Zurich alinhou estratégias e desafios do setor com parceiros de negócio

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1 Este suplemento faz parte integrante da Vida Económica nº 1579, de 6 de março 2015, e não pode ser vendido separadamente OS ASPETOS QUE DEVE TER EM CONTA NO MOMENTO DA ESCOLHA DO SEGURO DE ACIDENTES DE TRABALHO Lei de Acidentes de Trabalho é abrangente e protetora dos lesados Págs. II a V Destaque Pág. VII Luís Cervantes, presidente da APROSE, afirma Os seguros têm todas as condições para serem vencedores na captação de produtos de aforro Entrevista José de Sousa, CEO da Liberty Seguros Escandaleira na banca seria impensável no setor segurador Pág. IX Entrevista Pág. VIII Nuno Catarino, diretor do Canal de Corretores Zurich alinhou estratégias e desafios do setor com parceiros de negócio Associado Sérgio Antunes, da STARTMED Pág. XI Uma das nossas marcas é o facto de irmos buscar a cada companhia o que tem de melhor para os nossos clientes Consultório Jurídico Pág. XII Pagamento de prémios de seguros ao mediador através de cheques com falta ou insuficiência de provisão

2 II III LEI DE ACIDENTES DE TRABALHO É ABRANGENTE E PROTETORA DOS LESADOS Além de serem obrigatórios por lei, os seguros de Acidentes de Trabalho são a ferramenta mais adequada para qualquer empresa proteger os seus colaboradores. Na opinião dos profissionais, o atual quadro legislativo nacional é bastante amplo na proteção que confere aos trabalhadores, principalmente na reabilitação e reintegração profissional. ELISABETE SOARES É com alguma frequência que ouvimos relatos de pessoas acidentadas que se queixam de terem sofrido acidentes de trabalho, e que quando procuraram saber quem paga as contas dos hospitais ou clínicas, e as indemniza pelos danos sofridos, confrontam-se com uma teia de dificuldades de difícil resolução. Perguntamos, por isso, a um conjunto de especialistas ligados a estes ramos porque razão continuam a verificar-se estas situações e que conselhos deixam às empresas e aos particulares que vão fazer um seguro de Acidentes de Trabalho. Um repto que foi aceite por parte de várias companhias de seguros, como a Liberty, Tranquilidade, Zurich, AXA e Allianz, e pela corretora MDS, cujas respostas vamos enquadrar neste trabalho sobre os seguros de acidentes de trabalho. No entanto, uma das primeiras ideias deixadas é que, face à totalidade dos acidentes de trabalho ocorridos em Portugal, não se deverá falar em conflitos frequentes. A maior parte dos acidentes são regularizados sem quaisquer conflitos. O seguro de Acidentes de Trabalho assume um papel de crucial importância na atividade económica portuguesa, sobretudo a nível empresarial, ajudando a Este seguro garante o pagamento das despesas de tratamento e recuperação; uma pensão para a família, ou para o próprio segurado, em caso de morte ou invalidez permanente; e assegura o pagamento de uma prestação indemnizatória, em caso de incapacidade temporária, podendo o trabalhador continuar a cumprir as suas responsabilidades. colmatar ou atenuar consequências que resultem de um acidente com enquadramento laboral, salvaguardando os interesses dos empregadores e dos trabalhadores, considera Linda Moura, técnica de Produto e Subscritora de Riscos de Acidentes de Trabalho da AXA Portugal. Considera que, no caso dos empregadores, um acidente de trabalho pode comprometer o futuro da empresa, já para o trabalhador, dependendo do nível de gravidade da lesão, pode comprometer fortemente a sua atividade profissional e o contexto familiar. A importância do seguro de acidentes de trabalho é enorme, considera António Alvaleide, advogado, diretor da Liberty Seguros, responsável pela gestão de sinistros dos Ramos Acidentes de Trabalho, Acidentes Pessoais, Vida e Saúde. Muitos sinistros ocorrem devido apenas a circunstâncias imputáveis às próprias vítimas. Se a responsabilidade pela reparação não fosse dos empregadores, os sinistrados ficariam desprotegidos. E se a transferência dessa responsabilidade por parte dos empregadores não fosse obrigatória, muitos não teriam condições para proceder à respetiva reparação, ou por razões financeiras ou por falta de conhecimentos que permitissem uma cabal reparação, isto é, pagamento das indemnizações por incapacidade temporária para o trabalho, das pensões por incapacidade permanente ou por morte e a prestação dos cuidados médicos necessários para a recuperação das vítimas de acidentes de trabalho, adianta António Alvaleide. Além de serem obrigatórios por lei, os seguros de Acidentes de Trabalho são a ferramenta mais adequada para qualquer empresa proteger os seus colaboradores, salienta Teresa Brântuas, diretora de Produto da Allianz Portugal. Isto porque permite transferir para a seguradora a responsabilidade dos encargos obrigatórios decorrentes de eventuais acidentes de trabalho que ocorram no desempenho da atividade profissional. Este seguro garante o pagamento das despesas de tratamento e recuperação; uma pensão para a família, ou para o próprio segurado, em caso de morte ou invalidez permanente; e assegura o pagamento de uma prestação indemnizatória, em caso de incapacidade temporária, podendo o trabalhador continuar a cumprir as suas responsabilidades, acrescenta Teresa Brântuas. Na opinião de Artur Lucas, diretor de Desenvolvimento de Soluções de Mercado da Zurich em Portugal, o atual quadro legislativo é bastante amplo na proteção que confere aos trabalhadores, principalmente na reabilitação e reintegração profissional. O regime de reparação de acidentes de trabalho compreende prestações em espécie e em dinheiro, as primeiras ao nível das prestações de natureza médica, cirúrgica, hospitalar e quaisquer outras, seja qual for a sua forma, desde que necessárias e adequadas ao restabelecimento do estado de saúde e da capacidade de trabalho ou de ganho do sinistrado e à sua recuperação para a vida ativa; as segundas compreendem as indemnizações, pensões, prestações e outros subsídios legalmente previstos, refere Artur Lucas. Na opinião de Carlos Silva, diretor de Clientes e Oferta da Tranquilidade, o seguro de Acidentes de Trabalho é essencial para garantir a segurança dos trabalhadores de qualquer empresa. Caso haja um acidente no decorrer da sua atividade, o colaborador tem a garantia que, na medida do possível, a sua situação é reposta ao que era antes do acidente, ou, em casos mais graves, que é atribuída uma compensação por esse acidente. Só com uma garantia completa é que os colaboradores poderão exercer a sua atividade totalmente descansados, nomeadamente quando são desempenhadas funções que tenham riscos mais elevados, que podem ir desde a utilização intensiva do automóvel até ao trabalho em andaimes ou com explosivos, alerta Carlos Silva. Para Ana Mota, diretora de Seguros de Pessoas e Pensões, da MDS, na grande maioria dos Estados, a responsabilidade de reparação e compensação dos danos corporais decorrentes de acidentes no trabalho recai sobre a Segurança Social, suportada pelas contribuições / impostos dos cidadãos. Contudo, em Portugal, esta responsabilidade é obrigatoriamente transferida para os seguradores, através do seguro de acidentes de trabalho. Assume, assim, um papel indispensável na proteção das responsabilidades das empresas, libertando o Estado (de forma direta) das despesas resultantes deste tipo de acidentes, refere a responsável. Garantias mínimas instituídas Na opinião de Linda Moura, da AXA, tratando-se de um seguro obrigatório, as coberturas mínimas serão integralmente aquelas que a lei prevê (Lei 98/2009, de 4 de Setembro). Por outro lado, e regra geral, os empregadores não sentem necessidade de alargar este leque de garantias mínimas que a lei institui, dado que a atual lei de Acidentes de Trabalho é extremamente abrangente e protetora dos lesados. Ainda assim, acrescenta Linda Moura, os seguradores criaram opções interessantes de coberturas complementares, cuja adesão, segundo a nossa experiência, é mais evidente quando a figura de empregador e trabalhador se confundem na mesma pessoa, ou seja, nos casos de trabalhadores independentes/conta-própria. Opinião semelhante tem António Alvaleide, da Liberty Seguros. O contrato de seguro de Acidentes de Trabalho tem uma grande abrangência. O direito à reparação contemplado legalmente não pode ser reduzido. Abarca prestações em espécie e em dinheiro. Acrescenta que é verdade que muitos empregadores procuram o seguro mais barato. No entanto, embora as prestações sejam iguais, pois, como foi referido, resultam da lei e são todas elas de contratação obrigatória, a forma como se processa a regularização de um sinistro poderá diferir de segurador para segurador. O responsável da Liberty destaca que há quem vá mais longe, que não só cumpra o que está legalmente determinado, mas que também apresente soluções inovadoras. Para Teresa Brântuas, da Allianz, na realidade a questão de coberturas mínimas não se coloca, pois temos uma apólice uniforme de Acidentes de Trabalho no mercado português que define as coberturas que estão garantidas. Acrescenta que, tendo em conta a conjuntura económica dos últimos anos, é natural que o fator preço tenha ganho um peso maior na decisão das empresas, mas também é verdade que verificamos que há cada vez maior preocupação com outros fatores, nomeadamente a qualidade e abrangência da rede de assistência médico- -hospitalar. Também Artur Lucas, da Zurich, adverte que as coberturas próprias do ramo acidentes de trabalho resultam da lei e são de aplicação geral e obrigatória por todos os seguradores, não podendo estes reduzir o leque de coberturas. Acrescenta que existem algumas atividades empresariais específicas que requerem coberturas complementares, no entanto aquelas que resultam da lei traduzem-se em cerca de 99,9% dos contratos de acidentes de trabalho subscritos por pessoas singulares ou coletivas. Quanto ao preço, adianta o responsável da Acidentes de Trabalho segurados a partir de 1913 Em 1913 instituiu-se, em Portugal, a responsabilidade dos empregadores pela reparação dos acidentes de trabalho. Através da Lei n.