Responsabilidade e ajuda mútua (Estado de Minas 16/11/10) Dan M. Kraft Advogado, mestre em direito comercial (UFMG) e internacional (Londres)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Responsabilidade e ajuda mútua (Estado de Minas 16/11/10) Dan M. Kraft Advogado, mestre em direito comercial (UFMG) e internacional (Londres)"

Transcrição

1 OABPrev-SP adota taxa zero sobre a administração (OABPrev Informa 16/11/10) A partir de 1º de dezembro, nenhuma taxa incidirá sobre as contribuições pagas pelos participantes da OABPrev-SP. Se o valor que se descontava para custeio administrativo do fundo já era considerado baixíssimo (2%), a partir de agora a previdência dos advogados torna-se a única, entre as entidades fechadas instituídas, a adotar taxa zero de administração. A medida se deve ao fato de que tanto os órgãos diretores do fundo quanto as empresas parceiras Icatu e Mongeral - não obedecem a uma visão argentária, mas puramente previdenciária. Nossa finalidade é exclusivamente melhorar o rendimento do patrimônio dos participantes, afirma o presidente da OABPrev-SP, Arnor Gomes da Silva Júnior. Na prática, a ausência de taxa de administração sobre a contribuição ou taxa zero significa que cada centavo depositado pelo participante será efetivamente investido. Isso foi possível graças ao volume patrimonial e ao número de participantes alcançados. A taxa zero de administração faz da OABPrev-SP um dos planos de previdência mais atraentes do mercado, observa Mizael Vaz, gerente comercial da Icatu, empresa que gere as aplicações do fundo dos advogados. Com mais de 22 mil participantes e patrimônio de R$104 milhões, a OABPrev-SP é, aos quatro anos de vida, o maior fundo de previdência instituído do Brasil. Na opinião do presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), José de Souza Mendonça, o avanço do plano instituído pela OAB-SP e pela Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP) deve-se à qualidade de sua gestão. O participante vê que os recursos estão sendo bem geridos, destaca Mendonça. Responsabilidade e ajuda mútua (Estado de Minas 16/11/10) Dan M. Kraft Advogado, mestre em direito comercial (UFMG) e internacional (Londres) Acidentes ocorrem, pois a vida é cheia de imprevistos. O direito desenvolveu todo um arcabouço de normas e tratamento de casos concretos, consolidados na chamada Teoria da Imprevisão. Contratos podem ser desfeitos sem penalidades, o reequilíbrio econômico deve ser buscado, tudo evitando que os ônus do imprevisto recaiam somente sobre uma parte do contrato, gerando enorme injustiça e, no extremo, rupturas. Para evitar a descontinuidade das relações econômicas, foi concebido há séculos o princípio da mutualidade, fundamento dos seguros. A tentativa de adaptação aos fatores negativos do meio ambiente levou o ser humano a concluir que pouco valia sua iniciativa isolada para tentar controlar situações que superam sua capacidade de previsão ou reação. A cobertura recíproca de uma necessidade fortuita e estimável, relativa a múltiplas economias ameaçadas de igual modo, é um fato inerente a sociedades que constatam ser a ajuda mútua algo necessário para levar prosperidade ao grupo. O conceito não é de mera reparação econômica, mas sim da reparação que advém de um sistema de compensação entre economias ameaçadas pelos mesmos riscos. Manter uma sociedade segura, entretanto, demanda um envolvimento coletivo para todos tornarem-se mais responsáveis, pois o erro de um prejudica a todos. 1

2 Dentre os diversos meios de se medir o desenvolvimento de um país, está o grau de disseminação dos seguros entre a população. Quantas pessoas identificam os riscos que lhes cercam e buscam uma solução não individual, mas coletiva (seguro), para se protegerem contra os mesmos? No Brasil tal proteção é economicamente viável, ou o preço é proibitivo? Se o preço é alto, qual a razão? Um caminhão que perde os freios em uma avenida, ceifando vidas e bens materiais, é um fato previsível se inexistem mecanismos que tornem inviável que seu dono circule com uma mecânica precária. A perda de um prazo processual por um advogado que se vê vítima de um grave imprevisto, gerando a decadência do direito e prejuízo a um cliente, pode gerar ônus apenas a uma das partes na relação, criando grande injustiça. É possível evitar tais problemas? Uma sociedade que arca com as conseqüências dos atos de seus componentes, de forma coletiva, dá elevada importância à mutualidade. O abandono do indivíduo à sua própria sorte, ou à solidariedade eventual, não é sinônimo de desenvolvimento. São necessários estímulos para todos desejarem se proteger contra imprevistos, pois este é o caminho de uma sociedade responsável e justa. Aceitar que viver importa em riscos que não precisam ser arcados apenas pela vítima, afastando o determinismo do tipo "Deus quis assim", promove iniciativas coletivas visando minimizar danos. Há várias formas de um país se desenvolver, mas a melhor delas é tocar cada indivíduo sobre sua responsabilidade perante a coletividade. O que os seguros fazem é exatamente transferir de modo uniforme aos cidadãos a responsabilidade de cada um em sua organização social. Quanto mais conseguirmos identificar riscos (violência, usurpação da propriedade, enchentes, desmoronamentos) e criar mecanismos para que os mesmos não aconteçam, ou se acontecerem serem arcados responsavelmente (pois tudo terá sido feito para evitá-los), maior o nosso grau de desenvolvimento como sociedade. Previc: Diretor defende SBR em Congresso da Abrapp (Previc 17/11/10) Coordenadores da Superintendência também fazem palestras sobre TI e Plano de Contas O diretor de fiscalização da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc, Manoel Lucena, reforçou ontem que a Previc e as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) devem enxergar a supervisão baseada em risco (SBR) como algo positivo, que busca minimizar os riscos, garantindo segurança aos participantes e assistidos. A SBR é um caminho de mão dupla, onde supervisão, gerenciamento e governança estão olhando para a mesma direção, disse. Manoel Lucena falou durante o 31 Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, que ora se realiza em Olinda (PE) citando, em sua apresentação, os marcos regulatórios da previdência complementar: explicou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC); apresentou a missão e a visão da Previc e explicou que a autarquia está alinhando sua rotina de trabalho com os conceitos da SBR. Todas as áreas da Previc estão sendo preparadas para desenvolver suas atividades de maneira integrada e dentro das metodologias da supervisão baseada em risco, destacou. As explanações desse seminário foram todas direcionadas para a supervisão baseada em risco SBR, metodologia que está sendo implantada na Previc, em 2

3 parceria com o Banco Mundial. Os tópicos tratados se referiram às experiências internacionais e conceitos básicos da SBR. TI VERDE - O que fazer com o lixo eletrônico? Como economizar energia? Como as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) podem tornar sua tecnologia de informação (TI) mais verde? Esses foram alguns dos itens abordados no seminário Práticas para tornar sua TI mais verde, tema da palestra do coordenador-geral de Tecnologia da Informação da Previc, Eduardo Bittencourt. O coordenador falou sobre a necessidade de mudança cultural e na rotina de trabalho, não só das EFPC, mas de toda a sociedade, no que diz respeito à sustentabilidade social e ambiental. A sustentabilidade tecnológica deixou de ser, há tempos, um assunto apenas de especialistas. Esse tema já está inserido no dia a dia de todos nós, ponderou. Segundo Bittencourt, a Previc está preparando um programa de conscientização e de educação que visa implantar a cultura verde e incentivar uma mudança na rotina de seus servidores em relação à utilização dos recursos tecnológicos. Também palestraram nesse seminário José Álvaro Feitosa, coordenador da comissão técnica nacional de tecnologia da informação da Abrapp, e Roberto Jorge Pereira da Silva, membro da comissão técnica nacional de tecnologia da informação da Abrapp. Ambos defenderam a prática de gerenciamento eletrônico de documentos e do fluxo de informações; o descarte adequado do lixo eletrônico; a conscientização sobre o consumo adequado de equipamentos eletrônicos e o engajamento das EFPC, como agentes mobilizadores de mudanças. O três palestrantes lembraram que a sustentabilidade sócio-ambiental, não só em termos tecnológicos, mas em todas as ações diárias de uma sociedade, está diretamente ligada à garantia de uma melhor qualidade de vida e de um futuro saudável, que é o que almejam os participantes de um fundo de pensão. PLANO DE CONTAS - Ao fazer ontem uma avaliação do Plano de Contas da previdência complementar, o coordenador geral de Monitoramento Contábil da Previc, Maurício Nakata, apresentou um balanço positivo do sistema, desde sua implantação ocorrida há quase um ano. Segundo Nakata, a CGPC 28/2009 trouxe inovações para o sistema, devido ao seu caráter participativo, não só pela introdução das consultas e audiências públicas, mas também pela melhoria ocorrida no envio dos balancetes por meio eletrônico. Adiantou que o Plano de Contas estabeleceu uma planificação contábil padrão, novos demonstrativos contábeis e normas gerais dos procedimentos contábeis, introduzindo o registro contábil dos investimentos por emissor. Além da criação de novos demonstrativos, outros passos anunciados pelo coordenador da Previc, referem-se à implantação (com a Dataprev) de novos demonstrativos, implantação da Supervisão Baseada em Risco, análise de novas demonstrações contábeis e contratação de novos técnicos por meio de um concurso público que se realizará no dia 23 de janeiro de PanAmericano leva Previc a monitorar fundos (Carolina Mandl - Valor Online 19/11/10) A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) vai começar a monitorar mais de perto a exposição dos fundos de pensão a títulos de bancos de 3

4 pequeno e médio porte depois do episódio do PanAmericano. Apesar de até agora as fundações não estarem enfrentando problemas por causa dos papéis do banco do empresário Silvio Santos, o objetivo do reforço no controle das carteiras é verificar se as fundações não estão concentrando sua exposição a esse tipo de emissor de diversos tipos de papéis, como Certificados de Depósitos Bancários (CDB), fundos de direitos creditórios (FIDCs) e Recibos de Depósito Bancários (RDB). "Os fundos não foram afetados pelos problemas do PanAmericano porque rapidamente foi encontrada uma solução para o problema", diz Ricardo Pena, diretor-superintendente da Previc. Segundo ele, menos de dez instituições tinham exposição ao banco. A Petros, dos funcionários da Petrobras, tem cerca de R$ 250 milhões em cotas de fundos de direitos creditórios e outros R$ 90 milhões em CDBs. "Não estamos tendo problema. Os papéis que estão vencendo estão sendo honrados e os demais permanecem em carteira", afirma Wagner Pinheiro, presidente da Petros. Segundo Pena, da Previc, o reforço no monitoramento da exposição dos fundos aos bancos médios não vai implicar mudanças regulatórias. "Isso não pode se traduzir em perdas nas regras. Não pode haver uma marcha-ré", diz Pena. Ele afirma que nenhum dos fundos de pensão com títulos do banco PanAmericano estava fora dos limites permitidos. Para reforçar seu poder fiscalizador, a Previc está implantando um novo sistema de supervisão com o auxílio do Banco Mundial, que já presta esse tipo de serviço para diversos sistemas de previdência mundo afora. Depois de o contrato ter sido assinado em setembro do ano passado, Pena avalia que ele estará integralmente pronto em cerca de cinco anos. Outras autarquias brasileiras, como a Comissão de Valores Mobiliários, já utilizam essa metodologia batizada de Supervisão Baseada em Risco, cujo caráter é mais preventivo do que punitivo. Neste ano, cerca de 15 instituições - entre elas Funcesp (funcionários da Cesp), Valia (Vale) e Previ (Banco do Brasil) - já passaram por uma auditoria em caráter experimental utilizando-se esse sistema de supervisão como base. Os caminhos do sistema na nova década (Abrapp 19/11/10) Ao longo dos próximos anos, diz um estudo apresentado ontem por Felinto Sernache Filho, da Towers Watson do Brasil, a contribuição das empresas nos planos de Contribuição Definida e Variável (CD/CV) tenderá a tornar-se mais flexível, dependendo tal flexibilidade, por exemplo, dos resultados alcançados pela patrocinadora ou quaisquer outros fatores que impactem a disponibilidade de recursos por parte das companhias. Daqui para a frente, com a remuneração da renda fixa caindo e os ânimos se acirrando por conta dos rendimentos menores, uma outra tendência que deverá se fazer sentir, segundo Sernache, será a adoção mais generalizada da prática dos perfis de investimentos e do compartilhamento das decisões relativas à alocação dos ativos. Na apresentação do estudo, na segunda plenária dessa quinta-feira, sobre o tema O Cenário da Previdência Complementar Hoje e na Próxima Década, Sernache apontou duas outras tendências: de um lado, uma maior oferta de planos do tipo Ciclos de Vida, para atender os participantes que não querem se preocupar em decidir sobre o perfil que desejam para os seus investimentos e, de outro, um maior interesse pelas formas alternativas de pagamento de benefícios de renda. 4

