As últimas reformas de previdência social na América Latina ( ): Uma abordagem comparada

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "As últimas reformas de previdência social na América Latina (2006-2010): Uma abordagem comparada"

Transcrição

1 Ampliando fronteiras da Ciência Politica: Desafios contemporâneos à democracia e ao desenvolvimento As últimas reformas de previdência social na América Latina ( ): Uma abordagem comparada Nelson Dionel Cardozo (UBA / UNQ)

2 Resumo:Este artigo é baseado em uma pesquisa qualitativa descritiva, tendo em conta os casos mais representativos de reforma previdenciária na nossa região (Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai), a fim de agrupar as diferentes mudanças que ocorreram na última década para classificá-las a partir de seus principais eixos. As dimensões a considerar são: 1) A relação entre o regime público e o privado, 2) A modificação dos parâmetros para o acesso aos benefícios, 3) As alterações na fórmula de cálculo das prestações de aposentadoria, 4) a criação de novos benefícios previdenciários, 5) as mudanças na administração, e 6) os principais objetivos políticos das reformas implementadas. A partir deste estudo tentaremos discutir teoricamente os aportes na temática que colocam no mesmo continuum todos os casos, para desenvolver uma tipologia de reformas na América Latina. Palavras chave: previdência social- reforma- América Latina- capitalização Abstract: This article is based on a descriptive qualitative research, taking into account the most representative pension system reform cases in our region (Argentina, Bolivia, Chile and Uruguay), in order to group the different reforms that took place in the last decade, to classify them from their main axes. The dimensions to consider are: 1) The relationship between public and private system, 2) the modification of parameters for the access to the benefits, 3) The changes in the formula for calculating pension benefits, 4) the creation of new benefits, 5) changes in the administration, and 6) the main reforms purposes implemented. From this study it will be attempted to discuss the theoretical contributions in this issue, that place on the same continuum all the cases, to develop a reforms typology in Latin America. Keywords: Social Security - Reform Latin America - Capitalization 1. Introdução Como uma primeira aproximação podemos afirmar que existem dois cenários muito diferentes em termos de previdência social: os países desenvolvidos e a América Latina. No primeiro caso, o principal problema que enfrentam os sistemas de pensões é a sustentabilidade financeira devido às contribuições reduzidas a partir da relação entre ativos e beneficiários do sistema como resultado do aumentou expectativa de vida. Somado a isso é que o cálculo das prestações nesses países assegura uma alta taxa de substituição (porcentagem de salário obtido antes da aposentadoria do beneficiário), em muitos casos 1

3 próximos a 90%. A América Latina apresenta um conjunto de questões diferentes a dos países desenvolvidos. Vários países da região adotaram regimes de capitalização individual (México, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Colômbia, Peru, Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai), que agravou os problemas mencionados e juntou-se aos chamados custos fiscais da transição. Um dos principais argumentos sob os quais as reformas para sistemas de capitalização individual foram implementadas foi que grande parte da informalidade e a baixa taxa contribuição ia mudar porque os trabalhadores seriam responsáveis pela poupança em sua conta, o que seria uma introdução de incentivos positivos para a acumulação. No entanto, os efeitos registados, explicados em parte pela estrutura do mercado de trabalho, os elevados custos de funcionamento do sistema privado, a diversificação limitada dos investimentos do setor privado, foram que diminuiu a taxa de substituição e a cobertura passiva (percentagem de idosos que têm uma aposentadoria) nesses países. Este se juntou com os custos da transição, onde há um período de conversão de um sistema de repartição para um de capitalização, no qual o Estado tem obrigações em termos de benefícios e reconhecimento das contribuições para o sistema antigo, ao mesmo tempo tempo que tem menos arrecadação devido à derivação das contribuições para as contas individuais de capitalização. Isto implicava que o pagamento das pensões seria feita com os tributos baseados em subsídios cruzados derivados do imposto sobre valor acrescentado, de modo que os benefícios previdenciários na América Latina tendem a beneficiar uma minoria que trabalha no setor formal e tem cobertura, geralmente apenas um terço da PEA, o que gera efeitos muito regressivos sobre a distribuição da renda. Eis aqui outra questão que acrescentou ao debate: a distribuição eqüitativa dos sistemas de pensões, à que se adicionou recentemente a questão da igualdade de gênero no acesso à cobertura. Como resulta do que é mencionado no parágrafo anterior é que a reforma das pensões não é uma questo menor, já que envolve um esforço cada vez mais importante para o erário público o pagamento das aposentadorias. Esta política representa as obrigações atuais e futuras dos Estados porque os benefícios aparecem colocados na legislação como um direito 2

4 adquirido, politicamente muito difícil de se adaptar de acordo com as variáveis econômicas e demográficas. Em muitos casos, o cumprimento das obrigações da previdência social é garantido pela Constituição. Da mesma forma, o impacto fiscal dos sistemas de pensões é indiscutível, ja que por exemplo em países como o Brasil três quartos do déficit fiscal é atribuído ao pagamento de pensões. Nos últimos anos teve várias reformas para ampliar a cobertura, mas de duas maneiras: Os casos onde foram removidas as contas de capitalização individual (Argentina e Bolívia) que poderiam ser descritos como uma reforma "estrutural" e os casos em que as reformas parciais não tocaram o pilar privado (Chile, Peru e Uruguai), que chamaremos de " reformas não-estruturais." Nos países desenvolvidos as reformas paramétricas foram implementadas (França e Grécia) e está em debate a sua implementação nos EUA, Espanha e Grã-Bretanha, dados os problemas de sustentabilidade produto de uma taxa de substituição de alta e uma ampla cobertura. 2. Caracterizando brevemente os casos No primeiro termo, vamos caracterizar as novas reformas nos quatro casos selecionados da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai, tentando ver quais os passos que foram realizados para resolver questões como a ampliação da cobertura, o pilar usado, o novo papel do Estado, a existência de reformas paramétricas, e a relação entre os regimes. A técnica utilizada é o estudo de área, assumindo que os países compartilham certos aspectos sociais, culturais, econômicos, ao mesmo tempo que tem tido reformas na previdência social nos últimos anos, e tinham sofrido previamente reformas estruturais para regimes de capitalização. Parte da literatura em geral argumenta que a tendência é o afastamento das contas de capitalização individual (Bertranou, Calvo e Bertranou, 2010, ISSA, 2010), e a implementação de algum tipo de mudança. Por conseguinte, serão estudados os paises mais 3

5 representativos de reforma para um sistema de capitalização, onde podemos ver que existem três regimes de bem-estar muito diferentes. Nos primeiros dois países, Chile (1981) e Argentina (1994) se experimentaram reformas drásticas no sentido de sistemas de capitalização que passam ao que Martinez Franzoni 1 chama de "regime liberal de fornecedor único "(Martínez-Franzoni, 2005). Logo, vemos o caso da Bolívia, que é um exemplo claro de "sistema de duplo fornecedor informal" e, finalmente, Uruguai se corresponde com um "sistema estatal de único fornecedor." 2.1 Argentina Passados os momentos de crise em , a Administração Nacional da Previdência Social decidiu abordar uma política redistributiva sem precedentes na história argentina. O chamado "Plano de Inclusão Previdenciário", de 2006 abriu a porta para se aposentarem aqueles que cumprem a idade de pensão (60 anos para mulheres e 65 para os homens), mas não tem os 30 anos de contribuições exigido pela lei. Este sistema, apoiado pela moratórias prevista nas leis 25,994 e 24,476, pensava deixar com cobertura aos setores que encontravam-se sem aposentadoria e em situação de vulneravilidade. O mecanismo foi o seguinte: após o cálculo da dívida, tendo se subscrito à moratória o solicitante, é paga a primeira prestação do plano de pagamento, e o resto são deduzidas diretamente da pensão obtida mensalmente até pagar a última prestação. Dito de outra forma, as contribuições previdenciárias são compradas pelo solicitante através de uma moratória, que é paga para com o benefício concedido. Esta medida permitiu a cobertura passiva chegar próxima ao 90% dos idosos. 1 Martínez Franzoni (2005) menciona que na América Latina há três modelos de regime de bem-estar: i) estatal de fornecedor único (Uruguai e Costa Rica); ii) liberal de fornecedor único (México, Argentina e Chile); e iii) informal de duplo fornecedor (El Salvador, Guatemala e Nicarágua). Nos primeiros, o Estado continua designando a maior parte de seus recursos a serviços universais. No segundo grupo, tem-se passado de maneira acelerada à provisão privada de serviços. O terceiro se refere aos países onde há mercados trabalhistas informais e uma alta familiarização do cuidado. 4

