Módulo I INTRODUÇÃO À GESTÃO DE OPERAÇÕES

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1 Disciplina de Gestão de Operações Módulo I INTRODUÇÃO À GESTÃO DE OPERAÇÕES por Prof. Pedro F.Cunha Ano lectivo 1999 / 2000 Curso de Engenharia de Informática de Gestão

2 Índice 1. Introdução Modelo Generalizado de Produção Evolução Histórica Caracterização do Ambiente que Envolve Actualmente as Empresas Industriais A Empresa e a Gestão de Operações Evolução da Competitividade Objectivos da Gestão de Operações Perspectiva Financeira da Gestão de Operações Influência da Gestão de Operações na Empresa A Relevância da Componente Humana Áreas de Decisão na Empresas Conclusão...26 Anexo I.1 - Introdução à Gestão Financeira...27 Anexo I.2 - Custos ao Nível da Produção...31 Anexo I.3 - Análise e Caracterização de um Sistema Produtivo...34 Anexo I.4 - Questões Tipo para Análise e Diagnóstico a Empresas Industriais...37 Disciplina de Gestão de Operações I-2

3 1. Introdução 1.1. Modelo Generalizado de Produção A gestão da produção e das operações constitui um processo através da qual se criam bens e serviços, e onde é constante a necessidade de responder a questões do tipo: Como... Organizar Planear Coordenar Dirigir Controlar ou de decidir quanto às... Especificações Quantidades Programas Pretende-se com uma correcta utilização dos recursos existentes (i.e. matérias primas, pessoal, instalações, equipamentos e processos), entregar bens e serviços dentro do prazo previsto, com a qualidade especificada e ao mínimo custo. Longo prazo: Curto prazo: Os Principais problemas da Gestão de Operações A e no Âmbito Decisões sobre Concepção e implantação do sistema produtivo. Funcionamento do sistema produtivo Concepção do produto Engenharia de produção Localização fabril Implantação das instalações Estudo e concepção do trabalho Planeamento da produção Controlo de:.quantidades.custos.qualidade Gestão de Stocks (Matérias Primas / Produtos em curso de fabrico / Produtos acabados) O sistema generalizado, do que ocorre ao nível da Produção, pode ser representado através do seguinte modelo: Disciplina de Gestão de Operações I-3

4 Sistema Produtivo 5. Controlo 1. Processamento/Montagem 2. Transporte de materiais Fornecedores Matéria-prima (Inventário) Produto acabado (Inventário) Clientes Aquisições Inputs (Custos variáveis) 3. Manuseamento 4. Inspecção e Teste Outputs (Retorno de invetimento) Previsões Preparação de trabalho Planeamento de capacidades Planeamento da produção Necessidades a curto prazo Programação oficinal Estimativa e avaliação do desempenho Processo (Custos fixos) No sistema produtivo existe um conjunto de aspectos que intervêm directa ou indirectamente no processo e que podem ser traduzidos em custos para a empresa: Custos variáveis (inputs): mão-de-obra directa energia materiais Custos fixos (processo existente): fábrica (alugueres de instalações) mão-de-obra indirecta conservação de equipamentos O retorno do capital investido é garantido através dos: PRODUTOS e SERVIÇOS. Nos anexos I.1 e I.2 é demonstrada a importância que alguns aspectos operativos poderão ter na gestão financeira da empresa e em particular nos seus custos de produção. Os objectivos da gestão da produção e das operações podem ser resumidos por conduzir a actividade da empresa minimizado ou maximizando alguns aspectos operacionais: (+) Maximizar (-) Minimizar Volume de produção Produtividade dos recursos Qualidade Flexibilidade Fiabilidade Custos Prazo de entrega Investimentos Desperdicio Absentismo Disciplina de Gestão de Operações I-4