5 Relativamente aos investimentos, Sernache prevê como principais tendências uma maior sofisticação das políticas de alocação dos ativos, com foco em alvos alternativos (Resolução CMN 3792) e diferentes famílias de fundos, como os imobiliários, de participações, de investimentos em empresas emergentes e multimercados. Carlos Alberto de Paula, Diretor de Análise Técnica da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), elencou uma série de ações fomentadoras a serem desencadeadas pelas autoridades nos próximos anos: incremento da educação financeira e previdenciária, convencimento mesmo das médias empresas, busca da nova classe média, oferta de planos setoriais (patrocinados por empresas de um mesmo segmento econômico), impulsionar os fundos multipatrocinados, desoneração das entidades e fazer ajustes na regulação. Por sua vez, Reginaldo José Camilo, Coordenador da Comissão Técnica Ad Hoc de Fundos Multipatrocinados e Instituídos da ABRAPP, ofereceu sugestões para o fomento do sistema, a começar da desoneração das entidades. Mas citou também outras providências nesse sentido, como o incremento da educação previdenciária, a defesa do contrato previdenciário (para que imprevistos não criem desequilíbrios através do aumento dos compromissos), revisão das regras de tributação (flexibilização da opção entre os regimes progressivo e regressivo, aumento do limite de dedução e que seja possível deduzir mesmo no modelo simplificado do IR), criação de planos setoriais, facilitar o licenciamento, simplificação das informações a serem enviadas às autoridades e desenvolvimento de uma série de novos produtos, entre outras iniciativas. De volta aos planos BD (Abrapp 19/11/10) Planos de Benefícios Definidos (BD) não são necessariamente mais onerosos ou contém mais riscos para as patrocinadoras do que os de Contribuição Definida (CD), tudo depende da negociação inicial com os participantes. Como a contribuição precisa ser maior para garantir no CD o atingimento de um volume de reservas individuais suficiente para assegurar um determinado benefício, ao adotar o BD empresa e trabalhador estarão na verdade economizando esse montante adicional com que teriam que contribuir a mais, explicou Luiz Felipe Andrade, presidente da BlackRook, ao ser um dos expositores na primeira plenária de ontem, sobre o tema Avaliação dos Fatores de Influência nas Políticas e os Planos de Previdência Públicos e Privados. Ele também pregou a preservação dos BD, algo que pode ajudar a atrair um maior contingente de interessados, junto com maiores investimentos em educação previdenciária. Planos CDs puro tenderam a criar maiores problemas para os participantes na crise de 2008, reconheceu o titular da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), Ricardo Pena, que disse ver os BDs uma forma de reter o risco. Estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), disse, identificou uma perda potencial de 5% a 9% das reservas matemáticas a cada ano por conta do impacto causado pela maior longevidade. A seu ver, para melhor se ajustarem ao alongamento da expectativa de vida os fundos devem dispor de títulos de longevidade emitidos pelo governo, índices de derivativos e uma adequada oferta de resseguros. Outro expositor, José Eduardo Krieger, Diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto do Coração de São Paulo, explicou que o desafio que se apresenta hoje para a medicina é atuar preventivamente, antecipando-se ao 5

6 momento em que as doenças crônicas e degenerativas se instalam, fase já adiantada e na qual pouco resta a fazer se não administrar os efeitos, algo que atualmente consome dois terços de tudo que se gasta em saúde pública. Apesar da enormidade dos gastos, pouco se consegue fazer nessa etapa pelo paciente. O que se busca é agir antes e, se isso não for possível, favorecer a regeneração. José Cechin, Diretor Executivo da Federação Nacional de Saúde, sublinhou que os efeitos do aumento da longevidade devem ser estudados desde já, para evitar-se surpresas, mas admitiu que o sistema de fundos de pensão é sólido. Tudo que se ouve falar são superávits, concluiu. Plano de previdência fechada tem custo menor (Folha de S. Paulo 22/11/10) Produto é alternativa a fundos empresariais Em busca de uma aposentadoria mais próspera, o trabalhador tem uma alternativa aos planos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) oferecidos pelas instituições financeiras: a previdência fechada. Mas engana-se aquele que pensa que só é possível ter um plano desses se o empregador contribuir e tiver um plano empresarial. Quando o trabalhador não tem um plano patrocinado pelo empregador pode recorrer aos planos previdenciários instituídos por associações, entidades de classe, sindicatos. "A grande vantagem desses planos instituídos é que, como as entidades não visam ao lucro, a rentabilidade é transferida direto para o participante", explica Rangel. Segundo Silvio Rangel, diretor-superintendente da Fibra (Fundação Itaipu-BR de Previdência e Assistência Social), as taxas cobradas pelas instituições que "visam ao lucro", diminuem a rentabilidade dos planos PGBL e VGBL. "No PGBL e no VGBL, as taxas de administração e de carregamento podem onerar demais o investimento ao longo do tempo. Esses planos [de bancos e seguradoras] são uma opção saudável, que garantem uma boa aposentadoria, mas não são baratos", diz Rangel. Segundo ele, muitas vezes, dependendo do perfil da contribuição, o banco fica com a metade do benefício. Já os planos fechados têm taxas bem mais baixas, até de 0,5%, afirma. "Nos planos de previdência instituídos, o rendimento é todo revertido para o poupador", diz o presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas), José de Souza Mendonça. Para ele, a previdência fechada é importante para que não se chegue à velhice com a renda pela metade da fase economicamente ativa do contribuinte. Segundo Carlos de Paula, Diretor de Análise Técnica da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), a procura por esse tipo de previdência tem crescido. 6

7 "Muitas federações e sindicatos têm dado acesso à previdência complementar a muitas categorias, inclusive aos autônomos." COMO FAZER A orientação para o trabalhador que está planejando fazer a previdência complementar é saber se faz parte de alguma entidade de classe, de alguma associação que tenha um plano instituído e buscar conhecer antes de optar por um PGBL e VGBL. Depois de pesquisar na entidade trabalhista, é hora de comparar os valores cobrados para a administração dos valores poupados (taxas, imposto de renda). É importante também verificar o histórico de rentabilidade. Não adianta ser barato, se rende abaixo da média de mercado. Na hora de fazer qualquer previdência complementar, apontam especialistas, é preciso verificar a cobertura que o plano dá, além do benefício. É bom saber se cobre pensão por morte ou por invalidez, por exemplo, e não apenas analisar o benefício. Reajuste de 10,52% para aposentados (O Dia Online 22/11/10) Governo estuda aumento real a segurado do INSS que ganha acima do mínimo Em meio as discussões do aumento do salário mínimo para 2011, quatro cenários estão em estudo na negociação do Orçamento para reajustar as aposentadorias e as pensões do INSS maiores que o piso (confira ao lado). A melhor possibilidade é a que resultaria em aumento de 10,52% sobre os benefícios de quem ganha mais, com ganho real, descontada a inflação, de 4,98%. As propostas são baseadas na decisão da presidenta eleita, Dilma Rousseff, de conceder reajuste acima da inflação a mais de 8 milhões de aposentados que ganham acima no mínimo. Dilma estaria disposta a adotar mecanismo que concede ganho real que represente 80% do que for dado acima da inflação para o salário mínimo. Os quatro cenários levam em conta que o piso nacional possa subir de R$ 510 para R$ 540 proposta aprovada pela Comissão Mista de Orçamento; R$ 550 valor que teria a simpatia da presidenta e do presidente Lula ; R$ 560 também cogitado; e R$ 570 patamar que o relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), admitiu que há margem para ser aprovado no Congresso. Teto de R$ 3.832,17 Se prevalecer o que Dilma e Lula querem, com mínimo passando a R$ 550, os aposentados do INSS que ganham mais teriam um aumento de 7,38%, com ganho real de 1,84%. Já para a proposta de um mínimo de R$ 570, o reajuste de 10,52% para esse inativos elevaria o atual teto da Previdência Social de R$ 3.467,40 para R$ 3.832,17. As centrais sindicais querem que o mínimo aumento para R$ 580 e um reajuste de 9,1% para as aposentadorias superiores do piso. Mais 170 mil passam a ganhar o piso 7

8 A política de aumento diferenciado entre salário mínimo, aposentadorias e pensões do INSS acima do piso resultará em mais um grande achatamento de benefícios, segundo a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap). Levantamento da entidade mostra que se os reajustes separados forem mantidos, cerca de 170 mil segurados da Previdência Social que recebem mais que o mínimo, de um total de 8,3 milhões, passarão a ganhar um salário mínimo. A Cobap defende reajuste único. O estudo mostra que a cada ano mais aposentados acabam migrando para a faixa salarial mais baixa do INSS. Segundo a confederação, nos últimos 15 anos, 4,5 milhões de aposentados e pensionistas tiveram seus benefícios reduzidos ao salário mínimo. Na avaliação do presidente da Cobap, Warley Gonçalles, eles tiveram drástico achatamento do poder de compra, prejudicando a qualidade de vidas e de seus dependentes. Conforme os cálculos feitos pela Cobap, considerando a atual negociação do reajuste para 1º de janeiro de 2011, a migração aumentará. Caso mínimo passe para R$ 580, por exemplo, o reajuste será de 13,75%. Se o governo conceder o que as centrais reivindicam para quem ganha mais (9,1%), cerca de 170 mil aposentados e pensionistas vão cair para a faixa do piso previdenciário já a partir do começo do próximo ano. Geração Y desafia o sistema (Abrapp 22/11/10) O acesso à previdência continua sendo um privilégio para poucos: atualmente somente 26% dos trabalhadores no mundo estão protegidos e apenas 4% da população economicamente ativa tem acesso à previdência complementar. Esta baixa cobertura está associada ao nível de renda da população e à estrutura do mercado de trabalho, o que gera tensão social e torna os idosos vulneráveis. Diante do quadro, é necessária a aplicação de novas políticas para aumentar a cobertura previdenciária, o que contempla a inclusão de benefícios assistenciais não contributivos, criação de subsídios às contribuições e fiscalização e controle. Também devem ser consideradas a flexibilização das regras de seguro, aplicação de incentivos à filiação e educação previdenciária. Os recursos acumulados nos fundos de pensão têm sido cada vez mais expressivos em relação ao PIB mundial. Há alguns elementos que explicam isso, conforme notou Vinícius Carvalho Pinheiro, consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho): o crescimento econômico e o aumento do número de empregos e da renda são alguns dos principais fatores que contribuíram para o crescimento da previdência complementar. Ele foi um dos expositores no painel sobre O Sistema de Previdência Privada no Mundo Globalizado: Visão como Instrumento de Política de Recursos Humanos, na última sexta-feira, dia de encerramento do 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão. Nos países do G20 uma parte substancial dos pacotes de estímulos econômicos foi destinada ao fortalecimento da renda e da demanda agregada por intermédio dos sistemas previdenciários, afirma Pinheiro. Reflexo disso são as reformas feitas pelos governos nos sistemas públicos com vistas à redução de taxas de reposição ao envelhecimento populacional e à necessidade de sustentabilidade fiscal. 8

