ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1

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1 ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? APRESENTACAO ORAL-Comércio Inernacional FERNANDA MARIA DE ALMEIDA; WILSON DA CRUZ VIEIRA; ORLANDO MONTEIRO DA SILVA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, VIÇOSA - MG - BRASIL. ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1 SPS AND TBT AGREEMENTS AND INTERNATIONAL AGRICULTURAL TRADE: COOPERATION OR RETALIATION? Grupo de Pesquisa: Comércio Inernacional Resumo O objeivo dese rabalho foi analisar se as emissões brasileiras de noificações aos acordos TBT e SPS caracerizaram-se como realiação ou como cooperação no comércio inernacional agrícola. Sob a abordagem de jogos não-cooperaivos, verificou-se que as noificações brasileiras são formas de realiação aos Esados Unidos. Quano à União Européia, o melhor resulado para o Brasil foi a conciliação. Em relação aos jogos de barganha, o Brasil apresenou grande poder de barganha no comércio com os Esados Unidos. Já o equilíbrio do jogo de barganha no comércio agrícola do Brasil com a União Européia foi de cooperação, em vez de guerra comercial. Palavras chave: comércio agrícola; eoria dos jogos; barreiras não arifárias; TBT; SPS Absrac The objecive of his work was o analyze if he Brazilian emissions of noificaions o he agreemens TBT and SPS were characerized as realiaion or as cooperaion in he agriculural inernaional rade. Under he approach of no-cooperaive games, i was verified ha he Brazilian noificaions are realiaion forms o he Unied Saes. As for he European Union, he bes resul o Brazil was he conciliaion. In relaion o he bargain 1 Os auores agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa do Esado de Minas Gerais (FAPEMIG) o apoio financeiro que permiiu a paricipação no eveno. 1

2 games, Brazil had grea bargain power in he rade wih he Unied Saes. Already he bargain game equilibrium in he agriculural rade of Brazil wih he European Union was of cooperaion, insead of commercial war. Key Words: agriculural rade; game heory; non ariff barriers; TBT; SPS. 1. INTRODUÇÃO As noificações aos acordos sobre medidas écnicas (TBT) e sobre medidas saniárias e fiossaniárias (SPS) são frequenemene uilizadas pelos países membros da Organização Mundial do Comércio como forma de regulamenar o comércio de mercadorias enre os países. Essas noificações são documenos, emiidos pelos países imporadores, que consam exigências quano a padrões écnicos, saniários e fiossaniários que os produos imporados devem aender para serem comercializados. Enreano, muias vezes ais noificações configuram-se como barreiras não arifárias () ao comércio inernacional. Quando uma noificação, seja TBT ou SPS, uiliza níveis excessivamene elevados de exigências, em vez de padronizar o comércio e garanir proeção aos consumidores, ela pode resringir os fluxos inernacionais de mercadorias. Os efeios das s sobre o comércio, bem como os faores que deerminam a adoção dessas barreiras pelos países, êm sido amplamene discuidos na lieraura. Nesse úlimo caso, um dos elemenos esudados como deerminane da adoção de s por um país imporador sobre o seu parceiro comercial é o fao de esse país ambém receber uma mesmo parceiro comercial. Nesse conexo, esudos como os de Grossman e Helpman (1995), Gawande e Hansen (1999), Goldberg e Maggi (1999), Gawande e Bandyopadhyay (2000), McCalman (2002) e Gawande e Li (2006) buscaram modelar o nível de proeção do comércio enre os países com o uso de. De acordo com esses auores, os países podem emiir uma como forma de realiação à recebida ou mesmo reduzir suas emissões, como forma de conciliação ou cooperação. No caso das noificações aos acordos TBT e SPS, os produos agrícolas esão enre os mais susceíveis a ais noificações. Nesse aspeco, países como o Brasil, por ser grande produor e exporador desses produos, sofrem com a imposição crescene desses ipos de políicas comerciais. Enreano, observa-se que a uilização dessas medidas pelo Brasil ambém cresce consideravelmene desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Nesse aspeco, o presene esudo eve por objeivo verificar empiricamene se as emissões de TBT e SPS pelo Brasil aos Esados Unidos, União Européia e Japão, seus 2