5 A dificuldade em todo este processo reside nos objectivos conflituosos que existem entre diversas actividades de planeamento e de existirem interrleações que condicionam o desempenho da empresa Evolução Histórica A "Gestão" existe desde que o Homem se organizou para realizar tarefas em grupo com objectivos bem definidos (ex.: a prática da caça ou da agricultura como formas de obter alimento). Ao longo dos tempos, apenas (ou fundamentalmente) tem mudado o grau de sofisticação para realizar/concretizar as tarefas que são executadas. "Obter-se cada vez mais, custando menos" Produtividade Há um aumento de Produtividade quando: i) se consegue um mesmo output com um menor valor dos factores de produção; ou ii) os outputs aumentam com os mesmos ou com menores valores de factores de produção. Evoluções Históricas que se têm verificado na Gestão da Produção e de Operações: 1900 Divisão do Trabalho (especialização) Economia de Tempos Máquinas e ferramentas para auxiliar o trabalho Economia de produção Adam Smith Estudo dos tempos Análise dos métodos Planos de pagamentos de bónus Gestão científica Taylor Divisão do trabalho de acordo com uma sequência de tarefas Utilização de máquinas dispostas em linha (ex. Linha de Montagem) Linha de montagem Henry ford Motivação dos Trabalhadores Mudança desejável Elton Mayo 2000 Investigação operacional Aplicação do computador para problemas multidimensionais Actualmente existe um maior grau de sofisticação. Disciplina de Gestão de Operações I-5

6 A figura seguinte ilustra cronologicamente, os maiores desenvolvimentos que se têm verificado ao nível da Gestão da Produção e das Operações. Apesar da elevada potência e capacidades dos computadores, existem ainda hoje problemas sem uma solução satisfatória, pois o número de condições e soluções alternativas é tão grande que a enumeração completa das possíveis soluções é praticamente impossível Caracterização do Ambiente que Envolve Actualmente as Empresas Industriais O que é um sistema produtivo? conversão de uma ideia ou projecto num produto acabado. (A produção tem um sentido mais estreito por corresponder ao acto físico de fazer um determinado produto) Manufacturing is a series of interrelated operations involving the design, materials selection, planning, manufacturing production, quality assurance, management and marketing of the products of the manufacturing industries CIRP(International Conference on Production Research) 1983 Empresas Japonesas SUCESSO Sistemas Produtivos "Superiores" Disciplina de Gestão de Operações I-6

7 (i.e. maior importância associada à função do Processo Produtivo dentro numa empresa) A Produção passa a ser considerada uma "arma" extremamente competitiva para se alcançar os mercados desejados e, passou a ser recomendado que cada empresa industrial inclua nos seus planos objectivos específicos ao nível da Produção, de forma a alcançar a "Produção por Excelência" Preocupação no processo produtivo > Posição Competitiva "Produção é uma área crucial a ter em conta por parte da Administração de qualquer empresa" ênfase nas novas tecnologias e no conceito de fábrica do futuro Os actuais gestores deparam-se hoje em dia com mudanças rápidas que ocorrem nas indústrias em geral. Este facto faz com que novas estratégias sejam estabelecidas face à natureza competitiva deste novo ambiente industrial. Estratégias definidas ao nível da Produção em Massa. (Noções de economia de escala) "Não são as mais adequadas à competitividade que existe actualmente" Exigências do mercado Produtos/serviços com ciclos de vida e de desenvolvimento mais curtos Concorrência mais aberta e sofisticada Globalização dos mercados Cuidados maiores no acesso a financiamento Maior DesenvolvimentoSegmentação tecnológico do mercado Exigências dos Accionistas Mais valor Maiores expectativas dos empregados Desempenho Tempo Exigências dos Clientes Preço Qualidade Serviço Tempo/capacidade de resposta Regulamentação governamental e comunitária Protecção do ambiente Alterações demográficas Alterações sociais Exigências externas Disciplina de Gestão de Operações I-7

8 Novos atributos para a competitividade industrial: Human resources Quality work time reduction Quality driven by the market reduction on the skilled workers Conscience of Environmental impact shorter life cycle of products global markets Productivity flexibility product variety shorter production lead times shorter production times Research and development Flexibility Actualmente torna-se preponderante estratégias que facilitam: Flexibilidade; Redução do ciclo de tempo para a concepção de novos produtos; Redução do tempo para a colocação de novos produtos no mercado; Redução do tempo requerido para satisfação de encomendas feitas em relação aos produtos já existentes. Em geral existem 4 classes de atributes que poderão ser considerados na tomada de decisão e na avaliação do desempenho de um sistema produtivo: Tempo Custo Qualidade Flexibilidade Um objectivo é um atributo a ser maximizado ou minimizado Uma meta é um valor alvo a ser alcançado para um atributo Um critério é um atributo que é avaliado durante o processo de tomada de decisão. Cost Quality Flexibility Time Disciplina de Gestão de Operações I-8