9 Um dos desafios para manter o crescimento e a sustentabilidade dos planos de previdência complementar é atender as necessidades da geração Y, que podem impactar diretamente nas Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Isso porque apresentam baixa fidelidade às corporações, trocando de emprego num prazo de 2 a 4 anos, em média. É preciso criar condições para atender esse perfil de público. O desafio é desenvolver estratégias que permitam a essas pessoas permanecer com o vínculo junto aos planos previdenciários, mesmo após um possível desligamento, explica Maurílio Rossi, Coordenador da Comissão Técnica Nacional de Recursos Humanos da Abrapp. Acostumada a mudanças frequentes, a geração Y representa 57% dos desligamentos ocorridos no Banco do Brasil. Do número total de exonerados, apenas 43% permaneceram no plano da PREVI como contribuinte. Penso que devemos criar uma educação previdenciária, e, isso deve ser feito não apenas para o público acostumado com a comunicação dos planos previdenciários, mas também para universitários e àqueles que ainda não entraram no mercado de trabalho formal. É preciso tornar clara a importância da adesão e o que ela irá trazer grande repercussão para as suas vidas, finaliza Rossi. Previdência fechada: Planos mais vantajosos (Tabata Pitol Peres InfoMoney 24/11/10) Os planos de previdência complementar fechados sejam eles oferecidos pelo empregador, sejam pelo sindicato ou associações de classe são, na maioria das vezes, mais vantajosos para quem está planejando a aposentadoria do que os planos abertos. A grande diferença é que os planos fechados não têm fins lucrativos. Dessa forma, toda a estrutura de custos de administração e gestão financeira acabam sendo menores, o que se traduz em uma rentabilidade maior do que de uma previdência aberta, principalmente para pessoas físicas, que pagam altas taxas pelos seus PGBLs (Plano Gerador de Benefício Livre), por exemplo, explica o consultor sênior de previdência complementar da Mercer, Evandro Oliveira. Embora afirme que os planos fechados são mais vantajosos, o executivo explica que há algumas exceções. Se o plano fechado não tiver muitos participantes, os gastos com a administração e gestão financeira podem ser maiores que dos planos abertos. Mas, em um plano fechado, com ao menos mil pessoas e com um volume de contribuições que faça com que o volume gerido cresça rápido, os custos ficam diluídos e isso traz boa rentabilidade aos participantes. Na hora de escolher Oliveira ressalta ainda que as taxas cobradas nos planos abertos são as grandes vilãs da rentabilidade dessa modalidade de previdência complementar. Normalmente, em um PGBL, o cliente nem sabe quanto paga de taxa de administração de recursos. É comum a instituição falar da taxa de carregamento, que é uma taxa que incide sobre os aportes mensais reduzindo a contribuição feita no mês. Porém, sobre todo o valor acumulado incide a taxa de administração, que diminui muito os rendimentos, afirma o consultor, que completa: essas taxas em um PGBL podem chegar a 4% sobre o valor investido, enquanto em um plano fechado essas taxas ficam na casa de 0,5%. Para se ter uma ideia, 1 ponto percentual dessa taxa, para uma pessoa que acumula desde os 30 anos, significa mais de 20% do total acumulado até aos 60 anos. Ou seja, é muito dinheiro perdido. 9

10 Além disso, segundo Oliveira, os fundos fechados oferecem formas de pagamento do benefício mais flexíveis aos seus clientes. O PGBL é feito de uma maneira para que o cliente reverta em renda vitalícia o valor acumulado. O problema é que os fatores usados para converter o valor acumulado em renda mensal são bastante rigorosos, tornando-se desvantajosos para os segurados. Claro que você pode resgatar tudo de uma vez, mas esse não é o modelo padrão do PGBL. Já no plano fechado, está previsto que a pessoa receberá todo aquele recurso por um tempo certo (20 anos, por exemplo) e, por isso, não há perdas. Nos fechados também é possível optar por um modelo que acho interessante: a pessoa decide um percentual do saldo acumulado para receber mensalmente, tipo 5%, mais a rentabilidade dos últimos 30 dias. Dessa forma, ela consegue administrar melhor o dinheiro e ter uma renda compatível com sua necessidade de consumo mensal, finaliza. Gabas: Previdência pública é solução e não problema (Agência Brasil/Panorama Brasil 24/11/10) O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, rebateu ontem as informações de que o sistema previdenciário público urbano esteja falido. Ele atribuiu a interesses do setor de previdência privada a tese de existência de problemas no sistema. Gabas participou, pela manhã, do 1º Congresso Mundial de Aposentados que ocorre no Senado, com a presença de representantes de vários países. Essa história de que a Previdência está quebrada tem interesse da previdência privada. A previdência pública não é problema para o país, é solução. Cada vez que a economia tem um 'soluço', cada vez que o sistema financeiro que não tem nenhum controle, tem problemas, querem creditar [a culpa] ao trabalhador e aos aposentados, afirmou o ministro. Gabas disse ainda que o Ministério da Previdência é solidário ao movimento de resistência promovido por trabalhadores franceses, na greve contra as alterações propostas pelo governo daquele país no regime de Previdência Social. Para um auditório lotado por aposentados, pensionistas e representantes de confederações, além de delegados internacionais, o ministro defendeu que o debate sobre o modelo previdenciário no Brasil é necessário. É preciso sim discutir qual modelo de Previdência Social que queremos para daqui a 50 anos. Não queremos passar pelo que passa a França. Ele defendeu que a previdência pública brasileira continue a implementar as políticas de proteção social promovidas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Programa Bolsa Família e concessão de benefícios a trabalhadores rurais que tenham propriedades até quatro módulos, independente de comprovação de pagamento de contribuições. O ministro destacou que os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a base da pirâmide social no país está encolhendo a partir do envelhecimento da sociedade. Neste sentido, ele considera fundamental que governo e representantes dos trabalhadores e aposentados debatam, com sinceridade, as políticas futuras para os idosos. Sobre o valor do salário mínimo que vai entrar em vigor em 2011, o ministro disse apenas que neste momento o assunto está em discussão com as centrais sindicais para se tentar chegar a um reajuste real. O cálculo para o salário mínimo 10

11 estipulado pelo governo é o índice de inflação mais o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior a elaboração do orçamento da União. No caso deste ano, a referência seria 2009, ano em que o crescimento da economia foi nulo por causa dos efeitos da crise financeira mundial. Gabas acrescentou que posteriormente ao debate com as centrais sindicais, vai discutir o assunto com os representantes dos aposentados e pensionistas. Futuro é debatido cada vez mais cedo (Roseli Lopes - Valor Online 24/11/10) A Volvo Brasil, um dos maiores fabricantes de caminhões pesados do mundo, tem, atualmente, perto de três mil funcionários em sua fábrica de Curitiba (PR). Desse total, 71 pessoas devem deixar a companhia nos próximos cinco anos. São executivos com idades variando entre 55 e 60 anos, hoje ocupando postos-chave em quase todas as áreas da companhia. A maioria tem mais de 20 anos de casa. O grupo está a caminho da aposentadoria. Mas bem antes de colocarem, de forma definitiva, os pés fora da empresa, esses funcionários, que durante anos carregaram o sobrenome Volvo, estão sendo preparados para a nova fase da vida. A empresa tem o programa De Olho no Futuro, cujo objetivo é fazer com que esses funcionários comecem desde já a planejar, pessoal e profissionalmente, essa nova etapa. Carlos Ogliari, gerente da área de relações humanas da Volvo, conta que a empresa tem como premissa que é entre os 55 e os 60 anos de idade que qualquer funcionário, independentemente do cargo que ocupe, deve estar preparado para deixar a companhia. Ogliari diz que o programa tem por base o princípio do respeito pelas pessoas. "Todos têm o direito de perceber que há vida após a empresa, com base no conceito de que nunca é tarde para recomeçar", diz Ogliari. O programa da Volvo inclui uma sessão de coaching (instrução sobre a carreira profissional) e planejamento para a aposentadoria. Em seguida, vem um programa opcional, composto por palestras e atividades ligadas à saúde, consultoria financeira e previdenciária. Os programas que preparam funcionários para a aposentadoria ainda estão longe de ser uma tendência, na avaliação de Caroline Pfeiffer Marinho, diretora de vendas e marketing da DBM, consultoria especializada na gestão do capital humano em momentos de transição. Mas cresce o número de corporações que têm se interessado em oferecer esse benefício aos seus funcionários. Segundo a DBM, nos últimos 12 meses a procura por esse tipo de programa aumentou 43% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. "Já atendemos mais de 20 empresas nesse programa, com impacto em mais de três mil pessoas em cargos executivos, administrativos e operacionais, dos mais diversos setores da economia", conta Caroline. Na ArcelorMittal, o tema já é tão familiar entre seus 4,4 mil funcionários que, hoje, quem tem 20 anos de idade já começa a participar do projeto Reflexão sobre Aposentadoria. O objetivo é planejar o futuro já no início da carreira. "A ideia ao criar o programa foi ajudar o funcionário a lidar com esse desligamento, não apenas pelo lado profissional, mas pelo emocional e de saúde", diz Sandra Meira, assistente social e coordenadora do projeto. A postura dos funcionários da ArcelorMittal converge com a opinião de Julio Sergio Cardozo, consultor em gestão de negócios e fundador da Julio Sergio Cardozo & 11

12 Associados consultoria. "Muitas pessoas só começam a se preparar para a nova fase quando chega a hora de se aposentar, sem avaliar as consequências que um desligamento malfeito pode ter." Patricia Maia, gerente do programa de desenvolvimento de cultura da Braskem, conta que o programa de acompanhamento dos funcionários para a aposentadoria, batizado de Horizontes, tenta orientar, valorizar o funcionário que está deixando a corporação. "A aposentadoria na empresa é voluntária, é o funcionário quem decide quando quer sair; mas a partir da decisão, a Braskem, durante um ano, prepara o funcionário para iniciar outro ciclo produtivo, com ênfase no planejamento financeiro especialmente", afirma. O programa começou em 2008, segundo ela, quando havia na empresa 317 pessoas em idade para se aposentar e outras 750 que estariam se aposentando nos cinco anos seguintes. "Estamos em uma indústria em que as pessoas passam muito tempo na carreira, porque atuam mais em setores técnicos. Como poderíamos perder essas pessoas e ao mesmo tempo garantir a preservação desse conhecimento adquirido? Por meio da estruturação planejada de sucessão, onde o funcionário prepara seu sucessor." Desde 2005, a Eletrobrás Furnas tem o Programa de Preparação para a aposentadoria, destinado a seus seis mil funcionários. A adesão é voluntária e vale até mesmo para quem já se aposentou e quer uma orientação da empresa para essa nova fase. Em 2010, o programa está atendendo 800 pessoas que trabalham em todas as áreas da companhia. São oficinas com sete módulos, com entrevistas individuais, palestras e grupos de discussão. Na lista de assuntos estão projetos financeiros, culturais, sociais, de qualidade de vida, entre outros. A empresa defende a ideia de que, ao contrário do que se apregoa, a aposentadoria não é um período de ociosidade, mas de maior liberdade, onde projetos e interesses diversos ganham espaço para crescer e serem postos em prática. Decisões planejadas (Denise Bueno - Valor Online 24/11/10) A cada dia acontece algo que traz à tona a preocupação com o futuro. Um exemplo recente e interessante veio de Silvio Santos. "Vou ter de adiar a minha aposentadoria", disse o apresentador, que fará 80 anos em dezembro, ao saber do rombo de R$ 2,5 bilhões do banco Panamericano. Boa parte da fortuna que acumulou será usada para pagar os compromissos assumidos com clientes e credores. Situações surpreendentes como essa evidenciam a importância de planejamento financeiro para o futuro. O cenário não é, porém só feito de riscos do dia a dia, há o bônus da longevidade. Ou seja, as pessoas precisam se preparar para viver mais. O que conta pontos para empresas de previdência, especializadas em administrar recursos de longo prazo atrelados a seguros de riscos, que garantem a renda futura mesmo diante da morte de um pai de família com filhos ainda pequenos. Até agora, o empenho das seguradoras estava em se reinventar diante da mudança do cenário econômico do Brasil. O panorama de juros declinantes e aumento das ofertas de ações na bolsa de valores fez surgir uma nova família de produtos. "Hoje, a prioridade é ajudar as pessoas a viverem melhor e para isso elas precisam fazer escolhas conscientes. E previdência faz parte do projeto de vida", diz Marco 12

