montanhas e vales. É um fascínio quase inexplicável o desafio que move e motiva o peregrino a encarar as adversidades, buscando o objetivo de entrar em Santiago triunfante e vencedor, mesmo que com algumas bolhas nos pés. Ao chegar ao antigo bosque de Libredón, ele se depara com uma grande cidade e sua catedral imponente que recebe os peregrinos como ele, fiéis e turistas, para juntos participarem de uma missa especialmente celebrada, com direito ao ritual do botafumero, um incensório gigante que se movimenta em forma de pêndulo, cruzando o altar principal da catedral e que antigamente era usado para disfarçar o cheiro dos peregrinos sem banho. Se é lenda ou fato a versão de que foi o padre Picaud o primeiro peregrino a fazer o Caminho, dificilmente se saberá, muito menos que pecado teria cometido ele para se arriscar em tamanha aventura.talvez nem Paulo Coelho possa responder. SERVIÇO: Antes de colocar o pé na estrada, o candidato a peregrino deve planejar bem sua viagem. Preparar-se fisicamente é fundamental, assim como conversar com pessoas que já tenham feito o Caminho. Participar de palestras sobre o tema e fazer uma viagem virtual pelo site é uma boa iniciativa. Convém também informar-se sobre a melhor época - no inverno e no verão as temperaturas são extremas para partir, adquirir o equipamento necessário e conseguir a Credencial do Peregrino. Em São Paulo, na Associação de Confrades e amigos do Caminho de Santiago de Compostela, à rua França Pinto, 203 Vila Mariana, tel José Roberto Bizutti é publicitário e diretor de operações da Central de Eventos. Fez o Caminho de Santiago de Compostela entre os dias10 e 25 de julho passado. A REALIZAÇÃO PESSOAL COMO UM DESAFIO NA APOSENTADORIA R Por Lilian Shibata ecentemente têm surgido inúmeros artigos sobre envelhecimento e os desafios da aposentadoria. É uma preocupação do mundo contemporâneo, tornando-se um tema provocativo nas instâncias pessoais, familiares, profissionais e sociais. Portanto, faz-se necessário o engajamento dos diversos segmentos da sociedade com a responsabilidade de propor ações que contribuam para maior humanização e um envelhecimento digno. É desnecessário mencionar as estatísticas sobre a longevidade da terceira idade, termo que hoje se encontra defasado, dando lugar à quarta idade, e a contingência significativa de centenários. Entretanto, os números servem de alerta para uma mobilização da sociedade. É preciso repensar todas as questões que envolvem a aposentadoria, partindo de uma variável da realidade brasileira que apresenta um sistema previdenciário precário, sem perspectiva de adequações e um dos mais caros do mundo, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, em matéria publicada em O valor alcançado na ocasião era de 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), ante uma média mundial de 8,7%, segundo levantamento realizado pelo Banco Mundial em 61 países (Fipe/USP). Estas questões são o pano de fundo para uma reflexão sobre a condição da sociedade dita pós-moderna, situação esta não muito diferente daquela que herdamos com a Revolução Industrial no século XVIII. Este acontecimento foi o início de uma nova dinâmica mundial baseada no capitalismo, pressionado pela urbanização crescente, e a mecanização foi crucial no atendimento às demandas e racionalização do trabalho. Este fato provocou o que chamamos de alienação, na qual o homem se distanciou da humanidade diante da dominação mecanicista, transformando de modo radical as relações com o tempo, trabalho, família e alterando substancialmente as configurações das várias esferas, nas quais o homem é o elemento essencial. Na atualidade, sofremos a conseqüência dessa herança sob o julgo das múltiplas revoluções: da informática à biotecnologia e da família que deixou de ser a célula principal das organizações sociais, gerando riscos e incertezas. Participamos dessa grande aventura na era da globalização, independente de nossa vontade. Assim como o comércio vem crescendo