Ação direta de inconstitucionalidade. e da ação declaratória de constitucionalidade perante

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1 Capítulo IV Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: Análise do art. 103 da constituição e da Lei nº 9.868/99 1. Artigo 1º da Lei nº 9.868/99 (Objeto da lei e competência do stf) CAPÍTULO I DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE Art. 1 º Esta Lei dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal Objeto da Lei A Lei nº 9.868/99 trata de regras procedimentais da ação direta de inconstitucionalidade (ADI), que é qualificada pela doutrina como o principal instrumento de provocação do controle abstrato e concentrado de normas do Supremo Tribunal Federal. Cuida-se de uma ação para a defesa genérica das normas presentes na Constituição Federal de 1988, quando houver sua violação por lei ou ato normativo federal ou estadual. A Lei nº 9.868/99 trata, ainda, das regras sobre o processo e o julgamento da ação declaratória de inconstitucionalidade (ADC), a qual será estudada mais a frente Competência originária do STF É do Supremo Tribunal Federal a competência originária para julgar eventual ADI e ADC que tenha por objeto lei ou ato normativo em face da Constituição Federal de Caso outro tribunal aceite uma ação com finalidade de analisar em abstrato a constitucionalidade de uma norma em face 87

2 Bruno Taufner Zanotti da Constituição Federal de 1988, ocorrerá a usurpação da competência do Pretório Excelso, admitindo-se o uso da reclamação direto no Supremo Tribunal Federal, para fins de preservação de sua competência originária. 2. Art. 2º da Lei nº 9.868/99 E 103 da constituição (legitimidade para agir) Os artigos possuem redação similar; portanto, segue abaixo o artigo presente na Constituição: Art Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I o Presidente da República; II a Mesa do Senado Federal; III a Mesa da Câmara dos Deputados; IV a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; V o Governador de Estado ou do Distrito Federal; VI o Procurador-Geral da República; VII o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII partido político com representação no Congresso Nacional; IX confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. Diferentemente da Constituição anterior, em que a representação de inconstitucionalidade era monopólio do Procurador-Geral da República, a Constituição de 1988 trouxe um amplo rol de legitimados em seu artigo 103, que foi, posteriormente, repetido no art. 2º da Lei nº 9868/99. Trata- -se de rol taxativo e concorrente. Alguns dos legitimados possuem certas peculiaridades que devem ser mais bem analisadas: a) Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil: Ressalta-se que somente o Conselho Federal é legítimo, não abrangendo os Conselhos Seccionais dos Estados; b) Partido Político com representação no Congresso Nacional: Consoante ADI-AgR 779, 100 a representação partidária perante o Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas, constitui prerrogativa jurídico-processu ADI-AgR 779, julgada em 8/10/1992, Rel. Ministro Celso de Mello 88

3 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: al do Diretório Nacional do Partido Político, que é ressalvada deliberação em contrário dos estatutos partidários o órgão de direção e de ação dessas entidades no plano nacional. ATENÇÃO: A perda superveniente de representação do partido político no Congresso não leva à extinção da ação, uma vez que a aferição da legitimidade é feita somente no momento da propositura da ADI 101. Desse modo, por exemplo, se o mandato do único representante de certo partido político no Congresso Nacional chega ao fim, se já proposta a ADI, esta não sofrerá qualquer influência de tal fato, pois, como foi exposto, a legitimidade para a ação é analisada exclusivamente em sua propositura. c) Confederação Sindical: Como se depreende do próprio texto constitucional, somente a confederação sindical possui legitimidade ad causam para a ADI, não se admitindo a propositura da ação pelos sindicatos ou pelas federações. d) Entidade de Classe de Âmbito Nacional: O conceito do que vem a ser Entidade de Classe de Âmbito Nacional é construído pelo Supremo Tribunal no exercício de sua Jurisdição Constitucional. Como regra, é necessária uma declaração formal da abrangência (âmbito nacional) da entidade, constante do seu ato constitutivo, bem como a prova material de que a referida entidade possua membros em pelo menos nove Estados da Federação 102. Ademais, são enquadradas na expressão Entidades de Classe de Âmbito Nacional: as associações de associações ou entidade de classes de segundo grau, ou seja, possuem legitimidade as associações que congregam exclusivamente pessoas jurídicas. A admissão ocorreu a partir de 2004 na ADI-AgRg 3153, posição que foi confirmada na ADI 15 (julgada em 14/6/2007, rel. Ministro Sepúlveda Pertence). Por outro lado, algumas hipóteses não foram aceitas pelo Supremo Tribunal Federal. Não são casos de Entidade de Classe de Âmbito Nacional: Quando seus membros pertencerem a categorias diversas (composição híbrida). Nas palavras do STF, pessoas jurídicas de direito privado, que reúnam, como membros integrantes, associações de natureza civil e organismos de caráter sindical, desqualificam-se precisamente em 101. ADI-Agr-Agr 2618, julgada em 12/8/2004, Rel. para acórdão Ministro Gilmar Mendes O entendimento consta do inteiro teor do acórdão da ADI-MC 2866, julgada em 25/9/2003, rel. Ministro Gilmar Mendes. 89

