Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas. 30 de junho de 2014 e 2013 com Relatório dos Auditores Independentes

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1 Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas 30 de junho de 2014 e 2013 com Relatório dos Auditores Independentes

2 PARECER DOS Índice Relatório da Administração... 1 Relatório dos Auditores Independentes sobre Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras Balanços Patrimoniais... 8 Demonstrações do Resultado Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido Demonstrações dos Fluxos de Caixa - Método Indireto Notas Explicativas às Demonstrações Financeiras... 13

3 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em 30 de junho de 2014 e 2013 Apresentamos as Demonstrações Financeiras do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil), S.A., elaboradas na forma da legislação societária, normas de contabilidade e legislação bancária aplicáveis às Instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, relativas ao semestre encerrado em 30/6/2014, acompanhadas das Notas Explicativas e do parecer da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes. CONJUNTURA ECONÔMICA No âmbito internacional, o ambiente econômico, no primeiro semestre de 2014, foi marcado por um gradual movimento da economia americana no sentido de buscar recuperar o seu dinamismo. Por outro lado, foram sentidos os efeitos decorrentes de um menor crescimento observado na economia chinesa, com reflexos nas exportações de diversos países, especialmente dos fornecedores de matérias primas e insumos. Neste contexto, sinais mistos a partir da Europa também recomendam cuidados, ao se notar que a força de algumas das economias de Centro que, no entanto, revelaram alguma queda nos níveis da atividade econômica no segundo trimestre de 2014, coexiste com um desempenho ainda deprimido em outros estados membros da União. No Brasil, o primeiro semestre foi caracterizado por sinais de contínua desaceleração da economia e de preocupante crescimento da pressão inflacionária. Os preparativos finais e a realização da Copa do Mundo - com eventos ocorrendo em 12 cidades pelo País - também contribuíram para dispersar a atenção dos agentes econômicos e para uma forte desaceleração na atividade, com reflexos na queda dos níveis de crescimento do PIB, cujo incremento é fundamental para economias emergentes, e num forte abrandamento dos mercados, em especial no mercado de capitais. Soma-se a este quadro desfavorável o grau de incertezas decorrentes do processo eleitoral em curso, com grande dispersão de expectativas por parte dos agentes econômicos, ao sabor da evolução das tendências de comportamento indicadas pelos eleitores. Por consequência, na média dos sentimentos dos analistas de mercado, espera-se concluir o ano de 2014 com uma inflação próxima ou mesmo superior ao limite máximo da banda estabelecida pelo Banco Central, de até 6,5% a.a., e com um crescimento do PIB claramente fraco, algo próximo de 1% (ou inferior), a se manterem as atuais condições de mercado. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Dados do Banco Central do Brasil revelam que a expansão do volume de crédito do sistema financeiro nacional, de Junho/2013 a Junho/2014, foi de 11,8%, abaixo da tendência dos últimos exercícios, atingindo o montante de R$ 2,8 trilhões, dos quais R$ 1,3 trilhão com pessoas físicas e R$ 1,5 trilhão com pessoas jurídicas. A relação crédito/pib passou de 55,0% em Junho/2013 para 56,3% em Junho/

