Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva"

Transcrição

1 CAPÍTULO 81 Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva Mauro Pereira de Azevedo, TSA/SBA* Introdução A endoscopia digestiva experimentou um grande desenvolvimento nos últimos anos, seja em termos técnicos (aparelhagem e acessórios) quanto em possibilidades de aplicações diagnósticas e terapêuticas, como p.ex. a eco-endoscopia, a colocação de próteses coledocianas, de esôfago e outras mais. Este desenvolvimento levou, então, à realização de procedimentos mais complexos, em pacientes com mais co-morbidades e com idade mais avançada; ocorre também uma tendência à maior duração dos procedimentos. O aumento da complexidade dos procedimentos demanda uma maior infra-estrutura para oferecer segurança e conforto tanto ao paciente quanto à equipe que realiza o procedimento, e esta infra-estrutura só é normalmente disponível em centros hospitalares. Hoje, praticamente só são realizados em consultórios procedimentos de baixa morbidade, como endoscopia digestiva alta com biópsias ou retossigmoidoscopia rígida ou flexível. Todos os demais procedimentos são realizados em unidades ambulatoriais devidamente equipadas, anexas ou vinculadas a hospitais de suporte, como manda a legislação. O aumento da complexidade dos procedimentos não permite ao médico endoscopista realizar conjuntamente a sedação e o procedimento proposto. O surgimento de drogas mais modernas, com perfil farmacocinético e farmacodinâmico adequados aos procedimentos endoscópicos (início de ação rápido, alta potência hipnótica, margem de segurança adequada, recuperação rápida, poucos efeitos adversos) tornou necessário agregar à equipe de endoscopia o médico anestesiologista, o qual provê a sedação/analgesia necessária ao procedimento e * Co-responsavel do CET/SBA do Hospital Naval Marcilio Dias Responsável pela Clinica de Cor Aguda Casa de Saúde São Jose - RJ

2 monitoriza o paciente, garantindo a segurança e liberdade necessária ao médico endoscopista para realizar suas tarefas. O número de procedimentos onde o anestesiologista é convidado a prestar assistência é muito grande, cada qual com sua especificidade. Quadro I - Procedimentos endoscópicos rotineiramente auxiliados por um anestesiologista ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA pacientes pediátricos, com déficits cognitivos ou mentais, intolerantes à manipulação, avaliação pré-operatória de cirurgia bariátrica. COLONOSCOPIA COLANGIOPANCREATOGRAFIA ENDOSCÓPICA DILATAÇÃO DE ESÔFAGO COLOCAÇÃO DE PRÓTESES ESOFAGEANAS DIVERTICULOTOMIA DE ZENCKER GASTROSTOMIA ENDOSCÓPICA PERCUTÂNEA ECOENDOSCOPIA ESCLEROTERAPIA DE VARIZES ESOFAGEANAS CAUTERIZAÇÃO DE ESÔFAGO DE BARRET COM PLASMA DE ARGÔNIO Medicina Perioperatória Bases legais da prática da anestesia A prática da anestesia é regulamentada por algumas resoluções do Conselho Federal de Medicina, quais sejam: Resolução 1.363/93 trata da importância da avaliação prévia do paciente, da responsabilidade do médico anestesista e das condições mínimas de segurança para a prática da anestesia; Resolução 1.409/94 trata da prática de atos cirúrgicos e endoscópicos em regime ambulatorial, quando em unidade independente do Hospital; Resolução 1.670/03 define níveis de depressão da consciência os limites de segurança em relação ao ambiente, qualificação do pessoal, responsabilidades por equipamentos e drogas disponíveis para o tratamento de intercorrências e efeitos adversos. Unidade Ambulatorial Independente ou Unidade Hospitalar 710 Diversos procedimentos endoscópicos são realizados em unidades criadas em centros médicos independentes de hospitais. A grande vantagem de se trabalhar em hospitais é o aporte de segurança que se tem com a retaguarda da instituição. Os procedimentos endoscópicos não são isentos de complicações, como sangramento, perfuração e infecções, com freqüências variáveis de 0,1% para endoscopia digestiva alta e 0,2% para colonoscopia. No caso da ocorrência de alguma complicação, como uma perfuração de cólon ou uma hemorragia após polipectomia de cólon, será fundamental o apoio dos serviços auxiliares de diagnósticos só presentes em hospitais, assim como os recursos necessários ao tratamento da complicação. Estando em uma unidade ambulatorial isolada, o paciente ainda terá de ser removido para a unidade de apoio, o que pode requerer um tempo considerável. Por este motivo a maioria dos anestesiologistas se sente mais seguro estando

3 no seu habitat natural, que é o hospital. Em função destas exigências existe a necessidade de se montar estruturas adequadas e seguras para atender aos pacientes. Quadro II - Infra-estrutura necessária para a realização de anestesia ambulatorial Condições estruturais de higiene e condições de esterilização e desinfecção dos instrumentos de acordo com as normas vigentes Equipamentos para a manutenção da via aérea permeável e administração de oxigênio máscaras faciais, máscaras laríngeas, cânulas naso e orofaríngeas, tubos endotraqueais e laringoscópio com lâminas Medicamentos para tratamento de intercorrências e eventos adversos sobre os sistemas cardiovascular e respiratório Aparelho de anestesia Aparelhos de monitorização pressão arterial, oxímetro de pulso, cardioscópio, capnógrafo Equipamentos para reanimação cárdio-respiratória cerebral desfibrilador, bolsa auto-insuflável (AMBU) Sala de recuperação pós-anestésica Material para documentação completa do procedimento Presença de um acompanhante adulto, lúcido e previamente identificado. Garantia de suporte hospitalar Preparo do paciente A realização dos procedimentos endoscópicos exige, muitas vezes, preparos específicos. Jejum pré-procedimento O jejum é necessário para todos os pacientes que irão fazer procedimentos com qualquer tipo de anestesia ou sedação. Em geral utilizam-se os critérios adotados estabelecidos pela American Society of Anesthesiology. Quadro III - Resumo das recomendações de jejum para redução do risco de aspiração pulmonar Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva Material ingerido Período Mínimo de Jejum (h) Líquidos claros (sem resíduos) 2 Leite materno 4 Fórmula infantil 6 Leite não-materno 6 Refeição leve 6 - O período de jejum não se aplica a todas as idades. - Exemplos de líquidos claros incluem água, suco de frutas sem polpa, refrigerantes, chá preto e café preto. - O leite materno é semelhante a sólidos no tempo de esvaziamento gástrico, a quantidade ingerida deve ser considerada na determinação do tempo de jejum apropriado. - Uma refeição leve tipicamente se constitui de torradas e líquidos claros. Refeições que incluem frituras ou alimentos gordurosos podem prolongar o tempo de esvaziamento gástrico. Tanto o tipo quanto a quantidade da comida ingerida devem ser considerados na determinação do tempo de jejum apropriado. 711

4 Para a realização de Endoscopia Digestiva Alta normalmente é solicitado ao paciente um período maior de jejum, inclusive para líquidos claros, para não atrapalhar a realização do exame e porque os mecanismos naturais de proteção contra regurgitação (esfíncteres esofagianos inferior e superior) serão abertos durante a passagem do aparelho de endoscopia. O uso rotineiro de bloqueadores da secreção ácida do estômago e de anti-eméticos e prócinéticos gástricos não é recomendado em pacientes sem fatores de risco para aspiração pulmonar. São considerados fatores de risco para aspiração pulmonar: obesidade, presença de hérnia de hiato ou doença do refluxo gastro-esofágico, diabetes, doença úlcero-péptica, tabagismo, procedimentos de urgência, insuficiência renal, gravidez, megaesôfago, cirurgia prévia do estômago, tumores obstrutivos de aparelho digestivo, causas de aumento de pressão intra-abdominal (ascite, p.ex.), e outras. Existe uma controvérsia em relação ao tempo de jejum dos pacientes que irão submeter-se a preparo de cólon para realização de colonoscopia. Vários fatores vão influenciar a decisão de quanto tempo de jejum é adequado antes da realização do procedimento, tais como: (1) hora da ingesta do líquido de preparo (à noite ou pela manhã), (2) volume ingerido,(3) hora da realização do procedimento, (4) efeito ocorrido, (5) presença de náuseas e vômitos durante o preparo, (6) idade e condições clínicas do paciente, (7) presença de fatores de risco para aspiração pulmonar e outros. 712 Medicina Perioperatória Preparo do cólon O preparo mecânico (limpeza) do cólon normalmente é feito através da ingestão de uma solução oral osmótica com o objetivo de causar uma diarréia catártica, que lava o cólon, facilitando a progressão do aparelho e a visualização do seu interior. O primeiro e mais utilizado agente (no Brasil) é o manitol, que é um oligossacarídeo não absorvido com eficiência de 75 80%. Este agente causa uma diarréia catártica, que termina por promover a limpeza do cólon, facilitando sua visualização durante a colonoscopia. Tem como problemas: (1) causa maior desidratação, o que é um problema principalmente nos pacientes mais idosos e naqueles com história de sangramentos; (2) maior incidência de náuseas e distensão durante o preparo; (3) risco de explosão do cólon devido à produção de hidrogênio livre como resultado da digestão bacteriana; (4) maior volume de solução ingerido 750 a 1000 ml. Alguns endoscopistas utilizam solução de polietilenoglicol, que causa menos alterações eletrolíticas que o manitol. Mais recentemente foi introduzido o preparo com solução de fosfato sódico (Fleet Enema ). Este tem a vantagem de ser ingerido em menor volume 90 ml), tornando-o mais barato e de melhor aceitação. Esta solução tem como riscos a produção de hiperfosfatemia acentuada e hipocalcemia em pacientes renais e cardiopatas. Em termos de volume de solução ingerida, o preparo de cólon com fosfato sódico é melhor, por minimizar o risco de aspiração pulmonar. Porém, a maioria dos pacientes em nosso meio faz o preparo com Manitol oral, o que gera a dúvida de quanto tempo devemos deixar o paciente em jejum antes do procedimento. O manitol é um líquido claro e assim tolera-se um jejum de pelo menos 2 horas? Ou o fato de ser altamente osmótico e absorver muito líquido da parede intestinal determina que o jejum seja maior? Existe ainda o risco de o volume ingerido ser alto. Na realidade existe uma carência de estudos específicos sobre o tempo de esvaziamento gástrico após a ingestão do manitol. O paciente eletivo já estará fazendo uma dieta dias antes do exame e a possibilidade de presença de resíduos sólidos ou mais consistentes no estômago é mínima. O maior problema ocor-

