Ao Conselho de Administração da SGAL

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1 Ao Conselho de Administração da SGAL Dirigimo-nos a vossas excelências enquanto proprietários e residentes no empreendimento por vós comercializado Colina São João de Brito, sito na urbanização Alto do Lumiar, lote 7.4. Como deverá ser do vosso conhecimento, visto ter sido alvo de reclamações individuais sucessivas por parte de alguns condóminos, existem um problema estrutural nos edifícios ao nível da instalação de gás. O objectivo da presente carta é representativa da vontade expressa dos condóminos identificados no final, em tentar chegar a um entendimento pacifico com a SGAL relativamente a este problema e outros, que como devem entender têm reflexos significativos e inadmissíveis e que pretendemos que sejam definitivamente resolvidos. Para que os objectivos fiquem mais claros, dividimos a presente missiva em duas partes. Acabamentos e outros defeitos Gostaríamos de recordar vossas excelências que os assuntos aqui abordados, não são novos e já foram apresentadas à SGAL através de reclamações escritas ou transmitidas telefonicamente junto dos vossos serviços. Esta reclamação é entendida por nós como a derradeira tentativa para que os problemas encontrados sejam solucionados. O mecanismo encontrado pela SGAL para responder às duvidas e problemas dos correntes condóminos têm-se mostrado insuficiente e incapaz de prestar os serviços e garantias que seriam expectáveis. Pensamos que nos é permitido não só discordar, mas também sugerir alternativas, que o modelo que a SGAL utiliza não é de todo o mais eficiente e transparente entre todos os condóminos. Quando contactamos os vossos serviços é nos sugerido o envio de uma reclamação escrita e que pelo que temos constatado nem sempre são atendidas ou

2 então, pontualmente, um ou outro condómino consegue ter o seu problema individual resolvido. Ou seja para cada problema a SGAL só actua se alguns dos 90 condóminos tomar a iniciativa e o problema, mesmo que seja comum a todas as fracções, só será resolvido pontualmente para os condóminos reclamantes. Chegamos à situação inaceitável em que estamos todos a reclamar sobre os mesmos assuntos e uns podem conseguir ver os seus problemas resolvidos e outros não. Tal como foi dito não nos parece um sistema justo nem sequer garante que todos, como será exigível, terão acesso há mesma informação ou solução aos problemas encontrados. Cabe então sugerir, e agradecemos resposta a este pedido, que a SGAL se comprometa em dirigir pessoalmente a cada uma das fracções e que seja a própria a tomar conhecimento e registar as reclamações em cada uma das fracções. Esse será a atitude esperada duma empresa cujo âmbito é a construção e comercialização de imóveis e que espera atingir a satisfação dos seus clientes actuais e futuros. Só assim a SGAL poderá garantir que tomou conhecimento dos problemas e que está a actuar dentro das suas responsabilidades enquanto dono da obra e agente comercializador. Para que seja claro o motivo deste nosso pedido segue em anexo um levantamento superficial, o mais genérico possível que permite comprovar que a maioria dos problemas são comuns a todas as fracções. Temo-nos confrontado todos em diversas ocasiões que as nossas reclamações, quer à SGAL quer ao construtor, são por vezes despenalizadas ou então compreendidas como meras exigências pessoais injustificadas. Quando analisadas numa perspectiva global a todas as fracções, é facilmente perceptível que o problema não é da sensibilidade ou da maior ou menor exigência de quem reclama, mas sim de defeitos e imperfeições comuns à maioria das fracções. Veja-se um exemplo concreto duma reclamação apresentada ao representante do construtor, relativo à varanda apresentar um estado inaceitável com musgo e outras manchas acentuadas de sujidade e esta ter sido encarada como sendo normal pois tratava-se de um último andar. Pelo que constatámos, este é um problema comum às varandas do ultimo piso derivado da água do telhado escorrer

3 para o seu interior o que comprova que é um problema comum que carece de solução. Para terminar gostaríamos de deixar claro que no nosso entender é a SGAL que deve garantir que as fracções estão em perfeitas condições e que as reclamações apresentadas são devidamente resolvidas, pois é quem tem a responsabilidade contratual para com os condóminos. Não nos parece aceitável que exista um representante do construtor frequentemente no condomínio e que o mesmo não se passe com um representante da SGAL. Da mesma forma é do vosso conhecimento que alguns dos condóminos, para tentar resolver os seus problemas, optam por estabelecer contactos directos com esse representante, tendo que ficar sujeitos à sua disponibilidade e sensibilidade para com as reclamações. Novamente, uns conseguem outros não e a SGAL nem sequer toma conhecimento, como deveria, dos problemas reportados. O Gás Relativamente a este tema é de frisar que também já foi alvo de bastantes reclamações junto da SGAL e que carece ainda de solução definitiva. Gostaríamos de expressar novamente a nossa estranheza e insatisfação perante o comportamento assumido pela SGAL sobre este tema e no seu relacionamento com os proprietários das fracções. A atitude da SGAL, deste o primeiro momento em que detectou este problema, é altamente reprovável pois ocultou os factos aos actuais residentes bem como aos que celebraram as suas escrituras numa data posterior. Comportamento inaceitável quando está em causa a segurança das pessoas e bens. Todos nós fomos confrontados com a recusa ou então o chumbo por parte das entidades responsáveis pela instalação e validação do cumprimento das normas de segurança do gás. Novamente a SGAL, achou tolerável que cada um dos 90 condóminos contactasse a empresa de instalação, perdesse uma manhã e que obtivesse como resultado, a reprovação e/ou recusa de instalação. Mais caricato, se