4 Bruno Taufner Zanotti função do hibridismo dessa composição como instituições de classe, cuja noção conceitual reclama a participação, nelas, dos próprios indivíduos integrantes de determinada categoria, e não apenas das entidades privadas constituídas para representá-los 103. A UNE (União Nacional dos Estudantes), como entidade associativa dos estudantes universitários brasileiros [...] no que concerne às entidades de classe de âmbito nacional (segunda parte do inciso IX do art. 103 da Constituição), vem o STF conferindo-lhes compreensão sempre a partir da representação nacional efetiva de interesses profissionais definidos. Não se cuida, entretanto, nessa situação, do exercício de uma profissão, no sentido do art. 5º, XIII, da lei fundamental de Assim, tal julgado consolidou o entendimento de que a expressão entidade de classe é melhor entendida como categoria profissional. Qualquer que seja o mais elástico conceito de entidade de classe que se pretenda adotar, nele não se inclui associação que reúne, como associados, órgãos públicos, que não têm personalidade jurídica, e diferentes categorias de servidores públicos 105. O STF 106 nega legitimidade à C.U.T (Central Única dos Trabalhadores) para propositura da ADI: Sendo a autora constituída por pessoas jurídicas de natureza vária, e que representam categorias profissionais diversas, não se enquadra ela na expressão entidade de classe de âmbito nacional, a que alude o artigo 103 da Constituição, contrapondo-se às confederações sindicais, porquanto não é uma entidade que congregue os integrantes de uma determinada atividade ou categoria profissional ou econômica, e que, portanto, represente, em âmbito nacional, uma classe. Por outro lado, não é a autora e nem ela própria se enquadra nesta qualificação uma confederação sindical, tipo de associação sindical de grau superior devidamente previsto em lei (C.L.T. artigos 533 e 535), o qual ocupa o cume da hierarquia de nossa estrutura sindical e ao qual inequivocamente alude a primeira parte do inciso IX do artigo 103 da Constituição ADI 108, julgada em 13/4/1992, Rel. Ministro Celso de Mello ADI-MC 894, julgada em 18/11/1993, Rel. Ministro Néri da Silveira ADI 67, julgada em 18/4/1990, Rel. Ministro Moreira Alves ADI 1442, julgada em 3/11/2004, Rel. Ministro Celso de Mello ADI 271 MC, julgada em 24/9/1992, Rel. Ministro Moreira Alves. 90