9 Características importantes do ambiente que envolve actualmente as empresas industriais, são: i) Aumento da variedade de produtos; ii) Grande redução dos ciclos de vida dos produtos; iii) Alteração da estrutura de custos (custos padrão dos componentes/produtos); iv) Grande dificuldade em estimar os custos e benefícios associados aos sistemas produtivos e em particular às novas tecnologias. i) Aumento da Variedade de Produtos "O mercado já não se satisfaz, com a Produção em Massa de produtos uniformes." EMPRESAS Competir: Variedade > Produtos Personalizados A Variedade de produtos aumenta a complexidade de actividades, como sejam: Design ( ao nível do processo e do produto) Gestão de Operações (mudanças frequentes no processo, manutenção, redução de custos,...) ii) Grande Redução dos Ciclos de Vida dos Produtos "O Ciclo de Vida do produto consiste naturalmente em várias fases." Disciplina de Gestão de Operações I-9

10 $ Vendas Margem Introdução Crescimento Maturidade de crescimento de saturação de declíneo Numa abordagem simplificada, existem três fases: Declínio Tempo i) Fase de Concepção - A procura do produto cresce muito lentamente. O fabricante altera e define o design "final" do produto e os métodos de fabrico. ii) Fase de Produção - O produto "goza" de uma fase de maturidade caracterizada por uma taxa de vendas estável. iii) Fase de Declínio - Verifica-se um declínio gradual na procura do produto. O problema do enquadramento actual das empresas industriais, é que estas já não possuem uma disponibilidade/comodidade que está associada à existência de um período de tempo longo, em que os seus produtos têm uma procura elevada e estável. Isto faz com que esteja sempre a ocorrer alterações no design. "As firmas possuem assim a preocupação de lançar os produtos no mercado em tempos cada vez mais curtos." EMPRESAS --> Implementação de processos que sejam suficientemente flexíveis para se adaptarem rapidamente a novos produtos com novos designs, sem incorrerem a custos elevados na introdução de um "novo processo". "Devido à compressão do ciclo de vida do produto, as empresas industriais não podem mais despender grandes recursos no desenvolvimento de sistemas de produção demasiado dedicados." Disciplina de Gestão de Operações I-10

11 O design poderá ter que ser alterado antes de o investimento, feito no sistema produtivo que foi instalado, estar recuperado. Assim, as noções de Economia de Escala têm sido substituídas pela noção de economia em função das oportunidades existentes.(ex.:fms) A flexibilidade acaba por ser um aspecto importante a ter em conta na análise do investimento em tecnologias avançadas de produção (AMT). Em Resumo: A combinação de factores, tais como: uma maior variedade de produtos;. períodos de ciclo de vida dos produtos, mais curtos; existência de pressões para uma colocação mais rápida dos produtos no mercado; são razões que tornam a economia de Escala inadequada às necessidades da indústria nos nossos dias. iii) Alteração da Estrutura de Custos (custos padrão dos componentes/produtos) Na abordagem tradicional de custos de produção, o custo homem x hora tem um destaque muito significativo em todo o sistema de custos. A normal contabilização dos custos correntes nos sistemas tradicionais, é geralmente associada a unidades de produção baseadas nos custos homemxhora que foram realizadas. Automatização------> Estrutura de Custos: Custos Correntes ("overheads") Custos de Material "Os sistemas de Fabrico Flexível (FMS) incorporam sofisticada tecnologia para aquisição de dados ao nível de cada estação de trabalho, bem como ao longo de todo o processo de fabrico." Disciplina de Gestão de Operações I-11

