2013 Relatório de Gestão

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2 Gestão para resultados.

3 Todos focados no crescimento. Todos compartilhando grandes resultados. Tudo que alcançamos é resultado de muita dedicação, trabalho e união. Foi assim que o Sicoob se transformou na maior instituição financeira cooperativa do país. E está pronto para continuar progredindo: somos hoje parte essencial da vida financeira de 2,5 milhões de associados. Números tão expressivos nos enchem de orgulho. Mas, ao mesmo tempo, trazem novos desafios: conquistar mais espaço e visibilidade, aumentar o número de associados e obter resultados ainda melhores. Por isso, o Sicoob Central Cecremge trabalha com foco na Gestão para Resultados, o que significa ficar atento às oportunidades do mercado, implantar uma gestão eficiente e investir em ações planejadas, sempre pensando no crescimento das cooperativas, para que elas sejam cada dia maiores, melhores e mais rentáveis. É cumprindo esse propósito que encerramos o ano de com grandes resultados e vamos começar 2014 dedicados a conquistar muito mais, junto com você.

4 Apresentação 09 Consultoria e Normas 44 Conselhos 11 Comunicação 47 Mensagem do Presidente 13 Tecnologia 48 Sicoob Sistema Cecremge 15 Educação Cooperativista 50 Incorporações 16 Sicoob Negócios 57 Livre Admissão 17 Comunicar Minas 58 Negócios 19 XIV Seminário das Cooperativas de Crédito 59 Gerenciamento Matricial de Despesas 25 Responsabilidade Social 60 Planejamento Estratégico 25 Dia de Cooperar (Dia C) 73 Gestão Financeira 28 Balanço Patrimonial 75 Fundo Garantidor Sicoob 35 Demonstração de Resultados 79 Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito 36 Relatório dos Auditores Independente Sobre as Demonstrações Financeiras 81 Supervisão 37 Parecer do Conselho Fiscal 83 Controles Internos 43

5 APRESENTAÇÃO Este relatório é a consolidação das atividades e iniciativas que o Sicoob Central Cecremge desenvolveu em, como resultado do processo de engajamento de todos os seus diretores e funcionários, bem como de suas cooperativas filiadas e associados. Rico em significados, este documento reforça, por meio de descritivos e gráficos, o compromisso da Central com a constante busca por inovação, aprimoramento e transparência. Essas características permitem solidificar a base necessária para dar continuidade à trajetória de expansão de suas singulares, assegurando seu efetivo papel de instrumento para o desenvolvimento socioeconômico do Estado.... constante busca por inovação, aprimoramento e transparência. 9

6 CONSELHOS Diretoria Executiva Luiz Gonzaga Viana Lage Diretor-presidente Ramiro Rodrigues de Ávila Júnior Vice-presidente Alfredo Alves de Oliveira Melo Diretor de Supervisão e Controle Márcio Olívio Villefort Pereira Diretor Administrativo e de Desenvolvimento Samuel Flam Diretor Comercial e Financeiro Conselho de Administração César Augusto Mattos Charles Drake Guimarães Gonçalves Cristiano Felix dos Santos Silva Darcy da Silva Neiva Filho Hélio Alves de Rezende Jacson Guerra Araújo Nelson Soares de Melo Ronaldo Siqueira Santos Urias Geraldo de Sousa Conselho Fiscal 11 Antônio de Ávila e Silva João Carlos Leite Osmano Diniz França Pedro-Waldo Fernandes de Cunha Rui Rezende Souza Zélia Maria Alves Rabelo