3 principais parceiros comerciais, êm se caracerizado como realiação ou cooperação ao comércio inernacional agrícola. O número de rabalhos enconrados na lieraura que esudam relações de cooperação ou realiação no comércio enre países é basane significaivo. Esses rabalhos êm analisado os efeios das adoções de arifas e de disinas barreiras não-arifárias, ais como: quoas, medidas anidumping, proibições e, denre ouras, licenças e auorizações. Complemenariamene, a conribuição dese esudo foi analisar, especificamene, os efeios das adoções das noificações TBT e SPS da OMC. Na próxima seção esá apresenada a meodologia uilizada nese rabalho. Essa meodologia é composa por rês ópicos: o primeiro apresena as s como resulados de jogos não-cooperaivos e de jogos de barganha; o segundo, o modelo empírico; e, o erceiro, os dados. A erceira seção aborda os resulados e discussões e, a quara e úlima seção, as conclusões. 2. METODOLOGIA 2.1. s como resulado de jogos não-cooperaivos e de jogos de barganha De maneira geral, as barreiras não-arifárias (s) são odas as medidas proecionisas, diferenes das radicionais arifas ad valorem, que aingem o comércio inernacional de bens e serviços. Nos jogos que analisam a presença de ais barreiras no comércio inernacional, os jogadores são os países envolvidos nas relações comerciais. O conjuno de ações dos governos dos países são o livre comércio ou a adoção de cero nível de sobre as imporações esrangeiras. As funções de uilidade ou de pagameno são usualmene represenadas por funções de bem-esar social. Analogamene à descrição de Romp (1997) sobre o equilíbrio de um jogo com arifas, o valor presene do bem-esar social quando há livre comércio, com a expecaiva de que os países seguirão esraégias com punição (δ), pode ser represenado pela seguine expressão: V ( F) + δv ( N), (1) em que V(F) é o valor do bem-esar social com livre comércio e V(N), quando o equilíbrio de Nash ocorre em um pono N. Em conrase, o valor presene do bem-esar social quando não há livre comércio é dado por: V ( D) + δv ( A). (2) As funções V(D) e V(A) são, respecivamene, os valores do bem-esar social quando os países desviam do livre comércio e quando há auarquia, ou seja, equilíbrio de Nash quando a é ão ala que reduz as imporações para zero. Enão, os países escolherão não adoar se: 3

4 V ( F) + δv ( N) V ( D) + δv ( A) V ( D) V ( F) δ V ( N) V ( A) (3) Se o jogo ocorrer durane vários períodos e os países adoarem esraégias de punição adequadas, os faores de descono ou realiação δ serão cada vez menores. A idéia da presença do faor de realiação é a redução do incenivo à formação de políicas de barreiras comerciais, no caso. De acordo com Grossman e Helpman (1995) e Gawande e Hansen (1999), o nível de proeção adoado pelos países pode ser modelado por meio das seguines equações: = α + ϕpe + δ + ε (4) = α + ϕ + δ + ε PE. (5) As equações (4) e (5) fornecem as curvas de reação do país domésico e do país esrangeiro, respecivamene. As variáveis que aparecem com o referem-se ao país esrangeiro, já aqueles que não o possuem são do país domésico. Assim, na equação de reação (4), por exemplo, o ermo indica o grau de proeção domésica, ou s, adoadas pelo país domésico; PE é um componene de políicas domésicas; e, as s adoadas pelo país esrangeiro. Em ouras palavras, as decisões do país domésico em emiir s são influenciadas por quesões associadas com sua economia inerna e pela proeção seguida pelo país esrangeiro conra seus produos. O sinal do coeficiene δ varia de acordo com o ipo de jogo com que o comércio é analisado. No caso de jogos não-cooperaivos, cada país possui uma função de reação como a anerior, a qual indica o nível óimo de proeção que deve ser adoado frene à proeção do país esrangeiro. Assim, o pono de inercessão enre as curvas de reação domésica e esrangeira deermina o equilíbrio de Nash (N). Enreano, conforme a Figura 1 as inclinações das funções de reação, ou os sinais de δ, podem ser posiivas ou negaivas de acordo com as variações na emissão de s, manidas as políicas econômicas domésicas consanes. N N N 4