º 83, de , passou a existir uma progressiva transferência destas responsabilidades para o sector privado, ao instituir-se a obrigatoriedade legal de contratar um seguro para este risco específico perante as entidades legalmente autorizadas, ou seja, os seguradores. Em 1919 consagrou-se a obrigatoriedade do seguro de acidentes de trabalho para trabalhadores por conta de outrem e, apenas, em 2000 veio estenderse esta obrigatoriedade aos trabalhadores independentes. Apesar de a gestão do seguro não ser a regra na maioria dos países da União Europeia, esta é a realidade portuguesa que tem demonstrado que o mercado segurador tem sido capaz de assumir uma função social bastante relevante num domínio tão sensível, atuando inclusive ao nível da prevenção. Muitos sinistros ocorrem devido apenas a circunstâncias imputáveis às próprias vítimas. Se a responsabilidade pela reparação não fosse dos empregadores, os sinistrados ficariam desprotegidos. E se a transferência dessa responsabilidade por parte dos empregadores não fosse obrigatória, muitos não teriam condições para proceder à respetiva reparação. Zurich, há um conjunto de variáveis que o influenciam, nomeadamente de âmbito qualitativo e quantitativo. As primeiras prendem-se com a própria atividade empresarial, fatores geográficos, medidas de prevenção, segurança e higiene no trabalho. Quanto às variáveis quantitativas, podemos desde logo salientar o volume de salários e as taxas de risco de que resultam os índices de sinistralidade e taxas de frequência da atividade. Para Carlos Silva, da Tranquilidade, sendo um seguro obrigatório por lei, as principais coberturas são definidas também por lei, não havendo grande flexibilidade das seguradoras na definição das coberturas. Mas nunca são coberturas mínimas. Acrescenta que a cobertura base do seguro é muito ampla, abrangendo todo o tipo de compensações e despesas, desde a assistência média e cirúrgica até ao pagamento de uma pensão por incapacidade ou por morte. Na opinião do responsável da Tranquilidade, ficam também incluídas a assistência medicamentosa e farmacêutica, cuidados de enfermagem, reabilitação para a vida ativa, e todo o tipo de indemnizações: por incapacidade temporária ou permanente, para despesas de funeral, até para adaptação da habitação, no caso de uma invalidez que o exija. Ana Mota, da MDS, alerta que, apesar de ser um seguro obrigatório com coberturas uniformes legalmente estabelecidas, há outro fator extremamente importante na escolha do segurador: a qualidade do serviço na assistência clinica ao segurado. Não só no momento do sinistro, dos consequentes tratamentos, mas também no acompanhamento dos casos que resultam em invalidez permanente, onde essa assistência será vitalícia. INTERVENIENTES ANTÓNIO ALVALEIDE, DIRETOR DA LIBERTY: O contrato de seguro de Acidentes de Trabalho tem uma grande abrangência. O direito à reparação contemplado legalmente não pode ser reduzido. ARTUR LUCAS, DIRETOR DA ZURICH: As coberturas próprias do ramo acidentes de trabalho resultam da lei e são de aplicação geral e obrigatória por todos os seguradores, não podendo estes reduzir o leque de coberturas. LINDA MOURA, TÉCNICA DE PRODUTO DA AXA, Tratando-se de um seguro obrigatório, as coberturas mínimas serão integralmente aquelas que a lei prevê (Lei 98/2009, de 4 de Setembro). ANA MOTA, DIRETORA MDS. Apesar de ser um seguro obrigatório, há outro fator extremamente importante na escolha do segurador: a qualidade do serviço na assistência clinica ao segurado. TERESA BRÂNTUAS, DIRETORA DA ALLIANZ A questão de coberturas mínimas não se coloca, pois temos uma apólice uniforme de Acidentes de Trabalho no mercado português que define as coberturas que estão garantidas. CARLOS SILVA, DIRETOR DA TRANQUILIDADE, Sendo um seguro obrigatório, as principais coberturas são definidas também por lei, não havendo grande flexibilidade das seguradoras na definição das coberturas.

3 IV V A maior parte dos acidentes são resolvidos sem conflito Situações de conflito Sendo um seguro obrigatório, questionamos os profissionais se é visível a existência de muitos conflitos entre seguradoras e segurados. Para António Alvaleide, face à totalidade dos acidentes de trabalho ocorridos em Portugal, não se deverá falar em conflitos frequentes. A maior parte dos acidentes são regularizados sem quaisquer conflitos. Na sua opinião, nos casos em que se verificam conflitos, os mesmos resultam, essencialmente, de situações relacionadas com o incumprimento de condições de segurança, de omissão de alguns trabalhadores ou seja, a não identificação dos mesmos nos contratos de seguro como pessoas seguras e de insuficiência de transferência salarial isto é, declarar para efeitos do seguro retribuição inferior à real. Para Teresa Brântuas, as situações de conflito entre seguradoras e segurados decorrem genericamente devido a diferenças de expectativas. Na sua opinião, as companhias de seguros têm que melhorar a sua forma de comunicar, que é caracterizada historicamente por utilizar linguagem muito técnica/ específica que não é fácil de entender; por isso mesmo tem sido feito um esforço grande para contornar o segurês e procurar tornar a linguagem muito mais simples e acessível, para que facilmente seja compreensível. Na opinião de Artur Lucas, em boa verdade, em geral não podemos falar de conflitualidade sempre que existe a intervenção de tribunais, já que é o próprio regime jurídico dos acidentes de trabalho que estabelece as regras para a intervenção dos tribunais, nomeadamente o dever dos seguradores em participar aos tribunais competentes os acidentes de que resultem morte, invalidez permanente ou incapacidade temporária quando superior a 12 meses, obrigando, em tais casos, a tramitação processual muito específica. Para Carlos Silva, quando estão em causa danos corporais e portanto a saúde ou mesmo a própria vida das pessoas seguras, é compreensível que surjam situações de desacordo entre os sinistrados e a seguradora ou mesmo com o tomador do seguro, entenda- -se, a entidade patronal. Na sua opinião, a regularização de um sinistro de AT requer um rigoroso acompanhamento no entanto, nem sempre o esforço que as seguradoras investem na regularização do sinistro é valorizado e percebido pelo sinistrado, mais uma vez devido à natureza dos danos que estão em causa. Para Ana Mota, os conflitos entre segurador e segurados são cada vez menos habituais. Para além de a lei proteger amplamente os sinistrados, a decisão em caso de eventual conflito / divergência cabe aos tribunais de trabalho, habitualmente céleres na análise e resolução dos processos. No entanto, adverte, verificam-se alguns casos em que os trabalhadores alegam como acidente de trabalho, situações que ocorreram na esfera da sua vida privada. Linda Moura, considera que as situações de conflito ou contencioso nos Acidentes de Trabalho não são especialmente diferentes daquelas que se verificam noutros ramos de seguro. Todavia, existem situações de não conformidade detetadas no momento do acidente, o que gera conflitos entre lesado-empregador e lesado-segurador. É também natural que em setores com uma elevada exposição ao risco e maior frequência de acidentes construção, metalurgia, metalomecânica, transportes surjam mais situações de conflito similares, refere. OS ASPETOS QUE DEVE TER EM CONTA NO MOMENTO DA ESCOLHA DO SEGURO DE ACIDENTES DE TRABALHO Escolher um bom seguro é crucial, para que, caso haja acidentes, saiba que acautelou todos os aspetos importantes. Por isso pedimos a especialistas que deixassem os seus conselhos. Para Carlos Silva, diretor de Clientes e Oferta da Tranquilidade, Um dos aspetos que devem nortear a subscrição de um seguro de acidentes de trabalho é justamente a possibilidade de aceder a uma rede de cuidados de saúde abrangente e de elevada qualidade, que possibilite aos trabalhadores da empresa os melhores cuidados médicos no tratamento de um acidente de trabalho. Adianta que o outro aspeto é a experiência da seguradora e a confiança que transmite aos seus clientes, pois só assim poderá ser garantida uma rápida e eficaz resolução de um acidente de trabalho. Na opinião de Artur Lucas, diretor de Desenvolvimento de Soluções de Mercado da Zurich, a primeira recomendação que deixaria para qualquer pessoa singular ou coletiva que pretenda celebrar um contrato de seguro é que se apoie sempre na mediação profissional, já que poderá contar com um serviço de consultoria especializado em função dos riscos concretos A segunda recomendação de Artur Lucas vai no sentido da escolha do segurador, que, não obstante o muito que existe em comum no ramo acidentes de trabalho, por força de lei, existirão sempre aspetos diferenciadores, nomeadamente ao nível dos Não obstante o muito que existe em comum no ramo acidentes de trabalho, por força de lei, existirão sempre aspetos diferenciadores, nomeadamente ao nível dos fluxos administrativos, capacidade de suporte e resposta quando os riscos se reportam a geografias fora de Portugal fluxos administrativos, capacidade de suporte e resposta quando os riscos se reportam a geografias fora de Portugal. Ana Mota, da MDS, destaca a importância de comparar preços, mas, acima de tudo, comparar serviços. Face ao vasto leque de opções existentes no mercado, é muito importante o apoio de um especialista (corretor de seguros) que pesquisa e identifica a melhor solução para cada caso específico. Na opinião de Linda