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1 CT.DSL-DR- /00 Rio de Janeiro, 10 de abril de À Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL SAS, Quadra 06, Bloco H Edifício Ministro Sérgio Motta, 2º andar Biblioteca Brasília - DF CEP Fax Assunto: CONSULTA PÚBLICA CONJUNTA Nº 002, DE 10 DE MARÇO DE 2000 PROPOSTAS E COMENTÁRIOS DA EMPRESA BRASILEIRA DETELECOMUNICAÇÕES S.A. EMBRATEL Prezados Senhores, Com referência à consulta pública supra mencionada, emitida pela Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL, pela Agência Nacional de Telecomunicações ANATEL e pela Agência Nacional de Petróleo ANP, a EMBRATEL vem apresentar seus comentários sobre os termos da proposta de Regulamento Conjunto de Arbitragem de referidas Agências Reguladoras. 1. Considerações Específicas: Passaremos às nossas considerações sobre o texto proposto, com as respectivas propostas e comentários para as alterações. Capítulo I Das Disposições Gerais Art. 1º Eventuais conflitos decorrentes da aplicação e interpretação do Regulamento Conjunto de Compartilhamento de Infra-Estrutura entre os Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo, aprovado pela Resolução Conjunta n.º 001, de 24 de novembro de 1999, quando do desenvolvimento das negociações e da execução de contratos entre agentes destes setores, (serão) serão poderão ser dirimidos pelas Agências, no exercício da função de órgãos reguladores, por meio de procedimento de arbitragem estabelecido neste Regulamento, no caso das partes não optarem em proceder com a arbitragem prevista na Lei nº 9.307, de 23 de setembro de Razão: As partes devem ter a faculdade de optar pela hipótese que entendam mais adequada às suas necessidades. Art. 4º Na solução de conflitos, objeto deste Regulamento, as Agências e seus representantes obedecerão, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, honestidade, imparcialidade, Divisão de Suporte Legal da Diretoria de Assuntos Externos Av. Presidente Vargas, sala 1432 Centro - RJ CEP Tel: Fax:

2 ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público, e eficiência e independência. Razão: Entendemos fundamental o acréscimo deste princípio dada a natureza das atividades desenvolvidas no curso de um procedimento de arbitragem, bem como para que o texto deste dispositivo fique consistente com o art. 13 do presente regulamento. Capítulo II Das Partes Art. 6º As partes poderão valer-se, no curso da arbitragem, da assistência de advogado legalmente constituído.postular por intermédio de advogado, respeitada, sempre, a faculdade de designar quem as represente ou assista no procedimento arbitral. Razão: A redação sugerida amplia a faculdade das partes de postular por intermédio de advogado, quer na hipótese de simples assistência ou ainda na de representação legal. Capítulo IV Dos Impedimentos e da Suspeição Art. 12. Não pode atuar como membro da Comissão de Arbitragem quem tenha com as partes ou com o conflito que lhe for submetido, qualquer relação que caracterize caso de impedimento ou suspeição, aplicando-se-lhe, no que couber, os mesmos deveres e responsabilidades previstos na Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999.no Código de Processo Civil. Razão: Entendemos que a responsabilidade dos árbitros é enorme; daí a preocupação em garantir que os mecanismos que resguardam a isenção e imparcialidade dos mesmos sejam os mais abrangentes possíveis, caso em que a adoção das regras do Código Civil é mais adequada. Art. 14. A parte que pretender argüir impedimento ou suspeição de membro da Comissão de Arbitragem deverá fazê-lo no prazo de até quinze dias, contado da ciência do fato, por meio de requerimento na forma do art. 19, dirigido ao Presidente da Comissão. 1º O árbitro somente poderá ser recusado por motivo ocorrido após sua nomeação. Poderá, entretanto, ser recusado por motivo anterior à sua nomeação, quando: a) não for nomeado, diretamente, pela parte; ou b) o motivo para a recusa do árbitro for conhecido posteriomente à sua nomeação. 2º Os árbitros, quando no exercício de suas funções ou em razão delas, ficam equiparados aos funcionários públicos, para os efeitos da legislação penal. 2