13 Antonio Rossi, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e de Vida (Fenaprevi) e da Bradesco Seguros e Previdência. Richard Michael Seegerer, superintendente de produtos de previdência do Santander, diz que apenas 1% da população brasileira sobrevive com seus próprios recursos na terceira idade. "Ou seja, 99% vão precisar do governo ou de familiares para fazer frente às necessidades financeiras. Com tal estatística, a preocupação das pessoas em manter a independência financeira vem aumentando ao longo dos anos." Além desses exemplos, há uma nova realidade no país. São poucos os que querem se aposentar ou ficar parados. As pessoas desejam fazer parte desse momento histórico da economia brasileira, que caminha para ser uma das cinco maiores do mundo nos próximos anos. Muitos têm a oportunidade de melhorar o poder aquisitivo nos próximos anos, seja como empreendedor, seja guardando uma pequena parte dos recursos gerados pelo aumento de renda. "No longo prazo, o tempo tem um efeito multiplicador", diz Renato Russo, vicepresidente da SulAmérica e da Fenaprevi, citando os juros compostos (juros sobre juros). Quem guardar R$ 500 por mês terá em 15 anos quase R$ 150 mil, considerando-se juros de 5% ao ano. Em 30 anos, quase R$ 500 mil. Mesmo com a forte competição pela renda da população, seja para compra de imóveis, carros ou lazer, guardar uma parcela do ganho já é fato. "Os depósitos crescem na casa de dois dígitos há anos e a previsão é de continuar assim por mais um bom período", diz o superintendente comercial da Brasilprev, Mauro Guadagnoli de Sousa. Até setembro, os que pensam no futuro foram responsáveis por depósitos de R$ 30,9 bilhões em planos conhecidos por VGBL, PGBL e tradicionais. A expectativa dos executivos é de que a indústria encerre o ano com contribuições de R$ 45 bilhões. Considerando-se o saldo total das provisões técnicas, formadas pelos recursos acumulados pelos titulares dos planos, as seguradoras administram uma carteira de investimentos de R$ 209 bilhões, 22% acima do mesmo período de Um crescimento de seis vezes nos últimos oito anos. Além do aumento do volume de depósitos e de reservas, o número de planos vendidos ultrapassou 12 milhões. Até 2018, a expectativa é de que a carteira chegue a R$ 1 trilhão. Boa parte dos novos clientes das empresas de previdência privada deverão vir de planos corporativos. Isso porque o ritmo de crescimento brasileiro tornou a mão de obra qualificada insuficiente para tanta demanda. Num cenário desse, reter e atrair talentos é uma questão de sobrevivência. "E o plano de previdência pode ser o fator decisivo na hora da escolha do profissional pela proposta de trabalho", diz Ricardo Barcelos, sócio da Havik, empresa especializada na contratação de profissionais para o mercado financeiro. Segundo a Fenaprevi, 70% das grandes companhias oferecem planos de previdência aos empregados. Daqui a cinco anos, o percentual passará para 90%. Em relação às empresas de médio porte, no mesmo intervalo de tempo, o alcance dos planos aos funcionários, estimado hoje em 45%, tem potencial para chegar a 70%. Entre as pequenas empresas, o potencial de crescimento é gigantesco, porque as que oferecem planos não passam de 10%. Governo vai autorizar venda de novo produto (Adriana Braz - Valor Online 24/11/10) 13

14 O Brasil passa por um bom momento de captação de planos de aposentadoria. Mesmo assim, apenas 286 mil brasileiros são beneficiados pela previdência privada, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ligada ao Ministério da Fazenda. Nos últimos dez anos, o governo federal vem adotando medidas para estimular o interesse de mais pessoas em fazer um plano de previdência. Dois novos produtos estão na prateleira: PrevEducação e PrevSaúde. Ambos esperam a promulgação de uma medida provisória para as instituições financeiras poderem oferecer a seus clientes os novos planos. O mercado aguardava a liberação em junho deste ano, mas ela só deve ocorrer em A Susep informa que é esperada uma decisão da Receita Federal em relação à tributação nos 24 primeiros meses dos investimentos nesses produtos. O projeto já está no Ministério da Fazenda, mas não há previsão sobre quando será encaminhado ao Congresso. O novo plano significará para o cliente a oportunidade de investir em planos Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que oferecerão a possibilidade de acumular, com antecedência, recursos destinados a cobrir na velhice despesas médicas, quando os planos alcançam o patamar de custo mensal no valor de R$ 1 mil, de acordo com cálculos da Susep. O PrevEducação terá como destino cobrir os custos com a educação dos filhos, mediante isenção de 20% do Imposto de Renda sobre os vencimentos. Para ter direito à isenção do IR (como pessoa física), bastará à pessoa investir no PrevSaúde ou no PrevEducação, a serem vendidos separados dos atuais planos de aposentadoria. Na avaliação da direção da Susep, a população terá incentivo fiscal para fazer um planejamento financeiro, ganhando mais segurança e utilizando os recursos do fundo para o pagamento de um plano de saúde ou um curso de graduação, por exemplo. Projeções da Susep apontam que os novos produtos VGBL são capazes de alavancar resultados que levarão a previdência privada a crescer 50% em dez anos. Assim, os atuais R$ 200 bilhões em reservas saltarão para R$ 300 bilhões. Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi), lembra que o trâmite legislativo pode ser demorado, mas espera que o prazo seja o mais curto possível. Ele lembra que os novos produtos são um VGBL, com tributação sobre os rendimentos, o que incentivaria mais pessoas a fazerem uma poupança de longo prazo. Espera-se atrair novos recursos com essa característica. "Considerando que esses recursos serão gastos com saúde ou educação de jovens, o valor que se agrega é de longo prazo, o que compensa o impacto na arrecadação", afirma. Lúcio Flávio de Oliveira, diretor de Previdência da Bradesco Vida e Previdência, ressalta que o PrevSaúde, por exemplo, será desenhado para atender à maior necessidade e ao aumento de custos com saúde. "Nos últimos cinco anos de vida, gasta-se mais com saúde e acompanhamento médico do que durante a vida toda", constata. Por isso, segundo o executivo, o PrevSaúde deverá ser uma alternativa para esse período da vida, quando os rendimentos caem e os custos nessa área aumentam. Mauro Guadagnoli, superintendente comercial da Brasilprev, acredita que os novos produtos estarão aprovados em Segundo ele, o mercado está preparado para disponibilizar o PrevSaúde e o PrevEducação. "A operacionalização dos novos 14

15 produtos não é diferente dos tradicionais VGBLs", afirma. Segundo ele, as adaptações nos sistemas das instituições não serão significativas. Segundo informações da Susep, a aplicação mínima será de R$ 50,00. Atualmente, o VGBL tem um aporte mensal de R$ 250 e aplicação mínima de R$ 80,00. Os investidores dos novos planos também poderão mudar de operadora quando acharem mais vantajoso. Na avaliação da autarquia, a perspectiva favorável ao interesse dos parlamentares e a receptividade latente na opinião pública brasileira em relação à entrada dos seguros de saúde e de educação no mercado gerarão novos benefícios relativos à redução do desnível social, que confinava tanto a saúde quanto a educação à responsabilidade do poder público. Seguro de Vida e Longevidade avançam... Mas em velocidades diferentes (Revista Segurador Brasil 24/11/10) Os brasileiros estão vivendo mais, com melhor qualidade de vida e consumindo mais. Atualmente, já são quase vinte milhões de pessoas na terceira idade. Mas, que ninguém imagine esses idosos tricotando ou jogando xadrez na praça. O perfil dos mais longevos também está mudando no Brasil. Hoje, eles compõem a categoria que o marketing batizou de "novos velhos" e já representam 17% do poder de compra no País,segundo estudo da GfK Brasil, que também identificou no grupo dos brasileiros acima de 60 anos, 88% com renda própria. Uma pesquisa da empresa somatório com mais de 1,5 mil pessoas com idade entre 60 e 104 anos, mostrou que 81% são independentes, 56% leem jornais e revistas e 45% praticam atividades físicas. Vale registrar que a pesquisa foi encomendada por alguns dos grupos líderes de mercado, como Pão de Açúcar, Avon, Coca-Cola e outros, que estão atentos aos interesses de consumo desse público. Mas, enquanto outros segmentos se apressam em atender as necessidades dos mais longevos, o mercado de seguros ainda caminha a passos lentos. Apesar de as estatísticas confirmarem a tendência de envelhecimento da população nos últimos cinco anos, a faixa etária de 60 anos saltou de 9,6% para 11,4% -, poucos produtos de seguros foram desenvolvidos para esse público, especialmente no ramo de pessoas. No caso do mais tradicional produto do rama, o segura de vida Individual, um dos obstáculos à expansão estava relacionado à ausência de uma tábua biométrica nacional. Até recentemente, para precificar os seguros de vida o mercado de seguros utilizava a tábua norte-americana, que contemplava uma expectativa de vida menor do que a dos brasileiros. Como atuário e presidente da Comissão Atuarial da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Jair Lacerda conta que já havia percebido certa redução no índice de mortalidade no volume de sinistros. "Mas, como não tínhamos uma tábua que refletisse a nossa realidade, não havia a certeza se essa diminuição era efeito, por exemplo, de melhor subscrição",diz. Ocorre que as tábuas são construídas, geralmente, com base nos índices de mortalidade e sobrevivência dos compradores de seguros e previdência. Nos Estados Unidos, esses produtos são vendidos para uma fatia maior da população, que inclui um grupo numeroso da classe média, enquanto que no Brasil, o público consumidor pertence às classes A e B, o que explica a defasagem entre as tábuas dos dois países. A nova tábua nacional lançada em março, batizada de Experiência do Mercado Segurador Brasileiro (BR-EMS), aponta para uma expectativa de vida dos 15

