BUSCA E APREENSÃO NO PROCESSO PENAL

Save this PDF as:
Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "BUSCA E APREENSÃO NO PROCESSO PENAL"

Transcrição

1 BUSCA E APREENSÃO NO PROCESSO PENAL Antonio Milton de Barros Ex- escrivão de polícia, ex- delegado de polícia e promotor de justiça apostado. Bacharel em direito pela Faculdade de Direito de Franca. Mestre e doutor em Direito pela PUC-SP Professor titular de Processo Penal na Faculdade de Direito de Franca Diretor do Curso de Direito da UNIFRAN Resumo: o presente artigo discorre sobre a busca e apreensão, no processo penal; estabelece a ligação do tema com as garantias constitucionais da intimidade e privacidade da pessoa, com projeção ao âmbito domiciliar; também indica como proposta metodológica a doutrina que preconiza a necessidade de separação do estudo desses institutos busca e apreensão tratados unitariamente no estatuto processual. Palavras-chave: Constituição Federal, Processo Penal, busca domiciliar, busca pessoal e apreensão. Sumário: 1. Busca e apreensão e garantias constitucionais. 2. A necessidade de separação dos institutos (busca e apreensão). 3. Busca. 3.1 Etimologia e conceito. 3.2 Natureza jurídica. 3.2 Finalidade. 3.3 Condição de legitimidade da busca. 3.5 Espécies de Busca Busca domiciliar Busca pessoal Busca em veículos Busca em escritório de advocacia. 3.6 Procedimento na realização da busca Momento adequado para realização da busca Iniciativa para a realização da busca Conteúdo do mandado judicial Executores da busca Forma do cumprimento do mandado. 4. Apreensão. 4.1 Conceito e forma de apreensão Natureza jurídica da apreensão. 4.3 Finalidade da apreensão. 4.4 Procedimento da apreensão Momento de Realização e formas de apreensão Iniciativa da apreensão Executores da apreensão A exigência de mandado judicial de apreensão Auto de apreensão. 1.Busca e apreensão e garantias constitucionais A análise do tema busca e apreensão, no processo penal, pressupõe a observância dos direitos individuais previstos na Constituição Federal, especialmente aqueles previstos no artigo 5.º, XI e X, que se referem, respectivamente, à inviolabilidade de domicílio, intimidade e vida privada e incolumidade física e moral. Em primeiro lugar, trata-se da proteção casa do indivíduo, cuja inviolabilidade só pode ser excepcionada nas situações previstas na Constituição. Para esse fim, o termo casa deve considerado de forma ampla, tal como definido no artigo º e 5.º, do Código Penal, compreendendo qualquer local que sirva de abrigo, residência ou

2 moradia ou aquele não aberto ao público onde o indivíduo exerce profissão ou atividade. De outro lado, a Constituição, no artigo 5.º, X, proclama serem invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Sem enfrentar a discussão conceitual, que se estabelece entre as expressões intimidade e vida privada, importa salientar que o indivíduo não pode ter sua vida devassada indevidamente. Assim, mesmo no curso de busca domiciliar, legalmente autorizada, deve-se preservar a intimidade e a privacidade, não se divulgando fatos que não tenham relação com a diligência. Contudo, tais direitos, como se sabe, não são absolutos, podendo sofrer limitações, no sentido de se conciliarem com o poder-dever estatal de punir, desde que obedecidos critérios de estrita legalidade, de proporcionalidade e necessidade, sob pena de ferimento, também, a duas outras garantias constitucionais do processo, o devido processo legal e a inadmissibilidade das provas obtidas por meio ilícito (art. 5.º, LIV e LVI) 1. 2.A necessidade de separação dos institutos (busca e apreensão) O Código de Processo Penal disciplina duas formas de busca: domiciliar e pessoal (art. 240, caput). Coloca a apreensão, tão só, como finalidade da busca, deixando de regulamentá-la (letras b, c, d, f, g do 1. do art. 240). Certamente que a busca não se destina, sempre, à apreensão. Pode ocorrer busca para se prender criminosos e para o encontro de provas. De outro lado, pode verificar-se a apreensão sem busca, quando, por exemplo, a autoridade comparece ao local do fato (CPP, art. 6.º), ou em caso de entrega espontânea. Como esclarece Cleunice Pitombo (2005, passim), não obstante o legislador ter juntado a busca e a apreensão, dois são os institutos, apresentando a busca limites constitucionais, enquanto a apreensão surge como limitação ao poder individual de deter pessoas ou de reter coisas. São, portanto, institutos autônomos, e assim devem ser estudados. O tratamento unitário dos institutos, segundo Sérgio Pitombo, referido pela mesma autora, ocorre porque a apreensão, no mais das vezes, segue a busca. Emerge daí o costume de vê-las unidas. Conceitos que se teriam fundido, como se fossem uma e mesma coisa, ou objetivamente inseparáveis. As buscas, contudo, se distinguem da apreensão, como os meios diferem dos fins. De outro lado, adverte Ronaldo Batista Pinto (2000, p. 368), a doutrina, de forma unânime, aponta a má colocação da busca e apreensão na sistemática de nosso código, 1 PITOMBO, Cleunice Valentim Bastos. Da Busca e Apreensão no Processo Penal. São Paulo, Revista dos Tribunais, p. 5.

3 elencada entre as provas. Com efeito, por ter uma natureza nitidamente acautelatória, deveria figurar dentre as outras medidas de igual natureza. 3.Busca 3.1 Etimologia e conceito Busca vem do verbo buscar, sinônimo de procurar, tratar de descobrir ou de encontrar. Assim, busca é a diligência que se faz em determinado lugar, com o fim de aí encontrar-se pessoa ou coisa que se procura 2. Eduardo Espínola Filho 3, com apoio em Mayer, define busca como um meio coercitivo, pelo qual é, por lei, utilizada a força do Estado para apossar-se de elemento de prova, de objetos a confiscar, ou da pessoa do culpado, ou para investigar os vestígios de um crime. José Frederico Marques 4 lembra que a colheita acautelatória de provas e indícios torna imprescindível a atribuição de poderes coercitivos à autoridade policial, destinados a efetivar as providências tendentes a assegurar o êxito da investigação. Esses poderes, que se realizam por meio de busca e apreensão, quando impliquem em cerceamento da liberdade, devem ser submetidos a controle judicial prévio, salvo no caso de prisão em flagrante. De fato, o tema evoca, de novo, a questão afeta à cautelaridade. O direito processual penal, ensina Antonio Alberto Machado 5, tal como os demais ramos do direito admite também uma cautelaridade específica com o fim de garantir a efetividade do processo, aduzindo serem várias as medidas cautelares em matéria penal. Referem-se ora à pessoa do acusado (consubstanciadas nas diversas formas de prisão), ora a determinadas coisas relacionadas com o fato delituoso, cujas cautelares se realizam pela busca e apreensão ou pelas medidas assecuratórias (seqüestro, hipoteca legal e arresto), previstas nos artigos 125, 134 e 136, do Código de Processo Penal. Outrossim, há medidas cautelares em relação à prova, como os depoimentos antecipados (CPP, art. 225) e o exame de corpo de delito e perícias em geral (arts. 158 e ss., do CPP). 3.2 Natureza jurídica Cleunice Pitombo 6 assevera que há dificuldade, na doutrina, em apontar a natureza jurídica da busca por dois aspectos: 1) a unidade legislativa dos institutos; 2) o dissenso classificatório; assim, a medida ora é considerada meio de prova, ora instrumento de sua obtenção; ou, ainda, coação processual penal lícita; esse é mais um motivo para se separar a busca da apreensão, por não possuírem a mesma natureza jurídica, pois a 2 BORGES DA ROSA, Inocêncio. Processo penal brasileiro, Porto Alegre: Globo, p ESPÍNOLA FILHO, Eduardo. Código de Processo Penal anotado. 3. ed., vol. I. Rio de Janeiro: Borsoi, p MARQUES, José Frederico. Elementos de direito processual penal. Vol. 1. Campinas-SP: Bookseller, p Prisão cautelar e liberdades fundamentais. Rio de Janeiro: Lúmen-juris, p Op. cit., p. 109.