7 MENSAGEM DO PRESIDENTE Uma andorinha só não faz verão, mas muitas juntas, fazem 20. Partindo desta premissa, uma analogia simples, podemos exemplificar a nossa existência, pois vivenciamos juntos outros tantos de outonos, invernos e primaveras. Se foram fáceis ou difíceis as estações vencidas, cabe a cada uma das nossas cooperativas fazer sua autoanálise, mas com certeza, uma coisa nós sabemos, somos vencedores. Crescemos, ganhamos respeito em nossas comunidades, constituímos uma Confederação, criamos o nosso banco e trouxemos com ele, novos serviços e fontes de receitas, tão desejadas e queridas. Enfim, ousamos dizer que caminhamos perto de coisas e pessoas de verdade. Mas também, como mortais pode ser que um dia não mais existamos e, isto, é um fato. Mas a semente plantada lá atrás, há vinte verões passados, nos proporcionou para que juntos, fizéssemos uma gestão voltada a resultados financeiros a níveis de excelência e aprimoramento na gestão administrativa, não ficando assim, interrompida a corrente do saber, do querer e do fazer, tão próprias dos nossos princípios cooperativistas. E com isto, procuramos no curto espaço deste relatório, mostrar todo um trabalho de uma equipe profissional competente, desenvolvido no transcorrer de e também, a atuação de um quadro social participativo e sempre presente. 13 Agradecemos a todos aqueles, parceiros quase de sempre, que nos ajudaram a atingir nossos objetivos e, em especial, ao Sistema Ocemg, que durante todo o exercício findo de esteve conosco no desenvolvimento e treinamento de nossa gente. Luiz Gonzaga Viana Lage Diretor-presidente

8 SICOOB SISTEMA CECREMGE Fundada em 1994, a Central das Cooperativas de Economia e Crédito de Minas Gerais Ltda. (Sicoob Central Cecremge) foi criada para representar os interesses de suas cooperativas filiadas, orientando-as em todas as suas operações e serviços, promovendo a integração das mesmas com o cooperativismo e com o sistema financeiro nacional. Atualmente, o Sicoob Sistema Cecremge é composto por 73 cooperativas, originárias dos mais diversos segmentos econômicos, sendo comercial, rural, de empregados, profissionais liberais e livre admissão, divididas da seguinte forma: cooperativas formadas por comerciantes e empresários; 3 cooperativas formadas por profissionais liberais; 17 cooperativas formadas por empregados de empresas privadas; 18 cooperativas formadas por empregados de empresas públicas; 1 cooperativa formada por produtores rurais; 28 cooperativas de Livre Admissão.

