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1 D IXIS E caesrae tu1'vm. * o CASU DO "1l6ORA" M RIA GUAOAl.UPf Of CASTItO UF MT (CPBG) Objet ivamos demonstrar que 0 deitico "490Jl4",por suas caracteristicas semantico/pragmaticas e discursivas e um forte elemento coesivo, que contribui para a organ! zacao textual, proporcionando elos referenciais relativos ao triingulol pessoa, espaco e tempo. Para a feitura desses el08 referenciais, 0 "490Jl4" aclona, tambem, a categ ria da coerencia para satisfazer as exigencias do ouvinte e/ou leitor, no que se relaciona com a compreensibilidade, 0 que aponta para uma certa flexibilidade de limites IMeCaniSDOS Coesivos e Dilxisl Conforme Koch (1989), os mecanismos de coesao e! tao ligados diretamente a "li.e6ejlel1c.tacacl" e a "4eqUel1c.t4- cao". Com esses mecanismos Ii po sslvel detectar um certo d! namismo, feito de progressoes e de recorrencias. Estamos entendendo que as recorrencias propor«ionadas pelo "a90jl.ci~, nio sio exatamente anaforicas, uma vez que este deitico ~ penas projeta elos referenclais ligados a trilogia pes-

2 *Yer.. (1976), ao anal1s&r pronomes da L1!l gua Portuguesa, prlncipalmentc os demonstrativos(con~ Hn~ que!t.", por e~lo, quando.e fa- referineia ao paasado) nio oa aponta como permitindo urna relacao anafarica. 0 autor apreaenta urnaoutra forma de relacao, que ele chama de "~t.l4c4o-~e6e4inci4h. que na realidade e a rela cao entre elementos do componente lingl1istico no ato comu nicativo. 0 seu funcionamento ocorre da seguinte forma: a travea do polo falante, 0 enunciado fornece algumas instrucoes (gramaticais, aemantico/sintiticas) ao ouvinte.c~ be a este a decisao de verificar a compatibilidade do li~ gl11stico e a situacaotextual, atraviis.dessa"~e lacdo-lle n! ~eltc,(,4". A proposta de Reinhart (19801 de certa forma cor robora a de Mayer-Hermann nesseparticular de "llelacao - It':' 6e~enci4", embora ela nao de tal nome. 0 que Reinhart faz e alertar para 0 fato de que na conversa espontanea os to picos mudam/ portanto, sac muito mais variiveis. Os elos que mantim um fio de coe8io nessa variacao de tapicos 0- correm atraves de el08 referenciais a nivel ~tico/pragmatico/dia.cursivo. No caso particular do deitico "ago~a". esses elo. sac referenciais espacio-temporais, principalmente. Referem-se, portanto, mais a uma armacao desses re ferenciais do que propriamente a informacao que constitui um topico (no sentido de contelido ou informacao principal). Alim das relacoes espacio-temporais, que promovem tambem uma seqoenciacao, principalmente I nos textos mais narrativos, hi tambem, em larga escala, casos em que o "ago44" apresenta funcoes mais proximll"sas de conjuncao,

3 11940do dois bloco8 8l\unc1aU,voj. De uma maneira geral, quando tratamos dos elos re fereneia1s, 0 que ocorre e ~ amalgama entre referenciacio e seqqeneiaeio: (1) Contexto: d~ilogo entre doeumentador e informante para 0 Projeto NURC 1nf ah ai fica entao uma espiga de milho com:as varias fileiras de milho presas na espiga. (al agora depois disso pode por colocar urn apare- Ihinho que chama debulhador de milho. (h) Doc. agora na espiga 0 senhor poderia descrever a espiga pra gente na hora que se que ela 5e.. que ela esta no pi? 118:231. cador (Marcuschi: 1985), ou seja, como elo referencial e~ tre 0 que esta sendo dito e a situacao interacional entre os interlocutoresl e como elo entre os seguimentos textuais anterior e posterior", promovendo a seqqenciacio do te~ o " " (b) marca: elo referencial entre temp2 -espaco da enunc1acao; elo referencial entre a texto e a.._ situacio de interacao; e elo referencial entre 08 dol. 8esl mentos textuais: anterior a ele e post~rior, eom funcoes semelhantes a urnoperador discursivo. Se nos voltarmos p~ ra a seqdene'1a da colocacao do" " (al e do "4g01t4" lbl, a funcao deles como seq6eneiadores fiea mais explleita.

