Breves notas sobre condições de crédito na economia fluminense,

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1 Breves notas sobre condições de crédito na economia fluminense, Mônica Martins 1 I. Introdução O objeto de estudo neste artigo são as relações de crédito tecidas na economia colonial fluminense (Rio de Janeiro) no início do século XIX. A partir da pesquisa realizada em Escrituras do 1º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, localizadas no Arquivo Nacional, foi possível identificar alguns aspectos que caracterizavam essa economia, a partir do seu viés creditício, relacionados a quem recebia crédito e quem concedia, segundo sua condição social, gênero e ocupação. Sabemos que as relações de crédito na economia escravista até o século XIX estavam baseadas em relações de confiança e credibilidade garantidas por uma série de aspectos que envolviam as transações econômicas e o pertencimento a essa sociedade. O amparo legal para as transações creditícias só foi efetuado no Brasil com o Código Comercial, aprovado em Até esta data as transações contavam com registros de fé pública e, a maioria deles, apenas com a palavra daqueles envolvidos na transação. Ou seja, crédito, confiança e cumprimento da palavra eram elementos sociais e culturais fundamentais para a manutenção e funcionamento dessa economia, que não podia prescindir da boa reputação pessoal dos envolvidos. O contexto socioeconômico do Rio de Janeiro passava por intensas modificações desde a segunda metade do século XVIII, com a transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. Era a consagração do papel político, econômico e administrativo do Rio de Janeiro no auge da produção aurífera, mas também revelava a nova correlação de forças regionais estabelecidas, onde o eixo centro-sul angariava uma predominância política, ao mesmo tempo em que se concentravam aí as principais transações econômicas tecidas no universo colonial. Vários estudos historiográficos 1 Professora de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Essa pesquisa foi realizada com Auxílio à Pesquisa concedido pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) para o projeto Relações econômicas no Brasil pré-capitalista: agentes e condições de crédito no meio urbano na primeira metade do século XIX. Para a coleta e organização dos dados, a pesquisa teve a fundamental contribuição das bolsistas de IC: Elizabeth Santos de Souza (PIBIC/CNPq), Daiane Estevam Azeredo (FAPERJ). 1

2 demonstram o crescimento dos investimentos e atividades financeiras exercidas no centro-sul, especialmente na região fluminense, além do fortalecimento de setores ligados aos negócios e a agricultura, atividades correlatas e intimamente relacionadas aos interesses escravistas. O uso das escrituras públicas como fonte de pesquisa tem sido utilizado por historiadores econômicos na tentativa de entender características dessa economia colonial. Deve-se registrar, no entanto, que a partir das Ordenações Filipinas faziam-se necessário o registro de transações que envolvessem bens de raiz no valor acima de 4$000 reis, e de bens móveis e dívidas no valor superior a 6$000 reis (SAMPAIO: 2003). Isso também foi constatado mediante o valor das transações que identificamos nas transações registradas no 1º Ofício enquanto, por outro lado, grande parte das transações de menor volume não foi registrada, constituindo esse universo das relações interpessoais, dos créditos concedidos à base da confiança. II. Atividades de crédito em uma economia colonial e escravista Há dois aspectos fundamentais na análise sobre as relações econômicas de uma determinada época e de suas relações de crédito: entender quem são os agentes econômicos e o que entendemos por crédito nesta sociedade. Nos dois casos, busca-se a pertinência da historicidade dos agentes envolvidos, o papel social desempenhado por eles e a demarcação dos múltiplos aspectos que circunscrevem as relações de crédito, em suas dimensões materiais e simbólicas. Outro aspecto importante é o entendimento relativo à lógica econômica estabelecida por tais agentes numa economia colonial, os aspectos concernentes a uma determinada cultura econômica. Essa lógica econômica da qual tratamos refere-se tão somente às ações que norteiam as práticas econômicas dos agentes sociais, no interior dessa economia colonial, como pensam e se comportam nessa economia e como atuam para que ela funcione a seu favor. Uma economia com características muito particulares, dada sua importância dentro do universo econômico do Império português. Manteve durante todo o período colonial e mesmo depois da Independência vigorando a escravidão, não apenas como característica econômica, mas como marca da sociedade patriarcal que se formou ali. Nessa sociedade forjou-se também uma cultura econômica onde as relações 2