5 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: Aplicação em Concurso: (TJ/TO/Juiz/2007/modificada) "Determinada associação nacional, integrada por pessoas físicas e por associações estaduais cuja atuação se confunde com aquela, propôs no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) contra o art. X da Lei Y de um estado da Federação. Conforme recente entendimento do próprio STF, a citada ação direta de inconstitucionalidade contém vício de legitimação ativa, já que a autora se constitui em associação composta por associações." OBS: A assertiva foi considerada falsa. (TJ/PR/Juiz/2007/modificada) "Podem propor ADI e ADC associação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional." OBS: A assertiva foi considerada falsa Pertinência temática Alguns dos legitimados do art. 103 da Constituição Federal somente podem apresentar Ação Direta de Inconstitucionalidade se comprovarem, na petição inicial, a relação de pertinência temática existente entre o objeto da ADI e sua atividade. A pertinência temática consiste na necessidade de comprovar que o objeto da ADI tenha relação direta com as finalidades institucionais específicas do legitimado: [...] requisito da pertinência temática, que se caracteriza pela existência do nexo de afinidade entre os objetos institucionais da entidade que ajuizou a ação direta e o conteúdo material dos dispositivos por ela impugnados. 108 Por exemplo, o governador pode propor ADI contra lei estadual de outro Estado perante o STF, exigindo-se, para tanto, a comprovação de pertinência temática, ou seja, que a lei a ser impugnada afete o seu Estado. Em causas tributárias, essa questão é facilmente verificada quando um Estado cria determinado imposto capaz de incidir em fatos geradores além do seu território. ATENÇÃO: A necessidade de comprovação da pertinência temática é colocada como requisito para propositura da ADI de três legitimados: (a) a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal, (b) o Governador de Estado ou do Distrito Federal e (c) a confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional Trecho do voto do Relator Ministro Celso de Mello, na ADI 4190 REF-MC, julgada em 10/3/

6 Bruno Taufner Zanotti IMPORTANTE: Nos casos em que a representação adequada deve ser comprovada na propositura da ADI, o controle da legitimidade deve ser feito pelo STF (controle ope iudicis). Trata-se de verdadeiro pré-requisito para a análise do mérito, tanto que a necessidade de esses legitimados provarem a pertinência temática muito se assemelha com o estabelecimento de uma condição da ação análoga, talvez, ao interesse de agir 109. Por isso, eles são classificados como legitimados ativos especiais, o que os diferencia dos demais, que não necessitam de provar a pertinência temática e que são classificados como legitimados ativos universais 110. Aplicação em Concurso: (TJ/SE/Juiz/2008/modificada) "O governador de Sergipe não pode ajuizar, no STF, ação direta de inconstitucionalidade contra lei paulista que cuida de isenção de ICMS, por carecer de pertinência temática." OBS: A assertiva foi considerada falsa, uma vez que a análise da pertinência temática não pode ser feita em abstrato, pois é possível que a lei paulista, ao criar algumas hipóteses de isenção de ICMS, tenha prejudicado o Estado de Sergipe, o que tornaria o governador de Sergipe parte legitima na ADI. (DPU/Defensor/2007) "Considerando a jurisprudência do STF, a OAB não está submetida ao requisito da pertinência temática em ação direta de inconstitucionalidade." OBS: A assertiva foi considerada verdadeira Natureza jurídica dos legitimados Em razão dos legitimados agirem na defesa da ordem constitucional, não se buscando um interesse concreto, podem ser considerados advogados do interesse público ou advogados da Constituição Artigos 3º e 4º da Lei nº 9.868/99 (Petição inicial) Art. 3 º A petição indicará: I o dispositivo da lei ou do ato normativo impugnado e os fundamentos jurídicos do pedido em relação a cada uma das impugnações; II o pedido, com suas especificações MENDES, COELHO e BRANCO, 2008, p NOVELINO, 2008, p LENZA, 2010, p