4 busca pode, em alguns momentos, assumir característica de urgência, enquanto a apreensão, na maioria das vezes, efetiva-se com o escopo assecuratório. Apesar de tais considerações e em que pese se achar inserida no capítulo das provas, sendo por tal razão assim classificada pela lei, considera-se a busca como medida cautelar (ou acautelatória) coercitiva destinada a obstar o perecimento de prova do crime. 3.3 Finalidade As buscas destinam-se ao fim de assegurar, ao processo, coisas que possam servir à prova, ou de prender acusado, ou outra pessoa, indiciada de crime ou evadida, segundo Manzini, citado por Espínola 7 ; este autor, contudo, afirma que se deve acrescentar, além de coisas, pessoas, mesmo que não sejam acusadas ou suspeitadas de atividade delituosa, mas tendo, invés, sofrido os efeitos da ação criminosa alheia; expressa é a letra g do 1.º do artigo 240. O autor cita os casos em que se faz busca e apreensão de pessoas vítimas de crime, como seqüestro e cárcere privado. Faz-se a busca na casa onde se suspeita que esteja oculta e presa a vítima, constituindo a sua apreensão a constatação material do corpo de delito. A busca volta-se para o descobrimento do que se procura (CPP, art. 245, 3.º). Assim, não se sai em busca de coisa qualquer, de pessoa incerta, ou local não sabido, mas do que, efetivamente, importa e serve ao processo penal Condição de legitimidade da busca A busca, assim como sua finalidade, seja em domicílio, seja aquela que se faz na pessoa, constituem situações que exigem, por razões óbvias, estrita legalidade, como de resto deve ocorrer, sempre, que se proponha a limitar ou restringir direitos e garantias individuais. A realização da busca domiciliar não fica à vontade da autoridade, seja ela policial ou judiciária. É preciso haja, nos termos do artigo 240, fundadas razões, pois, como diz Tourinho 9 não parece coerente a Constituição cercar o cidadão de reais garantias e ao mesmo tempo permitir que o juiz violasse aquilo que ela própria, Constituição, considera asilo inviolável. Essa posição está corretíssima, pois não será uma ordem judicial que tornará legítimo o que não estiver em perfeita consonância com a estrita legalidade. Só assim se admite a limitação de direito fundamental. A autoridade judicial, portanto, em nosso sistema processual penal, para autorizar a busca domiciliar deve, de forma inequívoca, demonstrar, nos fundados motivos, que a restrição ao direito individual aflora inafastável, para a persecução penal; evidenciar que 7 Op. cit., p PITOMBO, Cleunice. Op. cit., p TOURINHO FILHO, Fernando da Cosa. Processo Penal. São Paulo: Saraiva, p. 365.

5 o interesse social concreto prevalece sobre o individual; ser proporcional ao fim almejado; estar ajustada, em sua concretude, com a finalidade perseguida 10. Na verdade, isso também deve ser observado no tocante à revista, ou busca pessoal, por identidade de razões, uma vez que a Constituição tutela a intimidade e a privacidade da pessoa, não apenas em seu domicílio, mas igualmente fora dele. 3.5 Modalidades de busca: domiciliar e pessoal O Artigo 240 do Código refere-se a duas modalidades de busca, a domiciliar e a pessoal. No primeiro caso, tem-se o varejo; no segundo, a revista. A casa é varejada, para pesquisa; a pessoa é revistada, para o mesmo fim. 11. Para a busca domiciliar exige fundadas razões (art. 240 caput) e para a busca pessoal fundadas suspeitas (art º ). A doutrina encara de modo diferente a correlação entre as expressões. Tourinho 12 considera haver maior seriedade nesta última, na medida em que a busca domiciliar constitui medida mais drástica. De forma diferente pensa Hélio Tornaghi 13, que equipara as duas expressões, afirmando: A fundada suspeita de que fala esse dispositivo ( º ) é o mesmo que a fundada razão da qual falei ao tratar da condição de legitimidade da busca domiciliar. Espínola 14 também equiparou as duas situações, quando advertiu: Tal como a pessoal, a busca domiciliar só é de ser ordenada quando há suspeita séria e fundada de que, na casa, aposento ou compartimento a varejar, se encontrem pessoas ou coisas, cuja apreensão interessa ao processo criminal, e, pois, há razão de esperar sejam, aí, achadas, se procuradas. O que sobreleva destacar, como o faz Cleunice Pitombo 15, é que a busca, qualquer que seja a modalidade, encontra fronteiras na Lei Maior, na exata medida em que as normas processuais penais constituem, sempre, projeção das garantias constitucionais; de tal modo, sob qualquer ângulo que se observe, apresentam-se os preceitos da Constituição respeitantes ao Direito Processual Penal, como base e diretriz das regras disciplinadoras do respectivo processo. Consequentemente, no estudo destes preceitos, impõe-se ter presente os regramentos constitucionais que lhe são atinentes Busca domiciliar A busca domiciliar e o CPP O artigo 241 do Código dispõe que Quando a própria autoridade policial ou judiciária não a realizar pessoalmente, a busca domiciliar deverá ser precedida da expedição de mandado. Esse dispositivo estava perfeitamente de acordo com a tutela constitucional da inviolabilidade do domicílio, cujos princípios não sofreram alteração substancial ao longo da história, pese embora haver a Constituição de 1937 (que vigorava quando 10 PITOMBO, Cleunice. Op. cit., p ESPÍNOLA, Op. cit., p Op. cit., p. 372) 13 TORNAGHI, Hélio. Curso de processo penal. 7. ed. São Paulo: Saraiva, p Ibid. p Op. cit., p. 125.

6 promulgado o Código) omitido a regulamentação, tanto que a Constituição de 1946, que, por restabelecer a democracia, poderia influir para eventual reinterpretação do Código recentemente promulgado, praticamente repetia os dizeres das anteriores, como mencionado acima. Desse modo, não excluída pelo texto constitucional, a autoridade policial, no regime do Código de Processo Penal em vigor, tinha (antes da Constituição atual) a prerrogativa de ingressar no domicílio de qualquer pessoa para realizar busca visando a cumprir ordem de prisão, ou em outras palavras do mesmo Código, prender criminosos (art. 240, 1. º, alínea a ) A busca domiciliar e a Constituição Federal A Constituição Federal de 1988 dispõe de modo diferente a respeito das formas permissivas de ingresso no domicílio à revelia do morador, como se pode conferir no inciso XI do artigo 5. o, verbis: a casa é o asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial. Portanto, há necessidade de ordem escrita de autoridade judiciária para penetrar-se no domicílio, salvo se esta estiver presente (hipótese menos comum) ou se houver consentimento do morador. Desse modo, devem os dispositivos processuais ser entendidos de forma harmônica com o sistema. Antes da promulgação da última Constituição, a autoridade policial podia comandar as diligências de busca domiciliar e pessoal ou expedia mandado para que seus agentes o executassem. Agora, ainda que a autoridade policial esteja presente, não prescinde de ordem judicial para a busca domiciliar, razão pela qual não pode, também, expedir mandado para o mesmo fim; só poderá fazê-lo se se tratar de busca pessoal, ficando revogado, nessa parte, o artigo 241 do Código de Processo Penal, que deve ser interpretado como se referindo tão somente à autoridade judiciária, desde A prova que originar de diligência sem o cumprimento de tais regras será considerada ilegal Conceito, hipóteses e condições da busca domiciliar A busca domiciliar é a que se realiza em casas ou compartimentos de residência particular, habitação coletiva, ou em que alguém exerce profissão, ou atividade remunerada ou não. A busca pode ser realizada nas seguintes hipóteses (CPP, art. 241, 1.º): a) prender criminosos; b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos; c) apreender instrumentos e falsificação ou de contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos; d) apreender armas e munições, instrumentos utilizados na prática de crime ou destinados a fim delituoso; e) descobrir objetos necessários à prova da infração ou à defesa do réu; f) apreender cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja

7 suspeita de que o conhecimento de seu conteúdo possa ser útil à elucidação do fato; g) apreender pessoas vítimas de crime; g) colher qualquer elemento de convicção. Como visto, o mandado judicial é exigível em regra (CF, art. 5.º, XI, CPP, arts º e 241), sendo dispensado nos seguintes casos: a) quando houver consentimento do morador; b) em caso de flagrante delito; c) quando realizada pela própria autoridade judiciária (CPP, artigo 241 cc. CF, art. 5.º XI) Busca pessoal Conceito de busca pessoal Quando os objetos que devem ser apreendidos são portáteis e se encontram em poder de alguém que os traga consigo, ou que se supõe trazê-los, a busca, em vez de ser domiciliar, será pessoal, procedendo-se à mesma por meio da revista 16. Bem por isso, o 2.º do artigo 240, dispõe: Proceder-se-á à busca pessoal quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do parágrafo anterior. Ficou excluída, portanto, a letra g, que se refere à apreensão de vítimas de crime, tendo em vista parecer impossível que alguém possa trazer consigo, em suas vestes, outra pessoa. Entretanto, Espínola 17 aventa a hipótese de que uma criança recém nascida possa ser transportada ou estar escondida entre as vestes de quem a tenha seqüestrado, caso em que não seria impossível a necessidade, ainda que excepcional, de busca pessoal ou revista A exigência de mandado para busca pessoal As leis anteriores não fizeram referência expressa à busca pessoal, como está no Código de Este, no Capítulo XI, menciona as duas formas, busca domiciliar e pessoal, dando-lhes igual tratamento, tanto que no início do capítulo, no caput do artigo 240 enuncia que A busca será domiciliar ou pessoal ; trata especificamente da busca domiciliar nesse dispositivo e seus parágrafos e no subseqüente (241), dando a entender que só a busca domiciliar exige mandado. Mas, Câmara Leal 18 já alertava para o equívoco, salientando: A busca pessoal, pelo preceito do art. 241, que só se refere à busca domiciliar, parece dispensar o mandado. Todavia, tal não se dá, se atentarmos para a disposição do art. 243, I, que estabelece os requisitos do mandado no caso de busca pessoal. Segue-se daí que o art. 241 está mal redigido, fazendo crer a dispensa das buscas pessoais, quando esse não foi o pensamento do legislador. E, tanto é verdade, que o Código não apenas volta a generalizar nos dois artigos subseqüentes, como no 244 cuida especialmente das exceções à exigência de mandado para a busca pessoal. 16 CÂMARA LEAL, Antonio Luiz da. Comentários ao Código de Processo Penal brasileiro, vol. I, Rio de Janeiro: Freitas Bastos, p Op. cit., p Ibid., p. 99.

8 Mas, como é dispensável o mandado em caso de suspeita, a exceção tornou-se regra, pois comumente a busca ou revista é feita sob tal pretexto, ignorando-se a exigência de ordem da autoridade. É comum dizer-se que aquele que sofre a busca está sempre em atitude suspeita; se ele vê a viatura policial e procura sair do local, é suspeito por ter se evadido ante a aproximação da polícia ; se, ao contrário, olha para o lado dos policiais, é suspeito porque ficou encarando a viatura. Em suma, a busca pessoal é feita comumente sem mandado da autoridade, pois, de acordo com o jargão policial, a atitude suspeita a autoriza. De qualquer modo, a autoridade aí é tanto a policial quanto a judiciária, pois se aquela poderia inclusive determinar ou realizar pessoalmente até mesmo a busca em domicílio (anteriormente à Constituição de 1988, que, como visto, não recepcionou, nessa parte, o art. 241 do CPP), sem sombra de dúvida que também pode determinar ou realizar a busca pessoal. No entanto, Cleunice Pitombo 19 sustenta a exigência de mandado judicial, na busca pessoal, como regra. Como exceção, o artigo 244 do Código prevê diz que a busca pessoal independe de mandado nos seguintes casos: a) ao ato de prisão; b) existindo fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida, ou de objetos ou papéis, que constituam corpo de delito; c) no curso da busca domiciliar; d) se realizada pela própria autoridade policial; d) com expresso e inequívoco consentimento do indivíduo visado. Por outro lado, quando se tratar de busca pessoal em mulher, será feita por outra mulher, salvo se isso importar retardamento ou prejuízo da diligência (CPP, art. 249) Busca em veículos A busca em veículo ora pode ser considerada pessoal, ora domiciliar. Depende da utilização do veículo. Quando o veículo é utilizado como casa, há necessidade das cautelas inerentes à busca domiciliar. Já quando a revista for levada a efeito em veículos, com destinação exclusiva de meio de transporte, as regras a serem observadas são as mesmas da busca pessoal Busca em escritório de advocacia O varejamento em escritório de advocacia sofre maior restrição, em virtude da garantia constitucional da ampla defesa (art. 5., LV, c/c o art. 243, 3., do CPP). O Estatuto da OAB determina que, em escritório de advogados, a busca ou apreensão deve ser acompanhada por representante da Ordem dos Advogados do Brasil (art. 7., da Lei 8.906/94). A inviolabilidade do escritório de advocacia não é absoluta, pois, como lembra Marco Antonio de Barros 20 não se permite ao advogado transformar o seu escritório em depósito de instrumentos de crimes, ali escondendo, por exemplo, arma utilizada pelo 19 Op. cit., p BARROS, Marco Antonio. Sigilo Profissional. Reflexos no âmbito das provas ilícitas. In: Justitia, vol. 175, p. 17, jul-set p. 17ss.

9 cliente na prática do delito, cujo objeto interessa à persecutio criminis. Da mesma forma não se lhe permite asilar o cliente contra o qual tenha sido expedido mandado de prisão. Em tais hipóteses, poderá ser acusado de favorecimento real ou favorecimento pessoal (arts. 349 e 348, do CP). Contudo, salvo a hipótese de concurso ou favorecimento ao crime, resguardam-se, os papéis, documentos ou coisas confiados ao advogado, para serem utilizados no interesse do constituinte (art º, do CPP). Em razão de um série de reclamações e protestos de entidades de classe, quanto a abusos praticados por agentes e autoridades da Polícia Federal, por ocasião do cumprimento de mandados judiciais de busca em escritórios de advogados, o Ministério da Justiça fez expedir a Portaria n.º 1.288/2005, de , estabelecendo instruções sobre a execução de diligências daquela corporação para o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão em escritórios de advocacia. 3.6 Procedimento na realização da busca As formalidades para a execução da ordem de busca estão elencadas no artigo 245, seus parágrafos e artigos 247 a 250 do Código. As normas são relativas à expedição da ordem, à forma de executá-la, especialmente, quanto ao momento, à iniciativa, ao conteúdo e finalidade do mandado, à execução, ao executor, horário, forma, outra circunscrição, ao termo de enceramento ou auto circunstanciado Momento adequado para realização da busca A busca pode ser realizada fase pré-processual, nas seguintes hipóteses: a) em caso de flagrante; b) antes de instaurado o inquérito; c) durante o inquérito. E, na fase processual: a) durante a instrução do processo; b) na fase de execução Iniciativa para a realização da busca Podem determinar ou realizar pessoalmente: a) a autoridade judiciária, em qualquer hipótese; b) a autoridade policial, exceto quando domiciliar. Podem requerer: a) a autoridade policial (no caso de busca domiciliar); b) o Ministério Público (quando não puder ou quiser requisitar o que lhe interessa); c) o ofendido, na fase do inquérito (art. 14 do CPP) ou como assistente de acusação (arts. 268 a 273 do Código de Processo Penal; d) o suspeito, indiciado ou acusado e o condenado Conteúdo do mandado judicial De conformidade com o artigo 243, do CPP, o mandado de busca deve conter: 1) indicação precisa da casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem; 2) motivo e os fins da diligência; 3) ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir Executores da busca

10 A busca pode ser realizada pela autoridade policial ou seus agentes (artigos 241, 245, 1., e 250), inclusive os membros da polícia militar, na fase de inquérito e por oficiais de justiça, na fase processual Forma do cumprimento do mandado O cumprimento do mandado deve pautar-se pelas orientações contidas nos artigos 245, 247 e 248, do Código, a saber: 1) antes da busca, o executor deve: a) exibir e ler o mandado de busca, exceto a autoridade judiciária, ou policial, conforme o caso (caput); b) intimar o morador a abrir porta e mostrar o que se procura (caput); c) declarar sua qualidade e o objetivo da diligência ( 1. ); 2) durante a busca, se necessário, o executor poderá: a) arrombar a porta e forçar a entrada, em caso de desobediência à ordem judicial por parte do morador, ( 2. ); b) empregar a força contra as coisas ali existentes ( 3. ); c) intimar um vizinho para assistir a diligência, em caso de ausência do morador ( 4.º); d) determinar o que for necessário também em relação aos moradores ( 4.º), porém molestando-os o menos possível (art. 248); 3) Após a busca, o executor deverá: a) apreender a pessoa o coisa que procura, se encontrar ( 6.º); b) lavrar auto a respeito da diligência, arrolando duas testemunhas ( 7.º); c) se a busca resultar infrutífera, informar ao sujeito passivo as razões de sua realização (art. 247); d) se penetrar em território de outra jurisdição, apresentar-se à autoridade local (art. 250). 4.Apreensão 4.1. Conceito e forma de apreensão Segundo Borges da Rosa 21, Apreensão vem do verbo apreender, que significa pegar, agarrar, segurar, tomar, apossar-se. Assim, apreensão é a tomada ou o apossamento da pessoa ou coisa que se buscava ou procurava e foi encontrada. E para Hélio Tornaghi 22 a apreensão é o ato pelo qual a autoridade ou seu agente retira a pessoa ou coisa de quem a detém. A apreensão pode ser coercitiva originada em busca ou espontânea, em livre apresentação ou exibição Natureza jurídica da apreensão O ato de apreender pode conduzir a guardar e conservar elementos sensíveis da infração penal. Às vezes, traz consigo indícios, muito embora tal fato jamais baste para lhe dar exclusiva natureza de meio de prova. O apossamento de prova material não lhe esgota a essência, também. A eventual necessidade de apreender-se, com urgência, coisa ou pessoa, de igual modo, não autoriza, só por isso, classificar a apreensão qual medida cautelar, daí afirmar-se que tem natureza variada, segundo diz Cleunice Pitombo 23. Conclui a autora que a apreensão, no processo penal, apresenta natureza jurídica variada, multifária. A sua classificação vincula-se à função que se lhe der. Ora é tida 21 Op. cit., p Op. cit., p Op, cit., p. 230.