3 interpessoais predominavam nas transações, sendo os elos entre os indivíduos estabelecidos mediante a sua inserção nas redes sociais e políticas e na sua credibilidade. Crédito, no universo das relações econômicas, consiste na ação que envolve pedir e conceder empréstimos. As transações comerciais só começaram de fato a ser juridicamente organizadas no Brasil com a promulgação do Código Comercial - Lei n o 556, de 25/06/1850 através do qual se estabeleceram as condições necessárias para o estabelecimento das relações de crédito, de comércio, organização da contabilidade e escrituração, contratos mercantis, etc. Até este período vários mecanismos eram utilizados pelos agentes envolvidos nas relações de crédito, a fim de que propiciassem segurança a ambas as partes. Até 1850 as transações econômicas eram mediadas pelo Tribunal da Real Junta de Comércio, baseando-se juridicamente nas Ordenações Filipinas. Contudo, um elemento central nessas relações baseava-se na confiança dispensada por aqueles que pediam empréstimos, mediante sua reputação e moralidade que o tornavam socialmente um agente confiável, onde as transações ainda não eram marcadas pela impessoalidade, característica das relações capitalistas de produção (POLANYI: 2000). Nessa sociedade, assim como apontou Craig Muldrew no caso da economia da Inglaterra moderna, não havia diferença entre crédito econômico e crédito social (MULDREW: 1998). É importante notarmos também como se organizava a base das relações comerciais no Brasil no período colonial, pautada pelo princípio fundamental de prestígio e distinção social baseado na posse do homem sobre o homem e sobre a terra, que conferia a pouquíssimos indivíduos o acesso ao prestígio a partir de foros de fidalguia e posições de mando. O exercício na vida política era atividade restrita a esses poucos integrantes da mais alta hierarquia social. Além disso, permanecia em Portugal a vigência do estatuto da pureza de sangue, que foi adotado no Brasil colônia, restringindo o acesso aos cargos eclesiásticos, públicos e títulos honoríficos aos cristãos velhos, ou seja, famílias de católicos há mais de quatro gerações. A origem dessas restrições remete-se às Ordenações Afonsinas, que ampliavam ainda essas restrições aos judeus e mouros, e às Ordenações Manuelinas e Filipinas, que estenderam essa restrição aos indígenas, ciganos, negros e mulatos (MATTOS: 2001, p. 141). 3

4 As atividades de crédito, no entanto, dependem e se relacionam com a condição dos fluxos monetários nessa economia. A partir do século XVIII a concentração e controle dos fluxos monetários foram realizados por um pequeno setor da classe dominante, cuja inserção nas atividades mercantis aprofundava-se. Esse controle não impediu, no entanto, que as transações creditícias se espalhassem no seio da sociedade, capilarizando-se por vários segmentos sociais (SAMPAIO: 2002), que dependiam do crédito para desenvolver suas atividades. III. Um breve perfil do crédito na sociedade fluminense do início do século XIX O trabalho desta pesquisa foi realizado com a consulta as Escrituras do 1º Ofício de Notas do Rio de Janeiro, localizado no Arquivo Nacional, destacando-se a consulta nas escrituras aos bens hipotecados, às ações descendiárias e de partilha de bens. Neste caso consideram-se os dados coletados nas escrituras que envolvem dívidas registradas nos livros de notas do 1º Ofício. A primeira parte do trabalho foi realizada com escrituras dos livros 188, 189, 190, 191, 192, 193, 194, 195, 196, 197 do 1º Ofício. Nesse universo, em 140 das 368 escrituras pesquisadas encontramos referências à quitação e destrate de dívida, ação que correspondia às liquidações de contas. Essa informação permite que identifiquemos as dívidas liquidadas, visualizando parcialmente o ciclo que envolvia empréstimo e quitação e os agentes envolvidos. Em grande parte delas, no entanto, essa informação não aparece, não sendo possível concluir sobre o pagamento ou não dessa dívida. Desse universo de 368 escrituras, 228 mencionaram a formação de redes de endividamento, relacionadas 108 delas às vendas de benfeitorias (casas, sítios, ilha, escravos, embarcação e outros). Assim, em relação ao universo de 368 escrituras de dívidas, vendas e quitação podemos identificar um perfil dos envolvidos nas transações: Perfil NC ND Homens Homens e Mulheres Mulheres viúvas