9 As cooperativas filiadas à Central estão localizadas em todas as regiões do Estado de Minas Gerais. Distribuídas em 247 pontos de atendimento, prestam serviços financeiros a mais de 327 mil associados. Das 73 singulares que compõem o Sicoob Sistema Cecremge, 17 não operam com conta corrente e 56 dispõem desse serviço para seus associados por meio do convênio com o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob). A soma de esforços da Central e de suas filiadas para fortalecer o cooperativismo de crédito lhes confere uma posição de destaque no mercado financeiro do Estado. Ao coordenar este movimento, o Sicoob Central Cecremge consolida dia a dia sua liderança e faz da crença no cooperativismo e em seus valores uma marca constante do seu trabalho. INCORPORAÇÕES LIVRE ADMISSÃO Regulamentada pela Resolução 3.859, de 27/5/2010, do Banco Central do Brasil (Bacen), a transformação de cooperativas segmentadas em cooperativas de livre admissão de associados representa um grande avanço para o setor e para a sociedade. Essa condição, que permite a coexistência de grupos de associados de diversas origens e atividades econômicas em cooperativas de crédito, tem sido cada vez mais aspirada pelas filiadas ao Sicoob Central Cecremge. Com maior diversidade na composição de seu quadro social, as cooperativas de livre admissão viabilizam o aumento de negócios e minimizam os riscos de operar em apenas uma atividade econômica. Assim, ela garante a redução de custo e o ganho em escala. Com isso, é possível vislumbrar a consolidação de um modelo de cooperativismo de crédito sólido e acessível a um número maior de pessoas, o que favorece o fomento das economias locais. Em, três processos de transformação de filiadas em livre admissão foram autorizados pelo Bacen A união entre cooperativas de crédito é um passo importante rumo à solidez e à credibilidade do Sicoob Sistema Cecremge, que percebe nas incorporações uma oportunidade de otimizar recursos humanos, tecnológicos e financeiros, ampliar a área de atuação das cooperativas e favorecer o crescimento sustentado do ramo em Minas Gerais. Em abril de, duas cooperativas aumentaram sua dimensão para melhor atender seus associados. A Cooperativa de Economia e Crédito dos Empregados das Instituições de Ensino Superior e Pesquisas Científica e Tecnológica e dos Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (Sicoob Nossacoop) incorporou a Cooperativa de Crédito Mútuo dos Policiais Federais em Minas Gerais (Federalcred), ambas sediadas em Belo Horizonte. A Cooperativa de Crédito de Livre Admissão do Noroeste de Minas Ltda. (Sicoob Crediparnor), foi autorizada para atuar com a livre admissão em janeiro. Já a Cooperativa de Crédito de Livre Admissão Regional de Montes Claros Ltda. (Sicoob Credimontes) recebeu autorização em fevereiro. E, no final de, em dezembro, foi a vez da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Comerciantes de Confecções do Sertão de Minas Gerais Ltda. (Sicoob Sertão Minas) ser autorizada pelo Bacen. Com a decisão, aprovada por unanimidade por diretores e associados das singulares em Assembleia Geral Extraordinária conjunta, os 257 cooperados da Federalcrad, criada há 10 anos, passaram a fazer parte do quadro social do Sicoob Nossacoop, originalmente com cooperados. Essa aglutinação trouxe grandes benefícios para o quadro social ao impulsionar o desenvolvimento das singulares, com o ganho em escala. E os associados das cooperativas incorporadas passaram a ter acesso a novos produtos e serviços financeiros. Essa condição representa um caminho natural para as cooperativas que trilham na mesma direção, focadas no profissionalismo e na expansão do segmento.

10 NEGÓCIOS Com a missão de gerar soluções financeiras adequadas e sustentáveis, por meio do cooperativismo, aos associados e às suas comunidades, o Sicoob se empenha dia a dia para conquistar ganhos sistêmicos, oferecendo um portfólio de produtos cada vez mais competitivo, que já conta com soluções compatíveis com a realidade do mercado. Dessa forma, é de responsabilidade das Centrais a divulgação e o incremento da carteira de negócios de cada cooperativa filiada, a fim de proporcionar aos seus associados produtos e serviços de qualidade, facilitando sua vida e suas operações financeiras. Partindo dessa premissa, foi um ano marcado por intensa mobilização do Sicoob Central Cecremge nas singulares filiadas. Foram realizadas ações de incentivo, treinamento comercial e suporte técnico às cooperativas, com o objetivo de apresentar os resultados que podem ser obtidos com a comercialização dos produtos Sicoob. Assim, produtos como cartões, consórcio, poupança, seguros e previdência complementar também passaram a fazer parte do relacionamento com o associado. 19 Antes, as cooperativas focavam muito em capital e empréstimo. Após essas ações, o Sicoob Central Cecremge trabalhou de forma a quebrar esse paradigma, a fim de que as filiadas ambicionassem um futuro em que a composição das sobras passasse, também, pelo retorno de produtos comercializados de acordo com o perfil e as necessidades de cada cooperado.