Moura, da AXA, é importante estarem devidamente informados sobre as obrigações vigentes do seu contrato e contarem com o aconselhamento de um mediador de seguros. Aconselha que, ao selecionar uma seguradora devem ainda ter em consideração, além do preço, a qualidade do serviço prestado pela seguradora e o acesso a redes clínicas de excelência. Na sua opinião, o seguro de Acidentes de Trabalho deve ser encarado como um investimento na proteção financeira das empresas, na segurança de empresas e trabalhadores e uma salvaguarda perante o imprevisto. Por seu turno, Teresa Brântuas, da Allianz, considera que, tratando-se de um seguro com coberturas não diferenciadas no mercado, o que realmente distingue a oferta e que consideramos importante na tomada de decisão é a qualidade dos serviços de acompanhamento e de resposta em caso de sinistro, bem como a rede médica disponível. MDS destaca o fator serviço Efetivamente o fator serviço, visto de uma forma global, é o que distingue os diferentes fornecedores e assume uma importância crítica na escolha do seguro de acidentes de trabalho. Para a MDS, deve-se entender serviço como a qualidade da rede de prestadores convencionados, bem como a dispersão e alcance geográfico. Quando se planeia o futuro, é crucial refletir sobre a possibilidade de ocorrência de acidentes e de doenças. Empresas, profissionais e viajantes prudentes sabem que, quando o inesperado acontece, o acesso a um serviço de assistência competente e capaz pode fazer toda a diferença. As empresas que investem em seguros de saúde e de acidentes tendem a ter colaboradores mais motivados e uma menor exposição a riscos de responsabilidade social. Na MDS reconhecemos a importância de seguros de acidentes e saúde que correspondam às atuais necessidades de cada entidade, adequando-as às práticas e à legislação existente a nível nacional. Este é o motivo pelo qual ao recorrer à MDS encontrará soluções de seguros, de excelência, para as suas necessidades. Tranquilidade salienta o atendimento A Tranquilidade refere o investimento permanente no desenvolvimento da sua rede de prestadores, que tem de garantir profissionalismo, rapidez de resposta, capilaridade e abrangência. Em caso de sinistro, os segurados têm acesso facilitado a serviços de saúde privados, com um atendimento rápido e eficaz: dois centros de atendimento, em Lisboa (Hospital da Luz) e no Porto, para situações de urgência sem gravidade; para outras situações, existe uma rede convencionada de médicos e clínicas em todo o país. Aposta também na simplificação e eficiência dos processos: através da internet, a empresa pode abrir o sinistro diretamente nas suas próprias instalações e participá-lo à seguradora e a informação relativa aos trabalhadores seguros pode ser enviada em formato digital para a Tranquilidade, sem necessidade de troca de papéis. Oferece descontos em função da respetiva atividade, localização e do volume de salários anual e concede descontos adicionais às empresas que concentrem os seus seguros na companhia. Zurich refere os aspetos diferenciadores Os cuidados de saúde disponíveis para trazer o sinistrado de volta à sua vida profissional ativa ou regressar à sua vida pessoal regular apenas conhecem os limites da própria ciência e, neste aspeto, todos desenvolvemos esforços para recuperar a pessoa que foi afetada por um acidente. A rede de cuidados médicos, quer se baseie no sistema nacional de saúde quer nos regimes privados, é partilhada por todos os seguradores, havendo apenas que distinguir a qualidade dos serviços administrativos próprios de cada segurador. A recomendação da Tranquilidade vai no sentido da escolha do segurador, que, não obstante o muito que existe em comum neste ramo, existirão sempre aspetos diferenciadores, nomeadamente ao nível dos fluxos administrativos, capacidade de suporte e resposta quando os riscos se reportam a geografias fora de Portugal. Por último, a importância da solidez financeira do segurador, envolvendo a assunção de responsabilidade de longo prazo e sobre as quais se exigem provisionamento antecipado. Allianz aposta na qualidade dos serviços A qualidade e abrangência dos serviços médicos prestados em caso de acidente são, cada vez mais, fatores que pesam na decisão dos clientes que estão à procura de um seguro de acidentes de trabalho. Assim, o que temos vindo a fazer na Allianz é apostar nesse nível, colocando à disposição dos nossos clientes uma rede de assistência médico-hospitalar de dimensão nacional e um corpo clínico multidisciplinar altamente prestigiado. Tratando-se de um seguro com coberturas não diferenciadas no mercado, o que realmente distingue a oferta e que consideramos importante na tomada de decisão é, qualidade dos serviços de acompanhamento e de resposta em caso de sinistro, bem como a rede médica disponível. Esta é uma prioridade da Allianz, que foi a primeira seguradora com certificação de qualidade no ramo de Acidentes de Trabalho. A gestão de sinistros com enfoque no cliente é determinante para que se verifique a satisfação do cliente que contrata connosco. António Alvaleide, da Liberty, considera que há que criar em Portugal uma cultura de promoção e prevenção da segurança e da saúde no trabalho, generalizando o exercício da atividade profissional em conformidade com as respetivas regras de segurança. Na sua opinião, as seguradoras deverão ter um papel relevante, apostando em ações de formação e de sensibilização, aproveitando a experiência que obtêm através dos acidentes de trabalho que regularizam, sem prejuízo de, nesta matéria, ser preponderante a atitude dos empregadores. Não raramente apura-se a existência de contratos de seguro em que não constam todos os trabalhadores ou casos em que as retribuições não foram integralmente declaradas, destaca o responsável da Liberty. Alerta, ainda, para outros aspetos. Os empregadores, por vezes, têm vida efémera, desaparecendo por extinção de atividade ou por insolvência. Convém previamente salientar que, se esta transferência não for efetuada, o empregador terá de responder pelo sinistro que eventualmente ocorra, nos precisos termos em que responderia o segurador. Apercebo-me com frequência que esta situação não é do conhecimento de uma boa parte dos empregadores, refere. Celeridade nas indemnizações Apesar de entender o facto de alguns Liberty destaca linha de atendimento Na Liberty Seguros existe uma linha telefónica de atendimento clínico, através da qual os sinistrados, os seus colegas, os seus familiares ou representantes do empregador poderão obter todo o apoio e esclarecimentos que necessitarem por força de um acidente, seja ele de trabalho, viação ou pessoal. A utilização dessa linha é gratuita e, através da mesma, a vítima de acidente é encaminhada para a entidade clínica mais apropriada face às lesões que apresenta e face ao local onde se encontra, sendo ainda, se necessário, disponibilizado meio de transporte adequado, não tendo o sinistrado que antecipar quaisquer pagamentos, pois estes são assegurados, desde logo, pelo segurador. Se necessitar de medicamentos, ser-lhe-á entregue uma requisição que lhe permitirá aviar os mesmos sem qualquer dispêndio. O sinistrado sentirse-á sempre acompanhado e apoiado, o que é muito importante perante o infortúnio que constituiu o acidente de que foi vítima e que o fragiliza compreensivelmente. empregadores procuraremos o seguro mais barato, o responsável da Liberty alerta para a necessidade de ter também em consideração a qualidade do tratamento e a celeridade da concretização das indemnizações. Esta é uma área onde os mediadores poderão ter uma palavra muito importante através do conhecimento da regularização dos sinistros, praticada pelos diversos seguradores com quem trabalham. As indemnizações pecuniárias são calculadas da mesma forma, mas a efetivação dos respetivos pagamentos deverá ser a mais célere possível. Na prestação dos cuidados médicos, as diferenças poderão existir, sendo muito relevante a qualidade das entidades clínicas que prestam esses cuidados. É minha opinião que, na generalidade, a prática é positiva, mas há diferenças, alerta António Alvaleide. Na opinião de Teresa Brântuas, hoje em dia, documentos como as Notas de Informação Prévia, que são informações escritas dadas aos clientes antes mesmo de se celebrar um contrato de seguro, procuram resumir de uma forma muito mais clara aquilo que realmente importa, como aquilo que está coberto, aquilo que não está coberto, os prazos, os procedimentos em caso de sinistro. Há ainda um grande trabalho pela frente, mas esta simplificação vai seguramente reduzir o número de conflitos existentes, desabafa a responsável. AXA destaca parceiros de negócio Na AXA valorizamos a rede prestadora de saúde convencionada e consideramos as redes clínicas como parceiros de negócio e não como prestadores. Quando ocorre um acidente de trabalho, o primeiro contacto do lesado com a seguradora é feito, na grande maioria dos casos, através de uma clínica ou hospital. Por este motivo, os seguradores devem preocupar-se cada vez mais em escolher as melhores redes de cuidados de saúde, que consigam dar resposta imediata às mais variadas necessidades dos lesados após um acidente de trabalho. O acesso a uma rede de assistência médico/cirúrgica especializada permite a diminuição do absentismo e aumenta a produtividade dos trabalhadores. A AXA destaca o acesso a um canal privilegiado de esclarecimentos online, que permite o lançamento das folhas de férias via internet, diminuindo custos com a sua expedição, aumentando a rapidez na realização dos acertos. Nos seguros de Acidentes de Trabalho, por conta própria, garante à pessoa segurada, as indemnizações e prestações em condições idênticas às dos trabalhadores por conta de outrem.