4 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em 30 de junho de 2014 e 2013 BANIF Brasil O Banif Brasil, no país desde 1998, com sua sede localizada na cidade de São Paulo - SP mantém estruturas de bancos Comercial e de Investimento, cujas operações se encontram integradas desde o primeiro semestre de O Banco Comercial atua nos segmentos de empresas, pessoas físicas e investidores institucionais, com focos, em especial, no middle market, affluents e clientes de alta renda, ofertando produtos de crédito, comércio exterior, tesouraria, operações estruturadas, câmbio e de captação em geral (depósitos e investimentos). No Banco de Investimento destacam-se negócios das áreas de Mercado de Capitais, Fusões e Aquisições, Corporate Finance e Securitizações, com reputação consolidada na estruturação e distribuição de operações através de diversos instrumentos, tais como CRI, FII, FIP e Debêntures. A atuação do Grupo Banif no Brasil no ano de 2013 foi caracterizada por um amplo processo de reestruturação, com foco na racionalização da estrutura organizacional, na busca de uma maior eficiência operacional e no incremento de negócios nos segmentosalvo de mercado, além da continuidade do processo de desinvestimento em segmentos descontinuados, tais como o crédito de varejo e massificado, responsáveis pela redução do volume total de ativos do Banco, destacando-se ainda: i) a incorporação do patrimônio do Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A. ao Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A., com a consequente otimização de suas estruturas administrativas; e ii) o reforço prudencial de R$ 359,3 milhões levado a efeito nas Provisões para Devedores Duvidosos, em junho de 2013, como resultado da revisão de risco (credit risk assessment) em carteiras de segmentos de negócio descontinuados (de financiamento de veículos e crédito consignado) e de ajustes pontuais nos ratings de algumas operações de crédito. Em 2014 foram realizados novos ajustes na estrutura organizacional, com redução de 25% na equipe de colaboradores, medida que buscou aprimorar ainda mais a eficiência em todas as áreas da Instituição, sem qualquer prejuízo à qualidade dos serviços, com o que se totaliza uma redução de 53% do quadro de pessoal, desde a posse da nova administração, em Setembro de O conjunto de medidas estratégicas adotadas, com ênfase na melhoria do índice de cobertura da carteira de ativos, no reforço do Capital e na maior eficiência operacional, proporcionou maior robustez à operação, posicionando o Banif (Brasil) para uma atuação prudente e sustentável nos segmentos-alvo de mercado. Como reflexo das medidas de reorganização da operação, da nova estratégia de negócios e da gestão, reestruturação e renegociação de ativos do Banco adotadas pela nova Diretoria Executiva, destaca-se a obtenção de resultado positivo pelo Banif (Brasil), S.A, no 1º Semestre de 2014, caracterizando assim um retorno aos resultados superavitários do Banco, desde o exercício de

5 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em 30 de junho de 2014 e 2013 O Lucro Líquido Consolidado, com referência a 30 de Junho de 2014, foi de R$ 5,2 milhões e na sua composição, destacam-se, dentre outros: i) a regularização de operações de crédito do portfolio do Banco, por via de pagamentos em cash e/ou de recebimento de imóveis em dação em pagamento, com o consequente impacto positivo em reversão de provisões anteriormente constituídas, bem como da recuperação de valores de operações em write-off; ii) o reforço da atividade do Banco junto aos segmentos-alvo de mercado, iii) a concretização da venda de ativos imobiliários, com mais-valias superiores a R$ 16,5 milhões; iv) a redução de despesas administrativas e de pessoal, no valor de R$ 7,1 milhões, equivalente a uma redução de 17,7% em relação ao período homólogo; e v) a redução de R$ 0,6 milhão, numa economia de 5,3% nas despesas com a recuperação de crédito, em relação ao primeiro Semestre de Este desempenho demonstra: a) o acerto na gestão prudencial e conservadora adotada, em especial, na constituição de provisões relevantes em Junho de 2013; b) os primeiros reflexos da reestruturação organizacional e estratégica implementadas no Banco, desde Setembro/2012; e c) confirma a perspectiva de se obter valor positivo para o acionista com a continuidade da nova estratégia de negócios e das ações de negociação, cobrança e reforço de garantias no portfolio de crédito, incrementando o valor intrínseco da Operação. Os Ativos Totais (consolidado) no período de Junho de 2013 a Junho de 2014 diminuíram de R$ milhões para R$ milhões. As Operações de Crédito no Balanço passaram de R$ milhões para R$ 698 milhões e os Depósitos de R$ 894 milhões para R$ 716 milhões, reflexo direto da nova orientação estratégica de negócios junto dos segmentos-alvo de mercado e em linha com o objetivo de desalavancagem do balanço, com reflexos positivos no índice loan to deposit ratio, que se situou, em 30 de Junho de 2014, em 0,97, que compara com 1,25 no período homólogo. O Patrimônio Líquido (consolidado) do Banco registrou, ao final do 1º Semestre de 2014, o valor de R$ 204,4 milhões, com o Índice de Basiléia, no consolidado do Grupo Banif no Brasil, a registrar 15,54%, superior ao limite mínimo exigido pelo Banco Central do Brasil, de 11%, representando ainda uma melhoria de 1,38 ponto percentual em relação ao publicado em Junho de 2013, quando aquele índice foi de 14,16%. Em atenção ao disposto no artigo 8º da Circular nº de 08 de novembro de 2001, do Banco Central do Brasil, a Administração declara que o Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), S.A. possui capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria Títulos Mantidos até o Vencimento. 3