16 consumidores de seguros e previdência maior do que a média dos brasileiros. Para homens, a BR-EMS apurou uma expectativa de vida de 81,9 anos, enquanto que os dados do IBGE indicam o limite de 69,1 anos, resultando numa diferença de 12,8 anos. Entre as mulheres, a tábua apresenta uma expectativa de vida de 87,2 anos, 10,5 anos a mais do que aponta o IBGE. Por enquanto, algumas seguradoras ainda se preparam para aplicar a nova tábua, mas a expectativa é que haja redução no preço dos seguros de vida. Jair Lacerda explica que o percentual exato de redução ainda não sabe, porque dependerá do modelo adotado em cada seguradora. Entretanto, pela lógica, ele calcula que, no caso de um seguro para vida inteira, quanto mais tempo a pessoa pagar, menor será o prêmio. Embora os dados oficiais de faturamento do ramo de pessoas, de acordo com a Susep, evidenciem um crescimento expressivo,da ordem de R$ 43,8 bilhões em 2009, não representam a realidade de vendas do seguro de vida Individual, que faturou apenas R$ 836 milhões em prêmios nesse período. Ocorre que o resultado do ramo é composto pela arrecadação de produtos financeiros, como o VGBL, que faturou R$ 28 bilhões no ano passado, e do seguro prestamista, que somou R$ 2,7 bilhões em prêmios nesse período,impulsionado pela oferta de crédito no País. De acordo o presidente do Conselho da Mongeral Aegon, Nilton Molina, a seguro de vida individual sofre de uma "deformação" técnica, causada pelas apólices abertas nos seguros de vida em Grupo. Esse tipo de seguro,que surgiu como uma solução criativa na época, da inflação, ainda hoje é vendido como se fosse seguro de vida Individual, mas pelo sistema de repartição simples, sem a devida formação de reserva para o resgate. O resultado é que os preços dos seguros de vida individual se tornaram proibitivos, sobretudo para o público com maior expectativa de vida. Mas, se por um lado a longevidade dos brasileiros aumentou e o ramo de seguro de pessoas cresceu, por outro, os produtos de vida não evoluíram no mesmo compasso. "A carteira de vida continua sem grandes revoluções. Não houve um trabalho de gerenciamento, por exemplo, para ocupar os espaços deixados pela seguridade social", diz Ronald Kaufmann, diretor da Scor Global Life, quinta maior resseguradora do mundo. Ele também observa que a maior parte dos seguros de vida comercializados é de curto prazo."não existem produtos que possam se ajustar às necessidades das pessoas ao longo da vida."esta questão, porém, há muito tempo se tornou fundamental. Previdência: Ministro fala em ajustes, mas descarta reforma (Sindicato dos Bancários 24/11/10) O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, descarta a necessidade de uma nova reforma da área no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Em entrevista exclusiva à Rede Brasil Atual, ele sustenta que há necessidade de se concluir a regulamentação da reforma realizada em 2003, acerca da previdência do setor público, além de outros ajustes. Mudanças mais profundas, segundo ele, deveriam ser discutidas apenas para quem ingressar no sistema no futuro. "Não está na nossa pauta a reforma da Previdência", resume Gabas. "Quando você fala em reforma, vem à cabeça da população as reformas que avançaram sobre os direitos dos trabalhadores. Temos muito claro que não vamos avançar sobre os direitos", defende. Em 1998, foi aprovada uma reforma no sistema de aposentadorias do setor privado e, em 2003 já no governo Lula foram 16

17 promovidas mudanças para o setor público. Em ambos os casos, ocorreu ampla mobilização sociais contra as alterações. No cargo desde 30 de março, o ministro da Previdência não comenta sobre a possibilidade de permanecer frente à pasta. Adota a postura de outros colegas que mantêm as vagas à disposição de Dilma. Apesar disso, afirma falar em defesa das políticas iniciadas no governo atual. Gabas avalia que o modelo de proteção social é correto e funciona bem por combinar repartição simples, benefícios subsidiados e previdência complementar capitalizada. "Funciona muito bem, tanto que o mundo está olhando nosso sistema. Nosso desafio é conseguir coordenar essas políticas", reconhece. Ele aponta apenas a necessidade de ajustes. "São alterações infraconstitucionais, alteração legal", indica. Um exemplo do que ele considera como "erro" é a fórmula de cálculo de benefícios como o auxílio-doença. Segundo ele, em metade das situações, o trabalhador afastado por doença relacionada ao trabalho recebem uma remuneração maior do que quando estavam em atividade. "É uma distorção que precisamos corrigir. Mandamos o projeto, que está no Congresso há três anos, mas não se aprova", exemplifica. Reforma para o futuro Gabas lembra ainda que há um desafio relacionado ao envelhecimento gradativo da população em curso. Essa transição demográfica significa que os brasileiros tendem a viver cada vez mais, o que representa mais pressão sobre o sistema previdenciário. Comprometido a não mexer no que considera ser o modelo atual, ele defende o debate sobre regras de acesso para o futuro. "Mas (precisamos) separar essas questões da discussão futura, sobre regra de acesso que queremos para o futuro dentro desse mesmo modelo de repartição". "É uma reforma para o futuro", defende. A ideia é que seja alterado o padrão de funcionamento da Previdência apenas para os trabalhadores que ainda não ingressaram no mercado de trabalho. A resistência a mudanças e o papel exercido pela política de seguridade social são os motivos que afastam o ministro de uma discussão sobre as regras atuais. Fator previdenciário Sobre a extinção do fator previdenciário, aprovado pelo Congresso Nacional e vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho deste ano, Gabas defende a retomada do acordo com as centrais sindicais. "No Congresso (neste ano), foi uma discussão pré-eleição, ali valia tudo. Com o novo Congresso, queremos colocar o acordo com as centrais na mesa e aprovar", defende. O fator funciona como um redutor no cálculo de aposentadorias. A diminuição é menor conforme aumentam os anos de contribuição do trabalhador. A proposta acertada entre governo e centrais é chamada de "85/95", em referência à soma de anos de idade e de contribuição para mulheres e homens, respectivamente. Ao alcançar a soma, o redutor ficaria automaticamente extinto. A questão, para Gabas, é que as partes estão em acordo. "Se você tem uma discussão no governo, que é o responsável pela política, com as centrais, representantes dos trabalhadores que vão sofrer as consequência das regras, e há acordo entre os dois, qual o motivo de não aprovar?", lamenta. 17

18 Irlanda reduz salário e adia aposentadoria (VAGUINALDO MARINHEIRO - Folha de S. Paulo 25/11/10) País anuncia corte do salário mínimo, criação de impostos e demissão de 25 mil servidores para atacar seu deficit Pacote de arrocho é exigência da UE e do FMI para conceder à Irlanda empréstimo de até 90 bilhões O governo da Irlanda anunciou ontem um pacote de austeridade para os próximos quatro anos. A ideia é convencer o mundo de que irá mesmo atacar seu deficit público e honrar as dívidas. O pacote é também uma exigência do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia para conceder um empréstimo de até 90 bilhões (cerca de R$ 232 bilhões) para o país organizar seu caixa. Para o irlandês, serão quatro anos difíceis. O governo vai cortar pessoas do serviço público (7% do total), reduzir o salário mínimo e aumentar a idade mínima para a aposentadoria. Além disso, vai aumentar o imposto sobre o consumo, criar um novo sobre os imóveis e cobrar Imposto de Renda de mais pessoas. Hoje, está isento do IR aquele que ganha até por ano (R$ 42,5 mil). Com o pacote, passa a ser tributado quem recebe (R$ 35,5 mil). O total de isentos (45% dos trabalhadores) cairá para 35%. Também haverá cortes de benefícios e de gastos com saúde e educação. O governo admite que o poder de compra e o consumo dos irlandeses irão cair, mas aposta que as exportações vão aumentar e fazer o país crescer. Foi mantida ainda a taxa cobrada de empresas que se instalam no país, que é de 12,5%, uma das menores da Europa. Países como França e Alemanha pressionam a Irlanda para que eleve a taxa, qualificada como uma concorrência desleal. Mas os irlandeses dizem que o tributo é essencial para atrair companhias como o Google, por exemplo, que criam emprego no país. Se tudo der certo -o que poucos acreditam-, o deficit irlandês cairá de quase 12% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano para 2,8% em INCERTEZAS Mas há muitas incertezas. A primeira delas é que governo implementará o pacote. A crise política no país é tão grave quanto a econômica, e uma alimenta a outra. A oposição e até membros do partido governista, o Fianna Fáil, querem que o primeiro-ministro, Brian Cowen, dissolva já o Parlamento e convoque eleições. Cowen diz que só dissolve o Parlamento após a aprovação, em dezembro, do Orçamento de 2011, que já inclui grande parte dos cortes. 18

19 Diante da queda de braço, o mercado continua a duvidar da Irlanda. Como aconteceu nos últimos dias, subiu ainda mais o juro exigido pelo mercado para os títulos do país. Passou de 9% ontem. Mais de duas vezes maior que o cobrado da Alemanha. Ações de bancos continuam a cair, na casa de 20%, e se especula que sejam nacionalizados de vez. PROTESTOS Enquanto o primeiro-ministro apresentava o pacote, manifestantes foram para a porta do Parlamento pedir sua renúncia. Desde o início da semana, tem crescido o número de protesto pelo país. Carros de ministros e escritórios de parlamentares já foram atacados. Os sindicatos agendaram para sábado uma grande manifestação em Dublin contra a política de cortes. STJ: Benefício e IR (Abrapp 25/11/10) Em 13 de outubro último, a 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento da Corte em relação à incidência do imposto de renda de pessoa física sobre a tributação de benefícios pagos por entidades de previdência complementar De acordo com o ministro relator Luiz Fux (resp /PR), admite-se a não incidência do tributo apenas sobre o valor do benefício de complementação de aposentadoria e do resgate de contribuições que proporcionalmente corresponderem às parcelas de contribuições efetuadas no período de a Vê-se, portanto, registra o advogado Gustavo Brechbühler em artigo publicado na newsletter do Escritório Bocater, Camargo, Costa e Silva, que na visão do relator a razão reside no fato de que as contribuições recolhidas sob o regime da Lei 7.713/88 já haviam sofrido a incidência do IR. Daí os benefícios e resgates não serem novamente tributados, sob pena de bis in idem. Observa Brechbühler, porém, que a decisão não foi clara com relação aos planos de benefício definido, que possuem uma solidariedade no período contributivo e a fixação do valor do benefício não guarda uma obrigatória proporção com o valor aportado. Essa consideração de natureza atuarial não foi enfrentada e, talvez, os ministros do STJ sequer tenham alcançado a dificuldade operacional que as entidades de previdência terão que enfrentar para o cálculo do IR recolhido na fonte. E conclui: Portanto, é de todo recomendado às entidades de previdência que verifiquem a correta incidência do IR sobre os benefícios a serem pagos, examinando atentamente o período total das contribuições realizadas (período dos aportes realizados pelo participante). Especialmente, deve-se apurar a correta base de incidência do IR, já que essas entidades poderão sofrer sanções da Receita na condição de responsáveis tributários, como fonte pagadora. Na Europa, chega ao fim a fantasia da aposentadoria (O Globo 28/11/10) 19

20 Inchaço no sistema da previdência foi ignorado por décadas Além de rombos nas contas públicas, países europeus, como Reino Unido, França e mesmo a Alemanha, enfrentam um mesmo desafio: o envelhecimento de suas populações e o impacto mais do que previsível no sistema de Previdência Social. Este problema não pode ser atribuído à fragilidade da economia, mas, sim, à prosperidade do pós-segunda Guerra Mundial. Em meio à onda de austeridade que tomou conta do continente nos últimos meses, elevar a idade mínima para aposentadoria se transformou num dos recursos mais usados nos esforços para salvar as economias. Mais do que simples bode expiatório, o inchaço da Previdência é uma questão que estudiosos, como o economista David Blake, da Cass Business School, de Londres, afirmam ter sido ignorada durante anos pelas políticas de bem-estar social dos países europeus. A Europa vive num mundo da fantasia no que diz respeito à aposentadoria. Mas não somente por culpa de governos, mas também de populações que se fiam demasiadamente nas provisões estatais, afirma Blake. As críticas de Blake têm como alvo específico o sistema universal de pensões que habilita praticamente toda a população em países europeus a uma pensão estatal. De acordo com estatísticas da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), hoje o continente precisa de quatro indivíduos economicamente ativos para custear um aposentado da União Europeia, mas até 2050 a proporção deve cair pela metade em função das taxas de envelhecimento? O número de octogenários na União Europeia, por exemplo, triplicará nos próximos 50 anos. Tentar manter a população trabalhando por mais tempo, então, é um passo natural diante da possibilidade cada vez mais real de que governos simplesmente não arrecadem o suficiente com impostos para cobrir os custos previdenciários. O governo francês, por exemplo, calcula que a elevação da idade mínima adicionará pelo menos US$24 bilhões anuais aos cofres públicos, ao passo que o britânico espera mais US$19,5 bilhões. Nos últimos meses, os pacotes de cortes de gastos públicos anunciados na Europa invariavelmente incluíram propostas de adiamento da saída do mercado de trabalho. No Reino Unido, a partir de 2020, quando a idade mínima para homens passará de 65 para 66 anos. Na França a recente decisão do governo de passar a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos provocou violentos protestos em Paris. Enquanto em países como Estados Unidos e Japão trabalhadores se aposentam, em média, aos 65 e 70 anos, respectivamente, na União Europeia o índice cai para 61 anos, com base em dados de Aposentadoria vai mudar na quarta (Juca Guimarães - Diário de São Paulo 28/11/10) Segurado pode perder até 0,5% do valor por causa da expectativa de vida Os brasileiros estão vivendo cada vez mais, mas por conta disso precisam trabalhar por mais tempo para não perder no valor da aposentadoria. Na quartafeira, 1 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a expectativa de sobrevida do brasileiro, que é usada no cálculo do fator previdenciário, índice usado no cálculo dos benefícios do INSS. 20