5 Mulheres (estado civil não mencionado) 6 4 Mulheres divorciadas 0 2 TOTAL Tabela 1. Perfil dos agentes envolvidos nas redes de crédito.. Escrituras de dívidas, vendas e quitação, livros 188 a 197, 1º Ofício de Notas. Arquivo Nacional. NC corresponde ao número de credores e ND ao número de devedores. Solta aos olhos nesses primeiros dados a grande participação de mulheres nessas relações de crédito, tanto entre credoras quanto entre devedoras. Daqueles dados onde identificamos as mulheres como únicas partícipes ou em co-participação com homens nas dívidas temos, em números percentuais, a presença de aproximadamente 21,5% delas nas transações. Como credoras o percentual é de aproximadamente 11,9% de mulheres nas transações. Contudo, as escrituras exibem poucas informações sobre as condições que envolvem a condição de credora ou devedora dessas mulheres. Apesar disso, nota-se que a presença delas nas tomadas e concessões de empréstimo apontam para uma participação significativa neste tipo de transação, e que a sua atuação como credoras extrapolava muito em relação ao status de devedoras, onde sua presença se restringia. 100% 80% 60% 40% 20% mulheres homens e mulheres homens 0% credores devedores Gráfico 1: Perfil dos agentes envolvidos nas redes de crédito.. Escrituras de dívidas, vendas e quitação, livros 188 a 197, 1º Ofício de Notas. Arquivo Nacional. Em relação ao universo masculino, as escrituras do 1º Ofício demonstraram a presença de profissionais diversos envolvidos nessas transações, conforme podemos verificar na tabela abaixo. 5

6 Ocupação/atividades Credores Devedores Negociante da Praça Vivem de Negócios e Bens Vivem de Lavoura Religiosos Especializados em Ofícios Militares Não mencionado Ilegível TOTAL Tabela 2: Profissões dos agentes. Escrituras de dívidas, venda e quitação dos livros 188 a197 do 1º Ofício de Notas. Arquivo Nacional. Foram reunidas as profissões ou atividades a partir das informações: eclesiásticos, funcionários da administração real, militares, doutores, homens de negócios, mercadores, carpinteiros, pequenos lavradores e outros. A ação de conceder e pedir empréstimo foi muito difundida durante todo o período colonial e no século XIX no Brasil, por um lado em decorrência da escassez monetária que marcou a vida econômica colonial, por outro, pelo fato de não haver sistemas de crédito consolidados. Somente em 1850 teve início no Brasil uma organização das relações econômicas e das atividades de crédito. Portanto, a atuação de particulares nessas transações sempre foi uma das principais características das relações de crédito, marcadas pela cobrança de juros nessas atividades, o que chegou a garantir altos lucros aos envolvidos nessas transações (FRAGOSO: 1998). Como já foi mencionado por autores que se dedicaram precisamente a este aspecto, a atuação dos particulares na economia mobilizava os aspectos pessoais, simbólicos e relacionados à reputação dos indivíduos nessas relações: destacava-se a figura do bom pagador e das relações que envolviam confiança e credibilidade pessoal dos agentes envolvidos nas transações (ALMICO: 2009). Portanto, os dados apresentados nos apontam aspectos singulares dessas transações, especialmente porque aparece a presença de agentes privados de diversos setores profissionais nas atividades de crédito, não apenas dos estratos mais altos da sociedade. E ainda, das 368 escrituras analisadas que mencionavam dívidas sendo quitadas ou negociadas para pagamentos posteriores, identificamos que em 159 delas as 6