5 (a) (b) (c) Figura 1 - Curvas de reação dos países domésico e esrangeiro. Fone: Adapado de Gawande e Hansen (1999). Na pare (a) da Figura 1, ambas as funções de reação, do país domésico e do país esrangeiro, possuem inclinações negaivas (δ < 0 e δ < 0) e isso indica que as esraégias de adoção de s são subsiuas, ou seja, aumenos em i reduzem as i. Se, ao conrário, as inclinações são ambas posiivas, as esraégias são complemenares, ou seja, aumeno de s em um país induz o aumeno no ouro país, δ > 0 e δ > 0. Quando as inclinações são diferenes, como no caso de (c), as esraégias são complemenares para o país domésico e subsiuas na perspeciva do país esrangeiro. No que ange às políicas econômicas domésicas, variações nas mesmas gerariam deslocamenos das funções de reação. Caso as s sejam resulado de jogos de barganha, a Figura 2 a seguir ilusra a esruura inuiiva de um jogo enre os países domésico (D) e esrangeiro (E). E0 E1 D2 D fore E fore E2 D1 D0 0 Figura 2 - Jogo de barganha usando curvas de indiferença políicas. Fone: Adapado de Punam (1988). Cada país possui curvas de indiferenças que descrevem diferenes combinações de proecionismo ( e ) para os quais eles são indiferenes. O nível de uilidade do país domésico aumena quando suas curvas de indiferença se deslocam para a esquerda, de D0 aé D2. Para o país esrangeiro, seu nível de uilidade aumena quando suas curvas de indiferença se movem para direia, de E0 para E2. As curvas D0 e E0 indicam, respecivamene, o menor nível de uilidade que o país domésico e o esrangeiro podem olerar. 5

6 A área enre D0 e E0 indica os ponos em que a barganha ocorre. Quano mais próximo de E0 for o resulado de barganha, mais fore é país domésico como barganhador. Quano mais próximo o equilíbrio de barganha for de D0, maior o poencial do país esrangeiro como barganhador. Em ouras palavras, se o país domésico é fore barganhador, ele forçará um resulado em que suas curvas de indiferença esão próximas à de menor uilidade do país esrangeiro (E0). Se, por ouro lado, o país esrangeiro é o barganhador fore, ele em o poder de forçar o resulado para a área próxima àquela da curva de indiferença de menor uilidade para o país domésico (D0), de forma que suas curvas de indiferenças esejam mais a direia e com maiores níveis de uilidade. Nesse aspeco, de acordo com Gawande e Hansen (1999), se as funções de reações (4) e (5) forem consideradas, coeficienes de realiação δ posiivos para ambos os países indicam que os mesmos são fores barganhadores e, alvez, o equilíbrio do jogo de barganha ocorra com níveis elevados de s para ambos os lados. Se δ > 0 e δ < 0, o país domésico é aquele que possui maior poder de barganha. Se, por ouro lado, δ < 0 e δ > 0, o país esrangeiro é o país de maior poder de barganha. Por fim, se o coeficiene de realiação δ for negaivo para ambos os países, há possibilidade de o equilíbrio ocorrer com menores níveis bilaerais de s Modelo empírico Para verificar a naureza dos jogos de comércio enre o Brasil e seus principais países parceiros comerciais agrícolas na presença de s, ese rabalho esima funções de reação como as das equações (4) e (5) com dados rimesrais do período enre 1996 e Dessa maneira, a função de reação do Brasil, considerado aqui o país domésico, pode ser definida da seguine forma: = α + δ + ϕpe + ε i (6) em que é o número de noificações aos acordos TBT e SPS emiidas pelo Brasil, país domésico, em cada rimesre da análise; i é o número de noificações aos mesmos acordos recebidas pelo Brasil do país esrangeiro i, sendo i os Esados Unidos, a União Européia ou o Japão; PE é um conjuno de variáveis políicas domésicas no empo ; e ε o ermo de erro. O conjuno de variáveis políicas define-se como um somaório de variáveis j que descrevem caracerísicas ano da economia agregada brasileira, quano do seor e do comércio agrícola do país, de forma que: PE n = ϕ X (7) j= 1 j j 6