exponencialmente e a economia vem gerando oportunidades e riquezas, cresce a desigualdade social com a valorização dos bens materiais e o descarte do que a sociedade julga velho. O capitalismo cultua a produtividade e a automatização, visando, sobretudo, o lucro e a competitividade. Coloca o detentor de conhecimentos e experiências - no caso, o idoso - em uma posição inferior em uma sociedade que não valoriza a memória histórica, em especial, no contexto em que a velocidade torna obsoleto tudo que era novidade no espaço de um ano. Existe ainda o fator endeusamento da juventude, porque cada vez mais os jovens passaram a ter poder; primeiro o de compra, no mundo frenético do consumo descartável e depois o do avanço tecnológico que lhes proporcionou uma vantagem enorme em relação aos mais velhos. Com todas estas questões no âmbito social, o processo de reconquista da subjetividade, do singular, por meio do descobrimento de novas competências associadas a um envelhecimento saudável, faz-se urgente e para isso é importante que o sujeito utilize todos os seus recursos para fortalecer sua estrutura psíquica e um nível de consciência que promova sua realização. Lílian Shibata é psicoterapeuta, especialista e mestranda em terapia familiar e sistêmica. É consultora nas áreas de Família e Nova Geração da Bernhoeft Consultoria. Desenvolve projetos para Formação de Herdeiros, Acionistas e Cônjuges, acompanhando o processo de construção do Projeto de Vida. 37

19 Freio solto Cotidiano 38 A DIFICULDADE PARA ESCOLHER O PAU MAIOR EM TROCA DA ACEITAÇÃO SOCIAL O INDIVÍDUO NEGA EVIDÊNCIAS E SE SUBMETE À OPINIÃO HEGEMÔNICA, MESMO QUE ISSO CONTRARIE AS SUAS CONVICÇÕES Por Joel Leite Sou tido como chato. Nas conferências de imprensa, nos lançamentos de carros, nas minhas colunas, muitas vezes me contraponho à opinião na maioria. Outro dia um colega me procurou para me alistar na luta contra a indústria de multas que assola o País. Não só não aderi como passei a discursar contra a sua nobre causa. Sugeri que combatêssemos a indústria de multas não cometendo infrações. É simples: se você acha que o órgão de trânsito está multando para arrecadar dinheiro, dê o troco: respeite as regras, ande na velocidade regulamentada, não ultrapasse o farol vermelho, não avance na faixa de pedestre. Vingue-se! Não deixe seu dinheiro alimentar a indústria de multas. Respeite as leis! Diante do veemente discurso, meu interlocutor bateu em retirada. É fácil falar contra os altos impostos. Dizer que o Brasil tem a carga tributária mais alta do mundo. Argumentar que o carro na Europa recolhe 10% de imposto, enquanto nós pagamos 30%. Difícil é mostrar que as necessidades sociais e de infra-estrutura em Munique são bem diferentes stock.xchng das de Belford Roxo e que por isso parece lógico que a administração da cidade brasileira, carente de tudo, precise arrecadar muito mais do que a alemã, que tem os problemas básicos resolvidos. Crio adversários ferozes, inimigos até. Não é cômodo, não é reconfortante questionar tudo e todos. É um esforço hercúleo assumir a condição de ateu, defender o rodízio municipal, achar que os políticos são necessários. Contrapor-se, enfim, à cultura homogênea que a mídia vomita todos os dias na nossa orelha. A psicologia social, ciência que estuda a influência do coletivo sobre o indivíduo, mostra que, via de regra, o sujeito se submete à opinião do grupo. Faz isso para sobreviver socialmente; porque tem medo do isolamento, não quer pagar o custo social da discordância da opinião majoritária; não quer desprender energia para contrapor-se à opinião homogênea. Um bom exemplo é a pesquisa eleitoral. Ao declarar o voto em Lula, ou mesmo em Alckmin, o sujeito não corre riscos. Está com a maioria. Mas vai ter que explicar muito bem explicadinho se disser que quer eleger José Maria Eymael presidente da República (?). E será visto como um chato!!! Quer ser do contra! Salomão Arsh, pesquisador estadunidense, fez um trabalho fenomenal logo após a Segunda