4 nos é permitido o termo, é que os próprios agentes da Lisboa Gás já conheciam o problema e os proprietários não. Seria no mínimo expectável que a SGAL num tema desta sensibilidade tivesse uma atitude mais pró activa e protegesse os seus clientes. Temo-nos deparado com o total silêncio da SGAL relativamente a este tema e temos sido confrontados com soluções impostas sem termos a garantia que essa é a solução ideal para o problema. Não podemos aceitar a imposição de soluções, que se têm comprovado ineficazes, quando nunca fomos confrontados com os problemas e as alternativas possíveis para a sua resolução. Na reunião que venho a acontecer e que contou com a presença de uma vossa representante, Eng. Ana Sousa, fomos novamente confrontados com o desconhecimento e total descoordenação sobre este tema. Com certeza irão compreender a recusa de alguns condóminos em aceder ao pedido de colocação de grelhas (direito que lhes assiste) quando é notório que as grelhas já instaladas na maioria das fracções, não resolvem o problema. Mais estranho é a SGAL continuar a defender que a solução é essa quando todos sabemos que o problema subsiste e que a SGAL continua a fazer testes em algumas das fracções, procedendo à substituição do esquentador. Da mesma forma não podemos estar dependentes de um sistema central de ventilação, para o correcto funcionamento do circuito de gás, pois este nem sempre está ligado ou pode sofrer avarias. Em conclusão vimos pedir a vossas excelências a vossa presença numa reunião conjunta com a construtora e os proprietários das fracções onde nos deverá ser comunicado oralmente e por escrito, o problema, as diversas soluções e a opção técnica escolhida pela SGAL. Agradecemos uma resposta a esta solicitação num prazo máximo de 8 dias a contar da data da recepção desta carta. Informamos também que pretendemos contar com a presença do Presidente da Junta da Freguesia do Lumiar e para tal lhe será manisfestado esse desejo, sendo entregue uma cópia desta carta. Somos sensíveis ao prazo diminuto no entanto realçamos que este tema já é do conhecimento da SGAL à bastante tempo sem ser tomada qualquer iniciativa e

5 está em causa e segurança das pessoas e bens que residem actualmente nas suas fracções. Por fim, e pelo que foi explanado anteriormente, gostaríamos de deixar claro que responsabilizamos a SGAL relativamente a algum problema que eventualmente possa suceder derivado, directa ou indirectamente, do problema na instalação de gás. Não é demais relembrar as tristes e sempre indesejadas noticias relativas a acidentes e mortes derivadas de problemas de gás. Para terminar relembramos novamente que o teor e objectivo desta carta não deve ser encarada como declaração ou manifesto de confronto, mas sim, compreendida como a derradeira e ultima tentativa sincera de resolução pacifica dos nossos problemas demonstrando a nossa total disponibilidade. Acreditamos que se assim for e apelando a vossa compreensão e disponibilidade iremos conseguir obter uma solução justa, tranquila e consensual para os problemas apresentados. Caso não haja nenhuma manifestação da vossa parte relativa ao que aqui foi pedido, então, contrariamente a nossa vontade inicial, seremos obrigados a recorrer de todos os meios de comunicação, legais e técnicos disponíveis para conseguirmos alcançar os objectivos que consideramos justos. Aguardamos resposta através da empresa Gestora do Condomínio PM3L que fará chegar o resultado à totalidade dos condóminos. Os nossos melhores cumprimentos Os condóminos signatários PS: Sugerimos que o local e hora da reunião seja do compromisso da SGAL pois o condomínio não possui instalações adequadas para a realização da mesma. Caso não acedam positivamente e este pedido, fica estipulado que a mesma será realizada na garagem do Lote 7.4 pelas 21 Horas, na data a confirmar pela SGAL. A convocação do construtor deverá ser assegurada também por vossas excelências.

6 Problemas comuns: Varandas não possuem abertura no exterior. Roupeiro do Hall de entrada não está de acordo com o projecto.

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