7 De acordo com Thornsbury (1998), as variáveis econômicas X j que afeam as decisões dos governos por s são aquelas capazes de capar as preferências individuais dos agenes econômicos, dos políicos ou omadores de decisão e da esruura insiucional sobre as decisões de regulação. Desse modo, variáveis ano do seor agrícola quano da economia agregada são capazes de refleir as preferências dos agenes econômicos (produores, consumidores e governanes) pela adoção de medidas de regulação, ou seja, da emissão de noificações aos acordos TBT e SPS, sobre o comércio agrícola do Brasil. Enão, a exemplo de Thornsbury (1998), uilizaram-se, nese rabalho, as seguines variáveis: axas de crescimeno das imporações agrícolas e agregadas em relação ao Produo Inerno Bruo (PIB) do país e as axas de crescimeno da balança comercial agrícola e agregada. Assim, considerando equilíbrios de jogos simulâneos, as funções de reação esimadas podem ser definidas como: a) Função de reação do Brasil: IMPagre = α + ϕ1 + ϕ BCagre PIB 2 ϕ BCagri 4 + δ i + ε IMPagri + ϕ3 + PIB, (8) b) Função de reação esrangeira: IMPagre i i = α + ϕ 1 + ϕ 2BCagre PIB i 4 ϕ BCagri i + δ + ε i IMPagri + ϕ 3 PIBi i +, (9) em que é a soma das noificações TBT e SPS emiidas pelo Brasil no rimesre ; IMPagre PIB é a axa de crescimeno da relação enre as imporações agregadas e o PIB do Brasil no semesre ; BCagre é a axa de crescimeno da balança comercial agregada IMPagri brasileira no rimesre ; é a axa de crescimeno da relação enre as imporações PIB agrícolas e o PIB do Brasil no semesre ; BCagri é a axa de crescimeno da balança comercial agrícola brasileira no rimesre ; e ε o ermo de erro. As demais variáveis conidas na equação (9) são as mesmas da equação (8), porém acrescidas de para indicar que correspondem às esaísicas de cada um dos países esrangeiros, ou seja, Esados Unidos, União Européia e Japão. i 7

8 A inerpreação dos coeficienes de realiação δ e δ, ano para o caso de jogos nãocooperaivos quano para jogos de barganha, são as mesmas descrias na seção 2.1. As esimaivas dos parâmeros dessas equações são alcançadas por meio de Méodo de Momenos Generalizados (GMM) considerando a não-linearidade das variáveis 2 que represenam o número de noificações emiidas pelos países, as quais se caracerizam como dados de conagem. O sofware uilizado para o cálculo dessas esimaivas foi o EViews Dados A análise realizada nese rabalho uilizou dados rimesrais referenes ao período compreendido enre 1996 e 2008, o que oaliza 52 observações. As variáveis dependenes das equações esimadas foram o número de noificações aos acordos sobre medidas écnicas (TBT) e sobre medidas saniárias e fiossaniárias (SPS) emiidas pelo Brasil, Esados Unidos, União Européia e Japão. Esses dados foram reirados da página Documens on line da Organização Mundial do Comércio (2009). Além das noificações mencionadas, as ouras variáveis explicaivas foram: axa de crescimeno da balança comercial agregada e agrícola (BCagre e BCagri); e axa de crescimeno das imporações agregadas e agrícolas em relação ao PIB (IMPagre/PIB e IMPagri/PIB) 3. Para a consrução dessas variáveis colearam-se dados de diferenes insiuições. O PIB, as exporações e as imporações agregadas do Brasil foram reirados do Insiuo Brasileiro de Geografia e Esaísica (2009). As exporações e imporações agrícolas brasileiras são do Minisério da Agriculura, Pecuária e Abasecimeno (2009). O PIB dos Esados Unidos, do Japão e a axa de câmbio uilizada para a conversão dos valores em iene para dólar foram exraídos do Inernaional Financial Saisics Browser do Fundo Moneário Inernacional (2010). O PIB e as exporações e imporações agregadas e agrícolas da União Européia originaram-se do Eurosa da European Commission (2010). Por fim, os dados das exporações e das imporações agrícolas dos Esados Unidos e do Japão foram reirados, respecivamene, do Unied Saes Deparmen of Agriculure (2009) e do Minisy of Agriculure, Foresry and Fisheries of Japan (2009). 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Anes de apresenar as esimaivas dos coeficienes de realiação das noificações aos acordos TBT e SPS da Organização Mundial do Comércio (OMC), emiidas no 2 Para dealhes desses modelos ver Greene (2008) e Hayashi (2000).. 3 Os dados do período enre 1996/1 e 1996/4 para as séries de imporações e exporações agrícolas brasileiras foram inerpolados, por meio da axa de crescimeno da série resane, em razão da indisponibilidade de informações. O mesmo procedimeno foi realizado para o período enre 1996/1 e 1998/4 nas mesmas séries da União Européia. 8