Guerra, sobre a influência do coletivo no individual e provou que o indivíduo prefere aderir à opinião dominante mesmo diante das maiores evidências. É inacreditável o resultado dessa pesquisa, chamada The Largest Stick, ou O pau maior (refiro-me ao pedaço de madeira). Numa sala de aula o pesquisador fez cinco traços verticais na lousa: 1, 2, 3, 4 e 5. O traço número 3 era claramente o mais longo. Os outros eram bem menores. A pergunta era: Qual o pau maior?. Detalhe: apenas uma, das 50 pessoas presentes na sala, estava realmente sendo pesquisada. Os demais 49 eram figurantes, atores, que responderiam, conforme combinado, que o pau maior era outro qualquer, digamos o número 5. Um a um, os atores foram elegendo o pau número 5, para a indignação do pesquisado, que no início se mostrava incrédulo com a indicação dos colegas, tentava alertá-los... mas com o passar do tempo e a reafirmação, por cada um dos presentes, de que o pau maior era o 5, ele foi se conformando, aceitando a situação. O resultado da pesquisa é assombroso: apenas dois de cada dez pesquisados disseram que o pau maior era o de número 3. Os outros oito se submeteram à opinião do grupo e contra todas as evidências declararam que o pau maior era o de número 5. A maioria preferiu negar o que via para compor com o coletivo. Por medo do isolamento. Para adequar-se à opinião dominante e assim ser aceito socialmente. Joel Leite é jornalista, formado pela Faculdade Cásper Líbero, com pós-graduação em Semiótica, Comunicação Visual e Meio Ambiente. Diretor da Agência AutoInforme, assina colunas em jornais, revistas rádio, TV e internet. Não tem nenhum livro editado e nunca ganhou nenhum prêmio de jornalismo. Nem se inscreveu. SEXTA Adorava começar e interromper a leitura de mini-matérias edificantes, novidadeiras de ruminações. Suspendia-lhes qualquer desfecho moralizante, rindo-se da idéia, segundo a qual, escrever é como falar sem ser interrompido Por Marco Antônio de Araújo Bueno Sexta-feira, manhã nublada, era um daqueles dias em que ela mal acordava e, antes mesmo do café solúvel, deixava-se dissolver pelas poucas páginas do jornal do bairro. Sem pressa, sem ânimo, sem prioridades; entre a letargia e um leve impulso masoquista. Pulava o editorial e as primeiras matérias pagas com fotos de gente familiar ao seu cotidiano. Deixaria pro fim os fragmentos naturalistas que lhe devolvessem algum senso de realidade. Pularia a leitura de seu próprio signo no horóscopo e a de seu próprio obituário se fosse o caso, baixa probabilidade, de que o jornal, desculpando-se alhures, fizesse menção à existência dela ao noticiar seu passamento. Baixa probabilidade, pois jornais de bairro não trazem obituários, tratam a morte pelo seu avesso. A programação cultural então, nem pensar. Ficaria aflita com a idéia de diversão compulsória para mais aquele f.d.s.. Ótimo f.d.s.! Ou Curta bem o seu find!, era o que lhes desejariam seus s ao final do dia, referindo-se ao sábadoedomingo, inexorável. Adorava começar e interromper a leitura de minimatérias edificantes, novidadeiras de ruminações. stock.xchng Suspendia-lhes qualquer desfecho moralizante, rindose da idéia, segundo a qual, escrever é como falar sem ser interrompido. Pois não só interromperia como completaria a leitura com um outro assunto qualquer, buscado a esmo, de trás pra diante, de qualquer jeito. Importava manter a letargia plena de significados desconexos, abertos; e que a manhã se mantivesse nublada, sem chuviscos nem meio-sóis. Se passava algum desconforto numa vista d olhos pela coluna social, logo o aplacava, divertindo-se: isso sim é que seria probabilidade baixa! Mas, sabe-se lá, por um capricho de angulação imperfeita, em evento qualquer...e ela ali capturada fora de foco, em movimentação bizarra - um escotoma, ela! O ponto cego de um fotógrafo. Foi quando notou, em ângulo aberto, uma figura conhecida, ainda que anônima. Sentiu o reverso de um encantamento, uma familiaridade brutalizada, esvaziada de toda uma certa