6 RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Em 30 de junho de 2014 e 2013 GRÁFICOS DOS PRINCIPAIS ITENS DO BALANÇO E INDICADORES Ouvidoria O componente organizacional de Ouvidoria encontra-se em funcionamento e a sua estrutura atende às disposições estabelecidas na Resolução 3.849, de 25 de março de 2010, do Conselho Monetário Nacional. São Paulo, 29 de Agosto de 2014 A DIRETORIA 4

7 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 30 de junho de 2014 e 2013 Aos Administradores e Acionistas Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. Examinamos as demonstrações financeiras individuais do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. ("Instituição") que compreendem o balanço patrimonial em 30 de junho de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, bem como as demonstrações financeiras consolidadas do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. e de suas controladas ("Consolidado") que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 30 de junho de 2014, e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado e dos fluxos de caixa para o semestre findo nessa data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras A administração da Instituição é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e a adequada apresentação das demonstrações financeiras da Instituição para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Instituição. Uma auditoria inclui também a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. 5

8 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Base para opinião com ressalva Conforme mencionado na nota explicativa 5 (a), em 30 de junho de 2014 a controlada Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A. mantém aplicações em cotas do Real Estate Brasil Fundo de Investimento em Participações ( FIP ) no montante de R$ mil, que estão registradas pelo valor da cota divulgado pelo administrador, no entanto, os investimentos detidos pelo FIP não estão avaliados pelo valor de mercado. De acordo com a Circular no do Banco Central do Brasil, de 8 de novembro de 2001, os títulos e valores mobiliários classificados como títulos para negociação devem ser ajustados pelo valor de mercado, no mínimo por ocasião dos balancetes e balanços semestrais. Adicionalmente, não obtivemos evidência de auditoria suficiente e apropriada em relação ao saldo do investimento no FIP em 30 de junho de 2014 e ao resultado por ele produzido no semestre findo nessa data em virtude de não termos tido acesso às informações financeiras dos investimentos mantidos pelo FIP ou ao relatório dos auditores independentes sobre as últimas demonstrações financeiras do FIP que pudessem comprovar a sua posição patrimonial e financeira. Consequentemente, não foi possível determinar a necessidade de algum ajuste nas demonstrações financeiras do Banif, caso os referidos acessos tivessem sido obtidos e as cotas do FIP tivessem sido ajustadas pelo valor de mercado. Opinião com ressalva Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos do assunto descrito no parágrafo "Base para opinião com ressalva", as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. e do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. e suas controladas em 30 de junho de 2014, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o semestre findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Ênfase Créditos tributários diferidos Conforme descrito na nota 16, a Instituição mantém resgistrado em 30 de junho de 2014 créditos tributários no valor de R$ mil, reconhecidos com base em projeção para a sua realização nos próximos exercícios. Essa projeção de realização do crédito tributário foi revisada pela administração com base em estudo do cenário atual e futuro aprovada pela Administração em 28 de agosto de 2014, que incluem estudo da conjuntura atual e cenários futuros com premissas e projeções. A realização desses créditos tributários no período estimado, depende da materialização dessas projeções e do plano de negócios na forma como aprovado pelos órgãos da Administração. Nossa conclusão não está ressalvada em função deste assunto. 6

9 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Outros assuntos Auditoria dos valores correspondentes aos semestres e exercícios anteriores Os exames das demonstrações financeiras do semestre findo em 30 de junho de 2013 e do exercício findo em 31 de dezembro de 2013 do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. foi conduzido sob a responsabilidade de outros auditores independentes, que emitiram relatório de auditoria, datados de 28 de agosto de 2013 e de 28 de março 2014, respectivamente, sem ressalvas e com ênfase relacionada à realização de créditos tributários diferidos e ao registro de créditos a título de saldos a compensar contra impostos e contribuições. Valores correspondentes ao semestre findo em 30 de junho de 2013 Não examinamos, nem foram examinadas por outros auditores independentes as demonstrações financeiras do Banif Banco Internacional do Funchal (Brasil) S.A. e de suas controladas ( Consolidado ) do semestre findo em 30 de junho de 2013, apresentadas para fins comparativos, e, consequentemente, não emitimos opinião sobre elas. São Paulo, 29 de agosto de 2014 PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes CRC 2SP000160/O-5 Paulo Sergio Miron Contador CRC 1SP173647/O-5 7

