COOPERATIVISMO E SISTEMA UNIMED

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1 COOPERATIVISMO E SISTEMA UNIMED Fundamentos, história e atualidade 2015

2 Unimed-BH Diretoria Executiva: Diretor-presidente: Samuel Flam Diretor Comercial e de Relacionamento Institucional: Luiz Fernando Neves Ribeiro Diretor de Provimento de Saúde: José Augusto Ferreira Diretor de Serviços Próprios: Paulo Pimenta de Figueiredo Filho Diretor Administrativo-financeiro: Múcio Pereira Diniz Coordenação editorial: Superintendência de Relacionamento Institucional: Rosana da Silva Chaves Universidade Corporativa Unimed-BH Parcerias: Fundação Unimed Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg/Sescoop-MG) Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de Saúde (Ibedess) Elaboração do conteúdo: Andréa Sayar Ferreira Nunes Flávio Eduardo de Gouvêa Santos Geraldo Rosa da Trindade Edição de texto: Raíssa Maciel e Márcia Siqueira Revisão: Mariângela Fonseca Ferreira Projeto gráfico e editoração: Fundação Unimed Belo Horizonte 1ª edição Agosto de 2015

3 Todos os direitos autorais reservados e protegidos pela Lei de 19 de fevereiro de É proibida a duplicação ou reprodução desta obra, no todo ou em parte, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem a permissão, por escrito, da Unimed-BH.

4 Sumário PARTE I - ASPECTOS GERAIS DO COOPERATIVISMO CAMINHO PARA A COOPERAÇÃO... 6 Cooperação: gestão coletiva de recursos comuns... 6 Bases históricas do cooperativismo moderno DOUTRINA COOPERATIVISTA: PRINCÍPIOS E VALORES Valores do cooperativismo Princípios do cooperativismo O COOPERATIVISMO NO MUNDO E NO BRASIL Ampliação e consolidação do movimento cooperativista Ramos do cooperativismo no Brasil A organização do sistema cooperativista brasileiro e internacional O sistema cooperativista no Brasil e em Minas Gerais SOCIEDADES COOPERATIVAS O que diz a Lei 5.764/ Características das cooperativas em relação às sociedades empresariais Estrutura de poder e governança O COOPERADO Direitos Deveres Responsabilidades PARTE II - ASPECTOS DO COOPERATIVISMO DE SAÚDE E O SISTEMA UNIMED FORMAÇÃO DO COOPERATIVISMO NO SETOR DE SAÚDE As cooperativas de trabalho médico Do ramo Trabalho ao ramo Saúde O SISTEMA UNIMED Estrutura nacional e intercâmbio entre as cooperativas A UNIMED-BH Participação dos cooperados e governança A REGULAMENTAÇÃO DA SAÚDE SUPLEMENTAR Quem é quem no mercado de planos de saúde O MÉDICO COOPERADO E SUA CONTRIBUIÇÃO À GESTÃO DOS RESULTADOS Participação e múltiplos papéis dos cooperados Relação das cooperativas com o capital REFLEXÃO REFERÊNCIAS... 63

5 PARTE I - ASPECTOS GERAIS DO COOPERATIVISMO

6 1. CAMINHO PARA A COOPERAÇÃO Cooperação: gestão coletiva de recursos comuns A cooperação é uma extensão do individualismo. Paradoxal, essa definição de Parnell (2011) pode gerar um desconforto inicial. Porém, mais adiante, o autor traz outra afirmação: A cooperação é uma atividade de pessoas livres que desejam melhorar as suas vidas através da associação com outras que compartilham as mesmas aspirações. A maioria das iniciativas coletivas conhecidas tem os interesses individuais como mola propulsora. Portanto, pode-se compreender a cooperação como um jogo ganhaganha, que organiza as necessidades de cada jogador, identifica os objetivos comuns e, por um esforço coletivo, busca os meios para alcançá-los. Por outro lado, de acordo com Plínio Machado (1975), o homem é eminentemente gregário. A necessidade de ajuda mútua, desde os primórdios da civilização, propiciou a existência de grupos. Sem a cooperação, o homem continuaria vivendo em um estágio primitivo. Nela, ele encontrou a razão principal da sociedade humana, que, incessantemente, procura aperfeiçoá-la. A cooperação, porém, requer comportamentos nem sempre fáceis: a aceitação das pessoas tal como elas são e a certeza de que a maioria não está propensa a minimizar o seu egocentrismo. Resta, portanto, o desafio de maximizar e tornar tangíveis os ganhos individuais e mútuos resultantes das iniciativas coletivas, estabelecendo, assim, um processo de retroalimentação constante da prática da cooperação.quando as pessoas cooperam entre si, a solução de uma pequena necessidade pode ser o início de ações de maior porte ou mais complexas, potencializando essas imensas forças coletivas. A cooperação é, pois, a ação consciente de unidade para uma finalidade comum, sendo as atividades individuais dos participantes coordenadas por meio de negociações e acordos. Em qualquer situação, para que a cooperação ocorra, é necessário que existam, além de interesses comuns, comunicação, compromisso e confiança mútuos. O caminho é conviver para conhecer; conhecer para confiar; e confiar para construirmos juntos. Outra premissa da cooperação é a equidade como condição para que as relações estabelecidas garantam que seja imputado o mesmo valor a todas as pessoas envolvidas, independentemente de gênero, credo, classe social, grau de instrução, opção política ou qualquer outro fator que, individualmente, as distingam. 6