4 VI Seguro de Acidentes de Trabalho Assunto: Contrato de seguro Subsídio de férias e de Natal É da responsabilidade da entidade empregadora a obrigação de declarar à empresa seguradora todas as prestações auferidas pelo trabalhador suscetíveis de integrarem o conceito de retribuição, incluindo os subsídios de férias e de Natal, sob pena de, não o fazendo, não se terem as mesmas como abrangidas na retribuição com base na qual a responsabilidade é transferida. Assim, se da apólice do contrato de seguro somente consta, como retribuição auferida, determinada retribuição diária, não se poderá entender que a transferência da responsabilidade também incluiria os subsídios de férias e de Natal. Nos termos da lei, a determinação da retribuição segura, ou seja, o valor na base pelo qual são calculadas as responsabilidades cobertas pela apólice é sempre da responsabilidade do tomador do seguro (entidade empregadora), e deverá corresponder, tanto na data da celebração do contrato como em qualquer momento da sua vigência, a tudo o que a lei considera como elemento integrante da retribuição, incluindo os subsídio de férias e de Natal. Ou seja, é sobre o empregador que recai a obrigação de declarar à seguradora a retribuição do trabalhador com base na qual, em caso de acidente de trabalho, irão ser calculadas as prestações devidas. E, nessa declaração, o tomador do seguro deverá identificar não apenas o valor da remuneração base mensal, mas também as demais prestações que, para efeitos de reparação infortunística, caibam no conceito de retribuição, incluindo as que, ainda que por via da existência de um contrato de trabalho, sejam obrigatórias por lei, como o são os subsídios de férias e de Natal. Refira-se ainda que a seguradora não tem a obrigação de avisar o empregador de que o contrato de seguro, face ao salário que foi declarado, não cobria a parte da responsabilidade correspondente aos subsídios de férias e de Natal, sendo que estes não lhe foram declarados. Cabia sim ao empregador acautelar-se de que essas prestações remuneratórias haviam sido declaradas, seja mencionando-o expressamente, seja, se dúvidas tivesse relativamente aos moldes em que declarou a retribuição, questionando a empresa de seguros. (Acórdão do Tribunal da Relação do Porto, de 20 de junho de 2011) Assunto: Contrato de seguro Retribuição declarada Sendo a retribuição declarada pela entidade empregadora, para efeitos de prémio de seguro de acidentes de trabalho, inferior à real, a seguradora e a empregadora respondem, respetivamente, pelo pagamento dos valores relativos ao subsídio por situação de elevada incapacidade permanente, às despesas com transportes e às prestações em espécie, na proporção correspondente ao valor da retribuição declarada e da parte da responsabilidade civil não transferida, no âmbito do contrato de seguro de acidentes de trabalho entre os mesmos celebrado. Importa notar que, quando a retribuição declarada para efeito de prémio de seguro for de valor mais reduzido que a retribuição paga ao trabalhador, a entidade seguradora só é responsável em relação àquela retribuição. Deste modo, a entidade empregadora responderá, neste caso, pela diferença e pelas despesas efetuadas com a hospitalização, assistência clínica e transporte, na respetiva proporção. Se o legislador responsabiliza a entidade patronal pelo pagamento proporcional de despesas cujo cálculo não é afetado pela remuneração (real ou declarada) do trabalhador, não se poderá validamente sustentar que tenha pretendido subtrair à regra da proporcionalidade todas as demais prestações cujo cálculo seja feito em moldes idênticos. Segundo a Apólice Uniforme para Trabalhadores por Conta de Outrem, relativamente à insuficiência da retribuição segura, estabelece-se que, no caso de a retribuição declarada ser inferior à efetivamente paga, o tomador de seguro responderá: - pela parte excedente das indemnizações e pensões; - proporcionalmente, pelas despesas de hospitalização, assistência clínica, transportes e estadas, despesas judiciais e de funeral, subsídios para situações de elevada incapacidade permanente e de readaptação, prestação suplementar por assistência de terceira pessoa e todas as demais despesas realizadas no interesse do sinistrado. No caso concreto apreciado em tribunal, o trabalhador sinistrado veio requerer, através de ação instaurada para o efeito, o pagamento de uma pensão anual e vitalícia calculada com base no salário declarado, de indemização diferencial por incapacidades temporárias, de despesas de transporte, de montante relativo a subsídio por elevada incapacidade permanente e, ainda, das prestações em espécie de natureza médica, cirúrgica, farmacêutica, hospitalar e outras, necessárias e adequadas ao restabelecimento do seu estado de saúde e da sua capacidade de trabalho ou de ganho e à recuperação para a vida ativa. (Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 17 de dezembro de 2014) Assunto: Contrato de seguro Omissão de trabalhador Relativamente ao contrato de seguro de acidentes de trabalho, na modalidade de prémio variável, a omissão do trabalhador sinistrado nas folhas de retribuições enviadas mensalmente pela entidade patronal à empresa seguradora, ou na comunicação equivalente relativa a trabalhadores sem subordinação jurídica mas com dependência económica, não afeta a validade do contrato, determinando a não cobertura do trabalhador sinistrado. Esta orientação é extensível aos casos em que o nome do sinistrado só após o acidente foi incluído nas folhas de retribuições enviadas à seguradora, sendo omitido em anteriores folhas de retribuições relativas a períodos de tempo em que se encontrava já ao serviço do empregador. Num caso discutido em tribunal, tendo-se provado que a empregadora, durante perto de cinco meses, omitiu o nome do sinistrado nas folhas de retribuições, cujo nome apenas surge incluído na primeira folha de retribuições recebida pela seguradora posteriormente à verificação do acidente, estaremos perante uma situação de não cobertura do sinistrado pelo contrato de seguro celebrado entre a entidade empregadora e a empresa seguradora, resultando daqui a não assunção de responsabilidade por esta. Não é, todavia, a extemporaneidade do envio à seguradora da também designada folha de férias referente ao mês anterior ao acidente que determina que o sinistrado não estivesse coberto pelo seguro, mas sim e apenas a circunstância de, contra as regras da boa-fé, o sinistrado apenas ter sido incluído na folha do mês anterior ao acidente já depois da ocorrência deste, apesar de a relação ter tido início em julho de O incumprimento, por parte do tomador de seguro (entidade empregadora), da obrigação de inclusão dos trabalhadores ao seu serviço na folha de retribuições a enviar à seguradora até ao dia 15 do mês seguinte ao do início das funções do respetivo trabalhador, determina, consequentemente, a não assunção de responsabilidade, por parte da seguradora, pelos danos sofridos pelo trabalhador omitido, pois verifica-se uma situação de não cobertura, decorrente do não preenchimento das condições necessárias estabelecidas pelas partes, para a assunção da responsabilidade. Refira-se, ainda, que o contrato de seguro de acidentes de trabalho a prémio variável é ineficaz em relação aos trabalhadores não incluídos nas folhas de retribuições, sem que isso afete a validade do próprio contrato de seguro relativamente aos demais. (Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, de 11 de fevereiro de 2015)

5 VII LUÍS CERVANTES, PRESIDENTE DA APROSE, AFIRMA Os seguros têm todas as condições para serem vencedores na captação de produtos de aforro Com a crise financeira, as companhias de seguros e a mediação têm espaço para se reposicionarem nas poupanças de curto e médio prazo, afirma Luís Cervantes, presidente da APROSE. Na sua opinião, as seguradoras oferecem produtos que dão mais segurança, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, mais rendimento. É um regresso ao que acontecia nos anos 80, em que as poupanças para a reforma eram feitas nas seguradoras. ELISABETE SOARES Vida Económica A nova lei da mediação vai ter um forte impacto sobre o setor segurador? Luis Cervantes Os mediadores que são profissionais, que fazem disso a sua atividade principal, terão o seu lugar no novo modelo de mediação que sairá da revisão da diretiva da mediação. Como é possível uma pessoa, que se dedica cem por cento à atividade, que não consiga, no mínimo, 12 salários mínimos de comissões? Não consegue ter capacidade de investir para treinamento, não consegue evoluir nos conhecimentos, dificilmente consegue ganhar para viver. Então, aí, nós não dizemos que desapareça da atividade. O que dizemos é que, eventualmente, se associe com alguém com outra dimensão. Reduzir o número de mediadores não quer dizer que se reduza o número de pessoas que estão a trabalhar na mediação de seguros. São duas coisas completamente distintas. Para ter acesso a ser mediador, achamos que deve ter um determinado nível, para atingir o profissionalismo. Mas, de qualquer forma, a atual direção tem uma linha de condução que é homogénea, estamos determinados a poder jogar um jogo. É um jogo dos equilíbrios políticos. Por um lado, vamos ter a Assembleia da República, do outro a Associação Nacional das Seguradoras, vamos estar nós, vai estar o regulador, que tem algo a dizer. Se, no fim do dia, trouxermos uma lei que dá mais visibilidade organizativa perante a sociedade, é isso que nós pretendemos. Deixar de ser algo que é discutido para dentro e passar a ser algo que o consumidor diga: agora percebo, agora já sei com quem hei-de tratar das minhas contas. VE O mercado pede essa clarificação em relação ao setor? LS Pelos estudos a que nós temos acesso, o mercado está confuso: agente, mediador, corretor, banco, CTT. Hoje, as companhias de seguros não têm redes de distribuição. Foi uma opção. Não quer dizer que não voltem a ter. Uma companhia de seguros, hoje, tem competência de gestão de risco, gestão de ativos, tendo criado parcerias com a mediação para trabalhar Uma companhia de seguros, hoje, tem competência de gestão de risco, gestão de ativos, tendo criado parcerias com a mediação para trabalhar a distribuição a distribuição. Só que a distribuição é tão heterogénea e tão disseminada que acaba por se atropelar a ela própria. Isto leva-nos a uma questão, que é saber se há capacidade de associação. VE É também nessa perspetiva que estão a fazer a fusão com a ANACS? LS Sim. O propósito final é o mesmo. A dimensão ajuda a fazer a força e a não dividir. E a partir do momento que a dimensão é desproporcional: a APROSE, com 1200 associados, e ANACS (associação dos agentes e corretores de seguros), com 100. Como temos convergência de interesses e de ideias, resolvemos fazer um acordo. Penso que no final do primeiro semestre deste ano temos o processo concluído. VE Ainda em relação à regulação do setor, em que ponto se encontra o processo? LS O processo está em discussão na Comunidade Europeia. Começaram recentemente as conversas entre o Parlamento, Comissão e o Conselho Europeu. A APROSE esteve representada na reunião do BIPAR, realizada recentemente em Bruxelas, em que esteve o próprio comissário europeu da supervisão financeira, que demonstrou o interesse de que esteja terminada, até ao fim do semestre, a forma da diretiva. O que quer dizer que, algures entre o fim do segundo semestre de 2015 e o primeiro semestre de 2016, estaremos em plena discussão sobre a transposição da diretiva para a lei portuguesa. VE Um dos aspetos que têm causado polémica é a atuação das entidades bancárias na venda dos seguros? LS Temos insistido, como dizia o poeta, até que a voz nos doa, contra a concorrência desleal. Há batalhas que estão perdidas à partida. Dizer que os seguros só podem ser vendidos por mediadores é uma batalha perdida. Agora, poder abrir a distribuição de seguros porque, inclusive, existe uma grande discussão sobre o nome da diretiva, e a grande probabilidade é que se chame diretiva da distribuição de seguros, tudo bem. Todos vão poder aceder à distribuição dos seguros. Também não é isso que nos choca. O que nós achamos é que tem de haver regras idênticas para todos os operadores. Ou seja, hoje as regras que a banca tem, à luz da lei da mediação atual, sobre a figura encapotada de agente de seguros delegado coletivo, retira- -lhe uma série de pressões que, quando comparado com a mediação, a leva a tornar-se uma concorrente desleal. Primeiro ponto. Segundo ponto, tem a ver com a capacidade de regular práticas. Nós temos duas grandes preocupações: uma é o uso abusivo de informação por parte da banca, o outro é a questão da não proteção do consumidor de seguros que são feitos no banco e verificamos que houve países que já fizeram a evolução. VE Há queixas sobre a atuação dos bancos? LS Sobre a utilização indevida de informação, temos tido várias queixas dos nossos mediadores de que os bancos estão a utilizar as informações sobre débitos diretos onde vem identificado quando o cliente tem o seu seguro de um mediador para fazer campanhas outbound, porque tem a informação de qual é o tipo de seguro, qual é o preço. Outra questão é que, se eu fiz um crédito à habitação, ao consumo, que tem associado um seguro, se tenho que ficar internamente agarrado ao banco, com aquele problema de que de outra forma agrava o spread. Nesta questão, a França aprovou, este ano, uma lei onde diz: muito bem o banco vende o seguro, mas ao fim de 12 meses o cliente é livre de escolher, de manter ou alterar sem com isso sofrer penalizações. Este é uma aspeto pelo qual nós também queremos lutar. Neste momento, quando o cliente com produtos no banco quer mudar o seu seguro para um mediador, não consegue. VE Podemos afirmar que os seguros podem concorrer com os bancos nas aplicações financeiras? LS Diria o seguinte, os seguros têm todas as condições para serem vencedores nesta captação de aforro. Estão a dar mais segurança, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, mais rendimento. Os últimos 20 anos foi o ciclo de domínio da banca em Portugal, perdendo-se um pouco o conceito de que as companhias de seguros são fontes alternativas de captação de poupanças, de médio e longo prazo, de reformas. Tudo passou a ser efémero, gerido no curto prazo. Com a crise financeira, as companhias de seguros e a mediação têm espaço para se reposicionar nas poupanças de curto e médio prazo. Sente-se que algumas companhias estão a dar esse passo. Alguns mediadores tinham abandonado a componente vida porque não era interessante, agora estão a retomar esse tipo de abordagem. Acho que os próximos anos podem ser muito bons para o setor segurador. Também, por uma questão se segurança, porque quando uma companhia de seguros gere produtos de médio prazo no seu balanço está perfeitamente salvaguardado por regras prudenciais. Ou seja, aquela poupança não servirá para alavancar o que quer que seja, tem ativos geridos sobre determinados critérios. Os princípios de Solvência II vêm penalizar o conflito de interesses. Ou seja, quando dentro de grupos se aplicam reservas isso é penalizado. Por isso, eu acho que a mediação vai estar a trabalhar cada vez mais nesta captação de poupanças de médio e longo prazo e os clientes vão estar sensíveis para esta situação. Basta lembrar o que acontecia nos anos 80, em que as poupanças para a reforma eram feitas nas seguradoras.