6 Em abril de 2007, se sancionou a lei chamada de livre opção da aposentadoria", que foi uma reforma parcial, mas muito forte que iria reduzir as assimetrias entre os dos regimes público e privado-, permitindo a liberdade de escolha do regime previdenciáro que o cidadão quer estar afiliado, enquanto as pessoas que não realizarem opção nenhuma para algum regime passam automaticamente para o sistema de repartição pública. Depois de fechar a livre opção de aposentadoria, o 31 de dezembro de 2007, houve uma transferência de 90,050 membros ao sistema de pensão estatal. Assim, os saldos privados acumulados recebidos pela ANSeS desde as contas dessas pessoas foi o equivalente a 534 milhões de pesos. Como consequência da crise financeira global e a baixa diversificação da carteira de investimentos das AFJP de Argentina, a sustentabilidade do sistema de capitalização atingiu uma situação crítica. Além disso, as novas obrigações contraidas pelo Estado com as políticas de inclusão social determinou que o orçamento público ia exigir um maior arrecadamento de fundos. Portanto, o governo federal toma a decisão de estatizar totalmente o sistema de pensões, unificando esquema privado com o público que existia até agora. O Sistema Integrado de Aposentadoria da Argentina (SIPA) é financiado através de um sistema de repatição pública, garantindo aos aposentados que estavam na previdência privada, a mesma cobertura e idêntico tratamento ao previsto pelo regime público de pensões. Os benefícios que são pagos na íntegra por parte das Administradoras de Fundos de Pensões continuarão sendo pagos pela companhia de seguros de aposentadoria. Desde a promulgação da lei, ANSES goza de autonomia financeira e económica. Em suma, com o novo regime é o Estado quem administra os fundos e concede os benefícios de todos os aposentados e pensionistas, recuperando o papel central que ele tinha antes da reforma previdenciária dos anos noventa. 2.2 Bolivia 5

7 Em 2010 o governo e a Central Operária Boliviana (COB) acordaram nas negociações quatro novas escalas de renda de aposentadoria e o alcance da lei nova pensão, que também define uma renda conjunta (não contributiva) de até bolivianos. O sistema de pensões no país, percebendo os problemas arrecadação das contribuições da previdência social (que foi parte dos debates até meados da década passada) fornece diferentes níveis de renda pelo número de contribuições que tem o beneficiário, definindo a gradação da pensão para os contribuintes que têm 20 anos, 25 anos e 30 anos de cotização, com maiores quantidades de acordo com anos de contribuições. O governo começou fazer avanços ao final de 2010 com uma reforma para que o Estado voltasse novamente a controlar o sistema de pensões. Naquele momento havia 1,2 milhões de pessoas listadas nas Administradoras de Fundos de Pensão (AFP) "Previsión", do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) da Espanha, e "Futuro", do grupo Zurich Financial Service Group da Suíça. Os dois controlavam o sistema de pensões desde 1996 e tinham acumulado cerca de milhões de dólares em contribuições dos trabalhadores, dos quais uma parte foi depositada em bancos e outras foram investidos em títulos do governo. No início de 2011, em um processo similar ao da Argentina, Bolívia aprovou os planos do Senado para nacionalizar a previdência privada, aumentar os benefícios de pensão e redução da idade mínima de aposentadoria. O sistema de pensões anterior combinava elementos contributivo, não contributivos e semicontributivos em fundos de pensão privados geridos pelas Administradoras Fundos de Pensões (AFP) criadas em 1996 para privatizar o sistema de pensões na Bolívia. O actual processo de reforma foi iniciado em 2006; compreende um regime semicontributivo que inclui prestações de velhice, morte, invalidez e pensões para os acidentes e as despesas de funeral; e um regime não contributivo para os mesmos fins. O governo estima que o novo sistema será financeiramente sustentável ao longo dos próximos 35 anos. 6

8 A nova lei elimina a dois AFP que administravam os fundos de pensão, institui um novo orgão estatal, a Gestora Pública da Previdência Social de Longo Prazo, no Ministério da Economia e Finanças Públicas, responsável pela gestão dos fundos. Estes incluem o Fundo de Capitalização composto por contas individuais, um fundo de renda variável, um fundo de por acidentes de trabalho, um fundo de riscos profissionais, e os fundos que já foram geridos pelas AFP. Enquanto isso, a Gestora Pública da Previdência Social, implementou uma pensão não contributiva universal por velhice (Renda Dignidade ), financiado por um imposto direto sobre os hidrocarbonetos. Os requisitos para o acesso à Renda Dignidad não foram alterados. Além disso, (ao contrário do que acontece no Velho Mundo), a idade mínima de aposentadoria vai diminuir desde os 60 anos (65 antes da reforma de 2009) para 58 anos para homens e mulheres, embora as mulheres podem reduzir a idade de aposentadoria um ano para cada criança que tiverem, até três filhos (semelhante ao que acontece no Uruguai). Outra medida é o estabelecimento de um regime especial para os mineiros, que agora podem se aposentar com a idade de 56 ou 51 anos se eles trabalharam em condições insalubres. A nova lei também criou um fundo (Fundo de Solidariedade) para garantir uma pensão mínima para trabalhadores de baixa renda ou independentes que não satisfaçam os requisitos para a pensão contributiva completa. Estes quantidade pensões a 70 por cento do salário mínimo nacional (em 2010, Boliviano -BOB- 476 ou US $ 66) e exigem pelo menos 10 anos de contribuições, um aumento de 6 por cento para cada ano adicional de contribuição. Outras mudanças importantes são: a) A reintrodução da contribuição patronal de 3 por cento do salário do empregado (o sistema anterior foi financiado exclusivamente por contribuições de empregados). As contribuições dos empregados permanecem em 10 por cento e nos trabalhadores independentes as contribuições são voluntárias. b) A criação de subsídios para despesas de funeral e de prestação de pensões de sobrevivência, independentemente se a viúva ou viúvo se casa novamente. c) Modificação do cálculo dos benefícios de pensão, que serão feitos apenas com base nas últimas 24 contribuições (últimos 2 anos), d) a ratificação do Convênio Ibero-Americano de Segurança Social, que garante a portabilidade dos direitos pensão nos países signatários da América Latina (artigo 100 da Lei n º 1029); e) Finalmente, a 7