10 BALANÇOS PATRIMONIAIS Em 30 de junho de 2014 e 2013 Banco Consolidado Ativo Circulante Disponibilidades Aplicações interfinanceiras de liquidez (nota 4) Aplicações no mercado aberto Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (nota 5) Carteira própria Vinculados a compromissos de recompra Vinculados à prestação de garantias Relações interfinanceiras Pagamentos e recebimentos a liquidar Créditos vinculados Operações de crédito (nota 6) Setor privado (-) Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (nota 6) ( ) ( ) ( ) ( ) Outros créditos Carteira de câmbio (nota 7) Rendas a receber Negociação e intermediação de valores Diversos (nota 8) (-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa (nota 6) (329) (27.140) (2.088) (29.321) Outros valores e bens (nota 9) Bens não de uso próprio Despesas antecipadas (-) Provisão para desvalorização de outros valores e bens (21.921) (19.052) (21.921) (19.052) Realizável a longo prazo Aplicações interfinanceiras de liquidez (nota 4) Aplicações em depósitos interfinanceiros Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (nota 5) Carteira própria Operações de crédito (nota 6) Setor privado (-) Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (nota 6) (27.423) (44.918) (33.960) (44.918) Outros créditos Avais e fianças Diversos (nota 8) (-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa (nota 6) (3.179) (3.011) (15.799) (15.091) Outros valores e bens (nota 9) Despesas antecipadas Permanente Investimentos Participações em controladas (Nota 10) Outros investimentos Imobilizado de uso Outras imobilizações de uso Depreciações acumuladas (9.813) (8.967) (14.510) (13.636) Diferido Gastos de organização e expansão Amortizações acumuladas (4.318) (4.112) (6.516) (6.130) Intangível Total do ativo

11 BALANÇOS PATRIMONIAIS Em 30 de junho de 2014 e 2013 Banco Consolidado Passivo Circulante Depósitos (nota 11) Depósitos à vista Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Captações no mercado aberto Carteira própria Carteira de terceiros Relações interfinanceiras Recebimentos e pagamentos a liquidar Correspondentes Relações interdependências Recursos em trânsito de terceiros Obrigações por empréstimos (nota 13) Empréstimos no exterior Outras obrigações Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados Carteira de câmbio (nota 7) Sociais e estatutárias (nota 14) Fiscais e previdenciárias (nota 14) Negociação e intermediação de valores Dívida subordinada (nota 13) Diversas (nota 14) Exigível a longo prazo Depósitos (nota 11) Depósitos interfinanceiros Depósitos a prazo Recursos de Aceites de Emissão de Títulos (nota 12) Obrigações por emissão de letras financeiras Outras obrigações Fiscais e previdenciárias (nota 14) Provisão para passivos contingentes (nota 14 e 22) Dívida subordinada (nota 13) Diversas (nota 14) Resultados de exercícios futuros Receita de exercícios futuros Patrimônio líquido (nota 15) Capital social domiciliado no exterior Aumento de capital Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes de avaliação patrimonial (3.448) (2.463) (3.448) (2.463) Prejuízos acumulados ( ) ( ) ( ) ( ) Total do passivo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 9

12 DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO prejuízo por lote de mil ações ) (Em milhares de reais,exceto o Banco Consolidado Receitas da intermediação financeira Operações de crédito (Nota 6 f) Resultado de operações com títulos e valores mobiliários Resultado com instrumentos financeiros derivativos Resultado de operações de câmbio (2.993) (2.993) Despesas da intermediação financeira (9.108) ( ) (17.446) ( ) Operações de captação no mercado (42.280) (43.559) (51.591) (52.491) Operações de empréstimos e repasses - (39.821) - (39.822) Provisão para créditos de liquidação duvidosa ( ) ( ) Resultado bruto da intermediação financeira ( ) ( ) Outras receitas (despesas) operacionais (39.729) ( ) (42.400) ( ) Receitas de prestação de serviços Receitas de tarifas bancárias Resultado de participações em controladas (13.495) (31) - Despesas de pessoal (19.498) (16.463) (20.297) (22.765) Outras despesas administrativas (Nota 17) (19.188) (22.265) (21.222) (26.907) Despesas tributárias (517) (420) (605) (583) Outras receitas operacionais (Nota18) Outras despesas operacionais (Nota 18) (2.356) (84.959) (2.534) (85.662) Resultado operacional (10.185) ( ) (10.495) ( ) Resultado não operacional Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações ( ) ( ) Participações no lucro (350) - (350) - Imposto de renda e contribuição social Impostos correntes IRPJ/CSLL (268) (268) Ativo fiscal diferido Lucro / (Prejuízo) líquido do semestre ( ) ( ) Lucro / (Prejuízo) por lote de mil ações - R$ 1,50 (99,48) 1,50 (99,48) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 10