7 dívidas eram realizadas mediante a compra de bens (casas, fazendas, sítios, ilhas, boticas, escravos, barcos e outros). Desse universo, 151 escrituras faziam referência às negociações decorrentes de empréstimos em dinheiro, ou seja, os credores emprestaram em moeda corrente os valores solicitados. Assim, a tipologia das dívidas se constitui, em sua maioria, de compra e empréstimo em espécie. Outras escrituras não faziam referências a nenhuma das duas tipologias citadas, apresentando informações referentes à prestação de serviços, reorganização da sociedade, partilha de bens e outros. Podemos inferir, portanto, que na primeira década dos oitocentos as transações de crédito com registros em cartórios eram principalmente fomentadas pelas vendas e empréstimos em moeda corrente. No que concerne aos instrumentos de proteção nas relações de crédito, a partir desse universo de 368 escrituras identificamos que 228 estavam negociando as formas de pagamento para quitação posterior da dívida. As hipotecas apareceram em 149 negociações como garantia: isso significa um universo de 40,48% das transações realizadas mediante a hipoteca como garantia. Ou seja, as hipotecas se constituíram como mecanismo fundamental de garantia do crédito nessas relações, em uma economia onde não havia mecanismos organizados institucionalmente de garantia do crédito. Os juros recebem especial destaque no interesse de indivíduos de diferentes estratos recorrerem ao expediente do crédito a fim de ganhar dinheiro: com a cobrança de juros, os credores poderiam obter condições vantajosas, dispensando mesmo os juros quando estendiam o prazo para o pagamento total. Desse universo de 368 escrituras, em 68 delas os juros aparecem como o elemento mais vantajoso na concessão de crédito. As negociações entre indivíduos parecem ter-se elevado consideravelmente na passagem do século XVIII para o XIX. Com a chegada da família real, em 1808, crescia o poder e as atividades de negócio frente à montagem de uma estrutura urbana e de um aparelho administrativo que abrigasse a Corte, mostrando o aumento de atividades ligadas ao comércio e também à entrada de firmas estrangeiras que progressivamente se instalam no Rio de Janeiro. Nesse período destaca-se também o surgimento de associações diretamente ligadas ao crédito, tais como as companhias de seguro; e, por outro lado, o fortalecimento político dos negociantes da praça fluminense, o que gerou um impacto sobre as transações realizadas antes por instituições leigas e religiosas 7

8 ligadas aos ofícios. Esses homens de negócios nada mais eram do que o [...] mais importante segmento econômico da cidade, sendo responsáveis pela circulação de mercadorias, integrando a estrutura do comércio atlântico português (PIÑEIRO: 2011). Um segundo passo da pesquisa foi a análise das escrituras dos livros 188, 189, 190, 191 e 194, referentes ao Primeiro Ofício de Notas do Rio de Janeiro. A nossa análise foi realizada a partir das escrituras de dívida e obrigação, escrituras de venda com bens hipotecados e as escrituras de quitação e destrate de dívida, sendo: 88 escrituras de quitação, 69 escrituras de dívida e 43 delas são escrituras de venda, totalizando 200 escrituras. 2 Esses livros de notas abrangem o período de 1802, 1803, parte de 1804 e parte de A partir dessas escrituras fizemos uma análise sobre quem eram os agentes participantes nessas relações de crédito nos primeiros anos do século XIX, segundo os critérios de gênero, ocupação e tipos de dívidas. Neste caso temos as seguintes tabelas elaboradas com base nessas fontes documentais: Tipos de empréstimos Empréstimos Percentual (%) Compras de bens de raiz Empréstimo em dinheiro Compra de escravos 02 1 Sociedade desfeita 04 2 Partilha de herança 02 1 Dívidas diversas Não mencionado Ilegível 02 1 Total Tabela 3: Tipos de empréstimos. Fonte: Livros 188, 189, 190, 191 e 194 do 1º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Arquivo Nacional. Agentes Credores Devedores 2 Os dados apresentados remetem-se as escrituras de dívida, venda e quitação dos livros 188, 189, 190, 191 e 194 sob a guarda do AN. 8

9 Homens Homens e mulheres 13 9 Mulheres viúvas 16 5 Mulheres solteiras 6 2 Mulheres casadas * 0 3 Mulheres divorciadas 0 1 Mulheres sem estado civil mencionado 1 2 Mulher preta liberta 1 0 Total Tabela 4: Agentes envolvidos nas redes de crédito. 3 Fonte: Livros 188, 189, 190, 191 e 194 do 1º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Arquivo Nacional. *Mulheres casadas que aparecem sozinhas nas escrituras Analisando os dados obtidos a partir das especificações de gênero, ocupação e tipos de dívidas, podemos observar que as negociações eram constituídas não apenas pelos grandes negociantes, embora eles predominassem nessas transações: conseguir um empréstimo ou comprar algo a ser pago posteriormente era acessível a todos que tivessem condição para cumprir o acordo estabelecido, como podemos constatar na tabela 4. Parte significativa das dividas arroladas eram para a compra de bens de raiz e para obtenção de empréstimos em espécie, ou seja, variavam desde as necessidades mais básicas, como móveis e escravos, até os de maior montante, como a aquisição de casas, terras ou lojas. Destaca-se nesses dados novamente a alta participação de mulheres como credoras e devedoras, sendo elas agentes principais ou secundárias. A partir das escrituras consultadas para este período há 13 mulheres na condição de credoras participantes (atuavam junto com um homem na qualidade de conceder crédito) e mais 24 mulheres que aparecem sozinhas na qualidade de credoras, além de 9 devedoras participantes (atuavam junto com um homem na qualidade de devedoras). 13 mulheres apareciam sozinhas como devedoras entre os anos de 1802 e Embora em números absolutos possa parecer pequeno este montante de mulheres como participantes das atividades de crédito, dentro de um universo de 163 e 178 credores e devedores 3 A análise dos dados foi feita por escrituras e não pelo número de agentes contidos em cada negociação. 9