11 como medida cautelar, ora como meio de prova e outras vezes como instrumento de sua obtenção. Entretanto, para nós, apesar de se encontrar, conjuntamente com a busca, no capítulo da prova e como tal ser considerada pela lei processual, a apreensão se apresenta com a natureza de medida cautelar que se destina à obtenção de prova ou seu asseguramento Finalidade da apreensão Segundo Hélio Tornaghi 24, a apreensão pode ter fins penais, processuais ou puramente administrativos, a saber: 1) Fins penais, porque visa tornar efetiva a lei penal, a apreensão de: a) coisas achadas ou obtidas por meios criminosos (art º, b); b) instrumentos de falsificação ou contrafação e objetos falsificados ou contrafeitos (art º, c); c) armas e munições, instrumentos utilizados na prática do crime ou destinados a fim delituoso (artigo º, d). 2) Fins processuais, porque objetiva a prova do crime, a apreensão de: a) objetos necessários à prova da infração ou à defesa do réu (art º, e); b) cartas, abertas ou não, destinadas ao acusado ou em seu poder (art º, f); c) qualquer (outro) elemento de convicção (art º, h). 3) Fins administrativos, porque destina-se à apreensão de: a) pessoas vítimas de crime (art º, g) Procedimento da apreensão 5.1 Momento de Realização e formas de apreensão A apreensão pode ser realizada tanto na fase inquisitorial, como no decorrer da ação penal, e até mesmo durante a execução da pena. O apossamento pode ser: a) decorrente de busca; b) mediante exibição voluntária ou c) por encontro casual. A apreensão decorrente de busca acha-se vinculada aos limites constitucionais e processuais da busca; assim, o apossamento resultante da procura ilegal, ou abusiva, não possui valor, para a instrução. A exibição voluntária, de coisa móvel, autoriza a apreensão; não é, porém, toda e qualquer apresentação que se sujeita à analisada constrição; para não ser arbitrária a apreensão, há que se observar o seguinte: a) a licitude, ou não, na obtenção da coisa exibida; b) necessidade de retirá-la do poder de quem a retém; c) imprescindibilidade, para a instrução criminal, do apossamento. A autorização que a lei confere à autoridade policial (CPP, art. 6.º, incs. I e II), de aprender os objetos encontrados no local do fato impõe seja observado se tais coisas estão efetivamente relacionadas com o fato, caso contrário não podem ser apreendidas. 5.2 Iniciativa da apreensão Podem determinar ou realizar pessoalmente: a) a autoridade judiciária; b) a autoridade policial, com as restrições legais. 24 Op. cit., p. 440.

12 Podem requerer: a) a autoridade policial; b) o Ministério Público; c) o ofendido, na fase do inquérito (art. 14 do CPP) ou como assistente de acusação (artigos 268 a 273 do CPP); d) o suspeito, indiciado ou acusado e o condenado (CPP, art.14) ou respectivos defensores. 5.3 Executores da apreensão A apreensão pode ser efetuada pela autoridade policial ou seus agentes, na fase do inquérito e por oficiais de justiça, na fase processual. 5.4 A exigência de mandado judicial de apreensão Embora o Código de Processo Penal não faça referência a mandado de apreensão, mas, tão-só, ao mandado de busca e apreensão, é indispensável a expedição mandado para a apreensão, quando ela ocorrer divorciada da busca e da exibição. O mando será judicial, em caso de apreensão em domicílio, ou da autoridade policial, quando esta não estiver presente, nos demais casos. 5.5 Auto de apreensão Inexiste, também, na lei processual, especificação sobre o auto de apreensão. A lei apenas se refere a auto de busca e apreensão (art. 245, 7., do CPP), devido ao tratamento conjunto e não autônomo.. Entretanto, é indispensável a elaboração de auto, como forma de documentação da diligência. Normalmente, é lavrado auto de exibição e apreensão, em todas as hipóteses, isto é, apreensão decorrente de busca; apreensão por entrega espontânea e apreensão por encontro em local de crime, quando cada situação deveria ensejar um auto específico, mediante a elaboração de termos específicos à cada espécie, utilizando-se inclusive a expressão auto de arrecadação para a última hipótese (encontro no local do fato). Conforme já salientamos em outro trabalho 25 normalmente, nesses autos de exibição e apreensão, o exibidor é um dos agentes policiais encarregados da busca, que indica onde e com quem encontrou o objeto, mesmo quando se registra a entrega na repartição policial por terceira pessoa. Em razão disso, muitas vezes, perde-se um pouco da carga probatória, que poderia advir desses documentos, agravando-se o fato de que, por comodidade, não se costuma indicar as testemunhas que tenham presenciado a diligência, no local, figurando como tais os próprios companheiros de investigação. Nos próprios livros e manuais sobre inquérito policial, normalmente, os modelos sugeridos referem-se apenas ao Auto de Exibição e Apreensão 26, quando o correto seria de Auto de Busca e Apreensão, para os casos em que esta tenha sido precedida daquela. Carlos Alberto Rios 27 refere, corretamente, a possibilidade de ser elaborado 25 BARROS, Antonio Milton de. Da prova no processo penal: apontamentos gerais. São Paulo: Juarez de Oliveira, p SILVA, José Geraldo da Silva. O inquérito policial e a polícia judiciária. Leme-SP: LED, p Manual teórico e prático de policía judiciária. São Paulo: Edipro, p. 107.

13 apenas o Auto de Apreensão, para aqueles outros casos em que não houve procura e Auto de arrecadação, quando o encontro não sucedeu a busca e nem ocorreu a exibição, ou seja, a entrega espontânea. A arrecadação é feita ex-ofício, no local de crime. Este, comumente, é reservado para a apreensão de objetos que não tenham relação com o crime, mas a distinção, segundo nos parece, decorre apenas da praxe, não se justificando, legal ou formalmente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS, Antonio Milton de. Da prova no processo penal: apontamentos gerais. São Paulo: Juarez de Oliveira, BARROS, Marco Antonio. Sigilo Profissional. Reflexos no âmbito das provas ilícitas. In: Revista Justitia, vol. 175, p. 17, jul-set BORGES DA ROSA, Inocêncio. Processo penal brasileiro, Porto Alegre: Globo, CÂMARA LEAL, Antonio Luiz da. Comentários ao Código de Processo Penal brasileiro, vol. I, Rio de Janeiro: Freitas Bastos, ESPÍNOLA FILHO, Eduardo. Código de Processo Penal anotado. 3. ed., vol. I. Rio de Janeiro: Borsoi, MACHADO, Antonio Alberto. Prisão cautelar e liberdades fundamentais. Rio de Janeiro: Lúmen-juris, MARQUES, José Frederico. Elementos de direito processual penal. Vol. 1. Campinas- SP: Bookseller, PITOMBO, Cleunice Valentim Bastos. Da Busca e Apreensão no Processo Penal. São Paulo, Revista dos Tribunais, PINTO, Ronaldo Batista, Prova Penal segundo a jurisprudência, São Paulo, Saraiva, TORNAGHI, Hélio. Curso de processo penal. 7. ed. São Paulo: Saraiva, RIOS, Carlos Alberto dos. Manual teórico e prático de policía judiciária. São Paulo: Edipro, SILVA, José Geraldo da Silva. O inquérito policial e a polícia judiciária. Leme-SP: LED, TOURINHO FILHO, Fernando da Cosa. Processo penal. São Paulo: Saraiva, 2003.