9 comércio inernacional agrícola brasileiro, apresenam-se na Tabela 1 as esaísicas descriivas de odas essas noificações emiidas no período de análise 4. Tano as noificações TBT quano as SPS consideradas nese rabalho foram de caráer geral, ou seja, desinaram-se a odos os países simulaneamene. Isso quer dizer que odas as exigências feias pelo Brasil no seu comércio inernacional agrícola desinaram-se, ao mesmo empo, a odos os países parceiros comerciais. O mesmo ocorreu para as noificações dos Esados Unidos, da União Européia e do Japão. No que se refere às noificações sobre medidas écnicas, enre 1996 e 2008, os países da União Européia foram os principais noificadores. Esse bloco econômico emiiu, em média, 4,83 noificações por rimesre, sendo que seu maior número de noificações ocorreu no primeiro rimesre de Por ouro lado, o Brasil foi o país que menos emiiu TBTs no período, 105 no oal. Tabela 1 - Esaísicas descriivas do número de noificações aos acordos TBT e SPS emiidas pelo Brasil, Esados Unidos, União Européia e Japão TBT SPS Variável Média Desvio Padrão Mín, Máx, Toal Brasil 2,02 2, EUA 2,90 2, União Européia 4,83 3, Japão 2,35 2, Brasil 6,56 9, EUA 15,98 12, União Européia 5,23 3, Japão 2,35 2, Fone: Documens on line da Organização Mundial do Comércio(2009). No período em quesão, o 1º rimesre de 2003 foi aquele em que o Brasil emiiu mais noificações aos acordos TBT, 13 noificações no oal. Já, para os Esados Unidos, União Européia e Japão, os rimesres em que mais emiiram ais noificações foram o 4º de 2007, 1º de 2008 e 4º de 2008, respecivamene. No que ange aos acordos SPS, o Brasil foi o segundo maior emissor de noificações aos produos agrícolas imporados no período (341), perdendo apenas para os Esados Unidos (831). Em média, o Brasil emiiu aproximadamene 7 noificações por 4 A Tabela A1 do apêndice apresena as esaísicas descriivas de odas as variáveis uilizadas no rabalho. 9

10 rimesre, sendo que o 2º rimesre de 2008 o período de maior emissão de noificações desse ipo (44). Por fim, do segundo semesre de 2005 ao final de 2008, o número de SPS brasileiras cresceu, em média, 2,1% por semesre. Essas noificações foram comumene jusificadas pela busca de segurança alimenar dos consumidores. Suas exigências direcionaram-se, basicamene, a resrições no uso de pesicidas e herbicidas. Quano à análise empírica dese rabalho, uilizaram-se os dados dessas noificações para analisar a presença de realiação ou de cooperação nas decisões do Brasil como um jogador no comércio exerno dos produos agrícolas. Assim, a Tabela 2 apresena os coeficienes esimados para a variável (oal de TBT mais o oal de SPS emiidas pelos países) 5. Como as noificações são variáveis endógenas, deerminadas simulaneamene, uilizou-se para as esimaivas dos parâmeros modelos com GMM, conforme informado aneriormene. Nas funções de reação domésica, as variáveis uilizadas como insrumeno da variável endógena número de noificações esrangeiras aos acordos TBT e SPS ( ) são odas aquelas conidas na função de reação esrangeira. Ademais, odas as variáveis políicas ambém foram consideradas endógenas, e seus insrumenos são as mesmas variáveis, porém defasadas em um período 6. Desse modo, em-se modelos sobreidenificados (número de insrumenos superior ao número de regressores). O símbolo δ represena o coeficiene de reação do Brasil frene ao recebimeno de noificações dos Esados Unidos, União Européia e Japão, seus principais parceiros comerciais agrícolas no período de análise. Já o símbolo δ represena a resposa desses países às noificações brasileiras. Tabela 2 - Esimaivas dos coeficienes de reação (δ e δ ) para as noificações TBT e SPS emiidas no comércio inernacional agrícola brasileiro Esados Unidos União Européia Japão δ δ δ δ δ δ (TBT+SPS) (0.037) (0.044) (0.120) -0,191 (0,186)ns (0.197)ns (0.262) Fone: Resulados da pesquisa. Noa: Parâmeros esimados por Modelo dos Momenos Generalizados (GMM). corresponde ao nível de significância de 1%, enquano, ns indica ausência de significância esaísica. Os valores enre parêneses são erros padrão robusos esimados uilizando a mariz de covariâncias de HAC (Newey-Wes). 5 Apresena-se nesa Tabela apenas os coeficienes de reação esimados, cujas análises foram o objeivo dese rabalho. As esimaivas das demais variáveis dos modelos enconram-se nas Tabelas 2ª e 3ª do Apêndice. 6 Exceo na função de reação do Japão, pois se ajusou melhor quando somene a variável foi considerada endógena. 10