7 A cooperação pode acontecer informalmente, como os mutirões, campanhas de arrecadação de alimentos ou outros bens, ou formalmente, suportada por organizações de diversas naturezas, como os sindicatos, associações, agremiações, cooperativas. Segundo José Odelso Schneider (1999), todas as iniciativas de cooperação existentes antes do século XIX caracterizavam-se por uma atuação informal e assistemática. Apenas algumas experiências de exploração coletiva rural, como as organizadas por grupos religiosos, ou as guildas de comerciantes (associações de profissionais surgidas entre os séculos XIII e XV) e as corporações de ofício da Idade Moderna apresentavam um caráter mais formal. No caso de organizações formais, geralmente, regras são definidas por meio de estatutos que traduzem a personalidade jurídica da instituição, regimentos ou outros instrumentos que visam disciplinar o tipo de atividade a ser realizada, os critérios para se tornar membro, seus direitos e deveres, formas de distribuição de benefícios e assim por diante. As regras garantem um tratamento igualitário a todos os participantes, e o resultado alcançado é repartido entre eles na proporção da participação societária nas atividades. Bases históricas do cooperativismo moderno As cooperativas são filhas das crises. 1 As crises, especialmente as de cunho socioeconômico, têm sido o grande mote para a constituição de cooperativas em todo o mundo, desde a primeira experiência bemsucedida de que se tem notícia, conhecida como Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale (1844). A primeira cooperativa foi constituída em meio à Revolução Industrial, na cidade de Rochdale, na Inglaterra, com o objetivo de prover bens de primeira necessidade, em especial alimentos e roupas, para os operários das fábricas, suas famílias e outros segmentos da comunidade. A região, próxima a Manchester, foi centro da Revolução Industrial. Antes das indústrias, os cerca de habitantes de Rochdale produziam seus 1 Roberto Rodrigues. Ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ( ). Primeiro presidente não europeu da Aliança Cooperativa Internacional ACI, desde a sua fundação, em Nomeado Embaixador da FAO para o Cooperativismo, em Doutor Honoris Causa da FGV Agro. Docente na Unesp. 7