7 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando subscrita por advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias da lei ou do ato normativo impugnado e dos documentos necessários para comprovar a impugnação. Art. 4 º A petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator. Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial Objeto da ADI (art. 3º, inciso I, da Lei nº 9.868/99): De acordo com o art. 102, inciso I, alínea a da Constituição Federal, pode ser objeto de ADI lei ou ato normativo federal ou estadual. Trata-se de afirmativa genérica que deve ser analisada com base na jurisprudência do STF Normas constitucionais Normas do Poder Constituinte Originário Não se admite ADI para fins de controle das normas criadas pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988, pois o Poder Constituinte Originário não pode sofrer limitações por um Poder Constituído 112. Ademais, o STF não é fiscal do Poder Constituinte Originário para fins de verificar se este violou princípios de direito suprapositivo. Eventuais conflitos entre normas do poder constituinte originário devem ser resolvidos pela hermenêutica e não pela expulsão de uma das normas. Aplicação em Concurso: (PGM/Natal/Procurador/2008) "Segundo a jurisprudência do STF, é viável o controle de constitucionalidade de norma constitucional originária em face de outra norma constitucional originária de hierarquia inferior." OBS: A assertiva foi considerada falsa. Primeiro, porque, conforme a melhor doutrina, inexiste hierarquia entre normas do poder constituinte originário. Segundo, porque, não se admite o controle de constitucionalidade de norma constitucional originária em face de outra norma constitucional originária ADI 815, julgada em 28/3/1996, Rel. Ministro Moreira Alves. No mesmo sentido é possível observar a ementa da ADI 4097 AgR (julgada em 8/10/2008, Rel. Ministro Cezar Peluzo): Norma constitucional originária. Objeto nomológico insuscetível de controle de constitucionalidade. Princípio da unidade hierárquico-normativa e caráter rígido da Constituição brasileira. Doutrina. Precedentes. Carência da ação. Inépcia reconhecida. Indeferimento da petição inicial. Agravo improvido. Não se admite controle concentrado ou difuso de constitucionalidade de normas produzidas pelo poder constituinte originário. 93

8 Bruno Taufner Zanotti Emendas Constitucionais de Revisão (decorrentes do art. 2º do ADCT da Constituição Federal) O STF só aceita o controle de tais emendas via ADI para fins de aferir a compatibilidade material (art. 60, 4º, da Constituição) Demais Emendas Constitucionais O controle pelo STF, via ADI, dessas emendas é amplo devendo-se aferir os limites formais (respeito ao procedimento), circunstanciais (a Constituição não será emendada na vigência de Intervenção Federal, Estado de Sítio e Estado de Defesa), materiais (respeito às cláusulas pétreas previstas no art. 60, 4º da Constituição) e implícitos às Emendas Constitucionais Normas constitucionais revogadas e com eficácia exaurida Não se admite que a ADI tenha por objeto as normas constitucionais revogadas por Emendas Constitucionais supervenientes, ou as normas constitucionais com eficácia exaurida, como se ocorre em muitas disposições do ADCT da CF/88. Deve-se observar que é possível a discussão da inconstitucionalidade das normas constitucionais revogadas via controle difuso de constitucionalidade, desde que elas não sejam fruto do Poder Constituinte Originário. Na mesma linha de pensamento, a análise da inconstitucionalidade das normas com eficácia exaurida também pode ser objeto de controle difuso de constitucionalidade, desde que não sejam fruto do Poder Constituinte Originário. Aplicação em Concurso: (MPF/Procurador da República/Discursiva) "As emendas constitucionais estão sujeitas ao controle jurisdicional de constitucionalidade?" OBS: Trata-se de questão discursiva, em que o candidato deve abordar, entre outros temas, o conceito de controle de constitucionalidade, a possibilidade do controle de constitucionalidade das normas do poder constituinte originário, das emendas constitucionais de revisão e das demais emendas constitucionais. Sobre o tema, a análise também deve abranger as emendas constitucionais revogadas, cujo controle ocorre por meio do controle difuso de constitucionalidade Preâmbulo das Constituições dos Estados Consoante posição do STF 114, o preâmbulo das Constituições estaduais não pode ser objeto de controle de constitucionalidade. Ele somente re ADI MC 981, julgada em 17/12/1993, Rel. Néri da Silveira ADI 2076, julgada em 15/08/2002, Rel. Carlos Velloso. 94