4 I'onapto. 0 4i1~~ "49oU. apr nta pot.i 80 a. noese. de t:.ipo de pool "490lt4" > hac + bora" - (Souaa auve!_.,(1"3113s.*~;;;''''' hi.inda."categoda de pessoa. na _dida ea <Jue.~;i~IlBOltll" 80 pode,:8er enunciado por UJa' N&U" e. correlaeio').:,:u1ii".tu" dentj;'ode wna situ! eio e8pacio~t poral. LeV~D (1984), afirma que nas re~ gras dos participantes do~ento falado, a categoria dei-.::,:;r;,' tica apresenta uma gr at~lizaeio do falante sobre 51, enquanto que a diix1., ~1 refere-se acodificacao da lacacio espacial relativ&,.i locaeio dob participantes do 'i" o "Ilgolta", port~~, entra n~ssa,correlacaoeutu, por proxilllidadee.paci~..,telllpo.ral tantados falantes~. to do proprio evento nar~o, Q centro deitico, con'forme LevinsoD (1984», demon.tr~~~rtanto, a pessoa central do falante, oteapo central ~. que 0 falanta produz a expre! "t.' sac e 0 lugar central da',~,cio dos participantes do dis rj' o diitico "llgolt4~~pa~ece ~:~.. ponto central de onde i pq~lvel ~t1.~" \l.:":: ~". (2) Contezto: diilogo ent~'1nforjlla.ntee docwnentador do Projeto NO~i",... ~ioo: Censura na ~,polltica e p~ofissional. Inf. nio tea nada:\'}l,,':colao::acab.ide dlzer:: a n08sa vida poll~~~.ela foi eh:: retirada p! la Censura recserjj"!lh11nio foi na epoca... foi WI pouoo depois.~.chegamos afazar wnas quatro.presentacoe~.~! censuracomeeou a dar urn pouquinho ell,."e agora foi oficialmente

5 Tomando-se 0 "~go~4"como centro de onde passl vel :outras projeqoes, temo8t vida politica foi retirada pela censura (chegamos a fazer urnasqu~ tro apresentacoes) al tempo-espaco da enunciacao; bl el0 referencialentre 08 eventos; 01 -elo refe rencial situando os falan Genericamente, as funcoes coesivas do "a.guila.",.e malgamadas em referenciacao e sequenciacao sao as seguinel0 referencial de tempo-espaco dos eventos, elo referencial situando 0 falant~ no evento comunicativo, ou seja, de interaqi~ entre os interlocutores; e elo referenciale~ tre dois fragmentos ou partes do enunciado, ou seja, como um operador discursivo. Ao situar, principalmente aspectos mais interacionais, ocorre urna flutua io entre as categorias de coe- Reinhart (1980), que considera a coesao urna subcategoria da coerencia, urnavez que para a autora, urn texto coeren-

6 te ~ que Bat1.f er tria cond10o.a fundamental8:conectlvldade, conalstlnela relevincia. A conectividade e c~ ractedzada pelll aqtor.a C011lO coeaib, que ela define COlllO condiqio para a coneatenacia linear de senten(:as em urnte~ to. Essas sentenoas devem ser formalrr.enteeoneetadas (liestar referencialmente ligadas atraves de elos refereneials. 8e1nhart (1980), adverte que a condlcao para essa co~ sao mals referenelal, nao impliea que todas as sentenoas aejam sobre 0 mesmo topiea, mas sim que haja refereneiais ligados entre elas. Conforme analisamos, 0 "ago~a~sepre~ ta a esse papel de projetar esses el08 refereneiais. NOTA: Este trabalho sera publicado integralmente na Revista LETRAS - PUC. Canpinali. em seu pr~ximo numero. CASTILHO~ A.T PRE'l'I,0.(1987) A ti.nguagern 6atada c.f::. ~a n4 eldad~ d~ Sio Pauto. Queiroz/FAPESP, Sao Paulo. KOCH, 1.V.G. (19891 P~.i.nc..ipai4mec.ani4mo4 de co e4ao textual em Pc~tu9ue4. Copia mimeografada. MAYER-HERMANN, R. (19761 "Some topics in the study of referentials in Portugueses". R~ading in Po~tugue4e t.i.ngu.i.4tic.4.north-holland - Publishing Company - Amsbe~. PRETI, D URBANO, H. (19881 A tinguagem 6atada cutta na c..i.dadede S40 Paulo. Vol. III, Queiroz/FAPESP - Sao Pau 10.

7 HI", '1'. UI8O) CondiUotta for text Cohen,.. Inl POf.t.iu Todttl/, vol. 114, , ~l Av1'v.

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