8 próprios tecidos e roupas e plantavam seus alimentos. As condições de vida, embora simples, eram boas. A industrialização provocou uma grande explosão demográfica, e a população subiu para 68 mil habitantes num intervalo de 60 anos. Desses, cerca de 90% eram operários das tecelagens, que então substituíram o trabalho artesanal pelo industrial mecanizado. As consequências para a população foram dramáticas: empobrecimento drástico, precarização da mão de obra, surgimento de favelas, de doenças causadas pela falta de saneamento básico e contaminação das águas com corpos em decomposição e fezes, de alcoolismo, de crianças sem acesso às escolas, dentre outros efeitos. O comércio, por sua vez, adotou uma postura perversa e gananciosa de exploração da população. Os alimentos, além de caros, eram adulterados pelos próprios comerciantes. Sem saber, as pessoas bebiam chá com casca de árvore e folhas secas, comiam aveia com cascalho moído e casca de árvore e utilizavam farinha de trigo e açúcar batizados com cimento fino e giz. O resultado não poderia ser outro: sérios problemas de saúde tornaram-se recorrentes, e a expectativa de vida caiu de 41 para 28 anos. Trabalhavam nas indústrias, em jornadas de cerca de 15 horas diárias, homens, mulheres e crianças, desde as mais novas, com cerca de 4 ou 5 anos de idade era essa a forma encontrada para elevar, o mínimo que fosse, a renda familiar. As crianças pequenas faziam trabalhos de alto risco, juntando, por debaixo das máquinas, os restos de linhas, tecidos e outros materiais que caíam no chão. Mutilações eram recorrentes. Ao longo dos anos, centenas de milhares de pessoas de Rochdale e arredores, que sofriam com a mesma situação, começaram a se reunir clandestinamente para planejar uma revolução não pacífica. Paralelamente, um grupo de operários de tecelagens que realizava trabalhos específicos, com jornadas menores e serviços mais leves, passava a se preocupar com os outros trabalhadores. Com ideias políticas mais desenvolvidas, eles começaram a pensar em modelos de organização das pessoas que lhes propiciassem acesso ao suprimento de bens essenciais para sobrevivência e bem-estar. Naquela altura, o capitalismo já estava consolidado, e as ideias socialistas vinham ganhando espaço. Entretanto, nenhum desses sistemas era considerado por eles totalmente adequado e suficiente para atender às demandas econômicas e sociais dos trabalhadores e pequenos empreendedores. Surge, então, um modelo de negócios que não negaria o capitalismo e não adotaria totalmente o modelo socialista. Na verdade, 8

9 abriria uma nova estrada, chamada, atualmente, de Terceira Via do Desenvolvimento conceito de Roberto Rodrigues, que seria sedimentada com o que havia de melhor do capitalismo e do socialismo, visando gerar ganhos individuais e mútuos. A esse modelo deram o nome de cooperativismo. A proposta passou a ser apresentada e discutida com os grupos que estavam organizando a rebelião pelos arredores de Rochdale. Sendo vista como uma esperança pela população, a ideia cooperativista foi responsável por mitigar a proposta de guerra, quase colocada em execução. Estava em prática a afirmação de um dos pensadores que inspiraram o nascimento do cooperativismo, Charles Gide: O Cooperativismo é a suprema esperança daqueles que sabem que há sempre uma questão a resolver e uma revolução a evitar. Várias iniciativas de constituição de cooperativas começaram a surgir pela Inglaterra, mas nenhuma chegou a um ano de atividade. O modelo era, teoricamente, perfeito, mas a prática apresentava dificuldades que precisariam ser identificadas e analisadas, de forma a evitar a continuidade daquela série de fracassos. Dessa forma, dois daqueles primeiros idealizadores do modelo cooperativista passaram a estudar os casos fracassados em profundidade. Entre as práticas identificadas, destacavam-se: As cooperativas excluíam pessoas por questões de caráter religioso, racial, político, social ou qualquer outro. As cooperativas não eram vistas como um modelo de negócios, sendo priorizado o assistencialismo. Por serem pobres, ao comprarem produtos nas lojas das cooperativas, os membros não levavam dinheiro, mas deixavam crédito, não viabilizando a formação de capital de giro para reposição das mercadorias. As cooperativas não estabeleciam direitos, deveres e tratamentos iguais entre seus membros: alguns tinham mais vez e voz. Outros aspectos foram sendo observados e registrados durante dois anos de estudos. Finalmente, os operários que se dedicaram a aprofundar-se no modelo iniciaram um processo de mobilização e sensibilização dos demais trabalhadores para a constituição de uma cooperativa de consumo. Com a ambição de melhorar as condições domésticas e sociais dos seus membros, esperavam que toda a população se associasse imediatamente, 9