3 Razão: Sugerimos a inclusão destes dois parágrafos como meio de evitar que as partes se utilizem da possibilidade da argüição de impedimento ou suspensão prevista neste dispositivo como expediente protelatório, comprometendo assim o bom andamento do procedimento de arbitragem. Seção II Do Requerimento Art. 21. O requerimento será instruído com a cópia da notificação prevista no parágrafo único do art. 16 deste Regulamento, bem como com os seguintes documentos, dentre outros considerados indispensáveis à apreciação do pedido: I cópia dos contratos firmados entre as partes e/ou minuta de contrato ou de termo aditivo sobre o qual possa residir o conflito, com os pontos controversos destacados e/ou; II - documentação comprobatória da negociação entre as partes; e III - cópia da notificação prevista no parágrafo único do art. 16 deste Regulamento. Razão: As alterações propostas neste artigo se devem ao nosso entendimento de que pode existir situação em que não se tenha contrato firmado ou minuta de contrato mas que a negociação já tenha se iniciado, o que pode ser comprovado com, por exemplo, cópia de cartas ou s trocados entre as partes. Art. 22. Verificando a Comissão de Arbitragem que o requerimento não preenche os requisitos exigidos neste Regulamento, ou que apresenta defeitos ou irregularidades capazes de dificultar a análise de mérito, determinará que o Requerente o emende, ou o complete, no prazo de até dez dias. Parágrafo único. Se o Requerente não cumprir a diligência, a Comissão declarará a extinção da o arquivamento dos autos do requerimento de arbitragem., determinando o arquivamento dos autos. Razão: Entendemos que o correto seria determinar o arquivamento dos autos do requerimento uma vez que a arbitragem ainda não teria sido instaurada, motivo pelo qual sugerimos o momento que julgamos adequado para a instauração da mesma no artigo seguinte. Art. 23. Estando em termos o requerimento, a Comissão de Arbitragem o receberá, dando por instaurada a arbitragem e ordenando a notificação do Requerido para que, no prazo de até dez dias, apresente informações e documentos relativos ao conflito. Razão: Não fica claro no texto da proposta o momento de instauração da arbitragem. Art. 25. O desatendimento à notificação não importará no reconhecimento absoluto da verdade dos fatos, nem na renúncia a direito pela parte notificada, sendo-lhe mantido o direito de ampla defesa no prosseguimento curso do processo, respeitadas as fases procedimentais já transcorridas. Razão: O inércia da parte em atender à notificação não pode representar em nenhum momento comprometimento do curso do processo ou mesmo significar solução de continuidade do mesmo. 3

4 Seção IV Dos Prazos Art. 26. Os prazos começam a correr a partir da data da cientificação oficial do recebimento das notificações, excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. Razão: entendemos que a expressão notificação está mais consistente com o restante do texto, uma vez que está presente em outros artigos. 1º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil seguinte se o vencimento cair em dia em que não houver expediente ou este for encerrado antes do horário normal nas dependências da Agência Reguladora do Requerente. Razão: Não há menção quanto ao local em que os documentos serão entregues. Seção V Da Instrução Art. 28. As atividades de instrução realizam-se de ofício pela Comissão de Arbitragem, sem prejuízo do direito das partes de propor atuações probatóriasrequerer as provas em direito admitidas. Razão: Entendemos que a redação proposta é de melhor técnica. 1º A Comissão de Arbitragem fará constar dos autos os dados necessários à motivação da decisão. Art. 29. Visando a adequada instrução processual procedimental, a Comissão de Arbitragem poderá: Razão: Entendemos que a redação proposta é de melhor técnica. Parágrafo único. O custo da produção probatória é coberto pelas partes envolvidas no conflito. de cada parte será por elas suportado integralmente. Razão: Cada uma das partes deverá suportar os ônus das provas que tenha solicitado. Art. 30. Cabe às partes a prova dos fatos que tenham alegado, podendo juntar documentos e pareceres, requerer diligências, e perícias, depoimento pessoal e oitiva de testemunhas, bem como aduzir alegações referentes à matéria. Razão: Entendemos que o rol de provas aqui elencado deve contemplar estas duas hipóteses, por se tratarem de meios de prova amplamente admitidos e utilizados em processos nos mais variados âmbitos, quer seja administrativo, judicial, etc. 4º A parte que tiver conhecimento sobre testemunha requerida pela outra parte que esteja ao seu amparo profissional deverá diligenciar no sentido de indicar seu paradeiro para os fins requeridos. 4

5 Razão: O objetivo desta inclusão é evitar que uma das partes dificulte ou impossibilite a localização e a participação de determinada pessoa no procedimento de oitiva de testemunhas. Seção VI Da Decisão Art. 32. Concluída a instrução, a Comissão de Arbitragem proferirá sua decisão no prazo de até vinte dias, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada, desde que o tempo total utilizado no procedimento de arbitragem não ultrapasse o prazo máximo de 180 dias. Razão: é fundamental estabelecer o prazo máximo de duração do processo de arbitragem, pois do contrário o mesmo pode ter seus objetivos frustados. Art. 35. Se, no curso da arbitragem, as partes chegarem a acordo quanto ao conflito, a Comissão de Arbitragem declarará sua extinção, determinando o arquivamento dos autos, homologando-o se requerido pelas partes. Razão: Entendemos que referida homologação conferiria ao acordo a oficialidade necessária e desejada pelas partes para um documento desta natureza. Seção VII Do Pedido de Reconsideração Art. 39. A tramitação do pedido de reconsideração observa as seguintes regras: II - decorrido o prazo de contra-razões, a Comissão proferirá a decisão, em 5 dias; Razão: Entendemos ser fundamental a fixação de prazo para que a comissão profira sua decisão final. Sendo estes nossos comentários e propostas a respeito da Consulta Pública Conjunta nº 002, ficamos na expectativa da compreensão desta Agência com relação à relevância das questões apontadas. Atenciosamente, Camilla Tedeschi de Toledo Tápias CHEFE DA DIVISÃO DE SUPORTE LEGAL IMRC:\ ConsultaPublica \ ComentáriosCPC_2.doc 5

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