9 lei estabelece uma série de medidas de boa governação e combate à corrupção, incluindo a criação de uma instância de auditoria e os limites aos mandatos dos auditores, as restrições de investimento, e multa de 5 a 10 anos de prisão por peculato ou malversação de fundos. 2.3 Chile O governo Michelle Bachelet, que se desenvolveu entre março de 2006 e março de 2010, teve na agenda desde o início da sua presidência a reforma do sistema de pensões, e conseguiu concreta-la a través da Lei n º de Julho de O que foi implementado foi o aumento da cobertura através da criação de um pilar não contributivo, que atua de maneira focalizada. Assim, pessoas que não tenham contribuído em um sistema de pensões e pertencem a um grupo familiar dos setores de menor renda do país -40 % mais pobre da população- têm acesso a uma Pensão Básica Solidária (PBS). Este benefício é uma contribuição monetária de pesos, paga desde 01 de julho de 2009 a todas as pessoas que o solicitem. Em 2010, foi estendido ao 45% mais pobre da população, e assim por diante até 60% em Os benefícios da reforma são individuais. Portanto, a partir de julho de 2008, um ou mais membros de uma família pode acessar a uma Pensão Básica Solidária. Assim, dois beneficiários podem ser incluídos, receber ambos as pensões e adicionar pesos chilenos. Um dos benefícios mais importantes que a reforma da previdência trouxe para as mulheres é a entrega de um bônus por cada filho nascido vivo ou adoção, o que irá aumentar as suas pensões. Por tanto, representa um reconhecimento efetivo do dobro trabalho que enfrentam, visibilizando a sua tarefa de mulher e mãe. O valor do bônus por filho é equivalente ao 1,8 da renda mínima no momento em que a criança nascer (agora é de 260 pesos aprox.). Este benefício entrou em vigor a partir do 1º de julho de 2009, de modo que só terão direito as mulheres que se aposentarem após essa data. A esta prestação lhe será aplicada uma taxa mensal de retorno equivalente ao Fundo de C do sistema AFP. Para as crianças nascidas depois do 1 de Julho de 2009, a rentabilidade será contada a partir desde o nascimento, até a mãe fazer os 65 anos de idade. Para as 8

10 mulheres filiadas ao Decreto-Lei 3.500, a prestação será adicionada à sua conta de poupança individual na AFP, quando ela fizer 65 anos de idade, formando parte do saldo que vai calcular a sua pensão. No caso de mulheres beneficiárias da Pensão Básica Solidária, o Instituto Nacional de Previdência Social irá calcular uma pensão auto-financiada, considerando no saldo da sua conta as prestações por filho recebidas. O resultado deste cálculo vai aumentar a sua PBS de velhice. Para as mulheres que não estejam filiadas a um regime previdenciário, e percebam uma pensão por morte do INP, uma companhia de seguros ou AFP, será utilizado o mesmo método descrito acima. O resultado aumentará a sua pensão por morte. Estima-se que neste regime, uma mulher que contribua 10 anos pelo salário mínimo e tenha dois filhos, por efeito da bonificação, a sua pensão final terá um aumento de mais de um 20%. A Contribuição Básica Solidária é orientada para aqueles que têm uma pensão de qualquer regime previdenciário (excluindo os dos policiais e militares), menores de 70 mil ao 01 de julho de 2008 ou que tenham esgotados seus fundos de pensão. O Estado completará o benefício com uma contribuição em dinheiro. No início do regime, em 2008, acessaram ao benefício os homens e as mulheres pertencentes ao 40% da população de menor renda, de acordo com o a Folha de Proteção Social. No 2009 foi estendido para 45%, e assim por diante até 60% em O instrumento utilizado pelo Estado para focalizar os benefícios da protecção social nos segmentos mais vulneráveis da população é a Folha de Proteção Social. Na atribuição dos benefícios a partir da reforma da Previdência, a Folha Social de Proteção (FPS) fornece uma pontuação que reflete a vulnerabilidade da família e identifica aquelas famílias que devem ser priorizadas como sujeitos de proteção social. Com a pontuação obtida após a conclusão da sondagem, as pessoas vão saber se eles cumprem os requisitos de elegibilidade para os diversos benefícios fornecidos pelo sistema de proteção social do Estado. A informação que abrange o formulário refere-se a localização geográfica, identificação da família, saúde, educação, ocupação, deficiência, renda familiar e habitação, entre outras variáveis. 9

11 2.4 Uruguai O governo de Tabaré Vázquez, que se desenvolveu entre março de 2005 e março de 2010, adotou várias leis e decretos que modificaram o sistema de pensões. A primeira medida visa a expansão da cobertura ativa (ou seja, o número de trabalhadores que contribuem para o sistema de pensões), nas que se destaca a chamada para os Conselhos de Salários e a Lei n º de Nesta última promove-se a efetiva inclusão no sistema de pensões, estabeleceu regras mais flexíveis para a regularização das contribuições para o Banco da Previdência Social, tanto para as empresas quanto para os trabalhadores independentes, introduzindo pela primeira vez na história, um sistema de benefícios para os bons contribuintes (Busquets e Azcué, 2010). Em junho de 2008, por meio dos decretos 281/08 e 291/08, se pus em prática o direito de desfiliação para aqueles que não estavam obrigados em 1996 de aderir ao sistema misto e optaram por fazê-lo voluntariamente. Também em 2008 é aprovada a lei , chamada Lei de assistência aos idosos, criando um benefício não-contributivo que permitiu a expansão da cobertura para os sectores sociais mais vulneráveis, da mesma maneira que aconteceu no Chile e na Bolívia (incluindo um pilar não-contributivo). Além disso, a Lei n º , rebaixa de 35 para 30 os anos de serviço exigidos para acessar à aposentadoria, mantendo a idade mínima aos 60 anos, ao mesmo tempo que modifica as taxas de substituição que regem atualmente. Esta lei estabelece a criação de um benefício especial para pessoas de 58 anos de idade e 28 anos de trabalho, que tivessem tido um período de pelo menos um ano de desemprego. Este nova prestação é criada para dar conta da situação dos desempregados maiores de 50 anos próximos à aposentadoria. O prazo de duração do benefício será de dois anos, tornando possível a aposentadoria subseqüente. 10

12 Também, reconhece-se para as mães um ano de serviço por cada filho, podendo contar até cinco anos adicionais. Isso introduz uma nota inicial de gênero para o projeto, melhorando a acessibilidade do benefício para as mulheres. No relativo ao acesso à pensão de invalidez total e prestação de incapacidade temporária parcial, eliminou-se a exigência de ter os seis meses de contribuições imediatamente anteriores à deficiência, e também a exigência de dois anos após a cessação da atividade ou inatividade, adicionando o requisito de que o requerente tivesse permanecido no país desde a cessação da atividade, até chegar a hora de deficiência. 3. Algumas distinções conceituais para estudar as reformas Uma das primeiras observações resultantes dos casos estudados é que é possível agrupar as diversas reformas em dois tipos. No caso argentino, vemos a primeira fase na qual foram atingidos os problemas os problemas (falta de cobertura passiva e desequilíbrios na competição entre os esquemas) pelo Plano de Inclusão Previdenciária e da chamada Lei de Livre Escolha. Os casos do Chile e do Uruguai também parecem transitar pelo mesmo caminho. A reforma de Bachelet, estabelece um pilar de pensão não-contributiva básica que não modifica o regime privado, fato que também é verificado no Uruguai, conjuntamente com a redução dos parâmetros para acessar ao benefício. Isso também é evidente no caso da Bolívia, que combina reformas paramétricas e as reformas estruturais. No entanto, depois de duas reformas parciais Argentina retraçou o que foi feito e voltou para o monopólio estatal, criando o Sistema Previdenciário Argentino (SIPA), que absorveu o regime de capitalização no de repartição, sendo um caso pioneiro no planeta respeito à segunda fase pós-neoliberal de reformas. No entanto, podemos reconhecer uma mudança no "clima de época" nos governos da região que tem sido chamados de "governos progressistas", em oposição aos governos neoliberais que realizaram reformas estruturais para economias de mercado. Bertranou e Bertranou Calvo (2010), tentam fazer uma panorâmica das tendências nas reformas aos sistemas de capitalização. A idéia central que traçam é aproximadamente 11