12 Irá facilitar a associação de custos a cada item, no instante em que esses custos são realizados, durante o processo. iv) Grande Dificuldade em Estimar os Custos e Benefícios associados aos Sistemas Produtivos e em Particular às Novas Tecnologias Novas Tecnologias = A um conjunto de várias ferramentas denominadas Computer Aided " Computer Aided Design - CAD, Computer Aided Manufacturing - CAM, Computer Numerical Control Machines, Computer Aided Process Planning ou Automatic Handling Systems, "É frequente haver uma grande dificuldade em justificar o investimento nas novas tecnologias, de que é exemplo um sistema FMS, quando se utiliza uma abordagem baseada nos métodos tradicionais para avaliação dos investimentos." "...os gestores têm geralmente assumido que as novas tecnologias não possuem diferenças em relação ao equipamento tradicional que é adquirido para aumentar a eficiência da produção." Exemplo de algumas considerações falsas, feitas por empresas tradicionais` quando analisam uma proposta para aquisição de novas tecnologias: O equipamento em perspectiva irá afectar apenas uma pequena gama de actividades, associadas com os produtos. As capacidades do sistema são conhecidas e não se irão alterar significativamente depois do sistema estar instalado. A contribuição adquirida para a eficiência das operações e redução de custos pode ser estimada com razoável precisão... A elevada flexibilidade que está associada ao equipamento de controlo numérico em geral, torna extremamente difícil definir os limites das suas capacidades e das suas aplicações. Disciplina de Gestão de Operações I-12

13 O investimento e implementação de sistemas, com o objectivo de integrar os processos de fabrico, permite à empresa geralmente alcançar uma vantagem competitiva e obter claros benefícios em termos dos seus objectivos de negócios. Na justificação económica de um sistema FMS, é necessário uma abordagem que tenha em consideração os benefícios anteriormente referidos, bem como os benefícios económicos e estratégicos que são obtidos com esta tecnologia. 2. A Empresa e a Gestão de Operações Uma empresa é um Sistema Dinâmico onde ocorrem constantemente fluxos de entrada e de saída; i) Fluxos de Materiais - Matérias-primas, componentes, embalagens, produtos necessários à exploração, energia, produtos acabados...e outros. ii) Fluxos de informação - Encomendas, facturas, publicidade, informação económica, social, legal, científica e técnica... iii) Fluxos Financeiros - Movimento de capitais próprios, empréstimos bancários, recebimentos de clientes, pagamento a fornecedores, pagamento de impostos, salários, juros de empréstimos,... Empresa Direcção Fluxo de Informação Marketing Produtos Estudo do Produto Qualidade e Inspecção Investig.e Desenvol.(I&D) Manutenção do Equipamento Gestão de Encomendas Gestão de Pessoal Previsão de Vendas Controlo e Gestão da Produção Métodos e Tempos de Produção. Contabilidade. Fluxo de Materiais Mat.Primas---->Produção---->Montagem---->Produtos Acabados----> (Componentes+Embalagens) Funções típicas de um sistema produtivo numa perspectiva tradicional: Disciplina de Gestão de Operações I-13

14 Product Design (Design, Drawings) Process Planning (Route sheet, Process plans, Time, Cost) Production Planning (Resources plans, Schedule plans) Custos e Capacidades Production Control (Feed-back, Supervision, Optimization) Performance Production Technology (Machining, Welding, Forming, Casting,Forging, Assembly) Production Equipment (Machine-tools, auxiliary equipment) Final Product Criatividade (Ideias, conceitos) Necessidades de mercado (Especificação do produto) Nos anexos I.3 e I.4 é de algum modo apresentada uma abordagem possível para caracterização de qualquer sistema produtivo. Toda a análise e diagnóstico que pode ser realizada, poderá incidir sobre um conjunto de aspectos operacionais como sejam entre outros os próprios processos, a manutenção ou a produção, a gestão de materiais, a qualidade ou a própria satisfação dos clientes Evolução da Competitividade O arranjo tetraédico dos atributos dos sistema produtivo realçam as inter-relações desses atributos. Não é possível optimizar simultaneamente custo, tempo, flexibilidade e qualidade, por existirem compromissos ( trade-offs ) entre atributos diferentes. Disciplina de Gestão de Operações I-14

15 In the United States, the attributes cost and time were emphasised by the proliferation of mass production through the 1960s. In the 70s quality became a significant driving force. In the 90s and beyond the flexibility Atributo Tempo Flexibility Cost Quality Time Ao nível dos sistemas produtivos o atributo tempo refere-se a diferentes aspectos: Velocidade com que um determinado sistema pode responder a alterações em termos de projecto ( design ), volume da procura, etc. Flexibilidade. Velocidade com que um determinado produto pode ser fabricado Taxa de Produção. A taxa de produção ( production rate ) afecta um conjunto de outros atributos ou variáveis. Production rate Cost Quality Flexibility O lead time de fabrico, como o tempo requerido para desenvolver e lançar no mercado um novo produto, é um outro factor fundamental a ter em conta na organização de todo o sistema produtivo. Este depende da forma mais ou menos eficiente com que o projecto ( design ) de um produto é desenvolvido, tendo em conta as especificações do cliente e das características do sistema produtivo existente. A análise, o planeamento e a preparação para o lançamento em fabrico, simultaneamente com desenvolvimento detalhado das características funcionais do produto, constituem o conceito de Engenharia Simultânea. Engenharia Simultânea ( Simultaneous Engineering ) Filosofia de gestão e engenharia utilizada na melhoria da qualidade do produto, diminuindo custos e reduzindo o tempo total de fabrico ( lead time ). Disciplina de Gestão de Operações I-15