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo.

MATERIAL DE AULA DOS DOCUMENTOS. Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer fase do processo. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Documentos, Indícios e Busca e Apreensão. II) Legislação correlata DOS DOCUMENTOS Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em

Leia mais

BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL

BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL POLICIA FEDERAL DO BRASIL BUSCA E APREENSÃO NO DIREITO PROCESSUAL PENAL VISÃO GERAL Com o intuito de que não desapareçam am as provas do crime, o que tornaria impossível ou problemático o seu aproveitamento,

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

SIGNIFICADO DE BUSCA E APREENSÃO

SIGNIFICADO DE BUSCA E APREENSÃO SIGNIFICADO DE BUSCA E APREENSÃO * Nayara Humberto Ferreira ** Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho 1 Resumo Busca e apreensão é o interesse de reaver a pessoa ou a coisa que encontra-se em poder

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão Glauber Aparecido Domingos Resende* Este procedimento cautelar tem sido debatido em demasia, principalmente em bancos universitários,

Leia mais

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS TÍTULO VII DA PROVA CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 155. No juízo penal, somente quanto ao estado das pessoas, serão observadas as restrições à prova estabelecidas na lei civil. Art. 156. A prova da

Leia mais

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL 1 PARAMETROS DO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL Prof.Dr.Luís Augusto Sanzo Brodt ( O autor é advogado criminalista, professor adjunto do departamento de Ciências Jurídicas da Fundação Universidade Federal

Leia mais

Conselho da Justiça Federal

Conselho da Justiça Federal RESOLUÇÃO Nº 058, DE 25 DE MAIO DE 2009 Estabelece diretrizes para membros do Poder Judiciário e integrantes da Polícia Federal no que concerne ao tratamento de processos e procedimentos de investigação

Leia mais

A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas

A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas 1 www.oxisdaquestao.com.br A violação do direito ao sigilo das conversas telefônicas Texto de CARLOS CHAPARRO A transcrição jornalística de conversas telefônicas violadas é, sem dúvida, uma questão complicada.

Leia mais

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º

PROCEDIMENTO DA DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º PROCEDIMENTO DA AUTORIDADE POLICIAL DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS ART. 6º E 7º DILIGÊNCIAS INVESTIGATÓRIAS CONHECIMENTO DA NOTITIA CRIMINIS delegado deve agir de acordo comoart.6º e 7º do CPP, (não exaustivo

Leia mais

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal 202 O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras, enfatizando a importância das alterações

Leia mais

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA

AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA AS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS EM RELAÇÃO AO PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA PRESUMIDA * Luis Fernando da Silva Arbêlaez Júnior ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo A Constituição Federal

Leia mais

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011.

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. Jorge Assaf Maluly Procurador de Justiça Pedro Henrique Demercian Procurador de Justiça em São Paulo.

Leia mais

Interpretação do art. 966 do novo Código Civil

Interpretação do art. 966 do novo Código Civil Interpretação do art. 966 do novo Código Civil A TEORIA DA EMPRESA NO NOVO CÓDIGO CIVIL E A INTERPRETAÇÃO DO ART. 966: OS GRANDES ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA DEVERÃO TER REGISTRO NA JUNTA COMERCIAL? Bruno

Leia mais

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES.

ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. CURSO DIREITO DISCIPLINA PROCESSO PENAL II SEMESTRE 7º Turma 2015.1 ROTEIRO DE AULA TEORIA GERAL DAS PRISÕES CAUTELARES. 1. DO CONCEITO DE PRISAO A definição da expressão prisão para fins processuais.

Leia mais

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA NO PROCESSO PENAL CRISTIANE APARECIDA ROSA DIALUCE 1 GUILHERME JORGE DO CARMO SILVA 2 VÂNIA MARIA BEMFICA GUIMARÃES PINTO COELHO 3 RESUMO O presente estudo vem à lume apresentar

Leia mais

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS

ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ENUNCIADOS ELABORADOS PELA ASSESSORIA DE RECURSOS CONSTITUCIONAIS ÁREA CRIMINAL CRIMES CONTRA OS COSTUMES 1. CRIMES CONTRA OS COSTUMES. ESTUPRO E ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. TODAS AS FORMAS. CRIMES HEDIONDOS.

Leia mais

O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais,

O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais, RESOLUÇÃO N.º102 /97 - P.G.J. Estabelece normas para o exercício do controle externo da atividade de Polícia Judiciária pelo Ministério Público, previsto no artigo 129, inciso VII, da Constituição Federal

Leia mais

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em maio/2015 TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Nas relações internacionais do

Leia mais

COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ

COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DO CEARÁ 1. ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE) A importância do TCLE. A Resolução CNS 196/96 afirma

Leia mais

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.

MATERIAL DE AULA LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula Interceptação Telefônica. II) Legislação correlata LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

12/08/2012 PROCESSO PENAL II PROCESSO PENAL II

12/08/2012 PROCESSO PENAL II PROCESSO PENAL II II 2ª -Parte Professor: Rubens Correia Junior 1 II Acessem!!!!!! www.rubenscorreiajr.blogspot.com 2 1 O : É o conjunto de atos cronologicamente concatenados (procedimentos), submetido a princípios e regras

Leia mais

ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL.

ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL. ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL. Por Osvaldo Feitosa de Lima, Advogado e mail: drfeitosalima@hotmail.com Em razão do princípio da supremacia do interesse

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO - CTASP PROJETO DE LEI Nº 7920, DE 2014.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO - CTASP PROJETO DE LEI Nº 7920, DE 2014. COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO - CTASP PROJETO DE LEI Nº 7920, DE 2014. (Do Supremo Tribunal Federal) Acrescenta o inciso I ao 1º do artigo 4º da Lei nº 11.416, de 15 de dezembro

Leia mais

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO...

CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO...19 DEDICATÓRIA...21 CAPÍTULO I - FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 23 1. Antecedentes históricos da função de advogado...23 2. O advogado na Constituição Federal...24 3. Lei de

Leia mais

EXMO. SR. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Excelentíssimo Senhor Presidente,

EXMO. SR. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Excelentíssimo Senhor Presidente, Fl.: EXMO. SR. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, PRESIDENTE DO. ASSUNTO: Proposta de Resolução Excelentíssimo Senhor Presidente, O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio de seu Presidente,

Leia mais

Direito Processual Penal - Inquérito Policial

Direito Processual Penal - Inquérito Policial Direito Processual Penal - Inquérito Policial O inquérito policial é um procedimento administrativo préprocessual, de caráter facultativo, destinado a apurar infrações penais e sua respectiva autoria.

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007.

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007. CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO (Alterada pelas Resoluções nº 65/2011 e 98/2013) RESOLUÇÃO Nº 20, DE 28 DE MAIO DE 2007. Regulamenta o art. 9º da Lei Complementar nº 75, de 20 de maio de 1993 e

Leia mais

CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL CRESS 12ª REGIÃO ASSESSORIA JURÍDICA. P A R E C E R (nº 004/2002)

CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL CRESS 12ª REGIÃO ASSESSORIA JURÍDICA. P A R E C E R (nº 004/2002) ASSESSORIA JURÍDICA P A R E C E R (nº 004/2002) ASSISTENTE SOCIAL. SIGILO PROFISSIONAL. QUESTÃO ÉTICA-JURÍDICA. ESTIPULAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL. PROIBIÇÃO DE DIVULGAR. Solicita a Sra. Valéria

Leia mais

egrégio Conselho da Magistratura a aplicação da pena, nos termos da Lei Estadual 4.930/85. 3.3.8.2 - A aplicação das penalidades de advertência e

egrégio Conselho da Magistratura a aplicação da pena, nos termos da Lei Estadual 4.930/85. 3.3.8.2 - A aplicação das penalidades de advertência e egrégio Conselho da Magistratura a aplicação da pena, nos termos da Lei Estadual 4.930/85. 3.3.8.2 - A aplicação das penalidades de advertência e censura independe de sindicância ou processo, podendo ser

Leia mais

O COLÉGIO DE PROCURADORES DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais; e

O COLÉGIO DE PROCURADORES DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais; e RESOLUÇÃO Nº 20/2004 - CPJ Cria a CENTRAL DE ACOMPANHAMENTO DE INQUÉRITOS POLICIAIS E CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL, no âmbito do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e dá outras providências.