magia que, certa vez, a recobrira. A tal senhora que lhe parecia tão enigmática na ocasião em que proferiu uma sentença quase mística, oracular como no horóscopo: - Cuidado para não perder a sua identidade!. Foi numa floricultura do bairro (entrara só por entrar) e, logo ao sair, perplexa com a suposta profundidade da sentença proferida pela cotidiana senhora, notou que a carteira de identidade lhe saltava quase um terço pra fora do bolso traseiro do jeans. E como o incidental da coisa não lhe chegasse a provocar algum riso, da mesma forma não mais prazer conseguiria com aquela desleitura de jornal de bairro. Marco Antonio de Araújo Bueno é psicólogo e psicanalista lacaniano com especialização em psicoterapia de família. É mestre pela Faculdade de Educação Núcleo de Semiótica da Unicamp, especialista-doutor em Psicologia Educacional e doutorando em Educação, Conhecimento, Linguagem e Arte também na Unicamp. 39

20 No vidades O MENOR MP3 DO MUNDO Liv ro s&afins 40 DVDIRECT 2006: UM ÚNICO EQUIPAMENTO COM ILHA DE EDIÇÃO Que tal armazenar sua história pessoal e preservar sua memória afetiva em DVD? Com o DVDirect 2006 da Sony é possível transformar todo aquele velho conteúdo registrado em fitas de vídeo cassete, mini-dv e até fotos em DVD. E melhor, utilizando um único equipamento fácil de manusear, mas com recursos de uma ilha de edição. O DVDirect reconhece vídeos gravados no sistema brasileiro PAL-M e permite a transferência de fotos em DVD diretamente dos cartões de memória, sem depender de TV ou PC. Basta acionar uma tecla para iniciar a gravação. O design é sofisticado, moderno e arrojado. Através de um display LCD colorido de 2 polegadas, o usuário monitora a gravação, assiste aos melhores momentos e edita as cenas. Automaticamente, o gravador cria um menu e pode gerar títulos e capítulos no disco óptico tornando mais fácil assistir e compartilhar as imagens. Compacto e leve (20 cm de comprimento e 1,7 quilos), o equipamento é ideal também para aqueles que não dispensam o PC. Acoplado através de uma porta USB permite desenvolver projetos avançados de criação e filmagem em DVD, acrescentando recursos gráficos e música aos vídeos domésticos. Preço sugerido: R$ 999,00 Onde encontrar: Fnac e À frente da revolução da música digital com a linha ipod, líder de mercado de tocadores portáteis de música e o itunes, a loja de música online, a Apple inova mais uma vez ao lançar o novo ipod shuffle. Ele tem a metade do tamanho original, isto é, apenas metade de uma polegada cúbica de volume e pesa só 141 gramas, o que faz dele o menor MP3 player do mundo. O design é incrivelmente compacto em alumínio e com um clipe incorporado que o transforma no ipod que pode ser usado com qualquer roupa. E como tamanho não é documento, o ipod shuffle possui um gigabyte de memória flash que pode armazenar até 240 músicas e autonomia de bateria de até 12 horas. No schuffle é possível ouvir músicas de maneira aleatória, ou com o toque de um botão, ouvir na ordem em que foram gravadas. Possui ainda a função AutoFill do itunes que automaticamente sincroniza o número perfeito de músicas para a biblioteca de canções e a integração com o itunes 7. Vem com fones de ouvido e um ipod shuffle Dock. Ainda não há preço sugerido para o Brasil. Disponível, no fim de outubro, nas revendas Autorizadas Apple e lojas Fast e Fnac. MP3 QUE TAMBÉM É CÂMERA E FILMADORA Smart Living é o slogan da Oregon Scientific levado ao pé da letra para criar este aparelhinho esperto. Um MP3 player que é câmera digital e filmadora. A DV88 é um três-em-um completo que leva ao extremo os conceitos de versatilidade e integração digital. Com uma tela de 1,8 polegadas, tem zoom digital de 3 vezes para captura e 4 vezes para reprodução de imagens em vídeos de diversos formatos, permite ouvir música em MP 3 e tirar fotos com resolução de 1.3 megapixels. E ainda levar tudo no bolso já que a DV88 é do tamanho de uma carta de baralho e com espessura de um centímetro. A memória interna é de 