11 Os gráficos a seguir demonstram o crescimento das singulares em resposta às ações propostas pela Central. Ranking do Sistema Sicoob Gráfico de Evolução do Sicoob Consórcios Sicoob Consórcios - Evolução RANKING NACIONAL SICOOB - DEZEMBRO/ IMÓVEIS POSIÇÃO CENTRAL NOME CENTRAL QTD TOTAL EM R$ 499 Cotas , Sicoob Central Cecremge ,00 RANKING NACIONAL SICOOB - DEZEMBRO/ VEÍCULOS 217 Cotas POSIÇÃO CENTRAL NOME CENTRAL QTD TOTAL EM R$ , Sicoob Central Cecremge , Cotas ,00 Jan Jun Dez Total da Produção: R$ ,00 Total em Cotas: 758 Evolução Seguros - Prêmio Líquido e n o de propostas R$ ,03 R$ , R$ , ,16%

12 Evolução Seguros - Comissionamento O Sicoob Sistema Cecremge também foi destaque nas campanhas do produto Sicoob Consórcios, promovidas pelo Bancoob: R$ ,57 R$ , % RESULTADO DA 1 a CAMPANHA NACIONAL 1 o Lugar Sicoob Coopemata Cooperativa filiada ao Sicoob Central Cecremge. RESULTADO DA 2 a CAMPANHA NACIONAL 1 o Lugar Sicoob Aracoop, e mais cinco cooperativas filiadas entre as 10 primeiras no ranking nacional. R$ , Evolução Sicoob Previ - Contribuições e n o de participantes R$ , participantes R$ , participantes 2434,6% Entre as ações realizadas durante o exercício, destaca-se ainda a promoção do Sicoob Negócios. Após o evento, percebendo o desenvolvimento da carteira de produtos nas filiadas, o Sicoob Central Cecremge elaborou e enviou um diagnóstico individual sobre cada cooperativa em relação a quatro serviços de alta rentabilidade: cartão, consórcio, crédito consignado e seguro. O Sicoob Central Cecremge chega ao final de com a confiança de que está no caminho certo para fazer do Sistema um exemplo de excelência na comercialização dos produtos e nos seus resultados. E ainda com a perspectiva de que as cooperativas filiadas que decidiram adotar uma postura mais ousada e diversificada em sua plataforma de negócios colherão bons frutos nos próximos anos, consolidando assim sua participação e efetividade na comunidade em que atuam. R$ 9.177,50 50 participantes

13 Cartão BNDES GERENCIAMENTO MATRICIAL DE DESPESAS A partir de abril de, o Sicoob passou a operar com o cartão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O produto é baseado no conceito de cartão de crédito, que tem a função de financiar os investimentos das micro, pequenas e médias empresas. As pessoas jurídicas de micro, pequeno e médio portes, associadas às cooperativas singulares, com faturamento bruto anual de até R$ 90 milhões, com sede no Brasil, de controle nacional, que exerçam atividades econômicas compatíveis com as políticas operacionais e de crédito do BNDES e que estejam em dia com o INSS, FGTS, RAIS e tributos federais, poderão obter o cartão BNDES. O Sicoob Central Cecremge, atento às oportunidades de negócios, realizou treinamentos do novo produto com as filiadas e contabiliza, hoje, 160 propostas enviadas, com 126 cartões já emitidos. A adesão possibilitou maior visibilidade do Sicoob e da Cabal frente ao mercado, uma vez que a Cabal foi a terceira bandeira a ser autorizada pelo BNDES e o Sicoob, a primeira instituição cooperativa a obter este credenciamento. O Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD) consolidou-se no Sicoob Central Cecremge como uma ferramenta modelo para outras instituições. Importante instrumento de gestão orçamentária, esse sistema foi desenvolvido para monitorar os investimentos realizados pela Central, mensurando o cumprimento das metas previstas pelo orçamento anual. Em linhas gerais, o GMD consiste na análise detalhada dos gastos de cada área da Central, nas metas de redução específicas, nos desafios compatíveis com o potencial de ganho e na validação de contas. Implantado em 2004, o GMD vem sendo uma ferramenta acompanhada mensalmente pelos gestores, superintendentes e diretoria. As variações do realizado em relação ao orçado são analisadas, discutidas e apresentadas aos Conselhos Fiscal e de Administração PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO O Sicoob Central Cecremge, em, revisou o seu Planejamento Estratégico (PE), em busca de uma consonância com o novo mapa estratégico definido pelo Sicoob Confederação. Para o efetivo cumprimento do Planejamento, foi adotada a metodologia As 4 Disciplinas da Execução, utilizada pelo Sicoob Confederação no acompanhamento do seu PE. As disciplinas destacadas são: Foque no Crucialmente Importante Atue sobre as Medidas de Direção Mantenha um Placar Envolvente Crie uma Cadência de Responsabilidade