5 re nos pacientes de urgência, muitas vezes com quadros obstrutivos intestinais, e naqueles com fatores de risco para aspiração pulmonar. Nestes, a tolerância dever ser menor, e devem ser utilizadas todas as medidas possíveis para redução do volume e do ph da secreção gástrica. Avaliação pré-operatória A avaliação pré-operatória do paciente se inicia com uma entrevista e exame clínico, que serão determinantes da conduta a ser seguida. A entrevista pode ser feita no dia do procedimento (preferencialmente deve ser feita antes). Utilizamos em nosso grupo um formulário previamente fornecido aos pacientes quando da marcação do procedimento, o qual será entregue e completado pelo médico no dia do procedimento. Este questionário serve como guia para a avaliação préoperatória do paciente. Dependendo do tipo de procedimento ao qual o paciente vai se submetido, pode ser necessário fazer uma completa avaliação pré-operatória. Esta avaliação será determinada de acordo com o quadro clínico apresentado pelo paciente. A história do paciente deve incluir: 1. Anormalidades de órgãos e sistemas; 2. Experiências prévias com sedação/analgesia/cirurgia; 3. Medicações em uso corrente principalmente auto-medicações, ervas e as que atuam sobre a coagulação; 4. História de reações alérgicas; 5. Tempo de jejum e 6. História de uso de álcool e tabaco e abuso de substâncias. O exame físico deve incluir, no mínimo: (1) exame das vias aéreas; (2) exame pulmonar incluindo auscultação dos pulmões e (3) exame cardiovascular. Quadro IV - Preditores de Via Aérea de Difícil Manuseio - Karam & Bailey, 2004 HISTÓRIA. Problemas prévios com anestesia/sedação. Ronco, estridor ou apnéia do sono.. Artrite reumatóide avançada. Anormalidades cromossômicas (ex. trissomia do 21) EXAME FÍSICO. Hábitos - Obesidade (especialmente envolvendo pescoço e face). Pescoço e Face - Pescoço curto, extensão limitada do pescoço, distância hióide-mento diminuída (<3 cm) em Adultos, massa de pescoço, doença ou trauma da coluna cervical, desvio de traquéia, dismorfismo facial (ex. Sínd. Pierre-Robin). Boca classificação de Mallampati - Abertura reduzida (<3 cm em adultos); adontia. Incisivos protusos, falhas dentárias ou dentes encapados, palato alto ou arqueado, macroglossia, hipertrofia de amígdalas, úvula não visível. Mandíbula - Micrognatia, retrognatia, trismo, má-oclusão significativa. Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva 713

6 Em geral pacientes hígidos que vão se submeter a exames diagnósticos como a endoscopia digestiva alta não necessitam de nenhum exame complementar. No caso da realização de colonoscopia, por ser um exame que é feito com sedação profunda, muitos médicos solicitam a realização de risco cirúrgico de rotina, com E.C.G. prévio, hemograma e coagulograma, no mínimo. Este último deve ser solicitado especialmente naqueles pacientes com história de uso de antiagregantes plaquetários, após o período ótimo de suspensão do medicamento, e nos pacientes com história de pólipos intestinais ou probabilidade elevada de necessidade de instrumentação cirúrgica endoscópica. Nenhum exame deve ser solicitado por rotina em todos os pacientes, mas sim guiados pela avaliação pré-operatória e exame físico e de acordo com o tipo e grau de invasividade do procedimento proposto. A avaliação do risco cirúrgico deve ser reservada aqueles pacientes com mais de 40 anos de idade e história prévia de doença cardiovascular ou respiratória. Não devemos nos esquecer que muitos pacientes não estão em condições ótimas, pois apresentam problemas que dependem do exame ao qual serão submetidos para a realização do diagnóstico, logo, não podemos exigir que o paciente esteja no seu melhor desempenho físico. Sedação e Endoscopia 714 Medicina Perioperatória Resolução CFM nº /03 Sedação é um ato médico realizado mediante a utilização de medicamentos com o objetivo de proporcionar conforto ao paciente para a realização de procedimentos médicos ou odontológicos. Pode ser classificada em: - Sedação leve é um estado obtido com o uso de medicamentos em que o paciente responde ao comando verbal. A função cognitiva e a coordenação podem estar comprometidas. As funções cardiovascular e respiratória não apresentam comprometimento. - Sedação Moderada/Analgesia ( Sedação Consciente ) é um estado de depressão da consciência, obtido com o uso de medicamentos, no qual o paciente responde ao estímulo verbal isolado ou acompanhado de estímulo tátil. Não são necessárias intervenções para manter a via aérea permeável, a ventilação espontânea é suficiente e a função cardiovascular geralmente é mantida adequada. - Sedação Profunda/Analgesia é uma depressão da consciência induzida por medicamentos, e nela o paciente dificilmente é despertado por comandos verbais, mas responde a estímulos dolorosos. A ventilação espontânea pode estar comprometida e ser insuficiente. Pode ocorrer a necessidade de assistência para a manutenção da via aérea permeável. A função cardiovascular geralmente é mantida. As respostas são individuais. A resposta dos pacientes aos comandos durante os procedimentos realizados com sedação/ analgesia serve como guia para seu nível de consciência. Pacientes cuja única resposta é o reflexo de retirada aos estímulos dolorosos estão profundamente sedados. De acordo com a American Society of Anesthesiologists Task Force on Sedation and Analgesia by Non-Anesthesiologists, sedação e analgesia englobam um continuum de estados que vão da sedação mínima (ansiólise) até anestesia geral. Por ser um continuum, nem sempre é possível predizer como um indivíduo particular vai responder. Também por este motivo, quem administra a sedação a um determinado nível deve ter habilidade de assistir o paciente cujo nível de

7 sedação se aprofunda mais que o inicialmente desejado. As principais causas de morbidade associada com sedação/analgesia são a depressão respiratória induzida por drogas e a obstrução das vias aéreas. Observação importante: As respostas ao uso desses medicamentos são individuais e os níveis são contínuos, ocorrendo, com freqüência, a transição entre eles. O médico que prescreve ou administra a medicação deve ter a habilidade de recuperar o paciente deste nível ou mantê-lo e recuperá-lo de um estado de maior depressão das funções cardiovascular e respiratória. A sedação/analgesia promove dois tipos gerais de benefícios: (1) permite tolerar um procedimento desagradável ao aliviar a ansiedade, o desconforto ou a dor; (2) em crianças e adultos não-cooperativos, a sedação/analgesia permite agilizar a condução de procedimentos que não são particularmente desconfortáveis, mas que podem exigir a imobilidade do paciente. Diferentes pacientes requerem diferentes níveis de sedação para o mesmo procedimento e o mesmo paciente pode variar os níveis de sedação necessários durante um procedimento. Em geral procedimentos diagnósticos e terapêuticos de vias digestiva alta e baixa são realizados com sedação moderada; níveis mais profundos de sedação são, em geral, necessários para procedimentos mais complexos como CPRE (Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica), USG endoscópica (ecoendoscopia), colonoscopia ou pacientes com problemas prévios com sedação. O risco da sedação está relacionado às condições prévias do paciente e ao tipo de procedimento a ser realizado. Pacientes com doenças prévias, especialmente cardiovascular e respiratória, via aérea difícil, obesidade mórbida e idade avançada estão em especial risco durante a sedação. Monitorização da Sedação/Analgesia Nível de Sedação Observação clínica BIS O nível de resposta dos pacientes aos comandos serve de guia para identificação dos níveis de sedação. Devemos observar a possibilidade de vocalização, que indica que os pacientes estão respirando. Pacientes cuja única resposta é o reflexo de retirada ao estímulo doloroso estão profundamente sedados. A monitorização pelo Índice Bi-espectral pode servir de guia para o nível de sedação. Bower et al. em estudo sobre sedação em procedimentos endoscópicos utilizando-se associação de diazepam e meperidina (que ainda é um padrão de sedação em muitos centros, principalmente quando feito pelo endoscopista), concluíram que o BIS entre 75 e 85 tem uma probabilidade maior ou igual a 0,96 de termos um paciente com sedação adequada para endoscopia. A sedação com cetamina não se correlaciona bem com os valores de BIS 10. Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva Ventilação Pulmonar Capnografia Como o risco de depressão respiratória e obstrução das vias aéreas aumentam com o aprofundamento dos níveis de sedação, a ventilação deve ser monitorada pela observação e auscultação. Nos casos de sedação profunda, principalmente, a capnografia é fundamental para aumento da segurança do ato. A apnéia, detectada pela capnografia, pode preceder o desenvolvi- 715