9 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: flete uma posição ideológica, não sendo norma de reprodução obrigatória. Todavia, sua relevância jurídica é demonstrada por traçar diretrizes políticas, filosóficas e ideológicas da Constituição Constituição Estadual Embora tenham natureza constitucional, as Constituições Estaduais não são decorrência do Poder Constituinte Originário, devendo, portanto, observar as disposições da Constituição Federal de Desse modo, o Pretório Excelso pode controlar a constitucionalidade das Constituições Estaduais por meio da ADI, como, por exemplo, a necessidade de elas observarem normas de repetição obrigatória da Constituição Federal Lei Orgânica Municipal Não pode ser objeto de controle de constitucionalidade via ADI no Supremo Tribunal Federal, uma vez que a competência desse Tribunal somente abrange normas federais e estaduais. No entanto, como será estudado, poderá a constitucionalidade ser impugnada via arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) ou ainda por meio do controle difuso de constitucionalidade Leis Cabe ADI, no STF, em face de qualquer espécie normativa constante do art. 59 da Constituição, desde que federal ou estadual. Não se admite que lei ou ato normativo municipal seja objeto de ADI no Supremo Tribunal Federal Leis e atos normativos anteriores à Constituição Federal de 1988 Leis e atos normativos anteriores à atual Constituição não podem ser objeto de controle de constitucionalidade via ADI, pois a incompatibilidade com a nova Constituição se resolve pelo fenômeno da recepção (foram revogadas pela atual Constituição), e não com base na inconstitucionalidade da norma. O controle de constitucionalidade concentrado via ADI se limita às leis e atos normativos posteriores à Constituição Federal de Contudo, é possível, pelo controle difuso, utilizar-se da não recepção como fundamento em eventual ação autônoma ou ainda utilizar-se da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) Leis ordinárias, complementares e delegadas Todas as citadas leis podem ser objeto de ADI no Supremo Tribunal Federal, desde que estaduais ou federais. Aplicação em Concurso: (TJ/DFT/Analista/2008) 95

10 Bruno Taufner Zanotti "Compete ao STF processar e julgar, originariamente, ação direta de inconstitucionalidade contra lei ou ato normativo municipal, frente à Constituição Federal, pois qualquer norma em contrário constituiria tese limitativa à condição de guardião da Constituição Federal ostentada pelo STF." OBS: A assertiva foi considerada falsa Leis ou atos normativos durante a vacatio legis Após a publicação, qualquer lei ou ato normativo pode ser objeto de ADI no STF, mesmo que durante a vacatio legis (lei já publicada, mas ainda sem produzir efeitos), em razão de já existir no ordenamento jurídico Leis do Distrito Federal (DF) O Distrito Federal é um ente político com capacidade legislativa estadual e municipal. O cabimento da ADI, no STF, em face de tais leis, deve ser analisada com cautela, uma vez que somente as leis do Distrito Federal decorrentes da sua capacidade legislativa estadual podem ser objeto de ADI, ao passo que não se admite como objeto a análise pelo STF da constitucionalidade das leis decorrentes da capacidade legislativa municipal 115. Essas últimas poderão ter sua constitucionalidade impugnada via Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) ou por meio do controle difuso de constitucionalidade Medida Provisória Apesar da Medida Provisória não ser lei em sentido estrito, possui força de uma. Pode ser objeto de ADI. No entanto, vários questionamentos devem ser levantados: a) Quais efeitos abrange a concessão de medida cautelar em ADI que tenha por base uma medida provisória? Mendes, Coelho e Branco 116 respondem tal questionamento: O Supremo Tribunal Federal tem concedido inúmeras liminares com o propósito de suspender a eficácia dessas medidas como ato dotado de força normativa, ressalvando, porém, a sua validade enquanto proposição legislativa suscetível de ser convertida ou não em lei S. 642 do STF: Não cabe ação direta de inconstitucionalidade de lei do Distrito Federal derivada da sua competência legislativa municipal MENDES, COELHO e BRANCO, 2008, p