16 Engenharia Simultânea Convencional planning definition product development design manufacturing resources planning detailed design planning product development definition design requirements detailed design alternatives general design evaluation optimised design design improvement selection components planning making acquisition manufacturing resources planning reduction on time for innovation time Esta filosofia não é nova, no entanto foi perdida à medida que as empresas foram tornando-se maiores e o sistema de comunicação entre diversas áreas, como sejam o marketing, as vendas, o projecto, o fabrico e a montagem, foi sendo quebrado. Atributo Custo Os Custos relacionados com a produção incluem: Custo de equipamento e outras facilidades de apoio à produção, Materiais, Ferramentas e outros sistemas auxiliares, Mão-de-obra, Energia, Manutenção e treino, Custos correntes ( overhead ), Custo do capital. Exemplo: Modelo técnico-económico para a operação de torneamento. Cost per workpiece Machine rate Labour rate Overhead rate. Feeding time Rapid feeding time Portion of tool insert replacement time per workpiece Cost per tool insert No. of workpieces bet. tool insert changes As variáveis de decisão são: a velocidade de corte, a taxa de avanço e a profundidade de corte. Disciplina de Gestão de Operações I-16

17 chuck workpiece center insert tool holder Custo de maquinagem (UM) Vc - velocidade económica de corte Vt - velocidade de m áxim a produção Vc Vt 650 Velocidade de corte (m /m in) Custo Tempo Tempo de maquinagem (min) Este pequeno exemplo demonstra que o tratamento dos problemas ao nível da produção e a respectiva tomada de decisão, requerem que a informação disponível em termos técnicos e económicos deva ser analisada convenientemente no contexto em que se enquadra. O custo de possuir-se stocks de materiais (matérias-primas, work-in-progress, produtos finais) tem uma grande influência nos custos de produção. Num sistema produtivo moderno /competitivo o inventário deve ser minimizado. O Just-in-Time é apenas um meio para se alcançar essa meta. M A R K E T past sequencing planning present order planning manufacturing planning manufacturing safety stocks manufacturing planning 18 weeks inventory reduction manufacturing (Just-in-Time) purchasing 2 weeks Disciplina de Gestão de Operações I-17

18 Um objectivo básico em qualquer tipo de empresa é a obtenção de lucros. Qualquer empresa que queira manter-se no negócio tem que gerar receitas suficientes para cobrir as suas despesas. Existem vários métodos para melhorar a liquidez na empresa: aumentar preços aumento de vendas aumentar a mistura de produtos reduzir custos Com a alteração de alguns padrões, em grande parte sociais, a época da produção em massa tem, sido reposta por uma divisão do mercado em nichos, com características próprias. Variedade de produto 1900 Ano 1990 Aumento da diversidade de produtos Ao longo de várias décadas o custo e a taxa de produção foram os critérios de desempenho mais importantes e os sistemas produtivos eram orientados para uma produção em massa que tirava partido de uma economia de escala. Uma preocupação constante na criação/desenvolvimento de produtos que cumpram os requisitos de uma diversidade de clientes, é a existência de um ciclo de desenvolvimento curto, a baixo custo, com uma qualidade elevada e numa quantidade suficiente para satisfazer a procura. Atributo Flexibilidade Estes aspectos fazem a flexibilidade ser um atributo cada vez mais importante para os sistemas produtivos. A flexibilidade num sistema produtivo é determinado pela sua sensibilidade à mudança. Disciplina de Gestão de Operações I-18