8 mento de hipoxemia e servir de alarme precoce de problemas respiratórios. Esta monitorização pode ser feita com a colocação de um cateter (tipo de aspiração) de tamanho 6 ou 8 na narina ou nasofaringe do paciente. A capnografia permite a monitorização em tempo real da ventilação e reduz a incidência de sedação excessiva. O padrão respiratório e não o valor absoluto é que deve ser a base da interpretação. Figura I - Depressão ventilatória dectada por cateter nasofaríngeo Medicina Perioperatória Deve-se ter em mente que a ventilação e a oxigenação são processos fisiológicos diferentes. Pode-se manter uma oxigenação satisfatória por algum tempo sem que a ventilação esteja eficiente. Oxigenação Oximetria de pulso Monitorada pela oximetria de pulso, que detecta a dessaturação e hipoxemia de maneira mais eficiente que a observação. A oximetria pode se manter satisfatória por tempo variável, apesar de a ventilação não estar eficiente (ex: atelectasia pulmonar shunt pulmonar). Figura II - Cânula naso-faríngea com entrada lateral que permite acoplar fonte de oxigênio com fluxo alto 716

9 Hemodinâmica Pressão arterial, freqüência cardíaca e ritmo cardíaco. Deve-se monitorar de modo contínuo a pressão arterial e a eletrocardiografia, principalmente nos níveis mais profundos de sedação, com o objetivo de identificação precoce de possíveis complicações. A sedação/analgesia pode bloquear a resposta compensatória à hipovolemia, e, por outro lado, uma sedação/analgesia ineficiente pode potencializar respostas deletérias autonômicas. Registro dos parâmetros Todos os parâmetros analisados devem ser registrados de modo regular, pelo menos a cada 5 minutos. Uso de oxigênio suplementar Deve ser usado sempre, principalmente em níveis mais profundos de sedação/analgesia, para reduzir a incidência de hipoxemia. Aspirador Deve estar sempre disponível para uso, pois pode ocorrer regurgitação de material gástrico, principalmente nos procedimentos de via digestiva alta. Ele deve ser independente do aspirador que normalmente é utilizado pelo médico endoscopista. Em conclusão, todo paciente que vai ser submetido a um procedimento sob sedação moderada ou profunda, com possibilidade de duração prolongada, ou pacientes com condições clínicas adversas devem ser monitorizados plenamente (cardioscópio, pressão arterial, oximetria de pulso, capnografia) e deve ser oferecido sempre oxigênio suplementar via cateter nasal, naso-faríngeo ou máscara facial. Drogas mais utilizadas em sedação para endoscopia e métodos de administração As drogas mais utilizadas para realização de sedação em endoscopia são os benzodiazepínicos (diazepam e midazolam), os opióides (meperidina e fentanil) e para hipnose, o propofol. Em situações particulares podemos utilizar o droperidol, os agonistas á-2 adrenérgicos (clonidina ou dexmedetomidina) e a cetamina. Quadro V - Princípios farmacológicos a serem seguidos para a realização da sedação Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva 1. Os pacientes geralmente experimentam ansiedade e dor; 2. Sedativos e ansiolíticos produzem hipnose e amnésia, mas não analgesia; 3. Os opióides produzem analgesia potente, dose-dependente, porém pouca sedação; 4. Dor moderada a severa deve ser tratada com analgesia/sedação moderadas; 5. Existe sinergismo significativo na associação ansiolíticos e opióides; 6. Existe variabilidade farmacodinâmica significativa e imprevisível; 7. É mais importante o modo de administração da droga do que a droga administrada; 8. Antagonistas farmacológicos devem ser usados como resgate. Xilocaína spray Utilizada como rotina pelos endoscopistas para anestesia tópica da boca, orofaringe e hipofaringe, com o objetivo de facilitar a introdução do aparelho de endoscopia, aumentar a 717

10 tolerância do paciente e diminuir o reflexo faríngeo de expulsão e vômito. Os dados sobre seu beneficio são conflitantes em face das doses de sedativos normalmente utilizadas. Seu maior benefício talvez seja para os pacientes que não serão sedados ou naqueles que serão minimamente sedados. Utiliza-se o spray a 10%, sabendo que cada borrifada libera cerca de 10 mg de solução anestésica e a dose máxima é de 4 mg.kg -1. Essa forma de uso associa-se com uma absorção significativa do medicamento pela mucosa, podendo ocorrer intoxicação se não observarmos as doses recomendadas. Benzodiazepínicos Medicina Perioperatória Induzem relaxamento do paciente, facilitando o procedimento. Podem causar depressão respiratória significativa, principalmente se utilizado em conjunto com opióides. Não tem nenhuma ação analgésica, anti-depressiva ou anti-psicótica. Deprime o tônus das vias aéreas, com aumento da resistência das vias aéreas. As drogas mais utilizadas são o diazepam e o midazolam. O midazolam é preferido porque tem ação mais rápida, produz maior amnésia anterógrada, duração mais curta e não causa dor à injeção. É 4 a 6 vezes mais potente que o diazepam. Para sedação consciente se inicia com doses de 0,5 a 2 mg IV lento de midazolam (a injeção rápida pode causar soluços); as doses podem ser repetidas a cada 2 a 3 minutos até atingir o efeito desejado. Em associação com opióides deve-se reduzir a dose de em 30%. O diazepam tem propriedades semelhantes ao midazolam, porém tem maior meia-vida, produz menos amnésia e maior risco de causar flebite. Utilizam-se doses iniciais de 2,5 a 5,0 mg, com incrementos de 2,5 mg a cada 3 a 4 minutos. Em caso de superdosagem deve-se usar o antagonista específico flumazenil o qual impede a ligação do agonista ao receptor específico (o receptor GABA). Utilizam-se doses de 0,2 mg até um máximo de 3 mg, com cuidado para não haver síndrome de retirada. Opióides 718 Os opióides se ligam a receptores específicos no SNC e aumentam o limiar de dor e alteram a percepção da dor. A dose do fentanil é de normalmente 25 a 50 µg, repetido a cada 1 a 2 minutos até atingir o efeito desejado. A meia-vida é de 2 a 4 horas. A meperidina é utilizada em doses de 50 a 100 mg. O fentanil é preferido porque não libera histamina e tem duração curta de ação quando utilizado em pequenas doses. O remifentanil só deve ser utilizado por anestesiologistas Em caso de superdosagem ocorrência de depressão respiratória - o antagonista específico a ser utilizado é a naloxona. Esta droga pode causar liberação de catecolaminas e deve ser usada com cuidado em pacientes de risco. Os narcóticos devem ser utilizados com cuidado em pacientes que utilizam outras drogas de ação no SNC, especialmente os IMAO. A meperidina deve ser utilizada com cuidado em pacientes com doença renal, pelo risco do acúmulo de metabólitos que podem causar convulsões. O fentanil pode causar rigidez torácica (doses altas e injeção rápida) e dificuldade respiratória.

11 Droperidol É um neuroléptico, com efeito, anti-emético, ansiolítico, sedativo fraco e bloqueador alfaadrenérgico. Utilizado em doses de 1,25 mg até um máximo de 2,5 mg. Deve ser considerado em pacientes selecionados com história de intolerância prévia a outros sedativos ou procedimentos com expectativa de duração prolongada. Está associado ao desenvolvimento de arritmias cardíacas (prolongamento do QT e desenvolvimento de torsades de pointes). Pacientes com cardiopatia congestiva, bradicardia, hipertrofia cardíaca, hipocalemia, hipomagnesemia ou em uso de drogas que prolongam o QT, devem ser monitorados com cuidado durante o uso de droperidol. Propofol Utilizado para produção de sedação profunda especialmente em procedimentos complexos de longa duração, como colonoscopia e colangiografia endoscópica retrógrada. Tem vários efeitos desejáveis, como: início de ação rápido, sedação e despertar tranqüilos, anti-emético. Porém, causa dor à injeção que pode ser melhorada com adição de 10 a 20 mg de xilocaína à solução. Causa depressão respiratória e diminuição do tônus das vias aéreas com aumento da resistência à ventilação. Pode causar apnéia. Não tem efeito amnésico. Causa queda da pressão arterial. É contra-indicado em pacientes alérgicos a ovos e soja. Seu baixo índice terapêutico indica seu uso somente por anestesiologistas. Pode ser usado de várias formas, como injeção em bolus intermitentes, infusão venosa contínua, infusão alvo-controlada ou sedação administrada pelo paciente. As doses em bolus são normalmente feitas após sedação prévia com ansiolítico e/ou opióide e são utilizadas cerca de 20 a 40 mg.dose -1 até atingir o efeito desejado. A infusão contínua é feita utilizando-se de 40 a 100 µg.kg -1.min -1 (normalmente adicionada com pequenas doses bolus quando necessários em função da intensidade do estímulo). A sedação controlada pelo paciente permite ao paciente atingir o seu nível de sedação de acordo com a duração, complexidade e grau de estimulação percebido durante o procedimento. Diversos estudos não foram definitivos em recomendar o uso do propofol em endoscopia alta e baixa de rotina. Quanto às doses, uso de narcóticos e método de administração, não existe consenso. Seu melhor uso se dá nos procedimentos terapêuticos e de longa duração. Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva Antagonistas Não devem ser utilizados de rotina para reverter a sedação. O risco de re-sedação com o flumazenil e a naloxona é grande porque a duração de ação destas drogas (30 a 60 min) é menor que a dos sedativos e opióides. O flumazenil é uma droga muitas vezes utilizada sem critérios corretos; além do seu alto custo e da meia-vida menor que a do agonista, ela pode causar cefaléia, náuseas e vômitos, o que pode comprometer a recuperação e a alta do paciente ambulatorial. Endoscopia sem sedação Pode ser feita em pacientes selecionados, especialmente se forem utilizados os aparelhos ultrafinos (diâmetro de 5,3 a 6 mm), que melhoram a tolerância. Em geral utilizam-se a anestesia tópica para melhorar a tolerância. 719