12. Como é o caso de pensão por morte de quem ainda está contribuindo para a previdência?

12. Como é o caso de pensão por morte de quem ainda está contribuindo para a previdência? Tel: 0800 941 7738 1 Educação Financeira Esta Cartilha tem como abjetivo mostrar a importância da educação financeira e previdenciária aos advogados participantes da OABPrev-RJ para que possam organizar

Leia mais

As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência

As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência No dia 21 de julho, o RH do Banco Bradesco e diretores do Bradesco Previdência expuseram, a cerca de 50 dirigentes sindicais, as mudanças no plano de

Leia mais

Um futuro sossegado para curtir

Um futuro sossegado para curtir PREVIDÊNCIA Aposentadoria privada: como, quanto, quando, onde e por que aplicar PLANEJAR A APOSENTADORIA É GARANTIR UMA QUALIDADE DE VIDA FUTURA, MAS É IMPORTANTE INVESTIR NUM PLANO QUE SE ADEQUE AO ESTILO

Leia mais

2º Semestre de 2010 2

2º Semestre de 2010 2 1 2 2º Semestre de 2010 O objetivo deste material é abordar os pontos principais do Plano de Benefícios PreviSenac e não substitui o conteúdo do regulamento. 3 4 Índice PreviSenac para um futuro melhor

Leia mais

1 Introdução. No Brasil, o Sistema Previdenciário é composto pela Previdência Social e pela Previdência Complementar.

1 Introdução. No Brasil, o Sistema Previdenciário é composto pela Previdência Social e pela Previdência Complementar. 1 Introdução A necessidade de uma Previdência Complementar no Brasil surgiu do momento de crise do Sistema Previdenciário Brasileiro, pois a Previdência Social não consegue pagar ao aposentado o mesmo

Leia mais

Relatório de Seguridade

Relatório de Seguridade Re Relatório de Seguridade Relatório de Seguridade Relatório Maio/2015 O relatório da área de seguridade tem por finalidade apresentar as principais atividades desenvolvidas no mês, informando os números

Leia mais

Dpto. Jurídico do Direito Administrativo da ANSEF/RJ

Dpto. Jurídico do Direito Administrativo da ANSEF/RJ Dpto. Jurídico do Direito Administrativo da ANSEF/RJ É bom saber... LEI Nº 12.618, DE 30 DE ABRIL DE 2012. Institui o regime de previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de

Leia mais

Plano de Previdência Complementar. Manual do Participante Fenacor Prev

Plano de Previdência Complementar. Manual do Participante Fenacor Prev Plano de Previdência Complementar Manual do Participante Fenacor Prev 1 Índice Introdução...3 O Programa de Previdência Fenacor Prev...3 Contribuições...4 Investimentos...5 Benefício Fiscal...5 Benefícios

Leia mais

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil?

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil? Perguntas Frequentes 1. O que é a Funpresp Exe? É a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo, criada pelo Decreto nº 7.808/2012, com a finalidade de administrar

Leia mais

Um novo plano, com muito mais futuro. Plano 5x4. dos Funcionários

Um novo plano, com muito mais futuro. Plano 5x4. dos Funcionários Um novo plano, com muito mais futuro Plano 5x4 dos Funcionários Sumário 03 Um novo plano, com muito mais futuro: 5x4 04 Comparativo entre o plano 4 x 4 e 5 x 4 08 Regras de resgate 10 Como será o amanhã?

Leia mais

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Vivo Prev

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Vivo Prev Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios Vivo Prev Exercício: 2013 e 2012 dezembro R$ Mil Descrição 2013 2012 Variação (%) Relatório Anual 2013 Visão Prev 1. Ativos Disponível Recebível Investimento

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 2.3.5- Previdência Privada 2ª parte

Conhecimentos Bancários. Item 2.3.5- Previdência Privada 2ª parte Conhecimentos Bancários Item 2.3.5- Previdência Privada 2ª parte PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA FECHADA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR ABERTA São planos previdenciários que permitem

Leia mais

PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI

PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI PROGRAMA DE PREVIDÊNCIA UVERGS PREVI UVERGS PREVI A União dos Vereadores do Estado do Rio Grande do Sul visa sempre cuidar do futuro de seus associados Por conta disso, está lançando um Programa de Benefícios

Leia mais

Plano de Previdência Complementar. Manual do Participante FenacorPrev

Plano de Previdência Complementar. Manual do Participante FenacorPrev Plano de Previdência Complementar Manual do Participante FenacorPrev Índice Introdução... 3 O Programa de Previdência FenacorPrev... 3 Contribuições... 4 Investimentos... 5 Benefício Fiscal... 6 Benefícios

Leia mais

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - PBS Telesp Celular Exercício: 2013 e 2012 - dezembro - R$ Mil

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - PBS Telesp Celular Exercício: 2013 e 2012 - dezembro - R$ Mil Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios PBS Telesp Celular Exercício: 203 e 202 dezembro R$ Mil Descrição 203 202 Variação (%) Relatório Anual 203 Visão Prev. Ativos Disponível Recebível

Leia mais

Manual Explicativo. Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev

Manual Explicativo. Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev Manual Explicativo Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev 1. MANUAL EXPLICATIVO... 4 2. A APOSENTADORIA E VOCÊ... 4 3. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: O que é isso?... 4 4. BOTICÁRIO

Leia mais

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR O futuro que você faz agora FUNPRESP-JUD Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário 2 Funpresp-Jud seja bem-vindo(a)! A Funpresp-Jud ajudará

Leia mais

Plano TELOS Contribuição Variável - I

Plano TELOS Contribuição Variável - I Plano TELOS Contribuição Variável - I A sua empresa QUER INVESTIR NO SEU FUTURO, E VOCÊ? A sua empresa sempre acreditou na importância de oferecer um elenco de benefícios que pudesse proporcionar a seus

Leia mais

Cartilha Plano EPE DOCUMENTOS INSTITUCIONAIS ELETROS

Cartilha Plano EPE DOCUMENTOS INSTITUCIONAIS ELETROS Cartilha Plano EPE Esta cartilha foi criada com o intuito de oferecer informações objetivas sobre previdência, o plano CV EPE e a importância de poupar para garantir um futuro mais tranqüilo. Os pontos

Leia mais

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Por Antônio Augusto de Queiroz - Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap Com o propósito de esclarecer algumas dúvidas

Leia mais

FUNPRESP? O que é a. Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007.

FUNPRESP? O que é a. Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007. O que é a FUNPRESP? Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007. Esse projeto prevê a limitação das aposentadorias dos servidores

Leia mais

CARTILHA PLANO CELPOS CD

CARTILHA PLANO CELPOS CD CARTILHA PLANO CELPOS CD ORIGINAL PLUS O QUE É O PLANO CELPOS CD? O Plano Misto I de Benefícios CELPOS CD é um plano de previdência complementar cujo benefício de aposentadoria programada é calculado de

Leia mais

FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA

FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Ensino a distância ÍNDICE I) O QUE É PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR? II) SISTEMA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR III) MARCOS REGULATÓRIOS IV) PLANOS DE BENEFÍCIOS V) ENTIDADES

Leia mais

Cartilha do Participante

Cartilha do Participante Benefício definido (Eletra 01) BENEFICIO DEFINIDO Cartilha do Participante Introdução A ELETRA Fundação Celg de Seguros e Previdência é uma entidade fechada de previdência privada, de fins previdenciários

Leia mais

Recupere a saúde financeira e. garanta um futuro tranquilo Reitoria da UNESP, 13/05/2015

Recupere a saúde financeira e. garanta um futuro tranquilo Reitoria da UNESP, 13/05/2015 Recupere a saúde financeira e garanta um futuro tranquilo Reitoria da UNESP, 13/05/2015 Objetivo geral Disseminar conhecimento financeiro e previdenciário dentro e fora da SP-PREVCOM buscando contribuir

Leia mais

Olhando para o Futuro: como preparar sua aposentadoria

Olhando para o Futuro: como preparar sua aposentadoria Olhando para o Futuro: como preparar sua aposentadoria Olhando para o Futuro: como preparar sua aposentadoria Prof. William Eid Junior Professor Titular Coordenador do GV CEF Centro de Estudos em Finanças

Leia mais

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Multi

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Multi Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios Visão Multi Exercício: 013 e 01 dezembro R$ Mil Descrição 013 01 Variação (%) Relatório Anual 013 Visão Prev 1. Ativos Recebível Investimento Ações

Leia mais

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Telest Celular

Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios - Visão Telest Celular Demonstração do Ativo Líquido por Plano de Benefícios Visão Telest Celular Exercício: 2013 e 2012 dezembro R$ Mil Descrição 2013 2012 Variação (%) Relatório Anual 2013 Visão Prev 1. Ativos Recebível Investimento

Leia mais

A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada.

A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada. A... Aceitação Ato de aprovação pela entidade de uma proposta efetuada. Adesão Característica do contrato de previdência privada, relativa ao ato do proponente aderir ao plano de previdência. Administradores

Leia mais

PLANO SUPLEMENTAR. Material Explicativo Plano Suplementar 1

PLANO SUPLEMENTAR. Material Explicativo Plano Suplementar 1 PLANO SUPLEMENTAR Material Explicativo 1 Introdução A CitiPrevi oferece planos para o seu futuro! Recursos da Patrocinadora Plano Principal Benefício Definido Renda Vitalícia Programa Previdenciário CitiPrevi

Leia mais

REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA E REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL COMPARATIVO DE CUSTOS

REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA E REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL COMPARATIVO DE CUSTOS REGIMES PRÓPRIOS DE PREVIDÊNCIA E REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL COMPARATIVO DE CUSTOS Atualmente, no Brasil, aproximadamente 3000 municípios possuem Regimes Próprios de Previdência. Ao final do ano

Leia mais

Guia PCD. Conheça melhor o Plano

Guia PCD. Conheça melhor o Plano Guia PCD Conheça melhor o Plano Índice De olho no Futuro...3 Quem é a Fundação Centrus?...5 Conhecendo o Plano de Contribuição Definida - PCD...6 Contribuições do Participante...7 Saldo de Conta...8 Benefícios

Leia mais

RELATÓRIO SEGURIDADE. Março/2010

RELATÓRIO SEGURIDADE. Março/2010 RELATÓRIO SEGURIDADE Março/2010 O relatório da área de seguridade tem por finalidade apresentar as principais atividades desenvolvidas no mês, informando os números e valores relativos ao período de março

Leia mais

NOSSA HISTÓRIA UM INVESTIMENTOS S/A

NOSSA HISTÓRIA UM INVESTIMENTOS S/A NOSSA HISTÓRIA A UM INVESTIMENTOS S/A Corretora de Títulos e Valores Mobiliários é uma instituição financeira independente e atua no mercado financeiro há 40 anos. Em 2008 iniciou um processo de reestruturação,

Leia mais

CARTILHA EXPLICATIVA. Esta Cartilha vai ajudá-lo a entender melhor o OABPrev-GO e o Plano de Benefícios Previdenciários do Advogado Adv-PREV.