6 VIII Nuno Catarino, diretor do Canal de Corretores acredita na retoma Zurich alinhou estratégias e desafios do setor com parceiros de negócio Para Nuno Catarino, diretor do Canal de Corretores, o balanço do encontro anual de corretores foi bastante positivo Ebook - Introdução aos Seguros De Manuel Guedes Vieira Autor: Manuel Guedes Vieira Data de Edição: Julho 2012 Editor: Grupo Editorial Vida Económica Idioma: Português Medidas: 15 x 23 cm Nº de páginas: 296 Formato: PDF Preço:J 12,20 Uma obra que vem pôr em realce a muito esquecida nobreza da atividade seguradora, e que em linguagem corrente e prática, dá a conhecer o essencial do que são os seguros, a sua história, utilidade e proteção que oferecem e cuidados a ter na sua contratação. Um livro que vem colmatar uma lacuna existente em Portugal quanto a manuais que permitam um conhecimento mínimo do que é a atividade seguradora. Importante para todos quantos queiram iniciarse na atividade seguradora para obter qualificação como profissionais de seguros, pessoas jovens ou menos jovens que nada sabem de seguros nem onde podem adquirir um mínimo de conhecimentos que lhes permita fazer uma opção mais consciente em termos de formação e futura carreira profissional. Também para o simples consumidor de seguros, que queira estar informado antes de optar por contratar uma apólice. Em suma, um livro que se destina a todos os curiosos sobre o que é essa coisa dos seguros. A Zurich promoveu, recentemente, o 9º Encontro Perspetivas Corretores Zurich 2015, com o objetivo de consolidar e continuar a reforçar a comunicação com os corretores a nível nacional e impulsionar o negócio no ano de A Zurich trabalha com mais de 40 corretores, sendo este um dos seus principais canais de distribuição. De acordo com Nuno Catarino, diretor do Canal de Corretores, o balanço é bastante positivo, uma vez que este é o encontro anual em que a Zurich reúne grande parte dos corretores que trabalham connosco. Neste encontro, alinhamos estratégias, consolidamos rumos e analisamos diferentes temas e desafios do sector segurador com os nossos parceiros de negócio. O responsável considera que este ano é expectável que se acentue a retoma da economia, com impacto no poder de compra das famílias e das empresas e, por conseguinte, também na quantidade de matéria segurável. Ao nível das empresas, a Zurich tem previsto um conjunto integrado de iniciativas que incidem na dinamização de soluções para empresas, em sectores que se encontram em desenvolvimento como o turismo, agricultura, serviços de saúde, indústria do calçado, produção de vinho e azeite e distribuição alimentar. Acredito que vamos continuar a observar a subida das taxas em ramos com resultados históricos menos positivos, nomeadamente Acidentes de Trabalho e Automóvel Empresas, refere. Já no âmbito do Ramo Vida, poderemos assistir a uma estabilização após o crescimento verificado no ano passado, depois do período de crise ter induzido os portugueses para a poupança e para o investimento. Aumento do rigor e transparência A reunião contou, em particular, com a participação de dois elementos executivos do grupo Zurich, que partilharam a sua experiência internacional, nomeadamente no que diz respeito à app Zurich Risk Room e à nova Directiva Europeia da Distribuição de Seguros. Na opinião de Nuno Catarino, a nova diretiva irá contribuir para o aumento do rigor e da transparência por parte dos distribuidores de seguros. A Zurich está alinhada com os objectivos subjacentes a esta alteração legislativa: a protecção dos clientes, a garantia de condições equitativas de concorrência entre todos os participantes envolvidos na comercialização de produtos de seguros e o aumento do grau de integração dos mercados são medidas positivas para o sector e para o relacionamento com o cliente final, salienta. No caso da app Zurich Risk Room, trata-se de uma ferramenta que disponibiliza dados que facilitam a gestão de risco e a resposta a questões estratégicas, fornecendo a análise de 80 riscos individuais em mais de 170 países em todo o mundo. De uma forma simples e rápida, os empresários têm acesso a informação agregada sobre riscos em cinco áreas: catástrofes naturais e a sua gestão; problemas na cadeia de distribuição; desequilíbrios na regulação; valor social e económico de seguros. Esta informação é útil para empresas que estejam a pensar internacionalizar-se ou que apenas exportem os seus produtos, ou mesmo que desejem avaliar a sua situação atual. A Zurich Insurance Group (Zurich) opera em mercados globais e locais. Com mais de 55 mil colaboradores, apresenta uma ampla gama de soluções de seguro Vida e Não Vida. Entre os clientes da Zurich estão particulares, pequenas, médias e grandes empresas, incluindo multinacionais, em mais de 170 países. O grupo foi fundado em 1872 e está sediado em Zurique, Suíça. A Zurich Insurance plc - Sucursal em Portugal e a Zurich Companhia de Seguros Vida, S.A. pertencem ao Zurich Insurance Group e estão presentes em Portugal desde As franquias nos seguros De José Carlos de Jesus Pedro Autor: José Carlos de Jesus Pedro Data de Edição: março 2011 Editor: Grupo Editorial Vida Económica Idioma: Português Medidas: 15,5 x 23 cm Nº de páginas: 192 Preço: J 15 Com este livro, pretende-se verificar a influência das franquias na diminuição do custo dos seguros. Faz-se uma breve resenha histórica dos seguros e sua evolução e realçase, por recurso a vários exemplos, as funções económicas e sociais que se lhe associam. O prefácio é de José de Sousa, presidente Liberty Seguros Portugal. A influência das franquias no cálculo do valor dos prémios e no comportamento dos segurados. Com este livro, pretendese verificar a influência das franquias na diminuição do custo dos seguros e, também, como estas poderão afetar o comportamento dos segurados. Faz-se uma breve resenha histórica dos seguros e sua evolução e realça-se, por recurso a vários exemplos, as funções económicas e sociais que se lhe associam. Sublinha-se a importância da incerteza, da qualidade da informação e do risco moral no cálculo do valor dos prémios, recorrendo a duas diferentes utilizações comerciais das franquias. Conclui-se que (i) o custo dos seguros é, pelo menos nalguns casos e para algumas pessoas, injusto; (ii) é muito difícil determinar o valor adequado duma cobertura; (iii) o número de participações de sinistros diminui à medida que aumenta o valor da franquia. Destina-se ao público em geral, uma vez que todos, direta ou indiretamente, temos interesse nestas matérias. Inclui casos práticos de aplicação direta aos seguros e 25 quadros.