Leia mais

OAB 2ª FASE PENAL PROF. SIDNEY FILHO

OAB 2ª FASE PENAL PROF. SIDNEY FILHO OAB 2ª FASE PENAL PROF. SIDNEY FILHO MEMORIAIS (OAB/SP 133 - ADAPTADO) Pedro foi acusado de roubo qualificado por denúncia do Promotor de Justiça da comarca, o dia 1 de julho de 2006. Dela constou que

Leia mais

BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS

BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS BREVE MANUAL PARA USO DE ALGEMAS Recordando do curso de Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitário para Forças Policiais e de Segurança, que fiz pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha CICV,

Leia mais

Estado de Mato Grosso Poder Judiciário Comarca de Primavera do Leste Vara Criminal

Estado de Mato Grosso Poder Judiciário Comarca de Primavera do Leste Vara Criminal Processo nº 6670-72.2014.811 Espécie: Medida Protetiva Vistos etc. Trata-se de requerimento para aplicação de medidas protetivas formulado por V.G.S. em desfavor de C.T., encaminhado a este Juízo pela

Leia mais

Ação Monitória. Ana Carolina Fucks Anderson Palheiro 1

Ação Monitória. Ana Carolina Fucks Anderson Palheiro 1 16 Série Aperfeiçoamento de Magistrados 10 Curso: Processo Civil - Procedimentos Especiais Ação Monitória Ana Carolina Fucks Anderson Palheiro 1 A ação monitória foi introduzida no CPC no final do título

Leia mais

Legislação e tributação comercial

Legislação e tributação comercial 6. CRÉDITO TRIBUTÁRIO 6.1 Conceito Na terminologia adotada pelo CTN, crédito tributário e obrigação tributária não se confundem. O crédito decorre da obrigação e tem a mesma natureza desta (CTN, 139).

Leia mais

SUMÁRIO. CAPÍTULO II - Polícia Judiciária Militar... 17 1 Polícia Judiciária Militar... 17

SUMÁRIO. CAPÍTULO II - Polícia Judiciária Militar... 17 1 Polícia Judiciária Militar... 17 Direito Processual Penal Militar - 4ª Edição SUMÁRIO CAPÍTULO I Princípios... 13 1 Princípios aplicados no processo penal militar... 13 2 Lei do processo penal militar e sua aplicação... 15 3 Aplicação

Leia mais

Publicado Decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet

Publicado Decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet Publicado Decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet Autores Raphael de Cunto André Zonaro Giacchetta Ciro Torres Freitas Beatriz Landi Laterza Figueiredo Sócios e Associados de Pinheiro Neto Advogados

Leia mais

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA Nº XX/20XX

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA Nº XX/20XX - Minuta de Recomendação Administrativa - Saúde - Necessidade de o Município, por intermédio do órgão responsável pelo setor de saúde, disponibilizar atendimento especializado a crianças e adolescentes

Leia mais

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE CASTRO EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, por seu Promotor Substituto

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Direito

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE Faculdade de Direito (A) - o afastamento do menor autorizado a se casar contra a vontade dos pais é medida que tem natureza acautelatória. (B) - o protesto contra alienação de bens destina-se a obstar a alienação imaginada

Leia mais

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL. MENSAGEM N o 479, DE 2008

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL. MENSAGEM N o 479, DE 2008 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL MENSAGEM N o 479, DE 2008 Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e o Governo

Leia mais

FONTES DO PROCESSO FONTE MATERIAL E FORMAL

FONTES DO PROCESSO FONTE MATERIAL E FORMAL FONTES DO PROCESSO PENAL FONTE MATERIAL E FORMAL FONTES LUGARES DE ONDE PROVEM A NORMA OU LUGARES DE ONDE PROVEM A NORMA OU DIREITO. PODEM SER: - MATERIAIS - FONTES CRIADORAS - FORMAIS FONTES DE EXPRESSÃO

Leia mais

ASSESSORIA JURÍDICA. PARECER N 7/AJ/CAM/2002 Brasília (DF), 11 de junho de 2002. Senhora Presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN)

ASSESSORIA JURÍDICA. PARECER N 7/AJ/CAM/2002 Brasília (DF), 11 de junho de 2002. Senhora Presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) ASSESSORIA JURÍDICA PARECER N 7/AJ/CAM/2002 Brasília (DF), 11 de junho de 2002. PARA: DA: REFERÊNCIA: Senhora Presidente do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) Assessoria Jurídica Expedientes Jurídicos

Leia mais

15/05/2013 MODELO DE RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE

15/05/2013 MODELO DE RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE Direito Processual Penal 2ª Fase OAB/FGV Professora Beatriz Abraão MODELO DE RELAXAMENTO DA PRISÃO EM FLAGRANTE Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da... Vara Criminal da Comarca... (especificar

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. PROCEDIMENTO PADRÃO PERÍCIA AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO BRASIL: Perícia Ambiental É um procedimento utilizado como meio de prova; Fornecimento de subsídios

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA

PLANO DE ENSINO EMENTA Faculdade Milton Campos Curso: Direito Departamento: Ciências Penais FACULDADE MILTON CAMPOS Disciplina: Direito Processual Penal II Carga Horária: 80 h/a Área: Direito PLANO DE ENSINO EMENTA Atos processuais:

Leia mais

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO

O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO O MENSALÃO E A PERDA DE MANDATO ELETIVO José Afonso da Silva 1. A controvérsia 1. A condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, na Ação Penal 470, de alguns deputados federais tem suscitado dúvidas relativamente

Leia mais

AS RESTRIÇÕES JUDICIAIS FACE ÀS TRANSMISSÕES DA PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA. Telma Lúcia Sarsur Outubro de 2011

AS RESTRIÇÕES JUDICIAIS FACE ÀS TRANSMISSÕES DA PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA. Telma Lúcia Sarsur Outubro de 2011 AS RESTRIÇÕES JUDICIAIS FACE ÀS TRANSMISSÕES DA PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA Telma Lúcia Sarsur Outubro de 2011 Para conceituarmos restrição judicial, há de se definir restrição, que é limitação imposta ao

Leia mais

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa

As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa As interceptações telefônicas como prova cautelar e os princípios do contraditório e da ampla defesa Evandro Dias Joaquim* José Roberto Martins Segalla** 1 INTRODUÇÃO A interceptação de conversas telefônicas

Leia mais

INDICE 1 APURAÇÃO DE IRREGULARIDADES...2

INDICE 1 APURAÇÃO DE IRREGULARIDADES...2 INDICE 1 APURAÇÃO DE IRREGULARIDADES...2 1-1 DO PROCESSO ADMINISTRATIVO...2 1-2 - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR RITO SUMÁRIO...2 1-3 INSTRUÇÃO DOS PROCESSOS...3 1-4 - DA PRORROGAÇÃO DO PRAZO...4

Leia mais

ENUNCIADOS DA ASSESSORIA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS DE 2009

ENUNCIADOS DA ASSESSORIA DE ASSUNTOS INSTITUCIONAIS DE 2009 O PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o procedimento nº 2009.000.30103, da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento Institucional, AVISA aos Membros

Leia mais

5 CONTRATAÇÃO DIRETA 5.1 DISPENSA DE LICITAÇÃO

5 CONTRATAÇÃO DIRETA 5.1 DISPENSA DE LICITAÇÃO 5 CONTRATAÇÃO DIRETA ENUNCIADO DE SÚMULA N. 89. Quem ordenar despesa pública sem a observância do prévio procedimento licitatório, quando este for exigível, poderá ser responsabilizado civil, penal e administrativamente,

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. JORGE AUGUSTO CORREIA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DR. JORGE AUGUSTO CORREIA Curso de Educação e Formação de Adultos EFA C (50h)/2014-2015 CP 4 Processos Identitários / Formadora: Rita Melancia Actividade 3 Tema: Código Deontológico e Relações de Trabalho Formanda: Olga Ilyina

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PAULISTANA

ESTADO DO PIAUÍ PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PAULISTANA ESTADO DO PIAUÍ PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE PAULISTANA AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROCESSO Nº 00000064-20.2012.8.18.000064 AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PIAUI RÉUS: MUNICÍPIO DE PAULISTANA/PI e OUTRO

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO

DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO DIREITO CONSTITUCIONAL PODER LEGISLATIVO Atualizado em 03/11/2015 PODER LEGISLATIVO No plano federal temos o Congresso Nacional composto por duas casas (Câmara dos Deputados e Senado Federal). No âmbito

Leia mais

PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012)

PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012) PARECER CREMEB Nº 32/12 (Aprovado em Sessão Plenária de 05/10/2012) EXPEDIENTE CONSULTA Nº 188.383/10 ASSUNTOS: 1. A quem pertence o paciente, à clínica ou ao médico, desde quando ao se afastar da clínica

Leia mais

PROJETO DE LEI N O, DE 2006. (Do Sr. Ivo José) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE LEI N O, DE 2006. (Do Sr. Ivo José) O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE LEI N O, DE 2006 (Do Sr. Ivo José) Regulamenta o inciso LI do Art. 5º da Constituição Federal. O Congresso Nacional decreta: Art. 1 o Esta lei regulamenta o inciso LI do Art. 5º da Constituição

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR SECRETARIA EXECUTIVA

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR SECRETARIA EXECUTIVA PORTARIA Nº 15/2012 Dispõe sobre a identificação das partes e de seus representantes por ocasião da abertura de reclamações e realização de audiências no âmbito deste Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor.