14 Essa metodologia possibilita aos gestores focar nos objetivos e metas mais importantes, definir medidas claras de desempenho e estabelecer um modelo de acompanhamento e prestação de contas semanal. Portanto, utilizando As 4 Disciplinas da Execução, cada gerência do Sicoob Central Cecremge estabeleceu uma meta crucialmente importante a ser trabalhada durante o exercício e definiu as ações, ou medidas de direção, necessárias para alcançá-la, com o envolvimento de todo o quadro funcional. Esse método foi muito importante para a implantação de uma cultura voltada para a busca de resultados. Em 2014, o Sicoob Central Cecremge continuará conduzindo o seu Planejamento Estratégico utilizando a mesma metodologia, agora com uma cultura bem mais enraizada sobre a necessidade constante da busca de eficiência por meio do estabelecimento de metas atingíveis, porém desafiadoras para o Sistema busca de eficiência através do estabelecimento de metas atingíveis, porém desafiadoras para o Sistema.

15 GESTÃO FINANCEIRA Os gráficos a seguir apresentam evoluções no período entre 2010-: A Centralização Financeira é constituída pela movimentação do saldo disponível na conta corrente mantida na Central pelas cooperativas filiadas. Os recursos consolidados da Centralização são investidos em aplicações no Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e no Bancoob Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Bancoob DTVM), empresa de administração e gestão de recursos do Sicoob. R$ Saldo Médio da Centralização Financeira (Em R$ Mil) 30,00% O gráfico a seguir demonstra o crescimento do saldo em conta corrente na Centralização Financeira em. R$ R$ R$ ,00% 20,00% Gráfico Saldo em Conta Corrente R$ ,00% Milhões R$1.600 R$1.500 R$1.400 R$1.300 R$1.200 R$1.324 R$1.335 R$1.355 R$1.345 R$1.378 R$1.398 R$1.464 R$1.513 R$1.570 R$1.589 R$1.574 R$1.597 R$ ,00% R$ 400 5,00% R$ R$- 0,00% Saldo médio Centralização Financeira R$1.100 R$1.000 JAN/13 FEV/13 MAR/13 ABR/13 MAI/13 JUN/13 JUL/13 AGO/13 SET/13 OUT/13 NOV/13 DEZ/13

16 Histórico da Rentabilidade da Centralização Financeira (em % do CDI) Dados consolidados do Sicoob Sistema Cecremge: 103,00 % 102,37 % 102,00 % 101,00 % 100,00 % 99,00 % 98,00 % 101,34 % 99,67 % 100,00 % Milhões R$ R$ R$ R$ Depósitos Consolidados das Singulares Filiadas R$ ,91 R$ ,44 R$ ,64 R$ ,77 O gráfico a seguir demonstra o comparativo entre a Carteira de Crédito e a Provisão de Crédito em. R$ R$ 500 Carteira de Crédito da Central X Provisão de Crédito em R$ R$70 3,00% Milhões R$60 R$50 R$40 R$30 R$20 R$10 2,08 % 1,79 % 1,81 % 1,75 % 1,81 % 1,83 % 1,85 % 1,91 % 2,00 % 2,03% 2,00 % ,00 % ,50% 2,00% 1,50% 1,00% 0,50% Milhões Operações de Crédito Consolidados das Singulares Filiadas R$ R$ ,65 R$ R$ ,91 R$ ,98 R$ R$ ,01 R$ R$ - JAN/13 Crédito FEV/13 MAR/13 ABR/13 MAI/13 JUN/13 JUL/13 AGO/13 SET/13 OUT/13 NOV/13 DEZ/13 0,00% R$ 500 R$ Provisão