7 IX José de Sousa, CEO da Liberty Seguros, considera Escandaleira na banca seria impensável no setor segurador O CEO da Liberty Seguros, José de Sousa, não duvida que os produtos de investimento das seguradoras são mais seguros do que os bancários. A escandaleira, que está a atingir proporções bíblicas, na banca a operar em Portugal seria impensável no setor segurador, muito graças à intervenção do regulador, a ASF, que felizmente se manteve independente das outras estruturas de regulação do mercado, afirma, em entrevista à Vida Económica. Hoje em dia, nem o argumento de uma melhor rentabilidade beneficia os bancos, pois a maioria das seguradoras remunera as poupanças dos clientes a taxas superiores àquelas que a banca anda a publicitar, defende José de Sousa. AQUILES PINTO Vida Económica Como foi 2014 para a Liberty Seguros Portugal? José de Sousa Foi mais um ano bom, com crescimento, embora mais modesto do que em anos anteriores, e com rentabilidade, embora se continue a notar uma pressão forte nas margens, sobretudo nos ramos obrigatórios de Automóvel e Acidentes de Trabalho. De momento ainda não posso revelar os números exatos de encerramento do exercício, uma vez que ainda há formalismos legais e de governação corporativa a seguir e respeitar, mas acredito que seremos das primeiras companhias a publicar oficialmente os números em Portugal, logo no início de março. VE Quais os objetivos para 2015? JS Há dois objetivos que nunca mudam de ano para ano. Crescimento com rentabilidade. Num ano tão difícil quanto o é 2015, os desafios são ainda maiores. O crescimento na área de Não Vida do setor segurador só se dá quando a economia cresce. Vida e Saúde têm padrões de crescimento diferentes. Se formos analisar os números da última década, veremos que o volume de prémios Não Vida em 2003 (3800 milhões de euros) era ligeiramente superior ao do ano 2014 (3780 milhões de euros). Uma década perdida pois, que denota o que aconteceu na economia do nosso país. As incógnitas em 2015 são muitas, por estarmos em ano eleitoral em muitos dos mercados que são nossos parceiros na União Europeia, por exemplo em Espanha, o mercado externo mais importante para a nossa economia, pois absorve mais de 50% daquilo que produzimos, e em Portugal também. Estamos a aproveitar para investir na eficiência operativa e para melhorar os standards de serviço e de resposta às solicitações dos nossos parceiros e dos mútuos clientes. E também para repensar a nossa estratégia a futuro, e melhorar muita da nossa oferta em termos de produtos. Os investidores têm carradas de razão para estar inseguros e receosos, afirma, sem papas na língua, José de Sousa. VE Em que ramos prevê a companhia maior crescimento? JS Gostávamos de crescer mais em ramos que tradicionalmente não estiveram no nosso foco de atenção, como nos produtos de vida e de poupança. VE Em termos de canais, quais os privilegiados? JS Para nós, só há um canal. O dos nossos parceiros (agentes, corretores, sociedades de mediação), ou seja, intermediários registados formalmente na ASF (antigo ISP) para vender seguros. Por respeito a estes parceiros, não vendemos direto. VE Como veem o crescimento das seguradoras diretas? JS Um não evento ainda. A principal direta tem quase 20 anos de presença em Portugal, e apesar da publicidade maciça, nem ela nem as várias outras que se lhe seguiram conseguiram abocanhar uma parte significativa do mercado (a quota é inferior a 5%). Fora dos dois ou três maiores centros urbanos, mas particularmente Porto e Lisboa, é-lhes muito difícil convencer clientes sobre as vantagens que oferecem. O preço, que diziam ser o grande fator competitivo diferenciador, já nem o é, pois há companhias tradicionais a imitá-las em termos de pricing e, por vezes, até a batê-las. E os call center pura e simplesmente não substituem o serviço personalizado, humano, com rosto, prestável e eficiente prestado por um agente de seguros. Por via de regra, quem tem de passar por um sinistro numa direta rapidamente volta a uma seguradora tradicional. As diretas continuam a perder dinheiro, acredito mesmo que todas elas sem exceção (sobretudo se os subsídios intragrupo forem eliminados), a canibalizar as carteiras das seguradoras tradicionais do mesmo grupo, e da concorrência, a fazer rodar os mesmos clientes (os que são sensíveis apenas ao argumento preço) entre elas, e a contribuir para a erosão das margens nos ramos que decidem operar, sobretudo no automóvel, porque o grande foco publicitário continua a ser, pelo menos nalgumas, o preço. VE Do ponto de vista da acessibilidade do cliente à seguradora (via telefone e meios eletrónicos), não estará a haver uma fusão entre ambos os canais? JS Não, cada canal continua a ter as suas especificidades próprias, não estou a ver nenhuma convergência notável ou assinalável entre ambos. No nosso caso, como privilegiamos os agentes, os clientes têm acesso a nós através do seu agente, que é a pessoa em quem realmente confiam, pois é quem dá a cara pelos produtos que vende. VE Como perspetivam a evolução do mercado segurador em Portugal em 2015? JS Dependendo do que dizíamos lá atrás, ou seja do crescimento económico e da maior propensão ao consumo que os consumidores possam demonstra, por estarem um pouco mais confiantes, poderá haver um ligeiro, modestíssimo crescimento durante o ano. VE Do ponto de vista dos seguros como investimento, como antecipa o novo ano? JS Desde a crise financeira internacional de 2008, a tal que, segundo um famoso banqueiro português, entretanto caído em desgraça completa, não iria afetar Portugal, pela fortaleza das suas instituições bancárias, vários bancos desapareceram do mapa (BES, BPN, BPP), e muitos outros estiveram muito perto de ir à glória, tendo sido salvos in extremis pelos seus acionistas (Caixa, BPI, Millennium bcp, Banif e as operações locais do Popular, Barclays, BBVA), que os recapitalizaram. Os prejuízos da banca, mesmo daquela que sobreviveu, foram colossais nestes últimos seis anos. Os escândalos em que uma certa banca se viu envolvida, por falta de ética (e de vergonha) na condução dos negócios, são inenarráveis, e ainda hoje vemos um banco a convidar nos media, de forma maciça os aforradores a canalizar para eles as suas poupanças, quando não devolvem as poupanças que vários clientes fizeram na instituição, mesmo nos casos em que esses clientes têm mensagens escritas a dizer que essas poupanças tinham capital e juros garantidos! Ou seja, a banca trucidou aquilo que é o mais importante pilar da sua atividade económica: a credibilidade, a seriedade, a discrição. Uma oportunidade única para o setor segurador, bem capitalizado, bem regulado, que passou por todo esta hecatombe impoluto e isento, se afirmar como uma alternativa séria, credível e rentável. A escandaleira, que está a atingir proporções bíblicas, na banca a operar em Portugal, seria impensável no setor segurador. Muito graças à intervenção do regulador, a ASF, que felizmente se manteve independente das outras estruturas de regulação do mercado. VE Nos últimos anos, houve casos de perda de confiança dos clientes de produtos bancários. Os pequenos e médios investidores perderam a confiança na hora de investir, sentem esses receios hoje em dia? JS Os investidores têm carradas de razão para estarem inseguros e receosos. Os reguladores permitiram que, ao longo de meses, senão mesmo anos, aos balcões bancários fossem vendidos produtos com argumentos falaciosos de garantia de capital e juros, que hoje não estão a ser honrados. Isto é uma aberração e espero que a Justiça prevaleça para repor a legalidade nestes casos. Isto seria impensável no setor segurador. VE Os produtos de investimento das seguradoras podem ser considerados mais seguros do que os bancários? JS Mas é que não tenha mesmo a menor dúvida quanto a isso. Tirando os casos em que houve fraudes, já viu alguma queixa de um segurado por a sua seguradora não ter cumprido as promessas de pagamento das poupanças feitas em PPR da capital garantido ou em seguros de capitalização? As seguradoras vendem produtos seguros, regulados, sem subterfúgios na venda. Vendem aquilo que uma análise da situação financeira do cliente aconselha, e não, como muitos bancos fizeram, aproveitando-se da brutal iliteracia financeira dos clientes, produtos obscuros, pouco transparentes, com argumentos e garantias que se vieram a demonstrar ser falsos. Hoje em dia, nem o argumento de uma melhor rentabilidade beneficia os bancos, pois a maioria das seguradoras remunera as poupanças dos clientes a taxas superiores àquelas que a banca anda a publicitar

8 X calendário de eventos da atividade seguradora FEVEREIRO/2015 CONSULTE ONLINE EM Local Contactos e informações Data Evento/Curso Cidade Endereço Organização Telefone Fax Web page 9 e 10/0315 Conference: MultaQa Qatar 2015 Doha, Qatar St Regis Doha 9 e 10/03/15 Seguros de engenharia Lisboa Rua Viriato, 25, 5º 10 e 11/03/15 10/03/15 10/03/15 (início) 12/03/15 16/03/15 (início) Uma venda não acontece por acaso. E nos seguros? Commercial Risk Europe: Risk Frontiers - Going Global Lisboa Espanha, Madrid Rua Rodrigo Fonseca, 41 Hotel Miguel Angel Newsquest Specialist Media Limited IFA-Instituto de Formação Actuarial APS Commercial Risk Europe - - commercialriskeurope.com www. commercialriskeurope. com/rfmadrid Gestão técnica do ramo Vida E-Learning B-Learning APS ª Reunião do CNSF com Comissões de Acompanhamento PNFF Cursos agentes, corretores e PDEAMS Lisboa, Banco de Portugal Rua do Comércio, 148 CNSF - PNFF E-Learning E-Learning MOFP a 19/03/15 Gestão do Risco Empresarial Lisboa Hotel Novotel IIR-Institute for Internacional Research 17/03/15 (início) 18/03/15 20/03/15 Gestão técnica do ramo acidentes de trabalho Privacidade e Proteção de Dados em Seguros Workshop: Storytelling para Seguradoras (gratuito) - E-Learning E-Learning APS Lisboa Lisboa Rua Viriato, 25, 5º Rua Rodrigo Fonseca, 41 IFA-Instituto de Formação Actuarial APS /03/15 Curso geral de seguros E-Learning E-Learning APS e Como despistar fraudes nos Lisboa Rua Rodrigo APS /03/15 sinistros - M1 Fonseca, e 25/03/15 25/03/15 30/03/15 (início) Uma venda não acontece por acaso. E nos seguros? Seminário: Prevenção de Fraude em Seguros Cursos agentes, corretores e PDEAMS Porto, Hotel Ipanema Porto Lisboa Rua do Campo Alegre, nº 156 Hotel Novotel 30 e 31/03/15 Práticas de Resseguro Lisboa Rua Viriato, 25, 5º APS IIR-Institute for Internacional Research E-Learning E-Learning MOFP IFA-Instituto de Formação Actuarial DADOS RELATIVOS À ATIVIDADE EM 2014 Associados da APROSE representam 21% do mercado da mediação de seguros Não Vida De acordo com o relatório de gestão da APROSE, que acompanha as contas da associação relativas a 2014, e a que a Vida Económica teve acesso, os corretores e agentes de seguros filiados na principal estrutura de representação da mediação de seguros em Portugal que não inclui os mediadores de seguros ligados representaram, no ano transato, aproximadamente 20,70% (21,74% em 2013) do produto da atividade de distribuição de seguros Não Vida, com um total de euros ( euros, em 2013) de remunerações geradas e auferidas. Segundo o documento, com