12 Procedimentos endoscópicos mais comuns particularidades Via baixa Colonoscopia Medicina Perioperatória Procedimento feito normalmente sob sedação profunda, pois envolve desconforto na manipulação das alças intestinais. Esta manipulação também pode acarretar arritmias, especialmente bradicardia sinusal, por tração ou distensão das alças abdominais. A vigilância deve ser intensa. Não está indicado o uso preventivo de anti-colinérgico, exceto naqueles pacientes nos quais a menor manipulação de alças acarreta bradicardia. Também pode ser feita com anestesia geral, normalmente com oxigênio e sevoflurano sob máscara laríngea. Um fator muito importante na decisão da técnica anestésica é o tempo do endoscopista e a quantidade de manipulações que ele faz para atingir o objetivo (alcançar o íleo ou o ceco); para isso o relacionamento anestesista/endoscopista é fundamental. O preparo de cólon e a diarréia conseqüente causam desidratação, muitas vezes severa, acarretando alterações eletrolíticas que podem causar até arritmias. Esta perda de líquido pode levar também a hipotensão severa durante a sedação, especialmente com propofol, que, eventualmente é corrigida com uso de vasopressores, especialmente a efedrina. O procedimento é feito normalmente em decúbito lateral esquerdo, com eventual mudança para decúbito dorsal. Com o uso dos sedativos ocorre diminuição do tônus das vias aéreas, com risco de obstrução, especialmente quando o procedimento é feito em decúbito dorsal. Neste caso a instrumentação das vias aéreas para permeabilizá-las é mais comum (uso de cânulas oro ou naso-faríngeas). Neste procedimento há um momento de grande estímulo, que ocorre durante a entrada do aparelho, quando o endoscopista traciona as alças intestinais e as dilata com ar, causando dor e respostas cardiovasculares; neste momento a necessidade de sedação é maior que durante a saída do aparelho, quando já ocorreu estabilização do mesmo; neste momento a necessidade de sedação diminui muito. Muitos pacientes submetem-se à colonoscopia em decorrência de sangramentos crônicos, cursando com anemia às vezes intensa. Como o procedimento é, eventualmente, fundamental para a elucidação diagnóstica, fazemos a sedação com cuidado; a transfusão prévia deve ter indicação precisa. Nos casos de hemorragias agudas (ex. sangramento diverticular), seguimos o protocolo de tratamento da hemorragia aguda. Frequentemente o auxiliar da colonoscopia necessita fazer manobras de compressão abdominal para auxiliar na progressão do aparelho. Manobras muito intensas, especialmente no andar superior do abdome, podem causar restrição respiratória e até regurgitação gástrica. Finalizando, devemos ter atenção para os pacientes que fizeram preparo com manitol e o uso de corrente elétrica, pelo risco de explosão do cólon determinado pelo acúmulo de íons H +. Via alta Nos procedimentos feitos com a introdução do aparelho pela cavidade oral devemos observar algumas particularidades: Competição com a via aérea caso ocorra dificuldade respiratória do paciente (estridor, ronco, hipoxemia, má-ventilação), devemos interromper o procedimento e tentar melho-

13 rar a ventilação; se não conseguirmos, devemos intubar o paciente; 2. Risco de regurgitação e broncoaspiração observar o jejum prévio e a prevenção farmacológica, se indicada. Preferir o decúbito lateral, que diminui o risco de broncoaspiração. Ter sempre à disposição um bom aspirador, independente daquele utilizado pelo endoscopista. 3. Cuidado com partes dentárias móveis ou em mau estado de conservação, pois pode haver quebra das mesmas e eventuais aspirações e obstrução respiratória. Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica Utiliza-se um endoscópio de visão lateral com cerca de 12 mm de diâmetro para visualizar e abordar as vias biliar e pancreática. Indicada para tratamento de diversas patologias obstrutivas, infecciosas e litiásicas destas vias. A papila de Vater (local de entrada do cateter) tem cerca de 2 mm e localiza-se na 2ª porção duodenal. Frequentemente os pacientes se apresentam sépticos (colangite supurativa) necessitando drenagem das vias biliares, ou ictéricos (por obstrução). Quando os pacientes se apresentam desta forma, podem ter alterações do coagulograma, especialmente do TAP, por dificuldade de absorção de vitamina K. Eventualmente tratamos com reposição de vitamina K ou, se houver urgência no procedimento ou sangramento pós-procedimento, podemos fazer uso do plasma fresco, que repõe estes fatores de coagulação. Atualmente o número de procedimentos diagnósticos foi bastante reduzido com o advento da colangio-ressonância; a CPRE hoje é quase exclusivamente terapêutica Figura III - Posição lateral extrema, quase prona, para realização de CPRE. Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva O procedimento é minucioso e requer imobilidade do paciente, muitas vezes por tempo prolongado e em uma posição especialmente desconfortável decúbito lateral avançado, quase ventral, com a cabeça rodada para a direita. Este decúbito acarreta uma série de problemas, como: dificuldade de acesso à via aérea, restrição torácica, compressão de vasos e nervos (no membro que fica na posição inferior), porém oferece uma relativa proteção caso ocorra regurgitação. O procedimento pode ser feito sob sedação moderada, na dependência da tolerância do paciente, mas normalmente é feito sob sedação profunda, devido aos fatores acima, ou mesmo anestesia geral 721

14 (com intubação traqueal). Esta é reservada para os pacientes intolerantes à sedação ou não-colaborativos, aqueles com via aérea difícil (como medida de segurança) ou aqueles com especial risco de aspiração pulmonar (ex. obesos), pacientes com história de abuso de substâncias e pacientes que recusam a sedação. Existem relatos de realização deste procedimento com uso de máscara laríngea. Algumas medicações são comumente utilizadas durante este procedimento, para os quais devemos ter atenção, como por exemplo: 1. Contraste radiológico para melhorar a visualização das vias biliar e pancreática. Há que se ter cuidado nos pacientes alérgicos e evitar ao máximo o risco de bronco-aspiração, já que causam pneumonite aspirativa grave. 2. Anti-colinérgico (escopolamina) para causar diminuição da motilidade duodenal, já que a peristalse pode atrapalhar a manipulação da papila de Vater. Pode causar taquicardia severa (doses altas e injeção rápida, principalmente), o que pode aumentar o risco em pacientes cardiopatas). 3. Glucagon era (retirado do mercado) utilizado no lugar do anti-colinérgico pois é desprovido de efeito cardiovascular; causa porém hiperglicemia significativa (não utilizar em diabéticos) Determina potente paralisia da musculatura lisa intestinal, porém por pouco tempo (cerca de 15 min.), o que exige repetições freqüentes. Medicina Perioperatória A sedação ou anestesia geral é feita normalmente com uso de propofol ou oxigênio e sevoflurano. Podemos fazer anestesia venosa total ou balanceada, mantendo a anestesia com algum agente inalatório, especialmente o sevoflurano. Se possível deve-se evitar o uso de opióides, pois estes causam espasmo do esfíncter de Oddi e eventualmente chega-se a tornar impossível a penetração dos cateteres nas vias biliares. Caso o tenhamos utilizado pode ser necessário injetar pequenas doses de naloxona para diminuir este espasmo. O uso de agonistas α2-adrenérgicos, especialmente a dexmedetomidina, facilita muito a sedação. Ocasionalmente podemos utilizar o droperidol nos pacientes tolerantes à sedação. Gastrostomia endoscópica percutânea Procedimento que envolve uma etapa endoscópica (para visualização do melhor ponto de punção gástrica) e outra etapa abdominal (para realização da punção gástrica percutânea). Feita normalmente em pacientes com distúrbios de deglutição, muitas vezes pacientes com neuropatias diversas, que cursam com episódios de broncoaspiração, ou pacientes com patologias diversas, impedidos de alimentar-se por via oral e que necessitam de outra via para o aporte de alimentos. Normalmente este procedimento pode ser tratado como a endoscopia digestiva alta, ou seja, com sedação moderada. Na parte dolorosa do procedimento, a punção abdominal, deve ser feita infiltração local com xilocaína. Cuidado especial deve-se ter com a permeabilidade das vias aéreas e com o excesso de secreções na cavidade oral e faríngea. Eco-endoscopia 722 Aparelho de endoscopia digestiva com sensor de ultrassonografia acoplado em sua extremidade. Requer imobilidade do paciente já que é um procedimento minucioso e muitas vezes com duração prolongada.

