CABOCLO D AGUA. Por. Andre Rohling.

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1 CABOCLO D AGUA. Por Andre Rohling. (47)

2 1 CENA-EXT-CAMPO-NOITE-19H10MIN. Noite de lua cheia, era bastante claro devido à luz da lua, faróis de luzes muito forte acompanhado ronco de motor de um trator. O Trator estava arando a terra, a largura do campo era de uns 100m, ao fim do trilho o trator faz a volta, com seus faróis muito fortes, fica difícil de velo, mas a luz na traseira vê a terra sendo arada pelo arado acoplado no trator. Mais ao meio da terra que já havia arada estava seu Manoel, dono do trator e da terra, ele estava acompanhado pelo seu filho mais novo Pedro, com seu cotovelo apoiado sobre o cabo de uma inchada ele acompanha o serviço de seu filho com o trator. No trator estava Bruno, Bruno usava uma bota de couro uma calça jeans e uma camiseta de manga curta. Bruno já estava trabalhando com o trator desde manha, e como era hora do preparo resolveu ficar ate mais tarde para não atrasar o plantio. Bruno sempre estava preparado, com uma espingarda ao lado no banco, e em sua sinta um revolve 38 para emergências. A frente do trator no lado que faltava a ser arado, em meio ao capim seco que era bastante alto, Bruno nota que algo se movia com muita presa. Algo parece correr para baixo do trator indo em direção ao arado, Em uma distração de Bruno cansado depois de um dia inteiro sobre um trator, Bruno sente um forte solavanco no arado, acompanhado de um rugido estranho, anormal. Com o rugido alto e muito estranho, o cachorro que estava com seu Manoel começa a latir, muito desesperados iam atrás do barulho mais voltavam ficaram sem saber aonde ir. Na mesma hora, Bruno pisa na embreagem e no freio parando o trator, quando ouve as pegadas no chão sobre a terra arada, correndo muito rápido em direção a mata. (com a voz tremola) O Que foi isso filho? Bruno puxa a alavanca hidráulica do trator, erguendo o arado da terra, muito assustado, Bruno vira se para o lado de trás do trator e com a luz de trás do trator ilumina o arado, remexendo na luz ele percebe sangue misturado terra e ao disco do arado e se desespera. (assustado) Pai corre aqui, Acho que machuquei alguma coisa com o disco do arado.

3 ...CONTINUANDO: 2. O que foi filho? (Exaltado) Pedro esta ai com o Senhor. Ta. To. Bruno eleva sua mão ate a caixa de ferramenta, ao lado do banco do operador onde estava sua espingarda. Bruno desce do trator deixando sua espingarda sobre o banco do trator, o trator com a rotação do motor baixa. Bruno segue ate a parte de trás do trator onde estava o arado, Bruno se agacha ficando na altura dos discos, Bruno remexendo no disco sujo de sangue. Seu Manoel e Pedro aproximam se de Bruno, Seu Manoel agacha ao lado de Bruno na altura do arado e vê o sangue junto ao disco. Na mata que tinha ali perto, um rugido estranho e muito assustador, parecendo que o tal estava sofrendo de dor. Bruno levanta, seu cachorro que estava junto com seu Manoel começa a latir para o rugido. O que foi isso? Não sei pai. Bruno segue ate a parte da frente do trator e sobre o banco do operador pega sua espingarda, e a engatilha. Bruno pega a lanterna e prende com fita ao cano de sua espingarda, de sua cinta Bruno retira seu revolver e volta ate seu pai o entregando para seu Manoel. Fique com isso pai. Bruno vira se e segue em direção a mata, seu cachorro o acompanha com latidos fortes. Bruno aonde você vai? Vou La na mata ver o que è isso. Fique ai com Pedro.

4 ...CONTINUANDO: 3. Seu Manoel sobe no trator e vira seu farol em direção a mata onde Bruno esta indo. Pai desliga o motor do trator. Seu Manoel então desliga o motor do trator, mas deixando os faróis ligados. Em seguida ele desce e fala ao seu filho. Pedro sobe no trator e não desça por nada. Pedro então sobe no trator, e seu Manoel segue atrás de seu filho Bruno. Pai, onde se vai? Manoel faz sinal com seus dedos próximo a sua boca na direção de Pedro, com gestos dizendo para ficar em silencio. 2 CENA-EXT-MATA-NOITE. Novamente um alto rugido estranho, Bruno fica muito assustado, pois o rugido vinha de um local muito próximo a ele. Baito o cachorro de seu Manoel que acompanhava Bruno latindo se embréio na direção do rugido. Bruno fica no que e uma velha estrada de terra em meio a mata, tentando localizar seu cachorro com a lanterna acoplada a sua espingarda. Os latidos de seu cachorro começam, a ficar desesperado (acuado) Bruno anda na direção de seu cachorro. Baito, Baito. (...) Bruno tenta impedir que Baito seu cachorro, vai atrás do rugido, mas não adianta o cachorro segui sem ouvir as ordens de Bruno. Baito lati parece estar diante do tal bicho que rugia um forte rugido e latidos acuados do cachorro, que parece estar sendo atacado. Bruno começa a correr entre a mata em direção ao cachorro, desesperado a ajudar seu cachorro. Bruno chega em um riacho com uns pés de bananeiras, ao lado sangue e um rabo peludo, Bruno puxa e vem o corpo de seu cachorro. o trilho de sangue continuava entre a mata e seguia para um açude que seu Manoel tinha em meio a mata. Um açude para irrigação, Bruno corre e fica sobre a taipa do açude, pois o trilho de sangue segue para dentro do açude.