10 sendo condição a contribuição de cada um com a quantia de 1 (uma libra esterlina) 2, além de aceitação das regras escritas com base nos estudos anteriores. Somente 28 tecelões aderiram à proposta e, portanto, conseguiram um capital inicial de 28. A adesão foi a menor das dificuldades enfrentadas. Comerciantes e senhorios da cidade passaram a boicotar o movimento. O primeiro imóvel em que a cooperativa foi sediada era pequeno, frio, mal cheiroso e úmido 3. E o aluguel do espaço no edifício de três andares na Toad Lane 4 (Beco do Sapo, em tradução livre) levou um ano de busca e negociação, para chegar a 10/ano, pagas antecipadamente. Os atacadistas, por sua vez, além de se recusarem a vender os produtos para a cooperativa, começaram a espalhar boatos de que aquela loja iria envenenar a população com alimentos contaminados e caros. A solução encontrada foi pegar as 18 restantes, um carrinho de mão de madeira e caminhar, durante todo um dia de inverno típico daquela região gelado e chuvoso, os 16km que separam Rochdale de Manchester, para comprar o primeiro provimento de alimentos da loja. Assim, no dia 21 de dezembro de 1844, às 20h, os 28 pioneiros da Cooperativa de Consumo de Rochdale abriam as portas da loja com o lema alimento limpo e saudável a preços justos e vendiam o primeiro estoque de aveia, farinha de trigo, manteiga e açúcar. Havia, naquele momento, em frente à loja, cerca de 150 pessoas à espera da sua abertura, cada uma com 1 nas mãos, para tornarem-se membros daquele empreendimento, cujo crescimento o coloca, atualmente, como o maior grupo cooperativo do Reino Unido. 2 Curiosidade: ainda hoje, o valor de integralização do capital continua sendo de 1 libra. 3 Atualmente, funciona, nesse mesmo edifício, o Museu dos Pioneiros de Rochdale. 4 Ronaldo Scucato, Presidente do Sistema Ocemg e decano do cooperativismo brasileiro, em uma das suas apresentações para lideranças cooperativistas, relatou que há cidadãos de Rochdale que dizem que o nome original da rua onde surgiu a primeira cooperativa seria, na verdade, The Old Lane (A Rua Velha), que, por uma corruptela de linguagem, passou a ser chamada de Toad Lane (Beco do Sapo). 10

11 Anos Membros * Fonte: PINHO, D.B. O que é cooperativismo. Buriti. São Paulo * Fonte: Atualização de O grupo possui, atualmente, 70 mil empregados em estabelecimentos de diversos segmentos de negócios e setores da economia. A adesão à Cooperativa de Rochdale significava, também, compreender e aceitar as regras estabelecidas pelos Pioneiros, denominadas Law First (Primeiro a Lei). PRIMEIRO A LEI ( LAW FIRST ) O capital deverá ser provido pelos próprios membros e suportar uma proporção fixa de juros. Somente alimentos puros deverão ser fornecidos aos membros. As mercadorias devem ser entregues com seu peso e medida totais e corretas. As mercadorias devem ser cobradas, e não poderão ser concedidos nem solicitados créditos. O lucro deverá ser dividido pro rata sobre o montante de compras feitas por cada membro. Um membro, um voto, garantindo a autogestão. A gestão deverá ser feita por um comitê de membros eleito periodicamente. Uma porcentagem dos lucros deverá ser investida na educação. Frequentemente, os resultados e o balanço da cooperativa deverão ser apresentados aos membros. Em pouco tempo, a cooperativa já vendia uma ampla variedade de produtos e foi responsável pela introdução de alimentos como frutas, verduras, legumes e outros na dieta da população. Também comercializava móveis, remédios, roupas e sapatos, e vários produtos eram produzidos pela própria cooperativa. 11

12 Tornando-se conhecida em toda a Europa, passou a atrair a atenção de representantes governamentais, intelectuais e professores em busca de modelos de desenvolvimento socioeconômico para seus países e regiões, que, da mesma forma, sofriam com os efeitos da Revolução Industrial e, mais tarde, com a I Grande Guerra. Até 1872, a cooperativa já havia recebido visitas de Karl Marx, Friederich Engels, comitivas da Rússia e até de grupos japoneses. Ser um modelo de negócios eficiente, capaz de gerar riquezas e melhorar as condições de vida das pessoas a clareza desse propósito propiciou a evolução da Cooperativa de Rochdale desde a sua constituição até chegar, atualmente, à primeira posição no mercado alimentício da Inglaterra. Atualmente, a cooperativa opera com diversas atividades industriais, comerciais e de serviço. 2. DOUTRINA COOPERATIVISTA: PRINCÍPIOS E VALORES Os estudos realizados pelos precursores de Rochdale sobre as prováveis causas de fracasso das primeiras cooperativas constituídas resultaram em um conjunto de regras denominadas Princípios de Rochdale. Os preceitos disciplinavam aspectos relacionados à adesão à cooperativa, aos direitos e obrigações do membro, ao valor de integralização de cotas, às formas de operação daquele novo modelo de negócios, à distribuição de dividendos e à valorização do ser humano e da sociedade. Após 40 anos aproximadamente, essas regras foram sistematizadas pelo professor de Economia Política da Faculdade de Direito de Paris, Charles Gide, e incorporadas às demais doutrinas econômicas. Nascia a doutrina cooperativista, com o objetivo principal de corrigir as discrepâncias econômicas e promover o desenvolvimento social por meio da organização do consumo, da produção e do trabalho, do crédito, da comercialização, entre outros. A identidade ou o DNA do cooperativismo é, portanto, composto de valores e princípios que conferem aos empreendimentos uma distinção em relação a outros modelos de negócios. Segundo Meinem (2013), O cooperativismo é o único movimento socioeconômico do planeta que se desenvolve sob uma mesma orientação doutrinária. 12