11 A inerpreação dos coeficienes de reação depende se o jogo considerado é nãocooperaivo ou de barganha. Se o jogo é não-cooperaivo, a ocorrência de realiação (δ > 0 ou δ > 0), por exemplo, é um equilíbrio de Nash no qual as ações de um país não levam em consideração a perda de bem-esar do ouro parceiro comercial. Para os jogos de barganha, a conciliação (coeficienes negaivos), por exemplo, indica que os países buscam equilíbrios de cooperação na esruura das políicas comerciais adoadas. Assim, no caso de jogos não-cooperaivos, o Brasil eve comporameno de realiação com as noificações TBT e SPS recebidas apenas dos Esados Unidos. Observase que, do mesmo modo, os Esados Unidos ambém realia com noificações os produos agrícolas vindos do Brasil. Todavia, no que se refere ao Japão, seu coeficiene de realiação é esaisicamene não-significaivo, iso é, as noificações adoadas por ese país ao Brasil não afeam as decisões brasileiras por emissões de TBT e SPS. Dois diferenes lados da naureza dessas noificações podem jusificar ais resulados. Primeiro, o nível de exigência dos consumidores dos produos agrícolas pode esar aumenando simulaneamene nos países. Segundo, pode haver processo de guerra comercial (caso Brasil - Esados Unidos), no qual as noificações possuem caráer de políicas proecionisas (barreiras não-arifárias). Ademais, esses resulados são condizenes com os obidos por Gawande e Li (2006), que se basearam nas hipóeses de Grossman e Helpman (1995) para analisar os efeios de diferenes ipos de barreiras não-arifárias (s) no comércio bilaeral dos Esados Unidos com o Japão e com a União Européia nos anos de Esses auores ambém enconraram que os países envolvidos no comércio são maximizadores de bem esar (comércio Esados Unidos - Japão). Já em relação ao comércio do Brasil com a União Européia, somene o coeficiene de realiação brasileiro foi significaivo. Nese caso, as esraégias do Brasil são subsiuas às da União Européia. Em ouras palavras, esraégias de adoções de noificações pela União Européia afeam de modo inverso a adoção das políicas proecionisas do Brasil. No âmbio de jogos de barganha, pode-se inferir que o comércio agrícola Brasil - Esados Unidos são de fores barganhadores, iso é, ambos os países possuem amplo poder de barganha. Os coeficienes de reação δ e δ posiivos indicam que o equilíbrio do jogo ocorre com níveis bilaerais elevados de exigências écnicas e exigências saniárias e fiossaniárias no comércio agrícola. No caso do comércio agrícola Brasil-Japão, somene o Japão possui caracerísicas de país com significaivo poder de barganha. Por ouro lado, as esraégias de emissões européias de noificações aos acordos TBT e SPS aos produos brasileiros apresenam relação inversa às adoadas pela Brasil. Para jogos de barganha, apesar de o sinal do coeficiene de reação do Brasil não er sido esaisicamene significaivo, pode-se dizer que o equilíbrio desse jogo ocorre com níveis menores de emissão das noificações. 11