15 Riscos da sedação Os riscos podem ser relacionados ao procedimento ou à sedação. A literatura cita um risco de mortalidade devido à sedação entre 1 em a 1 em As reações alérgicas são raras e a maioria das complicações são de pequena gravidade; o maior risco da sedação está ligado à depressão respiratória ou obstrução respiratória e a produção de hipoxemia, com possível desenrolar para um acidente mais grave. A maior incidência de hipoxemia durante endoscopia ocorre nos pacientes que fazem o procedimento sedado, especialmente quando o anestesiologista não está presente e quando não é utilizado o oxigênio suplementar. Critérios de alta A maioria dos procedimentos endoscópicos são feitos em regime ambulatorial ou day-clinic, e o paciente retorna à residência tão logo esteja apto. Os critérios que seguimos são: 1. Sinais vitais normais e estáveis; 2. Ausência de náuseas e vômitos; 3. Lucidez e orientação; 4. Micção espontânea; 5. Ausência de dor cólicas abdominais são comuns após colonoscopia, quando o ar injetado fica aprisionado no cólon; devemos estimular o paciente a expeli-los antes da alta; 6. Presença de acompanhante maior de idade; 7. Paciente deve alimentar-se no hospital antes de ir embora; 8. Recomendação para não dirigir ou exercer atividades que exijam atenção fina no dia do procedimento; 9. Disponibilidade de acesso ao médico ou hospital em caso de complicações após o retorno à residência. Referências Bibliográficas Sedação e Anestesia em Endoscopia Digestiva 1. Conselho Federal de Medicina CFM. Disponível em: 2. Guidelines for conscious sedation and monitoring during gastrointestinal endoscopy. Gastroint Endosc, 2003; 58 (3): Ver resoluções do CFM 1.363/93, 1.409/94 e 1.670/ Practice Guidelines for Preoperative Fasting and the Use Pharmacologic Agents to Reduce the Risk of Pulmonary Aspiration: Application to Healthy Patients Undergoing Elective Procedures. Anesthesiology, 1999; 90: Hsu CW, Imperiale TF. Meta-analysis and cost comparison of polyethyleneglycol lavage versus sodium phosphate for colonoscopy preparation. Gastrointest Endosc, 1998;48: Hookey LC, Depew WT, Vanner S. The safety profile of oral sodium phosphate for colonic cleansing before colonoscopy in adults. Gastrointest Endosc, Dec ;56(6): Resolução CFM nº 1.363/93 8. Practice Advisory for Preanesthesia Evaluation. Anesthesiology, 2002; 96; Practice Guidelines for Sedation and Analgesia by Non-Anesthesiologists. Anesthesiology, 2002; 96:

16 Medicina Perioperatória 10. Guidelines for the use of deep sedation and anesthesia for GI Endoscopy. Gastrointest Endosc, 2002; 56(5): Bower, AL et al - Bispectral index monitoring of sedation during endoscopy. Gastrointest Endosc, 2000; 52(2): Radaelli, F., Terruzzi, V., Minoli G. - Extended Monitoring Techniques For Gastrointestinal Endoscopy. Techniques in Gastrointestinal Endoscopy, Apr. 2004; 6 (2): Capnographic monitoring of ventilatory status during moderate (conscious) sedation. Surg Endosc, Aug. 2003;17(8): Practical Aspects of Sedation and Analgesia: The Anesthesiologist s Perspective Techniques in Gastrointest Endosc, Apr. 2004; 6(2): Evans LT et al - Pharyngeal anesthesia during sedated EDG: is the spray beneficial? A meta-analysis and systematic review. Gastrointest Endosc. 2006;63: Training guideline for use of propofol in gastrointestinal Endoscopy. Gastrointest. Endosc. 2004; 60(2): Leslie K, Stonell CA. Anesthesia and sedation for gastrointestinal Endoscopy. Curr Opin Anaesthesiol, 2005; 18: Etzkorn KP, FAdi Diab, Brown RD et al. Gastrointest Endosc, 1998; 47(5): Techniques in Gastrointestinal Endoscopy, Vol. 6, No. 2 (April),2004:pp Practical Aspects of Sedation and Analgesia:The Anesthesiologist s Perspective 20. Thompson AM, Wright DJ, Murray W, et al. Analysis of 153 deaths after upper gastrointestinal Endoscopy:room for improvement? Surg Endosc, 2004;18: Bowles CJ, Leicester R, Romaya C, et al. A prospective study of colonoscopy practice in the UK today:are we adequately prepared for national colorectal câncer screening tomorrow? Gut, 2004; 53:

POLÍTICA DE SEDAÇÃO PARA MÉDICOS NÃO ANESTESIOLOGISTAS. Versão eletrônica atualizada em Março 2009

POLÍTICA DE SEDAÇÃO PARA MÉDICOS NÃO ANESTESIOLOGISTAS. Versão eletrônica atualizada em Março 2009 POLÍTICA DE SEDAÇÃO PARA MÉDICOS NÃO ANESTESIOLOGISTAS Versão eletrônica atualizada em Março 2009 POLÍTICA DE SEDAÇÃO PARA MÉDICOS NÃO ANESTESIOLOGISTAS Definição Diretriz que expressa os limites entre

Leia mais

PLANO DE SEDAÇÃO POR ANESTESISTAS NORMA Nº 641

PLANO DE SEDAÇÃO POR ANESTESISTAS NORMA Nº 641 Página: 1/10 1- OBJETIVO 1.1- Estabelecer as regras para a prática de sedação na instituição visando redução do risco e aumento da segurança aos pacientes do Sistema de Saúde Mãe de Deus. 1.2- Fornecer

Leia mais

Via Aérea Difícil. Dr. Antonio Roberto Carraretto, TSA-SBA

Via Aérea Difícil. Dr. Antonio Roberto Carraretto, TSA-SBA Via Aérea Difícil Dr. Antonio Roberto Carraretto, TSA-SBA 2 Via Aérea Difícil Definições: Não é possível visualizar nenhuma parte das cordas vocais pela laringoscopia convencional. A intubação requer mais

Leia mais

Prof. André Silva Carissimi Faculdade de Veterinária - UFRGS. Anestesia: É o ato anestésico reversível que produz:

Prof. André Silva Carissimi Faculdade de Veterinária - UFRGS. Anestesia: É o ato anestésico reversível que produz: Prof. André Silva Carissimi Faculdade de Veterinária - UFRGS Conceitos Básicos Anestesia: É o ato anestésico reversível que produz: - perda da consciência (narcose), - supressão da percepção dolorosa (analgesia)

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho NUTRIÇÃO ENTERAL INDICAÇÕES: Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico,

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo III Turma 301E Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)

Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo III Turma 301E Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo III Turma 301E Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) É parada súbita e inesperada da atividade mecânica ventricular útil e suficiente

Leia mais

Informações sobre anestesia

Informações sobre anestesia Informações sobre anestesia Estamos fornecendo este documento para ajudar os pacientes que serão submetidos a anestesia, para melhor entendimento do processo. Leia-o cuidadosamente e entenda o conteúdo.

Leia mais

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO OBJETIVOS CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DOS DISTÚRBIOS DO SONO AASM 2006 CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO CARLOS A A VIEGAS UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA OBJETIVOS Classificação dos distúrbios do sono Classificação dos distúrbios respiratórios do sono Definições: ronco, ravas (rera),

Leia mais

Preparo de Exames Endoscópicos. Isabel Fonseca Santos R1 2014

Preparo de Exames Endoscópicos. Isabel Fonseca Santos R1 2014 Preparo de Exames Endoscópicos Isabel Fonseca Santos R1 2014 Etapas para a realização de exames endoscópicos: 1. Orientações no agendamento 2. Avaliação médica 3. Consentimento informado 4. Jejum 5. Preparo

Leia mais

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO O (A) paciente, ou seu responsável, declara, para todos os fins legais, especialmente do disposto no artigo 39, VI, da Lei, 8.078/90 que dá plena autorização

Leia mais

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar:

Oferecemos uma ampla gama de tratamentos entre os que podemos destacar: A cirurgia endovascular agrupa uma variedade de técnicas minimamente invasivas mediante as quais CIRURGIA ENDOVASCULAR = CIRURGIA SEM CORTES! Técnicas Minimamente Invasivas As técnicas de cirurgia endovascular

Leia mais

ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado. Forma farmacêutica: Solução de enema

ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado. Forma farmacêutica: Solução de enema ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato de sódio dibásico heptaidratado Forma farmacêutica: Solução de enema 1 MODELO DE BULA ENEMAPLEX fosfato de sódio monobásico monoidratado + fosfato

Leia mais

Duphalac lactulose MODELO DE BULA. DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida.

Duphalac lactulose MODELO DE BULA. DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida. MODELO DE BULA Duphalac lactulose FORMA FARM ACÊUTICA E APRESENTAÇ ÃO DUPHALAC (lactulose) é apresentado em cartuchos contendo 1 frasco de 200 ml e um copo medida. VIA ORAL USO ADULTO E PEDIÁTRICO COMPOSIÇÃO

Leia mais

Urologia Pediátrica Dr. Eulálio Damazio

Urologia Pediátrica Dr. Eulálio Damazio Orientações anestésicas para cirurgias pediátricas urológicas Meu filho vai ser operado. Como será a cirurgia? E a anestesia? São seguras? Ele vai acordar logo? E o jejum? Estas questões são muito comuns

Leia mais

Estômago Cheio e as Emergências: o que há de novo?