13 que a nova onda de reformas destinadas a melhorar a cobertura, equidade e eficiência dos sistemas de pensões nos países que foram para a capitalização, foi feita através de três tipos de medidas: a livre escolha entre contas de capitalização e regime de repartição; solidariedade e redistribuição da renda; e a criação de fundos de reserva para aposentadorias públicas. Por outro lado, tentou-se melhorar as contas individuais, expandindo a cobertura; reduzir os custos, e estabelecer regras de investimento para ativos de pensão. Estes autores fazem uma comparação diacrônica entre os países latino-americanos que experimentaram reformas para sistemas de capitalização. A seleção de casos é feita usando a técnica de sistemas similares, assumindo que eles compartilham a mesma propriedade (reforma para regimes de capitalização) e distingem os tipos de sub-classe de acordo à tipologia de Mesa-Lago (2004), onde encontram-se o modelo substitutivo (Chile, Bolívia, México, El Salvador e República Dominicana), o modelo paralelo (Peru, Colômbia) e modelo misto (Argentina, Uruguai e Costa Rica). A hipótese central é que o propósito das contas individuais introduzidas foi que "se esperava que isso motivasse os trabalhadores para contribuir e aumentar a cobertura e as taxas de cumprimento das contribuições obrigatórias" (Bertranou e outros, 2010: 2). Depois de analisar os efeitos destas reformas em termos da taxa de cobertura passiva, de redistribuição intergeracional e intrageracional, e as deficiências na regulamentação. Nestes impactos, as reformas são a variável independente que explica a segunda onda de reforma, onde os temas centrais são: 1) permitir aos trabalhadores voltar para o regime de repartição, 2) a incorporação de mecanismos de redistribuição da renda e solidariedade e 3) a criação de novos fundos de pensão públicos. Ele também inclui melhorias nas contas individuais com base nos pilares de: 1) Ampliação da cobertura passiva, 2) Redução de custos de contas individuais, e 3) regras de investimento para ativos de pensão. Esta abordagem faz pouco ênfase nas diferenças de sub- classe, tentando colocar em um de continum todos os casos na região, descrevendo os processos como mudanças não estruturais. Assim, argumentam: 12

14 "A segunda rodada de reformas à previdência social iniciada a partir de 2005 reforçou a participação das instituições públicas no sistema de pensões. Além disso, muitos países introduziram medidas para melhorar as contas individuais. A idéia motriz por trás da segunda rodada de reformas tem sido a de aumentar a cobertura, equidade e eficiência do sistema. Com exceção da Argentina, que re-nacionalizou seu sistema de pensões, a nova rodada de reformas parece ser menos radical em comparação com as mudanças estruturais introduzidas durante a primeira rodada "(Bertranou e outros, 2010: 6). Aqui encontramos que a hipótese descritiva argumenta que as mudanças foram feitas para aumentar a cobertura, equidade e eficiência através de reformas "não estruturais", com a "exceção" da Argentina. O que podemos ver é que a regra contém exceções; daí que vemos um cão-gato como é chamado por Sartori (1999), no sentido de que encontramos "um gato que late." Portanto, não é que há regras com "exceções"-ou seja, que é explicando o caso que não responde à lei por uma hipótese ad hoc- senão que na essência o problema deste estudo é o falho na comparação. A resposta é simples: a lei deve ser reformulada para conter apenas aqueles que são casos plausíveis de apresentarem o fenômeno. Uma possível solução seria a de diferenciar os tipos de reformas através de uma primeira abordagem descritiva. Então, não é na América Latina a reforma menos radical, com exceção da Argentina, senão que pelo contrário existem diferentes tipos de reformas: algumas nãoestruturais (como Chile, Peru, Uruguai e Colômbia) e outras estruturais para sistemas públicos de repartição (Argentina e Bolívia). Então não restam já "estranhos companheiros de cama" na classificação, senão que temos diferenciado cães e gatos e pudimos esboçar heuristicamente dois tipos de reformas desde os sistemas de capitalização: estruturais e não estruturais. A utilidade que apresenta este momento é que permite classificar com base em critérios (profundidade das reformas, principal fornecedor na previdência social, ou situação do sistema de capitalização) que permitem a construção de teoria empírica num futuro. O relatório da AISS "Uma previdência social dinâmica para as Américas" parte de uma comparação diacrônica tomando a idéia muito semelhante às contribuições mencionadas 13

15 acima. Este trabalho argumenta que na primeira onda de reformas terá as seguintes providências: 1) De regimes de benefício definido para um de contribuição definida, 2) De sistemas de repartição para regimes de capitalização individual, e 3) de fontes de financiamento não integradas para fontes de financiamento totalmente integradas. No momento B, ou seja, a última década, podemos falar sobre a tendência geral que é seguida nos sistemas de pensões em relação ao multipilarismo que mistura regimes de capitalização e reparto com sistemas de prestações definidas com contribuições definidas. Exemplos de tais reformas, são os casos do Peru e do Chile que tem implementado um pilar solidário financiado por receitas gerais. A recomendação que encoraja o texto é a passagem para um sistema integrado com base na base de receitas gerais e outro de caráter contributivo complementar que faria aos membros ter incentivos para "melhorar" suas aposentadorias contribuindo. Além, adiciona a idéia de contas nocionais de contribuições definidas, ou seja a introdução nos regimes de financiamento público de fórmulas atuariais, ou basear o cálculo do benefício nas contribuições embora seja um regime de repartição. Finalmente menciona a questão da solidariedade no que respeita aos grupos que têm menos contribuições, como também a equidade de gênero. Isto tem estado muito presente em todas as reformas recentes aos sistemas de pensões (Argentina 2006, Chile 2008, Uruguai 2008, a Bolívia 2010). A proposta apoiada são os pilares solidários com um benefício mínimo, apagando a idéia de cidadania, e também esconde o fato de que muitos dos sistemas fiscais de repartição são financiados por receitas gerais pagas pela sociedade toda, mas os benefícios são usufruídos pelo setor formal do mercado de trabalho, que em muitos casos é apenas a metade dos trabalhadores. No entanto, adverte-se que a Argentina "segue uma direção contrária à de muitos recentes sistemas multi-pilar." (AISS, 2010: 16). À luz disto, aqui encontramos outra "exceção à regra" que nem sequer é levada em conta na formulação das preposições finais, a saber: "em todos os sistemas de pensões, adverte-se a necessidade atender melhor duas expectativas que caminham juntas: A maior capacidade de escolha individual e a satisfação de direitos individuais universais" (AISS, 2010: 17). Portanto, mais uma vez comete-se o 14

Reformas nos sistemas de pensões na América Latina

Reformas nos sistemas de pensões na América Latina Reformas nos sistemas de pensões na América Latina Curso sobre Seguro Social Maputo, Moçambique, de 9 a 13 de Novembro de 2009 Fabio Durán-Valverde Especialista Sénior em Segurança Social OIT / STEP Portugal

Leia mais

3 Reformas Previdenciárias

3 Reformas Previdenciárias 3 Reformas Previdenciárias O tema reforma da previdência não é importante somente no Brasil. Vários países já implantaram mudanças em seus sistemas ou pretendem fazê-lo. Esta se faz necessária devido às

Leia mais

Orçamento do Estado 2014 Saúde e Segurança Social Para Onde Vamos?

Orçamento do Estado 2014 Saúde e Segurança Social Para Onde Vamos? Orçamento do Estado 2014 Saúde e Segurança Social Para Onde Vamos? Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 18 de Novembro Maria Margarida Corrêa de Aguiar margaridacorreadeaguiar@gmail.com TÓPICOS DEFINIÇÕES

Leia mais

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro

Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES. A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social CDES A Consolidação das Políticas Sociais na Estratégia de Desenvolvimento Brasileiro A CONTRIBUIÇÃO DO CDES PARA O DEBATE DA CONSOLIDAÇÃO DAS POLÍTICAS SOCIAIS

Leia mais

José Cechin. jcechin@iess.org.br ALERGS, 21 nov 07

José Cechin. jcechin@iess.org.br ALERGS, 21 nov 07 TETO E PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - RS José Cechin jcechin@iess.org.br ALERGS, 21 nov 07 Agenda Necessidade de mudanças - demografia Fundamentação legal para teto e PC Gestão Custos e vantagens 2 3 NECESSIDADE

Leia mais

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas

Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Previdência Complementar do servidor em perguntas e respostas Por Antônio Augusto de Queiroz - Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap Com o propósito de esclarecer algumas dúvidas

Leia mais

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil?