Leia mais

- GUIA DO EMPRESÁRIO -

- GUIA DO EMPRESÁRIO - - GUIA DO EMPRESÁRIO - LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO ROTEIRO Planeta Contábil 2008 Todos os Direitos Reservados (www.planetacontabil.com.br)

Leia mais

CONSULTA N o 001, DE 2004

CONSULTA N o 001, DE 2004 CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR CONSULTA N o 001, DE 2004 Incidência do art. 98, 5º do Regimento Interno da Câmara dos Deputados em face de documentos que não contenham carimbo de sigiloso. Autor:

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Espera-se que o(a) examinando(a) elabore ação revocatória, com fulcro no art. 130 e ss. da Lei n. o 11.101/2005: São revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores,

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. RESOLUÇÃO Nº 36, DE 6 DE ABRIL DE 2009 (Alterada pela Resolução nº 51, de 09 de março de 2010)

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. RESOLUÇÃO Nº 36, DE 6 DE ABRIL DE 2009 (Alterada pela Resolução nº 51, de 09 de março de 2010) RESOLUÇÃO Nº 36, DE 6 DE ABRIL DE 2009 (Alterada pela Resolução nº 51, de 09 de março de 2010) Dispõe sobre o pedido e a utilização das interceptações telefônicas, no âmbito do Ministério Público, nos

Leia mais

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010. Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado

TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010. Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado TRABALHOS TÉCNICOS Divisão Jurídica VIOLAÇÃO DO SIGILO FISCAL SANÇÕES DISCIPLINARES MP 507/2010 Jorge Cézar Moreira Lanna Advogado Ironicamente, o Governo que sempre desdenhou o direito do contribuinte

Leia mais

4.1 CADASTRAMENTO DE ASSUNTOS PROCESSUAIS NA ÁREA CÍVEL 4.2 CADASTRAMENTO DE ASSUNTOS PROCESSUAIS NA ÁREA CRIMINAL

4.1 CADASTRAMENTO DE ASSUNTOS PROCESSUAIS NA ÁREA CÍVEL 4.2 CADASTRAMENTO DE ASSUNTOS PROCESSUAIS NA ÁREA CRIMINAL 1 SUMÁRIO: 1. APRESENTAÇÃO 2. TABELAS PROCESSUAIS UNIFICADAS DO PODER JUDICIÁRIO 3. TABELA DE CLASSES PROCESSUAIS 4. TABELA DE ASSUNTOS PROCESSUAIS 4.1 CADASTRAMENTO DE ASSUNTOS PROCESSUAIS NA ÁREA CÍVEL

Leia mais

ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLECENTE PROF. GUILHERME MADEIRA DATA 30.07.2009 AULA 01 e 02

ESTATUTO DA CRIANÇA E ADOLECENTE PROF. GUILHERME MADEIRA DATA 30.07.2009 AULA 01 e 02 TEMAS TRATADOS EM SALA ECA ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE PARTE CIVIL 1) Objeto art. 2º do ECA: a) Criança = 12 anos incompletos. b) Adolescente = 12 e 18 anos. Atenção: Pode o ECA ser aplicado à

Leia mais

Só em circunstâncias muito excepcionais pode o advogado ser autorizado a revelar factos sujeitos a sigilo profissional.

Só em circunstâncias muito excepcionais pode o advogado ser autorizado a revelar factos sujeitos a sigilo profissional. - Dispensa de sigilo profissional n.º 88/SP/2010-P Através de comunicação escrita, registada com o n.º ( ), recebida a 15.04.2010 pela Secretaria do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados,

Leia mais

ANEXO VII TERMO DE CONFIDENCIALIDADE

ANEXO VII TERMO DE CONFIDENCIALIDADE TERMO DE CONFIDENCIALIDADE TERMO DE CONFIDENCIALIDADE QUE ENTRE SI CELEBRAM O BANCO DE BRASÍLIA S/A E [EMPRESA CONTRATADA] VINCULADO AO [CONTRATO PRINCIPAL1] CELEBRADO ENTRE AS PARTES Processo nº 041.000.371/2009.

Leia mais

Brasília, 19 de maio de 2015. NOTA JURÍDICA

Brasília, 19 de maio de 2015. NOTA JURÍDICA Brasília, 19 de maio de 2015. NOTA JURÍDICA Assunto: Memorando-Circular n. 9 DGP/INSS. Declaração de Acumulação de Cargos e Empregos Públicos. Preenchimento do campo relativo aos dados do vínculo privado.

Leia mais

CONSULTA N.º 07/2013 OBJETO: Guarda de Fato pela Avó Dever dos Pais de Pagar Alimentos Representação Processual INTERESSADO: Maria Gorete Monteiro

CONSULTA N.º 07/2013 OBJETO: Guarda de Fato pela Avó Dever dos Pais de Pagar Alimentos Representação Processual INTERESSADO: Maria Gorete Monteiro CONSULTA N.º 07/2013 OBJETO: Guarda de Fato pela Avó Dever dos Pais de Pagar Alimentos Representação Processual INTERESSADO: Maria Gorete Monteiro CONSULTA N. 07/2013: 1. Cuida-se de consulta encaminhada

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO Conselho da Magistratura PROVIMENTO N 01/2007 (DOE 18/05/07)

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO Conselho da Magistratura PROVIMENTO N 01/2007 (DOE 18/05/07) PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO Conselho da Magistratura PROVIMENTO N 01/2007 (DOE 18/05/07) EMENTA: Orienta os juízes sobre a competência do Juizado de Violência Doméstica

Leia mais

Artigo 1.º Âmbito de aplicação

Artigo 1.º Âmbito de aplicação Resolução da Assembleia da República n.º 54/2004 Acordo entre o Governo da República Portuguesa e o Governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, da República Popular da China, Relativo ao Auxílio

Leia mais

PRINCIPAIS JULGAMENTOS DE 2015 STF E STJ DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL

PRINCIPAIS JULGAMENTOS DE 2015 STF E STJ DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL PRINCIPAIS JULGAMENTOS DE 2015 STF E STJ DIREITO PENAL E PROCESSO PENAL Olá amigos do Sabermaisdireito.com, Segue os principais julgamentos sobre Direito Penal e Processo Penal dos Tribunais Superiores

Leia mais

DECRETO N. 52.288 DE 24 DE JULHO DE 1963

DECRETO N. 52.288 DE 24 DE JULHO DE 1963 DECRETO N. 52.288 DE 24 DE JULHO DE 1963 Promulga a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Agências Especializadas das Nações Unidas, adotada, a 21 de novembro de 1947, pela Assembléia Geral das

Leia mais

PONTO 1: Contrato Individual 1. CONTRATO INDIVIDUAL. 1.1 PRINCÍPIOS, RELAÇÃO DE EMPREGO e DEFINIÇÃO

PONTO 1: Contrato Individual 1. CONTRATO INDIVIDUAL. 1.1 PRINCÍPIOS, RELAÇÃO DE EMPREGO e DEFINIÇÃO 1 DIREITO DO TRABALHO PONTO 1: Contrato Individual 1. CONTRATO INDIVIDUAL 1.1 PRINCÍPIOS, RELAÇÃO DE EMPREGO e DEFINIÇÃO Relação de emprego, conforme a CLT, é apenas para trabalhadores urbanos. Art. 7º

Leia mais

Artigo jurídico para publicação. Classificação: parecer. Título:

Artigo jurídico para publicação. Classificação: parecer. Título: Dados pessoais: Autora: Alessandra Chaves Braga Guerra Procuradora Federal na Advocacia-Geral da União. Graduada em direito pelo Centro Universitário de Brasília - UniCEUB e em Nutrição pela Universidade

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 1ª TURMA RECURSAL JUÍZO A

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 1ª TURMA RECURSAL JUÍZO A JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº200870580000930/PR RELATORA : Juíza Ana Beatriz Vieira da Luz Palumbo RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL INSS RECORRIDO : DIRCÉLIA PEREIRA 200870580000930

Leia mais

1.º Curso de Estágio de 2006 TESTE DE DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

1.º Curso de Estágio de 2006 TESTE DE DEONTOLOGIA PROFISSIONAL 1.º Curso de Estágio de 2006 TESTE DE DEONTOLOGIA PROFISSIONAL Analise a hipótese que a seguir se enuncia e responda, depois, às questões suscitadas sobre a mesma, fundamentando as respostas com as disposições

Leia mais

UNESC Faculdades Integradas de Cacoal Mantidas pela Associação Educacional de Rondônia E-mail: unesc@unescnet.br - Internet: www.unescnet.