13 Valores do cooperativismo Solidariedade ou ajuda mútua: os membros devem ajudar a si, mutuamente, e a outras cooperativas. Democracia: a cooperativa é estruturada e controlada pelos seus membros. Cada cooperado tem direito a um voto, devendo ser respeitadas as decisões majoritárias. Equidade: todos os membros devem ser tratados com imparcialidade e justiça, partilhando os mesmos direitos e obrigações, tanto em aspectos econômicos como sociais. Igualdade: todos os membros terão direitos e obrigações iguais, independentemente de diferenças raciais, sociais, econômicas, religiosas, ideológicas, de gênero ou qualquer outra. Os benefícios serão proporcionais à reciprocidade das operações realizadas pelos sócios para com a cooperativa, ou seja, pela sua contribuição ao crescimento e desenvolvimento do empreendimento coletivo. Responsabilidade: cada cooperado é responsável pelos resultados, positivos ou não, alcançados pela cooperativa. Agir de forma responsável em relação à entidade é um dever de todos os membros, incumbindo-lhes operar com a cooperativa e participar das suas atividades, inclusive as de cunho social. Os pioneiros, idealizadores dos valores cooperativistas, acreditavam, também, nos valores éticos de honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com o seu semelhante. Princípios do cooperativismo Os princípios do cooperativismo compõem um manual que orienta como colocar os valores em prática. A redação original, elaborada pelos pioneiros, sofreu alterações na forma, especialmente durante os Congressos de Cooperativismo da Aliança Cooperativa Internacional realizados em Viena (1966) e Manchester (1995), porém a sua essência permanece inalterada. Os enunciados adotados atualmente pelo movimento cooperativista mundial seguem as atualizações feitas em 1995, conforme apresentado a seguir. 13

14 1º. Princípio: Adesão livre e voluntária Cooperativas são organizações voluntárias abertas a todas as pessoas aptas a usar seus serviços e dispostas a aceitar responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa e de gênero, definição do Congresso de Manchester, em 1995 (ROSSI, 2011). 2º. Princípio: Gestão democrática As cooperativas são organizações democraticamente controladas por seus sócios, os quais participam ativamente no estabelecimento de suas políticas e tomada de decisões. Homens e mulheres eleitos como representantes são responsáveis para com os sócios. Nas cooperativas singulares, os sócios têm igualdade de votação (um sócio, um voto); as cooperativas de outros graus também são organizadas de maneira democrática (CONGRESSO DE MANCHESTER, 1995). Ao estabelecer que cada membro equivale a um único voto, o princípio reforça o modelo societário das cooperativas como sociedades de pessoas, não de capital, imputando o mesmo valor às decisões de cada indivíduo, independentemente do capital, do cargo na cooperativa ou de qualquer outra questão. 3º. Princípio: Participação econômica Os sócios contribuem de forma equitativa e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas. Parte desse capital é propriedade comum das cooperativas. Usualmente, os sócios recebem juros limitados (se houver algum) sobre o capital, como condição da sociedade. Os sócios destinam as sobras aos seguintes propósitos: desenvolvimento das cooperativas, possibilitando a formação de reservas, parte dessas sendo indivisíveis, retorno aos sócios na proporção das suas transações com a cooperativa e apoio a outras atividades que forem favoráveis aos sócios (ROSSI, 2011, p. 90). O cooperado é, portanto, responsável pela formação do capital da cooperativa, que, em contrapartida, deve ser bem administrado, de forma a propiciar a geração de valor e retorno para seus membros e para o próprio empreendimento. 14