CARTILHA EXPLICATIVA. Esta Cartilha vai ajudá-lo a entender melhor o OABPrev-GO e o Plano de Benefícios Previdenciários do Advogado Adv-PREV. CARTILHA 2010 CARTILHA EXPLICATIVA Esta Cartilha vai ajudá-lo a entender melhor o OABPrev-GO e o Plano de Benefícios Previdenciários do Advogado Adv-PREV. Com o Adv-PREV você verá que é possível viver

Leia mais

Principais Destaques

Principais Destaques Aumento do Patrimônio Atingimento da Meta Atuarial Principais Destaques 1. Perfil Institucional A Fundação CAGECE de Previdência Complementar CAGEPREV, criada através da Lei Estadual nº 13.313, de 30 de

Leia mais

Cafbep - Plano Prev-Renda 1

Cafbep - Plano Prev-Renda 1 Cafbep - Plano Prev-Renda 1 Parecer Atuarial Para fins da avaliação atuarial referente ao exercício de 2013 do Plano Prev-Renda da Cafbep Caixa de Previdência e Assistência aos Funcionários do Banco do

Leia mais

Material Explicativo. Plano de Aposentadoria CD da Previ-Siemens

Material Explicativo. Plano de Aposentadoria CD da Previ-Siemens Material Explicativo Plano de Aposentadoria CD da Previ-Siemens Sumário Plano CD - Tranqüilidade no futuro 3 Conheça a previdência 4 A entidade Previ-Siemens 6 Como funciona o Plano CD da Previ-Siemens?

Leia mais

A importância de um plano de aposentadoria complementar

A importância de um plano de aposentadoria complementar INFORMATIVO É a melhor maneira de planejar a sua aposentadoria; Poupança com 100% de rentabilidade - Parte Patrocinadora; Rentabilidade totalmente revertida ao participante Datusprev sem fins lucrativos;

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: PLANO DE BENEFÍCIOS: MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: [01.182.491/0001-00] OABPREV-RS - FUNDO DE PENSAO MULTIPATROCINADO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, SECCIONAL DO RIO GRANDE DO SUL [2006.0013-29]

Leia mais

RECENTES DÚVIDAS DO REGIME PRÓPRIO FORMULADAS PELOS SERVIDORES DE AMERICANA - PROFESSORES

RECENTES DÚVIDAS DO REGIME PRÓPRIO FORMULADAS PELOS SERVIDORES DE AMERICANA - PROFESSORES RECENTES DÚVIDAS DO REGIME PRÓPRIO FORMULADAS PELOS SERVIDORES DE AMERICANA - PROFESSORES 1) Já completei 25 anos como professora em sala de aula, tenho hoje 45 anos de idade, com esta idade vou aposentar

Leia mais

Material Explicativo Centrus

Material Explicativo Centrus Material Explicativo Centrus De olho no futuro! É natural do ser humano sempre pensar em situações que ainda não aconteceram. Viagem dos sonhos, o emprego ideal, casar, ter filhos, trocar de carro, comprar

Leia mais

PLANOS DE PREVIDÊNCIA PGBL E VGBL

PLANOS DE PREVIDÊNCIA PGBL E VGBL PLANOS DE PREVIDÊNCIA PGBL E VGBL Goiânia, 03 de Abril de 2014. Á CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DE GOIAS CNPJ: 01.619.022/0001-05 Ref.: Plano de Previdência Complementar Prezado(a) Senhor(a),

Leia mais

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS ATUARIAIS

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS ATUARIAIS GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS ATUARIAIS A Abono Anual: Pagamento da 13ª (décima terceira) parcela anual do benefício de renda continuada. Abono de Natal: (v. Abono Anual). Administrador Especial: Pessoa

Leia mais

Meu interesse está no futuro, pois é lá que vou passar o resto de minha vida C K

Meu interesse está no futuro, pois é lá que vou passar o resto de minha vida C K Meu interesse está no futuro, pois é lá que vou passar o resto de minha vida C K A principal função do OABPrev-SC é auxiliar o advogado a criar uma poupança previdenciária para dar suporte aos riscos

Leia mais

GLOSSÁRIO TERMOS UTILIZADOS PARA FUNDOS DE PENSÃO. ABRAPP. Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência

GLOSSÁRIO TERMOS UTILIZADOS PARA FUNDOS DE PENSÃO. ABRAPP. Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência GLOSSÁRIO ABRAPP. Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. ASSISTIDOS. Participante ou Beneficiário(s) em gozo de benefício. ATUÁRIO. Profissional técnico especializado,

Leia mais

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário Confederação Confederação Confederação Confederação Confederação da Agricultura e Nacional do Nacional da Nacional das Nacional do Pecuária do Brasil Comércio Indústria Instituições Transporte Financeiras

Leia mais

PARECER ATUARIAL 2014

PARECER ATUARIAL 2014 PARECER ATUARIAL 2014 Plano de Benefícios 1 Plano de Benefícios PREVI Futuro 1. OBJETIVO 1.1. O presente Parecer Atuarial tem por objetivo informar sobre a qualidade da base cadastral, as premissas atuariais,

Leia mais

Marco Antonio Rossi. A Economia Brasileira Atual com Foco na Área de Benefícios

Marco Antonio Rossi. A Economia Brasileira Atual com Foco na Área de Benefícios Marco Antonio Rossi A Economia Brasileira Atual com Foco na Área de Benefícios 1 Agenda 1. Linha do Tempo 2. Mercado Brasileiro 3. Cenários Indicadores de Desenvolvimento 4. Desafios e Oportunidades 5.

Leia mais

Conceitos básicos de. Previdência Complementar

Conceitos básicos de. Previdência Complementar CALVO E FRAGOAS ADVOGADOS Conceitos básicos de Previdência Complementar Advogado: José Carlos Fragoas ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO 1. Apresentação 2. Embasamento Legal 3. Princípios da Previdência Privada contidos

Leia mais

Sistema de Previdência

Sistema de Previdência PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES DA UNIÃO Lei nº 12.618, de 30 de abril de 2012. Jaime Mariz de Faria Junior * O Sistema Brasileiro de Previdência Social é organizado em três pilares: o Regime Geral

Leia mais

Medidas anunciadas pelo governo afetam mercado imobiliário, cursinhos e servidores públicos federais

Medidas anunciadas pelo governo afetam mercado imobiliário, cursinhos e servidores públicos federais Fonte: O Globo Data: 16/09/2015 Seção: Economia Versão: Impresso (página 25) e Online Medidas anunciadas pelo governo afetam mercado imobiliário, cursinhos e servidores públicos federais Retomada de cobrança

Leia mais

Marco Antonio Rossi. FenaPrevi e o Mercado de Seguros e Previdência

Marco Antonio Rossi. FenaPrevi e o Mercado de Seguros e Previdência Marco Antonio Rossi FenaPrevi e o Mercado de Seguros e Previdência 1 Agenda 1. Linha do Tempo 2. Mercado Brasileiro 3. Indicadores de Desenvolvimento 4. Cenários 5. O Agregado de Oportunidades 6. Seguros

Leia mais

Plano PAI. material explicativo

Plano PAI. material explicativo Plano PAI material explicativo Conheça melhor o Plano PAI e veja como o tempo pode ser seu maior aliado Grande parte dos trabalhadores sonha em ter uma aposentadoria estável e aproveitar essa fase para

Leia mais

Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público. junho de 2007

Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público. junho de 2007 Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público junho de 2007 Sumário Regulamentação do direito de greve dos servidores públicos Previdência complementar dos servidores da

Leia mais

Renda Vitalícia por Aposentadoria por SRB - INSS Benefício Definido Capitalização Crédito Unitário Projetado Invalidez (1)

Renda Vitalícia por Aposentadoria por SRB - INSS Benefício Definido Capitalização Crédito Unitário Projetado Invalidez (1) PARECER ATUARIAL PLANO DE BENEFÍCIOS REB 1998 AVALIAÇÃO ANUAL 2005 Fl. 1/6 ENTIDADE SIGLA: FUNCEF 1 CÓDIGO: 01523 2 RAZÃO SOCIAL: FUNCEF-FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS 18 3 PLANO NOME DO PLANO: REB

Leia mais

CARTILHA EXPLICATIVA... 3 FUNDO PARANÁ... 4 PATRIMÔNIO... 5 SEGURANÇA... 5 BENEFÍCIO FISCAL... 6 ASFUNPAR... 7 PLANO JMALUCELLI PREVIDÊNCIA...

CARTILHA EXPLICATIVA... 3 FUNDO PARANÁ... 4 PATRIMÔNIO... 5 SEGURANÇA... 5 BENEFÍCIO FISCAL... 6 ASFUNPAR... 7 PLANO JMALUCELLI PREVIDÊNCIA... ÍNDICE CARTILHA EXPLICATIVA... 3 FUNDO PARANÁ... 4 PATRIMÔNIO... 5 SEGURANÇA... 5 BENEFÍCIO FISCAL... 6 ASFUNPAR... 7 PLANO JMALUCELLI PREVIDÊNCIA... 8 CONHEÇA O PLANO JMALUCELLI PREVIDÊNCIA... 9 PARTICIPANTES...

Leia mais

O futuro em suas mãos Material Explicativo do Plano de Benefícios II

O futuro em suas mãos Material Explicativo do Plano de Benefícios II ReckittPrev Reckitt Benckiser Sociedade Previdenciária O futuro em suas mãos Material Explicativo do Plano de Benefícios II Material Explicativo do Plano de Benefícios II Sumário Carta da diretoria O futuro

Leia mais

Solvência, o terceiro ângulo da regulamentação

Solvência, o terceiro ângulo da regulamentação Solvência Solvência, o terceiro ângulo da regulamentação POR RENÉ RUSCHEL Resultados estáticos, embora exigidos pela legislação, pouco ajudam a compreender o verdadeiro estado econômico-atuarial dos planos

Leia mais

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO 1 ENTIDADE 4- NÚMERO DE PLANOS: 1 5- PLANOS 6- APROVAÇÃO 7- INÍCIO 20.050.042-11 - PLANO PREVER DADOS DOS PLANOS 8- ÚLTIMA ALTERAÇÃO 9- VALOR DE RESGATE 10- NÚMERO DE EMPREGADOS

Leia mais

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 1- SIGLA: SUPREV 2- CÓDIGO: 00984 3- RAZÃO SOCIAL: SUPREV-FUNDACAO MULTIPATROCINADA SUPLEMENTAÇAO PREVIDENCIARIA

ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 1- SIGLA: SUPREV 2- CÓDIGO: 00984 3- RAZÃO SOCIAL: SUPREV-FUNDACAO MULTIPATROCINADA SUPLEMENTAÇAO PREVIDENCIARIA FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO 1 ENTIDADE 4- NÚMERO DE PLANOS: 8 5- PLANOS 6- APROVAÇÃO 7- INÍCIO 19.810.009-92 - PLANO DE BENEFÍCIOS N.º 001 - BROOKLYN 12- OBSERVAÇÕES: ENTIDADE DADOS DOS PLANOS 8- ÚLTIMA

Leia mais

SAIBA TUDO SOBRE O PLANO III DE PREVIDÊNCIA PRIVADA!