17 Patrimônio Líquido Consolidado das Singulares Saldo Devedor Crédito Rural Repasse Bancoob Milhões R$ R$ R$ 800 R$ 600 R$ ,14 R$ ,98 R$ ,58 R$ ,57 R$ R$ R$ R$ R$ R$ ,85 R$ ,61 R$ ,68 R$ ,45 R$ 400 R$ 200 R$ R$ Saldo Devedor Crédito Rural Repasse Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social BNDES R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 Sobras Consolidadas das Singulares Filiadas R$ ,97 R$ ,49 R$ ,77 R$ ,42 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ ,58 R$ ,02 R$ ,54 R$ ,72 R$ ,00 R$ R$ R$

18 Considerando os números projetados no Plano Empresarial do Sicoob para, o Sicoob Central Cecremge obteve o seguinte desempenho: Plano Empresarial Sicoob FUNDO GARANTIDOR DO SICOOB As cooperativas do Sicoob Central Cecremge participam do Fundo Garantidor Sicoob (FGS), criado em 2002 pelo Sistema Sicoob para proteger os depósitos à vista e a prazo de associados das singulares filiadas. Para fazer frente aos desafios do cenário mercadológico atual e se equiparar, em níveis de segurança, às instituições financeiras tradicionais, o FGS aumentou o seu valor de garantia para os associados do Sistema de R$ 70 mil para R$ 250 mil. A mudança foi aprovada em Assembleia Geral, realizada em 23/8/. 34 Além dos depósitos à vista e a prazo, o FGS cobre também as operações de Letra de Câmbio do Agronegócio (LCA). A garantia é válida, por CPF ou CNPJ, para o associado de cooperativas que, em algum momento, apresentarem situação de desequilíbrio patrimonial e econômico financeiro. Além disso, o FGS presta cobertura em processos de incorporação em que a cooperativa incorporada apresente estado de insolvência. 35 O Fundo encerrou com um patrimônio de quase R$ 255 milhões, apresentando um crescimento de mais de 25% se comparado com o exercício de Esses recursos estão aplicados integralmente em Títulos Públicos Federais, em cumprimento ao Regulamento do FGS. Previsto Realizado

19 FUNDO GARANTIDOR DO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO SUPERVISÃO O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop) foi regulamentado por meio da Resolução nº do Conselho Monetário Nacional, de 5/11/, que aprovou seu Estatuto Social e seu Regulamento. Trata-se de um importante mecanismo para fortalecer o Cooperativismo de Crédito no Brasil, e tem por finalidade oferecer às cooperativas a mesma segurança que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) proporciona aos bancos, além de evidenciar à sociedade a credibilidade dos sistemas cooperativos e tranquilizar os associados sobre a solidez da instituição. A associação ao FGCoop será compulsória a todas as cooperativas do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Os Bancos Cooperativos também serão associados. O objeto inicial será a cobertura dos depósitos à vista, dos depósitos a prazo e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) dos associados até o limite de R$ 250 mil por CPF e/ou CNPJ em situaçåo de liquidação extrajudicial. Posteriormente, quando atingir a reserva técnica prevista em Estatuto, poderá contratar operações de assistência e suporte financeiro. Supervisão Direta No intuito de atuar de forma mais eficaz frente às mudanças e ao crescimento de mercado, o Sicoob Central Cecremge aprimorou os processos de supervisão direta nas cooperativas singulares. Mantendo o seu compromisso de auxiliar e acompanhar a evolução dos controles internos, atuando de forma positiva nas rotinas de trabalho das cooperativas filiadas, a Central coopera nas correções das irregularidades identificadas por meio dos processos de pós-auditoria. Dessa forma, permite-se amenizar as situações de risco, além de garantir a sustentabilidade do Sicoob Sistema Cecremge. Diante dos aperfeiçoamentos na área, a equipe de Supervisão Direta também aprofundou seus conhecimentos, participando de treinamentos oferecidos pela Central e pelo Sicoob Confederação, o que proporcionou consideráveis melhorias nos trabalhos executados tranquilizar os associados sobre a solidez da instituição. Em, foram realizadas visitas de auditoria em todas as cooperativas filiadas, além de acompanhamentos indiretos e auditorias especiais em função de solicitações do Banco Central do Brasil, totalizando 132 visitas às singulares. O Sicoob Central Cecremge fez também o acompanhamento da regularização dos apontamentos constantes nos relatórios de auditoria externa, sendo que 97% das cooperativas filiadas participam do convênio operacional formalizado pela Central com a Confederação Nacional de Auditoria Cooperativa (Cnac).