15 4º. Princípio: Autonomia e independência (autogestão) As cooperativas são organizações autônomas para ajuda mútua controladas por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem externa, elas devem fazê-lo em termos que preservem o seu controle democrático pelos sócios e mantenham sua autonomia (ROSSI, 2011, p. 93). Segundo Irion (1997), ser independente é rejeitar a submissão. [...] A autonomia é capacidade de autogoverno, ou autogestão, que visa à autossustentação da cooperativa. Na prática, o 4º princípio vislumbra a implantação de regras, estratégias e ações devidamente aprovadas, no que couber, pelo quadro social. Essa implantação visa direcionar as relações entre os cooperados e a cooperativa e desta com o seu ambiente de atuação. Essas regras, definidas em estatutos, regimentos ou em outros normativos, definem claramente o poder de presidentes, conselheiros e demais componentes da alta cúpula das cooperativas. Os principais intuitos são evitar que a gestão ocorra em benefício próprio ou de poucos, orientar as operações técnicas e políticas da cooperativa e estabelecer a autonomia da administração, prevenindo a necessidade de convocar assembleias para votar questões cotidianas. Obviamente, há questões que precisam ser levadas a um debate amplo com a base cooperada, como a definição de fazer ou não um grande investimento para a ampliação dos negócios da cooperativa. Irion (1997, p. 118) completa: autonomia e independência pressupõem equilíbrio dinâmico entre influências externas e decisões internas. Quando [...] pende para o primeiro, a independência e a autonomia deixam de existir, e, quando se inclina fortemente para o segundo, o binômio se desequilibra, e a cooperativa dissocia-se da sociedade e do mercado. No Brasil, o sentido de autonomia e independência somente foi instituído a partir de 1988, com a promulgação da Constituição Federal, quando as cooperativas foram desvinculadas da gestão (ou ingerência) do Estado. 5º. Princípio: Educação, formação e informação Todas as cooperativas devem tomar providências para a educação de seus membros, empregados, dirigentes e público em geral, nos princípios e técnicas, tanto 15

16 econômicas como democráticas, da cooperação, incluindo o conhecimento da doutrina cooperativista (ROSSI, 2011, p. 94). Durante a Revolução Industrial, o acesso às escolas pelas crianças de Rochdale era praticamente nulo, e havia uma legião de pessoas analfabetas. A educação, portanto, tornou-se um dos pontos mais relevantes estabelecidos pelos pioneiros. No Brasil, o quinto princípio está suportado pela Lei Geral das Cooperativas (Lei n 5.764, de 16 de dezembro de 1971), em seu artigo 28, inciso II, que determina que todas as cooperativas destinem, obrigatoriamente, pelo menos 5% das suas sobras líquidas para o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates). Esse fundo é indivisível, não podendo, portanto, ser distribuído aos cooperados. 6º. Princípio: Intercooperação As cooperativas servem mais efetivamente ao interesse dos seus membros e fortalecem o Movimento Cooperativista quando trabalham juntas, local, nacional, regional e até internacionalmente (MUSEU DOS PIONEIROS DE ROCHDALE, s/d). A intercooperação é a colaboração que ocorre entre cooperativas. Vista como ferramenta estratégica, auxilia as instituições no acesso, na manutenção e na evolução dos seus mercados; no aumento do seu poder de barganha; no processo de agregar valor aos produtos e serviços; na ampliação da sua capacidade produtiva e de resposta ao seu ambiente de atuação; na geração de vantagens competitivas para os empreendimentos cooperativos e seus cooperados; na consolidação de estruturas de governança mais eficientes, dentre outros. Do ponto de vista prático, a intercooperação pode ocorrer de diversas formas. Exemplos são centrais de compras; consórcios de cooperativas; centrais de serviços para realização de atividades meio, operacionais ou outras visando à redução de custos e à complementação de atividades fim, de forma a agregar valor ao empreendimento e benefícios aos cooperados. 7º. Princípio: Interesse pela comunidade As cooperativas trabalham pelo desenvolvimento sustentável das suas comunidades, por meio da adoção de políticas aprovadas pelos seus membros (ROSSI, 2011, p. 95). 16