10 réis. 4 Outro caso foi o de Antonio do Couto da Fonseca que, devido à venda de escravos masculinos, é significativo em termos percentuais, mediante as restrições impostas ao desempenho de atividades públicas de diversas categorias às mulheres. As relações de crédito extrapolavam limites relacionados à condição de gênero ou estado civil dos envolvidos. Podemos ainda perceber nessas transações a participação de parentes de 1º e 2º graus, como foi o caso de Gerturdes Maria filha de Manoel Pinto Delgado, viúva do Tenente João Antonio Gomes. No dia 2 de agosto de 1804, ela entrou com o pedido de registro de escritura de dívida e obrigação a fim de se constituir formalmente devedora de seu pai na quantia de duzentos e trinta e seis mil e oitocentos feita às suas sobrinhas Antonia Roza do Nascimento e Feliciana Angelica do Espirito Santo, em 10 de setembro de 1791, quando estas ainda eram menores de idade, pediu o registro de quitação da referida venda em 8 de maio de E mais: ficou registrado na escritura que as devedoras no momento da lavratura da escritura de quitação estavam casadas com os Alferes João freire Alamo e Joaquim Alvares Da Silva 5. Essas histórias de empréstimos e quitação de dívidas entre parentes e cônjuges somam-se à interpretação sobre o profundo significado do empenho da palavra na hora de pedir ou conceder empréstimo, visto como questão de honra. Esses aspectos ainda podem ser confirmados pelos dados apresentados abaixo: Outorgantes das Escrituras Quitação Dívidas Venda Credores/vendedores Devedores/compradores Total Tabela 5: Identificação dos outorgantes nas redes creditícias. Alguns dados podem nos levar a inferir sobre a importância da palavra no mercado de crédito no início do século XIX. O recurso à palavra era extremamente importante no ato de conceder e pedir empréstimo, dado que muitas transações não 4 Escritura de dívida e obrigação de 02/04/1804, sob a guarda do AN. 5 Escritura de quitação de venda de 08/05/1804, sob a guarda do AN. 10

11 eram formalizadas. Além disso, sem uma estrutura jurídica para as relações de crédito, a confiança na palavra e nos valores morais, como a honra, eram os expedientes necessários para a sobrevivência dessa economia. É importante registrar isso, uma vez que esses indivíduos esforçavam-se muitas vezes, como mostram esses dados, em registrar a quitação de suas dívidas também, bem como os seus empréstimos, como forma de selar o acordo cumprido. Isso pode ser ainda verificado mediante o quantitativo de 77 credores como outorgantes do pedido de registro de quitação, e por outro lado o pedido de apenas 11 devedores. Ou seja, os credores entraram com o pedido de quitação mais vezes que os próprios devedores, registrando as dívidas honradas. O que pede ser evidenciado nas escrituras de dívida é que 66 devedores do total de 69 escrituras de divida pedem que fique registrado que tomaram crédito com alguém. Essa confiança de cumprimento da dívida tinha valor fundamental para a reprodução dessa economia. Eram estabelecidos prazos para a quitação da dívida e boa parte delas passava da faixa de 5 anos. Prazo estabelecido QD Percentual (%) Até 1 ano De 1 a 2 anos De 2 a 5 anos Superior a 5 anos Não mencionado Ilegíveis 02 1 Total Tabela 6: Condições de negociação. 6 QD corresponde à quantidade de dívidas. Através desses dados podemos notar que das 200 escrituras a maior parte delas (41%) foi estabelecido com prazo de até 1 ano para pagamento, sendo a grande maioria empréstimos com prazos inferiores a cinco anos para quitação, que somados chegam a 59,5%. Prazos mais curtos possibilitam uma movimentação maior de empréstimos, essencialmente numa economia onde os agentes de crédito eram restritos. O registro em 6 Os prazos a que se referem a tabela diz respeito aos três tipos de escrituras analisadas: escritura de dívida, de quitação e de venda. Desta forma, os prazos mencionados referem-se a dívidas com prazos cumpridos e os programados a serem efetuados. 11