a exceção da categoria dos corretores de seguros e dos mediadores de seguros ligados que viram, respetivamente, o seu comissionamento médio a aumentar de euros, em 2013, para euros, em 2014, e de 7971 euros para 9133 euros, no mesmo período, todas as outras categorias de mediadores assistiram à diminuição da remuneração média obtida nos ramos Não Vida. Assim, o comissionamento médio por agente de seguros, pessoa singular, foi, aproximadamente, em 2014, de 7969 euros (8597 euros, em 2013), sendo de euros ( euros, em 2013) nos agentes pessoas coletivas. Sem embargo de, à data em que o relatório de gestão da APROSE havia sido elaborado, não terem sido publicadas as estatísticas de 2014 relativas aos canais de distribuição, a associação procedeu, para este efeito, à extrapolação dos valores de 2013, com as adaptações resultantes de no ano a que documento se reporta (2014) o mercado segurador ter registado um crescimento do produto em termos de prémios na ordem dos 10,1% (13,8% em Vida e -0,1% em Não Vida). Apesar do aumento do produto da atividade seguradora, verifica-se que a sua maior incidência foi no ramo Vida, tendo o Não Vida praticamente estagnado, onde o canal de distribuição representado pela APROSE corretores e agentes de seguros é particularmente ativo e com quotas de mercado significativas, pelo que se estima que, neste ramo, os pesos de cada canal de distribuição não tenham sofrido alterações significativas face a Assim, assumindo a distribuição do ramo Vida caráter marginal e residual entre os associados da APROSE de que não se cuidará nesta projeção, no tocante à comercialização dos seguros do segmento Não Vida, esta deverá ter continuado a assentar essencialmente no canal agentes, que em 2014 deverão ter sido responsáveis por cerca de 53,3% das vendas, enquanto os corretores deverão manter a responsabilidade pela colocação de aproximadamente 17,5% dos produtos deste ramo. Ainda neste segmento, a evolução do canal bancário deverá ter-se mantido estável, tendo a sua quota atingido 16,1% em 2013 (15,3% em 2012). De igual modo, os restantes mediadores de seguros ligados, Tipo I e Tipo II, a verificar- -se a projeção, assistam à manutenção da sua representatividade, tal como já havia sucedido de 2012 para 2013, em que se registou a manutenção da respetiva quota de distribuição de 16,0% e 2,2%, correspondentemente. Não obstante, este canal mediadores de seguros ligados é responsável por cerca de 59,6% da distribuição do total nos ramos Vida e Não Vida. Dos 79 corretores e mediadores de resseguros que figuravam no ranking de 2013 (em 2012 eram 86, sendo que a 31/12/2013 estavam registados corretores e 9 mediadores de resseguros) a APROSE representava não estavam inscritos na associação, estimando-se a quota de mercado da corretagem de seguros dos filiados na associação em 76,16%, com um volume de remunerações totais na ordem dos euros de um total de euros. Acresce que, dos 20 maiores agentes de seguros, pessoas coletivas, que figuram no ranking de 2013, a APROSE representa 10, estimando- -se a quota de mercado dos associados, de entre o top 20, em 47,34%. Apesar do aumento do produto da atividade seguradora, verifica-se que a sua maior incidência foi no ramo Vida, tendo o Não Vida praticamente estagnado

9 XI ASSOCIADO EM DESTAQUE SÉRGIO ANTUNES, SÓCIO-GERENTE DA STARTMED, LDA, ESTÁ PREOCUPADO COM A QUEBRA DAS REMUNERAÇÕES Uma das nossas marcas é o facto de irmos buscar a cada companhia o que tem de melhor para os nossos clientes Sérgio Antunes apresenta a Startmed como um mediador atípico, já que privilegia os seguros de previdência (vida, acidentes, saúde e poupanças) e, também, porque estão vocacionados para prestar um serviço de excelência após a venda, sendo esse um dos fatores distintivos. A Startmed iniciou a sua atividade em 2008 e abrange praticamente todo o país, mas com uma maior densidade de clientes na zona Centro. Vida Económica (VE) - Na zona geográfica em que atuam qual o principal canal de concorrência à vossa empresa? Sérgio Antunes (SA) Tendo em conta a especificidade da nossa forma de estar no mercado, direcionados para um nicho de mercado bem definido, abrangemos praticamente todo o país, mas com uma maior densidade de clientes na zona Centro. O nosso principal concorrente é claramente o canal bancário, já que, quer ao nível dos seguros relacionados com o crédito à habitação, quer ao nível dos seguros de saúde e acidentes, exerce uma pressão muito forte sobre os nossos clientes, apresentando-se com argumentos que, por vezes, roçam a chantagem. Pontualmente, sentimos, também, alguma concorrência por parte das redes de agentes exclusivos das companhias que têm soluções direcionadas para o mercado onde atuamos. VE - Concorda com afirmação de que a banca é, genericamente, o maior concorrente da mediação de seguros? Porquê? SA - Sim, atualmente é, efetivamente, isso que acontece. Porque, por um lado que os bancos têm uma estrutura de custos fixos para a qual necessitam de encontrar compensações, e, por outro lado, porque estando a sociedade em geral (empresas e particulares) muito endividada, é relativamente fácil à banca exercer pressão sobre os clientes, com argumentos que, como já referimos atrás, nem sempre são os mais honestos. VE - Como se procuram diferenciar face aos concorrentes? SA - Somos um mediador atípico já que privilegiamos os seguros de previdência (vida, acidentes, saúde e poupanças) e estamos vocacionados para prestar um serviço de excelência após a venda, sendo esse um dos nossos fatores distintivos. Outra nas nossas marcas distintivas é o facto de irmos buscar a cada companhia o que tem de melhor para os nossos clientes, elaborando para cada um deles planos à medida da suas necessidades, não estando portanto dependentes de uma única companhia, o que é habitual no nicho de mercado onde atuamos. Atualmente, contamos com uma equipa composta pelos três sócios, uma funcionária administrativa e mais alguns comerciais espalhados pelo país. Jessica Pereira, funcionária, e Sérgio Antunes, sócio fundador da Startmed. O nosso principal concorrente é claramente o canal bancário, ( ) que exerce uma pressão muito forte sobre os nossos clientes, apresentando-se com argumentos que, por vezes, roçam a chantagem JorgeOliveira e Emanuel São Bento, sócios fundadores da Startmed. VE - Como caracterizariam na vossa região o serviço das seguradoras em termos de assistência face à mediação? SA - Temos de distinguir. Há aquelas companhias que têm estado a concentrar todos os serviços em Lisboa ou no Porto, deixando os mediadores presos a linhas de assistência telefónica, que nem sempre dão a resposta adequada. Mas temos também algumas companhias que têm feito um esforço por manter uma rede de escritórios comerciais relativamente próxima da mediação. Pensamos que essa estratégia é a mais correta, no entanto, tendo em conta o nível de especialização que temos e a forma como estamos no mercado, essa não é para nós uma grande preocupação. VE - Está de acordo que um seguro mediado representa um cliente com maior grau de fidelização? Porquê? SA - Estamos, atualmente, a assistir à criação de novos canais de distribuição de produtos e serviços, nomeadamente por via das novas tecnologias e das alterações dos estilos de vida dos clientes, aos quais o mercado segurador não é imune. Basta ver a evolução das companhias diretas, canal bancário e até mais recentemente, Startmed é fruto da junção de três carteiras individuais A Startmed iniciou a sua atividade em 28/10/2008, e é fruto da junção das carteiras individuais dos seus três sócios fundadores, Emanuel São Bento, Jorge Oliveira e Sérgio Antunes, alguns dos quais já com mais de 25 anos de experiência na área dos seguros, tendo os nossos sócios exercido cargos de gerente, inspetor comercial e formador em diversas companhias tais como a UAP, AXA e Alico. Dessa experiência anterior surgiu a nossa vocação muito particular para os clientes particulares, profissionais liberais, com um enfoque muito grande nas profissões médicas e jurídicas, onde temos atualmente mais de 90% dos nossos clientes. a própria Google a perfilar-se para entrar como distribuidor nesta área. No entanto, há nesta nossa atividade algumas especificidades que fazem com que a figura do mediador continue a ser imprescindível. Desde logo na sensibilidade e no conhecimento que pode ter do seu cliente para lhe poder apresentar as soluções mais corretas. E, por outro lado, no serviço pós-venda, em que efetivamente o mediador pode mostrar toda a sua qualidade, ao prestar uma assistência personalizada, coisa que outros canais de distribuição terão dificuldades em fazer. Assim, pensamos que sim, um seguro mediado representa uma maior fidelização por parte do cliente, mas a mediação deverá ter o cuidado de encontrar fatores distintivos em relação a esses outros canais até porque não teremos qualquer possibilidade de concorrer com eles pelo fator preço. VE - Como classificaria os níveis de remuneração praticados na atividade? SA - Tem ocorrido uma diminuição forte das remunerações resultante, por um lado, da redução do prémio médio em praticamente todos os ramos e, por outro lado, das próprias percentagens de comissão que são hoje mais baixas, quando comparadas com há uns anos atrás. Para além disso, as companhias, debaixo do argumento de uma hipotética maior autonomia, têm transferido para os mediadores uma grande parte da carga administrativa, o que tem feito aumentar os custos de exploração da nossa atividade. Este facto é bastante preocupante quando ouvimos falar que as novas propostas da CE (IMD2 ou IDD e PRIIPs) virão trazer mais exigências para a mediação e que, por exemplo, se fala na possível eliminação de remunerações para os seguros obrigatórios e para os produtos financeiros. VE - Prevê-se que a entrada em vigor da Diretiva Solvência II em 1/01/2016 venha a fazer diminuir o número de seguradoras. Que efeitos crê que teria este facto na mediação de seguros e nos consumidores? SA - A nova diretiva vem trazer novas exigências de transparência a seguradoras e mediadores. Para os clientes, será positivo, na medida em que vai trazer maior garantia de transparência e clarificação na sua relação com a seguradora e com o mediador. Daqui resultará uma maior defesa do consumidor e uma maior prevenção de conflitos de interesses eventualmente existentes atualmente na venda de alguns produtos. Para a mediação, virá uma maior exigência já que os mediadores serão obrigados a um maior esforço de profissionalização através de mais formação. Mais burocracia para se cumprir com todas as informações obrigatórias ao cliente. Mas, também, de uma maior clarificação da sua relação com o cliente, nomeadamente através da eventual obrigatoriedade (ainda em estudo) de informação das remunerações auferidas pelo mediador. Este último fator é talvez o que nos levanta maiores dúvidas, pois achamos que pode ser motivo de algum constrangimento comercial no ato da venda, desviando as atenções do cliente e do mediador daquilo que deve ser o ponto fulcral na sua negociação, que é a proteção do cliente e as garantias que a apólice lhe possa oferecer.