6 megabytes e a bateria interna é recarregável via porta USB do computador. Aceita cartão de expansão (SD/MMC) e acompanha um software para converter os formatos de mídia. Preço sugerido: R$ 899,00 Onde comprar: Carrefour; / / LUXURIA, CORRUPÇÃO E AMOR Dália Negra fez sua estréia mundial abrindo a disputa pelo Leão de Ouro no 63ª Festival Internacional de Cinema de Veneza, a mais antiga mostra de cinema do mundo e, em 6 de outubro, chegou às telas brasileiras. É um filme noir dirigido por um dos poucos cineastas que entendem o estilo visual que caracteriza os filmes noir, o norte-americano Brian de Palma. Diretor de clássicos dramas criminais como Os Intocáveis, Scarface, O Pagamento Final; de thrillers como Carrie, a Estranha, e de suspenses à la Hitchcock, como Um Tiro na Noite, Vestida para Matar e Dublê de Corpo, entre outros. Dália Negra é uma história fictícia baseada em um fato real: o assassinato brutal e até hoje não solucionado de Elizabeth Betty Short, uma aspirante a atriz de 22 anos, em 1947, na euforia do pósguerra, em Los Angeles. O título, mais um toque de de Palma, faz referência a outro filme, A Dália Azul, com Verônika Lake e Alan Lodd, lançado um ano antes (1946) do assassinato de Betty, que também tinha o apelido de Dália Negra por usar uma flor nos cabelos negros e vestir-se sistematicamente de preto. O corpo de Betty Short foi encontrado nu, cortado pela metade, na altura da cintura, seus órgãos retirados e sem uma gota de sangue que havia sido drenado do corpo. O assassino a espancara, a sodomizara e cortara sua boca de orelha a orelha, como um sarcástico sorriso de palhaço. Essa é a história real que se mescla à ficcional em uma história de luxúria, corrupção, ganância e amor que envolve dois policiais, ex-pugilistas e amigos (Aaron Eckhart e Josh Hartnett que também estrelou Xeque Mate), a misteriosa namorada de um deles (Scarlett Johansson a nova musa do cineasta Woody Allen), além da duas vezes premiada com o Oscar, Hilary Swank, que tem uma estranha conexão (e semelhança) com Dália e faz uma pobre garota rica que leva homens e mulheres para a cama sem o menor pudor. Na parte imaginária do filme, De Palma usa imagens com coloração saturada, uma nuance amarela e, na parte real, cores contrastantes, fortes, sombras e ângulos baixos, entremeados de flashbacks insaturados. É um filme muito bem feito, onde a fotografia (do renomado Vilmos Zsigmond), os figurinos, os carros, a linguagem...tudo estilizado, remete aos anos 40. DÁLIA NEGRA (THE BLACK DHALIA, 2006, EUA/ALEMANHA) DIREÇÃO: BRIAN DE PALMA ELENCO: JOSH HARTNETT, AARON ECKHART, SCARLETT JOHANSSON, HILARY SWANK, MIA KIRSHNER. DISTRIBUIDORA: IMAGEM FILMES VOCÊ ESTÁ LOUCO!, O NOVO LIVRO DE SEMLER Em Virando a própria mesa (1987), Ricardo Semler, então com 27 anos, há sete havia assumido a Semco, empresa familiar e relatava sua trajetória, baseado em sua própria experiência. Relatava a necessidade de quebrar paradigmas para obter sucesso na vida empresarial e pessoal. Pregando flexibilidade de horários e de hierarquia, além de outros conceitos arrojados e heterodoxos, inovou a gestão empresarial e tornou-se um bestseller vendeu 600 mil exemplares por aqui e dois milhões nos 134 países em que foi lançado. Duas décadas depois lança Você está louco! Uma vida administrada de outra forma. Está mais velho, maduro, mas não conservador. Para ele é preciso deixar de lado as fórmulas comprovadas e abrir espaço para outras, em que imperam a liberdade, o respeito ao outro, o poder compartilhado e o sagrado direito ao ócio. Além dos temas empresariais, o autor fala de sua biografia, filosofia de vida e expõe seus pontos de vista sobre temas urgentes do País, como a educação. A obra é um misto de teoria e prática para administrar a vida pessoal, empresarial e escolar de outra forma. TÍTULO: VOCÊ ESTÁ LOUCO! UMA VIDA ADMINISTRADA DE OUTRA FORMA AUTOR: RICARDO SEMLER EDITORA ROCCO PREÇO SUGERIDO: R$ 36,00 41

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