19 Sensibilidade Flexibilidade Uma flexibilidade elevada à mudança cria vantagens relevantes para os sistemas produtivos. Essas vantagens surgem dos diversos tipos de flexibilidade que são possíveis de definir: Flexibilidade do equipamento Refere-se à facilidade de introduzir alterações com vista ao fabrico de um dado conjunto de peças de diferentes tipos. Flexibilidade do processo Determina a capacidade de produzir um conjunto de tipos de peças, de diferentes formas, possivelmente com diferentes materiais. Flexibilidade de produto - Quando existe a possibilidade de mudar para o fabrico de um novo produto ou conjunto de novos produtos, de uma forma rápida e económica. Flexibilidade de volume Refere-se à capacidade de produzir diferentes volumes de produção sem ter prejuízos para a empresa. small lots sizes investment efficiency Flexibilidade de expansão Verifica-se quando existe cpacidade de expamndir facilmente o sistema e de uma forma modular. Flexibilidade operacional É determinada pela possibilidade de mudar as ordens de várias operações em cada tipo de peças, ou seja as peças passam a ser produzidas utilizando máquinas, operações ou sequências de operações diferentes. breakdown tolerance Flexibilidade de produção Corresponde ao universo de tipos de peças que o sistema produtivo pode fabricar. Atributo Qualidade A qualidade de um produto, globalmente relacionado com a satisfação do cliente, é difícil de definir em termos quantitativos. A satisfação dos clientes depende: das características especificas do produto, da sua funcionalidade e fiabilidade, e num conjunto de outros aspectos que são subjectivos e difíceis de quantificar. Disciplina de Gestão de Operações I-19

20 A satisfação do cliente é de algum modo estabelecida em duas etapas iniciais da vida do produto: no Projecto e na Produção. Na Produção a qualidade refere-se à forma, mais adequada ou não, como o sistema produtivo cumpre as especificações do projecto, isto em termos das várias características e propriedades do produto. Pelo facto de a Qualidade reflectir o cumprimento pelo sistema produtivo dos requisitos estabelecidos, dentro das tolerâncias, é importante que essas tolerâncias não estejam sobre ou subestimadas Objectivos da Gestão de Operações As preocupações e os objectivos a alcançar em termos de Gestão de Operações, são específicas da fase em que se encontra o processo produtivo de um determinado produto. Assim teremos, numa: i) Primeira Fase (Oferta<Procura) - "Produzir e depois vender" As características de Produção, são: Quantidades económicas de produção Stocks «tampão» entre postos de trabalho Fabricação em série Prazos fixados pelo ciclo de produção Gestão manual ii) Segunda Fase (Oferta=Procura) -"Produzir apenas o que será consumido" É necessário haver: Previsões comerciais Planeamento da produção Controlar a actividade de produção Organizar os aprovisionamentos Equilibrar os stocks Fixar as datas de entrega iii) Terceira Fase (Oferta>Procura) - "Produzir o que já está vendido" Esta fase de extrema competitividade, implica: Uma maior exigência nas previsões comerciais Planeamento de produção cuidadoso Perfeito controlo dos custos Uma qualidade bem definida e controlada Prazos de entrega curtos Pequenas séries de produtos personalizados Renovação dos produtos cuja duração diminuiu Investimento essencial no Design de novos produtos e na melhoria do processo produtivo Melhoria dos serviços após venda Alguns dos principais objectivos da Gestão de Operações e da gestão dos sistemas produtivos, são por exemplo: Disciplina de Gestão de Operações I-20