11 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: b) Se a medida provisória não for convertida em lei (foi rejeitada ou decorreu in albis o prazo constitucional para apreciação pelo Congresso Nacional) antes do julgamento final da ADI, a ação estará prejudicada? De acordo com jurisprudência pacífica do STF, a resposta é positiva, por ocorrer a perda do objeto da ADI c) Se a medida provisória for convertida em lei antes do julgamento final da ADI, o que acontece com a ação? Para ser possível a continuação da ADI, dois elementos devem estar presentes 119. Primeiro, não pode ter ocorrido alteração substancial na conversão da medida provisória em lei e, segundo, o legitimado da ADI deve aditá-la com a lei fruto da conversão. Caso os elementos não estejam presentes, a ADI estará prejudicada. d) O STF possui competência para efetuar o controle da relevância e urgência das medidas provisórias? Como regra, o STF não admite o controle da relevância e urgência das medidas provisórias. Contudo, a suprema Corte somente admite o exame jurisdicional do mérito dos requisitos de relevância e urgência na edição de medida provisória em casos excepcionalíssimos, em que a ausência desses pressupostos seja evidente 120, o que caracteriza o abuso da discricionariedade 121 na utilização de tal instrumento pelo Chefe do Executivo. Exemplo disso se dá quando o próprio Presidente da República revoga a medida provisória antes da sua conversão em lei, mas ele mesmo, em seguida, a reedita. Nessa hipótese, decidiu o STF que o ato de revogação pura e simples de uma medida provisória outra coisa não é senão uma auto-rejeição; ou seja, o autor da medida ao se antecipar a qualquer 117. ADI 1976, julgada em 28/3/2007, Rel. Ministro Joaquim Barbosa Importante ressaltar que, em tema correlato (revogação da lei), outra foi a posição do STF em 2008 (ADI 3232): se já estiver em pauta a votação da ADI, a revogação da lei não subtrai do STF a competência para examinar a constitucionalidade da norma até então vigente. Ainda não existe posição específica do STF para aplicar o mesmo entendimento às medidas provisórias que não foram convertidas em lei Nesse sentido ADI 4049, ADI-MC 4048 e ADI ADI-MC 2527, julgado em 16/8/2007, Rel. Ministra Ellen Gracie AI-AgR , julgado em 2/5/2006, Rel. Ministro Joaquim Barbosa: MEDIDA PROVISÓ- RIA. REQUISITOS DA URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. O entendimento desta Corte é no sentido de que o exame dos requisitos da urgência e relevância somente pode ser submetido ao Judiciário quando se configurar abuso da discricionariedade pelo chefe do Poder Executivo. 97

12 Bruno Taufner Zanotti deliberação legislativa para proclamar, ele mesmo (Poder Executivo), que sua obra normativa já não tem serventia. Logo, reeditá-la significaria artificializar os requisitos constitucionais de urgência e relevância, já categoricamente desmentidos pela revogação em si 122. Observe que tal regra sofreu certa modificação quando se analisam medidas provisórias para abertura de crédito orçamentário. Nesses casos, além da relevância e urgência, o art. 167, 3º, da Constituição, traz outros dois requisitos (despesas imprevisíveis e urgentes) que devem ser levados em consideração na edição da medida provisória. A problemática foi objeto de análise na ADI-MC , na qual o Pretório Excelso admitiu o exame do que vem a ser imprevisibilidade e urgência, ao fundamento de que, ao contrário do que ocorre em relação aos requisitos de relevância e urgência (art. 62), que se submetem a uma ampla margem de discricionariedade por parte do Presidente da República, os requisitos de imprevisibilidade e urgência (art. 167, 3º) recebem densificação normativa da Constituição. Os conteúdos semânticos das expressões guerra, comoção interna e calamidade pública constituem vetores para a interpretação/ aplicação do art. 167, 3º c/c o art. 62, 1º, inciso I, alínea d, da Constituição. Guerra, comoção interna e calamidade pública são conceitos que representam realidades ou situações fáticas de extrema gravidade e de consequências imprevisíveis para a ordem pública e a paz social, e que dessa forma requerem, com a devida urgência, a adoção de medidas singulares e extraordinárias. No caso, decidiu-se que a leitura atenta e a análise interpretativa do texto e da exposição de motivos da MP nº 405/2007 demonstram que os créditos abertos são destinados a prover despesas correntes, que não estão qualificadas pela imprevisibilidade ou pela urgência. A edição da MP nº 405/2007 configurou um patente desvirtuamento dos parâmetros constitucionais que permitem a edição de medidas provisórias para a abertura de créditos extraordinários. A questão, apesar de julgada pelo Pleno, foi tratada em medida cautelar, e o mérito ainda será julgado, ao final do procedimento. e) A conversão em lei é capaz de sanar os vícios até então presentes na medida provisória? 122. ADI-MC 3964, julgada em 12/12/2007, Rel. Ministro Carlos Brito ADI-MC 4048, julgada em 14/5/2008, Rel. Ministro Gilmar Mendes 98