10 XII CONSULTÓRIO JURÍDICO Pagamento de prémios de seguros ao mediador através de cheques com falta ou insuficiência de provisão Mais uma vez venho à presença de V. Exas. no sentido de obter uma informação, que se estrutura basicamente no seguinte: Um pagamento de um prémio de uma apólice efetuado junto de um mediador, com poderes de cobrança, via cheque à ordem do mediador, este depositando o cheque na conta Cliente, verificando-se mais tarde que o referido cheque foi devolvido por falta de provisão. Coloca-se o seguinte problema: o mediador, tendo entregado recibo e, nos casos de responsabilidade civil automóvel, também a carta verde, tendo entretanto o mediador efetuado o pagamento do recibo na habitual prestação de contas junto do segurador na expectativa da boa cobrança do mesmo, será legitimo o segurador estar à margem deste processo, ficando o mediador com o risco de perder o dinheiro da cobrança? Existe possibilidade legal de o mediador solicitar anulação da apólice e reembolso do premio? Devemos informar que, de facto e de direito, o pagamento de prémios de seguros através de cheques com falta ou insuficiência de provisão são frequentemente fonte de problemas e de grandes dificuldades, quer quando são entregues diretamente aos seguradores, quer quando se entregam aos mediadores de seguros com poderes delegados por aquelas para os receber, com a entrega ao tomador do seguro, quer num caso quer no outro, dos documentos comprovativos da existência e eficácia do contrato de seguro. Obviamente que os problemas e dificuldades apontados poderiam ser evitados na circunstância em que as seguradoras ou mediadores com capacidade e gozo do direito de cobrança, previamente atribuído por escrito por aquelas obrigatoriamente no caso dos agentes, e facultativamente no caso dos corretores de seguros (embora estes últimos possam receber legalmente os prémios dos seguros, mesmo sem atribuição prévia dos respetivos poderes), somente procedessem à entrega dos documentos comprovativos da eficácia do contrato de seguro após boa cobrança dos cheques, tal como, entre outros autores, a própria Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF/ex-ISP) o defende. Naturalmente que a realidade e a dinâmica do mercado segurador português impedem, na esmagadora maioria das situações, sabemo-lo por experiência, que a boa prática propugnada e acima apontada seja materializada, as mais das vezes, aquando do pagamento dos prémios de seguros por intermédio de cheques, atendendo a que os tomadores dos seguros pressionam e/ou exigem, frequentemente, a entrega dos documentos comprovativos da existência e eficácia dos contratos de seguros, como contrapartida da entrega imediata do cheque, passando a existir, nestes casos, o risco de falta ou insuficiência de fundos na respetiva conta bancária. É verdade que, como é sabido, o cheque não constitui, em si mesmo, um meio de pagamento, sendo apenas um título de crédito, ou seja, um instrumento que confere ao respetivo beneficiário seguradora ou mediador que o percebe por conta daquela a expectativa de receber o montante monetário nele indicado, pelo que, não possuindo o cheque natureza liberatória, só com o seu real pagamento é que se pode considerar ter ocorrido a entrega da quantia devida. Todavia, constituindo o cheque um modo de pagamento admitido taxativamente, com natureza imperativa, entre outros (transferência bancária ou vale postal, cartão de crédito ou de débito ou outro meio eletrónico de pagamento), pelo n.º 1 do artigo 54º do Decreto-lei n.º 72/2008, de 16 de abril que aprovou o regime jurídico do contrato de seguro (RJCS), o pagamento do prémio do seguro por cheque fica subordinado, por força do disposto no n.º 2 da mesma disposição legal, à condição da sua boa cobrança e, verificada esta, considera-se feito na data da receção daquele, com a consequente cobertura dos riscos (cf. artigo 59º), a qual retroage à data de início fixada pelas partes (cf. n.º 1 do artigo 42º). A condição suspensiva a que este modo de pagamento do prémio se encontra legalmente sujeito não resulta da vontade das partes, porquanto se subordina a um acontecimento futuro e incerto a produção de efeitos do contrato de seguro, significa que as seguradoras ou mediadores que em seu nome e por sua conta atuam no respeitante à perceção do prémio do seguro só deveriam considerar o prémio liquidado após boa cobrança do cheque. Quer isto significar que, no caso em que, tal como o prescreve o n.º 4 do citado artigo 54º do RJCS, embora com natureza supletiva apenas se aplicará no silêncio das partes, admitindo disciplina diversa, a falta de cobrança do cheque [ou, igualmente, a anulação do débito em conta bancária por retratação, no prazo de 30 dias, do autor do pagamento no quadro da legislação bancária que o permite (Avisos do Banco de Portugal n.º 1/2002, n.º 10/2003 e n.º 10/2005)] equivale à falta de pagamento do prémio, ou seja, determina, como regime-regra aplicável à generalidade dos contratos de seguros (com a exceção dos referidos no artigo 58º), a resolução automática ou impede a prorrogação dos mesmos contratos, conforme resulta do artigo 61º do diploma em apreço. Claro está que, sendo este o quadro legal aplicável na circunstância em que sejam as seguradoras, enquanto beneficiárias diretas dos cheques atendendo a que foram emitidos à sua ordem, a recebê-los dos tomadores dos seguros, não vislumbramos, por consequência, quaisquer razões válidas para que o mesmo regime e entendimento se não aplique nos casos em que os agentes e corretores com a exclusão dos mediadores de seguros ligados, que estão impedidos de movimentar fundos relativos às apólices de seguros figuram como beneficiários dos cheques, porquanto emitidos em seu nome, no pressuposto de que atuem, quanto ao recebimento dos prémios, como representantes das seguradoras, atuando em seu nome e por sua conta e com poderes delegados de cobrança. Em conformidade com o estabelecido no artigo 42º do Decreto-Lei n.º 144/2006, de 31 de julho, que aprovou o regime jurídico da mediação de seguros (RJMS), o agente de seguros só pode receber prémios com vista a serem transferidos para as seguradoras, se tal for convencionado, por escrito, com as respetivas empresas de seguros, contanto que os prémios entregues pelo tomador de seguro ao agente autorizado a receber prémios relativos ao contrato são considerados como se tivessem sido pagos à seguradora. Por outro lado, os prémios entregues pelo tomador de seguro ao corretor são considerados como se tivessem sido pagos à empresa de seguros, se o corretor entregar, simultaneamente, ao tomador o recibo de prémio emitido pela seguradora que constitui a regra, sendo que, para efeitos de cálculo das garantias bancárias ou dos seguros de caução a que estes operadores se encontram sujeitos, excluem-se da base de incidência do referido cálculo, de acordo com o n.º 2 do artigo 13º-A da Norma Regulamentar n.º 17/2006-R, de 29 de dezembro, da ASF, os fundos em relação aos quais ao corretor foram outorgados, pela seguradora, poderes para o recebimento em seu nome. Acresce que qualquer mediador de seguros que movimente fundos relativos ao contrato de seguro deve depositar as quantias referentes a prémios recebidos para serem entregues às empresas de seguros em contas abertas em instituições de crédito em seu nome, mas identificadas como conta-clientes, presumindose, para todos os efeitos legais, que as quantias depositadas em conta-clientes não constituem património próprio do mediador de seguros, devendo, em caso de insolvência do mediador, ser afetas, preferencialmente, ao pagamento dos créditos dos tomadores de seguros, segurados ou beneficiários. Atuando, como vimos, o agente e corretor de seguros, neste particular e no que à cobrança dos prémios diz respeito, como um representante das seguradoras, legitimando aqueles a agir não só em nome como também por conta daquelas, os efeitos derivados, quer do pagamento efetivo, quer do não pagamento efetivo do prémio, designadamente através da utilização de cheque com falta e insuficiência de provisão (que consubstancia tão-somente a mera entrega de um meio de pagamento), efetuado pelo tomador junto do mediador, deverão produzir-se, de igual modo, diretamente na esfera jurídica da própria seguradora, valendo neste domínio o aforismo jurídico ubi commoda, ibi incommoda (brocardo latino que estabelece o princípio segundo o qual aquele que desfruta vantagens ou benefícios de uma dada situação deve também suportar os riscos e prejuízos dela decorrentes). Deste modo, conclui-se que, no âmbito das relações entre os mediadores com capacidade de cobrança de prémios e as seguradoras que lhe atribuíram tal poder e faculdade, o recebimento de cheques com falta ou insuficiência de provisão deveria produzir o efeito consignado na lei e que as próprias seguradoras adotam quando emitidos em seu nome, enquanto procedimento correntemente praticado na organização inclusive quanto à validade dos documentos comprovativos da eficácia do seguro eventualmente emitidos, em seu nome, pelo mediador, ou seja, a falta de cobrança do cheque equivale à falta de pagamento do prémio, quer na situação em que o titulo de crédito tenha sido emitido à ordem da seguradora, figurando esta como seu beneficiário direto, quer no caso em que o mediador de boa-fé (que não conheça, nem deva conhecer a inexistência de fundos) seja o seu beneficiário (e indiretamente a seguradora), porquanto emitido à sua ordem. Assim, na eventualidade de já ter ocorrido a prestação de contas relativa ao prémio a que o cheque sem provisão se reporta, assistirá um direito de crédito do mediador sobre a seguradora na exata medida do valor do prémio em questão, impondo-se o respetivo reembolso. CORVACEIRA GOMES Departamento jurídico/ Diretor Executivo APROSE O pagamento de prémios de seguros através de cheques com falta ou insuficiência de provisão são frequentemente fonte de problemas e de grandes dificuldades, quer quando são entregues diretamente aos seguradores, quer quando se entregam aos mediadores de seguros com poderes delegados por aquelas para os receber, com a entrega ao tomador do seguro, quer num caso como no outro, dos documentos comprovativos da existência e eficácia do contrato de seguro

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