13 DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Reservas de lucros Ajustes de Lucros/ Reservas Capital Aumento Reservas Reserva avaliação (prejuízos) especiais legal patrimonial acumulados social de capital de capital de lucros Total Saldos em 31 de dezembro de ( ) Aumento de Capital por incorporação - Banif Banco de Investimento Reservas de lucros por incorporação Ajuste da circular Bacen 3068/ (2.463) - (2.463) Aumento de capital por conversão da dívida Prejuízo líquido do semestre ( ) ( ) Saldos em 30 de junho de (2.463) ( ) Mutações do semestre (2.463) ( ) Saldos em 31 de dezembro de (2.292) ( ) Ajuste da circular Bacen 3068/ (1.156) - (1.156) Lucro líquido do semestre Saldos em 30 de junho de (3.448) ( ) Mutações do semestre (1.156) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 11

14 Fluxo de caixa das atividades operacionais Banco Consolidado Lucro (prejuízo) líquido ajustado do semestre (28.545) (44.592) (28.487) (58.327) Lucro (Prejuízo) do semestre ( ) ( ) Ajustes para reconciliar o lucro (prejuízo) líquido (33.785) (33.727) Depreciações e amortizações Provisão para operações de crédito de liquidação duvidosa (33.172) (34.145) Resultado de participações em coligadas e controladas (1.372) Reversão da provisão p/ desvaloriz de outros valores e bens - - (511) - Resultado na venda de ativos imobilizados - - (97) - Variação de ativos e passivos ( ) (18.931) ( ) Redução(aumento) em aplicações interfinanceiras de liquidez (4.092) (45.285) (Aumento) redução em títulos e valores mobiliários e derivativos (14.906) Redução (aumento) em operações de crédito (Aumento) em relações interfinanceiras e interdepartamentais (2.925) (5.001) (2.925) (5.001) (Aumento) em outros créditos e outros valores e bens (57.994) ( ) (59.454) ( ) Aumento em outras obrigações (Redução) aumento em resultado de exercícios futuros (21) (57) (27) (84) (Redução) em depósitos (54.207) ( ) ( ) ( ) (Redução) em captações no mercado aberto (41.320) (52.308) Caixa líquido gerado (aplicado) nas atividades operacionais ( ) (47.418) ( ) Fluxo de caixa das atividades de investimentos Alienação de investimentos Aquisição de imobilizado de uso (163) (85) (163) (85) Alienação de imobilizado de uso Baixa de diferido Caixa líquido gerado nas atividades de investimentos Fluxo de caixa das atividades de financiamento Incorporação do capital pela conversão da dívida Aumento (redução) em recursos de aceites e emissão de títulos (Redução) aumento em obrigações por empréstimos e repasses - ( ) - ( ) Caixa líquido gerado nas atividades de financiamento Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa (44.067) Caixa e equivalente de caixa no início do semestre Caixa e equivalente de caixa no fim do semestre Aumento (redução) líquido de caixa e equivalentes de caixa (44.067) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. 12