17 Esse princípio é a essência do DNA cooperativista e é orientado para a felicidade e o bem-estar tanto de seus membros, empregados e familiares, quanto da comunidade com a qual a cooperativa interage direta ou indiretamente. 2.1 O que é cooperativismo Considerando a base da formação do movimento cooperativista, seus princípios e valores, o cooperativismo é conceituado, segundo a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), como movimento, filosofia de vida e modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento econômico e bem-estar social. Seus referenciais fundamentais são: participação democrática, solidariedade, independência e autonomia. É o sistema fundamentado na reunião de pessoas, não no capital (SISTEMA OCB, 2015). Em outras palavras, o cooperativismo é, portanto, um processo associativo pelo qual homens livres aglutinam forças de produção, trabalho, capacidade de consumo e poupanças para se desenvolverem econômica e socialmente, elevando seu padrão de vida e o de sua comunidade de maneira inteligente, harmônica e justa. É uma doutrina socioeconômica que consagra os princípios fundamentais de liberdade humana apoiados por um sistema de educação e participação permanentes. 3. O COOPERATIVISMO NO MUNDO E NO BRASIL Ampliação e consolidação do movimento cooperativista As experiências exitosas das cooperativas tornaram-se modelo para grupos de pessoas de diversas categorias, tanto nas áreas urbanas quanto nas rurais. O número de novos empreendimentos crescia em diversos países, sobretudo nos períodos de adversidades, confirmando a afirmação de Rodrigues de que as cooperativas são filhas das crises. O cooperativismo se consolidava com a finalidade de propiciar o atendimento às necessidades coletivas de pessoas, não do lucro e como uma alternativa democrática, 17

18 equilibrada e justa de promoção do desenvolvimento socioeconômico, associado a valores e princípios universais. Os modelos autônomos de negócios assumiram papel importante para as pessoas, que se tornavam protagonistas do seu crescimento e da retomada do desenvolvimento social e econômico das suas regiões e seus países. Na Alemanha, por exemplo, em meados do século XIX, uma parcela significativa da população encontrava-se socialmente desestruturada e empobrecida. Suas dívidas com os antigos patrões e agiotas eram praticamente impagáveis. Aqueles que se aventuravam em empreender alguma atividade, rural ou urbana, além de não possuírem experiência para administrar seus pequenos empreendimentos, tinham de enfrentar as práticas de livre comércio em condições totalmente desvantajosas. Os graves problemas com a colheita nos anos de 1846/1847 levaram o país à penúria e à fome. Os serviços bancários eram inacessíveis para a grande maioria. Nesse contexto, em 1862, Friedrich Wilhelm Raiffeisen organizou uma associação, em Weyerbusch (Westerwald), para minimizar a miséria enfrentada pela população rural. Em 1864, fundou a Heddesdorfer Darlehnskassenverein (Sociedade de Heddesdorf Loan), conhecida como a primeira cooperativa de tradição Raiffeisen. Na mesma época, na área urbana, Hermann Schulze-Delitzsch fundou a primeira associação de poupança e crédito para oferecer assistência financeira aos artesãos, como forma de viabilizar a compra de matérias-primas pelos carpinteiros e sapateiros, em especial. Essa iniciativa estava baseada na visão do seu fundador de que, somente com o abandono da subserviência e a transformação das fraquezas individuais em força coletiva, seria possível alcançar a melhoria das condições econômicas e sociais. As ideias, os conceitos e experiências de Friedrich Wilhelm Raiffeisen logo chegaram à Holanda, que, em 1895, inaugurava sua primeira cooperativa de crédito rural, seguindo o modelo Raiffeisen, e com o ideal de fortalecimento coletivo dos pequenos pecuaristas e agricultores. Considerada, nos séculos XVII e XVIII, o país mais rico e próspero do mundo, após a Revolução Industrial e com o agravante da I Guerra Mundial, a Holanda tornou-se um dos países mais pobres. A condição de miséria e penúria reportada no caso da Alemanha repetia-se em sua vizinha. As cooperativas de crédito, à época, foram responsáveis, também, pelo resgate do crescimento do país, tendo, na atividade rural, o mote do desenvolvimento econômico holandês e, nos bancos cooperativos, o seu esteio. Atualmente, o Rabobank, banco cooperativo da Holanda, 18