13 Ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade: De acordo com recente jurisprudência 124 do Supremo Tribunal Federal, a lei de conversão não convalida os vícios existentes na medida provisória. Nesse sentido, observa-se a passagem do voto do Ministro Celso de Mello na ADI-MC 4048, [...] nem mesmo a superveniência de uma emenda à Constituição quanto mais a promulgação de uma simples lei de conversão pode convalidar, ainda que para o futuro, diploma legislativo originariamente inconstitucional. Agora, questiona-se: esse tratamento também se aplica aos eventuais vícios decorrentes da relevância e urgência da medida provisória? De acordo com a posição clássica do STF (com decisões nesse sentido até 2007), nos casos em que é possível o exame da relevância e urgência via ADI, encontra-se superada a análise dos pressupostos de relevância e urgência da medida provisória com o advento da conversão desta em lei 125. Contudo, o STF, ao julgar a ADI-MC 4048, mudou seu posicionamento ao colocar que a lei de conversão não convalida os vícios existentes na medida provisória. O voto do Ministro Celso de Mello, na ADI-MC 4048, acima citada, é bem rigoroso nesse ponto: se a superveniência de uma emenda à Constituição não convalida uma lei inconstitucional, muito menos força terá uma mera lei de conversão, a qual manterá os vícios até então existentes e, acrescentamos, mesmo que seja em relação à relevância e urgência da medida provisória. No mesmo sentido é o julgamento da ADI-MC Divergência entre ementa da lei e seu conteúdo Não se admite controle de constitucionalidade em vício dessa natureza, por não ser suficiente para configurar afronta à Constituição Federal de Nesse sentido, a ADI : A lei que veicula matéria estranha ao enunciado constante de sua ementa não ofende qualquer postulado inscrito na Constituição e nem vulnera qualquer princípio inerente ao processo legislativo. Inexistência, no vigente sistema de direito constitucional positivo brasileiro, de regra idêntica a consagrada pelo art. 49 da revogada Constituição Federal de Nesse sentido, ADI-MC 4048 (julgada em 14/5/2008, Rel. Ministro Gilmar Mendes) e ADI 4049 (noticiada no Inf. 527 do STF em 5/11/2008) ADI 1976, julgada em 28/3/2007, Rel. Ministro Joaquim Barbosa ADI-MC 4049, julgada em 5/11/2008, Rel. Ministro Carlos Brito ADI-MC 1096, julgada em 16/3/1995, Rel. Ministro Celso de Mello. 99

14 Bruno Taufner Zanotti Tratados internacionais (com exceção dos que tenham conteúdo de direito humano) Tais tratados possuem status normativo de lei ordinária federal, localizando-se abaixo da Constituição Federal de 1988, o que possibilita seu amplo controle de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. É importante salientar que não é o tratado internacional em si o objeto de eventual ADI, mas sim o decreto legislativo que o incorporou na ordem jurídica 128. Desse modo, o tratado internacional, enquanto não incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro, não pode ser objeto de ADI. Aplicação em Concurso: (CESPE/TJ/AL/ 2008/modificada) "O tratado internacional poderá ser objeto de ADI logo após sua promulgação pelo Presidente da República." OBS: A assertiva foi considerada verdadeira Tratados internacionais de direitos humanos Os tratados internacionais que veiculem conteúdo relacionado com direitos humanos podem adentrar o ordenamento jurídico como norma constitucional ou como norma supralegal, a depender do rito a que forem submetidos: Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais (art. 5º, 3º da Constituição) e, como foi analisado acima, poderão ser objeto de controle de constitucionalidade via ADI (verificar o item acima relativo à emenda constitucional). Contudo, se não aprovados com o citado quorum qualificado das emendas constitucionais, mas forem incorporados pelo quorum simples da lei ordinária, possuirão status normativo supralegal 129, ou seja, estarão abaixo da Constituição e acima das leis pátrias, o que resulta na aplicação da mesma regra acima analisada para os tratados em geral: não é o tratado internacional em si o objeto de eventual ADI, mas sim o decreto legislativo que o incorporou na ordem jurídica, além de 128. MENDES, COELHO e BRANCO, 2008, p Conforme noticiado no Inf. 531 do STF, em razão do julgamento final do HC e dos Recursos Especiais e , em 3/12/

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