20 Supervisão Indireta Monitoramento e Gestão de Riscos O gráfico a seguir demonstra a evolução do triênio 2011/2012/ da Matriz de Risco das Cooperativas. Matriz de Risco 25 O sistema MGR também permite às cooperativas desenvolver, em tempo hábil, planos de ações para a regularização dos indicadores, caso estejam fora dos padrões, e ainda gerar diversos relatórios para acompanhamento e gestão Para avaliação da situação econômico-financeira das singulares, incluindo o acompanhamento dos limites legais vigentes e visando, inclusive, à antecipação de possíveis desconformidades, o Sicoob Central Cecremge utiliza o sistema de Monitoramento e Gestão de Riscos (MGR), que avalia e classifica mensalmente, por meio de indicadores, o nível de risco das cooperativas filiadas, com a elaboração de análises de risco. Em, devido ao bom trabalho realizado pelo Sicoob Central Cecremge, nenhuma das cooperativas filiadas foi classificada como Médio Risco Curto Prazo nem Médio Risco Médio Prazo. Além disso, houve a redução de 29 para 22 singulares enquadradas como Médio Risco Longo Prazo BRLP BRMP MRLP MRMP MRCP Sendo: BRLP = Baixo Risco Longo Prazo BRMP = Baixo Risco Médio Prazo MRLP = Médio Risco Longo Prazo MRMP = Médio Risco Médio Prazo MRCP = Médio Risco Curto Prazo

21 Controles Internos e Risco Operacional Prevenção a Fraudes e à Lavagem de Dinheiro O Sicoob Central Cecremge também é responsável pela coordenação do Gerenciamento do Risco Operacional e dos Controles Internos das cooperativas filiadas. Nesse processo, para o acompanhamento e mensuração do risco das cooperativas, é utilizado o Sistema de Controle Interno e Riscos (Scir) e a Lista de Verificação de Conformidades (LVC), que são os principais instrumentos de trabalho dos Agentes de Controle Interno e Risco (Acir) de cada filiada. O risco operacional de uma cooperativa é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos ou de eventos externos. Sendo assim, o Scir resguarda os procedimentos internos e a estrutura patrimonial da cooperativa, disponibilizando informações e dados para a mensuração do nível de risco de cada singular, além de registrar as perdas operacionais cadastradas pelas filiadas. Em, 68 cooperativas, das 73 filiadas ao Sicoob Central Cecremge, encerraram o ano com a classificação de risco enquadrada nos padrões do Sicoob Confederação, conforme a seguir: O Sicoob Central Cecremge e suas cooperativas filiadas adotam as políticas, normas, procedimentos e sistemas específicos, disponibilizados pelo Sicoob Confederação, para prevenir e/ou detectar a utilização da estrutura, dos produtos e dos serviços para fins de lavagem de dinheiro. Desta forma, no último exercício, a Central deu mais ênfase ao assunto com as singulares, de forma a minimizar as ações de golpistas, preparando melhor seus funcionários sobre como evitar que a cooperativa seja também utilizada para o crime de lavagem de dinheiro. Planos de Negócio e Relatórios de Conformidade Conforme normatizado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil (BACEN), o Sicoob Central Cecremge acompanhou mensalmente o cumprimento dos planos de negócio de 17 cooperativas filiadas que ainda estão dentro do prazo regulamentar de 36 meses Sistema de Controle Interno e Riscos (Outubro/Novembro de e Novembro/Dezembro de ) O Plano de Negócio consiste em um projeto de viabilidade econômico-financeira, com metas a serem cumpridas pela cooperativa. A Central também preparou vários relatórios de conformidade para as cooperativas interessadas em fazer alterações estatutárias de área e de condições de associação de cooperados ou obter a Livre Admissão. Trata-se de um parecer do Sicoob Central Cecremge sobre a análise econômico-financeira e os controles internos da singular, além das informações prestadas pela filiada ao Banco Central do Brasil. Sendo: BRLP = Baixo Risco Longo Prazo BRMP = Baixo Risco Médio Prazo MRLP = Médio Risco Longo Prazo MRMP = Médio Risco Médio Prazo MRCP = Médio Risco Curto Prazo ARCP = Alto Risco Curto Prazo