21 Diminuição dos prazos de entrega; Aumento da fiabilidade do processo produtivo, bem como dos referidos prazos de entrega; Aumento da flexibilidade da empresa; Diminuição dos custos (compras, despesas com pessoal, rentabilização das máquinas, custos financeiros,...); A contribuição para a motivação dos efectivos e a sua respectiva integração na empresa. Ao nível das empresas existirão dois grandes conceitos que permitirão alcançar os objectivos acima referidos: Fluxos a) Domínio perfeito dos fluxos de informação Informação precisa, exacta e selectiva. b) Domínio perfeito dos fluxos de materiais e de produtos Satisfazendo compromissos em termos de Qualidade, as quantidades deverão ser as estritamente necessárias e nos momentos correctos. Planeamento da Produção O Planeamento deverá ter em conta as capacidades reais e não as capacidades máximas que são capazes de ignorar avarias, tempos de espera,... O Planeamento, com base na informação histórica existente e da informação corrente, pretende estabelecer: Um "alto" nível de Qualidade de fabrico; Uma manutenção eficaz a fim de minimizar avarias; Uma boa Gestão de Recursos humanos (formação, motivação, informação); Definição de investimentos; Formas de facilitar o fluxo de materiais Perspectiva Financeira da Gestão de Operações Qualquer empresa, como sistema dinâmico que é, tem como objectivo criar valor acrescentado ao nível dos seus produtos. O valor acrescentado é o grande motor económico da empresa. Isto porque permite: o fornecimento de produtos úteis aos clientes; a criação de riquezas económicas; a distribuição de riqueza ; (i.e. efectivos/salários, fornecedores/compras, Estado/impostos, accionistas/dividendos...) o financiamento do futuro da empresa; (i.e. investimentos, I&D,...) enfrentar imprevistos conjunturais, exteriores, políticos ou económicos. "...a preocupação da empresa é de ter a possibilidade de, através do valor acrescentado que incorpora nos seus bens ou serviços, possuir uma capacidade de se autofinanciar face às exigências crescentes da competitividade." Disciplina de Gestão de Operações I-21

22 Preço de Venda - Custo = Margem de Lucro Em termos da filosofia da empresa e sua Gestão de Operações, a margem de lucro resultará da diminuição dos custos, dado o princípio de que o preço de venda é geralmente imposto pela concorrência. A componente financeira é um aspecto importante para a empresa, e depende: Da qualidade dos meios postos em funcionamento para assegurar a produção (i.e. investimentos feitos, existência de liquidez); Da duração do ciclo de fabricação e da utilização dos meios (i.e. factor tempo). A Gestão de Operações agirá sobre os meios` e sobre o ciclo de fabricação`, para: Diminuir os stocks e os em curso de fabrico; Encadear as tarefas; Diminuir a dimensão das séries fabricadas e também, o tempo de mudança de séries Influência da Gestão de Operações na Empresa Gestão de Operações Relacionada com diversas funções da empresa. ===========> Confronta-se com objectivos contraditórios Exemplo de contradições e imposições identificadas entre a área Comercial e a Produção: em termos de Tempo área Comercial: prazos tão curtos quanto possível. área da Produção: o máximo possível. em termos de Qualidade área Comercial: um produto de boa Qualidade é mais fácil de vender. área da Produção: um produto de boa Qualidade é mais difícil de obter. em termos de Preço área Comercial: um produto barato é mais fácil de vender. área de Produção: os custos são sempre difíceis de conter. Na realidade o desempenho da empresa depende da contribuição que se possa ser dada pelas diferentes funções na empresa. Em particular pelo Marketing, Finanças e a Produção ou Operações. Geralmente o sucesso de uma organização depende não apenas na forma como cada área desempenha as suas actividades mas também na forma mais ou menos eficaz com que cada interface entre as áreas / funções é estabelecida. Disciplina de Gestão de Operações I-22

23 Marketing Adaptar linhas de produção à criação de novos produtos. Introdução de novos produtos Modificações dos produtos existentes. Finanças Lançamento de produtos que aumentam o lucro Seleccionar produtos de maior rentabilidade Eliminar produtos marginais Produção Fazer poucos produtos Fazer produtos similares Minimizar custos No desenvolvimento dessas interfaces e respectiva integração que pode ser criada, as novas tecnologias oferecem grandes oportunidades e meios de se estabelecer essas ligações. A Gestão de Operações é uma função/actividade transversal que se relaciona com a maior parte de outras funções/actividades e com todos os sistemas de informação da empresa. Comercial Propostas; Encomendas Direcção Objectivos estratégicos Estudos Nomenclaturas; Especificações Aprovisionamento Consultas; Encomendas Pessoal Contratação; Formação; Motivação Informática Tratamento da informação Gestão da Produção e de Operações Métodos Gamas; Implantações; Investimentos Manutenção Manutenção dos meios Fabricação Fabricação dos produtos Controlo de gestão Acompanhamento dos custos Contabilidade Balanço; Cálculo dos resultados Armazéns Matérias primas; Componentes; Produtos acabados; Em curso de fabricação Qualidade Garantia da qualidade; Controlo Um aspecto a realçar, em relação à aplicação da Gestão das Operações, é a sua extensão não só ao sector industrial como ao sector dos serviços. Disciplina de Gestão de Operações I-23

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