15 1. Contexto operacional O Banif - Banco Internacional do Funchal (Brasil), S.A. é uma sociedade de capital fechado, constituído sob a forma de banco múltiplo tendo como objetivo atuação em operações de crédito, financiamento, investimento e operações de cambio. É a instituição líder do Conglomerado Financeiro Banif, tendo como controlador o Banif Banco Internacional do Funchal S.A.. As operações são conduzidas pelas Instituições de forma integrada no mercado financeiro, com os seguintes focos: O Banco Comercial atua no Middle Market e no Small Business, ofertando produtos de crédito, tesouraria, operações estruturadas, câmbio e captações em geral; No Banco de Investimento destacam-se negócios da área de Mercado de Capitais, Fusões e Aquisições, Corporate Finance e Securitizações, com reputação consolidada na estruturação de negócios através de diversos instrumentos, tais como CRI, FII, FIP e Debêntures. A atuação do Grupo no Brasil no ano de 2013 e 2014 foi caracterizada pelo processo de reestruturação, com foco na racionalização da estrutura organizacional e aprimoramentos contínuos em busca da eficiência operacional. 2. Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que incluem as diretrizes contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações Lei 6.404/76, alterações introduzidas pelas Leis /07 e /09, e normas do Banco Central do Brasil - BACEN, e estão sendo apresentadas de acordo com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF. As estimativas contábeis são determinadas pelo Banco, considerando fatores e premissas estabelecidas com base em julgamentos. Itens significativos, sujeitos a essas estimativas e premissas, incluem as provisões para ajuste dos ativos ao valor provável de realização ou recuperação, as provisões para perdas, as provisões para contingências, marcação a mercado de instrumentos financeiros, os impostos diferidos,e a expectativa de realização dos créditos tributários, entre outros. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes em razão de imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. O Banco revisa as estimativas e premissas, pelo menos, semestralmente. As demonstrações financeiras foram aprovadas pela Administração em 29 de agosto de

16 2. Apresentação das demonstrações financeiras--continuação a) Demonstrações dos resultados Conforme definido pela Carta-Circular n do Banco Central do Brasil, as variações cambiais sobre operações ativas e passivas são reclassificadas para outras receitas operacionais e outras despesas operacionais, respectivamente, quando da ocorrência de resultado com natureza inversa as suas contas de origem. Com isso, determinadas receitas e despesas típicas da intermediação financeira são alocadas nas referidas rubricas. 3. Principais diretrizes contábeis a) Práticas de Consolidação Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas (Consolidado Econômico-Financeiro CONEF), identificadas como Banif Consolidado, foram adotados os critérios para consolidação em conformidade com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional COSIF, instituído pela Circular nº 1.273/87. Denominação Social Atividade Participação Controladas Banif Banco de Investimento (Brasil) S.A. Administração carteira valores mobiliário e investimentos 99,999 99,999 Banif Gestão de Ativos (Brasil) S.A. Gestão Financeira de Recurso de Terceiros 99,999 99,999 Zacf Participações Ltda. (*) Administração de Bens Próprio - 99,999 (*) Empresa encerrou suas atividades em 30/04/2014. Descrição dos principais procedimentos de consolidação: Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados da empresa controlada, bem como o saldos de ativos e passivos, receitas e despesas. 14

17 3. Principais diretrizes contábeis--continuação b) Apuração do resultado As receitas e despesas são apropriadas pelo regime de competência, observando-se o critério pro-rata dia para as de natureza financeira. As receitas e despesas de natureza financeira são calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou relacionados com operações no exterior, as quais são calculadas com base no método linear. As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate e as receitas e despesas correspondentes ao período futuro são registradas em conta redutora dos respectivos ativos e passivos. As operações com taxas pós-fixadas são atualizadas até a data do balanço através dos índices pactuados. c) Caixa e equivalentes de caixa Conforme Resolução nº 3.604/08 do Banco Central do Brasil, caixa e equivalentes de caixa são representados, basicamente, por disponibilidades em moeda nacional e, quando aplicável, por operações que são utilizadas pelo Banco para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo, tais como aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos interfinanceiros, com prazo igual ou inferior a 90 dias entre a data de aquisição e a data de vencimento. O caixa e equivalentes de caixa são compostos como segue: Banco Consolidado Descrição Disponibilidades Aplicações no mercado aberto Aplicações interfinanceiras de liquidez Total