12 cartório, no entanto, apresentava-se aos poucos como condição importante na demarcação dos limites do crédito e também para oficializar as transações, fosse a concessão, fosse a quitação. Aos poucos isso indicaria maior estabilidade e garantia nas transações desse tipo. Perfil dos agentes NC ND Total Integrantes de ordens (religiosas e militares) Homens que vivem de lavoura Negociantes da Praça Vivem de seus negócios e bens Religiosos Especializados em algum ofício* Militares Mulheres viúvas Mulheres solteiras Mulheres casadas Mulher preta liberta Membros de irmandade Não mencionado Total Tabela 7: Perfil dos agentes envolvidos nas redes de crédito. 7 * Membros da Irmandade de São Crispim e São Crispiniano (corporação dos sapateiros). NC refere-se ao número de credores nas escrituras e ND ao número de devedores nas mesmas. As negociações identificadas aqui ocorreram entre os anos de 1802 e 1805 e confirmam o que outros autores já identificaram: o aumento da diversificação de agentes atuando como credores no início do século XIX, embora o percentual daquelas escrituras onde não há menção ao perfil desses agentes é bem maior que os demais. Nessas transações vemos essencialmente a presença de particulares como partícipes, sendo identificados alguns como membros de ordens ou irmandades. Instituições que participavam como credoras não são identificadas nos registros desses anos, tais como as irmandades leigas ou mesmo a Santa Casa de Misericórdia, confirmando o que 7 A análise dos dados foi feita pelo número de agentes contidos em cada negociação, por isso o número total de credores e devedores não coincide com o total de escrituras (200). Ou seja, algumas negociações tinham a participação de mais de um agente. 12

13 alguns estudos já demonstraram a respeito da queda progressiva das transações de crédito realizadas a partir de instituições, devido ao aceleramento das atividades mercantis desde o setecentos, levando vários agentes a novas fontes de aquisição de recursos, tanto para os que demandavam empréstimos quanto para os credores (SAMPAIO, 2000, PP.29-49). Os dados nos levam a conclusões significativas sobre esse mercado, mas não podem ser explicativos da totalidade das relações de crédito, especialmente porque grande parte das transações sequer era registrada nas escrituras. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que o maior número de transações de determinados agentes, pertencentes a determinados segmentos sociais, pouco indica a respeito do volume dessas transações, o que deve ser ainda confrontado com consulta a outras fontes. Bibliografia: ALMICO, Rita de C da S. Dívida e obrigação: as relações de crédito em Minas Gerais, século XIX/XX. Tese de Doutorado. Niterói: Universidade Federal Fluminense, FRAGOSO, João Luís R. Homens de Grossa Aventura. Acumulação e hierarquia na Praça do Rio de Janeiro Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, MATTOS, Hebe Maria. A escravidão moderna nos quadros do Império Português: o Antigo Regime em perspectiva atlântica, In: FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVEA, Maria de Fátima (Org.). O Antigo Regime nos trópicos: A dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, pp MULDREW, Craig. The Economy of obligation: the culture of credit and social relations in early modern England. Palgrave Macmillan,1998. PIÑEIRO, Théo Lobarinhas. A política dos Negociantes e o Porto do Rio de Janeiro no século XIX. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História ANPUH, São Paulo, julho POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens da nossa época. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, SAMPAIO, Antonio Carlos Jucá. O mercado carioca de crédito: da acumulação senhorial a acumulação mercantil ( ). In: Estudos Históricos, 29. Rio de Janeiro: CPDOC-FGV, pp Na encruzilhada do Império: hierarquias sociais e conjuntura econômica no Rio de Janeiro (c.1650-c.1750). Rio de Janeiro: Arquivo Nacional,

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