Estômago Cheio e as Emergências: o que há de novo? CAPÍTULO 8 Estômago Cheio e as Emergências: o que há de novo? Elizabeth de Souza Moreira* Introdução O primeiro relato sobre a importância do estômago cheio em anestesia foi feito por Mendelson 1 em 1946,

Leia mais

Necessidades humanas básicas: oxigenação. Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo

Necessidades humanas básicas: oxigenação. Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo Necessidades humanas básicas: oxigenação Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo Revisão Revisão O Fatores que afetam a oxigenação Fisiológicos; Desenvolvimento; Estilo de vida; Ambiental. Fisiológicos

Leia mais

o Ressonar e a Apneia de Sono

o Ressonar e a Apneia de Sono o Ressonar e a Apneia de Sono sintomas diagnóstico tratamento O ressonar apesar de ser comum, fonte de brincadeiras e aceite como normal na população em geral é de facto uma perturbação que não deve ser

Leia mais

Rivastigmina (Port.344/98 -C1)

Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Rivastigmina (Port.344/98 -C1) Alzheimer DCB: 09456 CAS: 129101-54-8 Fórmula molecular: C 14 H 22 N 2 O 2.C 4 H 6 O 6 Nome químico: (S)-N-Ethyl-3-[(1-dimethylamino)ethyl]-N-methylphenylcarbamate hydrogen

Leia mais

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.886/2008. (Publicada no D.O.U. de 21 de novembro de 2008, Seção I, p. 271)

RESOLUÇÃO CFM Nº 1.886/2008. (Publicada no D.O.U. de 21 de novembro de 2008, Seção I, p. 271) RESOLUÇÃO CFM Nº 1.886/2008 (Publicada no D.O.U. de 21 de novembro de 2008, Seção I, p. 271) Dispõe sobre as "Normas Mínimas para o Funcionamento de consultórios médicos e dos complexos cirúrgicos para

Leia mais

PARECER CREMEC N.º 27/2013 06/12/2013

PARECER CREMEC N.º 27/2013 06/12/2013 PARECER CREMEC N.º 27/2013 06/12/2013 PROCESSO-CONSULTA PROTOCOLO CREMEC nº 10242/2013 ASSUNTO: ADMINISTRAÇÃO DE HIDRATO DE CLORAL A CRIANÇAS PARA REALIZAÇÃO DE EXAME EEG PARECERISTA: CONSELHEIRO JOSÉ

Leia mais

Capnografia como método de monitorização ventilatória

Capnografia como método de monitorização ventilatória 24 Capnografia como método de monitorização ventilatória durante estados de sedação induzida Marta Pereira*, Hugo Vilela*, Luís Pina** * Interno do Complementar de Anestesiologia ** Chefe de Serviço de

Leia mais

Recebimento de pacientes na SRPA

Recebimento de pacientes na SRPA CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM CIRÚRGICA MÓDULO III Profª Mônica I. Wingert 301E Recebimento de pacientes na SRPA O circulante do CC conduz o paciente para a SRPA; 1.Após a chegada do paciente

Leia mais

VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA FISIOTERAPIA. 1- OBJETIVO Padronizar a utilização da Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) pela fisioterapia.

VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA FISIOTERAPIA. 1- OBJETIVO Padronizar a utilização da Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI) pela fisioterapia. POT Nº: 06 VENTILAÇÃO MECÂNICA NÃO INVASIVA FISIOTERAPIA Edição: 05/05/2009 Versão: 02 Data Versão: 28/05/2009 Página: 05 1- OBJETIVO Padronizar a utilização da Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI)

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Distúrbios Gastrointetinais

Distúrbios Gastrointetinais Distúrbios Gastrointetinais Anatomia Gastrointestinal Doenças do tubo digestivo Patologias do Esôfago Classificação segundo o mecanismo da doença Anomalias do desenvolvimento (exs: Atresias; hérnias;estenoses)

Leia mais

maleato de trimebutina

maleato de trimebutina maleato de trimebutina Althaia S.A. Indústria Farmacêutica Cápsulas Gelatinosas Mole 200 mg maleato de trimebutina Medicamento genérico Lei n o 9.787, de 1999. I IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO APRESENTAÇÃO:

Leia mais

Protocolo de Atendimento de Reação Adversa a Medicações

Protocolo de Atendimento de Reação Adversa a Medicações Protocolo de Atendimento de Reação Adversa a Medicações Unidade de Anestesia Versão eletrônica atualizada em Março 2009 Protocolo de Atendimento de Reação Adversa a Medicações Definições OMS Uma resposta

Leia mais

Política. Anestesia e Sedação no HIAE. Versão eletrônica atualizada em Março 2009

Política. Anestesia e Sedação no HIAE. Versão eletrônica atualizada em Março 2009 Política Anestesia e Sedação no HIAE Versão eletrônica atualizada em Março 2009 Anestesia e Sedação no HIAE Definição Diretriz que estabelece as normas e condições para a realização de anestesia e sedação

Leia mais

Oxigenoterapia Não invasiva

Oxigenoterapia Não invasiva Oxigenoterapia Não invasiva Definição Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou

Leia mais

Aulas teórica s PROFESSOR DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO. Sessão Avaliação ED Supervisão TOTAL

Aulas teórica s PROFESSOR DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO. Sessão Avaliação ED Supervisão TOTAL DATA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR Aulas teórica s Amb. Sessão Avaliação ED Supervisão TOTAL 13:15 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Clínica Cirúrgica João Marcos 24/7/2015 Abdome Agudo

Leia mais

Infecções e inflamações do trato urinário, funçao sexual e reprodutiva Urologia Denny

Infecções e inflamações do trato urinário, funçao sexual e reprodutiva Urologia Denny DATA hora AULA PROGRAMADA Módulo PROFESSOR 25/10/2013 14:00-14:55 Abdome Agudo - inflamatório e obstrutivo Clínica Cirúrgica João Marcos 14:55-15:50 Abdome Agudo - perfurativo e vascular/hemorrágico Clínica

Leia mais

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Viabom 50 mg comprimidos Dimenidrinato APROVADO EM Este folheto contém informações importantes para si. Leia-o atentamente. Este medicamento pode ser adquirido

Leia mais

21/6/2011. eduardoluizaph@yahoo.com.br

21/6/2011. eduardoluizaph@yahoo.com.br A imagem não pode ser exibida. Talvez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talvez ela esteja corrompida. Reinicie o computador e abra o arquivo novamente. Se ainda assim aparecer

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS CENTRO OESTE Planilha de aulas - Internato em Cirurgia 1º semestre de 2015 DATA SALA HORA AULA PROGRAMADA MÓDULO PROFESSOR 6/2/2015 102. D 13:15-14:10 Tratamento

Leia mais

RESOLUÇÃO CREMEC nº 44/2012 01/10/2012

RESOLUÇÃO CREMEC nº 44/2012 01/10/2012 RESOLUÇÃO CREMEC nº 44/2012 01/10/2012 Define e regulamenta as atividades da sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará, no uso das atribuições que lhe

Leia mais

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia

Especialização em SAÚDE DA FAMÍLIA. Caso complexo Natasha. Fundamentação teórica Dispepsia Caso complexo Natasha Especialização em Fundamentação teórica DISPEPSIA Vinícius Fontanesi Blum Os sintomas relacionados ao trato digestivo representam uma das queixas mais comuns na prática clínica diária.

Leia mais

Diretrizes Assistenciais DIRETRIZ DE TRATAMENTO FARMACOLOGICO DA DOR

Diretrizes Assistenciais DIRETRIZ DE TRATAMENTO FARMACOLOGICO DA DOR Diretrizes Assistenciais DIRETRIZ DE TRATAMENTO FARMACOLOGICO DA DOR Versão eletrônica atualizada em março/2012 Definição Diretriz que orienta a prescrição de fármacos que visam aliviar a Dor Aguda e Crônica

Leia mais

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac

DENGUE. Médico. Treinamento Rápido em Serviços de Saúde. Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac DENGUE Treinamento Rápido em Serviços de Saúde Médico 2015 Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac O Brasil e o estado de São Paulo têm registrado grandes epidemias de dengue nos últimos

Leia mais

Entenda tudo sobre a Síndrome do Intestino Irritável

Entenda tudo sobre a Síndrome do Intestino Irritável Entenda tudo sobre a Síndrome do Intestino Irritável Apesar de ainda não existir cura definitiva para esse problema de saúde crônico, uma diferenciação entre essa patologia e a sensibilidade ao glúten

Leia mais

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC)

Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) Protocolo de Dor Torácica / Doença Arterial Coronariana (DAC) 1 - Epidemiologia No Brasil, as doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortalidade. Calcula-se que existam 900.000

Leia mais

SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA

SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA PROTOCOLO ASSISTENCIAL 2: CUIDADOS PERIOPERATÓRIOS E ANESTESIA PARA CIRURGIA BARIÁTRICA AUTORES: Lorena Antonia Sales Vasconcelos Oliveira Antônio Rubens Cordeiro Filho Cláudia

Leia mais

PLESONAX. (bisacodil)

PLESONAX. (bisacodil) PLESONAX (bisacodil) Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. Comprimido Revestido 5mg I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO: PLESONAX bisacodil APRESENTAÇÃO Comprimidos revestidos Embalagem contendo

Leia mais

Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos.

Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos. LACTO-PURGA bisacodil 5mg Forma farmacêutica e apresentação: Comprimido revestido. Display contendo 25 blísteres com 6 comprimidos revestidos. USO ADULTO E PEDIÁTRICO (crianças acima de 4 anos) USO ORAL

Leia mais

5-HT 1A Núcleos da rafe, hipocampo Gi, AMPc. 5-HT 1B Substância negra, globo pálido, gânglios da base Gi, AMPc. 5-HT 1D Cérebro Gi, AMPc

5-HT 1A Núcleos da rafe, hipocampo Gi, AMPc. 5-HT 1B Substância negra, globo pálido, gânglios da base Gi, AMPc. 5-HT 1D Cérebro Gi, AMPc UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE FARMACOLOGIA SEROTONINA Serotonina: funções e distribuição Receptores centrais e periféricos Neurotransmissor: neurônios

Leia mais

CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas

CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas 1 CPAP Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas Olívia Brito Cardozo Turma Glória I CAPS Curso de Especialização em Fisioterapia Respiratória com Ênfase em Traumato-Cirúrgico São Paulo 2004 2 Sumário

Leia mais

BULA. Mylicon. Gotas IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO. Suspensão oral: Frascos gotejadores contendo 15 ml. USO ORAL

BULA. Mylicon. Gotas IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO. Suspensão oral: Frascos gotejadores contendo 15 ml. USO ORAL BULA Mylicon Gotas simeticona IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO APRESENTAÇÕES Suspensão oral: Frascos gotejadores contendo 15 ml. USO ADULTO E PEDIÁTRICO USO ORAL COMPOSIÇÃO Cada ml (11 a 12 gotas) contém 75

Leia mais

PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE

PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE PATOLOGIAS DO SISTEMA DIGESTIVO, ÚLCERA PÉPTICA E GASTRITE Como prevenir? Como diagnosticar? Como tratar? SISTEMA DIGESTIVO O sistema digestivo se estende da boca até o ânus. É responsável pela recepção

Leia mais

Anestesias e Anestésicos

Anestesias e Anestésicos Anestesias e Anestésicos ANESTESIA É uma palavra de origem grega que quer dizer ausência de sensações. Outra definição é uma "ausência de consciência reversível", seja uma ausência total de consciência

Leia mais

Lanexat. (flumazenil) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução injetável 0,1mg/mL

Lanexat. (flumazenil) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução injetável 0,1mg/mL Lanexat (flumazenil) Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Solução injetável 0,1mg/mL 1 Lanexat flumazenil Roche Antagonista de benzodiazepínicos APRESENTAÇÃO Solução injetável de 0,1 mg/ml. Caixa

Leia mais

Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec

Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec Secretaria Estadual de Saúde Centro Estadual de Vigilância em Saúde Divisão de Vigilância Sanitária Núcleo de Vigilância em Estabelecimentos de Saúde/Infec Serviço de Endoscopia Prevenção e Controle de

Leia mais

Para quê precisamos comer?