18 3. Principais diretrizes contábeis--continuação d) Aplicações interfinanceiras de liquidez, captações no mercado aberto, obrigações por títulos e valores mobiliários no exterior, obrigações por empréstimos e repasses e dívida subordinada As operações com cláusula de atualização monetária / cambial e as operações com encargos pré-fixados estão registradas a valor presente e calculadas pro - rata dia com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuados. As operações que são objeto de hedge, dentro dos conceitos da Circular nº 3.082/01 do Banco Central do Brasil são ajustadas a valor de mercado. As aplicações pós-fixadas são registradas ao custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidos de provisão para desvalorização, quando aplicável. As operações compromissadas são classificadas em função de seus prazos de vencimento, independentemente dos prazos de vencimento dos papéis que lastreiam as operações. e) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos De acordo com o estabelecido pela Circular nº 3.068/01 do Banco Central do Brasil, os títulos e valores mobiliários integrantes da carteira são classificados em três categorias distintas, conforme a intenção da Administração, quais sejam: Títulos para negociação; Títulos disponíveis para venda; e Títulos mantidos até o vencimento. Os títulos para negociação são apresentados no ativo circulante, independentemente dos respectivos vencimentos e compreendem os títulos adquiridos com o propósito de serem ativa e freqüentemente negociados. São avaliados pelo valor de mercado, sendo o resultado da valorização ou desvalorização computado ao resultado. e) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos--continuação Os títulos disponíveis para a venda representam os títulos que não foram adquiridos para freqüente negociação e são utilizados, dentre outros fins, para reserva de liquidez, garantias e proteção contra riscos. Os rendimentos auferidos segundo as taxas de aquisição, bem como as possíveis perdas permanentes são computados ao resultado. Estes títulos são avaliados ao valor de mercado, sendo o resultado da valorização ou desvalorização contabilizado em contrapartida à conta destacada do patrimônio líquido (deduzidos os efeitos tributários), o qual será transferido para o resultado no momento da sua realização. 16

19 3. Principais diretrizes contábeis--continuação Os títulos mantidos até o vencimento referem-se aos títulos adquiridos para os quais a Administração tem a intenção e capacidade financeira de mantê-los em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos auferidos. Caso apresentem perdas permanentes, estas são imediatamente computadas no resultado. Os instrumentos financeiros derivativos compostos por operações de futuro são contabilizados com base nos critérios estabelecidos na Circular nº 3.082/01 do Banco Central do Brasil de acordo com o seguinte critério: Operações de futuros - o valor dos ajustes a mercado são diariamente contabilizados em conta de ativo ou passivo e apropriados diariamente como receita ou despesa. As operações com instrumentos financeiros derivativos não considerados como hedge accounting são avaliadas, na data do balanço, a valor de mercado, contabilizando a valorização ou a desvalorização em conta de receita ou despesa, no resultado do período. f) Operações de crédito, adiantamentos sobre contratos de câmbio, outros créditos com característica de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa As operações de crédito são registradas pelo valor pactuado e atualizadas prorata dia, com base na variação do indexador e na taxa de juros pactuada e são classificadas de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução nº 2.682, que requer análise periódica da carteira e sua classificação em 9 níveis, sendo AA (risco mínimo) e H (risco máximo). 17

20 3. Principais diretrizes contábeis--continuação f) Operações de crédito, adiantamentos sobre contratos de câmbio, outros créditos com característica de concessão de crédito e provisão para créditos de liquidação duvidosa--continuação As atualizações das operações de crédito vencidas até o 59º dia são contabilizadas em receita de operações de crédito e, a partir do 60º dia, em rendas a apropriar. As operações com atraso superior a 360 dias são baixadas contra a provisão e controladas em conta de compensação. As operações que apresentam responsabilidade total do devedor até R$ 50 mil, são classificadas como no mínimo rating A, respeitando o atraso das operações. As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas antes da renegociação. As renegociações de operações de crédito, que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação, são classificadas no nível H. As operações de crédito cedidas com coobrigação estão contabilizadas em contas de compensação, e classificadas quanto ao nível de risco, de acordo com a Resolução nº do BACEN. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante suficiente para cobrir prováveis perdas em montante julgado suficiente pelo Banco. g) Outros valores e bens Os bens não de uso próprio são registrados pelo seu valor de custo ou obtenção, baseados em laudos de avaliação, e, quando aplicável é constituída provisão para perda por redução ao valor recuperável de ativo. As despesas antecipadas são registradas pelo custo e amortizadas de acordo com a fluência do prazo contratual das operações que deram origem entre 12 e 36 meses. 18

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