SAIBA TUDO SOBRE O PLANO III DE PREVIDÊNCIA PRIVADA! SAIBA TUDO SOBRE O PLANO III DE PREVIDÊNCIA PRIVADA! Prezado participante, 2 Brasil Foods Sociedade de Previdência Privada Cartilha Plano III Um dos grandes objetivos da política de recursos humanos de

Leia mais

PLANO DE BENEFÍCIOS ATENTO ATENTO PREV. Manual Explicativo

PLANO DE BENEFÍCIOS ATENTO ATENTO PREV. Manual Explicativo PLANO DE BENEFÍCIOS ATENTO ATENTO PREV Manual Explicativo 1 2 Plano de Benefícios Atento AtentoPrev O Plano de Benefícios Atento Atento Prev é um plano de previdência complementar, constituído na modalidade

Leia mais

Cartilha Previdência Sem Mistério

Cartilha Previdência Sem Mistério Cartilha Previdência Sem Mistério Seja bem-vindo! Interessado em saber tudo sobre Previdência Privada? Em nossa cartilha você encontra: Os principais conceitos desse produto Explicação dos termos que ninguém

Leia mais

PERGUNTAS & RESPOSTAS

PERGUNTAS & RESPOSTAS PL nº 1992, DE 2007 FUNPRESP PERGUNTAS & RESPOSTAS 1. ORÇAMENTO: PL sem dotação orçamentária? O governo enviou, no dia 06 de fevereiro, de 2012 um projeto de lei (PLN nº 1, de 2012; MSG nº 24/2012) que

Leia mais

José Edson da Cunha Júnior

José Edson da Cunha Júnior José Edson da Cunha Júnior HETEROGENEIDADE DO REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E EFICIÊNCIA REGULATÓRIA, OPERACIONAL E DE FISCALIZAÇÃO Sumário 1. Contextualização; 2. Debates Atuais; 3. Reflexões e Apontamentos.

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: [83.564.443/0001-32] FUNDACAO CODESC DE SEGURIDADE SOCIAL PLANO DE BENEFÍCIOS: MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: [2002.0046-92] MULTIFUTURO II ENCERRAMENTO DE EXERCÍCIO 31/12/2013 Atuário Responsável

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: [02.884.385/0001-22] ELETRA FUNDACAO CELG DE SEGUROS E PREVIDENCIA PLANO DE BENEFÍCIOS: MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: [2000.0069-65] PLANO CELGPREV ENCERRAMENTO DE EXERCÍCIO 31/12/2011 Atuário Responsável

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL [02.884.385/0001-22] FUNDACAO CELG DE SEGUROS E PREVIDENCIA MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: OUTROS 30/04/2015 Atuário Responsável DANIEL PEREIRA DA SILVA MIBA: 1146 MTE: 1146 DA transmitida à Previc em 29/05/2015

Leia mais

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA ESTUDO ESTUDO QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Cláudia Augusta Ferreira Deud Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO ABRIL/2007 Câmara dos Deputados

Leia mais

CARTILHA EXPLICATIVA... 2 FUNDO PARANÁ... 3 PATRIMÔNIO... 4 SEGURANÇA... 4 BENEFÍCIO FISCAL... 5 ASFUNPAR... 6 PLANO DENTALUNIPREV...

CARTILHA EXPLICATIVA... 2 FUNDO PARANÁ... 3 PATRIMÔNIO... 4 SEGURANÇA... 4 BENEFÍCIO FISCAL... 5 ASFUNPAR... 6 PLANO DENTALUNIPREV... ÍNDICE CARTILHA EXPLICATIVA... 2 FUNDO PARANÁ... 3 PATRIMÔNIO... 4 SEGURANÇA... 4 BENEFÍCIO FISCAL... 5 ASFUNPAR... 6 PLANO DENTALUNIPREV... 7 CONHEÇA O PLANO DENTALUNIPREV... 8 PARTICIPANTES... 9 Participante

Leia mais

guia prático volume I finanças

guia prático volume I finanças guia prático volume I finanças Manter-se bem informado para gerenciar seu consultório ou clínica da melhor maneira possível é fundamental para o sucesso. Dessa forma, além de obter um resultado final mais

Leia mais

Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar

Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar Revista EXAME: As 10 armadilhas da Previdência Complementar Os fundos de previdência privada, sejam fechados ou abertos, têm características próprias e vantagens tributárias em relação aos investimentos

Leia mais

Previdência no Brasil. Regime de Previdência Complementar. Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Regime Geral de Previdência Social

Previdência no Brasil. Regime de Previdência Complementar. Regimes Próprios dos Servidores Públicos. Regime Geral de Previdência Social As Entidades Fechadas de participantes desta pesquisa, conhecidas como Fundos de Pensão, fazem parte do Sistema de. Os Fundos de Pensão desenvolveram-se e modernizaram-se ao longo dos últimos anos graças

Leia mais

Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho

Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho 1. REGIME PREVIDENCIÁRIO OU ADMINISTRATIVO O principal problema do regime previdenciário

Leia mais

SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS

SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS FOLHA DE ENCAMINHAMENTO DO DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO ATUARIAL DOS PLANOS DE BENEFÍCIOS ENTIDADE RAZÃO SOCIAL: FUNDAÇÃO BANESTES DE SEGURIDADE SOCIAL 3 DADOS DOS PLANOS NÚMERO DE PLANOS:

Leia mais

Pela revogação das Medidas Provisórias 664 e 665

Pela revogação das Medidas Provisórias 664 e 665 Boletim Econômico Edição nº 56 fevereiro de 2015 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Pela revogação das Medidas Provisórias 664 e 665 As duas medidas visam economizar R$ 18 bilhões

Leia mais

Sumário. A função do Resumo Explicativo 3. Bem-vindo ao Plano de Benefícios Raiz 4. Contribuições do Participante 6. Contribuições da Patrocinadora 7

Sumário. A função do Resumo Explicativo 3. Bem-vindo ao Plano de Benefícios Raiz 4. Contribuições do Participante 6. Contribuições da Patrocinadora 7 Sumário A função do 3 Bem-vindo ao Plano de Benefícios Raiz 4 Contribuições do Participante 6 Contribuições da Patrocinadora 7 Controle de Contas 8 Investimento dos Recursos 9 Benefícios 10 Em caso de

Leia mais

Plano D. Material Explicativo

Plano D. Material Explicativo Plano D Material Explicativo 2 Material Explicativo Previ Novartis Índice Pág. 4 Introdução Pág. 6 A Previdência no Brasil Pág. 10 A Previdência e o Plano de Benefício D Pág. 24 Questões 3 Material Explicativo

Leia mais

Previdência Associativa

Previdência Associativa Previdência Associativa Previdência Associativa Fatores Críticos de Sucesso Denise Maidanchen Expectativas Governo: crescimento da Previdência Fechada Associações: fortalecimento do vínculo, crescimento

Leia mais

Programa de Certificação Regius (PCR-2015) Módulo II

Programa de Certificação Regius (PCR-2015) Módulo II Programa de Certificação Regius (PCR-2015) Módulo II AGENDA Previdência Complementar - Marco Regulatório Tipos de Planos de Previdência Complementar Elenco dos Benefícios e Institutos Campanha de Ingresso

Leia mais

A importância da Previdência Privada

A importância da Previdência Privada A importância da Previdência Privada Adriana Hennig de Andrade DIRAT/CGPRO/COPEP 2014 Agenda 1. Estrutura do sistema de Previdência 2. Evolução do mercado de Previdência 3. Necessidade de complementar

Leia mais

ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA. Visão geral de previdência

ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA. Visão geral de previdência ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA Visão geral de previdência Agenda 4Conceitos assistência, previdência, seguro 4Regimes e grandes números 4Sustentabilidade 4Previdência privada 4Saúde-Previdência 2 CONCEITOS

Leia mais

Fachesf de FUNDAÇÃO CHESF DE ASSISTÊNCIA E SEGURIDADE SOCIAL www.fachesf.com.br

Fachesf de FUNDAÇÃO CHESF DE ASSISTÊNCIA E SEGURIDADE SOCIAL www.fachesf.com.br Fachesf de Você está em nossos planos Criada em 10 de abril de 1972, pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), sua patrocinadora, a Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social é uma

Leia mais

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ALEGRE. Porto Alegre, novembro de 2010

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ALEGRE. Porto Alegre, novembro de 2010 DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Porto Alegre, novembro de 2010 REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Os servidores públicos ocupantes de cargo

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL ENTIDADE: [49.323.025/0001-15] SUPREV-FUNDACAO MULTIPATROCINADA DE SUPLEMENTACAO PREV PLANO DE BENEFÍCIOS: MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: [1990.0016-29] PLANO DE BENEFÍCIOS BD ENCERRAMENTO DE EXERCÍCIO 31/12/2014

Leia mais

Actuarial Assessoria e Consultoria Atuarial Ltda Benjamin Constant, 67 Cj.404 CEP 80060 020 Curitiba Pr Fone/Fax (41)3322-2110 www.actuarial.com.

Actuarial Assessoria e Consultoria Atuarial Ltda Benjamin Constant, 67 Cj.404 CEP 80060 020 Curitiba Pr Fone/Fax (41)3322-2110 www.actuarial.com. Fundação AMAZONPREV Poder Executivo e Assembléia AVALIAÇÃO ATUARIAL Ano Base: 2014 Data Base: 31/12/2013 Índice 1. Introdução... 02 2. Participantes e Beneficiários... 02 3. Data Base dos Dados e da Avaliação...

Leia mais

Plano de Contribuição Definida

Plano de Contribuição Definida Plano de Contribuição Definida Gerdau Previdência CONHEÇA A PREVIDÊNCIA REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Oferecido pelo setor privado, com adesão facultativa, tem a finalidade de proporcionar uma proteção

Leia mais

PREVIDÊNCIA 2.0: VOCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA E REENGENHARIA DE PRODUTO

PREVIDÊNCIA 2.0: VOCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA E REENGENHARIA DE PRODUTO Felinto Sernache PREVIDÊNCIA 2.0: VOCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA E REENGENHARIA DE PRODUTO O QUE JÁ CONQUISTAMOS... Criação da previdência associativa RET Regime Especial de Tributação Regime regressivo de

Leia mais

EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA EDUCAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Plante hoje para colher amanhã! 1 O IDOSO NO BRASIL Você sabia? Que o total dos rendimentos recebidos pelos brasileiros com 60 anos ou mais no ano passado chegou a R$ 402,3 bilhões?

Leia mais

Cartilha Plano A. Índice

Cartilha Plano A. Índice Cartilha Plano A Cartilha Plano A Índice Apresentação A Previnorte Histórico Patrimônio Plano de Benefícios e Plano de Custeio Salário Real de Contribuição Jóia Requisitos exigidos para filiação à PREVINORTE

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS - Plano PreVisão -

PERGUNTAS E RESPOSTAS - Plano PreVisão - PERGUNTAS E RESPOSTAS - Plano PreVisão - O que é o plano PreVisão? O plano PreVisão é o novo plano de benefícios administrado pela Visão Prev, resultado de estudos realizados no intuito de buscar uma solução

Leia mais

RELATÓRIO SEGURIDADE. Julho/2010

RELATÓRIO SEGURIDADE. Julho/2010 RELATÓRIO SEGURIDADE Julho/2010 O relatório da área de seguridade tem por finalidade apresentar as principais atividades desenvolvidas no mês, informando os números e valores relativos ao período de julho

Leia mais

Material Explicativo Plano de Benefícios Avon 2015

Material Explicativo Plano de Benefícios Avon 2015 Material Explicativo Plano de Benefícios Avon 2015 Material Explicativo ÍNDICE 1. Mensagem importante pra você... 4 2. Que tal planejar sua aposentadoria?... 5 3. Estamos juntos!... 6 4. Saiba quem pode

Leia mais

Material Explicativo

Material Explicativo Material Explicativo Material Explicativo Índice Introdução 4 Sobre o Plano Previplan 5 Adesão 5 Benefícios do Plano 6 Entenda o Plano 7 Rentabilidade 8 Veja como funciona a Tributação 9 O que acontece

Leia mais

HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO. Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev

HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO. Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev Esta Cartilha vai ajudar você a entender melhor o Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev,

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL

DEMONSTRAÇÃO ATUARIAL [29.959.574/0001-73] FUNDACAO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES DO IRB PLANO DE BENEFÍCIOS: MOTIVO: DATA DA AVALIAÇÃO: TIPO: RETIFICADORA: [1977.0001-18] PLANO A ENCERRAMENTO DE EXERCÍCIO 31/12/2012 COMPLETA

Leia mais