2. O que a Funpresp Exe traz de modernização para o sistema previdenciário do Brasil? Perguntas Frequentes 1. O que é a Funpresp Exe? É a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo, criada pelo Decreto nº 7.808/2012, com a finalidade de administrar

Leia mais

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário

PRINCÍPIOS e recomendações para um novo modelo previdenciário Confederação Confederação Confederação Confederação Confederação da Agricultura e Nacional do Nacional da Nacional das Nacional do Pecuária do Brasil Comércio Indústria Instituições Transporte Financeiras

Leia mais

Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social

Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social Técnicas de financiamento de sistemas de segurança social Maria Teresa Medeiros Garcia IDEFF, 26 de Maio de 2015 Referência: Cichon, M.; Scholz, W.; van de Meerendonk, A.; Hagemejer, K.; Bertranou, F.;

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL DO PROFESSOR

PREVIDÊNCIA SOCIAL DO PROFESSOR PREVIDÊNCIA SOCIAL DO PROFESSOR A Política previdenciária brasileira está organizada em pública e privada. A primeira se subdivide em: Regime Geral da Previdência Social RGPS - abrange a população do setor

Leia mais

Sistemas de Protecção Social: experiência de Portugal

Sistemas de Protecção Social: experiência de Portugal Sistemas de Protecção Social: experiência de Portugal José Luís Albuquerque Subdirector-Geral do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) VIII

Leia mais

Primeiro Ciclo 2004-2005 Formulário de inscrição

Primeiro Ciclo 2004-2005 Formulário de inscrição INICIATIVA DA CEPAL COM O APOIO DA FUNDAÇÃO W.K. KELLOGG Primeiro Ciclo 2004-2005 Formulário de inscrição Os formulários para a inscrição estão disponíveis na página web da CEPAL, www.cepal.cl, e na do

Leia mais

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA ESTUDO ESTUDO QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Cláudia Augusta Ferreira Deud Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO ABRIL/2007 Câmara dos Deputados

Leia mais

INSS Diretoria de Benefícios

INSS Diretoria de Benefícios IV CONFERÊNCIA BRASILEIROS NO MUNDO INSS Diretoria de Benefícios Praia do Forte, 20 de novembro de 2013 ACORDOS INTERNACIONAIS Globalização Principais objetivos ou finalidades dos Acordos Internacionais

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL

PREVIDÊNCIA SOCIAL INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL As conquistas mais definitivas da Previdência Social, como um sistema do trabalhador para o trabalhador, estão ligadas às lições aprendidas com os próprios segurados, no tempo e no espaço Extraído do Livro

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO 4 CIDADANIA, CONTROLE SOCIAL E MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS A PREVIDÊNCIA SOCIAL E O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO REGIONAL DO MERCOSUL

GRUPO DE TRABALHO 4 CIDADANIA, CONTROLE SOCIAL E MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS A PREVIDÊNCIA SOCIAL E O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO REGIONAL DO MERCOSUL 1 GRUPO DE TRABALHO 4 CIDADANIA, CONTROLE SOCIAL E MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS A PREVIDÊNCIA SOCIAL E O PROCESSO DE INTEGRAÇÃO REGIONAL DO MERCOSUL Vania Massambani Corazza da Cruz A PREVIDÊNCIA SOCIAL E

Leia mais

Construir uma sociedade para todas as idades

Construir uma sociedade para todas as idades Construir uma sociedade para todas as idades Emprego Digno: Inclusão Social e Protecção Social O aumento da longevidade está a criar uma nova fronteira para a humanidade, a ampliar as nossas perspectivas

Leia mais

Reforma Estrutural dos Sistemas de Pensões

Reforma Estrutural dos Sistemas de Pensões Reforma Estrutural dos Sistemas de Pensões Jorge Miguel Bravo Universidade Évora Economia & Universidade Nova Lisboa - ISEGI jbravo@uevora.pt / jbravo@isegi.unl.pt Fundação Calouste Gulbenkian, 7 de Outubro

Leia mais

*50425D34* Mensagem n o 342. Senhores Membros do Congresso Nacional,

*50425D34* Mensagem n o 342. Senhores Membros do Congresso Nacional, ** Mensagem n o 342 Senhores Membros do Congresso Nacional, Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, combinado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, submeto à elevada consideração de Vossas

Leia mais

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações M ensagens que devem permanecer A pobreza não se combate apenas com caridade ou medidas de emergência. Queremos que a situação melhore

Leia mais

Sistema de Previdência

Sistema de Previdência PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES DA UNIÃO Lei nº 12.618, de 30 de abril de 2012. Jaime Mariz de Faria Junior * O Sistema Brasileiro de Previdência Social é organizado em três pilares: o Regime Geral

Leia mais

REFORMA PREVIDECIÁRIA NO CHILE. Um avanço para assegurar a autonomia econômica das mulheres

REFORMA PREVIDECIÁRIA NO CHILE. Um avanço para assegurar a autonomia econômica das mulheres REFORMA PREVIDECIÁRIA NO CHILE. Um avanço para assegurar a autonomia econômica das mulheres 1 Este documento foi alaborado sob a supervisão de Sonia Montaño, Director da Divisão de Assuntos de Gênero da

Leia mais

A GESTÃO DA FORÇA DE TRABALHO NO SETOR PÚBLICO SOB O PRISMA PREVIDENCIÁRIO. Marcus Vinícius de Souza Maria Thais da Costa Oliveira Santos

A GESTÃO DA FORÇA DE TRABALHO NO SETOR PÚBLICO SOB O PRISMA PREVIDENCIÁRIO. Marcus Vinícius de Souza Maria Thais da Costa Oliveira Santos A GESTÃO DA FORÇA DE TRABALHO NO SETOR PÚBLICO SOB O PRISMA PREVIDENCIÁRIO Marcus Vinícius de Souza Maria Thais da Costa Oliveira Santos Painel 46/162 Uma visão de longo prazo da Força de Trabalho no setor

Leia mais

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL PARA A PESSOA IDOSA Potyara A. P. Pereira 1 Introdução Do conjunto de leis, direitos e políticas que, a partir da Constituição Federal de 1988, compõem a nova institucionalidade

Leia mais

GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P FICHA TÉCNICA TÍTULO Guia Prático Pensão Social de Velhice (7009 v 09) PROPRIEDADE Instituto da Segurança Social, I.P. AUTOR Instituto

Leia mais

A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil

A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil Seminário Gestão Municipal e os Fundos de Previdência A Conjuntura dos Regimes Próprios de Previdência Social no Brasil Reflexos na Gestão Municipal Certificado de Regularidade Previdenciária CRP e Certidão

Leia mais

Plano D. Material Explicativo

Plano D. Material Explicativo Plano D Material Explicativo 2 Material Explicativo Previ Novartis Índice Pág. 4 Introdução Pág. 6 A Previdência no Brasil Pág. 10 A Previdência e o Plano de Benefício D Pág. 24 Questões 3 Material Explicativo

Leia mais

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA O servidor público e as alterações do seu regime previdenciário Jose Luis Wagner Luciana Inês Rambo Flavio Alexandre Acosta Ramos Junho de 2009 1 1. Introdução Desde

Leia mais

2º Semestre de 2010 2

2º Semestre de 2010 2 1 2 2º Semestre de 2010 O objetivo deste material é abordar os pontos principais do Plano de Benefícios PreviSenac e não substitui o conteúdo do regulamento. 3 4 Índice PreviSenac para um futuro melhor

Leia mais

O ENEM de 2014 teve 15 mil candidatos idosos inscritos, o que mostra a vontade dessa população em investir em formação superior.