19 ocupa a primeira posição entre as instituições financeiras daquele país, e a décima de toda a Europa (RABOBANK, 2015). Vários exemplos podem ser elencados e reconhecidos como a força motriz do desenvolvimento socioeconômico e a reconstrução da dignidade humana na Europa. Atualmente, segundo a Aliança Cooperativa Internacional, órgão máximo do cooperativismo, criado em 1895, o número de associados às cooperativas presentes em 95 países dos cinco continentes chega a um bilhão de pessoas. Considerando os empregados e familiares, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), três bilhões de pessoas são beneficiárias de atividades cooperativas. No Brasil, o cooperativismo surgiu em Ouro Preto (MG), em 1889, com uma cooperativa de consumo denominada Sociedade Cooperativa Econômica dos Funcionários Públicos de Ouro Preto. No Sul do país, a influência dos imigrantes europeus que traziam em sua bagagem as experiências com o trabalho associativo levou à constituição, em 1902, da primeira cooperativa de crédito do país, no estado do Rio Grande do Sul, por iniciativa do padre suíço Theodor Amstadt. Em 1907, foi a vez de as cooperativas de produtores rurais começarem a ser estruturadas, visando à eliminação dos intermediários da produção agrícola, cuja comercialização era controlada por estrangeiros (SISTEMA OCB, 2008). Outros segmentos econômicos passaram a adotar a cooperativa como modelo de negócios. Em 1967, em Santos (SP), surgem as cooperativas de trabalho médico Unimed, alcançando, atualmente, o título de maior sistema cooperativo de saúde no mundo. Com o crescimento do cooperativismo no Brasil, em 2 de dezembro de 1969, foi criada a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), sendo registrada em cartório no ano seguinte. A OCB é uma sociedade civil e sem fins lucrativos, com neutralidade política e religiosa. Por força da Lei 5.764/71, firma-se como única representante e defensora dos interesses do cooperativismo nacional. Atualmente, o Sistema Cooperativista Brasileiro é composto de cooperativas, distribuídas em 13 segmentos econômicos: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, habitacional, infraestrutura, turismo e lazer, produção, saúde, trabalho, transporte e mineral. Essas instituições somam mais de 11,5 milhões de cooperados e empregam diretamente 337 mil pessoas (SISTEMA OCEMG, 2014). Em 2014, as cooperativas brasileiras responderam por mais de US$ 5,3 bilhões em exportações de produtos para mais de cem países. 19

20 Ramos do cooperativismo no Brasil Agropecuário: composto pelas cooperativas de produtores rurais ou agropastoris e de pesca. Os meios de produção pertencem aos cooperados. À cooperativa, cabe viabilizar o beneficiamento da produção agropecuária, em casos em que haja agregação de valor ao produto primário e comercialização ou somente a comercialização, excluindo-se do processo os intermediários. Geralmente, as cooperativas agropecuárias também prestam serviços de assistência técnica veterinária, agronômica ou zootécnica aos seus associados, além de propiciar acesso a insumos e outros materiais de uso na atividade rural. (SESCOP, 2007) Consumo: sendo o ramo mais antigo no Brasil e no mundo, as cooperativas de consumo dedicam-se à compra em comum de artigos de consumo para seus cooperados. (SESCOP, 2007). O segmento mais comum desse ramo é o de supermercado, embora haja cooperativas dedicadas a outros tipos de produtos. Crédito: autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, as cooperativas de crédito são instituições financeiras que prestam serviços correlatos aos seus cooperados. Realizam todas e quaisquer operações do mercado financeiro, geralmente, em melhores condições de juros do que os bancos tradicionais. Podem ser abertas ou formadas por grupos específicos da sociedade (empregados de uma única empresa ou setor, empresários, profissionais liberais de uma categoria específica, produtores rurais, entre outros). Nesse caso, são denominadas cooperativas de livre admissão (SESCOP, 2007). Educacional: tanto podem ser constituídas por professores quanto por pais de alunos e/ou alunos. O principal objetivo dessas cooperativas é oferecer a oportunidade de acesso a uma educação de qualidade. Quando formadas por pais de alunos ou alunos, outro foco é o custo da educação. (SESCOP, 2007) Especial: são cooperativas de pessoas que precisam ser tuteladas (menores de idade ou relativamente incapazes) ou que estão em situação de desvantagem nos termos da Lei 9.867, de 10 de novembro de Nesse ramo, é necessária a indicação de um tutor, 20

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