12 De acordo com Gawande e Hansen (1999), equilíbrios como esses indicam que o melhor resulado para os países, no caso o Brasil e a União Européia, é reduzir muuamene as exigências écnicas e saniárias às imporações bilaerais, em vez de enrar em guerra de comércio. Além disso, caso as noificações TBT e SPS não enham a naureza de, a redução das ações brasileiras e da União Européia em emií-las pode refleir ganhos no comércio, dado o cumprimeno das exigências feias por ambos os parceiros comerciais. Enfim, as noificações brasileiras aos acordos TBT e SPS emiidas à União Européia não apresenam caráer proeor, mas sim de cooperação. Enreano, o fao de o coeficiene de realiação posiivo do Brasil em relação às políicas americanas pode aponar que a economia agrícola brasileira em necessiado de maiores níveis de proeção do que o seor agrícola dos Esados Unidos. 4. RESUMO E CONCLUSÕES Desde a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), o uso das noificações brasileiras aos acordos sobre medidas écnicas (TBT) e aqueles sobre medidas saniárias e fiossaniárias (SPS) no comércio inernacional de produos agrícolas é crescene. Desse modo, esse rabalho analisou, sob a abordagem de jogos não-cooperaivos e de jogos de barganha, se essas esraégias brasileiras foram de realiação ou de cooperação, no período de 1996 a 2008, em relação aos seus parceiros comerciais (Esados Unidos, União Européia e Japão). Quando as noificações TBT e SPS brasileiras foram consideradas denro de jogos não-cooperaivos, o Brasil emiiu-as como forma de realiação apenas aos Esados Unidos. Já em relação à União Européia, o país comporou-se de modo cooperaivo. Nos casos em que essas noificações foram analisadas com jogos de barganha, os equilíbrios enconrados mosraram que o Brasil apresenou fore poder de barganha com os Esados Unidos. Isso pode refleir o fore comércio agrícola que o Brasil possui, uma vez que é o principal produor de exporador de uma série de produos do seor em análise. No que concerne à União Européia, o equilíbrio de maiores ganhos para o país foi o de cooperação. Todos os resulados enconrados nese rabalho são imporanes, pois ampliam as informações a respeio das decisões de políicas comerciais adoadas enre os países, no caso emissão de noificações aos acordos TBT e SPS da OMC. Ese rabalho limiou-se a análises sobre o comércio agrícola, pois considerou a grande imporância desse seor para a economia do Brasil. Enreano, fuuras pesquisas podem expandir a análise para ouros seores e aé mesmo para a economia agregada, uma vez que o comporameno dos agenes de políicas comerciais pode ser diferene de acordo com o ipo de comércio em análise. REFERÊNCIAS 12

13 BANCO CENTRAL DO BRASIL. Sisema Gerenciador de Séries Temporais. Disponível em:<hps://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarseries.do?mehod =preparartelalocalizarseries> Acesso em: se BUREAU OF ECONOMIC ANALYSIS. U. S. Deparamen of Commerce. Disponível em: <hp://www.bea.gov/naional/nipaweb/tableview.asp?selecedtable=5&viewseries =NO&Java=no&Reques3Place=N&3Place=N&FromView=YES&Freq=Qr&FisYear=1 996&LasYear=2008&3Place=N&Updae=Updae&JavaBox=no#Mid> Acesso em: jan EUROPEAN COMMISSION. Eurosa. Disponível em: <hp://nui.epp.eurosa.ec. europa.eu /nui/seupmodifytablelayou.do> Acesso em: jan FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. Inernaional Financial Saisics Browser. Disponível em: < hp://www.imfsaisics.org/imf/> Acesso em: jan GAWANDE, K.; HANSEN, W. L. Realiaion, bargaining, and he pursui of free and fair rade. Inernaional Organizaion. MIT Press. v. 53, n. 1, p , GAWANDE, K.; LI, H. Trade barriers as bargaining oucomes. World Economy, v. 19, p , GREENE, W. H. Economeric Analysis. 6ª ed. Upper Saddle River, NJ: Prenice Hall, p. GOLDBERG, P.; MAGGI, G. Proecion for Sale: An Empirical Invesigaion. American Economic Review, n. 89, p , GAWANDE, K.; BANDYOPADHYAY, U. Is Proecion for Sale? A Tes of he Grossman-Helpman Theory of Endogenous Proecion. Review of Economics and Saisics, n. 89, p , GROSSMAN, G. M.; HELPMAN, E. Trade wars and rade alks. Journal of Poliical Economy, v. 4, n. 103, p , HAYASHI, F. Economerics. 1ª ed. Princeon, NJ: Princeon Universiy Press, p. HILBE, J. Robus variance esimaors for MLE Poisson and negaive binomial regression. Saa Technical Bullein, v.8, p , INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Séries Esaísicas. Disponível em: <www.ibge.gov.br> Acesso em: dez