O ENEM de 2014 teve 15 mil candidatos idosos inscritos, o que mostra a vontade dessa população em investir em formação superior. IDOSOS O Solidariedade, ciente da importância e do aumento população idosa no País, defende o reforço das políticas que priorizam este segmento social. Neste sentido, destaca-se a luta pela consolidação

Leia mais

A ESET premiará três organizações com licenças de soluções ESET pelo período de 1 ano para todos os equipamentos.

A ESET premiará três organizações com licenças de soluções ESET pelo período de 1 ano para todos os equipamentos. Protegendo Laços. Construindo uma comunidade segura é um Programa de doação de licenças desenvolvido pela ESET América Latina, que tem o objetivo de premiar a iniciativa das organizações sem fins lucrativos

Leia mais

150 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO

150 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 150 a SESSÃO DO COMITÊ EXECUTIVO Washington, D.C., EUA, 18 22 de junho de 2012 Tema 4.10 da Agenda Provisória CE150/20, Rev. 1 (Port.) 23

Leia mais

A Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social Português

A Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social Português UNIVERSIDADE DE COIMBRA FACULDADE DE ECONOMIA A Sustentabilidade do Sistema de Segurança Social Português Carlos M. Pereira da Silva Catedrático do ISEG 26 de Maio de 2006 1. Do Livro Branco da Segurança

Leia mais

Educação e Mão de Obra para o Crescimento

Educação e Mão de Obra para o Crescimento Fórum Estadão Brasil Competitivo: Educação e Mão de Obra para o Crescimento Maria Alice Setubal Presidente dos Conselhos do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária Cenpece

Leia mais

A visão Social da Previdência Complementar. Palestrante: Henda Mondlane F. da Silva

A visão Social da Previdência Complementar. Palestrante: Henda Mondlane F. da Silva A visão Social da Previdência Complementar Palestrante: Henda Mondlane F. da Silva Protecção Social Obrigatória vs Protecção Social Complementar As alterações efectuadas nos últimos anos ao Regime da Segurança

Leia mais

Sumário. Capítulo 1 Seguridade Social 1

Sumário. Capítulo 1 Seguridade Social 1 Sumário Capítulo 1 Seguridade Social 1 1 Conceituação 1 1.1 Saúde 2 1.2 Assistência Social 2 1.3 Previdência Social 3 1.3.1 Regime Geral de Previdência Social 3 1.3.2 Regimes Próprios de Previdência Social

Leia mais

Actuarial Assessoria e Consultoria Atuarial Ltda Benjamin Constant, 67 Cj.404 CEP 80060 020 Curitiba Pr Fone/Fax (41)3322-2110 www.actuarial.com.

Actuarial Assessoria e Consultoria Atuarial Ltda Benjamin Constant, 67 Cj.404 CEP 80060 020 Curitiba Pr Fone/Fax (41)3322-2110 www.actuarial.com. Fundação AMAZONPREV Poder Executivo e Assembléia AVALIAÇÃO ATUARIAL Ano Base: 2014 Data Base: 31/12/2013 Índice 1. Introdução... 02 2. Participantes e Beneficiários... 02 3. Data Base dos Dados e da Avaliação...

Leia mais

GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P

GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P GUIA PRÁTICO PENSÃO SOCIAL DE VELHICE INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P FICHA TÉCNICA TÍTULO Guia Prático Pensão Social de Velhice (7009 v4.15) PROPRIEDADE Instituto da Segurança Social, I.P. AUTOR Centro

Leia mais

Por que defender o Sistema Único de Saúde?

Por que defender o Sistema Único de Saúde? Por que defender o Sistema Único de Saúde? Diferenças entre Direito Universal e Cobertura Universal de Saúde Cebes 1 Direito universal à saúde diz respeito à possibilidade de todos os brasileiros homens

Leia mais

RPPS X RGPS. Atuário Sergio Aureliano

RPPS X RGPS. Atuário Sergio Aureliano RPPS X RGPS Atuário Sergio Aureliano RPPS PREVIDÊNCIA NO SERVIÇO PÚBLICO E O SISTEMA PREVIDENCIÁRIO BRASILEIRO ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE O REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL RGPS e REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA

Leia mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL

PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL MPS Ministério da Previdência Social IV Conferência Brasileiros no Mundo PREVIDÊNCIA SOCIAL NO BRASIL Praia do Forte, 20 de novembro de 2013. 1 SEGURIDADE SOCIAL (CONCEITO AMPLO) CONTRIBUTIVO NÃO CONTRIBUTIVO

Leia mais

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social

ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2011-2015 Administração Pública e Segurança Social O Ministro das Finanças apresentou recentemente o "Documento de Estratégia Orçamental 2011-2015", que contém diversas medidas a

Leia mais

Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee

Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Comité Latinoamericano de Asuntos Financieros Comitê Latino Americano de Assuntos Financeiros Latin American Shadow Financial Regulatory Committee Declaração N 8 14 de abril de 2003 Santiago de Chile,

Leia mais

O RPPS: Uma Perspectiva Internacional. Heinz P. Rudolph Economista Financeiro Líder Banco Mundial Brasilia, 14 de Outubro de 2014

O RPPS: Uma Perspectiva Internacional. Heinz P. Rudolph Economista Financeiro Líder Banco Mundial Brasilia, 14 de Outubro de 2014 O RPPS: Uma Perspectiva Internacional Heinz P. Rudolph Economista Financeiro Líder Banco Mundial Brasilia, 14 de Outubro de 2014 Fonte: Banco Mundial O Brasil é um país jovem... (ainda) com o gasto previdenciário

Leia mais

Estágios profissionais são bons para ganhar experiência

Estágios profissionais são bons para ganhar experiência 79% dos universitários portugueses garantem Estágios profissionais são bons para ganhar experiência A rede Universia e o portal de empregos www.trabalhando.com realizaram em nove países um questionário

Leia mais

SEGURIDADE E PREVIDÊNCIA NO BRASIL

SEGURIDADE E PREVIDÊNCIA NO BRASIL SEGURIDADE E PREVIDÊNCIA NO BRASIL Subseção DIEESE/CUT-Nacional São Paulo, 02 de agosto de 2014 Sindicato dos Trabalhadores(as) na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo - SINDSEP

Leia mais

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DO TRABALHO (Tradução não oficial 1 ) Recomendação 202 RECOMENDAÇÃO RELATIVA AOS PISOS NACIONAIS DE PROTEÇÃO SOCIAL A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Leia mais

Assim é a Telefónica. Distribuição do EBITDA por países em 2001

Assim é a Telefónica. Distribuição do EBITDA por países em 2001 Assim é a Telefónica A aquisição da Lycos, aliada ao fato de a nova empresa Terra Lycos operar em 43 países, permitiu, por um lado, uma maior penetração nos Estados Unidos e no Canadá. Por outro lado,

Leia mais

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA O servidor público e as alterações do seu regime previdenciário Jose Luis Wagner Luciana Inês Rambo Flavio Alexandre Acosta Ramos Junho de 2009 Santa Maria Belo

Leia mais

Várias Publicações. LusaTV: Aumento da carga fiscal melhorou qualidade da Segurança Social - Sec. Estado

Várias Publicações. LusaTV: Aumento da carga fiscal melhorou qualidade da Segurança Social - Sec. Estado 17-03-2006 13:11:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-7829164 Temas: economia portugal finanças sociedade LusaTV: Aumento da carga fiscal melhorou qualidade da Segurança Social - Sec. Estado DATA:. ASSUNTO: Conferência

Leia mais

Especialização em Direito Previdenciário A Seguridade Social

Especialização em Direito Previdenciário A Seguridade Social Especialização em Direito Previdenciário A Seguridade Social Prof. João Ernesto Aragonés Vianna Aula 01 A Seguridade Social (Conceito e seus elementos, conceito de risco social, sua evolução para a necessidade

Leia mais

SEGURANÇA SOCIAL E ECONOMIA A experiência brasileira

SEGURANÇA SOCIAL E ECONOMIA A experiência brasileira SEGURANÇA SOCIAL E ECONOMIA A experiência brasileira Carlos Alberto Caser Vice-Presidente da ABRAPP Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar Diretor-Presidente da FUNCEF

Leia mais

Programas Sociais. A recente experiência paulistana

Programas Sociais. A recente experiência paulistana Programas Sociais A recente experiência paulistana Mapa da fome no Brasil na década de 1950 Fonte: Banco Central do Brasil Fonte: CASTRO, Josué. Geografia da Fome. São Paulo: Brasiliense, 1957 10.000 9.000

Leia mais

LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000.

LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000. LEI Nº 1556, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2000. Institui o Plano de Custeio do Regime de Previdência dos Servidores Municipais e dá outras providências. A CÂMARA MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS decreto e eu sanciono

Leia mais

Introdução à atuária. Universidade de Cuiabá Tangará da Serra Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Noções de Atuária

Introdução à atuária. Universidade de Cuiabá Tangará da Serra Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Noções de Atuária Universidade de Cuiabá Tangará da Serra Curso: Ciências Contábeis Disciplina: Noções de Atuária Introdução à atuária Aula 01 Prof. Dr. Junio C. Martinez O ATUÁRIO Profissão regulamentada em 03/04/1970

Leia mais

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014.

RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014. RIO GRANDE DO NORTE LEI COMPLEMENTAR Nº 526, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2014. Altera dispositivos da Lei Complementar Estadual n.º 308, de 25 de outubro de 2005, e dá outras providências. A GOVERNADORA DO ESTADO

Leia mais

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO POR FREQUÊNCIA DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO ESPECIAL

GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO POR FREQUÊNCIA DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO ESPECIAL Manual de GUIA PRÁTICO SUBSÍDIO POR FREQUÊNCIA DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO ESPECIAL INSTITUTO DA SEGURANÇA SOCIAL, I.P ISS, I.P. Departamento/Gabinete Pág. 1/13 FICHA TÉCNICA TÍTULO Guia Prático Subsídio

Leia mais

HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO. Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev

HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO. Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev HSBC INSTITUIDOR FUNDO MÚLTIPLO Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev Esta Cartilha vai ajudar você a entender melhor o Plano Acricel de Aposentadoria ACRICELPrev,

Leia mais

Plano de Benefícios Visão Telesp Maio/2011

Plano de Benefícios Visão Telesp Maio/2011 Plano de Benefícios Visão Telesp Maio/2011 Índice Quem Somos Estrutura do plano Importância da Previdência Privada. Quanto antes melhor! As regras do plano Canais Visão Prev 2 Visão Prev Entidade fechada

Leia mais

Estatutos da RIICOTEC

Estatutos da RIICOTEC ESTATUTO DA REDE INTERGOVERNAMENTAL IBEROAMERICANA DE COOPERAÇÃO TÉCNICA PARA O DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS INTEGRAIS PARA AS PESSOAS IDOSAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (RIICOTEC) 1 (Com as modificações

Leia mais

DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS

DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS 1. INTRODUÇÃO O direito previdenciário é o ramo do Direito que disciplina a estrutura das organizações, o custeio, os benefícios e os beneficiários do sistema previdenciário. A

Leia mais

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA CICLO 2012 TEXTO X A Previdência Social do Servidor Público Valéria Porto Ciclos de Debates - Direito e Gestão Pública A Previdência Social do Servidor Público

Leia mais

PROVA DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO TCE-CE FCC 2015

PROVA DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO TCE-CE FCC 2015 PROVA DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO TCE-CE FCC 2015 Direito Previdenciário 67. (Auditor de Controle Externo/TCE-CE/FCC/2015): O princípio constitucional estipulando que a Seguridade Social deve contemplar

Leia mais

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Trabalhadores Independentes

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Trabalhadores Independentes de Segurança Social Trabalhadores Independentes Ficha Técnica Autor: (DGSS) - Divisão dos Instrumentos Informativos - Direção de Serviços da Definição de Regimes Editor: DGSS Conceção Gráfica: DGSS / Direção

Leia mais

Tem direito aos benefícios previdenciários os BENEFICIÁRIOS, ou seja, todos os segurados e seus dependentes.

Tem direito aos benefícios previdenciários os BENEFICIÁRIOS, ou seja, todos os segurados e seus dependentes. CARTILHA DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO O REGIME GERAL DA PREVIDENCIA SOCIAL É REGIDO PELAS LEIS 8.212 E 8.213/91 E TEM POR FINALIDADE ASSEGURAR À SEUS FILIADOS RECEBER BENEFÍCIOS QUE SUBSTITUAM SUA RENDA.

Leia mais

PANEL Dinâmica Demográfica y su Consideración en las Políticas Públicas

PANEL Dinâmica Demográfica y su Consideración en las Políticas Públicas PANEL Dinâmica Demográfica y su Consideración en las Políticas Públicas Eduardo L.G. Rios-Neto Cedeplar/UFMG CNPD SEMINÁRIO REGIONAL- Avances y Acciones Clave para la Implementación del Programa de Acción

Leia mais

Conceitos básicos de. Previdência Complementar

Conceitos básicos de. Previdência Complementar CALVO E FRAGOAS ADVOGADOS Conceitos básicos de Previdência Complementar Advogado: José Carlos Fragoas ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO 1. Apresentação 2. Embasamento Legal 3. Princípios da Previdência Privada contidos

Leia mais

O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO

O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO O NOVO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO PARA O SERVIDOR PÚBLICO MEIRELES 1, Jéssica Maria da Silva KATAOKA 2, Sheila Sayuri Centro de Ciências Sociais Aplicadas /Departamento de Finanças, Contabilidade e Atuária

Leia mais

Situação previdenciária do Estado do RS. Darcy Francisco Carvalho dos Santos Economista e contador Março/2011

Situação previdenciária do Estado do RS. Darcy Francisco Carvalho dos Santos Economista e contador Março/2011 Situação previdenciária do Estado do RS Darcy Francisco Carvalho dos Santos Economista e contador Março/2011 Despesa previdenciária dos principais estados Em % da RCL, 2009 Evolução do déficit previdenciário,

Leia mais

Manual Explicativo. Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev

Manual Explicativo. Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev Manual Explicativo Beleza é viver o futuro que você sempre sonhou. Boticário Prev 1. MANUAL EXPLICATIVO... 4 2. A APOSENTADORIA E VOCÊ... 4 3. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR: O que é isso?... 4 4. BOTICÁRIO

Leia mais

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2015 ANEXO DE METAS FISCAIS

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2015 ANEXO DE METAS FISCAIS LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2015 ANEXO DE METAS FISCAIS V - AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA E ATUARIAL DO REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO PARÁ RPPS A Emenda Constitucional nº 20, de 15

Leia mais

PORTARIA MPAS Nº 7.796, DE 28 DE AGOSTO DE 2000 - DOU DE 29/08/2000 - Retificação

PORTARIA MPAS Nº 7.796, DE 28 DE AGOSTO DE 2000 - DOU DE 29/08/2000 - Retificação PORTARIA MPAS Nº 7.796, DE 28 DE AGOSTO DE 2000 - DOU DE 29/08/2000 - Retificação Retificação DOU DE 31/08/2000 O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL, no uso das atribuições que lhe

Leia mais

12. Como é o caso de pensão por morte de quem ainda está contribuindo para a previdência?

12. Como é o caso de pensão por morte de quem ainda está contribuindo para a previdência? Tel: 0800 941 7738 1 Educação Financeira Esta Cartilha tem como abjetivo mostrar a importância da educação financeira e previdenciária aos advogados participantes da OABPrev-RJ para que possam organizar

Leia mais

ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA. Visão geral de previdência

ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA. Visão geral de previdência ALTERNATIVAS PARA A APOSENTADORIA Visão geral de previdência Agenda 4Conceitos assistência, previdência, seguro 4Regimes e grandes números 4Sustentabilidade 4Previdência privada 4Saúde-Previdência 2 CONCEITOS

Leia mais

PLANO SUPLEMENTAR. Material Explicativo Plano Suplementar 1

PLANO SUPLEMENTAR. Material Explicativo Plano Suplementar 1 PLANO SUPLEMENTAR Material Explicativo 1 Introdução A CitiPrevi oferece planos para o seu futuro! Recursos da Patrocinadora Plano Principal Benefício Definido Renda Vitalícia Programa Previdenciário CitiPrevi

Leia mais

VI - Sistemas Previdenciários

VI - Sistemas Previdenciários VI - Sistemas Previdenciários Regime Geral de Previdência Social Regime de Previdência dos Servidores Públicos Federais Projeto de Lei Orçamentária Mensagem Presidencial Cabe ao Governo Federal a responsabilidade

Leia mais

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR O futuro que você faz agora FUNPRESP-JUD Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário 2 Funpresp-Jud seja bem-vindo(a)! A Funpresp-Jud ajudará

Leia mais

FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA

FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA FUNDAMENTOS DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR Ensino a distância ÍNDICE I) O QUE É PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR? II) SISTEMA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR III) MARCOS REGULATÓRIOS IV) PLANOS DE BENEFÍCIOS V) ENTIDADES

Leia mais

As pensões sociais do regime não em Cabo Verde

As pensões sociais do regime não em Cabo Verde CENTR0 NACIONAL DE PENSÕES SOCIAIS, REPÚBLICA DE CABO VERDE As pensões sociais do regime não em Cabo Verde René Ferreira, Presidente do CNPS Breve contextualização do país Aspectos geogáficos; Dados demográficos;

Leia mais

Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz. Gerência de Previdência, Atuária e Atendimento

Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz. Gerência de Previdência, Atuária e Atendimento Fundação Forluminas de Seguridade Social - Forluz Gerência de Previdência, Atuária e Atendimento Cenário A Seguradora Aegon realizou, no período entre janeiro e fevereiro de 2015, uma pesquisa entre quinze

Leia mais

FUNPRESP? O que é a. Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007.

FUNPRESP? O que é a. Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007. O que é a FUNPRESP? Com base nos melhores modelos existentes hoje, apresentamos a Funpresp, a ser criada pelo Projeto de Lei nº 1.992/2007. Esse projeto prevê a limitação das aposentadorias dos servidores

Leia mais

NA FRANÇA, SERVIDOR PÚBLICO REJEITA AUMENTO DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

NA FRANÇA, SERVIDOR PÚBLICO REJEITA AUMENTO DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Revista Adusp NA FRANÇA, SERVIDOR PÚBLICO REJEITA AUMENTO DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Bia Barbosa e Fábio Oliveira, de Paris Jornalistas Junho 2003 19 Junho 2003 Revista Adusp As greves de maio paralisaram

Leia mais

As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência

As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência As mudanças mais importantes no Bradesco Previdência No dia 21 de julho, o RH do Banco Bradesco e diretores do Bradesco Previdência expuseram, a cerca de 50 dirigentes sindicais, as mudanças no plano de

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Constitucionais Emendas Constitucionais de Revisão Ato das Disposições

Leia mais

Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público. junho de 2007

Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público. junho de 2007 Audiência Pública na Comissão do Trabalho, Administração e de Serviço Público junho de 2007 Sumário Regulamentação do direito de greve dos servidores públicos Previdência complementar dos servidores da

Leia mais

Renato Silva de Assis Supervisor Técnico da Paraíba

Renato Silva de Assis Supervisor Técnico da Paraíba Renato Silva de Assis Supervisor Técnico da Paraíba Análise do Projeto de Lei que dispõe sobre os planos de custeio e de benefícios do regime próprio de previdência social do Estado da Paraíba No dia 20

Leia mais

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO

PERSPETIVAS SOCIAIS EMPREGO sumário executivo Organização Internacional do Trabalho PERSPETIVAS SOCIAIS E DE EMPREGO NO MUNDO Mudança nas modalidades do emprego 2 015 perspetivas sociais e de emprego no mundo Mudança nas modalidades

Leia mais

Descontar para a reforma na Suíça e a sua situação em caso de divórcio em Portugal

Descontar para a reforma na Suíça e a sua situação em caso de divórcio em Portugal Descontar para a reforma na Suíça e a sua situação em caso de divórcio em Portugal 1. Fundamento A reforma na Suíça apoia se em três pilares, a saber a AHV ("Eidgenössische Invaliden und Hinterlassenenverswicherung"

Leia mais

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ALEGRE. Porto Alegre, novembro de 2010

DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES ALEGRE. Porto Alegre, novembro de 2010 DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE Porto Alegre, novembro de 2010 REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Os servidores públicos ocupantes de cargo

Leia mais

Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas 24-27 de maio de 2010 Brasília, Brasil

Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas 24-27 de maio de 2010 Brasília, Brasil Promover e desenvolver a seguridade social no mundo ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL Fórum Regional de Seguridade Social para as Américas 24-27 de maio de 2010 Brasília, Brasil www.issa.int

Leia mais

PARECER ATUARIAL 2014

PARECER ATUARIAL 2014 PARECER ATUARIAL 2014 Plano de Benefícios 1 Plano de Benefícios PREVI Futuro 1. OBJETIVO 1.1. O presente Parecer Atuarial tem por objetivo informar sobre a qualidade da base cadastral, as premissas atuariais,

Leia mais

Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho

Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho Diagnóstico Qualitativo e Propostas para o Regime Previdenciário dos Servidores Públicos por Gilberto Guerzoni Filho 1. REGIME PREVIDENCIÁRIO OU ADMINISTRATIVO O principal problema do regime previdenciário

Leia mais

O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA

O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA O REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DO MUNICÍPIO DE TAQUARITINGA 1. INTRODUÇÃO A previdência social no Brasil pode ser divida em dois grandes segmentos, a saber: Regime Geral de Previdência Social (RGPS):

Leia mais

Medidas Provisórias nº 664 e nº 665

Medidas Provisórias nº 664 e nº 665 Medidas Provisórias nº 664 e nº 665 Perguntas e respostas Ministério da Previdência Social Auxílio-Doença Benefício pago ao segurado em caso de incapacitação temporária para o trabalho por doença ou acidente

Leia mais

O Regime Geral de Previdência Social RGPS

O Regime Geral de Previdência Social RGPS O Regime Geral de Previdência Social RGPS Capítulo 5 O Regime Geral de Previdência Social RGPS Sumário 1. Introdução 2. Os beneficiários do RGPS: 2.1 Os segurados obrigatórios; 2.2. O segurado facultativo;

Leia mais

Previdência Social na América do Sul

Previdência Social na América do Sul Previdência Social na América do Sul CONSULTORIA LEGISLATIVA, 12 DE SETEMBRO DE 2000 MEIRIANE NUNES AMARO PREVIDÊNCIA SOCIAL NA AMÉRICA DO SUL I INTRODUÇÃO II CHILE III ARGENTINA IV URUGUAI V PERU VI COLÔMBIA

Leia mais

- Estudo técnico - Art. 67...

- Estudo técnico - Art. 67... Aposentadoria especial para diretores, coordenadores e assessores pedagógicos - Estudo técnico - A Lei nº 11.301, de 10 de maio de 2006, publicada no Diário 0ficial da União de 11 de maio do mesmo ano,

Leia mais

A Aposentadoria dos Servidores Públicos Federais

A Aposentadoria dos Servidores Públicos Federais A Aposentadoria dos Servidores Públicos Federais Carlos Alberto Pereira de Castro Curitiba, junho de 2008 Introdução Estudo da aposentadoria dos servidores públicos passou a ser relevante com as reformas

Leia mais