Para quê precisamos comer? Para quê precisamos comer? Para a reposição de água, substratos energéticos, vitaminas e sais minerais. O TUBO DIGESTIVO E SUAS PRINCIPAIS ESTRUTURAS O Trato Gastrointestinal (TGI) Digestive System (Vander,

Leia mais

Broncofibroscopia no auxílio à intubação. Paulo Rogério Scordamaglio Médico assistente do Serviço de Endoscopia Respiratória HCFMUSP / InCor.

Broncofibroscopia no auxílio à intubação. Paulo Rogério Scordamaglio Médico assistente do Serviço de Endoscopia Respiratória HCFMUSP / InCor. Broncofibroscopia no auxílio à intubação. Paulo Rogério Scordamaglio Médico assistente do Serviço de Endoscopia Respiratória HCFMUSP / InCor. Outubro 2005 2 Introdução: O implemento da tecnologia e o avanço

Leia mais

Pós operatório em Transplantes

Pós operatório em Transplantes Pós operatório em Transplantes Resumo Histórico Inicio dos programas de transplante Dec. 60 Retorno dos programas Déc 80 Receptor: Rapaz de 18 anos Doador: criança de 9 meses * Não se tem informações

Leia mais

Hugo Fragoso Estevam

Hugo Fragoso Estevam Hugo Fragoso Estevam PALS Suporte Avançado de Vida Pediátrico Objetivos 1. Entender as diferenças de manifestação das causas de parada cardiorrespiratória nas crianças em relação aos adultos. 2. Compreender

Leia mais

COMA. Recuperação da Consciência. Morte Encefálica

COMA. Recuperação da Consciência. Morte Encefálica Avaliação do Paciente Neurológico Dra. Viviane Cordeiro Veiga Unidades de Terapia Intensiva Neurológica Hospital Beneficência Portuguesa Alterações do nível de consciência Sonolência: indivíduos que despertam

Leia mais

Carbonato de Cálcio, Vitamina D com Bifosfonados ou Raloxifeno ou Calcitonina

Carbonato de Cálcio, Vitamina D com Bifosfonados ou Raloxifeno ou Calcitonina Termo de Esclarecimento e Responsabilidade Carbonato de Cálcio, Vitamina D com Bifosfonados ou Raloxifeno ou Calcitonina Eu, (nome do paciente(a) abaixo identificado(a) e firmado(a)), declaro ter sido

Leia mais

1. INTRODUÇÃO...3 2. TIPOS DE TRANSPORTE...3. 2.1 Transporte intra-hospitalar:...4. 2.2Transporte inter-hospitalar:...6

1. INTRODUÇÃO...3 2. TIPOS DE TRANSPORTE...3. 2.1 Transporte intra-hospitalar:...4. 2.2Transporte inter-hospitalar:...6 1 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO...3 2. TIPOS DE TRANSPORTE...3 2.1 Transporte intra-hospitalar:...4 2.2Transporte inter-hospitalar:...6 3. SEGURANÇA E CONTRA-INDICAÇÕES...7 4. CONSIDERAÇÕES...9 5. CRITICIDADE DE

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

PROVA TEÓRICO-PRÁTICA

PROVA TEÓRICO-PRÁTICA PROVA TEÓRICO-PRÁTICA 1. Na atresia de esôfago pode ocorrer fistula traqueoesofágica. No esquema abaixo estão várias opções possíveis. A alternativa indica a forma mais freqüente é: Resposta B 2. Criança

Leia mais

Descrição: - Tecnologia Médica INSTRUÇÕES DE USO:

Descrição: - Tecnologia Médica INSTRUÇÕES DE USO: INSTRUÇÕES DE USO: - Tecnologia Médica MÁSCARA LARÍNGEA NovaMASC DESCARTÁVEL Figura 1 Máscara Laríngea em posição A Máscara Laríngea NovaMASC descartável, é um dispositivo supraglótico para ventilação,

Leia mais

ENFERMAGEM HOSPITALAR Manual de Normas, Rotinas e Procedimentos Sumário ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

ENFERMAGEM HOSPITALAR Manual de Normas, Rotinas e Procedimentos Sumário ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM HOSPITALAR Sumário ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Chefia do Serviço de Enfermagem Supervisor de Enfermagem Enfermeiro Encarregado de Unidade/Setor Enfermeiros em Unidade de Terapia Intensiva

Leia mais

BOLETIM. informativo IMAGENS DO MÊS EM ENDOSCOPIA

BOLETIM. informativo IMAGENS DO MÊS EM ENDOSCOPIA BOLETIM informativo Rio de Janeiro, ano XIX, agosto de 2014, nº 183 IMAGENS DO MÊS EM ENDOSCOPIA LSDM, sexo feminino, 57 anos, casada, branca, do lar, brasileira, natural de Minas Gerais. Em abril de 2013

Leia mais

ASSOCIAÇÃO CULTURAL EDUCACIONAL DE ITAPEVA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA

ASSOCIAÇÃO CULTURAL EDUCACIONAL DE ITAPEVA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA ASSOCIAÇÃO CULTURAL EDUCACIONAL DE ITAPEVA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA SIMPÓSIO APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO EM CRIANÇAS Itapeva São Paulo Brasil ASSOCIAÇÃO CULTURAL EDUCACIONAL DE

Leia mais

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES Comprimidos de 7,5 mg ou 30 mg em embalagens com12 comprimidos.

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES Comprimidos de 7,5 mg ou 30 mg em embalagens com12 comprimidos. 1.1236.3332b 1 MODELO DE BULA Tylex 7,5 mg / 30 mg paracetamol, fosfato de codeína comprimidos FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES Comprimidos de 7,5 mg ou 30 mg em embalagens com12 comprimidos. COMPOSIÇÃO

Leia mais

ROTINAS E TÉCNICAS DE ENFERMAGEM Relação de POPs

ROTINAS E TÉCNICAS DE ENFERMAGEM Relação de POPs ROTINAS E TÉCNICAS DE ENFERMAGEM Relação de POPs AFERIÇÕES 21.001 Aferição da Altura Corporal Pacientes acima de 2 anos 21.002 da Frequência Respiratória 21.003 de Peso Corporal Pacientes acima de 2 anos

Leia mais

RETEMIC UD. cloridrato de oxibutinina APSEN

RETEMIC UD. cloridrato de oxibutinina APSEN RETEMIC UD cloridrato de oxibutinina APSEN FORMA FARMACÊUTICA Comprimidos revestidos de liberação controlada APRESENTAÇÕES Comprimidos revestidos de 10 mg. Caixas com 15 e 30 comprimidos revestidos de

Leia mais

Flextoss. Xarope Adulto 3mg/mL, Xarope Pediátrico 1,5mg/mL e Solução oral/gotas 30mg/mL

Flextoss. Xarope Adulto 3mg/mL, Xarope Pediátrico 1,5mg/mL e Solução oral/gotas 30mg/mL Flextoss Xarope Adulto 3mg/mL, Xarope Pediátrico 1,5mg/mL e Solução oral/gotas 30mg/mL MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE Flextoss dropropizina APRESENTAÇÕES Xarope Adulto

Leia mais

PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA. Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA. Policial BM Espínola

PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA. Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA. Policial BM Espínola PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA Policial BM Espínola LEMBRE-SE Antes de administrar cuidados de emergência, é preciso garantir condições de SEGURANÇA primeiramente

Leia mais

Subespecialidade de Gastrenterologia Pediátrica conteúdo funcional, formação e titulação

Subespecialidade de Gastrenterologia Pediátrica conteúdo funcional, formação e titulação Subespecialidade de Gastrenterologia Pediátrica conteúdo funcional, formação e titulação 1. Tipo de trabalho e responsabilidades principais O Gastrenterologista Pediátrico é um médico com formação em Pediatria

Leia mais

Transamin Ácido Tranexâmico

Transamin Ácido Tranexâmico Transamin Ácido Tranexâmico 250 mg Zydus Nikkho Farmacêutica Ltda Comprimidos Bula do Paciente I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO TRANSAMIN ácido tranexâmico APRESENTAÇÕES Comprimidos de 250 mg. Embalagem

Leia mais

[208] a. CONSIDERAÇÕES GERAIS DE AVALIAÇÃO

[208] a. CONSIDERAÇÕES GERAIS DE AVALIAÇÃO [208] p r o t o c o l o s d a s u n i d a d e s d e p r o n t o a t e n d i m e n t o 2 4 h o r a s Imobilizar manualmente a cabeça e pescoço até a vítima estar fixada em dispositivo imobilizador. Estar