14 McCALMAN, P. Proecion for Sale and Trade Liberalizaion: An Empirical Invesigaion. Review of Inernaional Economics. n. 12, p , MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Agrosa. Disponível em: <hp://exrane.agriculura.gov.br/primeira_pagina/exrane/ AGROSTAT.hm> Acesso em: dez MINISTY OF AGRICULTURE, Foresry and Fisheries of Japan. Saisics. Disponível em: <hp://www.maff.go.jp/e/okei/kikaku/monhly_e/ index.hml> Acesso em: dez ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO. Documens online. Disponível em: < hp://docsonline.wo.org/gen_home.asp?language=1&_=1> Acesso em: se PUTNAM, R. D. Diplomacy and domesic poliics: he logic of wo-level games. Inernaional Organizaion, n. 42, p , ROMP, G. Game heory inroducion and applicaions. Oxford Universiy Press. New York, 295p, THORNSBURY, S. Technical Regulaions as Barriers o Agriculural Trade. PhD Disseraion, Virginia Polyechnic Insiue, UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Foreign Agriculural Trade of he Unied Saes (FATUS). Disponível em: <hp://www.ers.usda.gov/ Daa/FATUS/#monhly> Acesso em: dez

15 Apêndice Tabela 1A - Esaísicas descriivas das variáveis uilizadas como deerminanes do número de noificações aos acordos TBT e SPS emiidas pelo Brasil. Variável Média Desvio Padrão Mínimo Máximo Brasil IMPagri/PIB (%) BCagri IMPagre/PIB (%) BCagre Esados Unidos IMPagri/PIB (%) BCagri (milhões US$) IMPagre/PIB (%) BCagre (milhões US$) União Européia IMPagri/PIB (%) BCagri (milhões US$) IMPagre/PIB (%) BCagre (mil) Japão IMPagri/PIB (%) BCagri (milhões US$) IMPagre/PIB (%) BCagre

16 (milhões US$) (TBT+SPS) Fone: Dados da pesquisa. Tabela 2A - Reação brasileira ao recebimeno de noificações aos acordos TBT e SPS sobre o seu comércio inernacional agrícola enre o 1º rimesre de 1996 ao 4º de 2008 Brasil Variáveis Esados Unidos União Européia Japão Consane (4.799) (12.544)ns (5.096) (IMPagre/PIB) (0.016) BCagre (0.001) (IMPagri/PIB) (0.049)ns BCagri (0.004) (0.037) (0.058)ns (0.012) (0.137)ns (0.042)ns (0.045) (0.018) (0.001) -0,029 (0.047)ns (0.004) (0.197)ns Rank dos Insrumenos Fone: Resulados da pesquisa. Noa: Parâmeros esimados por Modelo dos Momenos Generalizados (GMM)., e correspondem aos níveis de significância de 1%, 5% e 10%, respecivamene, enquano, ns indica ausência de significância esaísica. Os valores enre parêneses são erros padrão robusos esimados uilizando a mariz de covariâncias de HAC (Newey-Wes). Rank é o número de insrumenos uilizados na equação. 16

17 Tabela 3A - Reação esrangeira ao recebimeno de noificações aos acordos TBT e SPS sobre o comércio inernacional agrícola enre o 1º rimesre de 1996 ao 4º de 2008 Esados Unidos União Européia Japão Variáveis Consane (5.448) Brasil Coeficiene Coeficiene Coeficiene (2.371)ns (11.115) (IMPagre/PIB) (0.051) BCagre (0.003) (IMPagri/PIB) (0.048) BCagri (0.019) (0.044) (0.030)ns e05 (3.430-e05)ns (0.019)ns (0.005) (0.186)ns (0.061) (0.026) (0.638) (0.536) (0.262) Rank dos Insrumenos Fone: Resulados da pesquisa. Noa: Parâmeros esimados por Modelo dos Momenos Generalizados (GMM). e correspondem aos níveis de significância de 1%, 5% e 10%, respecivamene, enquano, ns indica ausência de significância esaísica. Os valores enre parêneses são erros padrão robusos esimados uilizando a mariz de covariâncias de HAC (Newey-Wes). Rank é o número de insrumenos uilizados na equação. Na equação do Japão somene a variável foi considerada endógena, em função do melhor ajuse do modelo e, por isso, o rank é 6. 17

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