22 CONTROLES INTERNOS Os princípios que norteiam as atividades de controle interno constituem-se no conjunto de diretrizes, procedimentos e sistemas informatizados, os quais possam prover razoável segurança às organizações, inclusive às cooperativas, no alcance dos objetivos estratégicos, tendo como premissas: eficiência, efetividade operacional, confiança nos registros contábeis/ financeiros e conformidade. As principais atribuições do Controle Interno são: identificar os controles necessários à segurança do patrimônio das cooperativas; sugerir a inserção de procedimentos de controles por ocasião de desenvolvimento de normas padrões para as áreas da organização; auxiliar as áreas na implantação de procedimentos de controle; avaliar periodicamente a observância e a aderência aos normativos aprovados e implementados nas áreas da entidade; relatar eventuais falhas de procedimentos de controles detectadas que possam vir causar prejuízos ao patrimônio das cooperativas e apresentar recomendações cabíveis; motivar os empregados a praticar a eficiência operacional e conferir a qualidade e a exatidão do fluxo de informações; entre outros. O Agente de Controle Interno e Riscos (Acir) é o profissional responsável por coordenar e executar o processo de monitoramento do Controle Interno das cooperativas e reportar ao Conselho de Administração sobre a efetividade dos controles instituídos. Dessa forma, o Acir deve contribuir para o desenvolvimento das atividades de todos os envolvidos nas questões relacionadas a controle interno e ter postura de colaboração, orientação e, quando necessário, supervisão, com reporte das deficiências ao Conselho de Administração. Com a vulnerabilidade de contaminação e identificação de problemas nas instituições financeiras, houve a necessidade de adoção de controles internos que fossem adequados ao tamanho da entidade e à complexidade das operações. Consciente dessa importância, o Sicoob Central Cecremge vem aprimorando cada dia a estrutura de seus controles, visando à mitigação dos riscos inerentes à sua atividade. Desta forma, para auxiliar no fortalecimento dos controles internos, o Sicoob Central Cecremge, em 2011, adotou a Política de Controles Internos e o Manual de Instruções Gerais (MIG) Controles Internos, ambos criados pelo Sicoob Confederação, tendo como objetivo estabelecer procedimentos-padrão que auxiliem as entidades do Sicoob na implementação, implantação e acompanhamento do Sistema de Controles Internos. 43 Neste sentido, os Controles do Sicoob Central Cecremge contribuíram fortemente para a redução do risco apurado pela Matriz de Risco da Lista de Verificação de Conformidade (LVC), que evoluiu sua classificação de Baixo Risco Médio Prazo (BRMP) em 2011 para Baixo Risco Longo Prazo (BRLP) em 2012, mantendo esta classificação em.

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