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR

DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR DISCIPLINA DE RADIOLOGIA UFPR MÓDULO ABDOME AULA 2 AVALIAÇÃO INTESTINAL POR TC E RM Prof. Mauricio Zapparoli Neste texto abordaremos protocolos de imagem dedicados para avaliação do intestino delgado através

Leia mais

Tylex 7,5 mg / 30 mg comprimidos paracetamol, fosfato de codeína

Tylex 7,5 mg / 30 mg comprimidos paracetamol, fosfato de codeína 1 IDENTIFICAÇÃO MEDICAMENTO DO Tylex 7,5 mg / 30 mg comprimidos paracetamol, fosfato de codeína APRESENTAÇÕES Comprimidos de 7,5 mg de fosfato de codeína e 500 mg de paracetamol em embalagens com 12 comprimidos

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS - PROGEP

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS - PROGEP SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG PRÓ-REITORIA DE GESTÃO E DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS - PROGEP PROGRAMA Parte 1: Anatomia e Fisiologia 1.1- Órgãos

Leia mais

PROTOCOLOS RAIO-X CONTRASTADOS

PROTOCOLOS RAIO-X CONTRASTADOS Pg. Página 1 de 14 ÍNDICE PROTOCOLO DE ENEMA OPACO... 2 PROTOCOLO DE ESOFAGOGRAMA... 4 PROTOCOLO DE ESTUDO DE ESÔFAGO-ESTÔMAGO E DUODENO (EED)... 5 PROTOCOLO DE ESTUDO DE ESÔFAGO-ESTÔMAGO PÓS GASTROPLASTIA...

Leia mais

RETIFICAÇÕES DIVERSAS

RETIFICAÇÕES DIVERSAS Circular 340/2014 São Paulo, 10 de Junho de 2014. PROVEDOR(A) ADMINISTRADOR(A) RETIFICAÇÕES DIVERSAS Diário Oficial da União Nº 109, Seção 1, terça-feira, 10 de junho de 2014 Prezados Senhores, Segue para

Leia mais

CIRURGIA TORÁCICA Prof. André Lacerda de Abreu Oliveira- MV, Msc,PhD Prof. de Cirurgia da UENF INTRODUÇÃO

CIRURGIA TORÁCICA Prof. André Lacerda de Abreu Oliveira- MV, Msc,PhD Prof. de Cirurgia da UENF INTRODUÇÃO Page 1 of 6 CIRURGIA TORÁCICA Prof. André Lacerda de Abreu Oliveira- MV, Msc,PhD Prof. de Cirurgia da UENF INTRODUÇÃO A cirurgia torácica em pequenos animais não tem sido realizada com rotina na prática

Leia mais

BAMBAIR* cloridrato de bambuterol. BAMBAIR Solução oral 1 mg/ml Frasco contendo 60 ml ou 120 ml + seringa dosadora.

BAMBAIR* cloridrato de bambuterol. BAMBAIR Solução oral 1 mg/ml Frasco contendo 60 ml ou 120 ml + seringa dosadora. Dizeres de Bula BAMBAIR* cloridrato de bambuterol FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES BAMBAIR Solução oral 1 mg/ml Frasco contendo 60 ml ou 120 ml + seringa dosadora. USO ADULTO E PEDIÁTRICO (crianças

Leia mais

Tratamento do tabagismo : manejo da farmacoterapia e das co-morbidades

Tratamento do tabagismo : manejo da farmacoterapia e das co-morbidades Tratamento do tabagismo : manejo da farmacoterapia e das co-morbidades Interações medicamentosas Carlos Alberto de Barros Franco Professor Titular de Pneumologia da Escola Médica de PósGraduação da PUC-Rio

Leia mais

USO INTRATRAQUEAL OU INTRABRONQUIAL EM AMBIENTE HOSPITALAR

USO INTRATRAQUEAL OU INTRABRONQUIAL EM AMBIENTE HOSPITALAR IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Curosurf alfaporactanto (fração fosfolipídica de pulmão porcino) Surfactante de origem porcina. APRESENTAÇÕES Suspensão estéril disponibilizada em frasco-ampola de dose unitária.

Leia mais

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC ALGUNS TERMOS TÉCNICOS UNESC FACULDADES - ENFERMAGEM PROFª.: FLÁVIA NUNES Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica Ortopneia: É a dificuldade

Leia mais

CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS OPERATÓRIO DE. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta RBAPB Hospital São Joaquim

CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS OPERATÓRIO DE. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta RBAPB Hospital São Joaquim CUIDADOS FISIOTERAPÊUTICOS NO PÓS OPERATÓRIO DE ANEURISMAS CEREBRAIS Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta RBAPB Hospital São Joaquim AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA Nível de consciência Pupilas

Leia mais

Betaserc dicloridrato de betaistina

Betaserc dicloridrato de betaistina Betaserc dicloridrato de betaistina MODELO DE BULA PARA O PACIENTE FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES BETASERC (dicloridrato de betaistina) 16 mg: cartuchos com 30 comprimidos. BETASERC (dicloridrato de

Leia mais

VIAS AÉREAS. Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA

VIAS AÉREAS. Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA VIAS AÉREAS Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO PERDA DE CONSCIÊNCIA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA RECONHECIMENTO

Leia mais

Prevenção de náuseas, vômitos e reações anafiláticas induzidos pela terapia antineoplásica (quimioterapia e terapia alvo).

Prevenção de náuseas, vômitos e reações anafiláticas induzidos pela terapia antineoplásica (quimioterapia e terapia alvo). Prevenção de náuseas, vômitos e reações anafiláticas induzidos pela terapia antineoplásica (quimioterapia e terapia alvo). Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009 Nome do protocolo: Prevenção de

Leia mais

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva

Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Orientação para pacientes com Doença do Refluxo Gastroesofágico. O Que é Doença do Refluxo? Nas pessoas normais, o conteúdo do estômago (comida ou acido clorídrico)

Leia mais

As cirurgias cardíacas são acontecimentos recentes;

As cirurgias cardíacas são acontecimentos recentes; CIRURGIAS CARDÍACAS CIRURGIA CARDÍACA As cirurgias cardíacas são acontecimentos recentes; Na Europa e Brasil, até fins do século XIX não eram realizados procedimentos cirúrgicos na cardiologia; Com o avanço

Leia mais

PARADA CARDIO-RESPIRATÓRIA EM RECÉM-NASCIDO

PARADA CARDIO-RESPIRATÓRIA EM RECÉM-NASCIDO Protocolo: Nº 46 Elaborado por: Wilhma Castro Ubiratam Lopes Manoel Emiliano Última revisão: 03//2011 Revisores: Manoel Emiliano Ubiratam Lopes Wilhma Alves Samantha Vieira Eduardo Gonçalves PARADA CARDIO-RESPIRATÓRIA

Leia mais

Nefrolitotripsia Percutânea

Nefrolitotripsia Percutânea Nefrolitotripsia Percutânea A cirurgia renal percutânea é a forma menos agressiva de tratamento para cálculos renais grandes e que não podem ser tratados adequadamente pela fragmentação com os aparelhos

Leia mais

GERENCIAMENTO DOS RISCOS. ASSISTENCIAIS - Neocenter

GERENCIAMENTO DOS RISCOS. ASSISTENCIAIS - Neocenter GERENCIAMENTO DOS RISCOS ASSISTENCIAIS - Neocenter Gerenciamento de riscos n Objetivos Ter uma base mais sólida e segura para tomada de decisão; Identificar melhor as oportunidades e ameaças; Tirar proveito

Leia mais

DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL

DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL DOENTE DE RISCO EM CIRURGIA ORAL I AVALIAÇÃO PRÉVIA DO DOENTE Uma boa metodologia para avaliação de um doente candidato a cirurgia oral é tentar enquadrá-lo na classificação da American Society of Anesthesiologists

Leia mais

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTRODUÇÃO Antonio Quaresma de Melo Neto NOVAFAPI Marcos Maciel Soares e Silva NOVAFAPI Marcelo

Leia mais

Copyright Medical Port 2015 PROGRAMA DE PERDA DE PESO!

Copyright Medical Port 2015 PROGRAMA DE PERDA DE PESO! PROGRAMA DE PERDA DE PESO Agenda O método holístico de Perda de Peso Apresentação do corpo clínico Diferentes programas de perda de peso Unidades de saúde O Método holístico de Perda de Peso The importance

Leia mais

Indicações e Uso do CPAP em Recém-Nascidos. Dr. Alexander R. Precioso Unidade de Pesquisa Experimental Departamento de Pediatria da FMUSP

Indicações e Uso do CPAP em Recém-Nascidos. Dr. Alexander R. Precioso Unidade de Pesquisa Experimental Departamento de Pediatria da FMUSP Indicações e Uso do CPAP em Recém-Nascidos Dr. Alexander R. Precioso Unidade de Pesquisa Experimental Departamento de Pediatria da FMUSP CPAP - Definição Pressão de Distensão Contínua Manutenção de uma

Leia mais

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Programa de Educação Tutorial PET Medicina CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Paulo Marcelo Pontes Gomes de Matos OBJETIVOS Conhecer o que é Edema Agudo

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO - Cateter nasal e máscara de oxigênio

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO - Cateter nasal e máscara de oxigênio Revisão: 00 PÁG: 1 CONCEITO Administração de oxigênio, a uma pressão maior que a encontrada no ar ambiente, para aliviar e/ou impedir hipóxia tecidual. FINALIDADE Fornecer concentração adicional de oxigênio

Leia mais