5 ...CONTINUANDO: 4. No açude algo se movia com muita velocidade, causando uma enorme onda na água, Bruno ilumina na direção e se via sob a água um cascão na água. Então para de se mover na água, Bruno fica focado para ver onde vai aparecer, e efetua alguns disparos na água, mas em nada acerta. O que será isso? Atrás de bruno na mata, ouve barulhos de galhos no chão se quebrando, Bruno vira se com sua espingarda para iluminar e pronto para atirar. Ao iluminar e seu pai, seu Manoel, que veio ate Bruno. Pai o que você ta fazendo aqui? Vim ajudar. Eu disse pra ficar com o Pedro. Pedro esta bem, tava preocupado com você. È mais quase a tiro em você. Manoel aproxima se ao açude perguntando ao bruno. O que era? Não sei, essa coisa matou o Baito. Onde isso ta agora. Acho que esta dentro do açude. A água do açude esta calma, sem nenhum movimento. Vamos esperar se isso estiver ai vamos matar. Bruno e seu pai Manoel ficam em pé na beira do açude a espera, notando se há alguma movimentação do tal bicho. Após algum tempo de espera, Uma leve movimentação, na água. Bruno atira, o acertando em cheio.

6 ...CONTINUANDO: 5. Acertei. Peguei o bicho. Logo bóia uma carpa, morta sobre a água. Acho que você matou a carpa Bruno. Ao fundo gritos de uma criança, pedindo socorro, era Pedro. ( somente sua voz) Socorro, Pai. Socorro (...) Bruno ouve e fica em silencio. Pai escuta. È Pedro. (...) corre. Bruno e seu Manoel correm em meio à mata pela mesma trilha de volta ao trator. 3 CENA-EXT-CAMPO-NOITE. Bruno correndo por meio a terra recém arada, ao encontro de seu irmão Pedro que continuava a gritar e pedir por socorro. Pedro deitado com a cabeça sobre a roda do trator, seu corpo ensangüentado, e parte de seu braço dilacerado. Bruno chega e larga sua espingarda ao chão, e vai ao socorro de Pedro. Pedro o que foi? Eu estava sentado ali no trator quando alguma coisa me puxou pra baio, então comecei a gritar, foi quando me soltou. Logo em seguida chega seu Manoel. (Muito ofegante) Esta tudo bem? Não pai, parece que aquilo estava aqui.

7 ...CONTINUANDO: 6. Em quanto fala Bruno rasga um pedaço de sua camiseta para fazer curativo em seu irmão Pedro. Bruno vamos levar ele pra casa. Bruno com muito cuidado pega Pedro em seus braços e levanta se, seu Manoel pega a espingarda de Bruno e acompanham eles iluminando o caminho. 4 CENA-EXT-CASA DE MANOEL-NOITE. No canto da casa sob a iluminação de um bico de luz, Maria esposa de Manoel e mãe de Bruno e Pedro. Maria esta aflita, pois ouviu que o trator parou de trabalhar e os fortes rugidos, estava muito nervosa com suas mãos enrolada em seu avental a espera de respostas. Logo em seguida Maria ouve o cochicho de Manoel e Pedro vindo do campo, e corre ao encontro dos dois. MARIA. Bruno o que esta acontecendo? Ao perguntar a Bruno, Maria vê que Bruno trás algo em seus braços e começa a se desesperar. Bruno emocionado e com sua voz trancada, não consegue explicar a sua mãe. Mãe. MARIA. (Começando a chorar) Meu filho, não. (...) Maria ao reconhecer que e seu filho machucado, ameaça de desmaiar, Manoel logo atrás a segura, impedindo de cair. Maria respira profundamente e chorando e acompanha Bruno com Pedro em seus braços, Maria e segurada por Manoel ate a sua casa. Maria muito nervosa, querendo entender como aconteceu. MARIA. (Chorando) Meu filho, (...) por quê? Não pude fazer nada. (...) Ele foi atacado por um bicho. Bruno com Pedro ferido em seus braços chega à porta de sua casa. Maria abre a porta de casa para Bruno entrar com Pedro.

8 ...CONTINUANDO: 7. Maria entra com Bruno para fazer os curativos, Manoel fica do lado de fora, parece ouvir algo vindo de longe, Manoel vira se rapidamente, e repara algo em meio ao seu pomar de frutas. Manoel apontou a espingarda para a direção, e algo rugiu era o tal bicho, Manoel atirou varias vezes na direção atraindo a atenção de Bruno que veio ver o que estava acontecendo.bruno aparece na porta atrás de seu Manoel. Musica de suspense, vindo os créditos finais. Fim. Personagens. Idade 22 anos, moreno claro, cabelo curto, magro, mas encorpado. Idade 58 anos, moreno claro, misturado com origem alemã, magro. Idade 12 anos, loiro, magro e cabelos um pouco comprido. MARIA. Idade 55 anos, morena clara, cabelos compridos, gordinha.

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