UNESC Faculdades Integradas de Cacoal Mantidas pela Associação Educacional de Rondônia E-mail: unesc@unescnet.br - Internet: www.unescnet. NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA (NPJ) ANEXO VI (Edital n. 02/2014-2) CRONOGRAMA SEMESTRAL 9.º PERÍODO DEPENDÊNCIA N. DATAS ATIVIDADES EQUIVALÊNCIA Disponibilização do Cronograma Semestral de atividades no átrio

Leia mais

Walter Aranha Capanema. O monitoramento das atividades. do usuário pelo provedor

Walter Aranha Capanema. O monitoramento das atividades. do usuário pelo provedor O monitoramento das atividades do usuário pelo provedor Walter Capanema Introdução: Embora o Brasil tenha criado uma importante legislação que proteja e garanta os direitos do consumidor (Lei 8.078/90),

Leia mais

Prova: PC-SP - 2011 - PC-SP - Delegado de Polícia Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura;

Prova: PC-SP - 2011 - PC-SP - Delegado de Polícia Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; Prova: FGV - 2012 - OAB - Exame de Ordem Unificado - IX - Primeira Fase Disciplina: Direitos Humanos Assuntos: Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; Com relação à Convenção Interamericana

Leia mais

Vedação de transferência voluntária em ano eleitoral INTRODUÇÃO

Vedação de transferência voluntária em ano eleitoral INTRODUÇÃO Vedação de transferência voluntária em ano eleitoral INTRODUÇÃO Como se sabe, a legislação vigente prevê uma série de limitações referentes à realização de despesas em ano eleitoral, as quais serão a seguir

Leia mais

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Medidas Assecuratórias PONTO 2: Medidas Assecuratórias em Espécie PONTO 3: Sequestro PONTO 4: Arresto 1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO

Leia mais

PARECER Nº 005/2015 ALTAPREV PARECER

PARECER Nº 005/2015 ALTAPREV PARECER PARECER Nº 005/2015 ALTAPREV PROCESSO Nº INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO N.º 0615001/2015 INTERESADA: INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE ALTAMIRA ASSUNTO: DISPENSA DE LICITAÇÃO- LOCAÇÃO

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 11, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso das suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO Nº 11, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS, no uso das suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO Nº 11, DE 23 DE FEVEREIRO DE 2016. DISPÕE SOBRE A UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DE VIDEOCONFERÊNCIA PARA REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIAS NO ÂMBITO DO PODER JUDICIÁRIO DE ALAGOAS. O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO

Leia mais

DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA

DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA DO PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE TEMPERADA O Princípio da Territorialidade Temperada informa a aplicação da lei penal brasileira aos crimes cometidos no território nacional I, mas não é absoluta, admitindo

Leia mais

Economia Digital e Direito. Privacy, Dados Pessoais e Correio Electrónico nas Empresas. Carolina Leão Oliveira. 19 Novembro 2013

Economia Digital e Direito. Privacy, Dados Pessoais e Correio Electrónico nas Empresas. Carolina Leão Oliveira. 19 Novembro 2013 Economia Digital e Direito Privacy, Dados Pessoais e Correio Electrónico nas Empresas Partilhamos a Experiência. Inovamos nas Soluções. Carolina Leão Oliveira 19 Novembro 2013 Matéria em causa: Uso do

Leia mais

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS.

A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. 1 A PROTEÇÃO INTEGRAL DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES VÍTIMAS. GRUPO TEMÁTICO: Direito à cultur a e ao lazer, e direito à liberdade, dignidade, respeito e diversidade cultur al. LUIZ ANTONIO MIGUEL FERREIRA

Leia mais

TEMÁTICA: A Modernização do Processo e a Ampliação da Competência da Justiça do Trabalho: Novas Discussões. AUTORA: Cinthia Maria da Fonseca Espada

TEMÁTICA: A Modernização do Processo e a Ampliação da Competência da Justiça do Trabalho: Novas Discussões. AUTORA: Cinthia Maria da Fonseca Espada TEMÁTICA: A Modernização do Processo e a Ampliação da Competência da Justiça do Trabalho: Novas Discussões AUTORA: Cinthia Maria da Fonseca Espada RESUMO A proposta deste trabalho é discutir vários aspectos

Leia mais

PROJETO DE LEI N 4.596/09

PROJETO DE LEI N 4.596/09 1 COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL PROJETO DE LEI N 4.596/09 (Do Sr. Capitão Assumção) Altera os artigos 3 e 41 da Lei n 9.474, de 22 de julho de 1997, que "Define mecanismos para a

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO PENAL PARTE GERAL I. Princípios Penais Constitucionais... 003 II. Aplicação da Lei Penal... 005 III. Teoria Geral do Crime... 020 IV. Concurso de Crime... 027 V. Teoria do Tipo... 034 VI. Ilicitude...

Leia mais

Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas

Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas Atualização Sobre Legislação a Respeito de Testagem de Álcool e Outras Drogas Marcos Legais LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006. Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas Art. 18.

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

243 Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Terceira Câmara Criminal

243 Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Terceira Câmara Criminal Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Terceira Câmara Criminal Recurso em Sentido Estrito Nº 0036963-85.2012.8.19.0000 Recorrente: Arinaldo Alves Ferraz Recorrido: Ministério Público Relator:

Leia mais

Autores: Bruno Shimizu, Patrick Lemos Cacicedo, Verônica dos Santos Sionti e Bruno Girade Parise

Autores: Bruno Shimizu, Patrick Lemos Cacicedo, Verônica dos Santos Sionti e Bruno Girade Parise TESE: 01/13 (ÁREA CRIMINAL) Autores: Bruno Shimizu, Patrick Lemos Cacicedo, Verônica dos Santos Sionti e Bruno Girade Parise Súmula: A fixação de fiança pelo juízo ou a manutenção da fiança arbitrada pela

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS. Jean Charles de Oliveira Batista¹

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS. Jean Charles de Oliveira Batista¹ DA RESTITUIÇÃO DAS COISAS APREENDIDAS Jean Charles de Oliveira Batista¹ ¹ Bacharel do Curso de Direito. Faculdade Guanambi FG. Guanambi BA. INTRODUÇÃO O Processo Penal tem por finalidade solucionar um

Leia mais

LC 114/05. 1. Só fazer qualquer procedimento mediante Ordem de Serviço (OS) investigar, intimar, cumprir mandado de prisão etc.

LC 114/05. 1. Só fazer qualquer procedimento mediante Ordem de Serviço (OS) investigar, intimar, cumprir mandado de prisão etc. 1. Só fazer qualquer procedimento mediante Ordem de Serviço (OS) investigar, intimar, cumprir mandado de prisão etc. INCUMBE: II - no exercício da atividade policial judiciária: a) planejar, coordenar,

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 5.054 DE 2005 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 5.054 DE 2005 VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 5.054 DE 2005 Torna obrigatório o exame de ordem para todos os que quiserem inscrever-se como advogado. Autor: Deputado Almir Moura Relator:

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 3.405, DE 1997 (apensados os de nºs 2.204/1999, 3.503/2008 e 5.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 3.405, DE 1997 (apensados os de nºs 2.204/1999, 3.503/2008 e 5. Autor: Dep. Celso Russomanno Relator: Dep. Ricardo Tripoli COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO EM SEPARADO Li, com bastante atenção, o bem elaborado voto do Relator, Dep. RICARDO TRÍPOLI, que buscou dar ao tema tratado

Leia mais

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL. APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade...

APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL. APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade... Sumário Título I APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL Capítulo I APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL PENAL NO ESPAÇO Dispositivo Legal... 35 Princípio da territorialidade... 35 Capítulo II APLICAÇÃO DA LEI PROCESSUAL

Leia mais